segunda-feira, 4 de maio de 2009
Lista de pés-frios no Mangueirão
1-Odair Corrêa
2-Rosinaldo do Vale.
3-Sílvio Tadeu.
Você pode complementar esta lista, deixando um comentário na caixinha ou mandando seu email para oliveiramiguel2@gmail.com
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Atualização às 15h37:
4-Thompson Mota
5-Solano Lisboa
6-Tomázia Oliveira
7-Pipa
Cheia faz centenas de desabrigados em Almeirim

Almeirim, município do Oeste do paraense situado na margem esquerda rio Amazonas e na divisa com o Estado do Amapá, é um dos maiores atingidos pela cheia deste ano. Centenas de famílias estão desabrigadas na sede do município e na região ribeirinha, onde a situação está mais difícil.
Na sede os bairros Nova Vida, área de invasão e periferia conhecida como Palhal e Matinha estão literalmente debaixo d’água.
Na cidade, o prejuízo maior é no bairro Comercial, onde as avenidas Padre Amandio Pantoja e Beira Rio, as mais movimentadas, estão cobertas pelas as águas. A estação hidroviária também está dentro d’água.
Os comerciantes locais estão desesperados: não conseguem abrir as portas de seus estabelecimentos, o público sumiu por não poder trafegar. As famílias desabrigadas estão sendo levadas para a sede do Almeirim Atlético Clubes, no centro da cidade, outras estão em casa de parentes ou amigos. A Defesa Civil está oferecendo apoio, mas não é suficiente.
(Fonte: Franssinete Florenzano)
De olho nas licitações abertas pelas prefeituras de Santarém e Itaituba
PREGÃO PRESENCIAL Nº 009/2009-SEMINF
Objeto: Aquisição de Material de Construção: 14 de maio de 2009 às 15:00 hs. na sala de reuniões do CIAM.
PREGÃO PRESENCIAL Nº 008/2009-SEMINF
Objeto: Aquisição de Peças: 14 de maio de 2009 às 09:00 hs. na sala de reuniões do CIAM.
Itaituba
AVISO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº069/2009
ÓRGÃO: PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAITUBA
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE.
AVISO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº 069/2009
OBJETO: PNEUS NACIONAIS P/ VEÍCULOS E MOTOS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE.
DATA DE ABERTURA: 14/05/2009 - HORA: 09h;
AVISO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº070/2009
ÓRGÃO: PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAITUBA
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE.
AVISO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº 070/2009
OBJETO: MATERIAIS HIDRÁLICOS DESTINADOS A PEQUENOS REPAROS NAS INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS DOS CENTROS E POSTOS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE ITAITUBA.
DATA DE ABERTURA: 14/05/2009 - HORA: 14h;45min;
AVISO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº071/2009
ÓRGÃO: PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAITUBA
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE.
AVISO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº 071/2009
OBJETO: REFEIÇÃO TIPO MARMITEX PARA GARANTIR ALIMENTAÇÃO AOS SERVIDORES DA SAÚDE ENVOLVIDOS COM CAMPANHAS DE VACINAÇÃO, TREINAMENTOS E MUTIRÕES COORDENADOS PELA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE.
DATA DE ABERTURA: 15/05/2009 - HORA: 08h;45min;
AVISO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº072/2009
ÓRGÃO: PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAITUBA
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE.
AVISO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº 072/2009
OBJETO: PÃO FRANCÊS PARA PACIENTES INTERNADOS HO HOSPITAL MUNICIPAL E LANCHES UTILIZADOS
DATA DE ABERTURA: 15/05/2009 - HORA: 10h;
AVISO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº073/2009
ÓRGÃO: PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAITUBA
COORDENADORIA MUNICIPAL DE TRÂNSITO.
AVISO DE PREGÃO PRESENCIAL Nº 073/2009
OBJETO: CONFECÇÃO DE UNIFORMES E AQUISIÇÃO DE CALÇADOS, CINTOS, APITOS, UTENCÍLIOS(sic) E PEÇA DE VESTIÁRIO (sic)DESTINADOS AOS AGENTES DE TRÂNSITO DO MUNICÍPIO DE ITAITUBA.
Fonte: Diário Oficial do Estado de 04.05.2009.
Governadora nomeia concursados da Seduc para Santaém e Itaituba
DECRETO DE 30 DE ABRIL DE 2009
A GOVERNADORA DO ESTADO DO PARÁ, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 135, inciso V, da Constituição Estadual, e
Considerando os termos do Ofício nº. 214-GS, de 20 de março de 2009, da Secretaria de Estado de Educação-SEDUC, conforme Processo nº. 2009/111281;
Considerando a ordem de classificação dos candidatos aprovados no Concurso Público C-130 da Secretaria de Estado de Educação-SEDUC, cujo resultado foi homologado e publicado no Diário Oficial do Estado de 17 de setembro de 2008,
R E S O L V E:
Art. 1º Nomear, de acordo com o art. 34, § 1º, da Constituição Estadual, combinado com o art. 6º, inciso I, da Lei nº. 5.810, de 24 de janeiro de 1994, os candidatos constantes deste Decreto para exercerem, em virtude de aprovação em concurso público, os cargos a seguir discriminados, com lotação na Secretaria de Estado de Educação-SEDUC.
