quarta-feira, 24 de junho de 2009
Gleba Mamuru: não ao engessamento minerário
Caro editor,
Espero, com ansiedade e preocupação, que os órgãos que cuidam de provável RESEX ou PROEX, ou o EX que seja implantado em qualquer lugar deste Pará tenham a capacidade de escutar os anseios minerários antes de decretar este tipo de engessamento para um dos mais completos tipos de empreendimento sustentável do país, que é a mineração.
Não se pode imaginar que sejam imobilizados os recursos naturais do sub-solo, sem um estudo criterioso e detalhado a partir dos trabalhos geológicos realizados.
Infelizmente, no Pará, os gritos minerários ainda estão bastante roucos, posto que não existe, a nível de estado, um órgão que cuide da formalização e incentivo da mineração.
Continuo a exigir que a área ambiental caminhe sempre com igualdade em qualquer atividade exploratória no estado.
Peixe-boi amazônico
Equipe do Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA), do Instituto Chico Mendes, resgatou um filhote de peixe-boi amazônico de aproximadamente seis meses e o alojaram na base avançada do centro, em Belém, para readaptação e posterior reintrodução na natureza. Com 23 quilos e 110 centímetros de comprimento, o filhote de peixe-boi amazônico foi encaminhado para o Zoológico das Faculdades Integradas do Tapajós e, de lá, levado para a o CMA em Belém, onde permanecerá até o desmame, o que levará cerca de dois anos. Atualmente, a base avançada do CMA em Belém abriga cinco peixes-bois amazônicos, dos quais, a mais velha está com um ano e meio e a previsão é de que no próximo ano ela seja devolvida à natureza.
Mais dinheiro para reforma dos mercado Modelo
A obra está atrasada pelo menos seis meses.
Presidende da cooperativa de médicos dribla a imprensa
Comunidades do Rio Mamuru vão participar de mapeamento da região
Mapeamento – Durante a expedição pelo Rio Mamuru, técnicos do Ideflor visitarão as comunidades, que escolherão seus representantes para fazer parte do mapeamento participativo. O objetivo da ação será mapear áreas específicas que poderão ser utilizadas, por exemplo, para fins extrativistas, tendo como base os mapas do Instituto e informações dos comunitários. “A localização exata dessas áreas vai subsidiar o plano de uso da região, ou seja, que atividades econômicas serão desenvolvidas em determinados locais, seja em um PAEX (projeto de assentamento extrativista) ou RESEX (reserva extrativista)”, explica Daniel Francêz, Gerente de Outorga Florestal do Ideflor.
A partir do trabalho que será desenvolvido junto às comunidades do Rio Mamuru, será possível promover a regularização fundiária da região, além da melhoria da qualidade de vida da população, através da renda gerada com a utilização sustentável dos recursos naturais. A expedição deve durar aproximadamente dez dias.
(Fonte:Ideflor)
Bar Mascote, 75 anos
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Protesto contra embargo à carne paraense
Sindicatos ruralistas espalhados do Pará começam a organizar manifestações no Estado contra o embargo às 21 propriedades impedidas de comercializar boi para frigoríficos e grandes redes de supermercados. Hoje, uma comissão de vereadores de Santarém estará na Assembléia Legislativa requerendo sessão especial para discussão do tema.
Pecuaristas de Santana do Araguaia, no sul do Pará, decidiram bloquear as rodovias que dão acesso aos Estados de Mato Grosso e Tocantins, também em protesto contra o embargo. Em Altamira, na Transamazônica, os produtores rurais decidiram se manter em assembléia geral permanente até que a situação mude. Em Paragominas e Capanema, o movimento organiza protestos que poderão parar as BR-316 e BR-010.
'Agora que está caindo a ficha do MPF e estão querendo encontrar uma saída honrosa, discutindo o TAC. Esse movimento ocorre na base e eu não posso proibir', declarou o presidente da Federação da Agricultura, Carlos Xavier.
No próximo dia 10 de julho, ele estará em Brasília, a convite do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para dar uma palestra sobre o projeto 'Preservar', na Câmara Temática de Bovinocultura do ministério. 'O Pará foi escolhido para servir de exemplo ao Brasil e o MPF está engessando todo mundo, punindo o Estado, a cadeia produtiva e punindo os empregos', desabafou. Xavier observou que está orientando os produtores rurais para construção de boas defesas na Justiça Federal às ações civis públicas ajuizadas pelo MPF. 'São ações inadequadas, inoportunas e indevidas. O Ministério Público alega que houve desmatamento ilegal, mas não houve. Quem vai decidir agora é o juiz. Como esse assunto é um direito individual, estamos orientando os 21 proprietários das fazendas que tomem as devidas providências, mas eles nem foram citados ainda. Quando forem, vão se defender', pontuou.
Radialista é insultado enquanto caminhava
O radialista caminhava pela orla da cidade quanto foi abordado aos berros por João Segundo, que reclamava das críticas que Jorge Carlos faz em seu pograma matinal a respeito da crise de abastecimento de água em Santarém.
João Segundo se diz amigo do coronel Paulo Elayr Nogueira de Lima e resolveu tomar as dores do diretor da Cosanpa em Santarém.
ALC: Ponto e contraponto
Senhor editor
Não vi, no desabafo do signatário, nenhuma preocupação com a geração de emprego nesta defesa da ALC em Santarém.
Não adianta simplesmente mostrar que o povo vai sentir os efeitos da diminuição dos preços dos produtos, se não houver povo com dinheiro para comprá-los.
A renda parece que só interessa aos empresários, neste caso.
De: Olavo das Neves
Caro Jubal,
A criação de uma ALC além de incentivar o surgimento de novas empresas e empregos especialmente no setor terciário de nossa economia, ainda contribuirá com a manutenção daqueles já existentes.
Ressalto que a ALC contribuirá também com a industrialização, pois estes gozarão de incentivos diversos como a própria aquisição de matéria prima, e como consequencia mais empregos.
Vale ressaltar que nossa cidade possui no comércio a maior geração de empregos entre todos os setores econômicos, onde qualquer benefício ali gerado terá reflexos imediatos na qualidade de vida de todos os envolvidos, inclusive nós.
Lula sugere analisar acervo de Curió
Roberto Almeida
O Estado de São Paulo:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em entrevista à Rádio Capital, emissora AM de São Paulo, que é "importante levar a sério" os documentos revelados pelo Estado sobre a repressão à Guerrilha do Araguaia, guardados por 34 anos pelo oficial da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o Major Curió. Para o presidente, é preciso "analisar o que é verdade, o que não é verdade, porque não se pode ficar atrás do chutômetro".
Lula prometeu resolver ainda nesta semana a divergência entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o secretário especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, sobre a participação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos e de representantes dos familiares nas buscas por corpos no Araguaia. Vannucchi havia pedido ontem a Lula que garantisse a presença da sociedade civil nas buscas.
De acordo com os arquivos de Curió, 41 guerrilheiros foram executados quando já estavam presos e não ofereciam risco às tropas. Na versão militar, 67 guerrilheiros estavam de armas na mão quando morreram. A falta de arquivos e informações oficiais era apontada como a grande dificuldade para que corpos dos guerrilheiros fossem encontrados e mais detalhes fossem revelados.
