domingo, 19 de setembro de 2010

TV Brasileira chega aos 60 anos no AR

TV Brasileira chega aos 60 anos no AR

A atriz Vida Alves em dois momentos: como uma das estrelas da TV Tupi e, hoje, presidente da associação Pró-TV. (Foto: Divulgação/Acervo Pró-TV)

"Nós fomos pessoas de coragem". Conversar alguns minutos com a atriz Vida Alves, 82 anos, é viajar no tempo da TV em preto e branco, de tubo, revestida de madeira. Ela, famosa por ter protagonizado o primeiro beijo da história da televisão nacional, é uma das poucas pessoas que podem contar, com autoridade, a história da TV brasileira.

Afinal, foi uma das felizardas que estiveram nos estúdios da TV Tupi, no dia 18 de setembro de 1950, quando o magnata Assis Chateaubriand, reza a lenda, teria quebrado uma garrafa de champanhe em um dos 20 televisores que tinha comprado para "batizar" o início da transmissão do programa "TV na taba", com Homero Silva.

"Estava grávida de oito meses e meio, então não apareci ao vivo. Mas colaborei mesmo assim, assinando a composição da roupa de alguma atriz, como um colar que possa ter emprestado", brinca Vida, em entrevista ao G1. "Nós, pioneiros, éramos jovens que faziam 'TV a lenha', artesanal, que anos depois se internacionalizou e deu lucro. Nós fomos pessoas de coragem", resume.

A atriz-miriam Sonia Maria Dorce e o câmera Walter Tasca, na TV Tupi, em 1950
A atriz-mirim Sonia Maria Dorce e o câmera Walter Tasca, na TV Tupi, em 1950. É dela a primeira imagem televisionada no Brasil: vestida de índio, ela saudou a inauguração do canal. (Foto: Divulgação/Acervo Pró-TV)

A atriz comenta que a emoção no estúdio era tão grande que, citando uma frase do então câmera-man Élio Tozzi, "se houvesse uma mosca ali, ela estaria em silêncio e emocionada". Para ela, o diretor artístico da TV Tupi, Cassiano Gabus Mendes, era um gênio, que soube montar uma programação ousada, com Shakespeare e Dostoievski.

"Hoje falta criatividade na TV, ousadia, preocupa-se apenas com os números [da audiência]. Na época, o Chateaubriand tinha 20 televisores, fora os outros mil que grã-finos compraram, ou seja, nós éramos o nosso ibope. Sei que foi imprescindível se popularizar, mas ficamos um pouco aleijados com o tempo", acredita.

Vida hoje é presidente da associação Pró-TV, que cuida do Museu da TV brasileira. Além do cargo, a atriz tem como ocupação escrever biografias dos profissionais que contribuíram para a construção da televisão no país. Segundo suas contas, já foram 1.800 até agora. “Só quando chego à minha que me esqueço das coisas”, brinca.

Garoto vestido como índio, o símbolo da TV Tupi e  Lia de Aguiar e Dionisio Azevedo, em cena de 'Sua vida me pertence', primeira telenovela brasileira (1951)
O índiozinho era o símbolo da TV Tupi que, em 1951, com Lia de Aguiar e Dionisio Azevedo, colocava no ar 'Sua vida me pertence', a primeira telenovela brasileira. (Foto: Divulgação/Acervo Pró-TV)

Neste sábado (18), ela será a mestre de cerimônias, a partir das 20h, de uma festa no Memorial da América Latina (São Paulo), com 160 artistas convidados, para celebrar a data especial. Ela estará ao lado de personalidades como Lima Duarte, Chico Anysio e Hebe Camargo, e sabe que terá de repetir a noite toda como foi aquele momento, em 1951, em que beijou o galã e diretor Walter Foster na telenovela “Sua vida me pertence”. A cena foi o primeiro beijo transmitido ao vivo da TV nacional.

“Foi um beijo marcadinho, sem ensaio e profundamente técnico. Eu e Walter combinamos a postura, ele pediu autorização para a direção e, eu, para meu marido. Foi um verdadeiro escândalo para a época”, diz, terminando a entrevista com uma frase de efeito. “A TV é reflexo da sociedade. E vice-versa”.

Porto da Cargill opera abaixo da capacidade por causa do baixo nível dos rios da Amazônia

A Cargill está tendo dificuldades para escoar grãos em barcaças pela hidrovia que permite o transporte da soja produzida no Centro-Oeste até terminal de exportação, em Santarém (PA). Com isso, a trading está sendo obrigada a remanejar para os portos do Sul parte da soja que seria exportada por Santarém, cujo terminal realiza embarques para o exterior de aproximadamente 1 milhão de toneladas de grãos por ano.

A exportação da soja de Mato Grosso pelo terminal de Santarém tem vantagens logísticas. Além do menor custo de transporte pela hidrovia, a região Norte está mais próxima de destinos europeus.

O Blog do Estado apurou que o trânsito de barcaças ainda não foi suspenso entre Porto Velho e Santarém. O que ocorre desde o inicio do mês de setembro é que a tonelagem foi reduzida, chegando a carga se resumir a menos da metade dos porões das barcaças, por causa do baixo nível do rio Madeira.

O último navio a ser abastecido em Santarém zarpou na semana passada. No dia 27 é esperado outro navio que vai levar soja para o exterior. Na semana passada, o serviço de descarregamento de soja das barcaças foi realizado normalmente, embora com capacidade reduzida.

A Cargill transporta atualmente pelo rio Madeira apenas 20% do total transportado no mesmo período do ano passado. Cerca de 95% do total exportado pela Cargill por Santarém chega ao terminal pela hidrovia. A companhia tem projeto de instalar um novo silo no local, ampliando em 50% a capacidade de armazenagem de grãos do terminal.

