quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Pontuando - José Olivar
Efeito Orllof
Eu sou você amanhã! Parece que esta é a frase que espelha a situação atual da Prefeita Maria do Carmo. Quando assumiu a Prefeitura, acionou sua Procuradoria para processar Lira Maia por supostos atos de desvio e aplicação irregular de verbas públicas, etc. Agora, que a Controladoria Geral da União (CGU), detectou irregularidades na aplicação de verbas públicas, a própria Maria usa seu Procurador Jurídico para explicar as denúncias sofridas por tais irregularidades de gestão e publicadas no jornal O Liberal, alegando serem infundadas e fruto de denuncismo de partidos políticos. Em resumo: quando o feitiço se volta contra o feiticeiro, este sente a mesma dor de quem já o acusou. É o efeito Orloff!
Concurso de Oriximiná oferta 349 vagas
Vão até o dia 20 deste mês as inscrições para o concurso público da Prefeitura Municipal de Oriximiná. São ofertadas 349 vagas distribuídas em 24 cargos com lotação nas zonas urbana e local. Os salários base variam de R$ 510 (cargos de nível fundamental) a R$ 5.721 (nível superior). O valor da inscrição é R$ 50,00 para todos os cargos.
As inscrições são presenciais e exclusivamente na sede do município, das 08h às 17h, no Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Ciaca) – travessa Santa Luzia, s/n, bairro de São Pedro, Oriximiná (PA). No local, o candidato deverá preencher e devolver o formulário de inscrição e entregar uma cópia do documento de identidade. O cartão de inscrição será entregue no mesmo local, em setembro.
As provas objetivas serão aplicadas no dia 26 de setembro de 2010, no turno da manhã, das 08h às 12h, para os cargos de nível médio e fundamental incompleto. No turno da tarde, das 14h30 às 18h30, para os cargos de nível fundamental completo e nível superior.
O candidato poderá se inscrever separadamente e realizar as provas objetivas nos dois períodos, para cargos em horários de provas diferentes. O concurso oferece vagas para professores de língua portuguesa e inglesa, história, geografia, educação física e matemática (na sede e interior); psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, médicos, técnicos e agentes comunitários.
Jornalista desconfia de intenções de entidades que promoverão ato público em Santarém
Miguel,
"Sem vínculo partidário e relação com qualquer candidatura eleitoral"...
Difícil acreditar nisso, quando se vê que entidades estão na organização do evento.
A Famcos tem sido o braço do PT no movimento popular, e por muito anos foi ligado à tendência Corrente (desmembrada depois em PT pra Valer - leia-se Ganzer, Faleiro e Zé Geraldo, todos candidatos este ano - e Articulação Socialista - leia-se Roberto Faro, aquele mesmo, da Operação FAROeste...).
Mais recentemente, a Famcos ajudou a eleger o vereador do PT Carlos Jaime, pertencente a um sub-grupo do PT Pra Valer mais vinculado às pastorais sociais da igreja católica. Alguns de seus membros, flertam, inclusive, com o PSOL e já têm entrado em rota de colisão com o PT.
Do outro lado, a Unipop, uma respeitável ONG de Belém, mas que também sempre teve em seus quadros militantes do PT, de várias tendências. Não sei dizer hoje o quanto estão envolvidos com o partido.
De qualquer forma, apesar de ser uma iniciativa válida, questiono por que tal movimento não foi realizado em outro momento e não agora, em plena campanha eleitoral? Será que nenhum de seus integrantes, pela tradição histórica de atuar na estruturas partidárias, estão isentos de fazer campanha para alguns dos candidatos do PT ou até do PSOL?
Espero que eu esteja enganado...
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Nota da redação: E você, leitor, concorda ou discorda do ponto de vista do Jota Ninos?
Mande seu comentário para cá.
PSTU estréia horário eleitoral para o governo
A propaganda dos candidatos ao governo irá ao ar às segundas, quartas e sextas, junto com os que disputam vagas ao Senado e à Assembléia Legislativa.
Mas a estréia dos políticos paraenses no horário eleitoral será no dia 17 de agosto, terça-feira, que terá ainda quintas e sábados reservados para deputado federal e presidente da República.
Ana Júlia terá maior tempo no rádio e TV
Ana Júlia (PT) - 7,23 minutos
Simão Jatene (PSDB) - 4,50 minutos
Domingos Juvenil (PMDB) - 3,16 minutos
Fernando Carneiro (Psol) - 1,16 minuto
Cleber Rabelo (PSTU) 1,12 minuto
(C0m informações de Rita Soares)
Jovens de Santarém promovem campanha para cobrar melhorias no município
Jovens da periferia de Santarém promovem a partir de amanhã, 12, a campanha “Que cidade queremos para viver?”. Sem vínculo partidário e relação com qualquer candidatura eleitoral, a campanha acontece até o próximo dia 14 de agosto, em diversos espaços de Santarém, e vai cobrar do poder público, melhorias para o município e políticas públicas que garantam os direitos da juventude.
As atividades da campanha acontecerão na Praça da Matriz de Santarém e nas Escolas públicas Ubaldo Corrêa e Aderbal Tapajós, nos bairros Conquista e Uruará, respectivamente. Durante os três dias da campanha, os moradores de Santarém terão acesso, gratuitamente, a apresentações teatrais, danças, atrações musicais, jogos educativos, oficinas, além de palestras educativas.
A campanha é uma iniciativa de 22 jovens da periferia de Santarém, que integram o projeto Boca no Trombone. O projeto é desenvolvido desde outubro de 2009 no município e resulta da parceria entre o Instituto Universidade Popular (Unipop) e a Federação das Associações de Moradores e Centros Comunitários de Santarém (Famcos).
A ideia de realizar a campanha surgiu a partir de encontros formativos e momentos de reflexão promovidos pela Unipop, quando os jovens mostraram indignação quanto à qualidade dos serviços públicos prestados no município de Santarém.
Segundo a educadora da Unipop, Soraia Pinheiro, ao verem que a realidade de Santarém não estava agradando a população, os jovens resolveram tornar público os problemas sociais que afetam a cidade. “A partir da campanha, os jovens pretendem discutir e construir a cidade que queremos, com vida de qualidade e onde todos tenham seus direitos garantidos e respeitados”, afirmou Soraia.
Ela explica que, com a campanha, a Unipop e seus parceiros esperam atrair os olhares da população para as necessidades da cidade, gerando mobilização e propostas concretas, para resultar em ações públicas que solucionem os problemas e garantam a cidadania plena de todos.
Confira a programação:
12/08/2010 – Lançamento da Campanha
-Local: Praça da Matriz
-Horário: 19:30
-Programação:
I- Abertura com a exposição da campanha.
