terça-feira, 30 de junho de 2009

Tribunal do júri volta a ser reunir após dez anos em Faro

O réu respondia por homicídio qualificado por crime ocorrido no interior de um bar na comunidade do Maracanã. Segundo a denúncia, após uma briga por causa de jogo de bilhar, o réu desferiu uma paulada na cabeça da vítima, que veio a falecer de traumatismo craniano. Atuaram no júri os Promotores de Justiça Rodrigo Aquino Silva e Ione Missae da Silva Nakamura.

O Ministério Público do Estado pediu a absolvição do réu por falta de provas, sendo a tese acatada pelo Conselho de Sentença. O crime ocorreu em 1994, e somente quatorze anos depois o réu foi julgado pelo Tribunal do Júri. Presidiu a sessão o Juiz de Direito Rômulo Brito, que respondia provisoriamente pela comarca de Faro.

(Fonte: MPE)


UFPa vai oferecer curso de geografia em Santarém

O edital do Processo Seletivo Seriado 2010 (PSS 2010) da Universidade Federal do Pará foi publicado nesta terça-feira, dia 30 de junho, no Diário Oficial da União. O documento dita as regras e detalhes do concurso para ingresso na maior universidade federal brasileira em número de alunos e, a partir do dia 10 de julho, estará disponível no site do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS), no endereço www.ceps.ufpa.br. O conteúdo programático cobrado nas provas também está disponível no site.

O campus de Santarém vai ofertar pela primeira vez o curso de licenciatura em Geografia.

Prodepa discute banda larga com empresários santarenos

O uso da banda larga através de fibra óptica pelas empresas santarenas será tema da reunião que o diretor de mercado da Prodepa, Jorge Antônio Moraes de Souza, terá com os associados da ACES, hoje, as 19 horas.

Funcap recorre de decisão judicial que afastou Euniciana Peloso

A presidencia da Fundação da Criança e do Adolescente do Pará (Funcap) informa que vai recorrer da decisão judicial que determinou o afastamento de sua titular, Euniciana Peloso, usando, assim, o recurso legal disponível de um prazo de 20 dias. A Funcap lembra que a dispensa de um funcionário do quadro da administração pública estadual cabe apenas a quem o nomemou, no caso, a governadora do Estado, Ana Júlia Carepa.

(Fonte: Agência Pará)

Valtinho escondeu convite do Papão da diretoria do Pantera

O técnico Valter Lima escondeu o jogo dos diretores do São Raimundo que estavam ontem à noite em Belterra, onde a equipe se prepara para a estréia na série D do campeonato brasileiro.
Aquela altura, Valtinho já havia fechado com o Paysandu, mas nada falou aos diretores que retornaram a Santarém após 22 horas.
Só hoje, às 9 horas, é que o treinador confirmou a diretoria alvinegra que não era mais o técnico do Pantera.
Não se sabe o porquê de Valtinho ter agido dessa forma.
A diretoria do Pantera já procura um nome para dirigir o time domingo, no Barbalhão. No momento o mais cotado é Samuel Cândido, ex-Tuna Luso Brasileira.

Criança morre afogada no rio Negro

A cheia em Manaus continua fazendo vítimas, como informa ao Blog do Estado o operador de turismo Raimundo Gonçalves.
Desta vez um menino foi tragado pelas águas do rio Negro, que ja atingiu a marca histórica da enchente de 1953.

BASA tem novo diretor

Do Blog do Ércio:

Antonio Carlos Borges, paraense e funcionário de carreira da instituição, é o novo diretor do Banco da Amazônia S/A. Substitui Augusto Barros, que foi preso pela Polícia Federal e demitido. A indicação de Antonio carlos é do próprio presidente do BASA, Abdias de Souza Júnior.

Ciaba reabre inscrições por determinação judicial

Por determinação da Justiça Federal, o Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba) reabriu prazo de inscrições para o Processo Seletivo de Admissão ao Curso de Adaptação para Segundo Oficial de Náutica da Marinha Mercante. A decisão foi tomada após ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, com base em procedimento administrativo aberto por reclamação de candidato que teve a inscrição recusada por não ter formação em nenhum dos 15 cursos superiores elencados no edital.

De acordo com as reclamações do candidato, apuradas pelo procurador da República Alan Rogério Mansur Silva, o edital restringia os candidatos a um grupo com formação superior em determinados cursos. Além disso, na segunda etapa do concurso, a formação em alguns cursos valia mais ou menos pontos, considerados essenciais para eliminação e classificação dos candidatos. Os formados em Engenharia, por exemplo, tinham 10 pontos, enquanto os diplomados em Química Industrial e bacharéis em Física, cinco pontos, de acordo com tabela do edital.

Na decisão judicial, a juíza federal Carina Cátia Bastos de Senna acatou a liminar com base, entre outros, na Constituição Federal, que estipula que a restrição de acesso ao exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, só pode ser feita por meio de lei, o que não havia neste caso.

No edital do Ciaba, era exigido que os candidatos tivessem diploma de cursos como Engenharia Naval, Engenharia elétrica (Eletrônica ou Eletrotécnica), Engenharia Química, Matemática, Meteorologia ou mesmo Astronomia, impossibilitando o acesso a candidatos de outra formação
superior, sendo uma irrefutável afronta ao princípio da igualdade, uma vez que, de forma explícita, estabelece uma hierarquia inexistente entre cursos de nível superior, sem qualquer fundamentação jurídica, enfatiza a decisão judicial assinada no dia 19 de junho.

Além do CIABA, em Belém, o curso de Oficial de Náutica da Marinha Mercante é feito no Brasil pelo Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), no Rio de Janeiro.

As novas normas já estão valendo, e as inscrições acontecem de 30 de junho a 31 de julho, conforme o site da instituição:
https://www.ciaba.mar.mil.br.
(Fonte: MPF)

Ibope na mesma

Da coluna Radar, de Lauro Jardim:

Disputando em parte com a novela das sete da Globo e na parte final com o Jornal Nacional, a Record[aqui canal 15] estreou ontem o Jornal da Record, sob a dupla Ana Paula Padrão e Celso Freitas. Deu onze pontos de audiência, segundo dados prévios do Ibope na Grande São Paulo (A Globo fiou com o triplo disso). É exatamente o que o telejornal registrava de audiência antes da chegada de Ana Paula.

Diretoria desconhece saída de Valter Lima para o Paysandu

Junior Tapajós, um dos diretores do São Raimundo, informou há pouco que a diretoria do Pantera não foi informada da contratação do técnico Valter Lima pelo Paysandu e que ficou sabendo da notícia pela imprensa de Belém.
Segundo Junior, a diretoria foi apanhada de surpresa com a anunciada saída de Valtinho. Ele espera que o treinador dirija, pelo menos, a equipe na estréia da série D contra o Moto Clube, domingo, no Barbalhão.
Dos nomes cotados para assumir a direção técnica do Pantera se a saída de Valtinho for mesmo confirmada, desponta o de Charles Guerreiro, auxiliar técnico de Edson Gaúcho, demitido pelo Paysandu e para o lugar de quem o Papão teria contratado o técnico do São Raimundo.

Mineradores reduzem US$ 1 bilhão de investimentos no Pará

No AMAZÔNIA:

Os mineradoras já admitem: haverá reduções de investimentos nas principais províncias minerais do Brasil. No Pará, não poderia ser diferente. O prognóstico do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) é de freio no ritmo de execuções de projetos e a redução de marcha vai custar caro: menos 1 bilhão de dólares dos 23 bilhões que seriam aplicados no terrotório paraense de 2009 a 2013. O presidente da entidade, Paulo Camillo Penna, ameniza e diz que, em um momento de crise, estes números são animadores, pois a redução é de apenas 5%, aproximadamente, diferente de Minas Gerais, onde a queda deve beirar os 20 pontos percentuais.
Penna confirma que devem ser mantidos os 47 bilhões de dólares para todo o Brasil no período, mas também admite que, se não fosse a crise mundial, esse montante teria, pelo menos,10 bilhões a mais: até o terceiro trimestre de 2008, a projeção de investimentos da indústria de mineração no Brasil era 17,5% maior, ou seja, 57 bilhões de dólares entre 2008 e 2012.
O presidente do Ibram avalia que o Pará é a província mineral menos afetada. E há um motivo claro para o impacto menor: o Estado tem a melhor produtividade e produtos mais competitivos no mercado internacional.
Penna frisa ainda que os investimentos foram mantidos em todos os projetos no Pará. 'O que deve haver é a adequação dos prazos para finalizar os empreendimentos', comenta. Um dos casos é o projeto Onça Puma, o qual deve explorar uma das maiores reservas de níquel do mundo, em Ourilândia do Norte. O presidente não comenta, mas, embora a queda de preço do níquel tenha sido brutal durante a crise, as perspectivas de retomada dos preços em médio e longo prazo mantiveram os investimentos, embora em ritmo mais lento.

Lúcio Flávio Pinto: Desmatamento zero

Os fazendeiros, atingidos por uma ação civil pública contra a comercialização de gado produzido à custa da derrubada de floresta, reagiram com uma proclamação: a pecuária é a única atividade produtiva presente nos 143 municípios do Pará. O que devia ser motivo de lamento torna-se causa de exaltação. O Pará, como toda Amazônia, não tem vocação pecuária. Seus solos fracos, ácidos e de estrutura frágil, na maior parte do território do Estado, não suportam o pisoteio do gado. A pecuária pode ser desenvolvida, com restrições, em poucas áreas. As melhores, os campos naturais, estão do outro lado do rio Amazonas, na margem esquerda, distantes dos mercados. E ainda assim exigem tratos culturais.