Papão escapa de goleada, mas mantém 1º lugar

Gerson Nogueira:

O Paissandu caiu por 3 a 1 frente ao Rio Branco, neste domingo, no estádio Arena da Floresta. Com 15 pontos, a equipe se manteve em primeiro lugar na chave e vai decidir contra o Salgueiro, dentro de casa, seu retorno à Série B. Desde os primeiros movimentos, o Rio Branco dominou a partida, marcando forte e envolvendo o Paissandu. Logo aos 18 minutos, Juliano César, de cabeça, abriu o placar. O estreante Lúcio sentiu fisgada no músculo da coxa e teve que ser substituído antes dos 20 minutos. O técnico Charles Guerreiro o substituiu pelo atacante Fernandão. Apenas alguns minutos depois de entrar, Fernandão acertou um adversário por trás e foi expulso. O Rio Branco, que já era superior, ficou inteiramente à vontade. No lance do segundo gol, Juliano César fintou o lateral Bosco e bateu no canto esquerdo de Fávaro.

Depois do intervalo, o Paissandu mostrou outra disposição e quase diminuiu logo de cara, através de Fabrício. Mas, numa falha de marcação, o atacante Marcelo Brás invadiu a área e assinalou o terceiro gol. A apatia do time paraense deu a impressão de que o Rio Branco conseguiria se vingar da goleada de 6 a 2, em Belém, na primeira rodada da Série C. Os acreanos continuaram pressionando e perderam várias chances de ampliar o marcador. Até que, aos 34 minutos, em cobrança de pênalti, Bruno Rangel diminuiu para 3 a 1. Com 7 gols, Rangel é o artilheiro isolado da competição. Apenas 543 torcedores pagaram ingresso para ver a partida.

-----

Atualização:

O Paysandu enfrentará o Salgueiro (PE) e o Águia a equipe do ABC (RN)

Confirmado. O Paysandu enfrentará o Salgueiro (PE), do ex-bicolor Beá e do ex-azulino Júnior Ferrim, que venceu, na tarde deste domingo (19), o Alecrim (RN), por 2 a 0. A primeira partida do Papão será no dia 2 de outubro, às 16h, no estádio Cornélio de Barros. Já o jogo de volta será no estádio da Curuzu, no dia 10 de outubro, às 16h, onde os bicolores terão a oportunidade de conquistarem o acesso à Série B de 2011.

Enquanto isso, o Águia de Marabá jogará contra o ABC (RN) que, mesmo tendo perdido por 1 a 0 para o CRB (AL), ficou na primeira colocação. O jogo de ida também acontecerá no dia 2 de outubro, às 16h, no estádio Zinho Oliveira. O embate de volta será no estádio Frasqueirão, em Natal, às 16h. (Gustavo Pêna, Diário Online)

Lula, o bom ditador

Lúcio Flávio Pinto:

Lula merece fazer Dilma Roussef sua sucessora. O brasileiro está satisfeito com o seu governo. Mas o resultado que se anunciará será bom para o país? É o Brasil verdadeiro que sairá ganhando desta eleição? Ou o futuro é ameaçador?

Da presunção à convicção do absoluto: é este o passo da democracia ao fascismo. É o passo em que o Brasil está. A direção foi dada por Luiz Inácio Lula da Silva. Como todos sabem, Lula pouco ou quase nada lê. Seu aprendizado sempre foi na prática, empírico e pragmático. Mas foi um aprendizado profundo. Sobreviveu à condição de imigrante nordestino em São Paulo, ao peleguismo sindical, à corrupção política, à tutela intelectual, aos adversários e aos inimigos.

Leia o artigo completo aqui.

Tentativa de invasão de área ambiental teve motivação política

Um grupo de aproximadamente 300 pessoas tentou invadir uma área de preservação ambiental localizada na estrada do aerporto de Santarém. O terreno, de 130 hectares, já foi invadido em outubro do ano passado e por ordem da justiça foi desocupado pela PM por duas vezes. Houve dano ambiental por causa de derrubada e queima de mata ciliar ao igarapé do Juá.

A mais rececente invasão foi liderada por Airton Pontes Agiar, que foi preso em flagrante jutamente com outras 11 pessoas, dentre as quais, duas mulheres. Entre os pertences dos invasores foi encontrado material de propaganda do candidato a deputado federal Cláudio Puty.

Os presos estão sendo ouvidos em depoimento na manhã deste domingo na delegacia de Santarém e estão sendo assistidos pelos advogados Gleydson Pontes, que também é candidato da deputado federal(PSOL) e Rodiney Silva da Costa.

sábado, 18 de setembro de 2010

Pesquisa do Ibope: Jatene amplia vantagem. Flexa ultrapassa Paulo Rocha.

Do Espaço Aberto:

O candidato do PSDB ao governo do Estado, Simão Jatene, ampliou sua vantagem sobre a governadora Ana Júlia Carepa. Ele tem 43% das intenções de votos, contra 30% da petista, segundo pesquisa do Ibope que está divulgada pelo jornal O LIBERAL, em sua edição de domingo, mas que já está nas ruas neste sábado. A manchete do jornal é a seguinte: Jatene 43%. Ana, 30%. E Jader desaba”.
Para o Senado, a grande supresa é o tucano Flexa Ribeiro, que ultrapassou Paulo Rocha (PT) e já tem 33% das intenções de votos, enquanto o petista Paulo Rocha tem 29%.
Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada em 30 de agosto passado, Jatene tinha 43% e Ana Júlia, 33%. Para o Senado, Jader Barbalho aparecia com 52%, Paulo Rocha com 28% e Flexa com 23%.
A pesquisa, registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o nº 30268-2010, foi feita entre os dias 14 e 16 deste mês e ouviu 812 pessoas em todo o Estado.
Veja os números abaixo:

Para governador (estimulada)
Jatene – 43%
Ana Júlia – 30%
Juvenil - 7%
Fernando – 2%
Cleber - 2%
Brancos – 4%
Indecisos – 12%

Segundo turno
Jatene – 47%
Ana Júlia – 31%

Rejeição
Jatene - 19%
Ana Júlia -42
Juvenil – 17%
Fernando – 9%
Cleber – 14%

Votos válidos (descontados nulos e brancos)
Jatene – 51%
Ana Júlia – 36%
Juvenil – 8%
Fernando – 2%
Cleber – 2%

Senador
Jader Barbalho – 42%
Flexa – 33%
Paulo Rocha – 29%
Marinor – 8%
Braga – 7%

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pesquisa Veritate para deputado federal. Nomes mais lembrados

