quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Liminar suspende licença do Ibama para hidrelétrica do Teles Pires


Miguel Oliveira
 
A juíza federal Hindi Kayath expediu liminar, ontem, para suspender o ato do presidente do Ibama, Abelardo Bayma, que assinou, na última quinta-feira, as licenças prévias para as hidrelétricas de Teles Pires, Estreito e Cachoeira e  para as linhas de transmissão associadas.  
A hidrelétrica Teles Pires que será construída a 392 Km da foz do rio de mesmo nome, entre as cidades de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA). A juiza considerou que há falhas no processo de licenciamento ambiental e determinou que a licença seja suspensa até que as falhas sejam sanadas ou até o final da Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal. 

Em seu despacho, Hindi Kayath entendeu que " não há como se permitir que o processo de licenciamento da UHE Teles Pires tenha continuidade uma vez constatado tamanhas falhas. A concessão da licença prévia, noticiada pelo IBAMA às fls. 152, não poderia ter sido expedida, haja vista que o EIA/RIMA encontra-se completamente maculado de vícios que precisam ser sanados".

Veja a parte final do despacho:

Isto posto, diante dos fatos e fundamentos ora expendidos, defiro a liminar para suspender o processo de licenciamento ambiental da UHE Teles Pires, suspendendo também os efeitos da Licença Prévia concedida pelo Ibama até decisão final da presente ACP ou até que sejam sanados os vícios do EIA/RIMA, a fim de que atenda às disposições da Resolução CONAMA nº. 01/1986, sob pena de multa diária no valor de R$-100.000,00 (cem mil reais), em caso de descumprimento da presente decisão.
Citem-se os requeridos para, querendo, apresentarem contestação no prazo legal.
P.R.I.
Belém, 14/12/2010
 HIND GHASSAN KAYATH
Juíza Federal da 2ª Vara no exercício da 9ª Vara

Procurador dá parecer contrário a nova eleição para senador no Pará

AMAZÔNIA JORNAL

O procurador regional eleitoral, Daniel Azeredo Avelino, enviou ontem ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Pará (TRE-PA) seu parecer contrário ao pedido do PMDB-PA de novas eleições ao Senado. No documento, ele lista várias justificativas, como pedido protocolado fora do prazo, a não necessidade de maioria absoluta para definição do resultado final da apuração e ainda que situações envolvendo candidatos com registro de candidatura indeferido - como foi o caso do candidato do partido, Jader Barbalho - não podem justificar nulidade de um pleito.
Por fim, Azeredo pede extinção do processo sem julgamento do mérito. Se for julgado, o procurador recomenda que o pedido feito pelo PMDB seja desprovido. No entanto, a expectativa é de que o julgamento aconteça amanhã, na penúltima sessão do ano do TRE. Nos próximos dias, Azeredo deve enviar à Corte cerca de 12 recursos que contestam a prestação de contas de vários candidatos, incluindo Jader.
No parecer, Avelino alega que o pedido é descabido porque "quem dá razão à nulidade não pode se beneficiar dela", ou seja, o ex-deputado federal ou qualquer outro envolvido nessa eleição não poderia concorrer novamente. Ele informa ainda que qualquer reclamação relacionada à apuração final só poderia acontecer até cinco dias depois aprovação e homologação do resultado, o que aconteceu em 6 de outubro. O pedido do PMDB data de 16 novembro, e foi considerado então pelo procurador como "intempestivo".
O procurador descreve ser impossível dar declaração de nulidade quando o pedido vem "da parte que lhe deu causa". Azeredo Avelino detalha que candidatos com registro de candidatura indeferido concorreram por sua conta e risco, e a validade dos votos recebidos dependia de decisão do Superior Tribunal Federal (STF) - e ela não favoreceu Barbalho. É citado ainda que a necessidade da maioria absoluta para definição do resultado - o 50% + 1 - vale para todos os cargos majoritários, com exceção do cargo de senador, que é eleito pela condição de "maioria simples".
O parecer explica ainda que os votos considerados válidos nesse pleito são os nulos (que manifestam decisão apolítica do eleitor), brancos e os creditados aos demais candidatos com registro de candidatura deferido. Os votos recebidos por quem concorreu sem registro de candidatura - caso de Jader e também de Paulo Rocha, do PT - foram engavetados e tinham validade condicionada às decisões do STF, e o decorrer dos julgamentos configurou uma situação de "invalidade originária pura e simples". O documento cita que foram 7,02% brancos, 10,18% nulos e esses somados aos votos dos considerados eleitos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flexa Ribeiro (PSDB) e Marinor Brito (PSOL), somam 51%.

