terça-feira, 7 de julho de 2009

Justiça nega habeas e mantem na cadeia frei acusado de abuso sexual

O desembargador Alexandre d’Ivanenko, em decisão monocrática nesta tarde (03/07), indeferiu liminar em habeas corpus que buscava a liberdade para o frei Ângelo Chiarelli, preso em flagrante na Comarca de Rio do Sul pela prática, em tese, do crime de atentado violento ao pudor. A defesa do religioso sustentou que não restou caracterizada qualquer situaç...

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Michel se apresenta ao Papão

Do Blog do Gerson Nogueira:

Com as bênçãos do técnico Valter Lima, o meia Michel já se desligou do São Raimundo e se apresenta hoje na Curuzu, a tempo de treinar para os próximos compromissos do Paissandu na Série C. Antigo sonho de consumo dos bicolores, Michel chega com o cacife de ter sido o maestro do time santareno na campanha do vice-campeonato estadual. E tem todas as chances de virar titular absoluto, embora dispute diretamente a camisa 10 com Vélber e Tiago Silva.

O Quinta Emenda para. Força, Juvêncio!

Do Espaço Aberto

O blog Quinta Emenda – um dos mais lidos e mais polêmicos de Belém e de todo o Estado – não tem sido atualizado desde o dia 27 de junho passado.
Nesse período, para ser mais preciso, foi feita apenas uma atualização, no último sábado.
Não são poucos os leitores que têm se preocupado com isso.
Leitores que se habituaram a passar o dia inteiro lendo o Quinta querem saber muito mais sobre o editor do Quinta, o economista, cientista político e publicitário Juvêncio de Arruda Câmara, 54 anos, com breve passagem pelo jornalismo, no início dos anos 80.
O Espaço Aberto lamenta informar, mas o Quinta Emenda ficará sem atualização por um tempo indeterminado, ainda indefinido, impreciso.
Juvêncio, o Juca de tantos amigos, enfrenta aquela que talvez seja a maior e mais decisiva batalha de sua vida.
Está com um câncer – dos mais agressivos e insidiosos – num dos rins.
Descobriu a doença recentemente, há menos de duas semanas.
A enfermidade avançou rapidamente.
Os efeitos colaterais, as consequências e a extensão da doença, igualmente muito agressivos, impossibilitam Juvêncio de atualizar seu blog.
E assim o será enquanto ele estiver submetido ao tratamento que lhe foi prescrito.
Juvêncio continua antenadíssimo. Com tudo e todos.
Tem plena consciência dos seus limites, das suas condições, dos desafios que deverá enfrentar daqui para a frente.
Para isso, tem contado com o carinho, a afeição, as boas energias, os bons fluidos e as orações de seus amigos e, agora, certamente, de todos os leitores, que passam a tomar conhecimento do motivo da paralisação de seu blog.
E mais do que isso, Juca tem contado com o carinho e a dedicação absoluta dos familiares que o cercam.
Nos últimos dias, não são poucos os que, por e-mail ou telefonemas, tentaram contactar com Juca.
Ele não pôde atender aos telefonemas e nem responder aos telefonemas porque, repita-se, precisa de repouso total.
E como não pode atualizar seu blog, Juca e sua família atribuíram ao Espaço Aberto a missão – nada confortável, vale confessar – de transmitir essa informação publicamente, em atenção aos amigos e milhares de leitores do Quinta Emenda.
Força, Juca!
Muita força!

Casa própria poderá ter inscrição pela internet


Na primeira edição da coluna que, a partir desta terça (7), publicará em 94 jornais do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo estudará a possibilidade de fazer pela internet o cadastramento para o programa Minha Casa, Minha Vida, de financiamento da casa própria para segmentos de baixa renda.

Questionado a esse respeito por uma pensionista de Cariacica (ES), Lula afirmou que a pergunta era "na verdade, uma ótima sugestão".

"As áreas específicas do governo serão acionadas para o estudo e a possível adoção dessa alternativa", afirmou na coluna, intitulada "O presidente responde".

Ele disse ainda que o desconto das prestações do programa poderá vir a ser feito na folha de pagamentos dos pensionistas do INSS e dos trabalhadores da ativa.

Lula também respondeu a outras duas perguntas de leitores dos jornais, uma sobre a qualidade do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e outra sobre os gastos públicos para a Copa de 2014.

“Sabemos que há problemas no SUS, como filas e dificuldades para se marcar um exame ou consulta, o que é um transtorno para as pessoas mais fragilizadas. Conhecemos essas deficiências e estamos permanentemente tentando eliminá-las. A questão é que temos o maior sistema de saúde pública do mundo. (...) O financiamento desse sistema é um desafio gigantesco”, respondeu, afirmando ainda que com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo perdeu recursos.

Respondendo a um leitor, o presidente negou que tenha ocorrido uma "sangria de dinheiro público" nas obras do Pan 2007 e afirmou que, para a Copa, o governo federal não arcará com compromissos dos estados e municípios.

"Vamos fazer um planejamento detalhado das obras e depois reunir representantes dos estados e dos municípios sedes para definir responsabilidades, dando transparência ao processo. O Ministério do Esporte vai monitorar as obras para que tudo esteja pronto antes de 2014", escreveu.

(G1)

A saga dos nordestinos - 2ª parte

Hélcio Amaral de Sousa

A presença nordestina foi tão intensa, que, chegou a influir na cultura cabocla de Manaus; o sotaque nordestino prevaleceu e perdura até os dias de hoje.

A derrocada da borracha no mercado internacional foi tão violenta que bem poderia ser denominado de “genocídio econômico da Amazônia,” onde ricos empresários dormiram ricos e amanheceram pobres e os seringueiros miseráveis. A rica região passou a ser tratada apenas como potencialmente rica e os quase duzentos mil nordestinos que para cá tinham vindo enriquecer, formaram o maior contingente de miseráveis, situação que causou desespero também no seio das comunidades nordestinas, para onde eram remetidos os parcos haveres conseguidos na laboriosa atividade. Como os nordestinos, também ficaram os estrangeiros que aqui prestavam serviço aos exportadores e importadores estabelecidos na região. Os nordestinos, na grande maioria, não tiveram dinheiro nem mesmo para voltar à terra natal e por isto ficaram perambulando pelas comunidades rurais e urbanas solicitando trabalho que lhes assegurasse pelo menos a alimentação. Alguns ficaram ocupados na colheita e manejo do cacau que ainda abundava nas restingas da calha do Amazonas; cortando árvores nas margens do rio Amazonas para ser usada como combustível para os navios que eram movidos por caldeiras a lenha; outros foram ser vaqueiros nas fazendas pecuárias e os poucos que dispunham de algum dinheiro foram desenvolver atividade no comércio habilidade muito peculiar à raça.

Se fizermos uma pesquisa mais profunda, vamos concluir que em todas as cidades ficaram nordestinos remanescentes da atividade da extração da borracha.

A Cia. Ford Industrial do Brasil que se instalou no rio Tapajós, no lugar denominado FORDLANDIA, em 1927, ainda alistou grande número de nordestinos que mais uma vez, tangidos pelo espírito de aventura, lá compareceram para participar desse então empolgante projeto agrícola, onde plantaram em torno de dois milhões de seringueiras. Muitos desses operários eram remanescentes dos nordestinos que continuavam na Amazônia a procura de trabalho. Outro número bastante expressivo, foram os descendentes desses bravos retirantes que já tinham se integrado à sociedade amazônica.

SOLDADOS DA BORRACHA


Ao fim da terceira década do século XX, surgiu a segunda guerra mundial, tendo de um lado a Alemanha, Itália e o Jápão, chamados de grupo do Eixo e de outro lado: Inglaterra, Estados Unidos, França, Rússia e o Brasil que mais tarde veio aderir, denominados de Aliados.

Os centros de produção de borracha da Ásia, estavam sob o domínio do grupo do Eixo e os aliados logo viram a necessidade de uma estratégia para conseguir borracha, matéria prima importante para a manutenção da luta.O governo brasileiro formou um batalhão de nordestinos que alistados e fardados no nordeste, seguiram à Amazônia, desembarcando nos mais diversos afluentes do grande caldaloso, com a missão de retirar o precioso látex e que eram tão importantes quanto os que lá na frente de batalha empunhavam seus fuzis. As feras silvestres e a insalubridade da floresta equatorial vitimaram mais brasileiros do que as sangrentas batalhas na dura e gloriosa tomada do Monte Castelo, na Itália. Podemos formar duas estatísticas diferentes sobre a baixa dos soldados da borracha. Os que ficaram sepultados na floresta e os que abreviaram sua existência em conseqüência das moléstias adquiridas na longa permanência, na Amazônia.

Desta nova migração, ocasionada pelo recrutamento dos soldados da borracha, a Amazônia herdou um novo grupo de destemidos homens que passaram a integrar aos sensos demográficos amazônicos e que com seus numerosos descendentes formaram uma parcela apreciável de nossa progressiva Santarém.

O governo brasileiro reconheceu a importância da contribuição desses destemidos soldados da selva e criou lei especial de aposentadoria para ampará-los.

