quarta-feira, 11 de abril de 2012

Operação Fukushima

Do Blog do Parsifal

fukus

O Ministério Público Estadual deflagrou no raiar desta manhã (10) a “Operação Fukushima”, nomenclatura referente ao acidente na usina de Fukushima, no Japão, causado pelo tsunami que abalou aquele país em 11.03.2011.
> Desdobramento de investigações iniciadas há 1 ano
O tsunami preparado pelo MPE é um desdobro da operação similar ocorrida há um ano (19.04.2011) quando se fizeram buscas e apreensões e prisões para apurar fraudes ocorridas na Alepa.
Desde ali se reviraram as entranhas do Poder Legislativo: o MPE vasculhou sob todos os tapetes da Casa e arredou todos os móveis para varrer a poeira.
> Apuração de fraudes em convênios
A operação de hoje, efetivada por 10 promotores, 9 delegados e mais de 20 policiais, cumpriram determinação judicial de busca e apreensão de documentos e equipamentos nas sedes da “Associação dos Moradores do Bairro do Guamá”, do “Movimento Voluntário Fé para Mudar”, da “A Mão Amiga” e da “Associação Beneficiente Pará em Ação”.
Cumpriram-se 4 mandados de prisão temporária: Gilberto Silva e Karla Marques, contadores; Silvana Silva, chefe de gabinete do Deputado Pastor Divino (PRB) e Maria Nascimento, servidora lotada no gabinete do Pastor Divino. Todos, segundo o MPE, diretamente envolvidos nas fraudes relativas a convênios firmados pela Alepa.
Segundo o MPE a operação culmina “investigações em mais de 50 convênios firmados pela Alepa na gestão do ex-deputado Domingos Juvenil, que atingiram o montante de mais de R$19 milhões.”.
Declara o MPE que os convênios tiveram a sua execução fraudada. Afirma ainda o promotor de Justiça Nelson Medrado que “a Alepa não pode fazer convênio. Não é o objeto da instituição fazer trabalho de assistência social”.
> Convênios seriam simples transferência do erário ao privado
Tenho reservas com as contratações de convênios feitas entre a Alepa e entidades civis. Fico à vontade para comentar o assunto porque jamais fiz, ou pleiteei, qualquer convênio à Mesa. Todavia, não é assunto conclusivo que o Poder Legislativo não possa contratar convênios com entidades civis e não é esta formalidade, a meu ver, o objeto das investigações do MPE.
O que o MPE apura é a execução dos convênios contratados, onde, segundo se declara, ocorreram fraudes ao erário. Os recursos repassados não cumpriram a finalidade descrita no termo: os convênios, por suposto, se prestavam a repasses criminosos do erário para o particular.
> Serviços de cunho social é prerrogativa do Legislativo
A Alepa pode fazer trabalhos de cunho social com recursos de sua ordenação: esta é uma das suas finalidades essenciais. Em tendo alguns se havido desta finalidade para praticar delitos, que se apurem as condutas e se identifiquem os culpados.
Não é possível, todavia, retirar do mandato as prerrogativas parlamentares a ele adstritas, em função de condutas delituosas específicas e individuais por alguns praticadas.
Foto: O Liberal

Segundo Estadão, corrupção tirou cúpula do Incra em Santarém


O Estado de São Paulo
 
O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Celso Lacerda, exonerou ontem, terça-feira, 10, o superintendente regional do órgão em Santarém (PA), Francisco dos Santos Carneiro. A resolução, publicada no Diário Oficial, não explica a razão do afastamento do executivo, indicado pelo PMDB. Segundo assessores da instituição, a decisão está ligada a denúncias de corrupção.
Carneiro ficou no cargo apenas sete meses. Sua demissão contraria frontalmente o grupo político do senador Jader Barbalho (PMDB), que controla a superintendência de Santarém. Após uma longa disputa por cargos de segundo escalão no Pará, onde operam três superintendências do Incra, o PT ficou com poderes sobre as regionais de Belém e Marabá, cabendo ao PMDB as cadeira de Santarém - que cobre todo o oeste do Estado.
A superintendência, que será temporariamente dirigida pelo servidor Hugo Lima, tem sido alvo de constantes denúncias de irregularidades. A que derrubou Carneiro envolve desvio de verbas para instalação de trabalhadores nos assentamentos.
Para cada assentado, o Incra destina recursos iniciais de R$ 15 mil, usados sobretudo na construção de moradias. A liberação do dinheiro é feita pelos bancos para as empresas prestadoras de serviços, mediante a apresentação de notas fiscais avalizadas pelo superintendente regional.
Em Santarém, segundo as denúncias, os bancos estariam pagando por serviços não prestados. O presidente solicitou ao superintendente a instalação de um processo para a apuração das irregularidades. Isso teria dado início a uma crise interna, na qual não deixaram de ser brandidos os nomes dos padrinhos políticos de Carneiro. O desfecho foi a exoneração dele e de seus dois assessores mais diretos.
Procurado pelo Estado, o ex-superintendente disse, por meio de sua secretária, que divulgaria um documento sobre o assunto. Até a publicação desta reportagem, porém, não havia se manifestado.
Para os funcionários do Incra, as sucessivas denúncias envolvendo superintendentes devem-se às indicações de caráter político. "Com essa ocupação política dos cargos públicos, quem perde são os assentados, os servidores, os cidadãos e o Incra", disse ontem Reginaldo Aguiar, diretor da Confederação de Associações de Servidores do Incra.
No início deste mês, o Greenpeace havia denunciado a exploração irregular de madeira em assentamentos da reforma agrária na região de Santarém.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Carajás: Itabira sem Drummond

Do Blog Vale que Vale, de Lúcio Flávio Pinto

Certo dia, o mais famoso filho de Itabira chegou à sacada da sua casa e não viu mais a serra em frente. Serra que fora do seu pai, do seu avô, “de todos os Andrades, que passaram/ e passarão, a serra que não passa”.

Serra essa que era “coisa de índios”, tomada pelos brancos “para enfeitar e presidir a vida/ neste vale soturno onde a riqueza/ maior é a sua vista a contemplá-la”.

Deveria ser uma vista eterna. O pico do Cauê, todo de ferro, do melhor minério do planeta, era capaz de soprar “eternidade na fluência”.

Mas eis que, em dada manhã, o poeta Carlos Drummond de Andrade olha e não vê mais a serra dos índios e dos muitos Andrades. A forma eterna de ser em ferro fora desmontada, “britada em bilhões de lascas,/ deslizando em correia transportadora/ entupindo 150 vagões,/ no trem-monstro de 5 locomotivas/ – trem maior do mundo, tomem nota”.

Indignado, o poeta ordena em versos: “foge minha serra vai,/ deixando no meu corpo a paisagem/ mísero pó de ferro, e este não passa”.

Se tivesse nascido em Parauapebas, no Pará, como reagiria aquele que muitos consideram não só o maior poeta de Minas Gerais, mas do Brasil? Sua serra acabou como “um retrato na parede, e como dói”. Deixou como herança um hábito, bem itabirano, “de sofrer que tanto me diverte”, reconforta-se o vate mineiro.

Foi a partir de 1942 que Itabira começou a ser explorada por aquela que se tornaria a maior mineradora de ferro do mundo, a segunda maior das mineradoras em geral, a maior empresa privada do continente latino-americano e a maior exportadora do Brasil: a Companhia Vale do Rio Doce.

