terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Presidente destituído do São Raimundo quer aprovação de suas contas por suplentes do Conselho Fiscal


Da Redação de O Estado do Tapajós

O desespero tomou conta do presidente destituído do São Raimundo, Rosinaldo do Vale. Ele usa braços seus ainda dentro da direção do clube para aprovar a todo custo sua prestação de contas. O presidente do Conselho Deliberativo, Silvio Tadeu, tenta a qualquer custo a volta de Rosinaldo do Vale. Ele chegou até a desconsiderar o Conselho Fiscal Titular e tentar fazer com que o Conselho suplente recebesse e emitisse um parecer sobre as contas de Rosinaldo do Vale.
 
A reportagem de O Estado do Tapajós apurou que no último dia seis de dezembro, um dia antes da reunião do Conselho, marcada para o dia 07, Silvio Tadeu, Rosinaldo, Beto Tolentino, Jardel Guimarães, Junior Tapajós estiveram à noite na casa do senhor Laurildo de Souza (Carpegiane), membro suplente. Lá, de forma incisiva, eles tentaram fazer com que Carpegiane assinasse o relatório das contas. 
 
O estatuto do clube prevê que as contas devem ser encaminhadas ao Conselho Fiscal, esse emite parecer e as apresenta ao Conselho Deliberativo que irá aprovar ou não as contas. A manobra de Rosinaldo já foi detectada pelos atuais diretores do clube. Rosinaldo quer de forma irregular aprovar as suas contas e se ver livre de qualquer ação na justiça.
 
Um dos maiores problemas é que as contas deveriam ser apreciadas anualmente, o que nunca ocorreu no São Raimundo. Esse é um dos motivos que embasam a ação movida pelo advogado Edilbal Cabral contra o presidente destituído . Não houve prestação de contas, não poderia nem ter sido realizada a eleição. O processo segue e tem audiência marcada para o dia 14 de fevereiro de 2012. 
 
O curioso da história é que há cerca de seis meses, houve uma ruptura séria entre os senhores Silvio Tadeu e Rosinaldo com Alberto Tolentino, Jardel e Junior Tapajós, inclusive com declarações condenando a administração do ex-presidente Rosinaldo. Agora, eles estão juntos nessa empreitada da volta. Silvio Tadeu está desesperado, pois seu mandato termina em 13 de janeiro e não há a mínima intenção dos Conselheiros de reconduzi-lo ao cargo.

Morre mais uma vítima atropelada por microônibus em Santarém


Faleceu por volta do meio-dia no Hospital do Pronto Socorro Municipal a terceira vítima do acidente ocorrido hoje de manhã, no cruzamento das avenidas Rui Barbosa e São Sebastião.

Trata-se de Maria da Conceição Carvalho.

Das duas vítimas que morreram na hora do acidente, uma ainda não foi identificada. A outra chamava-se Gleiciane Barbosa Vieira, 28 anos. 

Trilhas do Parque da Cidade recebem pavimentação



Já consolidado como uma das mais importantes áreas voltadas para o lazer e para a prática de exercícios físicos, o Parque da Cidade tem suas trilhas internas recuperadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEMINF). 

As trilhas já passaram por terraplenagem e agora, recebem asfaltamento.(Texto: Ascom PMS/Foto: Ronaldo Ferreira)

Remo, enfim, volta a disputar um certame da CBF


A CBF divulgou na manhã de hoje (13), no seu site oficial, a tabela da Copa do Brasil 2012. O Independente, atual campeão paraense, vai jogar contra o São Paulo.

O Paysandu (vice-campeão) enfrentará o Espigão (RO). Já o Clube do Remo, que entrou na Copa do Brasil devido à sua boa colocação no ranking da CBF, encara o Real (RR).

Os jogos da primeira fase da Copa do Brasil 2012 serão nos dias 7, 14 e 21 de março. O Clube do Remo detém a melhor campanha entre os times paraenses na Copa do Brasil. Em 1991 o Leão foi semifinalista quando foi derrotado pelo Criciúma, do então técnico Luiz Felipe Scolari.

RANKING

O Remo ocupa a 27ª posição no Ranking Nacional de Clubes (RNC), enquanto o Paysandu aparece em 31° e o Independente, em 276° lugar. Mas se engana quem pensa que o Independente está entre os últimos do ranking a disputar a Copa do Brasil. Penarol/AM, São Domingos/SE e Santa Cruz/RN dividem o 302° lugar, enquanto Bahia de Feira/BA e Boavista/RJ estão na 360° colocação. (Sandro Galtran e Carlos Gondim/DOL)

Golpe do falso policial federal leva dois para cadeia em Óbidos

 

Clodoaldo Penha
Silvio Pinheiro

Uma equipe de policiais civis flagrou ontem uma cena inusitada em uma balsa de embarque de pasageiros em Óbidos, no oeste do Pará. Eles foram flagraram o paulista Clodoaldo de Moraes Penha, 38 anos, natural de Sorocaba; e Silvio de Jesus Pinheiro, 51, paraense, no momento em que os dois discutiam com funcionários da lancha que os impediam de embarcar. Os dois se identificaram aos funcionários como policiais federais que estaram a serviço para acompanhar o plebiscito em Óbidos. 

Segundo o delegado Elinelson Silva, eles exigiam o passe livre, porém não apresentaram as devidas carteiras de identificação da Polícia Federal. “Como lhes foi negado o passe livre, os dois se deslocaram até o quichê para comprar os bilhetes. Enquanto isso, os investigadores entraram em contato com a equipe de policiais federais que estava em Óbidos para confirmar se havia mais dois policiais no município. Assim, tiveram a resposta de que os dois não eram policiais federais”, explicou o delegado. 

Diante disso, uma equipe de policiais federais foi deslocada até o porto de Óbidos e abordou os falsos agentes federais. Os dois foram conduzidos para a Delegacia da Polícia Civil, juntamente com as testemunhas, onde o delegado determinou a lavratura do procedimento flagrancial. 

