sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Universidade para (re)pensar a Amazônia

Pedro Ayres escreveu o comentário abaixo sobre a postagem "A derrota anunciada de Ana Júlia", de autoria de Lúcio Flávio Pinto:

Todos os governantes paraenses são e foram as respostas geradas por um processo que precisava que eles fossem de um só modo. A ausência de líderes é apenas o esgotamento de uma economia política e de sua ideologia. Num arquétipo baseado no culto ao indivíduo, embora o seu poder e a sua riqueza adviessem do trabalho coletivo das grandes massas.
Até a triunfal chegada desse modelo, iniciado com a "Redentora" e finalizado com a tríade Collor-Itamar-FHC, o país viveu um momento de grande estímulo intelectual, quando todos se sentiam chamados a colaborar na construção de um Brasil bem diferente daquele que era o paraíso das oligarquias e interesses multinacionais. Assim, não só houve a paralisação desse novo pensar sobre o Brasil, como se definiu o arrivismo como o paradigma da sociedade que começaram a esculpir. Bem ao contrário do que havia entre os anos de 1950/64, por exemplo.
No caso da Região Amazônica, achávamos ser importante uma revisão naquela lógica rooseveltiana, tão bem clara nas linhas da SPVEA, pois, embora víssemos no Estado um elemento fundamental para os processos transformadores, acreditávamos ser possível um novo tipo de desenvolvimento.
Um exemplo foi a energia elétrica, enquanto a maioria defendia o permanente uso de termelétricas, apoiávamos pequenas hidrelétricas ao longo da rede hidrográfica ou através do aproveitamento das correntes fluviais. Junto a isso, como não poderia deixar de ser, defendíamos a transformação da Universidade Amazônica em centro de estudos, pesquisas e de formação de mão-de-obra altamente qualificada para realimentar o próprio sistema universitário e pensar a própria Região, mas, acima de tudo, com capacidade para gerir um desenvolvimento integrado à realidade física e humana da Região.
É, pois, muitíssimo importante que o país volte a se debruçar sobre esses problemas e questões. Temos que voltar a reaprender a pensar o Brasil com uma mente brasileira. E no caso da Região Amazônica, ou do Estado do Pará, fugir de idéias e teses imediatistas, como as que pregam a subdivisão físico-administrativa como a panacéia das panacéias, quando, na realidade, a sua base é falsa e predadora, pois, apenas serve para fortalecer espúrios e aventureiros interesss oligárquicos.

OAB vai à Justiça contra 14º salário para deputado

Do Espaço Aberto:

Em sessão do Conselho Seccional que será realizada dia 9 de dezembro, o presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos (ao lado do também advogado Alberto Campos, na foto Yan Fernandes) apresentará proposta de Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a Emenda Constituicional 47/2010, de autoria do deputado Domingos Juvenil, que dá nova redação ao inciso 9 do artigo 99 da Constituição Federal e dá outras providências.
A emenda aprovada dia 1 de dezembro, garante aos parlamentares o recebimento de remuneração para participar de convocações extraordinárias, popularmente conhecida como jeton. Em outras palavras, significa dizer que os parlamentares receberão uma indenização no valor de um subsídio (salário extra) no final do ano - o 14ª salário - se fizerem sessões extras nos períodos de recesso, o que representa mais R$ 12 mil para cada um.
A opinião da OAB sobre o assunto ficou bem clara durante coletiva à imprensa, realizada hoje (2) à tarde, na sede da Ordem. Questionado pelos jornalistas sobre a opinião da Ordem sobre o caso, Jarbas afirmou que, em nome da sociedade, a OAB não aceitará esse comportamento que atenta contra a moralidade pública. "A aprovação dessa emenda é inoportuna, é imoral, é inconstitucional", disse ele, reprovando a atitude dos parlamentares.
Esse privilégio havia acabado em 2007 e agora, no final da gestão, a Assembléia Legislativa retroage e aprova a emenda.
A OAB está se insurgindo contra essa decisão e fará de tudo para que essa imoralidade não tenha curso. "Nós pretendenmos ajuizar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal, por meio do nosso Conselho Federal. "A Ordem entrará com pedido de liminar para que havendo alguma sessão extraordinária, não haja pagamento de jeton", disse Vasconcelos e finalizou: "Não tenho dúvida de que seremos vitoriosos nessa causa".

Chapa quente


A prefeita Maria do Carmo estranhamente não emite uma palavra de solidariedade ao secretário de saúde José Antônio Rocha, seu vice-prefeito.

Nos ombros de Zé Antônio recaem todas as cobrança que o Ministério Público faz por causa da crise no atendimento no novo PSM.

Até depor perante os promotores, colegas de Maria, Zé Antônio já teve que comparecer.
Há quem aposte que Maria está deixando a chapa quente fritar Zé Antônio para que, em 2011, o PT reassuma o comando da Semsa, hoje nas mãos do PMDB.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Governo divulga feriados e pontos facultativos em 2011

O governo federal divulgou nesta quinta-feira, no "Diário Oficial da União" a relação (abaixo) de feriados nacionais e pontos facultativos para 2011. São 14 datas, sendo oito feriados nacionais e seis pontos facultativos. Não entram na lista as datas municipais ou estaduais lembradas com feriado ou ponto facultativo.


1º de janeiro (sábado)Confraternização Universal - feriado nacional
7 de março (segunda-feira)Carnaval - ponto facultativo
8 de março (terça-feira)
Carnaval - ponto facultativo
9 de março (quarta-feira)Quarta-Feira de Cinzas - ponto facultativo até as 14h
21 de abril (quinta-feira)Tiradentes - feriado nacional
22 de abril (sexta-feira)Paixão de Cristo - ponto facultativo
1º de maio (domingo)Dia Mundial do Trabalho - feriado nacional
23 de junho (quinta-feira)Corpus Christi - ponto facultativo
7 de setembro (quarta-feira)Independência do Brasil - feriado nacional
12 de outubro (quarta-feira)Nossa Senhora Aparecida - feriado nacional
28 de outubro (sexta-feira)Dia do Servidor Público - ponto facultativo
2 de novembro (quarta-feira)Finados - feriado nacional
15 de novembro (terça-feira)Proclamação da República - feriado nacional
25 de dezembro (domingo)Natal - feriado nacional 

(Fonte: Blog Mocorongo)

Mestrado em Matemática na UFPA


A SBM - Sociedade Brasileira de Matemática, em parceria com a UFPA, está lançando um programa de Pós-Graduação stricto sensu, credenciado pela CAPES em nível de Mestrado Profissional, para aprimoramento da formação profissional de professores da educação básica.