De fato, a pecuária já responde por 14% do PIB estadual e é uma empregadora significativa porque boa parte da produção sai de pequenas propriedades (nas grandes, o emprego é mínimo). O rebanho do Estado é dos maiores do país. Mas tudo isso foi constituído na contramão das aptidões naturais da região e, em regra, à margem da lei – ou contra ela. Não é, portanto, “sustentável”. Nem por isso, porém, é recomendável uma política de arrasa-quarteirão contra a pecuária.

Mas não é isso o que fez o Ministério Público Federal. Ele apenas deu o primeiro passo para evitar, de forma prática, o sacrifício de floresta nativa para a formação de pastos. Já há pastagens e áreas degradadas em quantidade até excessiva para sustentar o atual rebanho. Nada justifica derrubar mata para em seu lugar fazer pastagem. As próprias entidades do setor admitem isso. Mas o caminho do discurso à realidade não é trilhado por uma quantidade inaceitável de fazendeiros e outros agentes das derrubadas. Já é hora de brecar essa prática nociva.

Quem quiser prosseguir no criatório terá que se enquadrar à lei, mesmo que por etapas. Pode compensar os danos causados, modificar as técnicas de cultivo, incorporar cuidados ambientais e uma série de providências, a serem acertadas através de arbitramento. O poder público também tem que corrigir seus muitos e graves erros, que contribuem para as práticas irregulares ou ilegais. Mas não se pode mais tolerar desmatamento para produzir carne. O tamanho da devastação da Amazônia exige providências para pôr fim à esquizofrenia entre as declarações de boas intenções e os maus hábitos. Quem fizer errado não poderá continuar a fazer. Chega de falatórios e encenações.

Assembléia de Deus está em pé de guerra

Estão quentes – rapidamente caminhando para quentíssimos – os ânimos entre os evangélicos da Assembléia Deus, a mais antiga e tradicional do Pará.
Vídeos disponíveis no YouTube são nitroglicerina pura.
Ninguém menos que o pastor Samuel Câmara, presidente da Assembléia de Deus de Belém – aquela do templo que fica ali na 14 de Março com a Governador José Malcher – descascando o pepino em relação à Convenção Geral, a máxima instância deliberativa da Assembléia de Deus.
As denúncias que Câmara faz são graves, como vocês mesmos poderão constatar.
Envolvem suspeitas de fraudes no último processo eleitoral – conforme já denunciado anteriormente pelo pastor Rui Raiol –, FGTS não recolhido, apropriação indébita de obrigações previdenciárias, emissão de cheques sem fundos e dívidas de alto valor contraídas pelos integrantes da Convenção Geral.
O vídeos são, em verdade, a gravação do programa de 13 de junho passado, um sábado, quando Samuel Câmara se pronunciou pela primeira vez sobre o assunto, publicamente, durante seu programa “Voz da Assembléia de Deus”, transmitido pela Rádio Boas Novas, em cadeia com a Rede TV.
Depois da veiculação desses vídeos, então aí mesmo é que o cerco se fechou contra o presidente da Assembléia de Deus de Belém.
Prova disso é uma nota publicada nos jornais do último domingo pelo pastor Gilberto Marques, presidente da Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus no Estado do Pará (Comieadepa), órgão máximo deliberativo no Estado.
Marques relembra que os pastores presidentes das Igrejas Assembléia de Deus de Belém, Marituba, Oriximiná, Beja (Abaetetuba) e Ananindeua desligaram-se da Comieadepa e filiaram-se a outra convenção, com sede no Tocantins.
Ele informa que, a partir de agora, a Comieadepa vai “estabelecer legalmente os seus trabalhos religioso na capital do Estado do Pará”. Tradução: a Assembleia de Deus de Belém, maior de todo o Estado, presidida por Samuel Câmara e até então filiada à Convenção do Tocantins, passará a ser submetida à Convenção presidida pelo pastor Gilberto Marques.
O desafio está lançado.
E tanto é assim que Marques, na mesma nota, convida até para a posse do novo pastor que indicado pela Comieadepa para cuidar da área de Belém.
A posse está marcada para amanhã, às 19h, no Hangar.
(Com informações de Paulo Bemerguy)

Derrota derruba Gaúcho. Waltinho é esperado hoje de manhã na Curuzu

Contrariando o que haviam dito seus dirigentes ligados ao futebol, o presidente do Paysandu, Luís Omar Pinheiro, demitiu ontem à tarde o técnico Édson Gaúcho. Campeão paraense com o Papão, o treinador caiu após a derrota para o Luverdense-MT no último sábado. Na ocasião, o time paraense vencia por 2 a 0 e deixou o time mato-grossense, que não havia marcado um ponto e nem feito um gol sequer na Série C, virar o placar. Édson Gaúcho comandou o Papão em 24 partidas, com 16 vitórias, quatro empates e quatro derrotas. O auxiliar técnico Édson Júnior e o preparador físico Cláudio Café também deixarão o clube.
O coordenador de futebol Charles Guerreiro receberá o elenco hoje e permanece como técnico interino até a chegada de um novo profissional. Desde a derrota no interior de Mato Grosso o agora ex-treinador bicolor não dá entrevistas.
A Rádio Clube do Pará anunciou hoje de manhã que o treinador Walter Lima, do São Raimundo, é o novo técnico do Paysandu, abandonando o Pantera na semana de estréia do time na série D do Brasileirão.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Garantido vence o festival de Parintins

O Garantido conquistou hoje à tarde o título da edição de número 44 do festival de boi de Parintins.

Vôo da Gol está atrasado

Ninguém da empesa dá informação.
O vôo da Gol para Manaus, que deveria decolar de Santarém as 14h30, ainda não tem hora para partir.
A aeronave, que vem de Belém, está atrasadíssima, isso todo mundo sabe.
Só não sabe o porquê do atraso.

Genro do doutor Boni está na folha da cooperativa

Quem foi à Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores assistir ao depoimento do doutor Boni, médico que recruta seus colegas de Belém para virem atuar no Hospital Municipal de Santarém, saiu com a impressão de que lei é mesmo potoca por estas bandas.
De cara limpa, Boni confirmou que um dos médicos que aparecem na lista de supersalários é nada menos que seu genro mas que este só empresta o nome para receber o pagamento que é repassado a outros médicos que realmente vem trabalhar em Santarém
Se o dinheiro fosse particular, Boni poderia fazer o que bem entendesse com o dinheiro da cooperativa, mas se trata de verba do SUS, que deveria obedecer a legislação que rege a aplicação de recursos públicos.

Peloso é afastada da direção da Funcap

Juíza da segunda vara cível da capital afastou da direção da Funcap a santarena Euniciana Peloso, irmã da dupla Milton e Pedro Peloso.

Cassados

Lúcio Flávio Pinto


O Ato Institucional número um, ou AI-1, completou 45 anos em 9 de abril. Foi baixado pouco depois de uma semana da deposição do presidente constitucional João Goulart e da formação do primeiro governo militar, em 1964. Era para ser o único ato de consolidação do golpe político, através do afastamento da vida pública dos principais personagens do regime anterior. Mas como vários outros desafetos do novo regime escaparam da guilhotina, o AI-2 surgiu em 15 de junho, com novas cassações de mandatos e de direitos políticos.
Dezesseiss paraenses (ou personagens da política estadual) integraram essa lista de expurgos “revolucionários”: o governador Aurélio do Carmo e o seu vice, Newton Miranda, do PSD. O prefeito de Belém (e ex-governador) Moura Carvalho, também junto com seu vice, Isaac Soares, ambos pessedistas. Os deputados federais Clóvis Ferro Costa, da UDN, e Sílvio Braga, do PSP. O prefeito de Cametá, Agenor Moreira, e o seu irmão, o deputado estadual Amílcar Moreira (que ainda voltariam à política, depois da quarentena de 10 anos que lhes foi imposta). Os deputados estaduais Reis Ferreira e Benedito Monteiro, mais o ex-deputado Cléo Bernardo, irmão de Sílvio Braga. O então superintendente da SPVEA (atual Sudam), Andrade Lima, e o ex-superintendente, Waldir Bouhid. O coronel (da Aeronáutica) Jocelin Brasil, o líder sindical Sá Pereira e o militante de esquerda Pedro Pomar

Mensagem do Coração em CD

O radialista Jorge Carlos Nascimento lançou, hoje, a terceira edição do CD Mensagem do Coração.
O Cd pode ser adquirido na recepção da rádio Guanary.

Expediente no fórum só até quinta-feira

Uma regra não escrita vale para o funcionamento da justiça no mês de julho em todo o Pará.

Embora o esquema de plantão montado pelo TJE impeça a paralisação completa do andamento dos processos urgentes e permita o atendimento dos casos previstos em lei, o expediente no Tribunal de Justiça do Estado e nas comarcas da capital e interior durante o mês de julho será de segunda à quinta.

As sexta-feiras, como de costume, os serventuárias do poder judiciário e seus titulares terão o final de semana ampliado para curtir o veraneio.