São Raimundo intensifica treinos em Belterra
O técnico Walter Lima já conta com o elenco de jogadores definido para o jogo diante do Moto Clube, dia 5 de junho, no estádio Barbalhão.
Cosanpa castiga Santarém
Até nos bairros centrais as torneiras estão seca há uma semana.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Plano Safra: ministro diz que preocupação é recurso sair a tempo
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou nesta terça-feira (23/6) que a principal preocupação dos produtores e do próprio ministério em relação ao Plano Safra 2009/2010 é fazer com que os recursos cheguem ao agricultor e ao pecuarista "no tempo certo". Ele fez a afirmação ao chegar para a audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Câmara dos Deputados
Stephanes ouviu comentários de jornalistas, os quais disseram que os produtores aprovaram o plano, mas reclamaram da manutenção da taxa de juros em 6,75% ao ano, a mesma aplicada em 2008. "Os juros estão estabelecidos. A maior preocupação deles, e nossa, é de que os recursos cheguem ao agricultor no tempo certo", disse. Segundo ele, para que isso ocorra, é preciso que os bancos operacionalizem as transações. "Mais importante do que juro baixo é ter o dinheiro à disposição", avaliou. O Plano de Agricultura e Pecuária disponibiliza R$ 107,5 bilhões de recursos para financiamento do setor, quantia considerada suficiente pelo ministro
Stephanes ressaltou que o Banco do Brasil é o principal instrumento de chegada dos recursos ao agricultor e que age com o dinheiro à disposição. Já as outras instituições financeiras costumam dificultar um pouco mais o acesso, lembrou o ministro, por conta das características do setor, como alto endividamento, falta de garantias e risco elevado. "Alguns bancos ainda são um pouco reticentes", disse
O ministro comentou, ainda, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem demorado "um pouco" para liberar os recursos, principalmente, aqueles voltados para investimento. Ainda sobre os juros, o ministro ressaltou que a taxa mais aplicada no plano de safra é apenas um pouco maior do que a inflação. Segundo ele, o que pode encarecer o custo do dinheiro para o produtor é a cesta de recursos acessada por ele, que chega a ser de até 15% ao ano. "Quando o agricultor busca dinheiro fora, é mais caro e isso é ruim", comparou. Stephanes acrescentou que já é possível constatar o retorno das tradings ao mercado. Elas haviam se afastado em função da crise financeira internacional. "Já estão retornando e retornando de forma forte", disse
Depois da ambulancha, vem aí a motolância

Santarém já tem mais motocicletas que automóveis.
Imaginem agora se o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência fosse reforçado, com a utilização de motolâncias, como vai acontecer em Manaus, hein? Em Santarém já funciona o sistema de ambulancha na região dos rios.
Na capital baré, a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) aguarda a entrega de 14 motocicletas equipadas para prestar os primeiros atendimentos à vítima, antes da chegada da ambulância. De acordo com o secretário de saúde de Manaus, os veículos serão entregues à população no mês de julho.
(Com informações e foto do Portal Amazônia)
Governo diz que saldo negativo de empregos diminui
De acordo com informações do Caged/MTE, foram 19.271 admissões (3,36% a mais que em abril) e 19.953 demissões (4,01% menos que em abril). Uma recuperação de 1.461 postos de trabalho, entre os dois meses analisados.
(Fonte: Agência Pará)
Pará perde quase 15 mil empregos
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Balsa com madeiras ilegais apreendida pelo Ibama no rio Amazonas

Deflagrada na última sexta-feira (19), a Operação Bajara apreendeu nas primeiras horas da ação, uma balsa com cerca de mil metros cúbicos de madeiras nobres das essências ipê, maçaranduba e angelim, que estava sendo transportada sem nenhuma documentação na confluência dos rios Curuará e Amazonas. O responsável será autuado em cerca de R$ 300 mil pela infração.
De acordo com o Chefe da Fiscalização do Ibama em Santarém, Gustavo Podestá, a região do rio Curuá-Una/Curuatinga tem apresentado muitos problemas referentes à extração ilegal de madeira. "É uma área que tem sofrido com a intensa exploração ilegal de madeira nos últimos anos, por causa da facilidade de escoamento pelos rios, já que é repleta de ramais", explica Podestá.
A balsa com as madeiras já está sob os cuidados da Gerência do Ibama de Santarém e será encaminhada para doação. A Operação Bajara, que foi iniciada no dia 19 de junho, tem o objetivo de combater a extração, transporte fluvial e comercialização de madeira ilegal na região do curuatinga. Ela permanecerá na área por tempo indeterminado.
(Fonte: Ascom/Ibama)
Seduc faz proposta de reposição de aulas
A proposta de reposição da Seduc inclui aulas aos sábados, com início a partir de agosto. Segundo os técnicos da Secretaria de Educação, se for utilizado um sábado de cada mês como dia letivo até janeiro de 2010, será possível repor os dias parados. Com esta proposta o início do semestre letivo de 2010 fica adiado para o dia 22 de março.
Em Santarém, os professores decidiram em assembléia que não aceitam a reposição de aulas aos sábados.
No mundo do barro
Proibida plantação de soja de 1º de outubro a 30 de novembro em Santarém e Belterra
O comitê foi criado no segundo semestre do ano passado e tem como principais atribuições planejar, executar e fiscalizar o vazio sanitário da soja no Estado - uma prática que impede o plantio de soja por determinados períodos, de acordo com as peculiaridades de cada microrregião paraense, no intuito de evitar a contaminação da ferrugem asiática nas plantações do território do Estado.
De 15 de julho a 15 de setembro, nas microrregiões de Conceição do Araguaia, Redenção, Itaituba, Marabá e Altamira, e de 1º de outubro a 30 de novembro, nas microrregiões de Santarém, Altamira, Paragominas, Bragança e Guamá, é proibido o plantio de soja e, obrigatório, a exterminação de plantas que tenham nascido voluntariamente - na queda dos grãos em terrenos durante o transporte.
A medida, que é amparada pelo Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), busca o fortalecimento do sistema da produção agrícola da soja no Estado do Pará e manutenção da arrecadação dos cofres públicos estaduais.
(Fonte: Secom/Pará)
Faro inaugura sua primeira biblioteca comunitária
A MRN doou diversos livros para a biblioteca, entre eles duas coleções completas de enciclopédias. “Vamos continuar apoiando e doando livros. Ações que propiciam e estimulam a leitura são muito importantes. Torcemos para que o hábito de ler se acentue na população local”, ressalta o gerente de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo Paula.
“Esperamos que esse espaço esteja cada vez mais cheio de livros e pessoas para lê-los”, exalta padre Dico. Para Maria da Conceição Vidal, moradora de Faro, a abertura da biblioteca foi um passo muito importante para o município. “Além de Faro, as comunidades vizinhas, como Maracanã e Ubim, terão um lugar para fazer suas pesquisas e leituras”, avalia.
