quarta-feira, 30 de abril de 2008

Delegado mantém proibição de festas na praia do Maracanã

O delegado Jardel Guimarães não liberou a realização de festa em dançará recem-inaugurado na praia do Maracanã, como queriam porque queriam o apresentador de tevê Clenildo Vasconcelos e a turma do Quebra-Gêlo.
A probição de festas naquele balneário foi tomada pela Polícia Civil e referendada pelo Ministério Público, há dois anos, em consequencia da ocorrência de mortes, incidência de brigas de gangues e reclamações de som em volume alto naquele bairro.

O Brasil depois do novo milagre

Lúcio Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

Não comprar carro era uma atitude política na época do “milagre econômico” brasileiro, durante o governo do general Médici (1970-1974). A classe média se motorizava desbragadamente (assim como comprava televisão colorida e jogava na loteria esportiva). As taxas de crescimento da economia gravitavam em torno de 10%. A indústria de bens de consumo se expandia de vento em popa. O Brasil ia “pra frente”. Quem discordasse, por não amá-lo, deveria deixá-lo. Éramos uma ilha de prosperidade num mar internacional encapelado.
Quem dizia isso? O mago do milagre, o então todo-poderoso ministro da fazenda, Delfim Neto. Só o Japão, que também fazia o seu milagrezinho, conseguia nos ombrear. Eu estava em Brasília quando o ministro do comércio exterior, Saburo Okita, perguntou ao onipotente ministro Delfim qual era a taxa de poupança do Brasil. Sabendo o que o esperava, pois competente ele é, Delfim desconversou: o Brasil não tinha poupança compatível com seu célere crescimento, mas tinha a Amazônia. A imensa fronteira de recursos naturais ia compensar nossa insuficiente poupança.
O que compensou mesmo foi o endividamento externo, que iria cobrar a conta quilométrica na década seguinte, ainda sob o império, já atenuado, do mesmo Delfim. Ele galgara ministérios (da agricultura ao planejamento) porque quem (também) entendia do riscado, como Simonsen e Rieschbieter, pulou do barco em menos de um ano de gestão do general João Batista Figueiredo (que o atual comentarista da Rede Globo, Alexandre Garcia, tentara popularizar como “o João”, imitando o “seu” Arthur, cunhado por Ibrahim Sued para o marechal Costa e Silva).
Ainda vivo (vivíssimo, aliás), aos 80 anos, Delfim Neto sai-se com mais uma boutade: Lula salvou o capitalismo. É verdade. Lula emprestou sua estampa e seu carisma para continuar o “milagre” de três décadas atrás. A classe média enriquecida compra mais carros (de dois a quatro por família, que nem quer saber sobre o congestionamento que provoca lá fora, no espaço público), acumula imóveis, viaja pelo mundo, se cosmopolitiza (e agora, uma vez tirado o bolo do forno monetário, distribui fatias aos sans-coulote, tratando de tocá-los com rédeas curtas estatais, subvenção direta e mais-valia relativa). Com base em qual taxa de poupança interna? Ora, debocha o nosso guia, um boneco competente: isso é detalhe.
No fundo, a base é a mesma: endividamento externo. Ao invés de formar poupança para investir num plano de desenvolvimento (individual, familiar ou social), acumulam-se ativos. A variação patrimonial de todos é notável, mas a liquidez depende da poupança dos outros, que chega ao país por falta de opção ou pela melhor taxa de juros do mercado mundial. Um terço da riqueza que circula pelo Brasil Grande de Lula, pai dos pobres e mascote dos ricos, é crédito. Um quarto do crédito é dinheiro estrangeiro, que rende no taxímetro do Banco Central ou pela absorção patrimonial, que se desnacionaliza. O anunciado feito da Petrobrás rende mais para a Espanha, na bolsa de Nova York, do que ao Brasil na Bovespa.
Na época do “milagre econômico” manu militari protestava-se andando a pé, resistindo às tentações das vitrines, ao apelo consumista, ao carro facilitado pelo crédito. Hoje, no prosseguimento da mesma novela, o país pode ser surpreendido e desabar do seu sonho de grandeza por falta de causas e de princípios. A esquerda, que era a fonte das utopias e a depositária das esperanças, negociou sua consciência em troca da “bolsa-ditadura”, do cargo no fundo de estatal, na ante-sala da multinacional ou no biombo da burocracia.
O que virá depois desses truques inteligentes e sofisticados dos Delfins? Talvez caiba, na antevisão, a resposta que Einstein deu a quem lhe perguntou, logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, sobre como seria travada a conflagração bélica seguinte: com arco e flecha, respondeu o sábio. É o que restará ao Brasil, depois de ter queimado seu patrimônio moral no baile plutocrata-proletário da ilha Fiscal?

TJE abre processo e afasta juíza do cargo

O Pleno do TJE acaba de decidir, por maioria, abrir processo administrativo disciplinar (PAD) contra a juíza Rosileide Filomeno
O Tribunal também decidiu afastá-la do cargo.
O relator do processo será o desembargador Leonardo Tavares.
(Espaço Aberto)

E nós vamos com qual das caras?

Bellini Tavares de Lima Neto

Em que momento ou em que circunstâncias exatamente as pessoas se revelam? É comum se ouvir dizer que é nos momentos de grandes desafios que aparece a força do caráter. Alguém até criou uma historia que virou enorme sucesso de cinema e que traduz exatamente essa impressão. Estou me referindo à história do Hulk, aquele sujeito comum que, diante de uma grande ameaça ou de um perigo descomunal se transforma naquele monstrengo esverdeado e feio, mas que ganha uma força sobre-humana.
A fantasia do homem esverdeado fascina as pessoas e goza de uma aceitação bastante significativa. Quase todo mundo conhece uma história parecida ou até já viveu situações semelhantes. É claro que, para esverdear, só com uma crise hepática das bravas, adquirida, provavelmente, depois de intermináveis sessões etílicas também conhecidas como porre. É diante do perigo que se conhece o homem. Nos momentos de grande tensão e desafio surge aquela força que nos impulsiona e nos faz agir. É. Parece que é assim, mesmo.
No entanto, também não é menos verdade que a verdadeira face de um sujeito ou de uma sociedade pode vir à tona meio sem querer, por descuido ou desatenção. Ou então, vem à superfície porque compõe a personalidade desse sujeito ou dessa sociedade e, então, não há como evitar que, mais dia, menos, caia a máscara e apareçam as imperfeições, as cicatrizes.
Isto já pode estar começando a parecer lição de moral ou receita de auto-ajuda, mas, na verdade, é bem mais preocupante que isso. A revista VEJA da semana de 23 de abril de 2008 (Edição 2057 - ano 41 - no. 16) publicou uma matéria assinada pelo jornalista Marcelo Martho falando sobre uma das novelas da Globo. Mais exatamente, a que vai ao ar no horário mais nobre: a novela das 8 ou das 9, não sei bem ao certo. O jornalista comenta a decisão do autor da história, Aguinaldo Silva, de mudar o final para amenizar o destino do maior vilão do folhetim, o odioso Marconi Ferraço. O sujeito vai muito além do mau-caratismo que já se consagrou como instituição nacional. É quase uma peça surrealista, uma caricatura da vilania humana. Arma arapucas atrás de arapucas, prejudicou metade da população da história, trata mal a todo mundo, é, enfim, aquele tipo de sujeito que entra completamente anônimo num bar qualquer e, no ato, do nada, meia dúzia de sujeitos se levantam com vontade de lhe dar na cara. E, porque o festejado noveleiro global vai aliviar o destino da lacraia? Porque, segundo o jornalista, mais de um milhão de votos vindos do público pediram isso a ele.
Hora da verdade: e daí? Que importância pode ter o final da novela e, sobretudo, o que tem a ver o final da novela com a história da revelação do caráter de um sujeito ou de uma porção de sujeitos que compõem uma sociedade? Bem, se eu estava querendo criar um climazinho de suspense, acho que acabei de estragar tudo. Fica mais do que evidente que, no mínimo, é preocupante ver um milhão de pessoas pedindo ao autor da história que anistie o facínora simplesmente porque ele tem lançado uns olhares mais adocicados para a infeliz da primeira mulher e para o filho que até recentemente ele sequer conhecia e quando conheceu, considerava um estorvo. Mau-caratismo, falta de escrúpulo, canalhice, patifaria, nada disso em importância, nada disso pesa muito ou quase nada.
Novela é coisa trivial, supérflua, sem relevância, está longe de corresponder a idéia de um grande momento de tensão, de um grande desafio, tudo aquilo que faz aparecer o caráter de alguém. Pois é exatamente nessa hora que, talvez por descuido ou descontração, a gente vê um milhão de pessoas dizendo que a falta de caráter, de padrão ético, de moral, a natureza cafajeste do Marconi Ferraço não tem importância alguma. Um milhão de pessoas estão dizendo, com aquele jeitinho meio inconseqüente, que esse comportamento imoral, indecente, marginal é perfeitamente perdoável diante de um afago ou de um gesto de bom-mocismo.
Será que eu preciso trocar os meus óculos urgentemente ou faz algum sentido ver, nessa atitude, certa semelhança com a condescendência nacional com a história do “rouba, mas faz” ou com a ignorância assumida, incorporada e declarada a respeito de escândalos nacionais? É miopia ou a sociedade brasileira perdoa o Marconi Ferraço tanto quanto perdoa e afaga os mensaleiros, os sanguessugas, os aloprados, os dossiês travestidos de banco de dados?
Pois é. É só tirar os refletores de cima dos sujeitos e eles se descuidam, tropeçam e, pronto: lá vem à superfície a cara deles com todos os tons de realidade. O que assusta um pouco é que eles são um milhão de votos só na novela das 8. E se juntar todas as novelas, quem é que essa turma vai acabar elegendo?
24 de abril de 2008 .

Só parte dos servidores tem aumento garantido

A proposta orçamentária que o governo mandará ao Congresso Nacional reserva R$ 3,4 bilhões para bancar reajustes salariais do funcionalismo. Desse total, R$ 2,1 bilhões já têm destino certo: vão reforçar o contracheque de cerca de 800 mil servidores civis de 17 categorias que integram o Executivo. Mas não são suficientes para cobrir o aumento prometido aos militares. Para cumprir o acordo com as Forças Armadas, a folha terá de chegar a R$ 4,2 bilhões — um salto que, segundo o ministro Paulo Bernardo, está dentro das expectativas do Planalto. O que ainda não está na contabilidade são os possíveis aumentos que podem sair das negociações com auditores fiscais da Receita, funcionários do Tesouro Nacional, defensores e advogados da União. Esses, afirmou o ministro, ainda dependem de verba extra.
(Fonte: Correio Braziliense)

São Raimundo x Tuna será mesmo no sábado

O jogo São Raimundo x Tuna não será antecipado para amanhã como estavam
noticiando emissoras da capital do estado.
Sábado, as quatro da tarde, o Pantera tenta sua reabilitação depois da derrota para o Clube do Remo no últomo domingo por 1x0.