Trata-se de um programa semipresencial, dentro do Sistema Universidade Aberta do Brasil, com bolsas CAPES para professores em exercício na rede pública.
As inscrições para o Exame Nacional de Admissão serão realizadas no site www.profmat-sbm.org.br entre 01 e 31 de janeiro de 2011. O Exame será realizado no dia 19 de fevereiro de 2011, nas instalações das Instituições de Ensino Superior associadas ao programa.
 
Para maiores informações, acesse www.profmat-sbm.org.br

UFOPA realiza I seminário de Patrimônio Cultural

Por Lene Santos:

Será realizado nos dias 9 e 10 de dezembro o I Seminário UFOPA de Patrimônio Cultural e Arqueológico. O evento trará a Santarém a
superintendente do IPHAN-PA, Maria Dorothéia de Lima, e a Coordenadora do Laboratório de Educação Patrimonial/Universidade Federal Fluminense,
Dra. Lygia Baptista Pereira Segala Pauletto, que irá proferir palestra com o tema “Patrimônio Cultural e Educação”. O Reitor da UFOPA, Prof. Dr. José Seixas Lourenço, fará a abertura do seminário.

A abertura oficial será no dia 9 de dezembro às 17h30, no salão de eventos da Universidade Estadual do Pará (UEPA) em Santarém, localizada na Av. Plácido de Castro, s/n. Ao final do seminário será instaurado o
Fórum de Patrimônio de Santarém.

Fazem parte da programação as mesas-redondas: “Patrimônio imaterial e identidades culturais no Pará” e “Patrimônio Arqueológico em Santarém”; e ainda a exposição “Cuias de Santarém: Patrimônio
Cultural”, que será instalada no Centro Cultural João Fona e aberta durante o seminário.

Serviço:
I Seminário UFOPA de Patrimônio Cultural
Data: 9 e 10 de dezembro (quinta e sexta-feira)
Local: Salão de eventos da UEPA (Rua Plácido de Castro, s/n)
Informações: Instituto de Ciências da Sociedade (93) 3064-9050

Confira abaixo a programação completa:

09/12 (quinta-feira)
17h00
Abertura do seminário com presença do Magnífico Reitor da UFOPA, da superintendente do IPHAN no Pará e da Prefeitura Municipal de Santarém
17h30
Palestra: “Patrimônio Cultural e Educação”
Profa. Dra. Lygia Baptista Pereira Segala Pauletto (Coordenadora do Laboratório de Educação Patrimonial/Universidade Federal Fluminense)
19h:30
Inauguração da exposição “Cuias de Santarém: patrimônio cultural” no Centro Cultural João Fona.

10/12 (sexta-feira)
10h00
Mesa-redonda: “Patrimônio imaterial e identidades culturais no Pará”
Profa. M.Sc. Maria Dorotéa de Lima (Superintendente do IPHAN-PA) Profa. Dra. Luciana Carvalho (ICS/UFOPA)
14h30
Mesa-redonda: “Patrimônio Arqueológico em Santarém”
Profa. Dra. Denise Pahl Schaan (Universidade Federal do Pará)
Prof. M.Sc. Paulo Roberto do Canto Lopes (Diretor do Museu Histórico do Estado do Pará e responsável pela área de Arqueologia da Secretaria de Cultura do Pará)
17h30
Instauração do Fórum de Patrimônio de Santarém.





--

Jatene responde a perguntas pelo twitter


Há cerca de 1 hora o governador eleito Simão Jatene responde a perguntas dos jornalistas Miguel Oliveira, Ronaldo Brasiliense, Ney Messias e Zé Dudu, através do twitter.

Acompanhe o que diz Simão Jatene aqui pelo twitter do Blog do Estado

Tamanho do dedo indicador aponta risco de câncer de próstata

Do Portal do Biomédico:

Uma pesquisa britânica afirmou que o comprimento dos dedos de um homem pode indicar qual o risco de desenvolvimento de câncer de próstata. O estudo, publicado na revista especializada British Journal of Cancer, descobriu que homens cujo dedo indicador era mais longo do que o dedo anular tinham uma probabilidade significativamente menor de desenvolver a doença.
Os pesquisadores fizeram a descoberta depois de comparar as mãos de 1,5 mil pacientes com câncer de próstata com as mãos de 3 mil homens saudáveis. O comprimento dos dedos é determinado durante a gestação e estaria ligado aos níveis de hormônios sexuais no útero da mãe. De acordo com os cientistas do Instituto de Pesquisa do Câncer da Universidade de Warwick, a criança terá um dedo indicador mais longo se for exposta a níveis menores de testosterona antes do nascimento, o que poderá ser uma proteção contra o câncer de próstata na fase adulta.
Exames
Uma das autoras da pesquisa, a professora Ros Eeles, afirmou que ainda serão necessários mais estudos nesta área, mas, se esta descoberta for confirmada, poderia ser usada para um exame simples que poderia detectar o risco de um homem desenvolver o câncer de próstata.
“Esta descoberta significa que o padrão dos dedos pode, potencialmente, ser usado para selecionar homens que tem o risco (de desenvolver a doença) para os exames, talvez uma combinação com outros fatores como histórico familiar ou testes genéticos”, afirmou.
A pesquisa da Universidade de Warwick foi financiada por instituições de caridade britânicas voltadas para a pesquisa e assistência a pacientes de câncer, como a Prostate Action e a Cancer Research UK.
Emma Halls, diretora-executiva da Prostate Action, afirmou que a pesquisa “nos coloca um passo a frente para ajudar a determinar os fatores de risco para câncer de próstata”. “No entanto, ainda estamos muito longe de reduzir o número de homens que morrem de câncer de próstata todos os anos e precisamos de mais pesquisa e educação em todas as áreas para conseguir isto”, acrescentou.
Para a médica Helen Rippon, chefe do setor de pesquisa da instituição de caridade The Prostate Cancer Charity, a pesquisa é mais uma das provas de que o equilíbrio dos hormônios aos quais somos expostos antes do nascimento influencia o resto de nossas vidas. Mas, Rippon acrescentou que homens cujos dedos indicadores são mais curtos não devem ficar “desnecessariamente preocupados”.
“Eles dividem este traço com mais de metade de todos os homens e isto não significa que eles vão, definitivamente, desenvolver câncer de próstata”, completou a médica.