José Olivar- Portal 2009
Direitos do Advogado
Sou daqueles pessimistas que não acreditam na eficácia do art. 6º do Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei 8.906/04), que afirma não haver hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público. Nessa tríade, nós advogados – com raríssimas exceções – ficamos em desvantagens e os neófitos na profissão, são os que mais sofrem, ainda tateando seus direitos e deveres, às vezes até se acachapando. Há exceções de um lado e de outro, mas ainda falta muito. Cabe à OAB e a nós, conseguirmos a eficácia da norma e o respeito aos nossos direitos como indispensáveis à administração da Justiça.
Ganhando pontos:
(01) Os contribuintes municipais, pela remissão de juros e multas sobre os débitos fiscais em atraso, conforme autorização dada pela Lei Municipal nº 18.267, de 12 de junho de 2009. Pela lei, os juros e multas serão reduzidos de acordo com o parcelamento dos débitos e numa escala que vai de 50% a 80% de redução. (02) A programação da Prefeitura Municipal em homenagem aos 348 anos da cidade , onde se inclui a revitalização de algumas praças e limpeza de ruas que estão realmente precisando. Afora isso, a Prefeita não pode esquecer de tratar as erosões e os buracos que campeiam em toda zona urbana.
Perdendo pontos:
(01) A Prefeitura Municipal de Santarém, que até agora não iniciou – se iniciou ninguém viu – a operação tapa buracos, já que as ruas estão intrafegáveis e as oficinas de veículos faturando alto com as consequências da buraqueira. Espera-se que a ilustre Maria do Carmo comece logo a agir. (02) A estrada de Alter do Chão que a cada dia piora mais, embora a Governadora, que muito promete, até agora nada tenha feito, mesmo aproximando-se as férias de julho e o Festival do Borari, se é que vai haver. Eta Governadora boa!
Presente de grego
O Clube do Remo deu um verdadeiro presente de grego ao São Raimundo.
Liberou Edinho para o Pantera.
O jogador, de uma vida pregressa conturbada, aprontou no jogo contra o Nacional, no último sábado, amistoso realizado no Barbalhão.
Edinho atingiu com uma cabeçada um jogador do Nacional que foi parar no hospital.
O jogador violento já foi devolvido ao Clube do Remo.
Festival de Parintins
Começa sexta-feira o festival do boi de Parintins.
Garantido e Caprichoso entram no bumbódrom, amanhã, para os testes de luz e som.
OS velhos políticos de sempre
Sr Editor
Quando é que essa velharia toda irá resolver colocar o pijama e ficar em casa cuidando de plantas, de netos ou então se candidatarem a sindico de prédios ou ainda gerente de asilo.
Tal qual o resto do País na sua grande maioria não há renovação na política.
São os mesmos velhos de sempre. Sempre os mesmo nomes. Sempre as mesmas caras. Eta paisinho medíocre difícil de ter novos lideres políticos.
Está mais do que na hora darem lugar aos mais novos e irem para casa tomar sopinha e assistirem novelas.
Em qualquer mídia são sempre os mesmos nomes, as mesmas caras.
Desde octogenário Presidente do Senado que não abre mão do cargo, da política, das lambanças por debaixo do pano, passando pelos estados e obviamente indo parar nos municípios. A cola não desgruda da cadeira.
A situação no Pará não diverge. Abre e fecha jornal/blog/noticiário de tv são sempre os mesmos.
Poderiam ficar em casa que nem eu enchendo pelos blogs, mas pelo menos não estariam literalmente tomando lugar de gente nova com pensamentos novos e quem sabe uma política menos viciada e enrugada.
ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO - UMA ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL.
A luta pela criação de uma ALC - Área de Livre Comércio em nossa região é legítima.
Não podemos aceitar que o Pará seja o único Estado da Amazônia preterido deste modelo. Fora deste contexto nosso Estado tem perdido muito com a arrecadação em virtude da invasão de produtos oriundos das ALC´s de nosso entorno, especialmente Manaus e Macapá, que diariamente estão abastecendo nossa região com produtos que outrora eram adquiridos aqui.
Os produtos frutos de invasão são os mais diversos, desde sabão em pó até derivados do leite.
Importante ressaltar que a população será especialmente abraçada com a consolidação de uma ALC, pois sentirá no bolso seus benefícios com a redução de preços de inúmeros produtos.
Outro ponto de grande relevância é a redução da pressão sobre nossas florestas, onde a exemplo de outras áreas contempladas, surge uma nova alternativa econômica que contempla perfeitamente a máxima da sustentabilidade.
Importante que se diga que a ALC não é a única alternativa econômica para nossa região, pois diversos outros segmentos, como mineração, turismo, agricultura, pecuária, madeira, entre outros, precisam ser incentivados e devidamente enquadrados em políticas públicas que garantam sua harmonia com nosso ecossistema.
Para isso tudo acontecer esperamos contar com uma unidade política que desvencilhada de sentimentos menores estejam firmes em prol dos interesses comuns de nossa população.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Aids bem longe da cura
Do Correio Brasiliense:
A francesa Françoise Barré-Sinoussi, diretora da Unidade de Regulação de Infecções Retrovirais do Instituto Pasteur (em Paris), e o norte-americano Robert Gallo — fundador do Instituto de Virologia Humana da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland — entraram para a história da medicina em 1983. Com o também francês Luc Montagnier, eles descobriram e isolaram o HIV, vírus causador da Aids. Françoise e Montagnier cultivaram células de linfonodos de pacientes que apresentaram nódulos característicos do estágio primário da Aids. Depois, detectaram a atividade da enzima retroviral transcriptase reversa, uma assinatura da replicação do vírus. No ano passado, os dois dividiram com o alemão Harald zur Hausen o Prêmio Nobel de Medicina, a mais alta honraria que um cientista pode receber. Em 4 de maio de 1984, Gallo publicou uma série de quatro artigos na revista científica Science, nos quais demonstrava que o retrovírus HTLV-III era a causa da Aids. Também criou o primeiro teste de detecção da doença, por meio do sangue. Mais tarde, o microorganismo seria renomeado HIV.
A medicina, com todo o aparato tecnocientífico, está distante de alcançar a cura da Aids?
FRANÇOISE BARRÉ-SINOUSSI: Nós ainda estamos muito distantes da elaboração de uma cura para erradicar o vírus dentro do corpo humano. E a razão é simples. Muito rapidamente após a infecção, o vírus HIV estabelece reservatórios em diferentes tecidos, especialmente nos órgãos linfoides. Esses reservatórios são em sua maior parte compostos de células nas quais o vírus se integra em estado latente. Por isso, os reservatórios são persistentes, mesmo em pacientes sob tratamento de antirretrovirais. Tão logo o tratamento é interrompido, algumas células são ativadas e o vírus começa a se multiplicar de novo. Toda tentativa que a pesquisa científica faz para eliminar ou controlar reservatórios falhou até agora. Na busca de definir futuras estratégias, nós devemos entender mais precisamente os mecanismos que levam ao estabelecimento e à persistência dos reservatórios de HIV.
E quais as principais barreiras para se obter uma droga capaz de matar o HIV?