Hábito de comer peixe está acabando em Santarém

Suzana Pinto
Repórter

O hábito alimentar dos santarenos está mudando nos últimos anos. A procura pelo pescado nos supermercados caiu consideravelmente, aumentando o consumo de aves. Este fato contraria a crença de que é costumeira para as cidades à beira de rio a facilidade de consumo de peixe pela população. Nos restaurantes da cidade é visível a preferência dos clientes por pratos à base de carne bovina e frango.
Na mesa diária das famílias está mais presente a carne de frango ou bovina do que os peixes da região. Foi o que informou o empresário César Ramalheiro, administrador de uma rede de supermercados onde comprova que a venda de aves aumentou em 20% em relação ao mesmo semestre do ano passado. Hoje a saída da carne de frango representa 65% enquanto que a carne é de 32% e o restante representa a procura de carne de carneiro e suína. " O dado que atesta que o povo está se alimentando bem menos com peixe é o registro da venda de apenas 1% de peixes", confirmou Ramalheiro.
A retração ao consumo pode está ligada ao preço do pescado que está mais caro e incompatível com a renda da grande massa. Cezar frisa que outros pratos estão sendo incorporados ao hábito alimentar das pessoas como embutidos e massas, assim muitas pessoas deixaram de consumir peixe. Ele diz que há tempos isso era diferente em função da grande oferta de pescado e o frango consumido era da criação caseira, mas com o aumento de frigoríficos e industrialização da produção da carne de frango, o consumidor precisou se adequar, motivado pela dificuldade de comprar o pescado.
Uma visita aos restaurantes pode indicar como anda a preferência alimentar das pessoas. Carlos Meschede comanda um restaurante que funciona em Santarém há quase 75 anos. Ele concorda que a preferência pelo consumo da carne aumentou devido o aumento do preço do pescado que influencia diretamente do valor do prato. O quilo do Surubim, por exemplo, custa R$ 8, mas com preparo do peixe o restaurante perde pelo menos mais três quilos. Assim os pratos com pescados passam a ser mais caros e menos pedidos.
A clientela do restaurante é de 80% de visitantes que estão por motivo de trabalho na cidade como vendedores, mas não consomem o prato de R$ 40,00 de peixe preferindo os pratos de carne bovina. A mesma atitude é das pessoas que moram na cidade que também pouco escolhe os pratos de frango e de mariscos mesmo tendo a mesma proporção para todos os pratos. Meschede comenta que o frango deixou de ser uma comida de domingo sendo consumido no dia-a-dia. "Fiz uma experiência oferecendo caldeirada de jaraqui, peixe da época que está com preço acessível, contudo mesmo barateando o prato ele não teve saída e o produto teve ser jogado fora", resigna-se o empresário.
Os peixes nobres como pirarucu e tucunaré estão em falta nos fornecedores, e por conta da baixa na venda de peixe, os pratos de pescado encarece e o consumidor opta por outros pratos, principalmente por carne. Segundo Meschede, um dos motivos que levou a mudança na alimentação das pessoas à pesca predatória que torna o produto escasso e caro afastando naturalmente o consumo desses produtos.
Já no restaurante gerenciado por Márcia Melo os pratos de peixe são 80% mais pedidos pelos clientes que são 50% de visitantes. Na opinião dela "as pessoas preferem o prato de peixe para fugir da rotina da alimentação em casa, pois ela diz que a inovação e criatividade dos pratos chamam a atenção das pessoas, porém o preço do prato de peixe em relação a aves e outras carnes são similares", admite.
No meio da grande massa o costume de comer os churrascos em espetos também cresceu comprovado pelo crescente número de vendedores nas ruas.
Os vendedores de peixe na feira do tablado reclamam da baixa na venda no peixe. O vendedor Luiz Ferreira, 59 anos, trabalha desde os 9 anos com peixe e ele afirma que a cada 10 pessoas que procuram a sua barraca apenas 2 compram o pescado. Diariamente ele chega a vender 50 quilos, mas considera que a venda tem reduzido consideravelmente nos últimos anos. "As pessoas acham caro o quilo do peixe e não compram por isso a venda é pouca porque aqui na frente tem venda de frango que muita gente prefere comprar que é mais barato", afirmou. A colônia de pescadores Z-20 registrou até outubro do ano passado a venda de mais de 68 mil toneladas de peixe na feira do tablado com 31 espécies de peixe.
Peixe será o peru do Natal
Um dos fatores que Cezar Ramalheiro avalia com influente para a mudança no hábito alimentar dos santarenos foi o aumento das políticas ambientais na restrição da pesca ocasionado uma escassez no mercado. "O consumidor teve que se adequar ao que o mercado está oferecendo e como não há um incentivo para produção agropecuária então a população precisa comer e o frango veio salvar população", disse.
Na opinião de Ramalheiro, até mesmo o período tradicional do ano de consumo de peixe durante a semana santa se alterou pela escassez e aumento preço, pois sai mais barato importar bacalhau da Noruega do que comprar o pirarucu. "Isso pode sinalizar que futuramente a alimentação das famílias santarenas só terá nas mesas o peixe em dias especiais. O peixe tende a sumir da mesa das pessoas vai ser o peru do natal porque vai se tornar um produto nobre", arremata.

Salão do turismo em São Paulo

Adenauer Góes

Não existe atividade produtiva mais movimentada através de eventos do que a turística, na realidade é necessário fazer triagem de prioridades, pois não é possível participar de todos, até porque além de oneroso, não é produtivo. De 1º a 5 de julho acontecerá mais uma edição do Salão do Turismo Roteiros do Brasil no Anhembi em São Paulo.
Este é um evento importante,e merece e precisa ser trabalhado com todo critério, tanto pelo Órgão Oficial de turismo do estado e dos municípios como pelo empresariado.
Foi criado pelo Ministério do Turismo, com a finalidade de estimular novos produtos de caráter nacional e internacional , tendo por base o Programa Roteiros do Brasil, a estratégia visa apresentá-los tanto às operadoras e agências, como diretamente ao publico consumidor que poderá visitar os estandes em horário ampliado das 14hs ás 22 h na quarta, quinta e sexta e das 10 h às 22 h no sábado e das 10 h as 20 h no domingo, tendo como plataforma, o principal mercado nacional que é São Paulo, com tempo suficiente para os paulistas e visitantes percorrerem todas os espaços,conhecendo de perto as novas opções de roteiros turísticos dos 26 estados e do Distrito Federal, podendo adquiri-los e viajar de imediato, aproveitando o inicio das férias de julho ou programando-se para o segundo semestre, o que acabou por motivar a mudança do Salão de 2010 para o mês de maio,deixando o comprador mais a vontade para preparar-se para o mês de julho.
No Salão o visitante poderá conhecer o artesanato típico de cada região e adquiri-lo, estarão também à disposição dos visitantes os produtos da agricultura familiar e a oportunidade de degustar a fantástica gastronomia brasileira com as peculiaridades de cada estado, devidamente embaladas pelo som e ritmo artístico que enriquece a cultura diversificada de cada região.
Além de oportunidade impar com dimensão sem igual,é momento especial para empresários exercitarem o entendimento de arranjo produtivo e de relacionamento mercadológico,até hoje pontos fracos das relações de negócios os setores que desenvolvem e compram produtos, e o público consumidor.
Para os profissionais e estudantes, haverá debates e palestras, além de apresentação de cases, trabalhos científicos e projetos. Esperá-se modelo eficaz para a Rodada de Negócios.
O espaço do Salão será dividido em módulos, que englobam a Feira, onde os estados apresentam os roteiros, a área de comercialização, o espaço Vitrine do Brasil, com toda a produção associada ao turismo e o programa Caravana Brasil, que contempla as visitas técnicas de agencias, operadoras e os press trips (jornalistas), aos roteiros estabelecidos.
O Salão de Turismo é realmente imperdível, e o Pará deve estar presente, principalmente com produtos de Belém, Santarém e Marajó, que de forma integrada fazem parte do Programa Roteiros do Brasil.