Vale que ajudou a devastar a bacia do rio Doce, que lhe emprestou o nome e serviu de maravilhosa paisagem para suas estripulias geológicas de cavar fundas jazidas para inverter serras, que viraram buracos, e depois se reduziram a retratos doloridos na parede de poetas.

A CVRD já tinha muita história ao ser vendida, em 15 de maio de 1997. Mas tudo que fez em 55 anos como estatal, que saiu do papel com a missão de fornecer o minério vital para o esforço das nações Aliadas na Segunda Guerra Mundial contra as potências do Eixo (assim como a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, Rio de Janeiro), foi multiplicado nos 15 anos seguintes como empresa privada.

O que a Vale já fez em Carajás, 550 quilômetros a sudeste de Belém do Pará, não encontra paralelo na crônica do desmonte de vários dos picos semelhantes ao de Cauê, espalhados por uma das regiões mais belas e de maior densidade histórica e cultural do Brasil, nas antigas Minas Gerais.

O trem da estrada de Vitória (no Espírito Santo) a Minas, de 150 vagões, que era o maior do mundo no poema de Drummond, não chega perto do trem de Carajás, hoje o maior de todos, “como nunca antes”, à Lula.

O trem que corre pelos 892 quilômetros da ferrovia de Carajás ao porto da Ponta da Madeira, na ilha estuarina de São Luiz do Maranhão, inaugurada em fevereiro de 1984, tem mais do que o dobro de vagões. São 330, que se estendem por quatro quilômetros de extensão.

A composição faz nove viagens por dia. Leva o equivalente a 30 milhões de dólares de um minério ainda mais puro do que o de Itabira, o mais rico da crosta terrestre.

Em 2010 o trem parou por vários dias. Uma chuva torrencial inundou toda a parte mais baixa do Maranhão. Os agrupamentos humanos espalhados por uma das regiões mais pobres do Brasil, reduto eleitoral do clã Sarney, ficaram isolados e pessoas morriam ou passavam fome.

Enquanto esse drama social acontecia, a tecnologia, o dinheiro, a inventividade e 500 trabalhadores, recrutados para o serviço de levantar diques dos dois lados dos trilhos, se combinaram, sob o comando dos engenheiros da Vale, para fazer a composição cruzar as águas.

O trem parecia um animal anfíbio de aço. Nem a enchente o parou. Talvez sobreviva até a um novo dilúvio Noelino. O homem é um capeta no sertão, diria o também mineiro Guimarães Rosa, que de sertão entendia.

No mês passado houve outra paralisação, dessa vez porque uma ponte em obra desabou. Só três pessoas ficaram feridas, no registro estatístico. Mas 300 mil toneladas de minério deixaram de ser embarcados nos gigantescos navios (um só engole toda essa carga em seu estômago de aço).

Os graneleiros atravessam os mares para levar o ferro para o seu maior consumidor, a China, que fica com 60% da produção de Carajás. Outros 20% vão para o Japão.

No ano passado a produção foi recorde: 110 milhões de toneladas, um terço de todo minério que a Vale produziu, com um diferencial: é o filé-mignon do ferro.

As jazidas de Carajás deviam durar 400 anos, mas talvez não cheguem a 100. A produção vai dobrar até 2015. O Pará será o maior exportador de ferro do mundo. Produzirá tanto quanto os Estados Unidos no pós-guerra.

Ótimo para a Vale (que teve lucro de 30 bilhões de dólares no ano passado, nove vezes o valor da privatização), para a China, para os demais compradores. E para os paraenses?

Os paraenses importam pouco. Seu Estado é o 16º em desenvolvimento (IDH) e 21º em PIB per capita (a riqueza dividida pela população) O que importa é o ritmo do trabalho para desmontar as serras, transformá-las em lascas e colocá-los no trem, daí embarcando em navios e sendo levadas para bem longe. O resto é detalhe.

Como o lamentável acidente que aconteceu em Carajás no dia 31 de março. Uma árvore desabou sobre um ônibus que seguia pela Estrada do Manganês, numa das áreas de mineração da empresa, matando três e ferindo nove dos seus ocupantes.

À parte a tragédia, acontecendo agora de forma ainda não registrada, um detalhe me chamou a atenção: continua a se chamar Yutaka Takeda o hospital do núcleo urbano de Carajás, em Parauapebas, o 2º município que mais exporta no Brasil (e uma tragédia em indicadores sociais).

Quando soube da homenagem prestada pela então estatal, no início dos anos 1990, protestei de público. A denominação original do hospital era Nossa Senhora de Nazaré. Nada mais natural e merecedor de aplausos.

Afinal, trata-se da padroeira dos paraenses, que lhe consagram, em Belém, a maior romaria religiosa do mundo. Procissão que conta com mais de um milhão de pessoas.

Como a CVRD queria homenagear o big boss da Mitsui, a maior compradora de minério de ferro de Carajás na época, que encontrasse outra forma de bajulação. Inadmissível era fazer a troca da santa pelo executivo, da cultura nativa pela lembrança exótica – e utilitária.

Um alto executivo da companhia me garantiu que o hospital voltaria ao seu nome inicial; e me desliguei do assunto.

O grave acidente do dia 31 me mostrou que fui enganado. Eu e os paraenses que acreditavam que a Vale dava tanta atenção aos seus clientes quanto aos donos da fantástica província mineral, por ela explorada sob concessão do governo federal.

Se o que importa é quem comparece à boca do caixa, então que se substitua o nome do executivo japonês pela do capitalista chinês. A China compra, hoje, muito mais minério de ferro do que o Japão de Yutaka Takeda. Por muito mais do que 30 dinheiros.

Para essa maravilha o poeta Carlos Drummond de Andrade não dedicaria os seus versos.

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Mercado Modelo sitiado pelas águas



Na Foto de Ronaldo Ferreira, o Mercado Modelo, sitiado pelas águas da chuva que se acumulam na avenida Tapajós, em tempo de enchente. Hoje, o rio Tapajós alcançou a marca de 7,70 metros.

Prossegue ação do MP contra empresa que elaborou Eia/Rima do porto da Cargill em Santarém

Audiência pública, em Santarém, onde o CPEA apresentou o Eia/Rima

 Em Santarém, a Consultoria Paulista de Estudos Ambientais 
(CPEA), denunciada pelo Ministério Público por elaboração de estudo ambiental parcialmente enganoso da empresa Cargill S.A., manifestou que não tem interesse na suspensão condicional do processo, que seria objeto de audiência marcada para esta terça, 10/04, no fórum de Santarém. Com a manifestação enviada por meio de documento da sede da empresa em São Paulo, a audiência não ocorreu e o processo segue adiante.


A denúncia foi formulada pelo MP de Santarém em maio de 2011, contra a CPEA e seu diretor-presidente, Sérgio Luis Pompéia. A proposta de suspensão condicional do processo é prevista na lei 9.099/95, para crimes cuja pena mínima não ultrapasse um ano. No caso em questão, a pena prevista na lei de crimes ambientais é de um a três anos de reclusão.


O MP havia condicionado a proposta à apresentação de certidões negativas da justiça comum e federal, emitidas nas cidades de São Paulo e Santarém. Com a manifestação da empresa, o processo segue até o julgamento pelo juízo. A CPEA deve apresentar defesa prévia para em seguida ser marcada pelo juiz a audiência de instrução.


