sábado, 8 de janeiro de 2011

Licença para Belo Monte sai até fevereiro

Segundo o ministro de Minas e Energia, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse à presidenta Dilma que o documento sai na primeira quinzena do mês que vem


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje, sexta-feira (7), que a licença do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), será concedida até a primeira quinzena de fevereiro. Segundo ele, a garantia foi dada ontem, quinta-feira (6), pela ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Lobão disse que a licença de instalação, para toda a obra, será concedida uma semana depois. "Estávamos receosos de que houvesse um atraso maior e isso implicaria em perder um ano na construção da usina", afirmou o ministro.
 
Segundo o ministro, nesse encontro, também foi pedida prioridade para a concessão de usinas hidrelétricas e linhas de transmissão para que não haja atraso nas obras. "Temos mais de 30 pendências (de licenças ambientais) para hidrelétricas e linhas de transmissão", disse. De acordo com Lobão, "com a promessa da ministra", essas pendências serão solucionadas. Izabella teria garantido que não haverá mais atrasos que prejudiquem o setor elétrico. "Vamos começar a viver um mundo novo no que diz respeito às licenças ambientais", comemorou.
 
Lobão disse que os atrasos para a liberação das licenças são justificados, na maioria das vezes, pela alegação de falta de pessoal nos órgãos ambientais. Mas há casos também em que o atraso é decorrente da falta de encaminhamento da documentação necessária pelos próprios consórcios.(Blog Amazônia)

Destino de Jader já está traçado?

Lúcio Flávio Pinto

Jader Barbalho dispõe de argumentos técnicos para defender sua eleição para o Senado ou a realização de uma nova eleição, que seus advogados usaram em diversos recursos judiciais. Mas lhe falta um elemento fundamental para reverter a sua difícil situação: autoridade moral. Tudo indica que ele foi escolhido como símbolo de uma nova era de costumes políticos, da qual os fichas sujas serão excluídos, graças à lei aprovada neste ano (e que entrou em vigor imediatamente, com efeito retroativo), passando a exigir currículos mais alvejados, mesmo que ao atropelo das formalidades legais.

O ex-deputado federal se tornou um símbolo nacional do político que enriquece ilicitamente, se valendo dos cargos públicos para os quais é eleito ou que preenche. Acusações foram se avolumando e resultaram em mais de duas dezenas de processos judiciais, que acabaram batendo nas instâncias superiores do poder judiciário. A maioria já foi arquivada e os que sobraram ainda não resultaram em comprovação fática, com o estabelecimento do nexo causal entre o desvio de recursos e a evolução patrimonial do ex-governador. Mas parece prevalecer, nesse labirinto processual, decifrável apenas pelos iniciados, a convicção de que as ilicitudes do réu se tornaram públicas e notórias, dispensando as provas.

Há vários anos Jader trava o combate legal nos tribunais, contraditando as denúncias. Mas nunca travou um debate público sobre a formação da sua riqueza, integrada por diversos imóveis e uma grande rede de comunicação, que só não é do mesmo porte do seu maior concorrente, o grupo Liberal, porque os Maioranas têm o suporte da Rede Globo de Televisão, fonte de desequilíbrio nesse segmento da mídia. Jader parecia apostar no efeito anestesiante do tempo, mas a enxurrada de acusações sem contradita se beneficiou da máxima popular: quem cala, consente.

Apesar da má fama espalhada pelo país, o maior líder político do Pará desde a redemocratização continua a ser considerado o parlamentar mais influente do Estado no Congresso Nacional, na classificação do Diap, o órgão de assessoria dos sindicatos. É também interlocutor certo dos presidentes da república, do “neocollorido” Itamar Franco, passando pelo tucano Fernando Henrique Cardoso e permanecendo com Lula. Mas em conversas de bastidores, sem aparição pública. Os interlocutores, evidentemente, temiam o desgaste de ficar ao lado de personalidade tão controvertida.