Embaixador dos EUA apóia a redução de reserva legal da Amazônia



Em telegrama, embaixador é favorável à redução de reserva legal

Por  Natalia Viana, no blog CartaCapital/WikiLeaks


O Código Florestal, cuja proposta de alteração volta à plenária da Câmara hoje, foi tema de um telegrama escrito pelo embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, em fevereiro deste ano.
Nele, Shannon transmite uma visão favorável à redução da reserva legal – uma das principais propostas do projeto de lei de de autoria de Aldo Rebelo.
O PL prevê reduzir a proporção da propriedade que deve manter a vegetação nativa (por exemplo, na Amazônia ela cairia de 80% para 50% da propriedade), além de extinguir a exigência da reserva legal para pequenas propriedades. O projeto também anistia quem não preservou e ocupou indevidamente encostas e beiras de rios.
A bancada ruralista no Congresso pressiona pela votação do projeto ainda este ano, enquanto o governo quer deixar para o próximo. O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP) colocou o pedido de urgência na tramitação em votação, mas garantiu que a votação do projeto em si só sai no próximo ano.
Foco na Amazônia
O telegrama enviado por Shannon às 19:01 do dia 10 de fevereiro deste ano começa com um apanhado histórico sobre a legislação para depois entrar em detalhes sobre a questão da reserva legal.  O foco  é a Amazônia. Segundo Shannon, se justifica a decisão do governo Lula de postergar a aplicação da lei – que prevê multas e sanções para os fazendeiros que não respeitarem a reserva legal. “Não é nenhuma surpresa que o governo tenha evitado transformar milhões de fazendeiros em criminosos que poderiam perder suas terras; especialmente em face das eleições de outubro de 2010″.
Ele duvida que o governo consiga efetivamente aplicar a lei – e prevê que pode haver violência se o fizer.
“Se o governo quiser com seriedade penalizar um grande número de donos de terra em violação ao Código Florestal, pode esperar uma dura oposição e possivelmente até um combate violento como aqueles que aconteceram na cidade de Tailândia no ano passado, depois que o governo fiscalizou madeireoso ilegais em Novo Progresso, onde mesmo pesquisadores brasileiros vistos como ‘xeretas’  foram expulsos”. Na ocasião, protestos de madeireiros interromperam uma operação de fiscalização ralizada pelo Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente do Pará.
Shannon se reuniu com um representante da Confederação Nacional da Agricultura, de quem não cita o nome, e comenta que as propostas para reduzir para 50% a reserva legal “possibilitariam que uma grande quantidade de fazendeiros que não conseguem se sustentar economicamente respeitando a reserva de 80% possam seguir a lei”.
Para ele é uma “infelicidade” que projetos como o Zoneamento Ecológico-Econômico, que autoriza a redução de até 50% da área para fins de recomposição de reserva legal, não possam ser adotados mais amplamente. Ao mesmo tempo, o diplomata reconhece o progresso do governo no combate ao desmatamento e elogia ações no sentido de regularizar a situação fundiária da região norte. “Nunca tendo sido implamentada,  (a reserva legal) serviu principalmente como ponto de disputa entre os fazenderios e  ambientalistas, enquanto outras políticas menos controversas têm sido eficazes em reduzir as taxas de desmatamento na Amazônia”, conclui Shannon. “Se as taxas de desmatamento continuarem a cair, então o movimento ambientalista pode mostrar mais fexibilidade em um compromisso mais pragmático em relação ao Código Florestal quando o tema voltar à pauta em 2011″, aposta o embaixador.

Câmara inclui agressão de namorado na Lei Maria da Penha

Agência Câmara
 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira (14), em caráter conclusivo, a inclusão das agressões feitas pelo namorado na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), que estabelece uma série de garantias para a mulher em situação de violência doméstica e familiar.

A Lei Maria da Penha garante, no atendimento a essas mulheres, que:

- a polícia ofereça proteção à vítima, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário;
- encaminhe-a ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal;
 - forneça transporte a ela e a seus dependentes para abrigo ou local seguro, quando houver risco de vida; e
- se necessário, acompanhe-a para assegurar a retirada de seus pertences do local da ocorrência ou do domicílio familiar, informando a ela os direitos garantidos pela lei e os serviços disponíveis.

Aplicação da lei

A inclusão das agressões feitas pelo namorado na Lei Maria da Penha foi proposta pela deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), no Projeto de Lei 4367/08. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família e, agora, será encaminhada para análise do Senado.

O objetivo da proposta, segundo Elcione, é impor a adequada aplicação da lei, o que, afirma, não vem sendo feito pelo Judiciário. A deputada argumenta que os juízes têm entendido que as agressões cometidas por ex-namorados não se enquadram na Lei Maria da Penha.

Ela cita entendimento do Superior Tribunal de Justiça, em que se afirma que a lei não abrange a relação de namoro porque ela não se refere a qualquer relação, mas somente às relações íntimas de afeto, categoria na qual não se encaixaria o namoro. Assim, esses crimes são tratados na legislação penal comum, mais amena.

Lacuna legislativa
O relator na CCJ, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), afirmou que a proposta é necessária porque há uma lacuna legislativa ao não se reconhecer o namoro como relação íntima de afeto. Ele explicou que isso também permitirá aplicar as medidas de proteção de urgência, que proporcionariam mais segurança à mulher e inibiriam a prática de crimes dessa natureza.

De um governo para o outro


As obras de ampliação do sistema de abastecimento de água de Santarém, iniciadas pela governadora Ana Júlia com recursos do PAC, serão concluídas e inauguradas pelo governador eleito Simão Jatene.

Tricô político


Diferentemente do que ocorreu em praticamente todo o seu governo, a governadora Ana Júlia e a prefeita de Santarém Maria do Carmo têm se falado constantemente pelo telefone.

Dois candidatos a prefeito de Santarém


O deputado estadual reeleito Alexandre Vom(PSDB) e o vereador Maurício Corrêa(ainda no PMDB) disputarão a sucessão da prefeita Maria do Carmo.

Mega-Sena acumula e deve pagar R$ 20 milhões hoje


Nenhum bilhete acertou as seis dezenas do concurso 1.239 da Mega-Sena, que foi sorteado no sábado (11). Com isso, o prêmio acumulou e deve pagar R$ 20 milhões nesta quarta-feira para a aposta vencedora do sorteio, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal.
Os números sorteados pelo concurso realizado em Guarulhos, na Grande São Paulo, foram 01 - 15 - 37 - 39 - 48 - 52.
No total, 57 apostas acertaram a quina e vão receber R$ 27.226,64 cada uma. Já a quadra teve 3.794 ganhadores, que levaram R$ 584,35 cada uma.
Na última quarta-feira (8), nenhum bilhete acertou os seis números do concurso 1.237, e o prêmio acumulou. Na ocasião, os números sorteados pelo concurso realizado em Guarulhos, na Grande São Paulo, foram 13 - 14 - 24 - 39 - 40 - 45.
Quem quiser tentar a sorte no próximo concurso, deve fazer suas apostas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio. A aposta mínima, de seis números, custa R$ 2.
MEGA DA VIRADA
As apostas para a Mega da Virada já podem ser feitas em todas as lotéricas do país. A estimativa da Caixa Econômica Federal é de que o prêmio para esta edição da loteria deva atingir R$ 150 milhões. No ano passado, o prêmio foi de R$ 144,9 milhões --o maior valor já pago pela Mega-Sena.
O sorteio da Mega da Virada será realizado na véspera do Ano Novo, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com transmissão ao vivo pelos canais de TV abertos. Assim como em 2009, a Mega da Virada não vai acumular. Se não houver ganhadores na faixa principal, o prêmio será rateado entre os acertadores da Quina e assim por diante.(Folha On Line)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vereadores garantem orçamento para movimento em favor do Estado do Tapajós


A proposta orçamentária da Prefeitura de Santarém para 2011estimada em R$ 504 milhões e 30 mil ganhou duas emendas dos vereadores, hoje, quando foi aprovada pela Câmara de Vereadoes. 