adenauergoes@gmail.com

Pontuando - José Olivar

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em decisão da sua 5ª Turma, manteve o que decidiu o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, declarando não se constituir exploração sexual de menor, quem faz sexo com adolescentes que já são prostitutas e pagas para isto. A decisão é inédita e tem causado polêmica em vários seguimentos da sociedade. ●Faço um apelo aos Deputados Estaduais de Santarém para que pleiteiem junto à Governadora a recuperação asfáltica da Rodovia que liga Santarém a Alter do Chão, pois como está, é uma vergonha, principalmente agora no mês das férias onde aquela Vila receberá vários turistas e visitantes. ●O STJ decidiu que cabe à Justiça Estadual e não a Federal, julgar eventuais crimes praticados por médicos conveniados do Sistema Único de Saúde (SUS). ●A OAB do Rio de Janeiro, por meio de seu Presidente, manteve contatos com alguns Deputados e Senadores e o Presidente da Câmara, Michel Temer, buscando apoio para um projeto de lei que será apresentado, visando instituir na Justiça do Trabalho, a imposição de honorários de sucumbência nas causas trabalhistas. ●O Dr. Erik Nunes Valente, filho do casal amigo, Luiz Ismaelino Valente e Neuma, ele Procurador de Justiça aposentado, vai contrair núpcias na capital do Estado com a jovem Ana Carolina, no dia 03/07/09. Já recebi convite. Parabéns aos nubentes! ●Projeto de Lei com tramitação na Câmara dos Deputados, corrige falha em dois artigos do Código de Processo Penal, quais sejam, art. 363 (que trata de citação do réu por edital) e art. 364 (que faz referência a item já revogado). ●Uma comissão do Tribunal de Justiça vai proceder o levantamento das delegações cartorárias vagas no Estado, para cumprimento da Resolução nº 80, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ou seja, levantar os casos que não estão de acordo com as normas constitucionais – investiduras sem concursos – para as providências cabíveis. É isso aí, o CNJ está botando quente! ●O jurista Luiz Flávio Gomes, disse em artigo publicado no Informativo Advocacia Dinâmica (COAD), que o STF está assumindo um ativismo judicial, que retrataria uma espécie de intromissão indevida do Judiciário na função legislativa. Será? ●A Súmula recém-editada pelo STJ, de nº 382, afirma que a estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não indica abusividade. ●A Mesa da Câmara de Santarém está reclamando do repasse do duodécimo (7%), pois segundo o Presidente em exercício, vereador Nélio Aguiar, o repasse está sendo feito aquém do devido. Isto é um fato grave e atenta contra as normas constitucionais e Lei Orgânica do Município. ●A decisão do Supremo, dizendo não ser necessário diploma de jornalista para exercer a profissão, acoberta pseudojornalistas que não entendem nada, muitos deles, só servem para atingir com suas “matérias” a honra alheia. Por outro lado, existem bons jornalistas, mesmo sem diploma. ●Ouvi muitos elogios à ação da Prefeita no dia do aniversário de Santarém, pelas atividades desenvolvidas no Parque da Cidade. Comigo é assim, o que é justo eu publico. ●Há comentários de que nas eleições de fim de ano da OAB/PA, haverá apenas uma chapa única com um candidato de consenso geral. Será? ●Em Santarém, as coisas ainda estão indefinidas, porém, nós advogados vamos escolher, com certeza, o que for melhor para os profissionais, sem paixão e sem radicalismo. ●É quase certeza que a Universidade do Oeste do Pará (Federal), sairá do papel para se tornar uma realidade. Espera-se que não haja, de alguns políticos sem compromisso com a nossa Região, manifestação em contrário. ●O que está acontecendo no Senado é uma vergonha para todos os brasileiros, quanto mais quando se vê a cara do Presidente Sarney querendo se desculpar. ●Se você quer saber mais sobre as ‘maracutaias’ de alguns políticos brasileiros, leia a Veja que circulou nesta semana. ●O Brasil é mesmo o País da impunidade, basta ver as bandalheiras praticadas por gente graúda e que, no final, dão em nada. Aqui mesmo em Santarém temos prova disso. ●O delegado de Polícia Federal, Olavo, que passou muito tempo em Santarém vai trabalhar em Mossoró, deixando saudades pela sua humildade e performance como policial. ●Atenção senhora Prefeita! Baixando as águas mande repintar as grades de proteção da Orla, pois do contrário vão enferrujar com danos irreversíveis causados pelas chuvas. O mesmo ocorrerá com a Orla de Alter do Chão, segundo os entendidos.

Pará vira canteiro de obras. Será?

Ronaldo Brasiliense:

A promessa foi feita pela governadora Ana Júlia Carepa (PT) após reunir-se em Brasília com o diretor- geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antonio Pagot: o Pará, no segundo semestre, vai virar um canteiro de obras.
Além dos R$ 76 milhões que serão destinados à construção de um porto em Marabá, no rio Tocantins, Pagot revelou que terá R$ 3,5 bilhões para o asfaltamento das rodovias Santarém-Cuiabá e Transamazônica.
Resta saber se haverá tempo hábil para se assegurar o licenciamento ambiental das obras de pavimentação junto ao Ibama e se concluir o asfaltamento antes de outubro de 2010, quando Ana Júlia por certo tentará a reeleição.
O Denit tem sob sua responsabilidade no Pará 4.243 quilômetros de rodovias dos quais 1.637 quilômetros estão pavimentados e outros 2.609 quilômetros não tem pavimentação.

A saga dos nordestinos - 1ª parte

Hélcio Amaral de Souza

Desde o período colonial que o nordeste brasileiro registra uma das mais desenvolvidas densidades demográficas, formadas por homens e mulheres destemidos, valentes e dotados de incomparável espírito de aventura, dispostos a enfrentar adversidades tão graves ou maiores que as vividas no sertão onde o solo árido e as prolongadas estiagens deixaram cicatrizes profundas na vida destes bravos brasileiros. Desesperados, procuraram outros locais e regiões onde a vida mostrasse um futuro mais promissor para seus filhos e netos e assim espalharam-se para outros centos sempre impelidos pela desejo do sucesso, voltados para o trabalho da agricultura manual, tirocínio para o comércio, financistas, ambicionando sempre o enriquecimento onde o comércio é a espinha dorsal.

A economia na Amazônia é composta de atividades cíclicas baseadas em extrativismo e cultura permanente, sendo as mais marcantes: DROGAS DO SERTÃO, CACAU, BORRACHA, JUTA e OURO. Em todos esses ciclos a história registra presença do homem nordestino contribuindo com o desenvolvimento econômico, miscigenando e ocupando o grande vazio desta imensa região. Não houve trabalho que o homem nordestino temesse. A imensidão líquida não foi obstáculo até mesmo para os que estavam habituados a prolongadas e castigantes secas. Alguns se tornaram hábeis navegadores do rio Amazonas e com bastante eficiência assumiram o comando de navios regionais e uma grande maioria habituou-se ao manejo das pequenas e arriscadas canoas e igarités, por ser estes os únicos meios de transporte que possibilitava acessar a margem dos rios onde se fixava a grande maioria da população amazônica. Não existiam estradas e até mesmo as vicinais carroçáveis eram de pouca distância.

A história nos mostra que na revolução cabana, em 1835, os nordestinos, Angelim e Vinagre lideraram e comandaram com bravura aquele movimento nativista alcançando a vitória, fato que se tornou marco na história da Amazônia.

Após a abertura da navegação motorizada no rio amazonas, em janeiro de l852, a presença do homem nordestino se tornou mais freqüente. As comunidades receberam trabalhadores braçais, médicos, agrimensores e advogados que ocuparam cargo de juiz, promotor, professor ou profissionais liberais que participaram da vida pública e privada acelerando a economia e desenvolvendo a política da região. A faculdade de direito do Ceará, por ser mais antiga do que a do Pará, encaminhou inúmeros juristas que chegaram a assumir a presidência e demais cargos da justiça paraense. Foi na década de 80 do século XIX que o fluxo migratório intensificou. A propaganda exacerbada da riqueza causada pela comercialização da borracha, despertou uma cobiça a todos os povos do mundo inteiro e nossos irmãos nordestinos foram os mais presentes nesta corrida em busca do enriquecimento fácil e rápido coletando a goma elástica para alimentar os carentes e insaciáveis mercados europeus e americanos que experimentavam a grande corrida da revolução industrial. Foi instalada em todo nordeste agencias alistando trabalhadores para a coleta de látex nas florestas da Amazônia. Os alistados eram encaminhados aos seringalistas, coronéis de grandes áreas localizadas à margem dos rios. As despesas de passagem e alimentação, desde o momento em que saiam do nordeste, eram debitadas ao alistado e anotadas no caderno de aviamento (conta corrente) junto com o rancho necessário a sobrevivência da permanência na floresta e que seria ajustado no momento da entrega do produto (borracha), coletado no período, que em grupo ou sozinhos permaneciam na floresta durante o período de estiagem, considerado o mais apropriado para a coleta do látex. A falta de princípios éticos e morais do “patrão” (seringalista ou aviador) impossibilitava o pobre seringueiro obter saldo positivo em sua conta, o que o obrigava viver em constante submissão, coagido até com ameaça de morte, caso desistisse da atividade.

Os artigos de subsistências recebidos para a sobrevivência na floresta eram anotados unicamente as quantidades e o preço só eram colocados no momento da entrega do produto. O preço arbitrado para a borracha, no momento da entrega, nem sempre correspondia ao valor dos artigos de subsistência recebidos e muito menos correspondia a um determinado percentual do valor de exportação do produto para o mercado externo. Não havia forma diferente de parceria nessa atividade. Todos os seringalistas eram inescrupulosos, rudes e truculentos, não se tem informação de um só que fosse diferente.

Na última década do governo Imperial, viveu no Pará um nordestino de Crato, que se tornou um mito; foi o coronel José Júlio de Andrade. Segundo o escritor Cristóvão Lins, em seu livro, Setenta Anos de Império Jarí, José Júlio foi um dos homens mais famosos e poderosos do Pará na última década do século XIX e início do século XX. Tinha bastante dinheiro, fama , influência política, prestígio entre os homens de negócio e se tornou o maior latifundiário do mundo, tendo dentro de sua propriedade um rio, Rio Jarí, desde a nascente até a foz. Na sede de seu império, Arumanduba, as companhias de teatro e ópera francesas, se exibiam, mesmo não tendo um teatro. Sua principal atividade era o extrativismo, tendo a castanha e a borracha como os principais, produtos. Diz o escritor que se não tivesse ocorrido uma forte arenga entre ele e o interventor do Pará, General Joaquim Cardoso de Magalhães Barata, provavelmente ele teria sido convidado para ser candidato a governador do Pará. Diz ainda o cuidadoso escritor, que José Júlio falava corretamente oito idiomas e que lia os clássicos gregos e romanos em sua original. A verdade é quer a fama de José Júlio, perdura até hoje na região do Rio Jarí onde mais tarde veio se estabelecer a Empresa Agro Florestal Jarí.


domingo, 28 de junho de 2009

PM estoura central do disque-droga em Santarém

Ontem à noite uma operação desmontou um esquema de disk droga em Santarém, oeste do Pará. O traficante Antonio Luis R. Nascimento, 32 anos, marceneiro, foi preso em flagrante na Rua Alegria no bairro Diamantino com 21 gramas de pasta base de cocaína, 314 reais e um celular e a motocicleta que ele utilizava para fazer a distribuição do material entorpecente.

