Os australianos conseguiram reajuste de preços superior ao da Vale, que teve vantagem em todos os anos anteriores, oferecendo fretes menores aos compradores asiáticos, sobretudo aos chineses, que desbancaram os japoneses do topo do mercado. A tática funcionou e foi usada novamente na renovação dos contratos neste ano. Ao invés de abrir as negociações, como se tornou a praxe, a Vale desta vez esperou pela iniciativa dos rivais. E de novo perdeu a vantagem anterior. E pode continuar a perda, tal a sua vulnerabilidade do consumo chinês, que dobrou de tamanho do primeiro trimestre de 2008 para o primeiro trimestre deste ano, chegando a dois terços da produção de minério da empresa.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Lúcio Flávio Pinto: Vale comete erro e começa a pagar
Santarém: reminiscências de um tempo distante
Especial para a edição de aniversário de Santarém
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Sou de um tempo distante em que celebrávamos teu aniversário no mês de outubro.
Sou de um tempo distante em que andávamos pelas tuas ruas sem medo de ser violentado.
Sou de um tempo distante em que jogávamos bola nas tuas ruas arenosas, mais especificamente na Rui Barbosa, Francisco Correa e São Sebastião.
Sou de um tempo distante em que apostávamos corrida na subida e/ou descida da escadaria do Frei Ambrósio.
Sou de um tempo distante em que o Frei Ambrósio era chamado de Grupo, com dois pavilhões, sob os cuidados da Velha Rufina.
Sou de um tempo distante em que no campinho do dito Grupo manifestávamos a nossa motricidade no trato com o balão. Lá estávamos: Zé Graúdo, Bonifácio, Caroba, Aimberê, Chassis, Lagosta, Rolinha, Toneca, Tamancão, Robinson, Edson Pampa, Mucurinha, Pé de Chumbo, João da Caixa Econômica, Cristovam, e tantos outros que já não me lembro de seus nomes.
Sou de um tempo distante em que no Grupo Escolar Frei Ambrósio existiam frondosas árvores que nos agraciavam com seus suculentos e adocicados frutos amenizando nossa fome: mangueiras, cutiteiro, cajueiros, ateiras e ajuruzeiros. Numa delas brincávamos da pira e de onde caí para passar alguns dias desacordado. Ao redor, uns arbustos que nos forneciam as forquilhas mais bem simétricas chamados de culhão-de-bode para os nosso baladores.
Sou de um tempo distante em que a disciplina dessa escola era rígida e coerente e professores dedicadíssimos como a Professora Nazaré Demétrio, Delzuita Freire, Teresa Miléo, Semíramis Fernandes. Não me recordo de outros nomes.
Sou de um tempo distante em que por trás dos muros que rodeavam o Frei Ambrósio brincávamos de esconde-esconde, e descíamos para a beira do rio Tapajós por detrás do Novo Olinda Hotel (antes de sua construção).
Sou de um tempo em que o Rodrigues dos Santos era chamado de Escola do Comércio.
Sou de um tempo distante em que os passeios para as praias da Salvação, Maria José, Araria, Pajuçara, Pindobal, Aramanaí, Porto Novo eram estupidamente prazerosos. De um tempo em que existiam Vera Paz, Coroa de Areia, Salé, Irurá, Caieira, Laguinho, Mapiri.
Sou de um tempo distante em que no teu comércio havia A Curiboca, A Violeta, a Casa Moraes, a Pernambucana, o Mercado Modelo e o Castelo.
Sou de um tempo distante em que o cais de arrimo, lá na Aldeia, era chamado de Cais do Amor, especialmente depois da domingueira do Clube Veterano ou do Bonsucesso.
Sou de um tempo distante em que as quermesses das festas juninas eram animadas com as danças folclóricas e músicas genuinamente típicas de época.
Sou de um tempo distante em que tuas ruas eram arborizadas. Da rodoviária ali por perto da hoje Feira da Candilha.
Sou de um tempo distante em que se ouvia o repique dos sinos da Matriz, e que os cultos da Semana Santa eram silenciosamente respeitados, e o barulho das matracas nos metiam medo.
Sou de um tempo distante de respeito pelos pais e professores. Bastava um olhar da minha mãe para eu me tocar e sair de fininho. Com ela “ficar” era “não ir”.
Sou de um tempo distante em que ocorreu a primeira grande cheia do Tapajós. Este rio que nos banhava e curava nossas feridas.
Sou de um tempo distante quando brincávamos de homem-rã debaixo do tablado do velho trapiche. De onde pulávamos, de flecha, de cima do bate-estaca, das proas dos grandes navios e se desviando das catraias.
Sou de um tempo distante em que depois das aulas noturnas do Álvaro Adolfo, descíamos para o Fluminense, nas quartas-feiras.
Sou do tempo do fortificante do óleo do fígado de bacalhau, do purgante de mamona. Da geladeira branca e do telefone preto.
Sou do tempo do Náutico de gloriosas tradições, do Bonsucesso, do Ameriquinha, do Leão e do Pantera.
Sou do tempo da revolta do Major Veloso e da Ditadura Militar.
Sou do tempo distante em que os lupanares eram lugares de diversão (afinal, não havia outra coisa a fazer) para muitas figuras históricas desse município. Quem lembra?
Agora, sou do tempo que se chama hoje. E me pergunto: Quo vadis, Santarém?
Hoje completas 348 anos. Continuas sendo um belo jardim, mesmo mal cuidado. Hoje mostras crescimento em tamanho, em população,
Mesmo assim, te amo, rincão alado, onde nasci e entrei, pela primeira vez, em contato com outros seres humanos. Tu continuas sendo a Pérola do Tapajós.
Carteira de idoso dá passe grátis nos ônibus

No Parque da Cidade, a secretaria municipal de Transportes está emitindo durante o dia todo a carteira do idoso.
O documento serve para que os maiores de 65 anos tenham passe livre nos ônibus urbanos de Santarém.
Quem estiver interessado é só ir lá na tenda da SMT, levar documentos pessoais e fotografias que o documento sai na hora.
A foto mostra as primeiras carteirinhas sendo entregues pelo secretário Sandro Lopes.
Jubal Cabral Filho: Uma viagem pelo rio Tapajós

Especial para a edição de aniversário de Santarém
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Era uma viagem de trabalho normal. Ou deveria ter sido.
Corria o ano de 1980.
A partir de Jacareacanga estávamos subindo o rio para realizar um perfil geológico próximo a Barra de São Manuel.
Com a junção dos rios Teles Pires e Juruena nasce ali um daqueles que já foi declamado como o “mais belo do mundo”, com suas águas esverdeadas, de uma transparência impressionante, com uma população pesqueira inigualável. Lá tem início o rio Tapajós.
A partir daquele ponto encontramos praias belíssimas, mas pouco podíamos desfrutar devido a maciça concentração dos famosos piuns – pequenos insetos que picam a pele e deixam o local doloroso e irritado – estávamos com pressa de chegar a um povoado e a viagem era bastante longa.
Mas meus companheiros de “voadeira” sentiam tanta fome quanto eu.
Então, perto do Chacorão (uma cachoeira) resolvemos fazer uma pausa na viagem e pescar. E que fartura! Só “puxando na linha” conseguimos um lauto jantar à base de pescada branca, filhote e pacu. Na verdade sobrou bastante peixe. Tanto que os doamos numa aldeia indígena por perto.
