segunda-feira, 28 de abril de 2008

Líderes patronais se unem contra o governo e os entraves que emperram o Pará

ADRIANA NICACIO
Isto É Dinheiro

Há algo de preocupante no Pará. O setor produtivo do segundo maior Estado em área do País, um dos mais ricos em recursos naturais, está atormentado e resolveu se levantar contra a governadora Ana Júlia Carepa e os órgãos ambientais. Apenas nos dois primeiros meses do ano, a indústria da madeira perdeu 656 empregos com carteira assinada. A indústria de transformação registrou saldo negativo de 677 demissões, a construção civil e a agropecuária também tiveram queda nos empregos formais nesse período. O setor de alimentos e bebidas manteve a tendência e, nos últimos 12 meses, a indústria cresceu apenas 2,8%, colocando o Pará em 11º lugar entre as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE. Isso dá uma idéia do humor dos empresários e trabalhadores paraenses. E faz parte dos motivos que levaram 94 entidades de classe a se unir no movimento "Alerta Pará".
"Queremos atrair investidores, mas há uma resistência grande", disse José Conrado Santos, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará. "Nos últimos meses, perdemos fábricas de leite em pó, de móveis, de calçados e de aproveitamento de resíduos de madeira."
Os empresários reclamam da ausência de incentivos fiscais. Ana Júlia assumiu o governo sem concessões e assim o manteve. Segundo Conrado, empresas como Vale e Alcoa têm projetos minerais de US$ 20 bilhões, mas o Estado perde a oportunidade de novos negócios que essa expansão atrairia, por falta de incentivos.
O presidente da Federação do Comércio, Carlos Tonini, diz que no setor atacadista, por exemplo, os comerciantes paraenses são obrigados a pagar 17% de ICMS pela mesma mercadoria que os vizinhos Maranhão e Tocantins cobram 1%. "Não tenho preço para competir com eles", desabafa. A governadora, contudo, alega que os incentivos não distribuíam renda e que muitas empresas perderam o benefício por comprar produtos de mão-deobra escrava. "Criamos o Fundo de Desenvolvimento Sustentável, que tramita na Assembléia", disse Ana Júlia, por meio de nota oficial.

ANA JÚLIA CAREPA: sem uma política de incentivos, a governadora é alvo de críticas generalizadas

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária, Carlos Xavier, diz que o agronegócio é o setor mais ameaçado. No momento, há 200 fazendas invadidas e 49 pedidos de reintegração de posse que o Executivo não cumpre. "É a banalização do crime", reclama. Os agropecuaristas denunciam lentidão na liberação de planos de manejo, demora na concessão de licenças ambientais - há mais de seis mil processos parados - e ainda no plano de macrozoneamento ecológicoeconômico, que não foi implementado. Por falta dessa regulamentação, há 20 milhões de hectares de áreas degradadas que não podem ser usadas.
"A Secretaria de Meio Ambiente licenciou três milhões de metros cúbicos em 2007", responde a governadora. Mas os empresários mantêm a lista de insatisfações e acrescentam a falta de segurança. No mesmo Estado em que mulheres ficam presas com homens, o bispo dom José Luiz Azcona, da ilha de Marajó, está ameaçado de morte por denunciar o narcotráfico e a prostituição infantil.

Titulação coletiva em área de várzea mantém polêmica

ALESANDRA BRANCHES
REPÓRTER


Há cerca de um ano o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) havia anunciado que a Colônia de Pescadores Z -20 ficaria responsável pelo controle de assentamentos coletivos que seriam criados nas áreas de várzea. Atualmente o Incra descarta esta possibilidade, mas está elaborando projetos de utilização coletiva das áreas e aponta vantagens, mas o Sindicato Rural de Santarém (SIRSAN) continua discordando da idéia e quer uma reunião com o superintendente Luciano Brunet para discutir o caso.
De acordo com o assessor de comunicação do Incra, Luís Gustavo, a superintendência regional do Incra em Santarém está elaborando, juntamente com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), planos de utilização e projetos básicos, para licenciamento ambiental de 15 projetos agroextrativistas. Os projetos e planos de utilização prevêem o mapeamento e o uso das áreas da várzea na região oeste, incluindo Santarém. O convênio assinado entre o Incra e o Ipam tem validade até dezembro do ano que vem. O valor total de investimentos nos projetos será de R$ 2.280.441,20, deste valor R$ 228.045,20 serão pagos pelo IPAM.
Ainda está em discussão de quem será a responsabilidade pelo controle dos assentamentos, mas de acordo com o Incra, não existe a possibilidade de que a Colônia de Pescadores tenha esta responsabilidade. A entidade, assim como outras tiveram e ainda têm espaço para contribuir com as decisões tomadas em relação ao uso da várzea. De acordo com Luís Gustavo, desde o anúncio da criação dos projetos, diversas reuniões foram realizadas nas comunidades com o intuito de esclarecer e encaminhar a implantação destes assentamentos.
Como benefícios dos assentamentos coletivos o Incra destaca que a criação de assentamentos e a concessão real de uso coletivo permite que as famílias varzeiras tenham acesso a créditos que a titulação individual não prevê. “O interesse do Incra é adequar as atividades das comunidades à capacidade ecológica da várzea” destacou o assessor.
Quanto aos créditos, apenas os assentados recebem, o Apoio Inicial e Fomento, cada um no valor de R$ 2.400 por família que é para a aquisição de bens de primeira necessidade e o incremento de atividades produtivas. Para a compra de material de construção são destinados até R$ 7 mil por família. De acordo com o assessor, o título individual, gera encargos que algumas famílias não teriam condições de assumir.
Apesar das explicações Adinor Batista, presidente do Sirsan ainda quer uma reunião com o superintendente do Incra, Luciano Brunet, para discutir a questão do uso da várzea. “Uma reunião ainda não foi confirmada, queremos falar com este novo superintendente e dar o nosso parecer sobre o assunto, levantando os problemas das pessoas que vivem na várzea” destacou Batista.
De acordo com o presidente, a várzea santarena possui comunidades instaladas há mais de 100 anos e ele acredita que os direitos destas comunidades devem ser preservados. Batista afirma que alguns produtores estão recebendo ameaças de perder o direito de viver e usufruir do território das várzeas, por não se enquadrarem no perfil de pequenos produtores. Quanto aos assentamentos o presidente foi taxativo em afirmar que várzea não é lugar para tal. “Não tem condições de fazer assentamento em várzea, nesta época, por exemplo, a mesma está completamente embaixo d’água, não adianta encher de gente para ficar em cima de marombas. Acredita que a várzea deve ser utilizada na sua época que é de seca e ser preservada em sua totalidade quando o rio está cheio” relatou Adinor.

Cronistas esportivos dão vexame

Lamentável, para não usar outra qualificação, a atitude destemperada da maioria dos cronistas esportivos e apresentadores de programas policiais ao criticar o árbitro auxiliar Jailton do Vale pela anulação do gol do São Raimundo contra o Remo, ontem, no Barbalhão, quando o Pantera foi derrotado por 1 x0.
O argumento usado por esses boquirrotos é que o bandeirinha, que é santareno, teria de deixar passar essa irregularidade - afinal, o gol foi feito em completo impedimento de dois atacantes do São Raimundo - porque no entendimento desses maus profissionais, se fato idêntico a esse tivesse acontecido contra o São Raimundo em outra cidade esse impedimento não seria marcado por um árbitro prata da casa.
Trocando em miúdos: Jaílton teria que ser desonesto porque presumivelmente outro colega seu o seria.
Correta a atitude do bandeirinha.
Lamentável a verborragia de certos locutores de Santarém.
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P.S: Na transmissão da Rádio Rural o narrador Oti Samtos afirmou que o gol foi ilegal e mereceu ser anulado.

Memória de Santarém - por Lúcio Flávio Pinto


Ontem como hoje(1959)

A Comissão de Serviços à Comunidade do Rotary Clube de Santarém fez, em setembro de 1959, pela imprensa, um apelo que é um retrato da cidade nessa época. Em linguagem contida e com muito tato, era uma crítica às autoridades e uma censura aos hábitos da população, especialmente à sua inércia. Também um diagnóstico da perda de qualidade da cidade e da existência de problemas, que, sob outras formas e intensidade, persistem até hoje.
Dizia o apelo:
Dentro de um clima de respeito, devemos confessar que Santarém ainda precisa de mais reajustamento de suas necessidades.Sem o menor respeito à comunidade, o leite, principal alimento das crianças, é vendido com bastante água por alguns elementos alheios ao senso de responsabilidade.
O pão, alimento sagrado, indispensável à mesa do pobre e do rico; infelizmente, agora, estamos adquirindo manufaturado de véspera e até mesmo de dois dias. Não se compreende que outras cidades muito mais atrasadas que Santarém, tenham o pão fresco e saboroso pela manhã.
Oxalá os proprietários de padarias, pessoas esclarecidas, procurem contornar essa lamentável situação, oferecendo à população pão fresco e bom, como outrora.
A nossa sala de visitas, o coração da cidade, está com suas calçadas superlotadas de vendedores ambulantes e caixas de engraxates, que obstruem o livre trânsito das vias públicas.
Seria oportuno que as autoridades competentes tomassem mediante atitude para regularizar o que nos parece tão fácil, Para isso, a Comissão de Serviços à Comunidade do Rotary Club de Santarém está à disposição para colaborar no sentido de melhor servir.
Resposta
A Associação Profissional dos Trabalhadores nas Indústrias de Panificação deu o troco. Em nota oficial, assinada pelo presidente, João Roberto Pimentel, procurou justificar a situação. Alegou que a fabricação do pão durante o dia decorria da impossibilidade de os proprietários das padarias manterem duas turmas de trabalho, "o que implicaria no aumento do produto". Explicaram ainda que o tempo normal de fermentação do pão exigiria trabalho noturno para poder oferecê-lo pela manhã, "o que implicaria no aumento do salário", com o acréscimo de 20% sobre o valor da jornada diurna.
Essas alternativas eram inviáveis porque a associação não concordava "em abrir mão de qualquer direito de seus associados, assegurado em lei. Lamentava "não poder tomar qualquer medida contrária ao atual processo de fabricação do pão, que decorre da razão direta da angústia que atravessa as indústrias e o comércio, face a restrição do crédito". Mesmo que pudesse, porém, "somente tomaria qualquer atitude se não viesse a onerar ainda mais o produto. Que se tornaria então proibitivo para a classe pobre, pois o direito de comer pão não pertence a classes privilegiadas, mas ao povo sem qualquer distinção".
Apesar de todas as ressalvas, logo depois a Padaria Vitória começou a vender de novo o pão fresco.
Carne
Apesar de não ter tido as respostas esperadas, a comissão prosseguiu na sua campanha comunitária. O passo seguinte foi um "veemente apelo" ao prefeito, que já era Ubaldo Corrêa, "para que tome medidas enérgicas contra o conhecido abuso à nossa pacífica comunidade de alguns gananciosos açougueiros que, além de venderem a carne por preço que bem entendem, ainda primam pela inexatidão das pesadas". Os rotarianos da comissão deixavam de sugerir as medidas a serem tomadas por estarem bem certos de que o prefeito "bem as conhece e saberá pôr em prática o zelo que tem pelos seus munícipies".

