quinta-feira, 8 de julho de 2010

Candidatos aprovados em convenção podem se registrar até sábado

Sábado, dia 10, é o último dia para os candidatos, escolhidos em convenção, requererem seus registros perante o Tribunal Superior Eleitoral e tribunais regionais eleitorais, até as 19 horas, caso os partidos políticos ou as coligações não os tenham requerido (Lei nº 9.504/97, art. 11, § 4º).
Dia e item 1 acrescidos pelo art. 6º da Res.-TSE nº 23.223/2010.

No Çairé, em setembro, tem carimbó

Carimbó do boto Cor de Rosa, no Çairé de 2009. Alter do Chão-Santarém.
Foto: Jornal O Estado do Tapajós

Tribo Muirapinima lança CD 2010

Juruti entra no clima da 16ª edição do Festival das Tribos. No dia 03 de julho aconteceu o lançamento do CD 2010 da Tribo Muirapinima, realizado no Tribódromo. As 17 novas músicas prometem agitar o público na arena assim como agitou aproximadamente 5 mil pessoas ao som do regional Filhos da Terra, que prestigiou e agitou o lançamento.

Os CDs tanto da tribo Muirapinima assim como o da tribo Mundurukus foram patrocinados 100% pela Prefeitura de Juruti, que também é a maior patrocinadora do Festribal. O investimento repassado às tribos para gravação dos CDs foi de R$ 60.000,00, maior do que foi repassado em 2009.

Na foto, o prefeito Henrique Costa com destaques Muíra.



Será que a Saneng vai ganhar essas licitações?

DIÁRIO OFICIAL Nº. 31704 de 08/07/2010

PARTICULAR
PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTARÉM

Número de Publicação: 128568

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTARÉM

SECRETARIA MUNICIPAL DE INFRAESTRUTURA - SEMINF

AVISO DE LICITAÇÃO

Concorrência Pública Nº 004/2010-SEMINF

A CPL do município de Santarém avisa aos interessados da licitação objetivando Execução de serviços pavimentação em CBUQ das Avenidas Rui Barbosa, São Sebastião, e Presidente Vargas. Abertura: dia 09 de agosto de 2010 às 10:00 hs. No auditório do CIAM. O Edital e informações poderão ser obtido na SEMPLAN, no horário de 08:00 às 13:00 hs, informações ou pelo telefone (093) 2101-5550

Santarém (PA), 08 de junho de 2010.

Pedro Gilson Valério de Oliveira

Presidente da CPL

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTARÉM

SECRETARIA MUNICIPAL DE INFRAESTRUTURA - SEMINF

AVISO DE LICITAÇÃO

Concorrência Pública Nº 005/2010-SEMINF

A CPL do município de Santarém avisa aos interessados da licitação objetivando Execução de Recapeamento das avenidas: 24 de Outubro, Marechal Rondon, Elinaldo Barbosa, Álvaro Adolfo, Sistema Viário Santarenzinho e Pavimentação Asfaltica, saldo de Convênio SEPOF. Abertura: dia 10 de agosto de 2010 às 10:00 hs. No auditório do CIAM. O Edital e informações poderão ser obtido na SEMPLAN, no horário de 08:00 às 13:00 hs, informações ou pelo telefone (093) 2101-5550

Santarém (PA), 08 de julho de 2010 .

Pedro Gilson Valério de Oliveira

Presidente da CPL

Santarém incluída no PAC Cidades Históricas

Da Redação:

Santarém, no oeste do Pará, terá R$ 23,9 milhões do PAC para restaurar seu patrimônio histórico, tais como o Centro Cultural João Fona, a Praça Monsenhor José Gregório (Matriz) e a Praça Barão de Santarém (São Sebastião). Também serão elaborados projetos para o Centro de Referência de Arqueologia de Santarém e elaborado projeto de recuperação para a igreja de Nossa Senhora da Saúde, em Alter do Chão, distrito que também terá criado um Centro Cultural Indígena.

Para isso, o governo do Estado incluiu no PAC do Pará (o conjunto de obras com recursos próprios e federais que vão consumir um investimento de R$ 109,6 bilhões até 2014) a recuperação do patrimônio histórico de Belém e das cidades de Belterra, Bragança, Cametá, Óbidos, Santarém e Vigia, além de investimentos em outros municípios. Serão R$ 630 milhões do governo federal, com contrapartida estadual de 15%, para obras urgentes que pretendem qualificar essas cidades para o turismo.

Leia mais aqui.

Mototaxistas terão que fazer curso para dirigir a partir do final do ano

Aritana Aguiar

O Conselho Nacional de Trânsito - Contran instituiu no dia 14 de junho curso especializado obrigatório para mototaxistas e motofretistas que exerçam as atividades remuneradas utilizando motocicletas e motonetas. Acontece que, em Santarém, que tem a maior frota desse tipo de veículos em relação ao número de habitantes, muitos desses profissionais ainda desconhecem a obrigatoriedade desse curso, e nada foi repassado pelo DETRAN às auto-escolas até o momento.

O curso visa dá uma qualificação no sentido de aquisição de conhecimentos, padronização de ações e, consequentemente, atitudes de segurança no trânsito. A resolução só entrará em vigor com 180 dias a partir da data de publicação, ou seja, dia 14 de dezembro deste ano. Está previsto que o curso possa ser ministrado pelo DETRAN, ou órgãos, entidades e instituições autorizadas, no caso, auto-escola.

A carga horária é de 30 horas/aula, para matricula deve ter no mínimo 21 anos e dois anos habilitado da categoria A(moto), e não está cumprindo nenhuma pena de suspensão do direito de dirigir. De acordo com a resolução, deve constar no campo observação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que o profissional fez o curso, e deve ser atualizado a cada cinco anos.
O curso se divide em três módulos, vai discutir ética e cidadania na profissão, noções básicas de legislação, transporte de cargas e pessoas, além de segurança e saúde, como: cuidados com o corpo (alimentação, sono e alongamento corporal), condições emocionais (estresse, preocupação e fadiga), postura corporal sobre a moto, entre outros.

Leia mais aqui.

Transparência Zero

Na Coluna do Estado, edição desta semana de O Estado do Tapajós:

Dos 16 pedidos de informações à Prefeitura de Santarém apresentados à Câmara Muncipal apenas um foi respondido pelo executivo. E de forma graciosa, o que provocou a indignação do autor, vereador Jailson do Mojuí(PSDB), que queria saber a relação e o valor dos imóveis alugados pela administração municipal. *** Na última segunda-feira, mais um pedido foi protocolado para saber o destimo do barco Netinho, que pertencia à secretaria municipal de saúde, cujo motor estaria sendo reformado em uma oficina da cidade. *** Neste primeiro semestre os vereadores aprovaram apenas uma emenda à Lei Orgânica do Município - justamente a emenda que permite a reeleição de membros da mesa diretora da Câmara para os mesmos cargos.

Férias para os advogados

A Proposta de Emenda à Constituição Federal (PEC nº 48/2009), que altera alguns dispositivos da mesma, prevê 30 dias de férias coletivas para a Justiça, período este que vai funcionar como tempo de férias para a advocacia nacional, quando advogados, juízes e membros do Ministério Público poderão descansar.

A PEC foi defendida no Senado pelo Presidente Nacional da OAB, Ophir Cavalcante, e ainda, pelos Presidentes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB); da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA); da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público. Outros dirigentes de órgãos ligados à distribuição da Justiça hipotecaram apoio à Emenda, que com certeza, será aprovada.(José Olivar)

As novas regras para voar

Adenauer Goes
adenauergoes@gmail.com


Interessante como voar tem se tornado cada vez mais uma prestação de serviço como outra qualquer. Antigamente a sensação que se tinha era de algo diferente da rotina do dia a dia. Voar era um verdadeiro acontecimento, valia comprar roupa nova, fazer o cabelo e as unhas e por ai afora.

A partir deste mês de junho passado começou a vigorar a nova legislação estabelecida pela ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, a qual cria novos critérios e direitos dos passageiros de transporte aéreo em casos de vôos atrasados ou cancelamentos, além das situações de imprevistos como impedimentos para embarques, trocas de aeronaves ou overbooking,quando o passageiro não consegue embarcar - mesmo com passagem comprada por excesso de vendas de bilhete, acima da capacidade da aeronave.

A resolução da ANAC trata especificamente da assistência devida ao passageiro por problemas gerados pela prestadora de serviço, no caso a companhia aérea. As principais inovações estabelecidas pela nova regra estão na redução do prazo em que a empresa deve prestar assistência ao passageiro, na ampliação do direito á informação e na obrigação de reacomodação imediata, nos casos de vôos cancelados, interrompidos e no caso de passageiros preteridos de embarcar em reserva confirmada.