Ao colher os depoimentos dos conduzidos, os dois negaram o golpe. Eles foram enquadrados em Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pela falsa identidade com base no artigo 307 do Código Penal Brasileiro. A pena prevista é de três meses a um ano de detenção. Ambos assinaram os Termos de Compromisso de Comparecimento e depois foram postos em liberdade para aguardar o chamado da Justiça.
Fonte: Polícia Civil do Estado do Pará


Acidente com microônibus mata duas pessoas


Um microônibus desgovernado atingiu duas pessoas que estavam em uma parada da SMT, arrastando-as para debaixo do veículo, na avenida Rui Barbosa, no centro de Santarém, provocando morte instantânea.

O acidente ocorreu às 08h45. 

Em respeito à dor das famílias da vítimas, o Blog do Estado não publicará imagens desse acidente, até porque sua linha editorial não permite sensacionalismo que, infelizmente, ainda é muito comum na blogosfera.

Blog do Estado bate recorde de acessos na cobertura do plebiscito


De domingo até a manhã de hoje, o Blog do Estado registrou 21.352 acessos de IP único e cerca de 75 mil páginas visitadas.

Obrigado pela audiência.

Pronunciamento de Jatene na tv

Clique aqui para assisitir ao pronunciamento do governador Simão Jatene em rede de televisão.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Câmara de Santarém aprova moção de repúdio a governador e vice

A Câmara Municipal de Santarém aprovou hoje, por unanimidade, moção de repúdio ao governador do estado Simão Jatene e ao vice-governador Helenilson Pontes.

Segundo os vereadores de todos os partidos, Jatene não cumpriu sua promessa de neutralidade durante o plebiscito e Helenilson, natural de Santarém, deixou de defender a bandeira da redivisão.

Leia a íntegra das matérias aprovadas, clicando aqui.

Em Marabá e Santarém, plebiscito mostra sentimento de abandono da população

Danilo Macedo
Agência Brasil

Marabá (PA) - O plebiscito realizado nesse domingo (11) no Pará mostrou que 66,6% dos eleitores que foram às urnas são contra a divisão do estado para a criação de dois novos: Carajás e Tapajós. No entanto, nas cidades que deveriam se tornar capitais dessas novas unidades da Federação, Marabá e Santarém, respectivamente, a votação expressiva acima dos 90% a favor da divisão demonstra a insatisfação e o sentimento de abandono da população.

  Esse sentimento pode ser justificado pelos baixos investimentos estaduais nos municípios das duas regiões. De acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), os gastos e investimentos estaduais per capita feitos em Carajás e no Tapajós são bem menores do que em municípios que permaneceriam no Pará.

Em 2010, enquanto o governo estadual gastou R$ 1.908,39 para cada habitante nessa região, em Carajás foram R$ 536,62 e no Tapajós, R$ 373,51. Em relação aos investimentos, o valores foram R$ 223,01, R$ 95,96 e R$ 60,20, respectivamente.

Para a pedagoga Magda Alves, que assistiu à apuração no telão colocado em frente ao Tribunal Regional Eleitoral em Marabá, os mais de 90% de votos da cidade a favor da criação do estado de Carajás são o grito de uma região dizendo que precisa de atenção. “Tem que haver mudança na gestão pública, no direcionamento dos recursos, na maneira como nossos políticos eleitos se comportam em relação à nossa região, tudo isso tem que mudar”.

A advogada Cláudia Chini disse, logo após o resultado, que “esse plebiscito demonstrou a indignação de uma população que está há décadas largada pelo descaso dos governantes". Moradores de Marabá, procedentes em grande parte de outros estados, também mostram insatisfação quando falam da divisão. "Não temos educação, saneamento, segurança, as cidades mais violentas do país nós estamos encampando aqui e, infelizmente, não temos representatividade no Congresso”, disse Cláudia.

  O governador do Pará, Simão Jatene, que antes do plebiscito de manifestou publicamente contra a divisão do estado, falou em “pacto pelo Pará” após o resultado e disse que o debate sobre a divisão exige uma rediscussão sobre responsabilidades com a esfera federal.

  No site do governo na internet, Jatene diz que o Estado não está conseguindo chegar onde as pessoas estão e que é o momento de todo o país refletir sobre isso. Ele admitiu que o sentimento das pessoas é genuíno porque realmente há distância e ausência, “uma insuficiência do Estado brasileiro” em relação a essas populações. Para o governador, o caminho, no entanto, não é a separação.

Desejo de criação de novos estados não é "coisa de meia dúzia de políticos'

Do Blog do Parsifal:

Mesmo sem as grandezas de cada região especificadas, intui-se que a votação, nitidamente, dividiu-se por região: o que seria o “Novo Pará” (64,7% do eleitorado) obteve 66% dos votos válidos. O que seria Tapajós e Carajás, juntos (32,2% do eleitorado), obteve 34% dos votos válidos, em grandezas arredondadas.
O plesbicito, portanto, foi decidido pela matemática pura e simples: com os respectivos eleitorados consolidados, não era possível uma vitória do “SIM”.
A apuração, ainda, desmistifica o discurso de que a divisão do Pará seria “coisa”, de meia dúzia de políticos: 1,2 milhão de pessoas, praticamente a totalidade dos habitantes do Sul e Oeste do Pará, desejam a emancipação. Os políticos da região, portanto, ao terem advogado a divisão, também repercutiam a posição política dos seus eleitores, da mesma forma que os que advogaram o “NÃO”.
Os principais municípios das três regiões massificaram suas vontades na urnas: Santarém votou 98,6% SIM ; Marabá votou 93,2%  SIM; Belém votou 94,8% NÃO.
Os demais municípios de cada uma região, com raras exceções, repetiram, respectivamente, os mesmos percentuais dos três acima citados.
As abstenções, brancos e nulos, ao contrário do que os divisionistas apostavam, e os unionistas temiam, se mantiveram na média histórica.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Resultado do plebiscito por município - CARAJÁS

Resultado do plebiscito por município - Tapajós


                                                   

Frentes querem mudar a capital do Pará para o interior


Durante entrevista coletiva que está sendo realizada neste momento na sede do Comitê Pro-Tapajós, o deputado Lira Maria e a prefeita Maria do Carmo acabam de anunciar que os deputados estaduais com base no interior do estado vão propor emenda à Constituição Estadual transferindo a sede do governo do estado para um município mais próximo do centro geográfco do Pará.