O Ministério Público de Santarém ingressou com ação penal contra a CPEA, após verificar que os dados fornecidos pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA), apresentado pela empresa não condizem com a realidade, com elementos discrepantes e que tornam obscuras as informações extraídas de estudos de diversos autores.


De acordo com o MP, o documento confeccionado pelos denunciados retrata uma realidade dos fatos mais benéfica a empresa Cargill S.A e induz em erro o Órgão Licenciador. Ao inserir conclusões não correspondentes a verdadeira idéia dos autores citados na bibliografia e não ressaltar que os dados estatísticos colhidos não tinham como base os anos anteriores a instalação e efetivo funcionamento da empresa Cargill, a CPEA cometeu o ilícito previsto na lei de crimes ambientais.(Lila Bemerguy, de Santarém)

Governo vai leiloar madeira apreendida no oeste do Pará

Agência Pará

Cerca de 4 mil metros cúbicos de madeira nobre apreendida no município de Juruti, no oeste paraense, serão leiloados pelo Estado. O material foi encontrado durante trabalho de monitoramento via satélite, pelo qual o governo identificou exploração ilegal em área destinada para a criação do primeiro centro de treinamento de manejo florestal do Pará naquele município. O leilão, que será realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), ainda não tem data para ocorrer.

Concurso da UFOPA. Inscriçoes abertas

As inscrições para o concurso público de cargos administrativos, na Universidade Federal do Oeste do Pará, com sede em Santarém (PA), começaram,ontem, e vão até o dia 26 de abril de 2012, às 18 horas. Nesse período, os interessados podem fazer sua inscrição, via Internet, no endereço eletrônico http://www.ceps.ufpa.br.

O valor da taxa de inscrição para os cargos de nível médio é de R$75,00, e de R$85,00 para os cargos de nível superior. Os candidatos para ambos os níveis farão prova objetiva e prova de redação, com caráter eliminatório e classificatório. Os requisitos para a investidura e as devidas atribuições de cada cargo podem ser conferidos no anexo I do edital.

Oportunidades

Ainda de acordo com o edital de abertura, ao todo estão sendo ofertadas 43 vagas para cargos técnico-administrativos, sendo 18 vagas para candidatos de nível médio e 25 para candidatos de nível superior. 

Os cargos ofertados no concurso para nível superior são para arquivista (1 vaga); auditor (1 vaga); contador (2 vagas); economista (1 vaga); enfermeiro do trabalho (1 vaga); engenheiro eletricista (2 vagas); engenheiro mecânica (1 vaga); engenheiro florestal (1 vaga); engenheiro eletroeletrônica (1 vaga); engenheiro de segurança do trabalho (1 vaga); estatístico (1 vaga); farmacêutico-bioquímico (1 vaga); fisioterapeuta (1 vaga); médico do trabalho (1 vaga); publicitário (1 vaga); revisor de texto (1 vaga); secretário executivo (3 vagas); técnico em assuntos educacionais (4 vagas).

Já os cargos para nível médio são para: assistente administrativo (13 vagas); técnico em laboratório na área de Geologia (1 vaga); técnico em laboratório na área de Hidrologia (1 vaga); técnico em laboratório na área de Mineração (1 vaga); técnico em laboratório na área de Agroindústria (1 vaga) e técnico em laboratório na área de Química (1 vaga).

Para mais informações, confira o edital e os anexos na seção de “Concursos” do sítio da UFOPA ou no sítio do Centro de Processos Seletivos (CEPS) da Universidade Federal do Pará (UFPA). (Texto: Talita Baena – Comunicação/UFOPA)

Rio Tapajós este ano já está quase um metro acima do nível registrado no ano passado

Relato do leitor Manoel Nascimento, funcionário da CDP em Santarém:
Hoje, por volta das 07:00, ao chegar no porto, dirigi-me até o pier para, mais uma vez, verificar o nível das águas, e para minha surpresa, na régua está marcando 7,70 mts. 
Isso quer dizer que de ontem de manhã para hoje, o rio subiu 4 cmts. Isso é muito água para apenas 24 horas. 
Fui consultar os arquivos para saber a diferença dos anos de 2009 e 2010, e o resultado é este:
Em 2009, na mesma data o nível era 7,58 mts, uma diferença de 12 cmts, abaixo de hoje. Em 2011, na mesma data, o nível era de 6,72 cmts. uma diferença de 98 cmts, ou seja quase, 1,00 metro do ano passado para hoje.
Realmente é muito preocupante a situação. Algumas ruas do centro da cidade, já estão com passarelas de madeira e a Avenida Tapajós já se encontra interditadas em alguns pontos.

"Altamira virou um caos em todos os sentidos", diz bispo do Xingu


Dom Erwin Kräutler, bispo do Xingu: "O governo empurra sim Belo Monte goela abaixo"
O bispo do Xingu, dom Erwin Kräutler, descreve um cenários de caos, da bagunça, de carências e de
riscos, depois do início efetivo das obras de construção da hidrelétrica de Belo Monte.
"O governo empurra sim Belo Monte goela abaixo! E Altamira virou um caos em todos os sentidos. Nada do prometido saneamento básico, uma das condicionantes do Ibama para dar licença para iniciar a obra! Não tem leito nos hospitais, não há vaga nas escolas, homicídios na ordem do dia, prostituição a céu aberto no centro da cidade. Os aluguéis de uma casa simples pularam de 300 para 2.000 Reais. Os preços de alimentos triplicaram. O trânsito é uma calamidade. Acidentes a toda hora", descreve o bispo, num artigo que divulgado pelo Instituto Humanitas Unisinos.
A seguir, a íntegra do artigo do bispo.(Espaço Aberto)

