domingo, 21 de junho de 2009
Não se meta em política sem dinheiro
Essa coisa de esperar o apoio de Jader ou do PMDB logo no primeikro turno parece ingênua.
A bolsa de aposta diz que o PMDB lança candidato ao governo repetindo a receita de 2006, entre os candidatos aparecem na ~pole position~Pepeca e Hildegardo, os dois mais diligentes servidores do PMDB da hora.
Depois, no segundo turno,o PMDB repete a garimpagem dos cargos e quinhão de poder e recursos.
Afinal, não se meta em política sem dinheiro.
Edição Espeical - Voz do leitor
Parabéns pela Edição [348 anos de Santarém,] principalmente pelos artigos escritos por grandes penas de ouro,
Uma Edição para ser guardada com destaque para as Memórias que traz de forma transparente como era a Santarém de outrora, fazendo mesmo para quem aqui nao a vivenciou consiga literalmente viajar pela sua história.
Parabéns
Antenor Pereira Giovannini
sábado, 20 de junho de 2009
Em andamento, Paissandu 2 x 1 Águia
O Paissandu vai derrotando o Águia, por 2 a 1, em Parauapebas. O jogo está no intervalo. O time marabaense saiu na frente, aos 17, com Bruno Rangel. Dois minutos depois, Torrô empatou, em chute forte que ainda desviou na zaga e enganou o goleiro Adriano. Aos 41 minutos, em rápido contra-ataque, puxado por Mael, Torrô desempatou. Detalhe: na origem do lance, uma firula do lateral-esquerdo Ednaldo, que tinha a chance de fazer cruzamento mas preferiu tentar um drible a mais.
--------------
Atualizada às 18h46.
Encerrado: Águia 2 x 2 Paysandu
Bruno Rangel 10' 2º
Lúcio Flávio Pinto - PARÁ: Para baixo
O Pará é o segundo Estado mais pobre do Brasil. Só perde para o Amazonas, que, entretanto, pela mensuração dos índices quantitativos, o supera. O terceiro Estado mais pobre é o vizinho Maranhão, que é, ao mesmo tempo, Amazônia Legal e Nordeste (e é o único dos três que já deu presidente da república, o atual senador José Sarney). O Pará é tão pobre assim porque seu IDF (Índice de Desenvolvimento Familiar), o mais recente dos medidores sociais criados no Brasil, é de 0,503, numa escala que vai de 0 (a pior situação) até um (a melhor situação). O IDF do Amazonas é de 0,502 e o do Maranhão é de 0,515. O Estado amazônico mais pobre a seguir, na 5ª pior posição, é o Amapá, que tem o índice 0,517. O Estado menos pobre da Amazônia é o Acre, com 0,565, no 18º lugar. O líder no Brasil, também por essa perspectiva, é São Paulo (0,592).
Se a situação dos Estados é preocupante, já que nenhum deles alcança 0,600, a dos municípios é dramática. Entre os cinco piores, em uma lista liderada por Jordão, no Acre, e Uiramutã, em Roraima (abrangido pela reserva Raposa Serra do Sol, que os arrozeiros queriam continuar a ocupar ilegalmente, sob a alegação de que desenvolviam o local), há dois municípios paraenses, situados na sofrida ilha de Marajó e nos furos da foz do Amazonas: Anajás, em terceiro, e Melgaço, em quarto, ambos com 0,37.
Nenhuma das capitais brasileiras figura entre os 500 municípios com piores IDFs, mas Macapá e Porto Velho estão nos últimos lugares dentre elas, com menos da metade do IDF possível (ou 0,48). Belém vem logo a seguir, com 0,49, na companhia de Manaus e Rio Branco. Ou seja: todas as capitais da Amazônia são vítimas do processo de ocupação dos seus Estados. Com a agravante, no caso de Belém, de o seu IDF estar abaixo da média estadual. Assim, se o interior vai mal, a capital vai pior.
O IDF foi montado pelo Ministério do Desenvolvimento Social com base num cadastro único, que reúne informações sobre as famílias assistidas pelo programa Bolsa-Família, que atende 55 milhões de famílias. O índice é formado por seis itens: vulnerabilidade familiar, escolaridade, acesso ao trabalho, renda, desenvolvimento infantil e condições de habitação. Como foi alimentado com dados acumulados até o ano passado, revela uma verdade que salta aos olhos: o assistencialismo do governo, através do Bolsa-Família, apenas renova a pobreza, sem eliminá-la. A conclusão já podia ser antecipada quando o programa começou, de forma tênue, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, mas agora essa verdade pode ser demonstrada numericamente. Para a Amazônia, significa que a região continua a ser a prima pobre do país, apesar de toda a conversa fiada em contrário. E o Pará segue crescendo como rabo de cavalo (para baixo), a despeito da propaganda de tucanos e petistas.
Com a bolsa, as famílias pobres ou passaram a ter acesso a um rendimento, que até então não possuíam, ou o incrementaram. Poderão sobreviver com mais recursos do que antes. Mas não evoluirão na escadaria social nem terão acesso a atividades econômicas perenes. O programa assistencialista não as prepara para disputar lugares na economia formal. Como os setores econômicos mais dinâmicos no Pará estão ligados à exportação, que tem pouco ou nenhum efeito germinativo local, o subsídio que o governo federal concede aos mais pobres se espraia, porque a clientela que fica à margem dos “grandes projetos” é cada vez maior. Mas sem iniciativas posteriores à mera concessão da bolsa, os beneficiários não conseguem transpor o muro da exclusão. Os mais pobres talvez não morram de fome com a ajuda oficial e até passem a se sentir satisfeitos com a melhoria proporcionada pelo novo “pai dos pobres”, mas continuarão achatados no pé da pirâmide social, como uma casta segregada pelo favor do governo.
Não surpreende o contraste brutal que se cristaliza no Pará: o Estado se empobrece enquanto incrementa seu peso no comércio exterior brasileiro. É o efeito maligno da especialização que lhe foi imposta: ser um exportador de produtos não acabados, da energia bruta ao alumínio, que só multiplicam seus efeitos no mercado consumidor. Como a esmagadora maioria dos consumidores desses bens está fora do Estado ou além-mar, a cadeia produtiva não cresce, deixando de gerar internamente a renda e o emprego exigidos pelo crescimento demográfico, sobretudo via imigração. Para piorar a mecânica, a exportação é desonerada do principal imposto estadual, o ICMS, o que compromete a capacidade de investimento do governo local.
Uma conseqüência política dessa constatação é o empenho de muitos grupos sociais em ampliar a federalização no Estado, a partir da premissa de que Brasília é mais eficiente, mais sensível e menos comprometida com as estruturas locais de poder do que Belém (ou Manaus, ou Rio Branco). No entanto, esse raciocínio, que se expressa através de vários discursos, desde a gestão fundiária até as políticas ambientais, se choca com uma constatação ainda mais evidente: o modelo econômico que gera os desequilíbrios, as distorções e os desastres sociais e ambientais na Amazônia foi criado ou avalizado pelo governo federal. A federalização acaba proporcionando à raposa cuidar do galinheiro, com as vestes do bom pastor.
São tantas as boas intenções, mas o resultado é um só, por trás das quantidades fabulosas: o povo fica cada vez mais pobre. Justamente porque o Pará, tendo a 9ª maior população do Brasil, é o 2º Estado que mais dólares líquidos proporciona à federação nacional, o 4º maior exportador, o 3º maior transferidor de energia bruta, o 2º maior minerador e o 16º em desenvolvimento humano, o 21º em desenvolvimento da juventude e, agora, o 26º em desenvolvimento familiar, neste último índice abaixo de todos os Estados da região que era considerada a mais pobre do país, o Nordeste. Abaixo até do Maranhão, devastado pela oligarquia dos Sarney.