A que institui o fundo para o movimento em favor da criação do Estado do Tapajós, no valor de R$ 300 mil e a emenda da Liga Esportiva de Santarém (esporte amador), avaliada em R$ 265 mil.

Vereadores brigam em sessão da Câmara de Itaituba

Itaituba ganha um deputado federal


Com as licenças de Zenaldo Coutinho e Nilson Pinto para compor o secretariado de Simão Jatene, os suplentes André Dias e Dudimar Paxiúba assumem o mandato de deputado federal.

Dudimar Paxiúba tem base política em Itaituba e será candidato a prefeito daquele município em 2012.

Cinco nomes são anunciados por Simão Jatene


Seduc- Deputado federal reeleito Nilson Pinto(PSDB)
Sespa- Médico Hélio Franco
Casa Civil - Deputado federal reeleito Zenaldo Coutinho(PSDB)
Secretaria de Segurança Pública - Delegado Luiz Fernandes
Procuradoria Geral do Estado - Caio Trindade.

Novos secretários de Jatene. Acompanhe pelo twitter do Blog do Estado


Jatene anuncia secretários:

Saiba os nomes aqui. www.twitter.com/BlogdoEstado

Avião com líderes da Igreja da Paz sofre acidente em Morais de Almeida


O avião em que viajavam 3 pessoas, sendo dois líderes da Igreja da Paz - Pr. Timóteo Huber(missionário no Japão), que veio ao Pará apenas para dar uma conferência, e o Pr. Nilton Cordeiro -  e o filho de Nilton, Marcos Cordeiro, sofreu avarias, ao pousar, no final da tarde de ontem, na pista de Morais de Almeida, distrito do município de Itaituba.
O grupo evagélico estava fazendo supervisão em algumas igrejas da região da Br-163.
O avião bateu uma das asas na pista de pouso, que estava molhada.
O piloto e os três passageiros não sofreram nenhum ferimento.

MP apura eventuais irregularidades na prestação de serviços públicos de saúde pela prefeitura de Santarém

DIÁRIO OFICIAL Nº. 31810 de 14/12/2010
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ
RESUMO DA PORTARIA Nº 008/2010-MP/1ª PJCV/SANTARÉM
                                         Número de Publicação: 188823
RESUMO DA PORTARIA Nº 008/2010-MP/1ª PJCV/SANTARÉM

A 1ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA CÍVEL DE SANTARÉM torna pública a instauração de PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO PRELIMINAR, que se encontra à disposição na Travessa 15 de Agosto, nº 120, Centro, Santarém/PA.
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO PRELIMINAR Nº 008/2010-MP/1ª PJCV/SANTARÉM
Assunto: Apurar eventuais irregularidades na prestação de serviços públicos de saúde pelo Município de Santarém.

Santarém/PA, 29 de novembro de 2010.


JOSÉ FRAZÃO SÁ MENEZES NETO
                                                Promotor de Justiça

Jatene anuncia primeiros secretários


O governador eleito Simão Jatene anuncia as 11h30, na sede do PSDB, os nomes dos primeiros 4 secretários estaduais de sua equipe de governo.

CBF vai unificar títulos nacionais de 59 a 70


O Rei se prepara para assumir o trono também no Brasileirão. Pelé vai virar, ainda este mês, o “Senhor do Campeonato Brasileiro”. O anúncio será feito pela CBF, que vai oficializar a unificação dos títulos brasileiros de 1959 a 1970. Um velho pedido de Santos, Palmeiras, Fluminense, Bahia, Botafogo e Cruzeiro. Pelé será a grande atração da cerimônia que vai ser promovida pela entidade. Com a mudança de critérios, o Santos vai passar a ter mais seis títulos nacionais e Pelé vai superar Zinho e Andrade, que com cinco conquistas atualmente são os maiores vencedores da competição. Além do Rei, Coutinho, o volante Lima e o meia Mengálvio participaram das seis campanhas de 1961, 1962, 1963, 1964, 1965 e 1968.
O Peixe vai ser o maior beneficiado com a mudança da CBF. O Santos passará a ser o maior vencedor nacional com oito conquistas. O Palmeiras, que vai ter mais quatro títulos incorporados na história, também será octacampeão. Os dois rivais paulistas vão superar São Paulo e Flamengo, que atualmente são os maiores vencedores, com seis títulos cada.
O Bahia vai passar a ser considerado oficialmente o primeiro campeão brasileiro, mérito que atualmente pertence ao Atlético-MG, vencedor em 1971. Cruzeiro, Botafogo e Fluminense também vão passar a ter mais um título na coleção. Os títulos que a CBF vai passar a contar na lista de campeões nacionais:
Taça Brasil
1959 – Bahia
1960 – Palmeiras
1961 – Santos
1962 – Santos
1963 – Santos
1964 – Santos
1965 – Santos
1966 – Cruzeiro
1967 – Palmeiras
1968 – Botafogo

Torneio Roberto Gomes Pedrosa / Taça de Prata
1967 – Palmeiras
1968 – Santos
1969 – Palmeiras
1970 – Fluminense

(Gerson Nogueira com informações do bola Primeira Mão)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Imaginário amazônico em foco

O imaginário amazônico presente em histórias repassadas de geração a geração foi a inspiração para o projeto realizado por Elizangila Dezincourt, contemplado pelo edital de Bolsas de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística 2010, do Instituto de Artes do Pará (IAP). O espetáculo “O Fantástico Expressionismo do Imaginário Amazônico” será apresentado nesta terça (14), às 19h, no Cine Sesc de Santarém, dentro do Circuito das Artes.