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Há doze dias vivo a bordo do barco "Teresinha". Estou visitando as comunidades do interior de Porto de Moz. Não há telefone e muito menos existe acesso à Internet. Faz um bem enorme ficar de vez em quando sem essas comodidades. Tem-se a impressão de estar em outro planeta. Mas as pessoas queridas que encontro ao longo da viagem e que há décadas conheço e amo são a prova de que continuo no mesmo planeta Terra e na "minha terra" que é o Xingu. A primeira vez que singrei as águas dos rios, furos e lagos de Porto de Moz foi em janeiro de 1968. Lembro os antepassados do povo que agora me abraça. Revejo em muitos rostos os traços de seus avós. Antigamente as famílias vieram a remo. Hoje um motor "rabeta" diminui mais o tempo da viagem. Mesmo assim têm que enfrentar, às vezes por horas, um sol escaldante ou chuvas torrenciais.
O encontro com o bispo segue sempre o mesmo esquema. Começa com abraços, cantos, poesias, salva de palmas. Um ambiente festivo e descontraído, sem formalidades, etiquetas e protocolos. Sinto-me em casa. "Vós todos sois irmãos" (Mt 23,8). Também o bispo é irmão! É nestas ocasiões que mais me realizo como pastor, no meio dessa gente que amo e que - eu sei disso - também me ama. Todo mundo se conhece. Essa é uma das mais belas características das Comunidades Eclesiais de Base. Não há estranhos.
Faço questão de primeiro ouvir o povo, escutar a sua história, ser informado a respeito de suas esperanças e angústias, avanços e derrotas. São coisas alegres, estórias pitorescas, "causos" que partilham comigo, mas também assuntos tristes, experiências dolorosas. Sempre me admiro que esse povo, apesar de viver uma vida dura e penosa, nunca perdeu a alegria. Sabe sorrir! Aliás, que sorriso límpido, espontâneo, cativante! Nada postiço, só para agradar o bispo.
Falam do salão comunitário que conseguiram construir, da capela que pintaram, das reuniões semanais, do culto dominical e da novena que não deixaram de celebrar. Revelam também problemas familiares. Alguém denuncia a invasão de geleiras para roubar o peixe, até na época da piracema. "Vem com malhadeiras de malha tão fina que nem alma passa". Outro relata com orgulho experiências que fazem com as Reservas Extrativistas comunitárias, mas reclama do Ibama que cai em cima deles por causa de uma tartaruga que pegam, enquanto faz vistas grossas diante das geleiras, do escandaloso roubo de madeira, de desmatamentos e outras agressões ao meio-ambiente, como por exemplo Belo Monte. "Aí dá até todas as licenças para acabar com o nosso Xingu".
Passo, em seguida, do papel de ouvinte para entrevistado. Jovens e adultos me bombardeiam com perguntas de todo tipo. Assuntos internos da comunidade, do setor, da paróquia, mas também da "conjuntura" econômica e política. Em todas as comunidades, a pergunta principal é sobre Belo Monte. Querem saber detalhes, já que o bispo vem de Altamira, do centro do monstruoso projeto.
"Bispo, será que ainda tem jeito de impedir essa desgraça? Ouvimos falar que estão tocando Belo Monte a todo vapor. Dizem que o governo já gastou muito dinheiro e assim certamente não dá mais para parar a obra. Que o Sr. acha?"
O que realmente devo responder a esse povo? Decido "abrir o verbo", sem meias-palavras:
"Verdade é que um rolo compressor está passando por cima de todos nós. A promessa que Lula pessoalmente me deu no dia 22 de julho de 2009, segurando-me no braço e afirmando "Não vou empurrar este projeto goela abaixo de quem quer que seja" foi pura mentira. Falou assim para "acalmar" o bispo e livrar-se deste incômodo religioso que recebeu em audiência. O governo empurra sim Belo Monte goela abaixo! E Altamira virou um caos em todos os sentidos. Nada do prometido saneamento básico, uma das condicionantes do Ibama para dar licença para iniciar a obra! Não tem leito nos hospitais, não há vaga nas escolas, homicídios na ordem do dia, prostituição a céu aberto no centro da cidade. Os aluguéis de uma casa simples pularam de 300 para 2.000 Reais. Os preços de alimentos triplicaram. O trânsito é uma calamidade. Acidentes a toda hora".
"O que mais vou dizer a vocês? Fui várias vezes "ver" o canteiro de obras, quer dizer, queria ver, porque não me deixaram entrar, mas vi de longe os estragos já irrecuperáveis. Rezei missa com as comunidades ameaçadas de despejo. Os grandes fazendeiros receberam indenizações, mas o coitado do pequeno produtor e agricultor não sabe o que vai ser dele e de sua família. Arrasaram com uma vila inteira: Santo Antônio. O pessoal da Norte Energia é para lá de arrogante. Se o colono não desocupa o seu sitio, a Justiça dá ordem de despejo e manda a polícia em cima do pobre, pois a Norte Energia considera toda a região propriedade sua e os moradores, que lá vivem desde os tempos do bisavô, invasores."
"E para onde vai toda essa gente?"
"Pois também eu quero saber. Prometem solução, mas nunca dizem que tipo de solução, onde, quando, de que jeito."
"E o povo de Altamira?"
"Muita gente está com o coração despedaçado. Até comerciantes e empresários que antes colaram em seus carros adesivos "Queremos Belo Monte" andam hoje cabisbaixos. Quem pode contra a fúria da "Norte Energia"? Aliás "Norte Energia" é o próprio Governo, antes Lula, agora Dilma. Nunca houve diálogo com o povo daqui, nem com índios, nem com ribeirinhos, nem com o povo da cidade. O governo traiu o povo que o elegeu e ri-se de quem defende os índios, os ribeirinhos, os pobres atingidos pela barragem. Fala de preço a ser pago pelo progresso. Só que esse preço sacrifica o nosso povo e não as famílias de políticos em Brasília. Um terço de Altamira vai para o fundo e o resto vai ficar à margem de um lago podre, criador de carapanã e causador de dengue e malária".

"E os índios? É verdade que estão a favor da barragem?"