Participam da coletiva os deputados estaduais Antônio Rocha(PMDB), Alexandre Von(PSDB), Airton Faleiro(PT) e os empresários Olavo Neves e Alberto Oliveira, entre outros.

Lúcio Flávio Pinto é ameaçado de agressão


À OPINIÃO PÚBLICA



Os valores morais estão mesmo invertidos no Brasil.
Ontem, um cidadão que emitiu notas fiscais frias para dar cobertura a uma fraude, praticada pelos donos do principal grupo de comunicação da Amazônia, O Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão, através da qual tiveram acesso a dinheiro público da Sudam, me ameaçou de agressão e tentou me intimidar.
Meu “crime” foi o de ter denunciado a fraude em meu Jornal Pessoal, que se transformou em denúncia do Ministério Público Federal, aceita pela justiça federal, mas arquivada em 1º grau sob a alegação de que o crime prescreveu. O juiz responsável pela sentença, Antônio de Almeida Campelo, titular da 4ª vara criminal federal de Belém, tentou me impor sua censura, para que não pudesse mais escrever a respeito do processo. Como a ordem era ilegal, não a acatei. Cinco dias depois, diante da reação pública, o juiz voltou atrás e revogou a sua determinação. Mas o incidente de hoje mostra que as tentativas de me intimidar prosseguirão.
Eu saía do almoço em um restaurante no centro de Belém, às 15,15, quando um cidadão se aproximou de mim subitamente. Ele parecia ter esperado o momento em que fiquei só no caixa.. Como se postou bem ao meu lado, o cumprimentei, mesmo sem identificá-lo de imediato. Ele reagiu de forma agressiva. Como minha saudação tinha sido um “Tudo bem?”, ele respondeu: “Vai ver o que fizeste contra mim no teu jornal”.
“O quê?”, disse eu. Ele se tornou mais agressivo ainda: “Da próxima vez eu vou te bater, tu vais ver”. Aí me dei contra de tratar-se de Rodrigo Chaves, dono da empresa, a Progec, que cedera as notas fiscais frias para os irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos do projeto para implantar em Belém uma indústria de sucos regionais, no valor (atualizado) de sete milhões de reais, projeto esse aprovado pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, em 1995.
Observei que o cidadão estava com um copo de vidro cheio de refrigerante e que o apertava com força. Deixando o salão do restaurante com o copo, tornava-se evidente que, com seu tom agressivo, planejava usá-lo contra mim. Mantive-me calmo, sem reagir. Paguei e saía, quando ele começou a gritar, me chamando de palhaço. Continuei seguindo e fui até a seccional da polícia civil, onde apresentei queixa contra a ameaça de agressão física. O procedimento deverá ser instaurado amanhã.
A primeira reportagem do Jornal Pessoal sobre a fraude praticada pelos irmãos Maiorana saiu em maio de 2002, na edição 283. Desde então, venho acompanhando o assunto. Nunca fui contestado pelos Maiorana, nem por Rodrigo Chaves. Ao ser intimado a comparecer à Receita Federal, ele admitiu serem frias as nove notas fiscais e dois recibos que emitiu entre 1996 e 1997 para a Indústria Tropical Alimentícia. Com esses papéis, a empresa justiçou a construção de um galpão, onde funcionaria a fábrica de sucos. A estrutura teria sido posta abaixo por um vendaval, que teria ocorrido na área, mas atingiu apenas a construção dos irmãos Maiorana.
Com base em vasta documentação, comprovando a fraude com as notas e o desvio de recursos públicos, a Receita Federal encaminhou o inquérito ao Ministério Público Federal, em 2000. O MPF fez a denúncia em 2008, enquadrando os Maiorana em crime contra o sistema financeiro nacional (mais conhecido como crime de colarinho branco). Nessa época, a fraude de 1995 já havia prescrito. Por isso, o crime não podia mais ser punido. Restavam as manobras que permitiram aos Maiorana receber colaboração financeira dos incentivos fiscais da Sudam em 1996 e 1997.
No total, em valor da época, os irmãos tiveram acesso a R$ 3,3 milhões. O projeto, ao final, absorveria R$$ 20 milhões de então. Para receber o dinheiro, eles tinham que entrar com 50% de capital próprio. Mas não tiraram um centavo do bolso. No dia da liberação do recurso pela Sudam, eles emprestavam de um banco privado o valor equivalente, que devia ser a contrapartida de recursos próprios, mas só o mantinham em conta por um dia. No dia seguinte o dinheiro era devolvido ao banco.
O MPF só fez a denúncia pelo crime de fraude pára a obtenção de dinheiro público. Não imputou aos Maiorana o outro delito, o de desvio de recursos públicos, caracterizado pela fraude na construção do galpão que o inusitado vendaval teria destruído. A prova da construção eram as notas fiscais fornecidas pelo cidadão que me ameaçou de agressão física hoje.
A ameaça foi perpetrada num dia histórico para o Pará, a primeira unidade da federação brasileira a decidir, pelo voto direto e universal dos seus cidadãos, se aceita ou não a divisão do seu território, o 2º maior do país, para a criação de dois novos Estados, de Carajás e Tapajós. O próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o também ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowsi, veio testemunhar pessoalmente esse momento histórico. Foi a primeira vez que um presidente do TSE participou de uma sessão do TRE do Pará. Mas não chegou a testemunhar um ato representativo de como age e pensa parte da elite paraense que monopoliza o poder na capital e, pensando só em si, dá motivos às regiões mais distantes de tentar se separar do Estado para conseguir maior atenção e cuidados, numa terra marcada pela desigualdade social, violência e a impunidade. E onde ficou famosa a frase de um caudilho: de que, por aqui, “lei é potoca”.
O grupo de comunicação dos irmãos Maiorana tomou parte na campanha, dizendo-se intérprete da vontade da população. Já publicou dezenas de editoriais contra o ex-senador Jader Barbalho, acusando-o de ter enriquecido apropriando-se de dinheiro público, com destaque para o dinheiro da Sudam, que teria desviado para os próprios bolsos. Mas os Maiorana, que cometeram o mesmo crime, não querem que ninguém escreva sobre seus atos. Um deles, Ronaldo Maiorana, beneficiário das notas frias do meu quase agressor de hoje, me agrediu fisicamente quase sete anos atrás, em janeiro de 2005, tendo a cobertura de dois militares da ativa da PM paraense, que transformou em seus capangas.
Por ironia, essa agressão se consumou em outros dos restaurantes da rede Pomme d’Or, onde agora fui ameaçado por um integrante da confraria dos Maiorana. Por outra ironia, tive que ir de novo à mesma seccional onde dei a primeira queixa. As agressões, ameaças e intimidações prosseguirão? O poder público fará a sua parte, de fazer respeitar a lei e dar garantias ao cidadão do exercício de seus direitos?
Aguardo as respostas, que cobro como um simples cidadão, às vezes sozinho, mas convicto do seu direito. E da obrigação que sua profissão lhe impõe: dizer a verdade. Mesmo que ela incomode poderosos e truculentos.