É este um dos pontos que os barcos de grande porte não conseguem passar pelas corredeiras fortíssimas. Só quem conhece muito bem os canais naturais consegue navegar com segurança.
Anos depois, já apoiando a construção de melhorias sanitárias (poços profundos e instalações sanitárias) em aldeias indígenas navegávamos num barco de ferro chamado “Karu Daibi” - nome dado pelos padres da Missão São Francisco em homenagem a um guerreiro munduruku, que teve a família destruída e se vingou derrotando todos os seus adversários – e os pilotos eram indígenas que conheciam as corredeiras como a palma de suas mãos, além de excelentes pescadores. Nestas viagens não nos faltavam os peixes, tartarugas e tracajás para nosso prazer gastronômico.
Como existiam outras corredeiras que apresentam dificuldade de navegação (e é onde a Eletrobrás deseja construir as hidrelétricas) foi feito ramais rodoviários para facilitar o abastecimento de mercadorias. Em um deles foi construído um até uma localidade às margens do Tapajós (que acabou recebendo o nome de Ramal) para que os carros trouxessem os gêneros alimentícios até lá e que passavam aos barcos que subiam o Tapajós para abastecer as comunidades.
E continuamos a descer o belo Tapajós, sempre parando para admirar as praias de areias brancas ou tomando banho nas suas águas límpidas.
Essa prerrogativa só durou até chegarmos aos rios onde a atividade garimpeira era intensa. Os rios que deságuam no Tapajós trazem uma quantidade imensa de sedimentos em suspensão que enlameiam as praias e a cor do belo rio passa a ser diferente.
Mas, como a vida pulsa de forma vibrante no rio continuamos a ter a vida nele. E os peixes se reproduzindo e alimentando as comunidades. Uma variedade de peixes e de animais silvestres que vivem de sua vida. Tartarugas, tracajás, jacarés, lontras, onças de todas as pintas e sem elas, veados, anambus, papagaios, araras e pessoas tiram seu sustento com o que existe de belo e saboroso neste rio.
O Tapajós é belo, mas é mal cuidado em toda a sua extensão. Serve de depósito de lixo, de depósito de sedimentos garimpeiros, de águas servidas das cidades ao longo de seu curso, mas continua abastecendo seus moradores de vida. Muita vida. Dele é tirado o sustento de populações ribeirinhas e das grandes cidades, com o abastecimento de peixes e de água.
Na foz se encontra com o poderoso Amazonas, que também banha Santarém, que sofre as conseqüências de excesso de chuvas na região e da potência do Amazonas, cujas águas são mais densas e com correntezas mais fortes, o que impede a passagem e fluidez da vazante atual, empurrando as águas do Tapajós para a cidade e provocando inundações e prejuízos para a população.
Mas, a cidade é valente. Seus habitantes mais valentes ainda. Tal qual os Tapajó o foram. E não seremos dizimados pelas agressões naturais ou artificiais, pois queremos e iremos aprender a conviver com a Natureza, tirando dela e do rio Tapajós as formas necessárias para a subsistência de todos.
Por isso festejamos mais um ano de vida para todos nós, nascidos ou adotados por Santarém.
Seminário abre campanha em defesa de criação e implantação de ALC em Santarém.
A assessora leva em consideração o fato do município já possui uma Delegacia da Receita Federal, um porto para exportação e importação, ser pólo universitário regional, ter energia segura, sistema de comunicação, ligação com o restante do país através de rodovia, hidrovia e aeroporto internacional e tem uma geografia estratégica.
Para a Associação Comercial e Empresarial de Santarém – ACES que iniciou a partir da realização do seminário uma campanha em defesa da criação e implantação de uma Área de Livre Comércio em Santarém, esta será uma alternativa sustentável para a economia regional. As justificativas apresentadas em defesa do projeto são muitas.
O evento serviu para estimular os debates sobre o tema e conseguir adesão da população e das autoridades. A ACES vem buscando esclarecimentos sobre o que é uma ALC e quais os seus benefícios para os moradores da região.
Pelo visto a idéia desperta o interesse público. Durante a realização do seminário o auditório da ACES ficou lotado, sendo necessário criar uma área extra para que os interessados sobre o assunto pudessem assistir através da projeção em telão das três palestras proferidas na noite do dia 15.
O público foi constituído de empresários, representantes da classe política, administração pública, entidades da classe produtiva, instituições financeiras, professores e alunos do ensino superior.
A assessora Camila Albuquerque compartilhou a experiência vivenciada por ocasião da implantação da ALC
Para Camila a hora requer a união de todos na luta pela criação de uma ALC. “Os poderes precisam estar alinhados. É necessário que se entenda que a luta é árdua, mas os benefícios são compensadores”.
Segundo Camila Albuquerque o projeto de criação que vai ser apresentado ao congresso pode elencar na sua exposição de motivos, por exemplo, a logística de transporte que exige atenção especial e influencia no preço dos produtos e serviços praticados na região, as dificuldades geográficas, diferenças regionais, demonstrar que a pressão pela preservação de recursos naturais entrava o desenvolvimento e impede os moradores da região de ter uma melhoria na qualidade de vida, bem como obstrui o processo de geração de emprego e renda para uma população de cerca de um milhão de habitantes.
O advogado tributarista Helenilson Pontes, que apresentou a idéia de criação da ALC à ACES, procurou demonstrar que a Amazônia é diferente do resto do país porque reúne necessidade de produção com atenção mais do que especial ao bem estar social e a ainda respeitar a intensa pressão pela preservação ambiental. E que, portanto, pode exigir do governo compensações pelas dificuldades logísticas e geográficas.
Na visão de Helenilson há vários Parás dentro do imenso Estado do Pará, dentro do qual existem também vários oestes paraenses, que sofrem maior ameaça pela ocupação desordenada das terras, encontram mais dificuldades logísticas, recebem menos investimentos privados e públicos e são sempre muito afetados pelas ALC instaladas em Manaus, com sua Zona Franca e Macapá.
As informações reunidas durante o seminário reforçam a tese de que a criação de uma ALC em Santarém trará ganho de competitividade para as empresas da região, uma vez que proporcionará a redução das alíquotas dos tributos, influenciando diretamente no preço final.
Sem contar que contribuirá como estímulo para a formalização de empreendimentos que ainda possam estar atuando na informalidade e promover a qualificação de mão de obra, melhorias na educação, tecnologia, bem como a geração de emprego e renda.
Uma ALC em Santarém será uma compensação para quem desafia todas as dificuldades para produzir e gerar emprego no meio da Amazônia. “Se nós temos que continuar paraenses, nós temos que ser reconhecidos como diferentes”, enfatizou Helenilson Pontes.
O presidente da ACES, Olavo das Neves, reconhece que o grande desafio a partir de agora, será o de conseguir apoio junto as autoridades políticas para a edição de uma Lei Federal para criar essa ALC. Para isso, o trabalho da ACES focará a transformação dessa bandeira em uma luta estadual e não somente de Santarém.
Ao agradecer pela participação maciça da sociedade no evento de lançamento da campanha da ACES, Olavo frisou que “nós também somos Amazônia e não vamos aceitar ser preteridos dos incentivos existentes para a Amazônia” e a entidade pretende se unir as demais instituições representativas da classe produtiva para cobrar a vinda desses benefícios para a região.
domingo, 21 de junho de 2009
Almir é contra uma aliança com Jader?