Se a eleição para Deputado FEDERAL fosse hoje, em quem você votaria?
(ESPONTÂNEA)
Absolutos Percentuais
Wlad --------------------------------------------------------------------- 49 ------------- 3,1%
Josué Bengtson ---------------------------------------------------------- 31 ------------- 2,0%
Lira Maia ---------------------------------------------------------------- 30 ------------- 1,9%
Asdrúbal ----------------------------------------------------------------- 25 ------------- 1,6%
Elcione ------------------------------------------------------------------ 15 ------------- 0,9%
Lúcio Vale---------------------------------------------------------------- 15 ------------- 0,9%
Zenaldo ------------------------------------------------------------------ 14 ------------- 0,9%
Priante ------------------------------------------------------------------- 12 ------------- 0,8%
Miriquinho---------------------------------------------------------------- 11 ------------- 0,7%
Zequinha Marinho -------------------------------------------------------- 11 ------------- 0,7%
Nilson Pinto --------------------------------------------------------------- 9-------------- 0,6%
Carlos Martins ------------------------------------------------------------ 8-------------- 0,5%
Geovani Queiroz ---------------------------------------------------------- 7-------------- 0,4%
Puty ---------------------------------------------------------------------- 7-------------- 0,4%
Beto Faro ----------------------------------------------------------------- 6-------------- 0,4%
Vicente Maciel ------------------------------------------------------------ 5-------------- 0,3%
Zé Geraldo ---------------------------------------------------------------- 5-------------- 0,3%
Outros ------------------------------------------------------------------- 91 ------------- 5,8%
Sem resposta ------------------------------------------------------------1230 ---------- 77,8%
Total ---------------------------------------------------------------------1581 -----------100%
Fonte: Página 13 do relatório da pesquisa do Laboratório de Pós-Graduação em Ciência
Política da UFPA/Veritate.

Escalpelamentos: Marinha encontra barcos sem proteção do eixo do motor

Aritana Aguiar
Free lancer

Segundo o comandante da Delegacia Fluvial de Santarém, capitão Paulo Antônio Carlos, nas vistorias realizadas nas embarcações são encontrados motores com seus eixos e partes móveis descobertas. "Em 2010 detectamos uma faixa de cinco embarcações com o eixo do motor desprotegido", afirmou. E alerta que foram encontradas embarcações protegidas com madeiras, que há frestas, espaçosa que permite a entrada dos cabelos. De 1982 a 2009 o Pará registrou 242 casos de escalpelamento. Segundo dados da Sespa, em média 80% dos casos de acidentes acontecem na região amazônica, afetando principalmente mulheres e meninas adeptas dos cabelos longos.

Mesmo havendo essas infrações o comandante afirma que os donos de embarcação têm colaborado com a campanha em fazer a proteção dos eixos e parte móveis dos motores. "Os comandantes das embarcações têm contribuído, o índice de barco com esses problemas não é tão grande. Justamente devido à campanha que a Marinha do Brasil já vem realizando algum tempo, com o intuito de ajudar os proprietários, até mesmo orientá-los quanto à cobertura dos procedimentos", explicou Paulo Antônio Carlos.

De acordo dados da Sespa, em média 80% dos casos de escalpelamento ocorrem na região amazônica, das 242 vitimas de 1982 a 2009, a grande maioria são dos municípios localizados na Ilha do Marajó. Este ano foram registrados 3 casos, sendo que uma o escalpo foi parcial. No Baixo-Amazonas segundo o comandante, o último caso registrado foi em 2009 na região da cidade de Itaituba. " O eixo do motor estava protegido, mas de forma inadequada, pois as frestas das madeiras eram largas, então os cabelos da criança atravessaram atingindo o eixo", explicou o comandante Paulo.

O delegado explica que as inspeções navais são constantes. " Quando observamos que a proteção não foi feita de maneira correta, ou apresente alguns riscos, é feita a orientação para a tripulação como proteger corretamente", garantiu. Deve ser avaliado se a cobertura está cobrindo os eixos. Outro cuidado são as frestas que ficam entre as madeiras. O comandante ressalta que não basta apenas proteger deve ser de forma adequada, pois tem o caso da criança de Itaituba. "Se for coberto com madeira, as frestas devem ser as mínimas possíveis", informou.

Capitão Paulo confirma que durante as inspeções ainda são encontradas embarcações com o eixo e partes móveis protegidos inadequadamente. E são orientados como fazer de forma correta. Mas, antes da Marinha orientar o comandante ou tripulação, a embarcação deve se justificar por que não está protegido o eixo do motor e partes móveis. "Enquanto a embarcação não sanar a pendência ela ficará retida", garantiu.

Nas embarcações pela frente da cidade é possível encontrar que há uma preocupação por parte dos comandantes. " Assim que começou a campanha, logo foi realizada a proteção do eixo do motor, toda uma orientação foi dada pela Marinha para que fizéssemos corretamente", afirmou o dono de uma embarcação, Evair Pereira. Que garante ser importante a proteção. E ainda que deve ser feita não apenas o eixo e partes móveis.

Estimativa do Censo 2010 aponta Santarém com mais de 300 mil habitantes

Aritana Aguiar
Free lancer


Após um mês de visitas dos recenseadores do IBGE aos domicílios de Santarém, a gerência do órgão revela já o censo no município já atingiu aproximadamente 63% de coletas. Segundo o chefe da agência do IGBE de Santarém, Edilberto Figueira, já foram visitados 45.526 domicílios, totalizando mais de 188.573 pessoas recenseadas. Desse valor quase 91.282 são homens e 97.291 são mulheres.

Foi constatada a redução da média de moradores por casa. "Se continuar neste ritmo até o fim da coleta provavelmente Santarém chegue a 300 mil habitantes", informou. Ebilberto garante que algumas pessoas tentam em resistir em passar informações aos recenseadores com receio de que seja para outros fins. Segundo o chefe estima-se que 70% da população santarena se mantenha na área urbana.

Dia 31 de outubro em todo o Brasil deve ser encerrada a coleta de dados do Censo 2010 do IGBE. Em Santarém o chefe da agência Edilberto Figueira garante que o ritmo está no esperado. "Já concluímos 63% da coleta não somente na área urbana, como nas várzeas, planaltos, e outras localidades", assegurou. Como alguns estados do Brasil houve atraso em contratar mais recenseadores, até o momento em Santarém não houve essa necessidade.

