Leia também:
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
De novo, placa do Parque da Vera Paz contém erros de grafia
Clique na imagem para ampliar e ler matéria publciada esta semana por O Estado do Tapajós.
PT quer impedir na Justiça que mídia brasileira use a palavra "mensalão"
Um grupo de advogados ligados ao PT
em São Paulo pretende fazer com que a imprensa troque a palavra
"mensalão" por "Ação Penal 470" - a denominação oficial do caso -
durante a cobertura do julgamento no Supremo Tribunal Federal
(STF), informou a Folha de S.Paulo no
último domingo (5/8). "Queremos equilíbrio na cobertura. O termo
mensalão pressupõe um juízo de valor equivocado", explicou o coordenador
jurídico do PT Marco Aurélio de Carvalho.
Carvalho afirmou que a atitude não
representa um desejo da direção do PT. Segundo ele, o setorial tem uma
cultura democrática em que os militantes se organizam por temas de
interesse. O advogado ressaltou que a iniciativa não tem o objetivo de
censura, nem caráter autoritário, mas visa manter o equilíbrio da
cobertura. O grupo já começou a pedir para os veículos de imprensa a
troca do termo. Caso não seja atendido, estudará uma forma de recorrer à
Justiça.
Segundo ele, o grupo respeita e admira o trabalho da imprensa, no entanto, afirma que não cabe aos jornalistas a defesa de teses, "mas explicar o que está acontecendo no processo." O advogado citou a recomendação número 18 feita por Gilmar Mondes, em 4 de novembro de 2008, quando era presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para que fosse ponderado o uso de terminologias que pudessem expressar pré-julgamentos.
À IMPRENSA, a assessoria do partido ressaltou que a iniciativa não partiu do PT, não é oficial e não representa de forma alguma o desejo da legenda.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
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Justiça barra delegados na eleição em Santarém
O juiz eleitoral Cosme Ferreira Neto indeferiu o registro das candidaturas dos delegados Jardel Guimarães(PDT) e Márcia Rabelo(PSB) à Câmara de Vereadores de Santarém.
Outra baixa importante na disputa ficou por conta do PMDB, que de uma só tacada perdeu três candidatos a vereador: Erlon Rocha, seu cunhado Sabita Assada Almeida e a sogra do vice-prefeito José Antônio Rocha (irmão de Erlon), Raimunda Rodrigues Oliveira.
Cosme Ferreira também deferiu o registro da coligação a prefeito PT-PDT, que havia sido impuganada pelo Psol.
sábado, 4 de agosto de 2012
Vale suspende duplicação da ferrovia Carajás-Itaqui
Lúcio Flávio Pinto
Desde
o dia 26 de julho estão suspensas as obras do maior investimento da
Vale para este ano. A duplicação da ferrovia de Carajás deveria absorver
2,7 bilhões de reais no período. Esses recursos representam 20% do
bilionário orçamento de investimentos da Vale para 2012. A mineradora é a
maior empresa privada do Brasil e do continente, uma das 50 do mundo.
Também é a maior exportadora do país. De cada 10 dólares depositados no
caixa do Banco Central, US$ 2 resultam de vendas da ex-estatal.
A
ferrovia tem 892 quilômetros de extensão. Vai da mina de Carajás, no
Pará, ao porto de Ponta da Madeira, na ilha de São Luiz, a capital do
Maranhão. Por ela trafega o maior tem de cargas do mundo. Com 400 vagões
e quatro quilômetros de extensão, esse trem faz nove viagens diárias.
Transportou no ano passado 130 milhões de toneladas, sendo 110 milhões
de minério de ferro. Ao fim de cada dia, o minério que movimentou
representa 30 milhões de dólares.
A
Vale quer elevar esse volume para 230 milhões de toneladas. Para isso,
tem que praticamente duplicar a linha. Os gastos com a ferrovia são os
mais pesados desse projeto. Junto com a ampliação do porto, consumirão
R$ 23,5 bilhões dos R$ 40 bilhões totais do empreendimento. Os outros R$
16,5 bilhões serão aplicados na mina e na usina.
Em
2016 os trens serão maiores, a ferrovia não será mais singular, a
produção atingirá um patamar recorde. Em três anos de implantação, será
alcançada a meta estabelecida. Aos preços atuais, o faturamento em
Carajás passará então de US$ 25 bilhões.
Prevê-se
que essa seja a obra mais cara da segunda década deste século no
Brasil. E das que maior faturamento – em moeda externa – proporcionará
ao país. Carajás tem a maior jazida de alto teor do mundo de minério de
ferro. Sua cotação está garantida, mesmo que haja variação em todo
mercado siderúrgico internacional. Ninguém possui nada melhor.
No
dia 26, porém, o juiz federal Ricardo Felipe Rodrigues Macieira mandou
suspender as obras no Maranhão. No Pará, já foram realizados 30% dos
serviços previstos. No Estado vizinho eles estavam começando. O juiz
concedeu as medidas antecipadas de tutela requeridas em ação civil
pública por três entidades: a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, o
Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Centro de Cultura Negra do
Maranhão.
A
primeira surpresa vem da correlação de forças: como é que um único
advogado, a serviço de ONGs de pequeno porte, conseguiu vencer a enorme
assessoria jurídica da poderosa Vale?
Examinando
o processo, alguém concluirá que não foi propriamente a consistência da
petição inicial dos autores que levou o juiz federal a conceder a
medida: em seu favor laborou com eficiência o outro réu na contenda, o
Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis). Os que desejam parar a duplicação da ferrovia não fariam
melhor do que ele.
Os
representantes do Ibama reconheceram que o licenciamento da obra não
seguiu o modelo completo, mas a forma simplificada. A Vale não precisou
elaborar um EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental-Relatório de Impacto
Ambiental). Ela foi autoridade a realizar apenas estudos simplificados e
isolados, como se estivesse fazendo reformas e consertos na linha
férrea.
