domingo, 1 de maio de 2011

São Raimundo x Castanhal


Acompanhe o placar acessando o twitter do Blog do Estado.

Aqui.

Re x Pa termina em 1 x 1

(Gustavo Pêna, DOL)
 
Um empate sem graça, que foi péssimo para os bicolores e menos mal para os azulinos. Clube do Remo e Paysandu se enfrentaram na tarde deste domingo (1º de maio), no estádio Olímpico Edgard Proença, o Mangueirão, pela quinta rodada do segundo turno do Campeonato Paraense 2011. Apesar de um jogo movimentado e com a presença maciça do torcedor, Leão e Papão não passaram de um empate em 1 a 1.

Recuperação. A palavra significava a importância de uma vitória no Re-Pa para o Paysandu. O clube vinha de uma derrota para o Cametá e precisava dos três pontos para continuar vivo e com chances de classificação para as semifinais do segundo turno do Parazão. Além disso, essa poderia ser a última partida do técnico Sérgio Cosme ao comando do Papão. Sabendo disso, o treinador não inventou e escalou o que de melhor tinha no elenco, tirando do time jogadores contestados pelas últimas atuações, casos do lateral Elton Lira e o meia Alex Oliveira.

Por outro lado, no Remo, o momento era um dos melhores. O Leão vinha de três vitórias consecutivas no Estadual e vencer o jogo contra o maior rival significaria um grande passo para conseguir a tão perseguida vaga à Série D do Brasileirão. Com todos os seus atletas à disposição, Paulo Comelli tinha as esperanças de gols, principalmente, no veloz Jaílton Paraíba. O atacante Finazzi ficou no banco como opção.

Nas arquibancadas, festa, muita festa. Mesmo com ingressos caros, diversos clássicos pelo País e a transmissão ao vivo pela televisão, o torcedor ainda compareceu em grande número ao estádio Mangueirão. Em especial, o Fenômeno Azul. Normal, afinal, o Remo estava embalado na competição. Porém, a Fiel também não deixou de incentivar o Paysandu a sair do mau momento.

1º TEMPO

E foi com esse ‘calor’ vindo das arquibancadas que o árbitro paulista Luiz Flávio de Oliveira deu o apito inicial. Antes, um minuto de silêncio em homenagem ao ex-jogador Leônidas Castro, que já atuou na dupla Re-Pa e faleceu durante a semana. Logo aos 22 segundos, grande chance para o Remo. Rodrigo Dantas chutou cruzado e a bola parou, livre, na área do Paysandu e ninguém apareceu para finalizar. Nos primeiros 10 minutos, era nítido o domínio azulino.

Porém, a partir daí, os bicolores recuperaram a posse de bola e melhoraram as ações ofensivas. Aos 14 minutos, boa chance. O lateral-esquerdo Bryan recebeu passe preciso de Mendes. O jogador entrou na área, mas não conseguiu passar pelo goleiro Lopes, que defendeu o chute. Com 26, contra-ataque do Papão. Sidny, na velocidade, ficou de frente para os zagueiros do Leão, porém não viu Mendes, que estava livre para marcar.
E como em grande clássico que se preze, o gol não deveria demorar a sair. Aos 30 minutos, o volante Vanderson, capitão bicolor, recebeu a bola no meio e chutou forte de fora da área. Lopes ainda se jogou para defender, mas não teve jeito. Bonito gol. Paysandu 1 x 0 Remo. O interessante era a postura dos treinadores no campo. Enquanto Sérgio Cosme, mesmo vencendo, estava irrequieto à beira do gramado, Paulo Comelli era mais contido.

Apesar de ter uma defesa mais ‘pesada’, o Paysandu conseguia frear as investidas do ataque do Remo. Aos 40 minutos, Rodrigo Dantas teve a sua primeira oportunidade no jogo. Marcou, de cabeça, mas com falta. Aos 42, quase o segundo do bicolor. Alisson arriscou e Lopes espalmou, firme, para escanteio. E o primeiro tempo ficou na vitória do Paysandu.

2º TEMPO

Para a segunda metade da partida, Comelli fez uma mudança: tirou Thiaguinho, que fazia uma má partida, para a entrada do volante Moisés. Precisando vencer, o Remo partiu para cima. Com quatro minutos do embate, a bola foi cruzada na área do Paysandu e nenhum pé apareceu para arrematar. Quatro minutos depois, Jaílton Paraíba cruzou e o goleiro Alexandre Fávaro tirou da cabeça de Rodrigo Dantas.

E haja pressão do azul-marinho. Primeiro, Marlon chutou da direita e por pouco a bola não entra. Depois, novamente com Marlon, dessa vez chutando e a zaga salvou, desviando para fora. E de tanto pressionar, o gol do Remo saiu aos 12 minutos. Após bola cruzada na área, o rebote sobrou para Dantas marcar. Empate do Leão, para a alegria do seu torcedor. Não foi a mudança de jogadores que alterou a maneira do Remo atuar, mas, sim, a alteração da postura. Jogando com mais raça e vontade, a equipe se organizou no meio e ‘engolia’ o Paysandu, que não conseguia sair jogando mais como no primeiro tempo.

Impaciente, os torcedores bicolores começaram a iniciar os gritos de ‘burro’ para Sérgio Cosme, que fez uma alteração que poucos esperavam: sacou Brayan, para a entrada do zagueiro Tobias. Até Mendes foi conversar com o treinador, gesticulando bastante que a mudança deveria ser no meio-campo e, não, na defesa. Por outro lado, Comelli colocava no jogo o atacante Thiago Marabá.

E continuavam as investidas do Remo que, a cada jogada, ficava perto do gol da virada. Com 24 minutos, Moisés fez boa jogada na linha de fundo, se livrou do marcador e tocou para Ratinho, que desferiu um petardo perigoso, para fora. Perdido, o Papão só fazia se defender no Mangueirão. Só conseguia sair do seu campo quando os azulinos erravam o toque de bola ou na base do contra-ataque. Porém, quase sempre, sem levar perigo.

Nesses poucos lances, a sua única chance do segundo tempo foi desperdiçada. Aos 38 minutos, Rafael Oliveira, um dos jogadores mais lúcidos pelo lado do Paysandu, tocou para Elvis, sozinho, chutar para fora. O banco bicolor já se levantava para comemorar o gol que não saiu. Assim, o Clássico Rei do Dia do Trabalhador não passou de um empate em 1 a 1.