A imprensa conspira? Desconfie dos profetas

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Existe realmente o PIG, Partido da Imprensa Golpista? Os petistas – seus aliados e porta-vozes – não têm dúvida: existe e age a todo vapor. Mas só conseguiram provar até agora (o que não é pouco) que os principais órgãos da imprensa brasileira não gostam de Lula e nem do PT, que preferem José Serra a Dilma Rousseff, que são conservadores e elitistas, e que defendem acima de tudo seus interesses corporativos. Mas ninguém apresentou uma prova da ação desses veículos de comunicação para romper a ordem legal no patrocínio das suas idéias, que contêm alguma dose de preconceito e má-fé. A democracia é suficientemente elástica para incluí-los na ordem legal como grupos de pressão, agindo às claras ou nos bastidores.

Golpísta, sem dúvida, foi O Estado de S. Paulo no combate ao governo de João Goulart. Seu diretor responsável, Júlio de Mesquita Filho, participou das conspirações que visavam a deposição do presidente constitucional do país. O segundo Mesquita na direção do grande jornal paulista se viciara no combate à margem da lei por causa do antagonismo extremado com o getulismo, antes e depois do Estado Novo (1937/45). Mas a virulência do famoso editorial que ele escreveu (“Instituições em frangalhos”) contra a edição do AI-5, em 13 de dezembro de 1968, mostrava-o já do outro lado do balcão, de onde não mais retornou. A partir do ano seguinte, seu filho e sucessor na direção do centenário jornal, Júlio de Mesquita Neto, faria sua a resistência da redação às garras totalitárias do regime militar. Foi um dos períodos mais gloriosos da imprensa brasileira, glória feita de muita persistência e alguma coragem.

Enquanto o dono do Estadão se envolvia na relação promíscua com os militares e civis golpistas da década de 1960, o jornal de maior influência política na época, o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, mesmo à margem das tratativas conspirativas, foi quem deu a senha para a derrubada do presidente e a adesão da classe média aos usurpadores do poder, com dois editoriais sucessivos (“Basta!” e “Fora!”), escritos por um jornalista de esquerda.

Tanto quanto os Mesquitas, os Bittencourt – então reduzidos a Niomar, mulher de Paulo, sucessor do fundador da empresa, em 1901, Edmundo – defendiam idéias, algumas delas, não sem certa ironia, semelhantes às do governo de Jango. O Correio também queria as reformas de base, mas depois de cumpridas as formalidades previstas em lei, incluindo a aprovação pelo congresso nacional e não por um golpe de mão do chefe de executivo. Depois do comício de 13 de março de 1964, o jornal se convenceu, com sinceridade, que Jango queria criar um confronto para assumir plenos poderes, tornando-se um ditador. Iria tentar o golpe no qual Jânio Quadros fracassara, três anos antes.

Se o Correio estava certo ou não, é a face controversa da questão. Que se pronunciou pelo afastamento do presidente convicto de que era a única maneira de prevenir o golpe por cima, não há mais dúvida alguma. A maior parte da elite da redação do jornal era de esquerda. Foram esses jornalistas que conduziram o maior jornal que a república teve até hoje para a reação aos militares, a partir do segundo dia do golpe.

Contaram com a inexperiência e síndrome de heroísmo de Niomar Moniz Sodré Bittencourt para colocar o jornal em confronto aberto com o governo forte (e apoiado majoritariamente pela classe média e o povo em geral). O mesmo aconteceria, sob outras circunstâncias, com a Folha do Norte diante do coronel Jarbas Passarinho, no Pará (depois o jornal, com a morte do seu chefe lendário, Paulo Maranhão, passaria ao extremo oposto, mas já como caricatura do que fora, pronto para morrer).

Esse radicalismo infantil conduziu o Correio direto aos rochedos e ao naufrágio, com direito à tradicional fuga dos ratos antes de a nau adernar para o fundo da memória nacional, de onde nunca mais emergiu, para infelicidade da cultura brasileira. Não estava escrito nas estrelas que semelhante destino era inevitável diante de um governo forte, mas cheio de escrúpulos udenistas, como o do marechal Castelo Branco e mesmo o do seu companheiro de armas, Costa e Silva, o segundo presidente-general (o posto honorário de Castelo e vários outros, inclusive o que dirigiu a Folha nos seus estertores medíocres, foi extinto por excesso de demanda, mas não de qualificação).

Um pouco mais de realismo e de boa fé teriam permitido ao jornal contornar os perigos sem trair seus ideais, sobrevivendo às intempéries da época. Foi assim que o Estadão se comportou a partir do momento em que Júlio Neto assumiu o leme e estabeleceu o contraste com o pai conspirador. Colocou o jornal nos trilhos do profissionalismo, tendo como norte a busca da verdade, ainda que sujeita a todos os graus de variações em função da dinâmica cotidiana e dos miasmas editoriais da empresa.

Por isso se impôs ao respeito até dos inimigos. Nunca acatou a presença do censor estatal na redação, mas não pediu que ele se retirasse. Fez o que era certo: o combateu sem descanso. Quem acabou cedendo foi o governo militar, já no consultado do general Geisel. Em 1975, foi ele que tomou a iniciativa de retirar o censor. Era um presente ao centenário do jornal, que suspirou aliviado, mas não bateu palmas. Era seu direito voltar a assumir a plena responsabilidade pelos seus atos. O Correio só não partilhou esse momento por imprudência e irresponsabilidade de alguns dos seus condutores, que queriam fazer história pessoal, não coletiva.

Por acaso trabalhei nos dois jornais, efemeramente no Correio e muito mais no Estadão. Neste, durante grande parte da intervenção da censura. Como muitos outros na empresa, não tive gestos de heroísmo (daqueles que, depois, permitem o descanso do guerreiro, que viria a ser remunerado – imoralmente – já sobre as cinzas da ditadura), mas não cometi a menor das indignidades. Nem mesmo a de vergar a coluna para saudar o patrão (conforme a curvatura, sujeitando o acólito a exibir as partes pudendas ao distinto público).

