quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Jatene apresenta projeto do novo estádio de Santarém

Daqui a pouco o governador Simão Jatene vai apresentar o projeto do novo estádio Barbalhão, durante reunião com lideranças do município, no hotel Barrudada.

Segundo o secretário de Obras, Joaquim Passarinho, a licitação será concluída até o final de julho e as obras serão iniciadas por todo o segundo semestre de 2012.

O projeto de ampliação e modernização do Barbalhão, que passará a ter de 20 a 22 mil lugares, custará ao governo do estado cerca de 30 milhões de reais e atenderá as exigências da FIFA.

Residência Médica em Santarém inscreve até sexta (17)

Agência Pará

Estão abertas até o dia 17 de fevereiro as inscrições do Processo Seletivo para o preenchimento de vaga remanescente do Programa de Residência Médica da Universidade do Estado do pará (Uepa) em Santarém, destinados a médicos e formandos em Medicina. A vaga é para o programa Medicina de Família e Comunidade, que tem duração de dois anos.

As inscrições serão realizadas das 8h às 12h e de 14h às 16h na Sala da Coordenação de Residência Médica (Coreme), em Belém. Os candidatos devem estar munidos de cópia do documento de identificação, histórico escolar do Curso de Medicina, cópia do Currículo Lattes devidamente comprovado, ficha de inscrição preenchida e comprovante do pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 200,00.

A primeira etapa será realizada no dia 23 de fevereiro, das 8h às 13h, no Auditório do Serviço de Dermatologia da Uepa. Os candidatos irão se submeter a uma prova, de caráter eliminatório, constituída de 100 questões de múltipla escolha contendo iguais números de questões nas cinco áreas básicas: Clínica Médica, Saúde Coletiva, Clínica Cirúrgica, Ginecologia/Obstetrícia e Pediatria. 
A segunda etapa, com caráter classificatório, será constituída de Análise Curricular e Entrevista e acontece no dia 27 de fevereiro, das 8h às 12h. 
O resultado final será divulgado na Coreme, na Coordenação do Curso de Medicina Santarém e no site da Uepa até 29 de fevereiro de 2012, a partir das 15h, e a matrícula acontece entre os dias 1 a 2 de março de 2012, na Secretaria do Curso de Medicina em Santarém.

Willian Bonner e seu xará santareno


O jornalista Willian Bonner, apresentador do Jornal Nacional, publicou esta semana em seu twitter, a fotografia de um santareno, Willian Bonne Sousa Rodrigues, 21 anos, por ocasião da visita que o xará lhe fez no Rio de Janeiro.

 

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Pará - Nota de apoio a Lúcio flávio Pinto


NOTA DE APOIO A LÚCIO FLÁVIO PINTO 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Pará, por intermédio de sua Diretoria e da Comissão de Ética e Liberdade de Imprensa, vem a público denunciar, de modo veemente, a gritante inversão de valores em que o autor de uma denúncia pública pela imprensa, devidamente comprovada, no caso o jornalista Lúcio Flávio Pinto, é condenado, e o denunciado, no caso a empresa C. R. Almeida, que não se defendeu perante a opinião pública, ainda é premiado com indenização determinada pelo judiciário paraense. 
O presente episódio é apenas um dos capítulos da longa batalha judicial travada por esse profissional do jornalismo paraense. No caso presente, Lúcio Flávio teve negado, pelo Superior Tribunal de Justiça, pedido de revisão de condenação anterior, pelo Tribunal de Justiça do Pará, que determina que o jornalista indenize a empresa denunciada por grilagem, atestada por todos os órgãos públicos que lidam com as questões fundiária e ambiental. 
O dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, se disse ofendido porque Lúcio o chamou de "pirata fundiário", embora ele tenha se apossado de uma área de quase cinco milhões de hectares no vale do rio Xingu, no Pará. A justiça federal de 1ª instância anulou os registros imobiliários dessas terras, por pertencerem ao patrimônio público. 
A denúncia dessa monumental grilagem em terras paraenses é que motivou a ação movida contra Lúcio, agora obrigado a uma indenização "por dano moral". O despacho foi publicado no Diário Oficial eletrônico do STJ no dia último dia 13. O presidente do STJ não recebeu o recurso de Lúcio Flávio "em razão da deficiente formação do instrumento; falta cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, do inteiro teor do acórdão proferido nos embargos de declaração e do comprovante de pagamento das custas do recurso especial e do porte de remessa e retorno dos autos". Ou seja: o agravo de instrumento não foi recebido na instância superior por falhas formais na juntada dos documentos que teriam que acompanhar o recurso especial. 
O efeito dessa decisão é que o jornalista paraense vai deixar de ser réu primário, já que se recusou a utilizar a ação rescisória, que obrigaria à reapreciação da questão pelo TJE, tribunal por ele declarado suspeito e tendencioso para julgá-lo. Num país em que fichas de pessoas se tornam imundas pelo assalto aos cofres do erário, mas são limpas a muito poder e dinheiro, "serei ficha suja por defender o que temos de mais valioso em nosso país e em nossa região", afirma Lúcio, em nota pública divulgada ontem em todo o País. 
Diante desses fatos, aqui expostos de modo resumido, o Sindicato e sua Comissão de Ética e Liberdade de Imprensa consideram que: 
1. A perseguição a Lúcio Flávio extrapola uma vindita individual para atingir a liberdade de expressão e de imprensa em nosso Estado, tendência desgraçadamente verificada em vários outros Estados, vitimando outros jornalistas e jornais; 
 2. O presente episódio, juntamente com os outros 12 processos a que responde o referido jornalista, objetivam intimidar a categoria dos jornalistas como um todo, a despeito de vivermos formalmente dentro de um regime democrático de direito, em que a liberdade expressão acha-se consagrada na Constituição; 
3. As irregularidades verificadas neste e nos demais processos a que responde o jornalista depõem, lamentavelmente, contra o judiciário paraense, órgão que deveria agir como promotor da Justiça e não o seu contrário; 
4. É uma vergonhosa inversão de valores da parte do judiciário dar razão a quem açambarca quase cinco milhões de hectares no vale do Xingu, de modo ilegal e altamente lesivo aos interesses do Pará e de seu povo, ao mesmo tempo em que condena quem se dispõe a prestar o serviço da denúncia desse esbulho à sociedade paraense e brasileira. 
Em vista disso, o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará envidará todos os esforços, dentro do que lhe é possível, no sentido de contribuir financeiramente para a consecução do montante de R$ 8 mil (em valores de 2006, sujeitos a atualização), que Lúcio Flávio terá que entregar a quem tanto mal faz ao Pará e a seu povo. Ao mesmo tempo motivar a todos os jornalistas e a todas as pessoas que admiram o trabalho de Lúcio a contribuírem financeiramente, com depósitos na conta-poupança: 22.108-2, agência 3024-4 do Banco do Brasil, em nome de Pedro Carlos de Faria Pinto, irmão de Lúcio, que administrará o fundo proveniente das doações.