"Não digo que estão a favor da barragem, estão a favor dos presentes que recebem. Muitos deles que antes viviam abandonados pelo governo e entregues à própria sorte, hoje têm todas as contas pagas no comércio, recebem cestas básicas e combustível e outros benefícios. O governo que negou aos índios se manifestarem em oitivas previstas em lei, agora se esmera em entupi-los de dinheiro para fechar-lhes a boca. Antigamente enganou-se os índios com espelhos e bugigangas, hoje milhões de reais são injetados nas aldeias para paralisar a luta indígena e cooptar as lideranças. O preço é muito alto. Não se mata mais índio a ferro e fogo. O dinheiro farto é a punhalada traiçoeira no coração das culturas indígenas e de sua organização comunitária. E o governo afirma em alto e bom som que nenhuma aldeia será alagada. Aldeia não será alagada, sim! O que a Norte Energia faz, é cortar a água aos índios e ribeirinhos da Grande Volta do Xingu. E o povo da Volta Grande vive e sobrevive da pesca. E tem mais. O que vai acontecer com uma aldeia a poucos quilômetros do canteiro de obras onde trabalham milhares de homens? É muito triste! Dá dó!"
"E nós? Como é que nós vamos ficar, nós que moramos abaixo da futura barragem? Ou, como essa gente de Brasília fala, 'à jusante'?"
"Bem, vocês sabem o que acontece se fazem uma tapagem no igarapé. Acima da tapagem, o que acontece?"
"O igarapé alaga a terra firme!"
"E abaixo da tapagem?"
"Ora, o igarapé seca!"
"Pois é. O Xingu abaixo da barragem vai baixar de nível e os igarapés e afluentes também. Há trechos em que o Amazonas vai entrar no leito do Xingu e nossos peixes que não se dão com a água barrenta do Amazonas vão morrer."
Por um bom tempo o povo ficou apenas me olhando e não me fez mais nenhuma pergunta. Também a conversa já passou da hora. Já é hora de almoço.
A celebração eucarística está programada para as 14 horas. A liturgia está preparada, os cantos escolhidos e as leituras ensaiadas. "Vai ter crisma" avisa-me uma catequista "e a turma precisa ainda se confessar com o bispo". Nada de vexame! Aqui ninguém é escravo do relógio. Terminada a confissão, outra catequista me informa: "As meninas precisam ainda se empiriquitar". Já são lindas por natureza, de traços indígenas ou ascendência negra, mas querem realçar ainda mais sua beleza. Há também senhoras entre as crismandas, com crianças pequenas. Uma me pergunta se pode, mesmo gestante, se crismar. "Sem dúvida, querida! O Espírito Santo descerá sobre você e a criança debaixo de seu coração!"
Apresento os crismandos a toda a comunidade chamando cada um(a) por seu nome: "Senhor, aqui estou!" é a resposta às vezes bem forte, outras vezes um pouco tímida, acanhada. Depois de dois anos de preparação para o sacramento, sabem que a resposta que recorda o que o Profeta Isaias falou quando Deus o chamou: "Eis-me aqui, envia-me" (Is 6,8) significa o compromisso publicamente assumido com a comunidade. No rito da imposição das mãos convido também catequistas e dirigentes para realizar comigo este gesto que remonta ao tempo dos apóstolos quando enviaram discípulos para anunciar e testemunhar o Evangelho (cf. At 13,1-4). Durante a unção com o santo crisma a madrinha ou o padrinho coloca "a mão com que assina o nome" no ombro da afilhada ou do afilhado selando com este gesto uma aliança: "Você pode contar comigo, não apenas hoje, mas pelo resto da vida!". Estou convicto de que muitos padrinhos e madrinhas realmente assumem um compromisso sério e não estão aí como personagens mudas que entram em cena só para figurar. Dou-me conta disso especialmente quando, depois da unção, a crismada ou o crismado pede a bênção de sua madrinha, de seu padrinho. É um momento comovedor. Graças a Deus, o nosso povo não tem vergonha de mostrar suas emoções.
O mais lindo nestas viagens, além do encontro com esse povo bom e simples, é conviver tão de perto com a criação de Deus. Doze dias se foram, desde que partimos de Altamira. A última noite da viagem passamos ancorados na boca do Rio Maxipanã, afluente do Xingu abaixo de Souzel. Chegamos ao entardecer. Cedo atei a minha rede. Noite calma e tranquila, sem carapanã. Acostumei-me a acordar antes do sol raiar e assim desfruto sempre do privilégio de ver o dia nascer.
Como é sublime essa hora matutina. As estrelas deixam de cintilar. As trevas se dissipam. O céu no oriente começa a alvorecer, mas a escuridão ainda predomina. A rubra claridade da aurora enfrenta as trevas. De minuto em minuto a cor purpúrea é mais suavizada com tonalidades acajus e alaranjadas.
O rio ainda dorme. Exala uma bruma esbranquiçada que cobre, como se fosse um véu, a várzea.
Na terra-firme da outra margem guaribas já uivam seu louvor matinal ao Criador. Cada bando tem o seu "capelão". É barbudo. Aqui o chamam de "gorgo". Dizem que as fêmeas permanecem em piedoso silêncio enquanto os gorgos bradam seu salmo milenar. De repente param, como se Deus tivesse lhes passado uma ordem. Silêncio.
Agora se ouve melhor o canto dos pássaros com suas melódicas modulações, umas mais graves e fortes, outras mais contidas e suaves. Chilreiam suas cantigas, também milenares. Um é apelidado de "peito de aço" porque seu assobio é tão forte que assusta a quem estiver por perto. Ouve-se o arrulho esperançoso das rolinhas. Pombinhas selvagens gorjeiam animadas sua saudação ao novo dia. Lá longe uma voz solitária e monótona de uma ave que não sei identificar. Sua cantiga parece com o cuco, aquele pássaro dos Alpes que canta só na primavera. Falam mal dele. Dizem que bota seus ovos em ninho alheio para outra mãe chocar. Não assume a responsabilidade por seus filhotes. Em vez de ficar preso ao ninho, imóvel em cima de ovos, prefere curtir uma vida de vagabundo e voar desimpedido para cantar aqui e acolá.
O sol já alcançou altura, mas ainda é um disco pálido por trás da neblina. Cada vez mais impõe o seu fulgor. Enquanto o primeiro raio não rasgar a cortina, pode-se vê-lo a olho nu. A bruma rapidamente se desvanece e o rio, a selva e os campos à sua margem, respiram o ar límpido de uma manhã ensolarada. O Maxipanã revela agora sua cor clara, contrastando com o verde-esmeralda do Xingu e a floresta ostenta sua fascinante exuberância nas múltiplas matizes de seu verdor.
Que maravilha! "Os céus narram a glória de Deus, e o firmamento proclama a obra de suas mãos. O dia transmite a mensagem a outro dia, e a noite conta a notícia a outra noite" (Sl 18,2-3).
Pena que os homens não se deixam mais encantar pela obra de Deus. Vedaram seus olhos e taparam o ouvido. Não enxergam mais as flores, nem ouvem mais o canto dos passarinhos. O sol e lua não nascem, nem se deitam mais! É a rotação do planeta Terra, pronto! Contemplar a natureza é perder tempo e dinheiro. Tudo é matéria prima para fazer negócios. Tudo vira mercadoria a ser explorada, ser comprada e vendida, exportada e consumida! Por isso os homens derrubam e queimam a floresta, represam e sacrificam os rios, assassinam os animais da mata, envenenam as plantas e os pássaros.
Os homens perderam o coração. Tornaram-se insensíveis, brutos, cruéis. Decidiram matar a vida.

Mudança no Incra


Está no Diário Oficial da União de hoje.

Hugo Alan Moda Lima substitui Francisco dos Santos Carneiro, que respondia como superintendente do Incra do Oeste do Pará, com sede em Santarém, desde agosto/2011.

Adalberto Anequino, que era superintendente-adjunto também foi exonerado pela presidência do Incra.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Thiago Amorim não é mais o técnico do São Francisco

Do Blog Rolando a Bola, de Ivaldo Fonseca


Thiago e Roni 
A diretoria do São Francisco demitiu no inicio da noite desta segunda-feira, o técnico  Thiago Amorim, e o preparador  físico Roni Lameira. O motivo foi uma grave discursão  entre os dois ocorrida  hoje a tarde, por terem opiniões diferentes sobre o cancelamento do treino  marcado para a tarde  desta segunda-feira no campo da AABB.

Essa queda de braço entre os dois já  vinha acontecendo em outras ocasiões, com isso o presidente Edie Ribeiro  resolveu dar um basta nesta situação, fez uma reunião com a diretoria e o supervisor de futebol Alex Lins e foi decidido pela saída dos dois.

 Na manhã desta terça-feira o presidente Edie Ribeiro vai confirmar o auxiliar  Serginho e o preparador de goleiros Jorge Ney  no comando técnico do Leão Tapajós , para o jogo decisivo contra o Remo no Baenão no próximo domingo.