É
espantoso que tenha sido assim diante de uma empreitada que vai tornar
ainda maior o impacto da ida e vinda de uma composição com quatro
locomotivas e 400 vagões, que leva quatro minutos passando em
determinado ponto. E que criará o maior corredor de escoamento de
minério do planeta.
O
Ibama disse que se permitiu esse procedimento com base no seu poder
discricionário, como o órgão ambiental do governo federal, autorizado
por lei a assim agir. E foi além: está fazendo licenciamentos parciais,
que seguem, por isso mesmo, rotinas pulverizadas. Não há uma visão
global da obra nem a possibilidade de vislumbrar o seu significado. É
exposta por partes, retalhada.
Esse
tipo de visão parece se basear num simplório senso comum: o eixo da
ferrovia já existe e ela está em funcionamento desde 1985. Só que o
impacto inicial de Carajás foi gradual até o final do século passado.
Sobretudo depois de 2001, entrou num ritmo frenético, com a abertura do
mercado chinês.
Hoje,
a China compra 60% desse filé-mignon ferrífero. O Japão fica com 20%.
Em apenas três anos, a nova etapa de Carajás (batizada de S11D) fará o
que, antes, exigiu três vezes mais tempo. A obsessão pela velocidade
levou a Vale a inovar na tecnologia de extração do minério: na nova
mina, no lugar dos imensos caminhões carregados de minério, o transporte
será feito por esteiras rolantes. É a primeira mina de ferro com essas
características no mundo.
Essa
busca pelo máximo parece ter impedido a Vale e o Ibama de atentarem
para as pessoas que existem ao longo dos quase 900 quilômetros da
ferrovia, em 20 municípios. Índios, descendentes de quilombolas,
camponeses e outros personagens viraram abstração, que acabou por se
materializar na ação e na sentença do juiz federal.
Só
não se materializou na grande imprensa nacional. Quem percorrer os
jornais e circular pelos canais de televisão deixará de assistir a essa
atração do momento: a luta entre David e Golias nos sertões do Maranhão.
Como o programa não tem patrocinador, a imprensa não lhe dá atenção.
A
Vale, dentre outros títulos, é também a maior anunciante privada do
Brasil. Isso conta. E muito. Por isso, a empresa não se deu ao trabalho
de explicar-se ao distinto público. Sua explicação deve ter sido em petit comitê, como dizem eles, os brancos, que. assim, sempre se entendem.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
MP Eleitoral lança o disque-denúncia
O
Ministério Público Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral e a
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançaram o serviço de
atendimento telefônico para comunicação de denúncias sobre
irregularidades nas eleições 2012.
Com
o serviço o cidadão terá a possibilidade de denunciar todo tipo de
irregularidades, como propaganda ilegal, tentativas de compra de votos,
participação de candidatos em inaugurações de obras públicas e
arrecadação irregular de recursos para a campanha.
Nas eleições de 2010, foram formalizadas 384 denúncias pelo serviço.
O
disque-denúncia eleitoral atenderá pelo número 0800-0960002 de segunda a
sexta-feira, das 8h às 17h. Nos 15 dias anteriores às eleições o
atendimento será feito 24 horas por dia, durante todos os dias da
semana, incluindo os sábados e domingos.
Além
do disque-denúncia, as irregularidades podem ser informadas ao
Ministério Público Eleitoral pela internet, no formulário disponível em http://www.prpa.mpf.gov.br/institucional/pre/denuncia, disponível para os cidadãos todos os dias da semana, 24 horas por dia.
Fonte: Ministério Público Eleitoral
Governador petista ganha elogios do "FT" por ter privatizado hospital
No Blog do Parsifal
A edição de 31.07 do “Financial Times” tece elogios ao governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), em uma reportagem sobre políticas de saúde no mundo.
O
jornal cita o sucesso das Parcerias Público-Privadas (PPPs) no Brasil e
exemplifica com o “Hospital do Subúrbio”, em Salvador, que foi
privatizado, em PPP, pelo governo petista de Wagner.
> Avaliação desatualizada
Mas o “FT” derrapa ao avaliar que “o fato de o governador da Bahia ser ‘do estatista Partido dos Trabalhadores’ e ter lançado a PPP do hospital com um evento na bolsa de valores, é significativo.
Desde a eleição de Lula, em 2002, a intelligentsia
petista abandonou o discurso estatista. A “Carta ao Povo Brasileiro”,
escrita e publicada pelo PT naquela campanha, já representava uma
ruptura (os petistas insistem que foi uma atualização) com a esquerda e
uma sinalização ao centro.
> Leis estaduais de PPPs são cópias da Lei Federal de Lula
As
leis estaduais de parcerias público-privadas (inclusive a do Pará) são
fidedignas cópias da Lei Federal de PPPs (Lei nº 11.079/04) enviada ao
Congresso pelo ex-presidente Lula e por ele sancionada.
> Privatizações de Dilma Rousseff
A
presidente Dilma Rousseff acaba de privatizar os mais importantes
aeroportos do Brasil e tem mais uma leva no prelo, está aguardando as
eleições se finarem para passar o martelo nos principais portos e em
algumas rentáveis rodovias nacionais.
Acredito que nesse trote Dilma acabará tomando, de Lady Margaret Thatcher, o título de maior privatista da história.
Portanto
qualificar o Partido dos Trabalhadores como “estatista” é, no máximo,
uma ofensa e, no mínimo, uma descortesia para com a sua história do
último decênio.
> O PT vende melhor
Uma
coisa, todavia, nas privatizações, o PT faz muito melhor que o PSDB:
vende bem mais caro, pois os tucanos venderam por preço de banana em fim
de feira, o que deveria ter sido entregue a peso de ouro maciço.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Por quê Santarém não será local de treinamento de seleções para Copa de 2014?
Miguel Oliveira
Repórter
O jornal O Estado do Tapajós antecipou com exclusividade, logo após a vistoria técnica que a FIFA fez, em 2 de agosto do ano passado, que Santarém não teria chance de disputar a indicação para sediar treinamentos de uma das quatro seleções que farão seus jogos classificatórios, em Manaus, durante a Copa do Mundo de 2014. Hoje, Belém foi a escohida.