Pane na internet não dá mais prazo para contribuinte junto à Receita

Quem não entregar a declaração de imposto de renda alegando que deixou de cumprir o prazo que encerra hoje às 20 horas por falta de serviço de internet em Santarém vai ter uma surpresa desagradável.
A Receita não vai dispensar o pagamento de multa por quem perdeu o prazo uma vez que o contribuinte teve bastante tempo transmitir sua declaração ou então poderia fazer a entrega de disquete do IRPF 2007 na própria sede da delegacia da Receita Federal em Santarém.

Odair solta o verbo em entrevista a jornal

Ao contrário do que diz nota publicada na coluna Repórter Diário, o governador em exercício Odair Corrêa não está caladinho como pensa a governadora Ana Júlia, que está em Londres.

Entrevistado com exclusividade por O Estado do Tapajós ( íntegra da entrevista está publicada na edição impressa desta quarta-feira, que está nas bancas), Odair fez duras críticas a setores do governo do estado com atuação em Santarém, seu reduto eleitoral.

Primeiro, Odair mirou na Sespa por causa do não funcionamento do hospital regional: "Não concordo com essa situação que temos hoje. Quero que aja uma ação para colocar o hospital regional em funcionamento o mais rápido possível.

Depois, o governador em exercício desabafou:" Não aceito que mandem para cá ambulâncias velhas[para o Corpo de Bombeiros]. Não adianta vir com nada sucateado para cá que não dura mesmo e não resolve o problema", afirmou Odair ao saber que três viaturas dos Bombeiros estão na garagem por falta de peças.

“O Odair deveria ficar calado, para não dizer besteiras”

Do EspaçoAberto

Se a governadora Ana Júlia Carepa, diretamente de Londres, quiser saber mesmo o que anda fazendo o governador em exercício Odair Corrêa, pode muito consultar a deputada petista Regina Barata, que também preside a Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa do Estado.
Na sessão de terça-feira (29), Regina disse poucas e boas de Odair. A deputada não disfarçava a irritação após ler uma nota de jornal, dizendo que o governador em exercício atribui às mulheres que trabalham – e são em número cada vez maior as que trabalham – o aumento da criminalidade, uma vez que não ficam em casa para cuidar dos filhos.
Regina Barata soltou o verbo.“O Odair deveria era ficar calado para que, no seu próprio momento de imbecilidade, não saísse falando besteiras por aí, dizendo que o aumento da violência no Estado é culpa das mulheres terem saído de casa para trabalhar. Para isso ele é vice, para ser comandado por uma mulher. Ele tem mais é que ficar caladinho, fazer seu dever de casa e abrir a boca somente quando a governadora estiver viajando ou não puder, porque é ela - uma mulher - quem coordena este Estado”, disse a deputada.
Regina Barata. Este é o nome mais indicado para dizer por telefone, à governadora Ana Júlia Carepa, o que tem feito o governador em exercício, Odair Corrêa

Embratel com fibra ótica rompida entre Belém-Brasília

Este site não está sendo atualizado esta manhã porque os provedores de internet de Santarém estão sem funcionar devido a pane no serviço de fibra ótica oferecido pela Embratel.
Perdão, leitores!

Biocombustíveis não estão promovendo agricultura familiar, aponta relatório



Ana Sachs

O levantamento"O Brasil dos Agrocombustíveis: Impactos das Lavouras sobre a Terra, o Meio e a Sociedade - Soja e Mamona", feito pela ONG Repórter Brasil com base em pesquisas, entrevistas e viagens por 19 mil quilômetros de estradas nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará, Ceará, Bahia, Piauí e Maranhão, além do Paraguai, revelou que Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, criado em 2004, não está cumprindo seu principal objetivo, que é o de promover a agricultura familiar por meio da produção de soja para os biocombustíveis.
O relatório mostra estimativas do Ministério do Desenvolvimento Agrário para a área plantada de oleaginosas no início de 2008, apenas 15% do biodisel produzido no país virá de matérias-primas fornecidas por pequenos agricultores. Das 51 empresas produtoras de biodiesel no país, 28 possuem o Selo Combustível Social, fornecido aos que promovem a inclusão social no campo. O estudo também avaliou que o cultivo da mamona, eleita pelo governo federal um dos carros-chefe do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, não decolou. Há apenas 158,2 mil hectares estimados para a safra 2007/2008, o que representa menos de 1% da agricultura do país e apenas 1,7% de aumento com relação à safra 2006/2007.
As plantações de soja correpondem hoje a 45% da área cultivada no país na safra 2007/2008, com 21 milhões de hectares plantados. Essa produção deve aumentar nos próximos anos, puxada pela demanda por farelo de soja no mercado mundial para utilização como ração de animais e pela queda na produção dos Estados Unidos, até então o maior exportador do produto, que se volta para a produção de milho para a indústria do etanol.
(Fonte Uol - Noticias)

Bom Dia, Santarém.
Vista aérea da cidade às 6 horas da manhã de hoje.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Carlos Martins quer levar ensino médio para a comunidade do Tapará

A comunidade de Correio do Tapará, em Santarém, ainda não dispõe de escola de ensino médio, apesar da demanda de jovens no local e nas localidades arredores ser grande. A carência de ensino médio na área acaba dificultando a vida dos estudantes, que precisam se deslocar para a sede do município para estudar.
O líder do PT na Assembléia Legislativa, deputado Carlos Martins, está em negociação com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), visando a implantação de uma escola de ensino médio no Correio do Tapará, a fim de atender a comunidade local. Martins entende que a educação é dever da família e também do Estado, que deve dar todo incentivo e apoio, oferecendo o desenvolvimento para os jovens exercerem a cidadania, se qualificar para o mercado de trabalho e ser um agente de desenvolvimento de sua região.
Além de enviar ofício à Seduc, ontem, dia 28 de abril, o deputado conversou pessoalmente sobre o assunto com a secretária de Educação, Iracy Gallo, sobre a viabilidade de implantar o Ensino Médio Modular na comunidade do Tapará, que também poderá atender a população das localidades vizinhas, incluindo a comunidade no Plano Estadual de Educação.
"Como parlamentar e ex-vereador de Santarém, tenho acompanhado o plano de trabalho educacional de nossa região, no qual programas são fundamentados em uma nova filosofia de ação e são direcionados para o melhor atendimento das demandas existentes. Mas, apesar dos esforços do governo, ainda há carência do ensino médio em algumas localidades de Santarém que precisam ser atendidas para facilitar o acesso à educação", enfatiza Carlos Martins.

Um caso a ser pensado

Rosana Hermann

Asquerosa, pra um. Oportunista pra outro.
Boni acha que a mídia não pode carregar tanto nas tintas. Não faltam críticas pertinentes e embasadas aos excessos cometidos na cobertura do caso Isabella pela midia.
Mas não faltam também resultados mostrando o quanto a mídia cresceu em audiência com a cobertura incessante do crime.
Os telejornais, por exemplo, cresceram 46%,segundo a Folha.
O caso chamou mais atenção do que a CPI dos cartões corporativos.
E o que ele nos diz sobre nós, o público?
O que os peritos em comunicação podem concluir sobre a hipnose coletiva que o caso causou?
O que nos escraviza tanto, o que nos prende a tudo isso?
As pessoas dizem 'eu não aguento mais esse caso' mas continuam vendo.
Somos nós, as pessoas, o povo, o público, a audiência, que colocamos as coberturas em primeiro lugar de audiência mesmo quando não há nada para ser mostrado, em pleno domingo de manhã. Ancelmo Goes comenta texto de Clóvis Rossi, que acredita que seja o gosto pelo sangue.
Soninha acha que é o fascínio pelo horror.
Não sei a resposta.Mas há fortes indícios de que nós, a audiência, sejamos culpados ou ao menos, cúmplices, de todas as aberrações cometidas.
Se fizessemos uma reconstituição da cobertura da mídia no caso Isabella, compromvaríamos facilmente que muita gente, em busca de atenção, audiência e resultados, agiu de forma brutal, a ponto de ferir os princípios humanos, esganar o respeito, cortar as grades de proteção que nos separam do absurdo e, em minutos, atiraram a ética pela janela, que se estatelou no chão matando boa parte da nossa esperança.

De Euclides à internet: as verdades do jornalista

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e ariculista de O Estado do Tapajós


O momento mais importante da escola antiga era, para mim, o da leitura. Quando ouvia ou quando lia, minha reação era a mesma: saía do texto e ficava a errar pela memória. Ora tentava dar corpo ao que ouvia, ora recriava o que lia. Um dos maiores impactos foi a descrição do sertanejo, o forte, um elemento da natureza, em contraste com a neurastenia das cidades. Foi no Grupo Escolar Camilo Salgado, onde minha tia era diretora. Perguntei à professora sobre o livro do qual fora extraído aquele trecho para a leitura do dia. “Os Sertões”, ela informou, não sem aconselhar: não leia “A Terra” nem “O Homem”; vá direto à “Luta”, o capítulo que tem ação e é interessante.
Mas comecei pelo começo e continuei na seqüência estabelecida pelo autor, Euclides da Cunha, até o fim, deslumbrado. “A Terra” é a mais encantadora descrição geográfica que já li até hoje. Como engenheiro, ele sabia, tecnicamente, do que falava quando citava rochas e demais acidentes naturais. Como artista, recriava a paisagem com uma narrativa cheia de símbolos, de imagens, de inventiva pessoal. A plasticidade é tal na abertura de “Os Sertões” que precisei voltar várias vezes nos anos seguintes. Primeiro, para apreciar o som das palavras. Em seguida, para captar o que elas queriam dizer, seu significado. E, por fim, usando-as como roteiro para uma consulta à cartografia. A geografia adquiriu aquele componente mágico tão acuradamente observado por um grande leitor de literatura, o nosso Eidorfe Moreira (filósofo da geografia ou geógrafo da filosofia, hein, Benedito Nunes?).
Essa paragem já remota da minha vida veio-me fresca ao ler a entrevista do jornalista Marcos Sá Corrêa à última edição da revista História. Ele recomenda a criação de uma cadeira chamada Euclides da Cunha em toda faculdade de comunicação. Nela, os futuros jornalistas aprenderiam o que é ética, o que é revelar o mundo real, como Euclides fez, desvendando o interior do Brasil para as sanguessugas litorâneas que dominam o país e lhe impõem sua visão da nação. Mas também aprenderiam a não escrever como Euclides, que “escrevia de uma maneira chatíssima”. Repetindo a professora do primário, Marcos pontifica, hiperbólico: “Os Sertões começa chato, é preciso passar por aquela maçaroca inicial, mas quando você chega na guerra, o texto começa até a ficar melhor”.
Até entendo o que o filho de Vilas-Boas Corrêa (meu colega de Estadão) quis dizer, mas sua boa intenção pode resultar numa tragédia. É preciso assinalar logo uma verdade secular: Os Sertões não é jornalismo, é literatura. Claro que revelou muitas verdades, desmistificou muitas asneiras, é o melhor relato da guerra de Antônio Conselheiro e seus jagunços por quem a viu. Desde então, porém, muito melhor jornalismo e historiografia sobre o tema foi produzido, em alguns aspectos cobrindo Os Sertões de cinzas. Mas esse ainda é – e o será cada vez mais – o grande épico brasileiro, à altura de criações equivalentes, como Guerra e Paz, de Tolstói.
Euclides não criou uma nova língua para se aproximar das Geraes, como fez Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. Ele simplesmente aproximou velhos dicionários da terra e dos homens, refazendo sua história, de uma forma appassionata, com sua imaginação febril, profética, trágica. A grande obra é o seu criador, que nela se contém e a contém. É provável que o conselho de Marcos não sirva de cautela aos jornalistas, permitindo-lhes aprender no livro o que devem aprender. Mas certamente desviará muito leitor do prazer fecundo da leitura de Os Sertões, que deve começar pela descrição da terra, por ser inigualável.
Às vezes os jornalistas, pagando prêmio à originalidade, cometem o pecado de serem categóricos demais, de darem um salto que excede as próprias pernas. Na mesma entrevista, Marcos proclama, como se tivesse à mão as tábuas da lei: “Todos os jornais em papel vão morrer nos próximos vinte anos no máximo, e já vão tarde”. A internet já os está sepultando. O dobre de finados soou para eles.
Talvez até venha a ser verdade. Mas ao final da leitura das 675 páginas de Os Melhores Jornais do Mundo, livro (em papel) de Matías M. Molina, fica-se, no mínimo, na dúvida, elemento mais propício às descobertas do que a certeza com data certa, como a de Marcos. Depois do mais completo levantamento já publicado em língua portuguesa sobre os mais influentes jornais do mundo, Molina observa a longevidade dessas publicações: “Dois deles foram fundados no século XVIII, onze no século XIX e apenas quatro no século XX – embora três deles tenham sido herdeiros diretos de diários muito antigos”.
Alguns dos melhores jornais estão em crise e é provável que mudem de donos ou mesmo desapareçam, mas não todos e nem essa forma de divulgação de informações, se a busca de qualidade continuar a ser a sua principal diretriz, para se fazer ouvir e influir, sendo aquele tipo de bom jornal caracterizado por Arthur Miller: “a nação falando para si mesma”. E com um toque de grandeza que se realiza pela capacidade “de ter uma visão crítica a respeito de si mesmo”.
Utopia? Quimera? Molina cita um exemplo que impressiona: a revista inglesa The Economist dobrou sua tiragem em 13 anos: passou de 500 mil exemplares em 1993 para um milhão de cópias em 2006. Quem já teve a oportunidade de ler a volumosa publicação dispensará epitáfios tão categóricos quanto o de Marcos. Seu perfil, ao contrário do de Euclides, não combina com o figurino de profeta.