Jader terá a mesma utilidade para a nova presidente, com a qual não tem a proximidade cultivada com os seus antecessores? Segundo o cálculo de quem está com seu lugar garantido na nova estrutura de poder, o que é mais rentável: livrar-se de Jader ou contribuir para que ele volte a circular pelos corredores do parlamento e por suas extensões?

Para Lula, aparentemente, a melhor opção parece ter sido a primeira. Jader não apoiou Ana Júlia Carepa no 2º turno da eleição para o governo do Estado, como queria o presidente. Como represália (ou pela força do acaso), os dois acabaram não se encontrando em Brasília, por suposto desencontro de agendas. Sem explicações posteriores.

Mas haveria um indício de que rompimento propriamente não há: o Supremo Tribunal Federal parece aguardar pelo preenchimento da sua 11ª cadeira para apreciar o caso do deputado federal Paulo Rocha, do PT, que está à espera de julgamento na pauta. A situação é a mesma do enquadramento de Jader na lei da ficha limpa, que terminou com um empate de 5 a 5. O desempate na nova apreciação, em favor do deputado federal do PT, já não o beneficiaria porque ele teve apenas a terceira votação para o Senado, abaixo do peemedebista e do tucano Flexa Ribeiro. Mas poderia favorecer Jader, pela revisão do seu caso.

Há uma questão, porém: quem tomaria tal decisão logo ao assumir um lugar na corte suprema, contrariando a maioria da opinião pública nacional e se colocando ao lado de um espantalho nacional? A manutenção da punição a Jader consagraria a nova regra da elegibilidade de candidatos e faria esquecer a proteção a nomes tão ou mais condenáveis, como o do deputado federal Paulo Maluf. Todas as razões legais de Jader não seriam suficientes para superar seu estigma moral. Ele já estaria condenado e assim deveria prosseguir.

Nesse caso, é o seu fim político. Os cinco lugares no secretariado que o governador Simão Jatene lhe reservou não sugerem nenhum epitáfio. Como os outros líderes, Jatene ainda não posou com Jader, mas a importância que lhe deu confirma os entendimentos que mantiveram durante a campanha eleitoral e que foram um dos motivos da vitória do candidato tucano. Além disso, Jader fez bancadas parlamentares de peso e continua a comandar com mão de ferro o PMDB. Jatene não parece disposto a fazer o jogo do faz de conta de Ana Júlia. Sabe qual é o resultado.

Sem mandato político e ainda sem presença na nova administração federal, onde Jader irá buscar a fonte de poder para continuar a impor o seu comando e influência? Ele já passou por dois exílios. O primeiro, entre sua saída do ministério de José Sarney e a candidatura ao Senado. O segundo, quando renunciou ao mandato de senador até se apresentar novamente como candidato à Câmara Federal.

A duração do novo inverno não seria maior do que os anteriores se ele tivesse uma eleição de maior expressão logo. Mas em 2012 a disputa será municipal. Certamente ele não irá querer voltar ao início da carreira, por um lugar na Câmara Municipal de Belém, que conquistou em 1966. Nem é provável que se apresente como candidato à prefeitura da capital, com um risco de ser derrotado tão grande – ou maior – do que para o governo do Estado. Ir para o interior seria a admissão de diminuição do seu porte, a não ser que fosse criado o Estado de Carajás, em cujos municípios tem expressão. Mas, por enquanto, essa hipótese não passa de especulação.

Se não há lugar adequado para ele na nova eleição, a saída seria encontrar um sucessor – transitório ou definitivo. Seu filho, prefeito de Ananindeua, seria o mais cotado para assumir a posição, mas seu desempenho não dá segurança de que seja um candidato com chance real de vitória em Belém. Uma nova derrota seria muito desgastante para o jaderismo. 