II-Mostra Cultural: Peça teatral do Boca no Trombone, grupo de Hip Hop e poesia
III-Encerramento: Marcelo Kaê e Banda
13/08/2010 – Bairro da Conquista
-Local: Escola Ubaldo Correa
-Horário: 8:30 a 13:30
-Programação: Oficinas, Palestra (Educação Ambiental), Lazer
14/08/2010 – Bairro do Uruará
-Local: Escola Aderbal Tapajós Caetano Corrêia
-Horário: 8:30 a 13:30
-Programação: Oficinas, Palestra(VFSPA), Lazer
-Encerramento: Com uma atração musical
Oficinas: Pintura em tecido, contação de histórias, fotografia, artesanato com garrafa pet e meta reciclagem.
Palestras: Educação Ambiental e V Fórum Social Pan-Amazônico (com tema voltado para a juventude)
Lazer: Jogos educativos.
Encontro das 4 bacias hidrográficas
A coordenação do evento esperar mais de 500 participantes que lutam contra a construção de hidrelétricas na Amazônia.
Brasil faz as pazes com o bom futebol
No blogdogersonnogueira
A Seleção Brasileira fez as pazes com a sua história. Depois de quatro anos entregue a um sistema de jogo defensivo e devotado ao futebol de resultados, um time renovado estreou nesta terça-feira à noite contra os Estados Unidos, em Nova Jérsei, e mostrou que é possível jogar bonito e vencer. Na primeira apresentação sob o comando de Mano Menezes, a equipe foi generosa nos dribles, nas tabelas e na capacidade de surpreender, marcas inalienáveis do futebol brasileiro em todos os tempos. À moda antiga, deu um show de bola e venceu por 2 a 0 (gols de Neymar e Pato). No gramado do New Meadowlands Stadium, desfilou um estilo de jogo que parecia esquecido pelos brasileiros. Ganso, Neymar, David Luiz, Robinho, Ramires, Lucas e Carlos Eduardo retomaram a longa tradição de habilidade do Brasil. Mano optou por uma escalação ousada, com Robinho, Neymar e Alexandre Pato no ataque. O meio-campo começou formado com Lucas e Ramires, além de Paulo Henrique Ganso, camisa 10 e maestro da equipe. Curiosamente, os três estreantes que começaram - Ganso, Neymar e David Luiz – foram os destaques da partida, mostrando maturidade técnica e portando-se como veteranos. Os gols surgiram ainda no primeiro tempo, mas na etapa final a Seleção continuou envolvente e criou diversas oportunidades para ampliar o placar. Sem dúvida, foi uma belíssima estréia.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
População indígena do Xingu começa acampamento contra construção da usina Belo Monte
Belo Monte é um dos maiores empreendimentos do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) do governo federal e tem custo estimado em R$ 16 bilhões. Porém, de acordo com as lideranças do acampamento, sua construção causará fortes impactos ao meio ambiente e as populações tradicionais da região. Altamira, que fica na região oeste do Pará, será um dos municípios mais atingidos, caso a obra seja concluída.
De acordo com o representante da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), em entrevista ao jornal Brasil de Fato, a proposta do acampamento é articular diferentes forças sociais e criar uma agenda para definir ações futuras contra os grandes projetos previstos para a Amazônia.
Segundo o representante do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) e um dos acampados, Moisés da Costa Ribeiro, durante todo o ato serão debatidos estratégias de posicionamento sobre esses projetos.
Promovido pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) entre os dias 26 e 29 de abril deste ano, o Seminário Nacional: os impactos dos grandes projetos na Amazônia e as mudanças na legislação ambiental e fundiária, reuniu cerca de 150 lideranças de entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais em Belém (PA).
Durante os quatro dias de estudos e debates, foram abordados temas como a história, o contexto e as perspectivas para a Amazônia, além de relatados depoimentos sobre os impactos já causados e as experiências de resistências das populações e dos povos da região.
Dentre os encaminhamentos deste encontro, uma luta conjunta dos movimentos sociais contra a Belo Monte também foi firmada como compromisso. Por isso, é importante que todos os participantes do Seminário Nacional da Amazônia estejam juntos, engajados nesta luta que é comum de todos nós.(24 Horas News)
Polícia de Santarém encerra diligência e não consegue prender assaltantes do Banpará
Depois de sete dias de buscas aos três assaltantes que roubaram mais de um milhão em dinheiro da Agência do Banco do Estado do Pará, em Santarém/PA, as equipes de policiais Civil e Federal chegaram de retorno hoje, 10, por volta das 17:00 horas, no prédio da 16ª Seccional Urbana de Santarém.
Os policiais não conseguiram prender os três assaltantes, que alcançaram a Rodovia Transamazônica, próximo a cidade de Uruará/PA, e dali sumiram sem deixar pistas, mas apreenderam um veículo VW/Gol 1.0, prata, placa JHM-7649, usado na fuga até ser abandonado numa estrada da região do rio curuatinga, e também deter seis pessoas que ajudaram na fuga dos assaltantes e apreender R$-14.900,00 em dinheiro que foram encontrados com as seis pessoas detidas.
Feira da cultura e festival folclórico de Santarém começam hoje
O evento tradicional é coordenado pela prefeitura de Santarém, através da secretaria municipal de Cultura (SMC) e também reunirá agremiações folclóricas. Durante os seis dias de atividades, serão realizados concursos de danças folclóricas (carimbó, quadrilhas tradicional e estilizadas), concursos de barracas, rainha, música, poesia, torneio de futebol masculino e feminino.
Farão parte ainda dos atrativos do evento, a demonstração de experiência das comunidades rurais, exposição transitória contando a história da Feira da Cultura Popular de 1969 a 2009, além do retorno da Gincana Cultural com a participação das escolas das comunidades.
DIA 10/08 - (TERÇA-FEIRA)
17h00 – Concentração na Praça da Matriz (Av. Tapajós).
17h30 – Início da Caminhada - Trajeto: Av. Tapajós (Orla da cidade), Adriano Pimentel, com chegada em frente à Igreja de São Sebastião.
18h00 – Culto - Abertura da Feira da Cultura Popular e Festival Folclórico 2010, na Praça São Sebastião.
19h às 20h – Praça São Sebastião
- Abertura Oficial da Feira da Cultura Popular e Festival Folclórico 2010.
- Pronunciamento das autoridades
- Orquestra Jovem Wilson Fonseca
- Visitação das autoridades às barracas.
20h às 01h – Praça de São Sebastião
- Exposição e comercialização de Produtos agrícolas e artesanais.
