quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Vai ter nova eleição para o Senado? O MP acha que não.

Paulo Bemerguy:


E agora, vai ter ou não vai ter eleição?
E agora, Flexa Ribeiro (PSDB) e Marinor Brito
Uma vez tendo o Supremo confirmado a decisão do TSE que tornou o deputado federal Jader Barbalho (PMDB) inelegível pelos próximos oito anos, a parada está resolvida ou não está, em termos de definição de nomes para o Senado?
Essas perguntas, que não querem calar, começaram a ser feitas ontem mesmo, minutos depois de encerrada a longa sessão do STF que confirmou a inelegibilidade de Jader.
O Ministério Público Eleitoral no Pará já tem a resposta na ponta do língua.
Não.
De jeito nenhum.
Em hipótese alguma.
Não, de jeito nenhum, em hipótese alguma será necessário realizar novas eleições.
O procurador da República Daniel Avelino (na foto), procurador regional eleitoral, e demais membros do Ministério Público Eleitoral já analisaram detidamente a legislação.
Concluíram que a realização de um novo pleito, decorrente da anulação de mais do que 50% dos votos, só é exigível por lei quando a eleição se dá por maioria absoluta.
É o caso dos cargos de governador e presidente da República, para os quais só será eleito o candidato com mais de 50% dos votos válidos. Daí porque, acrescentam os procuradores, é que se exige um segundo turno de votação, quando esse percentual não é atingido por nenhum político.
Entende o Ministério Público Eleitoral que, no caso do Senado, a eleição se dá por maioria simples: basta obter o maior número de votos, independentemente do percentual que se alcance, para o candidato se eleger.
Lembram os procuradores que em 2002, na eleição para o Senado, a petista Ana Júlia Carepa – hoje governadora que busca a reeleição - e Duciomar Costa, hoje o desprefeito de Belém – copyright Guilherme Augusto – elegeram-se com 23,17% e 21,99% dos votos, respectivamente. Juntos, portanto, ele obtiveram menos de 50% dos votos e mesmo assim chegaram ao Senado.
Dessa forma, para os membros do Ministério Público Eleitoral, Flexa Ribeiro e Marinor Brito estão com suas eleições mais do que confirmadas, sobretudo agora, com a decisão do Supremo que manteve a inelegibilidade de Jader Barbalho.
Mas essa parada está só começando.
A bola, de imediato, será passada para o Tribunal Regional Eleitoral.
Seja lá qual for o entendimento do TRE, o caso ainda poderá ser discutido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
E pode até chegar ao Supremo, admitem muitos.
(PSOL) são mesmo os senadores eleitos ou terão de se submeter a uma nova disputa eleitoral?

PMDB vai exigir novas eleições para o Senado

O PMDB não dormiu no ponto.
Nem bem terminara a sessão do Supremo, que manteve a inelegibilidade por oito anos do presidente regional do partido, deputado Jader Barbalho, o site do próprio parlamentar divulgou extensa nota em que o PMDB adianta que vai lutar pela realização de novas eleições para o Senado no Pará.
“O PMDB usará das garantias constitucionais para exigir a realização de novas eleições, nas quais o povo do Pará vai reafirmar que somente aos paraenses cabe escolher seus representantes, pois já vai longe o regime ditatorial dos senadores biônicos, levados ao Senado Federal sem o voto da maioria, princípio inarredável do Regime Democrático”, diz a nota.
O partido também lamenta que o Supremo Tribunal Federal, “com o seus patéticos empate e falta de decisão constitucional, tenha buscado ‘saída artificial, precária e contra o interesse da sociedade representada por milhões de votos’, segundo expressou o Ministro Presidente do STF Cesar Peluso ao encerrar a sessão”.
A seguir, a íntegra da nota do PMDB:

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Considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, depois de longo julgamento, onde foi mantida a divisão do entendimento jurídico sobre o recurso interposto pelo candidato JADER BARBALHO, por 5 votos a 5;

Considerando que para enfrentar o impasse o Supremo Tribunal Federal adotou regra regimental, para validar julgamento anterior do Tribunal Superior Eleitoral, em “decisão artificial e precária, segundo o próprio Presidente do STF, impedido de exercer o voto de qualidade contrariando seus princípios pessoais e o principio jurídico de que, na dúvida, prevalece a decisão favorável ao recorrente e a sociedade, através de 1.800.000 votos dos eleitores do Pará” ;

