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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Senado aprova redistribuição de royalties do petróleo

Leonardo Goy


O Senado aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que define uma nova divisão dos recursos arrecadados na exploração do petróleo no Brasil, reduzindo as fatias da União, Estados e municípios produtores da commodity e elevando a participação dos Estados e municípios não produtores.

A proposta, relatada pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que deveria ser uma alternativa de consenso sobre o tema, foi fortemente criticada pelos parlamentares dos Estados produtores, principalmente o Rio de Janeiro, e deverá prolongar uma definição sobre as futuras regras para a exploração de uma grande porção do pré-sal brasileiro.

Com a aprovação no Senado, a proposta segue para análise na Câmara dos Deputados, antes de uma eventual sanção presidencial.

O projeto de Vital do Rêgo prevê que a fatia da União nos royalties dos campos já licitados caia dos atuais 30 por cento para 20 por cento.

Já a fatia dos Estados produtores diminui de 26,25 por cento para 20 por cento. No caso dos municípios produtores, a alíquota cai de 26,25 por cento para 17 por cento em 2012 e, gradualmente, até 4 por cento em 2020.

Com isso, a participação dos Estados não produtores - que receberão o dinheiro de acordo com os critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE) - subirá de 1,75 por cento para 20 por cento no ano que vem e, gradualmente, até 27 por cento em 2020.

No caso dos municípios não produtores, a fatia aumenta de 7 por cento para 20 por cento, chegando a 27 por cento em 2020.

O texto também altera a divisão das chamadas Participações Especiais -tributo cobrado em campos de maior produção.

Nos campos já concedidos, a parte da União cai de 50 por cento para 42 por cento em 2012. Nos anos seguintes, a alíquota sobe gradualmente até chegar a 46 por cento em 2016.

A fatia da Participação Especial dos Estados produtores cai de 40 por cento para 34 por cento em 2012, chegando a 20 por cento em 2020. Os municípios produtores, que hoje recebem 10 por cento, passarão para 5 por cento em 2012 e para 4 por cento em 2019.

Os demais Estados e municípios, que hoje nada recebem a título de Participação Especial, terão 9,5 por cento em 2012 e 15 por cento em 2020.



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Audiência para debater royalties de petróleo e gás


A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou hoje (04/05) a realização de audiência pública para subsidiar o debate sobre a distribuição dos royalties no regime de partilha. Para o deputado federal Wandenkolk Gonçalves – que votou a favor do requerimento apresentado pelo deputado Luiz Alberto (PT-BA) – o assunto deve ser amplamente debatido, dado o impacto econômico-financeiro e social que a decisão trará sobre todos os Estados e municípios brasileiros.

"Os recursos naturais da plataforma continental são bens da União, é questão de justiça distribuir-se de forma equitativa o lucro proveniente da exploração desses recursos entre todos os Estados e Municípios do Brasil, de forma que toda a população do país inteiro possa ser beneficiada por essa riqueza”, disse o parlamentar. Para ele, a distribuição equitativa é uma forma inteligente e eficaz de combater as desigualdades regionais. 

Para a audiência pública serão convidados o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão; a ministra do Planejamento, Miriam Aparecida Belchior; um representante do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ); o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski; e João Coser, da Frente Nacional de Prefeitos. 

A distribuição dos royalties já está prevista para ser deliberada na Comissão de Minas e Energia quando for analisado o Projeto de Lei 1.618/2003, que regulamenta a distribuição dos recursos financeiros provenientes da compensação financeira pela exploração de petróleo ou gás natural na plataforma continental.

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