Tive conflitos com a direção e seus prepostos, algumas vezes levados ao limite do rompimento. Em alguns saí perdedor, noutros venci. Tive que engolir certas matérias publicadas no jornal que considerava inverídicas ou tendenciosas. Mas vibrei ao conseguir dar à luz reportagens que contrariavam frontalmente não só o pensamento mais íntimo da “casa” como suas manifestações explícitas, através de editoriais. Foi o caso da série de reportagens sobre conflitos de terras na Amazônia, que só saiu depois de passar pelo crivo de um censor interno. Felizmente, o que decidiu a parada foi a capacidade dos litigantes em demonstrar sua verdade. A nossa foi maior do que a do oponente.

Vários livros já foram escritos sobre O Estado de S. Paulo. A meu ver, nenhum reproduziu satisfatoriamente a complexidade do funcionamento do jornal e da sua relação com o poder e a sociedade. Não tenho a menor dúvida, entretanto, que a história desse período se empobreceria se o Estadão não tivesse existido ou fosse conduzido a um falso destino e sucumbisse por não se ajustar ao campo de batalha. Na luta diária com a censura, bem ao nosso lado, aprendemos muito: a apurar melhor as informações, a escrever nossos textos de tal maneira que eles pudessem passar pelo crivo do censor sem se desnaturar (embora muitas vezes perdendo em clareza), a sermos responsáveis, a avivarmos nosso compromisso com o leitor e até mesmo a nos tornarmos maleáveis, sem perder de vista qual era o inimigo. E continuar a combatê-lo, sempre.

Com o fim da censura estatal, vários dos princípios adotados em conjunto – tanto pela empresa quanto pelos seus funcionários – se diluíram ou foram esquecidos. Há menos empenho pela verdade do que antes, mais condicionantes e uma profunda autocensura. As redações se encolheram, se submetendo mais docilmente às ordens pelo risco da perda do emprego valioso. Ou então adotaram um espírito sindical e corporativo, que reduz o horizonte de visão e estreita as margens da atuação.

Com todos esses problemas, é melhor ter a atual imprensa do que vê-la sujeita a novos, mais sutis e não menos poderosos mecanismos de interferência – e mesmo de intervenção – do governo, sempre um macaco em loja de louças quando se trata de apurar o grau de liberdade em sociedade – e as manifestações do espírito humano.

A chamada grande imprensa continua a abusar do seu poder e a tentar conduzir a opinião pública para onde lhe interessa, mesmo que não seja através dos fatos e da verdade. Mas hoje as formas de denunciar essa conduta são mais amplas, imediatas e convincentes do que nunca – e estão ao alcance do cidadão médio. Não é a ausência de meios de expressão que surpreende, mas a dificuldade que esse cidadão médio enfrenta para dar conteúdo à sua manifestação.

A internet é um alto-falante como jamais houve igual pelo seu poder de alcance e de convencimento, além da instantaneidade do seu efeito. A potência do meio, porém, contrasta com o raquitismo da mensagem. Blogs e sites são tecidos através de adjetivações e sentenças, mas lhes falta fatos, argumentos e até mesmo razoabilidade.

A revista Época, por exemplo, integrante do PIG por sua dupla condição de filiada às Organizações Globo e à Folha de S. Paulo, foi acusada pelos “anti-piguismo” de golpe baixo numa matéria sobre o passado da candidata do PT na luta armada contra o regime militar. Os exemplares da revista acabaram rapidamente nas bancas e livrarias por conta dessa propaganda involuntária.

Li a reportagem e sua continuação na edição seguinte. Nada encontrei que pudesse justificar o tom de indignação dos adeptos de Dilma Rousseff. Á matéria se enquadra na boa técnica jornalística: fatos apurados, narrativa correta, versões acolhidas. Claro que a revista, pró-Serra, destacou sua própria interpretação dos acontecimentos. A imprensa existe também como órgão da opinião pública. Suas informações, entretanto, podiam fundamentar interpretação oposta à dela.

Pode-se encontrar elementos de aproximação entre Época e Veja, mas uma leitura comparativa das duas revistas mostrará que elas estão muito longe de formar um todo homogêneo, compacto, monolítico. Época melhora em qualidade jornalística. Veja só tem piorado. Não porque seja menos “serrista”. Simplesmente por informar menos, com menos dados concretos e mais adjetivação na linguagem. Suas matérias costumam virar editoriais pouco conspícuos quando trata de temas políticos, eleitorais, ideológicos e até culturais. Um contraste enorme com a Veja de anos atrás, que não era menos conservadora do que agora.

Só um fanático haverá de considerar como gêmeos O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo. O problema não é ideológico, ou não é esta a questão principal: é técnico. Mesmo quando experimentava sua iconoclasta aventura esquerdista, a Folha não era confiável nos dados. Tinha diversidade de opiniões, o que ajudava o leitor a também a opinar, mas era carente de reportagens boas, daquelas que contribuem para se informar suficientemente bem para julgar melhor. Hoje, que deu uma volta de 360 graus às origens, a Folha não ficou melhor.

Até melhorou quanto à parte opiniática. O que piorou foi a reportagem. O mesmo aconteceu com o Estadão. Só que um dos últimos patrimônios da grande folha dos Mesquitas ainda é refletir com nitidez e consistência a opinião da plutocracia paulista. Pode-se e deve-se discordar dos editorais do Estadão. Lê-los, porém, é um aprendizado como poucos sobre a sociedade brasileira – e sua história.

Receber os boletins do Grande Irmão é o pior que pode acontecer. Nunca houve imprensa digna do nome no chamado “socialismo real”, o único que existiu na prática até a queda do muro de Berlim, em 1989. A liberdade não tem sobrevivido ao dia seguinte das revoluções, com ênfase nas socialistas.

O socialismo é a meta por excelência dos sonhos de igualdade dos povos, mas não conseguiu dar uma boa resposta ao desafio da oposição. Sua tendência dominante é esmagá-la, sob os mais generosos e altissonantes pretextos (como os de Leon Trotski na revolução bolchevique). Aí começa a tirania, que pode ser mais duradoura do que as de direita e não ter o fim adequado.

Para que não haja novas desilusões, deve-se resistir à tentação de condenar os críticos e adversários só porque não partilham a nossa opinião. Sustentar um campo – se não neutro – objetivo, no qual as partes possam dialogar e medir forças com as armas da razão, com argumentos, através da demonstração da verdade. Não com tacapes e rasteiras.