Considerando que a decisão do Supremo Tribunal Federal de atribuir eficácia retroativa a Lei 135/2010 – lei da ficha limpa - é de repercussão geral quanto ao disposto na alínea “k” da referida lei – renúncia a mandato parlamentar - aplicando-se a todos os casos ainda pendentes de recursos, como o dos votos dados ao candidato Paulo Rocha;

Considerando que em consequência dessa decisão, na eleição para o cargo de Senador da República, serão anulados 3.533.138 milhões de votos, dados aos candidatos Jader Barbalho e Paulo Rocha, restando como válidos apenas 2.683.697 milhões, menos da metade dos votos contrariando a vontade expressa da maioria dos eleitores do Estado do Pará ;

Considerando o que dispõe a “RESOLUÇÃO Nº 23.218/2010 do Tribunal Superior Eleitoral- TSE, “ sobre os atos preparatórios das eleições de 2010, a recepção de votos, as garantias eleitorais, a justificativa eleitoral, a totalização e a proclamação dos resultados, e a diplomação” em seus artigos 2º, 167 e 169 :
“ Art. 2º As eleições para Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal e para Senador da República obedecerão ao princípio majoritário (Constituição Federal, arts. 28, 32, § 2º e 77, § 2º e Código Eleitoral, art. 83).”

“Art. 167. Serão eleitos os 2 Senadores e os suplentes com eles registrados que obtiverem a maioria dos votos; ocorrendo empate, será qualificado o mais idoso (Constituição Federal, arts. 46, caput, 77, § 51).


“Art. 169. Nas eleições majoritárias, respeitado o disposto no § 1º, do art. 166 desta resolução, serão observadas, ainda, as seguintes regras para a proclamação dos resultados:

I – deve o Tribunal Eleitoral proclamar eleito o candidato que obteve a maioria dos votos válidos, não computados os votos em branco e os votos nulos, quando não houver candidatos com registro indeferido, ou, se houver, quando os votos dados a esses candidatos não forem superiores a 50% da votação válida;

II – não deve o Tribunal Eleitoral proclamar eleito o candidato que obteve a maioria da votação válida, quando houver votos dados a candidatos com registros indeferidos, mas com recursos ainda pendentes, cuja nulidade for superior a 50% da votação válida, o que poderá ensejar nova eleição, nos termos do art. 224 do Código Eleitoral;

III – se a nulidade dos votos dados a candidatos com registro indeferido for superior a 50% da votação válida e se já houver decisão do Tribunal Superior Eleitoral indeferitória do pedido de registro, deverão ser realizadas novas eleições imediatamente; caso não haja, ainda, decisão do Tribunal Superior Eleitoral, não se realizarão novas eleições;”

Considerando que no sistema de representação majoritária são eleitos os candidatos que obtiverem o maior número de votos e que a maioria é a essência da democracia;

Considerando a natureza democrática do processo eleitoral brasileiro e em respeito a vontade dos eleitores paraenses, expressa por 1.800.000 milhão votos para JADER BARBALHO ser seu representante no Senado Federal;

O PMDB comunica que tomará todas as providências jurídicas necessárias para a realização de nova eleição para o cargo de Senador da República, a ser convocada e realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral – TRE do Pará, em que seja respeitada a vontade do eleitorado do PARÁ - como legalmente definido no artigo 224 do Código Eleitoral e artigos 167 e 169, incisos II e III da Resolução 23.218/2010 do Tribunal Superior Eleitoral –TSE .

O PMDB do Pará lamenta que o Supremo Tribunal Federal, com o seus patéticos empate e falta de decisão constitucional, tenha buscado “saída artificial, precária e contra o interesse da sociedade representada por milhões de votos” segundo expressou o Ministro Presidente do STF Cesar Peluzo ao encerrar a sessão.