Ficha Técnica:
Paysandu: Alexandre Fávaro, Sidny (Billy), Hebert, Ari e Brayan (Tobias); Vanderson, Alexandre Carioca, Alisson e Andrey (Elvis); Rafael Oliveira e Mendes.
Técnico: Sérgio Cosme.
Remo: Lopes; Rafael Granja, Diego Barros, Rafael Morisco e Marlon; San, Mael, Thiaguinho (Moisés) e Ratinho (Léo Franco); Jaílton Paraíba (Thiago Marabá) e Rodrigo Dantas.
Técnico: Paulo Comelli.
Local: Estádio Olímpico Edgar Proença (Mangueirão) – Belém (PA).
Cartão amarelo: Alisson, Vanderson, Sidny e Billy (PSC). Thiaguinho, Rodrigo Dantas, Rafael Granja, Diego Barros e Moisés (REM).
Arbitragem: Luiz Flávio de Oliveira (aspirante à FIFA-SP).
Auxiliares: Lúcio Ipojucan Ribeiro da Silva Mattos e José Ricardo Guimarães Coimbra.

Relato de um passageiro mostra o perigo da navegação no rio Amazonas


ELANILSON G. GARCIA deixou um comentário sobre a postagem "Lancha da viação Tapajós desaparece no rio Amazonas...":

Tomara que esse acidente sirva de exemplo para a empresa que, na minha opinião, foi a responsável.
Acidentes acontecem, mas às vezes podem ser evitados, e esse podia, e a tripulaçao nao fez absolutamente nada para evitá-lo. Não tomaram nenhuma atitude antes e nem depois da fumaça tomar conta do porão.
Em nenhum momento eles abrem o porão para verificar o motor da lancha, se isso for feito daqui para frente podemos ter menos tragédias. Eles foram imprudentes e não nos ouviram tambem quando pedimos para que eles colocassem a lancha para a margem do rio e com isso teria sido menos risco para nossas vidas.
Graças a Deus e aos ribeirinhos não morremos.(Texto publicado com as correções gramaticais)

Leia o email completo aqui.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

As histórias de futebol, comunicação e política


Lúcio Flávio Pinto

Em três dias de julho de 1969, três das principais emissoras de televisão do Brasil pegaram fogo. Primeiro foi o estúdio Paramount da TV Record, o quinto incêndio em duas décadas da terceira mais antiga emissora do país. No mesmo dia, pegou fogo o estúdio paulista da TV Globo, em seu quarto ano de existência. Dois dias depois era a vez da Bandeirantes, de propriedade do ex-governador Adhemar de Barros, que fora ao ar apenas dois anos antes.

Mera coincidência ou os três sinistros resultavam de atentados políticos? As três empresas de comunicação apoiavam o regime militar. Sete meses antes, o governo de exceção havia endurecido de vez com a proclamação do AI-5, pondo fim ao que restava de liberdades públicas ainda permitidas pelo golpe de 1964.

A resistência à ditadura trocara o parlamento e a tribuna pela luta armada, a guerrilha rural e os atentados urbanos. Paulo Machado, que pertencia “à elite empresarial de São Paulo”, apoiara discretamente o golpe militar de 64 “e tinha pavor de comunistas”. Podia, pois, ser visto como um alvo.

Por considerar frágil a segurança nas empresas de comunicação, a Federação das Indústrias lançou um comunicado pedindo “a união das Forças Armadas com o empresariado paulista em torno da luta contra o terrorismo”. Seria “o primeiro grande passo para o fortalecimento da Operação Bandeirantes”, a Oban, o braço armado da repressão à esqueda e toda e qualquer forma de oposição.

Por ironia (e também por acaso?), essa nova situação favoreceria muito um delegado de quinta categoria da polícia civil, que assumira dois anos antes a chefia da segurança da Record e dava proteção particular ao detentor do maior salário de então, o cantor Roberto Carlos.

Sérgio Paranhos Fleury já dera um pulo na hierarquia ao criar o Esquadrão da Morte, para eliminar sumariamente bandidos comuns. O salto foi maior quando se especializou na polícia política, tornando-se o policial mais temido e violento. Teve que deixar o “bico” na televisão para dedicar-se por inteiro à caça aos esquerdistas. Na Record, porém, “ninguém reclamou”. Esteve presente aos “acidentes” por mera circunstância, ou haveria algo mais nessa coincidência?

Surpreendentemente, essa história insólita é pouco lembrada. Ela reaparece no livro O Marechal da Vitória (A Girafa, 362 páginas, 2005), dos jornalistas Tom Cardoso e Roberto Rockmann. Mas com uma superficialidade e rapidez incompatíveis com a importância do episódio, mal explicado até hoje. Mesmo assim, demarcou uma das transições mais importantes na mutação do regime militar, que durou de 1964 a 1985.

As aparências sugerem que os incêndios não foram acidentais e que resultaram de uma represália dos grupos de esquerda contra a grande imprensa, ontem como hoje associada a golpes militares (ultimamente, mesmo durante o período de mais longa democracia de toda República, apelidada de PIG – Partido da Imprensa Golpísta). Mas se a intenção foi abalar o suporte de comunicação de massa da ditadura, seu efeito foi distinto – e até imprevisto.

Para a Record, o quinto incêndio em 20 anos e o terceiro no intervalo de apenas seis meses, foi fatal. A empresa ainda sobreviveria por alguns anos, mas desbancada da liderança para posições cada vez mais baixas. Talvez a decadência ocorresse independentemente dos sinistros. Radicalmente familiar, as Emissoras Unidas não se profissionalizaram nem se renovaram para enfrentar os novos tempos.

Desde 1931, quando Paulo Machado de Carvalho comprou a Rádio Record, que fora ao ar três anos antes e cinco depois da primeira emissora radiofônica brasileira, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, de. Roquette Pinto, tudo dependia do talento e das decisões do dono. Ele costumava acertar, com seu faro para contratar talentos e impor um padrão de qualidade à rádio e, a partir de 1954, à sua televisão, a terceira. Mas tinha idiossincrasias difíceis de explicar e muito menos ainda de aceitar.

