terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Jatene visita Alenquer, Santarém e Itaituba

A agenda do governador na região oeste, em sua primeira visita após o plebiscito, começa amanhã (quarta-feira) pela manhã, em Alenquer, onde Simão Jatene assina a ordem de serviço para o início das obras da ponte sobre o rio Curuá, uma reivindicação antiga dos moradores do município. Ainda na cidade, estão previstas visitas ao trapiche, a duas escolas municipais e ao estádio municipal. No começo da tarde, o governador embarca para Santarém onde, por volta das 15h30, deverá receber a prefeita Maria do Carmo Martins em audiência, no Hotel Barrudada. Ainda no hotel, Jatene reúne-se com representantes da Associação Comercial de Santarém. 
Em seguida, o governador fará o lançamento da maquete do novo estádio municipal de Santarém. Jatene pernoita no município e, na manhã de quinta-feira, participa da entrega de novo veículos para a Polícia Militar, Polícia Civil e Centro de Perícias Científicas Renato Chaves de Santarém. O governador também participa de um debate na Ufopa sobre as perspectivas de desenvolvimento para a região do Tapajós. No começo da tarde o governador parte de Santarém com destino a Itaituba, onde estão previstas visitas a obras.(Simone Romero)





Projeto abre inscrição para excursão geológica


O projeto “Roteiros Santarenos: Geologia, História e Turismo” abre inscrições para a sua primeira excursão geológica, denominada “Formações de Alter do Chão”. As inscrições são gratuitas e abertas à comunidade em geral. Os interessados devem inscrever-se através do correio eletrônico roteiros.santarenos@gmail.com ou no Programa de Ciências da Terra do IEG (Rua 24 de Outubro, 3707 – em frente ao Iate Clube), no período de 16 a 21 de fevereiro.

Vinculado ao Programa de Extensão “Cultura, Identidade e Memória na Amazônia” do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG) e ao Programa de Ciências da Terra, o projeto pretende mobilizar a comunidade acadêmica e a sociedade santarena em geral para a necessidade de conhecer a geologia e a história da formação do lugar para a realização de um tipo de turismo voltado para a conservação – o geoturismo.

Ao todo, estão programadas 10 excursões em lugares que representam o grande potencial turístico de Santarém. Em cada excursão a comunidade poderá participar por meio de inscrição. De acordo com a Prof. Deize Carneiro, o projeto objetiva contribuir com a educação patrimonial, ou seja, a educação relacionada ao patrimônio geológico e natural, bem como também a educação ambiental de toda a comunidade santarena. “É uma forma alternativa de fazer educação ambiental e está dentro de uma área da Geologia, chamada de geoconservação. A geoconservação é uma linha teórica que contribui para a conservação de ambiente abióticos, isto é, rochas, relevos, minerais, ou seja, ambientes não vivos. É todo um movimento, uma linha teórica que há na Geologia e busca conservar a diversidade desses ambientes abióticos que chamamos de geodiversidade”, informa a Prof. Deize Carneiro, coordenadora do projeto.

Roteiros geoturísticos –
As excursões geológicas, também conhecidas como roteiros geoturísticos, reúnem turismo, lazer, o conhecimento científico voltado para a Geologia e a Geomorfologia. Como a região Oeste do Pará possui forte potencial turístico, com a ocorrência de inúmeras praias e belas paisagens, a coordenadora do projeto considera que todo esse potencial pode ser utilizado não só para o lazer, mas também para a realização de trilhas. “A riqueza geológica é de toda a região Oeste do Pará, não só de Santarém. Na cidade de Monte Alegre, por exemplo, por causa da geodiversidade do lugar, está sendo proposto um geoparque, ou seja, um território que, segundo a Unesco, deve ser conservado devido ao patrimônio geológico e sua importância para contar a história da Terra, a história da paisagem”, enfatiza. (Talita Baena – Comunicação/UFOPA)

Jornalista desiste de recurso e declara suspeito Tribunal de Justiça do Pará


O jornalista Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal e articulista do Blog do Estado, emitiu nota ao público ainda há pouco informando que diante da falta de isenção de alguns magistrados em processos nos quais o jornalista é réu, deixará de apresentar recurso à decisão do presidente do STJ, que negou provimento ao agravo que apresentou para reformar sentença do TJE em favor do espólio do empresário Cecílio Rego de Almeida, considerado por pele como 'pirata fundiário' do estado do Pará.

Na nota, Lúcio Flávio escreve que " decidi não mais recorrer. Se fui submetido a um processo político, que visa me destruir, como personagem incômodo para esses bandidos de toga e as quadrilhas de assalto ao bem coletivo do Pará, vou reagir a partir de agora politicamente, nos corretos limites da verdade e da prova dos fatos, que sempre nortearam meu jornalismo em quase meio século de existência".

E arremarta: "Declaro nesta nota suspeito o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que não tem condições de me proporcionar o devido processo legal, com o contraditório e a ampla defesa, que a Constituição do Brasil me confere, e decide a revelia e contra os fatos."

Leia a íntegra a nota de Lúcio Flávio Pinto aqui

Concurso público para a Polícia Federal terá edital ainda em fevereiro, e março


A Polícia Federal está realizando a contratação da entidade que irá organizar e executar os concursos públicos para provimento das 1.200 vagas autorizadas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
 
O cronograma previsto para o preenchimento destas vagas é o seguinte:
 
1) 500 vagas de Agente (APF) e 100 vagas de Papiloscopista (PPF).
Editais de abertura = Fev-2012
Início dos Cursos de Formação = Jul/Ago-2012
Nomeação = Dez-2012/Jan-2013
2) 150 vagas de Delegado (DPF), 100 vagas de Perito (PCF) e 350 vagas de
Escrivão (EPF).
Editais de abertura = Mar/Abr-2012
Início dos Cursos de Formação = Jan-2013
Nomeação = Jun-Jul-2013
 

Este cronograma poderá ser alterado para contemplar eventuais necessidades administrativas ou ainda por interesse da Polícia Federal.