Já Belém é a 74ª pior dentre 79 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes em matéria de infraestestrutura básica, segundo o levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados reunidos de 2003 até 2007, divulgados no mês passado, com exclusividade, pela revista Exame, da Editora Abril. A capital paraense, com 6% de cobertura de rede de esgoto e 1% de tratamento de esgoto, é a pior capital do país nesses quesitos. Ficou à frente apenas de Cariacica, no Espírito Santo, e Porto Velho, a capital de Rondônia, que tem metade da rede de esgoto e nada do seu tratamento. A primeira colocada é Franca, em São Paulo, com 94% e 77%, respectivamente.
Brasília, com a ajuda dos péssimos habitantes amazônicos e dos terríveis líderes paraenses, em particular, está conseguindo o que parecia impossível: acabar com o sonho da Amazônia antes de acabar com a própria Amazônia.
Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós
Redivisão territorial: PLEBISCIITOS GANHAM FORÇA
ARTESÃ E ENFERMEIRA SÃO EXEMPLOS DE DEDICAÇÃO
SANTARÉM, A BEIRA DO RIO, UMA CIDADE DE CARNÍVOROS
MARIA DO CARMO ALMEJA UM POLO TECNOLÓGICO PARA SANTARÉM
MPF INVESTIGA DESVIO DE VERBA
Especial 348 anos: ARY RABELO: um olhar sobre a arquitetura da cidade
HÉLCIO AMARAL: a saga dos nordestinos
BALDINO VASCONCELOS: remininscências de um tempo distante
JUBAL CABRAL: viagem pelo rio Tapajós
Memória de Santarém: Antologia - Um retrato dos anos 30
Mais um desiste de receber medalha da Prefeitura
Agora, a baixa na relação de escolhidos pela prefeita Maria do Carmo é o promotor Raimundo Nonato Brasil, que alegou viagem particular para Manaus, neste sábado.
Para que a solenidade não ficasse esvaziada, a prefeita Maria do Carmo tratou de convidar o empresário Raul Loureiro para o lugar de Raimundo Brasil.
Já o juiz Gabriel Veloso será representada por uma funcionária do fórum de Santarém.
Avião da Tripp estraçalha urubu na decolagem
Devido a disposição irregular do lixo, nos terrenos próximos ao aeroporto local[Itaituba], o vôo da Tripp esta manhã estraçalhou um urubu, na decolagem.
O comandante conseguiu pousar com segurança no aeroporto de Santarém para que fosse feita a manutenção de uma das hélices, que ficou trincada, tal a violência do choque.
E ainda tem uns babacas que acham que segurança e disposição irregular do lixo tem nada a ver.
Jatene abre o jogo
| Ronaldo Brasiliense: Em entrevista exclusiva à repórter Ana Célia Pinheiro, no blog www.pererecadavizinha.blogspot.com , o ex-governador Simão Jatene ,(PSDB) abre o jogo: rebate as críticas do ex-governador Almir Gabriel de que teria feito corpo mole na campanha de 2006, critica as falhas da administração de Ana Júlia Carepa (PT) e fala porque quer voltar ao poder no Estado nas eleições de 2010. Perereca: Tendo em vista essa democratização das relações, no seu governo, que parece ter sido bem mais aberto ao diálogo, a eleição do doutor Almir, pelo próprio perfil dele, não representaria um retrocesso? Jatene: Não, não acho que a eleição do Gabriel seria um retrocesso – até porque, se achasse isso, teria disputado com ele, sim.Acho que a eleição dele seria, sim, um avanço, até porque nós todos aprendemos.E quero lhe dizer com toda a franqueza: se Deus e a população do Pará me levarem, novamente, ao Governo, pode ter certeza absoluta de que não será uma reprodução do que foi.Aprendi, acertei, errei – não tenho nenhuma dificuldade em arrumar o que errei e tentar potencializar o que acertei. Essa coisa da importância do coletivo na construção da sociedade...Não tenho nenhuma dificuldade em me relacionar com qualquer segmento. Tenho dificuldade é em me relacionar com a hipocrisia, com a mentira, com a tentativa de usar a esperteza para enganar as pessoas.E eu sempre digo: não tenho raiva da população porque vota assim ou assado. Tenho raiva é de quem engana a população. |
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Belo Monte: por que a pressa com a obra?
Editor do Jornal Pessoal
Não partilho a posição do Ministério Público Federal, que pediu e obteve da justiça federal a suspensão do recebimento do EIA-Rima da hidrelétrica de Belo Monte, entregue à Aneel pela Eletronorte e a Construtora Camargo Correa. O estudo e o relatório de impacto ambiental são insuficientes, de fato, para atender as exigências do licenciamento ambiental da obra. A maior preocupação dos responsáveis pelos documentos parece ter sido mais de natureza didática, para informar o cidadão comum e influir sobre o seu ânimo em relação ao projeto, do que de aprofundamento técnico.
Mas o necessário adensamento poderá ser feito no curso do licenciamento, entre a licença provisória e a licença de instalação, até a elaboração do plano básico ambiental. Toda e qualquer intervenção no local, no sentido da execução da engenharia da obra, será sustada até que as dúvidas, questionamentos e oposições a Belo Monte tenham sido eliminadas. Ou, caso contrário, seja a hidrelétrica eliminada das cogitações.
A principal lacuna quanto à hidrelétrica do rio Xingu é a sua falta de viabilidade econômica. Até hoje os projetistas da obra não conseguiram demonstrar a lógica da sua construção. Por que submeter a grande risco um dos vales mais importantes da Amazônia, situado numa zona de tensão entre a expansão irracional das frentes pioneiras e as reservas mais próximas de recursos naturais, se não há demanda local que justifique uma usina de tal porte, para 11 mil megawatts? A conseqüência desse fato é que a energia será transferida em bloco para o sul do país (ou para o Sistema Integrado Nacional, como prefere a Eletronorte). O problema é que o sistema de transmissão é muito caro, exigindo um investimento inédito, quase tão pesado quanto o destinado à geração. Sistema que não funcionará, no sentido inverso (sul-norte) porque não haverá mercado a atender do lado de cá, mesmo que haja energia em excesso do lado de lá, em função dos regimes distintos entre as várias bacias hidrográficas do sistema integrado.
Os estudos sobre o impacto ambiental de Belo Monte deviam continuar, mas o cronograma da engenharia deveria ser congelado. Não há razão para a marcha batida que lhe querem impor a empresa estatal e a cobiçosa empreiteira privada. Há excedente de energia no país no momento e a tendência é que assim permaneça a curto prazo. Há tempo não só para examinar melhor a situação no Xingu como para acelerar novas alternativas de geração de energia limpa, como a eólica e, sob condições, a do gás natural.
Nosso modelo, os Estados Unidos, está fazendo uma severa revisão dessas fontes. O desenvolvimento da energia eólica foi incrementado: ela quadruplicou nos últimos três anos e poderá dobrar até o final de 2010 na região noroeste, a maior produtora. Ao mesmo tempo, surge uma oposição mais forte ao barramento dos rios para a produção de energia. Dias atrás o New York Times relatou essa empreitada no sentido de desmontar hidrelétricas, como as da agência Boneville, que barraram o rio Colúmbia e o Snake, prejudicando a pesca das espécies mais nobres de salmão. Mesmo com escadas nas barragens, o peixe enfrenta dificuldades crescentes para manter o seu ciclo. Sua taxa de sobrevivência caiu muito. Há decisão judicial acusando os responsáveis pela geração de energia de não terem feito o suficiente (e possível) para evitar essa ameaça.
O debate tenta definir se simplesmente as usinas devem ser desativadas e substituídas por outras formas de energia limpa, ou se é possível conciliar os dois meios, num modelo novo. Devemos acompanhar e incorporar os benefícios dessa discussão. O que não podemos é ignorá-la, simplesmente deixando intocável a atual matriz energética brasileira, que pretende cobrar um preço insuportável na (e à) Amazônia, mantendo métodos já superados. É o que os barragistas querem impor, sem um decidido e bem apoiado esforço para não só diversificar a geração como conservar energia e combater as perdas.
