segunda-feira, 29 de junho de 2009

A saga dos nordestinos - 1ª parte

Hélcio Amaral de Souza

Desde o período colonial que o nordeste brasileiro registra uma das mais desenvolvidas densidades demográficas, formadas por homens e mulheres destemidos, valentes e dotados de incomparável espírito de aventura, dispostos a enfrentar adversidades tão graves ou maiores que as vividas no sertão onde o solo árido e as prolongadas estiagens deixaram cicatrizes profundas na vida destes bravos brasileiros. Desesperados, procuraram outros locais e regiões onde a vida mostrasse um futuro mais promissor para seus filhos e netos e assim espalharam-se para outros centos sempre impelidos pela desejo do sucesso, voltados para o trabalho da agricultura manual, tirocínio para o comércio, financistas, ambicionando sempre o enriquecimento onde o comércio é a espinha dorsal.

A economia na Amazônia é composta de atividades cíclicas baseadas em extrativismo e cultura permanente, sendo as mais marcantes: DROGAS DO SERTÃO, CACAU, BORRACHA, JUTA e OURO. Em todos esses ciclos a história registra presença do homem nordestino contribuindo com o desenvolvimento econômico, miscigenando e ocupando o grande vazio desta imensa região. Não houve trabalho que o homem nordestino temesse. A imensidão líquida não foi obstáculo até mesmo para os que estavam habituados a prolongadas e castigantes secas. Alguns se tornaram hábeis navegadores do rio Amazonas e com bastante eficiência assumiram o comando de navios regionais e uma grande maioria habituou-se ao manejo das pequenas e arriscadas canoas e igarités, por ser estes os únicos meios de transporte que possibilitava acessar a margem dos rios onde se fixava a grande maioria da população amazônica. Não existiam estradas e até mesmo as vicinais carroçáveis eram de pouca distância.

A história nos mostra que na revolução cabana, em 1835, os nordestinos, Angelim e Vinagre lideraram e comandaram com bravura aquele movimento nativista alcançando a vitória, fato que se tornou marco na história da Amazônia.

Após a abertura da navegação motorizada no rio amazonas, em janeiro de l852, a presença do homem nordestino se tornou mais freqüente. As comunidades receberam trabalhadores braçais, médicos, agrimensores e advogados que ocuparam cargo de juiz, promotor, professor ou profissionais liberais que participaram da vida pública e privada acelerando a economia e desenvolvendo a política da região. A faculdade de direito do Ceará, por ser mais antiga do que a do Pará, encaminhou inúmeros juristas que chegaram a assumir a presidência e demais cargos da justiça paraense. Foi na década de 80 do século XIX que o fluxo migratório intensificou. A propaganda exacerbada da riqueza causada pela comercialização da borracha, despertou uma cobiça a todos os povos do mundo inteiro e nossos irmãos nordestinos foram os mais presentes nesta corrida em busca do enriquecimento fácil e rápido coletando a goma elástica para alimentar os carentes e insaciáveis mercados europeus e americanos que experimentavam a grande corrida da revolução industrial. Foi instalada em todo nordeste agencias alistando trabalhadores para a coleta de látex nas florestas da Amazônia. Os alistados eram encaminhados aos seringalistas, coronéis de grandes áreas localizadas à margem dos rios. As despesas de passagem e alimentação, desde o momento em que saiam do nordeste, eram debitadas ao alistado e anotadas no caderno de aviamento (conta corrente) junto com o rancho necessário a sobrevivência da permanência na floresta e que seria ajustado no momento da entrega do produto (borracha), coletado no período, que em grupo ou sozinhos permaneciam na floresta durante o período de estiagem, considerado o mais apropriado para a coleta do látex. A falta de princípios éticos e morais do “patrão” (seringalista ou aviador) impossibilitava o pobre seringueiro obter saldo positivo em sua conta, o que o obrigava viver em constante submissão, coagido até com ameaça de morte, caso desistisse da atividade.

Os artigos de subsistências recebidos para a sobrevivência na floresta eram anotados unicamente as quantidades e o preço só eram colocados no momento da entrega do produto. O preço arbitrado para a borracha, no momento da entrega, nem sempre correspondia ao valor dos artigos de subsistência recebidos e muito menos correspondia a um determinado percentual do valor de exportação do produto para o mercado externo. Não havia forma diferente de parceria nessa atividade. Todos os seringalistas eram inescrupulosos, rudes e truculentos, não se tem informação de um só que fosse diferente.

Na última década do governo Imperial, viveu no Pará um nordestino de Crato, que se tornou um mito; foi o coronel José Júlio de Andrade. Segundo o escritor Cristóvão Lins, em seu livro, Setenta Anos de Império Jarí, José Júlio foi um dos homens mais famosos e poderosos do Pará na última década do século XIX e início do século XX. Tinha bastante dinheiro, fama , influência política, prestígio entre os homens de negócio e se tornou o maior latifundiário do mundo, tendo dentro de sua propriedade um rio, Rio Jarí, desde a nascente até a foz. Na sede de seu império, Arumanduba, as companhias de teatro e ópera francesas, se exibiam, mesmo não tendo um teatro. Sua principal atividade era o extrativismo, tendo a castanha e a borracha como os principais, produtos. Diz o escritor que se não tivesse ocorrido uma forte arenga entre ele e o interventor do Pará, General Joaquim Cardoso de Magalhães Barata, provavelmente ele teria sido convidado para ser candidato a governador do Pará. Diz ainda o cuidadoso escritor, que José Júlio falava corretamente oito idiomas e que lia os clássicos gregos e romanos em sua original. A verdade é quer a fama de José Júlio, perdura até hoje na região do Rio Jarí onde mais tarde veio se estabelecer a Empresa Agro Florestal Jarí.


domingo, 28 de junho de 2009

PM estoura central do disque-droga em Santarém

Ontem à noite uma operação desmontou um esquema de disk droga em Santarém, oeste do Pará. O traficante Antonio Luis R. Nascimento, 32 anos, marceneiro, foi preso em flagrante na Rua Alegria no bairro Diamantino com 21 gramas de pasta base de cocaína, 314 reais e um celular e a motocicleta que ele utilizava para fazer a distribuição do material entorpecente.

Toda a droga estava nos bolsos de Antonio Luis que levou a polícia até sua casa localizada no Beco Madre, no bairro Santíssimo onde foram encontrados diversos materiais de preparo da droga e embalagens para a distribuição. O núcleo de inteligência da Policia Militar já acompanhava a algum tempo o caso desse traficante, sendo possível somente ontem prendê-lo em flagrante num trabalho conjunto com o Grupamento Tático Operacional e 16ª zona de policiamento.

Esse tipo de comércio de droga já vinha sendo denunciado pela população e existia até um telefone onde o viciado ligava e o traficante entregava o material. A polícia militar intensificou os trabalhos ostensivos e está reduzindo a atuação de traficantes em Santarém.