5ª URE – SANTARÉM
CARGO: ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
ARON CARLOS FERREIRA SILVA
EVANDRO REGO CORREA JUNIOR
LIDIANE MOREIRA BELO
MIRIAM LANE DE OLIVEIRA SANTOS
JACQUELINE MARGOU DA MOTA OLIVEIRA
ANA CRISTINA PINHO MODA
ALINE FERNANDA DA ROCHA OLIVEIRA
JOÃO DA COSTA FERREIRA FILHO
NAYDSON LIMA DE AQUINO
DIEGO DE AZEVEDO PINTO
SAMARA PATRÍCIA CORRÊA DOS SANTOS
JACKSON VASCONCELOS E SILVA
CLEIDINÉIA CAVALCANTE DA COSTA
SOLANGE SOUSA DA COSTA
CARGO: MOTORISTA CNH CATEGORIA B
RAIMUNDO FERREIRA CARVALHO FILHO
12ª URE - ITAITUBA
CARGO: MOTORISTA CNH CATEGORIA B
DAVID FURTADO FERNANDES
CARGO: VIGIA
HAMILTON NASCIMENTO SILVA
EDIVAN PEREIRA DAS NEVES
DIONELIO ARAÚJO RAMOS
GILSON DA SILVA RODRIGUES
ARTHUR RODRIGUES MENDES
Prefeito viajou para ver jogo do Pantera
Fundo de Sustentabilidade será lançado em Juruti e Santarém
Será lançado no dia 05 de Maio em Juruti, e no dia 06 de Maio em Santarém, o Fundo Juruti Sustentável, resultante da parceria entre o Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio) e a Alcoa.
Segundo a assessoria de imprensa da mineradora, a proposta é oferecer financiamento para projetos sustentáveis que promovam o desenvolvimento do Município de Juruti, onde a Alcoa implanta uma mina de extração de bauxita. O Fundo, que será lançado em caráter piloto, foi idealizado em parceria com a Alcoa como parte do Projeto Juruti Sustentável e conta com recursos depositados inicialmente pela Empresa, mas é administrado independentemente e pleitea por mais parceiros.
O objetivo é aplicar os recursos em projetos que integrem aspectos sociais, econômicos e ambientais, fundamentais para o desenvolvimento sustentável da região.
Remoção de desabrigados também na várzea
No bairro do Uruará outra escola também já serve de alojamento para os desabrigados da enchente do rio Tapajós. As aulas foram suspensas.
Humor refinado no Blog do Colares
Veja aqui no blog do Colares.
Em Santarém, desgraça só quer começo...
Guangues atacam e matam na periferia...
Chove cântaros um dia sim e outro não...
Jana Figarella não apareceu na garagem do Faustão...
Enchente ameaça levar o centro comercial...
São Raimundo cai de seis no Mangueirão...
Suspensas aulas do sistema modular na várzea...
Br-163 cortada próximo a Novo Progresso...
Quinto tri nas mãos de Bruno
Álvaro Costa Silva, JB Online
RIO - Na cobrança de pênaltis, por 4 a 2, o Flamengo conquistou ontem o quinto tricampeonato estadual de sua história e assumiu a hegemonia da competição, com 31 títulos. No tempo regulamentar, a partida com o Botafogo terminou empatada em 2 a 2. Em grande forma, o goleiro Bruno defendeu as batidas de Juninho e Leandro Guerreiro. O pênalti que selou a conquista foi cobrado por Leonardo Moura...
Leia mais aqui.PMDB pressiona para obter lugar de Múcio Monteiro, mais cargos para aliadose revisão de exonerações no Infraero
A bateria de reivindicações foi tão bem orquestrada que, na quarta-feira passada, a própria ministra Dilma tomou café da manhã com o senador Gim Argello (PTB-DF), um parlamentar que virou aliado incondicional do grupo Sarney-Renan Calheiros (PMDB-AL), que hoje dá as cartas no Senado. Na quinta-feira foi a vez do próprio presidente Lula chamar Sarney e Temer para um jantar no Alvorada. Para esta semana está previsto um jantar de todos os senadores peemedebistas com Lula. Na próxima semana, a reunião do Conselho Político.
No encontro entre Dilma e Argello, ocorrido na casa da ministra, os dois conversaram sobre a doença da ministra e o tratamento, mas os assuntos de fundo levados pelo parlamentar foram outros: um rosário de queixas contra o ministro Múcio, ataques ao brigadeiro Cleonilson Nicácio, que está profissionalizando as diretorias da Infraero, ameaça de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), acusações contra o ministro Tarso Genro (Justiça) e até um pedido de cargos para o senador Almeida Lima (PMDB-SE), presidente da Comissão de Orçamento. O senador é apontado como um 'aliado fundamental', que precisa 'ter mais que um carguinho na direção dos Correios', disse ao Estado um senador peemedebista.
Sobre a Infraero, as lideranças do PMDB têm dito que o governo precisa optar entre defenestrar 'os afilhados dos aliados que rendem votos' e os técnicos do brigadeiro Nicácio. O problema é que o brigadeiro aprovou sem alarde, no dia 17 de abril, um estatuto que blinda a empresa contra as indicações partidárias e gerou uma lista de 95 'empregos políticos' a implodir.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Geisel fez cerco à imprensa nanica
Leia mais aqui.