Jornal circula neste final de semana com edição especial do aniversário de Santarém
Jader não foi ao casamento do senador Mário Couto
O ex-governadores Almir Gabriel e Simão Jatene sentaram-sem em mesa distante uma da outra no casamento do senador Mário Couto, realizado ontem em Belém. Os dois líderes tucanos brigam pelo comando da campanha de 2010 no âmbito do PSDB.
Mas o deputado Jader Barbalho, de quem Mário espera apoio para sua candidatura ao governo do estado, através de uma coligação com o PMDB, embora instentemente convidado, não deu as caras na cerimônia.
Entidades ruralistas reagem ao boicote da carne
Uma nota oficial assinada ontem por 14 entidades que representam o setor produtivo, trabalhadores e a sociedade civil do Estado abre fogo contra o embargo imposto pelo Ministério Público Federal à comercialização de gado criado em propriedades sem licenciamento ambiental ou com pendências trabalhistas.
O principal argumento levantado pela nota é que a proposição do MPF no Estado fere o Artigo 5º da Constituição Federal, que diz que 'todos são iguais perante a lei'.
Para as entidades, o momento é de 'perplexidade e indignação' diante do que chamam de materialização do 'engessamento econômico desta região'. A nota oficial traça um comparativo de que em todo o mundo 'os produtores de alimentos recebem o reconhecimento da sociedade e dos poderes constituídos. Aqui, são rotulados de vigaristas e bandidos, inclusive por autoridades que desmerecem e desonram a função que exercem'.
No texto, relatam que a política federal dos anos 70 foi de integrar a Amazônia e colonizá-la. Havia até a exigência legal para obtenção de títulos de terra para desmatar 50% da área pretendida, com apoio da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Banco Mundial, bancos do Brasil e da Amazônia, por meio de programas como o PIN, Proterra e Poloamazônia.
Exportações paraenses caem 10% em maio
Juiz não vai receber comenda ofertada por Maria do Carmo
O magistrado seria uma das seis personalidades agraciadas com a medalha Padre Felippe Betendorf. Os nomes são indicados pela prefeita Maria do Carmo. A comenda será entregue no sábado, dia 20, na Câmara de Vereadores.
As outras são o promotor Raimundo Brasil, que deu parecer favorável do MP ao registro da prefeita, o juiz Sílvio Maria, que deferiu o registro, e o ex-prefeito José Maria Taájós, que esquentou a cadeira enquanto durou o afastamento de Maria por determinação do TSE.
Completam a lista a enfermeira Gracil e o São Raimundo Esporte Clube.
-----
Atualizada às 15h39.
O juiz Gabriel Veloso informa que está viajando em decorrência da saúde de sua mãe que está operada para retirada de um câncer, em João Pessoa.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Diploma e ética profissional
Às vezes, quando me perguntam sobre a importância do diploma para o exercício da profissão de jornalista, gosto de lembrar do tempo em que comecei na profissão, na década de 70, quando inúmeras pessoas trabalhavam no ofício sem terem passado por uma escola de formação profissional. Logicamente, a grande maioria exercia um jornalismo de qualidade e ético. Mas alguns profissionais esbanjavam também na falta destes quesitos.
Como exemplo, gosto de citar o caso de um jornalista (não é o caso de citar seu nome, inclusive porque hoje ele já é falecido) que ganhou dois ou três prêmios Esso, era tido como excelente repórter, mas, no exercício da profissão, dava um show no que diz respeito à falta de ética.
Digo isso porque pude testemunhar o tal jornalista em dois momentos. Primeiro, ao vê-lo atuar como repórter policial e, duas décadas depois, quando pude copidescar os seus textos e constatei que se tratava de um semi-analfabeto, o que, certamente, poderia justificar o fato de desconhecer certos conceitos éticos.
Um filme a que já assistimos
Esse jornalista sem diploma e sem compromisso com a ética não fazia entrevistas, mas, sim, interrogatórios com os personagens que por acaso iam parar nas mãos da polícia. Gritava ou empurrava com os presos, pés-de-chinelo ou não. Outra coisa: em plena ditadura, ele não questionava e achava normal ver policiais torturando presos com a cocota (uma sola de pneu usada para bater nas palmas das mãos dos presos). Para ele, a tortura era tida como um ofício corriqueiro contra os presos e não era notícia, mesmo que acontecesse à sua frente.
Acho que é aí que entra a importância dos cursos de Jornalismo para o exercício da profissão. Além de qualificar os futuros profissionais, os cursos são importantes não só para melhorar a qualidade da informação, mas, sobretudo, para comprometer o jornalista com a ética.
O fim da necessidade da formação profissional representaria também o fim do compromisso dos “jornalistas” com o Código de Ética da profissão. Isso abriria as portas do jornalismo para os picaretas, que passariam a usar a informação em interesse próprio, sem qualquer compromisso com a sociedade e com a ética, um filme a que já assistimos muito no passado, antes da regulamentação da profissão.
Para mim, este aspecto, por si só, já justifica a necessidade do diploma para o exercício da profissão. Aliás, se o jornalismo melhorou em qualidade nas últimas décadas deve-se, sem dúvida, às escolas de Comunicação.
Uma decisão danosa
Por Alberto Dines
Difícil avaliar o que é mais danoso: a crítica do presidente Lula à imprensa por conta das revelações sobre o comportamento do senador José Sarney (PMDB-AP) ou a decisão do Supremo Tribunal de eliminar a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. São casos diferentes, porém igualmente prejudiciais à fluência do processo informativo. E exibem a mesma tendência para o sofisma, a ilusão da lógica.
Fiquemos com a decisão do STF. Embora irreversível, não é necessariamente a mais correta, nem a mais eficaz. A maioria do plenário seguiu o voto do presidente da Corte, Gilmar Mendes, relator do processo, que se aferrou à velha alegação de que a obrigatoriedade do diploma de jornalista fere a isonomia e a liberdade de expressão garantida pela Constituição.
Para derrubar esta argumentação basta um pequeno exercício estatístico: na quarta-feira em que a decisão foi tomada, nas edições dos três jornalões, dos 29 artigos regulares e assinados, apenas 18 eram de autoria de jornalistas profissionais, os 11 restantes eram de autoria de não-jornalistas. Esta proporção 60% a 40% é bastante razoável e revela que o sistema vigente de obrigatoriedade do diploma de jornalismo não discrimina colaboradores oriundos de outras profissões.
No seu relatório, o ministro Gilmar Mendes também tenta contestar a afirmação de que profissionais formados em jornalismo comportam-se de forma mais responsável e menos abusiva. Data vênia, o ministro-presidente da Suprema Corte está redondamente enganado: nas escolas de jornalismo os futuros profissionais são treinados por professores de ética e legislação e sabem perfeitamente até onde podem ir.
É por isso que na Europa e Estados Unidos onde não existe a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, são as empresas jornalisticas que preferem os profissionais formados em jornalismo, justamente para não correrem o risco de serem processadas e punidas com pesadas indenizações em ações por danos morais.
O STF errou tanto no caso da derrubada total da Lei de Imprensa como no caso do diploma. E foi induzido pela mesma miopia.
(Transcrito do Observatório da Imprensa)
Hélio Costa quer lei que exija curso superior para jornalistas
"Fiquei muito triste com isso, porque sou um defensor do diploma de jornalista. Sou jornalista não-diplomado, porém, com vários cursos de jornalismo. Comecei minha carreira aos 16 anos. Sinto que é muito importante ter uma formação acadêmica para desempenhar uma profissão tão importante", afirmou.