Lúcio Flávio Pinto: Por um Pará novo: contra o Pará pobre

Era com certo orgulho que os paraenses se referiam à sua pobreza antes de o Estado (como toda Amazônia) ser sangrado nas suas artérias vegetais pelas estradas de penetração: aqui havia pobreza, sim, mas não miséria. Os resultados do IDF (Índice de Desenvolvimento Familiar), publicados na edição passada deste jornal, mostram que esta situação chegou ao fim: o Pará tem agora a segunda pior pobreza do Brasil, que só é melhor que a pobreza do Amazonas. Significa dizer que nossos pobres são mais pobres até do que os do Nordeste, arquétipo da miséria antes do Bolsa Família, de cujo cadastro o índice foi extraído.
É uma constatação chocante, mas quem se importa com ela? Ao que parece, ninguém. Ou só o Dieese, a fonte de estatísticas sindicais, que repercutiu a matéria, repassando os dados. Eles são um atestado da vilania nacional em relação à última grande fronteira de natureza do país (e do mundo) – e da falência das elites locais. O Bolsa Família, uma política compensatória (mas que não promove desenvolvimento), foi mais eficiente no Nordeste do que na Amazônia, as regiões situadas no rabo da fila da economia brasileira, por algum fator que ainda não foi bem analisado, mas que pode ser político, em função da grandeza demográfica (e eleitoral) da região nordestina.
Na Amazônia parece mais consolidado o distanciamento entre a curva da riqueza e a da pobreza. As duas evoluem para cima, mas a da apropriação das fontes de riqueza em velocidade maior, criando a sensação, a impressão e a expectativa de que são dois mundos condenados a não se tocarem, exceto através da violência. Esta é a matriz dos assustadores registros de criminalidade na região amazônica e, em particular, em Belém, a capital de maior economia informal e de desemprego do Brasil, dentre vários outros registros negativos.
Não há nenhum sinal de que essa perspectiva mude. Pode-se perceber isso analisando as hipóteses de liderança política no horizonte visualizável a partir da capital. Ou estamos condenados a repetir os líderes já estabelecidos ou a optar por equivalentes a eles que se ensaiam nos umbrais do poder. Por mais que alguns segmentos da administração pública estadual tentem dar melhor expressão territorial à centralização estabelecida no controle político, esses esforços, por serem tímidos e inconsistentes, sequer tocam na engrenagem em funcionamento.
A única hipótese significativa que consta da agenda paraense é a da redivisão territorial do Estado. A viabilidade da criação dos dois novos Estados em projeto é, hoje, mais uma questão política do que técnica. As variáveis em questão mostram que é menos relevante tratar da implementação da idéia, porque ela tem pleno potencial de execução, dependendo apenas de escolhas técnicas (que serão presumidas, à falta de vontade para tratá-las no plano racional, sem os partidarismos e as paixões, ainda predominantes). O problema é o de pagar o preço requerido pela decisão.
Há um preço material, de tradução monetária. Decidir sobre ele é uma prerrogativa do Congresso Nacional, que avalizará a conta em nome do contribuinte brasileiro. Em tese, a fatura é alta demais para ser bancada. O momento não recomenda onerar o orçamento federal e interferir na distribuição de recursos pelos Estados da federação, que está bastante tumultuada. Mas o parlamento nacional se tornou uma caixa de pandora, nos intervalos em que é, acima de tudo, a casa da mãe Joana. Dele, tudo se pode esperar, sobretudo o imprevisível ou inimaginável. Pela lógica, porém, os projetos de criação dos Estados de Carajás e do Tapajós deverão esbarrar no receio de que seu custo seja desaconselhável na atual conjuntura.
Pode, entretanto, acontecer a surpresa e a tramitação chegar a seu termo, com a autorização do plebiscito para decidir sobre a redivisão do Pará. Analisando-se a foto da caravana de políticos de Carajás que foi ao Congresso, em Brasília, pressionar pela tramitação do projeto do novo Estado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, a pergunta imediata que vem é: mas qual a diferença entre eles e as lideranças falidas que dominam o Pará de hoje? De verdade, nenhuma. A avidez nas expressões dos políticos que posaram para as fotos recomenda cautela em relação aos seus propósitos. Mas também é automático outro questionamento: e pode-se obter foto de qualidade diversa de qualquer grupamento político no Brasil?
Se a causa tem consistência e nela estão contidas sementes de boa germinação, esse instantâneo ruim do momento de transição será superado, como já aconteceu em outras ocasiões de relevância na história do Brasil e de outros países. Mais importante é revolver as estruturas viciadas, enrijecidas ou corrosivas, como a que sustenta a cadeia de decisões no Pará dos nossos dias.
Não importa quem esteve na cadeira de governador nas últimas décadas, nas quais o alto do poder decisório esteve em Brasília ou mais além: permaneceu sempre em vigor a regra da dilapidação das riquezas estaduais, da apropriação dos seus resultados e da consolidação do desnível entre riqueza e pobreza. Os líderes do lado de lá, o povo do lado de cá. E assim permanecerá se algo de mais profundo não acontecer.
Pois, então, que seja o abalo dessa estrutura de poder pela redefinição do espaço territorial do segundo maior Estado da federação. Se Belém não se apresenta como reformadora conseqüente, em condições de eliminar o fosso que separa as extremidades físicas do Estado do seu centro administrativo, que Belém perca de vez a condição de nau capitania e trate de navegar em outro espaço.
Por isso, dou meu apoio aos plebiscitos. Que venha a esfinge para a arena. Para ser decifrada ou nos engolir. É melhor sucumbir com honra, no ardor do combate pela história, do que permanecer sob uma pasmaceira que apenas encobre a pilhagem do Pará. Não importando os seus agentes, se tucanos ou ratos.

Festa do arromba

O casamento do vereador Maurício Corrêa com a apresentadora da Tv Tapajós foi farto e animado.
Desta vez, os pais de Maurício abriram as mãos e permitiram que a produção de suas fazendas fosse incluída no cardápio.
Os convivas puderam degustar 35 patos e dez carneiros prata da casa.
Os demais pratos foram encomendados de um buffet da cidade.

O que afasta o PMDB do PT

O jornalista Paulo Bemerguy, titular do blog Espaço Aberto, alinha os motivos da aliança PT/PMDB no Pará está indo para o brejo, mais rapidamente do que muita gente pensava:

O problema todo, ao que parece, é a reaproximação com o PMDB.
O partido já entregou o comando da Sespa – inclusive todas as regionais.
Quem assumiu foi um petista.
O PMDB também já debandou do Hospital Ofir Loyola.
Quem assumiu foi um médico indicado pela governadora, ou seja, pelo PT.
O PMDB de Jader Barbalho também não indicou ninguém para assumir a Adepará, após a saída de Rubens Brito, sob a suspeita de irregularidades.
Quem assumiu foi um petista de carteirinha, Aliomar Arapiraca da Silva.
O PMDB também está quase fora do Detran, depois da saída de Lívio Assis.
Até hoje, a autarquia é dirigida por um interino, Alberto Campos da Silva. A efetivação dele como diretor-geral está encruada por um motivo essencial: é herança do tucanato.
O que sobra para o PMDB?
Sobram a Secretaria de Obras, sob o secretário Francisco das Chagas Melo Filho, o Chicão, e a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), comandada por Eduardo Ribeiro.
A Seop só tem dinheiro para construir obrinhas de araque – e olhe lá.
A Cosanpa administra uma enorme inadimplência e em alguns municípios, como Santarém, é alvo de repulsas e contrariedades.
Por tudo isso é que a aliança do governo Ana Júlia com o PMDB de Jader firma-se cada vez mais com uma ficção.
E a continuar assim, não adiantará nem a intervenção de Brasília.

Briga de irmãos teve até coquetel molotov

Dois irmãos advogados - um autônomo e outro ex-defensor público - entraram em guerra aberta ontem à noite, na avenida Rui Barbosa.

O carro novinho em folha do autônomo foi parcialmente destruído pelo mano enfurecido. Só não houve sinistro total porque o emissor do coquetel molotov errou o alvo.

A PM foi chamada, houve prisão, algemas, choro e ranger de dentes.

O life motive dessa escaramuça toda está na disputa por um imóvel recebido de herança pela dupla beligerante.

São tantas as versões que é impossível saber quem está com a razão nesse lamentável episódio.

Editorial

O jornal O Estado do Tapajós apóia a unificação do fuso horário de Santarém ao de Brasília.
O editor-chefe do jornal, Miguel Oliveira, não considera consistentes as justificativas daqueles que se opõe à mudança de fuso. Parece até campanha por diletantismo.
Até porque é do tempo em quem queria trabalhar e estudar, cedo madrugava, sem esperar pela luz do sol.

sábado, 27 de junho de 2009

Veto de Lula a MP 458 desagrada ruralistas e ambientalistas

Da Folha de São Paulo:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou ontem o artigo 7º da medida provisória 458 que trata da regularização fundiária da Amazônia, conforme revelou a Folha ontem. O artigo permitia a transferência de terras para empresas e regularizava as propriedades que são exploradas por prepostos. O veto é uma vitória de ruralistas, mas com uma concessão aos ambientalistas, que a chamavam de "MP da Grilagem".
Para o governo, é a MP da regularização fundiária da Amazônia. Ontem tanto de ambientalistas como de representantes do setor agrícola e pecuário criticaram a sanção parcial. O artigo 7º não fazia parte da medida provisória enviada pelo governo. Foi colocado quando a medida foi discutida na Câmara. Também foi vetada uma parte do artigo 8º, mas por fazer referência à compra de terras por empresas e à exploração por prepostos.
"Com a ampliação [feita pelo Congresso], não é possível prever os impactos para o desenvolvimento do processo de regularização fundiária, uma vez que não há dados que permitam aferir a quantidade e os limites das áreas ocupadas que se enquadram nessa situação", diz mensagem de Lula que será encaminhada ao Senado.
O objetivo da MP é regularizar 67,4 milhões de hectares de terras públicas ocupadas ilegalmente na Amazônia, área equivalente às áreas somadas da Alemanha e da Itália. Ela prevê a doação de terras com até cem hectares (que representam 55% da área), uma cobrança simbólica para as propriedades com até 400 hectares e a venda com valor de mercado daquelas que têm até 1.500 hectares para os proprietários que já estavam lá até 2004. Essas terras poderão ser pagas em 20 anos.
O governo resolveu doar ou vender por um valor simbólico terras públicas na Amazônia por entender que a regularização tornará mais fácil fiscalizar e punir eventuais desmatadores, e evitará grilagem e acirramento de conflitos agrários. A MP exige que os proprietários cumpram a legislação, preservando 80% de suas terras.