A história se repete!

Olavo Neves

Invariavelmente, todos os anos a sociedade se mobiliza, reúne com políticos e instituições, clama por atenção especial para a BR-163, e da mesma forma, invariavelmente, a história é a mesma: Isolamento, desolação e atoleiros. Até quando?
É impressionante como a falta de planejamento aliado a má vontade política, mais uma vez instala o caos nas rodovias de nossa região, e o pior trecho também já conhecemos: SANTARÉM-RURÓPOLIS.
Em recente reunião com o comando do 8o. Batalhão de Engenharia e Construção, responsável pela manutenção do pior trecho de nossa rodovia, novamente se ratifica aquilo que ano após ano regularmente ocorre, recursos escassos liberados em pleno inverno amazônico, onde o que deveria ser utilizado no verão para manutenção da BR-163 com vistas à prevenção do inverno amazônico, acaba sendo gasto nos famosos pontos críticos, que, aliás, já são conhecidos de todos, pois ali a chuva comumente faz seus estragos.
Chega de conversa! Chega de enganação! Trafegabilidade é o mínimo que exigimos para a BR-163, pois se trata de um direito basilar do cidadão, o direito de ir e vir.
Graças a Deus estamos chegando ao final de mais um inverno amazônico (sobrevivemos!) e com a chegada da nova estação vem a aflição da liberação de recursos que garantirão a manutenção da trafegabilidade desta rodovia tão importante para nossa região.
Esperamos que neste verão a história seja diferente, e que prevaleça o bom senso dos políticos e instituições que detém em seu poder a grande sapiência de liberar os recursos suficientes e em tempo hábil.
Asfalto? Prefiro nem comentar!

* Olavo das Neves é presidente da ACES

Marina Silva e Sigmar Gabriel visitam resex Tapajós-Arapiuns

A Prefeita Maria do Carmo recepcionou, há pouco, no Aeroporto de Santarém o ministro do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha, Sigmar Gabriel, que cumprirá agenda oficial em Santarém hoje e amanhã, quarta-feira.
Do aeroporto, a comitiva de Sigmar Gabriel segue para Alter do Chão.
Às 18h00, no Hotel Beloalter, acontece um encontro no qual serão iniciados contatos para iniciativas de cooperação bilateral, oportunidade em que serão priorizados temas como biodiversidade, desmatamento e biocombustíveis.
Às 19 horas quem chega a Santarém é a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que acompanha a comitiva do ministro alemão na visita de campo que ele fará amanhã.
Logo depois, os ministros do meio ambiente dos dois países se reunirão, em jantar oferecido pela Prefeitura, no Buffet Coma Bem, às 20 horas.
Visitas - Amanhã, a partir das 07h00, em visita à Floresta Nacional do Tapajós, os representantes dos governos brasileiro e alemão serão recebidos pelos comunitários de Maguari. A comitiva almoça na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns.
À tarde está prevista uma visita à Comunidade Suruacá. Em seguida, a comitiva volta a Alter do Chão, onde, à noite, reúne com membros de Organizações Não-Governamentais que lutam em favor da preservação da Amazônia.
Na manhã do dia primeiro de maio, a comitiva segue para cumprir agenda em Belém.
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Atualizada às 17h50:
A ministra Marina Silva cancelou sua visita a Santarém.

Mário Couto apresenta emendas ao Orçamento para Santarém

Atendendo a uma solicitação do deputado estadual Alexandre Von (PSDB-PA), o senador Mário Couto (PSDB-PA) apresentou emendas ao Orçamento da União beneficiando o Bairro de Jaderlândia e a Vila de Mojui dos Campos, no município de Santarém
Estão previstos a construção de uma quadra poliesportiva coberta no Bairro de Jaderlândia, município de Santarém, no valor de R$ 220 mil e a construção de um microssistema de abastecimento de água no Bairro de Vila Nova, na Vila de Mojui dos Campos, no município de Santarém, no valor de R$ 200.000,00.
Segundo informações prestadas pelo deputado Alexandre Von, a Prefeitura de Santarém, através da Secretaria Municipal de Governo, já está devidamente informada da disponibilidade dos recursos orçamentários acima descritos, bem como das providências a serem agilizadas junto à Secretaria de Planejamento e Orçamento do Estado do Pará, uma vez que os convênios para a viabilização dos recursos serão originados do Governo do Estado do Pará.

OAB busca soluções para reduzir a violência

Do Espaço Aberto

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Pará lança nesta terça a campanha Brasil Contra a Violência. O lançamento será simultâneo entre as 27 seccionais da OAB em todo o país.
A campanha prevê a realização de conferências em todas as seccionais da OAB durante o mês de julho, assim como no Conselho Federal no mês de setembro. Com a iniciativa, a Ordem pretende buscar soluções para a violência e a criminalidade, bem como para a propagação de uma cultura de paz no Brasil.
As conferências serão ministradas por especialistas de diversas universidades do país, propondo ações práticas e objetivas que resultem na segurança e na melhoria de vida dos cidadãos brasileiros, atacando os males que, além da violência e da criminalidade, propiciam as desigualdades, as exclusões e os conflitos sociais.

Socorrooooooooooooooooooooooo!

Posto de saúde da comunidade do Cipoal, no planalto santareno está sem funcionar há dois meses.
Equanto isso, a prefeita Maria do Carmo diz que a saúde no município vai as mil maravilhas.

Babel

Sem que os digentes do São Raimundo tenham sido avisados previamente, a Federação Paraense de Futebol já teria remarcado o jogo São Raimundo x Tuna de sábado para quinta-feira, dia 1º de maio, às quatro da tarde, no Barbalhão.

Juiz some do TJE

Fora da magistratura, o juiz Alan Rodrigo Campos Meireles, que apareceu em grampo telefônico judicialmente autorizado à polícia por suspeita de ligação com a quadrilha de justiceiros presa pela Operação Navalha na Carne, continua sem ser visto no TJE.
Sem inquérito ou denúncia pela Navalha na Carne, Meireles responde a processo que corre na Corregedoria das Comarcas do Interior por “bronca” na Comarca de Almeirim.
(Repórter Diário)

Prefeita de Santarém defende conciliação entre PT e PMDB

Espaço Aberto*

* Maria do Carmo (PT) diz que PMDB é “estratégico”
* Quadro eleitoral em Belém tem reflexos no interior
* “Candidatura do Mário Cardoso também é legítima”
* Prioridade é reforçar aliança com PMDB em Santarém

A prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins Lima (PT), considera que ainda há tempo para que PT e PMDB, representados por suas principais lideranças e pelos pré-candidatos até aqui conhecidos, sentem-se à mesma e procurem conciliar interesses para que possam caminhar unidos, em Belém, nas eleições municipais de outubro.
“Na minha opinião, é indiscutível que o PT e o PMDB devem conversar sobre as composições políticas em Belém, porque a eleição na Capital pode, sim, ter reflexos políticos em todo o interior e também”, diz a prefeita, com a autoridade de petista que administra um município de 174 mil eleitores, o terceiro maior colégio eleitoral do Estado, depois de Belém e Ananindeua.
O Espaço Aberto conversou com Maria do Carmo, por telefone, no último final de semana. Bastaram cerca de 15 minutos para que a prefeita expusesse com clareza – e franqueza – suas opiniões sobre uma conjuntura eleitoral que mudou de curso nas duas últimas semanas.
Os ventos que, segundo se imaginava, até então sopravam na direção de uma aliança entre PMDB e PT em Belém, mudaram bastante desde a ocorrência de quatro eventos que se sucederam rapidamente.
Primeiro, foi a decisão da deputada estadual Regina Barata, que surpreendeu muita gente ao formalizar perante seu partido, o PT, sua desistência de manter-se pré-candidata e disputar as prévias com seu companheiro, o professor e ex-secretário de Educação Mário Cardoso.
Segundo, a entrevista que Mário Cardoso concedeu ao Espaço Aberto, na qual considerou mentirosas as informações divulgadas amplamente – inclusive por outdoors que naquela altura estavam fixados em vários pontos de Belém – pelo pré-candidato do PMDB a prefeito de Belém, o ex-deputado José Priante, de que era o preferido o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sucessão de Duciomar Costa. Além das críticas, Mário Cardoso disse que Priante, a bem da transparência, deveria informar de onde vem o dinheiro que lhe tem permitido promover-se nesta fase pré-eleitoral.
Terceiro, a oficialização, pelo Diretório Municipal do PT, do nome de Mário Cardoso como o pré-candidato a prefeito de Belém e do início efetivo dos debates distritais, reveladores de que a decisão da legenda em sair com candidato próprio não é figuração, segundo reforçou ao blog o vereador e presidente do partido em Belém, Adalberto Aguiar.
E quarto, o anúncio do deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, de que, diante das críticas e acusações de Mário Cardoso e da deliberação do PT de Belém em lançar Mário Cardoso, o ex-deputado José Priante será o candidato peemedebista a prefeito da Capital. E mais: que, ao contrário do que pretende, o PT não merecerá do PMDB nenhum tratamento preferencial em relação a eventuais alianças para o segundo turno.