Projeto Fundo Amazônia investe em tecnologia para a Sema


Agência Pará

No primeiro desembolso do Projeto Fundo Amazônia para uso da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), foram adquiridos veículos, mobiliário e licenças corporativas de software de Sistema de Informações Geográficas. Esses equipamentos serão utilizados para apoiar as ações da Secretaria nas suas Unidades Regionais, em Altamira, Marabá, Santarém e Paragominas, e na sede, em Belém.
Os próximos recursos serão utilizados para adquirir equipamentos de áudio-medição (GPS, binóculos, máquinas fotográficas) e motos para apoiar as ações de gestão ambiental dos municípios. Os que estiverem habilitados à gestão municipal ambiental e assinarem Termo de Cooperação Técnica com a Sema serão beneficiados.
Os recursos do Fundo Amazônia - projeto que objetiva a redução das taxas anuais de desmatamento no território paraense - são oriundos do Governo Federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para alcançar os objetivos, as ações concentram-se no Fortalecimento do Licenciamento Ambiental, Apoio à Infraestrutura para Emissão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), Desconcentração e Descentralização da Gestão Ambiental. Com essas atividades, a Sema almeja assegurar o cumprimento da legislação ambiental do Estado e garantir também a celeridade da análise das demandas de licenciamento protocoladas na secretaria.
Texto:
Káthia Oliveira-Sema

Cientistas australianos provam que a mente controla a saúde e a doença


Cientistas australianos descobriram que o estado mental dos pacientes pode determinar todo o sistema imunológico. Através da criação de ilusões que enganam o cérebro e injetando compostos alergênicos, os cientistas descobriram que os indivíduos mentalmente predispõe o organismo a se defender ou para ficar relaxado.




Um ser humano pode influenciar a sua imunidade com um único pensamento. Isto foi revelado depois de um estudo bem sucedido por cientistas australianos.
Pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália conduziram uma experiência em que os voluntários foram vacinados com a histamina, um composto orgânico envolvido em respostas locais do sistema imunitário, e mediram a intensidade da reacção.

Foi utilizado no experimento a "ilusão da mão de borracha", que consiste que o participante pode desenvolver a ilusão de sentir tudo o que acontece de colocar uma mão artificial com ele e seus olhos, como se fosse seu próprio membro. Cientistas australianos começaram a ver seus voluntários com uma mão de borracha e esconderam a mão real, com histamina injetado na mão artificial e na mão real ao mesmo tempo. Em outro experimento, as duas mãos dos voluntários foram injetados com a histamina, sem recriar ilusões.


Acontece que quando os participantes estavam sob o efeito de ilusão, a reação alérgica foi muito mais intensa. Os investigadores explicaram a ação do cérebro, que controla o sistema imunológico


Quando os voluntários foram injetados eles (no segundo experimento sem recriar ilusão), acreditavam que, na realidade, não corriam nenhum perigo, e tiveram uma reação alérgica moderada. Mas quando viram que a injeção foi colocado na mão de borracha, o cérebro "acreditou" que este procedimento não poderia resultar em nenhuma consequência. Então deixou de controlar a mão "esquerda" que correspondente à mão de borracha (como se esta mão já não pertencia a ele, algo que os cientistas descrevem como se a mão foi "rejeitada").


Segundo os autores disseram no estudo, nesses experimentos testados comprovam a idéia de que o cérebro exerce controle sobre várias partes do corpo dependendo da forma como achamos que essas partes pertencem a nós.


Os pesquisadores salientam que sua descoberta poderia ajudar a estabelecer novas relações entre diversas doenças autoimunes, como esclerose múltipla e outros distúrbios psychoneurological em que o paciente tem alterado a percepção de seus próprios corpos, como o AVC, esquizofrenia, autismo, epilepsia ou anorexia nervosa.

Doe sangue neste carnaval

Quem fala a verdade no caso Abaré?


 O Projeto Saúde & Alegria está botando a boca no trombone por que a entidade italiana Terre Des Hommes (TDH) decidiu não renovar o projeto de cooperação com o PSA para o uso e custeio do barco-hospital Abaré, de sua propriedade.

No início deste mês, a TDH comunicou que a cooperação estava rescindida e que o barco seria retirado dos programas que executa em Santarém e vários municípios da calha do rio Tapajós.

Mas o intrigante nesta história toda é que o PSA subiu o tom contra a entidade italiana, acusando-a de 'arbitrária' e de ter ferido as regras multilaterias de 'cooperação internacional'.

Provocado por um atento leitor, o Blog do Estado faz alguns questionamentos:

1- Por quê até hoje o PSA não divulgou o inteiro teor do documento de cooperação entre a ONG e a entidade italiana?
2- Por quê o PSA não divulgou os relatórios de acompanhamento dos projetos?
3-Por quê o PSA não publicou na internet a prestação de contas desse convênio com o TDH?
4-Por quê  PSA não publicou os comunicados prévios que o TDH fez sobre a decisão de suspender a execução do projeto?
5- Por quê o PSA não convoca auditores independentes para avaliar o trabalho do barco-hospital?

Com a palaavra, os falantes dirigentes do Projeto Saúde&Alegria.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Voto sumiu na eleição que deu empate na AMAT


Do Blog do Parsifal: Deu empate e um voto sumiu

shot013

A eleição para a presidência da Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins (AMAT), que ocorreu no final desta manhã,  em Marabá, resultou em um empate.