Para o ministro, o jornalismo mexe com assuntos muito sensíveis, e que em função disso, pode ser comparado a outras profissões que tem grande necessidade do diploma. Costa disse ainda não ter considerado um deboche a declaração do presidente do STF, Gilmar Mendes, que comparou a profissão de jornalista com a de um cozinheiro. "Não acho que ele quis debochar. Mas é uma comparação que não faria", completou. (Fonte:Folha Online)
Unisinos lamenta desregulamentação do Jornalismo
Em Santarém, nem a Faculdades Integradas do Tapajós e o Instituto Esperança de Ensino Superior, que mantem cursos de comunicação social com habilitação em jornalismo ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a decisão do STF.
Leia abaixo o posicionamento da Unisinos:
Universidade posiciona-se contrária à decisão do Supremo Tribunal Federal de tornar não obrigatória a exigência do diploma para o exercício da profissão
Em julgamento realizado na quarta-feira (17/6), o Supremo Tribunal Federal envergonhou o país ao por fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão. Dos nove ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator Gilmar Mendes. O ministro Marco Aurélio foi o único a votar favoravelmente à manutenção do diploma.
A decisão causou indignação na Unisinos, que aderiu formalmente à campanha nacional em defesa da regulamentação do Jornalismo em 2008. O curso de Jornalismo da universidade tem 36 anos e forma mais de 100 profissionais a cada ano. "Sempre defendi a formação acadêmica e mantenho esta postura, desde que não se faça um apanágio da mediocridade. As universidades são responsáveis pela formação de profissionais éticos e sérios", ressaltou o pró-reitor Acadêmico, Pedro Gilberto Gomes.
O coordenador do Jornalismo, Edelberto Behs, havia encaminhado, na véspera do julgamento, uma carta aos ministros, a qual foi assinada por professores, enfatizando o compromisso do curso em contribuir para uma formação digna, capaz, ética, estética, compromissada com valores de justiça e de liberdade. Na carta, ele recorda que, se avaliada a trajetória de jornais, revistas, rádio, televisão nas últimas três décadas, verifica-se o avanço da imprensa na apuração, na redação, na edição e na apresentação de notícias, entrevistas e reportagens, matéria-prima dos jornalistas.
"Esse avanço tem direta relação com a dinâmica e a progressão dos cursos de Jornalismo, que muito contribuíram, e têm muito a acrescentar, na formação de profissionais capazes de fazer as tantas leituras de realidades, também desta que querem nos impingir de que o diploma representa uma reserva de mercado de mediadores da mídia", salientou.
Professor da Unisinos e secretário executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Pedro Osório considerou, em primeiro lugar, o resultado um retrocesso e um motivo de vergonha para os magistrados brasileiros. "Os ministros demonstraram ser uma instituição atrasada na compreensão da contemporaneidade. Defendo que exista uma espécie de controle público da mesma. O que ouvimos ontem foi um absurdo", indigna-se ele, que tem longa experiência como dirigente sindical.
Ele acredita que, inicialmente, poderemos testemunhar uma queda de qualidade na prática profissional. Mas lembra que o diploma sempre será valorizado por simbolizar o conhecimento adquirido em quatro anos de formação, que preparam o estudante a compreender também o papel social da profissão. “Quem não tiver diploma, com todo o respeito, sempre será um profissional de segunda linha. O autodidatismo tem limite”, resume.
No entanto, a categoria não acabará. "Esse é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o Jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação", salientou Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, informando que a executiva da Fenaj reúne-se na quinta (18/6) para definir novas estratégias.
Projeto de deputado santareno vira galhofa
Menos, menos
---------------
Nota da Redação: A nota do colunista é desrespeitosa com um bem imaterial dos santarenos. Mas acerta na mosca quando cobra do parlamentar ações mais concreta em defesa do município.
O Golpe
Os ministros do STF decidiram que não é necessário passar por uma universidade para ser jornalista. Com absurdos argumentos, tipo “jornalismo é arte, é poesia”, acabam de dar um profundo golpe na qualidade do jornalismo brasileiro. Por trás, a lógica capitalista. Sem a exigência do diploma, os sindicatos são enfraquecidos, os salários podem ser rebaixados, já que qualquer um que bata na porta de uma empresa dizendo que sabe escrever um texto, pode ser contratado. Ora, passei, entre a graduação e especialização, cinco anos estudando para ser jornalista. E não acho que isso possa ser jogado no lixo.
Como, caros senhores do Supremo, alguém recém-saído do ensino médio, ou um arquiteto, engenheiro, médico, cozinheiro, motorista, advogado, seja lá o que for, pode saber tecnicamente as regras do lead e da pirâmide invertida? Como podem ter acesso às teorias da comunicação, à história da imprensa, como saber dos conceitos de comunicação, de informação, de assessoria de imprensa, do jornalismo especializado, de projetos de gestão de comunicação organizacional, e principalmente, da ética que envolve o trato da informação? A academia nos fornece essa oportunidade. Outros profissionais diriam: os advogados, os médicos, também “estudam” ética. Mas na seara deles. Na nossa, é outra história.
Como menosprezar o trabalho de autores como Jorge Duarte, Wilson Gomes, Gaudêncio Torquato, Wilson Bueno, Lucia Santaella, Luis Miguel e outros, que tem pesquisado com profundidade o fenômeno da comunicação, a influência da mídia na sociedade moderna, a convergência de tecnologias, o uso da comunicação pública como instrumento de cidadania, a relação entre política e comunicação, a leitura crítica dos instrumentos de mídia. Todos esses temas são tratados na universidade. Não passamos o curso inteiro aprendendo a escrever um texto com português correto, muito menos a falar para “o vídeo”. Aprendi a escrever corretamente desde que comecei a ser alfabetizada. É um aprendizado necessário antes do ingresso em qualquer curso universitário.
Dizer que a exigência do diploma fere a liberdade de expressão? Venham com outra, que essa é no mínimo ridícula! Uma coisa nada tem a ver com a outra. A liberdade de expressão tem outras bases, no direito de qualquer ser humano expressar sua opinião, desde que o mundo é mundo. Vêm de lutas contra ditadores e opressores, seu exercício foi causa de mortes e torturas. É como se dissessem: só os “formados” em jornalismo podem se expressar. Os outros não! Sabemos que isso não acontece. O buraco é mais embaixo. O fato de ter ou não um diploma não influencia na liberdade de expressão, mas sim o espaço onde ela é exercida, e o nível de tolerância de cada sociedade.
Afirmar que a informação mal trabalhada não traz nenhum mal para ninguém? Digam isso para aqueles donos da Escola Base (lembram?). Na UNB, o professor Luis Martins coordena um grupo dentro do curso de jornalismo, que trabalha somente com as chamadas “vítimas da mídia”. Pessoas que tiveram a sua vida destruída por conta da falta de ética no trato da informação. Venham com outra, ministros! Não quero afirmar que a universidade forma profissionais perfeitos. Temos os picaretas, os mercenários também. Como temos médicos que esquecem algodão dentro da barriga do operado.
Então, o próximo passo é dispensar o diploma para carreira jurídica. Basta conhecer as leis. Para ser ministro do Supremo, basta conhecer MUITO, as leis. Para ser engenheiro, pode só saber construir uma casinha. Pra ser matemático, basta saber fazer contas complexas. Pra ser pedagogo, basta saber dar umas aulinhas. Pra ser enfermeiro, é só saber aplicar injeção. Que tal fechar logo as universidades? O Brasil com certeza vai ficar melhor...pra eles.
Desculpa furada
Antes, o dinheiro estava em caixa, mas a obra física não avançava.
Agora, Maria diz que o monstrengo não funciona porque não há garantia de que haja produção agrícola local suficiente para atender à demanda do restaurante.
Se não havia produção, por quê, então, a prefeitura planejou este restaurante?
E a prefeita ainda fala em planejamento estratégico.
Obras que serão iniciadas
Será assinada também a ordem de serviço para o recapeamento da Magalhães Barata.