“O PMDB é importantíssimo, é estratégico”
Foi considerando todo esse quadro que Maria do Carmo – que no PT compõe a mesma tendência que o próprio Mário Cardoso e o deputado federal Paulo Rocha – expôs ao blog sua avaliação sobre o presente e o futuro próximo das negociações sobre alianças que precedem o pleito de outubro.
A prefeita considera que o PT precisa reconhecer o papel do PMDB nas eleições de 2006. “Não há como minimizar a importância da aliança que nós, do PT, fizemos com o PMDB. A participação do ex-deputado José Priante foi de fato importantíssima, tanto para a vitória da candidata Ana Júlia ao governo do Estado como do próprio presidente Lula. E o PMDB é importantíssimo, é estratégico, tem importância central não apenas na eleição em Belém, mas em Santarém”, diz Maria.
Ela não considera que seja obstáculo o fato de que tanto o PT como o PMDB em Belém já terem definido os nomes de Mário Cardoso e José Priante, respectivamente, como pré-candidatos à prefeitura. “Não vejo isso como impedimento, porque nós precisamos pensar nesse assunto estrategicamente, sem predisposições pessoais. Devemos pensar partidariamente”, pondera Maria do Carmo.
A prefeita de Santarém avalia muito mais como a expressão de “posições pessoais” os juízos e as avaliações formulados pelo professor e ex-deputado Mário Cardoso na entrevista que deu ao Espaço Aberto. “O Mário é um grande companheiro. É um companheiro dos mais valorosos. E acho também que é absolutamente legítima a pretensão do nosso partido em Belém de ter uma candidatura própria. Da mesma forma, é legítimo que o PMDB almeje apresentar candidatura própria. Mas a conjuntura, analisada de uma forma bem mais ampla, demonstra que precisamos deixar de lado questões pessoais e avaliarmos o que é melhor para nós, em proveito de projetos políticos mais abrangentes”, diz Maria do Carmo.
Ela só identifica um ponto positivo no fato de PT e PMDB caminharem separados em Belém. “Se cada partido realmente sair com candidatura própria, é claro que aumentam as chances de um deles pelo menos passar para o segundo turno. Em outra hipótese, se os dois partidos se unissem, o destino deles seria um só: se ganhassem, tudo bem; mas se perdessem, também perderiam juntos”, especula a prefeitura.
Nesse contexto, ela até admite que PT e PMDB pudessem apresentar candidaturas próprias – e separadas, portanto – às eleições de outubro, desde que isso obedecesse a uma orientação estratégica, conjunta, afinada entre as duas agremiações, para conquistarem a Prefeitura de Belém. Mas no ritmo em que avança a carruagem, puxada por PT e PMDB querendo tomar diferentes, Maria do Carmo considera que os caminhos a serem percorridos dessa forma podem não ser favoráveis tanto a petistas como a peemedebistas em Belém, com reflexos no interior do Estado.

Aliança ampliada em Santarém

Maria do Carmo enfatizou que ao contrário de Belém, onde arranhões e confrontos parecem ter abalado irremediavelmente a convivência entre PT e PMDB, em Santarém a convivência entre os dois partidos mantém-se – conforme assegura – tão cristalinas como as águas do Rio Tapajós que banham a cidade.
“Nossa prioridade aqui em Santarém é reforçar a aliança com o PMDB. Temos tido um ótimo relacionamento com o PMDB, através do deputado Antônio Rocha, que não tem nos faltado com seu apoio. O PDT e o PSB também têm nos ajudado bastante a consolidar uma aliança que garanta a nossa reeleição”, afirma a prefeita, que em 2004 chegou ao governo municipal com 60,3 mil votos, 45,1% da votação válida naquele pleito.
Aos partidos que se aliaram ao PT em Santarém nas eleições de 2004 – PDT, PSB, PPS e PCdoB -, Maria do Carmo diz que tem se empenhado em ampliar o arco de apoios para incluir não apenas o PMDB, mas o Partido Republicano (PR), do ex-deputado Anivaldo Vale, o PSC, o PMN e o PP, além do PTB.
Justamente o PTB, que em Belém é encarnado pelo prefeito Duciomar Costa e já foi mencionado pelo presidente municipal do PT em Belém, vereador Adalberto Aguiar, como um dos três partidos com os quais os petistas não admitem qualquer negociação visando alianças. Os outros dois são o PSDB e o DEM.
Maria do Carmo considera que uma aliança como a que pretende formar poderá garantir melhores condições e melhor respaldo eleitoral para lhe garantir mais quatro anos de mandato à frente da Prefeitura de Santarém.

Veeador acusa chefe de gabinete de Odair Corrêa de promover tumulto em congresso do PSB

O vereador Reginaldo Campos, em discurso na Cãmara, agradeceu a participação maciça de filiados do Partido Socialista Brasileiro no Congresso Municipal que aconteceu no último domingo (27), no plenário da Câmara Municipal.
Segundo o vereador, mais de 500 filiados compareceram ao evento em Santarém, número superior ao congresso realizado em Belém, que foi de apenas 337.
Reginaldo denunciou a interferência do chefe de gabinete do vice-governador, Mauro Marques, que veio de Belém, tentar tumultuar o nosso processo democrático, mas não conseguiu.
" Os números finais demonstraram a magnitude dos nossos filiados, ganhamos com 488 votos, a outra chapa [apoiada por Odair Corrêa]obteve apenas 15 votos, festejou o vereador.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Líderes patronais se unem contra o governo e os entraves que emperram o Pará

ADRIANA NICACIO
Isto É Dinheiro

Há algo de preocupante no Pará. O setor produtivo do segundo maior Estado em área do País, um dos mais ricos em recursos naturais, está atormentado e resolveu se levantar contra a governadora Ana Júlia Carepa e os órgãos ambientais. Apenas nos dois primeiros meses do ano, a indústria da madeira perdeu 656 empregos com carteira assinada. A indústria de transformação registrou saldo negativo de 677 demissões, a construção civil e a agropecuária também tiveram queda nos empregos formais nesse período. O setor de alimentos e bebidas manteve a tendência e, nos últimos 12 meses, a indústria cresceu apenas 2,8%, colocando o Pará em 11º lugar entre as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE. Isso dá uma idéia do humor dos empresários e trabalhadores paraenses. E faz parte dos motivos que levaram 94 entidades de classe a se unir no movimento "Alerta Pará".
"Queremos atrair investidores, mas há uma resistência grande", disse José Conrado Santos, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará. "Nos últimos meses, perdemos fábricas de leite em pó, de móveis, de calçados e de aproveitamento de resíduos de madeira."
Os empresários reclamam da ausência de incentivos fiscais. Ana Júlia assumiu o governo sem concessões e assim o manteve. Segundo Conrado, empresas como Vale e Alcoa têm projetos minerais de US$ 20 bilhões, mas o Estado perde a oportunidade de novos negócios que essa expansão atrairia, por falta de incentivos.
O presidente da Federação do Comércio, Carlos Tonini, diz que no setor atacadista, por exemplo, os comerciantes paraenses são obrigados a pagar 17% de ICMS pela mesma mercadoria que os vizinhos Maranhão e Tocantins cobram 1%. "Não tenho preço para competir com eles", desabafa. A governadora, contudo, alega que os incentivos não distribuíam renda e que muitas empresas perderam o benefício por comprar produtos de mão-deobra escrava. "Criamos o Fundo de Desenvolvimento Sustentável, que tramita na Assembléia", disse Ana Júlia, por meio de nota oficial.

ANA JÚLIA CAREPA: sem uma política de incentivos, a governadora é alvo de críticas generalizadas

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária, Carlos Xavier, diz que o agronegócio é o setor mais ameaçado. No momento, há 200 fazendas invadidas e 49 pedidos de reintegração de posse que o Executivo não cumpre. "É a banalização do crime", reclama. Os agropecuaristas denunciam lentidão na liberação de planos de manejo, demora na concessão de licenças ambientais - há mais de seis mil processos parados - e ainda no plano de macrozoneamento ecológicoeconômico, que não foi implementado. Por falta dessa regulamentação, há 20 milhões de hectares de áreas degradadas que não podem ser usadas.
"A Secretaria de Meio Ambiente licenciou três milhões de metros cúbicos em 2007", responde a governadora. Mas os empresários mantêm a lista de insatisfações e acrescentam a falta de segurança. No mesmo Estado em que mulheres ficam presas com homens, o bispo dom José Luiz Azcona, da ilha de Marajó, está ameaçado de morte por denunciar o narcotráfico e a prostituição infantil.

Titulação coletiva em área de várzea mantém polêmica

ALESANDRA BRANCHES
REPÓRTER


Há cerca de um ano o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) havia anunciado que a Colônia de Pescadores Z -20 ficaria responsável pelo controle de assentamentos coletivos que seriam criados nas áreas de várzea. Atualmente o Incra descarta esta possibilidade, mas está elaborando projetos de utilização coletiva das áreas e aponta vantagens, mas o Sindicato Rural de Santarém (SIRSAN) continua discordando da idéia e quer uma reunião com o superintendente Luciano Brunet para discutir o caso.
De acordo com o assessor de comunicação do Incra, Luís Gustavo, a superintendência regional do Incra em Santarém está elaborando, juntamente com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), planos de utilização e projetos básicos, para licenciamento ambiental de 15 projetos agroextrativistas. Os projetos e planos de utilização prevêem o mapeamento e o uso das áreas da várzea na região oeste, incluindo Santarém. O convênio assinado entre o Incra e o Ipam tem validade até dezembro do ano que vem. O valor total de investimentos nos projetos será de R$ 2.280.441,20, deste valor R$ 228.045,20 serão pagos pelo IPAM.
Ainda está em discussão de quem será a responsabilidade pelo controle dos assentamentos, mas de acordo com o Incra, não existe a possibilidade de que a Colônia de Pescadores tenha esta responsabilidade. A entidade, assim como outras tiveram e ainda têm espaço para contribuir com as decisões tomadas em relação ao uso da várzea. De acordo com Luís Gustavo, desde o anúncio da criação dos projetos, diversas reuniões foram realizadas nas comunidades com o intuito de esclarecer e encaminhar a implantação destes assentamentos.
Como benefícios dos assentamentos coletivos o Incra destaca que a criação de assentamentos e a concessão real de uso coletivo permite que as famílias varzeiras tenham acesso a créditos que a titulação individual não prevê. “O interesse do Incra é adequar as atividades das comunidades à capacidade ecológica da várzea” destacou o assessor.
Quanto aos créditos, apenas os assentados recebem, o Apoio Inicial e Fomento, cada um no valor de R$ 2.400 por família que é para a aquisição de bens de primeira necessidade e o incremento de atividades produtivas. Para a compra de material de construção são destinados até R$ 7 mil por família. De acordo com o assessor, o título individual, gera encargos que algumas famílias não teriam condições de assumir.
Apesar das explicações Adinor Batista, presidente do Sirsan ainda quer uma reunião com o superintendente do Incra, Luciano Brunet, para discutir a questão do uso da várzea. “Uma reunião ainda não foi confirmada, queremos falar com este novo superintendente e dar o nosso parecer sobre o assunto, levantando os problemas das pessoas que vivem na várzea” destacou Batista.
De acordo com o presidente, a várzea santarena possui comunidades instaladas há mais de 100 anos e ele acredita que os direitos destas comunidades devem ser preservados. Batista afirma que alguns produtores estão recebendo ameaças de perder o direito de viver e usufruir do território das várzeas, por não se enquadrarem no perfil de pequenos produtores. Quanto aos assentamentos o presidente foi taxativo em afirmar que várzea não é lugar para tal. “Não tem condições de fazer assentamento em várzea, nesta época, por exemplo, a mesma está completamente embaixo d’água, não adianta encher de gente para ficar em cima de marombas. Acredita que a várzea deve ser utilizada na sua época que é de seca e ser preservada em sua totalidade quando o rio está cheio” relatou Adinor.