Fadesp divulga gabarito de concurso para técnico da Seduc

A Fundação de Amparo ao Desenvolvimento da Pesquisa já colocou no site o gabarito preliminar (aqui) da prova do concurso para técnico em educação da Seduc aplicada no domingo (27).
O concurso foi anulado em fevereiro passado, depois da constatação de que um envelope de provas lacrado apresentava fissura na parte lateral.

Pai de Helenilson Pontes perde R$ 100 mil em assalto

Dois homens armados invadiram no final da manhã de hoje o escritório do empresário Francisco Pontes, localizado em um posto de gasolina, e levaram cerca de R4 100 mil.
O empresário, pai do advogado Helenilson Pontes, não esboçou qualquer reação.
Chama atenção o fato de Chico Pontes, como é conhecido, dispor de quantia tão alta em dinheiro em plena manhã de segunda-feira, quando o movimento no final de semana nos postos de combustíveis é considerado fraco.

PMDB e PT se confrontam nos escalões médios e inferiores

Do Espaço Aberto

Voltou a ficar quente – aliás, quentíssimo – o clima entre peemedebistas e petistas que se aboletam nos escalões médios e inferiores do governo do Estado.O PMDB reclama que o fluxo de decisões em algumas secretarias tem sido seriamente afetado porque as ordens que partem de cima não se efetivam nos andares debaixo.
De outro lado, os petistas estão insatisfeitos porque acham que há muitas funções DAS que bem poderiam estar sendo ocupadas por gente filiada ao PT. Se não estão, é porque existem filiados, indicados e apadrinhados do PMDB ocupando os lugares.
A governadora Ana Júlia já sabe das faíscas. Não apenas sabe, como já sentiu o efeito das faíscas. Resta saber o que fará quando voltar de seu roteiro europeu que incluirá Londres e Paris. Pelo que oferecerem as duas belas capitais européias - sobretudo a segunda -, a governadora deverá voltar com a cabeça frigidíssima.
E ela precisa mesmo disso. Porque há procelas à vista. E procelas temperadas com ingredientes pré-eleitorais, vocês sabem, são bem mais pesadas.

Falta de fiscalização em lan houses deixa menores à vontade


Gisele de Freitas
Repórter


Os menores de idade continuam proibidos de freqüentar lan houses após a meia noite, como determina uma portaria do juizado da infância editada em 2003. O Juizado de Menores, juntamente com o Conselho Tutelar e a Polícia realizou várias fiscalizações em lan houses e outros estabelecimentos da cidade em anos anteriores, mas neste ano, apenas denúncias estão sendo atendidas, pois a viatura utilizada apresentou problemas mecânicos. De acordo com a juíza da Infância e Adolescência, Mônica Maciel, as denúncias estão sendo atendidas através do carro do fórum, que é liberado para atender estes casos.
Segundo a juíza, a Portaria continua vigorando e enquanto o carro não é liberado as denúncias continuam sendo atendidas em outro veículo. Além da fiscalização noturna, a juíza destaca que os agentes também irão aos locais durante o dia, para inspecionar se os jovens não estão deixando de ir à escola para ficarem em lan houses jogando. "A Portaria está vigorando, estamos atendendo às denúncias e assim que estivermos com a viatura voltaremos a fazer as fiscalizações noturnas e até diurnas" assegurou Mônica.
Para a conselheira tutelar Antonia Padilha Moraes, a maior responsabilidade deve ser dos pais, mas os órgãos públicos e os proprietários deste tipo de estabelecimento também devem tomar atitudes para que a lei seja cumprida. "Quando uma criança ou adolescente fica a noite toda na rua ela prejudica a sua de saúde e não tem nem ânimo de ir à escola no outro dia. A maior responsabilidade é dos pais, que devem impor limite aos filhos, ainda que para alguns seja melhor que os filhos saiam para não ficarem em casa incomodando" destacou Antonia.
A conselheira ainda assegurou que os donos dos estabelecimentos devem tirar os adolescentes do local quando o horário encerrar, para ela, alguns visam apenas o lucro e permitem que os jovens fiquem, estes, podem inclusive ser punidos na forma da lei. A portaria está em vigor desde 2003 e já foi atualizada algumas vezes. Ela estipula que menores de 16 anos podem permanecer em lan houses até a meia noite acompanhados ou não dos pais, para quem tem 17 anos e está acompanhado pelo responsável não há horário limite.

Portal 2008 - José Olivar

Há precedentes do TSE e do STF que tornam elegíveis quem for condenado em Ação Civil Pública por ato de improbidade se este não teve objetivo eleitorais, mesmo com sentença transitada em julgado. * O encontro realizado no auditório da sede da OAB local, para reinstalação do Comitê Anti-corrupção Eleitoral, iniciativa da Ordem em parceria com a Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Santarém, foi bastante concorrido, contando inclusive com a presença dos Juizes Drs. Silvio César (83ª Zona Eleitoral) e Gabriel Veloso (20ª Zona, a partir de 1/5/08). Na oportunidade tracei alguns comentários sobre os aspectos legais da moralidade no processo eleitoral. * Espera-se que o novo Superintendente Regional de Polícia Civil, Del. Jardel Filho, implante uma política de inteligência policial para diminuir a circulação de drogas e onda de assaltos na cidade. * As chuvas que caem em Santarém danificam as ruas e avenidas e tornam intransitáveis as estradas da colônia, até porque, elas nunca receberam melhorias da SEMAB. * Aproximam-se as eleições e já começam a usar de baixarias e expedientes rasteiros, até mesmo o aforamento de ações em duas esferas de jurisdição, tentando fazer com que o acusado responda duas vezes pelo mesmo fato, criando uma situação de repercussão política. * A Des. Albanira Bemerguy participou nesta semana de solenidades de posses dos Presidentes do STF e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em Brasília, passando a Presidência do TJE ao Des. Rômulo Nunes, Vice Presidente. * Comenta-se, nos meios políticos, que uma boa escolha para ser candidato a Vice Prefeito seria a do vereador José Maria Tapajós, pelas bases políticas que possui e pela sua postura de equilíbrio. * O poder é passageiro, e as benesses que ele propicia são como nuvens no deserto, as chuvas que elas produzem amenizam o clima por pouco tempo, logo depois volta o calor escaldante. Não esqueçam disto! * No mês de maio estarão em Santarém o Des. Ricardo Nunes e o Procurador Geral de Justiça para palestras abordando a problemática do processo eleitoral, iniciativa da Subseção da OAB e de outras entidades. * A Comissão de Advogados que cuida do intercâmbio entre advogados santarenos e de Santarém de Portugal, projeta para outubro vindouro a vinda de uma delegação daquele País à nossa cidade, havendo a possibilidade de que uma delegação saindo de Santarém, visite a homônima cidade no ano de 2009, num processo de interação cultural e jurídica. * Há uma revolta geral dos candidatos ao concurso de Juiz Substituto do Estado do Pará, em razão da forma de como foram elaboradas as provas e dos critérios de correção. Alegam os irresignados, que a instituição encarregada de realizar o concurso vem reprovando maciçamente para ter a chance de realizar novo certame com novas inscrições, pagamento de taxas etc., já que nos três últimos anos a média de aprovação no Pará foi de apenas 5%, enquanto noutros Estados esta média sobre muito. Dizem até que vão recorrer ao Conselho Nacional de Justiça. * No mês de maio estarei em Fortaleza tratando de assuntos pessoais, por isso a coluna não será editada neste período. *O Partido Verde (PV), realiza encontro regional hoje, com seus filiados, onde tratarão de assuntos ligados à ideologia do partido. * A OAB, Subseção de Santarém, com certeza indicará representantes para acompanhar a correição ordinária na Vara Federal, a ser realizada em maio, sob a responsabilidade do novo Corregedor Geral, Des. Federal Olindo Herculano de Menezes. Com certeza alguns processos merecem do Corregedor exames mais acurados no que diz respeito à celeridade. * Há muita especulação sobre os candidatos a Prefeito e Vice de Santarém, principalmente na escolha dos concorrentes (a Prefeita já disse que é candidata à reeleição), com vistas a nomes que possam e tenham capacidade de dirigir o nosso Município. * Uma coisa podem ter certeza: pelas palavras do Dr. Silvio César, Juiz da 83ª Zona Eleitoral - propaganda eleitoral - nestas eleições não serão permitidas práticas abusivas tendentes à capitação de votos com manipulação do eleitorado. Conseqüentemente, o abuso do poder econômico que já se detecta atualmente, será alvo de investigação judicial com cassação de registro ou de diploma, se for o caso. * Por falar nisso, uma certa agremiação partidária está colhendo provas que testificam que um certo parente de um candidato, está distribuindo bens na busca de votos para o seu protegido. * Se a Prefeitura, em convênio com o Governo do Estado, iniciar e concluir a reforma dos mercados Modelo e Municipal, em tempo recorde como prometem, será muito bom e será a primeira vez que num ano eleitoral se cumpre uma promessa de tal envergadura. Vamos aguardar! * O Presidente Lula, sancionou ontem, a lei que estabelece o novo fuso horário para a Região Norte. Por ela, Santarém e outras regiões passam a ter o mesmo horário de Brasília, ou seja, os relógios serão adiantados em uma hora, daqui a 60 dias.