Festa de Natal da prefeitura de Santarém inicia sábado

Há seis anos, durante o mês de dezembro, a Prefeitura Municipal de Santarém promove ações e eventos especiais para comemorar o período festivo natalino. Uma programação diversificada e descentralizada é assumida pelas secretarias e coordenadorias municipais, visando proporcionar às famílias santarenas, momentos de diversão, solidariedade e magia.

Para este ano, a programação do “Natal Mágico da Cidade da Gente”, será des envolvida no período de 4 a 27 de dezembro, e contará com exposição e comercialização de artesanato (Feira de Natal); Bazar Natalino (Natal Solidário), através do qual serão vendidos em bairros carentes roupas, calçados e outros produtos à baixo custo, sendo que o dinheiro arrecadado será doado à uma instituição de caridade; Casa do papai Noel; Natal no Estádio, com a distribuição de presentes; apresentações na Orla (Parada de Natal, Auto de Natal e Cantata natalina); e o Casamento Coletivo no Parque da Cidade.(Informações da PMS)
 
Confira  a programação aqui.

Reeleição de presidente da Câmara para terceiro mandato seria inconstitucional


Pelo menos dois advogados consultados pelo Blog do Estado defendem a tese que a emenda à Lei Orgânica do Município de Santarém que permite à reeleição de membros da mesa diretora por mais de duas vezes é inconstitucional.

E esperam que a OAB ou Minisério Público ingressem junto ao Tribunal de Justiça do Estado com Ação Direta de Inconstitucionalidade(ADI) para revogação do dispositivo que, caso prospere, tornaria nula a eleição de José Maria Tapajós para o terceiro mandato consecutivo, ocorrida ontem.

Lira Maia quer provas do concurso do TRE em município-polos do Pará


O Deputado Lira Maia (DEM/PA), encaminhou ofício ao Presidente do tribunal Regional Eleitoral do Pará, Desembargador João Maroja, solicitando a realização de provas para o concurso público do TRE também nos Municípios pólos localizados no interior do Estado.

Para Lira Maia, quando o poder público define como local de provas somente a capital do Estado exclui significativa parcela da população principalmente, em razão das dificuldades regionais: “A realização de provas somente na capital afasta da população residente nas diversas regiões a possibilidade de participar do certame. Além do problema de locomoção, temos o problema de estadia destes candidatos. Muitos podem não ter condições de pagar um hotel, uma pensão ou ainda não ter um parente para hospedá-los”.

Segundo o Deputado, somente a região Oeste do Estado do Pará representa mais da metade da extensão territorial do Estado, sendo cortada pela BR 163, principal eixo produtivo local. Devido a esta peculiaridade geográfica, para se locomover de Santarém até a Capital Belém, a população se vale de aeronave (cerca de 1 hora de Boeing), de barco (cerca de 2 dias e meio) ou de veículo (cerca de 2 dias). Nesse caso, durante o período de chuvas, as estradas ficam intransitáveis, chegando a ser interditadas em diversos pontos. “Nossa intenção é assegurar a toda população paraense, do oeste, sul, sudeste e nordeste, independente da condição social, o direito de participar de forma igualitária dos concursos públicos, assegurando assim a aplicabilidade do ‘Princípio da Isonomia’, dando tratamento ‘igual aos iguais, e desigual aos desiguais’”, concluiu o Deputado Lira Maia.(Fonte: Assessoria de Imprensa do Gabinete)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CMN libera apresentação do CCIR para produtor de Paragominas conseguir crédito

 
Bem que a prefeita Maria do Carmo poderia entrar em campo para confirmar o prestígio que julga possuir em Brasília e usá-lo em benefício de centenas de produtores rurais de Santarém que estão impossibilitados de contratar empréstimo bancário oficial por causa de ausência do CCIR, que é expedido pelo Incra.
 
Basta Maria seguir o exemplo do prefeito de Paragominas.
 
Adnan Demachki informou ao Blog do Estado que "em razão da Portaria do MMA-Ministério do Meio Ambiente que retirou Paragominas da lista do desmatamento e declarou a cidade prioritária para receber financiamentos e incentivos do Governo Federal, face os produtores estarem impossibilitados de receberem creditos bancários pela ausência de CCIR ( ineficiência do INCRA) postulamos ao CMN-Conselho Monetário Nacional, que DISPENSASSE os nossos produtores de apresentarem o CCIRg.
Pois bem, o CMN acatou o pleito, e SOMENTE OS PRODUTORES DE PARAGOMINAS, EM TODA A AMAZÔNIA ESTÃO DISPENSADOS DE APRESENTAR PARA OS BANCOS O CCIR. Em substituição ao CCIR, basta apresentar o requerimento do certificado."

MP confirma falta de médicos plantonistas no Pronto Socorro Municipal


O Ministério Público de Santarém, por meio do Promotor de Justiça José Frazão Sá Menezes Neto, emitiu duas recomendações aos gestores do Hospital Municipal  de Santarém (HMS).  O documento foi uma das conseqüências da visita de uma equipe de seis promotores de justiça no hospital na sexta-feira, 26 de novembro.  As recomendações são relacionadas às condições de atendimento da demanda de pacientes e à rotina de higienização do hospital.
O MP também visitou o Hospital Regional, cujo procedimento ainda está em andamento.  O objetivo é traçar um diagnóstico do atendimento em saúde em Santarém, conforme o estabelecido no Plano de Atuação da instituição para 2010 e 2011.  As reclamações relacionadas à área da saúde são inúmeras no Ministério Público. O órgão tem duas frentes de ação no âmbito municipal: uma cível, da qual faz parte as recomendações, e outra criminal, que está ainda em apuração, e trata de casos de omissão de socorro no local.