Do Espaço Aberto
Além de ter transformado a própria língua num chicote que não deixa em paz seus novos adversários – ou seriam inimigos? –, o ex-governador Almir Gabriel tem se esmerado em formular proposições que, digamos, exigem um intérprete.
A jornalista questionou o ex-governador sobre a possibilidade de uma aliança entre o PSDB e o PMDB de Jader Barbalho na eleição do próximo ano.
Almir, segundo a matéria, descartou o que ele próprio denominou de “aliança de palanque” com o PMDB de Jader.
E sapecou o seguinte:
“Não vejo porque não podemos fazer uma cooperação política, mas aliança na hora da campanha, do meu ponto de vista, não é necessário.”
Leram?
É isso mesmo que está lá, literalmente nas últimas linhas de uma das matérias da página 14, primeiro caderno, edição de hoje.
Sim, mas o que significa isso?
Significa que Almir descarta uma aliança eleitoral com Jader para a campanha?
Ao que parece, sim.
Mas então o que seria uma “cooperação política”?
É uma, digamos, aliançazinha de araque?
Em que momento seria essa tal “cooperação política” – antes ou depois da campanha?
O que é mesmo que o doutor Almir quis dizer?
Ou não quis dizer coisa nenhuma?
É preciso que explique.
Porque o tucanês, vocês sabem, não é idioma acessível a qualquer um, não.
Muito pelo contrário.
Siderúrgica da Vale em Marabá será adiada
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Silêncio conveniente: Voz do leitor
Além da barulho terrível outras coisas mais acontecem:
1.- O veículo de um morador em frente ao depósito de carga, já foi batido por uma carreta;
2.- Quando estão carregando as balsas com madeira, quase sempre nos finais de semana, existe uma espécie de madeira "angelin da mata", que espele um odor horrível, causando uma poluição ambiental insuportável...;
3.- Há cerca de duas semanas uma carreta carregada com madeiras tombou na esquina da Trav. São Cristovão, e por muito pouco não atingiu um veículo que estava estacionado, escapando de um terrível acidente de grandes proporções;
4.- Sem esquecer do son alto vindo dos barcos da família que fazem as linhas Santarém/Manaus e Belém, que ficam parados nesse porto todas as sextas feiras.
Como o Senhor Secretário tem conhecimento de tudo isso, vamos aguardar que ele tome as providencias devidas...
Homenageados recebem comenda
Homenageados com a comenda Padre Fellipe Betendorf, ontem, após a solenidade na Câmara de Vereadores.Fátima Fonseca, representante do juiz Gabriel Veloso, o juiz Silvio Maria, a enfermeira Gracil Miranda, a prefeita Maria do Carmo, o vereador José Maria Tapajós, o vice-prefeito José Antônio Rocha, Silvio Tadeu, do São Raimundo e o empresário Raul Loureiro.
Foto: Alfonso Jimenez
Reflexão de domingo
Quem acredita demais no poder de comunicação da Internet deveria gastar algumas horas a percorrer blogs e seus espaços de comentários.
O saldo bruto é uma quantidade fora do normal de lixo.
Comunicação pressupõe inteligibilidade. Nuvens de besteiras não constituem informação e não podem comunicar coisa nenhuma. A maior parte do que aparece na rede não comunica nada, e portanto não pode influenciar ninguém.
Silêncio conveniente
A zona de silêncio proposta pelo secretário de meio ambiente Marcelo Correa para combater a poluição sonora na zona central da cidade tem uma anomalia ensurdecedora.
No perímetro definido por Marcelo a restrição acaba, em direção a leste da zona, na travessa Pedro Teixeira, tendo como referência a praça Gigi Alho, que fica na esquina da rua do Imperador.
Mas se o titular da Sema tivesse firmemente o propósito de acabar com o barulho na orla fuvial da cidade bem que poderia estender o alcance da zona de silêncio por mais 100 metros e atingir, também a travessa São Cristóvão, justamente aonde fica localizado o porto irregular de sua família que, além de sujar a praia, o trafego de veículos pesados que operam naquele local provoca um barulho cavalar nos ouvidos dos moradores daquela redondeza.
Próximo ao local do porto irregular da família Corrêa a prefeitura vai construir a praça Candura da Prainha que, se não tomarem cuidado, vai virar estacionamento de caminhões que fazem operação de embarque e desembarque de cargas.
Produtos de fora mais caros para optantes do Simples
Produtos de fora do Pará vendidos por micro e pequenas empresas paraenses dentro do Estado ficarão mais caros a qualquer momento. E pior: quem está no Simples Nacional já não tem mais vantagem em tributo estadual, em relação às grandes empresas. Tais mudanças estão em vigor desde o início deste mês, quando passou a valer o decreto do Governo do Estado que cobra a diferença de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre produtos comprados fora do Pará, para revenda interna. A justificativa da Secretaria da Fazenda (Sefa) é que a medida visa estimular a indústria local, para a qual o ICMS já era mais elevado.
A medida atingiu em cheio as empresas incluídas no Simples Nacional, um regime simplificado outrora com alíquotas mais brandas, para empreendimentos com circulação mensal bruta de até R$ 200 mil. Para as grandes empresas, a mudança foi um ótimo negócio, pois elas já pagavam o valor atual, superior. Agora, os concorrentes nanicos serão obrigados a repassar a diferença para os consumidores, aumentando o preço e perdendo competitividade. Os revendedores só não repassaram ainda o valor do reajuste de ICMS ao consumidor porque ainda não houve regulamentação de como a mudança imposta pelo decreto irá funcionar.
Curió revela que Exército executou 41 no Araguaia
Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o major Curió, o oficial vivo mais conhecido do regime militar (1964-1985), abriu ao Estado o seu lendário arquivo sobre a Guerrilha do Araguaia (1972-1975). Os documentos, guardados numa mala de couro vermelho há 34 anos, detalham e confirmam a execução de adversários da ditadura nas bases das Forças Armadas na Amazônia. Dos 67 integrantes do movimento de resistência mortos durante o conflito com militares, 41 foram presos, amarrados e executados, quando não ofereciam risco às tropas.
Até a abertura do arquivo de Curió, eram conhecidos 25 casos de execução. Agora há 16 novos casos, reunidos a partir do confronto do arquivo do major com os livros e reportagens publicados. A morte de prisioneiros representou 61% do total de baixas na coluna guerrilheira.
Uma série de documentos, muitos manuscritos do próprio punho de Curió, feitos durante e depois da guerrilha, contraria a versão militar de que os mortos estavam de armas na mão na hora em que tombaram. Muitos se entregaram nas casas de moradores da região ou foram rendidos em situações em que não ocorreram disparos.
Os papéis esclarecem passo a passo a terceira e decisiva campanha militar contra os comunistas do PC do B - a Operação Marajoara, vencida pelas Forças Armadas, de outubro de 1973 a janeiro de 1975. O arquivo deixa claro que as bases de Bacaba, Marabá e Xambioá, no sul do Pará e norte do Estado do Tocantins, foram o centro da repressão militar.
Não se meta em política sem dinheiro
Essa coisa de esperar o apoio de Jader ou do PMDB logo no primeikro turno parece ingênua.
A bolsa de aposta diz que o PMDB lança candidato ao governo repetindo a receita de 2006, entre os candidatos aparecem na ~pole position~Pepeca e Hildegardo, os dois mais diligentes servidores do PMDB da hora.