O Brasil depois do novo milagre

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

Não comprar carro era uma atitude política na época do “milagre econômico” brasileiro, durante o governo do general Médici (1970-1974). A classe média se motorizava desbragadamente (assim como comprava televisão colorida e jogava na loteria esportiva). As taxas de crescimento da economia gravitavam em torno de 10%. A indústria de bens de consumo se expandia de vento em popa. O Brasil ia “pra frente”. Quem discordasse, por não amá-lo, deveria deixá-lo. Éramos uma ilha de prosperidade num mar internacional encapelado.
Quem dizia isso? O mago do milagre, o então todo-poderoso ministro da fazenda, Delfim Neto. Só o Japão, que também fazia o seu milagrezinho, conseguia nos ombrear. Eu estava em Brasília quando o ministro do comércio exterior, Saburo Okita, perguntou ao onipotente ministro Delfim qual era a taxa de poupança do Brasil. Sabendo o que o esperava, pois competente ele é, Delfim desconversou: o Brasil não tinha poupança compatível com seu célere crescimento, mas tinha a Amazônia. A imensa fronteira de recursos naturais ia compensar nossa insuficiente poupança.
O que compensou mesmo foi o endividamento externo, que iria cobrar a conta quilométrica na década seguinte, ainda sob o império, já atenuado, do mesmo Delfim. Ele galgara ministérios (da agricultura ao planejamento) porque quem (também) entendia do riscado, como Simonsen e Rieschbieter, pulou do barco em menos de um ano de gestão do general João Batista Figueiredo (que o atual comentarista da Rede Globo, Alexandre Garcia, tentara popularizar como “o João”, imitando o “seu” Arthur, cunhado por Ibrahim Sued para o marechal Costa e Silva).
Ainda vivo (vivíssimo, aliás), aos 80 anos, Delfim Neto sai-se com mais uma boutade: Lula salvou o capitalismo. É verdade. Lula emprestou sua estampa e seu carisma para continuar o “milagre” de três décadas atrás. A classe média enriquecida compra mais carros (de dois a quatro por família, que nem quer saber sobre o congestionamento que provoca lá fora, no espaço público), acumula imóveis, viaja pelo mundo, se cosmopolitiza (e agora, uma vez tirado o bolo do forno monetário, distribui fatias aos sans-coulote, tratando de tocá-los com rédeas curtas estatais, subvenção direta e mais-valia relativa). Com base em qual taxa de poupança interna? Ora, debocha o nosso guia, um boneco competente: isso é detalhe.
No fundo, a base é a mesma: endividamento externo. Ao invés de formar poupança para investir num plano de desenvolvimento (individual, familiar ou social), acumulam-se ativos. A variação patrimonial de todos é notável, mas a liquidez depende da poupança dos outros, que chega ao país por falta de opção ou pela melhor taxa de juros do mercado mundial. Um terço da riqueza que circula pelo Brasil Grande de Lula, pai dos pobres e mascote dos ricos, é crédito. Um quarto do crédito é dinheiro estrangeiro, que rende no taxímetro do Banco Central ou pela absorção patrimonial, que se desnacionaliza. O anunciado feito da Petrobrás rende mais para a Espanha, na bolsa de Nova York, do que ao Brasil na Bovespa.
Na época do “milagre econômico” manu militari protestava-se andando a pé, resistindo às tentações das vitrines, ao apelo consumista, ao carro facilitado pelo crédito. Hoje, no prosseguimento da mesma novela, o país pode ser surpreendido e desabar do seu sonho de grandeza por falta de causas e de princípios. A esquerda, que era a fonte das utopias e a depositária das esperanças, negociou sua consciência em troca da “bolsa-ditadura”, do cargo no fundo de estatal, na ante-sala da multinacional ou no biombo da burocracia.
O que virá depois desses truques inteligentes e sofisticados dos Delfins? Talvez caiba, na antevisão, a resposta que Einstein deu a quem lhe perguntou, logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, sobre como seria travada a conflagração bélica seguinte: com arco e flecha, respondeu o sábio. É o que restará ao Brasil, depois de ter queimado seu patrimônio moral no baile plutocrata-proletário da ilha Fiscal?

Pedágio criminoso

Bandidos amanheceram cobrando 'pedágio' no bairro da Área Verde, na periferia de Santarém.

Renda misteriosa

Mesmo não se tratando de espetáculo de mágica, o ilusionista David Coperfield apareceu na bilheteria do jogo São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo.

Salão do livro caro (2)

A realização do salão do livro em Santarém merece elogios.
Estudantes e professores frequentram um espaço onde puderam entrar em contato com escritores, conheceram novos títulos e assistiram a vídeos educativos.
Mas o evento foi um garimpo sem malária para editoras e livrarias diante da exorbitância dos preços dos livros ali comercializados.
Os expositores não se mostraram nenhum pouco interessados em praticar preços mais acessivos para a difusão de boas obras literárias.
Até porque a verba do Cred Livro e o bônus da prefeitura dados aos professores foram suficientes para aplacar a ganância dos editores.
Quer dizer: o professor foi subsidado para adquirir títulos a preço que o expositor bem quis, isto é transferiu seu crédito quase que obrigatoriamente a uma bem montada e predadora estratégia comercial que aparenta ter um flair play de benemerência.

Melô do preguiçoso

No Reporter Diário, hoje:

O muito anunciado e sempre adiado asfaltamento da rodovia BR-163 está na base do “melô do preguiçoso”, aquele que diz que quem espera sempre alcança. Anuncia-se agora que o governo federal pretende transferir ao 8o Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), sediado em Santarém, a missão de pavimentar integralmente os quase 1.000 quilômetros do trecho paraense da Cuiabá-Santarém.
Ocorre que o Exército fez seus cálculos e sinalizou que só consegue asfaltar 30 quilômetros por ano. Nesse ritmo, a estrada vai levar 30 anos para ficar prontinha para a inauguração. Em 2038!

Jatene já admite discutir candidatura a prefeito de Belém

Do Espaço Aberto:

O ex-governador Simão Jatene, antes resistente em aceitar a candidatura a prefeito de Belém, continua resistindo, mas não tanto como há um dois meses. “Ele já admite, sim, conversar sobre o assunto”, garantiu ao blog à noite, depois de chegar de Barcarena, o senador Flexa Ribeiro, presidente regional do PSDB.
Os dois – Flexa e Jatene – conversaram neste final sobre o assunto, até porque participaram em Barcarena de mais um encontro regional dos tucanos, o quarto de nove que estão programados para se realizar em cidades-pólo do Estado. O último está marcado para Belém, no dia 15 de junho, portanto apenas 15 dias antes do prazo fatal de 30 de junho para que os partidos, por meio de suas convenções, homologuem as candidaturas a cargos majoritários e proporcionais ao pleito de outubro.
Flexa informou que Jatene não deverá decidir se será ou não candidato até esta quarta-feira, 30, conforme pretende segmento do PSDB que se mostra incomodado com a demora numa definição. Mas afirma que, ao contrário do que pode parecer, o partido não está “em cima do muro” e nem indeciso.“Nós estamos conversando e temos conversado sobre o assunto constantemente. Não estamos parados, não. Temos conversado com todo mundo, inclusive com o senador Mário Couto, um grande companheiro”, disse Flexa.
Quando confrontado com a indagação sobre qual é a opção e quais são as pretensões do PSDB hoje, Flexa não mede palavras e repete o que já havia adiantado ao blog no início em meados de março: “Hoje, final de abril, nossa pretensão é lançar o ex-governador Simão Jatene como candidato a prefeito de Belém, tendo como vice na sua chapa a ex-governadora Valéria Pires Franco, do DEM. Assim, repetiríamos a chapa vitoriosa ao governo do Estado nas eleições de 2002”, resume o senador.
Resta saber se já combinaram com os russos, no caso os democratas, que até agora, a exemplo do PSDB, não cogitam outra chapa que não uma que tenha na cabeça a ex-governadora Valéria Pires Franco.