A permanência dos que não conseguiram voltar par o Nordeste, possibilitou a oportunidade da vinda de outros familiares, isto já em número bastante reduzido, mas, as prolongadas e flagelantes estiagens da década de 50 obrigou a migração de um contingente de elevado número de famílias onde mulheres e crianças constituía a maior parte. Santarém recebeu nesse período inúmeras famílias que se localizaram no planalto ao sul da cidade, em terras devolutas, ocupando área ao longo da BR-163 e posteriormente penetrando até à margem do rio Moju, onde fundaram a comunidade de “MOJUI DOS CAMPOS.” Mais tarde construíram outro ramal e denominaram de Estrada do Jaboti onde se estabeleceram inúmeras famílias. As terras da Br. 163 foram recusadas por não terem o líquido precioso que os obrigou a deixarem a terra natal.

Com a presença das famílias nordestinas no planalto, Santarém experimentou um período de progresso despontando como grande produtor de arroz de sequeiro e algodão, surgindo usinas de beneficiamento de arroz e de algodão. O algodão, após, descaroçado e prensado era exportado para o nordeste e para a Europa. O arroz abastecia as cidades do Baixo Amazonas, Manaus e as demais comunidades chegando ao distante Porto Velho e Acre. Os nordestinos descendentes, continuam ajudando Santarém a se desenvolver, dominando o lojismo, atividade que desempenham com grande desenvoltura.

Os mais novos voam mais alto, atuam como profissionais liberais nas mais diversas profissões, notadamente na área da saúde, do direito, do magistério, da engenharia e já ensaiam ocupar espaço na política partidária preenchendo cargos no legislativo e até no executivo.
Eu, como neto de nordestino de Santana do Acaraú, também sinto um orgulho cívico deste destemido povo.
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Leia a primeira parte aqui.


70% das terras do Pará não tem titulação

Giorlando Trecane, presidente em exercício do Iterpa, afirmou ainda há pouco no telejornal Pará Record, que somente 30% das propriedades rurais do estado possuem título registrados em cartório.

Susipe deveria apurar o que está por trás da rebelião em Cucurunã

É fato que a penitenciária de Cucurunã está superlotada. E que são precárias as condições sanitárias no interior daquela casa penal.
Há presos que já cumpriram parte da pena e não obtiveram progressão de regime.
Mas é inegável que um grupo de agentes, inclusive, temporários, esteve metido no motim para desestabilizar a administração da penitenciária de Cucurunã.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Juiz condena Jornal Pessoal a pagar 30 mil reais de indenização ao grupo Liberal

O juiz Raimundo das Chagas Filho, da 4ª Vara Cível da Capital, condenou o jornalista Lúcio Flávio Pinto e o Jornal Pessoal ao pagamento de R$ 30 mil a título de indenização por danos morais a Rômulo Maiorana Junior e Ronaldo Mairoana, diretores do Grupo Liberal.
Além da fixação da indenização, o juiz deferiu tutela antecipada para conceder direito de resposta ao artigo o Rei da Quitanda em favor de Rômulo e Ronaldo, bem como determinou que o jornalista se abstenha de citar em suas matérias os nomes dos dois irmãos, sob pena de multa.
No despacho, o magistrado sustenta que "a capacidade de pagamento dos requeridos[Jornal Pessoal e Lúcio Flávio Pinto] é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhes garante um bom lucro'.
O Jornal Pessoal é uma publicação alternativa, que não aceita publicidade e seus custos são mantidos exclusivamente com a receita de venda avulsa, o que não gera lucros, ao contrário do que afirma o juiz em sua sentença.
Lúcio Flávio Pinto tem 5 dias para embargar a decisão e 15 dias para apelar de seu teor ao Tribunal de Justiça do Estado.

São Raimundo derrota São Francisco e decide Sub-20 contra Arsenal

Deu Pantera no Rai x Fran pelo campeonato santareno sub-20.
O São Raimundo derrotou o São Francisco por 3 x 2 e vai decidir, a partir de domingo, o título contra o Arsenal, que derrotou o São José por 5 x3.

LEI MARIA DA PENHA É USADA PARA PROTEGER UM HOMEM

Pela primeira vez desde a criação da lei Maria da Penha, o Estado de Santa Catarina aplicou a legislação para proteger um homem.
O juiz Rafael Fleck Arnt, da Comarca de Dionísio Cerqueira, em decisão provisória, proibiu que uma mulher se aproxime do ex-marido e da atual mulher dele. Ela também está proibida de ter qualquer contato com eles, por qualquer meio, segundo a decisão.
De acordo com a Justiça Estadual, a medida é denominada protetiva de urgência, que obedece ...

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Pastor sai da Convenção Geral das Assembleias de Deus

Do Espaço Aberto:

O pastor Rui Raiol formalizou seu desligamento da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGAADB).
No expediente que encaminhou à Convenção, ele diz que seu desligamento, “em caráter irrevogável e irretratável”, tem amparo no artigo 5º, incisivo XX da Constituição Federal.
O dispositivo mencionado menciona apenas que “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado”.
Mas o desligamento ainda é resultado dos estilhaços da última eleição para a diretoria da CGADB, ao qual concorreu o pastor Samuel Câmara, derrotado pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, de São Paulo.
No início de maio passado, conforme informou o blog, Raiol se pronunciou, em sete vídeos, disponíveis no YouTube, contestando a legalidade e legitimidade da vitória de José Wellington, que já refutou as acusações de ilegalidade em todo o processo eleitoral que o manteve à frente da CGADB.
Raiol é muito ligado a Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus de Belém e que agora, além de dissentir da CGADB, também enfrenta a oposição do pastor Gilberto Marques.
Marques, que preside Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus no Estado do Pará (Comieadepa), já publicou nota em jornais informando que sua convenção sente-se livre para estender sua área de atuação até Belém, que até então estava sob o poder de Samuel Câmara.

Tocantins estreia com vitória na Série D do Brasileiro

Contrariando todas as expectativas, considerando que perdeu o técnico Nelio Pereira a três dias da estreia, que pediu demissão por não ter boas condições de trabalho, além do descrédito de ter sido rebaixado no Estadual deste ano, o Tocantins estreiou com vitória na abertura do Campeonato Brasileiro da Série D, que tem a participação de 39 clubes brasileiros e praticamente todos os estados envolvidos. Apenas o Acre não tem times disputando a competição.

Jogando no estádio Glicério Marques, em Macapá, Capital do Amapá, o Tocantins conseguiu importante vitória sobre o Cristal, gol de Giovani, aos 31 minutos do primeiro tempo, pelo grupo 2.

O time foi treinado pelo superintendente, Jair da Silva, que assumiu o comando técnico pela impossibilidade de contratar um treinador na véspera da viagem.

Mesmo pressionado durante todo o segundo tempo, o campeão tocantinense de 2008 conseguiu segurar o resultado.

Com a vitória, o Tocantins assumiu o segundo lugar no Grupo 2 com três pontos ganhos. O primeiro colocado é o São Raimundo, do Pará, que derrotou o time maranhense do Moto Clube por 2 a 0 e lidera com mais gols marcados e os mesmos três pontos do Tocantins.

Na próxima rodada, o representante do Tocantins recebe o São Raimundo, no estádio Nilton Santos, às 16 horas, domingo (12).

O Tocantins jogou e venceu com André, Lima, Roberot, Samir e Léo (Guajará); Flávio, Geovani, Davi e Kevison; Léo Oliveira e Kanu.
(Fonte: O Girassol)

Merchan em alta na imprensa esportiva brasiliense

Por PEDRO VALADARES*

A jornalista Priscilla Melo, do Centro Universitário de Brasília (CEUB), realizou pesquisa com 15 jornalistas (profissionais de rádio, TV, impresso, on-line e blog) do jornalismo esportivo brasiliense que aponta que 50% consideram natural receber dinheiro de empresas em troca de espaço na mídia.
Os entrevistados das amostras foram escolhidos de forma aleatória.
As entrevistas foram realizadas entre os dias 26 de março e 20 de abril de 2009.
A pedido dos jornalistas, foi mantido o anonimato para que pudessem se expressar sem sofrer sanções institucionais.
O trabalho foi orientado pela professora Mônica Prado, ex-jornalista do Globo, do Jornal de Brasília e do Correio Brasiliense.
Dos entrevistados, 40% consideram a prática de merchandising inevitável para a existência do jornalismo esportivo.
Eles afirmam que é uma questão de sobrevivência no mercado e que a associação do jornalista com alguma marca não prejudica a credibilidade.
Um ponto interessante é que 80% dos jornalistas que responderam à pesquisa consideram que o jornalista tem de ser ético e não deve aproveitar de situações privilegiadas.
Eles também acreditam, veja só, que a prática do merchan pode comprometer a ética.
Outro fato intrigante é que 7% decidiram não se pronunciar sobre o tema.
O motivo da omissão não foi esclarecido. Porém, diante dos dados é fácil de descobrir o porquê do silêncio.
Ou seja, quase metade dos jornalistas entrevistados acha que jabá e jornalismo podem caminhar juntos.
Há ainda uma agravante: as novas tecnologias possibilitaram um aumento do campo de atuação do jornalismo esportivo.
No entanto, esse crescimento gerou poucas vagas, já que as empresas, em vez de contratar novos profissionais, vêm optando por trabalhar com jornalistas multimídia que acumulam funções.
Logo, conclui-se que os 40% pró-merchan acabam multiplicados já que trabalham em diferentes veículos. Contudo, nem tudo está perdido, pois, 53% dos entrevistos condenam essa prática e acreditam que ela torna o jornalista refém das empresas que o patrocinam.
Há esperança, leitor!

*Pedro Valadares é jornalista.