Toda a droga estava nos bolsos de Antonio Luis que levou a polícia até sua casa localizada no Beco Madre, no bairro Santíssimo onde foram encontrados diversos materiais de preparo da droga e embalagens para a distribuição. O núcleo de inteligência da Policia Militar já acompanhava a algum tempo o caso desse traficante, sendo possível somente ontem prendê-lo em flagrante num trabalho conjunto com o Grupamento Tático Operacional e 16ª zona de policiamento.

Esse tipo de comércio de droga já vinha sendo denunciado pela população e existia até um telefone onde o viciado ligava e o traficante entregava o material. A polícia militar intensificou os trabalhos ostensivos e está reduzindo a atuação de traficantes em Santarém.

Lúcio Flávio Pinto: Por um Pará novo: contra o Pará pobre

Era com certo orgulho que os paraenses se referiam à sua pobreza antes de o Estado (como toda Amazônia) ser sangrado nas suas artérias vegetais pelas estradas de penetração: aqui havia pobreza, sim, mas não miséria. Os resultados do IDF (Índice de Desenvolvimento Familiar), publicados na edição passada deste jornal, mostram que esta situação chegou ao fim: o Pará tem agora a segunda pior pobreza do Brasil, que só é melhor que a pobreza do Amazonas. Significa dizer que nossos pobres são mais pobres até do que os do Nordeste, arquétipo da miséria antes do Bolsa Família, de cujo cadastro o índice foi extraído.
É uma constatação chocante, mas quem se importa com ela? Ao que parece, ninguém. Ou só o Dieese, a fonte de estatísticas sindicais, que repercutiu a matéria, repassando os dados. Eles são um atestado da vilania nacional em relação à última grande fronteira de natureza do país (e do mundo) – e da falência das elites locais. O Bolsa Família, uma política compensatória (mas que não promove desenvolvimento), foi mais eficiente no Nordeste do que na Amazônia, as regiões situadas no rabo da fila da economia brasileira, por algum fator que ainda não foi bem analisado, mas que pode ser político, em função da grandeza demográfica (e eleitoral) da região nordestina.
Na Amazônia parece mais consolidado o distanciamento entre a curva da riqueza e a da pobreza. As duas evoluem para cima, mas a da apropriação das fontes de riqueza em velocidade maior, criando a sensação, a impressão e a expectativa de que são dois mundos condenados a não se tocarem, exceto através da violência. Esta é a matriz dos assustadores registros de criminalidade na região amazônica e, em particular, em Belém, a capital de maior economia informal e de desemprego do Brasil, dentre vários outros registros negativos.
Não há nenhum sinal de que essa perspectiva mude. Pode-se perceber isso analisando as hipóteses de liderança política no horizonte visualizável a partir da capital. Ou estamos condenados a repetir os líderes já estabelecidos ou a optar por equivalentes a eles que se ensaiam nos umbrais do poder. Por mais que alguns segmentos da administração pública estadual tentem dar melhor expressão territorial à centralização estabelecida no controle político, esses esforços, por serem tímidos e inconsistentes, sequer tocam na engrenagem em funcionamento.
A única hipótese significativa que consta da agenda paraense é a da redivisão territorial do Estado. A viabilidade da criação dos dois novos Estados em projeto é, hoje, mais uma questão política do que técnica. As variáveis em questão mostram que é menos relevante tratar da implementação da idéia, porque ela tem pleno potencial de execução, dependendo apenas de escolhas técnicas (que serão presumidas, à falta de vontade para tratá-las no plano racional, sem os partidarismos e as paixões, ainda predominantes). O problema é o de pagar o preço requerido pela decisão.
Há um preço material, de tradução monetária. Decidir sobre ele é uma prerrogativa do Congresso Nacional, que avalizará a conta em nome do contribuinte brasileiro. Em tese, a fatura é alta demais para ser bancada. O momento não recomenda onerar o orçamento federal e interferir na distribuição de recursos pelos Estados da federação, que está bastante tumultuada. Mas o parlamento nacional se tornou uma caixa de pandora, nos intervalos em que é, acima de tudo, a casa da mãe Joana. Dele, tudo se pode esperar, sobretudo o imprevisível ou inimaginável. Pela lógica, porém, os projetos de criação dos Estados de Carajás e do Tapajós deverão esbarrar no receio de que seu custo seja desaconselhável na atual conjuntura.
Pode, entretanto, acontecer a surpresa e a tramitação chegar a seu termo, com a autorização do plebiscito para decidir sobre a redivisão do Pará. Analisando-se a foto da caravana de políticos de Carajás que foi ao Congresso, em Brasília, pressionar pela tramitação do projeto do novo Estado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, a pergunta imediata que vem é: mas qual a diferença entre eles e as lideranças falidas que dominam o Pará de hoje? De verdade, nenhuma. A avidez nas expressões dos políticos que posaram para as fotos recomenda cautela em relação aos seus propósitos. Mas também é automático outro questionamento: e pode-se obter foto de qualidade diversa de qualquer grupamento político no Brasil?
Se a causa tem consistência e nela estão contidas sementes de boa germinação, esse instantâneo ruim do momento de transição será superado, como já aconteceu em outras ocasiões de relevância na história do Brasil e de outros países. Mais importante é revolver as estruturas viciadas, enrijecidas ou corrosivas, como a que sustenta a cadeia de decisões no Pará dos nossos dias.
Não importa quem esteve na cadeira de governador nas últimas décadas, nas quais o alto do poder decisório esteve em Brasília ou mais além: permaneceu sempre em vigor a regra da dilapidação das riquezas estaduais, da apropriação dos seus resultados e da consolidação do desnível entre riqueza e pobreza. Os líderes do lado de lá, o povo do lado de cá. E assim permanecerá se algo de mais profundo não acontecer.
Pois, então, que seja o abalo dessa estrutura de poder pela redefinição do espaço territorial do segundo maior Estado da federação. Se Belém não se apresenta como reformadora conseqüente, em condições de eliminar o fosso que separa as extremidades físicas do Estado do seu centro administrativo, que Belém perca de vez a condição de nau capitania e trate de navegar em outro espaço.
Por isso, dou meu apoio aos plebiscitos. Que venha a esfinge para a arena. Para ser decifrada ou nos engolir. É melhor sucumbir com honra, no ardor do combate pela história, do que permanecer sob uma pasmaceira que apenas encobre a pilhagem do Pará. Não importando os seus agentes, se tucanos ou ratos.

Festa do arromba

O casamento do vereador Maurício Corrêa com a apresentadora da Tv Tapajós foi farto e animado.
Desta vez, os pais de Maurício abriram as mãos e permitiram que a produção de suas fazendas fosse incluída no cardápio.
Os convivas puderam degustar 35 patos e dez carneiros prata da casa.
Os demais pratos foram encomendados de um buffet da cidade.

O que afasta o PMDB do PT

O jornalista Paulo Bemerguy, titular do blog Espaço Aberto, alinha os motivos da aliança PT/PMDB no Pará está indo para o brejo, mais rapidamente do que muita gente pensava:

O problema todo, ao que parece, é a reaproximação com o PMDB.
O partido já entregou o comando da Sespa – inclusive todas as regionais.
Quem assumiu foi um petista.
O PMDB também já debandou do Hospital Ofir Loyola.
Quem assumiu foi um médico indicado pela governadora, ou seja, pelo PT.
O PMDB de Jader Barbalho também não indicou ninguém para assumir a Adepará, após a saída de Rubens Brito, sob a suspeita de irregularidades.
Quem assumiu foi um petista de carteirinha, Aliomar Arapiraca da Silva.
O PMDB também está quase fora do Detran, depois da saída de Lívio Assis.
Até hoje, a autarquia é dirigida por um interino, Alberto Campos da Silva. A efetivação dele como diretor-geral está encruada por um motivo essencial: é herança do tucanato.
O que sobra para o PMDB?
Sobram a Secretaria de Obras, sob o secretário Francisco das Chagas Melo Filho, o Chicão, e a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), comandada por Eduardo Ribeiro.
A Seop só tem dinheiro para construir obrinhas de araque – e olhe lá.
A Cosanpa administra uma enorme inadimplência e em alguns municípios, como Santarém, é alvo de repulsas e contrariedades.
Por tudo isso é que a aliança do governo Ana Júlia com o PMDB de Jader firma-se cada vez mais com uma ficção.
E a continuar assim, não adiantará nem a intervenção de Brasília.

Briga de irmãos teve até coquetel molotov

Dois irmãos advogados - um autônomo e outro ex-defensor público - entraram em guerra aberta ontem à noite, na avenida Rui Barbosa.

O carro novinho em folha do autônomo foi parcialmente destruído pelo mano enfurecido. Só não houve sinistro total porque o emissor do coquetel molotov errou o alvo.

A PM foi chamada, houve prisão, algemas, choro e ranger de dentes.

O life motive dessa escaramuça toda está na disputa por um imóvel recebido de herança pela dupla beligerante.

São tantas as versões que é impossível saber quem está com a razão nesse lamentável episódio.