A superstição e a teimosia explicavam a resistência de Paulo de Almeida Machado a contratar seguro para suas empresas, depois da freqüência preocupante dos incêndios. Como fora enganado uma primeira vez, aboliu essa proteção das suas considerações. Muito mais racional e pragmático, Roberto Marinho se acercou de cuidados em torno da sua engatinhante TV Globo. Por isso, quando as chamas devoraram o estúdio paulistano, ele tinha motivos para ficar satisfeito pelo incidente: o seguro iria capitalizá-lo num momento difícil.

“Ninguém abriu champanhe publicamente, mas a diretoria da TV Globo sabia que, com a fortuna paga pelo seguro, a emissora poderia dar mais um grande passo para desbancar de vez a concorrência”. Admitiu Walter Clark, na autobiografia Campeão de audiência. Quase 7 milhões de dólares entraram nos cofres esvaziados da Globo.Já a 
Record não tinha como acompanhar o salto da sua competidora.

Em 1º de setembro de 1969, quatro anos depois de entrar no ar, a Globo transmitiu para todo país, via satélite, o Jornal Nacional, o primeiro programa verdadeiramente nacional, “ao vivo”. As Emissoras Unidas estiveram bem próximas dessa façanha, mas ficaram privadas por uma série de circunstâncias, inclusive a falta de apoio do governo, que, a partir daí, não faltaria a Roberto Marinho.

Ele seria escolhido para falar pelo regime e regiamente recompensado por essa missão. Sobreviveria aos pioneiros da radiodifusão, que desapareceriam a partir daí, junto com suas emissoras. Pipa Amaral e sua TV Rio (lhe restaria a Rádio Jovem Pan). Assis Chateaubriand, que morreria em 1968, depois de longa doença, precipitando a decadência dos seus inconfiáveis Diários e Emissoras Associados. Mário Wallace Simonsen, que pagaria caro (com a TV Excelsior e a Panair) por suas relações com o presidente João Goulart, cuja eleição financiara. Victor Costa, morreu em 1960 sem testemunhar a decadência da TV Paulista.

Ruía também o império de comunicações que Paulo de Almeida Machado constituíra, “valendo-se basicamente de duas de suas maiores virtudes: a capacidade de liderança e a coragem”. Logo ele ficava atrás do SBT, criado por Sílvio Santos em 1981. Descapitalizado, em 1988 vendeu a Record para a Igreja Universal do Reino de Deus, “a mais bem-sucedida arrecadadora de dízimos do planeta”, por 45 milhões de dólares. Quatro anos depois morria, aos 91 anos, no ostracismo.

Para a minha geração, porém, Paulo de Almeida Machado foi uma legenda. Tanto por sua atuação na área de comunicação como pela sua condição de cartola do futebol, um raro e já extinto espécime de dirigente de clube esportivo e comandante da seleção brasileira, a pátria em chuteiras, como dizia Nélson Rodrigues. Depois de ter dado ao decepcionante São Paulo quatro títulos nos anos de 1940, foi o marechal do bicampeonato mundial (1958 e 1962), dando a impressão de não passar de torcedor, ao lado dos outros torcedores e dos jogadores.

Um medalhão, em todos os sentidos (inclusive da nobiliarquia familiar, filho de uma baronesa de quatrocentona estirpe paulista), que era também povo numa época de futebol alegre e desprendido. Na qual não havia o politicamente correto e o fabuloso Didi podia tomar calmantes receitados pelo médico e De Sordi fumar um cigarro atrás do outro sem ser repreendido.

Imaginava encontrar um perfil à altura do personagem e respostas às muitas dúvidas que gravitavam em torno de Paulo Machado de Carvalho e suas realizações. Como bons jornalistas, os autores do livro juntam muitas informações e o que escrevem pode ser lido com prazer. Mas sua obra não incorpora as conquistas acadêmicas de jornalistas que foram além da crônica dos fatos para examinar contextos e sondar interpretações, como têm feito nos últimos anos. Graças à facilidade na narrativa dos acontecimentos, deram um tom mais saboroso ao ritmo pedestre e pedregoso da historiografia nacional.

Tom Cardoso, com 33 anos, e Roberto Rockmann, com 28 na época em que o livro foi publicado, limitam-se às qualidades do jornalismo cronológico e restaurador de episódios. Sua pesquisa se limitou a consulta bibliográfica e entrevistas pessoais, sem maior aprofundamento, o que pode explicar erros grosseiros, como o cometido com a revolta tenentista comandada pelo general Isidoro Dias Lopes, em 1924. Dizem que em um mês, “os tenentistas foram expulsos da cidade pelas forças de Getúlio Vargas”, seis antes de o caudilho gaúcho tomar o poder, com a revolução de 1930, efeito da agitação tenentista iniciada em 1922.

O livro de Tom e Roberto é um avanço na reconstituição da história combinada das comunicações e do futebol no Brasil. Onde ficou, entretanto, ainda é um ponto distante do conhecimento adequado sobre o tema.

15 máquinas de hemodiálise entram em funcionamento a partir de junho

Aritana Aguiar
Repórter

O secretário de Saúde do Estado, Hélio Franco, afirmou que 15 máquinas de hemodiálise serão instaladas no Hospital Regional  do baixo-Amazonas Dr. Waldemar Penna e, em junho, já estarão funcionando. "Serão instaladas 15 máquinas de hemodiálise no Regional, as obras estão em andamento, então o prazo já está definido, junho", assegurou o secretário.

O secretário afirma que apesar da expansão do tratamento em Santarém, é necessário que haja um trabalho de prevenção para evitar que o paciente necessite fazer hemodiálise. "É preciso prevenir para que não chegue à hemodiálise, mas muitas vão chegar e por isso que estamos expandindo a rede. Até final de junho teremos mais 15 máquinas de hemodiálise instaladas", alerta o secretário.

Franco explica que cuidar da diabetes e da hipertensão é fundamental para que se chegue a um quadro de precisar de hemodiálise. "Evidentemente, se não cuidar principalmente dessas duas questões necessariamente vai ter um descontrole orgânico e precisará de uma atenção de média e alta complexidade", justifica o secretário.

Com a prefeita Maria do Carmo, o secretário falou sobre a possibilidade de o Governo do Estado ajudar o município na ampliação do número de leitos da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Pronto Socorro Municipal. "Vamos verificar quantas unidades de leitos de UTI tem o Municipal, por que, a princípio, nós vamos ajudar o Pronto Socorro e vamos ver a questão das UTI's nós precisamos ampliar também leito de UTI", garante o secretário, acrescentando que o principal entrave tem sido a questão financeira. "Por que o Estado está numa condição financeira um pouco complicada em virtude de uma dívida alta. Nós estamos pagando essa divida, negociando algumas".

