Mostrando postagens com marcador Senadores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Senadores. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Senadores complicados


Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

Acabou a entente cordiale entre Jader Barbalho e Paulo Rocha, pondo fim a um fenômeno inusitado na disputa pelas duas vagas ao Senado na eleição do ano passado. A única candidata que usou linguagem oposicionista foi Marinor Brito, do PSOL. Seus três adversários adotaram a tática de não se atacar para tentar se favorecer do segundo voto. Foi uma disputa de cartas marcadas, como há muito não se via (se é que alguma vez se viu, tratando-se de eleição senatorial).

O mais bem sucedido nessa artimanha foi Flexa Ribeiro, do PSDB, que entrou como “azarão”, acabou recebendo a maior votação e teve seu lugar garantido, apesar de antes ter sido preso e algemado pela Polícia Federal como envolvido em corrupção no Amapá. A menos votada foi Marinor, mas ela ficou com a segunda vaga porque os candidatos do PMDB e do PT foram atropelados pela lei da ficha limpa.

O acordo de cavalheiros chegou ao fim. A má vontade de dois ministros do Supremo Tribunal e a possibilidade de que outros ainda se manifestem contra sua pretensão de recuperar a vaga que lhe caberia, em função de ter a segunda maior votação, deve estar fazendo Jader Barbalho especular sobre as motivações ocultas dessa atitude. Estaria ela sendo inspirada por petistas federais, empenhados em conseguir essa cadeira para seu correligionário?

Já Paulo Rocha vê como prejudicial aos seus interesses estar na lista dos 36 “aloprados” de Lula, denunciados pelo procurador geral da república por participação no escandaloso “mensalão”. Aparecer no Senado com essa credencial é atrair problemas e estar exposto a novos processos.
Em matéria senatorial, o Pará vai mal. Também.
PS – Este artigo foi escrito antes do julgamento do processo de Paulo Rocha no STF, marcado para o dia 19.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A crítica atávica sobre a televisão dos senadores

Miguel Oliveira
Editor do Blog do Estado

O ex-secretário de comunicação do governo Ana Júlia, professor e jornalista Fábio Castro, enxergou na possibilidade da anunciada instalação do sinal da TV Senado, aqui no Pará, como uma iniciativa eleitoreira que visa dar palanque a senadores do PSDB.

Se o atavismo de Fábio fosse para ser copiado, eu teria o direito de interpretar que durante o governo Ana Júlia, a difusão do sinal da Tv Senado foi vetada por inexplicável censura. Os senadores de oposição ocupavam a telinha da TV Senado e dela faziam tribuna para repercutir, pelo país à fora, os pontos negativos do governo estadual petista de então.

Se Fábio enxerga oportunismo eleitoral em instalar agora o sinal da Tv Senado através da estrutura da Tv Cultura ( embora isso não interfira na grade de programação), eu também vejo que sua não instalação obedeceu o critério oposto ao criticado por ele. Se a bancada fosse petista no Senado Federal, há que se deduzir do ponto de vista do ex-titular da Secom, que a administração petista não veria nenhuma problema com a Tv Senado e a teria instalado no Pará.

Superado esse exercício de idéias atávicas, a instalação do sinal aberto da Tv Senado é mais uma possibilidade que o eleitor tem de acompanhar o desempenho de seus parlamentares e dos partidos políticos e ele mesmo, sem a limitação da edição do noticiario das grandes redes de televisão, tirar suas próprias conclusões, seja este ou aquele integrante da bancada paraense no Senado Federal.

Que venha a Tv Câmara, também.