Confira as novas regras e use-as quando necessário: No caso de atraso, pela norma anterior a companhia aérea podia esperar até quatro horas para começar a providenciar acomodação em outro vôo, reembolso do valor pago ou mesmo facilidades de comunicação e alimentação para o passageiro prejudicado. Com a nova legislação grande parte destas providências passa a ser imediata, desde que haja outro vôo da mesma empresa para o mesmo destino.

No caso de reembolso,a regra anterior não previa devolução integral em caso de desistência por atraso de vôo, mas agora caso o passageiro assim queira o reembolso passa a ser integral, além de permitir ao usuário do serviço retornar ao aeroporto de origem em caso de atraso em escala ou conexão.Vale ressaltar também que a devolução do valor da passagem que antes ocorria em até 30 dias, passa a ser imediata,sendo que esta solicitação pode ser feita no meso instante em caso de preterição,cancelamento e quando houver estimativa de atraso de mais de quatro horas. A devolução do valor será feita de acordo com o meio de pagamento. Por exemplo, se a passagem está quitada, a devolução terá que ser imediata,por transferência bancária ou em dinheiro.Já no caso de um bilhete adquirido por cartão de crédito e com parcelas a vencer, a devolução obedecerá as regras do cartão de crédito.

Quanto ao item informações, houve um aprimoramento significativo, passou a ser obrigação de a empresa dar satisfações ao cliente, inclusive por escrito, até mesmo para comprovação do passageiro que por acaso tenha perdido compromisso em função de atraso, cancelamento ou preterição. Além disso a companhia está obrigada a oferecer outro tipo de transporte alternativo para completar um vôo que tenha sido cancelado ou interrompido, desde que opassageiro concorde.

O descumprimento das normas configura infração ás condições gerais de transporte e podem resultar em multas ás companhias de R$ 4 mil a R$ 10 mil por evento. Na página da ANAC na internet, está disponível a integra da nova legislação e você pode consultar para saber de seus direitos no site HTTP://www.anac.gov.br/biblioteca/resolucao/2010/ra2010-0141.pdf

Em nome dos índios do rio Trombetas

Lúcio Flávio Pinto
editor do Jornal Pessoal

O vale do rio Trombetas, no Pará, será palco de uma experiência inédita no Brasil. O governo vai mapeá-lo e etnozoneá-lo (neologismo muito recente), com a participação dos próprios beneficiários, os índios. Eles fornecerão informações, participarão dos trabalhos de campo e serão co-responsáveis pela execução dos serviços. Uma parceria original entre o Estado e os índios num projeto que é realizado pela primeira vez no país com essas características.

Para torná-lo possível, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado assinou um convênio com a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, no valor de 859 mil reais, com vigência de um ano. O objeto do convênio tem uma descrição quinhentista, revisada pelo jargão acadêmico atual: “Trabalhos de Etnozoneamento da porção paraense das Terras Indígenas Trombetas, Mapuera, Nhamundá Mapuera e áreas ocupadas por povos indígenas na Floresta Estadual do Trombetas, num total de mais de 4 milhões de hectares zoneados participativamente, com vista a viabilizar ações de ordenamento territorial aliadas a conservação da biodiversidade, para propiciar a gestão territorial e ambiental integrada das áreas protegidas da Calha Norte do Estado do Pará”.

Como há componentes inteiramente novos nesse título pomposo, é preciso penetrar nos seus bons propósitos e promessas agradáveis. A sociedade já amadureceu para a atitude inteligente de reconhecer o valor do conhecimento acumulado pelas populações que antecederam os europeus na ocupação da região e procurar não só preservá-lo como utilizá-lo de forma concreta e prática. Ganhará em tempo e em riqueza de informações se reconhecer esse componente étnico autônomo e indescartável. Mas o que há por trás dos conceitos generosos e bonitos?

Há contradições e omissões. Em seu site, a associação Kanindé diz que seu trabalho durará não um ano, mas dois. Diz ainda que a área possui seis milhões e não “mais de 4 milhões de hectares”, como está assinalado no sumário do convênio. A uniformização das duas fontes, que seria premissa, torna-se assim um incômodo. Indica desde já que haverá aditivos para prorrogar prazo e esticar recursos?

Outra questão é óbvia: por que ir a Rondônia para fazer esse convênio? Não há nenhuma outra entidade (a Kanindé é uma OSCIP, organização civil de fins específicos, criada no final de 1992) no próprio Pará, que podia fazer esse trabalho? Se não há, não seria necessário pelo menos fazer uma audiência pública ou consultar especialistas antes de assinar o convênio? A Kanindé tem suas credenciais, mas restritas a Rondônia, não muito numerosas nem de impressionar. Está em condições de fazer a intermediação técnica entre os índios e o governo nesse serviço original, que constituem as características pioneiras da empreitada?

O propósito dessa iniciativa, de “consolidar o maior corredor de biodiversidade do planeta”, na calha norte do rio Amazonas, é de grande importância. Por isso mesmo, não podia ser iniciada com tão poucas informações e tantas dúvidas.

Em votação apertada, Senado aprova ‘divórcio direto’

Josias de Souza:

Por 49 votos a favor, quatro contra e três abstenções, o Senado aprovou a emenda constitucional que cria no Brasil o “divórcio direto”.

Significa dizer que, uma vez divorciada, a pessoa pode, se quiser, casar-se novamente no dia seguinte.

Acaba a figura jurídica da separação judicial (antigo desquite), que obrigava os casais a esperar por até dois anos para poder casar de novo.

A emenda passou raspando na trave. O quorum de 49 votos a favor é o mínimo exigido para a aprovação de emendas à Constituição.

Coube à senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) anotar no painel eletrônico o último voto. Chegou ao plenário atrasada. Por pouco o voto dela não foi consignado.

A emenda já havia sido aprovada na Câmara. O autor é o deputado Sérgio Carneiro (PT-BA). Entra em vigor no dia da promulgação.

Relator da proposta no Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO) explicou ao blog a importância da mudança. Leia:

- O que representa a modificação aprovada?

No Brasil, existe um processo intermediário, após o divórcio, chamado de separação. É o antigo desquite. Os casais, mesmo depois de divorciados, mantêm o vínculo por até dois anos.

- Como funcionava?

As pessoas precisavam ficar separadas de fato por um ano, gastar dinheiro com advogado, com custas de cartório para, só então, formalizar o divórcio. Outra alternativa era manter a separação de fato por dois anos.

- Houve oposição da Igreja?

A Igreja Católica e as igrejas evangélicas trabalharam duramente contra a aprovação da emenda.

- O que acha do argumento de que a novidade enfraquece a família?

Esse discurso é velho, vem de 1977, quando o mecanismo da separação foi criado. Fizeram o divórcio, mas puseram um desquite no meio, dando-lhe o nome de separação judicial. Não faz o menor sentido.

- O que muda de fato?

A partir da promulgação da emenda, a separação será automática. A pessoa pode se casar novamente no dia seguinte. Se quiser dar uma de Richard Burton e Elizabeth Taylor pode casar, separar e casar de novo depois de amanhã. Casamento é isso mesmo. Não se pode obrigar duas pessoas que não querem a ficar juntas.

- O senador Marcelo Crivella [PRB-RJ, bispo licenciado da Igreja Universal], anunciou que vai recorrer. Pode mudar?

Não há a menor chance. Ele vai recorrer à Comissão de Constituição e Justiça, que é presidida por mim. Ou seja, o Crivella vai recorrer a mim (risos).

Fantasma no Tribunal de Justiça do Pará

Lúcio Flávio Pinto
Edigtor do Jornal Pessoal


Um fantasma abala, há quase 40 anos, a credibilidade da justiça do Pará. Ele se apresenta como dono de uma área total de 9 milhões a 12 milhões de hectares (pode chegar a 10% do território paraense), espalhadas por 30 dos 243 municípios do Estado, cujos registros, feitos em cartórios imobiliários do interior, continuam válidos. Em seu nome há inúmeros incidentes processuais no fórum cível, nos quais atuam seus advogados. Mas ninguém jamais o viu. Nem seus procuradores. Por um motivo simples: Carlos Medeiros não existe.

O personagem foi criado por uma quadrilha de advogados, serventuários da justiça e um corretor de terras, Marinho Gomes de Figueiredo, o alter-ego do fantasma e que também não existe mais, porém por uma razão de verdade: morreu. A carteira de identidade, o CPF e o endereço de Medeiros pertencem a outras pessoas. Esse fato já foi constatado pela Polícia Federal. Mesmo assim, os processos nos quais o fantasma é parte seguem sua tramitação.

O último despacho em um deles foi dado em 22 de fevereiro pelo desembargador Ricardo Nunes, das Câmaras Cíveis Reunidas. Ele recebeu os embargos de Medeiros, opostos contra decisão anterior do tribunal, por entender que “os pressupostos processuais foram preenchidos”. Antes, como relatora do processo na 3ª Câmara Cível, a desembargadora Maria Rita Xavier ressaltou “a relevância da matéria tratada”. Mesmo assim, ninguém consegue dar um paradeiro à movimentação da quadrilha de audaciosos grileiros.