Belém, 15 de fevereiro de 2012 Sheila Faro, presidente do Sindicato. Manuel Dutra, presidente da Comissão de Ética e Liberdade de Imprensa.

Antiga Rua do Comércio de Santarém

Do Blog O Mocorongo

 
Santarém 1950: Na foto, a Rua João Pessoa, também chamada Rua do Comércio - hoje, Avenida Lameira Bittencourt e também nominada de Belo Centro. À direita, o Hotel Oriental, o melhor da época.

A imprensa brasileira está acima das leis?

Parsifal Pontes

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Haddad fez a fala em entrevista ao “Estado de S. Paulo” do domingo, 12, respondendo à pergunta se era a favor da regulamentação da mídia.
O protégé de Lula, ao se dizer contrário à regulamentação do conteúdo da mídia, esclarece que é contra o monopólio e a propriedade cruzada (empresas em nomes de terceiros) opina que a “regulamentação” da mídia precisa resolver isto.
Haddad não observou que o monopólio e a propriedade cruzada, a qualquer título, já são tipificados como crimes contra a ordem financeira, ou seja, é só soltar os farejadores em cima de quem os pratica que a palha da cana voa.
Portanto, se o assunto é a quebra de monopólio das empresas de comunicação e o arrebatamento das propriedades cruzadas, já há farta legislação para munir os caçadores, não precisando de uma “lei da imprensa” para isto.
Ou, alguém por obséquio, me indique onde está escrito que os órgãos de imprensa não estão sujeitos às leis existentes no Brasil?
Se assim for, não adianta, também, fazer uma lei específica, pois, idem esta, continuará sendo potoca.

Remo perde, apanha, bate e oferece dois péssimos exemplos


Paulo Bemerguy, do Espaço Aberto

O Remo, em Marabá, perdeu o jogo, apanhou em campo, bateu em campo e, no final das contas, acabou sendo protagonista de um péssimo exemplo.
O Remo perdeu para o Águia por 2 a 0.
Apanhou em campo - literalmente - na pessoa de Aldivan, seu jogador agredido covardemente por Alexandre Carioca, do Águia, num ato criminoso que repercutiu no país inteiro.
O Remo bateu em campo - literalmente - na pessoa de Magnum, que levou a nocaute um adversário, na confusão que se formou.
E qual o péssimo exemplo do Remo e dos remistas?
São dois.
Primeiro, a impunidade com que Magnum está sendo brindado.
O Águia já decidiu multar Alexandre Carioca com 50% de seu salário. Pelo menos isso.
E o Remo? Fez o quê com Magnum?
Até agora, nada.
Absolutamente nada.
O segundo péssimo exemplo é pior do que o primeiro.
Muito pior.
Aldivan, que levou uma pancada nas costas, foi levado a um hospital, sob o acompanhamento de um enfermeiro do Remo.
Lá, tiraram uma radiografia das costas dele.
Constatou-se que sofreu lesão leve.
Ou por outra: constatou-se que não houve fratura, como muitos temiam.
Do hospital, Aldivan foi à polícia.
Diante do delegado, ouviu o seguinte: se fosse do interesse da vítima registrar uma ocorrência contra Alexandre Carioca, Aldivan teria que se submeter a um exame de corpo de delito e o delegado, de imediato, meteria Alexandre Carioca no xadrez temporariamente, eis que ainda estava dentro do flagrante.
Eis que Aldivan se encheu, digamos assim, de compadecimentos.
Ali mesmo, e após ter visto mulher e filhos de Alexandre Carioca chorando na polícia, tomou-se de compaixão e preferiu deixar o dito pelo não dito; ou deixou por menos a pancada que levou.
Mas que coisa!
Por que Aldivan fez isso?
E por que o departamento jurídico tolera que o faça?
Aldivan deveria ser convidado, por algum cardeal, cartola, colaborador ou seja lá o que for, do Remo, a considerar que esse seu gesto é contributo dos maiores para que a violência prepondere.
O Remo deveria fazer lembrar Aldivan lembrar-se que o próprio Remo foi agredido, na pessoa de seu jogador.
E aí?
E aí que doutores do jurídico do Remo deveriam explicar que, mesmo diante da expressa renúncia do jogador em registrar a ocorrência polícia contra o colega, mesmo assim ainda caberia a apresentação, diretamente ao juiz, de uma queixa-crime.
A queixa-crime poderia ser amparada por provas materiais insofismáveis, como a radiografia da lesão e as imagens - fartamente veiculadas por emissoras de TV de todo o Brasil e disponíveis na internet -, de que houve um crime passível de reparação judicial.
Se o Remo se eximir de adotar tais providências, tanto com relação a Magnum como relação à pancada que atingiu Aldivan, não terá condições morais de pedir punição ao Águia, inclusive com a interdição do estádio Zinho Oliveira.
Ou terá?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Jatene visita Alenquer, Santarém e Itaituba