A primeira recomendação do MP considera o grande número de reclamações de demora no atendimento médico de urgência e emergência prestado no HMS, sendo constada na visita que uma das causas do problema é a ausência de médico plantonista.
Por isso a promotoria recomenda que a direção do hospital estabeleça e execute, de imediato, as condições necessárias ao atendimento da demanda média de pacientes , “em tempo razoável à preservação da saúde e da dignidade da pessoa humana, evitando-se sofrimento desnecessário”, diz o documento. O MP recomenda ainda que sejam cumpridas as disposições do Regimento Interno do hospital, e o Código de Ética Médica, no que se refere aos regimes de plantão.   

A segunda recomendação diz respeito à higienização do hospital, uma vez que na vistoria foi constada a ausência em diversos pontos, de sabão ou anti-séptico próximo às pias de assepsia dos profissionais de saúde. Também foi constatada a precariedade da higiene do local, em condições mínimas “como o piso de várias enfermarias, que apresentava vestígio de dejetos, além de banheiros sujos, lixo mal acondicionado, lixeiras sem tampa e teias de aranha no teto”.

O MP considera a obrigatoriedade dos hospitais em constituir Comissão de Controle de Infecção Hospitalar , para prevenção de infecções hospitalares. Por isso o promotor recomenda que a direção do hospital estabeleça e execute de imediato a rotina de higienização e limpeza no ambiente hospitalar  “de forma regular e eficiente” , realizando as adequações que se fizerem necessárias ao atendimento do padrão exigido pelas normas sanitárias”. E que disponibilize o material necessário à assepsia de funcionários e pacientes.

As duas recomendações foram enviadas à direção do Hospital e à Secretaria Municipal de Saúde nesta quarta, 1 de dezembro. Em caso de não cumprimento o MP pode tomar novas providências no âmbito judicial.(Com informações de Lila Bemerguy)

Pedido de eleição para o Senado: Ação do PMDB anda rápido na Justiça Eleitoral


Paulo Bemerguy, do Espaço Aberto:
 
Pode andar com muito maior rapidez do que se imagina a representação do PMDB, que pede novas eleições para o Senado Federal.
A alegação é que de os senadores eleitos Flexa Ribeiro (PSDB) e Marinor Brito (PSOL), obtiveram menos votos que os sufrágios atribuídos a Jader Barbalho (PMDB) e Paulo Rocha (PT), o primeiro considerado inelegível pelo Supremo, o segundo pelo TSE.
O juiz federal Daniel Sobral, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), já mandou citar Flexa, Marinor e seus respectivos partidos.
Assim que as contestações forem feitas - e o prazo para isso começará a partir da citação -, o Ministério Público será chamado a dar seu parecer. Feito isso, o processo está pronto para ser levado a plenário.
Se a tramitação tiver seguimento no ritmo em que está se processando, até antes de 17 de dezembro, data da diplomação dos novos eleitos, o TRE decidirá se deve ou não haver nova eleição.
Já se sabe qual será o posicionamento do Ministério Público, externado publicamente pelo próprio procurador regional eleitoral, Daniel Avelino.
Ele entende que maioria absoluta (metade mais um dos votos) só é exigível para a eleição de candidatos a cargos no Executivo, como é o caso de governador e presidente da República, e não para senador.
Assim, se a tese do MP for acolhida, não haveria nova eleição.

As belezas de Santarém e Alter do Chão


O Estado do São Paulo:

As águas quentes do Rio Tapajós seguem seu curso sem pressa. Verdes, transparentes. Passam por Santarém e levam barcos pela floresta. De um deles, não muito longe da orla, você vê chegar com força um Rio Amazonas de águas frias e rápidas. Barrentas.
O primeiro encontro é um fracasso, ainda bem. Por alguns quilômetros, você vai poder ver as águas correndo sem se misturar. O motivo - diferença de temperatura, densidade - pouco importa. Prepare a câmera porque logo um boto vai saltar.
É bem na divisa entre os dois rios que os botos ficam de boca aberta, à espera de tucunarés, pintados, dourados... Os peixes perdem habilidade na mudança de águas, os botos aproveitam e você clica.
Ver de perto esse encontro é necessário e emocionante. Mas o espetáculo continua a qualquer hora do dia, em vários pontos de Santarém. A cidade é toda voltada para o Tapajós - e tem outras atrações.
Ao descer da embarcação, corra para a Feira do Pescado, que funciona todas as manhãs em um trapiche de madeira à beira-rio. Ali, uma variedade de peixes amazônicos. Fresquinhos. Tome tempo para observar o divertidíssimo vaivém.
Depois entre na cidade para ter outro encontro. Dessa vez, com personagens históricos. Em casarios antigos, da época da colonização portuguesa, funcionam o Centro Cultural João Fona e o Museu de Dica Frazão.
No Centro Cultural, peças pré-históricas e cerâmicas tapajônicas contam a história de região. Mas nada substitui o papo com o artista plástico e idealizador do centro, Laurimar Leal. Aos 87 anos, cego, ele passa o dia ali, defendendo a cultura local.
Dona Dica Frazão é outra figura. No auge de seus 90 anos, ela faz questão de mostrar aos visitantes cada uma de suas criações. "Vocês nunca viram isso". Dona Dica confecciona vestidos e objetos com materiais da Floresta Amazônica. "Não tem tecido, é tudo natureza." Orgulhosa, ela conta que criou uma roupa para a rainha da Bélgica e mandou uma toalha para o Vaticano.
Para terminar o dia como se deve, tome açaí e vá ao mirante, no centrinho da cidade. Enquanto jovens com seus computadores aproveitam o Wi-Fi gratuito na praça, você senta e observa a orla agitada. As águas verdes do Tapajós. E a faixa barrenta do Amazonas, ao fundo.