Cronistas esportivos dão vexame

Lamentável, para não usar outra qualificação, a atitude destemperada da maioria dos cronistas esportivos e apresentadores de programas policiais ao criticar o árbitro auxiliar Jailton do Vale pela anulação do gol do São Raimundo contra o Remo, ontem, no Barbalhão, quando o Pantera foi derrotado por 1 x0.
O argumento usado por esses boquirrotos é que o bandeirinha, que é santareno, teria de deixar passar essa irregularidade - afinal, o gol foi feito em completo impedimento de dois atacantes do São Raimundo - porque no entendimento desses maus profissionais, se fato idêntico a esse tivesse acontecido contra o São Raimundo em outra cidade esse impedimento não seria marcado por um árbitro prata da casa.
Trocando em miúdos: Jaílton teria que ser desonesto porque presumivelmente outro colega seu o seria.
Correta a atitude do bandeirinha.
Lamentável a verborragia de certos locutores de Santarém.
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P.S: Na transmissão da Rádio Rural o narrador Oti Samtos afirmou que o gol foi ilegal e mereceu ser anulado.

Memória de Santarém - por Lúcio Flávio Pinto


Ontem como hoje(1959)

A Comissão de Serviços à Comunidade do Rotary Clube de Santarém fez, em setembro de 1959, pela imprensa, um apelo que é um retrato da cidade nessa época. Em linguagem contida e com muito tato, era uma crítica às autoridades e uma censura aos hábitos da população, especialmente à sua inércia. Também um diagnóstico da perda de qualidade da cidade e da existência de problemas, que, sob outras formas e intensidade, persistem até hoje.
Dizia o apelo:
Dentro de um clima de respeito, devemos confessar que Santarém ainda precisa de mais reajustamento de suas necessidades.Sem o menor respeito à comunidade, o leite, principal alimento das crianças, é vendido com bastante água por alguns elementos alheios ao senso de responsabilidade.
O pão, alimento sagrado, indispensável à mesa do pobre e do rico; infelizmente, agora, estamos adquirindo manufaturado de véspera e até mesmo de dois dias. Não se compreende que outras cidades muito mais atrasadas que Santarém, tenham o pão fresco e saboroso pela manhã.
Oxalá os proprietários de padarias, pessoas esclarecidas, procurem contornar essa lamentável situação, oferecendo à população pão fresco e bom, como outrora.
A nossa sala de visitas, o coração da cidade, está com suas calçadas superlotadas de vendedores ambulantes e caixas de engraxates, que obstruem o livre trânsito das vias públicas.
Seria oportuno que as autoridades competentes tomassem mediante atitude para regularizar o que nos parece tão fácil, Para isso, a Comissão de Serviços à Comunidade do Rotary Club de Santarém está à disposição para colaborar no sentido de melhor servir.
Resposta
A Associação Profissional dos Trabalhadores nas Indústrias de Panificação deu o troco. Em nota oficial, assinada pelo presidente, João Roberto Pimentel, procurou justificar a situação. Alegou que a fabricação do pão durante o dia decorria da impossibilidade de os proprietários das padarias manterem duas turmas de trabalho, "o que implicaria no aumento do produto". Explicaram ainda que o tempo normal de fermentação do pão exigiria trabalho noturno para poder oferecê-lo pela manhã, "o que implicaria no aumento do salário", com o acréscimo de 20% sobre o valor da jornada diurna.
Essas alternativas eram inviáveis porque a associação não concordava "em abrir mão de qualquer direito de seus associados, assegurado em lei. Lamentava "não poder tomar qualquer medida contrária ao atual processo de fabricação do pão, que decorre da razão direta da angústia que atravessa as indústrias e o comércio, face a restrição do crédito". Mesmo que pudesse, porém, "somente tomaria qualquer atitude se não viesse a onerar ainda mais o produto. Que se tornaria então proibitivo para a classe pobre, pois o direito de comer pão não pertence a classes privilegiadas, mas ao povo sem qualquer distinção".
Apesar de todas as ressalvas, logo depois a Padaria Vitória começou a vender de novo o pão fresco.
Carne
Apesar de não ter tido as respostas esperadas, a comissão prosseguiu na sua campanha comunitária. O passo seguinte foi um "veemente apelo" ao prefeito, que já era Ubaldo Corrêa, "para que tome medidas enérgicas contra o conhecido abuso à nossa pacífica comunidade de alguns gananciosos açougueiros que, além de venderem a carne por preço que bem entendem, ainda primam pela inexatidão das pesadas". Os rotarianos da comissão deixavam de sugerir as medidas a serem tomadas por estarem bem certos de que o prefeito "bem as conhece e saberá pôr em prática o zelo que tem pelos seus munícipies".

Fadesp divulga gabarito de concurso para técnico da Seduc

A Fundação de Amparo ao Desenvolvimento da Pesquisa já colocou no site o gabarito preliminar (aqui) da prova do concurso para técnico em educação da Seduc aplicada no domingo (27).
O concurso foi anulado em fevereiro passado, depois da constatação de que um envelope de provas lacrado apresentava fissura na parte lateral.

Pai de Helenilson Pontes perde R$ 100 mil em assalto

Dois homens armados invadiram no final da manhã de hoje o escritório do empresário Francisco Pontes, localizado em um posto de gasolina, e levaram cerca de R4 100 mil.
O empresário, pai do advogado Helenilson Pontes, não esboçou qualquer reação.
Chama atenção o fato de Chico Pontes, como é conhecido, dispor de quantia tão alta em dinheiro em plena manhã de segunda-feira, quando o movimento no final de semana nos postos de combustíveis é considerado fraco.

PMDB e PT se confrontam nos escalões médios e inferiores

Do Espaço Aberto

Voltou a ficar quente – aliás, quentíssimo – o clima entre peemedebistas e petistas que se aboletam nos escalões médios e inferiores do governo do Estado.O PMDB reclama que o fluxo de decisões em algumas secretarias tem sido seriamente afetado porque as ordens que partem de cima não se efetivam nos andares debaixo.
De outro lado, os petistas estão insatisfeitos porque acham que há muitas funções DAS que bem poderiam estar sendo ocupadas por gente filiada ao PT. Se não estão, é porque existem filiados, indicados e apadrinhados do PMDB ocupando os lugares.
A governadora Ana Júlia já sabe das faíscas. Não apenas sabe, como já sentiu o efeito das faíscas. Resta saber o que fará quando voltar de seu roteiro europeu que incluirá Londres e Paris. Pelo que oferecerem as duas belas capitais européias - sobretudo a segunda -, a governadora deverá voltar com a cabeça frigidíssima.
E ela precisa mesmo disso. Porque há procelas à vista. E procelas temperadas com ingredientes pré-eleitorais, vocês sabem, são bem mais pesadas.

Falta de fiscalização em lan houses deixa menores à vontade


Gisele de Freitas
Repórter


Os menores de idade continuam proibidos de freqüentar lan houses após a meia noite, como determina uma portaria do juizado da infância editada em 2003. O Juizado de Menores, juntamente com o Conselho Tutelar e a Polícia realizou várias fiscalizações em lan houses e outros estabelecimentos da cidade em anos anteriores, mas neste ano, apenas denúncias estão sendo atendidas, pois a viatura utilizada apresentou problemas mecânicos. De acordo com a juíza da Infância e Adolescência, Mônica Maciel, as denúncias estão sendo atendidas através do carro do fórum, que é liberado para atender estes casos.
Segundo a juíza, a Portaria continua vigorando e enquanto o carro não é liberado as denúncias continuam sendo atendidas em outro veículo. Além da fiscalização noturna, a juíza destaca que os agentes também irão aos locais durante o dia, para inspecionar se os jovens não estão deixando de ir à escola para ficarem em lan houses jogando. "A Portaria está vigorando, estamos atendendo às denúncias e assim que estivermos com a viatura voltaremos a fazer as fiscalizações noturnas e até diurnas" assegurou Mônica.
Para a conselheira tutelar Antonia Padilha Moraes, a maior responsabilidade deve ser dos pais, mas os órgãos públicos e os proprietários deste tipo de estabelecimento também devem tomar atitudes para que a lei seja cumprida. "Quando uma criança ou adolescente fica a noite toda na rua ela prejudica a sua de saúde e não tem nem ânimo de ir à escola no outro dia. A maior responsabilidade é dos pais, que devem impor limite aos filhos, ainda que para alguns seja melhor que os filhos saiam para não ficarem em casa incomodando" destacou Antonia.
A conselheira ainda assegurou que os donos dos estabelecimentos devem tirar os adolescentes do local quando o horário encerrar, para ela, alguns visam apenas o lucro e permitem que os jovens fiquem, estes, podem inclusive ser punidos na forma da lei. A portaria está em vigor desde 2003 e já foi atualizada algumas vezes. Ela estipula que menores de 16 anos podem permanecer em lan houses até a meia noite acompanhados ou não dos pais, para quem tem 17 anos e está acompanhado pelo responsável não há horário limite.