Memória: Cavalo na pista em pouso de ministro em Monte Alegre

Lúcio Flávio Pinto
Jornal Pessoal

O avião da FAB teve que arremeter duas vezes antes de conseguir pousar, na terceira tentativa, para deixar em Monte Alegre o primeiro ministro a visitar a cidade, em julho de 1961. Na primeira tentativa, a aterrissagem foi frustrada por um cavalo, que invadiu a pista. Na segunda, por um ciclista. Passado o susto, finalmente o ministro da saúde desembarcou, em festa. Não era para menos: Edward Cattete Pinheiro nasceu no local, onde formou sua base para a carreira profissional e política que seguiria, até se tornar ministro do governo Jânio Quadros. Mas por pouco tempo, até a súbita renúncia do presidente, menos de um mês depois da visita do ministro à terra natal, a segunda que fez no Estado, depois de Marabá. Na carroceria de um dos caminhões que transportou sua comitiva, o ministro foi ver as obras do hospital, que iniciara em 1949, quando prefeito de Monte Alegre, e esperava inaugurar antes do final daquele ano. Não conseguiu, por obra da instabilidade de Jânio Quadros.

Senadores petistas não aceitam o enquadramento

Da coluna Radar On Line, de Lauro Jardim:

A entrevista de Tião Viana a VEJA deste fim de semana e o artigo de hoje de Marina Silna na Folha de S. Paulo de hoje escancaram que o enquadramento da bancada petista foi para inglês ver.

Viana bateu pesado em José Sarney.

Marina disse com todas as letras que continua "defendendo o afastamento temporário do presidente do Senado".

A semana promete.

MPF vai receber representação contra a Oi/Velox

Belém(Espaço Aberto) - A revolta, a repulsa geral dos distintos clientes – adimplentes, vale dizer – da Oi/Velox, depois do último apagão (aqui e aqui) que deixou milhares de pessoas sem a contrapartida dos serviços que a empresa é obrigada a prestar, deve ter consequencia desta vez.

Consequência concreta.

O jornalista Carlos Mendes já está elaborando uma representação a ser encaminhada ao Ministério Público Federal.

Ele vai relatar e pedir providências contra todos esses abusos que afetam e humilham os clientes da Oi/Velox.
“Quero aproveitar e convidar aqueles que, porventura, também se sentem prejudicados a assinar a representação para que ela, encorpada e fundamentada, alcance seus objetivos. Ou seja: repor os prejuízos e danos que estamos sofrendo”, justifica Mendes.
Assim que receber a representação, que deve ser encaminhada ao Ministério Público Federal, será aberto um procedimento administrativo (PA), como é chamada a investigação preliminar instaurada pelo MPF.
Ao final do PA, há dois caminhos: o arquivamento, se inconsistentes as alegações e os fatos apresentados, ou a propositura de uma ação civil pública.
Mendes garante que já tem “dez corajosos clientes da Oi/Velox” dispostos a assinar a representação.
O décimo-primeiro, pode apostar o Mendes, será o pessoal da redação aqui do Espaço Aberto.
Quem quiser aderir pode entrar em contato comigo com o jornalista pelo e-mail carlosmendes49@gmail.com.

Carimbó de Santarém no salão nacional do turismo em São Paulo

O grupo Bailado de carimbo de Santarém foi uma das atrações do stand paraense no A 4ª Edição do Salão Nacional do Turismo - Roteiros do Brasil, realizado no período de 1º a 5 de julho no Anhembi em São Paulo Em seu terceiro dia de evento, a Companhia Paraense de Turismo (Paratur) festeja o sucesso do estande, que compõe a Macro-região Norte e divide a atenção do público com outros seis estados do Brasil.

Este ano, a Paratur levou uma grande equipe com número de pessoas ainda maior, se comparado com as edições anteriores do evento. Os destaques são os grupos folclóricos: Novo Zimba, do município de Marapanim, e o grupo Bailado de Carimbó, da cidade de Santarém, que chamaram a atenção do público presente e da imprensa local. Além do incentivo à divulgação da cultura paraense, a Companhia também realiza a distribuição de material promocional e DVD sobre os principais atrativos do estado, assim como mapas turísticos e kits para imprensa.

(Com informações da Paratur)

Pantera enfreta Tocantins, domingo, em Palmas

O próximo jogo do São Raimundo na série D do campeonato brasileiro será domingo, em Palmas, contra o Tocantins.
Ontem, o adversário do Pantera também venceu na rodada de abertura contra o Cristal(AP) por 1x 0, mas está em segundo lugar pelo saldo de gols.

Novos concursos estão suspensos

Os concursos que estavam previstos de serem realizados ainda este ano pelo governo do Pará estão suspensos.
A medida faz parte do esforço do governo de reduzir despesas com pessoal.
Em contrapartida, está previsto a demissão de 2 mil servidores que ocupam cargos de DAS.

domingo, 5 de julho de 2009

Boa noite, lua!


Foto: Alfonso Jimenez/Blog do Estado

Lances do jogo São Raimundo 2 x 0 Moto Club

Zé Carlos Trindade comemora o segundo gol

Bola procura o ângulo na cabeçada certeira de Déo Curuçá
Moto Club estreou time completamente modificado

Michel , que vai para o Paysandu, posa para última foto no Pantera


Fotos: Alfonso Jimenez/Especial para O Estado do Tapajós/Reprodução proibida sem autorização do Blog do Estado

Paysandu 2 x 1 Águia - Virada incrível do Papão!


O Paysandu provou que de fato é o grande favorito ao acesso no Campeonato Brasileiro da Série C. Na tarde deste domingo, o Papão venceu o Águia, por 2 a 1, de virada, pela abertura do segundo turno da Terceirona. O zagueiro Charles fez para o time de Marabá, enquanto Zé Augusto foi o herói do time bicolor marcando duas vezes. O detalhe é que o Azulão vencia o jogo até os 37 minutos da etapa final, quando Zé Augusto empatou, virando o placar aos 48 minutos.
Com este resultado, o Paysandu se igualou ao Águia na liderança do Grupo A, com 10 pontos, mas o Papão fica na frente pelo critério de gols pró. No entanto, os dois clubes caminham a passos largos para a classificação. De acordo com matemáticos, são necessários 14 pontos para avançar às quartas-de-final.

Equilíbrio total
O clássico paraense começou a todo o vapor, com os dois times saindo para o jogo e buscando o gol. A primeira oportunidade foi do Paysandu, mas Aldivan desperdiçou, aos oito minutos. O atacante recebeu belo passe de calcanhar de Zé Carlos, mas finalizou mal e a bola foi por cima do do gol de Adriano. O Papão não conseguia penetrar na bem postada do Águia, que tentava marcar nos contra-ataques velozes.

Aos 17, Torrô arriscou de fora da área, mas a bola desviou em Magrão e se perdeu pela linha de fundo. O Azulão não limitava a se defender, e deu um susto nos donos da casa aos 24 minutos. O atacante Marcelo Maciel arriscou de fora da área e a bola passou lambendo a trave do goleiro Rafael Córdova. O jogo era muito equilibrado e os dois times se revezavam no ataque.

No final do primeiro tempo, cada time teve uma grande oportunidade de marcar. Aos 32, após bate e rebate na área do Águia, o goleirto Adriano fez grande defesa, impedindo o primeiro do Papão. O Azulão respondeu dois minutos mais tarde, e Marcelo Maciel por pouco não marcou o primeiro depois de dar um belo drible em seu marcador. No minuto seguinte foi a vez de Zé Carlos perder a chance de marcar, de cabeça.

Azulão surpreende!
Na volta do intervalo, o Águia parece ter retornado mais aceso e quase abriu o placar logo no primeiro minuto. Após belo cruzamento de Léo Rosa, o atacante Bruno Rangel cabeceou na trave, assustando o goleiro Rafael Córdova. O Paysandu deu o troco aos sete minutos, quando Lê quase fez um gol de placa. O meia deu um lindo chute de fora da área e a bola explodiu na trave.

Mas aos 12 minutos, enfim a rede balançou na Curuzu. O meia Soares cobrou escanteio e o zagueirão Charles cabeceou para o fundo do gol do Papão. O Águia não esmoreceu com a abertura do placar e quase ampliou aos 20, num belo chute de Edinaldo. Mas atrás no marcador, era o Paysandu quem tomava a iniciativa em busca do gol de empate, enquanto o Azulão se segurava e buscava o segundo para matar o jogo.

Virada histórica!
O empate quase veio aos 35 minutos, quando o volante Daniel salvou o Águia tirando uma bola em cima da linha. A pressão do Paysandu surgiu efeito e o clube empatou o jogo aos 37 minutos. O atacante Torrô fez boa jogada e passou para Zé Augusto, que chutou para deixar tudo igual na Curuzu.

Depois do empate, o Papão pressionou bastante em busca da virada, e quando tudo levava a crer que o clássico terminaria empatado, a estrela de Zé Augusto brilhou novamente. Aos 48 minutos, a zaga do Águia falhou e a bola sobrou limpa para Zé Augusto só empurrar para o gol sem goleiro e explodir a massa bicolor.

Próximos jogos
Pela sétima rodada da competição, os dois times voltarão a jogar no próximo domingo. O Águia enfrenta o Luverdense, ás 16 horas, em casa, enquanto o Paysandu joga contra o Rio Branco, às 19 horas (de Brasília), na capital acreana.