De acordo com o secretário, alguns hospitais municipais serão priorizados pelo Governo do Estado. Vão encabeçar a lista aqueles que recebem demanda regional, como é o caso de Santarém. Na ajuda ao município, o Estado irá contribuir com alguns recursos na contratação de agentes comunitários e agentes de endemias por conta da questão da dengue. 
 
O secretário explica ainda que conversou com o gestor da Secretaria Municipal de Saúde para saber de onde estão vindo os pacientes atendidos no PSM de Santarém. Ele reforçou a necessidade da precaução para que as pessoas não precisem do atendimento de UTI's. "Nós precisamos evitar que as pessoas cheguem à UTI por que a UTI é chamado o último recurso, mesmo com muito cuidado pessoas chegam a sair da UTI com sequelas, o ideal é prevenir doenças, promover saúde e isso é fundamental que a gente discuta, por que isso é uma responsabilidade é dos municípios", explica.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Contraponto - A coluna semanal de Alailson Muniz

Operação Sentinela
O Ministério da Justiça resolveu retomar a Operação Sentinela em Óbidos. Homens da Polícia Federal já estão no município. O trecho do rio Amazonas que passa pela frente de Óbidos é o mais estreito de toda a sua extensão, caminho obrigatório para traficantes que trazem entorpecentes da Colômbia.

Operação Sentinela II
O ministério da Justiça tomou a decisão depois que a mídia nacional denunciou que uma nova droga, mais poderosa que o Crak, entrou no Brasil pela região Norte do país e pode ter passado por Óbidos para abastecer o Sudeste do país. A droga em questão é o Oxí.

Superintendência
Já foi instalada em Itaituba a mais nova superintendência de Polícia Civil do Oeste paraense. Com a medida, os trabalhos passam a ser descentralizados da superintendência de Santarém. A Superintendência do Tapajós, como foi batizada, é a 11ª do Estado e será comandada pelo delegado Edinaldo Souza. A área de jurisdição será sobre os municípios de Itaituba, Rurópolis, Placas, Trairão, Aveiro, Jacareacanga e Novo Progresso, e ainda no Distrito de Castelo dos Sonhos, pertencente ao município de Altamira.

Saneamento
A estação de tratamento de esgoto que começou a ser construída no bairro do Mapiri deve diminuir consideravelmente a poluição que é despejada no Lago do Papucu. A obra faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e retardar a extinção do lago, previsão feita por movimentos ambientalistas que lutam por sua preservação.

Gasolina cara
A gasolina santarena já figura entre as mais caras do Brasil. A gasolina mais cara do país está na faixa de R$ 2,99, valor da maioria das bombas dos postos de combustíveis de Santarém. O mesmo valor é cobrado nas bombas de gasolina de São Paulo, por exemplo, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP).

Novo pretenso
O vereador Emir Aguiar (PR) informou nesta semana que seu partido vai lançar candidato a prefeito de Santarém em 2012. A determinação é da Executiva Regional da sigla, cujo comandante é Anivaldo vale. Além de Santarém, o PR pretende lançar candidato a prefeito em Itaituba e Mojui dos Campos.

Nome para o PSM
O vereador Nélio Aguiar (PMN) sugeriu o nome do médico Dr. Fernando Branches para batizar o Pronto Socorro Municipal (PSM), inaugurado no ano passado. Projeto de Lei foi apresentado neste sentido ao legislativo santareno. "Ele foi um grande cardiologista e pesquisador na área da poluição mercurial no rio Tapajós, com relevantes serviços prestados ao município de Santarém", argumentou o parlamentar.

Obras
O secretário de obras do estado, Joaquim Passarinho pretende aumentar a estrutura da SEOP em Santarém. O objetivo é que a unidade possa licitar obra em todo o Oeste paraense.

Aniversário
O aniversário de Santarém será comemorado durante todo o ano. A dificuldade de a prefeitura receber as obras para serem inauguradas no dia 22 de junho contribuiu para a escolha desse formato de programação. Até o momento não se tem notícia de alguma obra que esteja pronta para ser entregue no dia do aniversário de Santarém.

Curso de Agroecologia
O Instituto de Biodiversidade e Florestas (IBEF) da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) realiza em Santarém, a partir do segundo semestre deste ano, o curso de especialização em Agroecologia na Amazônia, o qual visa a qualificar profissionais interessados em promover o desenvolvimento sustentável de comunidades rurais da região. Gratuito, o curso possui trinta vagas destinadas a graduados nas áreas de Ciências Agrárias e Ciências Biológicas. As inscrições serão realizadas no período de 16 a 20 de maio de 2011. As informações são da assessoria de comunicação da universidade.
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Coluna publicada na edição desta semana de O Estado do Tapajós

Lancha da viação Tapajós desaparece no rio Amazonas


 



Passageiros de uma lancha catamarã da empresa Viação Tapajós que vinha de Santarém para Monte Alegre passaram por um susto ontem (27) por volta das 17:30 horas. Uma pane supostamente no motor deixou a embarcação à deriva e em chamas.

De acordo com informações de passageiros da embarcação “Viação Tapajós” o problema com a lancha começou por volta das 17:30. Quando um dos passageiro observou uma fumaça saindo na parte trazeira da lancha e logo deu o alarme, chegando próximo a comunidade de Bom Jardim, já no município de Monte Alegre, o fogo logo tomou conta da lancha e só deu tempo dos passageiro colocarem o colete e pularem no rio amazonas. O camandante pediu apoio dos ribeirinhos através do rádio amador. os passageiros foram socorridos pelos ribeirinhos. Uma outra embarcação da própria aviação tapajós trouxe parte dos passageiros para Monte Alegre e o restante retornou para Santarém.

Os passageiros da lancha “Viação Tapajós” chegaram em Monte Alegre por volta das 21:00. E relataram que logo após uma explosão a lancha pegou fogo queimando totalmente e em seguida afundando no rio Amazonas com os pertences dos passageiros.
Não ouve vitima apenas danos matérias.
(Rádio Mirante)

Trânsito teve 28% mais acidentes e 25% mais mortes em Santarém

Aritana Aguiar e Alaison Muniz
Repórteres


Levantamento feito por nossa reportagem constatou que entre os anos de 2009 e 2010
aumentou o número de mortes em 25% e o número de acidentes em 28% no trânsito de Santarém. Foram 18 mortes em 2009 e 24 mortes em 2010. Já os acidentes saltaram de 463 em 2009 para 594 em 2010: um aumento de 28%. Os dados são do Policiamento de Trânsito de Santarém (PTRAN).
 