Presepada

Embora seja louvável a preocupação do ministro Carlos Minc em combater o desmatamento da Amazônia, a visita de ontem de sua excelência à região do Curuatinga foi mais um jogo de cena.
Até porque flagar a atuação de madeireiros ilegais e apreender carregamento de madeira sem o documento de transporte é rotina do Ibama e não precisa da presença do ministro.

Fogo amigo

Dirigentes peemedebistas estão cada dia mais desconfiados que o vazamento de uma planilha contendo os valores pagos aos médicos contratados pela cooperativa para atuarem no Hospital Municipal de Santarém partiu de setores petistas e pedetistas que estão de olho gordo no cargo de Zé Antônio Rocha.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Atualização somente a partir de amanhã, ao meio-dia

Santarém e sua arquitetura – um olhar sobre a arquitetura da cidade.

Ary Rabelo
Arquiteto


É sem dúvida um grande desafio escrever sobre a arquitetura de nossa cidade, impõe de imediato dizer que as análises adiante devem ser encaradas apenas como um olhar próprio, não me aventurando a estabelecer diretrizes e nem entrar no pantanoso terreno de discussões. O espaço é pouco, ante tão extenso tema. Penso que pode servir como base para um debate mais aprofundado e necessário. Para que caminho vai, ou esta indo a nossa urbe, ao completar 348 anos.

A valorização urbana.

Pinço da internet algumas idéias de Beto Cosentino, que em excelente reflexão, demonstra a incoerência urbana que se ajusta a nós. “A maior parte das famílias, quando busca uma residência, analisa a rua, depois as ruas e finalmente o bairro onde está instalada”. “Cria-se uma imagem da situação em função da “cara” das casas vizinhas e do aspecto do bairro. As “caras” das casas dos vizinhos faz com tenhamos uma imagem mais ou menos agradável do que poderemos encontrar.

Uma residência bem cuidada e pintada, com um jardim (fato cada vez mais raro), ou vasos, pode sinalizar um vizinho zeloso. “Se a maioria das casas está nesta condição sentimos que a rua fica agradável.”

Quando o bairro tem um bom número de serviços como mercados, escolas, farmácias as pessoas logo dizem: “Esse bairro é uma beleza, tem tudo perto!”.

Se tiver uma oferta de transporte público e as ruas são bem iluminadas isto dá qualidade ao todo, valoriza a residência. Quando aumenta a procura por residências, elas se valorizam e, acontecendo isto, o bairro se valoriza. O aumento desta procura trás investidores e eles trazem os edifícios.

Os prédios começam a aparecer pelo bairro, trazendo novos vizinhos e carros e .... Usando a mesma infraestrutura anterior. As ruas e as calçadas não se alargam, o esgoto não recebe aumento da capacidade de vazão. A energia e a água também recebem uma carga considerável de consumo. Os serviços já não conseguem atender com presteza.

O trânsito aumenta e não conseguimos estacionar defronte à própria casa. As pessoas não param mais pra conversar. Aumenta a oferta de serviços e, em função da demanda eles fecham mais tarde.

A casa valorizou. As ruas têm mais trânsito. O bairro está mais cheio. Aumenta o fluxo de ônibus. A energia falha. O ruído aumenta e o silêncio dura somente três ou quatro horas na madrugada.

O imposto aumenta.

“O imposto aumenta?”, pergunta o morador.

Sua casa não valorizou? Então aumenta o Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU.

Conforto Urbano para poucos.

Santarém, em 18 anos (de 1991 a 2009), cresceu quase uma Alenquer (aproximadamente 30 mil hab). Sem a necessária implantação de infraestrutura e de políticas urbanas que previssem o crescimento espontâneo e desordenado de bairros, que já somam 48. Sendo um desafio permanente de seus governantes, levarem urbanização à totalidade desses bairros.

As intervenções urbanas realizadas nesses últimos anos nos mostram uma mudança na paisagem urbana principalmente em áreas nobres. O motivo principal é a falta de verbas suficientes para atender a demanda.

Destes bairros, não mais de 10 podem ser considerados “confortáveis” em termos urbanísticos que contam com todos os serviços necessários à cidade.

Paulatinamente, vemos uma mudança, inicialmente provocadas pela pavimentação de vias. Esta mudança reflete-se na arquitetura.

Há uma tipologia da arquitetura de Santarém?

A preocupação com a arquitetura nas residências está intimamente ligada à infraestrutura do bairro onde ela é construída, e logicamente ao poder aquisitivo do morador.

Em bairros dotados de infraestrutura, praticamente não vemos muitas residências com platibandas, e sim com seus grandes telhados com telhas de barro à mostra, em volumes que dão leveza ao prédio. Parece-me esta característica ser mais presente e buscada. Assim como a construção de grandes muros frontais, indicando serem feitos por medida de segurança. A cor escolhida é quase sempre em tons pastéis, com predominância do branco, creme e suas variações. O abrigo de veículos se integra a essas casas.

Nesses bairros vemos ainda a construção de prédios residenciais coletivos entre 2 e 4 pavimentos se proliferarem, assim como prédios comerciais, a maioria desrespeitando a legislação, quanto à ocupação no lote e reserva obrigatória de vagas de garagem, prejudicando não somente a si, mas todo o seu entorno e vizinhança.

Nas residências de bairros mais afastados, o padrão construtivo é casa térrea onde inicialmente, e devido o baixo poder aquisitivo, são construídos apenas os cômodos mais urgentes para habitar, posteriormente são acrescidos outros. Ou ainda, são adquiridas casas prontas tipo popular (antigamente chamada padrão Cohab). Nos primeiros dias, o carro (quando adquirido) é guardado ao relento, no tempo. Ato seguinte, na frente da casa faz-se uma cobertura para sua proteção (uma puxada) impedindo a entrada de sol na sala, que nunca mais verá sua cor. Resultado, o sujeito cobre o carro e cria um problema de saúde familiar. A isto chamamos insalubridade. Uma residência deve ser ventilada e insolada sempre. Isso cria um ambiente saudável.

Em prédios antigos, vemos um padrão arquitetônico, o uso de azulejos na fachada, frisos no perímetro das esquadrias, beirais curtos com tubos de descida de águas. Jardins quase sempre nas laterais das casas. Nos atuais, uma miscelânea, vários estilos, com predominância ao uso de grandes beirais para proteção solar e telhas aparentes, pouco uso de frisos. Quando existe, o jardim é na parte frontal da casa que está recuada do seu limite. São usados quase sempre rebocos e pintura.

A cidade e a arquitetura.

A cidade com planos urbanísticos adequados, e com um rígido cumprimento de suas legislações, leva o habitante a acreditar na necessidade de se adequar a ela, e não o contrário. Hoje, como dantes, e em grande parte (lógico com raras exceções) novas construções não estão se importando, para o reflexo que dará sobre a vizinhança, o bairro e sua cidade.

Tomemos como exemplo a área central. Por sua alta valorização, as construções nem sempre observam os recuos obrigatórios e a área máxima permitida para sua implantação. Não observam a necessidade e obrigatoriedade de se deixar áreas permeáveis para infiltração de água da chuva no terreno. Contribuem assim para o acumulo de águas na agora sub dimensionada rede de esgotos e o conseqüente alagamento, e enchente.

A pseudo proteção de nossos prédios históricos.

A legislação obriga que na área central, as construções novas tenham um recuo de 3 metros do meio fio. Mas para reformas de prédios antigos não há essa obrigação. O que fazem. Pegam um prédio antigo, dizem que é reforma. Ato seguinte fazem um tapume que ninguém observa o que esta dentro, e demoli-se por completo, muda-se tudo, inclusive a parede da fachada, antes antiga e “pseudo protegida” . Ao tirarem o tapume, a fachada está maqueada, totalmente fora do que era antes, e....não cumpriu-se o recuo obrigatório e útil. Exemplos: O antigo tiro de guerra entre outros.

Por outro lado, a descabida exigência de remeterem-se os projetos para Belém, antes de aqui serem analisados, para serem aprovados no DEPHAC (Departamento de Patrimônio Histórico...), que simplesmente pedem um documento (com firma reconhecida) de que os alicerces não irão abalar prédios históricos, pasme-se... a 300 metros de distância. Não fazem a análise do projeto. Se algum dia o fizeram, não conhecem nossa realidade, nem o prédio histórico que será objeto de reforma. Exemplos: Solar dos Branco na esquina da TV dos Mártires com a Siqueira Campos. 9 entre 10 arquitetos a quem perguntei, acham que o prédio foi descaracterizado 50% de suas linhas históricas. Reclamam que esta exigência não atinge seu objetivo de preservação, uma vez que não há regras claras para a efetiva proteção de nosso patrimônio histórico. Enquanto isso vai se demolindo e descaracterizando os poucos prédios históricos que temos condições de manter preservado. Apelar a quem? Será que não existe em Santarém, profissionais capazes de analisar estes projetos?