Portal 2008 - José Olivar

Há precedentes do TSE e do STF que tornam elegíveis quem for condenado em Ação Civil Pública por ato de improbidade se este não teve objetivo eleitorais, mesmo com sentença transitada em julgado. * O encontro realizado no auditório da sede da OAB local, para reinstalação do Comitê Anti-corrupção Eleitoral, iniciativa da Ordem em parceria com a Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Santarém, foi bastante concorrido, contando inclusive com a presença dos Juizes Drs. Silvio César (83ª Zona Eleitoral) e Gabriel Veloso (20ª Zona, a partir de 1/5/08). Na oportunidade tracei alguns comentários sobre os aspectos legais da moralidade no processo eleitoral. * Espera-se que o novo Superintendente Regional de Polícia Civil, Del. Jardel Filho, implante uma política de inteligência policial para diminuir a circulação de drogas e onda de assaltos na cidade. * As chuvas que caem em Santarém danificam as ruas e avenidas e tornam intransitáveis as estradas da colônia, até porque, elas nunca receberam melhorias da SEMAB. * Aproximam-se as eleições e já começam a usar de baixarias e expedientes rasteiros, até mesmo o aforamento de ações em duas esferas de jurisdição, tentando fazer com que o acusado responda duas vezes pelo mesmo fato, criando uma situação de repercussão política. * A Des. Albanira Bemerguy participou nesta semana de solenidades de posses dos Presidentes do STF e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em Brasília, passando a Presidência do TJE ao Des. Rômulo Nunes, Vice Presidente. * Comenta-se, nos meios políticos, que uma boa escolha para ser candidato a Vice Prefeito seria a do vereador José Maria Tapajós, pelas bases políticas que possui e pela sua postura de equilíbrio. * O poder é passageiro, e as benesses que ele propicia são como nuvens no deserto, as chuvas que elas produzem amenizam o clima por pouco tempo, logo depois volta o calor escaldante. Não esqueçam disto! * No mês de maio estarão em Santarém o Des. Ricardo Nunes e o Procurador Geral de Justiça para palestras abordando a problemática do processo eleitoral, iniciativa da Subseção da OAB e de outras entidades. * A Comissão de Advogados que cuida do intercâmbio entre advogados santarenos e de Santarém de Portugal, projeta para outubro vindouro a vinda de uma delegação daquele País à nossa cidade, havendo a possibilidade de que uma delegação saindo de Santarém, visite a homônima cidade no ano de 2009, num processo de interação cultural e jurídica. * Há uma revolta geral dos candidatos ao concurso de Juiz Substituto do Estado do Pará, em razão da forma de como foram elaboradas as provas e dos critérios de correção. Alegam os irresignados, que a instituição encarregada de realizar o concurso vem reprovando maciçamente para ter a chance de realizar novo certame com novas inscrições, pagamento de taxas etc., já que nos três últimos anos a média de aprovação no Pará foi de apenas 5%, enquanto noutros Estados esta média sobre muito. Dizem até que vão recorrer ao Conselho Nacional de Justiça. * No mês de maio estarei em Fortaleza tratando de assuntos pessoais, por isso a coluna não será editada neste período. *O Partido Verde (PV), realiza encontro regional hoje, com seus filiados, onde tratarão de assuntos ligados à ideologia do partido. * A OAB, Subseção de Santarém, com certeza indicará representantes para acompanhar a correição ordinária na Vara Federal, a ser realizada em maio, sob a responsabilidade do novo Corregedor Geral, Des. Federal Olindo Herculano de Menezes. Com certeza alguns processos merecem do Corregedor exames mais acurados no que diz respeito à celeridade. * Há muita especulação sobre os candidatos a Prefeito e Vice de Santarém, principalmente na escolha dos concorrentes (a Prefeita já disse que é candidata à reeleição), com vistas a nomes que possam e tenham capacidade de dirigir o nosso Município. * Uma coisa podem ter certeza: pelas palavras do Dr. Silvio César, Juiz da 83ª Zona Eleitoral - propaganda eleitoral - nestas eleições não serão permitidas práticas abusivas tendentes à capitação de votos com manipulação do eleitorado. Conseqüentemente, o abuso do poder econômico que já se detecta atualmente, será alvo de investigação judicial com cassação de registro ou de diploma, se for o caso. * Por falar nisso, uma certa agremiação partidária está colhendo provas que testificam que um certo parente de um candidato, está distribuindo bens na busca de votos para o seu protegido. * Se a Prefeitura, em convênio com o Governo do Estado, iniciar e concluir a reforma dos mercados Modelo e Municipal, em tempo recorde como prometem, será muito bom e será a primeira vez que num ano eleitoral se cumpre uma promessa de tal envergadura. Vamos aguardar! * O Presidente Lula, sancionou ontem, a lei que estabelece o novo fuso horário para a Região Norte. Por ela, Santarém e outras regiões passam a ter o mesmo horário de Brasília, ou seja, os relógios serão adiantados em uma hora, daqui a 60 dias.

O Brasil depois do novo milagre

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

Não comprar carro era uma atitude política na época do “milagre econômico” brasileiro, durante o governo do general Médici (1970-1974). A classe média se motorizava desbragadamente (assim como comprava televisão colorida e jogava na loteria esportiva). As taxas de crescimento da economia gravitavam em torno de 10%. A indústria de bens de consumo se expandia de vento em popa. O Brasil ia “pra frente”. Quem discordasse, por não amá-lo, deveria deixá-lo. Éramos uma ilha de prosperidade num mar internacional encapelado.
Quem dizia isso? O mago do milagre, o então todo-poderoso ministro da fazenda, Delfim Neto. Só o Japão, que também fazia o seu milagrezinho, conseguia nos ombrear. Eu estava em Brasília quando o ministro do comércio exterior, Saburo Okita, perguntou ao onipotente ministro Delfim qual era a taxa de poupança do Brasil. Sabendo o que o esperava, pois competente ele é, Delfim desconversou: o Brasil não tinha poupança compatível com seu célere crescimento, mas tinha a Amazônia. A imensa fronteira de recursos naturais ia compensar nossa insuficiente poupança.
O que compensou mesmo foi o endividamento externo, que iria cobrar a conta quilométrica na década seguinte, ainda sob o império, já atenuado, do mesmo Delfim. Ele galgara ministérios (da agricultura ao planejamento) porque quem (também) entendia do riscado, como Simonsen e Rieschbieter, pulou do barco em menos de um ano de gestão do general João Batista Figueiredo (que o atual comentarista da Rede Globo, Alexandre Garcia, tentara popularizar como “o João”, imitando o “seu” Arthur, cunhado por Ibrahim Sued para o marechal Costa e Silva).
Ainda vivo (vivíssimo, aliás), aos 80 anos, Delfim Neto sai-se com mais uma boutade: Lula salvou o capitalismo. É verdade. Lula emprestou sua estampa e seu carisma para continuar o “milagre” de três décadas atrás. A classe média enriquecida compra mais carros (de dois a quatro por família, que nem quer saber sobre o congestionamento que provoca lá fora, no espaço público), acumula imóveis, viaja pelo mundo, se cosmopolitiza (e agora, uma vez tirado o bolo do forno monetário, distribui fatias aos sans-coulote, tratando de tocá-los com rédeas curtas estatais, subvenção direta e mais-valia relativa). Com base em qual taxa de poupança interna? Ora, debocha o nosso guia, um boneco competente: isso é detalhe.
No fundo, a base é a mesma: endividamento externo. Ao invés de formar poupança para investir num plano de desenvolvimento (individual, familiar ou social), acumulam-se ativos. A variação patrimonial de todos é notável, mas a liquidez depende da poupança dos outros, que chega ao país por falta de opção ou pela melhor taxa de juros do mercado mundial. Um terço da riqueza que circula pelo Brasil Grande de Lula, pai dos pobres e mascote dos ricos, é crédito. Um quarto do crédito é dinheiro estrangeiro, que rende no taxímetro do Banco Central ou pela absorção patrimonial, que se desnacionaliza. O anunciado feito da Petrobrás rende mais para a Espanha, na bolsa de Nova York, do que ao Brasil na Bovespa.
Na época do “milagre econômico” manu militari protestava-se andando a pé, resistindo às tentações das vitrines, ao apelo consumista, ao carro facilitado pelo crédito. Hoje, no prosseguimento da mesma novela, o país pode ser surpreendido e desabar do seu sonho de grandeza por falta de causas e de princípios. A esquerda, que era a fonte das utopias e a depositária das esperanças, negociou sua consciência em troca da “bolsa-ditadura”, do cargo no fundo de estatal, na ante-sala da multinacional ou no biombo da burocracia.
O que virá depois desses truques inteligentes e sofisticados dos Delfins? Talvez caiba, na antevisão, a resposta que Einstein deu a quem lhe perguntou, logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, sobre como seria travada a conflagração bélica seguinte: com arco e flecha, respondeu o sábio. É o que restará ao Brasil, depois de ter queimado seu patrimônio moral no baile plutocrata-proletário da ilha Fiscal?

Pedágio criminoso

Bandidos amanheceram cobrando 'pedágio' no bairro da Área Verde, na periferia de Santarém.

Renda misteriosa

Mesmo não se tratando de espetáculo de mágica, o ilusionista David Coperfield apareceu na bilheteria do jogo São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo.

Salão do livro caro (2)

A realização do salão do livro em Santarém merece elogios.
Estudantes e professores frequentram um espaço onde puderam entrar em contato com escritores, conheceram novos títulos e assistiram a vídeos educativos.
Mas o evento foi um garimpo sem malária para editoras e livrarias diante da exorbitância dos preços dos livros ali comercializados.
Os expositores não se mostraram nenhum pouco interessados em praticar preços mais acessivos para a difusão de boas obras literárias.
Até porque a verba do Cred Livro e o bônus da prefeitura dados aos professores foram suficientes para aplacar a ganância dos editores.
Quer dizer: o professor foi subsidado para adquirir títulos a preço que o expositor bem quis, isto é transferiu seu crédito quase que obrigatoriamente a uma bem montada e predadora estratégia comercial que aparenta ter um flair play de benemerência.

Melô do preguiçoso

No Reporter Diário, hoje:

O muito anunciado e sempre adiado asfaltamento da rodovia BR-163 está na base do “melô do preguiçoso”, aquele que diz que quem espera sempre alcança. Anuncia-se agora que o governo federal pretende transferir ao 8o Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), sediado em Santarém, a missão de pavimentar integralmente os quase 1.000 quilômetros do trecho paraense da Cuiabá-Santarém.
Ocorre que o Exército fez seus cálculos e sinalizou que só consegue asfaltar 30 quilômetros por ano. Nesse ritmo, a estrada vai levar 30 anos para ficar prontinha para a inauguração. Em 2038!