- Demonstração de experiência
- Exposição transitória (História da Feira 1969-2009)
- Cantinho da Leitura
- Concurso de barracas.
FESTA DO INTERIOR
20h30 - Praça de São Sebastião
- Apresentação dos grupos folclóricos das comunidades.
(Fonte: Ascom PMS)
Casas do PAC estão abandonadas no Uruará
A respeito das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que vem sendo realizadas pela prefeitura de Santarém, no bairro Uruará, o verador Henderson Pinto disse hoje, em sessão da Câmara, que esteve em visita no local e constatou o seu abandono total.
O vereador relata que as casas foram iniciadas e não acabadas, os telhados estão sendo destruídos pelos fortes ventos, os vândalos estão depredando as casas, que segundo Henderson servem de motel, as caixas d’água foram roubadas “e os moradores que deveriam ter suas casas decentes, continuam dentro da lama".
Segundo o vereador, "eles e eu estamos tão saturados que agora vamos fazer um levantamento com imagem de vídeo, para mandar ao Ministério das Cidades, Caixa Econômica e Ministério Público Federal, para que providências sejam tomadas em favor dos moradores”, prometeu.
Nesta imagem aérea, vê-se as casas PAC prontas para serem ocupadas pelos moradores de áreas alagadas, mas que continuam fechadas.
(Foto: Miguel Oliveira)
O crescimento da aviação
adenauergoes@gmail.com
Estamos vivenciando um ciclo de crescimento que chega a impressionar na aviação aérea brasileira, não apenas no que diz respeito à malha nacional, mas também na internacional e regional. O mundo como um todo tornou-se mais dinâmico, as pessoas estão se movimentando bem mais em todos os sentidos e a aviação representa a forma mais rápida de mobilização.
Os preços das passagens estão mais acessíveis, com o menor valor médio desde 2002-R$256,13, sendo que em relação a abril do ano passado a diminuição do valor foi de 23,9%%.
Para a ANAC- Agência Nacional de Aviação Civil, estes preços mais acessíveis significam que a concorrência está cada vez mais acirrada no setor, justamente porque esta diminuição no preço das passagens ocorreu no momento em que a demanda por vôos domésticos cresceu em 23,5%, com o preço médio pago pelo passageiro por quilometro voado de R$0,39 equivalente a um recuo de 24,6% quando comparado ao mesmo mês de 2009 e de 7,4% em relação a março deste ano.No acumulado de janeiro a abril de 2010, a tarifa média foi de R$272,44.
De acordo com análise da ANAC, estes números representam baixa de 47% quando comparado ao valor acumulado no mesmo período de 2004,quando uma passagem aérea custava na média R$514,42.De acordo com a agência, este levantamento de dados, leva em consideração os valores entre a origem dos bilhetes e o destino aéreo que é comercializado pelas empresas em 67 pontos de vôos domésticos.
Estes números são importantes colocados desta forma para que o leitor e consumidor possam acompanhar a evolução de valores dentro de um arranjo produtivo que normalmente não é registrado no nosso dia a dia e acabam por perder-se na dinâmica do processo.È preciso no entanto estar atento para a qualidade de prestação destes serviços,o qual também tem caído dentro deste acirramento da concorrência e das mudanças para diminuição de custos operacionais que as empresas tem implementado.
Acompanhando este incremento de fluxo de viajantes, o que impacta diretamente na atividade turística, as empresas aéreas tem sinalizado com a reserva para compra de novas aeronaves, projetando desta maneira uma oferta sempre crescente no número de acentos em todos os níveis de rotas. Os mega eventos como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 sinalizam que este crescimento vai continuar em ritimo acelerado.
A grande preocupação passa a ser então a infra-estrutura de nossos aeroportos, incluindo ai a prestação de serviços diretamente ligada a esta infra que vão desde controladores de vôo, até a movimentação das bagagens do avião até as esteiras onde serão retiradas pelos passageiros.
Nesta análise de crescimento fica a preocupação e de certa forma a sensação de tristeza com nosso estado do Pará, a realidade nos mostra com clareza que estamos fora dos grandes investimentos aeroviários. Ficamos de fora da Copa, volto a dizer que o prejuízo é incalculável.
Recebi recentemente o material de divulgação do Brasil distribuído na África do Sul, fazendo a promoção para 2014, apenas os 12 estados sedes estavam presentes. É para refletir mesmo,sem infra-estrutura e sem divulgação,nosso estado perde muito em competitividade.
PM apreende mídia pirata no centro de Santarém

Os policiais do serviço reservado da 16ª zona de policiamento e do núcleo de inteligência do Comando de Policiamento Regional I apreenderam cerca de 10 mil mídias piratas que estavam em um depósito localizado em um prédio na esquina da Travessa Silvério Sirotheau com Padre João no centro comercial de Santarém, oeste do Pará.
A operação começou hoje, terça-feira (10/08) por volta das 7 horas da manhã e terminou ás 10 horas. Foram presas 12 pessoas que no momento do flagrante estavam no local, neste número estão incluídos distribuidores e vendedores. A Polícia Militar apurou denuncias de populares sobre a movimentação no local e através dos fatos chegou à distribuidores.
(Texto e foto: AscomPM CPR1)
Debate dos presidenciáveis na Band: Bloqueio programado
Observatório da Imprensa
O debate entre os candidatos à Presidência da República foi chato? Foi; mas a culpa, definitivamente, não é da Rede Bandeirantes, que colocou boa quantidade de recursos e de talento em sua organização. O problema é dos próprios candidatos: quando se reúnem as assessorias para fixar as regras, todos jogam na retranca, pois não perder é mais importante do que ganhar. Um dos axiomas dos debates é que vencer não traz vantagens eleitorais, mas perder pode dar prejuízo.
Por isso os tempos calculados, por isso a proibição de um candidato intervir na exposição de outro, mesmo que tenha ouvido bobagens facílimas de desmentir, por isso o planejamento minucioso – que pode chegar a requintes como, por exemplo, guardar para a tréplica uma acusação pesada, que só terá resposta muito adiante. É preciso impedir a qualquer custo que outro candidato tenha um lampejo capaz de dar-lhe vantagem; é preciso criar regras para, se um candidato começar a derrotar o seu, a vitória seja interrompida pelo tempo controlado e o assunto se perca no meio de outros candidatos interessados em outros temas.