O papel da Legislação

Assim Santarém vai se evoluindo, cresce desordenadamente. O papel fundamental no processo de transformação urbanistica, que são os planos diretores e as legislações de ocupação do solo, vão depois das ocupações espontâneas. Nada indicando no momento, quando serão ordenadas. Todos os governos buscam dentro de suas limitações de verbas, atenderem as demandas urbanísticas. Porém essas são muitos maiores que as verbas existentes, nada indicando que sem um pesado investimento resolveremos esses problemas a médio ou longo prazo. Mantidos os altos investimentos e a política do atual governo, mesmo assim, vislumbramos um longo prazo para ver uma Santarém totalmente urbanizada. Registre-se que este tipo de problema não são enfrentados somente aqui em nossa cidade. Sendo um desafio para seus governantes, que não raro tem sua administração julgada, pela quantidade de obras realizadas, como se esse parâmetro fosse marca de uma boa administração.Infelizmente.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

UnB forma, em jornalismo, a primeira índia pelo sistema de cotas

Camila de Magalhães
Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Amazonir na prática da área que mais gosta do jornalismo: TV

Correio Braziliense

A pernambucana Maria Amazonir Araújo da Cruz Ferraz, 28 anos, é a primeira indígena a se formar na Universidade de Brasília (UnB) por meio do sistema de cotas, iniciado em 2004. Ela acaba de concluir o curso de Comunicação Social, habilitação em jornalismo. A jovem confessa que pensou em não entregar seu trabalho final após saber da decisão do Supremo Tribunal Federal, que aboliu a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão.

"Quando soube disso, me deu uma louca, quase peguei uma passagem e fui embora para a aldeia", conta ela, lembrando que o que a impediu foi responsabilidade com o governo. Para ela, foi uma decepção saber que o diploma não era mais necessário. "Acho que desvalorizou a profissão e desmereceu o tempo de estudos na universidade", opina ela, dizendo que poderia ter feito outro curso, caso soubesse antes. "Lutei tanto durante cinco anos e hoje o diploma não serve mais".

Amazonir produziu um programa piloto de televisão sobre questões indígenas. Reuniu psicólogos, educadores, alunos e até o reitor da UnB para debater sobre saúde, política e educação de indígenas como cidadãos comuns, e não pintados, como no ritual. "Quero levar a questão indígena para ser discutida no mundo todo, de forma realista, para ser respeitada".

A apresentação para a banca examinadora será no início de julho. Dependendo do resultado da avaliação, ela pretende levar o projeto adiante e executá-lo para trabalhar na mídia em prol de seu povo. Agora quer passar um período na aldeia enquanto aguarda a aprovação do pedido de dupla habilitação em audiovisual. Amazonir também pretende fazer um mestrado em psicologia ou ciências políticas. Depois, voltará para a comunidade para disseminar sua bagagem e mostrar que é possível realizar um sonho.

"Sei que sou a primeira do convênio a se formar, mas isso não é algo incrível". "Não é uma coisa extraordinária um índio estudar alguma coisa", defende. Para ela, o maior problema é a oportunidade, diferenciada pela oferta de educação, situação geográfica, financeira e social. Na avaliação dela, o convênio tenta suprir uma desigualdade sem querer discriminar. "Precisamos de algo desigual para poder entrar".

Simon diz que Sarney deve sair antes que seja obrigado

Daniela Lima

Agência Estado

Pela segunda vez essa semana o senador Pedro Simon (PMDB - RS) subiu à tribuna do Senado Federal para pedir o afastamento do presidente do Senado, José Sarney(PMDB-AP). Segundo Simon não há como o senador Sarney investigar todas as denúncias da casa, já que ele é ligado ao ex-diretor geral, Agaciel Maia. "Não é ele que vai analisar os 14 anos do diretor geral que ele criou e que ele manteve". Depois do discurso de Simon, os senadores subiram à tribuna para comentar o discurso do senador do Rio Grande do Sul.

O discurso de Simon foi feito no plenário do Senado, que está esvaziado por causa das festas juninas, com a presença de apenas oito parlamentares de um total de 81.

Para Simon, se o presidente se afastar da Casa não significa automaticamente uma admissão de culpa ou de responsabilidade de atos que estão sendo denunciados pela imprensa. "Pelo contrário: representa um ato de grandeza", defendeu. Na opinião do senador, Sarney fez "muitas coisas boas" e a má-fé não faz parte de seu programa. Durante o discurso, Simon disse também que os escândalos que envolvem o Senado não devem ser atribuídos a um ou outro parlamentar. "A frase bíblica nunca esteve tão certa: ninguém pode atirar a primeira pedra. Não se pode dizer que 'não fui eu' e não dizer que 'foi ele'. Há responsabilidade coletiva" observou.

O senador disse ainda que está "caindo em depressão" com o exagero das mensagens que tem recebido por e-mail. "Me falam para ir para a casa, que não há solução e que o Senado tem de fechar...", citou. Na avaliação de Simon, o Senado passa por uma série de erros. "Dos quais sou responsável por muitos. Esta Casa se encontra no ápice de uma crise e o Brasil inteiro olha para essa Casa. E de uma maneira que eu não tinha visto", considerou. Ele lembrou que a classe política é vista de uma maneira "muito dura" pelo povo, mas se disse surpreso com a mudança de tom dos brasileiros. "Nunca (vi olharem para o Senado) com um olhar tão magoado e triste, como agora.

Deputado pede ação da Adepará para evitar febre suína clássica no Marajó

O deputado estadual José Megale(PSDB) criticou o governo do estado por não ter ordenado à Adepará que enviasse uma equipe de técnicos para detectar ou não a incidência de febre suina clássica, na ilha do Marajó.

Segundo Megale, “no Globo Rural essa semana apareceu uma matéria no Amapá, divisa com o Pará, um foco do vírus da febre suína clássica. É uma doença altamente contagiosa, que afeta suínos de todas as idades. Tem um início repentino com alta morbidade e mortalidade. Pode afetar o corpo inteiro ou quaisquer de suas partes, excessivamente contagiosa em suínos. Até hoje a Adepará que é um órgão competente não foi fazer a fiscalização. O governo não mandou nenhuma equipe. Não estão tratando com seriedade esse assunto", criticou o parlamentar.

De acordo com Megale, "se o foco estiver aqui (Ilha do Marajó), tem que ser exterminado. Isso é muita irresponsabilidade do governo. A doença merece atenção porque pode trazer prejuízos à economia, já que impede a comercialização e a exportação da carne de porco. Estão esperando o que para agir, o momento necessário?".

"O Governo precisa tomar uma atitude junto ao governo do Amapá. A sociedade espera por uma providência”, ressalta Megale.

Correios devem abrir concurso para 12 mil vagas em agosto

Lídia Rezende - Do CorreioWeb
De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios, em entrevista ao Correioweb, a empresa deve publicar, em agosto, o edital do concurso que prevê 12 mil oportunidades para níveis médio e superior. As chances são destinadas a todas as cidades do país onde há agências dos Correios. Os salários devem variar em torno de R$ 1.365,75 a R$ 3.268.

Estão previstas 8.400 vagas para carteiro, atendente e operador de triagem, todas funções de ensino médio. As 3.600 oportunidades restantes são reservadas a candidatos graduados, para os cargos de engenheiro, advogado e médico.

Segundo a diretoria do órgão, 5.000 postos serão preenchidos imediatamente. As outras 7.000 chances irão formar cadastro reserva. O maior número de oportunidades é para carteiros. No total, serão destinadas 6.000 vagas para a função.

Os testes da seleção devem ser realizados nos meses de setembro e outubro. Todos os candidatos serão submetidos a provas objetivas.

CPC entrega certificados a aprovados em concurso

Os 44 santarenos aprovados em concurso público para os cargos de peritos criminais, médicos legistas e auxiliares dos técnicos de perícia do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves comemorarão a conclusão do curso, amanhã (26), às 19h30, no auditório da UEPA.

Vice faz aniversário no dia em que assume a prefeitura de Santarém

O vice-prefeito Zé Antônio Rocha(PMDB) assumiu hoje a prefeitura no dia em que completa 36 anos de idade.
A titular, Maria do Carmo, está em Belém, com o pires nas mãos, atrás de verbas para reconstruir o sistema viário da cidade - algumas ruas asfaltadadas em seu primeiro mandato não aguentaram a estação das chuvas.