Por tais fatos o PMDB usará das garantias constitucionais para exigir a realização de novas eleições, nas quais o povo do Pará vai reafirmar que somente aos paraenses cabe escolher seus representantes, pois já vai longe o regime ditatorial dos senadores biônicos, levados ao Senado Federal sem o voto da maioria, principio inarredável do Regime Democrático.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A conta de água e luz

Vinicius Sassine


A preservação do que resta das florestas brasileiras é decisiva para o fornecimento de água potável às médias e grandes cidades e para a geração de energia elétrica em todo o país. Os maiores municípios brasileiros são dependentes de mananciais protegidos por unidades de conservação. Além disso, essas áreas protegidas garantem 79% da água utilizada como fonte da energia gerada pelas usinas hidrelétricas, conforme um estudo divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), que vai até sexta-feira em Nagoya, no Japão.

A garantia de água para o consumo e como matéria-prima da geração de energia — as usinas hidrelétricas geram metade da energia consumida no país — dá a dimensão do valor econômico da biodiversidade brasileira. O Correio mostrou ontem que a preservação dos biomas é lucrativa (os ganhos vão bem além dos dividendos do agronegócio e do desmatamento). Pesquisas recentes — como o próprio estudo do MMA apresentado na COP-10 — tentam detalhar quanto vale a biodiversidade, em uma forma de legitimar economicamente a preservação e forçar os governos a desenvolverem políticas públicas de conservação.

A manutenção das áreas protegidas, fundamentais para garantir o abastecimento de água no país, depende de um investimento de quase R$ 1,7 bilhão, como concluiu o levantamento do MMA. Em 2008, os recursos previstos no Orçamento da União às unidades de conservação federais somaram R$ 316 milhões, cinco vezes menos do que o montante necessário para assegurar a preservação.

ReduçãoEconomicamente, os custos com a preservação dessas unidades de conservação são menores do que os custos com o tratamento da água ou com a busca de novas fontes de abastecimento, diante da degradação de um manancial. “Em Nova York, já se paga para manter preservadas as florestas. Fica seis vezes mais barato do que tratar a água fornecida à população”, compara Samuel Barreto. “Áreas que deveriam estar protegidas estão sendo ocupadas. Estamos perdendo serviços que a natureza oferece de graça.”

O pagamento por serviços ambientais passou a ser defendido como uma das principais formas de se garantir o aproveitamento de serviços ofertados pela natureza. O proprietário de uma área de florestas recebe um pagamento equivalente à renda que seria obtida do desmatamento e da exploração da agropecuária no local. O mecanismo é chamado de Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação de Florestas (Redd) e ganhou força na discussão sobre as mudanças climáticas, desde o ano passado.

A preservação evitaria novas emissões de CO2, garantiria uma remuneração aos produtores rurais e levaria a um aproveitamento mais eficiente de áreas já desmatadas. Faltam, porém, recursos para a consolidação do Redd, o que vem levando o governo brasileiro a buscar fundos internacionais.

STF julga hoje recurso de Jader

Do Blog do Parsifal:

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O Supremo Tribunal Federal pautou para a sessão de hoje o julgamento do recurso apresentado por Jader Barbalho, contra a “Lei da Ficha Limpa”.”
Em julgamento com objeto similar, o STF encruzilhou-se: a votação empatou e o presidente da Corte, Cezar Peluso não se habilitou ao desempate.
Como Joaquim Roriz renunciou à candidatura, desistindo do recurso, este foi julgado prejudicado.
O julgamento do recurso de Jader Barbalho não guarda condicionamento de votos com o de Roriz, pois a Corte, ao arquiva-lo, não formou jurisprudência, podendo, quaisquer dos ministros, proferir voto diverso daquele lavrado na sessão que julgou o caso anterior. Além do mais, há sutis diferenças entre um e outro fato concreto, no que tange a renuncia de ambos.
Os ministros, entendendo que o impasse anterior tisnou a imagem da Corte, não pautariam este julgamento sem que já não tivessem um caminho a tomar na encruzilhada a que chegaram: acredito que o norte já está apontado e o STF colocará um termo na aplicação, ou não, da “Lei da Ficha Limpa”, nas eleições de 2010.
Caso a decisão do Tribunal seja pela não aplicação, Jader Barbalho será proclamado eleito juntamente com Flexa Ribeiro. Caso a decisão da Corte seja pela aplicação imediata, o meu juízo é que a eleição para senador no Pará deve ser anulada, devendo ser convocada nova eleição.
Fundamento a minha convicção no art. 224 do Código Eleitoral, que determina nova eleição “se a nulidade atingir a mais de metade dos votos”, que foi exatamente o que aconteceu no Pará: Jader Barbalho e Paulo Rocha tiveram mais da metade dos votos dados a todos os candidatos a senador.
Completa este raciocínio o art. 169 da Resolução 23218 do TSE, que em seu segundo inciso determina que “não deve o Tribunal Eleitoral proclamar eleito o candidato que obteve a maioria da votação válida, quando houver votos dados a candidatos com registros indeferidos, mas com recursos ainda pendentes, cuja nulidade for superior a 50% da votação válida, o que poderá ensejar nova eleição, nos termos do art. 224 do Código Eleitoral”.
O caso do Pará cabe exatamente nos dois diplomas legais acima referenciados. Aliás, em fundamentado artigo, o advogado paraense Inocêncio Mártires, especializado em Direito Eleitoral, defende com clareza a tese aqui postada, inclusive acostando jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal aos seus argumentos.
Portanto, caso Jader Barbalho não obtenha êxito em seu recurso, deveremos ter novas eleições para o Senado no Pará.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Não é conversa de pescador


Famoso pescador capturou em Santarém nada menos que 72 tambaquis, esta semana.

Já a dona do lago onde é proibido pescar voltou pra casa com 28 curimatãs no samburá.

Show de Sebastião Tapajós, hoje, no Barrudada Hotel

Pesquisas eleitorais

O Ibope começa campo amanhã, contratado pela Tv Liberal.

Vox Populli começou campo hoje, contratado pelo Sindicato das Escolas Particulares do Pará.

Pesquisa Desttaq, contratada pela federação dos metalúrgicos, já encerrou o campo, mas foi impugnada pelo Acelera Pará.

Pesquisa Veritate/LCP/UFPA foi contratada pela Federação de Agricultura do Pará. O campo está sendo concluído.

Jader Barbalho: agora, o ocaso?

Lúcio Flávio Pinto:

Jader Barbalho esperava passar dos dois milhões de votos como candidato a senador. Essa votação o consagraria no retorno à convivência dos seus pares na câmara alta, da qual foi presidente e da qual, meses depois, saiu pelas portas dos fundos, renunciando para não ser cassado. Não chegou, porém, aos 1,8 milhão obtidos pelo empresário Flexa Ribeiro, o mais votado de todos, considerado como sem chances quando a campanha eleitoral começou. Jader teve apenas um pouco mais de votos do que Paulo Rocha, do PT, ambos na faixa dos 1,7 milhão.
Antes da apuração dos votos, esse quadro era considerado, se não impossível, pelo menos improvável. O resultado indica o início do ocaso do maior líder político que o Pará teve desde o final do baratismo, a principal fonte de poder entre os anos 1930 e 1960? A resposta não é tão simples quanto parece.
A perda de mais de 200 mil votos entre a realidade e a sua expectativa deve-se não diretamente a qualquer abalo na liderança pessoal de Jader Barbalho, mas à notícia de que seus votos seriam anulados porque o Tribunal Superior Eleitoral mantivera a impugnação à sua candidatura, por ser ficha suja. Uma das coisas que o eleitor brasileiro mais teme e menos deseja é perder o voto. Este costuma ser o maior patrimônio imaterial (e mesmo material) para a maioria da população e há sacrifícios a superar até o momento de exercer esse direito. Milhares de votos migraram de Jader para os outros candidatos.
A esmagadora maioria, seguramente, não para Paulo Rocha, antípoda do PMDB (apesar das relações mais do que amistosas entre o petista e Jader). Esses votos foram para Flexa Ribeiro, graças a um mecanismo colocado em funcionamento pela primeira vez na disputa senatorial no Pará: os principais partidos apresentaram apenas um candidato, mesmo estando em jogo duas vagas. Flexa, que chegou ao senado como suplente de Duciomar Costa, subindo quando o titular deixou o cargo para assumir a prefeitura de Belém, se apresentou como a melhor opção para o eleitor do PSDB e como o segundo nome para o do PMDB. Fez dobradinha virtual com Jader Barbalho, além de aproveitar a onda em favor de Simão Jatene. Já o eleitor petista, que votou em Paulo Rocha para uma das cadeiras, descarregou em favor de Marinor Brito como segunda opção, ao invés de seguir a orientação de Ana Júlia em favor de Jader, dada mais para inglês ver do que para petista aceitar.
Mais importante do que a perda dos mais de 200 mil votos que tinha em sua conta antes da campanha desencadeada pelo jornal O Liberal pelo voto útil, sustentando em seguidas manchetes de primeira página que quem votasse em Jader teria seu voto anulado, foi o fato de o líder peemedebista ainda conseguir ser o segundo mais votado. Com esse desempenho, deixou de fora um dos candidatos a senador pelo PT que mais o presidente Lula apoiou no país.
Mas se um analista isento é capaz de perceber essa circunstância, para o eleitor o que importa é que Jader não é mais o número um, nem voltou a ser o imbatível em que se tornara depois da derrota de 1998. Essa aura, de grande valor simbólico, ele a perdeu. É um prejuízo considerável.
O ex-governador poderia recuperar esse dano funcionando mais uma vez como o fiel da balança na disputa pelo governo do Estado no 2º turno. Os votos do PMDB serão, de fato, decisivos para confirmar a vitória de Jatene ou a – cada vez mais difícil – recuperação de Ana Júlia. Desta vez Jader sabe que saiu enfraquecido do 1º turno e que esperar só o desfavorecerá. Por isso, embora não assumindo a decisão, mandou logo anunciar – por correligionário e pelo seu jornal, o Diário do Pará – que a tendência é de não apoiar nenhum dos candidatos. Mas não falou em Jatene. Mandou dizer, por ora, que não apoiará Ana Júlia. Porque talvez acabe, se não apoiando Jatene, manifestando simpatia pelo tucano. [No domingo, 17, liberou os peemedebistas.]
Isto se o que já parece definitivo de fato se concretizar de direito: a manutenção da sua impugnação pelo Supremo Tribunal Federal. Essa perspectiva se tornou mais forte quando o ministro Joaquim Barbosa foi escolhido para relatar o recurso de Jader contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. É dado como certo o voto de Barbosa contra Jader (o que induziria a posição também contra Paulo Rocha). O STF estaria disposto a contrariar a vontade da opinião pública, mesmo em defesa do mais ortodoxo entendimento sobre a vigência da lei da ficha limpa já na eleição deste ano e a retroatividade dos seus efeitos? Parece que não. Uma decisão contrária será uma completa surpresa.
Jader já ficou dois anos sem qualquer mandato e sem poder institucional – e não só sobreviveu, como voltou ao controle de um terço dos votos no Pará. Ninguém duvida, nem seus piores inimigos, que mesmo nessa circunstância, agravada por não contar mais com um aliado no Palácio do Planalto (onde o apoio de Lula se esvaneceu e o de Dilma – ou de Serra – não existe), Jader poderia voltar a se eleger deputado federal na próxima disputa que haverá.
Mas provavelmente sem a condição que hoje o distingue de todos os demais políticos em atividade, colocando-o no isolamento de uma posição superior. É o que acontecerá se sua presença dominante deixar de ser entrave para o avanço de outras lideranças, inclusive as que foram mantidas encolhidas dentro do PMDB. Mas, talvez, não aquela na qual Jader mais aposta e da qual mais precisa: a do filho, Hélder Barbalho, prefeito de Ananindeua, o segundo mais populoso município do Estado. Lá, Jatene teve quase 45% dos votos, Ana Júlia menos de 30% e Domingos Juvenil menos de 16%. Sem comando sobre seus próprios domínios administrativos, Hélder não tem a dimensão política do pai. E Jader Fontenele Barbalho já nem é mais o mesmo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Inscrições abertas: 10o Festival da Canção de Porto Trombetas