Elizangila explica que iniciou a pesquisa recolhendo histórias nos municípios de Óbidos, Oriximiná, Alenquer, Juruti e Santarém. Ela visitou bibliotecas, universidades e entrevistou pessoas conhecidas como contadores de histórias em diversas comunidades. “Encontramos diferentes versões das mesmas histórias, como as lendas do boto e da cobra grande. Mas em todos os lugares os contadores ligam essas histórias à vida deles, como testemunhas ou mesmo protagonistas”, revela.
Todos os depoimentos foram registrados em cinco vídeos e transcritos junto com o material bibliográfico. Elizangila fez uma triagem do material levantado e, a partir daí, criou o espetáculo.

“Foi um processo difícil, pois se trata de um material muito amplo e rico, mas graças à bolsa do IAP, pude desenvolver o projeto com a seriedade e a profundidade que o tema exigiu”, conta Elizangila, que além da pesquisa, assina o texto e a direção da peça.

Com formação em Letras, a pesquisadora pretende agora desdobrar o projeto, editando os vídeos com recursos de animação para ilustrar as histórias, além de lançar um livro. Em janeiro ela irá realizar uma temporada de O Fantástico Expressionismo do Imaginário Amazônico”, percorrendo as cinco cidades visitadas durante a pesquisa.

SERVIÇO
Circuito das Artes, com resultado das Bolsas de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística 2010, do Instituto de Artes do Pará (IAP). Terça-feira (14), às 19h, no Cine Sesc de Santarém (Rua Floriano Peixoto, 535, Centro), espetáculo O Fantástico Expressionismo do Imaginário Amazônico”, de Elizangila Dezincourt. Apoio: Sesc Pará. Entrada franca. A programação do Circuito das Artes segue até janeiro de 2011, sempre com entrada franca. Mais informações: 4006-2945(Fonte: Blog do IAP)

Rede Celpa é criticada por péssimos serviços em Juruti

Assessor especial de Governo, Antonio João; promotora de Justiça, Lilian Regina Braga; gerente regional da Celpa, Reinaldo Pereira; prefeito de Juruti, Henrique Costa; gerente comercial da Celpa, Alexandre Freitas; professor Lima

A Prefeitura Municipal de Juruti realizou hoje, 13 de novembro, no Salão Dom Bosco, uma grande audiência pública sobre o fornecimento de energia elétrica no município, proveniente de uma série de interrupções que provocaram inúmeros prejuízos à população jurutiense no mês de novembro.

Aproximadamente 600 pessoas participaram da audiência, incluindo o Ministério Publico, Câmara de vereadores, Movimentos Sociais, sociedade civil, empresários e dois representantes da Rede Celpa. Alunos da rede pública estadual de Juruti enviaram uma carta de repudio aos péssimos serviços da Celpa com 187 assinaturas da escola Vereador Raimundo de Sousa Coelho.

Segundo o gerente regional,da Celpa Reinaldo Pereira, há um planejamento de ações preventivas e de investimentos que vão atender adequadamente as necessidades de Juruti e da região Oeste do Para previstas para 2010 a 1014, porém a promotora de Justiça, Lilian Regina Braga, lembrou que em agosto deste ano foi deferida uma liminar que obriga a Celpa a melhorar seus serviços e a diminuir em 30% de taxas e impostos cobrados, no período de 60 dias, e essa liminar ainda não foi cumprida.

O prefeito Henrique Costa se manifestou afirmando que há muitos anos a Celpa não faz investimentos na distribuição de energia, e a Prefeitura de Juruti é quem tem investido para não deixar a população sem esses serviços essenciais. Ele aproveitou a oportunidade e pediu o ressarcimento da empresa pelos custos que poderiam ter sido aplicados em saúde e educação, que são de fato responsabilidade do Poder Publico Municipal. O gerente regional da Celpa, Reinaldo Pereira, disse que o ressarcimento é previsto em lei.

A maioria das reivindicações das pessoas focalizou na urgência de soluções e em críticas quanto aos apagões, queima de equipamentos e atendimento 0800 que não funciona, segundo os comunitários.

Os representantes da Celpa assumiram o compromisso que a partir da data da audiência os serviços vão melhorar. Em seu discurso final, o prefeito afirmou que vai participar de uma reunião em Brasília dia 16 de dezembro juntamente com vereadores para cobrar do Governo Federal uma atitude quanto a esses problemas e sobre o Programa Luz Para Todos. Ele vai levar o relatório da audiência pública e todas as reivindicações.(Ascom/PMJ)

Dilma escolhe mulher para Desenvolvimento Agrário

  Eduardo Almeida/Governo Sergipe
Dilma Rousseff convidou mais uma mulher para sua equipe. Chama-se Maria Lúcia de Oliveira Fálcon.

Petista, ela é, hoje, secretária de Planejamento de Sergipe, Estado governador por Marcelo Déda (PT).

Será ministra do Desenvolvimento Agrário.

Maria Fálcon integrava uma lista tríplice de saias levada a Dilma pelo governador baiano Jaques Wagner (PT), com o aval de Déda.

Embora trabalhe em Sergipe, a nova ministra tem vínculos com a Bahia, onde nasceu.

Dilma não atendeu integralmente ao pedido da dupla Wagner-Déda. Suas indicadas, Maria Falcón incluída, destinavam-se a outra pasta.

Os governadores almejavam o comando do Desenvolvimento Social, o ministério do programa Bolsa Família.

Ao atender parcialmente a dupla de padrinhos de Maria Fálcon, Dilma desatendeu integralmente o ex-governador petista do Piauí, Wellington Dias.