domingo, 27 de abril de 2008

Frei Betto critica a postura da mídia

Larissa Oliveira
Repórter de O Estado do Tapajós

São Leopoldo(RS) - Frei Betto participou, ao meio-dia, do Bate-papo Jornalístico, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, no Restaurante Capri, em São Leopoldo. Em meio aos participantes, falou por mais de uma hora sobre política nacional e latino-americana e seu envolvimento com a comunicação.
A agenda ficou apertada. Vindo direto do Aeroporto Saldado Filho, o encontro, que deveria começar ao meio-dia, ocorreu apenas às 12h40mim, por atraso na chegada do vôo. No local, cerca de 30 pessoas ligadas ao Sindicato e a veículos de comunicação da região metropolitana conversaram com o frei.
Marcado por sua história política - que se confunde em vários pontos com a história política do Brasil -, Frei Betto começou seu discurso com a afirmação de que "ser frade é uma condição de vida".
Dominicano, sua ligação com São Leopoldo é antiga. A experiência está relatada no livro Batismo de Sangue, com o qual conta o período em que viveu enquanto estudante seminarista com padres franciscanos na cidade, durante a ditadura militar. "Na verdade, eu estava contrabandeando gente, mandando perseguidos políticos para o Uruguai a pedido de Marighella", conta. Ele disse que sente pelos franciscanos acabarem tendo se complicado com o governo por sua causa, mas que não se arrepende do que fez.
Frei Betto sempre trabalhou com jornalismo. Estreou na extinta revista Realidade em 1967. Escreveu por 12 anos no Estadão. Atualmente, colabora em diversos veículos em todo o Brasil e na América Latina, entre eles, a revista Carta Capital e o jornal Correio Rio-Grandense, de Caxias do Sul. "Escrevo em média seis artigos por mês", conta.
Política
Frei Betto afirma que o governo Lula sustentou-se por muito tempo no Congresso e nos Movimentos Sociais. Contudo, desprezou o último, que foi quem o levou ao poder. "Hoje, ele se tornou refém do Congresso, onde o PT é periférico". O frei critica também a estratégia de governabilidade atual, que é a de "se manter no poder", como ele diz, ao invés de se construir um projeto histórico para o país. "O governo se preocupa apenas em manter as coisas como estão", defende.
Ex-assessor do primeiro mandato de Lula e um dos criadores do programa Fome-Zero, o Frei Betto diz que governo é diferente de poder, pois o poder transcende a mandatos. "A máquina do Estado brasileiro foi criada para servir à elite. A saída do Brasil passa por reformas fundamentais, como a política e a agrária. Senão, continuaremos como estamos hoje", afirma o homem que vê a solução no reforço dos movimentos sociais e na mudança das estruturas, que chama de "arcaicas do poder". E completa: "O PT e o governo Lula não são mais capazes de realizar isso".
"Entendi trabalhando no Planalto, por que as elites não fazem passeatas: elas têm a chave do poder"
Contudo, Frei Betto é contundente ao dizer que continua achando Lula o melhor para o Brasil e para a Antérica Latina hoje, como o único com viabilidade de mandato.
Para o Fome-Zero dar certo, o programa supunha uma reforma agrária, o que não aconteceu. Frei Betto diz ter saído do governo pelo o rumo que o programa tomou. "O que seria um programa emancipatório se transformou em compensatório por fins eleitorais". O livro Calendário do Poder fala justamente dessa experiência.
América Latina
Como não poderia deixar de ser, o tema América Latina foi recorrente durante o Bate-Papo. Sobre vitória do amigo Fernando Lugo para a presidência da Paraguai - Frei Betto esteve recentemente no país no anúncio da vitória - ele declara que não há como prever como será seu governo. "É muito cedo para saber, principalmente por não sabermos ainda qual será sua representabilidade no congresso, já que as eleições congressistas ainda não ocorreram".
"O Brasil criou uma tradição imperialista em relação à América Latina. Agora, os vizinhos estão cobrando"
Declarando que o Brasil sempre teve atitudes imperialistas diante de seus vizinhos latino-americanos, Frei Betto citou o caso do atrito entre Evo Morales e a Petrobrás, a única empresa compradora do gás boliviano a reclamar do aumento de preço. "Todos os outros países reconheceram que o preço anterior era explorador".
Ainda assim, Frei Betto se diz um apoiador da política externa do governo Lula, que julga inteligente por voltar a afirmar sua independência em frente aos blocos hegemônicos mundiais. Diz ser acertada a atitude de se aproximar de países da África, da China e de países árabes, enquanto os Estados Unidos se preocupavam com o conflito no Oriente Médio. "O Itamarati é uma escola exemplar de diplomacia. Com mecanismo como o Mercosul, o Brasil tem buscado uma reaproximação entre os países sul-americanos".
Imprensa
Frei Betto avalia que a imprensa brasileira passou por um processo de libertação, mas o jornalismo não. A explicação é que hoje repórteres se guiam pela linha editorial dos patrões e que há uma grande disparidade entre editores-chefe, editor, repórteres e estagiários, muitas vezes explorados.
Quando trabalhava na revista Realidade, diz que os jornalistas da época não se guiavam pela cabeça do patrão. "Havia grandes brigas nas redações para os repórteres fazerem o jornalismo que achavam correto, até que os anunciantes se juntaram para fazer com que a revista mudasse", lembra.
Sobre a diferença entre a imprensa latino-americana e a brasileira, ele diz não conhecer a primeira profundamente, mas tem a impressão de que a brasileira é mais democrática, apesar de estar organizada em algumas grandes empresas. "É mais organizada por se estruturar de forma capilar, talvez por ter mais meios ou mais tradição jornalística", comenta.
Quanto à editorialização dos veículos, defende que não se deve sacrificar informação por opinião, o que acontece freqüentemente. Frei Betto cita a revista Veja como exemplo deste processo. Por vezes, seus artigos foram publicados no Estadão com um editorial contra o que tinha escrito, mas ainda assim foi publicado.
Para ele, há uma dificuldade da imprensa brasileira em ser autocrítica e projeta: "Passarão o segundo semestre inteiro analisando como a mídia se comportou no caso Isabella, mas em quanto o caso está fresco é explorado ao máximo. Perdemos o senso da realidade pelo Ibope".
Frei Betto comenta que no dia seguinte ao assassinato da menina, a Polícia do Rio de Janeiro entrou em uma favela e matou nove jovens e nada foi noticiado. "Cadáver de classe média é mais importante do que um cadáver pobre. E esse ainda, mais grave, morto pelo braço do Estado".

Tuna é o próximo adversário do São Raimundo

Em jogo marcado para o próximo sábado, no Barbalhão, o São Raiundo enfrentra o time da Tuna.
O Pantera já disputou três jogos: perdeu dois( Paysandu e Ananindeua) e venceu um(Ananindeua).

Final: São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo

Encerrrado aos 48'.
São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo
Renda: R$ 37.500,00
Público pagante: 3.629 pagantes
Público total: 4.308

Fim do primeiro tempo: Remo 1 a 0.

Encerrado 1º tempo aos 46'.
São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo.

São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo

Léo Guerreiro, aos 19' do 1º tempo.
São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo.

São Raimundo 0 x 0 Clube do Remo

17' do primeiro tempo.
São Raimundo 0 x 0 Clube do Remo.

Livro aponta políticas públicas de saúde

Kid dos Reis

Um mergulho profundo nas contradições das políticas públicas governamentais executadas por presidentes, governadores, prefeitos, secretários de Estado e Municipais, senadores, deputados e vereadores nas soluções para as questões da saúde pública voltada para brancos, negros e índios nos nove Estados da Amazônia Legal.
Este é o sentimento pesquisado racionalmente e que norteia o pensamento do diretor geral do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, da Universidade Federal do Pará (UFPA), doutor, mestre e especialista em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde/FioCruz, no Rio de Janeiro, Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira, ao lançar o seu livro Desigualdade Regional e o Território da Saúde na Amazônia, nesta terça, 29, a partir da 14 horas, no estande do Instituto Evandro Chagas, durante a realização do XIV Congresso Médico Amazônico, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
O diretor do Hospital Betina resolveu colocar o dedo na ferida destas políticas públicas aplicadas em todos os Estados da Amazônia Legal e apontar saídas para o cenário. “Sem introduzir variáveis fundamentais como a extensão territorial, densidade demográfica, ou seja, população por metro quadrado, além do sexo, idade, etnia, capacidade de arrecadação, acesso aos bens informacionais e levar em conta a realidade socioepidemiológica regional, não é possível construir, no mínimo, arranjos institucionais para dotar o sistema de saúde da complexidade necessária para atender a nossa Amazônia Legal doente”, enfatiza Paulo de Tarso.
O autor revela em seu livro que cidades amazônicas com até 50 mil habitantes possuem riscos altos de febre amarela, chagas, malária e dengue. Acima de 50 mil, os perigos são as doenças respiratórias, a contaminação pelo mercúrio e a dengue. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, a saúde é atingida pelas doenças crônicas degenerativas. “Esta realidade não é um número meramente matemático. É social, cruel e se entrelaça em toda a região, quer para quem vive nas áreas urbanas ou rurais. Já passou da hora de construir um olhar holístico sobre a saúde pública no Brasil e na Amazônia, a partir das especificidades de cada região. Não dá mais para pensar a saúde para a Amazônia como se estivéssemos em Brasília, no Rio de Janeiro ou no Rio Grande no Sul”, enfatiza.
Paulo de Tarso enfatiza que, por exemplo, o Ministério da Educação (MEC) não poderia determinar que não se crie mais Universidade ou Faculdades de Medicina no Brasil pensando somente com a cabeça do Sudeste ou do Sul brasileiro. “É uma irracionalidade e falta de visão do que é o Brasil amazônico. No Amapá não existe uma Faculdade ou Universidade de Medicina. Como o governador e os prefeitos vão encarar e resolver a questão da saúde pública naquele Estado? Como formar um profissional na região, se não tem instituição educacional? Como atender a população, se não existem médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde? Como atacar e combater as doenças e garantir este direito básico que é a saúde para o cidadão?”, questiona.
Ele acrescenta que se não for pensado mecanismos coletivos de combater os padrões de desigualdades sociais e econômicas, principalmente na Amazônia; resolver a questão da ocupação desordenada do latifúndio; ampliar a interiorização dos acessos aos recursos tecnológicos e investir profundamente na implementação do ensino médio e superior em todas as cidades da Amazônia Legal, a saúde corre o risco de se agravar ainda mais. “Os grandes equipamentos de saúde pública concentram-se nas cidades com mais de 100 mil habitantes e isto promove uma exclusão social da população dos seus direitos básicos e não se realiza um preceito básico constitucional, que é o direito à saúde para todos”, detalha.
O autor exemplifica que em 2005, segundo os dados do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a Amazônia Legal possuía 761 municípios. Em 2008, este número saltou para 775 cidades. “Dos 761 municípios, 80% eram compostos por menos de 50 mil habitantes. Já os 775 municípios possuem menos de 30 mil habitantes. Agora imagina que, por exemplo, no Pará, as UTIs neonatal estão concentradas praticamente na capital paraense, nem toda água consumida pela população amazônica e tratada, além do que o saneamento básico não é para todos”, aponta, acrescentando uma indagação: “ Dá para falar em cidadania neste cenário”?, questiona.
Para finalizar, Paulo de Tarso aponta um dado assustador. “Como posso construir uma política de saúde pública para Brasil, se os Estados da região - em especial os da Amazônia Legal - possuem taxas mal definidas sobre a mortalidade infantil e quais foram as verdadeiras causas dos óbitos de milhares de pequenos cidadãos brasileiros.Como vou traçar uma política de saúde para a infância, se não conheço a causa mortis

Público dependente do final de Fla x Botafogo

Aos 5 minutos do primeiro tempo ainda tem torcedor chegando ao estádio Barbalhão para assistir ao jogo São Raimundo x Clube do Remo.
Tudo por causa do jogo Flamengo 1 x 0 Botafogo que o torcedor preferiu assistir pela televisão e que começou as 15 horas.