Editorial

O jornal O Estado do Tapajós apóia a unificação do fuso horário de Santarém ao de Brasília.
O editor-chefe do jornal, Miguel Oliveira, não considera consistentes as justificativas daqueles que se opõe à mudança de fuso. Parece até campanha por diletantismo.
Até porque é do tempo em quem queria trabalhar e estudar, cedo madrugava, sem esperar pela luz do sol.

sábado, 27 de junho de 2009

Veto de Lula a MP 458 desagrada ruralistas e ambientalistas

Da Folha de São Paulo:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou ontem o artigo 7º da medida provisória 458 que trata da regularização fundiária da Amazônia, conforme revelou a Folha ontem. O artigo permitia a transferência de terras para empresas e regularizava as propriedades que são exploradas por prepostos. O veto é uma vitória de ruralistas, mas com uma concessão aos ambientalistas, que a chamavam de "MP da Grilagem".
Para o governo, é a MP da regularização fundiária da Amazônia. Ontem tanto de ambientalistas como de representantes do setor agrícola e pecuário criticaram a sanção parcial. O artigo 7º não fazia parte da medida provisória enviada pelo governo. Foi colocado quando a medida foi discutida na Câmara. Também foi vetada uma parte do artigo 8º, mas por fazer referência à compra de terras por empresas e à exploração por prepostos.
"Com a ampliação [feita pelo Congresso], não é possível prever os impactos para o desenvolvimento do processo de regularização fundiária, uma vez que não há dados que permitam aferir a quantidade e os limites das áreas ocupadas que se enquadram nessa situação", diz mensagem de Lula que será encaminhada ao Senado.
O objetivo da MP é regularizar 67,4 milhões de hectares de terras públicas ocupadas ilegalmente na Amazônia, área equivalente às áreas somadas da Alemanha e da Itália. Ela prevê a doação de terras com até cem hectares (que representam 55% da área), uma cobrança simbólica para as propriedades com até 400 hectares e a venda com valor de mercado daquelas que têm até 1.500 hectares para os proprietários que já estavam lá até 2004. Essas terras poderão ser pagas em 20 anos.
O governo resolveu doar ou vender por um valor simbólico terras públicas na Amazônia por entender que a regularização tornará mais fácil fiscalizar e punir eventuais desmatadores, e evitará grilagem e acirramento de conflitos agrários. A MP exige que os proprietários cumpram a legislação, preservando 80% de suas terras.

Presepada

Embora seja louvável a preocupação do ministro Carlos Minc em combater o desmatamento da Amazônia, a visita de ontem de sua excelência à região do Curuatinga foi mais um jogo de cena.
Até porque flagar a atuação de madeireiros ilegais e apreender carregamento de madeira sem o documento de transporte é rotina do Ibama e não precisa da presença do ministro.

Fogo amigo

Dirigentes peemedebistas estão cada dia mais desconfiados que o vazamento de uma planilha contendo os valores pagos aos médicos contratados pela cooperativa para atuarem no Hospital Municipal de Santarém partiu de setores petistas e pedetistas que estão de olho gordo no cargo de Zé Antônio Rocha.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Atualização somente a partir de amanhã, ao meio-dia

Santarém e sua arquitetura – um olhar sobre a arquitetura da cidade.

Ary Rabelo
Arquiteto


É sem dúvida um grande desafio escrever sobre a arquitetura de nossa cidade, impõe de imediato dizer que as análises adiante devem ser encaradas apenas como um olhar próprio, não me aventurando a estabelecer diretrizes e nem entrar no pantanoso terreno de discussões. O espaço é pouco, ante tão extenso tema. Penso que pode servir como base para um debate mais aprofundado e necessário. Para que caminho vai, ou esta indo a nossa urbe, ao completar 348 anos.

A valorização urbana.

Pinço da internet algumas idéias de Beto Cosentino, que em excelente reflexão, demonstra a incoerência urbana que se ajusta a nós. “A maior parte das famílias, quando busca uma residência, analisa a rua, depois as ruas e finalmente o bairro onde está instalada”. “Cria-se uma imagem da situação em função da “cara” das casas vizinhas e do aspecto do bairro. As “caras” das casas dos vizinhos faz com tenhamos uma imagem mais ou menos agradável do que poderemos encontrar.

Uma residência bem cuidada e pintada, com um jardim (fato cada vez mais raro), ou vasos, pode sinalizar um vizinho zeloso. “Se a maioria das casas está nesta condição sentimos que a rua fica agradável.”

Quando o bairro tem um bom número de serviços como mercados, escolas, farmácias as pessoas logo dizem: “Esse bairro é uma beleza, tem tudo perto!”.

Se tiver uma oferta de transporte público e as ruas são bem iluminadas isto dá qualidade ao todo, valoriza a residência. Quando aumenta a procura por residências, elas se valorizam e, acontecendo isto, o bairro se valoriza. O aumento desta procura trás investidores e eles trazem os edifícios.

Os prédios começam a aparecer pelo bairro, trazendo novos vizinhos e carros e .... Usando a mesma infraestrutura anterior. As ruas e as calçadas não se alargam, o esgoto não recebe aumento da capacidade de vazão. A energia e a água também recebem uma carga considerável de consumo. Os serviços já não conseguem atender com presteza.

O trânsito aumenta e não conseguimos estacionar defronte à própria casa. As pessoas não param mais pra conversar. Aumenta a oferta de serviços e, em função da demanda eles fecham mais tarde.

A casa valorizou. As ruas têm mais trânsito. O bairro está mais cheio. Aumenta o fluxo de ônibus. A energia falha. O ruído aumenta e o silêncio dura somente três ou quatro horas na madrugada.

O imposto aumenta.

“O imposto aumenta?”, pergunta o morador.

Sua casa não valorizou? Então aumenta o Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU.

Conforto Urbano para poucos.

Santarém, em 18 anos (de 1991 a 2009), cresceu quase uma Alenquer (aproximadamente 30 mil hab). Sem a necessária implantação de infraestrutura e de políticas urbanas que previssem o crescimento espontâneo e desordenado de bairros, que já somam 48. Sendo um desafio permanente de seus governantes, levarem urbanização à totalidade desses bairros.

As intervenções urbanas realizadas nesses últimos anos nos mostram uma mudança na paisagem urbana principalmente em áreas nobres. O motivo principal é a falta de verbas suficientes para atender a demanda.

Destes bairros, não mais de 10 podem ser considerados “confortáveis” em termos urbanísticos que contam com todos os serviços necessários à cidade.

Paulatinamente, vemos uma mudança, inicialmente provocadas pela pavimentação de vias. Esta mudança reflete-se na arquitetura.

Há uma tipologia da arquitetura de Santarém?

A preocupação com a arquitetura nas residências está intimamente ligada à infraestrutura do bairro onde ela é construída, e logicamente ao poder aquisitivo do morador.

Em bairros dotados de infraestrutura, praticamente não vemos muitas residências com platibandas, e sim com seus grandes telhados com telhas de barro à mostra, em volumes que dão leveza ao prédio. Parece-me esta característica ser mais presente e buscada. Assim como a construção de grandes muros frontais, indicando serem feitos por medida de segurança. A cor escolhida é quase sempre em tons pastéis, com predominância do branco, creme e suas variações. O abrigo de veículos se integra a essas casas.

Nesses bairros vemos ainda a construção de prédios residenciais coletivos entre 2 e 4 pavimentos se proliferarem, assim como prédios comerciais, a maioria desrespeitando a legislação, quanto à ocupação no lote e reserva obrigatória de vagas de garagem, prejudicando não somente a si, mas todo o seu entorno e vizinhança.

Nas residências de bairros mais afastados, o padrão construtivo é casa térrea onde inicialmente, e devido o baixo poder aquisitivo, são construídos apenas os cômodos mais urgentes para habitar, posteriormente são acrescidos outros. Ou ainda, são adquiridas casas prontas tipo popular (antigamente chamada padrão Cohab). Nos primeiros dias, o carro (quando adquirido) é guardado ao relento, no tempo. Ato seguinte, na frente da casa faz-se uma cobertura para sua proteção (uma puxada) impedindo a entrada de sol na sala, que nunca mais verá sua cor. Resultado, o sujeito cobre o carro e cria um problema de saúde familiar. A isto chamamos insalubridade. Uma residência deve ser ventilada e insolada sempre. Isso cria um ambiente saudável.

Em prédios antigos, vemos um padrão arquitetônico, o uso de azulejos na fachada, frisos no perímetro das esquadrias, beirais curtos com tubos de descida de águas. Jardins quase sempre nas laterais das casas. Nos atuais, uma miscelânea, vários estilos, com predominância ao uso de grandes beirais para proteção solar e telhas aparentes, pouco uso de frisos. Quando existe, o jardim é na parte frontal da casa que está recuada do seu limite. São usados quase sempre rebocos e pintura.

A cidade e a arquitetura.

A cidade com planos urbanísticos adequados, e com um rígido cumprimento de suas legislações, leva o habitante a acreditar na necessidade de se adequar a ela, e não o contrário. Hoje, como dantes, e em grande parte (lógico com raras exceções) novas construções não estão se importando, para o reflexo que dará sobre a vizinhança, o bairro e sua cidade.

Tomemos como exemplo a área central. Por sua alta valorização, as construções nem sempre observam os recuos obrigatórios e a área máxima permitida para sua implantação. Não observam a necessidade e obrigatoriedade de se deixar áreas permeáveis para infiltração de água da chuva no terreno. Contribuem assim para o acumulo de águas na agora sub dimensionada rede de esgotos e o conseqüente alagamento, e enchente.

A pseudo proteção de nossos prédios históricos.

A legislação obriga que na área central, as construções novas tenham um recuo de 3 metros do meio fio. Mas para reformas de prédios antigos não há essa obrigação. O que fazem. Pegam um prédio antigo, dizem que é reforma. Ato seguinte fazem um tapume que ninguém observa o que esta dentro, e demoli-se por completo, muda-se tudo, inclusive a parede da fachada, antes antiga e “pseudo protegida” . Ao tirarem o tapume, a fachada está maqueada, totalmente fora do que era antes, e....não cumpriu-se o recuo obrigatório e útil. Exemplos: O antigo tiro de guerra entre outros.