Segundo a principal coluna do jornal (Coluna do Estado) o principal entrave à candidatura de Santarém à sede de treinamento de seleções perante à FIFA era e continuará sendo sua acanhada e antiquada rede hoteleira.
Nesse item de avaliação, O Estado do Tapajós informava que, segundo uma fonte credenciada junto à FIFA, o comitê de vistoria anotou que nenhum hotel atendia aos requisitos exigidos por aquela entidade e, que, independente da Copa em Manaus, o Hotel Barrudada, indicado pela prefeitura de Santarém como sendo hotel-referência, informava com exclusividade o jornal, não estaria dispostor a fazer investimentos no montante de R$ 2 milhões para se adequar às exigencias da FIFA.
Embora a prefeitura de Santarém tenha criado na mídia a imagem que a cidade estava no páreo, tendo a PMS feito gestões diretamente junto ao Comitê da FIFA, no Rio de Janeiro, e ao Ministério dos Esportes, em Brasília, este jornalista que vos escreve alertou a prefeita Maria do Carmo, por mais de uma vez, que Santarém não tinha nenhuma chance de superar a deficiência da rede hoteleira. E que nem mesmo o esforço do governo estadual de repassar o Estádio Barbalhão ao comitê da Copa do Mundo teria o condão de infuir a favor de Santarém.( leia aqui)
Em se tratando de estádio Barbalhão, vale lembrar que projeto e maquete virtual do novo estádio reformado e ampliado foram apreentados no dia 15 de fevereiro pelo governador Simão Jatene, aqui em Santaém que, cauteloso, anunciou que a obra não seria feita apenas visando a Copa de 2014. " O estádio vai sair, independente da escolha de Santarem. Eu não queria alimentar essa expectativa porque poderá ser motivo de frustação. O importante é que, se Santarém for centro de treinamento, teremos um moderno estádio, se não for, embora eu torço para que seja, Santarém também contará com um moderno estádio de futebol", adirmou Jatene naquela oportunidade.
Embora já tenha decorrido mais de 6 meses da apresentaçao da maquete, a Seop não cumpriu prazo de conclusão da licitação para reforma e ampliação do estádio Barbalhão, que estava prevista para ocorrer até o final de julho de 2012.(leia aqui)
Belém é escolhida para Centro de Treinos da Copa de 2014
Portal ORM
Santarém, que também se candidatou, ficou de fora da lista
01/08/2012 - 12:07 - Esportes
Se não deu para ser sub-sede... Belém foi escolhida para ser Centro de Treinamento de seleções que participarão da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, mas Santarém, que também era candidata ao posto, ficou de fora. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (1º) pelo COL (Comitê Organizador Local) do evento. Belém deverá receber, portanto, as seleções que terão jogos marcados para Manaus (AM), representante da região Norte do Brasil, na Copa. Aliás, além da Cidade das Mangueiras, Macapá (AP), Boa Vista (RR) e Palmas (TO) foram escolhidos na reunião de hoje (foto abaixo!) para abrigar seleções no torneio.
No documento produzido pela COL, locais de Belém, como o Theatro da Paz e, lógico, o estádio Olímpico do Pará, que recebeu a final do Superclássico das Américas entre Brasil e Argentina (veja na foto abaixo!), foram citados. Clique aqui e veja o documento na íntegra!
Ao todo, em todo o Brasil, já são 54 cidades classificadas como centro de treinamentos, sendo quatro no Norte, três no Centro-Oeste, três no Nordeste, 30 no Sudeste e 14 no Sul. Até agora, a COL inspecionou 244 das 279 inscrições e precisa enviar à FIFA, pelo menos, 64 centros, mas possui a expectativa de chegar a uma quantidade entre 85 e 100 locais de treinamento para a Copa. Os Centros de Treinamento de Seleções são locais que poderão servir como base de uma seleção durante a Copa do Mundo da FIFA. São compostos por um local de treinamento e um hotel oficial. Os locais precisam atender a requisitos básicos, como distância para um aeroporto com capacidade de pouso para aeronaves de porte médio, distância do local de treinamento para um hotel com 55 quartos exclusivos, entre outros. Não existe limite de CTS para uma mesma cidade ou um mesmo estado. É levada em conta a qualidade técnica dos locais oferecidos. Uma mesma cidade pode ter mais de um CTS, enquanto outras podem não ter nenhum.
Carlos Fellip (Portal ORM)
Fotos: Arte Portal ORM, Thiago Falqueiro (Portal da Copa) e arquivo O Liberal
Enfim, o julgamento do Mensalão!
-
O escândalo do mensalão, desbaratado em 2005 pela CPMI dos Correios,
será levado a plenário pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)
nesta quinta-feira. Após sete anos de investigação, finalmente o
julgamento da maior quadrilha montada no coração do Palácio do Planalto
será iniciado.
-
Em memorial enviado recentemente aos ministros do STF, o
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nomeia o mensalão como “o
mais atrevido” e escandaloso esquema de corrupção flagrado no Brasil.
-
Nas palavras de Gurgel, “sob o firme comando de José Dirceu”, a
quadrilha se especializou em desviar dinheiro público e comprar apoio
político, com o objetivo claro de unir forças para garantir a
perpetuação do projeto de poder do PT.
-
Nunca o Supremo se debruçou com um processo tão grande e ardiloso. A
ação tem 50 mil páginas, 38 réus e 600 testemunhas. Ao todo, estima-se
que o julgamento consumirá aproximadamente 90 horas em mais de 15
sessões do plenário.
-
Os 38 réus, entre eles José Dirceu, José Genuíno e Delúbio Soares,
respondem por crimes como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha,
corrupção ativa e passiva.