LÚCIO FLÁVIO PINTO
Editor do Jornal Pessoal
Belém/PA 11/12/2011

Plebiscito no oeste do Pará II

Informações da redação de O Estado do Tapajós:

1- O presidente da Frente Sim Tapajós, deputado federal Lira Maia, vota as 9 horas na escola João XXIII, na comunidade de Cipoal, no planalto santareno.
2- A prefeita de Santarém, Maria do Carmo Lima, vota na secção 11 do Colégio Santa Clara, mesmo local de votação do vice-governador Helenilson Pontes.

3- O ministro da saúde, Alexandre Padilha, é esperado para votar agora de manhã no Colégio Dom Amando.

Plebiscito em Santarém


Filas de eleitores para votar na escola estadual Frei Othmar, no bairro do Santíssimo, minutos antes do início do plebiscito em Santarém.
Foto: Miguel Oliveira

Plebiscito no oeste do Pará

Informações da redação de O Estado do Tapajós:

1- Altamira, Brasil Novo, Monte Alegre, Alenquer, Santarém, Óbidos, Juruti e Oriximiná contarão com tropas federais.

2- Santarém, Belterra e Mojui dos Campos somam 219 mil 211 eleitores.

3- Mais de 3 mil pessoas trabalham como mesários e pessoal de apoio à justiça eleitoral nesses três municípios.


4- São 26 pontos de transmissão instalados em Santarém, Belterra e Mojui dos Campos para a remessa de dados à central do TSE.

5- Mais de mil urnas eletrônicas foram instadadas.
 

Plebiscito: O fracasso das elites paraenses


Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

Ao que parece, a campanha do “sim” não conseguiu, através do marketing político e do desempenho dos seus líderes nos debates promovidos pela televisão, reverter a vantagem numérica dos defensores do “não”, aferida nas pesquisas prévias já divulgadas. Como quase dois terços do colégio eleitoral que participará do plebiscito fica no Pará remanescente, onde a maioria rejeita a divisão, só fatores subjetivos poderiam modificar a clara tendência contra a criação de Carajás e Tapajós.


Independentemente do resultado da votação, no entanto, uma coisa pode ter sido percebida pelos observadores mais atentos da situação: não há liderança capaz de conduzir o Pará por um novo caminho, através de um novo modelo de desenvolvimento. Os líderes dos três comitês se comportaram nos debates como se estivessem reivindicando um mandato eleitoral. Repetiram seus velhos discursos e os chavões de sempre que os marqueteiros lhes sopram.


Culpa de todos eles, mas só em parte. A causa maior desse vazio repetitivo e monótono é que o Pará não tem um projeto para executar. O Pará não planeja mais. O Pará deixou de usar seu conhecimento, sua criatividade e sua vontade para sair da camisa-de-força de uma mecânica imposta de fora para dentro, que o toma por objeto, não por autor.


Vejam-se dois exemplos patéticos de um governo como o que é comandado pelo economista Simão Robison Jatene. Ele recriou a inadequada Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração. Devia extingui-la de novo. Em seu lugar, despacharia para Marabá uma agência estadual de desenvolvimento da indústria mineral, com estrutura enxuta e eficiente para impedir que continuemos a ser meros exportadores de matéria prima. O secretário trabalharia e moraria em Marabá, como toda sua equipe, com recursos para trabalhar bem e muito. Uma subagência ficaria em Santarém, com conexões em Oriximiná e Juruti, para fazer o mesmo.


Com igual inspiração, o Ideflor seria remanejado de Belém pra instalar sua sede em Altamira, para tratar de fato do estímulo à indústria florestal. Não para produzir apenas – nem principalmente – madeira sólida, mas para aproveitamento racional da biodiversidade amazônica.


Um Instituto da Várzea tentaria induzir o aproveitamento das terras mais férteis da região (150 mil quilômetros quadrados em potencial) com sua sede em Óbidos e agências em Monte Alegre e Almeirim.
Outra iniciativa desastrosa do governo Jatene foi a criação da taxa sobre a extração mineral, que lhe renderia 800 milhões de reais por ano para investir nas áreas que pretendem se emancipar. Mas a taxa é claramente inconstitucional. Será derrubada na justiça. É fogo de artifício para iludir os eleitores. É pura demagogia.
Muito mais eficiente seria propor ao Congresso Nacional um imposto sobre os lucros excessivos das mineradoras. A incidência seria a partir de certo valor do preço FOB do minério, que incluísse o custo bruto de produção e razoável margem de lucro jíquido (20% por exemplo).


A partir daí, um valor (10%) sobre o ganho adicional seria transferido para um fundo soberano, gerido por uma agência de desenvolvimento com a participação dos municípios mineradores e da área de influência, do Estado e da União, além de representantes da sociedade civil. O objetivo seria dinamizar a região e impedir desigualdades entre os municípios (só os que têm direito às compensações financeiras se favorecem da mineração).


Por que propostas desse tipo, além de não prosperarem, jamais fazem parte da agenda das lideranças, sejam elas políticas ou de qualquer natureza? Porque as elites só aderem às teses que as favorecem, das quais podem tirar proveito. As elites paraenses faliram, são um fracasso diante das necessidades da população.
Veja-se o que acontece com a seção paraense da Ordem dos Advogados do Pará. É a mais poderosa das entidades corporativas do Brasil. Quem faz as leis são os advogados. Eles adotam como seu o ditado popular: se a farinha é pouca, meu pirão primeiro. As leis são as escravas dos advogados, fazendo o que eles querem.