Há alternativas. As principais seriam a ex-mulher, Elcione Barbalho, a mais votada para a Câmara Federal, e o primo, José Priante. Ambos têm apresentado desempenho declinante na capital, mas ainda são os nomes mais fortes dentre mais uns poucos de menor expressão, como a deputada estadual Simone Morgado. Qualquer que venha a ser a hipótese adotada, poderá significar certo enfraquecimento de Jader na política paraense. Mas não tanto que já possa ser considerado cachorro morto.

O Liberal bem que parece considerá-lo dessa forma. Durante dias seguidos ou sucessivos o jornal dedicou editoriais e notas na sua principal coluna, o Repórter 70, batendo na associação de Jader à corrupção. O objetivo, de afastá-lo do governo Jatene, não foi alcançado. Claro que o novo governador recebeu os recados e os levou em consideração. Mas o realismo político o impediu de seguir a recomendação, às vezes dita em tom de ameaça. Irá pagar caro por isso? Certamente, mas é bem provável que quite a dívida em moeda sonante, fazendo-a chegar aos caixas do grupo Liberal através de publicidade oficial generosa.

A verdade é que a presença de Jader Barbalho na política paraense tem sido tão forte e ampla que sua saída ou seu enfraquecimento criam tal vácuo que os sucessores – aliados ou inimigos – preferem sondar o terreno antes de arriscar um confronto aberto. Mais do que nunca se tornaram flagrantes as limitações do cacique do PMDB e sua crescente vulnerabilidade.

Aos editoriais duríssimos do jornal inimigo, o Diário do Pará reagiu com maledicências incríveis sobre a matriarca do clã, Déa Maiorana, revolvendo seu passado. Na época do “baratismo”, que constitui a origem das duas famílias hoje inimigas, esse tipo de represália conseguia intimidar a outra parte. Hoje, serve mais para denegrir o acusador. Como dono de um império de comunicação, se não reage com fatos de interesse público, é porque Jader não tem o que dizer – em seu favor e contra o seu maior inimigo. Não é um bom sinal em momento tão importante quanto o atual.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A cor daquele rio

Carlos Barretto  

Médico

 

Meu pai, nasceu na localidade de Barra de São Manuel, na tríplice fronteira dos estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso. Um local muito distante. Morreu desejando voltar a ver a região onde passou seus melhores dias, como sempre afirmava. O máximo que conseguiu, foi retornar a Santarém, para uma curta estadia, e rever a cor daquele rio. E era como ele sempre se referia aquela região, ressaltando "a cor daquele rio".
Passei a minha infância e parte da adolescência, ouvindo histórias daquele lugar.  E principalmente, ouvindo sobre aquele rio. Acontece que "aquele rio" é o Tapajós.

Alter do Chão - A cor do Tapajós (Imagem: Carlos Barretto)
E quem pode acreditar na cor deste rio?

Alter do Chão com filtro polarizador - Imagem Carlos Barretto
Ando muito preguiçoso neste início de 2011. Pra falar a verdade, desde o momento em que retornei de uma  magnífica viagem a Alter do Chão, ainda não consegui parar de trabalhar. Mas não posso deixar passar o momento de compartilhar as impressões daquela região. Como a vontade de escrever ainda não voltou a normalidade, vamos então tentar contar a história através de imagens.

Alter do Chão - Esplendor turístico com cenas de seu cotidiano...


Alter do Chão - ... cotidiano que resiste.
Santarém - Da orla, percebe-se intensa movimentação de embarcações com vários destinos e origens.
Santarém - A visão clara dos 2 rios através da cor: ao fundo, o Amazonas; em primeiro plano, o Tapajós
Santarém - Nunca uma garça me deixou chegar tão perto

Santarém - a bela borboleta também foi generosa
Santarém - E o que dizer do "Corrupião"?  Como explicar esta plumagem?