Esse território só existirá – ou só se manterá – com plena liberdade de expressão e uma imprensa sem peias, exceto as dos cidadãos, sem a interferência do leviatã estatal. A imprensa continua repleta de vícios e erros, muitos deles graves, como o de editar levianamente as cartas dos leitores e desprezar o direito de resposta, além de não quebrar a cadeia dos elos corporativistas. Mas essa invenção do PIG é para puni-la ou extingui-la pelos seus acertos. Ainda que poucos, necessários à democracia, planta tão frágil neste país sempre autoritário.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pesquisa Veritate/LCP/UFPA aponta Jatene 17 pontos à frente de Ana Júlia

Protocolo da pesquisa número 16558/2010 TSE/TRE-PA.

Relatório Sintético do resultado da pesquisa LCP/UFPA/Veritate

Para Senador:

Jader 33.5%
Paulo Rocha 22.4%
Flexa 21.3%
Marinor 4.2%
Abel Ribeiro 1.1%
Prof. Neide 1.4%
Paulo Braga 1.2%
João Agugusto 1.2%
Savanas 0.3%
Yamada 0.4%

Governador (espontânea)

Jatene 36.7%
Ana Júlia 21.3%
Juvenil 4.7%
Cleber Rabelo 0.7%
Fernando Carneiro 0.6%
Outro 0.2%
Nenhum/branco/nulo 10.4%
Sem resposta 25.4%
Total 100%

Governador (estimulada)

Jatene 41.6%
Ana Júlia 24.5%
Juvenil 5.6%
F.Carneiro 1.4%
Cleber Rabelo 1.1%
Nenhum/branco/nulo 11.7%
Sem resposta 14.1%

Mullher acusada de assassinar rival por ciúmes é condenada a 14 anos de reclusão

Júri popular condenou hoje à tarde Graça Cipriano Ferreira de Sousa, 43 anos, a 14 anos de reclusão, em regime fechado por matar no dia 10/12/1991, no bairro do Urumari, Maria de Nazaré Alves Barros, à época com 17 anos. O motivo do assassinato, com duas facadas, foi o fato de Nazaré estar tendo um caso com o namorado de Graça Cipriano (à época com 24 anos), José Walmir Conceição de Sousa, atual esposo de Graça.

O juiz Gérson marra Gomes aplicou a pena de 14 anos de reclusão, em regime fechado, mas como a ré respondia ao processo em liberdade, não decretou sua prisão. Ela tem agora, cinco dias para recorrer da sentença e só será imediatamente presa se não apresentar recurso.
(Com informações de Jota Ninos)

Em evento em Belém, Lula não fala sobre saída de Erenice Guerra

Iara Lemos

Do G1, em Brasília

Na primeira aparição pública depois da demissão da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não falou sobre o assunto. Lula participou na tarde desta quinta-feira (16), em Belém (PA), de cerimônia de divulgação de editais para contratação de obras em rodovias federais.

O presidente falou por cerca de 20 minutos e abordou apenas os investimentos feitos pelo seu governo nas áreas de infraestrutura e educação. Ele saiu de Brasília no começo da tarde, logo depois de o Palácio do Planalto ter confirmado a demissão de Erenice Guerra.

Lula afirmou que, apesar de ser ano eleitoral, ele fez a opção de não paralisar os trabalhos de infraestrutura feitos pelo governo.

“Num ano eleitoral, normalmente quem é representante do Poder Executivo fica um pouco quase que amordaçado porque a partir do mês de junho você não pode fazer convênio com nenhum estado. Eu tomei a decisão de que o processo eleitoral não para o processo do governo. Eu tomei como decisão que não houvesse nenhum truncamento no processo administrativo. Se a gente não aproveita o dia como hoje e vem lançar os editais, ao invés de você estar inaugurando uma coisa daqui a um ano, vamos inaugurar daqui a dois anos”, afirmou.

O presidente afirmou ainda que, diante da situação em que o país se encontra, “não há possibilidade de haver retrocesso”

“Tem sempre alguém para meter o dedo e não permitir que as coisas andem. E nós não brincamos nestas coisas. Eu tinha medo do segundo mandato, e foi o segundo mandato que me permitiu criar o PAC e nos permitiu olhar na cara dos empresários e dizer que nunca antes na história desse país se pode criar tanto empregos e pagar tantos salários”, afirmou.

Durante o discurso, o presidente ainda criticou a falta de investimentos de governos anteriores, especialmente em educação.

“Eu não vou fazer comparação com outros governos porque nunca ninguém investiu mais do que eu em educação. É até uma vergonha que alguém que governou antes de mim, que sou um metalúrgico sem ensino universitário, e tenha sido eu quem mais investiu em universidades e escolas técnicas no país”, disse.

Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural termina dia 30

A Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural (DITR) é um requisito obrigatório para manter devidamente regularizada a propriedade rural. Toda pessoa física e/ou jurídica que tenha propriedade rural, possuidor a qualquer título e do domínio útil de imóvel é obrigado a entregar a declaração.

Devem ser entregues os seguintes dados para validar a Declaração: “O Documento de Informação e Atualização Cadastral (DIAC) e o Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT)”.

A Declaração deve ser entregue até 30 de setembro de 2010 e pode ser feita de três formas conforme o tamanho da propriedade e localização: pela Internet no site da Receita Federal www.receita.fazenda.gov.br, por disquetes a ser entregues nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal ou através do preenchimento de formulário próprio a ser entregue nas Agências dos Correios. Para mais informações na Receita Federal de Itabuna ligue para (73) 3214 5682 ou Receitafone 146.

A finalidade da ITR é apurar o imposto territorial rural e atualizar as informações de todas as propriedades rurais junto ao Governo Federal. “É importante que todos os proprietários entreguem a declaração no prazo correto, para evitar o pagamento de multas que o mínimo é de RS 50,00”, conclui Evangelista.

Neste ano, a Receita diminuiu o período para a entrega, até o ano passado o prazo começava a partir da segunda quinzena de agosto. Segundo a Receita, 95% dos contribuintes declaravam em setembro.