Por outro lado, a descabida exigência de remeterem-se os projetos para Belém, antes de aqui serem analisados, para serem aprovados no DEPHAC (Departamento de Patrimônio Histórico...), que simplesmente pedem um documento (com firma reconhecida) de que os alicerces não irão abalar prédios históricos, pasme-se... a 300 metros de distância. Não fazem a análise do projeto. Se algum dia o fizeram, não conhecem nossa realidade, nem o prédio histórico que será objeto de reforma. Exemplos: Solar dos Branco na esquina da TV dos Mártires com a Siqueira Campos. 9 entre 10 arquitetos a quem perguntei, acham que o prédio foi descaracterizado 50% de suas linhas históricas. Reclamam que esta exigência não atinge seu objetivo de preservação, uma vez que não há regras claras para a efetiva proteção de nosso patrimônio histórico. Enquanto isso vai se demolindo e descaracterizando os poucos prédios históricos que temos condições de manter preservado. Apelar a quem? Será que não existe em Santarém, profissionais capazes de analisar estes projetos?

O papel da Legislação

Assim Santarém vai se evoluindo, cresce desordenadamente. O papel fundamental no processo de transformação urbanistica, que são os planos diretores e as legislações de ocupação do solo, vão depois das ocupações espontâneas. Nada indicando no momento, quando serão ordenadas. Todos os governos buscam dentro de suas limitações de verbas, atenderem as demandas urbanísticas. Porém essas são muitos maiores que as verbas existentes, nada indicando que sem um pesado investimento resolveremos esses problemas a médio ou longo prazo. Mantidos os altos investimentos e a política do atual governo, mesmo assim, vislumbramos um longo prazo para ver uma Santarém totalmente urbanizada. Registre-se que este tipo de problema não são enfrentados somente aqui em nossa cidade. Sendo um desafio para seus governantes, que não raro tem sua administração julgada, pela quantidade de obras realizadas, como se esse parâmetro fosse marca de uma boa administração.Infelizmente.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

UnB forma, em jornalismo, a primeira índia pelo sistema de cotas

Camila de Magalhães
Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Amazonir na prática da área que mais gosta do jornalismo: TV

Correio Braziliense

A pernambucana Maria Amazonir Araújo da Cruz Ferraz, 28 anos, é a primeira indígena a se formar na Universidade de Brasília (UnB) por meio do sistema de cotas, iniciado em 2004. Ela acaba de concluir o curso de Comunicação Social, habilitação em jornalismo. A jovem confessa que pensou em não entregar seu trabalho final após saber da decisão do Supremo Tribunal Federal, que aboliu a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão.

"Quando soube disso, me deu uma louca, quase peguei uma passagem e fui embora para a aldeia", conta ela, lembrando que o que a impediu foi responsabilidade com o governo. Para ela, foi uma decepção saber que o diploma não era mais necessário. "Acho que desvalorizou a profissão e desmereceu o tempo de estudos na universidade", opina ela, dizendo que poderia ter feito outro curso, caso soubesse antes. "Lutei tanto durante cinco anos e hoje o diploma não serve mais".

Amazonir produziu um programa piloto de televisão sobre questões indígenas. Reuniu psicólogos, educadores, alunos e até o reitor da UnB para debater sobre saúde, política e educação de indígenas como cidadãos comuns, e não pintados, como no ritual. "Quero levar a questão indígena para ser discutida no mundo todo, de forma realista, para ser respeitada".

A apresentação para a banca examinadora será no início de julho. Dependendo do resultado da avaliação, ela pretende levar o projeto adiante e executá-lo para trabalhar na mídia em prol de seu povo. Agora quer passar um período na aldeia enquanto aguarda a aprovação do pedido de dupla habilitação em audiovisual. Amazonir também pretende fazer um mestrado em psicologia ou ciências políticas. Depois, voltará para a comunidade para disseminar sua bagagem e mostrar que é possível realizar um sonho.

"Sei que sou a primeira do convênio a se formar, mas isso não é algo incrível". "Não é uma coisa extraordinária um índio estudar alguma coisa", defende. Para ela, o maior problema é a oportunidade, diferenciada pela oferta de educação, situação geográfica, financeira e social. Na avaliação dela, o convênio tenta suprir uma desigualdade sem querer discriminar. "Precisamos de algo desigual para poder entrar".

Simon diz que Sarney deve sair antes que seja obrigado

Daniela Lima

Agência Estado

Pela segunda vez essa semana o senador Pedro Simon (PMDB - RS) subiu à tribuna do Senado Federal para pedir o afastamento do presidente do Senado, José Sarney(PMDB-AP). Segundo Simon não há como o senador Sarney investigar todas as denúncias da casa, já que ele é ligado ao ex-diretor geral, Agaciel Maia. "Não é ele que vai analisar os 14 anos do diretor geral que ele criou e que ele manteve". Depois do discurso de Simon, os senadores subiram à tribuna para comentar o discurso do senador do Rio Grande do Sul.

O discurso de Simon foi feito no plenário do Senado, que está esvaziado por causa das festas juninas, com a presença de apenas oito parlamentares de um total de 81.

Para Simon, se o presidente se afastar da Casa não significa automaticamente uma admissão de culpa ou de responsabilidade de atos que estão sendo denunciados pela imprensa. "Pelo contrário: representa um ato de grandeza", defendeu. Na opinião do senador, Sarney fez "muitas coisas boas" e a má-fé não faz parte de seu programa. Durante o discurso, Simon disse também que os escândalos que envolvem o Senado não devem ser atribuídos a um ou outro parlamentar. "A frase bíblica nunca esteve tão certa: ninguém pode atirar a primeira pedra. Não se pode dizer que 'não fui eu' e não dizer que 'foi ele'. Há responsabilidade coletiva" observou.

O senador disse ainda que está "caindo em depressão" com o exagero das mensagens que tem recebido por e-mail. "Me falam para ir para a casa, que não há solução e que o Senado tem de fechar...", citou. Na avaliação de Simon, o Senado passa por uma série de erros. "Dos quais sou responsável por muitos. Esta Casa se encontra no ápice de uma crise e o Brasil inteiro olha para essa Casa. E de uma maneira que eu não tinha visto", considerou. Ele lembrou que a classe política é vista de uma maneira "muito dura" pelo povo, mas se disse surpreso com a mudança de tom dos brasileiros. "Nunca (vi olharem para o Senado) com um olhar tão magoado e triste, como agora.

Deputado pede ação da Adepará para evitar febre suína clássica no Marajó

O deputado estadual José Megale(PSDB) criticou o governo do estado por não ter ordenado à Adepará que enviasse uma equipe de técnicos para detectar ou não a incidência de febre suina clássica, na ilha do Marajó.

Segundo Megale, “no Globo Rural essa semana apareceu uma matéria no Amapá, divisa com o Pará, um foco do vírus da febre suína clássica. É uma doença altamente contagiosa, que afeta suínos de todas as idades. Tem um início repentino com alta morbidade e mortalidade. Pode afetar o corpo inteiro ou quaisquer de suas partes, excessivamente contagiosa em suínos. Até hoje a Adepará que é um órgão competente não foi fazer a fiscalização. O governo não mandou nenhuma equipe. Não estão tratando com seriedade esse assunto", criticou o parlamentar.

De acordo com Megale, "se o foco estiver aqui (Ilha do Marajó), tem que ser exterminado. Isso é muita irresponsabilidade do governo. A doença merece atenção porque pode trazer prejuízos à economia, já que impede a comercialização e a exportação da carne de porco. Estão esperando o que para agir, o momento necessário?".

"O Governo precisa tomar uma atitude junto ao governo do Amapá. A sociedade espera por uma providência”, ressalta Megale.

Correios devem abrir concurso para 12 mil vagas em agosto

Lídia Rezende - Do CorreioWeb
De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios, em entrevista ao Correioweb, a empresa deve publicar, em agosto, o edital do concurso que prevê 12 mil oportunidades para níveis médio e superior. As chances são destinadas a todas as cidades do país onde há agências dos Correios. Os salários devem variar em torno de R$ 1.365,75 a R$ 3.268.

Estão previstas 8.400 vagas para carteiro, atendente e operador de triagem, todas funções de ensino médio. As 3.600 oportunidades restantes são reservadas a candidatos graduados, para os cargos de engenheiro, advogado e médico.

Segundo a diretoria do órgão, 5.000 postos serão preenchidos imediatamente. As outras 7.000 chances irão formar cadastro reserva. O maior número de oportunidades é para carteiros. No total, serão destinadas 6.000 vagas para a função.

Os testes da seleção devem ser realizados nos meses de setembro e outubro. Todos os candidatos serão submetidos a provas objetivas.

CPC entrega certificados a aprovados em concurso

Os 44 santarenos aprovados em concurso público para os cargos de peritos criminais, médicos legistas e auxiliares dos técnicos de perícia do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves comemorarão a conclusão do curso, amanhã (26), às 19h30, no auditório da UEPA.

Vice faz aniversário no dia em que assume a prefeitura de Santarém

O vice-prefeito Zé Antônio Rocha(PMDB) assumiu hoje a prefeitura no dia em que completa 36 anos de idade.
A titular, Maria do Carmo, está em Belém, com o pires nas mãos, atrás de verbas para reconstruir o sistema viário da cidade - algumas ruas asfaltadadas em seu primeiro mandato não aguentaram a estação das chuvas.