A fertilidade de recursos no direito processual brasileiro é uma arma que eles usam com sagacidade para prolongar ao infinito uma demanda natimorta, como o próprio Medeiros. Mas a “relevância da matéria tratada” exigia um procedimento cirúrgico do judiciário, em benefício do patrimônio público e do próprio respeito à lei.

Quando o desembargador Milton Nobre assumiu a presidência do Tribunal de Justiça do Estado, sugeri que ele baixasse uma portaria exigindo que os procuradores de Carlos Medeiros o apresentassem, em carne e osso, sob pena de extinção de todos os processos por ilegitimidade ativa (fantasma não pode litigar em juízo). A providência seguinte seria cancelar todos os registros imobiliários tendo como origem imóveis matriculados em nome de Carlos Medeiros.

O desembargador acatou a sugestão. Mas ela não teve qualquer efeito prático. Ou não foi posta em prática. O fantasma continua a peregrinar pelos corredores do fórum e seus manipuladores a ganhar dinheiro – e muito dinheiro – com essa inércia, vendendo dezenas de falsos títulos de propriedade de terras e incautos ou mal intencionados. O prejuízo para o patrimônio público se mede por milhões de reais, Os aborrecimentos, por outro tanto.

Tremonte jogou a toalha

Do Blog da Rita Soares:

Agora é oficial. Escolhido na convenção do PSL como candidato ao governo do Pará, o empresário Luiz Carlos Tremonte desistiu da disputa.

Em conversa com blog, disse estar “frustrado e decepcionado”. Alegou ter desistido por falta de estrutura no partido e de apoios para a candidatura.

Nos últimos seis meses, Tremonte vinha tentando compor com outras legendas, mas não conseguiu angariar apoios.

Era apontado como o candidato do setor madeireiro, mas disse que apenas cinco empresários foram à convenção do PSL onde foi sagrado candidato. Eram esperados 150.

As promessas para doações de campanha juntavam a soma de R$ 5 milhões, mas Tremonte disse ter percebido que elas não se concretizariam.

“Comecei a me perguntar até que ponto as doações iriam mesmo se concretizar. Embora seja empresário, não tenho dinheiro sobrando. Não tenho como fazer uma campanha com recursos próprios. Esperava contar com doações”.

O PSL não vai coligar ou apoiar qualquer dos candidatos ao governo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O patrimônio dos candidatos

Do Blog da Rita Soares

Simão Jatene (PSDB) - declarou bens que somam cerca de R1,7 milhão. O patrimônio é formado por apartamentos, casas, dinheiro em contas bancárias, títulos de clube e carros. Jatene tem também um barco.


Domingos Juvenil (PMDB) - bens avaliados em R$ 1,4 milhão. O patrimônio é formado por imóveis no Pará e em Brasília, além de carros e quotas de empresa.


Fernando Carneiro (PSOL) - declarou um imóvel no valor de R$ 33 mil e um carro financiado de R$ 23 mil.

O candidato do PSTU Cléber Rabelo informou não ter bens.

A candidata da coligação “Acelera Pará”, Ana Júlia Carepa, ainda não forneceu esses dados ao Tribunal.

Só 21% dos ouvintes acompanham a Voz do Brasil

Contas Abertas:

Enquanto os parlamentares decidem no Congresso se flexibilizam o horário obrigatório da Voz do Brasil, transmitida de segunda a sexta-feira às 19 horas em todas as rádios do país, pesquisa divulgada em junho pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República mostra que a audiência do programa não é das maiores. Dos 12 mil entrevistados em 539 municípios espalhados pelas cinco regiões, 80% são ouvintes de rádio. Destes, apenas 32% costumam acompanhar notícias sobre o governo federal pelo rádio, sendo que 21% deles ouvem o programa Voz do Brasil.

O percentual de quem acompanha o programa, no entanto, é maior do que o verificado nos programas Café com o Presidente (6,5%) e Bom Dia Ministro (3,4%). Pior é a situação das governamentais TV Brasil e TV NBR. A pesquisa quantitativa “hábitos de informação e formação de opinião da população brasileira” revela que apenas 37% dos entrevistados já ouviram falar na TV Brasil – dos quais 18% dizem assistir – e somente 17% já ouviram falar em TV NBR, sendo que 10% costumam assistir a alguma programação desse canal.

Leia mais aqui.

Arquivado projeto que poderia acabar com venda tradicional de açaí

Foi aprovado nesta quarta-feira (07), o relatório do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) com parecer pela rejeição de um projeto de lei que tornariam ilegais os tradicionais pontos de venda de açaí, que sustentam milhares de famílias e fazem parte da cultura paraense.

A proposta (PLS 178/2010) era de autoria do senador Tião Viana (PT-AC). Em resumo, o projeto tornava obrigatória a pasteurização da polpa do açaí antes da venda. Quem não cumprisse a determinação - caso fosse aprovado o projeto de lei - levaria multa de dois mil reais. Na segunda incidência, a multa subiria para cinco mil reais. Numa terceira notificação, o estabelecimento seria fechado.

Leia mais aqui

Entrevista reveladora


Amanhã, as 9 horas, na sede do partido, em Santarém, o deputado federal Lira Maia vai explicar tintim por tintim o que, afinal, aconteceu entre o DEM e o PSDB que acabou por deixar de fora da eleição o casal Pires Franco.

Duelo constante entre Rominho e Jader

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


Sem citar-lhe o nome, Romulo Maiorana Júnior, principal executivo do grupo Liberal, bateu firme em Jader Barbalho. Dedicou-lhe sete dos 39 parágrafos do discurso que leu durante a entrega do prêmio ORM/ACP, no dia 18, perante centenas de pessoas reunidas no Hangar Centro de Convenções. Repetiu um jargão da coluna Repórter 70, de O Liberal, aplicada a Jader, aquele “que não tem biografia, mas ficha corrida”, dispensando outras apresentações. Lamentou que o Pará ainda tenha “corruptos concorrendo nestas eleições e com processos tramitando no Supremo” (Tribunal Federal). E colocou-se na parte sã do cesto de maçãs podres: “Resta-nos ficar atentos, para distingui-los daqueles que maculam a nobre missão de fazer política”.

Os dois irmãos Maiorana já tentaram exercer essa nobre missão. Romulo Jr. começou se filiando ao PMDB, que hoje demoniza. Quem abonou sua ficha foi ninguém menos do que Jader Barbalho, depois o lúcifer nas escrivinhações do jornal. Talvez o cap júnior das ORM só não tenha ido em frente porque, para fazer política, é preciso conquistar votos e ele sempre deu a impressão de querer receber o diploma de eleito em seu movimentado gabinete de trabalho, na sede da empresa. O irmão, Ronaldo, diretor corporativo da empresa, não se saiu melhor na busca por um mandato.

O que na época deve ter sido considerado uma desventura, hoje pode ser encarado como sorte. Porque assim ambos podem condenar os políticos ruins de camarote, já que não tiveram a oportunidade de se apresentar como políticos bons (e seriam mesmo dessa qualidade?).

Podem utilizar essa plataforma contra o político que é também o seu concorrente comercial. Na réplica, sem se defender, como de hábito, Jader contra-ataca: mostra que, se roubou, os Maiorana também se apropriaram ilicitamente de dinheiro público, através de projetos fraudados que receberam incentivos fiscais da Sudam.

Ambos têm razão quando se atacam.

Acidente em fábrica de cimento zera estoque de sangue do Hemopa

O Hemopa de Santarém faz uma campanha extra para arrecadação de sangue agora de manhã.

Os estoques de sangue, principalmente do tipo O+, foram esgotados no atendimentos de 14 vitimas do acidente ocorrido anteontem na fábrica de cimento de Itaituba, quando uma laje desabou sobre os operários.

No acidente morreram trabalhadores. Os feridos continuam internados no Hospital Regional e Hospital Municipal.

O mestre da guitarrada

As novas velhas leis do trânsito

Foi criada uma lei, na mesma época em que foi criada a lei seca, que só pode ser renovada a carteira durante o prazo de no máximo 30 dias após o vencimento da mesma.

Após este prazo, a carteira é cancelada automaticamentee o condutor será obrigado a prestar todos os exames novamente: psicotécnico, legislação e de rua, igualzinho a uma pessoa que nunca tirou carteira.

Esta lei não foi divulgada como a lei seca e mais de 3.000 pessoas só na cidade de SP no mês de outubro de 2008, perderam suas carteiras de habilitação e terão de repetir todos os exames. portanto, fiquem atentos quanto ao vencimento de sua CNH. Só por alto, fora a multa, para tirar novamente a CNH, fica por volta de R$ 1.200,00 e leva + ou - de 2 a 3 meses, isso se você passar por tudo da 1ª vez.

As mudanças começaram a valer no dia 1º de janeiro de 2010. Serão incluídos novos conteúdos, além de uma nova carga horária.