FRANÇOISE BARRÉ-SINOUSSI: Se você está falando sobre a prevenção da transmissão, os microbicidas são capazes de matar o vírus. Eles têm sido amplamente testados como meios de prevenção, mas infelizmente forneceram apenas resultados desanimadores. Isso porque eles matam o vírus e as células saudáveis, o que resulta em lesões que mais tarde favorecerão a infecção. Para a pesquisa de hoje, as dificuldades são principalmente uma questão de ciência e técnica. Nós precisamos ser mais inovadores e criativos, para que novos conceitos e novas técnicas surjam. Em relação ao acesso a tratamento e prevenção, é claro que um verdadeiro comprometimento político é essencial. Programas nacionais de informação, educação e melhora do sistema de atenção à saúde são necessários para se disseminar os resultados da pesquisa.
Por que é tão difícil deter a proliferação da doença pelo mundo? Quais são os obstáculos para uma imunização efetiva?
FRANÇOISE BARRÉ-SINOUSSI: Uma vacina profilática seria o único meio eficiente de deter a epidemia de Aids. Muitos desafios ainda têm de ser transpostos, antes de desenvolvermos uma vacina eficaz: a variabilidade genética do HIV e sua capacidade de fugir ao mecanismo de defesa do sistema imunológico, o estabelecimento primário de reservatórios virais, a transmissão célula a célula, os mecanismos de proteção ainda indefinidos, a infecção e a alteração de elementos-chave do sistema imunológico, a bastante rápida indução de disfunções da resposta imune adaptativas e inatas, além de limitações nas pesquisas com cobaias animais.
Lúcio Flávio Pinto: Vale comete erro e começa a pagar
Os australianos conseguiram reajuste de preços superior ao da Vale, que teve vantagem em todos os anos anteriores, oferecendo fretes menores aos compradores asiáticos, sobretudo aos chineses, que desbancaram os japoneses do topo do mercado. A tática funcionou e foi usada novamente na renovação dos contratos neste ano. Ao invés de abrir as negociações, como se tornou a praxe, a Vale desta vez esperou pela iniciativa dos rivais. E de novo perdeu a vantagem anterior. E pode continuar a perda, tal a sua vulnerabilidade do consumo chinês, que dobrou de tamanho do primeiro trimestre de 2008 para o primeiro trimestre deste ano, chegando a dois terços da produção de minério da empresa.
Santarém: reminiscências de um tempo distante
Especial para a edição de aniversário de Santarém
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Sou de um tempo distante em que celebrávamos teu aniversário no mês de outubro.
Sou de um tempo distante em que andávamos pelas tuas ruas sem medo de ser violentado.
Sou de um tempo distante em que jogávamos bola nas tuas ruas arenosas, mais especificamente na Rui Barbosa, Francisco Correa e São Sebastião.
Sou de um tempo distante em que apostávamos corrida na subida e/ou descida da escadaria do Frei Ambrósio.
Sou de um tempo distante em que o Frei Ambrósio era chamado de Grupo, com dois pavilhões, sob os cuidados da Velha Rufina.
Sou de um tempo distante em que no campinho do dito Grupo manifestávamos a nossa motricidade no trato com o balão. Lá estávamos: Zé Graúdo, Bonifácio, Caroba, Aimberê, Chassis, Lagosta, Rolinha, Toneca, Tamancão, Robinson, Edson Pampa, Mucurinha, Pé de Chumbo, João da Caixa Econômica, Cristovam, e tantos outros que já não me lembro de seus nomes.
Sou de um tempo distante em que no Grupo Escolar Frei Ambrósio existiam frondosas árvores que nos agraciavam com seus suculentos e adocicados frutos amenizando nossa fome: mangueiras, cutiteiro, cajueiros, ateiras e ajuruzeiros. Numa delas brincávamos da pira e de onde caí para passar alguns dias desacordado. Ao redor, uns arbustos que nos forneciam as forquilhas mais bem simétricas chamados de culhão-de-bode para os nosso baladores.
Sou de um tempo distante em que a disciplina dessa escola era rígida e coerente e professores dedicadíssimos como a Professora Nazaré Demétrio, Delzuita Freire, Teresa Miléo, Semíramis Fernandes. Não me recordo de outros nomes.
Sou de um tempo distante em que por trás dos muros que rodeavam o Frei Ambrósio brincávamos de esconde-esconde, e descíamos para a beira do rio Tapajós por detrás do Novo Olinda Hotel (antes de sua construção).
Sou de um tempo em que o Rodrigues dos Santos era chamado de Escola do Comércio.
Sou de um tempo distante em que os passeios para as praias da Salvação, Maria José, Araria, Pajuçara, Pindobal, Aramanaí, Porto Novo eram estupidamente prazerosos. De um tempo em que existiam Vera Paz, Coroa de Areia, Salé, Irurá, Caieira, Laguinho, Mapiri.
Sou de um tempo distante em que no teu comércio havia A Curiboca, A Violeta, a Casa Moraes, a Pernambucana, o Mercado Modelo e o Castelo.
Sou de um tempo distante em que o cais de arrimo, lá na Aldeia, era chamado de Cais do Amor, especialmente depois da domingueira do Clube Veterano ou do Bonsucesso.
Sou de um tempo distante em que as quermesses das festas juninas eram animadas com as danças folclóricas e músicas genuinamente típicas de época.
Sou de um tempo distante em que tuas ruas eram arborizadas. Da rodoviária ali por perto da hoje Feira da Candilha.
Sou de um tempo distante em que se ouvia o repique dos sinos da Matriz, e que os cultos da Semana Santa eram silenciosamente respeitados, e o barulho das matracas nos metiam medo.
Sou de um tempo distante de respeito pelos pais e professores. Bastava um olhar da minha mãe para eu me tocar e sair de fininho. Com ela “ficar” era “não ir”.
Sou de um tempo distante em que ocorreu a primeira grande cheia do Tapajós. Este rio que nos banhava e curava nossas feridas.
Sou de um tempo distante quando brincávamos de homem-rã debaixo do tablado do velho trapiche. De onde pulávamos, de flecha, de cima do bate-estaca, das proas dos grandes navios e se desviando das catraias.
Sou de um tempo distante em que depois das aulas noturnas do Álvaro Adolfo, descíamos para o Fluminense, nas quartas-feiras.
Sou do tempo do fortificante do óleo do fígado de bacalhau, do purgante de mamona. Da geladeira branca e do telefone preto.
Sou do tempo do Náutico de gloriosas tradições, do Bonsucesso, do Ameriquinha, do Leão e do Pantera.
Sou do tempo da revolta do Major Veloso e da Ditadura Militar.
Sou do tempo distante em que os lupanares eram lugares de diversão (afinal, não havia outra coisa a fazer) para muitas figuras históricas desse município. Quem lembra?
Agora, sou do tempo que se chama hoje. E me pergunto: Quo vadis, Santarém?