(Fonte: Rádio Clube do Pará)

São Raimundo 2 x 0 Moto Cub

Local: Estádio Barbalhão(Santarém)

O Placar

São Raimundo 1x0. Déo Curuçã, aos 21 minutos do primeiro tempo

São Raimundo 2 x0. Luiz Carlos Trindade, aos 23 minutos do segundo tempo

Os times

São Raimundo

Labilá; Erick, Filho, Preto Marabá, João Pedro (Maurian); Beto, Marabá, Luiz Carlos Trindade, Michel(Kleberton); Emerson Bala e Déo Curuça.

Técnico: Artur Oliveira.

Moto Clube

Flaubert; Felipe Paulista, Daniel, Lindemberg, Robson Dentinho; Cleiton, Marquinhos, Sandro Alagoano, Leomir; Diego Souza e Rodrigão (Fábio Ricardo).

Técnico: Abel Ribeiro.

Encerrado; São Raimundo 2 x 0 Moto Club

Michel é homenageado

Muito aplaudido pela galera do São Raimundo, o atacante Michel é substituído por Kleberton, aos 39 minutos do segundo tempo.
Amanhã o atacante se apresenta ao Paysandu para disputa do campeonato brasileiro da série C.

São Raimundo 2 x 0 Moto Club. Aos 36 minutos do segundo tempo

São Raimundo 2 x 0 Moto Club. Luiz Carlos Trindade aos 23 minutos do segundo tempo

Sao Raimundo 1 x 0 Moto Club. 10 minutos do segundo tempo

Começpu segundo tempo: São Raimundo 1 x 0 Moto Club

Paysandu 2 x 1 Águia- Zé Augusto, aos 48 do primeiro tempo

Encerrado primeiro tempo:São Raimundo 1 x 0 Moto Club

Paysandu 1 x 1 Águia. Zé Augusto, aos 38 minutos do primeiro tempo

São Raimundo 1 x 0 Moto Clube - 30 minutos do primeiro tempo

São Raimundo 1 x 0 Moto Club - Déo Curuçá, 21 minutos do primeiro tempo

Àguia 1 x 0 Paysandu: Charles, aos 8 min do primeiro tempo

São Raimundo 0 x 0 Moto Clube - 10 minutos do primeiro tempo

Começou o jogo: São Raimundo 0 x 0 Moto Club

São Raimundo x Moto Clube

Acompanhe aqui os principais lances do jogo de estréia do São Raimundo na série D do campeonato brasileiro.

“Há abusos em nome de Deus”

Jornalista relata os danos do assédio espiritual cometido por líderes evangélicos.

A igreja evangélica está doente e precisa de uma reforma. Os pastores se tornaram intermediários entre Deus e os homens e cometem abusos emocionais apoiados em textos bíblicos. Essas são algumas das afirmações polêmicas da jornalista Marília de Camargo César em seu livro de estreia, Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão), que será lançado no dia 30. Marília é evangélica e resolveu escrever depois de testemunhar algumas experiências religiosas com amigos de sua antiga congregação.

ENTREVISTA - MARÍLIA DE CAMARGO CÉSAR

Anna Carocina Negri QUEM É
Marília de Camargo César, 44 anos, jornalista, casada, duas filhas

O QUE FEZ
Editora assistente do jornal O Valor, formada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero

O QUE PUBLICOU
Seu livro de estreia é Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão)

ÉPOCA – Por que você resolveu abordar esse tema?
Marília de Camargo César –
Eu parti de uma experiência pessoal, de uma igreja que frequentei durante dez anos. Eu não fui ferida por nenhum pastor, e esse livro não é nenhuma tentativa de um ato heroico, de denúncia. É um alerta, porque eu vi o estado em que ficaram meus amigos que conviviam com certa liderança. Isso me incomodou muito e eu queria entender o que tinha dado errado. Não quero que haja generalizações, porque há bons pastores e boas igrejas. Mas as pessoas que se envolvem em experiências de abusos religiosos ficam marcadas profundamente.

ÉPOCA – Qual foi a história que mais a impressionou?
Marília –
Uma das histórias que mais me tocaram foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Em uma igreja, ela ouviu que estava curada e que, caso se sentisse doente, era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença autoimune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo, mas ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.

ÉPOCA – Que tipo de experiência você considera como abuso religioso e que marcas são essas?
Marília –
Meu livro é sobre abusos emocionais que acontecem na esteira do crescimento acelerado da população de evangélicos no Brasil. É a intromissão radical do pastor na vida das pessoas. Um exemplo: uma missionária que apanha do marido sistematicamente e vai parar no hospital. Quando ela procura um pastor para se aconselhar, ele fala assim para ela: “Minha filha, você deve estar fazendo alguma coisa errada, é por isso que o teu marido está se sentindo diminuído e por isso ele está te batendo. Você tem de se submeter a ele, porque biblicamente a mulher tem de se submeter ao cabeça da casa. Então, essa mulher, que está com a autoestima lá embaixo, que apanha do marido - inclusive pelo Código Civil Brasileiro ele teria de ser punido - pede um conselho pastoral e o pastor acaba pisando mais nela ainda. E ele usa a Bíblia para isso. Esse é um tipo de abuso que não está apenas na igreja pentecostal ou neopentecostal, como dizem. É um caso da Igreja Batista, em que, teoricamente, os protestantes históricos têm uma reputação melhor.

ÉPOCA – Seu livro questiona a autoridade pastoral. Por quê?
Marília –
As igrejas que estão surgindo, as neopentecostais, e não as históricas, como a presbiteriana, a batista, a metodista, que pregam a teologia da prosperidade, estão retomando a figura do “ungido de Deus”. É a figura do profeta, do sacerdote, que existia no Antigo Testamento. No Novo Testamento, não existe mais isto. Jesus Cristo é o único mediador. Então o pastor dessas igrejas mais novas está se tornando o mediador. Para todos os detalhes da sua vida, você precisa dele. Se você recebeu uma oferta de emprego, o pastor pode dizer se deve ou não aceitá-la. Se estiver paquerando alguém, vai dizer se deve ou não namorar aquela pessoa. O pastor, em vez de ensinar a desenvolver a espiritualidade, determina se aquele homem ou aquela mulher é a pessoa da sua vida. E o pastor está gostando de mandar na vida dos outros, uma atitude que abre um terreno amplo para o abuso.

ÉPOCA – Você também fala que não é só culpa do pastor.
Marília –
Assim como existe a onipotência pastoral, existe a infantilidade emocional do rebanho, que é o que o Sérgio Franco, um dos pastores psicanalistas entrevistados no livro, fala. A grande crítica do Freud em relação à religião era essa. Ele dizia que a religião infantiliza as pessoas, porque você está sempre transferindo as suas decisões de adulto - que são difíceis - e a figura do sagrado, no caso aqui o líder religioso, para a figura do pai ou da mãe - o pastor, a pastora. É a tendência do ser humano em transferir responsabilidade. O pastor virou um oráculo. É mais fácil ter alguém, um bode expiatório, para pôr a culpa nas decisões erradas tomadas.

“O pastor está gostando de mandar na vida dos outros
e receber presentes. Isso abre espaço para os abusos”

ÉPOCA – Quais são os grandes males espirituais que você testemunhou?
Marília –
Eu vi casamentos se desfazer, porque se mantinham em bases ilusórias. Vi também pessoas dizendo que fazer terapia é coisa do Diabo. Há pastores contra a terapia que afirmam que ela fortalece a alma e a alma tem de ser fraca; o espírito é que tem que ser forte. E dizem isso supostamente apoiados em textos bíblicos. Dizem que as emoções têm de ser abafadas e apenas o espírito ser fortalecido. E o que acontece com uma teologia dessas? Psicoses potenciais na vida das pessoas que ficam abafando as emoções. As pessoas que aprenderam essa teologia e não tiveram senso crítico para combatê-la ficaram muito mal. Conheci um rapaz com muitos problemas de depressão e de autoestima que encontrou na igreja um ambiente acolhedor. Ele dizia ter ressuscitado emocionalmente. Só que com o passar dos anos, o pastor se apoderou dele. Mas ele começou a perceber que esse pastor é gente, que gosta de ganhar presentes e que usa a Bíblia para se justificar. Uma das histórias que mais me tocou foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Ela foi para uma dessas igrejas e ouviu que se estivesse sentindo ainda doente era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença auto-imune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo e não a autorizou. Mesmo assim, ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Ela entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.

ÉPOCA – Por que demora tanto tempo para a pessoa perceber que está sendo vítima?
Marília –
Os abusos não acontecem da noite para o dia. A pessoa que está sendo discipulada, que aprende com o pastor o que a Bíblia diz, desenvolve esse relacionamento aos poucos. No primeiro momento, ela idealiza a figura do líder, como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados: não vemos os defeitos. O fiel vê esse líder como um intermediário, como um representante de Deus que tem recados para a vida dele, um guru. E o pastor vai ganhando a confiança dele num crescendo, como numa amizade. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para sua congregação, passa a ser uma referência na vida do fiel. O fiel, pro sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele se sente devedor do pastor e começa, então, a dar presentes. O fiel quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher, ou porque arrumou um emprego e está andando na linha. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer várias vezes. O pastor, por sua vez, gosta de receber esses presentes. É quando a relação se contamina, se torna promíscua. E o pastor usa a Bíblia para dizer que esse ato é bíblico. O poder está no uso da Bíblia para legitimar essas práticas.