Músicos de todo o Brasil podem se inscrever para a décima edição do Festival da Canção de Porto Trombetas (FECAN), que será realizado no período de 25 a 27 de novembro. A premiação inclui a gravação de um CD ao vivo para os finalistas. 
Confira todas as informações, a ficha de inscrições e o regulamento no site www.festivaisdobrasil.com.br. O FECAN é uma iniciativa do Mineração Esporte Clube, com apoio da Mineração Rio do Norte (MRN) e de suas empresas prestadoras de serviços em Porto Trombetas. Inscrições até o dia 29 de outubro. Participe!(Assessoria da MRN)

Forro da emergência PSM de Santarém desaba por causa da forte chuva



O forro do setor de emergência do Hospital Muncipal de Santarém desabou na manhã de hoje depois que o telhado do prédio foi atingido por ventos fortes.

A repórter Aritana Aguiar conta que por causa do destelhamento, a água da chuva penetrou rapidamente na parte superior da estrutura. Como peso da água o forro desabou, provocanco pânico entre os 23 pacientes que se encontravam no local.


Apesar do susto, ninguém se feriu. O local esta interditado pelo Corpo de Bombeiros.

Neste ano, é o segundo incidente ocorrido no PSM. Em março, a queda de uma maloca provocou a morte de duas pessoas e o ferimento de outras sete.

No Pará, petista e tucano sobem o tom na reta final

AE - Agência Estado
 
A troca de acusações entre os candidatos ao governo do Pará Ana Júlia Carepa (PT), que tenta a reeleição, e Simão Jatene (PSDB) subiu de tom na reta final da campanha. Para tentar reverter nos últimos dias da disputa a vantagem de 20 pontos do tucano, a governadora escalou seu mais novo aliado, o ex-governador Almir Gabriel, de 78 anos, fundador do PSDB no Estado.

Gabriel culpa Jatene pela derrota nas eleições de 2006 para a própria Ana Júlia: "O preguiçoso vai perder a eleição para a Ana Júlia", diz num vídeo gravado especialmente para o horário eleitoral.

Jatene tem evitado polemizar com o ex-padrinho, mas diz a amigos que Gabriel "está doente". Apesar dos ataques, o tucano diz que ainda nutre "respeito e admiração" pelo hoje adversário. O tucano prefere concentrar seus disparos em direção à governadora, acusando-a de deixar a saúde pública no "caos" e de ter aumentado em 10% o índice de pobreza no Estado. 

"A governadora gosta de deturpar números para mentir à população, mas as pessoas estão vendo que o discurso dela se contrapõe à realidade", alfineta Jatene. Carepa também bate, afirmando que o tucano deixou de comparecer a uma reunião de governadores da Amazônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, para "ir pescar em área proibida". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Asfalto eleitoral


Há notícias de que ruas asfaltadas em Alter do Chão tiveram problemas de erosão por causa da forte chuva de ontem à tarde.

Em Santarém, avenida Sao Sebastião começou a ser reasfaltada sábado.

Será que esse asfalto eleitoral vai ser derrotado pelas chuvas?

A conferir.

Programa de Educação Ambiental da BR-163 promove Oficinas e Seminários Temáticos

Os Programas Ambientais da BR-163, por meio do Programa de Educação Ambiental, estão realizando até o dia 6 de novembro nos municípios às margens do trecho em obras da rodovia, mais um ciclo de Oficinas para Agentes Comunitários e Seminários Temáticos. Neste período as atividades serão realizadas nos municípios de Rurópolis, Trairão e Itaituba.  


O objetivo das Oficinas, que foram ministradas entre os meses julho e setembro nos municípios de Novo Progresso, em Moraes de Almeida (distrito de Itaituba) e em Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira, é capacitar a comunidade residente no entorno do trecho em obras da BR-163 a gerir seus recursos naturais, bem como informá-la sobre o andamento das obras e impactos gerados. Ainda, serão abordados temas como a incidência de queimadas e combate ao desmatamento.

Já o objetivo dos Seminários Temáticos é abordar assuntos que sensibilizem os usuários da rodovia e comunidade do entorno a adotar posturas de conservação ambiental considerando o desenvolvimento e crescimento dos municípios a partir da pavimentação da rodovia. 

As Oficinas têm duração de quatro horas e os inscritos receberão material informativo sobre os 21 Programas Ambientais da BR-163 e participarão de sorteio de bonés do Projeto. Os Seminários Temáticos têm duração de duas horas.