A prefeitura anuncia também o início da construção de duas praças: bosque da Vera Paz e a Candura da Prainha, na área da antiga usina Imperador
Fenaj: ameaça à democracia
O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo Andrade, disse nesta quarta-feira que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a exigência do diploma para o jornalista representa uma ameaça à democracia. Andrade criticou a postura dos ministros que compararam jornalistas com cozinheiros e modelo e teriam deixado de lado a complexidade e dificuldades da atuação do profissional da área.
Para o presidente da Fenaj, o STF derrubou a exigência pela qualificação dos jornalistas. “Não é novidade para ninguém que o melhor lugar para qualquer pessoa adquirir conhecimento é a escola. Lamento que o Supremo tenha andado na contramão, deixando de lado a exigência por profissionais qualificados. Foi um contrassenso”, afirmou.
Na avaliação de Andrade, ao anular o decreto-lei 972/69, que estabelece que o diploma é necessário para o exercício da profissão de jornalista, o Supremo derrubou uma luta de 40 anos. “É um golpe duríssimo na nossa profissão. São 40 anos jogados no lixo. Foi um milagre o Supremo não nos proibir de exercer o jornalismo no Brasil”, disse.
O presidente da Fenaj disse ainda que vai esperar uma análise do departamento jurídico da entidade para adotar uma orientação aos sindicatos. Segundo Andrade, ainda não há ideia da dimensão do impacto do julgamento. “Vamos analisar a decisão para orientar os sindicatos. Agora, não é uma sentença de morte. Vamos usar a criatividade para garantir que a profissão seja exercida com ética”, afirmou. (Da Folha de S. Paulo)
ABI: fim do diploma expõe jornalistas
Por 8 a 1, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Só o ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção do diploma. O presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício Azêdo, criticou a decisão. “A ABI lamenta e considera que esta decisão expõe os jornalistas a riscos e fragilidades e entra em choque com o texto constitucional e a aspiração de implantação efetiva de um Estado Democrático de Direito, como prescrito na Carta de 1988″, disse ele em nota. Na nota, Azêdo diz esperar que a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) recorra ao Congresso Nacional para “restabelecer aquilo que o Supremo está sonegando à sociedade, que é um jornalismo feito com competência técnica, alto sentido cultural e ético”. Ele informa que a ABI organizou o 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas em 1918 e aprovou “como uma das teses principais a necessidade de que os jornalistas tivessem formação de nível universitário”. (Da Folha de S. Pauloquarta-feira, 17 de junho de 2009
STF considera que jornalismo não precisa de diploma
Nove ministros já votaram. Apenas Marco Aurélio Mello votou pela exigência do diploma de nível superior para a concessão de registro profissional. Dois ministros ainda não votaram por estarem ausentes da sessão de hoje.
A tese vencedora consagra o entendimento de que não há necessidade de formação universitária porque o exercício do jornalismo não representa "risco de vida ao cidadão ao contrário da medicina, engenharia e direção de veículos".
Se essa tese do STF prevalecer para as demais profissões, ninguém seria mais obrigado a cursar direito para poder exercer a profissão de advogado, já que esta profissão também não oferece "risco de vida" à sociedade.
Munduruku e Muirapinima recebem recursos da Prefeitura de Juruti
O Festival das Tribos Indígenas de Juruti, envolvendo as tribos Munduruku e Muirapinima, já é patrimônio cultural do estado do Pará, e devido à importância do evento, o prefeito Henrique Costa tomou a iniciativa de negociar um novo local para o Tribódromo. “O espaço da apresentação se tornou pequeno tanto dentro da arena quanto fora. Então queremos construir um Tribódromo do modo que sonhamos para que atenda também os carros alegóricos prontos antes da festa e principalmente no final, em que as tribos não têm mais onde guardar as ferragens”, frisou o prefeito.
O Festribal acontecerá nos dias 30 e 31 de julho e 1º de agosto, no Tribódromo. A novidade deste ano, de acordo com o secretário municipal de Cultura, Edvander Batista, são as festas que vão acontecer na Arena Cultural, quando não estiver acontecendo o principal evento. O lançamento dos CDs das tribos também tem data marcada. Da tribo Muirapinima será no dia 4 de julho, e o lançamento da tribo vermelha e amarela será no dia 11 de julho, no Universo Munduruku.
(Fonte: Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Juruti)
Memória de Santarém, um marco no jornalismo regional
Escritos pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, os encartes quinzenais do jornal são o mais importante registro cultural, político e econômico de Santarém realizado no jornalismo santareno até esta data.
Os mais importantes fatos da história do município estão registrados em 72 páginas, formato standard. No final do ano, a série será publicada em formato de livro.
Graças à Memória de Santarém, os leitores podem acompanhar em linguagem remissiva, por exemplo, os episódios envolvendo a perseguição aos religosos alemães durante a II Guerra Mundial, a decretação de área de segurança nacional em Santarém, as maiores enchentes do século XX, as viagens dos naturalistas a Santarém no início do século XIX, além do perfil de personalidades artísiticas e políticas do município, entre centenas de temas abordados.
A série Memória de Santarém é editada pelo jornalista Miguel Oliveira e patrocinada pela Alcoa.
Chega de selvageria!: Vânia Maia
Caro Miguel,
Voltando ao batente, após uma semana ausente, tomei conhecimento do atentado contra seu patrimônio e gostaria de manifestar a nossa solidariedade diante deste ato covarde. As autoridades competentes têm o dever de apurar com rigor fatos como esse, pois é inadmissível que nos dias de hoje ainda aconteçam. É um atentado contra a liberdade de imprensa, contra a liberdade de todos os que militam no jornalismo e mantêm a população informada.
Nossa solidariedade. Chega de selvageria!
Vânia Maia
Agência do INSS de Santarém tem 70% dos funcionários em greve
Dos 27 funcionários lotados na agência do INSS em Santarém, apenas 6 estão atendendo aos segurados da Previdência Social.
São 19 previdenciários em greve desde ontem.
O atendimento está sendo feito, também, com a ajuda de estagiários.
SEMAB deu sumiço em dinheiro de convênio
Incra liberou mais de 400 mil reais para a SEMAB abrir 46 km de estradas no PDS Renascer, mas o dinheiro sumiu e estrada não saiu do papel
O desvio de recurso de um convênio entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a prefeitura municipal de Santarém pode ser o mais novo escândalo no governo municipal de Santarém. Desta vez, o problema está instalado dentro da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (SEMAB), responsável por executar as obras de estrada vicinal no projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Renascer, na região da Rodovia Curuá-Uma. Os mais de R$ 400 mil liberados pelo Incra se evaporaram e a estrada nunca saiu do papel.
O convênio de número 561822 previa a liberação de pouco mais R$ 805 mil para a construção dos 46 quilômetros de estrada que deveria cortar também o PDS Arara Azul II. Segundo informações do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) foram liberados para a prefeitura de Santarém pelo Incra R$ 402 mil, metade do valor total. No entanto, o Siafi aponta que a prefeitura de Santarém está inadimplente com a União por causa de irregularidades com o convênio, que foi cancela do devido ao não uso dos recursos na abertura das estradas.
Em maio, a reportagem do Novo Estado tentou chegar de carro, ao PDS Renascer, mas não conseguiu, pois não existe estrada para o assentamento, somente um ramal intransitável. Mas a reportagem conseguiu falar com moradores do projeto que confirmaram a inexistência da estrada que deveria ter sido aberta pela Semab, com os recursos do Incra. Dos 46 km de estrada, apenas um ramal com menos de oito quilômetros foi feito, sem qualquer condição de trafegabilidade. Os moradores estão no isolamento, enquanto os recursos liberados pelo Incra desapareceram.
Segundo informações dos assentados, da estrada que deveria ter sido feita sobrou somente uma placa indicativa do convênio, instalada na margem Da Rodovia Curuá-Uma. A placa, já deteriorada, indica a liberação dos recursos para a abertura da estrada. Os moradores dizem que a prefeitura chegou a contratar uma empresa que começou a fazer a abertura da estrada, mas os trabalhos foram paralisados no meio do ano passado, nas vésperas das eleições municipais. Sem estrada, só sobrou o abandono.