Quem, passando em um concurso público, começa a trabalhar com um salário de 21 mil reais? Pois esse é o vencimento inicial que o Tribunal de Contas do Estado oferece a um advogado. A carreira jurídica é a mais importante no serviço público, mesmo quando o contratante é um hospital. Nos hospitais do Estado o procurador jurídico ganha mais do que o médico. A atividade-meio prevalece sobre a atividade-fim.


Não é só por isso que 60% dos médicos paraenses estão embolados na capital, como mostrou pesquisa recente. É também porque a expectativa em relação a morar no interior é a pior possível. Nem mesmo quando recebe a proposta de ganhar tanto quanto um advogado, o médico se dispõe a deixar as comodidades da capital e se largar para as “brenhas”.


O profissional paraense, como regra, não está nem aí para as misérias da sua terra. Quer é ganhar o seu dinheiro – e da melhor forma possível. Ele costuma ser um alienado, é verdade, e um comodista. Esse desprezo chega a se constituir em escárnio. Na semana passada o Ministério Público do Estado teve que mandar de volta para suas comarcas no interior os promotores de justiça trazidos indevidamente para a capital. Não foi uma correção espontânea da irregularidade, mas o cumprimento de determinação superior do Conselho Nacional do MP. Durante longo período, 46 municípios ficaram sem o fiscal da lei, com grandes prejuízos. Além de ganhar muito bem, esses promotores não queriam estar aonde são mais necessários.


Mas a culpa principal é do governo, cuja omissão em relação ao interior do Estado (e a periferia da capital) é a razão mais forte e justa do apelo pela separação. Belém não possui de fato uma política estadual. Nem os que estão à frente da criação dos novos Estados.


O despreparo da elite paraense se exibe de forma constante e abundante. No caso da OAB, o aprofundamento do tiroteio entre as partes em conflito mostrou para a opinião pública que nesse enredo novelístico a única peça ausente é o mocinho. Mesmo aquele que em certo momento parece personificar a justiça e a verdade logo é flagrado do outro lado do balcão. No final, só tem razão aquele que acusa. O que se defende, inclusive aquele que antes acusava, não tem razão.


Pode ser que, do ponto de vista formal, o que parece errado tenha amparo legal. Mas a imoralidade fica escancarada. Como a que está sendo atribuída ao ex-presidente da seccional e atual presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante Filho, que herdou os dois cargos do pai, atual (de novo) consultor-geral do Estado. 


A lei, segundo o argumento da defesa do júnior, permite que ele exerça outras atividades, mesmo duplamente licenciado de um ente público (a Procuradoria Geral do Estado e a Universidade Federal do Pará). E possa atuar contra um órgão público ainda que seja um procurador público, anomalia que fulmina a incompatibilidade lógica entre defender o Estado (com o melhor salário do serviço público) e representar quem litiga contra o poder público.


O Estado passou a ser refém dos que, de uma maneira ou de outra, conseguiram chegar ao topo. O interesse público passa a ser mercadoria de transação entre essa “gente bem”. Mas ela, quando colocada numa máquina de passar a limpo, mostra o quanto fede, como dizia Émile Zola da elite francesa do seu tempo. A nossa é pior. Bem pior.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Capa da edição impressa de 10 de dezembro de O Estado do Tapajós

Canoas se posicionam para impedir tráfego de navios bauxiteiros em frente a Santarém


Cerca de 250 bajaras (canoas movidas a motor de popa) estão a postos em frente a Santarém, para barrar a passagem de qualquer navio da MRN (Mineração Rio do Norte), como forma de chamar atenção do mundo para a luta em prol da criação do estado do Tapajós.
Os participantes do ato prometem ficar no local por tempo indeterminado.
Militares da Delegacia da Capitania dos Portos em Santarém tentam, neste momento, evitar o protesto, conversando com os líderes da manifestação.
A ideia agora é fazer um manifesto pacifico.(Texto e fotos: Comitê Sim Tapajós)

Vice-prefeito de Ruropolis é preso por suspeita de assassinato


O juiz Antônio José dos Santos, titular da Vara Criminal da Comarca de Itaituba, decretou, na tarde de quinta-feira (8), a prisão preventiva do vice-prefeito de Rurópolis, Vilson Gonçalves.

Vilson foi indiciado no inquérito que apura a morte do torneiro mecânico João Chupel, conhecido como “João da Gaita”, morto no último dia 22 de novembro. Chupel foi morto em frente ao seu escritório, no distrito de Miritituba, em Itaituba, Oeste do Estado, por um homem, até agora, desconhecido. A suspeita da polícia é de crime por encomenda.


“João da Gaita” era torneio mecânico, mas também tinha negócios nas cidades de Rurópolis e Trairão. Ele também já registrou várias denúncias contra empresários da região, suspeitos de grilagem de terras e exploração ilegal de madeira. João também era tido como polêmico e costumava fazer denúncias por várias questões. Mais recentemente, ele teria registrado na Delegacia de Polícia um boletim de ocorrência em que denunciava estar sofrendo ameaças de morte.

Junto com Vilson Gonçalves, a Justiça decretou a prisão preventiva de Carlos Augusto da Silva, o “Agostinho”, que já está recolhido ao Centro de Recuperação de Itaituba (CRI). 

Vilson também foi transferido para o CRI logo depois de ser submetido a exame de corpo de delito. Também foi decretada a prisão preventiva de Ruberto Siqueira da Cunha, o “Nego Rico”, que já é considerado foragido da Justiça por não ter sido localizado. 

Segundo o delegado José Dias Bezerra, que preside o inquérito, “parte das investigações transcorre em segredo de Justiça, uma vez que o crime teria ligação com a grilagem de terras e exploração ilegal de madeira em áreas de conservação”.