O crime contra a Docenave


Em janeiro de 1990 o estaleiro Velrome, instalado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, entregou o último navio de grande porte que a Docenave lhe encomendara. Era o Doceserra, de 170 mil toneladas.
Junto com o Docerio, entregue antes, era o maior graneleiro até então fabricado no Brasil. Só essa frota era capaz de transportar 500 mil toneladas.
Em 1980 a Docenave tinha 14 navios. Em 1990, 23 navios próprios, com capacidade para 2,8 milhões de toneladas, mais cinco navios afretados (com capacidade de 342 mil toneladas), além de seis rebocadores.
No total, os 31 navios podiam transportar de uma só vez 3,2 milhões de toneladas. Os grandes graneleiros iam e vinham do Japão sem precisarem reabastecer.
Em 1989 a Companhia Vale do Rio Doce, proprietária da Docenave, exportou 88,5 milhões de toneladas de minério de ferro, sendo 30 milhões pelo Sistema Norte, que entrou em operação em 1984, 42 anos depois do início da extração de minério no Sistema Sul (Minas Gerais-Espírito Santo).
Isto significa que a Vale, além de ser a maior exportadora de minério de ferro do mundo, era também a que mais transportava minérios. Ou seja: faturava grande parte do frete pago na operação comercial. Frete que podia ser um negócio mais rentável do que a lavra mineral.
Com a privatização, a Docenave foi criminosamente sufocada. A frota foi sucateada e vendida a preço de banana. A empresa só não morreu porque a receita do frete interoceânico para a Ásia se tornou tão atraente que foi necessário ressuscitá-la. Agora ela enfrenta a reação da China, que quer continuar a comandar esse setor estratégico e imensamente lucrativo.
A China fechou seus portos para os supergraneleiros que a Vale encomendou na Coreia do Sul e na própria China. Alegou que os terminais não podem receber esses navios, de 350 mil toneladas. Obrigou a Vale a montar um sistema de transbordo de carga em alto mar. E a recorrer a outros portos asiáticos.
Não estaria nessa situação se a Docenave tivesse continuado sua trajetória.
Por que isso aconteceu?
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Publicado originalmente no Blog A Vale que vale.

As imagens de Santarém durante a forte chuva de hoje



Crédito das Fotos: Tapajós Vip

Consórcio Construtor de Belo Monte não paga imposto à Prefeitura de Altamira

 

Do site Altamira Hoje

O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) está se negando a recolher o Imposto Sobre Serviço – ISS decorrente da obra UHE Belo Monte ao município de Altamira, na mesma proporção paga por todos os demais prestadores de serviços do município. As perdas de receitas estão estimadas em aproximadamente R$ 50.000.000,00, apenas das notas fiscais emitidas do CCBM à Norte Energia, no período de execução da obra.

O CCBM entrou com ação judicial na Comarca de Altamira solicitando autorização da justiça para efetuar o depósito em juízo com base na alíquota de 2% enquanto que a prefeitura pratica a alíquota de 4% há muitos anos. A juíza titular Cristina Collyer Damásio, da 4º Vara Civil da Comarca de Altamira, negou o pedido da empresa e o processo tramitou ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará e aguarda decisão. Se a decisão judicial for favorável ao CCBM o valor relativo ao imposto só será repassado ao município, após a tramitação do processo que pode levar 5, 8 ou 10 anos.

Segundo o Art. 156, III da Constituição Federal, compete aos municípios o Imposto Sobre Serviços - ISS, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar. O Art. 3º da Lei Complementar 116/2003 estabelece que o ISS deverá ser recolhido no local da prestação do serviço nas hipóteses de obra de engenharia considerando-se ocorrido o fato gerador e devido o imposto em cada Município em cujo território haja realizado fração ou parte da obra.

O Mapa da Divisão Geopolítica dos Municípios de Altamira e Vitória do Xingú fornecido pelo Consórcio Construtor Belo Monte (Anexo), revela que a proporção do ISS decorrente da execução das obras de construção civil será de 8,35% para o Município de Altamira e 91,65% para o Município de Vitória.
Levando-se em consideração os dados disponibilizados na "Planilha de Quantidade e Preço" também fornecida pelo Consórcio Construtor Belo Monte, o valor das obras físicas está estimado em R$ 13.852.963.279,09, valores atuais, sendo R$ 1.156.098.883,99 de serviços realizados em Altamira. O valor correspondente ao ISS que pertence a Altamira é de R$ 46.241.955,32 e até a presente data, após decorridos 12 meses de início das obras, praticamente nada foi recolhido de ISS da obra UHE Belo Monte para Altamira.

O recolhimento do ISS a partir deste momento é condição essencial para o município possa cumprir com as suas obrigações financeiras e desta forma enfrentar o desafio de atender a forte pressão por serviços públicos presente em todas as áreas da administração municipal.
 
Jó Bezerra de Sales

Assessor Especial de Finanças Públicas da Prefeitura Municipal de Altamira - PA
Especialista em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Direito Tributário
Mestre em Gestão Pública pela UTAD

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São Raimundo Esporte Clube

EDITAL DE CONVOCAÇÃO
 
O Presidente da Assembléia Geral do São Raimundo Esporte Clube, o senhor ARNALDO SOUSA LOPES, em obediência ao que dispõe O Estatuto Social do Clube, CONVOCA todos os senhores ASSOCIADOS, para uma reunião de Assembleia Geral que se realizará no dia 26 de abril de 2012, (QUINTA FEIRA) na sede social do clube, com inicio previsto da primeira convocação as 19h00min, e em segunda e ultima convocação às 19h30min com qualquer numero de sócios presentes, para deliberarem sobre os seguintes assuntos:
a)      Leitura do Edital;
b)      Leitura da ATA da reunião anterior;
c)      Leitura de Expedientes;
d)      Apreciação do Parecer do Conselho Fiscal sobre a prestação de contas do Presidente em exercício ANTONIO DE SOUSA SAMPAIO E DA JUNTA GOVERNATIVA do período de agosto a dezembro de 2011;
e)      Apreciação e Deliberação sobre o Item 2 do Acordo Judicial firmado nos auto do processo nº 0011335-05.2011.814.0051;
f)      Analise e Apreciação e deliberação do Relatório da Comissão Administrativa nomeada no Acordo Judicial de acordo com o Item 3 firmado nos auto do processo nº 0011335-05.2011.814.0051.
g)      Apreciação e Deliberação dos requerimentos apresentados pelas torcidas organizadas e associados.
Pela sua presença, desde já sou grato.  
 
Atenciosamente,
Saudações Alvinegras.
Santarém (PA), 04 de abril de 2012.
 
ARNALDO SOUSA LOPES
Presidente da Assembleia Geral.

Tv Cultura em fase de testes em Santarém


Começou ontem, por ocasião da transmissão do jogo São Francisco 1 x 1 Clube do Remo, os testes de sinal do canal 52 operado, em Santarém, pela Tv Cultura do Pará.

Segundo o secretário de comunicação do estado, Ney Messias, o planejamento era para a implantação da repetidora ser instalada somente no final do ano, mas por causa do campeonato paraense, a Funtelpa antecipou o cronograma.

Em fase de testes, o canal 52 está sendo transmitido por equipamento instalado na sede do Ciop, próximo ao estádio Barbalhão.

A potência do transmissor ainda é fraca, o que torna a sintonia de imagem e som precários em algumas áreas da cidade. Mas na zona elevada de Santarém, a imagem é de boa qualidade.

A Funtelpa espera, ainda este ano, a outorga de um canal de estação geradora para Santarém, pelo Ministério das Comunicações.

Prefeitura de Santarém abre concurso para 531 vagas na área de saúde

No site NoTapajós

A Prefeitura Municipal de Santarém, através da Secretaria Municipal de Administração (Semad) realizará o processo seletivo simplificado para o preenchimento de 531 vagas. O concurso foi divulgado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (9.

São 411 vagas para o cargo de Agente Comunitário de Saúde e 120 vagas para o cargo de Agente de Combate as Endemias em cargo efetivo de Nível Fundamental Completo.

O processo será de duas etapas, a primeira etapa será objetiva e a segunda consiste na prova de títulos. As provas serão aplicadas no dia 6 maio e no período de 21 a 22 de maio para os classificados na primeira etapa.