O Diário Oficial da União (DOU) publicou (22/11/2008) uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) que altera as regras para quem vai tirar a carteira de motorista.

Entre as mudanças está a carga horária do curso teórico que vai passar de 30 para 45 horas aula e a do prático, de 15 para 20 horas aula.Serão incluídos novos conteúdos, como as conseqüências da ingestão de bebidas alcoólicas e cuidados especiais com motociclistas.

Agora é norma do CONTRAN e dá uma multa de R$ 127,50 para quem for apanhado fora da lei:

* O extintor de fogo, obrigatório do carro, tem que estar livre do plástico que acompanha a embalagem. Tire a embalagem plástica e deixe o acesso ao extintor livre.
* Não esqueça -- se um policial rodoviário, estadual ou federal parar seu carro e verificar que o extintor está protegido pelo saco plástico ele vai te autuar - 5 pontos na carteira;
* e você só segue viagem após tirar o plástico, desde que o bendito extintor esteja com a validade em dia ( e mais os tais R$ 127,50

Sinval, 25 anos atendendo o ouvinte da Rádio Rural

O confrade Sinval Ferreira completou 25 anos à frente de seu programa matinal na Rádio Rural de Santarém, na última segunda-feira.

Contagem regressiva para o Çairé 2010

Faltam dois meses para o início do Çairé 2010, em Alter do Chão, distrito de Santarém.
Na foto de Alfonso Jimenez, a dança da sedução do boto à cabocla borari.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Comissão da Câmara aprova Código Florestal com alterações

Redação Terra
Evie Gonçalves
Direto de Brasília

O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o novo Código Florestal foi aprovado, nesta terça-feira, na Comissão Especial na Câmara dos Deputados, com alterações feitas pelo relator. Agora, o texto segue para votação em plenário. "Procuramos resolver problemas que estavam pendentes há muito tempo. Estou muito feliz por ter dado esta contribuição aos agricultores e ao meio ambiente do meu País", disse o relator.

Entre as mudanças, Aldo recuou na ideia de atribuir aos Estados a redução de 50% da vegetação das Áreas de Proteção Permanente, retirou a obrigatoriedade de manutenção de mata em pequenas propriedades, inclusive na região amazônica, além de prever a anistia para produtores rurais que cometeram crimes ambientais até julho de 2008, data da segunda regulamentação da Lei de Crimes Ambientais.

O relatório era discutido na comissão desde segunda-feira, mas Rebelo apresentou algumas modificações ao texto original, apresentado em junho. Os produtores rurais o acusam de ter cedido aos ambientalistas na nova versão. Estes, por sua vez, argumentam que o relatório pode promover um desmonte do sistema de proteção ambiental do Brasil.

Os ambientalistas tentaram adiar a votação, mas não obtiveram sucesso. "Estamos em período eleitoral. As eleições tornam a discussão emocional, quando deveria ser racional", afirmou o deputado Sarney Filho (PV-MA).

Já os ruralistas defenderam a urgência de uma legislação atualizada sobre o tema. "Um dos gravíssimos problemas que nós temos é a insegurança do pequeno produtor em saber o que pode e o que não pode. Isso é ocasionado pela falta de legislação. Preservar, sim. Mas, produzir, também", afirmou o deputado Zonta (PP-SC).

PT, PV, Psol e os deputados Valdir Collato (PMDB/SC) e Assis do Couto (PT-PR), apresentaram votos em separado ao parecer.

Protesto
Minutos antes do início da votação, duas manifestantes do Greenpeace invadiram o plenário da Comissão Especial com cartazes com os seguintes dizeres: "Não vote em quem mata floresta". Em seguida, sentaram no chão do plenário. As duas roubaram a atenção por cerca de dez minutos e foram retiradas à força pela Polícia Legislativa da Câmara.

Os deputados ficaram visivelmente irritados, mas o relator Aldo Rebelo reagiu. "Talvez vocês não pudessem fazer isso no parlamento holandês ou no americano. Mas neste País, temos democracia suficiente para acolher o protesto e as ideias", disse.

Principais alterações
O relator da matéria, Aldo Rebelo recuou na ideia de atribuir aos Estados a redução de 50% da vegetação das Áreas de Proteção Permanente (faixas de terra ocupadas ou não por vegetação nas margens de rios, lagos, no topo de morros, em dunas, encostas e outros) às margens de cursos d'água que tenham de 5 a 10 m. São as chamadas matas ciliares. Rebelo manteve a redução de 30 m para 15 m na APP para os cursos de até 5 m, mas não permite mais que sejam reduzidas para 7,5 m pelos Estados.

Outra polêmica é a separação em dois artigos da previsão da moratória de cinco anos sem derrubada de mata para atividades agropecuárias e a consolidação das áreas já utilizadas. O relator ampliou o período em que poderiam ser protocolados pedidos de supressão de florestas de julho de 2008 para a data de publicação da lei.

Com relação às reservas legais, Rebelo retirou a obrigatoriedade de manutenção de mata em pequenas propriedades, inclusive na região amazônica. Segundo ele, apenas terras com área superior a quatro módulos fiscais (unidade de medida expressa em hectares, fixada para cada município) deverão ser mantidas com percentuais mínimos de mata nativa. Segundo a lei atual, imóveis rurais na mata atlântica devem ter pelo menos 20% de reserva legal. No cerrado, esse percentual sobe para 35% e, na Amazônia, para 80%.

O texto prevê ainda anistia para produtores rurais que cometeram crimes ambientais até julho de 2008, data da segunda regulamentação da Lei de Crimes Ambientais. Com isso, produtores, mesmo que tenham infringido a lei, possam continuar com suas atividades na reserva legal ou nas Áreas de Proteção Permanente até a elaboração do Programa de Regularização Ambiental.

As últimas do cenário político paraense

As últimas da política paraense, via Blog da Rita Soares:

O Democratas flertou até o último minuto com o PT. A coligação não aconteceu porque o deputado federal Lira Maia tem rixas, por enquanto irreconciliáveis com o PT em Santarém.

Vic Pires Franco tentou ser candidato na coligação PSDB/DEM. Enfrentou resistência dos candidatos tucanos à Câmara e de aliados como o PPS. Para garantir a aliança abriu mão da candidatura e garantiu a coligação .

Valéria Pires Franco tentou ser candidata ao Senado até o último momento. Não conseguiu convencer os tucanos que insistiam em dar a ela apenas a vaga de vice.

O clima entre os democratas ontem à noite no TRE era de velório. O deputado Márcio Miranda disse estar triste com a decisão e avaliou que o casal fez “um sacrifico” para evitar danos maiores ao partido.
---
Os petistas foram surpreendidos com o anúncio, pelo PTB de Duciomar Costa, da candidatura de Fernando Yamada ao Senado e não ficaram nada felizes.

O entendimento é de que a decisão foi uma maneira do prefeito de Belém, Duciomar Costa mostrar a insatisfação com a bancada petista na Câmara de Vereadores que tem se rebelado contra a orientação do governo e está atrapalhando a aprovação do projeto que privatiza serviços públicos na capital, entre eles abastecimento de água em Belém.

O projeto é a menina dos olhos do prefeito e os votos dos vereadores petistas entraram no acordo para apoio à reeleição de Ana Júlia, mas tudo indica que a fatura não será liquidada.
A avaliação é que a candidatura de Yamada prejudicará Paulo Rocha. Não por acaso, três, dos cinco vereadores de Belém são ligados ao grupo político de Rocha que os petistas queriam ver como candidato único ao Senado pela coligação “Acelera Pará”.
---
O TRE tem até amanhã para divulgar a lista de candidatos. Os partidos, coligações e o Ministério Público Eleitoral tem de 9 a 13 para pedir impugnações e a Justiça eleitoral deve julgar os casos até 5 de agosto.
---
O PT deu a suplência de Paulo Rocha ao Senado para Valdete Costa, ex-prefeito de Tracuateua, irmão do prefeito de Belém Duciomar Costa. O partido do prefeito lançou Fernando Yamada ai Senado como candidato ao Senado e deu a suplência para o sobrinho de Duciomar, Saulo Costa.
---
Os 13 partidos que juntos com o PT formam a coligação "Acelera Pará" que tem Ana Júlia Carepa como candidata ao governo foram divididos em dois grupos na disputa à Câmara Federal. Uma coligação reúne PT, PTB, PR, PP, PSC, PHS, PTN, PT do B e PTC.

O outro grupo é formado por PDT, PSB, PC do B, PRB e PV.

Juntos, esses partidos terão 448 candidatos a Assembleia Legislativa e 65 à Câmara Federal.

O PSDB que fechou aliança na última hora com o DEM coligou também com PPS, PMN, PRP, PSDC e PRTB. Serão lançados 34 candidatos para a Câmara.