- Conheça as acusações contra cada um dos réus: http://migre.me/a7mtP
-
As provas de que o mensalão existiu são contundentes. Através de um
substancioso e detalhado conjunto de dados, compilados por peritos
oficiais e investigadores da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da
União, foi constatado que o esquema do valerioduto irrigou os cofres do
PT e aliados com cerca de R$ 101,6 milhões.
- Confira o levantamento detalhado do Jornal O GLOBO: http://migre.me/a7wA3
-
Mas esse montante de dinheiro desviado poderá ser bem maior. Somados os
empréstimos bancários e os valores que teriam sido surrupiados do setor
público, a Procuradoria-Geral da República calcula em R$ 141 milhões o
valor consumido pelo mensalão em cerca de dois anos.
-
O PT e aliados tentam contornar o problema do caixa 2 com o argumento
torto de que esse modelo alternativo de financiamento é praxe no Brasil. Muitos
deputados pegos com a mão no valerioduto argumentam que o dinheiro
serviria somente para pagar dívidas de campanha, como se nada fosse
ilícito ou irregular.
-
O desespero é tão grande que, nas últimas semanas, o ex-ministro José
Dirceu fez encontros com diversos “movimentos sociais”, como a CUT e a
UNE, para ativar um movimento de rua em defesa dos mensaleiros.
-
Mas, afinal, se o mensalão não existiu, por que o então presidente
Lula, na época, foi à televisão e pediu, em rede nacional, desculpas
pela ação dos dirigentes partidários?
- Em agosto de 2005, Lula declarou aos brasileiros: “Quero
dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. O PT tem que
pedir desculpas. O governo, onde errou, tem que pedir desculpas. Porque o
povo brasileiro [...] não pode, em momento algum, estar satisfeito com a
situação que o nosso país está vivendo”.
- Assista ao vídeo: http://migre.me/a7qtW
-
A imagem do ex-presidente Lula certamente sairá chamuscada de todo o
processo. O advogado de defesa do ex-deputado Roberto Jefferson, Luiz
Barbosa, disse à imprensa que sustentará a tese de que Lula “ordenou” o
mensalão.
- Em entrevista ao O GLOBO, o ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, diz que há fatos contundentes para punir os réus. “Diante
do período em que ofereci a denúncia, tinham provas contundentes lá.
Sobre muitas coisas, eram provas, não eram apenas indícios, que foram
corroboradas depois com laudos periciais”, disse.
- O julgamento do Mensalão, com certeza, irá moldar as instituições brasileiras. “No
pano de fundo do julgamento do mensalão estão a democracia e o respeito
à Constituição. E, por isso mesmo, a própria consolidação do papel
vital do Supremo na estabilização institucional do Brasil”, afirmou o editorial do jornal O GLOBO do último domingo.
- “É
um julgamento que pode marcar a história. Eu tenho muita confiança que o
Supremo (Tribunal Federal) mostrará que as instituições no Brasil valem”, disse em vídeo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Assista: http://migre.me/a7w4R
Assista: http://migre.me/a7w4R
- Mas ainda tem uma pendência: será que o ministro Dias Toffoli vai se declarar impedido de participar do julgamento? Toffoli foi assessor jurídico do PT por bastante tempo, e sua atual companheira já advogou para dois réus.
-
A leniência excessiva com que Lula tratou os mensaleiros, infelizmente,
impediu que os inúmeros escândalos de seu governo caminhassem pelo rito
natural, que vai da denúncia à apuração até desaguar nas eventuais
punições.
-
Os milhões de brasileiros que pagam impostos esperam que o Supremo
adote uma posição firme e faça um julgamento rigoroso do mensalão, a fim
de que se estabeleça uma marca histórica contra a impunidade e a
corrupção que assola o Brasil.
terça-feira, 31 de julho de 2012
A elite da Vale uma década atrás
by Lúcio Flávio Pinto |
Dei
a entrevista abaixo em junho de 2003. No arquivo não ficou o registro
de para quem ela foi dada, mas talvezs tenha sido para um jornal de
Belém.Acho que ainda é útil.
Até
que nível de direção da Vale teus artigos atingem (e já atingiram em
outras épocas e diretorias)? A mineradora, por sua vez, já desceu de seu
Olimpo para te responder, contraditar? Ou já te convidou a subir até lá
para dialogar?
O
presidente da Vale com quem mais tive contato foi o último da fase
estatal da empresa, José Schettino. Certa vez ele me convidou para ir ao
Rio e conversamos informalmente em seu gabinete, que me espantou pelo
detalhe, bastante sugestivo, de ser decorado com motivos japoneses (o
Japão era, até o ano passado, o maior comprador do minério de ferro de
Carajás e um dos grandes parceiros da CVRD). Ele teve um gesto que me
sensibilizou muito.
Escreveu
uma carta elogiando o meu trabalho e ressaltando que, apesar de nossas
divergências, a Vale reconhecia meu empenho na defesa do interesse
público e minha seriedade. Juntei o documento nos processos que
Rosângela Maiorana Kzan, do grupo Liberal, moveu contra mim, a pretexto
de ter sido ofendida em sua honra por meus artigos.
Schettino
era um engenheiro de carreira na empresa, como a maioria dos seus
diretores. Por ser estatal, a Vale tinha que ceder a injunções
políticas, mas conseguiu isolar essa cota num compartimento isolado. Só
eventualmente esse peso político teve influência mais forte nas decisões
da empresa. Seu grande patrimônio foi ter formado uma cultura técnica e
ética entre seus funcionários. Vários deles, com cargos de chefia,
foram meus interlocutores desde que a empresa se instalou no Pará, em
1969.
Alguns
ficaram sendo meus amigos. Eram (e ainda são) pessoas de espírito
público, profissionais competentes, honrados, dispostos a contribuir
para a melhoria do país. Como nem sempre podiam se manifestar
publicamente, conversavam comigo em off quando precisavam expressar posições ou divulgar informações que estavam vetadas pela cúpula.
Esses
encontros sempre foram meios de atualização muito importantes para mim.