Com informações de Diego Mota/Garimpando Noticias e Portal Buré

Rosinaldo do Vale e cartolas tentam reassumir o São Raimundo


Da redação de O Estado do Tapajós

O presidente destituído do São Raimundo, Rosinaldo do Vale, tenta a todo custo voltar ao comando do clube. Tudo porque, após a sua saída, uma enxurrada de irregularidades foi descoberta pela nova diretoria provisória que dirige o clube. Acertos com patrocinadores, cheques sem fundo, falta de prestação de contas e desorganização e descontrole da filiação dos sócios. Esses são alguns dos problemas encontrados dentro da administração do São Raimundo.

Fonte da reportagem de O Estado do Tapajós, que pediu para não ser identificada, revelou que a nova diretoria está com dificuldades de realizara seus trabalhos. Ela informou ainda os antigos cartolas Tolentino, Jardel Guimarães, Junior Tapajós, André Cavalcante e Sandicley Monte estariam se aliando a Rosinaldo para também se aproximarem do comando do time. "Algumas das coisas erradas encontradas no clube envolve o nome deles", disse a fonte.

O presidente destituído estaria usando a influência de um Conselheiro para impedir algumas investigações internas. O curioso é que antes quando estavam juntos no São Raimundo, os diretores citados acima batiam de frente com Rosinaldo. Agora, estão unidos. Teve uma greve por falta de pagamento que foi insuflada por Tolentino. Os próprios jogadores falavam isso. Depois, ele foi dizer que tinha acabar com a greve.

Jardel Guimarães pede agora a prestação de contas do clube, mas não fez isso quando era diretor. Rosinaldo tem carta na manga e já disse que depende de notas fiscais que deveriam ser entregues pelos diretores, que segundo Vale, administravam o financeiro do clube na época. "Teve um cartola que sacou R$ 30 mil sem o conhecimento de Rosinaldo. O clube devia para ele", informou a fonte, acrescentando que os diretores deixaram dívidas sim e que fica difícil cobrar e pagar porque não existe prestação de contas. "Tolentino, Jardel e Junior e André usam a imprensa, amigos e torcedores para tentar voltar ao clube", acrescenta.

Silvio Tadeu e Olavo Bastos, que é homem de confiança de Rosinaldo, também integram o grupo do "volta". Ocorre que eles são sócios, mas os demais citados acima não são sócios do São Raimundo.

Alguns pontos estão sendo analisados pela nova diretoria. O patrocínio com ume empresa de eventos que era para ser fechado em R$ 10 mil e depois baixou para R$5,5 mil após o empresário conversar com dois diretores. Um conselheiro também andou coletando assinaturas para tentar vender a sede do clube. Um grupo já estaria interessado na compra. "Rosinaldo do Vale, que é funcionário público aposentado, não tem uma renda que justifique seu patrimônio e qual o interesse de estar em um lugar que "dá prejuízo" e é só problemas?", questiona a fonte.

Vale nunca prestou conta dos eventos realizados na sede dançante do clube. O bar do Panterão é arrendado a pessoas ligadas a ele. Como Vale não renunciou, a nova diretoria deve pedir na justiça o ressarcimento de valores recebidos que não tiveram sua destinação comprovada. O ex-presidente do Flamengo, Edmundo Santos, foi condenado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) a devolver 18 milhões ao clube. Ou seja, há precedentes de ações desse tipo.

Coluna Pontuando - José Olivar


Os Poderes dos Juízes no Novo CPC
Em audiência pública realizada na Comissão Especial da Câmara Federal, para análise do projeto do novo Código de Processo Civil, o professor Antonio Cláudio da Costa Machado, da Universidade de São Paulo (USP), disse que o novo texto dá tanta autonomia aos juízes que há risco de ser instaurada uma "ditadura do Judiciário", pois cria um processo civil autoritário em que os juízes poderão tudo e as partes e os advogados não poderão nada. Vamos aguardar a redação final do novo Código.

OAB e os melhores Cursos de Direito
O Presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil anunciou no dia 23/11/11, durante a Conferência Nacional dos Advogados, realizada em Curitiba, o "Selo OAB/2011", onde indica os melhores cursos de Direito no País, para os quais recomenda a instituição. A Comissão Especial criada para este fim apurou critérios objetivos onde relacionou apenas 90 cursos. Dentre eles não se encontra nenhum dos Cursos de Direito (UFOPA, FIT e ULBRA) instalados em Santarém. Em outras palavras, em matéria de ensino jurídico, Santarém vai mal. 