O PMDB sai sozinho com 18 candidatos
---
A coligação “Acelera Pará”, declarou que pretende gastar R$ 40 milhões na campanha de Ana Júlia Carepa ao governo e mais R$ 20 milhões na de Paulo Rocha ao Senado. O PMDB declarou gastos de R$ 20 milhões para tentar eleger o deputado estadual Domingos Juvenil ao governo e R$ 2 milhões para a campanha de Jader Barbalho ao senado. O blog ainda não teve acesso à previsão de gastos do candidato Simão Jatene.

As belas praias do rio Tapajós

Praia do Cajutuba, Belterra. A 50 km de Santarém.
Nesta época do ano o rio já está baixando e essa ponta, que se forma na vazante, já está aparecendo.
Foto: Rejane Jimenez

Banco de dados virtual

A Câmara Municipal de Santarém vai colocar à disposição do internauta, dia 2 de agosto, um banco de dados sobre legislação municipal e informações de interesse do cidadão santareno.

Acidente em fábrica de cimento mata 7 trabalhadores e fere 15

Já passam de 20 as vitimas do acidente que aconteceu ontem à tarde na rampa de acesso à fábrica de cimento da ITACIPASA, sendo que 07 vitmas fatais e outras 15 foram levadas para Santarém, segundo informou o Portal Buré.

As vítmas são funcionários da empresa MPB, que presta serviço à fábrica de cimento do grupo João Santos.

Helenilson agradece a Lira Maia

Ontem à tarde, após o deputado Lira Maia ter recusado o convite de última hora de Simão Jatene para compor a chapa majoritária na condição de candidato a vice-governador, preferindo disputar novamente uma cadeira à Câmara dos Deputados -o que deslocaria Helenilson Pontes para a disputa do Senado ou Câmara Federal-, o advogado ligou para o parlamentar para agradecer o gesto de solidariedade política dispensado pelo ex-prefeito de Santarém.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A coligação do Democratas

O Democratas coligou-e com o PSDB de Simão Jatene para o governo do estado, Senado, Câmara Federal e Assembléia Legislativa.

Para a Câmara Federal somam-se, também o PPS e mais quatro pequenos partidos.

Mas para a Assembléia Legislativa haverá duas coligações que apóiam Jatene. Uma apenas com DEM e PSDB e outra liderada pelo PPS e demais partidos.

Lira Maia é candidato a deputado federal

Paulo Bemerguy, do Espaço Aberto:

A ex-vice-governadora Valéria Pires Franco (DEM) e seu marido, o deputado federal Vic Pires Franco, que também é presidente regional do partido, não concorrerão a nenhum cargo eletivo no pleito de outubro.

A decisão dos dois foi tomada agora à tarde, após encontro entre Valéria e o candidato do PSDB ao governo do Estado, Simão Jatene.

Na conversa que tiveram, Jatene ofereceu duas opções a Valéria.

Uma opção: ela desistiria da candidatura ao Senado para ser a vice na chapa dele, mas, nesse cado, o PSDB não se coligaria com o DEM para as eleições proporcionais (deputado estadual e federal).

Outra opção: o PSDB aceitaria fechar com o DEM para os proporcionais, mas não daria lugar a Valéria nem para vice, nem para o Senado.

Ela optou pela segunda proposta: que o DEM faça aliança com o PSDB para os proporcionais.

Mas como seu projeto era ser candidata apenas ao Senado, a ex-vice-governadora preferiu abrir mão de concorrer a qualquer cargo eletivo, para permitir que seus companheiros de partido disputem a eleição em aliança com os tucanos.

Em solidariedade a Valéria, o deputado Vic Pires Franco também desistiu de concorrer a mais um mandato na Câmara dos Deputados.

Deixará o espaço livre para o deputado federal Lira Maia tentar a reeleição.

Vic vai continuar apenas como presidente regional do DEM.

Tapajós, o rio azul prateado em Ponta de Pedras(Santarém)

Foto: Larissa Oliveira

Final da tarde, hora de saborear um tacacá

De olho nos prazos da Justiça Eleitoral

JULHO – segunda-feira 05.07.2010
1. Último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem no Tribunal Superior Eleitoral, até as dezenove horas, o requerimento de registro de candidatos a presidente e vice-presidente da República (Lei nº 9.504/97, art. 11, caput).
2. Último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem nos tribunais regionais eleitorais, até as dezenove horas, o requerimento de registro de candidatos a governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, deputado estadual ou distrital (Lei nº 9.504/97, art. 11, caput).
3. Data a partir da qual permanecerão abertas aos sábados, domingos e feriados as secretarias dos tribunais eleitorais, em regime de plantão (Lei Complementar nº 64/90, art. 16).
4. Último dia para os tribunais e conselhos de contas tornarem disponível à Justiça Eleitoral relação daqueles que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente, ressalvados os casos em que a questão estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário, ou que haja sentença judicial favorável ao interessado (Lei nº 9.504/97, art. 11, § 5º).
5.Último dia para o eleitor portador de necessidades especiais que tenha solicitado transferência para seção eleitoral especial comunicar ao juiz eleitoral, por escrito, suas restrições e necessidades, a fim de que a Justiça Eleitoral, se possível, providencie os meios e recursos destinados a facilitar-lhe o exercício do voto (Resolução nº 21.008/2002, art. 3º).
Itens numerados conforme consta da publicação no DJe de 27.8.2009.

JULHO – terça-feira, 06.07.2010
1. Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral (Lei nº 9.504/97, art. 36, caput).
2. Data a partir da qual os partidos políticos registrados podem fazer funcionar, das 8 horas às 22 horas, alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos (Lei nº 9.504/97, art. 39, § 3º).
3. Data a partir da qual os candidatos, os partidos políticos e as coligações poderão realizar comícios e utilizar aparelhagem de sonorização fixa, das 8 horas às 24 horas (Lei nº 9.504/97, art. 39, § 4º).
4. Data a partir da qual, independentemente do critério de prioridade, os serviços telefônicos oficiais ou concedidos farão instalar, nas sedes dos diretórios devidamente registrados, telefones necessários, mediante requerimento do respectivo presidente e pagamento das taxas devidas (Código Eleitoral, art. 256, § 1º).
5. Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral por meio da internet (Lei nº 9.504/97, art. 57-A).
Item 5 acrescido pelo art. 3º da Res.-TSE nº 23.223/2010.

JULHO – quarta-feira, 07.07.2010
1. [Item revogado pelo art. 4º da Res.-TSE nº 23.223/2010].

JULHO – quinta-feira, 08.07.2010
1. Data a partir da qual os tribunais eleitorais convocarão os partidos políticos e a representação das emissoras de televisão para elaborarem plano de mídia para uso da parcela do horário eleitoral gratuito a ser utilizado em inserções a que tenham direito (Lei nº 9.504/97, art. 52).
2. Último dia para a Justiça Eleitoral publicar lista com a relação dos pedidos de registro de candidatos apresentados pelos partidos políticos ou coligação.
Item 2 acrescido pelo art. 5º da Res.-TSE nº 23.223/2010.
3. Último dia para a Justiça Eleitoral encaminhar à Receita Federal os dados dos candidatos cujos pedidos de registro tenham sido requeridos por partido político ou coligação para efeito de emissão do número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ (Lei nº 9.504/97, art. 22-A, § 1º).
Item 3 acrescido pelo art. 5º da Res.-TSE nº 23.223/2010.

JULHO - sábado, 10.07.2010
1. Último dia para os candidatos, escolhidos em convenção, requererem seus registros perante o Tribunal Superior Eleitoral e tribunais regionais eleitorais, até as 19 horas, caso os partidos políticos ou as coligações não os tenham requerido (Lei nº 9.504/97, art. 11, § 4º).
Dia e item 1 acrescidos pelo art. 6º da Res.-TSE nº 23.223/2010.

O vaivém do Ibope


Mais 161 policiais são incorporados à tropa da PM


161 policiais deveram ser empregados no serviço em Santarém, Monte Alegre e Oriximiná e também podem ser remanejados para outros destacamentos que pertencem a essas unidades.

Aprovados em concurso público realizado em 2009, os novos soldados da PM passaram sete meses em treinamento. Segundo o tenente coronel Jairo Mafra Mascarenhas, comandante do 3º BPM é excelente ter um aumento na tropa com pessoas que estão chegando para somar aos policiais que já desenvolvem um bom trabalho na cidade, “Eles estão bem treinados, tiveram ótimos resultados em suas notas, estão prontos para continuar nosso trabalho de Polícia Comunitária realizada na cidade e isso é bastante positivo. Todos já saem do Curso de Formação de Soldados também com o curso de Polícia Comunitária”, comentou o tenente coronel Jairo Mafra Mascarenhas, comandante do “Batalhão Tapajós”.