Estabeleci tal relação de confiança com certas fontes da Vale que
nossas diferenças nunca impediram que conversássemos lealmente. Mas
frequentemente o que essas fontes diziam não era o que se realizava. A
política do governo provocava um distanciamento entre o que devia ser
feito e o que acabava sendo posto em execução.
Mais
recentemente, já privatizada, você poderia caracterizar, até mesmo em
termos de conduta – ou marca – pessoal, cada fase da Vale sob as
administrações Dauster, Steinbruch, Agnelli? Eles conseguem imprimir um
modo de administração que reflita diretrizes próprias de gerir e
executar? Ou, por outra, diante da dimensão tentacular da companhia,
sempre crescente, o que um presidente efetivamente manda?
O
embaixador Jório Dauster foi uma peça essencial na transição da empresa
estatal para a empresa privada. Ele tinha a perfeita consciência de
qual era a função de uma empresa do Estado e das políticas públicas que a
condicionavam. Mas tinha outro pé (como diria FHC) na empresa privada.
Além disso, era um autêntico intelectual, além de um cavalheiro. Era um
prazer conversar com ele.
Steinbruch
personificou (e personalizou) a transição pós-privatização, que eu
poderia caracterizar como uma bacia das almas. Foi uma fase
especulativa, de interesses camuflados, e da busca obsessiva pela
lucratividade (e seus rendimentos). Eu não conseguia deixar de
associa-lo a Baby Pignatary todas as vezes que o via ou dele tinha
referências. Daqui a algum tempo teremos, em relação a ele, a mesma
memória de incredulidade que temos diante de fotos da seleção brasileira
com jogadores dos quais nem mais lembramos. Como é que ele chegou ali?,
era o que pensamos. É o que pensaremos de Steinbruch.
Agnelli me parece um yuppie
e, por isso mesmo, de certa forma em descompasso com o tempo. É
agressivo, autossuficiente, arrogante e um homem do sistema financeiro.
Costuma-se recomendar a quem vê um banqueiro se jogar pela janela de um
prédio a segui-lo. Deve ter alguma razão para ganhar dinheiro agindo
assim. Agnelli parece parte dessa mística. Faz coisas que chocam. Mas
ficamos atrás de alguma razão para ele ter agido dessa forma. Pode ser
mais uma ilusão. O certo, porém, que o futuro diante da Vale é imenso.
Nenhuma empresa no mundo dispõe de uma logística igual. É o seu caminho
para ser, de fato, a primeira multinacional brasileira.
Ainda
em relação à marca pessoal de cada presidente, o Pará recebeu
tratamento diferente – fruto de conhecimento e sensibilidade distintos –
de parte de cada um deles? E neste caso, incluindo esta marca pessoal
(abrangendo os presidentes do período estatal) e elevando-a à mudança do
controle administrativo (de estatal a privado), o que mudou, tanto a
partir da nossa perspectiva paraense quanto da ótica da empresa?
Os
altos executivos da Vale não foram ainda obrigados a tratar o Pará num
nível de igualdade ou de respeito compatível com a importância do Estado
nos negócios da empresa. Essa mudança de enfoque não será conseguida
apenas com gritos e ameaças. O Estado, através de suas elites, precisa
se fazer respeitar. O respeito que mais conta: o da inteligência.
Precisamos aprender a identificar o que é melhor para nós e a mostrar
aos interlocutores da Vale que estamos tão preparados para enfrentar os
problemas comuns quanto eles.
A
partir da perspectiva do interesse público, precisamos ser capazes de
nos anteciparmos às situações criadas, ao invés de sempre reagirmos aos
fatos consumados ou em consumação. Do contrário, vai persistir essa
mútua incompreensão e esse insensato bater de cabeças cujo resultado
depende da dureza de cada cabeça.
Finalmente,
penso, um século depois, naqueles argumentos deterministas – racial,
geográfico, climático – que margearam a execução de Os Sertões,
mas que a genialidade do maior escritor brasileiro fez explodir para
dar livre curso a mais inquietante de todas as nossas obras literárias.
Muito bem, um século depois do livro de Euclides da Cunha, tendo a Vale
como eixo e intérprete do mundo dominante (incluindo São Paulo com
escala em Brasília), cultural e econômico, a que fatores deterministas o
Pará permanece aprisionado? Será realmente possível construir aqui um
Estado à altura de suas riquezas?
Que
é possível, não tenho dúvidas. Questiono-me é se seremos capazes de
dominar essa possibilidade. Minas Gerais, que superaremos algum dia como
maior Estado minerador do Brasil, saiu do seu subdesenvolvimento e do
estado de indigência em que a decadência do ciclo da mineração a deixou
por um ato de vontade. A partir do governo Milton Campos, logo depois do
Estado Novo, mas aproveitando-se da política getulista de
desenvolvimento, o Estado se conscientizou de que precisava deixar de
ser uma área agrícola, sem unidade, sem comando central, preso ao
passado e fragmentado por oligarquias enquistadas geograficamente. Com
planejamento e quadros técnicos, começou o caminho da industrialização.
Hoje, Minas é a segunda economia do país.
Precisamos
aprender com a experiência dos mineiros. Precisamos dialogar com os
capixabas, que se tornaram satélites de Minas, embora apareçam da mesma
maneira como os maranhenses diante de nós. Precisamos conversar com o
Maranhão, com o Rio de Janeiro, com aquelas comunidades internacionais
que podem nos ajudar a escapar desse “destino manifesto” de colônia. É
urgente a tarefa de romper os antolhos mentais e culturais que nos
impedem de tomar consciência da nossa condição de território rico.