E os candidatos, gostosamente, se submetem ao engessamento. Cenas memoráveis – o candidato Reynaldo de Barros acusando seu oponente Franco Montoro de ter cinco aposentadorias, e ilustrando a frase com a mão espalmada para o alto; ou Montoro, no mesmo debate, mandando Reynaldo calar a boca e sendo obedecido; ou Marta Suplicy chamando Maluf de nefasto; ou o aparelho de som comprado por Lula que Collor, com patrimônio muito maior, dizia não poder comprar – tudo isso desapareceu. Os candidatos se vestem com a ajuda de personal stylists, têm frases ensaiadas para emocionar o público (mas, maus atores, dificilmente o conseguem), ignoram assuntos mais áridos, que o público talvez considerasse difíceis demais de entender. Tem de dar programa chato. E pode ter certeza: todos os debates serão chatos, em todas as emissoras, e não só nestas, mas em todas as próximas eleições, a menos que a fórmula seja modificada para permitir que os candidatos se confrontem (e, claro, se eles concordarem).
É por isso que Plínio de Arruda Sampaio teve seus instantes de astro. Como suas possibilidades de vitória são mais ou menos as mesmas de o senador Eduardo Suplicy trocar o "Blowin´ in the Wind" por uma embolada, teve liberdade para dizer o que quis – até mesmo para qualificar-se como radical, ele que foi companheiro na política de Franco Montoro, Carvalho Pinto e Fernando Henrique. Pode falar num limite de propriedade rural de mil hectares, sem explicar como chegou a esse número, nem como fixou tamanho igual para terras de fertilidade e topografia diferentes. Pode dirigir-se ao camponês que, segundo acreditava, assistia ao debate – camponês, naturalmente, acordado à meia-noite. E sem que ninguém lhe dissesse que, se aparecesse um camponês na sua frente, ele não teria alternativa exceto murmurar um "prazer em conhecê-lo".
Nemércio Nogueira lança livro em São Paulo
Nemércio Nogueira, pioneiro da comunicação corporativa brasileira, lança um livro essencial para quem se interessa pelo tema: 365 pedras – um caminho para jovens que querem viver de Comunicação Empresarial e Relações Públicas (e de outras coisas também). Nemércio é hoje diretor de Assuntos Institucionais da Alcoa, a gigante do alumínio.
O lançamento é bem diferente: às 8h30 do dia 13/8, café da manhã no Centro de Integração Empresa-Escola, CIE-E, na Rua Tabapuã, 445, São Paulo. Às 9h, palestra de Nemércio sobre a crescente relevância da comunicação empresarial; em seguida, o Quarteto Bachianas do Sesi-Senai, dirigido pelo maestro João Carlos Martins, toca em homenagem ao autor. E o livro será dado de presente. (Carlos Brickmann)
As duas faces da moeda
A prefeita Maria do Carmo inaugurou sábado a escola de São Ciríaco, na região do Urucurituba, na área de várzea de Santarém.“O prédio antigo já oferecia risco às crianças e professores tanto na parte estrutural, como pelo fenômeno das terras caídas. Graças a Deus, a prefeitura construiu outro”, relatou Otaciano, liderança da comunidade.
Mas na Câmara de Santarém, o vereador Henderson Pinto, ontem, denunciou na tribuna da Câmara que as escolas das comunidades Fátima de Urucurituba e do Pinduri está há dois anos interditada pela Defesa Civil. "Os comunitários não querem mais que seus filhos estudem no barracão”, afirmou.
(Foto: Ronaldo Ferreira)
Padre Fábio de Melo em Santarém
O fantasma "Carlos Medeiros" perde duas. Mas vai ganhar no fim?
Editor do Jornal Pessoal
Em 1985 o desembargador Nelson Amorim (já falecido), quando era corregedor geral de justiça do Pará, determinou a todos os oficiais de registros imobiliários que suscitassem dúvidas sempre que lhes fossem apresentados para matrícula e registro títulos de propriedade de imóveis em nome de Carlos Medeiros. Era uma providência necessária para proteger o patrimônio público e alertar terceiros de boa fé contra a ação da maior quadrilha de grilagem da história do Pará, da Amazônia, do Brasil e, talvez, do mundo. Graças a vários tipos de ardis, ela se apossou de uma vasta área de terras, com tamanho de 9 a 12 milhões de hectares, espalhadas por 32 municípios, representando quase 10% de todo o território paraense. E desandou a revendê-la sem parar (ver edição anterior do Jornal Pessoal).
A fraude começou em 1975 e só alguns anos depois foi descoberta e começou a ser combatida. Mas a voracidade dos grileiros não foi intimidada. Não só em virtude da extrema lentidão da justiça na apreciação da questão como porque - e mais importante - os advogados e negociantes reunidos no bando contavam com a conivência de magistrados e servidores do judiciário.
O provimento do corregedor aos cartorários, despachado uma década após o início da grilagem, tentava produzir um efeito concreto e eficaz enquanto a justiça não expedisse uma sentença final. Mas foi inútil: os tabeliães continuaram a fazer as matrículas e registros dos imóveis atribuídos a Carlos Medeiros, mesmo sendo público e notório que esse cidadão não existe, é um fantasma.
Em maio deste ano, o juiz federal Osmane Antônio dos Santos mandou fazer o cancelamento, atendendo a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal contra dois compradores de propriedades rurais inscritas em nome de Medeiros. Um, a Fazenda Diamante, em São Domingos do Capim, com três mil hectares. E outro, de 741 hectares, em São Domingos do Capim.
As áreas foram adquiridas em 1990 e 1986 de um dos prepostos de Medeiros, o administrador de empresas Flávio Augusto Titan Viegas, filho de um advogado do mesmo nome, já falecido, que seria o criador da fraude. Para essas áreas os novos donos conseguiram que o Ibama expedisse, em 1991 e 1990, autorização para Planos de Manejo Florestal Sustentado, também anulados pela sentença do juiz.
Assim, a justiça federal faz o que a justiça estadual não completa há 35 anos: a anulação da maior de todas as fraudes fundiárias praticadas contra o Pará. Ela começou quando o advogado Flávio Viegas conseguiu extrair uma carta de adjudicação do inventário dos bens deixados pelos comerciantes portugueses Manoel Joaquim Pereira e Manoel Fernandes de Souza, constituído na década de 20 do século passado. Os bens eram títulos de sesmaria expedidos pelo rei de Portugal.
Em seguida o advogado fez juntar aos autos do inventário uma ação declaratória que reconheceria a legitimidade dos bens integrantes do patrimônio. A ação foi acolhida pelo juiz Armando Bráulio Paul da Silva, que expediu uma carta de sentença, com a qual os grileiros passaram a fazer os registros imobiliários. O juiz foi posteriormente flagrado pela polícia recebendo propina em outra ação e colocado em disponibilidade pelo poder judiciário, aposentando-se.
Misteriosamente, os autos do inventário e todos os seus penduricalhos, mesmo com oito volumes e 2.685 páginas, sumiram do cartório em Belém. Os advogados pediram e conseguiram a restauração dos autos, deferida pela juíza da 2ª vara cível (depois desembargadora, já aposentada) Rosa Portugal Gueiros.