Jatene já admite discutir candidatura a prefeito de Belém

Do Espaço Aberto:

O ex-governador Simão Jatene, antes resistente em aceitar a candidatura a prefeito de Belém, continua resistindo, mas não tanto como há um dois meses. “Ele já admite, sim, conversar sobre o assunto”, garantiu ao blog à noite, depois de chegar de Barcarena, o senador Flexa Ribeiro, presidente regional do PSDB.
Os dois – Flexa e Jatene – conversaram neste final sobre o assunto, até porque participaram em Barcarena de mais um encontro regional dos tucanos, o quarto de nove que estão programados para se realizar em cidades-pólo do Estado. O último está marcado para Belém, no dia 15 de junho, portanto apenas 15 dias antes do prazo fatal de 30 de junho para que os partidos, por meio de suas convenções, homologuem as candidaturas a cargos majoritários e proporcionais ao pleito de outubro.
Flexa informou que Jatene não deverá decidir se será ou não candidato até esta quarta-feira, 30, conforme pretende segmento do PSDB que se mostra incomodado com a demora numa definição. Mas afirma que, ao contrário do que pode parecer, o partido não está “em cima do muro” e nem indeciso.“Nós estamos conversando e temos conversado sobre o assunto constantemente. Não estamos parados, não. Temos conversado com todo mundo, inclusive com o senador Mário Couto, um grande companheiro”, disse Flexa.
Quando confrontado com a indagação sobre qual é a opção e quais são as pretensões do PSDB hoje, Flexa não mede palavras e repete o que já havia adiantado ao blog no início em meados de março: “Hoje, final de abril, nossa pretensão é lançar o ex-governador Simão Jatene como candidato a prefeito de Belém, tendo como vice na sua chapa a ex-governadora Valéria Pires Franco, do DEM. Assim, repetiríamos a chapa vitoriosa ao governo do Estado nas eleições de 2002”, resume o senador.
Resta saber se já combinaram com os russos, no caso os democratas, que até agora, a exemplo do PSDB, não cogitam outra chapa que não uma que tenha na cabeça a ex-governadora Valéria Pires Franco.

domingo, 27 de abril de 2008

Frei Betto critica a postura da mídia

Larissa Oliveira
Repórter de O Estado do Tapajós

São Leopoldo(RS) - Frei Betto participou, ao meio-dia, do Bate-papo Jornalístico, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, no Restaurante Capri, em São Leopoldo. Em meio aos participantes, falou por mais de uma hora sobre política nacional e latino-americana e seu envolvimento com a comunicação.
A agenda ficou apertada. Vindo direto do Aeroporto Saldado Filho, o encontro, que deveria começar ao meio-dia, ocorreu apenas às 12h40mim, por atraso na chegada do vôo. No local, cerca de 30 pessoas ligadas ao Sindicato e a veículos de comunicação da região metropolitana conversaram com o frei.
Marcado por sua história política - que se confunde em vários pontos com a história política do Brasil -, Frei Betto começou seu discurso com a afirmação de que "ser frade é uma condição de vida".
Dominicano, sua ligação com São Leopoldo é antiga. A experiência está relatada no livro Batismo de Sangue, com o qual conta o período em que viveu enquanto estudante seminarista com padres franciscanos na cidade, durante a ditadura militar. "Na verdade, eu estava contrabandeando gente, mandando perseguidos políticos para o Uruguai a pedido de Marighella", conta. Ele disse que sente pelos franciscanos acabarem tendo se complicado com o governo por sua causa, mas que não se arrepende do que fez.
Frei Betto sempre trabalhou com jornalismo. Estreou na extinta revista Realidade em 1967. Escreveu por 12 anos no Estadão. Atualmente, colabora em diversos veículos em todo o Brasil e na América Latina, entre eles, a revista Carta Capital e o jornal Correio Rio-Grandense, de Caxias do Sul. "Escrevo em média seis artigos por mês", conta.
Política
Frei Betto afirma que o governo Lula sustentou-se por muito tempo no Congresso e nos Movimentos Sociais. Contudo, desprezou o último, que foi quem o levou ao poder. "Hoje, ele se tornou refém do Congresso, onde o PT é periférico". O frei critica também a estratégia de governabilidade atual, que é a de "se manter no poder", como ele diz, ao invés de se construir um projeto histórico para o país. "O governo se preocupa apenas em manter as coisas como estão", defende.
Ex-assessor do primeiro mandato de Lula e um dos criadores do programa Fome-Zero, o Frei Betto diz que governo é diferente de poder, pois o poder transcende a mandatos. "A máquina do Estado brasileiro foi criada para servir à elite. A saída do Brasil passa por reformas fundamentais, como a política e a agrária. Senão, continuaremos como estamos hoje", afirma o homem que vê a solução no reforço dos movimentos sociais e na mudança das estruturas, que chama de "arcaicas do poder". E completa: "O PT e o governo Lula não são mais capazes de realizar isso".
"Entendi trabalhando no Planalto, por que as elites não fazem passeatas: elas têm a chave do poder"
Contudo, Frei Betto é contundente ao dizer que continua achando Lula o melhor para o Brasil e para a Antérica Latina hoje, como o único com viabilidade de mandato.
Para o Fome-Zero dar certo, o programa supunha uma reforma agrária, o que não aconteceu. Frei Betto diz ter saído do governo pelo o rumo que o programa tomou. "O que seria um programa emancipatório se transformou em compensatório por fins eleitorais". O livro Calendário do Poder fala justamente dessa experiência.
América Latina
Como não poderia deixar de ser, o tema América Latina foi recorrente durante o Bate-Papo. Sobre vitória do amigo Fernando Lugo para a presidência da Paraguai - Frei Betto esteve recentemente no país no anúncio da vitória - ele declara que não há como prever como será seu governo. "É muito cedo para saber, principalmente por não sabermos ainda qual será sua representabilidade no congresso, já que as eleições congressistas ainda não ocorreram".
"O Brasil criou uma tradição imperialista em relação à América Latina. Agora, os vizinhos estão cobrando"
Declarando que o Brasil sempre teve atitudes imperialistas diante de seus vizinhos latino-americanos, Frei Betto citou o caso do atrito entre Evo Morales e a Petrobrás, a única empresa compradora do gás boliviano a reclamar do aumento de preço. "Todos os outros países reconheceram que o preço anterior era explorador".
Ainda assim, Frei Betto se diz um apoiador da política externa do governo Lula, que julga inteligente por voltar a afirmar sua independência em frente aos blocos hegemônicos mundiais. Diz ser acertada a atitude de se aproximar de países da África, da China e de países árabes, enquanto os Estados Unidos se preocupavam com o conflito no Oriente Médio. "O Itamarati é uma escola exemplar de diplomacia. Com mecanismo como o Mercosul, o Brasil tem buscado uma reaproximação entre os países sul-americanos".
Imprensa
Frei Betto avalia que a imprensa brasileira passou por um processo de libertação, mas o jornalismo não. A explicação é que hoje repórteres se guiam pela linha editorial dos patrões e que há uma grande disparidade entre editores-chefe, editor, repórteres e estagiários, muitas vezes explorados.
Quando trabalhava na revista Realidade, diz que os jornalistas da época não se guiavam pela cabeça do patrão. "Havia grandes brigas nas redações para os repórteres fazerem o jornalismo que achavam correto, até que os anunciantes se juntaram para fazer com que a revista mudasse", lembra.
Sobre a diferença entre a imprensa latino-americana e a brasileira, ele diz não conhecer a primeira profundamente, mas tem a impressão de que a brasileira é mais democrática, apesar de estar organizada em algumas grandes empresas. "É mais organizada por se estruturar de forma capilar, talvez por ter mais meios ou mais tradição jornalística", comenta.
Quanto à editorialização dos veículos, defende que não se deve sacrificar informação por opinião, o que acontece freqüentemente. Frei Betto cita a revista Veja como exemplo deste processo. Por vezes, seus artigos foram publicados no Estadão com um editorial contra o que tinha escrito, mas ainda assim foi publicado.
Para ele, há uma dificuldade da imprensa brasileira em ser autocrítica e projeta: "Passarão o segundo semestre inteiro analisando como a mídia se comportou no caso Isabella, mas em quanto o caso está fresco é explorado ao máximo. Perdemos o senso da realidade pelo Ibope".
Frei Betto comenta que no dia seguinte ao assassinato da menina, a Polícia do Rio de Janeiro entrou em uma favela e matou nove jovens e nada foi noticiado. "Cadáver de classe média é mais importante do que um cadáver pobre. E esse ainda, mais grave, morto pelo braço do Estado".

Tuna é o próximo adversário do São Raimundo

Em jogo marcado para o próximo sábado, no Barbalhão, o São Raiundo enfrentra o time da Tuna.
O Pantera já disputou três jogos: perdeu dois( Paysandu e Ananindeua) e venceu um(Ananindeua).

Final: São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo

Encerrrado aos 48'.
São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo
Renda: R$ 37.500,00
Público pagante: 3.629 pagantes
Público total: 4.308

Fim do primeiro tempo: Remo 1 a 0.

Encerrado 1º tempo aos 46'.
São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo.

São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo

Léo Guerreiro, aos 19' do 1º tempo.
São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo.

São Raimundo 0 x 0 Clube do Remo

17' do primeiro tempo.
São Raimundo 0 x 0 Clube do Remo.

Livro aponta políticas públicas de saúde

Kid dos Reis

Um mergulho profundo nas contradições das políticas públicas governamentais executadas por presidentes, governadores, prefeitos, secretários de Estado e Municipais, senadores, deputados e vereadores nas soluções para as questões da saúde pública voltada para brancos, negros e índios nos nove Estados da Amazônia Legal.
Este é o sentimento pesquisado racionalmente e que norteia o pensamento do diretor geral do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, da Universidade Federal do Pará (UFPA), doutor, mestre e especialista em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde/FioCruz, no Rio de Janeiro, Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira, ao lançar o seu livro Desigualdade Regional e o Território da Saúde na Amazônia, nesta terça, 29, a partir da 14 horas, no estande do Instituto Evandro Chagas, durante a realização do XIV Congresso Médico Amazônico, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
O diretor do Hospital Betina resolveu colocar o dedo na ferida destas políticas públicas aplicadas em todos os Estados da Amazônia Legal e apontar saídas para o cenário. “Sem introduzir variáveis fundamentais como a extensão territorial, densidade demográfica, ou seja, população por metro quadrado, além do sexo, idade, etnia, capacidade de arrecadação, acesso aos bens informacionais e levar em conta a realidade socioepidemiológica regional, não é possível construir, no mínimo, arranjos institucionais para dotar o sistema de saúde da complexidade necessária para atender a nossa Amazônia Legal doente”, enfatiza Paulo de Tarso.
O autor revela em seu livro que cidades amazônicas com até 50 mil habitantes possuem riscos altos de febre amarela, chagas, malária e dengue. Acima de 50 mil, os perigos são as doenças respiratórias, a contaminação pelo mercúrio e a dengue. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, a saúde é atingida pelas doenças crônicas degenerativas. “Esta realidade não é um número meramente matemático. É social, cruel e se entrelaça em toda a região, quer para quem vive nas áreas urbanas ou rurais. Já passou da hora de construir um olhar holístico sobre a saúde pública no Brasil e na Amazônia, a partir das especificidades de cada região. Não dá mais para pensar a saúde para a Amazônia como se estivéssemos em Brasília, no Rio de Janeiro ou no Rio Grande no Sul”, enfatiza.
Paulo de Tarso enfatiza que, por exemplo, o Ministério da Educação (MEC) não poderia determinar que não se crie mais Universidade ou Faculdades de Medicina no Brasil pensando somente com a cabeça do Sudeste ou do Sul brasileiro. “É uma irracionalidade e falta de visão do que é o Brasil amazônico. No Amapá não existe uma Faculdade ou Universidade de Medicina. Como o governador e os prefeitos vão encarar e resolver a questão da saúde pública naquele Estado? Como formar um profissional na região, se não tem instituição educacional? Como atender a população, se não existem médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde? Como atacar e combater as doenças e garantir este direito básico que é a saúde para o cidadão?”, questiona.
Ele acrescenta que se não for pensado mecanismos coletivos de combater os padrões de desigualdades sociais e econômicas, principalmente na Amazônia; resolver a questão da ocupação desordenada do latifúndio; ampliar a interiorização dos acessos aos recursos tecnológicos e investir profundamente na implementação do ensino médio e superior em todas as cidades da Amazônia Legal, a saúde corre o risco de se agravar ainda mais. “Os grandes equipamentos de saúde pública concentram-se nas cidades com mais de 100 mil habitantes e isto promove uma exclusão social da população dos seus direitos básicos e não se realiza um preceito básico constitucional, que é o direito à saúde para todos”, detalha.
O autor exemplifica que em 2005, segundo os dados do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a Amazônia Legal possuía 761 municípios. Em 2008, este número saltou para 775 cidades. “Dos 761 municípios, 80% eram compostos por menos de 50 mil habitantes. Já os 775 municípios possuem menos de 30 mil habitantes. Agora imagina que, por exemplo, no Pará, as UTIs neonatal estão concentradas praticamente na capital paraense, nem toda água consumida pela população amazônica e tratada, além do que o saneamento básico não é para todos”, aponta, acrescentando uma indagação: “ Dá para falar em cidadania neste cenário”?, questiona.
Para finalizar, Paulo de Tarso aponta um dado assustador. “Como posso construir uma política de saúde pública para Brasil, se os Estados da região - em especial os da Amazônia Legal - possuem taxas mal definidas sobre a mortalidade infantil e quais foram as verdadeiras causas dos óbitos de milhares de pequenos cidadãos brasileiros.Como vou traçar uma política de saúde para a infância, se não conheço a causa mortis

Público dependente do final de Fla x Botafogo

Aos 5 minutos do primeiro tempo ainda tem torcedor chegando ao estádio Barbalhão para assistir ao jogo São Raimundo x Clube do Remo.
Tudo por causa do jogo Flamengo 1 x 0 Botafogo que o torcedor preferiu assistir pela televisão e que começou as 15 horas.