Jatene recebe Jaime Silva e Ronaldo Brasiliense para discutir obras para Óbidos

Numa articulação comandada pelo jornalista Ronaldo Brasiliense, amigo pessoal do governador do Estado do Pará, Simão Jatene, o prefeito municipal de Óbidos, Jaime Silva, foi recebido em audiência pelo governador em seu gabinete, em Belém, quando apresentou uma série de reivindicações para beneficiar Óbidos e sua população.
Num clima descontraído, Simão Jatene reafirmou que vai governar para todo o povo do Pará, independente de filiação partidária, e que os palanques de campanha já foram desmontados. Jatene falou também de sua admiração por Óbidos, Cidade Presépio, com seu fabuloso patrimônio histórico e sua localização privilegiada, às margens do rio Amazonas, em sua parte mais estreita e profunda.



Simão Jatene destacou com o prefeito Jaime Silva os laços de amizade que o unem há mais de 25 anos ao jornalista Ronaldo Brasiliense. “Óbidos pode se orgulhar de ter como um de seus representantes o Ronaldo Brasiliense, amigo de todas as horas”, afirmou Jatene, assegurando que tudo fará para que Óbidos seja contemplada com obras estruturantes que garantam o bem estar de sua população

Carlos Martins na Funasa


O ministro da saúde Alexandre Padilha fez o convite para o candidato derrotado à Câmara Federal, Carlos Martins, irmão da prefeita de Santarém Maria do Carmo Lima, chefiar a representação da Fundação Nacional de Saúde(Funasa) no Pará.

Helenilson responde por duas secretarias de estado

O governador SimãoJatene designou o vice-governador Helenilson Pontes para responder, interinamente, pela Secretaria de Estado do Trabalho Emprego e Renda e pela Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, a contar de 1º de janeiro de 2011.

Povo cansou de promessas


Sobre a nota "No Olho da Rua"  leitora fez o seguinte comentário:

Exatamente....deixando muitos pais de família sem opção nesse ínicio de ano...

Vale ressaltar que nos dias 03,04 e 05 de janeiro de 2010 (segunda, terça e quarta), essa mesma prefeita que colocou alguns servidores na rua, sob a alegação de que teria que fazer para chamar os concursados, estava recebendo curriculm na sede da Prefeitura ...

Agora pergunto porque tudo isso?

As eleições de 2010 foram um fracasso para o PT em nossa região, por que será???


Respondo: "Povo cansado de promessas, onde só os poderosos ficam mais poderosos e nós simples eleitores, ficamos na mesmice, queremos mudanças, queremos ter pelo menos uma chance para crescermos profissionalmente e isso só acoontece com povo instruido, coisa que poucos governantes querem, pois povo com instrução é problema para político..."

Que venha então as eleiçõs de 2012, para fazermos mudanças e assim tentarmos deixar alguma coisa para nossos herdeiros...

Obrigada pelo espaço...

Jeanny Rocha

Os donos do poder ficaram à margem?

Lúcio Flávio Pinto:

O grupo Liberal, o mais poderoso formador de opinião no Pará, não está satisfeito com o governo Jatene. As manifestações desse desagrado já foram muitas. Começaram com a abertura de espaço para as críticas da governadora Ana Júlia Carepa ao seu sucessor. Prosseguiram com a redução da cobertura dada à posse de Simão Jatene, que ficou ao largo das fotografias, e notas venenosas nas colunas. Culminaram, no dia seguinte à solenidade de posse, com um artigo de Ronaldo Maiorana, diretor-editor-corporativo do jornal, na edição de domingo de O Liberal.

Jatene ainda nem havia concluído a sua equipe e Ronaldo já se antecipava para proclamar que se o novo governo vier a ter a fama de trabalhador, deverá esse título ao PAC (o Programa de Aceleração de Crescimento), concebido pela dupla Lula-Dilma e executado no Pará por Ana Júlia. “A verdade é que todos os projetos foram elaborados e aprovados durante o governo Ana Júlia e o dinheiro que financiará as obras será herança de Lula”, assinou o editor do jornal. Se for bem, Jatene será um produto do PT. Se for ruim, será criação própria.