Depois, no segundo turno,o PMDB repete a garimpagem dos cargos e quinhão de poder e recursos.
Afinal, não se meta em política sem dinheiro.
Edição Espeical - Voz do leitor
Parabéns pela Edição [348 anos de Santarém,] principalmente pelos artigos escritos por grandes penas de ouro,
Uma Edição para ser guardada com destaque para as Memórias que traz de forma transparente como era a Santarém de outrora, fazendo mesmo para quem aqui nao a vivenciou consiga literalmente viajar pela sua história.
Parabéns
Antenor Pereira Giovannini
sábado, 20 de junho de 2009
Em andamento, Paissandu 2 x 1 Águia
O Paissandu vai derrotando o Águia, por 2 a 1, em Parauapebas. O jogo está no intervalo. O time marabaense saiu na frente, aos 17, com Bruno Rangel. Dois minutos depois, Torrô empatou, em chute forte que ainda desviou na zaga e enganou o goleiro Adriano. Aos 41 minutos, em rápido contra-ataque, puxado por Mael, Torrô desempatou. Detalhe: na origem do lance, uma firula do lateral-esquerdo Ednaldo, que tinha a chance de fazer cruzamento mas preferiu tentar um drible a mais.
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Atualizada às 18h46.
Encerrado: Águia 2 x 2 Paysandu
Bruno Rangel 10' 2º
Lúcio Flávio Pinto - PARÁ: Para baixo
O Pará é o segundo Estado mais pobre do Brasil. Só perde para o Amazonas, que, entretanto, pela mensuração dos índices quantitativos, o supera. O terceiro Estado mais pobre é o vizinho Maranhão, que é, ao mesmo tempo, Amazônia Legal e Nordeste (e é o único dos três que já deu presidente da república, o atual senador José Sarney). O Pará é tão pobre assim porque seu IDF (Índice de Desenvolvimento Familiar), o mais recente dos medidores sociais criados no Brasil, é de 0,503, numa escala que vai de 0 (a pior situação) até um (a melhor situação). O IDF do Amazonas é de 0,502 e o do Maranhão é de 0,515. O Estado amazônico mais pobre a seguir, na 5ª pior posição, é o Amapá, que tem o índice 0,517. O Estado menos pobre da Amazônia é o Acre, com 0,565, no 18º lugar. O líder no Brasil, também por essa perspectiva, é São Paulo (0,592).
Se a situação dos Estados é preocupante, já que nenhum deles alcança 0,600, a dos municípios é dramática. Entre os cinco piores, em uma lista liderada por Jordão, no Acre, e Uiramutã, em Roraima (abrangido pela reserva Raposa Serra do Sol, que os arrozeiros queriam continuar a ocupar ilegalmente, sob a alegação de que desenvolviam o local), há dois municípios paraenses, situados na sofrida ilha de Marajó e nos furos da foz do Amazonas: Anajás, em terceiro, e Melgaço, em quarto, ambos com 0,37.
Nenhuma das capitais brasileiras figura entre os 500 municípios com piores IDFs, mas Macapá e Porto Velho estão nos últimos lugares dentre elas, com menos da metade do IDF possível (ou 0,48). Belém vem logo a seguir, com 0,49, na companhia de Manaus e Rio Branco. Ou seja: todas as capitais da Amazônia são vítimas do processo de ocupação dos seus Estados. Com a agravante, no caso de Belém, de o seu IDF estar abaixo da média estadual. Assim, se o interior vai mal, a capital vai pior.
O IDF foi montado pelo Ministério do Desenvolvimento Social com base num cadastro único, que reúne informações sobre as famílias assistidas pelo programa Bolsa-Família, que atende 55 milhões de famílias. O índice é formado por seis itens: vulnerabilidade familiar, escolaridade, acesso ao trabalho, renda, desenvolvimento infantil e condições de habitação. Como foi alimentado com dados acumulados até o ano passado, revela uma verdade que salta aos olhos: o assistencialismo do governo, através do Bolsa-Família, apenas renova a pobreza, sem eliminá-la. A conclusão já podia ser antecipada quando o programa começou, de forma tênue, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, mas agora essa verdade pode ser demonstrada numericamente. Para a Amazônia, significa que a região continua a ser a prima pobre do país, apesar de toda a conversa fiada em contrário. E o Pará segue crescendo como rabo de cavalo (para baixo), a despeito da propaganda de tucanos e petistas.
Com a bolsa, as famílias pobres ou passaram a ter acesso a um rendimento, que até então não possuíam, ou o incrementaram. Poderão sobreviver com mais recursos do que antes. Mas não evoluirão na escadaria social nem terão acesso a atividades econômicas perenes. O programa assistencialista não as prepara para disputar lugares na economia formal. Como os setores econômicos mais dinâmicos no Pará estão ligados à exportação, que tem pouco ou nenhum efeito germinativo local, o subsídio que o governo federal concede aos mais pobres se espraia, porque a clientela que fica à margem dos “grandes projetos” é cada vez maior. Mas sem iniciativas posteriores à mera concessão da bolsa, os beneficiários não conseguem transpor o muro da exclusão. Os mais pobres talvez não morram de fome com a ajuda oficial e até passem a se sentir satisfeitos com a melhoria proporcionada pelo novo “pai dos pobres”, mas continuarão achatados no pé da pirâmide social, como uma casta segregada pelo favor do governo.
Não surpreende o contraste brutal que se cristaliza no Pará: o Estado se empobrece enquanto incrementa seu peso no comércio exterior brasileiro. É o efeito maligno da especialização que lhe foi imposta: ser um exportador de produtos não acabados, da energia bruta ao alumínio, que só multiplicam seus efeitos no mercado consumidor. Como a esmagadora maioria dos consumidores desses bens está fora do Estado ou além-mar, a cadeia produtiva não cresce, deixando de gerar internamente a renda e o emprego exigidos pelo crescimento demográfico, sobretudo via imigração. Para piorar a mecânica, a exportação é desonerada do principal imposto estadual, o ICMS, o que compromete a capacidade de investimento do governo local.
Uma conseqüência política dessa constatação é o empenho de muitos grupos sociais em ampliar a federalização no Estado, a partir da premissa de que Brasília é mais eficiente, mais sensível e menos comprometida com as estruturas locais de poder do que Belém (ou Manaus, ou Rio Branco). No entanto, esse raciocínio, que se expressa através de vários discursos, desde a gestão fundiária até as políticas ambientais, se choca com uma constatação ainda mais evidente: o modelo econômico que gera os desequilíbrios, as distorções e os desastres sociais e ambientais na Amazônia foi criado ou avalizado pelo governo federal. A federalização acaba proporcionando à raposa cuidar do galinheiro, com as vestes do bom pastor.
São tantas as boas intenções, mas o resultado é um só, por trás das quantidades fabulosas: o povo fica cada vez mais pobre. Justamente porque o Pará, tendo a 9ª maior população do Brasil, é o 2º Estado que mais dólares líquidos proporciona à federação nacional, o 4º maior exportador, o 3º maior transferidor de energia bruta, o 2º maior minerador e o 16º em desenvolvimento humano, o 21º em desenvolvimento da juventude e, agora, o 26º em desenvolvimento familiar, neste último índice abaixo de todos os Estados da região que era considerada a mais pobre do país, o Nordeste. Abaixo até do Maranhão, devastado pela oligarquia dos Sarney.