Em combinação com Wagner e Déda, Dias, recém-eleito senador, reivindicava para si a cadeira de ministro do Desenvolvimento Agrário.(Blog do Josias)

Ibama concede licença para hidrelétricas na Amazônia


Brasília – O presidente do Ibama, Abelardo Bayma, assinou hoje as licenças prévias para as hidrelétricas de Teles Pires, Estreito e Cachoeira e  para as linhas de transmissão associadas. A obtenção da licença ambiental era uma das exigências para a participação dessas usinas no leilão de energia que a Agência Nacional de Energia Elétrica realizará na próxima sexta-feira (17/12).
A hidrelétrica Teles Pires que será construída a 392 Km da foz do rio de mesmo nome, entre as cidades de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA),  terá 1.820 MW de capacidade instalada e  911 MW de energia firme local (esta é a produção média de energia a ser entregue ao Sistema Interligado Nacional- SIN).
Já o Aproveitamento Hidroelétrico de Estreito será implantado no médio curso do rio Parnaíba, a montante da foz do rio Canindé, entre Amarante (PI) e São Francisco do Maranhão (MA). A potência instalada é de 56 MW e a energia firme é de 46,92 MW.
A usina de Cachoeira, a ser também edificada no médio curso do rio Parnaíba entre o Piauí e o Maranhão, gerará 63 MW de energia. A linha de transmissão terá 4,5 km de extensão e ligará a usina à substação de Floriano/PI.
O Ibama analisou conjuntamente as usinas e os projetos de linhas de transmissão associadas para emitir as licenças ambientais. A Licença Prévia de Teles Pires abrange a linha de transmissão de cerca de sete quilômetros de extensão e 500 kV, que conectará a hidrelétrica ao Sistema Interligado Nacional por meio da subestação Coletora Norte. Enquanto que a Licença Prévia de Estreito inclui a linha de transmissão de 230 kV e aproximadamente 61,7 km de extensão, entre a Subestação de Estreito e o ponto da Linha de Transmissão Boa Esperança -Teresina II.
A emissão destas licenças demandou do Ibama a realização de audiências públicas nos municípios afetados, a análise técnica dos estudos apresentados, além de vistorias na região abrangida pelos três empreendimentos.  As licenças são condicionadas por uma série de programas ambientais a serem detalhados antes da emissão da licença de instalação e algumas ações ambientais que deverão ser executadas pelos empreendedores ainda nesta fase de Licença Prévia.

Importância regional

No contexto regional, a UHE Teles Pires insere uma alternativa econômica sustentável na região norte do Mato Grosso, em contraponto à dinâmica muitas vezes predatória e ilegal de exploração madeireira, fortemente coibida pelas ações fiscalizatórias conduzidas pelo Ibama.
As usinas de Cachoeira e de Estreito também trazem alternativas econômicas para o médio rio Parnaíba, região com carências sociais e econômicas históricas, mas que nos últimos anos passa por um processo de retomada nos indicadores sociais, principalmente na educação. A cidade de Floriano, no Piauí, é um polo educacional importante e a construção dos empreendimentos deverá utilizar mão de obra preferencialmente regional.
(Sandra Sato e Antônio Hernandes Torres
Ibama/Ascom/Dilic)

O golpe de Jader

O ex-governador surpreendeu a opinião pública ao apresentar sua renúncia ao mandato de deputado federal, na semana passada. É o canto de cisne do político que chega ao fim ou o início da sua ressurreição?