As inscrições serão realizadas de 10 a 23 de abril de 2012, via internet no endereço
eletrônico www.santarem.pa.gov.br. A taxa de inscrição é R$ 35,00.

Rio Tapajós sobe 14 cm neste final de semana

Foto: Marcos Castelo

O fenômeno conhecido pelo caboclo da região - o repiquete-, que ocorre em período de lua cheia, pode ter sido o responsável pela subida acentuada do nível do rio Tapajós de quinta-feira, 5, até hoje,9.

Na última quinta-feira, o Tapajós mantinha o nível de 7,52 metros registrado desde o dia 2. Mas hoje de manhã as águas já estão na marca de 7,66 metros, se aproximando rapidamente do nível registrado em 2009, que foi de 8,32 metros, período em que foi registrada uma das maiores enchentes da região Amazônica.

domingo, 8 de abril de 2012

São Francisco 1 x 1 Clube do Remo


Remo 1 x 0: Edinho (cabeça) 26' 2º
São Francisco 1 x 1: Rodrigão 45' 2º

Renda: R$53.310,00
Público: 5.236 Pagantes
            1.000 caronas
            6.236 Total

A Vale é mesmo nossa?




No dia 6 de maio de 1997 o governo federal, chefiado pelo sociólogo Fernando Henrique Cardoso, vendeu o controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce. Criada em 1942 para explorar as jazidas de ferro de Minas Gerais, das maiores do mundo, a estatal se tornou a maior produtora desse minério, o mais utilizado pelo homem.
Um consórcio liderado pelo empresário Benjamin Steinbruch arrematou 42% das ações da estatal, por valor equivalente a 3,3 bilhões de dólares. No ano passado o lucro líquido da Vale, o maior da sua história, foi 10 vezes superior ao valor da sua privatização.
Decidi criar este blog por motivos como esse.
Para repensarmos a trajetória da antiga CVRD nesses 15 anos de sua atuação como empresa privada. Ela se consolidou como a segunda maior mineradora do mundo – e a mais diversificada. Dela depende meio milhão de pessoas em 32 países, espalhados pelos cinco continentes. É um universo único para uma empresa brasileira.
Brasileira mesmo?
A grande alavanca da Vale se formou em 2005. O preço do minério de ferro disparou para patamares nunca antes imaginados, como diria Camões (ou Lula). A Vale chegou a ser, durante certo tempo, maior do que a Petrobrás. É a maior empresa privada brasileira. Está entre as 20 maiores do mundo. De cada 10 dólares que entram no caixa do Banco Central, dois são resultado da sua atividade.
A mudança drástica se deveu ao consumo incrível da China. Os chineses absorvem um terço do minério do mundo. É para eles que vão 60% do ferro escoado pelo maior trem de carga do mundo, desde a província mineral de Carajás, no Pará, sem similar na Terra, até o porto da Ponta da Madeira, no Maranhão.
Em tese, mesmo privatizada, a Vale é uma empresa brasileira: 65% do seu capital votante pertencem a residentes no país; através de fundos estatais e do seu banco de desenvolvimento, o BNDES, o governo brasileiro tem 41% das ações ordinárias, que conferem decisões aos seus portadores.
Teoricamente, tudo bem.
De uma empresa especializada em distribuir dividendos, cada vez maiores, talvez seja mais interessante comprar ações preferenciais, que, como o nome diz, tem direito a preferência no recebimento de sua parte nos lucros. Estas ações são controladas por investidores privados – e estrangeiros.
Especializada na venda de commodities minerais, a Vale também está atrelada aos compradores, com ênfase especial na China. Atrelamento perigoso. Tanto mais quanto o grau de endividamento da empresa em moeda estrangeira constrange sua apregoada autonomia.
Venalidades e aviltamentos de valor à parte, o mais grave no processo da privatização da CVRD foi a falta de informações ao cidadão, que, como o povo durante a madrugada em que o Brasil dormiu imperial e amanheceu republicano, viu a tudo bestializado.
O governo não privatizou apenas uma estatal: ele entregou poder equivalente ao de um Estado a uma única empresa; entregou um país. O país Vale.
Presente em 16 Estados, ela controla os principais portos e ferrovias do Brasil, conectados ao mercado exterior, sobretudo com a Ásia. É dona de grande parte do subsolo, explorando várias jazidas e sentando sobre outras tantas. Seu poder é tal que ela influi sobre grande parte da imprensa, graças ao uso de propaganda, a rigor, desnecessária, mas vital para estabelecer elos e compromissos.
Por isso, sendo tão importante, é tão pouco conhecida.
Este blog se propõe a revelá-la para os brasileiros, para que eles sejam efetivamente seus donos, não apenas nominalmente. Só se domina o que se conhece. De fato, em profundidade, com substância.
A maior tarefa deste blog é abrigar informações. Ou contrainformações, conforme o caso.
Informações vindas de todos os lugares onde a Vale está presente, sem seguir seu roteiro nem ficar subordinado à grande imprensa, dependente dos fartos anúncios da companhia.
Qualquer pessoa pode participar dessa roda de conhecimentos. Basta que relate a atividade que a Vale desenvolve na sua área de interesse, o que não aparece na mídia, dados que são sonegados ao conhecimento público, fatos que estejam acontecendo, documentos produzidos, observações pertinentes, imagens, fotos, dicas, sugestões.
Pretendemos montar um painel revelador, denso e sólido, com informações vivas, originadas dos locais, de fontes primárias, que nos permitam acompanhar e influir sobre a atividade da Vale, da qual depende parte considerável dos destinos nacionais.
As contribuições podem seguir uma pauta inicial.
Por exemplo: a retomada do transporte de minério pela empresa, abandonado depois que a Docenave foi praticamente extinta (por qual motivo?); a duplicação de Carajás;a retomada da expansão da siderurgia em Tubarão. Temas não faltam.
Há até perspectivas originais, como a de Kleber Galvêas, que reproduzi na última edição do meu Jornal Pessoal. Ele serve de modelo para o que se pode fazer neste blog. O texto vem em seguida a esta abertura.
Proponho, por fim, um tema aos que quiserem entrar nesta roda.
O país se esforça por aumentar a taxa sobre a mineração: ou elevando a alíquota, que é baixa, ou ampliando a base de cálculo (que não inclui seguro, transporte e imposto, apenas o custo direto de produção do minério). Essas falhas impedem o Brasil de participar decentemente nos resultados da atividade mineral.
Minha proposta é para que se cobre participação nos lucros da empresa de mineração. O argumento que ela usa contra taxas mais elevadas ou de maior retorno, de que afetam a sua competitividade internacional, não pode ser aplicada à participação no lucro líquido.
Se o poder público tivesse direito a 10%, teria recebido no ano passado o equivalente a três bilhões de dólares. Não é mais interessante e justo?
Responda. E entre na dança. Espero sua contribuição, já.
Grande abraço,
Lúcio Flávio Pinto

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Usina de luz

Sebastião Imbiriba
É um dia nublado, ameaçando chover novamente, o computador indica 22 graus lá em baixo, ao nível do mar. Aqui na encosta da montanha, no meio da floresta atlântica, no condomínio onde residimos, deve estar uns dois graus abaixo, mas não venta como ontem, no início da tempestade, quando o fornecimento de energia elétrica foi interrompido por algum galho derrubado sobre a rede de transmissão. Agora o ar permanece sereno, a tranquilidade domina o ambiente e meu espírito vagueia pelas lembranças de minha juventude na terra natal.