Hoje completas 348 anos. Continuas sendo um belo jardim, mesmo mal cuidado. Hoje mostras crescimento em tamanho, em população,
Mesmo assim, te amo, rincão alado, onde nasci e entrei, pela primeira vez, em contato com outros seres humanos. Tu continuas sendo a Pérola do Tapajós.
Carteira de idoso dá passe grátis nos ônibus

No Parque da Cidade, a secretaria municipal de Transportes está emitindo durante o dia todo a carteira do idoso.
O documento serve para que os maiores de 65 anos tenham passe livre nos ônibus urbanos de Santarém.
Quem estiver interessado é só ir lá na tenda da SMT, levar documentos pessoais e fotografias que o documento sai na hora.
A foto mostra as primeiras carteirinhas sendo entregues pelo secretário Sandro Lopes.
Jubal Cabral Filho: Uma viagem pelo rio Tapajós

Especial para a edição de aniversário de Santarém
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Era uma viagem de trabalho normal. Ou deveria ter sido.
Corria o ano de 1980.
A partir de Jacareacanga estávamos subindo o rio para realizar um perfil geológico próximo a Barra de São Manuel.
Com a junção dos rios Teles Pires e Juruena nasce ali um daqueles que já foi declamado como o “mais belo do mundo”, com suas águas esverdeadas, de uma transparência impressionante, com uma população pesqueira inigualável. Lá tem início o rio Tapajós.
A partir daquele ponto encontramos praias belíssimas, mas pouco podíamos desfrutar devido a maciça concentração dos famosos piuns – pequenos insetos que picam a pele e deixam o local doloroso e irritado – estávamos com pressa de chegar a um povoado e a viagem era bastante longa.
Mas meus companheiros de “voadeira” sentiam tanta fome quanto eu.
Então, perto do Chacorão (uma cachoeira) resolvemos fazer uma pausa na viagem e pescar. E que fartura! Só “puxando na linha” conseguimos um lauto jantar à base de pescada branca, filhote e pacu. Na verdade sobrou bastante peixe. Tanto que os doamos numa aldeia indígena por perto.
É este um dos pontos que os barcos de grande porte não conseguem passar pelas corredeiras fortíssimas. Só quem conhece muito bem os canais naturais consegue navegar com segurança.
Anos depois, já apoiando a construção de melhorias sanitárias (poços profundos e instalações sanitárias) em aldeias indígenas navegávamos num barco de ferro chamado “Karu Daibi” - nome dado pelos padres da Missão São Francisco em homenagem a um guerreiro munduruku, que teve a família destruída e se vingou derrotando todos os seus adversários – e os pilotos eram indígenas que conheciam as corredeiras como a palma de suas mãos, além de excelentes pescadores. Nestas viagens não nos faltavam os peixes, tartarugas e tracajás para nosso prazer gastronômico.
Como existiam outras corredeiras que apresentam dificuldade de navegação (e é onde a Eletrobrás deseja construir as hidrelétricas) foi feito ramais rodoviários para facilitar o abastecimento de mercadorias. Em um deles foi construído um até uma localidade às margens do Tapajós (que acabou recebendo o nome de Ramal) para que os carros trouxessem os gêneros alimentícios até lá e que passavam aos barcos que subiam o Tapajós para abastecer as comunidades.
E continuamos a descer o belo Tapajós, sempre parando para admirar as praias de areias brancas ou tomando banho nas suas águas límpidas.
Essa prerrogativa só durou até chegarmos aos rios onde a atividade garimpeira era intensa. Os rios que deságuam no Tapajós trazem uma quantidade imensa de sedimentos em suspensão que enlameiam as praias e a cor do belo rio passa a ser diferente.
Mas, como a vida pulsa de forma vibrante no rio continuamos a ter a vida nele. E os peixes se reproduzindo e alimentando as comunidades. Uma variedade de peixes e de animais silvestres que vivem de sua vida. Tartarugas, tracajás, jacarés, lontras, onças de todas as pintas e sem elas, veados, anambus, papagaios, araras e pessoas tiram seu sustento com o que existe de belo e saboroso neste rio.
O Tapajós é belo, mas é mal cuidado em toda a sua extensão. Serve de depósito de lixo, de depósito de sedimentos garimpeiros, de águas servidas das cidades ao longo de seu curso, mas continua abastecendo seus moradores de vida. Muita vida. Dele é tirado o sustento de populações ribeirinhas e das grandes cidades, com o abastecimento de peixes e de água.
Na foz se encontra com o poderoso Amazonas, que também banha Santarém, que sofre as conseqüências de excesso de chuvas na região e da potência do Amazonas, cujas águas são mais densas e com correntezas mais fortes, o que impede a passagem e fluidez da vazante atual, empurrando as águas do Tapajós para a cidade e provocando inundações e prejuízos para a população.
Mas, a cidade é valente. Seus habitantes mais valentes ainda. Tal qual os Tapajó o foram. E não seremos dizimados pelas agressões naturais ou artificiais, pois queremos e iremos aprender a conviver com a Natureza, tirando dela e do rio Tapajós as formas necessárias para a subsistência de todos.
Por isso festejamos mais um ano de vida para todos nós, nascidos ou adotados por Santarém.
Seminário abre campanha em defesa de criação e implantação de ALC em Santarém.
A assessora leva em consideração o fato do município já possui uma Delegacia da Receita Federal, um porto para exportação e importação, ser pólo universitário regional, ter energia segura, sistema de comunicação, ligação com o restante do país através de rodovia, hidrovia e aeroporto internacional e tem uma geografia estratégica.
Para a Associação Comercial e Empresarial de Santarém – ACES que iniciou a partir da realização do seminário uma campanha em defesa da criação e implantação de uma Área de Livre Comércio em Santarém, esta será uma alternativa sustentável para a economia regional. As justificativas apresentadas em defesa do projeto são muitas.
O evento serviu para estimular os debates sobre o tema e conseguir adesão da população e das autoridades. A ACES vem buscando esclarecimentos sobre o que é uma ALC e quais os seus benefícios para os moradores da região.
Pelo visto a idéia desperta o interesse público. Durante a realização do seminário o auditório da ACES ficou lotado, sendo necessário criar uma área extra para que os interessados sobre o assunto pudessem assistir através da projeção em telão das três palestras proferidas na noite do dia 15.
O público foi constituído de empresários, representantes da classe política, administração pública, entidades da classe produtiva, instituições financeiras, professores e alunos do ensino superior.
A assessora Camila Albuquerque compartilhou a experiência vivenciada por ocasião da implantação da ALC
Para Camila a hora requer a união de todos na luta pela criação de uma ALC. “Os poderes precisam estar alinhados. É necessário que se entenda que a luta é árdua, mas os benefícios são compensadores”.
Segundo Camila Albuquerque o projeto de criação que vai ser apresentado ao congresso pode elencar na sua exposição de motivos, por exemplo, a logística de transporte que exige atenção especial e influencia no preço dos produtos e serviços praticados na região, as dificuldades geográficas, diferenças regionais, demonstrar que a pressão pela preservação de recursos naturais entrava o desenvolvimento e impede os moradores da região de ter uma melhoria na qualidade de vida, bem como obstrui o processo de geração de emprego e renda para uma população de cerca de um milhão de habitantes.