De acordo com a tenente Marnilza, comandante do PTRAN, aproximadamente 80% das pessoas que morreram nos acidentes pilotavam ou eram caronas em motocicletas. 

 
Até o final de março deste ano, sete pessoas já haviam morrido em acidentes de trânsito. O PTRAN ainda não tem os dados do mês de abril. Mas a reportagem encontrou pelo menos quatro mortes neste mês de abril, o que elevaria para 11 o total de óbitos neste início de ano. Mais da metade comparado a 2009 e quase a metade das mortes de 2010.

 
"Normalmente, os acidentes mais graves sempre são com motos, qualquer acidente por menor que seja na motocicleta ela tem uma proporção maior pela falta de proteção que o condutor tem, fica mais exposto ao acidente e sempre aliada há muita imprudência", explicou a tenente.

 
Em relação ao número de acidentes, a tenente explica que ainda o número pode ser muito maior. Ela diz que existem casos em que as equipes não conseguem chegar a tempo no local.

 
Outro dado que preocupa é a comparação no número de acidentes, do mesmo período do ano, de 2010 com 2011. No passado, foram registrados 31 e neste ano já foram 63 acidentes, mais que o dobro. A previsão é de que 2011 seja bastante violento se continuar do jeito que estar.

 
"Ano passado, foram 31 acidentes registrados, que envolvia 16 carros e 32 motos; março de 2011, 63 acidentes de trânsito, envolvendo 45 carros e 47 motos. A motocicleta fica muito desprotegida, no caso de veículos o carro pode ficar destruído, mas às vezes o condutor sai ileso", declarou a tenente.
Dos acidentes de trânsito registrados, a imprudência e responsável por quase 90%, que envolve avanço de sinal, avanço de preferencial e falta de atenção. A comandante assegura também que mais de 90% das vítimas fatais é pelo mesmo motivo.

 
Segundo a tenente, quanto maior a frota de veículos da cidade, maior o número de acidentes. "É diferente ter menos densidade de veículos circulando, numa rua em que o fluxo é intenso, por exemplo, todos os anos o local de maior acidente é a Sérgio Henn, por que ela é bem sinalizada, tem ciclovia, mas o fluxo de veículos é muito intenso, quase não se tem opção para ter acesso à Nova República e a grande área", explicou.

Indígenas Munduruku reúnem-se para discutir hidrelétricas no rio Tapajós

Nos dias 25 e 26 de abril de 2011, em um encontro organizado pela Associação Indígena Pussuru em parceria com o Fórum da Amazônia Oriental (FAOR), cerca de 70 indígenas Munduruku do Alto Tapajós, representantes de 19 aldeias, reuniram-se na Aldeia Saí-Cinza - Terra Indígena Saí-Cinza, Município de Jacareacanga no Estado do Pará, para debaterem sobre os impactos que o complexo hidroelétrico Tapajós/Teles Pires, caso venha a ser construído, pode causar em seus modos de vidas.

Para muito dos presentes no encontro, a sensação de medo ficou evidente, pois teme que, como em outras obras do PAC, às comunidades indígenas não sejam ouvidas e que tenham seus direitos constitucionais desrespeitados em benefício do consórcio empreendedor.

Flaviano Akay da Aldeia Trairão, foi enfático em afirmar que “Nós, Munduruku, não queremos de jeito nenhum este projeto, pois irá trazer problemas para nós e nossos filhos”. Osmarino Manhuary, capitão (cacique) da aldeia Jacarezinho, afirmou que ”nossos pensamentos são de dizer para o governo que nós somos os primeiros habitantes do Brasil, que nós somos verdadeiros brasileiros, por isso, não dá para o governo construir seu projeto sem consultar a comunidade indígena.

Para Francisco Saw, da aldeia Maloquinha, Rio das Tropas o encontro foi importante por que agora “nós todos estamos cientes sobre a barragem, por que foram mostradas no vídeo as conseqüências do projeto e os problemas que podem existir no nosso futuro”.

Ao invés de barragens nos rios, os indígenas propuseram que governo traga programas para beneficiar a comunidade em relação à saúde e a educação indígena, já que segundo um dos participantes do evento, “isso o governo não traz para as comunidades”. 

Durante o encontro foram exibido vários vídeos com depoimentos de pessoas atingidas (UHE de Estreito no Rio Tocantins) e ameaçadas (UHE de Belo Monte no rio Xingu) pela a construção de usinas hidroelétricas.

Ao final foi aprovada por unanimidade uma carta, com os principais posicionamentos dos Munduruku em relação as hidroelétricas, que deverá ser encaminhada a imprensa, MPF e órgãos governamentais.

Ciclo do Rio Amazonas faz Santarém ter calendário escolar diferenciado

Nas escolas da região de várzea, o ano letivo de 2010 termina nesta sexta.No período de cheia a água invade casas e escolas da comunidade.

Vanessa Fajardo  
Do G1, em São Paulo
As aulas do ano letivo de 2010 em 46 escolas de Santarém (PA) ainda não terminaram. O calendário da Secretaria Municipal de Educação prevê atividades até esta sexta-feira (29). Depois disso, os alunos entram em férias e retornam no início de agosto, quando começa o ano letivo de 2011. Quem manda neste calendário é o Rio Amazonas, que banha a cidade de 290 mil habitantes.
No período de cheia, a água invade toda a região de várzea, incluindo casas e escolas. Antes disso, o transporte escolar já começa a ser feito por barcos e lanchas. Por isso o recesso escolar é diferente das demais escolas da cidade, que seguem o ritmo tradicional e têm férias em julho e dezembro.

escola santarém  (Foto: Núbia Maria Ferreira Malcher/ Divulgação) 
Escola Odorico Liberal, em Santarém (Foto: Núbia Maria Ferreira Malcher/ Divulgação)
 