Já Belém é a 74ª pior dentre 79 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes em matéria de infraestestrutura básica, segundo o levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados reunidos de 2003 até 2007, divulgados no mês passado, com exclusividade, pela revista Exame, da Editora Abril. A capital paraense, com 6% de cobertura de rede de esgoto e 1% de tratamento de esgoto, é a pior capital do país nesses quesitos. Ficou à frente apenas de Cariacica, no Espírito Santo, e Porto Velho, a capital de Rondônia, que tem metade da rede de esgoto e nada do seu tratamento. A primeira colocada é Franca, em São Paulo, com 94% e 77%, respectivamente.
Brasília, com a ajuda dos péssimos habitantes amazônicos e dos terríveis líderes paraenses, em particular, está conseguindo o que parecia impossível: acabar com o sonho da Amazônia antes de acabar com a própria Amazônia.
Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós
Redivisão territorial: PLEBISCIITOS GANHAM FORÇA
ARTESÃ E ENFERMEIRA SÃO EXEMPLOS DE DEDICAÇÃO
SANTARÉM, A BEIRA DO RIO, UMA CIDADE DE CARNÍVOROS
MARIA DO CARMO ALMEJA UM POLO TECNOLÓGICO PARA SANTARÉM
MPF INVESTIGA DESVIO DE VERBA
Especial 348 anos: ARY RABELO: um olhar sobre a arquitetura da cidade
HÉLCIO AMARAL: a saga dos nordestinos
BALDINO VASCONCELOS: remininscências de um tempo distante
JUBAL CABRAL: viagem pelo rio Tapajós
Memória de Santarém: Antologia - Um retrato dos anos 30
Mais um desiste de receber medalha da Prefeitura
Agora, a baixa na relação de escolhidos pela prefeita Maria do Carmo é o promotor Raimundo Nonato Brasil, que alegou viagem particular para Manaus, neste sábado.
Para que a solenidade não ficasse esvaziada, a prefeita Maria do Carmo tratou de convidar o empresário Raul Loureiro para o lugar de Raimundo Brasil.
Já o juiz Gabriel Veloso será representada por uma funcionária do fórum de Santarém.
Avião da Tripp estraçalha urubu na decolagem
Devido a disposição irregular do lixo, nos terrenos próximos ao aeroporto local[Itaituba], o vôo da Tripp esta manhã estraçalhou um urubu, na decolagem.
O comandante conseguiu pousar com segurança no aeroporto de Santarém para que fosse feita a manutenção de uma das hélices, que ficou trincada, tal a violência do choque.
E ainda tem uns babacas que acham que segurança e disposição irregular do lixo tem nada a ver.
Jatene abre o jogo
| Ronaldo Brasiliense: Em entrevista exclusiva à repórter Ana Célia Pinheiro, no blog www.pererecadavizinha.blogspot.com , o ex-governador Simão Jatene ,(PSDB) abre o jogo: rebate as críticas do ex-governador Almir Gabriel de que teria feito corpo mole na campanha de 2006, critica as falhas da administração de Ana Júlia Carepa (PT) e fala porque quer voltar ao poder no Estado nas eleições de 2010. Perereca: Tendo em vista essa democratização das relações, no seu governo, que parece ter sido bem mais aberto ao diálogo, a eleição do doutor Almir, pelo próprio perfil dele, não representaria um retrocesso? Jatene: Não, não acho que a eleição do Gabriel seria um retrocesso – até porque, se achasse isso, teria disputado com ele, sim.Acho que a eleição dele seria, sim, um avanço, até porque nós todos aprendemos.E quero lhe dizer com toda a franqueza: se Deus e a população do Pará me levarem, novamente, ao Governo, pode ter certeza absoluta de que não será uma reprodução do que foi.Aprendi, acertei, errei – não tenho nenhuma dificuldade em arrumar o que errei e tentar potencializar o que acertei. Essa coisa da importância do coletivo na construção da sociedade...Não tenho nenhuma dificuldade em me relacionar com qualquer segmento. Tenho dificuldade é em me relacionar com a hipocrisia, com a mentira, com a tentativa de usar a esperteza para enganar as pessoas.E eu sempre digo: não tenho raiva da população porque vota assim ou assado. Tenho raiva é de quem engana a população. |
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Belo Monte: por que a pressa com a obra?
Editor do Jornal Pessoal
Não partilho a posição do Ministério Público Federal, que pediu e obteve da justiça federal a suspensão do recebimento do EIA-Rima da hidrelétrica de Belo Monte, entregue à Aneel pela Eletronorte e a Construtora Camargo Correa. O estudo e o relatório de impacto ambiental são insuficientes, de fato, para atender as exigências do licenciamento ambiental da obra. A maior preocupação dos responsáveis pelos documentos parece ter sido mais de natureza didática, para informar o cidadão comum e influir sobre o seu ânimo em relação ao projeto, do que de aprofundamento técnico.
Mas o necessário adensamento poderá ser feito no curso do licenciamento, entre a licença provisória e a licença de instalação, até a elaboração do plano básico ambiental. Toda e qualquer intervenção no local, no sentido da execução da engenharia da obra, será sustada até que as dúvidas, questionamentos e oposições a Belo Monte tenham sido eliminadas. Ou, caso contrário, seja a hidrelétrica eliminada das cogitações.
A principal lacuna quanto à hidrelétrica do rio Xingu é a sua falta de viabilidade econômica. Até hoje os projetistas da obra não conseguiram demonstrar a lógica da sua construção. Por que submeter a grande risco um dos vales mais importantes da Amazônia, situado numa zona de tensão entre a expansão irracional das frentes pioneiras e as reservas mais próximas de recursos naturais, se não há demanda local que justifique uma usina de tal porte, para 11 mil megawatts? A conseqüência desse fato é que a energia será transferida em bloco para o sul do país (ou para o Sistema Integrado Nacional, como prefere a Eletronorte). O problema é que o sistema de transmissão é muito caro, exigindo um investimento inédito, quase tão pesado quanto o destinado à geração. Sistema que não funcionará, no sentido inverso (sul-norte) porque não haverá mercado a atender do lado de cá, mesmo que haja energia em excesso do lado de lá, em função dos regimes distintos entre as várias bacias hidrográficas do sistema integrado.
Os estudos sobre o impacto ambiental de Belo Monte deviam continuar, mas o cronograma da engenharia deveria ser congelado. Não há razão para a marcha batida que lhe querem impor a empresa estatal e a cobiçosa empreiteira privada. Há excedente de energia no país no momento e a tendência é que assim permaneça a curto prazo. Há tempo não só para examinar melhor a situação no Xingu como para acelerar novas alternativas de geração de energia limpa, como a eólica e, sob condições, a do gás natural.
Nosso modelo, os Estados Unidos, está fazendo uma severa revisão dessas fontes. O desenvolvimento da energia eólica foi incrementado: ela quadruplicou nos últimos três anos e poderá dobrar até o final de 2010 na região noroeste, a maior produtora. Ao mesmo tempo, surge uma oposição mais forte ao barramento dos rios para a produção de energia. Dias atrás o New York Times relatou essa empreitada no sentido de desmontar hidrelétricas, como as da agência Boneville, que barraram o rio Colúmbia e o Snake, prejudicando a pesca das espécies mais nobres de salmão. Mesmo com escadas nas barragens, o peixe enfrenta dificuldades crescentes para manter o seu ciclo. Sua taxa de sobrevivência caiu muito. Há decisão judicial acusando os responsáveis pela geração de energia de não terem feito o suficiente (e possível) para evitar essa ameaça.