Lula deve vetar parte de MP sobre regularização de terras na Amazônia

Da Folha de São Paulo:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que vetará a parte da MP 458 --chamada de "MP da Grilagem" por grupos ambientalistas-- que permite a transferência de terras da União para pessoas jurídicas.

A medida provisória foi aprovada pelo Senado no início do mês, com o objetivo de regularizar 67,4 milhões de hectares de terras públicas ocupadas ilegalmente na Amazônia, área equivalente às áreas somadas da Alemanha e da Itália.

Parte do artigo 7º da medida provisória, que autorizava a transferência de terras para empresas, era uma das mais polêmicas. Agora, apenas áreas pertencentes a pessoas físicas poderão ser regularizadas.

O presidente ainda estuda se vai vetar outro ponto da MP que levantou bastante discussão --o artigo 2º, que permite que terras em nomes de terceiros sejam regularizadas. Segundo um assessor direto que acompanha as discussões sobre o tema, Lula ainda está em dúvida sobre esse artigo.

O presidente deve bater o martelo hoje sobre todos os possíveis vetos e a sanção da MP, uma das mais importantes e polêmicas da área ambiental nos últimos anos.

O texto prevê a doação de terras com até 100 hectares, uma cobrança simbólica para as propriedades com até 400 hectares e a venda daquelas que têm até 1.500 hectares para os proprietários que já estavam lá até 2004.

Nova reunião

Hoje, em Brasília, Lula deve se reunir novamente com ministros de todas as áreas relacionadas ao tema para chegar à decisão final.

Apesar do objetivo de regularizar a situação fundiária numa área sem lei, o que, na visão do governo, permitiria conter o desmatamento, a medida tem encontrado muita resistência.

A ex-ministra do Meio Ambiente e hoje senadora Marina Silva (PT-AC) vem defendendo que Lula vete os incisos 2 e 4 do art. 2º, que autorizam a regularização de terras ocupadas por prepostos; o art. 7º, que permite a transferência de terras da União para pessoas jurídicas e para quem já possui outras propriedades rurais; e o art. 13, que dispensa a vistoria prévia.

A MP é defendida como "moralizadora" por entidades ruralistas, que conseguiram incluir no texto algumas das medidas mais controversas, durante a sua tramitação.

Proposta a isenção de taxas estaduais para portadores de necessidades especiais

Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Alexandre Von (PSDB/PA) isenta do pagamento de taxas de emplacamento, licenciamento anual, transferência de propriedade, alienação e desalienação, os veículos motorizados adaptados, destinados ao uso exclusivo de condutores portadores de necessidades especiais. A proposta, apresentada na Assembléia Legislativa nesta quarta-feira (17/06/2009), atende a uma reivindicação feita ao parlamentar santareno pela Associação dos Amigos Portadores de Deficiência Física do Tapajós - AAPDT, e visa eliminar a cobrança de taxas sobre veículos especiais, tais como: automóveis e motocicletas adaptadas, triciclos, quadriciclos e outros.

Para o deputado tucano, \"a isenção das taxas estaduais, recolhidas junto ao DETRAN, acompanhada de uma diminuição na burocracia, proporcionará às pessoas portadoras de necessidades especiais do nosso Estado a valorização de sua cidadania, ao facilitar sua integração na sociedade e no mercado de trabalho\".

Fonte: http://www.alexandrevon.com.br/proposicoes/projetos_lei/projeto_lei_isencao_taxas.pdf

O papelão verbal do coronel

Gerson Nogueira

Na condição de chefe da delegação brasileira na Copa das Confederações, o coronel Antonio Carlos Nunes de Lima, presidente da Federação Paraense de Futebol, rompeu o mutismo que caracteriza ocupantes da honraria e corre o risco de carimbar sua passagem pela África do Sul com a mancha da incontinência verbal.
Logo de cara, na chegada da Seleção à cidade de Bloomfontein, cometeu discurso marcado pelo preconceito e a desinformação. Como se estivesse num convescote qualquer bancado pelas ligas interioranas do Pará, que lhe são inteiramente submissas, o coronel não conteve a língua.
Com a má educação que não é própria dos paraenses e com o mau jeito que as normas diplomáticas desaconselham, Nunes sublinhou que a cidade sul-africana era uma espécie de elo perdido no fim do mundo. Como se fora um globe-trotter, analisou que Bloomfontein iria ficar mundialmente conhecida em função da presença do selecionado brasileiro.
Não que isso seja uma inverdade, mas é óbvio que na vida há momento para tudo. Ali, na recepção organizada por Bloomfontein, não era a ocasião apropriada para enaltecer a fama e o valor do time brasileiro. Nunes não precisava usar sua opinião para constranger ninguém – principalmente o prefeito da cidade anfitriã. Os maus modos do chefe da comitiva foram registrados pelos organizadores do torneio e até por dirigentes da Fifa.
Além de quase instaurar um incidente diplomático, o tropeção verbal do cartola paraense cria, ainda, uma saia justa para a CBF, que se prepara para organizar uma Copa do Mundo daqui a cinco anos – e certamente não gostaria de receber o mesmo tratamento por parte de um dirigente visitante.
Não satisfeito, o boquirroto miliciano partiu para novos ataques. Desta feita, denunciando o clima de insegurança em Johannesburgo. Ao visitar Soweto, berço da resistência contra o apartheid, reclamou – ora veja só – da falta de um lugar para festejar as vitórias. Em outras palavras, sentiu falta de uma bodega qualquer de rua, como se isso fosse item de primeira necessidade numa cidade que abriga torneio internacional.
O surpreendente despreparo na articulação das palavras não faz justiça ao cartola habilidoso e matreiro que Nunes sempre foi, conseguindo por isso mesmo manter-se no comando do futebol regional por mais de duas décadas. E sua loquacidade não honra o convite de seu amigo Ricardo Teixeira para chefiar a delegação, como prêmio de consolação pela exclusão de Belém da lista de sub-sedes da Copa de 2014.
Pode-se concluir depois dos últimos incidentes que o coronel foi duplamente infeliz. Primeiro, ao aceitar honraria tão questionável; e, em aceitando, não ter a capacidade de manter a matraca fechada. Juca Kfouri, em sua prestigiada coluna, aconselha Teixeira a mandar Nunes de volta para casa. Paraenses de boa cepa entendem que ele nem devia ter ido.

Perfume

Lúcio Flávio Pinto:

A falta de uma clara definição dos limites entre o Pará e o Amazonas, acertada entre os dois Estados, deu motivo a um incidente em 1952. A firma Chady & Cia. extraía árvores para a produção do óleo de pau-rosa em dois lotes que obteve por arrendamento do governo do Pará. Mas nesse ano o governo do Amazonas resolveu cobrar os impostos devidos, ameaçando impedir a retirada da essência da usina se o tributo não fosse recolhido. A firma recorreu ao Estado. O procurador fiscal da fazenda estadual, Alarico Barata, pai do poeta Rui Barata, foi de parecer, “como medida urgente, que o Fisco paraense cobre os impostos a que tem incontestável direito, garantindo, também, a firma prejudicada na livre saída do seu produto”. Opinava dessa forma por não encontrar “outra alternativa”.
Independentemente da disputa tributária e do contencioso territorial, cabe observar a existência de uma atividade produtiva responsável pelo desaparecimento de uma árvore importante nas florestas da região. A essência de pau-rosa era usada para fixar o odor dos perfumes, os mais famosos dos quais fabricados na França.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Gleba Mamuru: não ao engessamento minerário

Jubal Cabral Filho

Caro editor,
Espero, com ansiedade e preocupação, que os órgãos que cuidam de provável RESEX ou PROEX, ou o EX que seja implantado em qualquer lugar deste Pará tenham a capacidade de escutar os anseios minerários antes de decretar este tipo de engessamento para um dos mais completos tipos de empreendimento sustentável do país, que é a mineração.
Não se pode imaginar que sejam imobilizados os recursos naturais do sub-solo, sem um estudo criterioso e detalhado a partir dos trabalhos geológicos realizados.
Infelizmente, no Pará, os gritos minerários ainda estão bastante roucos, posto que não existe, a nível de estado, um órgão que cuide da formalização e incentivo da mineração.
Continuo a exigir que a área ambiental caminhe sempre com igualdade em qualquer atividade exploratória no estado.

Peixe-boi amazônico

Do Blog do Nelson Tembra

Equipe do Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA), do Instituto Chico Mendes, resgatou um filhote de peixe-boi amazônico de aproximadamente seis meses e o alojaram na base avançada do centro, em Belém, para readaptação e posterior reintrodução na natureza. Com 23 quilos e 110 centímetros de comprimento, o filhote de peixe-boi amazônico foi encaminhado para o Zoológico das Faculdades Integradas do Tapajós e, de lá, levado para a o CMA em Belém, onde permanecerá até o desmame, o que levará cerca de dois anos. Atualmente, a base avançada do CMA em Belém abriga cinco peixes-bois amazônicos, dos quais, a mais velha está com um ano e meio e a previsão é de que no próximo ano ela seja devolvida à natureza.

