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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mulher morre durante parto de trigêmeos em Santarém e família denuncia demora no atendimento

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Nenhum bebê sobreviveu ao parto de trigêmeos, informou ainda há pouco o diretor do Hospital Municipal de Santarém, Fábio Tozi. Ele contestou a denúncia de demora no atendimento e informou que a paciente sofria de eclampse, mas admitiu que por causa da superlotação, a paciente ficou deitada em um colchão sobre o chão até ser levada para o centro cirúrgico.(Atualização às 17h55)
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Do Blog do Estado

Apenas um dos trigêmeos sobrevive ao parto realizado às pressas, ontem
à noite, no Hospital Municipal de Santarém.

Durante a manhã daquele dia,  Meicilane de Souza Freire, de 26
anos, foi se consultar  na Casa da Mulher, mas acabou ficando em observação até as quatro da tarde. 

A médica que fazia seu pré-natal a liberou, mas por volta das dez horas da noite, a parturiente passou mal e o seu marido a trouxe de volta ao hospital.

Melciane chegou ao hospital sentindo tremores pelo corpo e pressão
alta. Não havia leito na emergência. Meicilane, segundo o marido Regildo Lira Freitas, foi colocada no chão até ser transferida para o centro cirúrgico do HMS.

A família acusa o hospital de negligência. O marido afirma que o

médico demorou a atender sua esposa.

O bebê que sobreviveu está em observação na incubadora, na UTI neonatal.


Até o início da tarde de hoje, a direção do Hospital Municipal de

Santarém, ainda não havia contestado as denúncias da família da vítima.
 
A morte de Meicilane é o segundo óbito com repercussão em Santarém somente nesta semana. 

Na última segunda-feira, um homem morreu antes de ser levado para o hospital municipal pela ambulância do SAMU.  

Segundo a família da vítima, houve demora no resgate e Manoel Pinto dos Santos, de 91 anos, que sofria de úlcera, passou mal e morreu sem mesmo ter sido levado para o Hospital Municipal  Santarém.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Médicos e Unimed são condenados a indenizar paciente por morte de bebê



Da redação de O Estado do Tapajós

Os médicos Marília Carneiro Godinho e Fábio Carneiro Godinho, além da Unimed Oeste do Pará, foram condenados em primeira instância pelo juiz Cosme Ferreira Neto a indenizarem Reni Ferreira Munhoz por erro médico num procedimento de gravidez que resultou na morte da filha da paciente, três dias após o bebê ter nascido. O fato que resultou na sentença aconteceu em abril de 2005. A decisão judicial foi proferida no último dia 18 de agosto pelo juízo da 5ª Vara Civil da Comarca de Santarém.

Em abril de 2005, Reni Munhoz constatou que estava grávida, quando resolveu iniciar seu pré-natal com a médica Marília Godinho por meio de seu plano de saúde da Unimed Oeste do Pará. A mãe escolheu a médica por ser obstetra segundo o guia da Unimed, mas, após a morte da sua filha descobriu que Marília Godinho não era especialista. 

Após anos de tramitação na justiça comum, o juiz Cosme Ferreira Neto condenou os três a pagamento de indenização, sendo que o maior valor ficou por conta da condenação de Marília Godinho. 

Em sua sentença, o magistrado decidiu pela condenação dos réus. “Médicos devem ter compromisso acima de tudo com a vida. Fizeram este juramento. A médica preferiu fazer um exame omitindo informações importantes, não constando o índice de liquido amniótico, que estava diminuído, indicando que a criança poderia entrar em sofrimento”, sentenciou Cosme Ferreira Neto.

O juiz também cobrou da Unimed o fato de a instituição não ter pedido diploma comprobatório da especialidade da médica Marília Godinho. “A Unimed foi negligente e induziu a erro a autora, que escolheu a primeira ré para acompanhar seu pré-natal acreditando na qualificação anunciada. O mínimo que se espera da terceira ré é que exija de seus médicos cooperados a apresentação dos títulos que alegam ter, emitidos por instituições legalmente reconhecidas. Induvidosamente o ilícito praticado pela ré causou danos morais à demandante na medida em que avaliou uma profissional indevidamente, colaborando assim para os transtornos que aquela viria a sofrer”, escreveu o juiz.

O advogado da Unimed, Ubirajara Campos Filho, anunciou que a o plano de saúde vai recorrer da decisão. Ele argumenta que a decisão do juiz “ é equivocada”.

Segundo ele, a medica Marilia Godinho tem “título de especialista em ginecologia e obstetrícia registrado no Conselho Regional de Medicina”.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Afastada presidente da Santa Casa


Indignado com a morte de dois bebês no Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Belém, o governador Simão Jatene decidiu, no final da tarde desta terça-feira (23), afastar a presidente da instituição, Maria do Carmo Mendes Lobato, e a gerente de Tocoginecologia, Florentina Balby, até a total apuração das circunstâncias que envolveram a morte das crianças, na madrugada de terça-feira.

Logo após saber do ocorrido, ainda em Brasília (DF), onde cumpria agenda de trabalho, o governador determinou a apuração rigorosa dos fatos. A mãe das crianças, portadora de uma doença crônica, chegou à Santa Casa em uma ambulância do Corpo de Bombeiros, aos sete meses de uma gestação de risco.(Secom)