Usina de Belo Monte será licitada em setembro
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Microfone camaleão
Paysandu, virtual campeão 2009
Numa final de 180 minutos, em que nenhum dos dois times tinha vantagem da soma de dois resultados iguais, o Paysandu precisou apenas da metade desse tempo para sagrar-se campeão paraense. No entanto, não falta um jogo? De fato, sim.
Restam 90 minutos, mas ao golear o São Raimundo por 6 a 1 ontem à tarde, no Mangueirão - a maior goleada do Parazão -, o Papão ficou numa condição de favorito absoluto para conquistar seu 43º título estadual.
Os próprios alvinegros, após a partida, deixaram claro que um placar elástico no próximo sábado só não é impossível porque dizem que isso não existe, mas é pra lá de improvável. Os bicolores, de forma diplomática, afirmam que nada está decidido. Porém, a torcida deixou o estádio estadual com a certeza que só falta cumprir a tabela para dar a volta olímpica.
O meia Zeziel, duas vezes, o centroavante Reinaldo, os laterais Allax e Aldivan e o volante Paulo de Tárcio marcaram ontem. O volante Marabá descontou para os santarenos.
Dentre os que se destacaram pelo Papão, mesmo não havendo peça destoante, estão Zeziel, com dois golaços em chutes de fora da área, a dupla de volantes formada por Dadá e Mael, o atacante Balão, o ala Allax e o meia Tetê - os dois últimos vindos do banco de reservas.
Em nenhum momento, o Paysandu deu chances ao adversário e, tivesse apertado mais um pouco, teria feito até mais gols. Curiosamente, não foi o jogo ofensivo que sempre caracterizou o time da Curuzu que fez a diferença. Sem os meias Vélber e Rossini, o Papão usou da forte marcação para não dar espaços à Pantera.
Mesmo quando o placar já era exagerado, o Paysandu não deixou de ser melhor. A impressão era que, do lado bicolor, havia mais de onze jogadores, tamanha era a eficácia da marcação. O São Raimundo teve, provavelmente, sua atuação mais apática em toda a competição, mas isso se deve muito mais à uma aplicação fortíssima dos alviazuis.
Ponto para um elenco que soube aproveitar 21 dias de intervalo entre um jogo e outro e entrou em campo com espírito de vencedor.
'Não lamento quem sai. Tenho que dar valor ao elenco e a quem vai entrar', comentou o técnico Édson Gaúcho no final. De fato, o espírito de união parece permear cada um que veste azul e branco.
Antes, durante e depois do jogo, atletas e membros da comissão técnica apresentaram um comportamento que dá a impressão que estão todos muito focados em um objetivo comum. Com o apito final, todos foram saudar os torcedores. Aí, mais um adendo favorável ao Papão. Antes do começo do jogo, a maioria dos atletas foi se solidarizar com o alvinegro Michell, que perdeu a mãe há três dias.
'Quando o Paysandu deixa jogar, vira um time comum. Quando marca pesado, fica muito mais forte. Não somos campeões. Comemoramos a vitória, mas não o título. Amanhã (hoje) voltamos a treinar mais forte ainda. Deixamos a festa com a torcida', observou o treinador bicolor.
O que deixou a atuação melhor foi que, mesmo tendo a pegada forte como principal característica, a marcação foi voltada ontem para a recuperação da bola e a saída rápida do ataque. Uma 'marcação do bem', diferente dos times que optam por esse expediente como uma forma de retranca. O Papão foi marcador e ofensivo.
Já o São Raimundo entrou apático em campo. O primeiro tempo foi uma sucessão de erros, mesmo os que não eram forçados pelos adversários. Os passes não saíam com precisão, a bola queimava nos pés dos jogadores.
Atletas que primam pela regularidade como o goleiro Labilá e o lateral-esquerdo João Pedro, de quem sempre se espera um algo a mais, estavam perdidos. O centroavante Hélcio, mesmo depois de uma lesão no ombro direito, foi um dos poucos a mostrar serviço.
As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo sábado, no Mangueirão. Para reverter a situação, o São Raimundo precisa vencer por mais de cinco gols. Se repetir a mesma diferença de ontem leva a decisão para as penalidades. 'Golear numa final e ainda por cima um time como Paysandu não é impossível, mas é improvável. Vamos trabalhar para fazermos o nosso melhor', resignou-se o técnico Válter Lima.
A torcida bicolor amanhece hoje entoando o coro de 'É campeão!'.
domingo, 3 de maio de 2009
São Raimundo 1 x 6 Paysandu.
Encerrado primeiro tempo: São Raimundo 0 x 4 Paysandu.
São Raimundo x Paysandu - Em cima do lance
Até lá.
Dois apostadores acertam as dezenas milionárias da Mega-Sena
Os números sorteados foram: 05 - 08 - 16 - 23 - 41 - 53.
Segundo a Caixa, 302 apostas acertaram a quina e cada uma vai receber R$ 4.478,33. Outras 8.729 apostas acertaram a quadra e cada uma vai receber R$ 221,34.
Notícia ruim e com erros
Mas há uma tempestade de erros geográficos nas matérias escritas pelos correspondentes.
Matéria do JBOn Line situa o município no Baixo Tocantins.