Mais dinheiro para reforma dos mercado Modelo

Em parceria com a Prefeitura Municipal de Santarém, a Sepaq repassará R$ 153 mil para obras de implantação de infraestrutura, e R$ 800 mil para reforma e recuperação do Mercado Modelo.
A obra está atrasada pelo menos seis meses.

Presidende da cooperativa de médicos dribla a imprensa

Apesar da secretaria de saúde do município ter convocado a imprensa para que o presidente da cooperativa que contrata os médicos para a emergência do Hospital Municipal de Santarém esclarecesse as denúncias na folha de pagamento desses profissionais, Giovanni Oliveira Rattacasco Filho não deu as caras para enfrentar os jornalistas.

Comunidades do Rio Mamuru vão participar de mapeamento da região

O Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor) realiza hoje (24), no município de Juruti, uma reunião com representantes do poder público local e das comunidades que vivem no entorno do Rio Mamuru, no oeste paraense. O objetivo do encontro será planejar, junto com a população, a expedição que será realizada na região a partir do dia 6 de julho, quando será desenvolvido o trabalho de mapeamento participativo no local.

Mapeamento – Durante a expedição pelo Rio Mamuru, técnicos do Ideflor visitarão as comunidades, que escolherão seus representantes para fazer parte do mapeamento participativo. O objetivo da ação será mapear áreas específicas que poderão ser utilizadas, por exemplo, para fins extrativistas, tendo como base os mapas do Instituto e informações dos comunitários. “A localização exata dessas áreas vai subsidiar o plano de uso da região, ou seja, que atividades econômicas serão desenvolvidas em determinados locais, seja em um PAEX (projeto de assentamento extrativista) ou RESEX (reserva extrativista)”, explica Daniel Francêz, Gerente de Outorga Florestal do Ideflor.

A partir do trabalho que será desenvolvido junto às comunidades do Rio Mamuru, será possível promover a regularização fundiária da região, além da melhoria da qualidade de vida da população, através da renda gerada com a utilização sustentável dos recursos naturais. A expedição deve durar aproximadamente dez dias.
(Fonte:Ideflor)

Bar Mascote, 75 anos


O tradicional Bar Mascote, na orla da cidade, completa hoje 75 anos de fundação.
A foto mostra a original fachada do Mascote, vista pela rua João Pessoa( hoje Lameira Bitencourt), em 1934. É o primeiro prédio à direita.

Blog do Estado no Twitter

O Blog do Estado já pode ser acessado pelo Twitter desde o dia 2 de junho.
É só clicar aqui.
Ou na caixinha na barra lateral, no alto da página do Blog.

Protesto contra embargo à carne paraense

No AMAZÔNIA:

Sindicatos ruralistas espalhados do Pará começam a organizar manifestações no Estado contra o embargo às 21 propriedades impedidas de comercializar boi para frigoríficos e grandes redes de supermercados. Hoje, uma comissão de vereadores de Santarém estará na Assembléia Legislativa requerendo sessão especial para discussão do tema.
Pecuaristas de Santana do Araguaia, no sul do Pará, decidiram bloquear as rodovias que dão acesso aos Estados de Mato Grosso e Tocantins, também em protesto contra o embargo. Em Altamira, na Transamazônica, os produtores rurais decidiram se manter em assembléia geral permanente até que a situação mude. Em Paragominas e Capanema, o movimento organiza protestos que poderão parar as BR-316 e BR-010.
'Agora que está caindo a ficha do MPF e estão querendo encontrar uma saída honrosa, discutindo o TAC. Esse movimento ocorre na base e eu não posso proibir', declarou o presidente da Federação da Agricultura, Carlos Xavier.
No próximo dia 10 de julho, ele estará em Brasília, a convite do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para dar uma palestra sobre o projeto 'Preservar', na Câmara Temática de Bovinocultura do ministério. 'O Pará foi escolhido para servir de exemplo ao Brasil e o MPF está engessando todo mundo, punindo o Estado, a cadeia produtiva e punindo os empregos', desabafou. Xavier observou que está orientando os produtores rurais para construção de boas defesas na Justiça Federal às ações civis públicas ajuizadas pelo MPF. 'São ações inadequadas, inoportunas e indevidas. O Ministério Público alega que houve desmatamento ilegal, mas não houve. Quem vai decidir agora é o juiz. Como esse assunto é um direito individual, estamos orientando os 21 proprietários das fazendas que tomem as devidas providências, mas eles nem foram citados ainda. Quando forem, vão se defender', pontuou.

Radialista é insultado enquanto caminhava

O radialista Jorge Carlos, da Guarany FM, foi insultado ontem por João Sena Segundo, filho do empresário João Sena.
O radialista caminhava pela orla da cidade quanto foi abordado aos berros por João Segundo, que reclamava das críticas que Jorge Carlos faz em seu pograma matinal a respeito da crise de abastecimento de água em Santarém.
João Segundo se diz amigo do coronel Paulo Elayr Nogueira de Lima e resolveu tomar as dores do diretor da Cosanpa em Santarém.

ALC: Ponto e contraponto

O post "ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO - UMA ALTERNATIVA SUSTENTÁV...", de autoria de Olavo das Neves suscitou o seguinte comentário de Jubal Cabral Filho:

Senhor editor
Não vi, no desabafo do signatário, nenhuma preocupação com a geração de emprego nesta defesa da ALC em Santarém.
Não adianta simplesmente mostrar que o povo vai sentir os efeitos da diminuição dos preços dos produtos, se não houver povo com dinheiro para comprá-los.
A renda parece que só interessa aos empresários, neste caso.

De: Olavo das Neves

Caro Jubal,
A criação de uma ALC além de incentivar o surgimento de novas empresas e empregos especialmente no setor terciário de nossa economia, ainda contribuirá com a manutenção daqueles já existentes.
Ressalto que a ALC contribuirá também com a industrialização, pois estes gozarão de incentivos diversos como a própria aquisição de matéria prima, e como consequencia mais empregos.
Vale ressaltar que nossa cidade possui no comércio a maior geração de empregos entre todos os setores econômicos, onde qualquer benefício ali gerado terá reflexos imediatos na qualidade de vida de todos os envolvidos, inclusive nós.

Lula sugere analisar acervo de Curió

Roberto Almeida

O Estado de São Paulo:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em entrevista à Rádio Capital, emissora AM de São Paulo, que é "importante levar a sério" os documentos revelados pelo Estado sobre a repressão à Guerrilha do Araguaia, guardados por 34 anos pelo oficial da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o Major Curió. Para o presidente, é preciso "analisar o que é verdade, o que não é verdade, porque não se pode ficar atrás do chutômetro".

Lula prometeu resolver ainda nesta semana a divergência entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o secretário especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, sobre a participação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos e de representantes dos familiares nas buscas por corpos no Araguaia. Vannucchi havia pedido ontem a Lula que garantisse a presença da sociedade civil nas buscas.

De acordo com os arquivos de Curió, 41 guerrilheiros foram executados quando já estavam presos e não ofereciam risco às tropas. Na versão militar, 67 guerrilheiros estavam de armas na mão quando morreram. A falta de arquivos e informações oficiais era apontada como a grande dificuldade para que corpos dos guerrilheiros fossem encontrados e mais detalhes fossem revelados.

São Raimundo intensifica treinos em Belterra

Para a partida de estréia na série D do campeonato brasileiro, o São Raimundo iniciou hoje de manhã, em Belterra, os treinamentos técnicos e táticos em Belterra.

O técnico Walter Lima já conta com o elenco de jogadores definido para o jogo diante do Moto Clube, dia 5 de junho, no estádio Barbalhão.