Beleza singular

Praias de areia branquinha como você nunca pensou, águas cristalinas e rios que correm sem se misturar. Surpreenda-se em Alter do Chão e Santarém. A hora é agora


Camila Anauate/ ALTER DO CHÃO
 
Você ouviu dizer, viu fotos e chegou a imaginar as praias fluviais de Alter do Chão, no Pará. Mas no primeiro piscar de olhos diante do Rio Tapajós descobrirá que não era nada disso o que esperava. É mais cor, mais vida, mais natureza. Muito mais. É um fenômeno singular.
Nos meses secos, entre agosto e janeiro, o nível do rio baixa drasticamente, e extensas faixas de areia se revelam. Não qualquer areia. Mas branca, branquíssima. Aparecem galhos aqui e ali. Árvores, flores, barracas de palha. Aparece gente. A Ilha do Amor, enfim, ganha vida - e status de praia.
Então se esticar ao sol e mergulhar nas águas quentes e cristalinas do Tapajós é quase um delírio. Mas também vale aproveitar a época de seca para explorar melhor o rio e toda a Floresta Amazônica a seu redor. Alter do Chão, a 30 quilômetros de Santarém, é uma das principais vilas da região. A partir dali, de barco, dá para fazer passeios rio abaixo, visitar comunidades ribeirinhas e suas casas de palafita, invadir igarapés, ver botos e conhecer outras praias igualmente belas, mas um tanto mais selvagens.
Como a Ponta de Pedras, com um cenário absolutamente poético (vide a capa desta edição). Pisando na areia fofa, ao som das ondas (sim, há ondas!), você será capaz de descobrir cenas lindas e humanas. Como a criança - e seu cachorro - que ajudam o pai a pescar.
Tranquilidade. A Ilha do Amor é a mais conhecida e movimentada de Alter do Chão. A partir da orla da cidade, dá para chegar de barquinho ou caminhando mesmo, se o rio estiver bem baixo. É só dar alguns passos para ver aparecer no horizonte guarda-sóis coloridos, cadeiras de praia, caiaques e barzinhos à beira-rio.
Procure o da Suzete Lobato e se prepare para um banquete: peixes fritos, assados, recheados. Arroz, pirão, camarão. E muitas frutas fresquinhas. Nada por mais de R$ 30. Suzete só trabalha durante a temporada de seca e capricha na cozinha para conquistar os clientes. Tarefa fácil, basta provar.
Emoção. Depois de comer tão bem, dá uma certa preguiça de sair dessa paisagem. Mas guarde um pouco de disposição - e espere o sol baixar - para subir a Serra da Piroca. Você vai logo entender o porquê.
A trilha começa na própria Ilha do Amor. Uma caminhada leve entre árvores e sombras. Vento nas folhas, no rosto. Uma sensação gostosa, que vai diminuindo conforme a serra sobe. É hora de escalar a montanha. Degraus de terra, de pedras. Você se concentra tanto no percurso, na respiração, que quando para um momento para tomar fôlego e, sem querer, vira a cabeça, mais uma vez se surpreende.
Árvores a perder de vista, águas que cortam a floresta e bancos de areia. Respira e sobe. Mais rápido, mais alto. Lá no pico, faça um giro. Você vai ver a Ponta do Cururu, um braço fininho de terra que avança no rio. E ter a real noção de que, mesmo baixo, o Tapajós é quase mar.
A descida é tranquila e rápida. O sol já está caindo, mais ainda faz calor. O desejo, agora, é só cair na água. Mas, atenção, é preciso ter cuidado com as arraias, que costumam ficar por lá. Entre no rio cutucando a areia com um galho e depois relaxe.
É preciso estar em total sintonia para ver o sol se pôr. Quanto mais a bola de fogo se esconde atrás do Tapajós, mais as águas ficam prateadas. Brilham até arder seus olhos. Você insiste, desacredita. Mais um fenômeno, outra surpresa.
Como chegar: É preciso voar até Belém ou Manaus para ir a Santarém. O trecho SP-Belém-SP custa a partir de R$ 756 na TAM, R$ 818 na Gol e R$ 828 na Azul. Ida e volta de São Paulo a Manaus sai por R$ 648 na TAM, R$ 1.068 na Azul e R$ 1.078 na Gol
Melhor época: Se a ideia é curtir praia, vá de agosto a janeiro
Pacotes: Veja sugestões de roteiros por Santarém e Alter do chão no blog: blogs.estadao.com.br/viagem
O que levar
Repelente
Seja para caminhar na mata ou dormir em redes ao ar livre, passe repelente. Ainda mais se for época de chuva
Protetor solar
Não esqueça jamais - ou você vai se arrepender ao sentir na pele o sol a pino
Remédio contra enjoo
Para não sucumbir ao forte balanço do barco
O que trazer
Artesanato
Cerâmica tapajônica e peças feitas com materiais da floresta o turista encontra em todas as lojas. Dica:
Castanha do Pará
No mercadão de Santarém, 100 gramas por R$ 10
Doces amazônicos
Bombons de cupuaçu, açaí e castanha em lojas e vendas

Transparência Hack Day PA



No Pará, o primeiro Transparência Hack Day acontecerá em breve em conjunto com a Maratona Internacional de Dados Abertos, no próximo dia 4 de dezembro, buscando promover maior abertura dos dados governamentais no estado e no país.

A derrota anunciada de Ana Júlia

Lúcio Flávio Pinto

Os marqueteiros, com seus egos inflados, duelam entre si atrás de culpados pela derrota de Ana Júlia Carepa. Mas se há um responsável pelo resultado desastroso da eleição para o PT no Pará é a própria governadora. Ela encerra um ciclo que nem começou.