As grosseiras manobras foram combatidas pelo Iterpa (Instituto de Terras do Pará), que recorreu da decisão, pedindo a nulidade absoluta da sentença do juiz Armando Bráulio. A medida foi concedida por uma das câmaras cíveis do tribunal de justiça, contra o voto do relator, desembargador Calistrato Alves de Matos (também já falecido), que não reconhecia o pedido. Mas prevaleceu o entendimento do revisor, o mesmo desembargador Nelson Amorim. Ele mostrou que o juiz Armando Bráulio jamais podia ter declarado a legitimidade dos bens, que para se tornarem perfeitamente legais precisavam apenas da expedição do título de propriedade.
O desembargador advertiu que o juiz não tinha competência "de declarar legitima uma posse para que seja considerada propriedade. Para que fosse feito tal julgamento, o juiz teria que presidir uma audiência de demarcação, apreciar as confrontações, os limites. e dentro dos ditames da lei que naquela altura previa que ninguém podia adquirir propriedade de terras devolutas com mais de 4.000 hectares".
Na sua ação civil pública perante a justiça federal, o procurador Felício Pontes disse que "o que mais nos causa espécie nesse episódio todo é que a sentença da Dra Rosa Portugal Gueiros foi cumprida pelos Cartórios, apesar de não ter transitado em julgado, resultando no registro de milhões de hectares de terras publicas em nome de Carlos Medeiros".
Mas também o acórdão que declarou a nulidade absoluta dos registros não foi cumprido: a ação judicial até hoje se encontra em tramitação, em grau de novo recurso na justiça estadual. Carlos Medeiros é um fantasma que tem fôlego de gato, com uma incrível habilidade para circular com desenvoltura pelo teto de zinco quente do judiciário paraense.
Sebastião Rocha será apresentado hoje
O treinador, que chegou a cidade por volta das 6:30h, dá entrevista coletiva em um hotel da cidade, as 16 horas.
Em seguida no Panterão, o técnico e seu auxiliar serão apresentados ao plantel e aos demais integrantes da comissão técnica.
Laboratório de Arqueologia pesquisa ocupação do Baixo-Amazonas
Será inaugurado, amanhã, as 17 horas, o Laboratório de Arqueologia Curt Nimuendaju que já está funcionando no campus Tapajós da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), localizado no Bairro Salé, em Santarém. O laboratório tem área construída de 1.200 metros quadrados e conta com dois técnicos e quatro bolsistas. A coordenação geral é da prof. Dra. Denise Chaan, da Universidade Federal do Pará (UFPA). O campus Tapajós está dentro de uma área definida como Sítio Arqueológico.
Fazem parte do acervo materiais arqueológicos coletados pelo Núcleo de Ensino e Pesquisas Arqueológicas da Amazônia (NEPAM). O laboratório servirá de apoio para a curadoria de materiais arqueológicos, análises e reservas técnicas. Funciona desde 2008, quando ainda era ligado ao campus da UFPA/Sanatarém.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O trauma amazônico:as estradas de rodagem
Editor do Jornal Pessoal
O acontecimento mais traumático na história da Amazônia, depois (e por causa) da chegada dos europeus, foram as estradas de rodagem. A presença do colonizador branco na região tem meio milênio. A dos habitantes primitivos, chamados pelos europeus (impropriamente, como de regra) de índios, mais de 10 milênios. As estradas são um fato de apenas meio século. Mas demarcaram o tempo amazônico, que pode ser descrito como antes e depois delas. Depois, o dilúvio.
Sua marca mais profunda é a de não admitir retorno. A história que existiu antes delas pôde ser refeita. A atual é definitiva, irremediável. A Amazônia até já teve presença mais visível no mundo, quando era a única fornecedora de borracha natural para a nascente indústria. Essa hegemonia desmoronou quando, na Ásia, outros colonizadores europeus conseguiram a goma elástica em muito maior quantidade e a preço incomparavelmente menor.
A floresta nativa voltou então a ocupar os caminhos abertos pelos seringueiros, que se espalharam pela região ou voltaram às suas terras de origem, no Nordeste, é claro.
Mesmo quando os antigos seringais abandonados foram reativados para fornecerem de novo borracha, agora para os países Aliados, que combatiam as potências do Eixo, durante a Segunda Guerra Mundial, a paisagem antiga foi recomposta, como se o episódio não tivesse existido.
Tanto que a área alterada pelo homem na Amazônia não ia além de meio por cento da superfície da região quando, nos anos 50 do século passado, duas estradas partiram da nova capital federal no rumo noroeste, até o Acre, e norte, para Belém do Pará. Pela primeira vez o Brasil se unia por terra a uma parte do país até então considerado – e tratado – como nação independente, a antiga província do Grão Pará e Rio Negro. Parte que representava quase dois terços do todo, mas era como se não existisse.
Juscelino Kubitscheck, o Washington Luís da República Nova (“governar é abrir estradas”, proclamou o presidente paulista, o último antes da revolução de 1930), queria criar em cinco anos um Brasil para meio século. Na memória que escreveu sobre seu qüinqüênio, disse – sem qualquer travo de arrependimento – que o objetivo de suas rodovias era abrir um sulco na floresta para que o novo bandeirante fosse além, transformando o cenário.
Ainda se vivia sob a mística da “corrida para Oeste”, para as terras ignotas e livres. Nelas, o habitante do Brasil mais velho poderia, finalmente, realizar seus sonhos de se tornar um proprietário rural e se integrar ao espaço econômico nacional. Bastava chegar ao novo mundo para sofrer a súbita mutação, embora à custa de muitos trabalhos e sacrifícios na execução da tarefa de pôr a mata selvagem abaixo e convertê-la em ecúmeno, o espaço do homem, o mais feroz dos animais que povoaram a Terra.
Apesar das projeções grandiosas de JK, o capítulo amazônico da sua utopia desenvolvimentista ficou sendo um detalhe. Ainda admitia a conciliação entre o passado e o presente. A população cresceu bastante, muitas áreas pioneiras foram desbravadas, a fronteira se expandiu. O personagem principal, porém, continuava a ser a natureza. A façanha do homem era uma aventura quase individual, incapaz de dobrar a portentosa conjunção dos poderosos elementos.
Movidos por uma geopolítica mais agressiva e um compromisso mais decidido com a empresa privada, os militares vieram a seguir para multiplicar as dimensões da intervenção promovida pelos presidentes populistas anteriores a 1964. Agora havia uma razão categórica, a impor o ritmo acelerado das obras e a sua aceitação pela sociedade: a doutrina de segurança nacional.