Obina apaga o fogo do bota

Um rastilho de três toques de bola que começou com Leo Moura, alcançou Marcinho e acabou nos pés de Obina luquidou o Botafogo, ainda há pouco no Maracanã.
Mengão 1 x 0.

O eterno mocorongo

A seção de Cartas de O LIBERAL publica hoje, sob o título acima, a artigo a seguir, assinado por Laura Simões.
Leia abaixo e logo a seguir o complemente do Espaço Aberto:

No dia 25 de abril de 1918 nascia em Santarém do Pará Osmar Loureiro Simões, o inesquecível Radialista santareno. Seus pais portugueses se radicaram em Santarém, no princípio do Século XX: Antônio Simões Torres d’Albuquerque e Felisbina Loureiro Simões.
Ele, empreendedor nato, industrial e comerciante; ela, da nobreza portuguesa, tinha o brasão Loureiro em suas propriedades. Voltaram a Portugal para batizar o filho Osmar em Vianna do Castelo.
Osmar teve um irmão e uma irmã. O irmão Antônio, chamado Simõeszinho, teve o nome perpetuado na Avenida Antônio Simões, como reconhecimento pelos serviços prestados a Santarém. Sua irmã, professora Maria Hermínia, foi inesquecível mestra de duas gerações. Estudou interno no Colégio São Jerônimo da professora Clotilde Peixoto Pereira e concluiu o Pré-Médico no Ginásio Paes de Carvalho.
Ingressou na radiofonia paraense, na PRC-5, Rádio Clube do Pará, onde foi locutor, apresentador de programas de auditório, rádio-ator no auge das novelas e comentarista esportivo, bela voz e grande versatilidade.
Durante a II Guerra Mundial, serviu no 34º BC e recebeu a espada de Oficial da Reserva do Exército (CPOR). Em janeiro de 1954, casado com Laura da Cunha Simões e com três filhos, voltou para Santarém, a fim de assumir a gerência da Caixa Econômica Federal, onde desempenhou atividades importantes até aposentar-se.
Naquele tempo, Santarém sofria os atrasos de cidade do interior. A Rádio Clube de Santarém fora do ar em razão da morte de seu fundador Jonathas Almeida e Silva. Com sua preciosa experiência radiofônica, aceitou o desafio e conseguiu ajuda do amigo Adalberto Gentil e outros abnegados que colocaram a estação no ar, para deleite dos santarenos.
Era um entusiasta dos esportes, a ponto de custear a instalação da luz elétrica no Estádio de Futebol dos Franciscanos, proporcionando jogos noturnos, para satisfação dos aficionados do Futebol. Era azulino: seus clubes prediletos eram o São Francisco, em Santarém, e o Clube do Remo, em Belém. Foi sócio permanente do Asilo São Vicente de Paula, do Clube Recreativo e sócio fundador do Lions Club de Santarém.
Osmar possuía senso de justiça e coração magnânimo, revelando-se em episódios marcantes, como a solidariedade eficaz aos imigrantes nordestinos, que chegaram a Santarém, na década de 50, expulsos por implacável seca. Centenas vieram e se alojaram logo embaixo do trapiche municipal. Desespero, fome, miséria e alguma esperança, era o clima reinante entre eles. Chocado, tomou a iniciativa de sair às ruas pedindo o auxílio da população para os irmãos flagelados. Clamava pelo alto-falante e as ofertas iam surgindo: lençóis, redes, alimentos e roupas amenizaram a situação. Quem muito lucrou com a permanência dos emigrantes nordestinos foi Santarém, eis que pagaram com o trabalho honesto a acolhida fraterna que receberam.
Quando houve o roubo da imagem da Padroeira Nossa Senhora da Salvação, na comunidade de São Luiz do Guajará, Osmar, solidário, providenciou junto a talentoso artista sacro o entalhe de peça idêntica à primitiva, que lá chegou em caravana fluvial, sendo recebida com fogos e alegria pelos moradores devotos.
Osmar tinha arma poderosa a seu favor: o microfone! Com ele usava seu talento e destemor a serviço da comunidade. Seu programa de maior audiência era 'A Tribuna Popular', também o 'O Assunto é Este' e neles requisitava das autoridades serviços urgentes de segurança, limpeza de ruas, iluminação pública etc., tudo o que beneficiasse e tranqüilizasse a população.
Era homem de fé, amigo dos padres, do bispo, das religiosas, aos quais emprestava seus dons de radialista, gratuitamente, na divulgação das obras e efemérides da Igreja. Fez vários programas e recitais no Cristo Rei, no Centro Recreativo, no Cinema Olympia, apresentou o I Festival de Canções Santarenas, sempre lembrado pelo seu talento versátil, seu porte elegante e fluência verbal privilegiada.
Foi um dos fundadores da Rádio Rural de Santarém. Acompanhou a obra desde os alicerces até a inauguração, sendo diretor artístico, por muitos anos. Dirigia o departamento esportivo da Rádio Rural e seu programa de esportes era escuta obrigatória.
Alternava seus comentários com os de seus jovens pupilos, formando, com sua didática e exemplo, uma equipe de talentos fantásticos na qual despontaram Guarany Júnior, Herbert Tadeu Mattos, Santino Soares, Cláudio Serique, Oti Santos, Ércio Bemerguy, todos santarenos que hoje brilham no jornalismo, radiofonia e desportos da Capital.
Vibrava com tudo o que significasse progresso para Santarém. Visitava a construção da Hidrelétrica de Curuá-Una e as obras da abertura da Rodovia Santarém-Cuiabá. Fotos de mateiros, picadas abertas na selva, operários e tratores, tudo divulgado. Vinha esperançoso e, muitas vezes, doente.
Osmar Simões, o ardoroso mocorongo, faleceu no dia 4 de julho de 1986, uma sexta-feira. Morte súbita, dolorosa para seus familiares, amigos e para a comunidade mocoronga que lamentou essa perda pelo reconhecido valor que sua vida representava na Cultura e na Radiofonia da Pérola do Tapajós.
Paz a sua alma!
Nosso silêncio, nossa saudade!
Laura Simões

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Laura Simões traçou de seu saudoso marido perfil dos mais verdadeiros. Aliás, dona Laura é uma artista que, com discrição proporcional ao seu talento, hibernou tanto para os círculos íntimos que sua arte é conhecida apenas de familiares e amigos mais chegados. Mas dá gosto ver seus quadros, como dá gosto ler as descrições que eventualmente faz de pessoas e daquela Belém de antigamente – das décadas de 40 para frente -, que se mantém viva em memórias privilegiadas como a dela.
Não é só a família Simões que tem seu Osmar vivíssimo em seus corações e em suas lembranças. Seus muitos amigos também. Os quarentões santarenos lembram-se dele como de alguém que, além da figura pública de radialista, fazia-se notar com uma personalidade que marcava presença onde quer que se encontrasse.
Osmar Simões era uma piadista de primeira. E não dispensava, claro, seus ancestrais patrícios português. Cinco minutos perto dele já eram suficientes para produzir boas gargalhadas. Era realmente, com destaca dona Laura, um apaixonado azulino – tanto pelo Remo como pelo São Francisco, o Leão mocorongo. Toda Santarém sabia disso, porque era ostensiva sua paixão. Mas toda a cidade também reconhecia a imparcialidade com que comentava as partidas de seu clube.
Osmar era tão fanático que freqüentemente - sobretudo em semanas de clássico, quando o São Francisco jogava contra o São Raimundo -, tão logo se encerrava o expediente na Caixa Econômica, na Travessa 15 de Novembro, ele partia para acompanhar o treino do São Francisco, num campo de chão batido que havia ali pelos lados de onde se situa o Iate Clube de Santarém. E se fazia acompanhar, nessas ocasiões, de torcedor que àquela altura tinha seus 10, 12 anos de idade e também nutria pelo São Francisco uma paixão tão intensa que chegava a tomar Passiflorine e água com açúcar nos dias de Rai x Fran, para aplacar-lhe as tensões. Quem muitas vezes insistiam em continuar.
Além dos vários programas que dona Laura mencionou, Osmar Simões também apresentou durante muito tempo um dos programas de maior audiência em Santarém, “O Poemas e Canções”, em dupla com o professor e poeta Emir Bemerguy. O programa era transmitido aos domingos à noite, pela então Rádio Educadora – hoje Rádio Rural -, quando a emissora ainda se situada no bairro do Carananzal.
Também foi o comandante do programa “Tribuna Popular”, no qual discorria sobre fatos variados, num português corretíssimo, que nem os improvisos eram capazes de macular. O “Ponto de Vista”, comentário que Osmar Simões fazia no programa de Esporte da Rádio Rural, no início das tardes, também atraía audiência incomparável, numa época em o rádio reinava absoluto, eis que a televisão ainda não havia chegado a Santarém.
Osmar Simões está vivíssimo. Para alegria de quantos jamais se esquecerão dele com muita saudade.