ÉPOCA – Qual é o limite da autoridade pastoral?
Marília –
O pastor tem o direito de mostrar na Bíblia o que ela diz sobre certo tema. Como um bom amigo, ele tem o direito de dar um conselho. Mas ele tem de deixar claro que aquilo é apenas um conselho. Pode até falar que o resultado disso ou daquilo pode ser ruim para a vida do fiel. Mas ele não pode mandar a pessoa fazer algo em nome de Deus. O que mais fere as pessoas é ouvir uma ordem em nome de Deus. Se é Deus, então prova! Se Deus fala para o pastor, por que Ele não fala para o fiel? Eles estão sendo extremamente autoritários.

ÉPOCA – Você afirma que muitos dos pastores não agem por má-fé, mas por uma visão messiânica. Explique.
Marília –
É uma visão messiânica para com seu rebanho. Lutero (teólogo alemão responsável pela reforma protestante no século XVI) deve estar dando voltas na tumba. Porque o pastor evangélico virou um papa que é a figura mais criticada no catolicismo, o inerrante. E não existe essa figura, porque somos todos errantes, seres faltantes, como já dizia Freud. Pastor é gente. E é esse pastor messiânico que está crescendo no evangelismo. Existe uma ruptura entre o Antigo e o Novo Testamento, que é a cruz. A reforma de Lutero veio para acabar com a figura intermediária e a partir dela veio a doutrina do sacerdócio universal. Todos têm acesso a Deus. Uma das fontes do livro disse que precisamos de uma nova reforma e eu concordo com ela. Essa hierarquização da experiência religiosa, que o protestante tanto combateu no catolicismo, está se propagando. Você não pode mais ter a conversa direta com o divino. Porque tem aquela coisa da “oração forte” do pastor. Você acha que ele ora mais que você, que ele tem alguma vantagem espiritual e, se você gruda nele, pega uma lasquinha. Isso não existe. Somos todos iguais perante Deus.

ÉPOCA – Se a igreja for questionada em seus dogmas, ela não deixará de ser igreja?
Marília –
Eu não acho isso. A igreja tem mesmo de ser questionada, inclusive há pensadores cristãos contemporâneos que questionam o modelo de igreja que estamos vivendo e as teologias distorcidas, como a teologia da prosperidade, que são predominantemente neopentecostais e ensinam essa grande barganha. Se você não der o dízimo, Deus vai mandar o gafanhoto. Simbolicamente falando, Ele vai te amaldiçoar. Hoje o fiel se relaciona com o Divino para as coisas darem certo. Ele não se relaciona pelo amor. Essa é uma das grandes distorções.

ÉPOCA – Por que você diz que existe uma questão cultural no abuso religioso?
Marília –
Porque o brasileiro procura seus xamãs, e isso acontece em todas as religiões. O brasileiro é extremamente religioso. A ÉPOCA até publicou uma matéria sobre isso, dizendo que a maioria acredita em algo e se relaciona com isso, tentando desenvolver seu lado espiritual. O brasileiro gosta de ter seu oráculo. A pessoa que vem do catolicismo, onde há centenas de santos, e passa a ser evangélica transfere aquela prática e cultura do intermediário para o protestantismo, e muitas igrejas dão espaço para isso. O pastor Edir Macedo (da igreja Universal) trouxe vários elementos da umbanda, do candomblé, porque ele é convertido. Ele diz que o povo precisa desses elementos -que ele chama de pontos de contato - para ajudar a materializar a experiência religiosa. A Bíblia condena tudo isso.

ÉPOCA – No livro você dá alguns alertas para não cair no abuso religioso. Fale deles.
Marília –
Desconfie de quem leva a glória para si. Um conselho é prestar atenção nas visões megalomaníacas. Uma das características de quem abusa é querer que a igreja se encaixe em suas visões, como quere ganhar o Brasil para Cristo e colocar metas para isso. E aquele que não se encaixar é um rebelde, um feiticeiro. Tome cuidado com esse homem. Outra estratégia é perguntar a si mesmo se tem medo do pastor ou se pode discordar dele. A pessoa que tem potencial para abusar não aceita que discorde dela, porque é autoritária. Outra situação é observar se o pastor gosta de dinheiro e ver os sinais de enriquecimento ilícito. São esses geralmente os que adoram ser abençoados e ganhar presentes. Cuidado com esse cara.
Época/NC

Portal 2009 - José Olivar Azevedo

joseolivar@oi.com.br


Juiz Sênior x Eficiência da Justiça

A instituição do Juiz Sênior no Brasil, já é defendida para que haja uma maior celeridade da Justiça, tal como já acontece nos Estados Unidos, onde juizes aposentados podem retornar à judicatura, com esta qualificação, desde que requeiram ao Presidente da Suprema Corte (Chief Justice of the US), que poderá designá-los para prestar serviços onde haja necessidade. Lembro que também no Canadá e na Austrália, já adotam a figura do Juiz Sênior. Não sei se isso seria a solução para a nossa Justiça onde os processos dormitam nas gavetas dos Tribunais e um juiz com mais de 70 anos não tem condições de agilizar nada, penso eu.

PEC do adicional de Juízes

Na próxima semana será examinada na Câmara dos Deputados, por uma Comissão Especial, o relatório do Deputado Laerte Bessa (PMDB/DF), sobre a PEC nº 210/07, que trata do adicional por tempo de serviço para Juízes e Procuradores de todo o Brasil. Este adicional é uma reivindicação antiga das categorias, e se for aprovado, não integrará o teto definido como limite máximo de remuneração que hoje tem como parâmetro o valor de 24,5 mil, que é a remuneração de Ministros do STF.

Ganhando pontos:

(01) A discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara, do projeto de lei de nº 83/08, que pune com detenção de 06 meses a 02 anos quem violar direitos e prerrogativas dos advogados. Se transformado em lei, a sua violação confere direito à entidade (OAB), para solicitar abertura de inquérito visando a punição da autoridade infratora. Daí em diante, quero ver quem vai ter a coragem de tentar, de alguma forma, impedir o livre e indispensável exercício da advocacia.

Perdendo pontos:

(01) A economia de Santarém, que caminha a passos largos em direção ao fundo do poço, e as autoridades constituídas ficam vendo a banda passar, como se elas não tivessem o dever constitucional de lutar para garantir o desenvolvimento regional, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzindo as desigualdades sociais tão patentes, que meros “lari lari” nunca resolveram, principalmente propaganda institucional hipócrita. (02) Os sistemas de comunicação de Santarém, especialmente, a telefonia fixa, que depois de assumida pela empresa OI virou uma verdadeira bagunça, pois para se conseguir uma ligação – quando se consegue – tem que se tentar umas três ou quatro vezes. É isso aí, cada dia a mais Santarém afunda em algum setor da sociedade organizada, e ninguém faz nada. Que absurdo!

Pontuando:

●Em uma roda de amigos nos corredores do Fórum, um deles indagou dos demais qual seria a postura da Prefeita Maria do Carmo no que pertine à realização de certas obras públicas que reclamam ações imediatas, tais como: recuperação das ruas mal asfaltadas da cidade; recuperação das vias que ficam nas áreas dos bairros periféricos; continuidade de obras de maior vulto, ainda paralisadas, afora outros problemas de interesses públicos imediatos. Várias opiniões foram dadas. Um dos interlocutores chegou a dizer que a Prefeita vai fazer igual ao que fez no primeiro mandato: deixar tudo para o ano das eleições de 2010, pois o povo esquece rápido os momentos ruins e só lembra do que é feito em véspera de eleições. Será? Não acredito que seja esta a atitude da Prefeita, considerando acima de tudo, a situação caótica da cidade e de Alter do Chão. Vamos aguardar! ●Ainda no assunto: me entristece ver Santarém cheia de buracos, com algumas vias intrafegáveis, com iluminação precária e principalmente, trafegar no viaduto (nosso cartão postal), às escuras e com o piso asfáltico todo deteriorado. Fico mais revoltado, porque esta obra que antes foi objeto de disputa judicial, para a sua construção, no Governo Lira Maia, foi alvo de festa na inauguração, por Maria do Carmo, e hoje está praticamente abandonada. Ilustre Prefeita, não deixe de implementar as obras necessárias e urgentes. ●Se você tiver alguém de sua família que precisa de pediatra em fins de semana, não conte com um, salvo se for seu amigo. É que nos sábados e domingos nenhum hospital mantém pediatra de plantão, tampouco o Hospital Municipal, deixando as criancinhas doentes aos cuidados de médicos não especializados. Como a saúde em Santarém é atrasada e ninguém faz nada! ●O aeroporto de Santarém, mais parece um mercado, tamanha a bagunça no saguão, sem cadeiras e sem qualquer conforto, com uma multidão ávida para embarcar. Agora nas férias tudo piora, até porque a promessa feita pelo Vice Governador, da reforma e construção de um novo, nunca saiu do papel, é só balela. Também quem manda termos governantes que não estão nem aí para o povo! ●Enquanto isso, o Senador José Sarney é alvo de uma lista de 18 denúncias, como Presidente do Senado. A maioria delas, de nomeação de parentes dele para cargos no Senado, por ato secreto. Ainda assim, ele preside reunião com a cara mais deslavada do mundo. ●A ilustre Prefeita já fez a degola de alguns servidores que assumiram nos primeiros meses do ano e que não foram indicados por ela, desrespeitando a indicação de quem lhe foi fiel até a última hora. ●Os dois advogados indicados pela OAB Nacional para comporem o Conselho Nacional de Justiça, tiveram seus nomes aprovados no Senado Federal. ●Enquanto alguns Estados do Norte querem alterar o fuso horário de algumas regiões, o Senado, através de sua Comissão de Assuntos Econômicos aprovou projeto de lei nº 486/08, que unifica o horário em todo o território nacional. Agora o projeto vai para a Comissão de Rel. Exteriores e Defesa Nacional (CRE), em decisão terminativa. ●O Deputado Paulo Rocha, encaminhou a este colunista um exemplar do seu informativo “Dito & Feito”. Agradeço, todavia, condeno a atitude do deputado quando contraria os interesses de Santarém e da Região, mesmo vindo buscar votos aqui, na época das eleições. ●Você sabia que, se alguma casa bancária abrir uma conta corrente em que o correntista apresenta documentos falsos, o Banco responde por todos os prejuízos (morais e materiais), causados ao terceiro que teve o nome indevidamente usado? Isto já foi decidido pelo STJ. ●A hipoteca judiciária que os advogados conhecem e que está estabelecida no art. 466 do CPC – hipoteca de um bem imóvel para garantir a liquidação de uma sentença – é um direito do credor e uma faculdade do Juiz de deferi-la de ofício, como decidiu recentemente o Superior Tribunal de Justiça. ●A reforma eleitoral que estava em pauta para julgamento, foi adiada para a próxima semana, ela que é fruto de um projeto de lei em andamento, cujo adiamento se deu por um acordo dos líderes partidários, visando um melhor exame do texto da mesma. ●A nota publicada no Diário do Pará do dia 01/07/09, de autoria da Dra. Ângela Sales (Presidente da Seccional da OAB/PA), dando conta da indicação do Dr. Ophir Cavalcante Júnior para presidir o Conselho Federal e do Dr. Jarbas Vasconcelos, para Presidência do Conselho Seccional, pegou de surpresa os advogados de Santarém, não pela indicação do Dr. Ophir, mas pelo acordo com o Dr. Jarbas Vasconcelos, visto que nunca houve uma consulta às bases da Subseção de Santarém e de Itaituba, sobre a indicação, pelo que sei.