Trinta e cinco prefeitos votaram. O resultado apurado apontou 17 votos para o prefeito de Tucumã Celso Cardoso (PDT), que é apoiado pelo governo (que compareceu com a sua tropa em Marabá), e 17 votos para o prefeito de Abel Figueiredo, Hidelfonso de Araújo  (PP).
Foram distribuídas, no entanto, 35 chapas: um dos votantes não depositou o seu sufrágio na urna.
Os candidatos conversam para saber como resolver a situação, já que o Estatuto da AMAT é omisso no caso de empate. Não há ânimo para repetir a eleição.
Atualizado às 13H43M:
A Assembleia Geral da AMAT, em virtude do empate, decidiu suspender o processo, assinando-se o prazo de até o dia 27.02.2012, para que se encontre uma solução negociada para o imbróglio surgido com a omissão do Estatuto.

Fomento ao desenvolvimento

José Ronaldo Dias Campos

Nós, amazônidas, deveríamos repensar a forma como nossas riquezas vêm sendo exploradas. Literalmente exploradas.

A madeira, sob cobiça mundial, extraído o desperdício que fica como sarrafo e serragem, tratados indevidamente como lixo, é quase toda exportada, inexistindo, afora as rústicas marcenarias de fundo de quintal, sem demérito aos bons profissionais da área, uma fábrica de móveis ou de beneficiamento em Santarém. Os móveis adquiridos no comércio local vêm do Sul ou Sudeste. É só conferir!

O minério e a soja padecem do mesmo mal. Saem nos porões dos navios de grande calado diretamente para o exterior, sem deixar, como no caso dos grãos, um quilo sequer nas prateleiras dos supermercados para consumo local. Estou apenas exemplificando.

Houvesse uma política de incentivo para o beneficiamento de insumos no próprio município produtor, creio eu estar-se-ia fomentando o real desenvolvimento regional, gerando emprego, melhorando as condições de vida do nosso povo.

Reflitamos sobre o assunto.   

Check-up veicular: o que fazer antes de viajar neste Carnaval


Antes de ir viajar, algumas medidas podem ser tomadas para evitar situações de perigo nas estradas, como determinadas checagens de segurança – desde a quantidade de combustível até o cumprimento das revisões periódicas que são fundamentais  e devem seguir rigorosamente  o que diz o  manual de instruções do fabricante. "Além de garantir uma viagem tranqüila, sem imprevistos, o investimento de alguns minutos antes de sair traz segurança não só aos ocupantes do carro como, também, a todos que estão na estrada", lembra o diretor executivo de sinistros da Allianz Seguros, Laur Diuri.
 Confira alguns itens que devem ser verificados, antes da viajar:  
·O estado dos pneus, incluso estepe, calibrando-os e a cada 10 mil quilômetros realizar o alinhamento e balanceamento; 
·Se as ferramentas para a troca do pneu e o triângulo de sinalização estão no carro; 
·A validade do extintor de incêndio;
·O nível da água no radiador, assim como o nível do óleo do motor. A troca do óleo e do filtro devem ser feitas de acordo com as recomendações do fabricante;
·Quantidade de água no reservatório do para-brisa;
·O estado das "palhetas" do limpador de para-brisa;
·O nível dos fluidos de freio e da direção hidráulica (quando existente);
·Se os faróis e lanternas estão funcionando perfeitamente;
·Vazamentos de óleo ou água no veículo podem ser constatados por  manchas no chão ou vestígio do produto nas mangueiros do motor;
       ·Eventual barulho anormal no veículo. Neste caso, procure um mecânico da sua confiança.

'Cazuzinha' foi sepultado hoje em Santarém


Dagomar Macedo, Laury Von e Cazuzinha, bons amigos e rotaryanos(Blog O Mocorongo)

Foi sepultado hoje de manhã. no cemitério Nossa Senhora dos Mártires, José Esteves Dias, o popular Cazuzinha.
Ele faleceu, ontem, aos 92 anos. Era viúvo da senhora Nélia Dias.
Cazuzinha foi torneiro-mecânico por muitos anos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Grileiro vencerá?


