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quarta-feira, 28 de março de 2012

Ministério da Agricultura garante que Pará está apto a se tornar zona livre de febre aftosa


O Pará teve a melhor avaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com nota superior a 80%, e está apto a se tornar zona livre de febre aftosa. Para atingir esse status, o rebanho paraense deve passar por mais exames sorológicos, que serão realizados em abril. Depois desse processo, em 2013 o Pará poderá ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como território livre da doença.

O resultado da auditoria da febre aftosa, realizada entre os dias 13 e 17 de fevereiro, nas regiões norte, nordeste, oeste e Marajó, foi divulgado na terça-feira (27), na sede do Ministério da Agricultura, em Brasília. Atualmente, 75% do rebanho paraense já podem ser considerados livres da doença.
O Pará evoluiu nos 28 itens avaliados, crescendo em 27 e mantendo o mesmo status, sem regressão, em apenas um deles. Entre os itens avaliados estão controle de trânsito, epidemiologia, controle de revendas e funcionamento dos escritórios das agências de defesa sanitárias.

Os Estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte também foram classificados como área livre de aftosa com vacinação.

Atingir o status de zona livre de febre aftosa é uma meta que governo e produtores das regiões nordeste, oeste e do Marajó vêm perseguindo há mais de 10 anos. “Isso melhora muito a exportação de carnes, atrai novos frigoríficos e permite aos municípios dessas regiões levarem animais de alta genética para qualquer exposição”, ressalta o diretor geral da Adepará, Mário Moreira.
Também participaram da reunião em Brasília todos os diretores das Agências de Defesa Agropecuária do país, secretários de Agricultura, superintendentes dos Ministérios da Agricultura, presidentes das Federações de Agricultura e representantes dos governadores.(Texto: Márcio Flexa/Secom)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pará deve se tornar área livre de aftosa

Pará vai se tornar área livre de aftosa (Foto: Ney Marcondes)
                                     (Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)




O Ministério da Agricultura trabalha com a perspectiva de obter, até o final deste ano, a elevação do status sanitário do Pará como um todo à condição de área livre de febre aftosa. Hoje, apenas as regiões sul e sudeste do Estado têm o status de área livre, permanecendo as regiões nordeste e oeste do Pará, além do arquipélago marajoara, como áreas de baixo risco para a doença.
O assunto foi objeto de reunião ocorrida ontem em Belém com a presença do secretário nacional de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Francisco Sérgio Ferreira Jardim. Ele participou, no início da tarde, de um encontro de trabalho com o presidente (e diretores) da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Fernandes Xavier, e com o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará), Mário Moreira, presente também o secretário de Agricultura, Hildegardo Nunes.
A reunião, convocada para tratar especificamente do combate à aftosa, prolongou-se até o início da noite e será retomada hoje, também no edifício sede da Faepa, já com a presença de Plínio Lopes, coordenador nacional do Programa Nacional de Erradicação da doença.
Francisco Jardim informou que, na região Norte do Brasil, os Estados de Rondônia e Acre já atingiram o status de áreas livres de aftosa. Amazonas, Amapá e Roraima são ainda considerados áreas de alto risco para a doença. O objetivo do Ministério é fazer com que eles galguem mais um patamar, alcançando o status de áreas de baixo risco, também ainda este ano. Na mesma época - espera-se - o Pará todo deverá ser considerado livre, condição que o governo espera ver alcançada também pelos Estados da região Nordeste do país - Maranhão, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Pernambuco.
MERCADOS
O diretor geral da Adepará, Mário Moreira, destacou que a elevação do Pará ao status de área livre de aftosa, tida pelo Governo do Estado como praticamente certa, vai abrir novos mercados, dentro e fora do Brasil, para o boi vivo e para a carne produzida no Pará. A mudança de status vai representar também a melhoria de preços e a atração de novos frigoríficos para o Estado, na sua avaliação.
Não menos importante, porém, segundo o diretor geral da Adepará, é que animais de alta linhagem, principalmente do nordeste paraense, poderão participar finalmente de exposições em todo o país, ampliando inclusive as possibilidades de comercialização de material genético produzido dentro do Estado. “Uma mudança como essa representará a redenção da pecuária para as regiões oeste, nordeste e Marajó”, finalizou.

IMPORTANTE
O secretário de Agricultura do Estado, Hildegardo Nunes, disse que o governo vê com grande expectativa a possibilidade de mudança do status sanitário, por ele classificada como decisão de enorme importância
socioeconômica, sobretudo pelo que ela representa em agregação de valor e em abertura de novos mercados. Hildegardo Nunes observou que, pessoalmente, ele se sente recompensado, já que foi em sua primeira passagem pela Sagri, entre 1995 e 1998, que ocorreu a inserção do Pará no circuito nacional de combate à febre aftosa.
(Diário do Pará)