Pará tem ''exército'' de 15 mil sem-terra
José Maria Tomazela
O Estado de São Paulo
Estado que lidera conflitos fundiários no País assiste a amplo recrutamento, enquanto força policial é quase nula
A massa recrutada nas periferias das cidades, em sua maioria gente pobre e desempregada, é preparada para lutar pela terra em quase cem acampamentos ao longo de rodovias como a PA-150, que liga de Marabá, no sudeste, a Xinguara, 250 quilômetros ao sul. Além do MST, sindicatos ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) aceleraram a formação de acampamentos.
Grande parte desse contingente está acampada em fazendas invadidas, como as da agropecuária Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas. Nesses redutos, nem a polícia entra, a não ser na companhia de ouvidores agrários. Só este ano, o MST tomou 15 fazendas na região. Na Espírito Santo, em Xinguara, uma das fazendas do grupo, seguranças e sem-terra entraram em confronto, no dia 18, deixando oito feridos.
Depois do tiroteio, os sem-terra fizeram uma trincheira com sacos de areia e se mantêm na entrada da propriedade. O risco de novos conflitos é iminente: os fazendeiros, sem poder contar com a força policial, montaram aparatos próprios de segurança. Só a Santa Bárbara tem 58 vigilantes armados.
O efetivo da fazenda é maior que o da Polícia Militar de Xinguara, cidade de 40 mil habitantes que tem pouco mais de 20 policiais, e nem se compara ao contingente do posto da PM no distrito de Gogó da Onça, o mais próximo do conflito. Ali, um sargento e três soldados atendem ocorrências a pé - a única viatura está quebrada. O distrito tem 2,5 mil habitantes e é cercado de acampamentos
O soldado Alex Oeiras diz que não tem autorização para se meter com o MST. "Mexer com eles é bronca brava." Em caso de conflito, a ordem é avisar o comando, em Xinguara. Geralmente é deslocada tropa de Belém. Ele classifica os sem-terra como abusados. "Falam abertamente que, se despejar cem vezes, as cem eles voltam."
ARMAS
As forças mandadas pelo governo estadual após o tiroteio na Espírito Santo continuavam na região na última quinta-feira. São 22 homens do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar e 15 da Divisão de Investigação de Operações Especiais da Polícia Civil. Já fizeram buscas nos acampamentos e fazendas, mas só conseguiram apreender uma espingarda velha.
As viaturas enfrentam os buracos da PA-150, destruída pelas chuvas e usada ainda para escoar boiadas. Os Os fazendeiros reclamam da demora do governo em cumprir as reintegrações de posse. Os sem-terra alegam que só os acampados são desarmados, não as milícias.
Na Polícia Federal de Marabá, apenas sete empresas estão cadastradas para dar segurança nas fazendas. Juntas, somam 800 homens. O delegado Antonio Carlos Beabrun Júnior, chefe da PF de Marabá, conta que empresas de outros Estados atuam na região. Mas o número de homens armados é muito maior, por causa da contratação de capangas.
Nas blitze, a PF tem dificuldade para encontrar armas, sempre escondidas. "Já achamos espingardas penduradas em árvore", relata o delegado.
No acampamento Helenira Resende, na Fazenda Cedro, em Marabá, os sem-terra treinam a "resistência camponesa". "A gente aprende como fazer a ocupação e resistir", conta um militante, logo advertido por outro. "Não pode falar, não." Ali ninguém se identifica. Um grupo de oito sem-terra vigia, de uma guarita improvisada, quem chega pela PA-150. Em caso de alerta, como a chegada da polícia ou estranhos, eles disparam morteiros para chamar reforço. Uma vala impede a passagem de carros - só passam as motos dos sem-terra. A entrada da imprensa é proibida. Fotos, mesmo de fora, só com autorização da liderança. Integrantes do MST bloqueiam também a entrada da Fazenda Maria Bonita, outra do grupo de Dantas.
O vaqueiro Raimundo Silva, de 62 anos, entrou meio sem querer na força-tarefa usada pelo MST para invadir a Espírito Santo, no final de fevereiro. Morador de Xinguara, ele atendeu ao chamado de um carro de som que prometia uma cesta básica por mês, mais a terra e, ainda, dinheiro para plantar. Numa mensagem gravada, o locutor dizia que o governo assentaria todas as famílias acampadas. Pai de nove filhos, a maioria "com a vida feita", ele deixou na casa a mulher e um casal de filhos menores e foi até um assentamento do MST. Na noite seguinte, estava na carroceria de um caminhão indo para a sua primeira invasão - "lá eles dizem ocupação", observa.
Quando a casa do funcionário da portaria foi atacada e os moradores obrigados a sair, Silva ficou lá atrás: "Vi criança e pensei no meu caçula de 13 anos." Silva não estava no grupo que enfrentou os seguranças da Espírito Santo, mas ouviu o tiroteio e viu as pessoas chegarem feridas. "Nosso pessoal não tinha armas, só foguetes."
O capataz da fazenda, Luiz Nunes de Araujo, diz que os sem-terra atiraram. Prova de que os acampados têm armas, segundo ele, são os tiros contra os bois.No dia anterior ao conflito, eles tinham matado quatro vacas. Ele mostrou as carcaças. "Só levaram a carne melhor, do traseiro." O capataz conta que os próprios sem-terra avisaram, ironizando, que tinham "ido ao açougue" no pasto. No verso da placa com o nome do acampamento, os sem-terra grafaram "churrascaria".