Lúcio Flávio Pinto


AO LEITOR



         Como já é do conhecimento público, em 1999 escrevi uma matéria no meu Jornal Pessoal denunciando a grilagem de terras praticada pelo empresário Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, com sede em Curitiba, no Paraná. Embora nascido em Óbidos, no Pará, Cecílio se estabeleceu 40 anos antes no Paraná. Fez fortuna com o uso de métodos truculentos. Nada era obstáculo para a sua vontade.
         Sem qualquer inibição, ele recorreu a vários ardis para se apropriar de quase cinco milhões de hectares de terras no rico vale do rio Xingu, no Pará, onde ainda subsiste a maior floresta nativa do Estado, na margem direita do rio Amazonas, além de minérios e outros recursos naturais. Onde também está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, para ser a maior do país e a terceira do mundo.
Os 5 milhões de hectares já constituem território bastante para abrigar um país, mas a ambição podia levar o empresário a se apossar de área ainda maior, de 7 milhões de hectares, o equivalente a 8% de todo o Pará, o segundo maior Estado da federação brasileira. Se fosse um Estado, a “Ceciliolândia” seria o 21º maior do Brasil.
         Em 1996, na condição de cidadão, atendi a um chamado do advogado Carlos Lamarão Corrêa, diretor do Departamento Jurídico do Iterpa (Instituto de Terras do Pará), e o ajudei a preparar uma ação de anulação e cancelamento dos registros das terras usurpadas por C. R. Almeida, com a cumplicidade da titular do cartório de registro de imóveis de Altamira e a ajuda de advogados inescrupulosos. A ação foi recebida pelo juiz da comarca, Torquato de Alencar, e feita a averbação da advertência de que aquelas terras não podiam ser comercializadas, por estarem sub-judice, passíveis de nulidade.
         Os herdeiros do grileiro podem continuar na posse e no usufruto da pilhagem, apesar da decisão, porque a grilagem recebeu decisão favorável dos desembargadores João Alberto Paiva e Maria do Céu Cabral Duarte, do Tribunal de Justiça do Estado. Deve-se salientar que essas foram as únicas decisões favoráveis ao grileiro nas instâncias oficiais, que reformaram a deliberação do juiz de Altamira.
         Com o acúmulo de informações sobre o estelionato fundiário, os órgãos públicos ligados à questão foram se manifestando e tomando iniciativas para evitar que o golpe se consumasse. A Polícia Federal comprovou a fraude e só não prendeu o empresário porque ele já tinha mais de 70 anos. O próprio poder judiciário estadual, que perdeu a jurisdição sobre o caso, deslocado para a competência da justiça federal, a partir daí, impulsionado pelo Ministério Público Federal, tomando rumo contrário ao pretendido pelo grileiro, interveio no cartório Moreira, de Altamira, e demitiu todos os serventuários que ali trabalhavam, inclusive a escrivã titular, Eugênia de Freitas, por justa causa.
         Carlos Lamarão, um repórter da revista Veja (que chegou a ser mantido em cárcere privado pelo empresário e ameaçado fisicamente) e o vereador Eduardo Modesto, de Altamira, processados na comarca de São Paulo por Cecílio Almeida, foram absolvidos pela justiça paulistana. O juiz observou que essas pessoas, ao invés de serem punidas, mereciam era homenagens por estarem defendendo o patrimônio público, ameaçado de passar ilicitamente para as mãos de um particular.
         De toda história, eu acabei sendo o único punido. A ação do empreiteiro contra mim, como as demais, foi proposta no foro de São Paulo. Seus advogados sabiam muito bem que a sede da ação era Belém, onde o Jornal Pessoal circula. Eles queriam deslocar a causa por saberem das minhas dificuldades para manter um representante na capital paulista. A juíza que recebeu o processo, a meu pedido, desaforou a ação para Belém, como tinha que ser. Hoje, revendo o que passei nestes 11 anos de jurisdição da justiça do Pará, tenho que lamentar a mala suerte de não ter ficado mesmo em São Paulo, com todas as dificuldades que tivesse para acompanhar a tramitação do feito.
         A justiça de São Paulo foi muito mais atenta à defesa da verdade e da integridade de um bem público ameaçada por um autêntico “pirata fundiário”, do que a justiça do Pará, formada por homens públicos, que deviam zelar pela integridade do patrimônio do Estado contra os aventureiros inescrupulosos e vorazes. Esta expressão, “pirata fundiário”, C. R. Almeida considerou ofensiva à sua dignidade moral e as duas instâncias da justiça paraense sacramentaram como crime, passível de indenização, conforme pediu o controverso empreiteiro.
         Mesmo tendo provado tudo que afirmei na primeira matéria e nas que a seguiram, diante da gravidade do tema, fui condenado, graças a outro ardil, montado para que um juiz substituto, em interinidade de fim de semana, pela ausência circunstancial da titular da 1ª vara cível de Belém, sem as condições processuais para sentenciar uma ação de 400 páginas,
me condenasse a pagar ao grileiro indenização de 8 mil reais (em valores de então, a serem dramaticamente majorados até a execução da sentença), por ofensa moral.
         A sentença foi confirmada pelo tribunal, embora a ação tenha sido abandonada desde que Cecílio do Rego Almeida morreu, em agosto de 2008; mesmo que seus sucessores ou herdeiros não se tenham habilitado; mesmo que o advogado, que continuou a atuar nos autos, não dispusesse de um novo contrato para legalizar sua função; mesmo que o tribunal, várias vezes alertado por mim sobre a deserção, tenha ignorado minhas petições; mesmo que, obrigado a extinguir a minha punibilidade, arquivando o processo, haja finalmente aberto prazo para a habilitação da parte ativa, que ganhou novo prazo depois de perder o primeiro; mesmo que a relatora, confrontada com a argüição da sua suspeição, que suscitei, diante de sua gravosa parcialidade, tenha simplesmente dado um “embargo de gaveta” ao pedido, que lhe incumbia responder de imediato, aceitando-o ou o rejeitando, suspendendo o processo e afastando-se da causa; mesmo que tudo que aleguei ou requeri tenha sido negado, para, ao final, a condenação ser confirmada, num escabroso crime político perpetrado pela maioria dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará que atuaram no meu caso, certamente inconformados com críticas e denúncias que tenho feito sobre o TJE nos últimos anos, nenhuma delas desmentida, a maioria delas também completamente ignorada pelos magistrados citados nos artigos. Ao invés de cumprir as obrigações de sua função pública, eles preferem apostar na omissão e na desmemoria da população. E no acerto de contas com o jornalista incômodo.
