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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sobe para 13 o número de mortos por atirador em escola em Realengo


Maria Luisa de Melo

Mais duas estudantes morreram vítimas de um homem que se matou após atirar em alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, subúrbio do Rio. Ao todo, são 13 vítimas - 12 meninas e um menino - que, eu sua maioria, foram atingidas na cabeça.
Em frente ao IML do Rio, famílias ainda procuram infornações ou aguardam pela liberação dos corpos. Os nomes de quatro das meninas mortas foram divulgados: Jéssica guedes Perreira, 15 anos; Mariana Rocha, 13; Milena Santos do Nascimento, 14, e Katine Chagas Oliveira, 15.
O tio de Jéssica, uma das vítimas, que preferiu não se identificar, reclamou da falta de segurança na escola. Segundo ele, há varios casos de brigas e incidentes na Tasso da Silveira, e os pais dos alunos pediram, por várias vezes, que a segurança da instituição seja feita por policiais militares ou guardas municipais.
!Na escola, só há um monitor, que não usa arma. Tenho certeza de que se houvesse policiamento na escola essa tragédia não teria acontecido", disse o tio da menina morta.

Leia a carta do atirador. Aqui

Vídeo mostra crianças fugindo de atirador em escola de Realengo

Vídeo mostra crianças fugindo de atirador em escola de Realengo

JB on line
Um vídeo postado no YouTube mostra cenas de crianças fugindo ensanguentadas da Escola Municial Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, e o exato momento em que policiais chegam à escola onde um ex-estudante da instituição provocava um massacre, matando a tiros 12 crianças e ferindo 18.
A filmagem mostra crianças gritando, muita correria e o desespero dos pais em encontrar os filhos. O ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, foi o autor dos disparos. Depois de ser atingido na perna por um policial, ele cometeu suicídio.
Pessoas que estavam próximas da escola pedem calma às crianças, que saem desesperadas, algumas ensanguentadas, do local. Ouvem-se gritos no momento em que o atirador comete suicídio.

Veja o vídeo


O crime

Um homem armado invadiu nesta manhã a Escola Municipal Tasso da Silveira, na Rua General Bernardino de Matos, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, e iniciou disparos, deixando 11 crianças mortas - sendo dez meninas e um menino - e 18 feridos. Em seguida, ele se matou.
O atirador foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, um ex-aluno da escola. Segundo uma médica, ele chegou a mostrar a carteira do colégio. Testemunhas informaram que o homem disse que iria fazer uma palestra. Ele foi para uma sala da oitava série, que fica no primeiro andar, e sem falar nada tirou uma pistola da bolsa e começou a atirar. 
A polícia chegou, e ele tentou subir para o segundo andar. Quando viu que estava cercado, deu um tiro na cabeça. Nenhum funcionário pôde se aproximar.
Os feridos foram levados para dois hospitais da região. Responsáveis pelos alunos afirmaram que o criminoso teria disparado mais de 100 vezes. As crianças da escola disseram que houve um 'grande banho de sangue'.

Chacina de Realengo: Atirador não tinha passagem pela polícia

Divulgada foto do atirador de escola no RJ (Foto: Reprodução/TV Globo)
                      (Foto: Reprodução/TV Globo)

 A chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Marta Rocha, afirmou na manhã desta quinta-feira, durante uma coletiva de imprensa, que o atirador que matou ao menos 12 crianças em uma escola municipal do Rio não tinha antecedentes criminais. De acordo com a oficial, a polícia investiga para saber como ele teve acesso ao armamento.

Marta afirmou ainda “o número de profissionais no IML (Instituto Médico Legal) e de assistentes sociais foi reforçado”. Depoimentos já começam a ser prestados à polícia e a investigação está sendo feita por homens do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa).

O Caso

O ex-aluno da escola Wellington Menezes de Oliveira entrou no local por volta das 8h e disparou contra os alunos. Até agora, há a informação de 13 pessoas feridas e 12 mortas, entre elas dez meninas, um menino e o próprio atirador.

A PM cercou a escola Tasso da Silveira com ao menos dez carros. O Corpo de Bombeiros encaminhou seis ambulâncias ao local para atender os feridos, que foram encaminhados para hospitais da região.

O coronel Djalma Beltrami, comandante do 14º Batalhão do Rio de Janeiro, informou em entrevista à Band News FM que o atirador Wellington tinha 23 anos e chegou a fazer uma carta com mensagens islâmicas e desconexas. Após o tiroteio, o criminoso se matou. (eBand)


Muçulmanos negam que assassino seja islâmico

O presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil, Jamel El Bacha, negou hoje (7) que o atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, que atacou estudantes e funcionários de uma escola municipal no Rio de Janeiro, tenha vínculos com a representação e a religião muçulmana. Em nota oficial, a entidade condenou o crime e chamou o ato de “insano e inexplicável”.

“[Em relação às informações sobre] uma possível vinculação desse cidadão com a religião islâmica, depois desmentidas [por pessoas próximas a Oliveifra], reafirmamos que ele não é muçulmano e não tem qualquer vínculo com as mesquitas e sociedades beneficentes mantidas pela comunidade em todo o Brasil”, diz a nota oficial.

Citando o livro sagrado do islamismo, o Alcorão, o presidente afirmou que a os “princípios do Islã” pregam a conduta pacífica de seus adeptos e exigem dos seguidores uma “postura absolutamente diversa à que algumas pessoas querem de forma precipitada atribuir à religião e a seus adeptos”.

“Quem tirar a vida de uma pessoa inocente é como se tivesse assassinado toda a humanidade, diz o Alcorão Sagrado”, informa a nota. “Estamos direcionando todas as nossas orações para as vítimas desse brutal ato de violência contra inocentes crianças e para os seus familiares.”

Na manhã de hoje o ex-estudante da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, chegou ao colégio e apresentou-se como palestrante. Em seguida, Oliveira seguiu em direção aos primeiros andares do prédio principal e saiu atirando contra estudantes e funcionários. Os últimos dados indicam 11 mortos e 17 feridos. (Agência Brasil)