Novos eixos rodoviários surgiram, maiores e mais agressivos do que a Belém-Brasília e a Brasília-Acre, rasgando o interior, até as terras altas amazônicas, até então inacessíveis. A propaganda do governo dos generais exaltava o caráter épico da Transamazônica, destacando que os americanos, na liderança de outra grande aventura humana, a conquista da Lua, de lá de cima só podiam perceber duas obras construídas na Terra: a muralha da China e a Transamazônica.
Podia-se pedir vênia aos guardiões da segurança nacional para fazer uma comparação pertinente entre as duas obras, à revelia da aceitação por esses senhores da analogia – só que invertida. A imensa muralha da China fora erguida na presunção de que manteria do lado de fora os bárbaros, numa antecipação, à oriental, da triste Linha Maginot dos franceses. Já a Transamazônica, sem querer, se transformaria no caminho dos bárbaros.
Não de bárbaros estrangeiros nem auto-assumidos. Bárbaros por inadvertência, despreparo, circunstância. Tanto o João da Silva quanto a sociedade anônima, atraídos para a região por promessas idílicas ou recursos bem sonantes, eram constrangidos a destruir e transformar, cada qual na sua devida escala, pelo governo ou por sua própria cultura, a cultura de um Brasil estranho à Amazônia, dela completamente desligado por três séculos de isolamento físico.
Antes de tudo, era preciso colocar a floresta abaixo. O esforço do pioneiro só seria reconhecido se ele conferisse valor à terra que ocupava. O instrumento de avaliação era o VTN (Valor da Terra Nua), utilizado pelos organismos oficiais para selar com a estampilha legal a pretensão de posse do ocupante. Quanto mais desnuda da sua cobertura original, mais valia a terra, agora inserida num novo contexto. O desmatamento era a tradução alucinada da benfeitoria, atestando o trabalho realizado pelo ocupante.
Não mais na moldura da comunidade isolada ou do mercado próximo. Na ponta da linha estava a necessidade de atender a um número muito maior de consumidores, com uma demanda crescente. O alvo dessa ofensiva, da qual resultou o maior desmatamento já praticado em toda a história da humanidade, no curto período de 50 anos, era o mercado ainda mais distante, de além-mar.
Não por acaso, logo a fronteira imensa se fechava por dentro. A latifundiarização no papel, muitas vezes produto de simples e audaciosa grilagem, era arrematada pelo cano da pistola ou do canhão. O colono, que cruzara os espaços para se tornar proprietário, virou posseiro e, agora, assentado, cliente do agrarismo de compadrio dos companheiros. O que era do homem, o bicho comeu.
A floresta era derrubada, os animais mortos, o ambiente desfigurado, as comunidades nativas desorganizadas, a cultura local corroída para que desse anacrônico Éden resultasse um volume crescente de divisas, de moeda forte, o dólar. Seria produzido o que o comprador quisesse, como lhe fosse mais lucrativo. A predestinação geopolítica do Brasil Grande assim o exigia.
Como suprir a falta de poupança real no país para alimentar o crescimento econômico acelerado se o consumo se sustenta no crédito e, este, de preferência, no tesouro nacional? Agregando ao processo produtivo do Brasil mais antigo as riquezas da sua vastíssima fronteira, caracterizada pela abundância de recursos naturais. Recursos dos quais o mundo se tornava carente por não possuí-los ou não se dispor a investir o necessário para tê-los à disposição de forma sustentável.
Do momento em que os grandes eixos rodoviários foram abertos ao tráfego até hoje, as exportações da Amazônia cresceram mais de 100 vezes. Como se tivessem dobrado a cada semestre, concentradas quase integralmente em dois dos nove Estado, o Pará e o Mato Grosso (já agora mais para Mato Fino). Algumas dessas riquezas, a maior delas que nem nativa é, como a soja, podem ser recicladas. Outras, como os minérios, os de maior peso no comércio internacional da região, não dão uma segunda safra. Vão e nunca mais voltam.
O saque nesse almoxarifado, que já foi batizado (por Humboldt) como “o celeiro do mundo”, tem o tamanho de 700 mil quilômetros quadrados, três vezes o tamanho de São Paulo. Um dos Estados, Rondônia, pugna pela sua exclusão da Amazônia porque o desmatamento já ultrapassou o limite legal do Código Florestal. Quer ser incorporado ao Centro-Oeste, como também, de forma menos explícita, Mato Grosso. De fato, embora ainda não de direito, não são mais Amazônia.
Por ironia, um dos maiores heróis do Brasil, o marechal Cândido Mariano Rondon, descendente dos sábios habitantes primitivos da Amazônia, impropriamente chamados de índios pelo vitorioso colonizador europeu, imprimiu sua marca nesses dois Estados com uma epopéia: a extensão das linhas de comunicação que colocaram a Amazônia em contato mental com o Brasil. Sem destruir a fronteira nem seu habitante. Rondon estava disposto a morrer, se fosse preciso, mas matar, nunca. Seu lema, o pó das estradas encobriu.
Çairé terá apenas uma noite de disputa entre Cor de Rosa e Tucuxi
Será no sábado, dia 11 de setembro, a disputa entre os botos Cor de Rosa e Tucuxi.
A apresentação de sexta-feira, 10 de setembro, não contará pontos e se resumirá a danças típicas e evolução de ritmos regionais pelos integrantes dos botos.
As alegorias e fantasias dos botos Cor de Rosa e Tucuxi serão mostradas somente no sábado para avaliação dos jurados.
Na sexta-feira, Jamil é quem fará o show no lago dos botos. A atração de sábado ainda não está confirmada.
Reunião
Oficialmente, fala-se que está sendo feito um planejamento das ações administrativas para o segundo semestre.
Extraoficialmente, sabe-que está sendo refeito o plano eleitoral que visa turbinar a candidatura a deputado federal de Carlos Martins, irmão da prefeita.
2º Turma do Tribunal Regional do Trabalho realiza sessão em Santarém
Pela primeira vez, os cinco desembargadores que compõem a turma irão se deslocar da sede do Tribunal do Trabalho, em Belém, para realizar uma sessão ordinária em outro município.
Serão julgados, principalmente, processos trabalhistas em grau de recurso oriundos dos municípios de Santarém, Belterra, Monte Alegre e Prainha, assim como processos constantes na pauta ordinária prevista para a data.
A sessão começará às 10h, no Tribunal do Juri, do Fórum de Santarém.
A 2ª Turma do Tribunal do Trabalho é presidida pelo desembargador Vicente José Malheiros da Fonseca e composta pelos desembargadores Luiz Albano Mendonça de Lima, José Edílsimo Eliziário Bentes, Elizabeth Fátima Martins Newman e Mary Anne Acatauassú Camelier Medrado.