A agenda do governador na região oeste, em sua primeira visita após o plebiscito, começa amanhã (quarta-feira) pela manhã, em Alenquer, onde Simão Jatene assina a ordem de serviço para o início das obras da ponte sobre o rio Curuá, uma reivindicação antiga dos moradores do município. Ainda na cidade, estão previstas visitas ao trapiche, a duas escolas municipais e ao estádio municipal. No começo da tarde, o governador embarca para Santarém onde, por volta das 15h30, deverá receber a prefeita Maria do Carmo Martins em audiência, no Hotel Barrudada. Ainda no hotel, Jatene reúne-se com representantes da Associação Comercial de Santarém. 
Em seguida, o governador fará o lançamento da maquete do novo estádio municipal de Santarém. Jatene pernoita no município e, na manhã de quinta-feira, participa da entrega de novo veículos para a Polícia Militar, Polícia Civil e Centro de Perícias Científicas Renato Chaves de Santarém. O governador também participa de um debate na Ufopa sobre as perspectivas de desenvolvimento para a região do Tapajós. No começo da tarde o governador parte de Santarém com destino a Itaituba, onde estão previstas visitas a obras.(Simone Romero)





Projeto abre inscrição para excursão geológica


O projeto “Roteiros Santarenos: Geologia, História e Turismo” abre inscrições para a sua primeira excursão geológica, denominada “Formações de Alter do Chão”. As inscrições são gratuitas e abertas à comunidade em geral. Os interessados devem inscrever-se através do correio eletrônico roteiros.santarenos@gmail.com ou no Programa de Ciências da Terra do IEG (Rua 24 de Outubro, 3707 – em frente ao Iate Clube), no período de 16 a 21 de fevereiro.

Vinculado ao Programa de Extensão “Cultura, Identidade e Memória na Amazônia” do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG) e ao Programa de Ciências da Terra, o projeto pretende mobilizar a comunidade acadêmica e a sociedade santarena em geral para a necessidade de conhecer a geologia e a história da formação do lugar para a realização de um tipo de turismo voltado para a conservação – o geoturismo.

Ao todo, estão programadas 10 excursões em lugares que representam o grande potencial turístico de Santarém. Em cada excursão a comunidade poderá participar por meio de inscrição. De acordo com a Prof. Deize Carneiro, o projeto objetiva contribuir com a educação patrimonial, ou seja, a educação relacionada ao patrimônio geológico e natural, bem como também a educação ambiental de toda a comunidade santarena. “É uma forma alternativa de fazer educação ambiental e está dentro de uma área da Geologia, chamada de geoconservação. A geoconservação é uma linha teórica que contribui para a conservação de ambiente abióticos, isto é, rochas, relevos, minerais, ou seja, ambientes não vivos. É todo um movimento, uma linha teórica que há na Geologia e busca conservar a diversidade desses ambientes abióticos que chamamos de geodiversidade”, informa a Prof. Deize Carneiro, coordenadora do projeto.

Roteiros geoturísticos –
As excursões geológicas, também conhecidas como roteiros geoturísticos, reúnem turismo, lazer, o conhecimento científico voltado para a Geologia e a Geomorfologia. Como a região Oeste do Pará possui forte potencial turístico, com a ocorrência de inúmeras praias e belas paisagens, a coordenadora do projeto considera que todo esse potencial pode ser utilizado não só para o lazer, mas também para a realização de trilhas. “A riqueza geológica é de toda a região Oeste do Pará, não só de Santarém. Na cidade de Monte Alegre, por exemplo, por causa da geodiversidade do lugar, está sendo proposto um geoparque, ou seja, um território que, segundo a Unesco, deve ser conservado devido ao patrimônio geológico e sua importância para contar a história da Terra, a história da paisagem”, enfatiza. (Talita Baena – Comunicação/UFOPA)

Jornalista desiste de recurso e declara suspeito Tribunal de Justiça do Pará


O jornalista Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal e articulista do Blog do Estado, emitiu nota ao público ainda há pouco informando que diante da falta de isenção de alguns magistrados em processos nos quais o jornalista é réu, deixará de apresentar recurso à decisão do presidente do STJ, que negou provimento ao agravo que apresentou para reformar sentença do TJE em favor do espólio do empresário Cecílio Rego de Almeida, considerado por pele como 'pirata fundiário' do estado do Pará.

Na nota, Lúcio Flávio escreve que " decidi não mais recorrer. Se fui submetido a um processo político, que visa me destruir, como personagem incômodo para esses bandidos de toga e as quadrilhas de assalto ao bem coletivo do Pará, vou reagir a partir de agora politicamente, nos corretos limites da verdade e da prova dos fatos, que sempre nortearam meu jornalismo em quase meio século de existência".