O debate tenta definir se simplesmente as usinas devem ser desativadas e substituídas por outras formas de energia limpa, ou se é possível conciliar os dois meios, num modelo novo. Devemos acompanhar e incorporar os benefícios dessa discussão. O que não podemos é ignorá-la, simplesmente deixando intocável a atual matriz energética brasileira, que pretende cobrar um preço insuportável na (e à) Amazônia, mantendo métodos já superados. É o que os barragistas querem impor, sem um decidido e bem apoiado esforço para não só diversificar a geração como conservar energia e combater as perdas.
Jornal circula neste final de semana com edição especial do aniversário de Santarém
Jader não foi ao casamento do senador Mário Couto
O ex-governadores Almir Gabriel e Simão Jatene sentaram-sem em mesa distante uma da outra no casamento do senador Mário Couto, realizado ontem em Belém. Os dois líderes tucanos brigam pelo comando da campanha de 2010 no âmbito do PSDB.
Mas o deputado Jader Barbalho, de quem Mário espera apoio para sua candidatura ao governo do estado, através de uma coligação com o PMDB, embora instentemente convidado, não deu as caras na cerimônia.
Entidades ruralistas reagem ao boicote da carne
Uma nota oficial assinada ontem por 14 entidades que representam o setor produtivo, trabalhadores e a sociedade civil do Estado abre fogo contra o embargo imposto pelo Ministério Público Federal à comercialização de gado criado em propriedades sem licenciamento ambiental ou com pendências trabalhistas.
O principal argumento levantado pela nota é que a proposição do MPF no Estado fere o Artigo 5º da Constituição Federal, que diz que 'todos são iguais perante a lei'.
Para as entidades, o momento é de 'perplexidade e indignação' diante do que chamam de materialização do 'engessamento econômico desta região'. A nota oficial traça um comparativo de que em todo o mundo 'os produtores de alimentos recebem o reconhecimento da sociedade e dos poderes constituídos. Aqui, são rotulados de vigaristas e bandidos, inclusive por autoridades que desmerecem e desonram a função que exercem'.
No texto, relatam que a política federal dos anos 70 foi de integrar a Amazônia e colonizá-la. Havia até a exigência legal para obtenção de títulos de terra para desmatar 50% da área pretendida, com apoio da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Banco Mundial, bancos do Brasil e da Amazônia, por meio de programas como o PIN, Proterra e Poloamazônia.
Exportações paraenses caem 10% em maio
Juiz não vai receber comenda ofertada por Maria do Carmo
O magistrado seria uma das seis personalidades agraciadas com a medalha Padre Felippe Betendorf. Os nomes são indicados pela prefeita Maria do Carmo. A comenda será entregue no sábado, dia 20, na Câmara de Vereadores.
As outras são o promotor Raimundo Brasil, que deu parecer favorável do MP ao registro da prefeita, o juiz Sílvio Maria, que deferiu o registro, e o ex-prefeito José Maria Taájós, que esquentou a cadeira enquanto durou o afastamento de Maria por determinação do TSE.
Completam a lista a enfermeira Gracil e o São Raimundo Esporte Clube.
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Atualizada às 15h39.
O juiz Gabriel Veloso informa que está viajando em decorrência da saúde de sua mãe que está operada para retirada de um câncer, em João Pessoa.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Diploma e ética profissional
Às vezes, quando me perguntam sobre a importância do diploma para o exercício da profissão de jornalista, gosto de lembrar do tempo em que comecei na profissão, na década de 70, quando inúmeras pessoas trabalhavam no ofício sem terem passado por uma escola de formação profissional. Logicamente, a grande maioria exercia um jornalismo de qualidade e ético. Mas alguns profissionais esbanjavam também na falta destes quesitos.
Como exemplo, gosto de citar o caso de um jornalista (não é o caso de citar seu nome, inclusive porque hoje ele já é falecido) que ganhou dois ou três prêmios Esso, era tido como excelente repórter, mas, no exercício da profissão, dava um show no que diz respeito à falta de ética.
Digo isso porque pude testemunhar o tal jornalista em dois momentos. Primeiro, ao vê-lo atuar como repórter policial e, duas décadas depois, quando pude copidescar os seus textos e constatei que se tratava de um semi-analfabeto, o que, certamente, poderia justificar o fato de desconhecer certos conceitos éticos.
Um filme a que já assistimos
Esse jornalista sem diploma e sem compromisso com a ética não fazia entrevistas, mas, sim, interrogatórios com os personagens que por acaso iam parar nas mãos da polícia. Gritava ou empurrava com os presos, pés-de-chinelo ou não. Outra coisa: em plena ditadura, ele não questionava e achava normal ver policiais torturando presos com a cocota (uma sola de pneu usada para bater nas palmas das mãos dos presos). Para ele, a tortura era tida como um ofício corriqueiro contra os presos e não era notícia, mesmo que acontecesse à sua frente.
Acho que é aí que entra a importância dos cursos de Jornalismo para o exercício da profissão. Além de qualificar os futuros profissionais, os cursos são importantes não só para melhorar a qualidade da informação, mas, sobretudo, para comprometer o jornalista com a ética.
O fim da necessidade da formação profissional representaria também o fim do compromisso dos “jornalistas” com o Código de Ética da profissão. Isso abriria as portas do jornalismo para os picaretas, que passariam a usar a informação em interesse próprio, sem qualquer compromisso com a sociedade e com a ética, um filme a que já assistimos muito no passado, antes da regulamentação da profissão.
Para mim, este aspecto, por si só, já justifica a necessidade do diploma para o exercício da profissão. Aliás, se o jornalismo melhorou em qualidade nas últimas décadas deve-se, sem dúvida, às escolas de Comunicação.
Uma decisão danosa
Por Alberto Dines
Difícil avaliar o que é mais danoso: a crítica do presidente Lula à imprensa por conta das revelações sobre o comportamento do senador José Sarney (PMDB-AP) ou a decisão do Supremo Tribunal de eliminar a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. São casos diferentes, porém igualmente prejudiciais à fluência do processo informativo. E exibem a mesma tendência para o sofisma, a ilusão da lógica.
Fiquemos com a decisão do STF. Embora irreversível, não é necessariamente a mais correta, nem a mais eficaz. A maioria do plenário seguiu o voto do presidente da Corte, Gilmar Mendes, relator do processo, que se aferrou à velha alegação de que a obrigatoriedade do diploma de jornalista fere a isonomia e a liberdade de expressão garantida pela Constituição.
Para derrubar esta argumentação basta um pequeno exercício estatístico: na quarta-feira em que a decisão foi tomada, nas edições dos três jornalões, dos 29 artigos regulares e assinados, apenas 18 eram de autoria de jornalistas profissionais, os 11 restantes eram de autoria de não-jornalistas. Esta proporção 60% a 40% é bastante razoável e revela que o sistema vigente de obrigatoriedade do diploma de jornalismo não discrimina colaboradores oriundos de outras profissões.