A Desembargadora Odete de Almeida Alves, Vice-Presidente do Tribunal, também irá à Santarém e decidirá os julgamentos, em caso de empate.
A presença dos magistrados na região viabiliza às partes o acompanhamento mais próximo do julgamento de seus processos, tendo em vista que elas não precisam viajar até Belém para presenciar o julgamento ou têm que pagar passagens aos advogados para que estes possam fazer sustentação oral ao invés de apenas encaminhar suas manifestações de forma escrita.
(Fonte: Ascom TRT 8a. Região)
Crise na campanha do PT em Santarém
André disse a Maria que a campanha de Ana vai mal em Santarém por causa do fraco empenho da prefeita.
Maria respondeu que não pode fazer milagre porque não vem recebendo apoio financeiro para obras que tenham potenciais de votos.
Depois dessa discussão, Maria ficou agastada e Ana Júlia mais preocupada, ainda.
Inversão de valores
Assalto ao Banpará completa uma semana amanhã
Amanhã completa uma semana que a agência centro do Banpará de Santarém foi assaltada por uma quadrilha provavelmente vinda do Ceará. No assalto foram levados mais de um milhão de reais. Os bandidos tiveram acesso ao cofre da agência depois de fazer de reféns o gerente e a família dele, durante a madrugada.
Segundo o Blog do Estado apurou, os assaltantes fugiram de Santarem em um automóvel gol prata, através da rodovia Curuá-Una. O veículo foi abandonado no ramal que dá acesso ao município de Placas. Depois que a polícia identificou seu rastro, a quadrilha comprou duas motocicletas para se deslocar durante a noite por atalhos que existem na mata fechada da região de Uruará.
A área onde provavelmente a quadrilha se refugiou está cercada por homens da PM, Polícia Civil e Polícia Federal.
(Foto: Ascom CPR1)
Sebastião Rocha é novo treinador do São Raimundo
domingo, 8 de agosto de 2010
São Raimundo deixa escapar a vitória no final
Resultado final: Rio Branco 3 x São Raimundo 3.
O Rio Branco abriu o placar na Arena da Floresta. Testinha marcou para os donos da casa aos 25 minutos do 1º tempo.
Rio Branco ampliou o placar. Aos 27 minutos do 1º tempo, Marcelo Marciel faz 2 a 0.
Branco fez de cabeça aos 43 minutos do 1º tempo:Rio Branco 2 x 1 São Raimundo.
No 2º tempo, o técnico Valter Lima colocou Flamel no lugar de Soares.
Branco novamente, com ajuda de Flame empata para o Pantera. 2 a 2.
Paulo de Társio entra no lugar de Getulio.
Michel marca o gol da virada do Pantera aos 32 minutos do 2º tempo. Rio Branco 2 x 3 São Raimundo.
Aos 48 minutos o árbitro Arnold Figarela marca pênalti para o Rio Branco. Filho é expulso. Marcelo Marciel converte o pênalti e empata a partida: Rio Branco 3 x 3 São Raimundo.
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Atualização: 09/08/2010 - 9h20h
A diretoria do São Raimundo dispensou o técnico Válter Lima logo após a partida de ontem em Rio Branco.
Festa de formatura de Luã Caldas de Oliveira
Comício de Ana Júlia reúne 6 mil pessoas no Guamá

Cerca de 6 mil pessoas do Guamá confirmaram o apoio a Ana Júlia Carepa (PT) durante o primeiro comício da candidata à reeleição ao Governo do Estado, na noite do último sábado, 7, na Avenida José Bonifácio, em Belém. Os candidatos a senador, Paulo Rocha (PT), e a deputados estadual e federal, bem como os dirigentes dos 14 partidos da coligação 'Frente Popular Acelera Pará' dividiram o palanque com Ana Júlia.
Lideranças - Representantes das igrejas Universal e Assembleia de Deus compareceram ao comício. "Há alguns anos os evangélicos eram considerados pessoas sem consciência política. Hoje temos nossos candidatos e expressão política. Ana Júlia é a única candidata que tem dignidade, seriedade e respeito. Por isso vamos reelegê-la", defendeu o pastor Luiz Henrique.
Grande carreata do povo com Jatene nas ruas de Tucuruí
A cidade de Tucuruí experimentou uma verdadeira onda de esperança no último sábado (07). Vestido de amarelo, o povo compareceu em massa ao aeroporto do município para receber o candidato da coligação Juntos com o Povo, Simão Jatene, numa demonstração de carinho e reconhecimento pelo que foi feito durante seu governo na região.Em companhia do prefeito de Tucuruí, Sancler Ferreira, Jatene e os demais candidatos saíram em uma grande carreata percorrendo as principais ruas do município. Nas ruas, a população acompanhava e fazia questão de cumprimentar os candidatos, expressando sempre o mesmo desejo de ver Jatene de novo governando o Pará.
No Parque de Exposições, Jatene se reuniu com pecuaristas e produtores rurais do município, para discutir propostas para o setor. Em seguida, o candidato também conversou com líderes políticos de Breu Branco.
Operação Salvamento
Editor do Jornal Pessoal
O PT está apostando tudo para tentar a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa. O problema principal é o índice de rejeição, o mais alto que um governante já enfrentou no Pará. Por isso, os petistas assumem os riscos da situação.
O senador Aloizio Mercadante pretende gastar 46 milhões de reais na sua campanha para o governo do mais rico Estado brasileiro, São Paulo, com um terço do PIB nacional. Sua correligionária do PT, a governadora Ana Júlia Carepa, tem um orçamento eleitoral de R$ 47 milhões para se reeleger no Pará, que possui 3% do Produto Interno Bruto nacional. Como São Paulo tem 30 milhões de eleitores, o gasto per capita de Mercadante será de R$ 1,5. Já o de Ana Júlia chegará a R$ 12 por cada um dos 4,7 milhões de eleitores paraenses. Proporcionalmente, só a previsão de José de Anchieta Júnior candidato do PSDB ao governo de Roraima, se equivale.
O orçamento eleitoral da governadora petista é o terceiro maior do país neste ano. O maior, do oponente de Mercadante em São Paulo, o ex-governador tucano Geraldo Alckmin, é de R$ 58 milhões. Ana Júlia lidera em gastos dentre os 18 governadores que buscarão a reeleição nos 27 Estados brasileiros. Na eleição de 2006 ela contou com pouco mais de R$ 10 milhões para se eleger, dos quais R$ 6,3 milhões vieram do Comitê Financeiro Único do seu partido.