Na várzea, as escolas são de madeira e são construídas nos pontos mais altos, mas é comum haver perda de equipamentos ou material didático por conta da água. Antes do início do ano letivo, em agosto, às vezes é necessário promover reformas.
"Em algumas comunidades não há terra firme em nenhum lugar. A água vai engolindo tudo, por isso temos de obedecer o ritmo das água, não tem como lutar contra o rio", diz Lucineide Pinheiro, secretária de Educação de Santarém. A secretária estuda, junto ao governo federal, a criação de uma escola flutuante que funcionaria dentro de um barco.

escola santarém (Foto: Núbia Maria Ferreira Malcher/ Divulgação) 
Água invade escolas na região de várzea
(Foto: Núbia Maria Ferreira Malcher/ Divulgação)
 
A energia elétrica chegou a pouco tempo na região de várzea de Santarém, por meio de gerador, porém nenhum dos colégios possui computadores. Os professores que lá lecionam, no entanto, garantem que vontade de ensinar não falta.
"Nasci e me criei aqui, por isso conheço a necessidade dos alunos e da comunidade. É preciso haver compromisso com que a gente faz. Nós sabemos que estamos preparando pessoas e que não estivéssemos lá eles estariam com seu futuro comprometido", afirma Edinalda Pimentel Silva, de 43 anos, diretora da Escola Municipal São Jorge que reúne cerca de 300 alunos dos ensinos fundamental e médio.

Ednalda Pimentel (Foto: TV Globo/Reprodução) 
Edinalda Pimentel é diretora de escola municipal
que tem 300 alunos (Foto: TV Globo/Reprodução)

Nalda, como é conhecida na região, conta que já foi convidada a dar aulas em outros pontos da cidade, mas se diz "amarrada" no interior.
Para a diretora, o calendário diferenciado nas escolas da várzea garante um índice de evasão muito baixo.
"Se fôssemos acompanhar o período urbano, as crianças não viriam. Porque é perigoso. Além do mais, neste período, muitas famílias se mudam para áreas de 'terra firme'", comenta Nalda. Também é comum as crianças ajudarem os pais a pescar durante as férias.
Em 2009, reportagem do Bom Dia Brasil mostrou como as crianças vão de barco para as escolas à beira do Rio Amazonas; veja ao lado

Nalda diz que os alunos são interessados e que por mais que não possam contar com ferramentas tecnológicas no suporte às aulas, ela não acredita que haja defasagem em relação aos demais estudantes de Santarém. "Eles têm força de vontade grande, durante o ensino médio vão para o centro para fazer curso de informática e são motivados a trabalhar. Neste ano, duas alunas vão fazer faculdade. Fico muito feliz quando isso acontece."

escola santarém (Foto: Núbia Maria Ferreira Malcher/ Divulgação) 
Escola Santíssima Trindade, em Santarém (Foto: Núbia Maria Ferreira Malcher/ Divulgação)

Casa de várzea na Amazônia: da simplicidade à antena parabólica

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Chuvas em maio e junho estarão acima da média em Santarém


Acendeu a luz vermelha na Prefeitura de Santarém.

Além da ameaça de uma enchente que poderá inundar novamente a avenida Tapajós e parte do centro comercial de Santarém, a prefeita Maria do Carmo teve acesso, ontem, a dados preocupantes da meteorologia deste mês de abril e para o período de maio a julho.

Segundo os dados que lhe foram repassados por técnicos do setor meteorológicos, em abril choveu mais de 421 milímetros, sendo que somente no período da Semana Santa o índice pluvométrico ultrapassou a 100 milímetros.

Mas a previsão de chuvas em Santarém para os meses de maio, junho e julho são alarmantes. Maio terá cerca de 550 milímetros de chuvas, junho tem previsão de 720 milímetros e julho poderá registrar maisde 750 milímetros de pluviosidade.

Historicamente, os  meses de março e abril são os que registram as maiores chuvas em Santarém.

Crise econômica em Santarém se reflete na queda de venda de ovos de chocolates

Na contramão do crescimento das vendas de produtos consumidos na época de Páscoa pelo país afora, Santarém registrou queda de venda de chocolares de Páscoa na ordem de 10 por cento.

Fonte do setor supermercadista informa que no primeiro trimestre de 2011 houve uma queda de vendas nos supermecados em torno de 15% se comparadas com igual período do ano passado.

Ainda segundo o interlocutor, houve crescimento da inadimplência com o fisco estadual. Cerca de 40% dos empresários santarenos estão com o recolhimento do ICMS em atraso na jurisdição da Sefa em Santarém

terça-feira, 26 de abril de 2011

Polícia Civil chama servidores para Santarém, Capanema e Soure


A Polícia Civil do Pará passa a contar com 37 novos servidores da área administrativa aprovados mediante concurso público. Entre os municípios contemplados com novos servidores administrativos estão Santarém, no oeste paraense; Capanema, nordeste do Estado, e Soure, na ilha do Marajó.  

A partir desta terça-feira, 26, eles passarão por um treinamento, com uma semana de duração, na sede da Academia da Polícia Civil, localizada no Instituto de Ensino de Segurança do Pará (Iesp), em Marituba, na Grande Belém.

Assuntos como Direitos Humanos, Relações Interpessoais e informações sobre o funcionamento da Polícia Civil fazem parte das aulas. A posse dos servidores aconteceu nesta segunda-feira, 25, no auditório central da Delegacia-Geral, em Belém, na presença do delegado-geral, Nilton Atayde, e de outros integrantes da direção superior da instituição policial.(Com informações da Agência Pará)

Começa amanhã encontro sobre recursos hídricos do Baixo Amazonas


Começa nesta quarta-feira, 27 de abril, em Santarém (PA), o 9º Encontro de Estudos e Debates sobre Águas Doces do Baixo Amazonas, que discutirá o tema “Sistemas Fluviais do Oeste do Pará: potenciais e desafios”. Os múltiplos usos dos recursos hídricos na bacia do rio Tapajós serão discutidos durante o encontro, que tem o objetivo de divulgar e debater estudos voltados à gestão racional das águas doces da região. 
 