A afirmativa contraria o entendimento dominante e os fatos. Parte considerável dos projetos do PAC está com o cronograma atrasado. Outra parte foi contratada e ainda não foi iniciada. Há ainda as obras sem previsão de fonte de recursos. E outras, em andamento ou já realizadas, também não foram criação do PT, que as herdou de administrações passadas, com o mérito de concluir algumas, de grande porte, que se arrastavam há décadas, como as eclusas de Tucuruí.

Cometerá um erro quem deduzir dessa evidente má vontade dos Maioranas que mantenham fidelidade ao governo que passou, pródigo em verbas de propaganda. Também não será interpretação satisfatória achar que é apenas mais um capítulo do jogo de pressão por novas e abundantes verbas oficiais, embora esse componente seja quase automático na política editorial da casa.

A fonte imediata da reação dos Maioranas ao novo governo é o desagrado por não terem sido consultados sobre a formação dos seus integrantes e não terem podido exercer o veto sobre alguns nomes, que consideram como sendo seus inimigos ou desafetos, ou sobre a aproximação do PSDB com o PMDB, do detestável Jader Barbalho. Pelo menos de início, parece que Jatene ignorou os recados e fez a seleção sem a participação daqueles que se atribuem muito mais do que o poder que têm. Para consolidar sua decisão terá que mostrar firmeza e independência, atributos que têm faltado a quase todos que sobem ao poder no Pará diante do grupo Liberal.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A Amazônia que morre

Lúcio Flávio Pinto
 
Fui um crítico constante da hidrelétrica de Tucuruí durante sua construção, de 1975 a 1984, ano em que a usina, instalada sobre o leito do rio Tocantins, foi inaugurada, como a quarta maior do mundo. Mas não era um crítico à distância: estava sempre na obra. E, por incrível que pareça, conversando com os “barrageiros”, que me atendiam. O diálogo parecia então mais fácil do que agora, talvez porque tinha um tom mais marcadamente técnico.

Certa vez, um deles, para me demonstrar que todos ganhariam com a hidrelétrica, me levou para percorrer as novas cidades. Elas estavam sendo preparadas para receber a população que seria remanejada da beira do rio para a formação do reservatório. O futuro lago artificial, o segundo maior do Brasil, alagaria uma área de três mil quilômetros quadrados (mais de duas vezes o tamanho de Belém, com seus 1,4 milhão de habitantes).

O engenheiro tinha todos os motivos – mas os seus motivos – para achar que os ribeirinhos viveriam muito melhor nas novas cidades. Lá eles teriam casas de alvenaria, ruas pavimentadas, água, luz e todos os serviços básicos, que não existiam na margem do rio. Mas eu não tinha dúvida de que os remanejados não iam partilhar a convicção do técnico.

É claro que eles estariam em melhores condições materiais num núcleo urbano planejado. Mas lhes faltaria no novo domicílio algo que todas essas vantagens não seriam capazes de compensar: o próprio rio.

O Tocantins era sua rua, sua fonte de água, de alimento, de trabalho, de vida. Depois de tantas gerações se sucedendo na margem do vasto curso d’água, tirar dele as vantagens, minimizando os prejuízos eventuais, era o grande patrimônio dessa população. Um aprendizado de séculos. Conhecimento experimental, empírico, sofrido, valioso, único.

Subitamente, são remanejados rigorosamente manu militari (o primeiro presidente da Eletronorte, subsidiária da Eletrobrás responsável pela hidrelétrica, foi um coronel-engenheiro do Exército, Raul Garcia Llano). O legado de séculos no trato com o ciclo das águas, subindo e descendo por turnos semestrais, se tornou inútil na terra firme, longe do rio, em ambiente pouco conhecido.

Pelos critérios quantitativos, o engenheiro podia provar matematicamente que a mudança foi positiva. Por essa régua, também é superavitário o balanço da transformação que ocorreu na Amazônia no último meio século, principalmente em função de “grandes projetos”, como o de Tucuruí, que representou investimento superior a 10 bilhões de dólares.