Santarém, quem te quer bem!

Ivair Chaves
Empresário e ainda Produtor Rural

Antes, há pouco tempo Tu eras abastecida com hortifrutigranjeiros, e boa parte de grãos principalmente de farinha e de arroz, que ainda exportava para Manaus e Macapá os excedentes destes produtos. Hoje quase tudo que abastece as mesas desta população, vem de fora do município e até do Estado gerando para a origem os impostos e mais a mão de obra muito necessária aqui a nossa Região.

E nós aqui vendo a migração dos pequenos produtores na minoria vindo das várzeas e planalto a se mudar para a Cidade trocando de produtor para consumidor, e o pior crescendo a periferia da Cidade, ficando sem cômodo e mal agasalhado, trazendo da zona rural a profissão que não conduz com a cidade. E ai derivando daquela vivencia e costumes para outra vida bem mais violenta e viciada daquela do interior. Partindo assim para o trabalho escravo degradante. Esta vinda também se dá pela oferta das bolsas (que nem tenho o nome de todas) quando conseguem se cadastrar para receber o mísero valor que nem dá para a Família alimentar-se dignamente, e sobrar para outras necessidades, aí começa a crise de saúde onde se vê nas filas dos hospitais clínicos particulares e públicos, casas de saúde, postos etc., um dos seguimentos que mais cresce em nossa Cidade, ainda bem gerando emprego ao setor da construção civil.

Outro motivo da migração, campo cidade, são as proibições para quem ainda tenta trabalhar na agricultura pelas exigências de plano e política publica que pelos atos deixam de gerar muito emprego e renda para a cidade e região, onde muito destes produtores foram chamados e assentados pelo próprio governo que hoje lhes proíbem. Na época eles vieram para trabalhar após abertura das Rodovias Santarém Cuiabá e Transamazônica e várias vicinais abertas para eles.

A regra era que quem trabalhasse teria crédito para investimento e custeio inclusive moto serra, foi quando vimos a maior produção de gêneros nesta região principalmente o arroz e a farinha que abasteceu grande parte do Nordeste e permaneceu a R$0,30 o kg dos preciosos alimentos, o farelo o saco de 30 kg custava R$3,00 e servia para alimentação de pequenos animais para custeio das famílias e ainda para vender os excedentes, hoje quem não tiver R$3,00 não coloca 1 kg de arroz e 1 kg de farinha na mesa, alimento indispensável para a população mais carente. Dizem os mais esclarecidos que os estados e paises com maior desenvolvimento e mais poderosos conseguem na agricultura as suas independências e é certo, o retorno é mais rápido e o investimento mais saudável. Experimente plante uma semente adube, regue e colha várias sementeiras.

Hoje, segundo dados publicados têm na região mais de 600 mil hectares de áreas já trabalhadas e incorporadas não tendo necessidades para mais derrubadas para se produzir, basta levar a sério o plano do governo que também tenta acertar. O Programa Mais Alimentos é o plano criado exatamente para atender o grito de não derrubar mata todos estenderam: governo, fábrica de tratores e implementos, financiadores, fornecedores, revendedoras e transportadoras todos sacrificaram seus lucros e colocaram trator pequeno com implemento a juros de 2% ao ano em 10 anos para pagar, entrega na roça com a primeira revisão totalmente grátis, este é o plano do Ministério do Desenvolvimento Agrário, só que aqui não decolou, os projetos não andam, é muita burocracia criada para dificultar o crédito. O produtor cansa, se aborrece, desiste e o recurso é devolvido para outras regiões que estão fazendo bom proveito.

Não satisfeitos com este engessamento para o produtor rural, atigem os pecuaristas proibindo de vender aos frigoríficos seus bois criado em área não legalizada e ainda são taxados de invasores e grileiros, tem sim alguém nesta situação, onde não tem mal intencionado e aproveitador?

Porém a estratégia é para quem ainda tentam criar deixem suas propriedades e posses para criar capoeiras e mata para satisfazer o ego dos ambientalistas pagos pelos grandes paises ricos que já se dizem donos da nossa Amazônia que assistem tudo e não se importam com o bem dos filhos desta rica região pobre de liderança política e gestores comprometidos com o futuro, principalmente desta juventude que ai está nas escolas e faculdades e serão os futuros gestores e administradores desta região, atentem, vocês poderão evitar a morte lenta desta habitação amazônica pela troca do pulmão amazônico mais cobiçado do mundo.


CARA E COROA: uma de pau, outra de jornal

Bellini Tavares de Lima Neto

É interessante observar como certas expressões, por mais usadas e batidas que possam ser, conservam o caráter de precisão e clareza quanto ao que pretendem definir ou ilustrar. Quem nunca ouviu o conhecidíssimo “são duas faces da mesma moeda” para indicar a similaridade gêmea entre duas situações ou circunstâncias? Existe, de fato, uma série de sentimentos e atitudes que, por mais que se pareçam completamente diferentes e às vezes até frontalmente opostos, acabam se revelando exatamente idênticos, só mudando a aparência externa. Amor e ódio, por exemplo, costumam mudar de lado sem a menor cerimônia, justificando plenamente a afirmativa de que entre eles a fronteira é quase nenhuma, tênue, imperceptível. Quantos casos não se têm noticia de pessoas que defendem de forma absurdamente rigorosa um comportamento moral espartano em relação à sexualidade, condenando sem a menor clemência qualquer desvio dos parâmetros mais conservadores e rígidos que a mentalidade mais vitoriana possa conceber. E eis que, um belo dia, se descobre que o candidato a santo nunca passou de um grande devasso enrustido, desses que se babam de luxuria usando a calcinha da parceira como gorro e dando base à idéia de que tarado é aquele sujeito que faz o que todo mundo faz, mas é pego. Isso tudo e muito mais é o universo daquilo que se designa como “faces da mesma moeda”.

E por fala nisso tudo, será que alguém ainda se lembra da Copa do Mundo de Futebol no México em 1970? O Brasil vivia momento dos mais agudos do período da ditadura militar. Grupos armados, perspectiva de guerrilha urbana e rural, seqüestro de embaixadores, prisões arbitrárias, militantes desaparecendo de lado a lado. E chegou a Copa do Mundo. Havíamos sofrido uma verdadeira humilhação na anterior, em 1966, na Inglaterra, com os nossos descobridores e colonizadores nos despachando mais cedo. Era a hora do revés e a pátria mais uma vez se calçou de chuteiras para defender a honra nacional. O técnico da seleção era o jornalista João Saldanha que, dentre outras coisas, se mostrou um bocudo de primeira. Sim, porque, em meio aos preparativos, eliminatórias e tudo mais, o então presidente de plantão, um militar de nome Emilio, resolveu dar palpites nas convocações. E, em meio aquele clima de hostilidades e insegurança que se vivia, o técnico da seleção não hesitou em mandar um recado ao palpiteiro federal: Emilio, escalaria o ministério enquanto ele, Saldanha, escalaria a seleção. Não durou muito, é claro. Foi rapidamente substituído por um outro cidadão bem mais maleável e flexível que resolveu atender a sugestão do palpiteiro de gandolas e dragonas. A seleção foi ao México, arrasou adversários e voltou consagrada trazendo em caráter definitivo a tão cobiçada Taça Jules Rimet que, de fato, conheceu seu último dono: foi furtada e aparentemente derretida pois nunca mais se teve noticia dela. Mas isso só aconteceu algum tempo depois da conquista. Essa, em si, sacudiu o país que se esqueceu do momento dramático que vivia e se permitiu extravasar uma enorme euforia que, ao menos para alguns, andava reprimida por conta do medo. E o Sr. Emilio e toda a turma do comando se empanturrou e se lambuzou de demagogia entrando firme na onda da comemoração e quase demonstrando que o sucesso da seleção era fruto da política que fazia do Brasil “um pais que vai pra frente”.