Promovido pelo Fórum de Pesquisadores das Instituições de Ensino Superior e de Pesquisas Científicas de Santarém (FOPIESS), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e Agência Nacional de Águas (ANA), o Encontro inicia às 19 horas, no Amazônia Boulevard (Av. Mendonça Furtado, nº 2946), com a conferência “A Importância do Saneamento na Manutenção dos Sistemas Fluviais”, a ser ministrada pelo Prof. Dr. Eduardo Von Sperling, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Na quinta-feira, dia 28, às 19 horas, será realizada mesa-redonda sobre os usos múltiplos dos recursos hídricos da bacia do rio Tapajós, a qual discutirá temas como geração hidrelétrica, navegação, fluxos quantitativos de água e sedimentos, entre outros. O evento encerra-se na sexta-feira, dia 29, com a mesa-redonda que discutirá o planejamento dos recursos hídricos da bacia do rio Tapajós.(Fonte:UFOPA)

Deputado Lira Maia fala sobre Reservas Legais no Pará


Os critérios para a criação das Reservas Legais no estado Pará preocupam o deputado federal Lira Maia (DEM do Pará). 

Falta de documento da terra impede concessão de crédito agrícola

Antenor Pereira Giovannini fez u, comentário sobre a postagem "Dinheiro parado no Banco da Amazônia é tema de ses...":

Sr Editor

Creio que nenhuma instituição bancária irá conceder algum empréstimo sem que haja suporte documental ,principalmente , de propriedade da terra em sendo agricultor rural. O que mais se observa na região é que produtores em geral, sejam mini - micros - pequenos - médios e grandes pouco ou quase nada possuem de documentação de propriedade original e oficial, fazendo com que certamente o Banco se negue a conceder qualquer tipo de empréstimo. Não seria muito mais eficaz se saber porque não é concedido esse título de propriedade seja definitivo ou provisório para que esse contingente de trabalhadores possa ter acesso a crédito? Porque produtores com mais de 75 anos de Santarém, advindo na época da pimenta, ainda não tem seu título de posse definitivo? Porque a nossa região é tão complicado se obter essa titularização mesmo se provando a correta origem da compra?

Antenor Pereira Giovannini

Ápio Campos, o pastor dos jovens


Lúcio Flávio Pinto

Meu primeiro jornal de circulação externa foi O Social, de 1964. Como o título era um tanto ambíguo, pretendendo abordar tanto as “questões sociais” quanto o mundanismo social no Clube de Jovens da Paróquia da Trindade, que eu então freqüentava, troquei-o para O Combate. As duas versões eram impressas num mimeógrafo a tinta do Centro de Letras da Universidade Federal do Pará.

Já era um avanço tecnológico em relação ao mimeógrafo a álcool, que eu cheguei a usar. Com maior disponibilidade de papel, pude aumentar a tiragem para 100 exemplares, distribuídos gratuitamente aos distintos leitores graças à generosidade do diretor do curso de letras da UFPA, cônego Ápio Campos.

Não bastava sua autorização, porém: era preciso que “seu” Alonso se dispusesse a ir aos sábados à sede do curso, na praça Coaracy Nunes (mais conhecida por “Ferro de Engomar”), que hoje se restringe a paredes, que escondem uma insólita quadra de esportes, nesta Belém sem miolo, sem conteúdo, sem essência. E lá ficávamos quase toda a manhã, fora do expediente, para não prejudicar as atividades regulares da instituição.

Sempre em disponibilidade para os jovens, o cônego ainda aparecia nas sessões de sábado à tarde, dedicadas às palestras, quando não tínhamos uma festa do arromba, mora! O cônego era uma alma tolerante, parcimoniosa e fecunda. Seu casarão na Rui Barbosa não só estava aberto aos amigos como se tornou abrigo de gente inteligente que Ápio Campos promoveu, instruiu e encaminhou para a vida, cumprindo sua missão de pastor.

Cumpriu-a enquanto teve forças e lucidez, até um tempo atrás, quando imergiu em dramas pessoais que se sucederam até o dia 15, quando morreu, aos 84 anos. Carregou consigo a estima, a admiração e o reconhecimento de centenas de jovens, para os quais sua luz e aquele seu sorriso de aprovação serviram de guia e inspiração.

Campanha previne hipertensão arterial no Pará


De 25 a 29 de abril, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) estará realizando uma grande campanha em alusão ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, lembrado em 26 de abril.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco, o controle da hipertensão arterial é uma das prioridades da atual gestão, por se tratar de uma doença que, se não cuidada, pode vir a causar outros problemas como acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, insuficiência renal crônica ou mesmo levar à morte.

Segundo Hélio Franco, 20% da população com idade acima de 40 anos tem hipertensão arterial e muitos nem sabem disso. E é pela falta de cuidado que muitas pessoas dependem, hoje, de máquinas de hemodiálise, já que a hipertensão juntamente com o diabetes são as principais causas de insuficiência renal crônica.

Para ele, a única maneira de combater esse mal é trabalhar na mudança de comportamento das pessoas desde a infância, incentivando hábitos saudáveis, a começar pelo aleitamento materno exclusivo. "É preciso moldar os hábitos das crianças e as instituições de educação têm um papel fundamental nisse", disse o secretário. (Com informações de Roberta Vilanova)

Dinheiro parado no Banco da Amazônia é tema de sessão na Câmara de Vereadores de Santarém


Cerca de R$ 5 milhões de reais disponíveis para pequenos agricultores estão parados nos cofres do Banco da Amazônia (Basa). O dinheiro deveria servir de apoio financeiro às produções agrícolas da região, mas o desconhecimento da existência da verba pelos produtores rurais e as exigências burocráticas são obstáculos ao uso desse dinheiro, segundo revelou reportagem exclusiva de O Estado do Tapajós. 

`Por causa desse dinheiro parado nos cofres do Banco da Amazônia, a Câmara de Vereadoes faz sessão hoje de manhã para discutir as dficuldades de acesso ao financiamento da agricultura familiar em Sanatarém.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Falta de medicamentos fez malária crescer no sudoeste do Pará