Uma fogueira está ardendo em Belém muito antes da quadra junina: é a fogueira das vaidades. Marqueteiros políticos trocam alfinetadas e espalham brasa ardente para o lado de concorrentes e adversários. Um aponta o outro como responsável pela derrota da governadora Ana Júlia Carepa. Embora partam da mesma premissa, de que o marketing é importante, mas não elege ninguém, chegam a conclusões diferentes e contraditórias, como se a mágica, à maneira das bruxas, nas quais não se acredita, mas é melhor não mexer com elas, pudesse ter produzido no Pará o milagre desacreditado nos outros lugares.
Dezenove governadores tentaram a reeleição neste ano. Dez deles conseguiram esse objetivo já no 1º turno, superando a marca maior, de 9 reeleitos, de 2006, desde que a peçonhenta reeleição foi introduzida na vida política nacional pela constituição federal de 1988. Dois dos governadores preferiram apoiar candidatos dos seus partidos – e venceram. Quatro foram derrotados já no 1º turno. E quatro perderam a reeleição no 2º turno, dentre os quais Ana Júlia era a única governadora do PT, partido que reelegeu os dois outros governadores da legenda que disputaram a eleição, no 1º turno (Bahia e Sergipe). A governadora do Pará foi a maior derrotada do PT em todo país. Terminou como começou: em meio a escândalos, às vezes pequenos, mas simbólicos, e sem conquistar a aprovação da maioria dos habitantes do Estado.
Esse destino estava contido no elevado índice de rejeição de Ana Júlia, que só obteve avaliação superior à de quatro outros governadores, todos eles derrotados. Essa alta rejeição resistiu a tratamentos de choque aplicados às vésperas das eleições de 1º e 2º turno pelos marqueteiros trazidos da Bahia. Mas para a péssima avaliação deram sua contribuição os marqueteiros do Pará, que serviram a administração estadual durante os três anos anteriores.
Há muito tempo os governadores paraenses acham que podem compensar suas deficiências e insuficiências com propaganda massiva, que tem como alvo o eleitor, embora nem sempre de forma direta. Tornou-se prática contumaz tentar convencê-lo através da grande imprensa, cujo apoio pendular depende do peso das ofertas que lhe são oferecidas. Compra-se tudo. Menos, ainda, a realidade. O espelho continua a mostrar a nudez do rei para quem quiser – ou puder – vê-la.
Um dos elementos da rejeição foi justamente o contraste entre a propaganda oficial – abundante e vazia de conteúdo – e a realidade, que mantém o Pará no rabo da fila (e crescendo como rabo de cavalo, para baixo) das unidades federativas brasileiras. O governo que cuida das pessoas, que faz o Pará acelerar, que mudou o horizonte do Estado, que tem comando firme, só existiu na retórica do discurso publicitário. Depois de ter sido embromado e manipulado durante três anos, o povo perdeu a confiança no governo do PT e se tornou refratário e impermeável às suas promessas, até mesmo às obras concretas que iniciou, a maioria delas depois da undécima hora.
Qualquer observador podia constatar o fato, mesmo que não dispusesse das pesquisas qualitativas pelas quais os partidos, os políticos e os empresários se orientam. Não precisava ser aprendiz de feiticeiro, como se apresentam determinados marqueteiros, embora sem trajar os devidos paramentos. Qualquer um que representasse o oposto de Ana Júlia a derrotaria. Não qualquer um: “aquele um”, como diz o caboco.
O predestinado havia de ser Simão Jatene, injustiçado em 2006, quando era candidato natural do PSDB à reeleição e foi atropelado pelo reserva do time, o ex-governador Almir Gabriel, que já se dizia recolhido à aposentadoria nos metafísicos jardins de orquídeas da sua periclitante imaginação. O povo ligou o efeito reverso e retornou a quatro anos atrás para tentar refazer a história, como se fosse possível. O enredo que se seguiu à eleição de 2006 o desagradou. Foram quatro anos quase inteiramente perdidos na história do Pará.
O previsível naquela época e diante do contexto nacional e local que se constituiria, era a vitória e não a fragorosa derrota de Ana Júlia, que, por circunstâncias, não aconteceu já no 1º turno. Ela era do partido do presidente mais popular que a república brasileira já teve. O Estado era um dos principais destinos dos investimentos federais e empresariais do país.
Tão forte Ana Júlia se apresentava em Brasília que dispensou a renovação da aliança com o seu principal parceiro na vitória de quatro anos atrás, o PMDB de Jader Barbalho. Formou o maior arco de alianças partidárias da federação, superior à do PT no plano federal. Seus maiores adversários ou estavam isolados, como o PMDB, ou com uma coligação frágil, como o PSDB (acrescido do PPS e do DEM, este depois da defenestração do casal Pires Franco). Lula veio mais ao Pará do que a Estados com colégios eleitorais maiores. Dilma, idem.
Dilma Rousseff teve 343 mil votos a mais do que a governadora no 2º turno. Observe-se que a vantagem imposta por Jatene a Ana Júlia no 1º turno (12,87%) teve ligeira diminuição no 2º turno (11,48%), mas o movimento foi inverso na disputa presidencial: Dilma subiu de 47,92% para 53,05%, mas a evolução de Serra foi maior: de 37,7% para 48,35%, encurtando bastante a diferença, que foi muito menor do que no plano nacional. Mais um pouco de gestão petista e talvez o tucano fosse o vitorioso no Pará.
Um dado expressivo é que a votação alcançada pela candidata do PT à presidência da república no Pará foi inferior à média que obteve no país (56,05%), enquanto a parte do candidato do PSDB no Estado superou a sua votação nacional (de 43,95%). Outro número sugestivo é a existência de 9 mil votos brancos e 20 mil votos nulos a mais na disputa governamental sobre a presidencial, o que indica que o eleitor teve interesse ligeiramente maior por Dilma e Serra do que por Jatene e Ana. Pudera: não sai da gangorra das lideranças no Pará, que se alternam sem largar a rapadura.
Esses números mostram que tudo foi feito, até a última hora, para tentar levantar a governadora, mas esse esforço acabou por prejudicar a campanha presidencial do PT, contaminada pela rejeição a Ana Júlia. Nem o carisma do PT e a máquina oficial conseguiram enquadrá-la numa margem que permitisse maior área de manobra pelo marketing político. O que a governadora não fez em três anos, a maioria do povo paraense não acreditou que ela pudesse fazer na fração final do seu mandato. Tendo sido sempre uma eficiente palanqueira, ela cometeu o erro fatal de não descer para a condução eficiente da administração pública. Talvez por não saber como se conduzir na chefia do executivo. Não lhe faltaram disposição e boa vontade. A escassez foi mesmo de virtudes pessoais.
Os indícios são de que a história tratará de apagar a memória dos anos ruins em que Ana Júlia Carepa governou o Pará. Mas a própria personagem parece bem distante de se convencer desse vaticínio. Continua a acreditar, embalada pela maquilagem publicitária, que sua administração foi um divisor de águas e que algum quinhão lhe cabe da hipérbole presidencial do “nunca antes”.
À corte, Ana Júlia tem manifestado a esperança de que ainda venha a ser realizada uma nova eleição para o Senado e ela possa se apresentar como candidata a voltar a ocupar um lugar na câmara alta.  Se essa hipótese vier a se concretizar, Paulo Rocha, estará impedido de participar da disputa, fulminado pelo prazo da inelegibilidade de oito anos, a contar da data da sua renúncia, em 2005, para fugir a processo de cassação na Câmara Federal, como um dos envolvidos no escândalo do “mensalão”.
Desfeita essa hipótese, pendente do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, Ana Júlia teria a alternativa da disputa pela prefeitura de Belém, em 2012, não sem antes procurar abrigo em algum órgão federal para se preservar do anonimato. A dúvida que hoje se suscita é quanto ao seu peso específico no PT: ela continuará a ser uma grande liderança no partido ou será reduzida a comandar uma das suas facções minoritárias, a Democracia Socialista?
As parcelas petistas majoritárias têm muitas queixas da governadora e do seu séquito. Aproveitarão a derrota para um ajuste de contas ou, à falta de opções, refarão os compromissos para sair das cinzas da fogueira e voltar a brilhar na política paraense, como uma brasa reavivada? Há realmente essa possibilidade?
Mal esta eleição foi encerrada, os políticos já tratam de preparar a nova, que terá uma importância particular: o novo prefeito da capital estará no cargo quando Belém completará 400 anos, em 2016. A coincidência será um capital a sacar para permanecer na história. Por isso, já há pré-candidatos: o deputado federal eleito Arnaldo Jordy, o deputado estadual eleito Edmilson Rodrigues, o quase-secretário Paulo Chaves e alguns outros menos explícitos.
Mas com que roupa se apresentarão os novos candidatos? Esta é outra questão. Como a derrota de Ana Júlia já estava espelhada nas estrelas (bastaria ouvi-las, como fez o poeta Olavo Bilac), o governador eleito Simão Jatene não se armou de um verdadeiro programa. Limitou-se a enfileirar obras físicas, desdobramentos de iniciativas em curso, ressurreição das que foram deixadas para trás e outras quinquilharias, sempre onerosas aos cofres públicos e de limitados efeitos sociais.
Jatene retomará um Pará que mudou pouco em relação ao Estado cujo comando ele mesmo transmitiu. Talvez um tanto piorado, mas seguindo na mesma bitola do descompasso entre o que poderia ter e ser e o que é e tem. Um rico pobre. Rico de recursos. Pobre de lideranças.