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Nota da redação:

Paulo Bemerguy, editor de Espaço Aberto, é o torcedor que àquela altura tinha seus 10, 12 anos de idade e também nutria pelo São Francisco uma paixão tão intensa que chegava a tomar Passiflorine e água com açúcar nos dias de Rai x Fran, para aplacar-lhe as tensões.

Maria desesperada (2)

Anônimo fez comentário sobre a postagem "Maria desesperada":

Você já notou o rosto da Maria, desfigurado pela incompetência de quem recebeu muito dinheiro e pouco fez.
Alguns petistas já admitem que tudo está perdido. Ontem estavam fazendo propaganda eleitoral em carro som pelas ruas da cidade.
Onde anda[sic] o Erasmo, o Hendersson?,
Será que já estão fazendo parte deste Governo de parte da elite?

Fuso e parafuso

De um leitor que se assina Vigilante:

Acordar cedo faz bem à saúde, diz o velho ditado.
Quem madruga, Deus ajuda.
Não entendo a histeria de uns bons vivant porque os relógios de Santarém vão adiantar uma hora no final de junho.
Curioso, quis saber quem eram esses seres pre-históricos refratários à unidade do horário brasileiro(exceção ao Acre).
Deparei-me com uma alcatéia, cujo membros são travestidos de intelectuais de meia-tijela.
O primeiro uivo que me chegou aos ouvidos foi de um funcionário público acostumado a chegar na repartição após oito horas, quando nos tribunais superiores o expediente já está no meio da manhã.
O segundo, de um notígavo inveterado, que advoga em, causa própria, per si, lamentando que suas noitadas irão se encerrar uma hora mais cedo, biologicamente falando.
O terceiro, inocente útilitário, embarca numa canoa furada de considerar apenas o nascer do sol como espetáculo da natureza. Talvez porque na hora do nascente ele esteja, ainda, se revirando na cama com as cortinas do quarto cerradas.

Palmeira é o indicado por Jader para a Eletronorte

Na coluna “Repórter Diário”, do Diário do Pará:

O engenheiro Jorge Palmeira é o indicado do deputado federal Jader Barbalho para assumir a presidência da Eletronorte. Palmeira já ocupou duas diretorias da Eletronorte – e, inclusive, a presidência, interinamente. Possui um dos melhores currículos do setor elétrico brasileiro, tendo feito quase toda sua carreira dentro da própria Eletronorte.
Além de paraense, Palmeira tem suas raízes familiares na política do Pará, sendo filho do ex-presidente da Assembléia Legislativa, deputado Geraldo Palmeira.

Socialistas em pé de guerra

Foi pedida proteção policial para os convencionais do PSB que estarão reunidos em congresso da legenda hoje em Santarém.
Há dois grupos 'socialistas' brigando de foice no escuro: do evangélico Reginaldo Campos e do aspone "Gaúcho', bate-pau do vice-governador Odair Corrêa, que deixou o partido no ano passado.

Contra o poder

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

As duas principais revistas de reportagem em circulação no Brasil são Brasileiros e Rolling Stone. RS é a que tem mais “pegada”, como se diz no boxe, porque Brasileiros se preocupa mais com a individualidade dos personagens e o enfoque positivo das questões, mais narrativa do que problematizadora. RS, mesmo dedicando a parte maior de suas páginas à música, sobretudo ao rock e derivados, tem bom espaço para longas reportagens bem escritas, mais críticas, no melhor exercício de jornalismo.
Por isso, fiquei agradavelmente surpreso ao encontrar, na última edição, a de número 19, uma resenha sobre meu livro Contra o Poder. O próprio editor da revista, Ricardo Franca Cruz, assumiu a tarefa de avaliar o livro, dedicando-lhe o maior espaço da seção, reproduzindo a foto que ilustrou matéria a meu respeito no número 5 (escrita por André Vieira) e dando o conceito excelente, com quatro estrelas (só os clássicos podem receber cinco estrelas).
Mas não se trata de hagiografia, muito pelo contrário, nem de ação entre amigos. Por isso, reproduzo o que Ricardo (a quem não conheço pessoalmente) escreveu:
Há 20 anos o jornalista e sociólogo paraense Lúcio Flávio Pinto se lançou em uma luta independente contra as mazelas sociais, políticas, econômicas e ambientais dos diversos cantos da Amazônia. A luta mostrou-se difícil, por vezes quase impossível, e tornou-se – apesar de exemplo de, mais que ética jornalística, conduta humana – solitária e ingrata. Lúcio Flávio, hoje com 58 anos, e seu totalmente independente Jornal Pessoal, que ele faz desde 1987, à unha, sozinho, sem publicidade – contando apenas com as charges do irmão, Luiz Antônio – não são exatamente adorados pela poderosa elite do Norte brasileiro. Com uma tiragem quinzenal que beira os 2 mil exemplares, o tablóide tem os dois primeiros anos de existência sintetizados em Contra o Poder.
A Jader Barbalho, político de olhar desafiador, o autor dedica um capítulo, analisando de perto a trajetória de um dos maiores e mais obscuros líderes do Pará. O assassinato do advogado “defensor de posseiros em conflitos fundiários” e ex-deputado estadual pelo PMDB, “embora fosse pública sua vinculação ao PC do B”, Paulo Fonteles, é esmiuçado, permitindo ao leitor acompanhar como o repórter revelou todas as camadas da sujeira que escondia as verdadeiras causas.
Os adversários dizem que Lúcio Flávio é vaidoso, arrogante, e que o JP é apenas um instrumento para exercitar seu ego. Mas é fortalecer a sociedade, municiando-a com as informações para o entendimento da Amazônia e do país, a busca maior desse jornalista, que sabe que seu JP é para e contra as elites e, a certa altura do livro, afirma: “Quando a sociedade é fraca, o poder – político ou econômico – é desmesuradamente forte”.

sábado, 26 de abril de 2008

Paysandu vence Àguia e assume liderança do Parazão

Com a vitória de 2x0, hoje, em Marabá, o Paysandu assumiu a liderança do segundo turno do Parazão, com sete pontos, deixando Remo (6) e Águia (4) para trás.
Porém, os bicolores podem perder a primeira posição caso o Remo vença o São Raimundo neste domingo (27), em partida realizada em Santarém às 17 horas.

Lula: aliança em 2008 pensando em 2010 é "insanidade"

Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de "insanidade" o fato de alguns pré-candidatos fazerem alianças políticas em 2008 pensando em 2010. Lula fez a afirmação ao abrir neste sábado (26/04) a Campanha Nacional de Vacinação de Idosos Contra a Gripe, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. "Não tem lógica. A lógica é da especulação. Como isso não está na Bolsa (de valores), não é necessário especular", disse Lula em conversa com jornalistas, da qual participou também o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
A afirmação foi feita em resposta a uma questão sobre o apoio que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), eventualmente daria ao governador José Serra em 2010 e também ao fato de o PMDB, partido da base aliada de Lula, ter fechado acordo de apoio a Kassab este ano".
O fato de haver estas alianças municipais está dentro do prazo, porque daqui a alguns meses haverá eleições para a prefeitura", disse o presidente. Lula não quis falar sobre a posição do PT em Minas Gerais, em relação a alianças. Para o presidente, trata-se de uma questão do presidente do PT, Ricardo Berzoini, e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.
"Quero deixar claro que só participarei de campanha municipal se tiver um único candidato da base contra a oposição. Se houver dois, não estarei presente", destacou.
Nesta semana, o PMDB que é da base aliada, fechou acordo para apoiar Gilberto Kassab (DEM), embora o PT estadual também estivesse negociando o apoio do PMDB para a candidatura Marta Suplicy. "As eleições municipais não estão na prioridade do presidente", reiterou.
LulaPara ele, a unidade da base se dá no Congresso Nacional e está tranqüila. Lula disse não tem compromisso com nenhum partido, e não pediu compromisso algum para 2010. "Até porque não sou candidato", disse

Aprovados no INSS serão convocados em maio

Os candidatos aprovados no concurso do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), cujas provas foram aplicadas no último dia 16 de março, deverão ser convocados para contratação entre os dias 19 e 24 de maio. Todos serão comunicados oficialmente pelo órgão através de cartas que começam a ser entregues nos próximos dez dias. O documento traz a lista de documentos que devem ser apresentados para a contratação.
A homologação do processo seletivo foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Em todo o País, foram oferecidas duas mil vagas, sendo 1,4 mil para o cargo de técnico e 600 para o de analista. A remuneração inicial é de R$ 1.989,87 e R$ 2.243,78, respectivamente.
Para o começo de junho, está prevista a realização de cursos preparatórios para os novos servidores. Com duração de três semanas, a formação envolve aulas teóricas e práticas. Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Salvador foram escolhidas como cidades-pólo onde os treinamentos serão dados. Os convocados serão lotados em locais onde a demanda por atendimento e a carência de pessoal forem maiores. Os novos funcionários substituirão os servidores que se aposentaram, faleceram ou mudaram de carreira.
No grupo de analistas, foram selecionados profissionais nas áreas de Arquitetura, Arquivologia, Biblioteconomia, Ciência da Computação, Ciências Atuariais, Comunicação Social, Direito, Engenharia (civil, do trabalho, de telecomunicações, elétrica e mecânica), Estatística, Pedagogia, Psicologia e Terapia Ocupacional.