E arremarta: "Declaro nesta nota suspeito o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que não tem condições de me proporcionar o devido processo legal, com o contraditório e a ampla defesa, que a Constituição do Brasil me confere, e decide a revelia e contra os fatos."

Leia a íntegra a nota de Lúcio Flávio Pinto aqui

Concurso público para a Polícia Federal terá edital ainda em fevereiro, e março


A Polícia Federal está realizando a contratação da entidade que irá organizar e executar os concursos públicos para provimento das 1.200 vagas autorizadas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
 
O cronograma previsto para o preenchimento destas vagas é o seguinte:
 
1) 500 vagas de Agente (APF) e 100 vagas de Papiloscopista (PPF).
Editais de abertura = Fev-2012
Início dos Cursos de Formação = Jul/Ago-2012
Nomeação = Dez-2012/Jan-2013
2) 150 vagas de Delegado (DPF), 100 vagas de Perito (PCF) e 350 vagas de
Escrivão (EPF).
Editais de abertura = Mar/Abr-2012
Início dos Cursos de Formação = Jan-2013
Nomeação = Jun-Jul-2013
 

Este cronograma poderá ser alterado para contemplar eventuais necessidades administrativas ou ainda por interesse da Polícia Federal.

Projeto Fundo Amazônia investe em tecnologia para a Sema


Agência Pará

No primeiro desembolso do Projeto Fundo Amazônia para uso da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), foram adquiridos veículos, mobiliário e licenças corporativas de software de Sistema de Informações Geográficas. Esses equipamentos serão utilizados para apoiar as ações da Secretaria nas suas Unidades Regionais, em Altamira, Marabá, Santarém e Paragominas, e na sede, em Belém.
Os próximos recursos serão utilizados para adquirir equipamentos de áudio-medição (GPS, binóculos, máquinas fotográficas) e motos para apoiar as ações de gestão ambiental dos municípios. Os que estiverem habilitados à gestão municipal ambiental e assinarem Termo de Cooperação Técnica com a Sema serão beneficiados.
Os recursos do Fundo Amazônia - projeto que objetiva a redução das taxas anuais de desmatamento no território paraense - são oriundos do Governo Federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para alcançar os objetivos, as ações concentram-se no Fortalecimento do Licenciamento Ambiental, Apoio à Infraestrutura para Emissão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), Desconcentração e Descentralização da Gestão Ambiental. Com essas atividades, a Sema almeja assegurar o cumprimento da legislação ambiental do Estado e garantir também a celeridade da análise das demandas de licenciamento protocoladas na secretaria.
Texto:
Káthia Oliveira-Sema

Cientistas australianos provam que a mente controla a saúde e a doença


Cientistas australianos descobriram que o estado mental dos pacientes pode determinar todo o sistema imunológico. Através da criação de ilusões que enganam o cérebro e injetando compostos alergênicos, os cientistas descobriram que os indivíduos mentalmente predispõe o organismo a se defender ou para ficar relaxado.




Um ser humano pode influenciar a sua imunidade com um único pensamento. Isto foi revelado depois de um estudo bem sucedido por cientistas australianos.
Pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália conduziram uma experiência em que os voluntários foram vacinados com a histamina, um composto orgânico envolvido em respostas locais do sistema imunitário, e mediram a intensidade da reacção.

Foi utilizado no experimento a "ilusão da mão de borracha", que consiste que o participante pode desenvolver a ilusão de sentir tudo o que acontece de colocar uma mão artificial com ele e seus olhos, como se fosse seu próprio membro. Cientistas australianos começaram a ver seus voluntários com uma mão de borracha e esconderam a mão real, com histamina injetado na mão artificial e na mão real ao mesmo tempo. Em outro experimento, as duas mãos dos voluntários foram injetados com a histamina, sem recriar ilusões.


Acontece que quando os participantes estavam sob o efeito de ilusão, a reação alérgica foi muito mais intensa. Os investigadores explicaram a ação do cérebro, que controla o sistema imunológico


Quando os voluntários foram injetados eles (no segundo experimento sem recriar ilusão), acreditavam que, na realidade, não corriam nenhum perigo, e tiveram uma reação alérgica moderada. Mas quando viram que a injeção foi colocado na mão de borracha, o cérebro "acreditou" que este procedimento não poderia resultar em nenhuma consequência. Então deixou de controlar a mão "esquerda" que correspondente à mão de borracha (como se esta mão já não pertencia a ele, algo que os cientistas descrevem como se a mão foi "rejeitada").


Segundo os autores disseram no estudo, nesses experimentos testados comprovam a idéia de que o cérebro exerce controle sobre várias partes do corpo dependendo da forma como achamos que essas partes pertencem a nós.


Os pesquisadores salientam que sua descoberta poderia ajudar a estabelecer novas relações entre diversas doenças autoimunes, como esclerose múltipla e outros distúrbios psychoneurological em que o paciente tem alterado a percepção de seus próprios corpos, como o AVC, esquizofrenia, autismo, epilepsia ou anorexia nervosa.

Doe sangue neste carnaval

Quem fala a verdade no caso Abaré?


 O Projeto Saúde & Alegria está botando a boca no trombone por que a entidade italiana Terre Des Hommes (TDH) decidiu não renovar o projeto de cooperação com o PSA para o uso e custeio do barco-hospital Abaré, de sua propriedade.