No seu relatório, o ministro Gilmar Mendes também tenta contestar a afirmação de que profissionais formados em jornalismo comportam-se de forma mais responsável e menos abusiva. Data vênia, o ministro-presidente da Suprema Corte está redondamente enganado: nas escolas de jornalismo os futuros profissionais são treinados por professores de ética e legislação e sabem perfeitamente até onde podem ir.
É por isso que na Europa e Estados Unidos onde não existe a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, são as empresas jornalisticas que preferem os profissionais formados em jornalismo, justamente para não correrem o risco de serem processadas e punidas com pesadas indenizações em ações por danos morais.
O STF errou tanto no caso da derrubada total da Lei de Imprensa como no caso do diploma. E foi induzido pela mesma miopia.
(Transcrito do Observatório da Imprensa)
Hélio Costa quer lei que exija curso superior para jornalistas
"Fiquei muito triste com isso, porque sou um defensor do diploma de jornalista. Sou jornalista não-diplomado, porém, com vários cursos de jornalismo. Comecei minha carreira aos 16 anos. Sinto que é muito importante ter uma formação acadêmica para desempenhar uma profissão tão importante", afirmou.
Para o ministro, o jornalismo mexe com assuntos muito sensíveis, e que em função disso, pode ser comparado a outras profissões que tem grande necessidade do diploma. Costa disse ainda não ter considerado um deboche a declaração do presidente do STF, Gilmar Mendes, que comparou a profissão de jornalista com a de um cozinheiro. "Não acho que ele quis debochar. Mas é uma comparação que não faria", completou. (Fonte:Folha Online)
Unisinos lamenta desregulamentação do Jornalismo
Em Santarém, nem a Faculdades Integradas do Tapajós e o Instituto Esperança de Ensino Superior, que mantem cursos de comunicação social com habilitação em jornalismo ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a decisão do STF.
Leia abaixo o posicionamento da Unisinos:
Universidade posiciona-se contrária à decisão do Supremo Tribunal Federal de tornar não obrigatória a exigência do diploma para o exercício da profissão
Em julgamento realizado na quarta-feira (17/6), o Supremo Tribunal Federal envergonhou o país ao por fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão. Dos nove ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator Gilmar Mendes. O ministro Marco Aurélio foi o único a votar favoravelmente à manutenção do diploma.
A decisão causou indignação na Unisinos, que aderiu formalmente à campanha nacional em defesa da regulamentação do Jornalismo em 2008. O curso de Jornalismo da universidade tem 36 anos e forma mais de 100 profissionais a cada ano. "Sempre defendi a formação acadêmica e mantenho esta postura, desde que não se faça um apanágio da mediocridade. As universidades são responsáveis pela formação de profissionais éticos e sérios", ressaltou o pró-reitor Acadêmico, Pedro Gilberto Gomes.
O coordenador do Jornalismo, Edelberto Behs, havia encaminhado, na véspera do julgamento, uma carta aos ministros, a qual foi assinada por professores, enfatizando o compromisso do curso em contribuir para uma formação digna, capaz, ética, estética, compromissada com valores de justiça e de liberdade. Na carta, ele recorda que, se avaliada a trajetória de jornais, revistas, rádio, televisão nas últimas três décadas, verifica-se o avanço da imprensa na apuração, na redação, na edição e na apresentação de notícias, entrevistas e reportagens, matéria-prima dos jornalistas.
"Esse avanço tem direta relação com a dinâmica e a progressão dos cursos de Jornalismo, que muito contribuíram, e têm muito a acrescentar, na formação de profissionais capazes de fazer as tantas leituras de realidades, também desta que querem nos impingir de que o diploma representa uma reserva de mercado de mediadores da mídia", salientou.
Professor da Unisinos e secretário executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Pedro Osório considerou, em primeiro lugar, o resultado um retrocesso e um motivo de vergonha para os magistrados brasileiros. "Os ministros demonstraram ser uma instituição atrasada na compreensão da contemporaneidade. Defendo que exista uma espécie de controle público da mesma. O que ouvimos ontem foi um absurdo", indigna-se ele, que tem longa experiência como dirigente sindical.
Ele acredita que, inicialmente, poderemos testemunhar uma queda de qualidade na prática profissional. Mas lembra que o diploma sempre será valorizado por simbolizar o conhecimento adquirido em quatro anos de formação, que preparam o estudante a compreender também o papel social da profissão. “Quem não tiver diploma, com todo o respeito, sempre será um profissional de segunda linha. O autodidatismo tem limite”, resume.
No entanto, a categoria não acabará. "Esse é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o Jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação", salientou Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, informando que a executiva da Fenaj reúne-se na quinta (18/6) para definir novas estratégias.
Projeto de deputado santareno vira galhofa
Menos, menos
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Nota da Redação: A nota do colunista é desrespeitosa com um bem imaterial dos santarenos. Mas acerta na mosca quando cobra do parlamentar ações mais concreta em defesa do município.
O Golpe
Os ministros do STF decidiram que não é necessário passar por uma universidade para ser jornalista. Com absurdos argumentos, tipo “jornalismo é arte, é poesia”, acabam de dar um profundo golpe na qualidade do jornalismo brasileiro. Por trás, a lógica capitalista. Sem a exigência do diploma, os sindicatos são enfraquecidos, os salários podem ser rebaixados, já que qualquer um que bata na porta de uma empresa dizendo que sabe escrever um texto, pode ser contratado. Ora, passei, entre a graduação e especialização, cinco anos estudando para ser jornalista. E não acho que isso possa ser jogado no lixo.
Como, caros senhores do Supremo, alguém recém-saído do ensino médio, ou um arquiteto, engenheiro, médico, cozinheiro, motorista, advogado, seja lá o que for, pode saber tecnicamente as regras do lead e da pirâmide invertida? Como podem ter acesso às teorias da comunicação, à história da imprensa, como saber dos conceitos de comunicação, de informação, de assessoria de imprensa, do jornalismo especializado, de projetos de gestão de comunicação organizacional, e principalmente, da ética que envolve o trato da informação? A academia nos fornece essa oportunidade. Outros profissionais diriam: os advogados, os médicos, também “estudam” ética. Mas na seara deles. Na nossa, é outra história.
Como menosprezar o trabalho de autores como Jorge Duarte, Wilson Gomes, Gaudêncio Torquato, Wilson Bueno, Lucia Santaella, Luis Miguel e outros, que tem pesquisado com profundidade o fenômeno da comunicação, a influência da mídia na sociedade moderna, a convergência de tecnologias, o uso da comunicação pública como instrumento de cidadania, a relação entre política e comunicação, a leitura crítica dos instrumentos de mídia. Todos esses temas são tratados na universidade. Não passamos o curso inteiro aprendendo a escrever um texto com português correto, muito menos a falar para “o vídeo”. Aprendi a escrever corretamente desde que comecei a ser alfabetizada. É um aprendizado necessário antes do ingresso em qualquer curso universitário.
Dizer que a exigência do diploma fere a liberdade de expressão? Venham com outra, que essa é no mínimo ridícula! Uma coisa nada tem a ver com a outra. A liberdade de expressão tem outras bases, no direito de qualquer ser humano expressar sua opinião, desde que o mundo é mundo. Vêm de lutas contra ditadores e opressores, seu exercício foi causa de mortes e torturas. É como se dissessem: só os “formados” em jornalismo podem se expressar. Os outros não! Sabemos que isso não acontece. O buraco é mais embaixo. O fato de ter ou não um diploma não influencia na liberdade de expressão, mas sim o espaço onde ela é exercida, e o nível de tolerância de cada sociedade.