Rio Tinto informa que pesquisa mineral só atinge 15% da reserva na Calha Norte

Marcos Diógenes, diretor da mineradora Rio Tinto, esteve esta semana na Câmara de Monte Alegre para informar aos vereadores que o projeto está apenas na fase inicial da pesquisa.
Segundo informações do jornal Tribuna da Calha Norte, Diógenes explicou que os trabalhos da mineradora Rio Tinto na região, se resumem “apenas na pesquisa inicial” que começou em 2005 e teve que parar no final de 2006, pelo fato da criação da Reserva Ecológica Grão Pará. Disse que os trabalhos de pesquisa voltaram no mês passado, mas somente em 15% da área total pretendida pela mineradora, justamente na área de Uso Sustentável (US) ou seja, na Flota.
Segundo o jornal, Diógenes deixou claro que é muito cedo para haver mobilizações por quem quer que seja pelo fato da pesquisa está com apenas um ano e meio, sendo que será necessário mais pelo menos dois anos para que se tenha um resultado concreto, se haverá ou não viabilidade para extrair o minério.
Pelo cronograma da Rio Tinto a exploração só começaria em 2016. A maior parte da área da pesquisa, segundo Diógenes, está no município de Alenquer, uma pequena parte no município de Monte Alegre e uma minúscula parte no município de Óbidos, informa o jornal Tribuna da Calha Norte.

Memória de Santarém - Vocês se lembram?

Vicente Malheiros da Fonseca

No texto do jornalista Lúcio Flávio Pinto estão os três filhos de Wilson Fonseca (maestro) que se dedicaram à música desde crianças: Vicente, Conceição e José Agostinho.
A prima Lourdes Fonseca de Campos foi eleita rainha do Centro Recreativo.
Presente naquele concerto, também, o notável violonista Sebastião Tapajós (que, por coincidência, está em Belém e virá hoje, aqui em casa, para mostrar as gravações das músicas do seu mais recente CD "Cordas do Tapajós", que contém 4 músicas de meu saudoso pai). E tantos outros talentos santarenos, naquele ano de 1959.
Ainda me lembro do evento. Parece que foi ontem... Eu tinha 11 anos de idade (a minha irmã Conceição ia fazer 9 anos; e o "Tinho" estava com apenas 6 anos). No ano anterior (1958), eu fiz a minha primeira composição, a valsa "Experimentar", que dediquei ao tio Wilmar (escrevi sobre este fato no jornal "Uruá-Tapera", edição de janeiro/2008).
É inevitável confessar: que saudade!...
Lá se vão quase 50 anos...
Vale a pena ler (abaixo e anexo).
O trabalho de recuperação da memória de Santarém, promovido pelo Lúcio Flávio Pinto, é realmente elogiável.
(Um equívoco: José Agostinho da Fonseca Neto não é "neto", porém FILHO de Wilson Fonseca - Isoca)

Maria desesperada

A avaliação administrativa da prefeita Maria do Carmo está crescendo igual a rabo de cavalo: para baixo.
Talvez isso explique o fato da prefeita acabar de usar o programa de rádio oficial da prefeitura para ofender a oposição política ao seu governo.
Ainda há pouco, na FM 94, Maria usou o programa pago com o dinheiro público para fazer explícita campanha eleitoral. A prefeita teve o desplante de se referir ao material de campanha que utilizou em 2004 para fazer comparações com o pouco que fez de obras e serviços na cidade.
Com meias-verdades, Maria acusou a oposição e os que "não gostam" dela de serem os responsáveis por tudo que de ruim acontece em Santarém. Mas as coisas 'boas', só ela que faz ou fez.
Até parece que Santarém não está em situação de emergêrncia.
Até parece que a campanha 'Adote um buraco', da Tv Ponta Negra, está sendo veiculada em uma cidade da Suiça.
Mas Maria não dá uma palavra, por exemplo, sobre o fato de ter recebido R$ 1 mihão do governo federal, em 2005, para construir um restaurtante popular e a obra, a passos de jabuti, somente está prevista para ficar pronta este semestre.
Cadê o Ministério Público Eleitoral que nada vê?

Clube pequeno sofre

O Clube do Remo conseguiu adiar de hoje para a amanhã à tarde o jogo contra o São Raimundo.
Os cartolas azulinos alegaram que a equipe iria chegar de madrugada deste sábado para jogar à tarde e que isso iria influir no rendimento do time.
Pois bem. A FPF não contou conversa e, sem consultar o São Raimundo, atendeu de pronto o pedido do Clube do Remo.
Mas, esta mesma FPF e, salvo engano, esse mesmo presidente Antônio Carlos Nunes, não deu o mesmo tratamento ao São Raimundo no campeonato 2005.
Naquele ano, o São Raimundo viajou às 15 horas de Santarém para Belém e teve que jogar no Baenão, as 20 horas. O time saiu direto do aeroporto para o estádio.
Apesar do cansaço da viagem de avião, o Pantera foi derrotado por 1x0, com gol de pênalti inexistente.

Logística de transportes

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) realiza na próxima quarta-feira, dia 30 de abril, em Belém (PA), o Seminário Regional Norte do Plano CNT de Logística, que acontece no auditório da Assembléia Legislativa do Pará, a partir das 13 horas.
O evento reúne empresários do setor de transporte, autoridades federais, estaduais e municipais e especialistas do setor de transporte.
As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas pelo 0800 728 2891, na página do Plano (www.cnt.org.br/planologistica) e no próprio local do evento.
O Plano CNT de Logística sugere para o Pará intervenções em todas as modalidades: aeroportuária, aqüaviária, ferroviária e rodoviária, como também construção e ampliação de terminais intermodais.
Entre os projetos estão a ampliação do aeroporto de Santarém, a construção de mais de 402 km do tramo ferroviário entre Dom Eliseu (PA) e Curuçá (PA), construção da eclusa de Tucuruí, construção do terminal marítimo de Espadarte e recuperação de 983 km do pavimento das BR-158, PA-150 e PA-475 entre Santana do Araguaia e Moju.

Melhoria da saúde no interior

Em seminário promovido pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos(NAEA/UFPA) o pesquisador Paulo Piani, professor da USP propôs redes locais para efetivar o princípio da integralidade.
"O olhar da pesquisa é no sentido de que os curadores locais podem contribuir para a melhoria da saúde", complementa Piani, defendendo um rabalho integrado dos agentes comunitários de saúde e dos "curadores locais" – rezadeiras, parteiras, médicos da terra, curandeiros, etc. – para melhorar o atendimento à população do interior.

Altamira sediará a 9ª Festa Estadual do Cacau

A 9ª Festa Estadual do cacau foi lançada sexta-feira(25), no município de Altamira. Cerca de 200 pessoas, incluindoprodutores e representantes de sindicatos e entidades regionaisparticiparam do encontro.
O Estado do Pará produz anualmente cerca de 40 mil toneladas de cacau eé o segundo maior produtor nacional, ficando com o estado da Bahia aliderança do ranking. A atividade emprega quase 100 mil pessoas em todo o Estado.
A região daTransamazônica responde por 70% da produção estadual e apresenta uma dasmaiores produtividades do mundo, uma média de 1,8 mil kg por hectare.
O cacau é uma espécie de cultura que atende a sustentabilidade ambientale, além disso, pode ser cultivado juntamente com essências florestais.

Novo fuso horário

No Repórter Diário, hoje:

Autoria
Com a sanção presidencial ao projeto de lei que reduz o fuso horário do Pará, Acre e Amazonas, todo o Pará passa a ter fuso unificado ao horário oficial de Brasília. No Acre e parte do Amazonas, a diferença de duas horas em relação à capital federal cairá para uma hora. A sanção ao projeto, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC) com emendas dos deputados Elcione Barbalho (PMDB-PA) e Lira Maia (DEM-PA), foi publicada, ontem, no Diário Oficial da União, para valer a partir do dia 25 de junho.

Quimera
Depois da marcha e audiências, em Brasília, com o pires na mão, os prefeitos paraenses acreditam que o Senado aprovará a Emenda 29, que eleva de 12% para 15% os recursos federais à saúde e ainda vincula a correção da verba carimbada, às altas do PIB nacional. Essa, segundo o líder do PT na AL, Carlos Martins, é uma das principais lutas do municipalismo. Martins acompanhou a romaria de prefeitos e reuniu-se com um grupo de senadores para pedir a aprovação da emenda, já aprovada na Câmara de Deputados.

Salão do livro caro

Quem pensa que a venda de livros ( livretos) a R$ 1,00 ou R$ 3,00 é uma jogada de marketing para estimular o consumo de bons livros está redondamente enganado.
No salão do livro montado na praça São Sebastião, livro bom é sinal de carestia. Barato mesmo, só refugo das editoras.
O livro Caçador de Pipas, de autoria de Khaled Hosseini, é vendido em livraria de aeroportos por R$ 39,00 e pela internet por apenas R$ 27,90, mas está sendo vendido no salão do livro em Santarém por R$ 70,00.

Padre Aderli: despesa extraordinária

Uma reportagem ao RBS Notícias, jornal local da Rede Globo em Santa Catarina levantou uma dado alarmante sobre a busca ao Padre Aderli. Até o momento foram gastos exorbitantes R$ 564 mil.
Hoje será decretado o fim do processo, não sem antes mobilizar dois navios e um helicóptero.
É bom lembrar que em casos como esse a Marinha estipula um período de 72 horas para encontrar possíveis sobreviventes, neste caso as buscas foram estendidas pelo dobro de tempo. Mesmo respeitando a dor da família é preciso lembrar que a quantia mencionada é excepcionalmente grande e excepcionalmente exagerada quando lembramos que se trata de dinheiro público.
O montante gasto desperta inquietação: devemos pagar pela irresponsabilidade de Aderli?
Se o caso não tivesse tamanha repercussão na mídia as buscas ainda estariam acontecendo?
A matéria pode ser conferida neste link.