TRE aprova contas de Lira Maia


As contas de campanha do deputado federal reeleito Lira Maia(DEM) foram aprovadas, ontem, pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral.

Lira Maia, reeleito com 119.543 votos, será representado, dia 17, na solenidade de diplomação, pelo advogado Sábado Rossetti. Nesse dia, o deputado santareno participa, em Brasília, da formatura de sua filha Karoline em medicina.

Diga-me onde cais que te direi quem és!

Jota Ninos

As quedas de Ana Júlia são emblemáticas. A primeira delas, durante a campanha em que venceu Almir Gagabriel, em 2006, podiam indicar um simples tropeço de campanha ou o fim de um sonho petista. Mas quem caiu do cavalo àquela época foi o ex-jardineiro de orquídeas aposentado.

Caiu nas pesquisas, caiu na tabela, caiu na boca do povo. Ana Júlia, engessada, pousou como guerreira, que levanta sacode a poeira e dá volta por cima.

Mas as quedas de Ana Julia continuaram. A popularidade começou a cair, da mesma forma que foram caindo os cabelos cortados de sua assessora-cabeleireira, logo no início do governo.

Foram quatro anos caindo... pelas tabelas! E levando consigo um combalido PT de tendências que se trocaram por cargos. A única que reinava absoluta era a tendência de Ana Júlia, a DS (ou seria DaS?), crescendo a olhos vistos pelos cargos governamentais...

Mas se a tendência era subir, a tendência era também cair, como a velha máxima do coqueiro: as quedas continuaram.

O prestígio de Ana Júlia caiu, caiu até chegar no fundo do poço, apoiada em Almir Gagabriel, numa tentativa desesperada de não perder o poder perdido.

Ana Júlia despencou nas pesquisas, até chegar a um recorde histórico de rejeição. Mas nos estertores de sua batalha já perdida ainda conseguiu um segundo turno contra Jatene, apenas um prolongamento do sofrimento de sua queda de ícone de tantas vitórias. 

Pela primeira vez completando um mandato de quatro anos, Ana Júlia não conseguiria o feito de um segundo mandato. Caímos nós na realidade, de que Ana Júlia e seu grupelho de loucos putystas ensimesmados tinham mesmo que cair, para quem sabe um dia o PT se reerguer... Pobre PT sem tendências! Pobre PT que se vendeu aos cargos putystas!

Ana Júlia já caída, recebe Lula e Dilma para inaugurar uma obra, no primeiro compromisso da aliada que não honrou. E mais uma vez uma queda emblemática. Seria o prenúncio de que Dilma não deve cair em tentação de dar nenhum cargo para uma Ana Júlia desancada e descadeirada, em seu governo?