TERRA VIOLENTA
O Pará é campeão nacional em conflitos no campo. Números divulgados semana passada pela CPT mostram que, ao contrário do resto do País, ali a violência está aumentando. Em 2008, o Estado registrou 245 ocorrências, mais que o dobro do Maranhão, segundo colocado, que teve 101. No ano passado, 46,4% dos casos de violência rural no Brasil ocorreram no Pará - no ano anterior eram 18%.
O número de assassinatos decorrentes desses conflitos no Estado aumentou 160% - de 5 para 13 -, enquanto as prisões dos envolvidos caíram 50%. Desde 1996, quando ocorreu o assassinato de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás, 205 pessoas foram mortas em disputas pela terra. Entre elas, a freira Doroty Stang, assassinada por fazendeiros em 2005.
Segundo o advogado e membro da CPT José Batista Afonso, a região atraiu investimentos de grandes grupos e vive uma explosão demográfica, incapaz de ser absorvida, engrossando os acampamentos. A líder Maria Raimunda César, da coordenação nacional do MST, disse que o aumento de acampados é consequência da falta de empregos. "O governo precisa acelerar os assentamentos."
Bebida: Hábito histórico
De acordo com o escritor Tom Standage, autor do livro A História do mundo em seis copos, a explicação mais provável para que as bebidas etílicas tenham essa conotação social é de que elas podem ser partilhadas. Seja há milhares de anos, quando os sumérios dividiam um grande jarro de cerveja e a bebiam com a ajuda de canudos ou ao se abrir uma garrafa de vinho e compartilhá-la. Nas Astúrias, Espanha, ainda existe uma festa em que as pessoas bebem cidra (bebida fermentada de maçã) na mesma taça.
Até hoje, as motivações para se abrir uma garrafa de vinho, uísque, cerveja ou vodca, por exemplo, ainda estão profundamente ligadas a momentos especiais e sociais: comemorar o nascimento de um filho, uma promoção no emprego, entrelaçar os braços para beber juntos no ritual do casamento. “O uso do álcool em festas acontece há muitos séculos. Isso é cultural. As pessoas bebem pelo social, pelo paladar e para alcançar um grau de euforia”, define o pesquisador espanhol Luis Benito Garcia, autor do livro Beber e saber: uma historia cultural das bebidas. Mesmo em tempos de degustação e bebidas gourmet, a ideia central é a mesma de séculos atrás: relaxar, confraternizar, entorpecer e inspirar a mente, desde que o consumo seja moderado.
NA INTERNET
Aprecie com sofisticação
Aí sim, você pode controlar a espuma entornando o líquido na parede do copo.
Lado a lado com a política
As preferidas do cinema
Na religião
É antiga a noção dos poderes inebriantes das bebidas alcoólicas. Consideradas mágicas ou mesmo sobrenaturais, diversas sociedades elaboravam suas próprias lendas sobre o então misterioso processo de fermentação e sua capacidade de alterar o estado de consciência.
O resultado foi uma constante conotação das bebidas alcoólicas na vida religiosa. Para os egípcios a cerveja foi acidentalmente descoberta pelo Deus da agricultura, Osíris. Os incas ofereciam a chincha (um tipo de cerveja feita de milho) ao sol nascente, e o primeiro gole era sempre cuspido como uma oferenda aos deuses. Os astecas ofereciam sua pulque (bebida fermentada produzida à base do maguey, um tipo de cacto) à deusa da fertilidade. Na China, a cerveja era obrigatória em funerais e em outras cerimônias de passagem. Milhares de anos se passaram e a ligação permanece, vide os católicos que tomam o vinho como a representação do sangue de Jesus Cristo durante a comunhão da história consagrada.
(Fontes: O enófilo Fernando Rodrigues, o enólogo e presidente da Associação Brasileira de Enologia Christian Bernardi , e o livro História do Mundo em 6 copos, de Tom Standage)
Chove, chuva
O aguaceiro recomeçou as 6h30 deste domingo.
Até, tu, jambu!
O resultado desse despautério está no Mercadão 2.000.
Lá, vendedoras de tacacá da vila de Alter do Chão - a 28 km de Santarém - chegam para comprar jambu, um arbusto que floresce em qualquer quintal que possa ser irrigado.
Quer dizer, nem o ingrediente do tacacá se planta na vila que tem as mais bonitas praias do Brasil.
Mas com essa praga que corrói a agricultura santarena não há previsão de bonança.
Enquanto Osmando Figueiredo for o titular da Semab as sete pragas do Egito vão se abater sobre Santarém.
PSDB ainda precisa avaliar os efeitos do “fator Almir”
A avaliação do ex-íntimo dos tucanos é de que hoje, domingo, 3 de maio de 2009, o ex-governador Simão Jatene dispõe de um cacife maior para ser ungido o candidato do PSDB ao governo do Estado. “Mas, em política, hoje é hoje; e amanhã é outro dia, completamente diferente do dia de hoje. E o senador Mário Couto já deu demonstrações de que está com a corda toda para disputar a indicação com Jatene, se isso for necessário”, alerta o observador.
Ele nota, porém, que os grupos que atualmente despontam no partido – o jatenista, o almirista e sua ramificação, formada pelos que apoiam escancaradamente a candidatura de Mário Couto – estão certos de que é necessário, indispensável, fundamental engatar neste momento o discurso da união.
Não é à toa que tanto Jatene como Mário Couto, nas últimas duas semanas, têm procurado bater nessa tecla: a de que as forças políticas que interagem no PSDB devem garantir a unidade do partido.