O advogado tributarista Helenilson Pontes, que apresentou a idéia de criação da ALC à ACES, procurou demonstrar que a Amazônia é diferente do resto do país porque reúne necessidade de produção com atenção mais do que especial ao bem estar social e a ainda respeitar a intensa pressão pela preservação ambiental. E que, portanto, pode exigir do governo compensações pelas dificuldades logísticas e geográficas.
Na visão de Helenilson há vários Parás dentro do imenso Estado do Pará, dentro do qual existem também vários oestes paraenses, que sofrem maior ameaça pela ocupação desordenada das terras, encontram mais dificuldades logísticas, recebem menos investimentos privados e públicos e são sempre muito afetados pelas ALC instaladas em Manaus, com sua Zona Franca e Macapá.
As informações reunidas durante o seminário reforçam a tese de que a criação de uma ALC em Santarém trará ganho de competitividade para as empresas da região, uma vez que proporcionará a redução das alíquotas dos tributos, influenciando diretamente no preço final.
Sem contar que contribuirá como estímulo para a formalização de empreendimentos que ainda possam estar atuando na informalidade e promover a qualificação de mão de obra, melhorias na educação, tecnologia, bem como a geração de emprego e renda.
Uma ALC em Santarém será uma compensação para quem desafia todas as dificuldades para produzir e gerar emprego no meio da Amazônia. “Se nós temos que continuar paraenses, nós temos que ser reconhecidos como diferentes”, enfatizou Helenilson Pontes.
O presidente da ACES, Olavo das Neves, reconhece que o grande desafio a partir de agora, será o de conseguir apoio junto as autoridades políticas para a edição de uma Lei Federal para criar essa ALC. Para isso, o trabalho da ACES focará a transformação dessa bandeira em uma luta estadual e não somente de Santarém.
Ao agradecer pela participação maciça da sociedade no evento de lançamento da campanha da ACES, Olavo frisou que “nós também somos Amazônia e não vamos aceitar ser preteridos dos incentivos existentes para a Amazônia” e a entidade pretende se unir as demais instituições representativas da classe produtiva para cobrar a vinda desses benefícios para a região.
domingo, 21 de junho de 2009
Almir é contra uma aliança com Jader?
Do Espaço Aberto
Além de ter transformado a própria língua num chicote que não deixa em paz seus novos adversários – ou seriam inimigos? –, o ex-governador Almir Gabriel tem se esmerado em formular proposições que, digamos, exigem um intérprete.
A jornalista questionou o ex-governador sobre a possibilidade de uma aliança entre o PSDB e o PMDB de Jader Barbalho na eleição do próximo ano.
Almir, segundo a matéria, descartou o que ele próprio denominou de “aliança de palanque” com o PMDB de Jader.
E sapecou o seguinte:
“Não vejo porque não podemos fazer uma cooperação política, mas aliança na hora da campanha, do meu ponto de vista, não é necessário.”
Leram?
É isso mesmo que está lá, literalmente nas últimas linhas de uma das matérias da página 14, primeiro caderno, edição de hoje.
Sim, mas o que significa isso?
Significa que Almir descarta uma aliança eleitoral com Jader para a campanha?
Ao que parece, sim.
Mas então o que seria uma “cooperação política”?
É uma, digamos, aliançazinha de araque?
Em que momento seria essa tal “cooperação política” – antes ou depois da campanha?
O que é mesmo que o doutor Almir quis dizer?
Ou não quis dizer coisa nenhuma?
É preciso que explique.
Porque o tucanês, vocês sabem, não é idioma acessível a qualquer um, não.
Muito pelo contrário.
Siderúrgica da Vale em Marabá será adiada
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Silêncio conveniente: Voz do leitor
Além da barulho terrível outras coisas mais acontecem:
1.- O veículo de um morador em frente ao depósito de carga, já foi batido por uma carreta;
2.- Quando estão carregando as balsas com madeira, quase sempre nos finais de semana, existe uma espécie de madeira "angelin da mata", que espele um odor horrível, causando uma poluição ambiental insuportável...;
3.- Há cerca de duas semanas uma carreta carregada com madeiras tombou na esquina da Trav. São Cristovão, e por muito pouco não atingiu um veículo que estava estacionado, escapando de um terrível acidente de grandes proporções;
4.- Sem esquecer do son alto vindo dos barcos da família que fazem as linhas Santarém/Manaus e Belém, que ficam parados nesse porto todas as sextas feiras.
Como o Senhor Secretário tem conhecimento de tudo isso, vamos aguardar que ele tome as providencias devidas...
Homenageados recebem comenda
Homenageados com a comenda Padre Fellipe Betendorf, ontem, após a solenidade na Câmara de Vereadores.Fátima Fonseca, representante do juiz Gabriel Veloso, o juiz Silvio Maria, a enfermeira Gracil Miranda, a prefeita Maria do Carmo, o vereador José Maria Tapajós, o vice-prefeito José Antônio Rocha, Silvio Tadeu, do São Raimundo e o empresário Raul Loureiro.
Foto: Alfonso Jimenez
Reflexão de domingo
Quem acredita demais no poder de comunicação da Internet deveria gastar algumas horas a percorrer blogs e seus espaços de comentários.
O saldo bruto é uma quantidade fora do normal de lixo.
Comunicação pressupõe inteligibilidade. Nuvens de besteiras não constituem informação e não podem comunicar coisa nenhuma. A maior parte do que aparece na rede não comunica nada, e portanto não pode influenciar ninguém.
Silêncio conveniente
A zona de silêncio proposta pelo secretário de meio ambiente Marcelo Correa para combater a poluição sonora na zona central da cidade tem uma anomalia ensurdecedora.
No perímetro definido por Marcelo a restrição acaba, em direção a leste da zona, na travessa Pedro Teixeira, tendo como referência a praça Gigi Alho, que fica na esquina da rua do Imperador.
Mas se o titular da Sema tivesse firmemente o propósito de acabar com o barulho na orla fuvial da cidade bem que poderia estender o alcance da zona de silêncio por mais 100 metros e atingir, também a travessa São Cristóvão, justamente aonde fica localizado o porto irregular de sua família que, além de sujar a praia, o trafego de veículos pesados que operam naquele local provoca um barulho cavalar nos ouvidos dos moradores daquela redondeza.
Próximo ao local do porto irregular da família Corrêa a prefeitura vai construir a praça Candura da Prainha que, se não tomarem cuidado, vai virar estacionamento de caminhões que fazem operação de embarque e desembarque de cargas.
Produtos de fora mais caros para optantes do Simples
Produtos de fora do Pará vendidos por micro e pequenas empresas paraenses dentro do Estado ficarão mais caros a qualquer momento. E pior: quem está no Simples Nacional já não tem mais vantagem em tributo estadual, em relação às grandes empresas. Tais mudanças estão em vigor desde o início deste mês, quando passou a valer o decreto do Governo do Estado que cobra a diferença de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre produtos comprados fora do Pará, para revenda interna. A justificativa da Secretaria da Fazenda (Sefa) é que a medida visa estimular a indústria local, para a qual o ICMS já era mais elevado.