Pobre Ana Júlia, quantas dores ainda há de sofrer na queda de seu ego maltratado?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Divulgado o resultado da 1ª fase da eleição de diretores de escolas de Santarém



Já foi publicado o resultado da 1ª fase do processo de eleição direta para diretores e vice-diretores das escolas públicas municipais de Santarém. A lista dos classificados está disponível no site www.premierconcursos.com.br
 
A partir de amanhã, 01/12, os candidatos devem apresentar na Secretaria Municipal de Educação (SEMED), localizada na Rui Barbosa, um plano de ação para três anos, baseado no diagnóstico da escola, e um memorial descritivo, no qual conste sucintamente sua biografia e seu histórico profissional.  A escolha da escola será feita por opção do candidato, limitando o máximo de 03 chapas por escola e observando a quantidade de vice-diretores que o educandário escolhido comportará.
 
Os candidatos deverão apresentar o plano e o memorial até o dia 06/12. A homologação e divulgação das chapas inscritas serão divulgadas no dia 10 de dezembro.
(Fonte: Ascom/PMS)

Ana Júlia sofre acidente durante inauguração


A governadora do Estado do Pará, Ana Júlia Carepa, sofreu um acidente hoje (30), quando participava da inauguração das eclusas de Tucuruí. Ana Júlia caiu quando tentava subir em um navio rebocador. Na queda, ela machucou o braço e foi levada para um hospital da cidade, em uma ambulância a serviço da comitiva presidencial. Ainda não se sabe qual o estado de saúde da governadora.
A inauguração das eclusas permitiu a implantação da Hidrovia Araguaia-Tocantins, tornando o rio Tocantins totalmente navegável. A hidrovia liga o porto de Belém à região do Alto Araguaia, no Estado do Mato Grosso, numa extensão de aproximadamente dois mil quilômetros.
(DOL, com informações do Diário do Pará)

Incentivos à ALPA serão concedidos pelo governo do estado

Chegou-se a uma acordo na Assembléia Legislativa que garante o diferimento do ICMS à Aços Laminados do Pará(ALPA).

Pelas conversas, o projeto de lei enviado pelo governo Ana Júlia será aprovado com emenda que retira do incentivo o diferimentos sobre bens de uso e consumo , mas a concessão do benefício principal será pelo prazo de 15 anos.

Renúncia de Jader faz parte de estratégia


O deputado federal Jader Barbalho anunciou, ainda há pouco, através de seu twitter, que entregou à mesa da Câmara dos Deputados seu pedido de renúncia.

O protocolo foi feito quando falta apenas 60 dias para encerrar seu mandato.



Leia mais aqui.

Jacareacanga tem redução de 40% em sua população

No Amazônia Jornal
 
Em dez anos o Pará ganhou mais 1.395.771 habitantes. Um crescimento de 22,54% na população em relação ao Censo 2000 que contabilizou 6.192.307 pessoas residentes no Estado. Segundo os dados oficiais do Censo 2010 divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o aumento populacional manteve o Pará entre os dez Estados mais populosos do Brasil, no nono lugar, com 7.588.078 habitantes. O número de pessoas no Estado representa cerca de 4% de toda a população brasileira. 
 
De acordo com o IBGE, em todo o País, hoje, são 190.732.694 de pessoas, 12,3% a mais do que foi apontado em 2009 (169.799.170). São Paulo continua concentrando a maior parte dessa população com 41,25 milhões de habitantes. Em seguida aparecem Minas Gerais (19,59 milhões), Rio de Janeiro (15,99 milhões), Bahia (14,02 milhões), Rio Grande do Sul (10,69 milhões), Paraná (10,43 milhões), Pernambuco (8,79 mi) e Ceará (8,44 mi).

A população paraense representa 47,8% de todas as pessoas que vivem na região Norte (15.865.678). A região, inclusive, foi a que mais aumentou a participação na população brasileira nesse período. Em 2000, a população nortista tinha percentual de 7,6% e hoje representa 8,3% dos 190,73 milhões de brasileiros. Três Estados da região foram o que mais aumentaram suas populações. Amapá expandiu 40,18%, Roraima 39,10% e Acre 31,14%. No entanto, os três ainda aparecem como as unidades federativas menos populosas: Roraima, com 451.227 habitantes, Amapá, com 668.689, e o Acre, com 732.793. De acordo com o Censo 2010, a região Sudeste continua a mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas.

Belém registrou 1.392.031 habitantes, a décima primeira capital mais populosa do País e a segunda da região Norte. Está atrás de Manaus, que possui 1.802.525 pessoas, e que saltou da nona posição em 2000, para a sétima em 2010. Em dez anos, a capital paraense cresceu apenas, 8,70%, enquanto a capital vizinha aumentou 28,22%. Ananindeua cresceu 19,86% e possui hoje 471.744 moradores. Santarém continua como a terceira maior cidade do Estado, com população de 294.774, 12,28% a mais que há dez anos. Completam os dez primeiros lugares do Estado: Marabá (233.462 habitantes), Castanhal (173.096), Parauapebas (153.942), Abaetetuba (141.054), Cametá (120.904), Bragança (113.165) e Marituba (108.251). 

Em compensação, os municípios com menos habitantes são: Bannach, com somente 3.434 residentes, Sapucaia, com 5.047, e São João da Ponta, com 5.265. No geral, doze municípios possuem menos de dez mil habitantes e onze mais de cem mil.

Desde 2000, 19 municípios brasileiros mais que dobraram sua população, sendo oito deles do Pará. Em São Félix do Xingu esse aumento foi de 163,69%. Saiu de 34.321 habitantes há uma década para 91.293. A população de Canaã dos Carajás cresceu 144,71%, de 10.922 pessoas para 26.727. Em sequência aparece Ulianópolis, cujo crescimento foi de 125,12%, Anapu, com 117,85%, Parauapebas, com 115,10%, Tailândia, com 106,32%, e Ipixuna do Pará, com 104,40%. Em todo o País, o maior registro foi da cidade de Balbinos (SP), com 199,47% de crescimento. Já as maiores reduções foram Jacareacanga (41,56%) - a sexta maior queda populacional registrada no País -, Faro (18,49%), Senador José Porfírio (17,32%) e Pau D’Arco (15,37%).