Ano passado, técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária fizeram uma vistoria nos assentamentos e constataram que os recursos liberados para a abertura das estradas foram desviados. Por isso, o Incra nacional cancelou o convênio. No entanto, no Incra de Santarém, os assentados encontram dificuldades para receber informações e não sabem se vai haver liberação de novos recursos ou o que vai acontecer para que a estrada saia do papel.
Segundo a assentada Lourdes Jardel Acácio Kulhkamp, da Associação PDS Renascer Arara Azul II, a unia estrada que dá acesso ao local é na verdade um ramal aberto ao meio da mata, sem quaisquer condições de trafegabilidade. Ele disse que os colonos não podem produzir nada, pois não existe como escoar a produção. Assim mesmo eles plantaram arroz, milho, abacaxi e outras culturas, na esperança de que os recursos liberados pelo Incra fossem efetivamente investidos na abertura da estrada para dar acesso ao assentamento. “Estamos isolados, por isso, poucas famílias de assentados estão morando lá”, diz.
Porto Trombetas recebe o IV Encontro de Responsabilidade Social
Porto Trombetas se prepara para receber mais uma edição do Encontro de Responsabilidade Social dia 20 de junho. O evento, promovido há quatro anos pela Mineração Rio do Norte (MRN) tem como objetivo principal apresentar os projetos sociais desenvolvidos pela empresa à população de Trombetas e das comunidades vizinhas.
Abaixo-assinado contra novo fuso horário será inócuo
Um dos argumentos usados pelo padre Edilberto Sena, líder do manifesto, é a exclusão dos municípios amazonenses do decreto. Manaus, por exemplo, continua com o antigo horário de Santarém.
Mas ontem, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou ontem projeto que altera o fuso horário de seis estados e unifica a hora legal em todo o território brasileiro. A proposta prevê que relógios sejam adiantados em uma hora em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Assim, todos os estados passariam a seguir a hora oficial de Brasília, que já vale para o restante do território nacional. O texto precisa passar pela Comissão de Relações Exteriores do Senado antes de ser votado na Câmara.
Autor do projeto, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), disse que a diferença de horário prejudica a atividade econômica nos estados que não seguem os ponteiros da capital federal.
Para o tucano, a unificação vai reduzir problemas no sistema financeiro, nos transportes aéreos e nas comunicações. Se aprovada, a proposta eliminará diferenças na programação das emissoras de TV. Em abril de 2008, o Senado aprovou projeto que reduziu em uma hora a diferença de fuso do Acre e de municípios do Pará e do Amazonas. O texto virou lei em junho.
Documento pró-Jatene recolhe assinaturas
Do Espaço Aberto:
Todos os dez deputados estaduais da bancada do PSDB na Assembléia Legislativa – Alexandre Von, Ana Cunha, André Dias, Bira Barbosa, Bosco Gabriel, Ítalo Mácola, Manoel Pioneiro, Suleima Pegado, Tetê Santos e o líder José Megale – já assinaram documento de apoio à escolha do ex-governador Simão Jatene como o candidato do partido à eleição do próximo ano.Além deles, também já assinaram o documento dois deputados federais – Zenaldo Coutinho e Wandenkolk Gonçalves. Nilson Pinto, o outro representante do PSDB na Câmara dos Deputados, já ofereceu demonstrações explícitas, dentro do partido, de que apoia as pretensões do senador Mário Couto de ser o candidato da legenda ao pleito do próximo ano.
É possível que o documento, após receber as adesões de prefeitos e de outras lideranças do partido, seja divulgado publicamente até o final desta semana. Seu teor é sóbrio. Não há ataques ou a mais remota crítica ao senador Mário Couto. Mas relaciona as razões pelas quais os signatários entendem que Jatene é o melhor nome que o PSDB do Pará dispõe no momento para encarar a disputa eleitoral no próximo ano.
Indústria do Pará tenta reagir a boicote à carne liderado pelo MPF
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, estima que apenas 1% da produção de gado do Estado é proveniente das fazendas e frigoríficos paraenses denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) e alvos do boicote comercial anunciados pelas redes Pão de Açucar, Carrefour e Wal-Mart Brasil. Mesmo assim, ele critica a denúncia, questiona o porquê da punição comercial não atingir outras regiões do país e defende até que o Pará se separe do resto do Brasil.
O setor pecuarista do Estado ganhou ontem o apoio da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) na mobilização contra a recomendação do MPF. Mas os produtores estaduais têm de encarar uma queda de R$ 10,00 na arroba do boi produzido no Pará. Essa queda na arroba, que passou de R$ 71,00 para R$ 61,00 como efeito da medida do MPF, deverá provocar queda nos preços do produto na venda ao consumidor final, porém atinge negativamente os produtores rurais com relação a custos, como declarou ontem o presidente da Faepa, Carlos Xavier.
A afirmação de Xavier contrasta com a declaração feita anteontem pelo presidente da União das Indústrias Exportadoras de Carne do Pará (frigoríficos), Francisco Victer, de que, com a recomendação do MPF, os supermercadistas poderão, nos próximos dias, passar a comprar carne de outros centros, o que encareceria o produto na mesa do belenense.
Segundo Xavier, 'essa medida é um profundo equívoco porque as fazendas detêm áreas antropizadas quando esse procedimento era permitido no País, inclusive, para fins de regularização pelo Incra, que definia 50% da terra para ser desmatada', alega.
Fiepa - Para o presidente da Fiepa, José Conrado, o principal efeito da medida do MPF com relação à carne paraense, que ele considera 'um corte radical' no setor, é que atinge a imagem dos produtos do Estado no mercado, em um momento em que o setor industrial retoma a busca por investimentos em solo paraense, após três anos sem uma política de incentivos fiscais definida.'O Pará é o Estado que mais recebe migrantes de outros pontos do País, e não pode ser penalizado com medidas dessa natureza.'
Ainda hoje, os pecuaristas se reúnem com técnicos do governo do Estado às 10 horas, e tem nova reunião amanhã, às 11 horas, na Fiepa, e à tarde, novamente com o governo do Estado, para formalizar uma contraproposta ao TAC a ser discutida com o MPF nesta sexta-feira.
Segundo Xavier, o Pará tem 180 mil propriedades, onde são produzidos 21 milhões de cabeças de gado. As 21 empresas denunciadas em ação do MPF por crimes de grilagem, devastação florestal e trabalho escravo são apontadas como as maiores, mas produzem em torno de 200 mil animais, diz.
Manchetes desta quarta-feira de O Estado do Tapajós
GADO ABATIDO EM SANTARÉM NÃO TEM CERTIFICADO DE PROCEDÊNCIA
CRIADORES DE PEIXES PODEM NÃO RECEBER ISENÇÃO DE LICENCIAMENTO
PREFEITURA TEM MAIS SECRETARIAS QUE A CIDADE DE SÃO PAULO
JORNAL DENUNCIA QUE SEMAB DESVIOU RECURSOS DE CONVÊNIO COM INCRA
ENCERRADA GREVE. PROFESSORES NÃO ACEITAM DAR AULAS AOS SÁBADOS
RECEITA FEDERAL NÃO TEM DATA PARA VOLTAR A ATENDER NO PRÉDIO DA ORLA
MOTORISTA ENVOLVIDO EM ACIDENTE GRAVE TERÁ CNH SUSPENSA
SUCESSÃO EM CARTÓRIOS DE SANTARÉM ESTÁ LEGAL
Livro resgata história de nordestinos na Amazônia
Você conhece a história da ocupação da Amazônia do Acre no período da Borracha? Sabe qual foi a importância das praias e dos barrancos para os nordestinos seringalistas que serviram de mão de obra do látex? Essas e outras questões referentes ao resgate da história que agrega os hábitos e os costumes dos nordestinos estão registradas no livro “Cultivando Praias e Barrancos: nordestinos, feitos seringueiros, ocupam a Amazônia do Acre", que será lançado nesta quinta-feira, 18 de junho, cuja autoria é dos professores da Universidade Federal do Pará José de Arimateia do Rego, Marcondes Costa e Henrique Almeida.