Obina apaga o fogo do bota

Um rastilho de três toques de bola que começou com Leo Moura, alcançou Marcinho e acabou nos pés de Obina luquidou o Botafogo, ainda há pouco no Maracanã.
Mengão 1 x 0.

O eterno mocorongo

A seção de Cartas de O LIBERAL publica hoje, sob o título acima, a artigo a seguir, assinado por Laura Simões.
Leia abaixo e logo a seguir o complemente do Espaço Aberto:

No dia 25 de abril de 1918 nascia em Santarém do Pará Osmar Loureiro Simões, o inesquecível Radialista santareno. Seus pais portugueses se radicaram em Santarém, no princípio do Século XX: Antônio Simões Torres d’Albuquerque e Felisbina Loureiro Simões.
Ele, empreendedor nato, industrial e comerciante; ela, da nobreza portuguesa, tinha o brasão Loureiro em suas propriedades. Voltaram a Portugal para batizar o filho Osmar em Vianna do Castelo.
Osmar teve um irmão e uma irmã. O irmão Antônio, chamado Simõeszinho, teve o nome perpetuado na Avenida Antônio Simões, como reconhecimento pelos serviços prestados a Santarém. Sua irmã, professora Maria Hermínia, foi inesquecível mestra de duas gerações. Estudou interno no Colégio São Jerônimo da professora Clotilde Peixoto Pereira e concluiu o Pré-Médico no Ginásio Paes de Carvalho.
Ingressou na radiofonia paraense, na PRC-5, Rádio Clube do Pará, onde foi locutor, apresentador de programas de auditório, rádio-ator no auge das novelas e comentarista esportivo, bela voz e grande versatilidade.
Durante a II Guerra Mundial, serviu no 34º BC e recebeu a espada de Oficial da Reserva do Exército (CPOR). Em janeiro de 1954, casado com Laura da Cunha Simões e com três filhos, voltou para Santarém, a fim de assumir a gerência da Caixa Econômica Federal, onde desempenhou atividades importantes até aposentar-se.
Naquele tempo, Santarém sofria os atrasos de cidade do interior. A Rádio Clube de Santarém fora do ar em razão da morte de seu fundador Jonathas Almeida e Silva. Com sua preciosa experiência radiofônica, aceitou o desafio e conseguiu ajuda do amigo Adalberto Gentil e outros abnegados que colocaram a estação no ar, para deleite dos santarenos.
Era um entusiasta dos esportes, a ponto de custear a instalação da luz elétrica no Estádio de Futebol dos Franciscanos, proporcionando jogos noturnos, para satisfação dos aficionados do Futebol. Era azulino: seus clubes prediletos eram o São Francisco, em Santarém, e o Clube do Remo, em Belém. Foi sócio permanente do Asilo São Vicente de Paula, do Clube Recreativo e sócio fundador do Lions Club de Santarém.
Osmar possuía senso de justiça e coração magnânimo, revelando-se em episódios marcantes, como a solidariedade eficaz aos imigrantes nordestinos, que chegaram a Santarém, na década de 50, expulsos por implacável seca. Centenas vieram e se alojaram logo embaixo do trapiche municipal. Desespero, fome, miséria e alguma esperança, era o clima reinante entre eles. Chocado, tomou a iniciativa de sair às ruas pedindo o auxílio da população para os irmãos flagelados. Clamava pelo alto-falante e as ofertas iam surgindo: lençóis, redes, alimentos e roupas amenizaram a situação. Quem muito lucrou com a permanência dos emigrantes nordestinos foi Santarém, eis que pagaram com o trabalho honesto a acolhida fraterna que receberam.
Quando houve o roubo da imagem da Padroeira Nossa Senhora da Salvação, na comunidade de São Luiz do Guajará, Osmar, solidário, providenciou junto a talentoso artista sacro o entalhe de peça idêntica à primitiva, que lá chegou em caravana fluvial, sendo recebida com fogos e alegria pelos moradores devotos.
Osmar tinha arma poderosa a seu favor: o microfone! Com ele usava seu talento e destemor a serviço da comunidade. Seu programa de maior audiência era 'A Tribuna Popular', também o 'O Assunto é Este' e neles requisitava das autoridades serviços urgentes de segurança, limpeza de ruas, iluminação pública etc., tudo o que beneficiasse e tranqüilizasse a população.
Era homem de fé, amigo dos padres, do bispo, das religiosas, aos quais emprestava seus dons de radialista, gratuitamente, na divulgação das obras e efemérides da Igreja. Fez vários programas e recitais no Cristo Rei, no Centro Recreativo, no Cinema Olympia, apresentou o I Festival de Canções Santarenas, sempre lembrado pelo seu talento versátil, seu porte elegante e fluência verbal privilegiada.
Foi um dos fundadores da Rádio Rural de Santarém. Acompanhou a obra desde os alicerces até a inauguração, sendo diretor artístico, por muitos anos. Dirigia o departamento esportivo da Rádio Rural e seu programa de esportes era escuta obrigatória.
Alternava seus comentários com os de seus jovens pupilos, formando, com sua didática e exemplo, uma equipe de talentos fantásticos na qual despontaram Guarany Júnior, Herbert Tadeu Mattos, Santino Soares, Cláudio Serique, Oti Santos, Ércio Bemerguy, todos santarenos que hoje brilham no jornalismo, radiofonia e desportos da Capital.
Vibrava com tudo o que significasse progresso para Santarém. Visitava a construção da Hidrelétrica de Curuá-Una e as obras da abertura da Rodovia Santarém-Cuiabá. Fotos de mateiros, picadas abertas na selva, operários e tratores, tudo divulgado. Vinha esperançoso e, muitas vezes, doente.
Osmar Simões, o ardoroso mocorongo, faleceu no dia 4 de julho de 1986, uma sexta-feira. Morte súbita, dolorosa para seus familiares, amigos e para a comunidade mocoronga que lamentou essa perda pelo reconhecido valor que sua vida representava na Cultura e na Radiofonia da Pérola do Tapajós.
Paz a sua alma!
Nosso silêncio, nossa saudade!
Laura Simões

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Laura Simões traçou de seu saudoso marido perfil dos mais verdadeiros. Aliás, dona Laura é uma artista que, com discrição proporcional ao seu talento, hibernou tanto para os círculos íntimos que sua arte é conhecida apenas de familiares e amigos mais chegados. Mas dá gosto ver seus quadros, como dá gosto ler as descrições que eventualmente faz de pessoas e daquela Belém de antigamente – das décadas de 40 para frente -, que se mantém viva em memórias privilegiadas como a dela.
Não é só a família Simões que tem seu Osmar vivíssimo em seus corações e em suas lembranças. Seus muitos amigos também. Os quarentões santarenos lembram-se dele como de alguém que, além da figura pública de radialista, fazia-se notar com uma personalidade que marcava presença onde quer que se encontrasse.
Osmar Simões era uma piadista de primeira. E não dispensava, claro, seus ancestrais patrícios português. Cinco minutos perto dele já eram suficientes para produzir boas gargalhadas. Era realmente, com destaca dona Laura, um apaixonado azulino – tanto pelo Remo como pelo São Francisco, o Leão mocorongo. Toda Santarém sabia disso, porque era ostensiva sua paixão. Mas toda a cidade também reconhecia a imparcialidade com que comentava as partidas de seu clube.
Osmar era tão fanático que freqüentemente - sobretudo em semanas de clássico, quando o São Francisco jogava contra o São Raimundo -, tão logo se encerrava o expediente na Caixa Econômica, na Travessa 15 de Novembro, ele partia para acompanhar o treino do São Francisco, num campo de chão batido que havia ali pelos lados de onde se situa o Iate Clube de Santarém. E se fazia acompanhar, nessas ocasiões, de torcedor que àquela altura tinha seus 10, 12 anos de idade e também nutria pelo São Francisco uma paixão tão intensa que chegava a tomar Passiflorine e água com açúcar nos dias de Rai x Fran, para aplacar-lhe as tensões. Quem muitas vezes insistiam em continuar.
Além dos vários programas que dona Laura mencionou, Osmar Simões também apresentou durante muito tempo um dos programas de maior audiência em Santarém, “O Poemas e Canções”, em dupla com o professor e poeta Emir Bemerguy. O programa era transmitido aos domingos à noite, pela então Rádio Educadora – hoje Rádio Rural -, quando a emissora ainda se situada no bairro do Carananzal.
Também foi o comandante do programa “Tribuna Popular”, no qual discorria sobre fatos variados, num português corretíssimo, que nem os improvisos eram capazes de macular. O “Ponto de Vista”, comentário que Osmar Simões fazia no programa de Esporte da Rádio Rural, no início das tardes, também atraía audiência incomparável, numa época em o rádio reinava absoluto, eis que a televisão ainda não havia chegado a Santarém.
Osmar Simões está vivíssimo. Para alegria de quantos jamais se esquecerão dele com muita saudade.

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Nota da redação:

Paulo Bemerguy, editor de Espaço Aberto, é o torcedor que àquela altura tinha seus 10, 12 anos de idade e também nutria pelo São Francisco uma paixão tão intensa que chegava a tomar Passiflorine e água com açúcar nos dias de Rai x Fran, para aplacar-lhe as tensões.

Maria desesperada (2)

Anônimo fez comentário sobre a postagem "Maria desesperada":

Você já notou o rosto da Maria, desfigurado pela incompetência de quem recebeu muito dinheiro e pouco fez.
Alguns petistas já admitem que tudo está perdido. Ontem estavam fazendo propaganda eleitoral em carro som pelas ruas da cidade.
Onde anda[sic] o Erasmo, o Hendersson?,
Será que já estão fazendo parte deste Governo de parte da elite?