No início deste mês, a TDH comunicou que a cooperação estava rescindida e que o barco seria retirado dos programas que executa em Santarém e vários municípios da calha do rio Tapajós.

Mas o intrigante nesta história toda é que o PSA subiu o tom contra a entidade italiana, acusando-a de 'arbitrária' e de ter ferido as regras multilaterias de 'cooperação internacional'.

Provocado por um atento leitor, o Blog do Estado faz alguns questionamentos:

1- Por quê até hoje o PSA não divulgou o inteiro teor do documento de cooperação entre a ONG e a entidade italiana?
2- Por quê o PSA não divulgou os relatórios de acompanhamento dos projetos?
3-Por quê o PSA não publicou na internet a prestação de contas desse convênio com o TDH?
4-Por quê  PSA não publicou os comunicados prévios que o TDH fez sobre a decisão de suspender a execução do projeto?
5- Por quê o PSA não convoca auditores independentes para avaliar o trabalho do barco-hospital?

Com a palaavra, os falantes dirigentes do Projeto Saúde&Alegria.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Voto sumiu na eleição que deu empate na AMAT


Do Blog do Parsifal: Deu empate e um voto sumiu

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A eleição para a presidência da Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins (AMAT), que ocorreu no final desta manhã,  em Marabá, resultou em um empate.

Trinta e cinco prefeitos votaram. O resultado apurado apontou 17 votos para o prefeito de Tucumã Celso Cardoso (PDT), que é apoiado pelo governo (que compareceu com a sua tropa em Marabá), e 17 votos para o prefeito de Abel Figueiredo, Hidelfonso de Araújo  (PP).
Foram distribuídas, no entanto, 35 chapas: um dos votantes não depositou o seu sufrágio na urna.
Os candidatos conversam para saber como resolver a situação, já que o Estatuto da AMAT é omisso no caso de empate. Não há ânimo para repetir a eleição.
Atualizado às 13H43M:
A Assembleia Geral da AMAT, em virtude do empate, decidiu suspender o processo, assinando-se o prazo de até o dia 27.02.2012, para que se encontre uma solução negociada para o imbróglio surgido com a omissão do Estatuto.

Fomento ao desenvolvimento

José Ronaldo Dias Campos

Nós, amazônidas, deveríamos repensar a forma como nossas riquezas vêm sendo exploradas. Literalmente exploradas.

A madeira, sob cobiça mundial, extraído o desperdício que fica como sarrafo e serragem, tratados indevidamente como lixo, é quase toda exportada, inexistindo, afora as rústicas marcenarias de fundo de quintal, sem demérito aos bons profissionais da área, uma fábrica de móveis ou de beneficiamento em Santarém. Os móveis adquiridos no comércio local vêm do Sul ou Sudeste. É só conferir!

O minério e a soja padecem do mesmo mal. Saem nos porões dos navios de grande calado diretamente para o exterior, sem deixar, como no caso dos grãos, um quilo sequer nas prateleiras dos supermercados para consumo local. Estou apenas exemplificando.

Houvesse uma política de incentivo para o beneficiamento de insumos no próprio município produtor, creio eu estar-se-ia fomentando o real desenvolvimento regional, gerando emprego, melhorando as condições de vida do nosso povo.

Reflitamos sobre o assunto.   

Check-up veicular: o que fazer antes de viajar neste Carnaval


Antes de ir viajar, algumas medidas podem ser tomadas para evitar situações de perigo nas estradas, como determinadas checagens de segurança – desde a quantidade de combustível até o cumprimento das revisões periódicas que são fundamentais  e devem seguir rigorosamente  o que diz o  manual de instruções do fabricante. "Além de garantir uma viagem tranqüila, sem imprevistos, o investimento de alguns minutos antes de sair traz segurança não só aos ocupantes do carro como, também, a todos que estão na estrada", lembra o diretor executivo de sinistros da Allianz Seguros, Laur Diuri.
 Confira alguns itens que devem ser verificados, antes da viajar:  
·O estado dos pneus, incluso estepe, calibrando-os e a cada 10 mil quilômetros realizar o alinhamento e balanceamento; 
·Se as ferramentas para a troca do pneu e o triângulo de sinalização estão no carro; 
·A validade do extintor de incêndio;
·O nível da água no radiador, assim como o nível do óleo do motor. A troca do óleo e do filtro devem ser feitas de acordo com as recomendações do fabricante;
·Quantidade de água no reservatório do para-brisa;
·O estado das "palhetas" do limpador de para-brisa;
·O nível dos fluidos de freio e da direção hidráulica (quando existente);
·Se os faróis e lanternas estão funcionando perfeitamente;
·Vazamentos de óleo ou água no veículo podem ser constatados por  manchas no chão ou vestígio do produto nas mangueiros do motor;
       ·Eventual barulho anormal no veículo. Neste caso, procure um mecânico da sua confiança.

'Cazuzinha' foi sepultado hoje em Santarém


Dagomar Macedo, Laury Von e Cazuzinha, bons amigos e rotaryanos(Blog O Mocorongo)

Foi sepultado hoje de manhã. no cemitério Nossa Senhora dos Mártires, José Esteves Dias, o popular Cazuzinha.
Ele faleceu, ontem, aos 92 anos. Era viúvo da senhora Nélia Dias.
Cazuzinha foi torneiro-mecânico por muitos anos.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Grileiro vencerá?


