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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Celpa deve R$ 18 milhões para geradora a diesel de energia elétrica na Calha Norte

A Guascor do Brasil, empresa que atua na geração de energia à diesel em diversos municípios da Calha Norte tem a receber da Celpa cerca de R$ 18 milhões pelos serviços prestados.

Se não receber o pagamento até o dia 28 de abril, a Guascor vai paralisar o funcionamento das usinas dieselétricas, o que pode causar um colapso no fornecimento de energia naquela região.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Novo livro tenta reavivar a história sobre Tucuruí


Lúcio Flávio Pinto

Foto: http://projetononame.blogspot.com

Só uma ditadura podia ter imposto à nação uma hidrelétrica como a de Tucuruí, no rio Tocantins, no Pará, construída entre 1975 e 1984. Quando foi inaugurada, em setembro desse ano, seu custo crescera de 2,1 bilhões de dólares para US$ 4,7 bilhões. Ao final, ultrapassaria US$ 10 bilhões, sem que as autoridades se interessassem em buscar as causas de majoração desse porte.

Uma das denúncias feitas foi de ter havido corrupção na obra. Um adido militar brasileiro em Paris chegou a fazer a denúncia contra o então embaixador Delfim Neto, ainda um homem forte no poder. Mas tanto o relatório do coronel Raimundo Saraiva quanto o tema foram esquecidos. Por pura conveniência e conivência de quem podia sair atrás da defesa dos recursos públicos.

A hidrelétrica formou um reservatório que se tornou o segundo maior lago artificial do Brasil, afogando milhares de árvores em 3.100 quilômetros quadrados, onde são estocados 45 trilhões de litros de água. Essa água movimenta 21 gigantescas turbinas. Seis delas suprem de energia os dois maiores consumidores individuais de energia do país, que têm tarifas subsidiadas.

São duas das maiores fábricas de alumínio do mundo, hoje totalmente controladas por multinacionais: a Albrás, em Belém, e a Alumar, em São Luiz do Maranhão. Apenas três turbinas garantem o abastecimento de todo o Estado do Pará. O resto é exportado. O Pará se tornou o terceiro maior exportador de energia bruta do país. Manda para fora a possibilidade de se desenvolver.

Estes dados podiam levar à conclusão de que, hoje, Tucuruí não seria construída? Em tese, sim. Ainda mais porque, encerrado o ciclo dos generais-presidentes, o simulacro Sarney e a fanfarronice onerosa de Collor de Mello, assumiram antigos opositores do regime militar. Primeiro, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Depois, o operário Luiz Inácio Lula da Silva. E, agora, a ex-militante da esquerda armada Dilma Rousseff, sucessora do mestre no terceiro mandato presidencial seguido conquistado pelo PT.

Ao contrário do que se podia prever, porém, eles não mudaram a diretriz dos “grandes projetos” do tempo da ditadura. Em alguns casos, até agravaram seus problemas, com ônus para o tesouro nacional, o povo e a natureza. Mas não é esta a imagem dominante que se projeta desses governos para a sociedade. Provavelmente porque o debate que se trava a propósito das mega-hidrelétricas na Amazônia não tenha a profundidade que se requer. Nem mesmo a que houve no passado.

Não deixa de ser surpreendente verificar, pela leitura do novo livro que estou agora lançando (Tucuruí, a barragem da ditadura), que, mesmo sob o tacão de um governo forte, a polêmica criada em torno da quarta maior hidrelétrica do mundo foi muito intensa e chegou a mais detalhes do que atualmente, em plena democracia. Tão importante quanto esta marca, foi a discussão ter sido provocada através da imprensa, hoje tão domesticada e presa aos próprios interesses, e ter atingido uma massa muito maior do que a atual.

Fui quem mais escreveu sobre o tema, conforme levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Pará, reproduzido no livro. A imprensa paraense teve papel importante no ápice do entrevero da Eletronorte com a opinião pública sobre Tucuruí, quando, pouco antes do enchimento do reservatório, foi realizado um debate em Belém, com a duração de dois dias, promovido pela CPI do Sistema Hídrico da Câmara Federal.

Na época a legislação, ainda tímida, não previa a realização de audiência pública para o licenciamento ambiental da obra, mas a discussão travada foi mais fecunda do que essas sessões, previstas nas regras legais vigentes. A transcrição dos trechos principais desse debate revela a história efetivamente vivida, que estava ameaçada de se perder na sua oralidade efêmera. Esta pode ser uma contribuição valiosa para os que prosseguem na tentativa de fazer parte dessa história nos nossos dias, agora com Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e, já na agulha, Teles Pires.

Nas bancas e livrarias a partir do dia 4.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Movimentos sociais discutem prioridades do Luz para Todos na Transamazônica e Xingu

Por Iolanda Lopes
 
Representantes de 11 municípios da Transamazônica e Xingu se reúnem  com a diretoria nacional do Programa Luz Para Todos, em Belém, a partir das 14h desta terça-feira (18), na sede das Centrais Elétricas do Pará (Celpa).

Da pauta de negociação constam dois assuntos, a prioridade do programa Luz Para Todos para a região e a implantação de energia alternativa dentro da Reserva Extrativista Verde Para Sempre em Porto de Móz (Xingu).

A reunião atende a um acordo firmado durante o Acampamento Xingu 2011: Despertar para novos tempos,  entre a coordenação do Programa Luz Para Todos  e os coordenadores de movimento sociais da região, liderados pela Fundação  Viver Produzir e Preservar (FVPP) e  a coordenação regional da  Federação dos Trabalhadores em Agricultura  (Fetagri).  O Acordo prevê  atendimento de  19 mil famílias com o programa até 2014.