Se
temos um polo de alumínio de porte mundial, uma hidrelétrica que
responde por 8% da produção mundial e alguns dos itens de importância na
balança comercial, temos que dominar tecnicamente essas questões e
dispor de ferramentas de antecipação. Ou seja: precisamos nos abrir para
os vizinhos em situação semelhante à nossa e para parceiros potenciais
do outro lado do mar ou de nossas fronteiras terrestres. O Pará está no
mundo e é preciso trazer o mundo que nos interesse para o Pará. Como
disse Glauber Rocha, parafraseando Euclides: ou o sertão vira mar, ou o
mar vira sertão
Ponta do Cururu, em Alter do Chão
Do Espaço Aberto
Ponta do Cururu, em Alter-do-Chão.
No Rio Tapajós.
Em Santarém, a Pérola do Tapajós.
A foto é de Camila Thiers.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Belo Monte: o monumento e o monstro
Lúcio Flávio Pinto:
Os índios do Xingu ocuparam a maior obra pública em andamento no Brasil. Depois se retiraram do local. Foi o primeiro acordo com os engenheiros da hidrelétrica de Belo Monte em 23 anos. E agora: qual será o rumo da história?
Leia o artigo completo aqui.
Turistas poderão fazer operações de câmbio de até US$ 3 mil por meio de caixas eletrônicos
A
partir de agora, será possível trocar moeda nacional por estrangeira e
vice-versa em terminais de autoatendimento, em transações no valor de até US$
3 mil. A medida foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que
autorizou a instalação no país de terminais de autoatendimento específicos
para este tipo de operação. Segundo o Banco Central, a iniciativa visa
ampliar a capilaridade do atendimento aos turistas, que deverão vir em maior
número ao Brasil para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Agricultura: conheça as propostas dos candidatos à Prefeitura de Santarém
Clique na imagem acima para ampliar e ler texto da série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Santarém que o jornal O Estado do Tapajós publica semanalmente.
O pôr-do-sol e o nascer da lua em Santarém
Do Espaço Aberto:
Montagem a partir de duas fotos, tiradas praticamente no mesmo horário em Santarém (PA).
As fotos mostram cena difícil de se ver: num lado o sol se pondo, tingindo o céu com degradês de amarelo, laranja e vermelho.
Do outro lado, a lua cheia nascendo majestosa, esplendorosa.
"Infelizmente, não dava para fazer uma foto só pegando as duas cenas, por isso resolvi fazer a montagem", diz Emir Bemerguy Filho, o autor da preciosidade.
Do outro lado, a lua cheia nascendo majestosa, esplendorosa.
"Infelizmente, não dava para fazer uma foto só pegando as duas cenas, por isso resolvi fazer a montagem", diz Emir Bemerguy Filho, o autor da preciosidade.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Cresce arrecadação do IPTU em Santarém
Santarém: Demissões na Esplanada abalam comércio
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Governo federal amplia a proposta de reajuste salarial dos professores
O governo federal decidiu nesta
terça-feira (24), apresentar nova proposta às entidades sindicais que
representam os professores.
Permanece a valorização da dedicação exclusiva e
da titulação de doutor, mas é ampliado o reajuste dos docentes sem doutorado,
especialmente daqueles com mestrado.
O aumento mínimo concedido passa a ser
de 25%. A proposta anterior era de 12%. Os reajustes serão aplicados em março
de 2013, de 2014 e de 2015.
Publicidade estatal em blogs que difamam oposição, judiciário e jornalistas
Do Blog de Reinaldo Azevedo, a propósito da iniciativa do PSDB em pedir à Procuradoria Eleitoral investigação sobre blogs e sites financiados exclusivamente com verbas do governo federal e que servem de porta-vozes do PT:
"A verba de anúncio de governos e de
estatais, meus caros, em última instância, pertence a todos os
brasileiros — àqueles que apoiam e àqueles que não apoiam o governo; àqueles que votaram e àqueles que não votaram no PT.
Eis o caráter deletério dessa gente. Quando o governo federal e as estatais financiam páginas ou revistas que só existem em razão do dinheiro oficial; quando o governo federal e as estatais financiam páginas ou revistas que se
dedicam à difamação de figuras da oposição, do Judiciário e da própria
imprensa; quando o governo federal e as estatais sustentam essas redes
de desqualificação, é evidente que assistimos a uma forma de privatização do estado, a serviço de um grupo.
Alguns oportunistas gritam agora: “Censura! Censura! Fulano quer
censura!” É a tática de sempre! Recorrem às Santas Escrituras da
liberdade de imprensa para defender o Asmodeus de todos os vícios, de
todas as licenciosidades, de todas as baixarias.
Há, em suma, uma diferença entre os veículos que contam TAMBÉM com governos e estatais na sua carteira de anunciantes e aqueles que SÓ existem porque financiados
por governos e estatais. Os anunciantes, minhas caras, meus caros, são o
esteio da opinião livre. Sem eles, ficaríamos todos reféns do estado e
de seus entes. Quanto mais, melhor! A liberdade de imprensa deve, sim,
depender de todos os anunciantes para que não precise depender de nenhum em particular. É o segredo dos países livres. A subimprensa, a rede suja, não é nem quer ser livre. Existe para prestar serviço a quem paga as contas. Ocorre que estamos falando de dinheiro público. Vamos ver o que vai dizer o Ministério Público Eleitoral. Se não vir nada demais do que está em curso, então tudo é permitido."
terça-feira, 24 de julho de 2012
Carajás faz a diferença
Lúcio Flávio Pinto
A capacidade instalada mundial de aço alcançou a incrível marca de 1,8
bilhão de toneladas. A produção efetivamente realizada é de 1,5 bilhão
de toneladas. Os grandes fornecedores de minério de ferro, naturalmente,
temem a queda da demanda em função do excesso de produção de minério e
da redução do consumo das siderúrgicas.
Como
explicar que, nesse contexto, a antiga Companhia Vale do Rio Doce
esteja realizando o maior investimento da sua história (e o maior de uma
empresa brasileira atualmente), de 40 bilhões de reais, tendo como
objetivo principal quase duplicar a produção de Carajás, de 130 milhões
para 230 milhões de toneladas?