         Depois de enfrentar todas as dificuldades possíveis, meus recursos finalmente subiram a Brasília em dezembro do ano passado. O recurso especial seguiu para o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, graças ao agravo de instrumento que impetrei (o Tribunal do Pará rejeitou o primeiro agravo; sobre o segundo já nada mais podia fazer).
Mas o presidente do STJ, em despacho deste dia 7, disponibilizado no dia 10 e a ser publicado no Diário da Justiça do dia 13, negou seguimento ao recurso especial. Alegou erros formais na formação do agravo: “falta cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, do inteiro teor do acórdão proferido nos embargos de declaração e do comprovante do pagamento das custas do recurso especial e do porte de retorno e remessa dos autos”.
         Recentemente, a justiça brasileira impôs novas regras para o recebimento de agravos, exigindo dos recorrentes muita atenção na formação do instrumento, tantos são os documentos cobrados e as suas características. Podem funcionar como uma armadilha fatal, quando não são atendidas as normas formais do preparo.
         A falta de todos os documentos apontada pelo presidente do STJ me causou enorme surpresa. Participei pessoalmente da reunião dos documentos e do pagamento das despesas necessárias, junto com minha advogada, que é também minha prima e atua na questão gratuitamente (ou pró-bono, como preferem os profissionais). Não tenho dinheiro para sustentar uma representação desse porte. Muito menos para arcar com a indenização que me foi imputada, mais uma, na sucessão de processos abertos contra mim pelos que, sendo poderosos, pretendem me calar, por incomodá-los ou prejudicar seus interesses, frequentemente alimentados pelo saque ao patrimônio público.
         Desde 1992 já fui processado 33 vezes. Nenhum dos autores dessas ações teve interesse em me mandar uma carta, no exercício de seu legítimo direito de defesa. O Jornal Pessoal publica todas as cartas que lhe são enviadas, mesmo as ofensivas, na íntegra. Também não publicaram matérias contestando as minhas ou, por qualquer via, estabelecendo um debate público, por serem públicos todos os temas por mim abordados. Foram diretamente à justiça, certos de contarem com a cumplicidade daquele tipo de toga que a valente ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, disse esconderem bandidos, para me atar a essa rocha de suplícios, que, às vezes, me faz sentir no papel de um Prometeu amazônico.
         Não por coincidência, fui processado pelos desembargadores João Alberto Paiva e Maria do Céu Duarte, o primeiro tendo como seu advogado um ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, à frente de uma das mais conceituadas bancas jurídicas do Distrito Federal. O ex-ministro José Eduardo Alckmin, que também advogava para a C. R. Almeida, veio a Belém para participar de uma audiência que durou cinco minutos. Mas impressionou pela sua presença.
         O madeireiro Wandeir dos Reis Costa também me processou. Ele funcionou como fiel depositário de milhares de árvores extraídas ilegalmente da Terra do Meio, que o Ibama apreendeu em Altamira. Embora se declarasse pobre, ele se ofereceu para serrar, embalar e estocar a madeira enquanto não fosse decidido o seu destino. Destino, aliás, antecipado pelo extravio de toras mantidas em confinamento no próprio rio Xingu. Uma sórdida história de mais um ato de pirataria aos recursos naturais da Amazônia, bem disfarçado.
         Apesar de todas essas ações e do martírio que elas criaram na minha vida nestes últimos 20 anos, mantenho meu compromisso com a verdade, com o interesse público e com uma melhor sorte para a querida Amazônia, onde nasci. Não gostaria que meus filhos e netos (e todos os filhos e netos do Brasil) se deparassem com espetáculos tão degradantes, como ver milhares de toras de madeira de lei, incluindo o mogno, ameaçado de ser extinto nas florestas nativas amazônicas, nas quais era abundante, sendo arrastadas em jangadas pelos rios por piratas fundiários, como o extinto Cecílio do Rego Almeida. Depois de ter sofrido todo tipo de violência, inclusive a agressão física, sei o que me espera. Mas não desistirei de fazer aquilo que me compete: jornalismo. Algo que os poderes, sobretudo o judiciário do Pará, querem ver extinto, se não puder ser domesticado conforme os interesses dos donos da voz pública.
         Vamos tentar examinar o processo e recorrer, sabendo das nossas dificuldades para funcionar na justiça superior de Brasília, onde, como regra, minhas causas sempre foram vencedoras até aqui, mesmo sem representação legal junto aos tribunais do Distrito Federal.
         Decidi escrever esta nota não para pressionar alguém nem para extrapolar dos meus direitos. Decisão judicial cumpre-se ou dela se recorre. Se tantos erros formais foram realmente cometidos no preparo do agravo, o que me surpreendeu e chocou, paciência: vou pagar por um erro que impedirá o julgador de apreciar todo meu extenso e profundo direito, demonstrado à exaustão nas centenas de páginas dos autos do processo. Terei que ir atrás da solidariedade dos meus leitores e dos que me apoiam para enfrentar mais um momento difícil na minha carreira de jornalista, com quase meio século de duração. Espero contar com a atenção das pessoas que ainda não desistiram de se empenhar por um país decente.