A medida atingiu em cheio as empresas incluídas no Simples Nacional, um regime simplificado outrora com alíquotas mais brandas, para empreendimentos com circulação mensal bruta de até R$ 200 mil. Para as grandes empresas, a mudança foi um ótimo negócio, pois elas já pagavam o valor atual, superior. Agora, os concorrentes nanicos serão obrigados a repassar a diferença para os consumidores, aumentando o preço e perdendo competitividade. Os revendedores só não repassaram ainda o valor do reajuste de ICMS ao consumidor porque ainda não houve regulamentação de como a mudança imposta pelo decreto irá funcionar.
Curió revela que Exército executou 41 no Araguaia
Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o major Curió, o oficial vivo mais conhecido do regime militar (1964-1985), abriu ao Estado o seu lendário arquivo sobre a Guerrilha do Araguaia (1972-1975). Os documentos, guardados numa mala de couro vermelho há 34 anos, detalham e confirmam a execução de adversários da ditadura nas bases das Forças Armadas na Amazônia. Dos 67 integrantes do movimento de resistência mortos durante o conflito com militares, 41 foram presos, amarrados e executados, quando não ofereciam risco às tropas.
Até a abertura do arquivo de Curió, eram conhecidos 25 casos de execução. Agora há 16 novos casos, reunidos a partir do confronto do arquivo do major com os livros e reportagens publicados. A morte de prisioneiros representou 61% do total de baixas na coluna guerrilheira.
Uma série de documentos, muitos manuscritos do próprio punho de Curió, feitos durante e depois da guerrilha, contraria a versão militar de que os mortos estavam de armas na mão na hora em que tombaram. Muitos se entregaram nas casas de moradores da região ou foram rendidos em situações em que não ocorreram disparos.
Os papéis esclarecem passo a passo a terceira e decisiva campanha militar contra os comunistas do PC do B - a Operação Marajoara, vencida pelas Forças Armadas, de outubro de 1973 a janeiro de 1975. O arquivo deixa claro que as bases de Bacaba, Marabá e Xambioá, no sul do Pará e norte do Estado do Tocantins, foram o centro da repressão militar.
Não se meta em política sem dinheiro
Essa coisa de esperar o apoio de Jader ou do PMDB logo no primeikro turno parece ingênua.
A bolsa de aposta diz que o PMDB lança candidato ao governo repetindo a receita de 2006, entre os candidatos aparecem na ~pole position~Pepeca e Hildegardo, os dois mais diligentes servidores do PMDB da hora.
Depois, no segundo turno,o PMDB repete a garimpagem dos cargos e quinhão de poder e recursos.
Afinal, não se meta em política sem dinheiro.
Edição Espeical - Voz do leitor
Parabéns pela Edição [348 anos de Santarém,] principalmente pelos artigos escritos por grandes penas de ouro,
Uma Edição para ser guardada com destaque para as Memórias que traz de forma transparente como era a Santarém de outrora, fazendo mesmo para quem aqui nao a vivenciou consiga literalmente viajar pela sua história.
Parabéns
Antenor Pereira Giovannini
sábado, 20 de junho de 2009
Em andamento, Paissandu 2 x 1 Águia
O Paissandu vai derrotando o Águia, por 2 a 1, em Parauapebas. O jogo está no intervalo. O time marabaense saiu na frente, aos 17, com Bruno Rangel. Dois minutos depois, Torrô empatou, em chute forte que ainda desviou na zaga e enganou o goleiro Adriano. Aos 41 minutos, em rápido contra-ataque, puxado por Mael, Torrô desempatou. Detalhe: na origem do lance, uma firula do lateral-esquerdo Ednaldo, que tinha a chance de fazer cruzamento mas preferiu tentar um drible a mais.
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Atualizada às 18h46.
Encerrado: Águia 2 x 2 Paysandu
Bruno Rangel 10' 2º
Lúcio Flávio Pinto - PARÁ: Para baixo
O Pará é o segundo Estado mais pobre do Brasil. Só perde para o Amazonas, que, entretanto, pela mensuração dos índices quantitativos, o supera. O terceiro Estado mais pobre é o vizinho Maranhão, que é, ao mesmo tempo, Amazônia Legal e Nordeste (e é o único dos três que já deu presidente da república, o atual senador José Sarney). O Pará é tão pobre assim porque seu IDF (Índice de Desenvolvimento Familiar), o mais recente dos medidores sociais criados no Brasil, é de 0,503, numa escala que vai de 0 (a pior situação) até um (a melhor situação). O IDF do Amazonas é de 0,502 e o do Maranhão é de 0,515. O Estado amazônico mais pobre a seguir, na 5ª pior posição, é o Amapá, que tem o índice 0,517. O Estado menos pobre da Amazônia é o Acre, com 0,565, no 18º lugar. O líder no Brasil, também por essa perspectiva, é São Paulo (0,592).
Se a situação dos Estados é preocupante, já que nenhum deles alcança 0,600, a dos municípios é dramática. Entre os cinco piores, em uma lista liderada por Jordão, no Acre, e Uiramutã, em Roraima (abrangido pela reserva Raposa Serra do Sol, que os arrozeiros queriam continuar a ocupar ilegalmente, sob a alegação de que desenvolviam o local), há dois municípios paraenses, situados na sofrida ilha de Marajó e nos furos da foz do Amazonas: Anajás, em terceiro, e Melgaço, em quarto, ambos com 0,37.
Nenhuma das capitais brasileiras figura entre os 500 municípios com piores IDFs, mas Macapá e Porto Velho estão nos últimos lugares dentre elas, com menos da metade do IDF possível (ou 0,48). Belém vem logo a seguir, com 0,49, na companhia de Manaus e Rio Branco. Ou seja: todas as capitais da Amazônia são vítimas do processo de ocupação dos seus Estados. Com a agravante, no caso de Belém, de o seu IDF estar abaixo da média estadual. Assim, se o interior vai mal, a capital vai pior.
O IDF foi montado pelo Ministério do Desenvolvimento Social com base num cadastro único, que reúne informações sobre as famílias assistidas pelo programa Bolsa-Família, que atende 55 milhões de famílias. O índice é formado por seis itens: vulnerabilidade familiar, escolaridade, acesso ao trabalho, renda, desenvolvimento infantil e condições de habitação. Como foi alimentado com dados acumulados até o ano passado, revela uma verdade que salta aos olhos: o assistencialismo do governo, através do Bolsa-Família, apenas renova a pobreza, sem eliminá-la. A conclusão já podia ser antecipada quando o programa começou, de forma tênue, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, mas agora essa verdade pode ser demonstrada numericamente. Para a Amazônia, significa que a região continua a ser a prima pobre do país, apesar de toda a conversa fiada em contrário. E o Pará segue crescendo como rabo de cavalo (para baixo), a despeito da propaganda de tucanos e petistas.