O último boletim divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em Junho de 2010, mostrou que a quantidade de propriedades rurais aumentou em 700%, passando de 648 mil para mais 5,1 milhões de propriedades em 2006 com dados obtidos pelo IBGE.

PMDB vai à Justiça contra pesquisas Ibope e Veritate

Rita Soares:

O PMDB protocolou ontem, no Tribunal Regional Eleitoral, pedido de impugnação das pesquisas Ibope - encomendada pela TV Liberal - e Veritate, feita para a pós-graduação em Ciência Política da UFPA.

No caso do Ibope, o argumento é o mesmo usado pela coligação Acelera Pará para impugnar a pesquisa anterior. Falta discriminar os municípios onde serão aplicados os questionários.

O PMDB alega também que a amostra de apenas 812 eleitores não condiz com a margem de erro de três pontos para mais ou para menos. Para essa margem de erro seriam necessárias, segundo especialistas consultados pelo partido, aplicar, pelo menos, 1.200 questionários.

Na pesquisa do Veritate, o PMDB contesta a ausência de um responsável citado no protocolo. Os dois pedidos ainda serão avaliados pelos juízes da propaganda eleitoral, Osmane dos Santos e Maria do Céu Coutinho.

Viagem perdida

A secretária Alba Valéria, segundo informa o release da Prefeitura de Santarém, viajou a Brasília para se encontrar com Erenice Guerra, chefe(?) da Casa Civil da presidência da república, para tentar solucionar o impasse na liberação de verbas para obras do PAC em Santarém, cuja casas construídas no bairro do Uruará foram invadidas.

Um viagem perdida porque Erenice, desde a eclosão do escânda-lo que envolve a Capital Consultoria, empresa que pertence a um dos seus filhos, conforme revela a Folha, não botou mais os pés no Palácio do Planalto.

---

Atualização Às 13h30:

Carlos Lima assume Casa Civil no lugar de Erenice

ROSANA DE CASSIA E TÂNIA MONTEIRO
Agência Estado

A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, apresentou no começo desta tarde sua demissão "em caráter irrevogável". Na carta encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lida pelo porta-voz, Marcelo Baumbach, Erenice afirmou que foi surpreendida nos últimos dias por uma série de reportagens contendo acusações que qualificou como "mentirosas" e que tem respondido uma a uma.

"(As acusações) são mentiras que visam a desacreditar o meu trabalho e atingir o governo ao qual sirvo. Não posso deixar qualquer dúvida pairando acerca da minha honradez. Nada fiz ou permiti que se fizesse ao longo de 30 anos que não tenha sido no estrito cumprimento dos meus deveres", afirmou Erenice, lembrando que pediu à Comissão de Ética a averiguação dos fatos e a quebra de seus sigilos. "As paixões eleitorais não podem justificar este vale tudo", acrescentou.

Após a leitura da carta, o porta-voz informou que interinamente responderá pela Casa Civil o secretário-executivo da pasta, Carlos Eduardo Esteves Lima.

'Fiquei horrorizado de ter de pagar' comissão a filho de Erenice, diz empresário

Da Folha On Line:

O empresário Rubnei Quícoli disse que ficou "horrorizado" e se sentiu "lesado" ao receber a proposta de contrato da Capital Consultoria, empresa que pertence a um filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. A seguir, trechos de uma das entrevistas que o consultor deu à Folha.

Folha - Quando e como você foi apresentado à empresa Capital?
Rubnei Quícoli - Me foi apresentado o Marco Antonio [ex-diretor dos Correios]. Ele ficou durante um tempo como diretor dos Correios e me trouxe o [sobrinho dele, que trabalhava na Casa Civil] Vinícius, onde foram viabilizados esses e-mails para poder ir para a Casa Civil para demonstrar esse projeto.
É lógico que o pessoal viu o tamanho do investimento e todo mundo criou uma situação favorável para ele, em termos de participação e intermediação. Acho que todo mundo que trabalha tem direito a alguma coisa, mas dentro de uma coisa normal.
Estive na Casa Civil junto com a Erenice, que era a secretária-executiva da Casa Civil. A Dilma não pôde me receber, estava com outros afazeres. Ela sabe do projeto, recebeu em 2005, se não me engano. O documento foi encaminhado para o MME [Ministério de Minas e Energia].
Houve essa reunião com a Erenice, que encaminhou isso para a Chesf. A Chesf teve reunião conosco, me parece que um deles teve problema de saúde, isso acarretou todo esse tempo em que aconteceu esse contrato de participação, de intermediação.
Eu fiquei horrorizado de ter que pagar R$ 40 mil por mês para eles terem um favorecimento de acesso. Para que eu vou pagar se não vai sair [o crédito]? Eles diziam que iria sair, para dar sustentação e eu pagar os R$ 40 mil. E eu decidi com [os sócios] o Aldo e o Marcelo não pagar nada e esperar ver.

Quando você conversou com o Vinícius, ele se apresentou como da empresa Capital?
Não, ele disse que iria me levar para o escritório que daria a sequência do trabalho, que precisaria do escritório para dar manutenção, assessoria e consultoria para a gente não ficar desprotegido.

Erenice prometeu fazer algo?
Ela se colocou num patamar assim: "Vou ver onde eu coloco isso". Ela colocou que a Chesf seria a empresa recomendada porque está no Nordeste. Nessa condição ela agiu corretamente. [...] Até então eu nem sabia da existência da Capital, para mim o negócio estava sendo direcionado ao governo. Eu não sabia que existia propina no meio, contrato, que eu teria que pagar. Não dá para entender a pessoa deixar um filho [Israel Guerra] tomar conta de um ministério. É um projeto que foi investido muito dinheiro para parar por conta de propina.

O senhor recebeu e-mail com cobrança. O que queriam?
A ideia principal era amarrar o aporte e a manutenção de R$ 40 mil para eles porque era final de ano. A gente sabe como funciona Brasília. Eles [a Capital] queriam receber antecipadamente uma mensalidade para poder se manter. Quem está fazendo uma intermediação de R$ 9 bilhões e vai se preocupar com R$ 40 mil por mês? Não dá para entender.

Como você reagiu quando pediram dinheiro?
Eu mandei, desculpe a expressão, para a puta que o pariu. Falei: "Vocês estão de brincadeira?" [Disse] que não assinava nada.