Lúcio Flávio Pinto
Jader Barbalho acrescentou, na semana passada, mais uma façanha ao seu longo currículo político: surpreendeu a todos renunciando ao restante do seu mandato de deputado federal, que terminaria em 31 de janeiro do próximo ano. Os observadores mais atentos já haviam percebido, três dias antes, um indício de que o líder do PMDB no Pará estava se movimentando e preparava alguma iniciativa: um anúncio proclamando sua eleição para o Senado, com “cerca de” 1,8 milhão de votos, voltou a ser publicado em seu jornal, ocupando o rodapé de toda uma página do Diário do Pará. Mas ninguém poderia supor que ele renunciaria a um mandato praticamente no fim.
O Liberal, seu maior e mais constante inimigo, deduziu logo que o ato visava os processos a que Jader responde perante o Supremo Tribunal Federal. Sem o foro privilegiado que o mandato parlamentar lhe confere, as ações teriam que ser devolvidas à justiça comum, estadual ou federal. No caso de procedimentos de competência original da corte superior, os processos recomeçariam do ponto de partida, na 1ª instância. A probabilidade de serem alcançados pela prescrição antes de julgamento final aumentaria bastante. Com ela, o fim da pretensão de punir o réu, levado às barras dos tribunais por uma série de crimes, do enriquecimento ilícito à formação de quadrilha.
O jornal dos Maiorana informou que “pelo menos quatro” dos processos instaurados contra o ex-presidente do Senado “estão na iminência de ser julgados”. Mas uma pesquisa aos autos mostra que todos ainda se encontram em fase de instrução. A maioria dos 22 processos levados ao STF foi arquivada. Os que permanecem pendentes ainda estão sujeitos à produção de provas”. Já O Estado de S. Paulo garante que no dia 16 Jader pediu o adiamento por uma semana do julgamento de um dos processos, sem dar qualquer informação sobre o seu conteúdo. Os mais recentes procedimentos em curso no Supremo são relatados pelo ministro Ricardo Lewandowski.
A interpretação de que a renúncia foi um ato de fuga, conforme O Liberal destacou em manchete, visou impedir o que parece ser o objetivo mais imediato do ex-governador: se apresentar perante a opinião pública na condição de vítima. A mensagem do seu anúncio e de tudo que ele tem dito é clara: se todo poder numa democracia emana do povo e o povo lhe deu quase 1,8 milhão de votos, conferindo-lhe uma das duas cadeiras senatoriais postas em disputa na última eleição, caberia à justiça acatar essa decisão. Se ele pôde se apresentar como candidato e sua candidatura foi deferida para receber os votos dos eleitores, qualquer medida para impedir sua posse se caracterizaria como uma violação da vontade popular. Logo, a justiça o cassou ilegitimamente.
Claro que o enunciado abstrai a complexidade jurídica envolvida na questão, que chegou ao Supremo em função da aplicação imediata – já nesta eleição, apenas cinco meses depois da aprovação do novo diploma legal, e com efeito retroativo – da chamada Lei da Ficha Limpa. Os dois dispositivos foram introduzidos no texto original, que se impôs ao parlamento pelas 1,7 milhão de assinaturas que o endossaram, pelo deputado federal do PT José Eduardo Cardozo, escolhido pela presidente eleita Dilma Rousseff para o Ministério da Justiça.
O objetivo do acréscimo ao texto original era inviabilizar a candidatura de Joaquim Roriz ao governo do Distrito Federal, beneficiando o candidato do Partido dos Trabalhadores, que acabou vencendo. A alça de mira se virou também para Jader, além de atingir Paulo Rocha, que disputava como favorito a outra vaga para o Senado (e acabou sendo derrotado – segundo seus aliados, com a contribuição da omissão da sua correligionária, a governadora Ana Júlia Carepa). Como foi que essas duas disposições passaram pela votação no plenário e os prejudicados em potencial sequer tentaram modificá-las, o que não seria nem difícil, constitui um dos mistérios dessa história conturbada.
Se a mensagem de Jader Barbalho é sofismática, a versão dos seus inimigos não está menos longe da verdade. Ambas se iluminam quando projetadas sobre o pano de fundo da disputa bipolar, que continua a ser a marca registrada da política dominante no Pará. Não há nenhuma informação de conhecimento público sugerindo que nos próximos dois meses o Supremo possa colocar alguma das ações em julgamento, inclusive porque é um período de recesso ou da redução de atividade, além de estar condicionado pela sucessão na presidência da república.
Mesmo quando Jader já não tiver direito a foro privilegiado, com o encerramento do seu mandato de deputado federal, o STF pode decidir continuar a processar as ações que já tiverem sido instruídas, contrariando a tendência de desaforamento para a justiça estadual, como já aconteceu com o deputado Natan Donadon, do PMDB de Rondônia. Se há o convencimento dominante no Supremo sobre a culpabilidade do ex-deputado, é pouco provável que manobras simplesmente protelatórias tenham efeito anestesiante sobre a maioria dos ministros. Pode acontecer o contrário: de estimular a predisposição contra ele.
Na verdade, independentemente do segundo desdobramento da renúncia, é óbvio que o primeiro é colocar o ex-ministro na condição de vítima, mas não uma vítima passiva: assumindo a delegação popular, ele se apresentou como paladino da vontade dos eleitores, desrespeitados pelo poder judiciário, que lhe cassou o mandato. È assim que ele pretende que a mensagem seja recebida pelos seus destinatários. Por isso ele lhe deu uma dimensão mais política do que jurídica.
Na mensagem dirigida ao presidente da Câmara Federal, o também peemedebista (e vice-presidente eleito) Michel Temer, Jader destaca que sua votação significou a rejeição pelo povo da decisão do Tribunal Superior Eleitoral “e, sobretudo, a campanha jornalística odiosa com que meus inimigos atentaram contra meu nome como candidato, por todos os meios midiáticos possíveis, inclusive panfletos”. Essa campanha o teria tornado vítima de uma “violência política”.
Se não há mais escapatória, Jader decidiu cair atirando, para substituir uma imagem ruim, de derrotado e punido, de político em fuga, por outra, de valente e corajoso, que, em função de sua votação, decidiu direcionar toda a sua energia “para fazer respeitar a vontade majoritária, democrática e inquestionável” do povo. A iniciativa pode ajudar, caso ele fique dois ou quatro anos sem poder aspirar a um novo mandato político.
Quando todos imaginavam que se limitaria a esperar pelo resultado da batalha judicial que tem travado pela recuperação dos seus votos ou pela realização de uma nova eleição para o Senado, Jader surgiu com um fato novo, que o colocou outra vez no centro do noticiário nacional, agora como protagonista e não mais como elemento passivo. A divulgação da renúncia ocorreu no mesmo dia em que a imprensa relatava a inauguração das eclusas de Tucuruí por Lula e Dilma, pondo fim a uma novela de 30 anos. A coincidência não deve ter sido mero acaso. Jader ainda estaria resistindo à passagem da decadência ao fim, avivando as cinzas da ressurreição.
Mas há outra hipótese: o Palácio do Planalto poderia ter se comprometido com ele a fazer gestões junto ao poder judiciário para salvar seu mandato ou dar-lhe nova oportunidade para conquistá-lo. A indicação do novo ministro do STF, Edison Messias de Almeida, no lugar de Eros Grau, já aposentado, pode ter sido o dado a que Jader teve acesso privilegiado antes de decidir a renúncia.
Se o processo de preenchimento da vaga for rápido, o novo ministro poderia desempatar a votação no Supremo pela aplicação da Lei da Ficha Limpa contra Jader. Agora, a seu favor. Mas o novo ministro assumiria seu lugar atraindo para si – e reavivando – uma polêmica ainda inconclusa, por sua complexidade, originalidade e também por ser inusitada?
É difícil, por qualquer interpretação que a decisão do Supremo suscitou, não sentir uma ponta de incômodo pelo fato de que ela não é juridicamente sólida, deixando que na sua análise surjam interferências políticas e pressões externas. O empate em cinco a cinco foi um dado infeliz, ao qual se seguiu a recusa do presidente da corte de exercer seu voto de qualidade para desempatar, engendrando uma solução administrativa mais do que controversa. Este desfecho fez a corte suprema da justiça brasileira adotar como sua decisão tomada por instância inferior quando se trata de matéria constitucional (justamente o ponto questionado), que é o Tribunal Superior Eleitoral.
A simples hipótese, admitida por gregos e troianos, de que o novo ministro, que completa o quadro de 11 integrantes da corte, número impar exatamente para evitar o cabuloso empate, possa votar, não deixa mais dúvidas: não houve sentença do STF.Logo, o arranjo que, fundamentado no regimento interno do tribunal, foi se valer de decisão do TSE, não se sustenta perante o mundo legal.
Independentemente da hipótese de retomada da votação sobre a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, com seus dois remendos enxertados na tramitação pelo Congresso Nacional, há outra: a realização de uma nova eleição para o Senado, já que os votos nulos – os que foram dados a Jader e Paulo Rocha – representam 56% dos votos válidos. Há interpretações divergentes sobre a previsão de realização dessa nova eleição. De um lado, os que entendem que a cláusula só se aplica aos cargos do executivo; do outro, os que argumentam que a norma se estende a todos os cargos majoritários, inclusive o de senador, justamente (ou acacianamente) por ser escolhido em eleição majoritária.
A leitura estrita do mandamento constitucional daria razão à segunda interpretação: a referência é apenas a eleição majoritária, sem distinção entre os dois poderes institucionais. Mas os julgamentos no Brasil têm sido feitos com tal elasticidade de entendimento que antecipar as votações das cortes se tornou adivinhação. Quando não, loteria. Sujeita a vastas condicionantes de bastidores.
Mas ainda que a interpretação favorável a Jader prevalecesse, ele ainda teria outro obstáculo: como deu causa à anulação da eleição e dessa nulidade tiraria proveito, não poderia se apresentar novamente como candidato. E, finalmente, mesmo que tudo desse certo para ele, ainda restaria a ameaça de – condenado pelo STF – se tornar inelegível por mais oito anos, a contar de fevereiro de 2011, o que significaria o seu fim político (recuperaria a elegibilidade aos 74 anos, depois de longo tempo distante do poder).
Em qualquer circunstância, Jader Barbalho mostrou que não será sem lances de criatividade e argúcia que ele sairá da vida pública paraense e brasileira, nesta última como o único político paraense com lugar reservado, ainda que sem direito a menção honrosa.