Com a bolsa, as famílias pobres ou passaram a ter acesso a um rendimento, que até então não possuíam, ou o incrementaram. Poderão sobreviver com mais recursos do que antes. Mas não evoluirão na escadaria social nem terão acesso a atividades econômicas perenes. O programa assistencialista não as prepara para disputar lugares na economia formal. Como os setores econômicos mais dinâmicos no Pará estão ligados à exportação, que tem pouco ou nenhum efeito germinativo local, o subsídio que o governo federal concede aos mais pobres se espraia, porque a clientela que fica à margem dos “grandes projetos” é cada vez maior. Mas sem iniciativas posteriores à mera concessão da bolsa, os beneficiários não conseguem transpor o muro da exclusão. Os mais pobres talvez não morram de fome com a ajuda oficial e até passem a se sentir satisfeitos com a melhoria proporcionada pelo novo “pai dos pobres”, mas continuarão achatados no pé da pirâmide social, como uma casta segregada pelo favor do governo.
Não surpreende o contraste brutal que se cristaliza no Pará: o Estado se empobrece enquanto incrementa seu peso no comércio exterior brasileiro. É o efeito maligno da especialização que lhe foi imposta: ser um exportador de produtos não acabados, da energia bruta ao alumínio, que só multiplicam seus efeitos no mercado consumidor. Como a esmagadora maioria dos consumidores desses bens está fora do Estado ou além-mar, a cadeia produtiva não cresce, deixando de gerar internamente a renda e o emprego exigidos pelo crescimento demográfico, sobretudo via imigração. Para piorar a mecânica, a exportação é desonerada do principal imposto estadual, o ICMS, o que compromete a capacidade de investimento do governo local.
Uma conseqüência política dessa constatação é o empenho de muitos grupos sociais em ampliar a federalização no Estado, a partir da premissa de que Brasília é mais eficiente, mais sensível e menos comprometida com as estruturas locais de poder do que Belém (ou Manaus, ou Rio Branco). No entanto, esse raciocínio, que se expressa através de vários discursos, desde a gestão fundiária até as políticas ambientais, se choca com uma constatação ainda mais evidente: o modelo econômico que gera os desequilíbrios, as distorções e os desastres sociais e ambientais na Amazônia foi criado ou avalizado pelo governo federal. A federalização acaba proporcionando à raposa cuidar do galinheiro, com as vestes do bom pastor.
São tantas as boas intenções, mas o resultado é um só, por trás das quantidades fabulosas: o povo fica cada vez mais pobre. Justamente porque o Pará, tendo a 9ª maior população do Brasil, é o 2º Estado que mais dólares líquidos proporciona à federação nacional, o 4º maior exportador, o 3º maior transferidor de energia bruta, o 2º maior minerador e o 16º em desenvolvimento humano, o 21º em desenvolvimento da juventude e, agora, o 26º em desenvolvimento familiar, neste último índice abaixo de todos os Estados da região que era considerada a mais pobre do país, o Nordeste. Abaixo até do Maranhão, devastado pela oligarquia dos Sarney.
Já Belém é a 74ª pior dentre 79 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes em matéria de infraestestrutura básica, segundo o levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados reunidos de 2003 até 2007, divulgados no mês passado, com exclusividade, pela revista Exame, da Editora Abril. A capital paraense, com 6% de cobertura de rede de esgoto e 1% de tratamento de esgoto, é a pior capital do país nesses quesitos. Ficou à frente apenas de Cariacica, no Espírito Santo, e Porto Velho, a capital de Rondônia, que tem metade da rede de esgoto e nada do seu tratamento. A primeira colocada é Franca, em São Paulo, com 94% e 77%, respectivamente.
Brasília, com a ajuda dos péssimos habitantes amazônicos e dos terríveis líderes paraenses, em particular, está conseguindo o que parecia impossível: acabar com o sonho da Amazônia antes de acabar com a própria Amazônia.
Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós
Redivisão territorial: PLEBISCIITOS GANHAM FORÇA
ARTESÃ E ENFERMEIRA SÃO EXEMPLOS DE DEDICAÇÃO
SANTARÉM, A BEIRA DO RIO, UMA CIDADE DE CARNÍVOROS
MARIA DO CARMO ALMEJA UM POLO TECNOLÓGICO PARA SANTARÉM
MPF INVESTIGA DESVIO DE VERBA
Especial 348 anos: ARY RABELO: um olhar sobre a arquitetura da cidade
HÉLCIO AMARAL: a saga dos nordestinos
BALDINO VASCONCELOS: remininscências de um tempo distante
JUBAL CABRAL: viagem pelo rio Tapajós
Memória de Santarém: Antologia - Um retrato dos anos 30
Mais um desiste de receber medalha da Prefeitura
Agora, a baixa na relação de escolhidos pela prefeita Maria do Carmo é o promotor Raimundo Nonato Brasil, que alegou viagem particular para Manaus, neste sábado.
Para que a solenidade não ficasse esvaziada, a prefeita Maria do Carmo tratou de convidar o empresário Raul Loureiro para o lugar de Raimundo Brasil.
Já o juiz Gabriel Veloso será representada por uma funcionária do fórum de Santarém.
Avião da Tripp estraçalha urubu na decolagem
Devido a disposição irregular do lixo, nos terrenos próximos ao aeroporto local[Itaituba], o vôo da Tripp esta manhã estraçalhou um urubu, na decolagem.
O comandante conseguiu pousar com segurança no aeroporto de Santarém para que fosse feita a manutenção de uma das hélices, que ficou trincada, tal a violência do choque.
E ainda tem uns babacas que acham que segurança e disposição irregular do lixo tem nada a ver.
Jatene abre o jogo
| Ronaldo Brasiliense: Em entrevista exclusiva à repórter Ana Célia Pinheiro, no blog www.pererecadavizinha.blogspot.com , o ex-governador Simão Jatene ,(PSDB) abre o jogo: rebate as críticas do ex-governador Almir Gabriel de que teria feito corpo mole na campanha de 2006, critica as falhas da administração de Ana Júlia Carepa (PT) e fala porque quer voltar ao poder no Estado nas eleições de 2010. Perereca: Tendo em vista essa democratização das relações, no seu governo, que parece ter sido bem mais aberto ao diálogo, a eleição do doutor Almir, pelo próprio perfil dele, não representaria um retrocesso? Jatene: Não, não acho que a eleição do Gabriel seria um retrocesso – até porque, se achasse isso, teria disputado com ele, sim.Acho que a eleição dele seria, sim, um avanço, até porque nós todos aprendemos.E quero lhe dizer com toda a franqueza: se Deus e a população do Pará me levarem, novamente, ao Governo, pode ter certeza absoluta de que não será uma reprodução do que foi.Aprendi, acertei, errei – não tenho nenhuma dificuldade em arrumar o que errei e tentar potencializar o que acertei. Essa coisa da importância do coletivo na construção da sociedade...Não tenho nenhuma dificuldade em me relacionar com qualquer segmento. Tenho dificuldade é em me relacionar com a hipocrisia, com a mentira, com a tentativa de usar a esperteza para enganar as pessoas.E eu sempre digo: não tenho raiva da população porque vota assim ou assado. Tenho raiva é de quem engana a população. |