Afirmar que a informação mal trabalhada não traz nenhum mal para ninguém? Digam isso para aqueles donos da Escola Base (lembram?). Na UNB, o professor Luis Martins coordena um grupo dentro do curso de jornalismo, que trabalha somente com as chamadas “vítimas da mídia”. Pessoas que tiveram a sua vida destruída por conta da falta de ética no trato da informação. Venham com outra, ministros! Não quero afirmar que a universidade forma profissionais perfeitos. Temos os picaretas, os mercenários também. Como temos médicos que esquecem algodão dentro da barriga do operado.
Então, o próximo passo é dispensar o diploma para carreira jurídica. Basta conhecer as leis. Para ser ministro do Supremo, basta conhecer MUITO, as leis. Para ser engenheiro, pode só saber construir uma casinha. Pra ser matemático, basta saber fazer contas complexas. Pra ser pedagogo, basta saber dar umas aulinhas. Pra ser enfermeiro, é só saber aplicar injeção. Que tal fechar logo as universidades? O Brasil com certeza vai ficar melhor...pra eles.
Desculpa furada
Antes, o dinheiro estava em caixa, mas a obra física não avançava.
Agora, Maria diz que o monstrengo não funciona porque não há garantia de que haja produção agrícola local suficiente para atender à demanda do restaurante.
Se não havia produção, por quê, então, a prefeitura planejou este restaurante?
E a prefeita ainda fala em planejamento estratégico.
Obras que serão iniciadas
Será assinada também a ordem de serviço para o recapeamento da Magalhães Barata.
A prefeitura anuncia também o início da construção de duas praças: bosque da Vera Paz e a Candura da Prainha, na área da antiga usina Imperador
Fenaj: ameaça à democracia
O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo Andrade, disse nesta quarta-feira que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a exigência do diploma para o jornalista representa uma ameaça à democracia. Andrade criticou a postura dos ministros que compararam jornalistas com cozinheiros e modelo e teriam deixado de lado a complexidade e dificuldades da atuação do profissional da área.
Para o presidente da Fenaj, o STF derrubou a exigência pela qualificação dos jornalistas. “Não é novidade para ninguém que o melhor lugar para qualquer pessoa adquirir conhecimento é a escola. Lamento que o Supremo tenha andado na contramão, deixando de lado a exigência por profissionais qualificados. Foi um contrassenso”, afirmou.
Na avaliação de Andrade, ao anular o decreto-lei 972/69, que estabelece que o diploma é necessário para o exercício da profissão de jornalista, o Supremo derrubou uma luta de 40 anos. “É um golpe duríssimo na nossa profissão. São 40 anos jogados no lixo. Foi um milagre o Supremo não nos proibir de exercer o jornalismo no Brasil”, disse.
O presidente da Fenaj disse ainda que vai esperar uma análise do departamento jurídico da entidade para adotar uma orientação aos sindicatos. Segundo Andrade, ainda não há ideia da dimensão do impacto do julgamento. “Vamos analisar a decisão para orientar os sindicatos. Agora, não é uma sentença de morte. Vamos usar a criatividade para garantir que a profissão seja exercida com ética”, afirmou. (Da Folha de S. Paulo)
ABI: fim do diploma expõe jornalistas
Por 8 a 1, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Só o ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção do diploma. O presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício Azêdo, criticou a decisão. “A ABI lamenta e considera que esta decisão expõe os jornalistas a riscos e fragilidades e entra em choque com o texto constitucional e a aspiração de implantação efetiva de um Estado Democrático de Direito, como prescrito na Carta de 1988″, disse ele em nota. Na nota, Azêdo diz esperar que a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) recorra ao Congresso Nacional para “restabelecer aquilo que o Supremo está sonegando à sociedade, que é um jornalismo feito com competência técnica, alto sentido cultural e ético”. Ele informa que a ABI organizou o 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas em 1918 e aprovou “como uma das teses principais a necessidade de que os jornalistas tivessem formação de nível universitário”. (Da Folha de S. Pauloquarta-feira, 17 de junho de 2009
STF considera que jornalismo não precisa de diploma
Nove ministros já votaram. Apenas Marco Aurélio Mello votou pela exigência do diploma de nível superior para a concessão de registro profissional. Dois ministros ainda não votaram por estarem ausentes da sessão de hoje.
A tese vencedora consagra o entendimento de que não há necessidade de formação universitária porque o exercício do jornalismo não representa "risco de vida ao cidadão ao contrário da medicina, engenharia e direção de veículos".
Se essa tese do STF prevalecer para as demais profissões, ninguém seria mais obrigado a cursar direito para poder exercer a profissão de advogado, já que esta profissão também não oferece "risco de vida" à sociedade.
Munduruku e Muirapinima recebem recursos da Prefeitura de Juruti
O Festival das Tribos Indígenas de Juruti, envolvendo as tribos Munduruku e Muirapinima, já é patrimônio cultural do estado do Pará, e devido à importância do evento, o prefeito Henrique Costa tomou a iniciativa de negociar um novo local para o Tribódromo. “O espaço da apresentação se tornou pequeno tanto dentro da arena quanto fora. Então queremos construir um Tribódromo do modo que sonhamos para que atenda também os carros alegóricos prontos antes da festa e principalmente no final, em que as tribos não têm mais onde guardar as ferragens”, frisou o prefeito.
O Festribal acontecerá nos dias 30 e 31 de julho e 1º de agosto, no Tribódromo. A novidade deste ano, de acordo com o secretário municipal de Cultura, Edvander Batista, são as festas que vão acontecer na Arena Cultural, quando não estiver acontecendo o principal evento. O lançamento dos CDs das tribos também tem data marcada. Da tribo Muirapinima será no dia 4 de julho, e o lançamento da tribo vermelha e amarela será no dia 11 de julho, no Universo Munduruku.
(Fonte: Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Juruti)
Memória de Santarém, um marco no jornalismo regional
Escritos pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, os encartes quinzenais do jornal são o mais importante registro cultural, político e econômico de Santarém realizado no jornalismo santareno até esta data.
Os mais importantes fatos da história do município estão registrados em 72 páginas, formato standard. No final do ano, a série será publicada em formato de livro.
Graças à Memória de Santarém, os leitores podem acompanhar em linguagem remissiva, por exemplo, os episódios envolvendo a perseguição aos religosos alemães durante a II Guerra Mundial, a decretação de área de segurança nacional em Santarém, as maiores enchentes do século XX, as viagens dos naturalistas a Santarém no início do século XIX, além do perfil de personalidades artísiticas e políticas do município, entre centenas de temas abordados.
A série Memória de Santarém é editada pelo jornalista Miguel Oliveira e patrocinada pela Alcoa.
Chega de selvageria!: Vânia Maia
Caro Miguel,
Voltando ao batente, após uma semana ausente, tomei conhecimento do atentado contra seu patrimônio e gostaria de manifestar a nossa solidariedade diante deste ato covarde. As autoridades competentes têm o dever de apurar com rigor fatos como esse, pois é inadmissível que nos dias de hoje ainda aconteçam. É um atentado contra a liberdade de imprensa, contra a liberdade de todos os que militam no jornalismo e mantêm a população informada.
Nossa solidariedade. Chega de selvageria!
Vânia Maia