Lúcio Flávio Pinto


AO LEITOR



         Como já é do conhecimento público, em 1999 escrevi uma matéria no meu Jornal Pessoal denunciando a grilagem de terras praticada pelo empresário Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, com sede em Curitiba, no Paraná. Embora nascido em Óbidos, no Pará, Cecílio se estabeleceu 40 anos antes no Paraná. Fez fortuna com o uso de métodos truculentos. Nada era obstáculo para a sua vontade.
         Sem qualquer inibição, ele recorreu a vários ardis para se apropriar de quase cinco milhões de hectares de terras no rico vale do rio Xingu, no Pará, onde ainda subsiste a maior floresta nativa do Estado, na margem direita do rio Amazonas, além de minérios e outros recursos naturais. Onde também está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, para ser a maior do país e a terceira do mundo.
Os 5 milhões de hectares já constituem território bastante para abrigar um país, mas a ambição podia levar o empresário a se apossar de área ainda maior, de 7 milhões de hectares, o equivalente a 8% de todo o Pará, o segundo maior Estado da federação brasileira. Se fosse um Estado, a “Ceciliolândia” seria o 21º maior do Brasil.
         Em 1996, na condição de cidadão, atendi a um chamado do advogado Carlos Lamarão Corrêa, diretor do Departamento Jurídico do Iterpa (Instituto de Terras do Pará), e o ajudei a preparar uma ação de anulação e cancelamento dos registros das terras usurpadas por C. R. Almeida, com a cumplicidade da titular do cartório de registro de imóveis de Altamira e a ajuda de advogados inescrupulosos. A ação foi recebida pelo juiz da comarca, Torquato de Alencar, e feita a averbação da advertência de que aquelas terras não podiam ser comercializadas, por estarem sub-judice, passíveis de nulidade.
         Os herdeiros do grileiro podem continuar na posse e no usufruto da pilhagem, apesar da decisão, porque a grilagem recebeu decisão favorável dos desembargadores João Alberto Paiva e Maria do Céu Cabral Duarte, do Tribunal de Justiça do Estado. Deve-se salientar que essas foram as únicas decisões favoráveis ao grileiro nas instâncias oficiais, que reformaram a deliberação do juiz de Altamira.
         Com o acúmulo de informações sobre o estelionato fundiário, os órgãos públicos ligados à questão foram se manifestando e tomando iniciativas para evitar que o golpe se consumasse. A Polícia Federal comprovou a fraude e só não prendeu o empresário porque ele já tinha mais de 70 anos. O próprio poder judiciário estadual, que perdeu a jurisdição sobre o caso, deslocado para a competência da justiça federal, a partir daí, impulsionado pelo Ministério Público Federal, tomando rumo contrário ao pretendido pelo grileiro, interveio no cartório Moreira, de Altamira, e demitiu todos os serventuários que ali trabalhavam, inclusive a escrivã titular, Eugênia de Freitas, por justa causa.
         Carlos Lamarão, um repórter da revista Veja (que chegou a ser mantido em cárcere privado pelo empresário e ameaçado fisicamente) e o vereador Eduardo Modesto, de Altamira, processados na comarca de São Paulo por Cecílio Almeida, foram absolvidos pela justiça paulistana. O juiz observou que essas pessoas, ao invés de serem punidas, mereciam era homenagens por estarem defendendo o patrimônio público, ameaçado de passar ilicitamente para as mãos de um particular.
         De toda história, eu acabei sendo o único punido. A ação do empreiteiro contra mim, como as demais, foi proposta no foro de São Paulo. Seus advogados sabiam muito bem que a sede da ação era Belém, onde o Jornal Pessoal circula. Eles queriam deslocar a causa por saberem das minhas dificuldades para manter um representante na capital paulista. A juíza que recebeu o processo, a meu pedido, desaforou a ação para Belém, como tinha que ser. Hoje, revendo o que passei nestes 11 anos de jurisdição da justiça do Pará, tenho que lamentar a mala suerte de não ter ficado mesmo em São Paulo, com todas as dificuldades que tivesse para acompanhar a tramitação do feito.
         A justiça de São Paulo foi muito mais atenta à defesa da verdade e da integridade de um bem público ameaçada por um autêntico “pirata fundiário”, do que a justiça do Pará, formada por homens públicos, que deviam zelar pela integridade do patrimônio do Estado contra os aventureiros inescrupulosos e vorazes. Esta expressão, “pirata fundiário”, C. R. Almeida considerou ofensiva à sua dignidade moral e as duas instâncias da justiça paraense sacramentaram como crime, passível de indenização, conforme pediu o controverso empreiteiro.
         Mesmo tendo provado tudo que afirmei na primeira matéria e nas que a seguiram, diante da gravidade do tema, fui condenado, graças a outro ardil, montado para que um juiz substituto, em interinidade de fim de semana, pela ausência circunstancial da titular da 1ª vara cível de Belém, sem as condições processuais para sentenciar uma ação de 400 páginas,
me condenasse a pagar ao grileiro indenização de 8 mil reais (em valores de então, a serem dramaticamente majorados até a execução da sentença), por ofensa moral.
         A sentença foi confirmada pelo tribunal, embora a ação tenha sido abandonada desde que Cecílio do Rego Almeida morreu, em agosto de 2008; mesmo que seus sucessores ou herdeiros não se tenham habilitado; mesmo que o advogado, que continuou a atuar nos autos, não dispusesse de um novo contrato para legalizar sua função; mesmo que o tribunal, várias vezes alertado por mim sobre a deserção, tenha ignorado minhas petições; mesmo que, obrigado a extinguir a minha punibilidade, arquivando o processo, haja finalmente aberto prazo para a habilitação da parte ativa, que ganhou novo prazo depois de perder o primeiro; mesmo que a relatora, confrontada com a argüição da sua suspeição, que suscitei, diante de sua gravosa parcialidade, tenha simplesmente dado um “embargo de gaveta” ao pedido, que lhe incumbia responder de imediato, aceitando-o ou o rejeitando, suspendendo o processo e afastando-se da causa; mesmo que tudo que aleguei ou requeri tenha sido negado, para, ao final, a condenação ser confirmada, num escabroso crime político perpetrado pela maioria dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará que atuaram no meu caso, certamente inconformados com críticas e denúncias que tenho feito sobre o TJE nos últimos anos, nenhuma delas desmentida, a maioria delas também completamente ignorada pelos magistrados citados nos artigos. Ao invés de cumprir as obrigações de sua função pública, eles preferem apostar na omissão e na desmemoria da população. E no acerto de contas com o jornalista incômodo.