Rurópolis
Oficina de Capacitação – dia 24 de outubro, de 14 às 18h na comunidade situada no km 85
Seminário Temático – dia 25 de outubro, de 19 às 21h na comunidade do km 85


Trairão
Oficina de Capacitação – dia 27 de outubro, de 14 às 18h no Auditório da Escola Instituto de Educação
Seminário Temático – dia 3 de novembro, de 19 às 21h, também no Auditório da Escola Instituto de Educação

Itaituba
Oficina de Capacitação – dia 5 de novembro, de 14 às 18h, na Escola Municipal Francisco de Barros, km 30 – Campo Verde
Seminário Temático – dia 6 de novembro, de 19 às 21h, também na Escola Municipal Francisco de Barros, km 30 – Campo Verde

Depois de 45 dias, volta a chover em Santarém

A incrível história do chinês Poon Lim, o náufrago que sobreviveu 133 dias à deriva antes de ser resgatado

Por Eduardo Rey

O roteiro da viagem de Poon Lim
133 dias sozinho em alto-mar

O marinheiro chinês Poon Lim pode ser considerado o "Pelé" dos náufragos, após sobreviver com muita criatividade e perspicácia à deriva por 133 dias no Oceano Atlântico, ao largo da Costa do Nordeste e Amazônia brasileira.

Poon Lim ANTES e DEPOIS de sua aventura

Lim nasceu em 1917 na ilha de Hainan, no Sul da China, um local paradisíaco, que se parece mais com os mares do Sul do que com o caos das metrópoles chinesas que conhecemos.

Hainan, onde os "mares do sul" encontram a China...


O ano era 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, quando os "U-Boats" alemães e "Destroyers" americanos  infestavam os mares, e mesmo navios mercantes considerados suspeitos eram abatidos sem cerimônia.Muitos navios brasileiros também foram afundados neste período.

Mapa de navios brasileiros afundados durante a 2a Guerra


Em Novembro de 1942 alistou-se como membro da tripulação do navio mercante britânico Benlomond, que partiu da Cidade do Cabo em direção à Guiana Holandesa. 


O navio mercante inglês Benlomond
Tripulação: 54 Passageiros
53 Mortos e 1 Sobrevivente


Devido ao mau tempo em sua travessia rumo às Américas, o navio desviou-se de sua rota original e chamou a atenção do comandante alemão Carl Emmermann, do U-Boat-172. No dia 23 de Novembro de 1942, enquanto Poon Lim estava descansando em uma das cabines de serviço, sua embarcação foi torpedeada "preventivamente".


O Comandante alemão Emmermann 
O Benlomond foi apenas um dos 26 navios que ele afundou durante a 2a Guerra

Contando com a sorte de estar no lado oposto ao local onde o torpedo atingiu o navio, Lim teve tempo de colocar um salva-vidas e nadar o mais rápido possível para evitar a enorme sucção provocada pelo afundamento do Benlomond.

Horas depois, encontrou uma das precárias balsas de emergência que resistiram ao naufrágio, contendo 30 litros de água, um pacote de biscoitos navais, 2 barras de chocolate, 2 torrões de acúcar, algumas tigelas, um sinalizador e uma lanterna. Poon Lim não sabia, mas esta seria sua casa pelos próximos 132 dias.

A "casa"de Poon Lim durante 133 dias (reconstituição)


Durante os primeiros dias a esperança era grande de um rápido resgate, e Lim passava os dias procurando sinais de embarcações, aeronaves ou terra. 

Na quarta semana Lim encontrou e resgatou em alto mar um pedaço de lona e uma corda com a qual construiu um abrigo contra o sol escaldante que estava tostando sua pele. 

Este foi o último golpe de sorte: agora era a vez da inteligência entrar em ação..

Com a corda encontrada no mar e roendo a mola da lanterna já inútil, construiu um anzol. Usou como isca o último biscoito e conseguiu pescar uma sardinha, que serviu de isca para peixes maiores.

Biscoito Naval: feito prá durar, e não para ter gosto bom...