Esses números causaram impacto na opinião pública nacional. Ainda mais por se presumir (ou se ter certeza) que os gastos reais ultrapassam o valor apresentado à justiça eleitoral. O famoso “caixa dois” já recebeu até a oficialização por parte do presidente Lula, que admitiu a prática e a considerou normal numa entrevista dada em Paris.
A assessoria de imprensa do governo explicou aos interessados (ou escandalizados, que raramente prestam atenção ao Pará) que o montante inusitado tinha uma explicação, legitimando-o e até o enaltecendo: o PT gastaria mais na principal disputa majoritária porque a governadora não usará a máquina oficial. A justificativa soou como uma piada diante da realidade concreta. Ana Júlia é a campeã das multas aplicadas pelo TRE do Pará: dos R$523 mil impostos pelo tribunal até a semana passada por propaganda ilegal, R$ 167 mil foram debitados à conta da governadora.
É indicador do abuso do cargo, de forma explícita, caracterizada. Mas há fundadas suspeitas de que Ana Júlia se tem valido de sua função para se favorecer eleitoralmente. Os kits de máquinas para fazer estradas, que entregou aos prefeitos, a verba do BNDES que a Assembléia Legislativa lhe autorizou a aplicar, contratações de última hora, convênios, repasses de recursos e outros expedientes têm o objetivo claro de conquistar adesões e laçar votos.
A última das iniciativas virou escândalo, alimentado pelos veículos de comunicação do deputado federal Jader Barbalho, já em oposição frontal à candidata do PT. É um contrato no valor de 20 milhões de reais com a Delta Construções e Engenharia, que fornecerá à Polícia Militar, pelos próximos dois anos, 450 automóveis Fiat Pálio. A Delta, com sede no Rio de Janeiro, é uma das empresas mais favorecidas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. Ela baixou no Pará com vários contratos e adicionou à cesta outros contratos firmados localmente. Ela é a que mais dinheiro recebe da Secretaria de Assuntos Estratégico (criada pelo atual governo), liderado pelo ex-marido de Ana Júlia, Marcilio Monteiro, que se concentrou em obras viárias em Belém, executadas pela Delta.
Em tese, o contrato assinado pela PM do Pará se insere na tendência mais recente da corporação em vários outros Estados do país, de terceirizar sua frota. Essa inovação permitiria a renovação constante dos veículos utilizados pela Polícia Militar, já que o locador se compromete a repor os carros que saírem de operação, e menor custo na manutenção. Os gastos elevados e os riscos operacionais da frota em administração direta tornaram o seguro para esses veículos proibitivo. A terceirização contornaria esses problemas, reduziria custos e aumentaria a eficácia da ação policial. Em alguns Estados a prática já é corrente.
O que permitiu a caracterização do escândalo é que a empresa contratada não atuava nesse ramo de negócio, nem estava habilitada para tal. Os carros são leves demais e inadequados para as características operacionais da polícia, por serem muito compactos. Além disso, não vieram com aparelhos de ar condicionado, item essencial numa cidade quente como Belém.
Mais importante do que esses e outros detalhes técnicos: o contrato não foi apresentado publicamente. A iniciativa foi adotada por decisão direta e pessoal da governadora, sem passar pelas instâncias competentes e específicas. O ingresso de 450 carros novos de uma vez é um fato tão relevante que devia ser precedido de anúncio e até de propaganda. Em julho de 2008 o governo fez alarde da compra de 160 novas viaturas, das quais apenas 99 foram para a PM. O sigilo em torno de um contrato inovador foi injustificável.
Já o interesse de toda sociedade por essa história é mais do que justificado, mesmo que envolvido por aproveitamentos políticos laterais. Ainda que venham a se revelar improcedentes as suspeitas sobre o uso desse contrato (como de outros mais) para a formação de caixa de campanha, e, em particular, de caixa 2, há uma questão de política pública a exigir discussão.
Mesmo sem ter efetivo para ocupar as novas viaturas (cinco por cada uma, seriam 725 PMs), o governo decidiu-se por esse contrato para espalhar a polícia por Belém, cidade violenta e, por isso, insegura (disposta, em conseqüência, a votar contra o governo, apontado como ineficiente no combate à crescente e agravada criminalidade urbana). O governo espera que a população, vendo os PMs ao lado de 450 veículos distribuídos por todos os pontos, se sinta mais seguro. Ainda que sair dessa posição, entrar no carro e dirigi-lo para caçar criminosos não faça parte da estratégia montada. Seria um faz-de-conta para obter efeito positivo junto ao público. Ação de cunho eleitoral, portanto. Eventual e não permanente.
Por que tantos recursos e tantas manobras, que ultrapassam o limite da responsabilidade e expõem o governo aos efeitos perversos (ou inadvertidos) da sua iniciativa? Para salvar uma candidatura que parece condenada pelo alto índice de rejeição de Ana Júlia Carepa. O índice já esteve além de 60% e agora teria baixado do limite vital de 50%, a partir do qual a reeleição torna-se quimera de marketing. Estes seriam os números reais de pesquisas realizadas para valer – e jamais reveladas pelos que as encomendaram.
Sabendo disso, o PT se arriscou a revelar, por vias indiretas, uma pesquisa ilegal, sem o nome do responsável, sem o período em que foi realizada e sem o devido registro no TRE. Mesmo assim, para não perder toda credibilidade entre os mais crédulos, essa sondagem deu 27% a Ana Júlia, 23% a Jader e 31% a Jatene. E num segundo turno admitiu o empate técnico da governadora com qualquer dos dois – na época, em maio –eventuais candidatos.
Todos os escândalos e anomalias que têm sido observados na campanha do PT pela reeleição no Pará se explicam por um fato: a mais alta rejeição que um governador já enfrentou às vésperas de uma nova eleição para o cargo. Se não quiser ficar num único mandato, o PT tem que arriscar. E muito. O que pode lhe causar a derrota antes de poder experimentar a possibilidade da vitória.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Atualização do Blog do Estado
Bom final de semana a todos.
Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós
Policia demora a agir na caça aos assaltantes do Banpará
Atraso do PAC causa reclamação na periferia de Santarém
Empresários reagem à mudança da licença-maternidade para 6 meses
Bombeiros alertam sobre perigo de combustível nos barcos
Lúcio Flávio Pinto: O círculo vicioso da política do Pará
Cada recenseador visitará 300 domicílios em Santarém
Maioria dos detentos que ganham liberdade volta ao crime
Estradas de rodagem são trauma amazônico
Idosos demais, médicos geriatras de menos
Moradores de rua correm perigo durante a noite






