O acampamento Xingu 2011 durante os dias 29 de agosto e 02 de setembro, interditou a Rodovia Transamazônica  e  paralisou as obras da hidrelétrica de Belo Monte no município de Altamira.

Segundo João Batista Uchoa coordenador da FVPP, os movimentos sociais defendem a proposta  de que as ações do Luz Para Todos recomecem ao mesmo tempo em todos os municípios da região, visto que o programa hoje só atende 30% das famílias nos 11 municípios e  já está paralisado a 02 anos.
Durante a reunião também será criado um comitê estadual de acompanhamento do programa que vai conduzir junto com a Rede Celpa, a Eletronorte e demais órgãos afins, as ações na região.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dano a isoladores do linhão Tramoeste provocou apagão domingo à noite em Santarém


Sobre o fornecimento de energia em Santarém, na noite de domingo, 04, a Celpa esclarece:

Um temporal com descargas atmosféricas, no KM 62, do Ramal do Jabuti, região do planalto, atingiu 12 isoladores de duas Torres de Transmissão da Linha Rurópolis Tapajós, de 138 KV, com 205 km de extensão. Os isoladores, que têm a função de separar os cabos da alta tensão, evitando curtos circuitos e desligamentos, foram seriamente danificados pelas descargas atmosféricas. O que provocou o desligamento da Linha, interrompendo o fornecimento em Santarém, Belterra e Mojui dos Campos, às 21h23. 
Trinta técnicos e engenheiros durante toda a noite e madrugada, percorreram a Linha de Transmissão para diagnosticar a causa do desligamento, numa operação que terminou somente no início da tarde da segunda-feira, 05. As duas torres estão localizadas numa área de difícil acesso, até por conta da segurança da população.      

Os isoladores, que ficaram totalmente danificados, terão que ser substituídos por técnicos especializados, da Transmissão. Por medida de segurança, haverá necessidade de desligar a Linha, interrompendo em caráter emergencial o fornecimento de energia elétrica na cidade de Santarém, Belterra e Mojui dos Campos, na quarta-feira, feriado, 07, de 6h às 7h.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Apagões revelam precariadade do sistema elétrico no Oeste do Pará

Os constantes apagões e piques de energia ocorridos nos municípios alimentados pela hidrelétrica de Curuá-Una e/ou linhão Tramoeste revelam  a precariedade e inconfiabilidade do sistema de energia elétrica nesta região.

A distribuidora de energia alega, na maioria das vezes, que a responsabilidade pelos contantes desligamentos é da geradora, a Eletronorte, que nada esclarece à população.

Mas em outros casos, a sobecarga de consumo e falta de dimensionamento da carga necessária à alimentação de empresas e pequenas indústrias é responsável pelo pisca-pisca que Santarém parece que nunca consegueirá se livrar.

A concessionária e a geradora de energia estão em débito com a população dessa região, que espera não só esclarecimento dos eventos ocorridos como também as soluções que serão adotadas para livrar o consumidor dos transtornos causados pela constante falta de energia.

sábado, 23 de julho de 2011

Concessionária de energia abre nova agência de atendimento em Santarém



A mais nova agência de atendimento da concessionária de energia elétrica começa a funcionar nesta segunda-feira, 25. Os 68 mil consumidores da cidade serão beneficiados com o serviço de atendimento personalizado em um espaço maior e com tecnologia de ponta, como um novo link de comunicação que garante ao sistema de atendimento maior velocidade e um guichê exclusivo para autoatendimento, possibilitando o próprio cliente fazer a sua solicitação.         

De acordo com a gerente do Departamento, Risoleide Almeida, " a Celpa está investindo em todo o Estado, com a finalidade de facilitar ainda mais os serviços e melhorar o relacionamento direto com o cliente, bem como dar oportunidades aos jovens no mercado de trabalho, na região".

Para o Superintendente Regional, engenheiro Edson Naiff, "a nova agência é resultado do compromisso assumido pela RedeEnergia/Celpa, através do Plano de Melhorias para a região". 

Além do atendimento personalizado, a Celpa implantou o atendimento via celular, através de mensagens SMS para os serviços de falta de energia,religação e informações sobre a conta. Para informar falta de energia ou pedir religação após corte por débito e com as faturas pagas, o consumidor pode enviar uma mensagem de texto para o número 28208. 

Quando houver falta de energia, basta escrever a palavra LUZ dar um espaço e digitar o número da unidade consumidora. No caso de religação, o procedimento é mesmo, substituindo a palavra LUZ por RELIGA. E para solicitar informações sobre débitos e receber código de barras para pagamento de fatura, basta usar a palavra CONTA mais o número da unidade consumidora. As mensagens são gratuitas.(Com informações da Ascom Celpa/Santarém)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Monte Alegre tem sistema elétrico danificado pelas chuvas


Dezenas de moradores continuam sem energia elétrica em Monte Alegre. A Celpa intensificou os trabalhos de recuperação do sistema elétrico, afetado seriamente pelas fortes chuvas, no último final de semana. Os trechos das estradas sem acesso e as áreas alagadas, têm dificultado o trabalho dos eletricistas. Próximo à ponte do Cauçu, o rio   transbordou, impedindo a trafegabilidade. Os técnicos da Celpa tiveram que esperar a água baixar.  Somente hoje pela manhã conseguiram realizar a passagem.
 
São inúmeros os prejuízos à rede elétrica, como cabos da alta tensão, rompidos durante as chuvas e ventos fortes. Bem como, árvores e vegetação que danificam o sistema elétrico.

A Celpa já acionou a prefeitura municipal de Monte Alegre, para dar apoio quando necessário, em casos de trechos de difícil acesso ou alagados, ajudando na trafegabilidade com o uso de máquinas pesadas e equipamentos adequados utilizados pelos órgãos competentes na liberação de estradas. (Ascom/Celpa)