Eletronorte ficará em Brasília de vez?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajos

No final de março a diretoria da Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil) decidiu encaminhar à CEB (Centrais Elétricas de Brasília) proposta para a compra, por 61 milhões de reais, de um prédio daquela empresa localizado no SGAS, quadra 904, em Brasília. Nesse prédio seria instalada a sede própria da Eletronorte, que funciona atualmente em um prédio alugado no edifício Venâncio 3000, na capital federal. A decisão contou com o apoio do Sindicato dos Eletricitários de Brasília, que defendeu os empregos dos mil empregados da Eletronorte que atuam no DF. Os nove sindicatos de eletricitários estabelecidos nos Estados da Amazônia não foram consultados. Nem a opinião pública amazônica.
A decisão foi tomada em surdina e açodadamente. A Eletronorte a adota na contramão dos acontecimentos, exatamente quando a Eletrobrás, da qual é subsidiária, evolui para a unificação, a exemplo da Petrobrás. A estatal do petróleo, aliás, montou sua sede, em 1954, na então capital federal, mas não se mudou para Brasília quando para lá se transferiu o distrito federal. Felizmente continuou no Rio de Janeiro, onde se acham os maiores campos de óleo do país.
A Eletronorte foi criada no auge do regime militar, em 1973, não por acaso quando aconteceu o primeiro choque do petróleo (e da energia como um todo). Seu primeiro presidente foi um coronel da reserva do Exército. Raul Garcia Llano era um técnico e uma pessoa afável, mas incorporou e repassou o espírito autoritário e arrogante que seria uma das marcas da estatal. A Eletronorte tinha que ficar ao lado do poder central para poder executar melhor sua estratégia e ouvir as ordens com clareza para ditá-las em seguida. Não importava que em Brasília ela não produzisse um só kW e Goiás, a base física da capital federal, se encontrasse fora da jurisdição da empresa.
A intransigência locacional, nascida durante a fase de exceção, se manteria a mesma ao longo do período democrático. Manteve-se indiferente aos fortes argumentos de que era a única empresa do grupo Eletrobrás a ter sua sede em Brasília, fora da área da sua competência legal. Agora a atitude foi além da intolerância: consumou a distorção. Ou pelo menos pretende apresentá-la como fato consumado, quando exibir sua sede definitiva.
Por amarga ironia, o projeto da nova sede foi conduzido por dois paraenses, o (ainda) presidente, Carlos Nascimento, e o diretor, Manoel Santana Ribeiro, colocados nos cargos por indicação do político paraense de maior influência junto ao governo federal, o deputado Jader Barbalho. Conseguirão eles perpetrar essa traição aos legítimos interesses do Pará e da Amazônia, de fazer a Eletronorte se instalar na região onde produz e distribui energia?

Manchetes da edição de final de semana de O Estado do Tapajós


NOVO HORÁRIO DE SANTARÉM COMEÇA A VIGORAR EM 60 DIAS

FIM DO CULTIVO DE ARROZ JÁ PROVOCA DISPARADA DE PREÇO

FISCALIZAÇÃO DE LAN HOUSES NÃO É FEITA POR FALTA DE VEÍCULOS

ASSENTAMENTO COLETIVO NA VÁRZEA AINDA GERA POLÊMICA

RODOVIÁRIOS PODEM PARALISAR ATIVIDADES A PARTIR DO DIA 5 DE MAIO

MAIS DE 17 MIL IDOSOS DEVERÃO SER IMUNIZADOS CONTRA A GRIPE EM SANTARÉM

PERMISSÃO DE VENDA DE BEBIDAS NA BR-163 AINDA NÃO ESTÁ EM VIGOR

MÁRCIO SOUZA DESTACA IMPORTÂNCIA DO SALÃO DO LIVRO

ELETRONORTE COMPRA PRÉDIO PARA FIXAR SEDE EM BRASÍLIA

sexta-feira, 25 de abril de 2008

E a gente reclama com quem?

Bellini Tavares de Lima Neto
Articulista de O Estado do Tapajós

Antigamente se dizia que “em casa que não tem pão, todo mundo grita e ninguém tem razão”. Apesar de antigo (e o antigo, hoje em dia, parece ter virado sinônimo de tolice, coisa sem serventia, superada, ultrapassada) o ditado faz a gente pensar. Na velha sociedade brasileira a família normalmente era formada por um pai que trabalhava fora e ganhava o sustento da turma, uma mãe que cuidava dos filhos e os próprios, os filhos, que eram educados para seguirem os mesmos passos dos pais. Quando um dos dois, pai ou mãe, não conseguia fazer a sua parte, a coisa desandava. Pai que não trouxesse o chamado “pão de cada dia” caia em desgraça, perdia a autoridade, a moral e, aí, podia gritar o quanto quisesse que ninguém ouvia. A mãe que não andasse nos trinques com a casa, a roupa lavada e passada, a comida na hora certa, perdia até o direito de dar o conhecido sermão nos filhos, perda, aliás, que mãe alguma suporta.
Felizmente esse modelo há muito tempo deixou de funcionar. O que, no entanto, não deixou de funcionar foi a figura do pai e da mãe como orientadores, condutores da turminha. E para isso, além do pão, é absolutamente necessário que haja um outro componente: a autoridade. Autoridade não se confunde com autoritarismo. Autoridade vem temperada com um ingrediente essencial: o respeito. O sujeito grandalhão, forte e bravo, acaba criando medo em quase todo mundo, mas quase nunca merece respeito algum. Na primeira oportunidade, alguém lhe prega uma peça que, em algumas vezes, vem revestida de chumbo. Aí, adeus autoritarismo, mesmo porque autoridade, aquele prato temperado de respeito, isso o valentão nunca tem para perder.
Desde o clubinho de futebol do bairro até as grandes instituições mais sofisticadas, nenhum agrupamento humano sobrevive sem a presença de autoridade. É ela quem dá as coordenadas, mantém a ordem, estabelece os limites e assegura a sobrevivência de princípios, direitos e obrigações. É comum ver famílias em que a autoridade paterna e materna é substituída pela atitude fácil da concessão de tudo. Em lugar do “não” muitas vezes necessário aos filhos, é bem mais fácil dizer um “sim” que, embora simpático a quem ouve, pode ser um grande engano. Afinal, pais e mães omissos podem dizer “sim” por comodismo, mas a vida, essa não faz concessões.
No entanto, parece que isso tudo ficou ultrapassado também, assim como o ditado. Basta dar uma olhada nos jornais dos últimos dias. Um reitor de uma universidade de Brasília resolver usar dinheiro da instituição para reformar seu apartamento. Gasta “apenas” R$400.000,00 e acha que tudo está perfeito. Por pressão dos jornalistas, o assunto ganha notoriedade. Seria de se imaginar que alguém do governo democraticamente constituído tomasse a iniciativa de investigar e, se fosse o caso, punir o “reformista militante”. Transportando para o cenário das antigas famílias, papai ou mamãe chamaria o garoto levado e, constatando a peraltice, o colocaria de castigo. Na nossa Brasília, que apenas rima com “família” (e, como já disse antes o poeta, pode ser uma rima, mas não é uma solução) é preciso que os estudantes invadam a universidade e por lá permaneçam por semanas a fio até que o peralta resolva parar com a traquinagem. Invadir o prédio é uma forma totalmente errada de corrigir o problema, mas a omissão da autoridade acabou legitimando o que fizeram os estudantes. Um a zero contra a autoridade.
Mas, a goleada ainda estava por vir. Chegamos ao mês de abril, quando, já tradicionalmente se coloca em prática um disparate que recebeu o nome de “Abril Vermelho”. A turma do “movimento social” batizado de MST resolve fazer uma série de invasões para pressionar a implantação da reforma agrária. Todo ano tem, assim como o Carnaval. Só que, agora, além dos “ST”, os ditos “sem terra” já existe um bocado de outros “sem alguma coisa”. E os solertes revolucionários invadem o prédio da Caixa Econômica Federal, saqueiam fazendas, matam o gado, destroem plantações, impedem pedágios de cobrar a tarifa a quem tem direito por conta das concessões recebidas do governo para conservar as estradas. Vem a televisão, filma os idealistas que riem com gosto, felizes com o dinheirão que a “autoridade” lhes fornece. Oito a zero contra a autoridade.
Confesso que fico um pouco atrapalhado. O nosso querido país tem, hoje, um “pai dos pobres”, imitação grosseira de um outro, mais antigo, por cujos estragos ainda estamos. Agora temos uma tentativa de “mãe dos pobres” que vem sendo empurrada goela abaixo meio a seco. Só não temos mais autoridade nenhuma. Em lugar disso, a peraltice se espalhou. Viramos o país da traquinagem, com direito a afago de mão na cabeça. Todo mundo grita e ninguém tem razão. E, pelo que se tem ouvido, não é por falta de pão. Tomara que não seja por falta de pau...na moleira.

Plebe culta fica a pé

Neste momento centenas de pessoas que participaram do salão do livro. na praça de São Sebastião, estão há mais de meia hora à espera de transporte coletivo para chegarem em casa.
Os próximos ônibus só passam a partir de 23 horas.
Quem perder o 'cristo' está lascado.
Eta governo petista!

Verdes em seminário

Militantes do Partido Verde passam a manhã de sábado reunidos no plenário da Câmara de Vereadoes de Santarém discutindo a participação do partido nas próximas eleições municipais.

PF apreende caca-níqueis

Operação realizada agora à tarde pela Polícia Federal apreendeu dezenas de máquias caça-níqueis em estabelecimentos localizados no bairro de Cambuquira e em outros bairros da cidade.
A operação está sendo comandada pelo delegado Olavo Ataíde.
Na operação realizada pela PF no início desde mês emSantarém foram apreendidas 121 máquinas que simulam jogos de azar.

Construtora a mil por hora

Será quarta-feira, dia 30, o lançamento da usina de asfalto, o mais novo empreendimento da Saneng Engenharia.