sábado, 14 de março de 2026

Caso Malaquias: notas revelam covardia política




Por Jota Ninos*

PL de Santarém lança nota se solidarizando com polícia contra ataques de seu vereador, mas não cita que Malaquias Mottin é do partido e nem informa se vai puni-lo por isso.

A covardia política de JK é a mesma do presidente da Câmara, Jandeilson Pereira (União Brasil), que também lançou nota com o mesmo teor, há alguns dias, sem dizer se o vereador será punido.

Malaquias Mottin (PL) faz o que quer e os 22 colegas dele na Câmara deixam tudo como está. Provavelmente não será punido pela casa. Só vai alimentar a produção de notas covardes de um Legislativo refém de um proselitismo político baseado na canalhice de um vereador inepto.

E dentro do partido dele, o PL, Malaquias se amotina (trocadilho infame) e prova que não é liderado pelo presidente, o ex-vereador JK. Faz e acontece em nome do PL sem sofrer sanções. 

E afeta até a polícia civil, onde o partido sempre teve apoio de membros da instituição em todo o Brasil. A nota covarde de JK é a tentativa de preservar essa aliança com alguns policiais que o apoiam, mas de nada adianta se não pune seu comandado.

Esse é o nível da política em Santarém, onde um empresário "enchapelado", que defende o agronegócio e a derrubada de mangueiras na cidade com a mesma convicção, que joga o carro em manifestantes indígenas e acusa a polícia de roubar seu celular sem provas, e que chegou ao Legislativo onde faz e acontece sem ser punido.

A conclusão só pode ser uma: Malaquias Mottin é o cara! Ou melhor, é a cara da política sem-vergonha que tomou conta da cidade. A estratégia é abusar das Fakenews e de ataques asquerosos às coisas de Santarém, para se manter na mídia, como sempre fez seu líder Jair Bolsonaro.

E vai continuar causando sem ser molestado, porque a Câmara e o PL são covardes para puni-lo. Continuarão se escondendo atrás de notas ambíguas que retratam a incompetência de quem as publica.

Mas Malaquias também é um covarde. Se um dia chegar à frente de uma autoridade judicial para responder a algum processo, não nos surpreendemos se ele convidar o juiz a ser seu vice, numa futura chapa de prefeito...rs

*Jota Ninos, jornalista e servidor público.

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