Antiga usina de luz. Foto: arquivo Jornal O Estado do Tapajós
Lembro da Usina de Luz, onde hoje funciona o Mercado Municipal, na Praça Rodrigues dos Santos. Eu ia lá admirar aquela que me parecia enorme termoelétrica, a fornalha queimando lenha, a caldeira soltando vapor e fazendo mover o motor, tudo para acionar um pequeno gerador elétrico, acho que fornecia uns meros 50 KW que mal davam para iluminar precariamente as ruas da frente no centro da cidade com luzinhas que mais pareciam lamparinas. A fornalha era alimentada desde cedo para fornecer vapor suficiente das seis às nove da noite quando os apitos da usina anunciavam o acender e apagar das luzes.
 
Quando a usina apitava era hora dos rapazes se despedirem, porque nenhuma moça de família namorava depois que a luz apagava. O pai pigarreava, a mãe vinha espiar e dizer entre dentes: "Tá na hora". Acabava o namoro e iniciava o caminho da Fuluca, das Sete Bandeirinhas, onde a bebida, a música e as mulheres à luz de candeeiros estavam disponíveis a noite toda. Mas eu era congregado mariano e não podia frequentar tais lugares, então ia visitar residências com pais menos repressivos namorar meninas mais liberais.
 
A sessão do Cinema Olímpia terminava às nove, justo quando iniciava o apagão. Por isso as meninas tinham que ser sempre acompanhadas por responsáveis, os próprios pais, irmãos mais velhos ou tios. Sempre equipados com lanternas para iluminar os caminhos. A Avenida Tapajós não existia. Só a Rua do Comércio (Lameira Bittencourt), Siqueira Campos, Marechal Floriano e o trecho da Adriano Pimentel diante da Prefeitura eram pavimentadas, com esgoto a céu aberto. As demais vias eram de terra batida e muitas não passavam de areais que dificultavam a passagem dos carros de boi. Caminhões e carros eram apenas dois ou três de cada. O carro do Von, pai do Alexandre, era o único que transportava passageiros.
 
A Rádio Rural ainda não existia, não havia energia elétrica nem Frei Juvenal, o precursor de padre Edilberto Sena. Quem precisasse de energia durante o dia tinha de instalar seu próprio gerador diesel-elétrico. Era o caso das Prensas de juta que funcionavam na Rua do Imperador, a fábrica de gelo do Bar Mascote e a do Guaraná Sacil, a primeira de Santarém, que fornecia força para nossa casa no horário comercial.
 
Finalmente o sonho de Silvio Braga se realizou e a hidroelétrica do Palhão foi inaugurada com muitas festas e seus 40 MW, suficientes para acalentar o início do desenvolvimento econômico da cidade. Foi uma alegria, assim como agora que a Light restabeleceu o fornecimento de energia e eu posso escrever estas recordações.
 
A carência de energia é um dos maiores empecilhos ao desenvolvimento e bem estar da Humanidade, como nestas horas em que fiquei no apagão, isolado do Mundo, do conhecimento, da informação, dos parentes e amigos, imaginando como fica infeliz e triste a vida sem eletricidade. E sem Internet.

Por que o asfalto dura pouco em Santarém


Da Reportgem de O Estado do Tapajós 
 
A ausência de drenagem da água pluvial e servida é o principal motivo para a rápida deterioração do asfalto  em Santarém. 
 
Segundo o engenheiro civil Roberto Branco não há problema de fazer um recapeamento asfáltico em período chuvoso, pelo fato do produto ser impermeável, mas de nada adianta se não houver drenagem, que em pouco tempo poderá deteriorar tudo novamente.

 
Depois que a prefeitura municipal de Santarém iniciou o recapeamento da Avenida Mendonça Furtado a população tem questionado sobre o serviço estar sendo feito no período de chuvas.
 
O engenheiro não vê problema algum do serviço ser feito nessa época do ano. Porém, ele ressalta que quando estiver chovendo os trabalhos devem ser interrompidos. "O que eu acho prejudicial é fazer um asfalto em ruas sem sistema de drenagem eficiente. Fazer uma rua e não cuidar das poças de água, isso sim é um problema", esclarece Branco, acrescentando que não há um comprometimento na qualidade do asfalto por ser um produto impermeável. Mas, o ideal seria que na base do asfalto fosse colocada uma brita. Daria mais resistência à massa asfáltica. 
 
O problema de acordo com o engenheiro é que pelo fato da brita ser um produto caro e dificilmente encontrado na região, então a piçarra é compactada e jogado o asfalto por cima. A brita até poderia ser misturada no asfalto, mesmo assim teria um custo elevado.
 
Ainda segundo o engenheiro, o mínimo de asfalto colocado nas vias públicas deve ser de 3 cm. No caso de Santarém, por mais que seja acrescido mais em sua espessura, os problemas de subsolo causariam a deterioração em menor espaço de tempo.
 
Roberto Branco também alerta que, mesmo havendo a brita é necessário todo um sistema de esgoto, o que para o governo municipal representaria um custo altíssimo. "O nosso grande problema é fazer asfalto sem a devida infraestrutura. Botar o asfalto fica muito bonito, só que pouco durável”.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Alcoa adia decisão de ‘fechar’ fábrica em São Luís

Blog do Décio

A Alcoa enviou nota ao blog informando ter adiado por 60 dias a decisão sobree “eventuais ajustes de produção” nas unidades de Poços de Caldas (MG) e São Luis (MA).
Ontem o presidente da Força Sindica no Maranhão, Frazão Oliveira, disse temer a possível demissão de mais de 5 mil trabalhadores da Alumar, caso feche sua unidade na capita (reveja).
A Alcoa alega o alto custo de energia no Brasil como fator principal para a falta de competividade no mercado internacional. Por isso quer benesses do governo federal e dos estaduais para manter suas operações no país. Leia a íntegra da nota.
Posicionamento para imprensa
A Alcoa informa que ainda não obteve uma solução definitiva para reduzir custos e tornar suas operações competitivas no País, mas vislumbra potenciais avanços. Em reconhecimento aos esforços das autoridades brasileiras na busca de respostas a este desafio e atendendo a solicitação do Governo Federal, a decisão sobre eventuais ajustes de produção de Poços de Caldas (MG) e em São Luis (MA) foi postergada por 60 dias.
Na última semana a Alcoa assinou protocolo com o governo de Minas Gerais, que possibilitará à empresa construir uma área de depósito de resíduos de bauxita em sua unidade em Poços de Caldas. Esta importante medida permitirá à companhia manter a operação da refinaria de alumina no município.
O Governo Federal sinaliza com esforços para reduzir os custos de energia, principal entrave à competitividade da indústria do alumínio no Brasil, estimando prazo de 60 dias para apresentar soluções e evitar eventuais impactos de produção.
A Alcoa reitera seu compromisso com o País, além de contribuir com as autoridades propondo diversas soluções, a companhia está fazendo a sua parte ao rever gastos com matérias-primas, serviços, alavancando ações de produtividade, cuidando do capital de giro e consolidando seus recentes investimentos.