“Mas o dr. Almir não está muito preocupado com esse negócio de união pelo menos no momento. Importa-lhe mais, agora, dar uma demonstração de que, primeiro, ainda é uma liderança com gás e fôlego suficiente para interferir nos rumos do partido; segundo, que em absoluto não se aposentou da política partidária, ao contrário do que muitos previam fosse acontecer com sua opção pessoal de partir para o exílio de Bertioga; terceiro, que definitivamente não conseguiu superar as mágoas que o separam do ex-governador Simão Jatene quase ao ponto do rompimento; e quarto, que fará tudo o que lhe for possível para não deixar que o DEM debande para apoiar, por mais remotamente que seja, as pretensões políticas do PMDB de Jader Barbalho”, avalia o observador, ex-íntimo dos tucanos.
Resta saber, acrescenta ele, se a presença de Almir com frequencia cada vez maior em Belém e no interior do Pará será um fator que vai resultar na agregação dos tucanos ou concorrerá para desagregá-los.
Isso, apenas o tempo dirá.
Mas um tempo breve, seja bem dito.
Muito breve.
São Raimundo x Paysandu: Os gigantes se encontram
A final do Parazão, enfim, volta a ser disputada pelos melhores times da competição. E, pelo segundo ano consecutivo, uma equipe interiorana ameaça entrar para a história do campeonato. Paysandu e São Raimundo se enfrentam hoje, às 16 horas, no Mangueirão, em condições idênticas e sem favoritismo. Até porque, se o Papão tem a maior torcida, o Pantera fez a melhor campanha.
Há dois anos sem decidir o Estadual, os bicolores lutam para reconquistar a confiança dos torcedores. Vencer é questão de honra para o Paysandu, que tem a chance de desempatar com o Remo em número de títulos e manter a hegemonia dos 'gigantes' no Parazão. Para os alvinegros, não é diferente. O time santareno nunca disputou uma final do Paraense. Em 2009, fez por merecer. Agora, passa pelo teste.
O São Raimundo agiu como uma grande equipe desde o início do campeonato. Ameaçou o Paysandu na final do primeiro turno, atropelou o Leão na final do segundo. Hoje, mesmo após o revés na Justiça Desportiva, entra em campo com a missão de estragar a festa do adversário. Ao Papão, cabe recuperar o embalo da primeira etapa da competição e fazer jus a tradição dos 'times de massa'.
Para Zé Augusto, o jejum de títulos aumenta a pressão e as cobranças sobre o time bicolor. 'Se tivéssemos conquistado o título nos últimos anos, não teríamos a mesma responsabilidade. Precisamos entrar com mais vontade, porque nossa torcida é maior', diz o Terçado, que provavelmente será utilizado como arma pelo técnico Edson Gaúcho.
No São Raimundo, mudar a história do futebol paraense é a principal meta do time. 'Queremos ficar com o título do Campeonato Paraense, um feito inédito para Santarém', diz o meia Michell, carta na manga do comandante Válter Lima.
Uma única dificuldade atormenta as duas equipes: o excesso de cartões amarelos. Os times finalistas têm, cada um, seis jogadores pendurados. No Papão, os riscos de desfalque são Rafael Córdova, Roni, Luciano, Dadá, Mael e Zé Carlos. No Pantera, as ameaças são Filho, Preto Marabá, Eric, Tinha, Michel e Garrinchinha. A iminência da suspensão - e até da expulsão - dão o tom inquietante da decisão.
Os desfalques para o primeiro jogo preocupam menos o São Raimundo, que não terá o volante Cléberton. Já o Paysandu entra em campo sem os meias Rossini, suspenso, e Vélber, de sobreaviso. Ou seja, para os santarenos, enfrentar um dos 'gigantes' é o principal desafio. Para os bicolores, a maior dificuldade será mostrar essa grandiosidade.
sábado, 2 de maio de 2009
São Raimundo também revela os seus craques
Além de ser conhecido como um time que joga em prol do coletivo, o São Raimundo também está recheado de bons valores individuais. O técnico Válter Lima começa a revelar para o cenário do futebol alguns jogadores até então desconhecidos do torcedor paraense, principalmente da capital. E os “grandes” Remo e Paysandu já estão de olho nesses possíveis candidatos a revelações do futebol santareno. Santarém sempre foi um celeiro de craques. Alguns vindos do município vizinho, Belterra, mas que enriqueceram o futebol regional, como Dirceu, Chico Belterra, Careca, Clodoaldo, entre outros. Com a excelente campanha que vem fazendo no Campeonato Paraense 2009, jogadores como Tinha, Tarta e Michel vêm fazendo a diferença na equipe do treinador Válter Lima. Para quem não sabe, o canhoto Tinha foi o artilheiro do Campeonato Santareno do ano passado com 14 gols, jogando pela equipe do Tapajós. Já Tarta, jovem de apenas 18 anos de idade, foi o vice-artilheiro, com 13 tentos, atuando pelo Arsenal Ulbra. O meia atacante Michel tem atuações destacadas pela Pantera e já despertaria o interesse do Paysandu. “Esses jogadores esperaram o momento certo de entrar na equipe do São Raimundo”, explica Valtinho. (Rádio Clube do Pará) |
Os negócios de Valéria Lima
Mesmo depois de afundar um atacadão de confecções que abastecia 'sacoleiras' da região oeste, Valéria ao que parece sacudiu a poeira e deu a volta por cima.