Não
se trata de uma iniciativa aleatória. A Vale parte da premissa de que o
setor de aço pode entrar num período de dificuldades, que provocará o
fechamento de altos fornos de menor competitividade ou qualidade
inferior. Mas o mercado transoceânico de minério não será abalado por
esse ajustamento na estrutura siderúrgica. Por serem estáticas, sem a
capacidade de se mover e circular pelo mercado que tem o minério, as
usinas estão sujeitas a um efeito muito maior do que as mineradoras.
Além
disso, a Vale conta com uma arma poderosa: a excepcional qualidade do
ferro de Carajás, sem competidores à altura. Os clientes chineses e
vários outros na Ásia, principalmente os japoneses e coreanos, mas
também os indonésios, os vietnamitas e os tailandeses, contarão com esse
diferencial de pureza para ter maior rentabilidade e, dessa maneira,
garantir a viabilidade dos seus parques siderúrgicos. A Vale está certa
de que essas circunstâncias geográficas a favorecem sobre os
concorrentes na China.
É o que se deduz da entrevista que Murilo Ferreira, o presidente da companhia há mais de um ano, concedeu a O Globo.
Como cada vez mais a economia internacional se deslocará para a Ásia, o
peso crescente que a distância representa na competição com os
fornecedores mais próximos, os australianos, impõe eficiência no
transporte do minério. Contrariando o que parecia ser a lógica, a Vale
está se desfazendo dos grandes navios, os Valemax, que encomendara aos
estaleiros da China e da Coréia. Para substituí-los, está construindo
centro de distribuição na Malásia
Ao
responder, Murilo Ferreira deu informações importantes. Disse que a
Vale entrou nesse negócio “porque o mercado de frete enfrentava
volatilidade excessiva nos preços. Em 2008, o preço do minério de ferro
chegou a US$ 200 (a tonelada) na China, sendo US$ 80 pelo minério e US$
120 do frete. Hoje, o frete está entre US$ 20 e US$ 25, e o minério de
ferro a US$ 135 na China. Então, passou-se a dar o devido valor a quem
está produzindo. O Conselho de Administração tem aprovado a venda desses
navios e a contratação de frete por longo prazo”.
A
Vale já vendeu quatro dos 19 navios próprios que possuía “e levaremos
ao Conselho um número importante em breve”, disse Murilo, acrescentando:
“A nossa orientação é pegar esses recursos e investir no negócio
principal, desde que haja garantia do frete”.
Eis
um tema grave a investigar: por que, num primeiro momento, a Vale
desfez a frota da Docenave, a maior do mundo em graneleiros, e, no
segundo momento, a refez, para agora passá-la em frente de novo? Quais
as razões reais desse procedimento? Qual o montante dos prejuízos em
função dessas mudanças de diretriz?
A distinta podia se permitir dar as respostas.
Curso de Física Ambiental da UFOPA é reconhecido pelo MEC
MEC reconhece curso de Física Ambiental oferecido pela UFOPA
Portaria
nº 127 do Ministério da Educação (MEC)
a qual reconhece o
Curso
de Licenciatura em Física com Ênfase em Física Ambiental da
UFOPA. Com isso, a Universidade Federal do Pará (UFPA), instituição
ao qual o curso pertencia anteriormente, está apta a expedir os
diplomas dos alunos já graduados. Os estudantes das turmas que
ingressaram nos anos de 2005, 2006 e 2007 já concluíram o curso e
aguardam a emissão do documento.
O
Curso de Licenciatura em Física com Ênfase em Física Ambiental tem
como objetivo a formação de profissionais com conhecimentos
científicos embasados na Física e articulados com áreas
correlatas, necessárias para um abrangente entendimento dos
processos sistêmicos naturais do meio ambiente, em particular da
Amazônia. (Com informações de Jussara Kishi )
ICMS Ecológico já está em vigor no Pará
Com a publicação da Lei 7.638, no Diário Oficial do Estado do dia 16
deste mês, o governo do Estado instituiu o Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) Ecológico, que oferece tratamento especial
aos municípios que atuam na preservação do meio ambiente.
“A lei sancionada pelo governador Simão Jatene prevê que o Pará
incluirá, entre os critérios de repasse da receita da cota parte do ICMS
pertencentes aos municípios, além do valor agregado, da proporção da
população e da superfície territorial, o tratamento especial de que
trata o § 2º do artigo 225 da Constituição do Estado”, explica o
secretário de Estado da Fazenda, José Tostes Neto.
Passarão a ser beneficiados os municípios que abriguem unidades de
conservação e outras áreas protegidas. Estas unidades são previstas no
Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, assim como as
demais áreas protegidas integrantes do Sistema Estadual de
Biodiversidade e Áreas Protegidas, como as estradas cênicas, os rios
cênicos, as reservas de recursos naturais, as áreas de populações
tradicionais e terras indígenas, as áreas de preservação permanente e de
reserva legal.
O Poder Executivo vai regulamentar a lei num prazo de 120 dias. O
artigo 3º prevê que, para fruição do tratamento especial de que trata a
Lei do ICMS Ecológico, cada município deverá organizar e manter seu
próprio Sistema do Meio Ambiente.
A arrecadação do ICMS, principal imposto estadual, é repartida entre
Estados e municípios, ficando 75% para o Estado e 25% destinado aos
municípios. Os Estados podem, por legislação própria, regulamentar os
critérios de distribuição, podendo incluir critérios de proteção ao meio
ambiente.
O ICMS Ecológico usará critérios de caráter ambiental para estabelecer o
percentual que cada município tem direito a receber, quando do repasse
constitucional, de no máximo ¼ da cota parte do ICMS pertencente aos
municípios.
Os critérios técnicos de alocação de recursos e os índices percentuais
relativos a cada município serão definidos e calculados pelo órgão
ambiental estadual. Para a fixação dos índices percentuais a serem
atribuídos a cada município, será considerada a existência e o nível de
qualidade ambiental e de conservação de cada área protegida e seu
entorno, existente no território municipal, bem como da participação e
melhoria da qualidade de vida das populações tradicionais, pelo apoio
prestado pelo município ao seu desenvolvimento sustentável.