                              Belém (PA), 11 de fevereiro de 2012

                                      LÚCIO FLÁVIO PINTO
                                        Editor do Jornal Pessoal

Deçoisde muita confusão, Águia vence o Remo e disputa Taça Cidade de Belém com o Cametá

Depois de muita confusão, com jogadores expulsos e presos pela polícia, o time do Águia de Marabá venceu o Clube do Remo por 2 a 0, na tarde deste domingo (12), e vai disputar a Taça Cidade de Belém com o Cametá, que venceu o Águia por 3 a 0, no sábado, (11). Os jogos decisivos serão no próximo dia 16, em Cametá, e no dia 26, em Marabá.
O Remo, que poderia perder por até um gol de diferença, entrou com a vantagem do empate depois de vencer o Águia, em Belém, por 4 a 2. O técnico Sinomar Naves escalou o mesmo time da partida anterior.
A torcida do Águia compareceu fantasiada, ostentando o símbolo da equipe e fazendo festa no Estádio Zinho Oliveira. O Águia perdeu diversas oportunidades de abrir o placar logo no início do primeiro tempo, mesmo com a equipe do Remo buscando o gol. Magnum, do clube remista, e Diogo, do Águia, foram punidos com cartão amarelo depois de um desentendimento em campo.
Aos 30 minutos, Magnum ficou na cara do gol, mas perdeu uma grande oportunidade de abrir o placar para o time azulino. Dois minutos depois, o Águia teve um gol anulado por impedimento, frustrando a torcida, que chegou a comemorar o chute de Rairo. O Águia teve outras chances de abrir o placar, mas desperdiçou todas as jogadas.
No fim do primeiro tempo, o Remo ainda teve uma cobrança de escanteio. Pedro Balu pegou jogou na área, direto nas mãos do goleiro Alan. O primeiro tempo terminou em 0 a 0, placar que dava vantagem para o time azulino.
Pressão e confusão - No segundo tempo, o Remo voltou a campo pressionando o Águia, mas aos sete minutos Flamel recebeu na esquerda e lançou Wando, que entrou na área e chutou na saída do goleiro Adriano, abrindo o placar e tirando a vantagem do Clube do Remo. Aos 24 minutos, depois de um escanteio cobrado, Branco apareceu na área e empurrou para a rede, fazendo o segundo gol do Águia, o que gerou uma grande confusão.
A polícia precisou usar spray de pimenta para proteger o técnico Andrey da Silva. Jogadores do Remo foram atendidos na beira de gramado. Alexandre Carioca, do Águia, que estava no banco de reserva, teria acertado Aldivan com uma barra de ferro nas costas. O jogador foi atendido ainda no campo, pela equipe do departamento médico, e depois retirado de maca. Alexandre Carioca acabou preso.
O jogo foi paralisado aos 26 minutos, para que os atletas fossem atendidos. Aldivan, sem condições de jogo, foi substituído por Panda. Roberto Ramalho, Alexandre Carioca e Miro, do Águia, e Magnum e Carlos Rocca, do Remo, foram expulsos. Após cerca de 20 minutos de paralisação, o jogo foi reiniciado. O Remo ainda pressionou, mas o Águia não deu chances aos azulinos.(Agência Pará)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Capa da edição impressa de 11 de fevereiro de O Estado do Tapajós

Lidiane já é “de maior”

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

O escândalo teve repercussão internacional: uma menor estava presa na mesma cela com 26 homens na delegacia de Abaetetuba. Mas isso já é coisa do passado. Lidiane atingiu a maioridade – e continua na senda do crime. Quem ainda se interessa por ela?

L. S. P. já pode ser tratada por seu nome completo: Lidiane Silva Prestes. Ela deixou de ser menor de idade. Completou 20 anos. A partir de agora, talvez já não interesse mais senão a uma microscópica parcela da multidão de gente que se chocou com a situação dela quatro anos atrás.
Seu caso se tornou escândalo – nacional e internacional – no dia 20 de novembro de 2007. Ela foi descoberta numa cela coletiva com 26 homens em Abaetetuba, onde permaneceu presa durante 26 dias. Queixou-se de ter sido submetida a violência sexual, abuso sexual, ameaças, agressões físicas, maus tratos e fome. Seus cabelos foram cortados, os pés queimados. 

A juíza da 3ª vara criminal de Abaetetuba, responsável pelo processo da menor, Clarice Maria de Andrade Rocha, então com 50 anos, foi absolvida pelo Tribunal de Justiça do Estado, que não acatou o parecer do Corregedor Geral, Constantino Guerreiro, pela punição da magistrada. Mas ela acabou sofrendo a aplicação da pena mais rigorosa da carreira da magistratura, a demissão compulsória, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço (de nove anos), pelo Conselho Nacional de Justiça, que avocou para si o processo
.

Leia o texto completo aqui.

Justiça: serviço moroso e caro!

José Ronaldo Dias Campos

 
A justiça no foro comum vem sendo tratada como um mero serviço monopolizado pelo Estado.  Tudo tem preço, em que pese à autonomia administrativa e financeira do Judiciário, como poder.

Ao provocar a tutela jurisdicional estatal, por intermédio da necessária ação, obriga-se o titular do direito subjetivo material lesado ou ameaçado a pagar antecipadamente as custas processuais, cujo preço oscila acorde com o valor da causa (pretensão).

Afora o valor antecipado das custas, permanecem as partes obrigadas a custear os atos que sucedem no processo, até ulterior e definitiva decisão, de modo que tudo se paga, desde a emissão de um alvará até a expedição de um mandado de intimação, simples ofício, ou o desarquivamento do feito.

Mesmo pagando caro e adiantado, o Estado-juiz, produtor do serviço jurídico perseguido, passa uma eternidade para entregar o produto ansiosamente esperado, inviabilizando, às vezes, pelo elástico decurso de tempo, o resultado prático e eficiente da demanda, frustrando o jurisdicionado.

Com a entrega da prestação jurisdicional, ao cabo do módulo cognitivo no primeiro grau (sentença), após angustiante espera, deparam-se as partes – não é incomum ocorrer – com um serviço de qualidade contestada, portador de vícios ou erros de procedimento e/ou julgamento passível de devolução para conserto. Afinal, o homem (juiz) é falível e o inconformismo (do perdedor) natural.

Ao devolver o produto (decisão) para reexame e reforma pelo judiciário, paga-se novamente, renovando-se os gastos a cada recurso interposto, até o esgotamento completo da instância, necessário, às vezes, ao aprimoramento da prestação jurisdicional. Verdadeira “via crucis”.

A Defensoria Pública, por sua vez, na defesa dos hipossuficientes, não possui a necessária estrutura, especialmente no Pará, para resolver a demanda reprimida da grande massa populacional carente, que clama por justiça. 

O cidadão, maior prejudicado com os elevados preços dos serviços, com a mora processual e a precariedade da assistência jurídica gratuita, ainda assim, não reconhece o devido valor das formas alternativas de composição de conflitos, como a arbitragem, a mediação e a transação, preferindo os percalços da jurisdição tradicional.

A racionalidade por certo evitaria, minimizaria ou solucionaria as lides de forma amistosa ou mediante equivalentes jurisdicionais, sem traumas e dispêndios de tempo e dinheiro.