UFOPA realiza em Belém encontro sobre Amazônia





A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) realiza nos dias 16 e 17 de dezembro, em Belém (PA), o encontro “Amazônia: Desafio Brasileiro do Século XXI”, que discutirá as contribuições da pesquisa e da pós-graduação para o desenvolvimento regional. O objetivo é integrar instituições de pesquisa e de ensino para discutir ações implantadas na região com vistas a promover a pesquisa, a formação de recursos humanos e o desenvolvimento regional.


Coordenado pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação Tecnológica (PROPPIT), o encontro será realizado no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, durante a Feira Internacional de Ciência e Tecnologia da Amazônia, evento promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (SEDECT) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (FAPESPA). “Será um importante momento de reflexão e de planejamento de ações a serem implementadas pela UFOPA através de sua estrutura multicampi e interdisciplinar”, afirma o Prof. José Antônio de Oliveira Aquino, Pró-Reitor da PROPPIT.

Aberto ao público, o Encontro inicia-se no dia 16, às 9 horas, com o “Seminário sobre Inovação e Desenvolvimento Regional”, que contará com os seguintes painéis: “Inovação como Vetor de Desenvolvimento”, coordenado pelo reitor da UFOPA, Prof. Dr. José Seixas Lourenço, às 9h30; “Arranjos Produtivos Locais e Desenvolvimento Regional”, às 11h30; e “Parque de Ciência e Tecnologia do Tapajós”, às 14h30.

No dia 17, a partir das 9 horas, será realizado o “Seminário sobre Pesquisa, Pós-Graduação e Desenvolvimento Regional”, com os painéis: “Amazônia: Desafio Brasileiro do Século XXI”, às 9 horas; “A importância da Cooperação Nacional e Internacional”, às 10h30; “O Papel da Pesquisa e da Pós-Graduação no Desenvolvimento da Amazônia”, às 14 horas; além de um painel com as universidades federais da Região Norte, às 16 horas.

Realizado em parceria com os Ministérios da Educação (MEC), Ciência e Tecnologia (MCT) e da Integração Nacional (MIN), o Encontro “Amazônia: Desafio Brasileiro do Século XXI” tem o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (FAPESPA) e de instituições de fomento ao desenvolvimento da Amazônia. (Assessoria de Imprensa da UFOPA)

PT faz escola no orçamento


Primeiro foi o governador eleito Simão Jatene que reclamou: orçamento estadual para 2011 remetido pelo governo à Assembléia Legislativa está alicerçado em transferências voluntárias de recursos federais.

Agora, a bancada de oposição na Câmara de Vereadores de Santarém estranha que menos de 50% do orçamento da prefeitura governada pelo PT para o ano de 2011  vem de recursos próprios.

O PT paraense é assim: cara de um, focinho do outro.

Dengue é ameaça em Santarém

A administração municipal não fez o dever-de-casa e, mais uma vez, Santarém está desprotegida contra a dengue.

E as chuvas mal começaram.

Cuias bordadas em exposição

Foto: Ronaldo Ferreira
Até o dia 31 de dezembro, estará aberta ao público no Centro Cultural João Fona (Museu de Santarém), a exposição Cuias de Santarém, resultado dos trabalhos de artesãos de comunidades produtoras de cuias na região de várzea do município.

A exposição é promovida pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional – CNFCP/Iphan, no âmbito do Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural – Promoart.

Além das próprias cuias, destinadas à apreciação e comercialização, são mostrados na exposição, painéis de fotografias e textos sobre o artesanato de cuias.(Ascom/PMS)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Secretário de saude, diretor de emergência e diretora do Pronto Socorro podem ir a júri popular em Santarém

MP investiga caso da mulher que deu à luz de pé em Santarém

O caso levou o órgão ministerial a instaurar procedimento investigatório criminal


Alailson Muniz
 
Uma omissão de socorro, que culminou com a morte do paciente, e o caso de uma mulher que deu à luz em pé em pleno Hospital Municipal de Santarém (HMS). Esses alguns dos casos que levaram o Ministério Público Estadual a instaurar um procedimento investigatório criminal para apurar denúncias na área de saúde em Santarém.