PONTUANDO 

No dia 15 do corrente, a Câmara Municipal entra em recesso parlamentar como manda a Lei Orgânica. Até lá, os nobres vereadores estarão examinando matérias diversas sob a batuta do Presidente José Maria Tapajós, que de forma altiva e produtiva encerará os trabalhos do ano de 2011. ///Uma nova modalidade de crime está se acentuando na cidade. Trata-se do roubo de veículos automotores, onde no fim da semana passado, 03 veículos foram surrupiados. Espera-se que a Polícia faça o seu papel. ///O Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu em julgado que assessor jurídico do Ministério Público não pode exercer a advocacia, pois tem acesso à informações privilegiadas dos processos. O mesmo STJ também decidiu recentemente que, concessionária de energia elétrica tem responsabilidade objetiva (responde civilmente sem culpa), pelos acidentes que ocorrem na rede elétrica. ///Ainda sobre a FIT, o Ministério da Educação e Cultura diminuiu em 20 vagas o Curso de Enfermagem da instituição, isto porque, por dois anos consecutivos o curso tem obtido notas abaixo do aceitável. Pode ser que assim, as instituições privadas remunerem melhor os seus professores, embora continuem cobrando altas mensalidades./// O Bispo de Santarém, Dom Esmeraldo foi designado pela Santa Sé para o arcebispado de Rondônia. Parabéns ao nosso amado Pastor! ///A desigualdade na distribuição de renda dos Municípios do Estado do Pará caiu menos que a média nacional nos últimos 30 anos. Ou seja, enquanto a renda per capta cresce do Brasil, no Pará cai mais a cada dia. Exemplo: Itaituba tinha em 1980 uma renda per capta correspondente a R$ 721,00 e em 2010, de R$ 425,00, o que significa uma queda de R$ 246,00. A fonte é do IPEA. E ainda assim, não querem dividir o Pará. ///Aliás, segundo dados oficiais fornecido pela empresa de telefonia Oi, o Pará ocupa o topo da lista de vandalismo na destruição dos equipamentos da empresa. Que absurdo! ///Muitas instituições, dentre elas a OAB e o CNJ, estão criticando a paralisação dos magistrados Federais, que reivindicam melhores salários, as quais informam que o Brasil precisa de um Judiciário atento e funcionando permanentemente. ///O povo do Oeste do Pará esperava da Rede Globo uma reportagem mais realística em termos de reivindicação de divisão do Estado. A reportagem do JN no Ar foi, no meu entender, tangencial no que diz respeito à realidade e a postura de um povo que quer se emancipar. ///O jurômetro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, mostra que o Governo Federal já pagou, de juros da dívida pública, R$ 216,09 bilhões, dinheiro que sai dos nossos bolsos, assim como o que vai para a corrupção. ///Continuam as reclamações, agora em maior volume, por parte dos advogados e jurisdicionados, contra o funcionamento da Secretaria do II Ofício da Comarca de Santarém. No balcão daquele Cartório, você espera horas a fio para ser atendido, e os servidores se entocam nas dependências do mesmo, não dando muita atenção aos que buscam a prestação de serviços. Um grupo de advogados se instrumentaliza para pedir providências nos órgãos superiores competentes. ///O STJ examina Habeas Corpus que pretende trancar o curso de um Recurso Especial que lá tramita contra um juiz do Acre, acusado pelo Ministério Público. ///O fazendeiro Regivaldo Galvão condenado há 30 anos de prisão pela morte da missionária Doroty Stang, impetra Habeas Corpus no STF visando sua liberdade. Assim é bom, a Justiça condena e o réu quer ficar solto. Pode! ///Pela primeira vez, Marcos Maia, Presidente da Câmara Federal assume a Presidência da República, visto que Dilma e Temer estão viajando para o exterior./// Não adiantou o recurso impetrado pelo deputado Lira Maia objetivando impedir a subida para  sanção da Presidente, do projeto de lei que altera o fuso horário do Estado do Acre, e que o senador Flexa Ribeiro - sem nos consultar, mas consulta pedindo votos - incluiu o Oeste do Pará no mesmo projeto para diminuir em uma hora o fuso horário da Região. O projeto seguiu dia 01/12/11 para sanção presidencial, e se não for vetado, vamos ter outra mudança de horário. Acho que as ações contra isto deveriam ter sido bem mais cedo e não no apagar das luzes. ///Os três senadores que temos e que aqui receberam muitos votos, só trazem desgraças para nós. Por falar em senador, o Mario Couto sabe ao menos aonde fica Santarém? Mas daqui levou muitos votos, pedidos pelos políticos da terra. ///O Iate Clube está convocando os associados para uma Assembleia Geral, segunda-feira, dia 05/12/11, sendo o assunto principal, aumento de mensalidades. Não faltem! ///Foi forte a demonstração do povo de Santarém na carreata realizada dia 30/11/11, em favor da criação do Estado do Tapajós, quando centenas de motocicletas, automóveis, caminhões e pessoas do povo se enfileiraram pelo SIM, no plebiscito do dia 11/12/11. ///O ponto negativo é a manifestação de Jatene a favor do NÃO, quebrando o compromisso que firmou de que não se quedaria por nenhum dos lados, logo ele que nada tem feito por Santarém. ///Um abraço para o ilustre Secretário de Finanças de Santarém, Edimilson Santos Filho, meu ex-aluno e leitor costumeiro desta coluna.
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Texto publicado na edição de 3 de dezembro em O Estado do Tapajós

Argumentos pró Tapajós e Carajás (Parte 2)


Sebastião Imbiriba

Sonho pequeno, sonho grande, tamanho do sonho pouco importa, sonho é sonho, não custa mais nem menos se for maior ou menor, então vamos sonhar grande, um sonho bem grandioso, do tamanho do Estado do Pará multiplicado por três: o Grão Pará, o Tapajós e o Carajás. O voto é SIM.

Eu tenho um sonho, o sonho de uma vida, sonho de muitas gerações, o sonho da absoluta maioria do povo do Tapajós, um sonho baseado em fatos reais, na História, na realidade econômica, social e cultural do Tapajós. O povo do Tapajós tem direito a ver este grande sonho realizado e implora ao povo de Belém, com sua maioria dos votos, que seja magnânimo, fraterno e justo ao permitir que esse sonho se realize. É por isso que, humildemente, peço, deixe o povo do Tapajós seguir seu destino, deixe o povo do Tapajós realizar seu sonho. Simplesmente, vote SIM.

Quem é amigo tem compaixão, amigo se importa com sentimentos, desejos, sonhos de seus amigos. Amigos sabem que o povo do Tapajós há duzentos anos deseja sua emancipação. Amigo não destrói sonho de amigo. Amigo ajuda a construir o sonho. É por isso que amigo vota SIM.

Até o início do governo Lula o Tapajós tinha indústria madeireira de certa importância, com dezenas de empresas e milhares de empregados. Mas aí veio o combate ao desmatamento (o que é certo), sem mitigação de seus efeitos imediatos (o que é errado). Como consequência, fecharam centenas de empresas e muitos milhares de trabalhadores ficaram sem emprego. Até agora ninguém resolveu o problema e muita gente migrou (para onde? Acha que para Belém?) para Manaus, mas ainda há muita gente na miséria nas periferias de Altamira, Itaituba, Santarém e outras cidades. Você que é esclarecido, me responda, o que o Tapajós deve ou pode fazer com a maioria de suas terras que hoje são reservas de todos os tipos para criar emprego e renda? A única resposta é votar SIM.

Eu amo o Pará e tenho orgulho de ser paraense. É por isso que quero o Pará GRANDE, multiplicado por três, diversificado, dinamizado. É por isso que voto SIM.

Que cada burro fique com seus votos burros votando em sua própria corja e infestando sua própria região. Assim fica melhor e ninguém bota mais culpa em ninguém. Vamos todos votar SIM.

E você aí, me responda, por favor: o Pará AINDA NÃO TEM e passaria a TER com a vitória do NÃO? Se não tem resposta, vamos votar SIM.