Agora, a titular da Seminf é dona da nova loja de revenda de telefonia celular de uma operadora récem-chegada à cidade.
Num passe de mágica, Valéria salta do brega para o hight tec.
Lucros da Caixa caem 48%
Ronaldo Brasiliense: Da série Olha a marolinha aí, gente! Os lucros da Caixa Econômica Federal caíram 48,2% no primeiro trimestre do ano frente ao mesmo período de 2008, chegando a R$ 452 milhões, informou hoje (30/04) a entidade.O lucro líquido do banco no primeiro trimestre de 2009 não só foi inferior ao do mesmo período de 2008 (R$ 872,7 milhões), mas também ao de 2007 (R$ 777,6 milhões). |
Deu chabu na retransmissão do jogo São Raimundo x Paysandu
Pantera já está em Belém
A delegação do São Raimundo chega hoje de manhã a Belém. Na bagagem, a melhor campanha, o artilheiro do Campeonato Paraense e a oportunidade de pela primeira vez conquistar o título estadual. Mas o elenco veio com um desfalque. O meia Michell, considerado a principal revelação do Parazão 2009, só se apresenta à noite na capital paraense. Na noite de anteontem a mãe do jogador faleceu. A diretoria da Pantera providenciou de imediato uma passagem para Parintins, sua cidade natal.
'Fomos comunicados da mãe do Michel na quinta e de imediato nós o informamos. Ele já foi para Parintins e se apresenta em Belém amanhã (hoje) à noite. O elenco todo ficou triste e abalado. Ela já havia visitado o elenco em outras oportunidades e era muito querida por todos', informou Jardel Guimarães, membro da diretoria alvinegra.
Para a maior parte do elenco, vir a Belém é voltar para casa. Artilheiro da competição com doze gols, o centroavante Hélcio é um dos mais ansiosos pelo retorno. Nos últimos dias ele vinha bastante preocupado com o filho, que estava doente. Felizmente, ainda na quinta-feira à noite, o filho do jogador melhorou.
Para o goleador, o que amenizou a distância foi a recepção que todos dentro do grupo tiveram na sede do clube. 'Nunca é bom ficar tanto tempo longe da família, mas é nossa profissão e é daí que a gente tira nosso sustento, felizmente estamos próximos de voltar para Belém. Além do mais, sempre tivemos muito carinho aqui em Santarém.'
Hélcio sabe que sua permanência na Pantera não é uma certeza. O bom desempenho dele até então atiçou a cobiça de outros clubes - um deles seria o Águia de Marabá, que disputará a Série C do Campeonato Brasileiro -, mas ele prefere nem comentar sobre o assunto no momento. 'Meu contrato vai até o começo do maio. Depois desse destaque no Campeonato Paraense vou ver o que acontece. Mas, por enquanto, estou focado apenas no Campeonato Paraense.'
Sem marcar desde o dia 15 de março, quando o São Raimundo venceu em casa o Castanhal por 3 a 1, o jejum de mais de um mês não abala o jogador. Ele lembra, com razão, que vem atuando e ajudando a equipe, mesmo sem gols. Ele aproveitou para responder aos comentários de que vinha jogando lesionado há tempos, o que ele nega.
'Estou muito bem fisicamente. Totalmente recuperado das lesões que sofri. Hoje trabalho um pouco mais leve, mas é mais por precaução. Tenho feito poucos gols, é verdade, mas dei passes para gols e sofri pênaltis. É natural que às vezes os gols desapareçam, mas estou jogando bem e tenho consciência disso. Na hora certa os gols vão aparecer', disse Hélcio.
Rio Tapajós passa dos 9 metros em Santarém
No Espaço Aberto:
Foto de Lila Bemerguy da área do antigo mercado retrata o caos que se formou na orla de Santarém por causa da enchente de 9 metros do rio Tapajós.
Mais fotos aqui.
TV Ponta Negra vai retransmitir São Raimundo x Paysandu
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Churrasquinho leva mais de 40 pessoas ao Pronto Socorro de Santarém
Depois do jogo de domingo entre São Raimundo e Clube do Remo, muitos clientes do chirrasquinho do Lourinho( atualmente na rua Verbena) - antes funcionava no final da Turiano Meira -, começaram a passar mal com sintomas de vômito, diarréia e febre.
No meio da semana, mais clientes procuraram o PSM para se queixar dos mesmos sintomas e relataram aos médicos que haviam frequentado o mesmo churrasquinho.
Temendo represálias de familiares dos clientes, o dono do estabelecimento fechou as portas por alguns dias, mas já está funcionando normalmente.
Entrevista - Viviane Senna
Irmã de Ayrton Sena, presidente da fundação que leva o nome do piloto de fórmual 1, morto em acidente na pista de Monte Carlo, há 15 anos, Viviane Senna Araújo fala nesta entrevista da luta pela melhoria da educação no Brasil . "A gente está largando com todas as crianças, mas não está conseguindo chegar com elas na linha final. E isso se dá porque nós temos uma educação de pouca qualidade. Não é suficientemente forte para fazer as crianças irem até o fim.", diz Viviane na entrevista a seguir:
1994 é o ano da criação do Instituto Ayrton Senna e, ao mesmo tempo, a data da morte de seu irmão. Como a senhora lida com sentimentos tão opostos: a alegria pela criação do instituto e a tristeza pela perda do Senna?