Os operadores do direito (advogados, juiz e promotor), em seus respectivos ministérios, precisam repensar o principio basilar da jurisdição – acesso à justiça – sem óbices econômico, cultural e temporal, tornando o processo acessível a todos, célere e eficiente.


Como a justiça é um misto de realidade e utopia, não custa nada sonhar, ou melhor, idealizá-la.

MP ingressa com ação para Sespa convocar concursados ao Hospital Regional de Santarém


 

O Ministério Público do Estado, por meio da promotora de justiça Dully Sanae Araújo Otakara, ingressou com ação civil pública (ACP) contra o Estado do Pará, para que o governo seja obrigado a convocar os aprovados no concurso público realizado em 2007, para preenchimento de cargos no hospital regional do Baixo Amazonas (HRBA). A ação foi recebida na 8ª Vara Cível do fórum de Santarém.

O concurso público citado pela ACP foi lançado em 2007 pela Secretaria de Estado de Administração (SEAD), para preencher 1.761 cargos de nível superior, médio e fundamental da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) para vários municípios do Pará, sendo 439 vagas destinadas exclusivamente ao hospital regional em Santarém. O resultado do concurso foi divulgado em junho de 2008.

A ação observa que o HRBA já passou por três administrações: Organização Social Maternidade do Povo, OSCIP do Pará, e a atual, Organização Social Pró-Saúde, que assumiu maio de 2008. De acordo com o contrato de gestão firmado com o governo do Pará, a Pró-Saúde é responsável pela contratação de pessoal necessário para a execução das atividades previstas no contrato. Dessa forma, o MP afirma que “a própria realidade de funcionamento da referida unidade de saúde acaba impedindo a tomada de posse dos concursados aprovados”. (Com informações de  Lila Bemerguy, Assessoria do MP de Santarém.)

Edição de 4 de fevereiro de O Estado do Tapajós em PDF

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Presos quatro acusados de incitar linchamento em Vila Curuai


Quatro homens envolvidos no linchamento de João Augusto Farias Viana, apelidado de “Mungu”, foram presos na noite de quarta-feira (8) em Vila Curuai, zona rural de Santarém, oeste do Pará, por policiais civis e militares. Miguel Régis de Sousa, de apelido “Tica Bode”, 36 anos; José Régis de Sousa, conhecido por "Zé Bucho”, 33; Domingos Régis de Sousa, mais conhecido por “Dominguinhos”, 27, e Nilson Farias Cerdeira, 33, apelidado de “Professor Nilson”, são apontados como os responsáveis por incitar o assassinato.

Eles tiveram as prisões temporárias decretadas pelo juiz Gerson Marra Gomes, titular da 10ª Vara Penal Privativa. Os presos foram conduzidos para a sede da 16ª Seccional Urbana em Santarém nesta quinta-feira (09). As ordens de prisão foram cumpridas pelas equipes de policiais civis da Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas, da Seccional Urbana de Santarém e do NAI (Núcleo de Apoio à Investigação), com apoio das Delegacias de Monte Alegre, Óbidos e Juruti.

José Augusto foi morto a tijoladas e pauladas no último dia 22 de janeiro, na Vila Curuai, região do Lago Grande, nos limites de Santarém com os municípios de Óbidos e Juruti, por um grupo de pessoas, entre as quais os acusados. Eles foram identificados em imagens do linchamento, registradas por telefone celular.

Motivação - “Mungu” foi retirado de um posto de saúde pelos acusados e morto em frente ao local. Ele era acusado de ter assassinado com uma facada o líder comunitário Rosivan Silva de Sousa, durante uma partida de futebol na comunidade de Cruzador, próxima à Vila Curuai. Três dos quatro presos – Miguel, Domingos e José - são irmãos de Rosivan.

Para chegar à região, os policiais utilizaram barco, lancha de abordagem e motocicletas das Polícias Civil e Militar. Participaram da prisão o efetivo da Vila Curuai e policiais militares do Grupamento Tático Operacional do CPR-I (Comando de Policiamento Regional), com sede em Santarém.

Os agentes foram para Vila Curuai, situada a cerca de oito horas de barco da sede de Santarém. Na localidade, saíram em busca dos homens apontados como os principais incentivadores do linchamento, com participação direta no crime. Durante a prisão, um dos acusados disse que tinha problemas cardíacos, e acabou sendo levado ao Hospital Municipal de Juruti, onde passou por uma avaliação médica, que não diagnosticou nenhuma anormalidade cardíaca. O médico receitou apenas um calmante.

Segundo os policiais, prosseguem as investigações para identificar os outros envolvidos no linchamento. O inquérito é presidido pelo delegado Luiz Paixão, da Seccional Urbana de Santarém.
Texto: Walrimar Santos-Polícia Civil

ACARÁ: Empresa operadora de compra premiada é alvo de ação do Ministério Público


A promotora de justiça de Acará, Ana Carolina Vilhena Gonçalves, entrou com uma ação civil pública contra a empresa Eletromil, para suspender a atividade comercial, a celebração de novos contratos com os consumidores e a realização de sorteios no município e no Estado do Pará, com a busca e apreensão de valores nos estabelecimentos da empresa localizados em Bacabal (MA) e no Acará (PA). 

Essas e outras medidas foram necessárias diante da quantidade de reclamações e da postura adotada pela empresa nos últimos dias. O juiz Adelino Arraz, responsável pela comarca, deverá julgar o pedido.(Texto: Ascom MPE)

Desarticulada quadrilha especializada em roubos a bancos no sudoeste do Pará

Agência Pará

A Polícia Civil divulgou, nesta quinta-feira, 9, os resultados da operação "Avalanche" deflagrada na cidade de Uruará, sudoeste do Pará, a cerca de mil quilômetros de Belém. Realizada pelas Polícias Civil e Militar do Pará, sob coordenação da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), a ação policial contou com apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), do Grupo de Pronto Emprego (GPE), do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar e de policiais civis e militares da Superintendência Regional de Altamira e da Delegacia de Uruará.