Os críticos da ditadura militar na época tiveram que engolir a indignação pois, tirando malucos do naipe do João Saldanha, pouca gente se atrevia a ousadias dessa ordem. Quando a ditadura se retirou de cena, foi possível, então, trazer à tona o quanto aquela vitória na Copa do Mundo foi explorada pelos donos do país na época para fins demagógicos e de auto-celebração. Era um regime ilegítimo tentando ganhar simpatia da massa por meio do esporte mais popular do país. Mas, felizmente, o tempo passou e isso tudo virou história. Muitos daqueles que combateram a ditadura militar se alçaram à condição de dirigentes políticos nos dias de hoje. Pode-se dizer que quase todo ou, ao menos, boa parte daquele contingente que se insurgiu contra o regime da época está, hoje, na política nacional. Portanto, aquele tipo de comportamento demagógico adotado pelo Sr. Emilio e sua troupe não tem mais espaço no Brasil moderno e emergente. Não mais se concebe que autoridades, independente do escalão a que pertençam, possam pensar em se aproveitar de eventos esportivos para alavancar a própria imagem e incrementar popularidade.

Portanto, o fato de a delegação da equipe paulista que recentemente conquistou um campeonato nacional no país, ter tido que alongar a viagem de retorno à cidade natal e fazer uma escala em Brasília para que o Presidente da República possa cumprimentar os integrantes, deve ter alguma outra explicação. E, em conseqüência, os torcedores que aguardavam os jogadores para uma celebração já no aeroporto por volta de 12:00 horas, vão compreender que eles só chegarão bem mais tarde. Os motivos para o atraso certamente são justificáveis.

Ah, a história das duas faces da mesma moeda? Não sei. Acho que me confundi.

02 de julho de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Meu querido diploma

Por Arnaldo Bloch

Faz tempo que não te vejo nesta pasta de papelão pálida. É sempre um prazer reencontrar as cores de tua luxuosa superfície, vários espectros entre azul e verde, linhas d’água, relevo com as iniciais UFRJ, brasão da República, e as bordas brancas amareladas pelos 23 anos desde a formatura até este 2009, em que sua relevância foi julgada pelo STF. Não sou dos que pensam que o fim da tua obrigatoriedade para o exercício da profissão represente uma tragédia para a classe. Acredito na diversidade que, ademais, já existe na prática, papel e monitor. Mas tampouco sou daqueles que preconizam que tua existência foi e será em vão, ou que podes ir ao lixo ou ao fundo de um arquivo B, categoria velharia inútil.
Para mim, não foi. Tampouco foi barricada de resistência de esquerda aos Anos de Chumbo, como alguns querem: quando ingressei na ECO-UFRJ (1982), me uni foi a uma turma de pós-anarquistas que se divorciavam das palavras de ordem da geração anterior e, ao mesmo tempo, afastavam-se do encaretamento de usos e costumes universitários que se anunciava, ameaçando acabar com tudo que há de positivo na criação em permanente movimento, na universidade vista não só como arcabouço curricular ou massa de engajamento, mas como território livre para a vida e a reflexão.
Não te jogarei no lixo nem no fundo do porão, querido diploma: daqui em diante, passarás, sim, a prateleira de honra, e comprarei uma nova pasta, onde repousarás só tu, sem os outros parcos títulos que me foram outorgados, que não se comparam a ser um filho da ECO, de Bussunda, Zé José, Fátima Bernardes, Urubu, Sérgio Rodrigues, Paulo Roberto Pires, Luiz Noronha, Henrique Koifman, e a mistura aqui de célebres e cérebres e vice-versa é bem aleatória mesmo, quem viu e viveu sabe o que ali se criou e o que se cria sempre que há liberdade e há vagar para vagar entre pátios e salas e jardins internos e bares e Barthes.
Barthes: para que serve, perguntou-me uma vez um grande jornalista, um papa do jornalismo, da velha geração, que noutra ocasião me dissera: “Diploma, eu só defendo se for com a corda no pescoço”, e até hoje não entendi muito bem o que ele quis dizer por óbvia, e talvez sintomática, ingenuidade.
Sou a favor de tu, e não sou contra o fim da tua obrigatoriedade, embora ela me incomode, não por ver-me ameaçado, mas por ter crescido com essa noção de tua importância. Não foi somente uma noção apreendida e automatizada. Foi uma noção adquirida ao longo do aprendizado. Não jogo no lixo o ciclo básico, quando disciplinas de ciências humanas sinalizaram para o fato de que informação não é nada se não confrontada com as humanidades, que andam tão longe, por sinal, de nosso sistema educacional, vão aí uns 40 e tantos anos, coisa que pouco se discute.
Outra bagagem de respeito que carrego dos tempos da ECO é a noção, pisada e repisada, de que jornalistas têm um compromisso com a verdade, ainda que atingi-la no alvo seja fundamentalmente utópico, e não só com a verdade, mas com algum senso de responsabilidade para com uma ideia de cidadania sempre em formação, e também, e sobretudo, um impulso de independência, antenas ligadas para a grande rede de influências, de lobbys, de grupos de interesse, que se forma, muitas vezes, através de máscaras doces e sedutoras, outras vezes nas vestes de vendedores de saber e de sentenças indiscutíveis. Não. Trouxe de lá um senso de que somos donos de nossas consciências, e que elas devem estar em consonância com um senso comum de utilidade pública, e não com essa ou aquela banquinha da grande feira de valores e mercados e vaidades e superfluidades e modas e manias que nascem deusas, e daí Barthes bateu um bolão na arte de decifrar.
Em teu nome, querido diploma, ouvi muita coisa que me pareceu digna, para lá das ideologias, coisas singulares, naturais de uma “missão”, a missão do jornalista, e que, com certeza, não estarão formuladas nas tribunas de outras cadeiras profissionais. Esses conceitos, obviamente, não são exclusivos de uma faculdade de jornalismo. Eles são universais e podem ser adquiridos através das leituras de cada um, da allure que conduz cada persona, e sabemos que na história da imprensa não apenas literatos mas economistas, engenheiros, advogados ajudaram a construir páginas nobres.

Torço, querido diploma, porém, para que não estejamos navegando numa época em que, pela excessivo grau de especialização e mínimo grau de universalização, os novos peritos que vierem às redações para ralar no dia a dia e subir o morro venham imbuídos de algo maior do que impor algum pensamento monolítico ultra-seccionado, que os yuppies fiquem de fora, que os médicos sejam leitores (como eram), que os engenheiros filosofem, que os incorporadores saibam diferenciar arqueologia de antropologia, que o saber, a honestidade, a mente plural, o espírito do coletivo e a compreensão aguda das diversas faces da verdade estejam conosco e convosco.
Assim, querido diploma, sobreviverás.

Advogados de Santarém e Itaituba não foram consultados sobre acordo para eleição da OAB

Em sua coluna semanal no jornal O Estado do Tapajós, o advogado José Olivar Azevedo põe mais lenha na fogueira sobre o 'acordão" que visa lançar chapa única na OAB Pará.

A nota publicada no Diário do Pará do dia 01/07/09, de autoria da Dra. Ângela Sales (Presidente da Seccional da OAB/PA), dando conta da indicação do Dr. Ophir Cavalcante Júnior para presidir o Conselho Federal e do Dr. Jarbas Vasconcelos, para Presidência do Conselho Seccional, pegou de surpresa os advogados de Santarém, não pela indicação do Dr. Ophir, mas pelo acordo com o Dr. Jarbas Vasconcelos, visto que nunca houve uma consulta às bases da Subseção de Santarém e de Itaituba, sobre a indicação, pelo que sei.

LAUDOS ATESTAM ABUSO A MENOR . MÃE DEFENDE O MARIDO

Da Redação

Um caso envolvendo um menor que teria sido violentado sexualmente pelo próprio pai, na comunidade de Samaúma, no rio Tapajós, foi o pivô esta semana de uma guerra de informações travada pelo Conselho Tutelar de Santarém e uma comitiva de comunitários daquela comunidade. O agricultor Adelzirio Filho Furtado dos Santos foi preso no dia 19, no interior do Hospital Municipal de Santarém, após a equipe médica do HMS ter constatado que a criança foi vítima de ato libidinoso.
O caso chegou ao conhecimento do Conselho Tutelar, que acionou a polícia, que efetuou a prisão do acusado com base no relato da médica que atendeu o menor. O menor foi trazido até Santarém, segundo o acusado, com sangramento porque teria ferido o ânus ao cair sobre um pedaço de madeira.
A mãe do menor e um grupo de comunitários tentam fazer a defesa de Adelzírio, alegando que o mesmo tinha sido preso injustamente, já que o acusado no momento do acidente estava torrando farinha juntamente com a esposa.
Mas a versão apresentada tanto por Adelzírio quanto pela comissão que visitou a redação de O
Estado do Tapajós é contestada pelo delegado Jamil Casseb, que presidiu o inquérito policial que apurou o crime de abuso sexual. Na última quarta-feira, o inquérito foi encaminhado à justiça e o juiz penal decretou a manutenção da prisão em flagrante do acusado, que se encontra preso na Penitenciária de Cucurunã, desde o dia 20 de junho.
Segundo o delegado, dois laudos realizados por médico perito do Centro de Perícia Criminal atestam que o menor sofreu penetração carnal. " A versão do acusado não é compatível com o que foi comprovado pela perícia, porque não foram encontrados na madeira apresentada pelo pai
como sendo o objeto penetrante nenhum vestígio de sangue, fezes outecido", assegura o delegado.
Jamil Casseb afirma, ainda, que o laudo de lesão corporal atesta, também, que não houve ferimentos ao redor do ânus do menino. " Não foram encontrados outros ferimentos na região
retal, o que provavelmente aconteceria se realmente o menino tivesse caído em cima de um pedaço de madeira", informou o policial.
O delegado informou, ainda, que solicitou mais dois exames periciais com vista a esclarecer definitivamente o caso: pesquisa de esperma e comparação de DNA, mas estes exames demoram de 15 a 30 dias para serem concluídos.