O que mais causou espanto ao órgão ministerial foi o caso de uma jovem que deu à luz em pé dentro do próprio HMS. Elciene do nascimento Sousa deu entrada na unidade de saúde no último dia 19 de novembro com dores. Sua família afirma que houve demora no atendimento. Elciene não suportou a espera e entrou em trabalho de parto em pé. A criança nasceu e caiu ao chão, batendo com a cabeça no piso da unidade de saúde. O baque provocou seqüelas que até hoje estão sendo tratadas pela mãe da criança. Outro fato que indignou os promotores foi a resistência dos profissionais de saúde do Hospital em atender a referida criança. Em uma das vezes em que a mãe buscou atendimento, o promotor de justiça José Frazão Sá Menezes teve de enviar uma ordem por escrito à direção da unidade de saúde para que a criança fosse atendida.

“Essa situação já era de conhecimento do órgão em razão de uma consulta pública realizada no primeiro semestre. Essa questão da saúde passou a constar do plano de atuação do MP ainda este ano. Por conta disso, o Ministério Público tem feito algumas inspeções e vai continuar com essas inspeções visitando hospitais, postos de saúde, no interesse de identificar essas deficiências e enfim cobrar das autoridades e dos setores responsáveis”, informou o promotor José Frazão Sá Menezes, que preside as investigações do órgão ministerial na área civil.

As investigações da área criminal estão sendo realizadas pela promotora de justiça Janaína Andrade de Sousa. Ela já ouviu mais de vinte pessoas, inclusive o secretário de Saúde do município, José Antônio Rocha, a diretora geral do HMS, Cláudia Tavares, e o chefe do setor de Enfermagem Márcio Alessandro do Nascimento Marinho. “Temos a denúncia de uma omissão de socorro envolvendo um paciente baleado. O cirurgião levou cerca de duas horas para fazer o atendimento. O paciente teve hemorragia e correu risco de morte. Temos três fatos pontuais, mas isso não é nada perto de um todo que tomamos conhecimento”, afirma Janaína Andrade.

Em entrevista exclusiva ao blog, a promotora informou que várias vistorias foram feitas nas dependências da HMS. Ela disse que há indícios de que o sistema de oxigênio da unidade de saúde não funciona e também há denúncias de falta de medicamentos e demora em atendimentos.

“Se houve a falta do insumo que a família alega que houve na omissão de socorro vamos apurar. Esse é um só (caso) que veio a tona e os outros que a gente não sabe? Temos indícios de que o oxigênio não funciona. Alegam falta de recursos. Estamos numa situação que a falta de recursos é o maior inimigo. Fizemos duas visitas e constatamos fatos que nos deixou bastantes preocupados e nos levou a abertura desses procedimentos. Em uma de nossas vistorias, o médico da pediatria não estava presente, a direção disse que não sabia”, argumenta a promotora.



Acusados podem ir a Tribunal do Júri

Segundo a promotora, após os interrogatórios será oferecida uma denúncia criminal. Ela explica que em um dos casos a acusação é de homicídio doloso, dolo eventual: o agente assume o risco de produzir o resultado. Nesse caso, os acusados podem ser julgados por Tribunal do Júri. “A denúncia criminal vira processo criminal. Um dos crimes é homicídio doloso, dolo eventual. Se ficar tipificado o responsável vai a júri popular. Pode ser o médico, diretor, e o gestor da pasta”, destaca a promotora.

Para Janaína Andrade deve haver uma maior participação da sociedade nas questões de saúde do município. “O colega Menezes (promotor) faz uma trabalho maior em todos os hospitais. Mas no HMS, o caso é mais grave porque pessoas estão morrendo. O problema não está recebendo a atenção merecida”, destaca.



Secretário diz que tem poucos recursos

O secretário de saúde, José Antônio Rocha, informou em seu depoimento ao Ministério Público Estadual que o orçamento mensal do Hospital Municipal é de R$ 1.900,000,00 (hum milhão e novecentos mil reais). Desse montante, Rocha afirma que gasta R$ 1.100,000,00 (hum milhão e cem mil reais) com a folha de pagamento.
Secretário José Antônio Rocha


Ele disse que o HMS realiza 15 mil atendimentos mensais e que devido a essa demanda pode ter ocorrido algum “erro de atendimento”. O HMS foi inaugurado há dois meses e o antigo prédio foi desativado. “Então com certeza aqui ou ali, sem dúvida houve pessoas que não foram atendidas da forma como desejaram e procuraram a justiça, que hoje tem uma acessibilidade muito grande’, justifica Rocha em entrevista à imprensa.

À imprensa, o secretário disse também que qualquer desrespeito a pacientes por parte dos funcionários devem ser denunciado. “Na hora que um funcionário nosso, seja ele médico, seja um técnico ou enfermeiro, não tratar bem o paciente ele tem que acionar a secretaria e se quiser a justiça. Nós não nos importamos com isso para que realmente a gente possa verificar se essa conduta foi irresponsável ou não”, declarou.

Em seu depoimento prestado ao MP, o secretário disse que não sabia a quantidade de médicos que trabalham no Hospital Municipal. Também afirmou desconhecer a falta de medicamentos na unidade de saúde. Disse também que a rede de oxigênio do HMS precisa melhorar e que já tomou as providências necessárias perante a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa).

Rocha informou que o HMS fica sobrecarregado com a vinda de pacientes de outros municípios, que, assim, dessa forma, a unidade de saúde ganha um caráter de atuação regional. Devido a isso, ele já teria solicitado a Sespa um aditivo de R$ 200,000 (duzentos mil) para ajudar na manutenção da funcionabilidade do Hospital.

Alailson Muniz é o novo editor-chefe de O Estado do Tapajós


O jornalista Alailson Muniz, ex-correspondente de O Liberal em Santarém e ex-editor do Jornal de Santarém e do Baixo-Amazonas, é o novo editor-chefe de O Estado do Tapajós, em substituiçao ao jornalista Miguel Oliveira, que se dedicará ao projeto Memória de Santarém, que em 2011, terá sua versão em fotografias.

Alailson comandará a reformulação gráfica e editoral de O Estado, que volta a circular em janeiro, após período de recesso em sua circulação por causa das férias coletivas dos funcionários do jornal.