Aritana Aguiar
Repórter


A falta de medicamentos, que deveriam ser enviados pelo Ministério da Saúde, fez crescer em 2010 o índice de infestação de malária nos municípios de Itaituba e Jacareacanga, no sudoeste paraense. A avaliação é feita pelos gestores das pastas de Saúde das duas cidades.
Em Itaituba, a cidade com maior número de casos, o garimpo é o local de maior concentração da doença segundo o secretário municipal de saúde, Manoel Diniz. Em Jacareacanga, nas tribos indígenas é onde há o maior número de casos. "A área de garimpo é uma área de difícil controle na proliferação do próprio mosquito, o que precisa ser feito para que não tenhamos essa transmissão maior é diagnosticar na base e logo tratar lá, antes que ele seja o vetor o veículo de transmissão, essa é a nossa preocupação", declarou o secretário.
Não há estrutura física e logística para que os trabalhos sejam desenvolvidos nos locais mais afetados. Além dos medicamentos, faltam veículos e insumos. Segundo Diniz, no ano passado, quando assumiu a Secretaria, os números de casos de malária enviados para Brasília eram pequenos. "Por que não estava sendo mandado via codificação desses casos. A nossa preocupação com os casos de malária é muito grande".
"Quando nós assumimos o governo há um ano nós não tínhamos dados lá em Brasília para justificar a remessa de medicação, hoje nós já temos um número real e por essa razão as medicações já vieram com maior brevidade. Nós tínhamos esse comentário é por que não tínhamos as informações para dá, questão de internet e quando chegamos já regularizamos e hoje a informação já está fidedigna", assegurou o secretário Diniz.
Em Jacareacanga, a falta de medicamentos também foi um problema. "O problema quanto aos altos índices de malária foi à falta de medicação que não foi só em Jacareacanga assim como outros municípios, Novo Progresso, Trairão, fizemos até uma campanha quanto trocas de medicamento", afirmou a enfermeira Leyla Sousa, suplente do Secretário de saúde do município.
Para ela, houve muita preocupação quanto à vacina do H1N1, esquecendo-se da malária. "Que era o que estava no auge, e se deixou de lado a malária. Quando foram atentar para a medicação de malária faltava um componente no Brasil que não dava para fazer, e com isso teve um pico muito alto em 2010 entre maio e outubro", explica.
O grande problema do município é a área indígena, onde se concentra a maioria dos casos de malária. No momento, a enfermeira não possuía os dados exatos. Ela explica que a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) tem recursos, como lanchas e combustível e uma equipe de profissionais que podem ir às áreas indígenas, além de terem nove microscopistas pagos pela prefeitura. "Pela questão da falta de medicação e essa mudança de secretaria de Funasa para Sesai houve muita paralisação deles, acho que foi um dos fatores", argumentou a enfermeira, explicando o provável motivo da não atenção dos órgãos para prevenção da doença.

Sespa reforça vigilância dos casos de Malária

Agência Pará

A Coordenação Estadual de Malária, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) continua promovendo Oficinas de avaliação do Programa de Controle da Malária no Pará, para que profissionais que atuam no combate e controle da doença no interior do Estado possam discutir os avanços e os pontos a serem melhorados, visando ampliar ainda mais os atendimentos e ações nas áreas de cobertura estadual.
O município de Santarém já recebeu uma das oficinas. Nesta terça (26) e quarta-feira (27) serão realizadas outras duas, a partir das 8 horas, no Hotel Itaoca, localizado na avenida Presidentes Vargas, centro comercial de Belém, com avaliações direcionadas aos municípios do nordeste e sudeste do Estado e da Ilha do Marajó.
Essas ações técnicas envolvem não somente os profissionais que atuam diretamente na gestão dos problemas no municípios endêmicos, como também os dirigentes das Regionais de Saúde às quais estão vinculados. O secretário de estado de Saúde Pública, Hélio Franco, e o coordenador estadual de controle da malária, Bernardo Cardoso, estarão a frente das oficinas, que se estenderão por todo o dia.
Nos dois dias de atividades serão apresentados os municípios sobre Vigilância Entomológica e Controle de Vetores e também assuntos relativos à saúde indígena, como as dificuldades encontradas em relação ao controle da malária nessas áreas.

Vicente Salles: 80 anos de fé


Lúcio Flávio Pinto

Vicente Salles fará 80 anos em novembro. Já possui o título de doutor honoris causa pela Universidade da Amazônia, a Unama, concedido em 2002. Não sei por que a Universidade Federal do Pará não partilhou essa merecida honraria. A oportunidade para redimir o erro se apresentará em novembro, quando é de se prever que os paraenses comemorarão a data para agradecer a tanta coisa boa produzida em nosso favor por esse historiador, folclorista, musicista e humanista.

Incansável, apesar das doenças, e sempre curioso e atrás de novidades, Vicente esteve em Belém para falar sobre “As raízes da cultura mestiça na Amazônia, durante o VIII Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte e II Reunião do Fórum Landi. Antes dele, Victor Sales Pinheiro leu um emocionante (e emocionado) testemunho sobre Benedito Nunes. O filósofo, crítico, professor e ensaísta, falecido recentemente, também recebeu o título honorífico da Unama. Mas também o da UFPA, que, por todos os títulos justo, falta a Vicente. O detalhe é que, sendo verdadeiramente sábios, Benedito e Vicente cresceram como autodidatas e sua formação acadêmica se limitou à graduação, um anticlímax ao fervor dos currículos Lattes. Uma afirmação do saber livre.

Durante sua palestra, Vicente fez mais uma generosa referência a este jornal, que muito me emocionou. Reproduzo o trecho que me diz respeito não por vaidade, mas em reconhecimento ao gesto de coragem do velho e admirado amigo. Vicente fez questão de enxertar a referência na sua palestra para dizer o que pensa a respeito de um personagem anatematizado pelas elites poderosas da terra. Uma forma de também estimular os que se oferecem à sociedade para seus defensores. E, por fim,dizer que não está preocupado com esses Torquemadas. Seu lugar na história está de há muito garantido, com ou sem títulos em papel.

Segue-se o texto de Vicente Salles, a partir do paralelo que ele traçou entre as obras dos milionários americanos Henry Ford, no Tapajós, e Daniel Ludwig, no Jari.

Tal como Ford, Daniel Ludwig devastou grande parte da floresta nativa para um projeto de plantio de espécie uniforme, com inevitáveis alterações no ecossistema. O projeto contou mais uma vez com generosa ajuda oficial no tempo da ditadura militar. Quando Ludwig se convenceu do insucesso da empreitada, saiu da Amazônia, deixando o resultado de ações empresariais analisadas pelo espírito investigativo do jornalista Lúcio Flávio Pinto, que acompanhou o empreendimento em todas as suas fases. A bibliografia desse jornalista-escritor contém o grito de alerta que poucos têm ouvidos para ouvir. Um dos textos mais vigorosos – Amazônia, a fronteira do caos, data de 1991. Sua primeira palestra sobre a Amazônia data de 1970. Exatamente 40 anos de lutas e de enfrentamento com os poderosos.