Cosanpa castiga Santarém

Depois da visita do presidente da companhia a Santarém, há um mês, a Cosanpa piorou o serviço de abastecimento de água na cidade.
Até nos bairros centrais as torneiras estão seca há uma semana.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Plano Safra: ministro diz que preocupação é recurso sair a tempo

Agência Estado

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou nesta terça-feira (23/6) que a principal preocupação dos produtores e do próprio ministério em relação ao Plano Safra 2009/2010 é fazer com que os recursos cheguem ao agricultor e ao pecuarista "no tempo certo". Ele fez a afirmação ao chegar para a audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Câmara dos Deputados

Stephanes ouviu comentários de jornalistas, os quais disseram que os produtores aprovaram o plano, mas reclamaram da manutenção da taxa de juros em 6,75% ao ano, a mesma aplicada em 2008. "Os juros estão estabelecidos. A maior preocupação deles, e nossa, é de que os recursos cheguem ao agricultor no tempo certo", disse. Segundo ele, para que isso ocorra, é preciso que os bancos operacionalizem as transações. "Mais importante do que juro baixo é ter o dinheiro à disposição", avaliou. O Plano de Agricultura e Pecuária disponibiliza R$ 107,5 bilhões de recursos para financiamento do setor, quantia considerada suficiente pelo ministro

Stephanes ressaltou que o Banco do Brasil é o principal instrumento de chegada dos recursos ao agricultor e que age com o dinheiro à disposição. Já as outras instituições financeiras costumam dificultar um pouco mais o acesso, lembrou o ministro, por conta das características do setor, como alto endividamento, falta de garantias e risco elevado. "Alguns bancos ainda são um pouco reticentes", disse

O ministro comentou, ainda, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem demorado "um pouco" para liberar os recursos, principalmente, aqueles voltados para investimento. Ainda sobre os juros, o ministro ressaltou que a taxa mais aplicada no plano de safra é apenas um pouco maior do que a inflação. Segundo ele, o que pode encarecer o custo do dinheiro para o produtor é a cesta de recursos acessada por ele, que chega a ser de até 15% ao ano. "Quando o agricultor busca dinheiro fora, é mais caro e isso é ruim", comparou. Stephanes acrescentou que já é possível constatar o retorno das tradings ao mercado. Elas haviam se afastado em função da crise financeira internacional. "Já estão retornando e retornando de forma forte", disse

Depois da ambulancha, vem aí a motolância


Santarém já tem mais motocicletas que automóveis.
Imaginem agora se o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência fosse reforçado, com a utilização de motolâncias, como vai acontecer em Manaus, hein? Em Santarém já funciona o sistema de ambulancha na região dos rios.
Na capital baré, a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) aguarda a entrega de 14 motocicletas equipadas para prestar os primeiros atendimentos à vítima, antes da chegada da ambulância. De acordo com o secretário de saúde de Manaus, os veículos serão entregues à população no mês de julho.
(Com informações e foto do Portal Amazônia)

Governo diz que saldo negativo de empregos diminui

O Pará obteve um saldo negativo de 682 empregos, ou seja, uma queda relativa de 0,13%. Este é o melhor desempenho desde novembro de 2008, quando teve início a crise econômica mundial.

De acordo com informações do Caged/MTE, foram 19.271 admissões (3,36% a mais que em abril) e 19.953 demissões (4,01% menos que em abril). Uma recuperação de 1.461 postos de trabalho, entre os dois meses analisados.

(Fonte: Agência Pará)


Pará perde quase 15 mil empregos


Do site Pará Negócios,

"O balanço efetuado pelo Dieese/Pa, com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego sobre a trajetória do emprego formal no Estado do Pará mostra que nos cinco primeiros meses de 2009 (janeiro a maio) foram feitas em todo o Estado 93.840 admissões, ante 108.324 desligamentos, gerando um saldo negativo de 14.484 empregos com carteira assinada, com um decréscimo de 2,62% no numero de postos de trabalho. No mesmo período de 2008 foram feitas em todo o Pará 255.683 admissões e 229.957 desligamentos, gerando um saldo positivo de 25.726 empregos, com um crescimento de 5,26%." (www.paranegocios.com.br)

Balsa com madeiras ilegais apreendida pelo Ibama no rio Amazonas


Deflagrada na última sexta-feira (19), a Operação Bajara apreendeu nas primeiras horas da ação, uma balsa com cerca de mil metros cúbicos de madeiras nobres das essências ipê, maçaranduba e angelim, que estava sendo transportada sem nenhuma documentação na confluência dos rios Curuará e Amazonas. O responsável será autuado em cerca de R$ 300 mil pela infração.

De acordo com o Chefe da Fiscalização do Ibama em Santarém, Gustavo Podestá, a região do rio Curuá-Una/Curuatinga tem apresentado muitos problemas referentes à extração ilegal de madeira. "É uma área que tem sofrido com a intensa exploração ilegal de madeira nos últimos anos, por causa da facilidade de escoamento pelos rios, já que é repleta de ramais", explica Podestá.

A balsa com as madeiras já está sob os cuidados da Gerência do Ibama de Santarém e será encaminhada para doação. A Operação Bajara, que foi iniciada no dia 19 de junho, tem o objetivo de combater a extração, transporte fluvial e comercialização de madeira ilegal na
região do curuatinga. Ela permanecerá na área por tempo indeterminado.

(Fonte: Ascom/Ibama)

Seduc faz proposta de reposição de aulas

Até o final desta semana, dirigentes do Sintepp devem decidir se aceitam a proposta de reposição de aulas apresentada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O assunto foi discutido em reunião nesta terça (23), com a presença de representantes do movimento estudantil, na sede da Seduc. Os professores do estado paralisaram as atividades por 26 dias, entre os meses de maio e junho.

A proposta de reposição da Seduc inclui aulas aos sábados, com início a partir de agosto. Segundo os técnicos da Secretaria de Educação, se for utilizado um sábado de cada mês como dia letivo até janeiro de 2010, será possível repor os dias parados. Com esta proposta o início do semestre letivo de 2010 fica adiado para o dia 22 de março.

Em Santarém, os professores decidiram em assembléia que não aceitam a reposição de aulas aos sábados.

No mundo do barro


É assim que a prefeitura de Santarém está atuando para tapar os milhares de buracos que infestam as ruas da cidade.
Foto: Betinho Sá

Proibida plantação de soja de 1º de outubro a 30 de novembro em Santarém e Belterra

Começa com um rápido amarelecimento da planta, posterior queda das folhas e pode causar perdas de 30 a 75% da produção. A ferrugem asiática é uma praga que ataca a soja e pode causar terríveis prejuízos à plantação. Para combatê-la, o governo do Pará, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepara), e em conformidade com a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), instituiu o Comitê Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja.

O comitê foi criado no segundo semestre do ano passado e tem como principais atribuições planejar, executar e fiscalizar o vazio sanitário da soja no Estado - uma prática que impede o plantio de soja por determinados períodos, de acordo com as peculiaridades de cada microrregião paraense, no intuito de evitar a contaminação da ferrugem asiática nas plantações do território do Estado.

De 15 de julho a 15 de setembro, nas microrregiões de Conceição do Araguaia, Redenção, Itaituba, Marabá e Altamira, e de 1º de outubro a 30 de novembro, nas microrregiões de Santarém, Altamira, Paragominas, Bragança e Guamá, é proibido o plantio de soja e, obrigatório, a exterminação de plantas que tenham nascido voluntariamente - na queda dos grãos em terrenos durante o transporte.

A medida, que é amparada pelo Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), busca o fortalecimento do sistema da produção agrícola da soja no Estado do Pará e manutenção da arrecadação dos cofres públicos estaduais.

(Fonte: Secom/Pará)


Faro inaugura sua primeira biblioteca comunitária

O município de Faro ganhou seu primeiro espaço comunitário dedicado à leitura – a Biblioteca Padre João Adolfo. Inaugurada no último domingo, dia 21, a construção do prédio foi uma iniciativa da Igreja Católica de Faro e teve a parceria da Mineração Rio do Norte (MRN) e da prefeitura da cidade. “A biblioteca irá facilitar o acesso da população ao conhecimento. Nosso objetivo é estimular o hábito da leitura, especialmente entre as crianças e os jovens”, explica Raimundo Pinto, o padre Dico, responsável pela obra.

A MRN doou diversos livros para a biblioteca, entre eles duas coleções completas de enciclopédias. “Vamos continuar apoiando e doando livros. Ações que propiciam e estimulam a leitura são muito importantes. Torcemos para que o hábito de ler se acentue na população local”, ressalta o gerente de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo Paula.

“Esperamos que esse espaço esteja cada vez mais cheio de livros e pessoas para lê-los”, exalta padre Dico. Para Maria da Conceição Vidal, moradora de Faro, a abertura da biblioteca foi um passo muito importante para o município. “Além de Faro, as comunidades vizinhas, como Maracanã e Ubim, terão um lugar para fazer suas pesquisas e leituras”, avalia.

José Olivar- Portal 2009

O Senado aprovou a PEC nº 47/08, conhecida como PEC paralela dos Vereadores, que limita os gastos dos Municípios com as Câmaras de Vereadores. Pela Emenda aprovada, a Câmara de Santarém terá diminuído o seu repasse de 7% para 6%, considerando que estamos na faixa entre 100 e 300 mil habitantes, o que, pela nova Emenda – entrará em vigor a partir de 1º/01/2010 – altera as disposições do art. 29 –A, da Constituição Federal.