Mas o triunfalismo da história oficial se vale da ausência de um índice capaz de medir e traduzir numericamente a felicidade. Se houvesse esse indicador de satisfação, ele revelaria a tristeza do homem obrigado a trocar o rio à sua porta pela casa de alvenaria no meio da mata – que, aliás, desapareceu.

O homem da Amazônia é detalhe ou enfeite no “modelo” (que nada tem de modelar) de integração forçada da região ao país e ao mundo. Modelo definido a partir de fora para fazer a vontade do migrante, seja ele pessoa física ou empresa, João da Silva ou Vale do Rio Doce, nascido no país ou vindo do exterior (quanto mais distante, mais poderoso).

Para a “modernização” compulsória pouco importa que o nativo esteja ou não feliz. Seu mundo está condenado a desaparecer. Tudo que é considerado primitivo, atrasado e isolado será progressivamente esmagado pela máquina que produz mercadoria, à medida que ela vai avançando sobre as novas áreas. Seu rótulo é a única fonte válida de valor, do que interessa ao mercado. O mais é descartável, inútil.

Jornalista é convidada para dirigir a Funtelpa


A jornalista Marlice Bemerguy, ex-editora da TV Record Belém, foi convidada pelo governador Simão Jatene para assumir a presidência da Fundação de Radiodifusão do Para(Funtelpa).

Marlice tem até hoje para dizer se topa ou não comandar a TV/Rádio Cultura. 
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Atualização às 15h30:

O secretário de comunicação do estado Ney Messias anunciou ainda há pouco, pelo twitter, que o governador Simão Jatene escolheu a também jornalista Adelaide Oliveira, apresentadora da Tv Nazaré, para a presidência da Funtelpa.


O homem do delegado-geral

O delegado Gilberto Aguiar é o nome preferido pelo delegado-geral Nilton Athayde para ocupar a suprintendência de Polícia Civial do Baixo-Amazonas.

Se Gilberto não sobreviver ao desgaste que vem sofrendo por causa de um episódio familiar, o delegado Sílvio Birro será o indicado para o cargo.

Os nomes de Helenilson


O vice-governador Helenilson Pontes fez uma lista particular de nomes que gostaria de ver na direção de órgãos estaduais em Santarém.

Encabeçam a lista a advogada Roberta Merabeth, indicada para o Detran, o pedago Dayan Serique recomendado para a 5a. Unidade Regional de Educação e o odontólogo Ildemar Portela sugerido para a chefia da Sespa.

Vice-campeão


Santarém é o vice-campeão em casos de dengue na região oeste do Pará, perdendo o posto apenas para Itaituba.

De 2009 para cá, o número de casos da doença aumentou em cerca de 40%.

No olho da rua


A prefeita Maria do Carmo abriu o saco de maldades em 2011.

Mandou para o olho da rua centenas de servidores temporários sob a alegação de que chamará concursados para essas vagas.

A barca da dispensa aportou nas secretarias de cultura, infra-estrutura e educação.

Só na Semed, 60 temporários foram dispensados, a maioria professores da região dos rios.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ana Júlia inaugurou sistema de água que não funciona


Mais de 600 famílias do bairro da Conquista, na perifeira de Santarém, passaram o Natal e o Reveillon sem água nas torneiras.
O sistema de água, inaugurado há 12 dias pela ex-governadora Ana Júlia Carepa, não funciona.

Segundo o engenheiro da Cosanpa,Wisnand Ribeiro, a inauguração foi feita às pressas, antes da fase de testes dos equipamentos e por isso a água ainda vai demorar pelo  menos um mês até chegar às torneiras dos moradores daquele bairro.

Mais um hospital regional no Oeste


O governador Simão Jatene anunciou, ontem, em entrevista à Tv Liberal, que o governo do estado vai construir mais dois hospitais regionais, um deles na região oeste do Pará, provavelmente em um município da Calha Norte.