O curso teve duração de sete meses e os soldados honraram a tradição do Pólo Santarém de ter sempre os primeiros colocados geral no Pará, sendo eles: 1º Júlia Cristine de Sousa Pedroso, 2ª Wirlene Barreto Machado, 3º Fábio Bernardes Batista. Os soldados foram homenageados e o comandante do CPR I, coronel Agenor de Campos Coelho parabenizou os três pessoalmente, “Isso apenas mostra o empenho de nossos policiais em fazer o melhor para aprender o que está sendo ensinado e colocar isso em prática para obter sempre os melhores resultados na qualidade da segurança púbica oferecida à população”, disse o coronel Campos.
(C0m informações de Márcia Dota)



Rádio Rural faz 46 anos


A Rádio Rural de Santarém completa hoje 46 anos de fundação.

Administrada pela Diocese de Santarém a concessão da emissora foi autorizada em nome de Dom Alberto Guadêncio Ramos[ já falecido], então arcebispo de Manaus e que posteriormente chefiou o arcebispado de Belém.

Na foto, dois ícones da emissora: Ércio Bemerguy e Edinaldo Mota e o falecido cantor Tedd Max no início da carreira.

Mas é Sinval Ferreira, locutor do horário da manhã, é que é o verdadeiro rei do rádio santareno, que está há várias décadas nos microfones da emissora.

Aliados de Serra levam petista Padilha à alça de mira

Do Blog do Josias

Alan Marques/Folha
A movimentação do ministro petê Alexandre Padilha, coordenador político de Lula, provoca incômodo inaudito.

Padilha frequenta o noticiário como um irrequieto articulador de alianças políticas pró-Dilma nos Estados.

A seção Painel, editada pela repórter Renata Lo Prete e veiculada na Folha, informa que a turma de Serra decidiu agir. Leia:

- Muralha 1: O consórcio demo-tucano pretende pedir providências ao Ministério Público relativas à movimentação de Alexandre Padilha (Relações Institucionais) na campanha. O ministro de Lula participa ativamente das costuras políticas da candidatura, algumas durante o horário de expediente.

- Muralha 2: Do deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), sobre a atuação do ministro: ‘Quando um presidente vira as costas à legislação eleitoral, ele abre as portas para seus subordinados agirem como se a lei existisse apenas para ser descumprida’.

Superfaturamento em 2014

Alter do Chão, sob sol e chuva no último domingo

Foto: Miguel Oliveira
Foto: Rejane Jimenez

domingo, 4 de julho de 2010

O Strip-tease moral da eleição no Pará

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Nem o mais cínico dos visionários poderia prever o que acontece no Pará como preparação para a eleição de outubro. Biografias, princípios e pudor foram deixados de lado na volúpia pelo poder. Os candidatos só pensam em si. E o eleitor: aceitará essa esbórnia?

A sociedade paraense está moralmente podre.


O mau cheiro mais forte exala da sua prática política. Ela nunca foi exatamente um exemplo de boa educação. Mas resvalou neste ano para um dos mais baixos patamares de todos os tempos. Há mais informações em circulação, mais mecanismos e instituições de controle para evitar vícios como o famoso “mapismo”, responsável pela má fama que o Pará adquiriu: de ser sempre o último Estado a concluir a apuração de votos (o retardamento minava a vigilância e favorecia a manipulação dos votos, que dormiam sob temerária proteção estatal).

Mesmo assim, a temporada eleitoral de 2010 se tornou numa escancarada operação de compra e venda de apoios e votos (consciência se tornou produto raro na praça). No atual estágio, ainda preparatório, as transações se restringem às lideranças. O mercado de legendas e de nomes parece não admitir mais exceções: todos aceitam qualquer proposta, desde que atenda aos seus interesses. Depois, será a caça aos votos, a qualquer preço. O limite da responsabilidade já foi ultrapassado. Agora é o vale-tudo. Programas, projetos, idéias e mesmo biografias não interessam. Tudo está no pregão. Só o que interessa é vencer.

Para tentar eleger o seu sucessor na eleição de 1990, o governador Hélio Gueiros recorreu à farta distribuição de prêmios e brindes, entregues sob o roto disfarce de sorteios na operação “caminhando com o povo”. Parecia o máximo de cinismo. Já não é mais. A governadora Ana Júlia Carepa percorreu o interior do Estado entregando seu “kit faz estrada”, composto por patrulhas mecanizadas, que são o sonho de consumo dos prefeitos em véspera de eleição, além de algumas centenas de casas construídas às pressas e motocicletas. As 503 patrulhas mecanizadas (tratores, motoniveladoras, caminhões) custaram 140 milhões de reais, obtidos junto ao BNDES.

O governo e a bancada da oposição na Assembléia Legislativa se envolveram num cabo-de-guerra em torno de 366 milhões de reais, que o Estado também tomaria emprestado do BNDES, com as torneiras abertas para irrigar com bilhões de reais o terreno eleitoral do PT e aliados. A idéia do governo era entregar uma ração a cada um dos municípios conforme seus próprios critérios, sem interferência externa.

O PMDB, num lance de sagacidade, que tem a ver com a disputa pelo poder, mas não com a natureza do investimento público, transferiu a maior parte da prerrogativa do governo para as prefeituras. Alegando normas técnicas do banco, o governo deu novo golpe depois da aprovação do projeto no legislativo, ao fim de longas negociações, e retomou a rédea do dinheiro, vetando as mudanças que já aceitara. Não havia plano de aplicação no texto aprovado pelo legislativo e os gastos incluíam despesas correntes, quando a norma bancária restringe a aplicação a investimentos. Não havia o menor resquício de planejamento. Mas havia o interesse eleitoreiro – e é o que basta na saison.

O uso sem pudor da máquina pública começou a arrancar a governadora Ana Júlia do lodo no qual ela vinha patinando, em função do seu alto índice de rejeição. Tantos tratores, dinheiro, casas e outras “bondades” de temporada, subitamente, encheram de legendas o balaio do PT, até então ameaçado de ficar vazio. O fisiologismo arrebentou todas as barragens de contenção e autorizou siglas historicamente conflitantes a se juntarem, como se nada houvesse a distingui-las. O PT comanda um arco antes inimaginável de 12 legendas, enquanto, do outro lado, PMDB e PSDB caminham quase sozinhos.

O PP, controlado pelo mais longevo dos políticos paroquiais em atividade no Pará, o deputado federal Gerson Peres, e do qual passou a fazer parte o primeiro político condenado em primeira instância judicial por pedofilia, o ex-deputado estadual Luiz Afonso Sefer, se tornou par da governadora para o que der e vier, literalmente. O DEM do deputado Vic Pires Franco, que tratava Ana Júlia com desprezo e ironia, também se ofereceu para a composição, disposto até a arrancar uma liberação da direção nacional do partido, que colocou o PT no índex das alianças. Depois de ironizar e esnobar a todos, o partido do casal Pires Franco não conseguiu realizar seu desejo, de garantir a disputa em coligação de uma das vagas para o Senado. Só lhe ofereceram a vice-governadoria, reprise da experiência de Valéria junto a Simão Jatene, do PSDB.

Parece que ninguém levou muito a sério os elevados índices de preferência que ela teria alcançado nas pesquisas do Ibope, intensamente divulgadas no blog do marido (suspenso para não prejudicar as tratativas pré-eleitorais, embora ele salientasse o caráter jornalístico do seu espaço virtual). Ainda parece ecoar o que aconteceu dois anos atrás: favorita nas prévias, Valéria terminou em melancólico quarto lugar na eleição para prefeito de Belém. Foi a desmoralização das pesquisas. Mas ela vai tentar de novo.

Já o atual vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale, do PR, beneficiado pela reeleição de Duciomar Costa, do PTB, no intervalo de dois anos, entre a disputa municipal e a eleição geral de 2010, passou de inimigo mortal para afetuoso companheiro de chapa de Ana Júlia. Uma mutação tão rápida que as bancadas na Câmara Municipal nem foram avisadas para ajustar seus papéis ao novo enredo. E isso importa? Se o que importa é acender a luz do poste eleitoral que outrora atendia pelo nome de Dilma Roussef (e hoje é figura estelar no eleitorado), impondo essa regra a todo o PT, localmente essa diretriz é conjugada com o mesmo empenho pela reeleição de Ana Júlia.

Mesmo com um índice de rejeição que vinha se mantendo acima de 50%, ela já pode ser considerada como a favorita para o 1º turno, que provavelmente não decidirá a disputa, exigindo a realização de nova eleição? Em tese, sim. A governadora ainda tem trunfos na manga para usar, graças ao controle da máquina pública e à sua utilização abusiva, como a indústria da nomeação de assessores especiais, em plena atividade. Apresentando a perspectiva de muitos milhões de argumentos, conseguiu com essa prosopopéia a adesão de ninguém menos do que Duciomar Costa, com seu PTB de ocasião, algo que nem o mais fisiológico dos petistas teria imaginado.