Direitos do Advogado

Sou daqueles pessimistas que não acreditam na eficácia do art. 6º do Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei 8.906/04), que afirma não haver hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público. Nessa tríade, nós advogados – com raríssimas exceções – ficamos em desvantagens e os neófitos na profissão, são os que mais sofrem, ainda tateando seus direitos e deveres, às vezes até se acachapando. Há exceções de um lado e de outro, mas ainda falta muito. Cabe à OAB e a nós, conseguirmos a eficácia da norma e o respeito aos nossos direitos como indispensáveis à administração da Justiça.

Ganhando pontos:

(01) Os contribuintes municipais, pela remissão de juros e multas sobre os débitos fiscais em atraso, conforme autorização dada pela Lei Municipal nº 18.267, de 12 de junho de 2009. Pela lei, os juros e multas serão reduzidos de acordo com o parcelamento dos débitos e numa escala que vai de 50% a 80% de redução. (02) A programação da Prefeitura Municipal em homenagem aos 348 anos da cidade , onde se inclui a revitalização de algumas praças e limpeza de ruas que estão realmente precisando. Afora isso, a Prefeita não pode esquecer de tratar as erosões e os buracos que campeiam em toda zona urbana.

Perdendo pontos:

(01) A Prefeitura Municipal de Santarém, que até agora não iniciou – se iniciou ninguém viu – a operação tapa buracos, já que as ruas estão intrafegáveis e as oficinas de veículos faturando alto com as consequências da buraqueira. Espera-se que a ilustre Maria do Carmo comece logo a agir. (02) A estrada de Alter do Chão que a cada dia piora mais, embora a Governadora, que muito promete, até agora nada tenha feito, mesmo aproximando-se as férias de julho e o Festival do Borari, se é que vai haver. Eta Governadora boa!

Presente de grego


O Clube do Remo deu um verdadeiro presente de grego ao São Raimundo.
Liberou Edinho para o Pantera.
O jogador, de uma vida pregressa conturbada, aprontou no jogo contra o Nacional, no último sábado, amistoso realizado no Barbalhão.
Edinho atingiu com uma cabeçada um jogador do Nacional que foi parar no hospital.
O jogador violento já foi devolvido ao Clube do Remo.

Festival de Parintins


Começa sexta-feira o festival do boi de Parintins.

Garantido e Caprichoso entram no bumbódrom, amanhã, para os testes de luz e som.

OS velhos políticos de sempre

Antenor Pereira Giovannini


Sr Editor

Quando é que essa velharia toda irá resolver colocar o pijama e ficar em casa cuidando de plantas, de netos ou então se candidatarem a sindico de prédios ou ainda gerente de asilo.
Tal qual o resto do País na sua grande maioria não há renovação na política.
São os mesmos velhos de sempre. Sempre os mesmo nomes. Sempre as mesmas caras. Eta paisinho medíocre difícil de ter novos lideres políticos.
Está mais do que na hora darem lugar aos mais novos e irem para casa tomar sopinha e assistirem novelas.
Em qualquer mídia são sempre os mesmos nomes, as mesmas caras.
Desde octogenário Presidente do Senado que não abre mão do cargo, da política, das lambanças por debaixo do pano, passando pelos estados e obviamente indo parar nos municípios. A cola não desgruda da cadeira.
A situação no Pará não diverge. Abre e fecha jornal/blog/noticiário de tv são sempre os mesmos.
Poderiam ficar em casa que nem eu enchendo pelos blogs, mas pelo menos não estariam literalmente tomando lugar de gente nova com pensamentos novos e quem sabe uma política menos viciada e enrugada.

ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO - UMA ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL.

Olavo das Neves

A luta pela criação de uma ALC - Área de Livre Comércio em nossa região é legítima.
Não podemos aceitar que o Pará seja o único Estado da Amazônia preterido deste modelo. Fora deste contexto nosso Estado tem perdido muito com a arrecadação em virtude da invasão de produtos oriundos das ALC´s de nosso entorno, especialmente Manaus e Macapá, que diariamente estão abastecendo nossa região com produtos que outrora eram adquiridos aqui.
Os produtos frutos de invasão são os mais diversos, desde sabão em pó até derivados do leite.
Importante ressaltar que a população será especialmente abraçada com a consolidação de uma ALC, pois sentirá no bolso seus benefícios com a redução de preços de inúmeros produtos.
Outro ponto de grande relevância é a redução da pressão sobre nossas florestas, onde a exemplo de outras áreas contempladas, surge uma nova alternativa econômica que contempla perfeitamente a máxima da sustentabilidade.
Importante que se diga que a ALC não é a única alternativa econômica para nossa região, pois diversos outros segmentos, como mineração, turismo, agricultura, pecuária, madeira, entre outros, precisam ser incentivados e devidamente enquadrados em políticas públicas que garantam sua harmonia com nosso ecossistema.
Para isso tudo acontecer esperamos contar com uma unidade política que desvencilhada de sentimentos menores estejam firmes em prol dos interesses comuns de nossa população.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Aids bem longe da cura


Do Correio Brasiliense:

A francesa Françoise Barré-Sinoussi, diretora da Unidade de Regulação de Infecções Retrovirais do Instituto Pasteur (em Paris), e o norte-americano Robert Gallo — fundador do Instituto de Virologia Humana da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland — entraram para a história da medicina em 1983. Com o também francês Luc Montagnier, eles descobriram e isolaram o HIV, vírus causador da Aids. Françoise e Montagnier cultivaram células de linfonodos de pacientes que apresentaram nódulos característicos do estágio primário da Aids. Depois, detectaram a atividade da enzima retroviral transcriptase reversa, uma assinatura da replicação do vírus. No ano passado, os dois dividiram com o alemão Harald zur Hausen o Prêmio Nobel de Medicina, a mais alta honraria que um cientista pode receber. Em 4 de maio de 1984, Gallo publicou uma série de quatro artigos na revista científica Science, nos quais demonstrava que o retrovírus HTLV-III era a causa da Aids. Também criou o primeiro teste de detecção da doença, por meio do sangue. Mais tarde, o microorganismo seria renomeado HIV.

A medicina, com todo o aparato tecnocientífico, está distante de alcançar a cura da Aids?

FRANÇOISE BARRÉ-SINOUSSI: Nós ainda estamos muito distantes da elaboração de uma cura para erradicar o vírus dentro do corpo humano. E a razão é simples. Muito rapidamente após a infecção, o vírus HIV estabelece reservatórios em diferentes tecidos, especialmente nos órgãos linfoides. Esses reservatórios são em sua maior parte compostos de células nas quais o vírus se integra em estado latente. Por isso, os reservatórios são persistentes, mesmo em pacientes sob tratamento de antirretrovirais. Tão logo o tratamento é interrompido, algumas células são ativadas e o vírus começa a se multiplicar de novo. Toda tentativa que a pesquisa científica faz para eliminar ou controlar reservatórios falhou até agora. Na busca de definir futuras estratégias, nós devemos entender mais precisamente os mecanismos que levam ao estabelecimento e à persistência dos reservatórios de HIV.

E quais as principais barreiras para se obter uma droga capaz de matar o HIV?

FRANÇOISE BARRÉ-SINOUSSI
: Se você está falando sobre a prevenção da transmissão, os microbicidas são capazes de matar o vírus. Eles têm sido amplamente testados como meios de prevenção, mas infelizmente forneceram apenas resultados desanimadores. Isso porque eles matam o vírus e as células saudáveis, o que resulta em lesões que mais tarde favorecerão a infecção. Para a pesquisa de hoje, as dificuldades são principalmente uma questão de ciência e técnica. Nós precisamos ser mais inovadores e criativos, para que novos conceitos e novas técnicas surjam. Em relação ao acesso a tratamento e prevenção, é claro que um verdadeiro comprometimento político é essencial. Programas nacionais de informação, educação e melhora do sistema de atenção à saúde são necessários para se disseminar os resultados da pesquisa
.

Por que é tão difícil deter a proliferação da doença pelo mundo? Quais são os obstáculos para uma imunização efetiva?

FRANÇOISE BARRÉ-SINOUSSI
: Uma vacina profilática seria o único meio eficiente de deter a epidemia de Aids. Muitos desafios ainda têm de ser transpostos, antes de desenvolvermos uma vacina eficaz: a variabilidade genética do HIV e sua capacidade de fugir ao mecanismo de defesa do sistema imunológico, o estabelecimento primário de reservatórios virais, a transmissão célula a célula, os mecanismos de proteção ainda indefinidos, a infecção e a alteração de elementos-chave do sistema imunológico, a bastante rápida indução de disfunções da resposta imune adaptativas e inatas, além de limitações nas pesquisas com cobaias animais.