A verdade é o seguinte: as coisas, em si, não necessariamente têm de determinar a sua reação. Tem uma frase que diz: “não se deixe vencer pelo mal, vença o mal pelo bem” e, para mim, isso é um princípio. A gente tem a liberdade de, mesmo diante de um mal, agir com o bem. E foi isso o que a gente fez. Diante daquela situação de morte, a gente reagiu com uma resposta de vida, que é todo o trabalho do instituto. Na verdade, o objetivo é dar a todas as crianças as mesmas oportunidades que o Ayrton, você e eu tivemos de ser bem-sucedido, de ser uma pessoa preparada para a vida, por isso a gente foca em educação. Então, acho que foi uma maneira de transformar um grande mal num grande bem.
Até então a senhora já tinha algum envolvimento com causas sociais?
Eu trabalhei durante mais de 20 anos com consultório, eu sou terapeuta, e em parte do meu tempo de consultório eu atendia pessoas de baixa renda. Então, era uma experiência num nível bem mais limitado, mas tinha o mesmo princípio de oferecer oportunidades para quem não teria necessariamente, do ponto de vista de acesso à saúde mental.
E o Ayrton Senna, ele sempre foi envolvido ou aconteceu num determinado momento da vida dele?
Ele tinha também uma atuação que era bem pontual, por demanda, pessoas ou instituições pedindo algum tipo de ajuda, e tinha uma resposta para cada uma dessas situações, mas era justamente uma coisa que ele queria evitar. Porque era uma coisa muito reativa, muito fragmentada, e isso tem uma eficácia muito pequena. Ele estava me falando, antes do acidente, de como fazer uma coisa mais organizada, e me pediu para pensar. A gente voltaria a conversar, mas não houve esse tempo. Então, minha família e eu decidimos criar o instituto. O Ayrton não tinha nem pensado em criar alguma coisa, era algo bem embrionário mesmo. O que ele tinha pensado, seja o que fosse fazer, era dar um percentual dos royalties do (personagem) Senninha, que ele tinha lançado em janeiro, para essa área de ajuda. Então, quando a gente fez a fundação, decidiu doar não uma porcentagem, mas 100% do uso da imagem do Senninha e também do Ayrton. E foi o que a gente fez, e resultou, até hoje, em mais de US$ 50 milhões que a gente doou para o país através dos projetos. E, posteriormente, depois de dois anos, empresas começaram a nos procurar. A gente não tinha pensado primeiramente em trabalhar com recursos que não fossem nossos, de licenciamento. Mas a gente achou que seria uma maneira de ampliar oportunidades. E aí juntamos recursos internos com externos, o que dobrou a capacidade de respostas. A gente está atendendo 2,2 milhões de crianças por ano e 1,6 mil municípios, quer dizer, mais ou menos um quinto dos municípios do país, em todos os estados.
Para a senhora, como foi sair da condição de uma psicóloga anônima para ser a grande dama do terceiro setor?
Olha, na verdade, a gente sempre teve a vida muito preservada. O Ayrton era a parte pública da família. Nesse caso, eu não tive nem opção. Como a imagem do Ayrton é pública, no momento em que a gente decidiu fazer o instituto, isso se tornou público com uma rapidez muito grande, gerou uma expectativa, uma atenção. Procuro canalizar essa atenção para a causa que realmente merece atenção, que é a questão da educação no país. Toda essa imagem do Ayrton, que traz tanta atenção, é que nem um foco de luz, que procuro canalizar para o que merece atenção; não para ele nem para mim, porque isso não é importante. O importante são os desafios públicos que a gente tem de resolver no país.
Hoje, para a senhora, qual o principal desafio na educação brasileira?
É a questão da qualidade e da eficiência. Porque a gente já cumpriu muito da tarefa quantitativa, que é colocar as crianças na escola, mas o que não foi cumprido é fazer isso com qualidade. Porque, ainda que você atenda muitas crianças, quase 100%, que é uma taxa de primeiro mundo, se você não faz isso com a qualidade e a eficiência, que é o objetivo, você acaba atendendo, de fato, poucas crianças bem. Que é o que acontece. Por conta da má qualidade, a criança repete, repete, repete, vai ficando cada vez mais para trás e acaba que ela desiste. De cada 10 crianças que entram na 1ª série do ensino fundamental, só cinco saem na oitava série e só três dessas cinco no ensino médio. Então, entre a 1ª série e o ensino médio, a gente perde 70% das crianças do país. Elas não chegam lá, elas saem no meio do caminho. Por conta da má qualidade, no fim, você faz educação para poucos.
Programas como o Bolsa Família ainda não conseguiram evitar o problema?
Eles contribuem à medida que exigem a frequência na escola, mas se a frequência não garante sucesso, você também não fecha essa equação. Na prática, isso continua significando educação para poucos, como era quando ainda era quantativamente insuficiente o atendimento. O que acontece é que nós fizemos um país para poucos, uma educação para poucos. É como um carro que coloca uma gasolina fraca e não chega ao final da corrida. A gente está largando com todas as crianças, mas não está conseguindo chegar com elas na linha final. E isso se dá porque nós temos uma educação de pouca qualidade. Não é suficientemente forte para fazer as crianças irem até o fim.