Os únicos adversários de peso de Ana Júlia são o ex-governador Simão Jatene, do PSDB, e o presidente da Assembléia Legislativa, Domingos Juvenil, pelo PMDB. A situação teria uma correlação diferente se Jader Barbalho tivesse encarado o desafio de se candidatar ao governo pela quarta vez. Ele é um dos líderes nas pesquisas, mas seu realismo político e sua vulnerabilidade o fizeram optar pelo também problemático retorno ao Senado. Ele pode acabar excluído pela primeira vez de uma disputa eleitoral se a “lei da ficha limpa” tiver aplicação radical.

O Liberal, seu maior inimigo, suscitou a hipótese de ele poder ser enquadrado como um “ficha suja” e não poder participar da eleição, por ter renunciado em 2002 ao mandato de senador para não ser cassado. Não é uma hipótese impossível, mas a justiça brasileira se transformou numa caixa de pandora: dela tudo pode sair. Como a extinção do processo contra Duciomar Costa pelo Tribunal Regional Eleitoral, não pelo exame do mérito da sua cassação, decidida em 1º grau, mas por uma filigrana formal, que caracterizou a perda do prazo pelo PMDB, autor da ação. O tribunal apostou numa tese para lá de temerária e, mais uma vez, foi desautorizado pelo TSE, que lhe devolveu o processo para que examine o mérito, ao invés de se desviar da questão através de preciosismos sem relevância. O tribunal ficou sob a suspeita de proteger indevidamente o alcaide belenense.

Mais uma vez restou a sensação de que, mais importante do que o conteúdo dos autos e a apreciação dos julgadores, pesou na deliberação do tribunal eleitoral do Pará providências de bastidores. Elas já podiam ser deduzidas pela nomeação do procurador municipal Luiz Neto como juiz eleitoral, por decreto assinado pelo presidente Lula, pouco antes do julgamento da cassação de Duciomar. Claro que o novo juiz, respeitado como advogado, não participou nem participaria da sessão. Sua nomeação era apenas um sinal, ou um recado. Na direção de composições, capazes de surpreender o mais cético dos observadores e escandalizar o mais vivido analista.

A movimentação pré-eleitoral, se comparada a um jogo de futebol, está seguindo uma regra única: do joelho para cima, tudo é canela. O passado, a coerência e até o pudor foram deixados de lado. O ex-governador Almir Gabriel, que defendia a permanência da União pelo Pará, liderada pelo seu PSDB, depois de 12 anos no governo, como a melhor maneira de mudar a face do Estado pela aplicação de projetos “estruturantes” para modificar sua fisionomia colonial, atirou todo esse discurso na lata de lixo. Seu objetivo obsessivo (e já patológico) passou a ser a destruição da candidatura do também ex-governador Simão Jatene, o único nome com densidade eleitoral de que dispõe o PSDB.

Com uma aparência relaxada (camiseta regata sem manga, deixando à mostra suas axilas, usada mesmo à mesa do café da manhã, cabelos em completo desalinho e olhos esbugalhados), que sugere muita coisa, menos lucidez, Almir Gabriel se reaproximou daquele que foi o Judas da malhação popular durante o império dos tucanos paraenses, tratado por ladrão e nocivo. A fotografia dos dois ex-inimigos reunidos tão cordialmente no apartamento de Gabriel é um dos documentos visuais mais representativos daquilo a que se reduziu a política estadual.

Jader Barbalho não tem nada a perder com essa surpreendente adesão ao seu candidato a governador, Domingos Juvenil. Simplesmente a aceitou, sem endossar qualquer coisa que seu ex-novo aliado tenha dito ou venha a dizer. Se Almir ainda tiver votos e os transferir para Domingos Juvenil, o PMDB sairá ganhando, sem que com isso se incompatibilize para um acordo – com o PSDB ou o PT – no segundo turno. Se o ex-governador não for mais do que um tigre de papel, que cavou o abismo com seus pés, conforme a música de Nélson Cavaquinho, Jader pelo menos terá desmoralizado aquele que tanto o hostilizou e agora o procura. Não para que se juntem em torno de uma plataforma de realizações pelo Pará, mas para enfraquecer Jatene, que se comportou como um traidor em relação ao seu padrinho, responsável por transformá-lo de poste eleitoral em governador – atitude de que o próprio Almir foi acusado por Jader, que o fez prefeito e o elegeu senador.

Resta saber como reagirá o nobre eleitor a esse jogo tão medíocre e sujo. Por enquanto, ninguém o levou em consideração. Ele é o russo da parábola futebolística de Garrincha diante do técnico Vicente Feola. Os eleitores farão o que seus líderes lhes mandam fazer ou se chocarão com tanta mudança fisiológica?

sábado, 3 de julho de 2010

Código de Postura? O gato comeu ..

Antenor Pereira Giovannini (*)

Santarém, 10,30 horas da manhã de quarta-feira.
Estaciono na Rua XV de Novembro quase junto a Av. São Sebastião. Para quem não é de Santarém trata-se de um trecho bem no centro da cidade. Repito centro da cidade.

Ao me deslocar para o Banco que se localiza em outra avenida próxima, segurando pela mão minha inseparável companhia, a Giovana, e me esforçando para que ambos conseguíssemos ficar na calçada (se é que podemos chamar aquilo de calçada) nos deparamos com uma cena absurdamente imoral.
Num terreno baldio que existe bem no meio dessa rua XV de Novembro dois homens sem qualquer pudor urinavam a mostra de quem quisesse ver.

Uma vergonha descarada, mas que nada se pode fazer afora lamentar e virar o rosto principalmente da filha menor porque não temos Plano Diretor nessa cidade e conseqüentemente não temos Código de Postura. Se existe, está enfiado na gaveta de alguém para não se usado e nem aplicado.

Educação para que indivíduos dessa espécie não façam esse ato em público sabemos que o Código de Postura não irá mencionar, porque afinal, educação vem de casa e tais indivíduos não a possuem, mas certamente o Código obrigaria para que o proprietário desse terreno afora murá-lo e limpá-lo ainda fizesse uma calçada em condições de transito porque o que temos hoje é um arremedo de calçada.

É de se lamentar o trabalho dos nossos distintos vereadores. Obrigação deles em levar adiante tal Plano Diretor e assim a cidade pudesse ser administrada com um Código de Postura debaixo do braço podendo exigir dos munícipes certas obrigações e da mesma forma conceder a esses mesmo munícipes melhores condições de vida. Apenas isso. Coisa que qualquer cidade possui, exige e faz cumprir. Aqui, nossos “abnegados” vereadores estão mais preocupados em alianças políticas, em se auto-promover para futuras candidaturas, mas, o básico deixa de lado, o que afinal é cartilha dos nossos políticos de forma geral.

Rua XV de Novembro, 10,30 horas da manhã, em pleno centro da cidade hora do xixi de imbecís . Isso porque a cidade acabou de completar 349 anos.

(*) Aposentado, agora comerciante e morador em Santarém

'Solteirões do Forro' em Mojuí dos Campos


A grande atração da última noite da III Feira de Integração Nordestina, em Mojuí dos Campos, será a Banda Solteirões do Forró.
O show começa as 23h, mas durante todo o dia de sábado, haverá torneio de futebol, atividades recreativas, danças nordestinas, e entrega de premiação dos concursos.
Foto: Rozinaldo Garcia/Divulgação/PMS

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A insatisfação dos jornalistas brasileiros com a cobertura da Copa do Mundo

Do Blog Jornalismo nas Américas:

A frustração dos jornalistas brasileiros com a cobertura desta Copa é tão grande que chamou a atenção da imprensa internacional. Em uma interessante matéria desta semana, o New York Times contrasta a proximidade e a informalidade na relação entre repórteres e atletas, nos jogos de futebol no Brasil, com a distância imposta pela Fifa – e, antes do Brasil ser desclassificado no jogo contra a Holanda, pelo técnico Dunga.

O jornal dá um exemplo marcante: “Quando Pelé marcou seu milésimo gol, em novembro de 1969, a bola não foi a única coisa a entrar na rede. Um vídeo daquele momento de celebração no Maracanã, no Rio de Janeiro, mostra Pelé entrando no gol atrás da bola e repórteres entrando na área atrás de Pelé.”

Nos estádios brasileiros, repórteres de rádio e TV assistem aos jogos dentro do campo, atrás da linha de fundo e das laterais. Volta e meia conseguem comentários de técnicos e jogadores em momentos importantes da partida. Até a década de 70, acompanhar os atletas até o vestiário era prática comum. “Nos campeonatos brasileiros, a separação entre jogadores e repórteres é às vezes inexistente durante um jogo”, exagera o New York Times.

Na Copa do Mundo, tudo é bem diferente. Só os fotógrafos podem pisar no campo. Repórteres têm que se contentar em acompanhar o jogo de uma sala de imprensa e entrevistar jogadores após as partidas. Mas não há espaço para todo mundo na sala de imprensa, e resta a alguns jornalistas a frieza de um telão. “Isso pode ser um choque para os repórteres brasileiros”, afirmou a Reuters.