Lula deve vetar parte de MP sobre regularização de terras na Amazônia

Da Folha de São Paulo:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que vetará a parte da MP 458 --chamada de "MP da Grilagem" por grupos ambientalistas-- que permite a transferência de terras da União para pessoas jurídicas.

A medida provisória foi aprovada pelo Senado no início do mês, com o objetivo de regularizar 67,4 milhões de hectares de terras públicas ocupadas ilegalmente na Amazônia, área equivalente às áreas somadas da Alemanha e da Itália.

Parte do artigo 7º da medida provisória, que autorizava a transferência de terras para empresas, era uma das mais polêmicas. Agora, apenas áreas pertencentes a pessoas físicas poderão ser regularizadas.

O presidente ainda estuda se vai vetar outro ponto da MP que levantou bastante discussão --o artigo 2º, que permite que terras em nomes de terceiros sejam regularizadas. Segundo um assessor direto que acompanha as discussões sobre o tema, Lula ainda está em dúvida sobre esse artigo.

O presidente deve bater o martelo hoje sobre todos os possíveis vetos e a sanção da MP, uma das mais importantes e polêmicas da área ambiental nos últimos anos.

O texto prevê a doação de terras com até 100 hectares, uma cobrança simbólica para as propriedades com até 400 hectares e a venda daquelas que têm até 1.500 hectares para os proprietários que já estavam lá até 2004.

Nova reunião

Hoje, em Brasília, Lula deve se reunir novamente com ministros de todas as áreas relacionadas ao tema para chegar à decisão final.

Apesar do objetivo de regularizar a situação fundiária numa área sem lei, o que, na visão do governo, permitiria conter o desmatamento, a medida tem encontrado muita resistência.

A ex-ministra do Meio Ambiente e hoje senadora Marina Silva (PT-AC) vem defendendo que Lula vete os incisos 2 e 4 do art. 2º, que autorizam a regularização de terras ocupadas por prepostos; o art. 7º, que permite a transferência de terras da União para pessoas jurídicas e para quem já possui outras propriedades rurais; e o art. 13, que dispensa a vistoria prévia.

A MP é defendida como "moralizadora" por entidades ruralistas, que conseguiram incluir no texto algumas das medidas mais controversas, durante a sua tramitação.

Proposta a isenção de taxas estaduais para portadores de necessidades especiais

Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Alexandre Von (PSDB/PA) isenta do pagamento de taxas de emplacamento, licenciamento anual, transferência de propriedade, alienação e desalienação, os veículos motorizados adaptados, destinados ao uso exclusivo de condutores portadores de necessidades especiais. A proposta, apresentada na Assembléia Legislativa nesta quarta-feira (17/06/2009), atende a uma reivindicação feita ao parlamentar santareno pela Associação dos Amigos Portadores de Deficiência Física do Tapajós - AAPDT, e visa eliminar a cobrança de taxas sobre veículos especiais, tais como: automóveis e motocicletas adaptadas, triciclos, quadriciclos e outros.

Para o deputado tucano, \"a isenção das taxas estaduais, recolhidas junto ao DETRAN, acompanhada de uma diminuição na burocracia, proporcionará às pessoas portadoras de necessidades especiais do nosso Estado a valorização de sua cidadania, ao facilitar sua integração na sociedade e no mercado de trabalho\".

Fonte: http://www.alexandrevon.com.br/proposicoes/projetos_lei/projeto_lei_isencao_taxas.pdf

O papelão verbal do coronel

Gerson Nogueira

Na condição de chefe da delegação brasileira na Copa das Confederações, o coronel Antonio Carlos Nunes de Lima, presidente da Federação Paraense de Futebol, rompeu o mutismo que caracteriza ocupantes da honraria e corre o risco de carimbar sua passagem pela África do Sul com a mancha da incontinência verbal.
Logo de cara, na chegada da Seleção à cidade de Bloomfontein, cometeu discurso marcado pelo preconceito e a desinformação. Como se estivesse num convescote qualquer bancado pelas ligas interioranas do Pará, que lhe são inteiramente submissas, o coronel não conteve a língua.
Com a má educação que não é própria dos paraenses e com o mau jeito que as normas diplomáticas desaconselham, Nunes sublinhou que a cidade sul-africana era uma espécie de elo perdido no fim do mundo. Como se fora um globe-trotter, analisou que Bloomfontein iria ficar mundialmente conhecida em função da presença do selecionado brasileiro.
Não que isso seja uma inverdade, mas é óbvio que na vida há momento para tudo. Ali, na recepção organizada por Bloomfontein, não era a ocasião apropriada para enaltecer a fama e o valor do time brasileiro. Nunes não precisava usar sua opinião para constranger ninguém – principalmente o prefeito da cidade anfitriã. Os maus modos do chefe da comitiva foram registrados pelos organizadores do torneio e até por dirigentes da Fifa.
Além de quase instaurar um incidente diplomático, o tropeção verbal do cartola paraense cria, ainda, uma saia justa para a CBF, que se prepara para organizar uma Copa do Mundo daqui a cinco anos – e certamente não gostaria de receber o mesmo tratamento por parte de um dirigente visitante.
Não satisfeito, o boquirroto miliciano partiu para novos ataques. Desta feita, denunciando o clima de insegurança em Johannesburgo. Ao visitar Soweto, berço da resistência contra o apartheid, reclamou – ora veja só – da falta de um lugar para festejar as vitórias. Em outras palavras, sentiu falta de uma bodega qualquer de rua, como se isso fosse item de primeira necessidade numa cidade que abriga torneio internacional.
O surpreendente despreparo na articulação das palavras não faz justiça ao cartola habilidoso e matreiro que Nunes sempre foi, conseguindo por isso mesmo manter-se no comando do futebol regional por mais de duas décadas. E sua loquacidade não honra o convite de seu amigo Ricardo Teixeira para chefiar a delegação, como prêmio de consolação pela exclusão de Belém da lista de sub-sedes da Copa de 2014.
Pode-se concluir depois dos últimos incidentes que o coronel foi duplamente infeliz. Primeiro, ao aceitar honraria tão questionável; e, em aceitando, não ter a capacidade de manter a matraca fechada. Juca Kfouri, em sua prestigiada coluna, aconselha Teixeira a mandar Nunes de volta para casa. Paraenses de boa cepa entendem que ele nem devia ter ido.

Perfume

Lúcio Flávio Pinto:

A falta de uma clara definição dos limites entre o Pará e o Amazonas, acertada entre os dois Estados, deu motivo a um incidente em 1952. A firma Chady & Cia. extraía árvores para a produção do óleo de pau-rosa em dois lotes que obteve por arrendamento do governo do Pará. Mas nesse ano o governo do Amazonas resolveu cobrar os impostos devidos, ameaçando impedir a retirada da essência da usina se o tributo não fosse recolhido. A firma recorreu ao Estado. O procurador fiscal da fazenda estadual, Alarico Barata, pai do poeta Rui Barata, foi de parecer, “como medida urgente, que o Fisco paraense cobre os impostos a que tem incontestável direito, garantindo, também, a firma prejudicada na livre saída do seu produto”. Opinava dessa forma por não encontrar “outra alternativa”.
Independentemente da disputa tributária e do contencioso territorial, cabe observar a existência de uma atividade produtiva responsável pelo desaparecimento de uma árvore importante nas florestas da região. A essência de pau-rosa era usada para fixar o odor dos perfumes, os mais famosos dos quais fabricados na França.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Gleba Mamuru: não ao engessamento minerário

Jubal Cabral Filho

Caro editor,
Espero, com ansiedade e preocupação, que os órgãos que cuidam de provável RESEX ou PROEX, ou o EX que seja implantado em qualquer lugar deste Pará tenham a capacidade de escutar os anseios minerários antes de decretar este tipo de engessamento para um dos mais completos tipos de empreendimento sustentável do país, que é a mineração.
Não se pode imaginar que sejam imobilizados os recursos naturais do sub-solo, sem um estudo criterioso e detalhado a partir dos trabalhos geológicos realizados.
Infelizmente, no Pará, os gritos minerários ainda estão bastante roucos, posto que não existe, a nível de estado, um órgão que cuide da formalização e incentivo da mineração.
Continuo a exigir que a área ambiental caminhe sempre com igualdade em qualquer atividade exploratória no estado.

Peixe-boi amazônico

Do Blog do Nelson Tembra

Equipe do Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA), do Instituto Chico Mendes, resgatou um filhote de peixe-boi amazônico de aproximadamente seis meses e o alojaram na base avançada do centro, em Belém, para readaptação e posterior reintrodução na natureza. Com 23 quilos e 110 centímetros de comprimento, o filhote de peixe-boi amazônico foi encaminhado para o Zoológico das Faculdades Integradas do Tapajós e, de lá, levado para a o CMA em Belém, onde permanecerá até o desmame, o que levará cerca de dois anos. Atualmente, a base avançada do CMA em Belém abriga cinco peixes-bois amazônicos, dos quais, a mais velha está com um ano e meio e a previsão é de que no próximo ano ela seja devolvida à natureza.

Mais dinheiro para reforma dos mercado Modelo

Em parceria com a Prefeitura Municipal de Santarém, a Sepaq repassará R$ 153 mil para obras de implantação de infraestrutura, e R$ 800 mil para reforma e recuperação do Mercado Modelo.
A obra está atrasada pelo menos seis meses.