         Depois de enfrentar todas as dificuldades possíveis, meus recursos finalmente subiram a Brasília em dezembro do ano passado. O recurso especial seguiu para o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, graças ao agravo de instrumento que impetrei (o Tribunal do Pará rejeitou o primeiro agravo; sobre o segundo já nada mais podia fazer).
Mas o presidente do STJ, em despacho deste dia 7, disponibilizado no dia 10 e a ser publicado no Diário da Justiça do dia 13, negou seguimento ao recurso especial. Alegou erros formais na formação do agravo: “falta cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, do inteiro teor do acórdão proferido nos embargos de declaração e do comprovante do pagamento das custas do recurso especial e do porte de retorno e remessa dos autos”.
         Recentemente, a justiça brasileira impôs novas regras para o recebimento de agravos, exigindo dos recorrentes muita atenção na formação do instrumento, tantos são os documentos cobrados e as suas características. Podem funcionar como uma armadilha fatal, quando não são atendidas as normas formais do preparo.
         A falta de todos os documentos apontada pelo presidente do STJ me causou enorme surpresa. Participei pessoalmente da reunião dos documentos e do pagamento das despesas necessárias, junto com minha advogada, que é também minha prima e atua na questão gratuitamente (ou pró-bono, como preferem os profissionais). Não tenho dinheiro para sustentar uma representação desse porte. Muito menos para arcar com a indenização que me foi imputada, mais uma, na sucessão de processos abertos contra mim pelos que, sendo poderosos, pretendem me calar, por incomodá-los ou prejudicar seus interesses, frequentemente alimentados pelo saque ao patrimônio público.
         Desde 1992 já fui processado 33 vezes. Nenhum dos autores dessas ações teve interesse em me mandar uma carta, no exercício de seu legítimo direito de defesa. O Jornal Pessoal publica todas as cartas que lhe são enviadas, mesmo as ofensivas, na íntegra. Também não publicaram matérias contestando as minhas ou, por qualquer via, estabelecendo um debate público, por serem públicos todos os temas por mim abordados. Foram diretamente à justiça, certos de contarem com a cumplicidade daquele tipo de toga que a valente ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, disse esconderem bandidos, para me atar a essa rocha de suplícios, que, às vezes, me faz sentir no papel de um Prometeu amazônico.
         Não por coincidência, fui processado pelos desembargadores João Alberto Paiva e Maria do Céu Duarte, o primeiro tendo como seu advogado um ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, à frente de uma das mais conceituadas bancas jurídicas do Distrito Federal. O ex-ministro José Eduardo Alckmin, que também advogava para a C. R. Almeida, veio a Belém para participar de uma audiência que durou cinco minutos. Mas impressionou pela sua presença.
         O madeireiro Wandeir dos Reis Costa também me processou. Ele funcionou como fiel depositário de milhares de árvores extraídas ilegalmente da Terra do Meio, que o Ibama apreendeu em Altamira. Embora se declarasse pobre, ele se ofereceu para serrar, embalar e estocar a madeira enquanto não fosse decidido o seu destino. Destino, aliás, antecipado pelo extravio de toras mantidas em confinamento no próprio rio Xingu. Uma sórdida história de mais um ato de pirataria aos recursos naturais da Amazônia, bem disfarçado.
         Apesar de todas essas ações e do martírio que elas criaram na minha vida nestes últimos 20 anos, mantenho meu compromisso com a verdade, com o interesse público e com uma melhor sorte para a querida Amazônia, onde nasci. Não gostaria que meus filhos e netos (e todos os filhos e netos do Brasil) se deparassem com espetáculos tão degradantes, como ver milhares de toras de madeira de lei, incluindo o mogno, ameaçado de ser extinto nas florestas nativas amazônicas, nas quais era abundante, sendo arrastadas em jangadas pelos rios por piratas fundiários, como o extinto Cecílio do Rego Almeida. Depois de ter sofrido todo tipo de violência, inclusive a agressão física, sei o que me espera. Mas não desistirei de fazer aquilo que me compete: jornalismo. Algo que os poderes, sobretudo o judiciário do Pará, querem ver extinto, se não puder ser domesticado conforme os interesses dos donos da voz pública.
         Vamos tentar examinar o processo e recorrer, sabendo das nossas dificuldades para funcionar na justiça superior de Brasília, onde, como regra, minhas causas sempre foram vencedoras até aqui, mesmo sem representação legal junto aos tribunais do Distrito Federal.
         Decidi escrever esta nota não para pressionar alguém nem para extrapolar dos meus direitos. Decisão judicial cumpre-se ou dela se recorre. Se tantos erros formais foram realmente cometidos no preparo do agravo, o que me surpreendeu e chocou, paciência: vou pagar por um erro que impedirá o julgador de apreciar todo meu extenso e profundo direito, demonstrado à exaustão nas centenas de páginas dos autos do processo. Terei que ir atrás da solidariedade dos meus leitores e dos que me apoiam para enfrentar mais um momento difícil na minha carreira de jornalista, com quase meio século de duração. Espero contar com a atenção das pessoas que ainda não desistiram de se empenhar por um país decente.