Porém, as vísceras e restos de peixe que ficavam sobre a balsa apodreceram e começaram a tornar até a respiração de Lim difícil. Mesmo sabendo que aquilo poderia lhe causar problemas, teve que jogá-las ao mar. O "banquete" atraiu dezenas de tubarões que ficaram durante dias rodeando a balsa, afastando qualquer peixe nas imediações, impedindo-o de pescar.

Foi quando ele percebeu que precisaria pescar um tubarão...

Tubarão: um dos itens do menu de Lim

Fez um anzol maior com um dos pregos da balsa e usou a última cabeça de peixe como isca. Conseguiu puxar para a balsa um  tubarão que serviu de alimento durante vários dias.

Até a 12o semana, as chuvas haviam colaborado, e Lim  conseguia matar a sede capturando água da chuva nas tigelas, mas uma seca terminou com a água. 

Foi quando ao observar os pássaros que rodeavam a embarcação devido ao cheiro de vísceras de tubarão, teve outra idéia genial...

Gaivota: parte da dieta no final da viagem

Usando restos de algas e plantas marinhas do fundo da embarcação, construiu um "aconchegante" ninho, e quando a primeira gaivota pousou na balsa, matou-a a dentadas, bebeu seu sangue e consumiu sua carne.

No dia 133, finalmente Lim foi resgatado por um pequeno navio de pesca brasileiro, e seguiu para Belém do Pará. Assim terminava uma das mais fantásticas histórias de perseverança e inteligência que se tem conhecimento.

Belém do Pará na década de 40
Destino após o "resgate"

As Marinhas da Inglaterra e Estados Unidos ouviram detalhadamente toda a história e incluíram muitas das idéias de Lim em seus Manuais de Sobrevivência.



Lim recebeu muitas honras, inclusive uma autorização para viver nos Estados Unidos, em uma época em que as imigrações chinesas estavam proibidas naquele país. Faleceu em 1991 com 74 anos, no Brooklin.

A escritora Ruthanne Lum McCunn escreveu um livro de muito sucesso sobre sua história, chamado "Sole Survivor". 




Fontes:

domingo, 24 de outubro de 2010

Leãozinho vence a primeira na seletiva


O São Francisco venceu ainhda há pouco o Vila Rica por 3x1, em partida disputada no estádio Barbalhão, em Santarém. 
O leãozinho santareno comandou o placar com dois gols de Beto e um de Neguinho. Rico, de pênalty, descontou para o Vila Rica.

Placar
São Francisco 3 x 1Vila Rica

São Francisco 1 x 0:Beto (cabeça) 40' 1º  
São Francisco 2 x 0:Neguinho 6' 2º
Vila Rica 1 x 2:Rico (pênalti) 12' 2º
São Francisco 3 x 1:Beto (falta) 37' 2º
Classificação:

Vila Rica 6 pontos
Izabelesne 3 pontos
Sao Francisco 3 pontos

Próximo jogo:
Izabelense x São Francisco, dia 3 de novembro no estádio Edilson Abreu, em Santa Izabel do Pará.
3 de novembro edil

Banho em Alter do Chão debaixo de chuva



Cenas deste domingo em Alter do Chão, distrito de Santarém.
Fotos: Miguel Oliveira

sábado, 23 de outubro de 2010

Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós


Atendimento no PSM vira caso de polícia

Vazante mostra dimensão da poluição causada por esgoto sem tratamento

Santarém terá 260 mil habitantes pelo censo do IBGE

Civlovias são mal utilizadas

Seguro-defeso beneficia 6 mil pescadores

Lúcio Flávio Pinto: Pará está sem novas lideranças

Memória de Santarém: Antologia dos textos de Emir Bemerguy

Pará lança primeiro edital de concessão florestal

Santarém terá sistema eletrônico de emissão de regstro de nascimento

A eleiçao presidencial e a hidrelétrica de Belo Monte

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Governadora almoça bandejão de 2 reais em Santarém
























Ana Júlia economizou o almoço, hoje em Santarém.

Se fosse a um restaurante pagaria, no mínimo, 30 reais.
Fez refeição por apenas 2 reais, com direito a fruta e suco, no restaurante popular de Santarém.

Foto: Aritana Aguiar