Como se isso não bastasse, enquanto a seleção estava dentro do campeonato, a imprensa nacional enfrentou as rígidas regras impostas pelo técnico Dunga, que impediu os jogadores de falarem individualmente com os jornalistas. As entrevistas se limitaram às coletivas de imprensa após os jogos, em uma sala com cerca de 400 repórteres. Em outras Copas do Mundo, diz a Reuters, jornalistas brasileiros costumavam manter contato diário com os jogadores após o treinamento, na chamada zona mista, no caminho para o ônibus da seleção. “A nova política é especialmente difícil para repórteres de rádio, que têm horas para preencher no ar”, diz a agência. As matérias também apontam os privilégios perdidos pela TV Globo: Dunga cancelou entrevistas exclusivas com os jogadores e o acesso facilitado à seleção, causando atritos com a maior emissora do país, que paga mais caro que outros canais pela exclusividade.

Outras notícias relacionadas:

» Fator Dunga: técnicos e jornalistas se enfrentam na Copa do Mundo (Centro Knight)
» "Não leio mais nada", diz Dunga sobre o trabalho da imprensa (Uol)

Depois da derrota, de volta à realidade!


Gilmar


Para refrescar a memória dunguista

Após a eliminação do Brasil diante da Holanda, é bom refrescar a memória do torcedor sobre o trabalho do técnico Dunga:

Por Mauro Cezar Pereira

Dizem que o trabalho de Dunga é “incontestável”, com números “excelentes”, que conquistou “tudo”. Ele obteve expressivos resultados, inclusive sobre rivais como Argentina, Itália e Inglaterra. Nem sempre foi assim. Façamos como o próprio técnico, que costuma pedir aos jornalistas para “refrescar a memória”. Em 2006, empate com a Noruega e 3 a 0 sobre a Argentina de Alfio Basile com apenas dois titulares de hoje, Mascherano e Messi. Novo jogo relevante só na derrota (0 a 2) para Portugal de Felipão. Na escalação, a defesa da Copa: Maicon, Lúcio, Juan, Gilberto e Gilberto Silva. Contra a Turquia, Afonso titular e 0 a 0 no placar.

Copa América: na estreia, México 2 a 0. Depois, 3 a 0 no freguês Chile e fraca atuação no 1 a 0 sobre o Equador. Seria fantástico para Dunga se jogasse apenas contra os chilenos, que no duelo seguinte levaram de 6 a 1. Com o Uruguai, 2 a 2. Jogo sofrível. Nos pênaltis, Pablo García perdeu a chance de definir. Lugano errou e a vaga na final foi para o Brasil, que pouco mostrara. Na decisão contra a Argentina, aula de contra-ataque, 3 a 0 e título que ofuscou os muitos maus momentos. Mas eles voltariam nas Eliminatórias, em empates na Colômbia e no Peru. Houve os 5 a 0 sobre um Equador em crise, que três dias antes perde–ra em casa para a Venezuela. Eram más atuações até em vitórias, como nos 2 a 1 sobre o Uruguai, quando a torcida chegou ao Morumbi pedindo Rogério Ceni e foi embora aplaudindo Julio Cesar.

Em 2008, história: a primeira derrota para a Venezuela. Nova queda (0 a 2) diante do Paraguai e empate sem gols com a Argentina em noite de vaias dos mineiros ao técnico e aplausos a Messi. Reação veio nos 3 a 0 sobre o… Chile, claro. Os venezuelanos também imaginaram ser possível encurralar os brasileiros, ofereceram o contra-ataque e levaram 4 a 0. Já no Brasil, pífios jogos sem gols com Bolívia e Colômbia. No amistoso com Portugal, 6 a 2! Logo depois, Julio Cesar segurou o bombardeio do Equador, que finalizou mais de 30 vezes em Quito.


Banco da Amazônia: Abidias comemora e a categoria, pena!!!

Veja o que acontece no Banco da Amazônia, denunciado no bom sítio da Aeba. E veja o que mais se ouviu durante a visita às agências:“Se trabalha muito, mas não se vê o resultado esperado”. Leia a denúncia:

Em seu último comunicado aos empregados do Banco da Amazônia sob o título “Presidente Lula vibra com resultado histórico do Banco” o presidente Abidias Junior, mais uma vez, festeja sozinho e busca esconder por debaixo do tapete a real situação que o nosso Banco atravessa, de queda nos seus resultados, operando no vermelho, cujos prejuízos estariam na casa de 60-70 milhões (cinco primeiros meses de 2010) e o crescimento da insatisfação no seio da categoria em razão do processo de reestruturação e reivindicações, já históricas, não atendidas até o momento, entre as quais a solução da CAPAF, previdência complementar para os novos empregados, Plano de Saúde, PLR nos critérios da Fenaban, novo PCCS que contemple as peculiaridades de cada cargo/função, isonomia de direitos entre antigos e novos empregados, metas abusivas, assédio moral e isenção e ou redução de tarifas e juros bancários para a categoria.

No final de junho passado, para atestar essa realidade, diretores da AEBA e do Sindicato dialogaram com a categoria nas agências da Cidade Nova, Castanheira e Pedreira, onde foram levantados inúmeras irregularidades que penalizam ainda mais os trabalhadores, as quais destacamos:

Agência Cidade Nova
Sobrecarga de trabalho devido falta de pessoal. Uma situação agudizada no processo de reestruturação, deficiência de treinamento do pessoal, processos tecnológicos ineficientes (o sistema tem travado ao menos 4 vezes ao dia, problemas na conciliação do caixa eletrônico, etc.), deixando os caixas executivos à mercê da sorte, pois só faltam apanhar dos “furiosos” clientes. Além dessas considerações foram relatados problemas de infra-estrutura, como as questões vinculadas ao sistema de ar-condicionado, que deve ser imediatamente resolvido para que os trabalhadores e os usuários do Banco não sejam “assados” nesse forte verão 2010, cujas temperaturas estarão em média 2°C acima do de 2009.

Agência Castanheira
Sobrecarga de trabalho, a tal ponto de muitos colegas não se disporem a assumir outras funções, quadro funcional deficitário e falta de treinamento para melhor desempenho das tarefas e problemas nas estruturas internas e externas, inclusive em relação à copa e ao estacionamento. Há também denúncia da prática de assédio moral por parte da gerência a alguns funcionários.

Agência Pedreira
Nesta unidade foram denunciadas as metas abusivas e as sobrecargas de trabalho, também frutos do processo de reestruturação; fragilidade do processo tecnológico, que dificulta a performance laboral e irrita os usuários, e deficiências na política de segurança bancária, com aumento significativo no número de assaltos na modalidade de “saidinha”, facilitados pela concentração de ambulantes no entorno da agência, gerando ainda mais insegurança aos cliente e bancários que lá atuam.

Enfim, a realidade detectada nessas agências também está presente na maioria de outras agências e unidades. Ou seja, são comuns denúncias de que os colegas são forçados a trabalhar de 10 a 12 horas diárias sem a devida contraprestação de pagamento de horas extras, e que muitas vezes, essas horas não são anotadas pela falta de ponto eletrônico. São exemplos que ocorrem cotidianamente, por exemplo, nas agências de Bragança e Abaetetuba, entre outras, assim como na gerência de tecnologia.

“Se trabalha muito, mas não se vê o resultado esperado”.

Essa frase foi a mais dita pela categoria em todas as agências visitadas. Os empregados demonstraram certo conhecimento e temor do momento pelo qual o Banco passa, de resultados pífios e acúmulo de prejuízos, que ameaçam não só as conquistas de melhores condições de vida e de trabalho dos trabalhadores (como por exemplo, a PLR nos moldes da Fenaban) como também o futuro do Banco da Amazônia que, aos poucos, com a implantação do novo modelo negocial, vai se distanciando de sua missão histórica de se constituir enquanto uma instituição financeira voltada, prioritariamente, para o desenvolvimento sustentável da região amazônica.

Como se vê, os empregados do Banco além de não terem seus direitos respeitados convivem com um ambiente de trabalho altamente desfavorável, inclusive para atender ao anseio do presidente de “buscar o recorde na contratação de FNO”.

Fortalecer nossa luta, inclusive em defesa da missão histórica do Banco
Para contrapor essa realidade a AEBA e o movimento sindical bancário (Seeb’s, Fetec_CN e Contraf-CUT) estão atuando para fortalecer a mobilização da categoria no Banco da Amazônia, seja pressionando o Banco para atender às reivindicações básicas, como por exemplo, o reajuste do Reembolso Saúde, como também ações jurídicas e de planejamento da Campanha Nacional dos bancários 2010.
Durante a realização da Conferência Regional da Fetec-CUT/CN, em Brasília, a AEBA, o Sindicato e a Contraf-CUT se reuniram com o DESTpara apresentar a situação da categoria e suas principais reivindicações, pois o Banco tem criado dificuldades para o seu atendimento. Reivindicações essas, que deverão ser aprimoradas e reafirmadas no II Congresso dos Empregados do Banco a ser realizado no próximo mês de julho em Belém/PA.