Os agentes desarticularam e prenderam uma quadrilha especializada em roubos contra instituições bancárias na modalidade conhecida por "vapor" em que bandidos armados sitiam cidades e fazem reféns na fuga após o assalto. Com os presos, dezenas de cartuchos, uma arma de fogo e outros materiais usados nos crimes foram apreendidos. A operação policial, explica o delegado Ivanildo Santos, diretor da DRCO, é resultado de um plano de ação articulado pelo Sistema de Segurança Pública do Pará, para prevenir e reprimir, de forma integrada, crimes praticados por quadrilhas armadas contra instituições financeiras registrados, principalmente, no interior do Estado.

A ação policial foi deslanchada após o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil ter detectado movimentação suspeita de "quadrilheiros" na região. A desarticulação do bando teve início após a prisão de Paulo Henrique Moreira Pinto, natural e residente em Altamira. Ele foi encontrado na Rodovia Transamazônica, zona rural de Uruará, no último dia 6. Paulo foi abordado pelos policiais após deixar o restante da quadrilha em um acampamento próximo da cidade de Placas, na mesma região.

O bando pretendia assaltar a agência do Banco da Amazônia. Paulo Henrique dirigia um veículo Voyage de placas JHW-1904, do Distrito Federal, de propriedade do policial militar Gilmar Pinheiro dos Santos. Dentro do veículo, no momento da abordagem, foram apreendidos dois estojos deflagrados de munição calibre 380. Diante da prisão, as equipes policiais deslocaram-se até o acampamento da quadrilha onde foram presos José da Silva Viana, conhecido por "Zezinho da Júlia" ou "Zezinho do Curral"; Gilmar Pinheiro dos Santos (policial militar); Eduardo (ou Antonio) Lopes da Silva, de apelido "Daniel Cabeça", e Andreive Coelho Barros, de apelido "Cabeça" ou "Cabeção".

Havia um quinto integrante do bando, de nome Denício Gonçalves Queiroz, também conhecido pelas alcunhas de "Barbudo", "Gaúcho", "Fazendeiro", "Maurício" e "Wesley", que estava fora do acampamento trafegando em um carro modelo Fiat Pálio, de placas NOL-4564, de Manaus-AM.

Durante a abordagem ao acampamento da quadrilha, os policiais foram recebidos a tiros de armas de fogo por parte dos bandidos. Ao revidar os disparos, os policiais conseguiram fugir pelo meio da mata fechada, abandonando no local um rifle de calibre 223; munições de calibre 556; 252 cartuchos intactos de calibre 12; uma bússola; um casaco camuflado; uma corda de retinida; uma máscara tipo brucutu; duas emulsões de explosivos e mantimentos para se manterem na mata fechada após o crime.

A ação policial evitou a execução do plano criminoso da quadrilha que seria roubar a agência do Banco da Amazônia do município de Placas. "É de conhecimento das Polícias, que a quadrilha, além do armamento e munições apreendidos, portava ainda quatro espingardas de calibre 12, um fuzil de calibre 556 e uma pistola importada da fabricante Glock de calibre 380, armas que até o presente momento não foram encontradas", explica o delegado.

O policial civil ressaltou que, durante a fuga, os bandidos tomaram de assalto um veículo de um morador local, que por ali passava de madrugada, e se dispersaram na região, "Integrantes do bando ficaram nas cidades de Uruará, Brasil Novo e Altamira", apurou. Já no último dia 7, os policiais, após a identificação de todos integrantes da quadrilha, prenderam com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Altamira, o policial militar Gilmar Pinheiro dos Santos, no momento em que ele chegava em casa em Altamira.

Também foi preso Francisco José Moreira do Nascimento, na noite do mesmo dia, em Uruará. Ele é responsável pelo apoio logístico para a quadrilha em Uruará. Com ele, 28 munições de fuzil calibre .30 foram apreendidas. Na casa dele, uma pistola de calibre 380, com dois carregadores e seis munições, também foram apreendidos. Em continuação às investigações, por volta de 23 horas do dia 7, Denício e "Daniel Cabeça" foram localizados em um ramal que dá acesso ao rio Iriri, zona rural de Uruará, a cerca de 12 quilômetros da sede do município, em ação conjunta das Polícias Civil e Militar, sob comando do delegado André Costa, titular da DRRB, e do capitão Silvio, da Corregedoria da PM de Altamira. No momento da abordagem, houve troca de tiros com os assaltantes em que Denício foi baleado.

Ele chegou a ser socorrido ao hospital local, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O comparsa dele, "Daniel Cabeça" fugiu por dentro da mata. "Há indícios de que os integrantes da quadrilha sejam responsáveis por diversos assaltos também na região do Baixo-Amazonas, como os roubos aos bancos de Rurópolis, Medicilândia, Novo Repartimento e Pacajá ocorridos em 2011, bem como de outros roubos a bancos ocorridos em outros Estados, como Amazonas, Bahia, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão", ressalta o delegado Ivanildo Santos.

As buscas para localizar e prender o restante da quadrilha permanecem como esforço conjunto das Polícias Civil e Militar, em Uruará, junto com unidades do GPE e da COE e ainda com apoio dos demais municípios da região, sob coordenação da Superintendência da Polícia Civil de Altamira e Comando Regional da Polícia Militar de Altamira. "Essas ações preventivas já estão sendo desenvolvidas em outras regiões do Estado e novas operações semelhantes devem ocorrer em breve", assegura o delegado.