Em que momento o Israel apareceu?
O que aconteceu depois? Isso foi informação do Marco Antônio. Ele falou que precisava de R$ 5 milhões para poder pagar a dívida lá que a mulher de ferro tinha. Que tinha que ser uma coisa por fora para apagar um incêndio.

Quem era a mulher de ferro?
A mulher de ferro é a Dilma e a Erenice, as duas. Não sei quanto é a dívida de uma e de outra. Eu sei que a Erenice precisava de dinheiro para cobrir essa dívida. O Marco Antônio é que pediu. Eu falei: "Eu não vou dar dinheiro nenhum. Eu estou fazendo um negócio que é por dentro e estou me sentindo lesado".
Aí o Marco Antônio falou: "O Israel, filho da Erenice, bloqueou a operação porque você não deu o dinheiro". Isso é a palavra do Marco Antônio. Eu respondi: "Não tenho conversa com bandido". Isso aconteceu há três meses. Foi o último contato com eles.

Você esteve com o Israel?
O encontro foi no escritório do Brasília Shopping. O Israel nunca pediu nada porque eu não dei chance. Eu não sabia que ele era filho da Erenice. Soube pelo Marco Antônio. Quanto à atitude dele, barrar um negócio desse por conta do dinheiro me deixou totalmente nervoso, com atitude até agressiva.

Entenda as denúncias envolvendo Erenice Guerra
OAB defende afastamento imediato de Erenice Guerra
Empresa acusa filho de Erenice de cobrar comissão para liberar crédito no BNDES
Painel: Erenice perde o que lhe restava de apoio na campanha de Dilma

UFOPA inscreve para processo seletivo 2011

A universidade ofertará 1.200 vagas para o ano letivo de 2011. Gratuitas, as inscrições para o processo seletivo estão sendo realizadas pela internet até o dia 24 de outubro.

A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), com sede em Santarém (PA), está com inscrições abertas para o processo seletivo de 2011, que habilitará para admissão à universidade, no seu semestre inicial, intitulado Formação Interdisciplinar I. A UFOPA utilizará a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para preencher 1.150, vagas, que serão distribuídas igualmente nos turnos matutino, vespertino e noturno (400 vagas cada). Além disso, ofertará 50 vagas para candidatos indígenas, que serão admitidos sob critérios definidos em edital próprio.

Gratuitas, as inscrições serão realizadas pela internet, no endereço eletrônico http://www.ceps.ufpa.br, no período de 15 de setembro a 24 de outubro de 2010, observado o horário de Brasília (DF). No ato da inscrição, os candidatos devem indicar a ordem de preferência por turno, além da edição do ENEM a ser considerada na seleção (resultado dos anos 2009 ou 2010). Conforme o edital, serão admitidos, em primeira chamada, os 1150 inscritos melhor classificados pelo ENEM, com notas superiores a zero nas provas objetivas e de redação.

A classificação dos candidatos será feita em ordem decrescente da média obtida no resultado do ENEM. Em caso de empate, a classificação dos candidatos obedecerá sucessivamente aos seguintes critérios: maior nota em redação; idade do candidato (será classificado o candidato de maior idade cronológica). A relação dos aprovados será divulgada no endereço eletrônico http://www.ufopa.edu.br.

FORMAÇÕES GRADUADAS - GERAIS E ESPECÍFICAS

CENTRO

1º CICLO – FORMAÇÃO GRADUADA GERAL

VAGAS/TURNO M / V /N

CENTRO DE FORMAÇÃO INTERDISCIPLINAR

Formação interdisciplinar 1 - 400H: semestre obrigatório e comum para todos os alunos

M – 400

V – 400

N – 400

INSTITUTOS

1º CICLO – Formação Graduada Geral: Bacharelado Interdisciplinar

2º CICLO – Formação Graduada Específica: Licenciaturas Integradas e Bacharelados

CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO

Licenciaturas Interdisciplinares em:

· Ciências Naturais e Matemática

· Ciências Humanas

· Linguagens e Códigos

Bacharelado Interdisciplinar em Ciências da Educação

Matemática-Física

Química-Biologia

História-Geografia

Língua Portuguesa-Inglês

Pedagogia:

· Educ. Infantil - Primeiros anos

· Educ. Especial

· Gestão e Coord. Pedagógica

Vagas / Turnos

50 M

50 V

50 N

50 N

30 V

40 M

30 N (Total 300)

BIODIVERSIDADE E FLORESTAS

Agroecologia

Química de Produtos Naturais

Agronomia

Engenharia Florestal

Zootecnia

Farmácia

40 M

40M + 40 V

40 M

40 M

(Total 200)

CIÊNCIAS DA SOCIEDADE

Estudos Jurídicos

Ciências da Sociedade

Direito

Antropologia e Arqueologia

Economia (recursos naturais)

Planejamento e Desenvolvimento Regional

50 V

50 M

50 N

50 N

(Total 200)

ENGENHARIA E GEOCIÊNCIAS

Ciência e Tecnologia

Ciências da Terra

Ciências da Informação e da Computação

Engenharia Física

Geofísica

Geologia

Ciência da Computação

50 M+50V

25 V

25 V

50 M

(Total 200)

TECNOLOGIA DAS ÁGUAS

Ciências Biológicas

Ciência e Tecnologia das Águas

Biologia (Aquática ou Vegetal)

Engenharia de Aquicultura

Engenharia de Pesca

50 M

50 M

50 V

(Total 150)

Fonte: PROEN/UFOPA

Santarém - Avenida Barão do Rio Branco. Passado e Presente

Barão do Rio Branco, em 1962. Ao lado esquerdo da pista, o terreno onde se construía o Colégio Álvaro Adolfo. A avenida era palco dos desfiles escolares, hoje realizados na avenida Tapajós. Esta foto foi publicada no blog do SílvioJr.

Avenida Barão do Rio Branco, hoje, nesta manhã de sol forte e céu azul. Pista reasfaltada, prédios ao fundo, mas a água do esgoto continua correndo a céu aberto. Calçadas ganharam oitizeiros. Muro esconde o prédio do Colégio Alvaro Adolfo. Foto: Blog do Estado.