“Lançar este livro significa ter vencido um grande desafio”, afirma Marcondes Costa. Segundo o autor do livro, a obra é fruto de dois projetos de pesquisa da UFPA apoiados pelo CNPQ e será importante para compreender a importância das praias e dos barrancos no período de decadência da borracha na Amazônia do Acre. “É importante compreender que essas localidades, além de agregarem e revelarem os hábitos, os costumes e a identidade dos nordestinos, foram de essencial importância para a sobrevivência dos nordestinos no período crítico da borracha, já que serviram para a produção da agricultura”.
E nós, habitantes da Amazônia, conhecemos a história da nossa região? De acordo com o professor José de Arimateia do Rego, o livro será importante para aprofundarmos nossos conhecimentos acerca da região amazônica, a exemplo da integração do Acre ao Brasil. Ele informa, ainda, que a obra contém um levantamento histórico, social, científico e cultural diferenciado das praias e dos barrancos.
O livro fará, inclusive, um resgate à história para que se esclareça por que essas terras foram cultivadas e fizeram com que os nordestinos seringalistas se fixassem ao local. Um dos autores do livro, o professor Henrique Almeida, disse que as riquezas da localidade e os diversos produtos de subsistência, como feijão, milho e arroz, foram os principais fatores que fizeram os seringalistas ficarem no Acre, já que se encontravam em péssimas condições de vida. “É importante saber que essas terras ainda são muito boas e podem ser aproveitadas, desde que se tenha incentivo”, declara.
O lançamento do livro será realizado pelo Grupo de Mineralogia e Geoquímica Aplicada (GMGA) e ocorrerá a partir das 17:00 horas, no Museu de Geociências da UFPA.
(Ascom/UFPA)
Sindicato dos Jornalistas do Pará
O Sindicato dos Jornalistas do Pará vem a público prestar solidariedade a um dos diretores do Jornal O Estado do Tapajós, jornalista Miguel Oliveira, que foi vítima de grave ato de violência cometido na noite da última quinta-feira (11), quando dois elementos apertaram o botão da campainha da residência do jornalista, que é o editor-chefe do jornal.
Ao serem atendidos, perguntaram se o jornalista se encontrava
A situação de violência cometida contra jornalistas é preocupante e, especialmente neste caso, exige a atuação imediata das autoridades da área de segurança pública, para que proceda a apuração necessária dos fatos de forma isenta. Precisamos dar um basta nesta onda de violência e atentados cometidos contra jornalistas, que vem se acirrando, respaldada pela impunidade observada nos últimos anos.
A violência contra o jornalista do O Estado do Tapajós não pode ficar impune. Ela é exemplar das dificuldades que os jornalistas da Região Norte enfrentam no seu cotidiano de trabalho, oprimidos por grandes grupos empresariais e/ou por políticos que não titubeiam em empregar a violência para calar aqueles profissionais que não rezam em suas cartilhas coronelistas.
É importante ressaltar ainda, que vivemos em um estado democrático onde é inadmissível a perseguição a jornalistas, que tem como principal papel o de agente social: denunciando injustiças, formando opinião, informando a sociedade. Que País é este que estamos construindo, onde um jornalista tem seu automóvel quebrado por prestar um relevante serviço à sociedade, que é o de informar?
Diante destes fatos, o Sindicato dos Jornalistas do Pará declara total apoio ao jornalista Miguel Oliveira, que ele continue a sua jornada difícil, porém imprescindível e inadiável, do exercício da profissão, sem intimidar-se, sem calar-se.
A Diretoria
Lira Maia propõe área de livre comércio de Santarém
Em pronunciamento, Maia fez questão de ressaltar o trabalho desenvolvido pelo advogado tributarista Helenilson Pontes, que participou ativamente da elaboração do projeto e que tem buscado difundir a proposta de criação da área de Livre Comércio de Santarém.
Maia também enfatizou a importância de Santarém como o principal fornecedor de serviços e produtos da região oeste do Estado do Pará, com localização estratégica para apoio aos Municípios da região, principalmente aos grandes projetos ali implantados, tais como projeto da Alcoa em Juruti; Mineração Rio do Norte em Oriximiná, Hidroelétrica de Belo Monte em Altamira, dentre outros.
Prefeitura de Santaré tem mais secretarias que prefeitura paulistana
Sr Editor
Não se trata de implicância, querer ser do contra, provocar desconforto, absolutamente nada disso.
Apenas uma constatação de fatos e uma explicação se é que ela pode ser dada pelos nossos dirigentes municipais.
Toda vez que se cobram obras, qualquer uma delas, sempre vem uma explicação que não há verbas e que precisam obtê-las e assim conseguirem executar tal obra. Em resumo, não há dinheiro, não há recursos.
Se não há verbas, como conseguem abrir tantas novas secretarias? Com que recursos irão fazer essas secretarias se movimentarem? Afinal imagina-se que uma secretaria é composta por secretário, funcionários, equipamentos, veículos, local de trabalho, etc. Sem verba como fazer executar o trabalho proposto?
Normalmente quando não há recursos tenta-se enxugar ao máximo para que se possa diminuir os gastos. Parece que aqui andamos na contramão da economia e do bom gerenciamento, ou seja, mesmo sem dinheiro aumentamos nosso quadro com mais secretarias e mais custos.
Comparando a outros centros vemos o quanto na contramão andamos. Belém a nossa capital com quase 1.5 milhões de habitantes possue com função de secretárias tão somente 14 secretarias. A capital do Espírito Santo, Vitória uma cidade com mais de 3,5 milhões de pessoas, existem 12 ao nível de secretarias. A cidade de São Paulo a maior do País com mais de 19 milhões de pessoas existem 25 secretarias e tendo uma Secretaria de Agricultura somente. . E Santarém com 300 mil habitantes chega agora com o novo loteamento eleitoral na casa das 21 secretarias sendo que na área da Agricultura é preciso ser dividida.
A questão é apenas entender.
Alguém já me disse que eu sou muito ingênuo em termos políticos. Tenho que dar razão a quem disse. Uma matéria que nunca fiz questão de estudar, mas apenas que me incomoda porque o meu dinheiro embutido em vários impostos é que está indo pelo ralo nessa festa do boi feita com dinheiro alheio.
Talvez a imprensa que sempre consegue as respostas nos possa elucidar como todo isso é possível.
Antenor Pereira Giovannini – aposentado que vive com salário de aposentado
terça-feira, 16 de junho de 2009
Secretário desmente prefeita
Pode ter sido falha de edição, mas na televisão ainda há pouco, o secretário de administração Cássio Portela desmentiu a prefeita Maria do Carmo.
Na matéria anterior do telejornal, ao ser questionada se a prefeitura dispunha de recursos suficientes para bancar a instalação de mais 4 secretarias municipais, Maria respondeu que sim
Em outra matéria, exibida em seguida, perguntado se a prefeitura ia chamar os concursados, o secretário de administração disse que não porque a prefeitura estava atravessando uma crise financeira e não dispunha de recursos.
Quer dizer: para pagar o pessoal do cabide de emprego, pode. Para chamar os concursados, não pode!
Projeto de Lei garante maior fiscalização do Governo do Estado pelos Deputados
Projeto de Lei, de iniciativa do deputado estadual Alexandre Von (PSDB/PA) e subscrito por parlamentares de diferentes legendas, garantindo ao Deputado Estadual acesso ao Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (SIAFEM) e ao Sistema de Gestão dos Programas do Estado do Pará (GP Pará), começou a tramitar nesta data (16/06/2009) na Assembléia Legislativa do Estado do Pará. Com a aprovação do Projeto de Lei, objetiva-se assegurar que todos os parlamentares estaduais detenham senha de acesso aos sistemas de controle da execução financeira e orçamentária e aos programas executados pelos diferentes órgãos públicos estaduais.