Agora, algo para publicar como dito por partidários do NÃO:

Deixem que aqueles malditos separatistas se vão com seus problemas nunca resolvidos, seus políticos corruptos, suas pobrezas e misérias, suas faltas de recursos e suas crescentes necessidades que jamais serão satisfeitas. Eles querem isto e terão o que desejam. O Pará continuará GRANDE, do tamanho de São Paulo, RICO como São Paulo, PRÓSPERO como São Paulo, o estado mais rico do Brasil, sem ter que sustentar aqueles malditos separatistas que só servem para sugar as riquezas do Pará. O Pará ficará livre dos corruptos e sanguessugas. Então poderá administrar melhor seus recursos, cuidar melhor de seu povo. O Pará será mais FELIZ. É por isso que o Pará todo votará SIM.

Florestas e rios do Tapajós (é só o que tem lá) nada rendem para o nosso GRANDE Pará, minérios do Carajás (a Lei Kandir rapa tudo) nada rendem para o GRANDE Pará. Pra que o Pará quer aquelas drogas que não servem pra nada? Melhor nos livrarmos desse mal de uma vez por todas. Melhor é votar SIM.

Esse pessoal do Tapajós só vem a Belém quando fica doente. Vem pra dar despesa, drenar nossos recursos, impedir que a gente cuide melhor de nossos próprios enfermos. Deixem que esses doentes fiquem por lá mesmo, no Tapajós e no Carajás, que é só pra isso que servem. Vamos cuidar de nós mesmos. Vamos logo votar SIM.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O luar de Santarém

Foto: Miguel Oliveira. 08/12/2011.

Jantar santareno em Belém


Petronilio e Laura Oliveira receberam em seu apartamento em Belém no dia 06/12/2011 os  casais Paulo Ivan e Suely, Gumercindo  e Elza, Antenor Madeira e Ana para um jantar de confraternização a base de pirarucu, camarão, caranguejo e muita música, revivendo os tempos de Santarém e do Colégio Dom Amando.

E o dia seguinte ao plebiscito?": Contraponto de Evaldo Viana

Contraponto de Evaldo Viano ao artigo de Lúcio Flávio Pinto "E o dia seguinte ao plebiscito?":

Caro Lúcio Flávio,


Desnecessário tecer comentários a respeito do respeito e admiração que tenho por você e sua vastíssima obra, que é, aos meus olhos, tanto jornalística quanto literária.
Mas, sem desdouro e apreço pela sua obra e o que ela me inspira, estou no dever de apontar algumas incorreções no seu artigo "E o dia seguinte ao Plebiscito", mais especificamente no que se refere à sua opinião (sem absolutamente nenhum fundamento) de que o Estado do Tapajós nasceria com uma Receita modesta e se veria em sérias dificuldades para honrar suas despesas.
É equívoco grave de sua parte. Nesse ponto você não pesquisou, não se aprofundou na matéria e emitiu opinião desprovida de valor jornalístico e, mais ainda, sem nexo com a realidade.
Em relação a esse assunto, a viabilidade financeira do Estado do Tapajós, escrevi dois artigos estimando, com fulcro na Constituição Federal e legislação correlata, as nossas receitas em mais ou menos R$ 3,6 bilhões.
Note que ninguém contestou minhas projeções, a não ser pela negação oca e vazia.
Bem poderia você referir-se ao estudo do economista do IPEA, Rogério Boueri, que fixou, de maneira irresponsável e atabalhoada, nossas receitas em R$ 1,1 bilhão.

Esse não conta, não é digno de crédito, não vale sequer ser mencionado. Basta uma espiadinha na página da Secretaria do tesouro Nacional, consultando o repasse do FPE e verás que NENHUM Estado das regiões Norte, Nordeste e centro Oeste (aos quais a LC 62/89, com fundamento na CF/88 reserva 85% do bolo que esse ano será de R$ 60,0 bilhões) receberá em 2011 menos de R$ 1,2 bilhão. Só isso basta para desmoralizar o cálculo (atinente As receitas) do confuso economista.
E veja você que os critérios (de hoje e de sempre para manter o comando constitucional) serão inexoravelmente os que mais adequadamente promovam o equilíbrio socio-econômico entre as unidades federativas, o que significa destinar um bolo proporcionalmente maior aos mais populosos e de menor renda per capita.
O Tapajós será muito populoso? Não. Temos apenas 1.167.000 habitantes.
Temos a menor renda per capita? SIM. Graças ao abandono e desassistência de poder público estadual ( não apenas), hoje temos a menor renda per capita do Brasil.
Somando-se o FPE com as receitas próprias chega-se ao montante de R$ 3,6 bilhões e veja que se dividirmos essa valor pela nossa população chega-se a uma receita (estadual) per capita de R$ 3.084,83, muito superior à do Pará, hoje em pouco mais de R$ 1.648,00.
Tente imaginar Lúcio Flavio, o que não será possível fazer pela nossa região com recursos dessa monta? Imagine podermos aumentar o efetivo das polícias civil e militar e melhor remunerar nossos policiais! Pense no que esse estado pode significar na área de saúde, na possibilidade de atração de médicos em número suficientes para os 27 municípios, em particular para os 12 onde não sequer um desses profissionais! Pense nos investimentos possíveis na área da educação! Imagine podermos contar com 1 juiz/promotor/defensor/
delegado para cada grupo de 10.000 habitantes, quando hoje, na mais generosa das hipóteses, temos uma relação de um para cada grupo de 50.000 ou 60.000 habitantes!
É certo que vais nos perguntar sobre o perfil ou padrão de políticos que espreitam os cargos que serão criados com a criação do Tapajós. E respondo: Têm o mesmo fenótipo e genótipo dos políticos do Pará
E mesmo assim, vale a pena lutar pelo Tapajós? SIM. Com o queijo próximo, os hamsters estarão mais ao alcance de nossas vistas.
Bom, talvez seja pedir muito, mas reflita com mais vagar sobre a viabilidade financeira do Estado do Tapajós e, ao final, constatado o equívoco em que sua pena incorreu, estenda-nos a mão com um pedido de desculpas e aceite o nosso abraço pelo reconhecimento do seu valor e da inestimável contribuição da sua notável obra jornalística.