                              Belém (PA), 11 de fevereiro de 2012

                                      LÚCIO FLÁVIO PINTO
                                        Editor do Jornal Pessoal

Deçoisde muita confusão, Águia vence o Remo e disputa Taça Cidade de Belém com o Cametá

Depois de muita confusão, com jogadores expulsos e presos pela polícia, o time do Águia de Marabá venceu o Clube do Remo por 2 a 0, na tarde deste domingo (12), e vai disputar a Taça Cidade de Belém com o Cametá, que venceu o Águia por 3 a 0, no sábado, (11). Os jogos decisivos serão no próximo dia 16, em Cametá, e no dia 26, em Marabá.
O Remo, que poderia perder por até um gol de diferença, entrou com a vantagem do empate depois de vencer o Águia, em Belém, por 4 a 2. O técnico Sinomar Naves escalou o mesmo time da partida anterior.
A torcida do Águia compareceu fantasiada, ostentando o símbolo da equipe e fazendo festa no Estádio Zinho Oliveira. O Águia perdeu diversas oportunidades de abrir o placar logo no início do primeiro tempo, mesmo com a equipe do Remo buscando o gol. Magnum, do clube remista, e Diogo, do Águia, foram punidos com cartão amarelo depois de um desentendimento em campo.
Aos 30 minutos, Magnum ficou na cara do gol, mas perdeu uma grande oportunidade de abrir o placar para o time azulino. Dois minutos depois, o Águia teve um gol anulado por impedimento, frustrando a torcida, que chegou a comemorar o chute de Rairo. O Águia teve outras chances de abrir o placar, mas desperdiçou todas as jogadas.
No fim do primeiro tempo, o Remo ainda teve uma cobrança de escanteio. Pedro Balu pegou jogou na área, direto nas mãos do goleiro Alan. O primeiro tempo terminou em 0 a 0, placar que dava vantagem para o time azulino.
Pressão e confusão - No segundo tempo, o Remo voltou a campo pressionando o Águia, mas aos sete minutos Flamel recebeu na esquerda e lançou Wando, que entrou na área e chutou na saída do goleiro Adriano, abrindo o placar e tirando a vantagem do Clube do Remo. Aos 24 minutos, depois de um escanteio cobrado, Branco apareceu na área e empurrou para a rede, fazendo o segundo gol do Águia, o que gerou uma grande confusão.
A polícia precisou usar spray de pimenta para proteger o técnico Andrey da Silva. Jogadores do Remo foram atendidos na beira de gramado. Alexandre Carioca, do Águia, que estava no banco de reserva, teria acertado Aldivan com uma barra de ferro nas costas. O jogador foi atendido ainda no campo, pela equipe do departamento médico, e depois retirado de maca. Alexandre Carioca acabou preso.
O jogo foi paralisado aos 26 minutos, para que os atletas fossem atendidos. Aldivan, sem condições de jogo, foi substituído por Panda. Roberto Ramalho, Alexandre Carioca e Miro, do Águia, e Magnum e Carlos Rocca, do Remo, foram expulsos. Após cerca de 20 minutos de paralisação, o jogo foi reiniciado. O Remo ainda pressionou, mas o Águia não deu chances aos azulinos.(Agência Pará)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Capa da edição impressa de 11 de fevereiro de O Estado do Tapajós

Lidiane já é “de maior”

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

O escândalo teve repercussão internacional: uma menor estava presa na mesma cela com 26 homens na delegacia de Abaetetuba. Mas isso já é coisa do passado. Lidiane atingiu a maioridade – e continua na senda do crime. Quem ainda se interessa por ela?

L. S. P. já pode ser tratada por seu nome completo: Lidiane Silva Prestes. Ela deixou de ser menor de idade. Completou 20 anos. A partir de agora, talvez já não interesse mais senão a uma microscópica parcela da multidão de gente que se chocou com a situação dela quatro anos atrás.
Seu caso se tornou escândalo – nacional e internacional – no dia 20 de novembro de 2007. Ela foi descoberta numa cela coletiva com 26 homens em Abaetetuba, onde permaneceu presa durante 26 dias. Queixou-se de ter sido submetida a violência sexual, abuso sexual, ameaças, agressões físicas, maus tratos e fome. Seus cabelos foram cortados, os pés queimados. 

A juíza da 3ª vara criminal de Abaetetuba, responsável pelo processo da menor, Clarice Maria de Andrade Rocha, então com 50 anos, foi absolvida pelo Tribunal de Justiça do Estado, que não acatou o parecer do Corregedor Geral, Constantino Guerreiro, pela punição da magistrada. Mas ela acabou sofrendo a aplicação da pena mais rigorosa da carreira da magistratura, a demissão compulsória, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço (de nove anos), pelo Conselho Nacional de Justiça, que avocou para si o processo
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Leia o texto completo aqui.