De acordo com o deputado Alexandre Von, \"para que possamos potencializar o desempenho de nossos mandatos, em especial com referência ao papel fiscalizador, necessitamos de acesso a informações do Poder Executivo que digam respeito à execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil dos organismos estaduais, bem como à gestão dos programas desenvolvidos pelo Governo do Estado\".
Com a transformação dessa matéria legislativa em Lei Estadual, Von acredita que os parlamentares estaduais disporão de um instrumento a mais para o exercício da prerrogativa constitucional de fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos.
(Fonte: Assessoria Parlamentar)
Os covardes: Erasmo Maia
Caro Miguel,
Os cavardes sempre buscam a violência para mostrarem que são poderosos.
A POLÍCIA tem a obrigação de exclarecer este fato, pois do contrário ações dessa natureza se tornarão corriqueiras em nosso município.
Minha solidariedade!
E que os culpados sejam encontrados e punidos na forma da lei!
Erasmo Maia
Vereador
CCJ aprova projeto que declara cuias de Santarém patrimônio cultural
A matéria segue para Comissão de Educação, cultura e Saúde - CECS, e deve ser analisada pelo relator designado, para só então ir à votação em plenário.
Depois que a Lei for aprovada pelos parlamentares, haverá um incentivo à preservação desta arte, por parte do poder público, conforme estabelece o art. 6º da Lei Estadual Nº 5.629/1990 que dispõe sobre a preservação e proteção do patrimônio histórico, artístico, natural e cultural do Estado do Pará. As Cuias Pintadas de Santarém são artesanatos típicos desse município.
(Fonte: Assessoria Parlamentar)
Diretor do Basa é preso pela Polícia Federal
O diretor foi preso em sua residência, em um condomínio fechado no bairro do Jurunas,
As execuções das ordens judiciais estão sendo cumpridas
Enchente pode tudo
Mas não se tem notícia de que a cheia tenha atingido a cumeeira do mercado Modelo, até hoje descoberta à espera de telhado.
A prefeita deveria arranjar outra desculpa para esse descaso mais que evidente com o patrimônio público
Lúcio Flávio Pinto: Centenário sem brilho
Freqüentei intensamente o imponente palácio Lauro Sodré durante o segundo mandato do coronel Alacid Nunes (de
Quando a questão era de finanças, o general Rubens Vaz sempre estava disposto a dividir a morigerada pitada no seu interminável cigarro com preleções didáticas e alguns números. Mas se a conversa era para abranger tudo que fosse humano, tinha que arrastar o professor Machado Coelho para a janela mais próxima. Era para dispersar as gargalhadas mútuas na dialética da prosódia – a dele, erudita, sem perder a jovialidade e a picardia.
Inocêncio Machado Coelho teria completado um século, no mês passado, se não tivesse mudado de estrela em 2001, quando seguiu no rumo de Celina, a sua musa, perda que o consumiu até o derradeiro dos seus dias. Houve um convescote intelectual para celebrar a data na Unama e um artigo de jornal de um dos seus ilustres filhos, o historiador Geraldo Coelho. E nada mais. Não é de surpreender. As novas gerações perderam o contato com o mestre. Um livro até foi editado com saborosos artigos que ele escreveu para a imprensa. Mas a distribuição falhou e os volumes devem ter estacionado em algum depósito. A divulgação foi quase nula. Mandei exemplares para dois amigos, apreciadores da fina escrita, e eles adoraram. É efeito inevitável: Machado Coelho escrevia como um clássico, mas sem pose. Com brilho, vivacidade e irreverência. E o que é mais raro: também com profundidade.
Mas escreveu pouco e publicou quase nada em vida na forma mais perene (ainda), a do livro. O que ele queria era ler, conversar com os amigos e circular pela cidade, de “flosô”, como se dizia. Foi fundamental para os que tiveram o privilégio de estar no seu pequeno e seletivo auditório, durante os longos serões na sua imensa e acolhedora casa, primeiro na Assis de Vasconcelos e, depois, na avenida São Jerônimo (rebatizada para governador José Malcher pela mania de nominar o que devia ser eterno).
Como Virgílio na Divina Comédia de Dante, Machado Coelho era o melhor dos guias sobre o que ler e como ler, do inferno ao paraíso, em português e em francês, sua língua afetiva, que dominava o bastante para poder bem traduzir poetas, como os simbolistas. Não só indicava e comentava: ia também buscar o volume referido, singrando pelas passagens necessárias. E o que não faltava na sua retaguarda eram volumes, aos milhares.
Se faltasse, ele atravessava a parede e ia para o outro lado, à biblioteca do seu par cultural, o outro mestre, Francisco Paulo do Nascimento Mendes, que também atendia por Chiquinho e Ratinho, se a voz era conhecida. Era ele que mais ia ao outro lado, regressando, às vezes, com ataques de fúria, inevitáveis nas discussões apaixonadas que se seguiam. O mundo acadêmico congelou a paixão. O intelectual virou numismata, colecionador de conceitos, estripador de entranhas.
Hoje as duas bibliotecas estão reunidas na mansarda, transmitida à família. O centenário do pequeno grande Machado podia ter sido a hora certa para abri-las à visitação pública, prolongando aqueles saraus, que, se não voltam mais, podem ser reinventados através da consulta aos preciosos volumes, a impressão definitiva dos seus donos e leitores, seu renascimento em terceiros que lhes seguirem na paixão que os moveu. Talvez, à margem dos papéis, a memória anotasse a época que passou, quando um governo se fazia com meia dúzia de assessores (e não por centenas deles) e sabíamos o que eram ou faziam pela simples enunciação dos seus nomes. O de Inocêncio Machado Coelho pode ser imediatamente associado à mais elevada das culturas humanas, em Belém ou em qualquer outro lugar.
Minc garante que Belo Monte vai a leilão
| Ronaldo Brasiliense O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que há cinco hidrelétricas com licenciamento pendente na esfera do ministério e assegurou que a usina de Belo Monte, no rio Xingu, sudeste do Pará, estará devidamente autorizada a tempo do leilão, previsto para o segundo semestre. No entanto, o ministro garantiu que duas dessas cinco não deverão ser licenciadas. "As pessoas têm que se acostumar no Brasil. Sempre que você resolve não dar a licença (para um empreendimento), você vira um inimigo do progresso. Isso não é assim", criticou o ministro, que participou de evento na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e lembrou que, na época em que era secretário de Meio Ambiente do Rio, vetou a instalação de uma termelétrica de US$ 1 bilhão no Estado. |
TJE diz que só anula concurso após análise
Fim da greve dos professores teve o dedo de Ana Júlia
Se fosse pela posição unilateral da Seduc, não teria havido acordo.
Em Santarém, o Sintepp via fazer apenas uma reunião pro forma para anunicar a volta às aulas.
Semab perde orçamento e PSB emplaca mais um
Coordenadora de quê?
Não seria de ação global?
Deve ser por isso que o caso dos supersalários dos médicos do HMS saiu da telinha.
Vereador Denuncia “Operação Tartaruga” nas Obras do Mercado Modelo
O vereador afirmou que há um grande descontentamento para com a Construtora responsável pelas obras do Mercado Modelo, que segundo informações recebidas a construtora estaria pedindo lajotas, forro para colocar nos boxes.
Nélio Aguiar ressaltou que é preciso saber o teor do contrato da empresa com a prefeitura, para identificar o que é obrigação da empresa e o que é do permissionários dos boxes, pois segundo o vereador, a empresa está fazendo “operação tartaruga” com o objetivo de obrigar os comerciantes comprarem materiais para os boxes.