A aplicação da Lei será progressiva. Os índices percentuais por
município, relativos ao critério ecológico, serão calculados anualmente,
de acordo com as alterações ambientais quantitativas das áreas
protegidas.
Embora a lei entre em vigor imediatamente, os efeitos do artigo 8º, que
dispõe sobre critérios e prazos de créditos e repasse da cota-parte das
parcelas do ICMS e outros Tributos da Arrecadação do Estado, só
passará a vigorar a partir de 2015, quando a distribuição do valor
definido no artigo 3º da lei da cota parte (1/4) referente à receita a
ser repassada aos Municípios passará a ser feita da seguinte forma: 7%
distribuídos igualmente entre todos os municípios; 5% na proporção da
população do seu território; 5% na proporção da superfície territorial;
8% de acordo com o critério ecológico.
Texto: Ana Márcia Pantoja-Sefa
segunda-feira, 23 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Capa da edição de sexta-feira de O Estado do Tapajós
Clique na imagem acima para ampliar e ler a primeira página da edição deste final de semana de O Estado do Tapajós.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Centro comercial de Santarém está estrangulado, admite ACES
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| Tv. 15 de Agosto, no centro comercial de Santarém. |
Alailson Muniz
Da Redação
A desconcentração do Centro Comercial de Santarém , com a ida de várias empresas para diferentes bairros da cidade, se dá em virtude do "estrangulamento" que vem sofrendo atualmente o centro comercial. A avaliação é de Alberto Oliveira, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES).
Da Redação
A desconcentração do Centro Comercial de Santarém , com a ida de várias empresas para diferentes bairros da cidade, se dá em virtude do "estrangulamento" que vem sofrendo atualmente o centro comercial. A avaliação é de Alberto Oliveira, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES).
Para Oliveira, a questão não está tão ligada ao alto preço dos aluguéis como reclamam alguns comerciantes. Segundo o presidente, o fato de Santarém ser uma cidade "em desenvolvimento" e com a perspectiva de receber vários projetos de grande porte faz com que os comerciantes e empresários procurem cada vez mais outros pontos da cidade para se instalarem.
"Santarém é uma cidade polo que está se expandido e essa é uma característica comum nesse tipo de situação. Acredito que a chegada de grandes projetos contribui para esse quadro. O nosso centro comercial há tempos está estrangulado, com a capacidade esgotada. Assim buscam-se outras referências", explica Alberto Oliveira.
Em relação aos grandes projetos, Oliveira se refere ao histórico sonho de pavimentação da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), a implantação da Cargill e a mais recente promessa de exploração de petróleo na região, fato divulgado com exclusividade por O Estado do Tapajós. "E eu espero que eles encontrem petróleo aqui", diz o presidente.
Mas o presidente acredita que devem surgir novas atividades econômicas no município para que não haja uma dependência. "Outros municípios têm minério. Nós podemos ter o petróleo, pois ainda não encontram minério dentro do município", justifica. "Vamos sempre acompanhar esses projetos de perto e seus benefícios para a cidade sem deixar de lado a questão ambiental", emendou.
O presidente da ACES faz ainda uma observação dessa desconcentração comercial. Para ele, as empresas estão se segmentado. "Existe uma espécie de segmentação. As lojas de materiais de construção estão se instalando no Caranazal, na Borges Leal principalmente; é um exemplo de que os empresários estão buscando novos caminhos", argumenta Oliveira.
Mas a grande carta na manga para alavancar o desenvolvimento de Santarém é a instalação da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) defende o representante da classe empresarial. "A Ufopa é o nosso principal fator de desenvolvimento. Vamos desenvolver pesquisas e pensar a vocação econômica de Santarém. Esta universidade quando tiver operando em sua capacidade máxima terá o orçamento maior do que o de Santarém hoje, vejam só. Isso é muito importante para a nossa economia", argumenta. "Parcerias já estão sendo formadas. "Já temos empresários que vão investir em pesquisas da Ufopa para alavancar seus negócios. O Parque Tecnológico do Tapajós será um a grande incentivador e motivador do crescimento dessa cidade", acrescentou Oliveira.
Um dos sintomas de estrangulamento do centro comercial é a falta de espaço para estacionamento. "Para se estacionar um carro aqui demora-se até 15 minutos. Se não tiver dinheiro para pagar particular, que também ta quase sempre lotado, o motorista tem de ficar bem longe daqui", reclama o motorista Augusto Freitas. "É dos problemas mais graves desse estrangulamento", concorda Oliveira.
Adepará anuncia fiscalização do transporte de frutas
Sílvia Vieira
O Estado do Tapajós
De acordo com o gerente de Trânsito Vegetal da Adepará, Luís Carlos Moura, uma grande operação de fiscalização está sendo montada pela agência para combater tanto a produção quanto o transporte irregular de banana e citrus (laranja, tangerina, limão), em todo o Pará.
"Reconhecemos que a tanto a produção quanto o transporte da banana tem ocorrido de forma irregular na região Oeste. Eu estive em Santarém na semana passada e também vi os caminhões transportando a banana em cachos, o que é proibido. Já estamos preparando uma grande operação de fiscalização, mas como o estado é muito grande, esse trabalho será feito por etapas", informa Luís Carlos Moura.
A operação começará pelo município de Capitão Poço que se destaca na produção de citrus. Lá, a Adepará vai implantar a GTV (Guia de Trânsito Vegetal), documento obrigatório para o transporte de produtos vegetais de um município para outro. Depois o trabalho será realizado em Novo Progresso, município do Oeste do Pará, grande produtor de banana e por último, em Rurópolis, também no oeste paraense, que se destaca na produção de cupuaçu e cacau.
Segundo Luís Carlos Moura, o Ministério da Agricultura também já está estudando mudanças nas normas que regulam o trânsito interno de produtos vegetais, como forma de aumentar a segurança fitossanitária.
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