Ponta Negra vai gerar imagens de Sao Raimundo x Moto Clube para a Tv Cultura

Será da Tv Ponta Negra de Santarém a geração das imagens do jogo de amanhã entre São Raimundo e Moto Clube.
Nivaldo Pereira fechou acordo operacional com a Tv Cultura do Pará, que detém a exclusividade dos jogos da série D dos times paraenses. O jogo nãos será transmitido para Santarém.
Em contrapartida, o torcedor santareno assistirá à partidas do Pantera quando os jogos forem realizados em outras praças.

COSANPA CORTA ÁGUA DE POBRE, MAS NÃO COBRA DE RICOS

Miguel Oliveira
Repórter*

A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) iniciou este ano um programa de corte do fornecimento de água que atinge, principalmente, consumidores de classes mais empobrecidas da
população. Somente no mês de julho, direção da empresa, em Belém, autorizou a gerência de negócios de Santarém a cortar a água de mil unidades consumidoras com atraso de pagamento. O curioso é que desta relação não fazem parte endereços de tradicionais devedores.
O Estado do Tapajós apurou que somente no centro comercial, um proprietário deve mais de R$ 35 mil à Cosanpa. Em um dos prédios foi construído umpoço artesiano. O consumidor cadastrado sob a matrícula 875805 é o empresário Paulo Campos Corrêa, pai do vereador Maurício Corrêa (PMDB) e do secretário municipal de meio ambiente Marcelo Corrêa.
Ainda no centro da cidade, a reportagem do jornal confirmou que dois hotéis devem juntos mais de R$ 10.500,00 à Cosanpa. No bairro do Santíssimo, uma emissora de televisão está devendo 85 faturas de água. O débito soma R$ 8.400,00. O proprietário é o ex-prefeito Ruy Corrêa, sobrinho do empresário Paulo Corrêa, o maior devedor individual de conta de água de Santarém. No prédio localizado na Trav. 15 de agosto, 20, o empresário Paulo Corrêa mandou perfurar um poço artesiano para que as salas comerciais deixassem de consumir água da rede pública e o
condomínio do prédio tentar se livrar da conta. Um dos inquilinos informou a O Estado do Tapajós que na taxa cobrada junto do aluguel consta o consumo de água, mas segundo os registros da empresa em Santarém, a unidade consumidora está em débito no período de dezembro de 2005 a maio deste ano( sendo que a fatura de junho ainda não foi
lançada no sistema da Cosanpa).
Procurado pela reportagem de O Estado do Tapajós, o gerente de negócios da Cosanpa em Santarém não quis permitir acesso do jornal ao cadastro de devedores da empresa. Rodrigo
José Machado informou, apenas, que a Cosanpa vai acionar judicialmente os devedores que não regularizarem seus débitos, sejam eles pequenos ou grandes consumidores.
Indagado sobre a estratégia de consumidores tentarem se livrar de débitos recorrendo à perfuração de poços artesianos, Rodrigo lembrou que há uma Lei Federal que garante que
"toda edificação permanente urbana será conectada às redes públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponíveis e sujeita ao pagamento das tarifas e de outros preços públicos decorrentes da conexão e do uso desses serviços. A instalação hidráulica predial
ligada à rede pública de abastecimento de água não poderá ser também alimentada por outras fontes".

A lista dos maiores devedores

TV. Dos Mártires, 30: R$ 7.100,00
Praça da Matriz, 18: R$ 1.270,00
Lameira Bittencourt, 344: R$ 3.588,00
15 de Agosto nº 20: R$ 34.000,00
Prédio da Av. Afonso Pena nº 25: R$ 8.476,33

Centro não sofre com a falta d'água

Ao contrário de outras áreas da cidade, onde há escassez e falta de abastecimento de água há vários anos, o centro comercial conta com fornecimento de água com regularidade. Alguns consumidores que constam da lista dos maiores devedores confirmaram que a Cosanpa
presta o serviço, mas cobra uma tarifa muito alta.
No Hotel Modelo, por exemplo, um funcionário informou não há flata de água nas torneiras. No Hotel Brasil, onde é cobrada a tarifa de R$ 350,00 mensais, a reportagem apurou que o débito já está sendo renegociado.
Além desses casos e dos prédios de Paulo e Ruy Corrêa a Cosanpa deve encaminhar a cobrança a um escritório de advocacia para acordo extrajudicial. Caso não haja pagamento, a empresa vai recorrer à via judicial para tentar receber o débito.

*Colaborou: Andrezza Aguiar

Lúcio Flávio Pinto; Ferrovia

Editor do Jornal Pessoal

Em 1963, a Estrada de Ferro do Tocantins, que fazia o transporte entre pontos não navegáveis (no verão) em torno de Tucuruí, que viriam a ser submersos pela barragem da hidrelétrica, recebeu um grande reforço: quatro locomotivas foram incorporadas ao seu acervo. As máquinas pertenciam à Leopoldina, em operação no “sul” do país. Poderiam ter sido úteis se fossem mais novas. O problema era que, fabricadas em 1880, já estavam com mais de 60 anos nos costados só nos trilhos nacionais. A questão se tornaria irrelevante três anos depois: a ferrovia do Tocantins foi erradicada pelo governo militar, assim como a Bragantina. Trem público, nunca mais: só linhas particulares, por concessão federal.

Amazônia é isso.

Assembléia de Deus: Pastor versus Pastor (3)

Wellerth disse...

Carlos....naum seja taum aspero com o m arcio, pois o mesmo fez um paralelo, e isso, naum se configura como 'falta de educação'....a naum ser que já tenham mudado o sentido dessa palavra tambem ( o que naum é de se estranhar visto observar que em dois mil anos MUITA COISA MUDOU)...qto ao caso em questaum, é interessante observar o que josé wellington quer com essa jogada, iniciada na convençao com o discurso "deixem o velhinho comemorar o centenario...", sejamos menos partidarios e mais cristaos meus irmaos!!!!onde já se viu apoiar presidente de convenção geral que passa cheque sem fundo? (178 no total e gilberto marques apoiou) eu hein? belo testemunho!!!!! se informem do que realmente acontece e do pa está acontecendo esse racha na assembleia e parem de pensar que é por questaum de 'uso e costume' (que por si só já é um assunto fora de moda...)
paz do Senhor!

Nascimento disse...

E lamentável tudo isto. Independente de preferências, gostaria de lembrar aos litigantes, que se trata da Igreja do Senhor, Noiva do Cordeiro, que foi comprada e lavada pelo seu Precioso Sangue. Em meio as vossas pretensões, está aquela que foi divinamente implantada em um mundo que jaz no maligno, composta por pessoas que tem a responsabilidade de ser a luz e o sal da terra, tenham compostura, porque esta Igreja tem um dono, e ele não é qualquer pessoa, é o Senhor dos Senhores, e digo-lhes ainda Ele tem ciúmes da mesma, será que os senhores perderam o temor a Deus?
E o vosso testemunho, como homens que não só deveriam pregar a paz, mas acima de tudo vive-la em meio a um mundo de intolerância? senhores,senhores,senhores... ainda há tempo.

Prefeita quer mototaxistas clandestinos somente na periferia

Andrezza Aguiar
Da redação

A prefeita Maria do Carmo revelou que a prefeitura não vai reprimir os mototaxistas clandestinos se estes atuarem na periferia da cidade, deixando a área central da cidade para os
mototaxistas legalizados. "Na verdade os mototaxi's credenciados têm razão de exigir da prefeitura um posicionamento com relação à fiscalização, porque eles são oficiais, então não podemos agir de forma igual com todos, o que nós pedimos aos 'clandestinos' é que eles
atuem de forma descreta, pois eu não vou forçar uma ação da prefeitura no sentido de prejudicar ninguém, mas eles também não podem atuar em áreas aonde os 'oficiais' ganham o seu dinheiro e vivem daquilo",
explicou a prefeita. A prefeita também informou que foi marcada uma reunião com os mototaxistas clandestinos para pedir que eles saiam do centro comercial. "Eles podem circular nos bairros mais afastados do cento da cidade, que também tem uma clientela muito boa que vai
ajudá-los na sobrevivência do dia a dia", ponderou Maria.
Quinta-feira, depois da reunião, alguns 'clandestinos' quebraram todas as placas dos 'oficiais' na frente do hospital Municipal. "Se vierem com violência eu vou colocar a polícia no meio", reagiu Maria.