domingo, 8 de agosto de 2010
São Raimundo deixa escapar a vitória no final
Resultado final: Rio Branco 3 x São Raimundo 3.
O Rio Branco abriu o placar na Arena da Floresta. Testinha marcou para os donos da casa aos 25 minutos do 1º tempo.
Rio Branco ampliou o placar. Aos 27 minutos do 1º tempo, Marcelo Marciel faz 2 a 0.
Branco fez de cabeça aos 43 minutos do 1º tempo:Rio Branco 2 x 1 São Raimundo.
No 2º tempo, o técnico Valter Lima colocou Flamel no lugar de Soares.
Branco novamente, com ajuda de Flame empata para o Pantera. 2 a 2.
Paulo de Társio entra no lugar de Getulio.
Michel marca o gol da virada do Pantera aos 32 minutos do 2º tempo. Rio Branco 2 x 3 São Raimundo.
Aos 48 minutos o árbitro Arnold Figarela marca pênalti para o Rio Branco. Filho é expulso. Marcelo Marciel converte o pênalti e empata a partida: Rio Branco 3 x 3 São Raimundo.
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Atualização: 09/08/2010 - 9h20h
A diretoria do São Raimundo dispensou o técnico Válter Lima logo após a partida de ontem em Rio Branco.
Festa de formatura de Luã Caldas de Oliveira
Comício de Ana Júlia reúne 6 mil pessoas no Guamá

Cerca de 6 mil pessoas do Guamá confirmaram o apoio a Ana Júlia Carepa (PT) durante o primeiro comício da candidata à reeleição ao Governo do Estado, na noite do último sábado, 7, na Avenida José Bonifácio, em Belém. Os candidatos a senador, Paulo Rocha (PT), e a deputados estadual e federal, bem como os dirigentes dos 14 partidos da coligação 'Frente Popular Acelera Pará' dividiram o palanque com Ana Júlia.
Lideranças - Representantes das igrejas Universal e Assembleia de Deus compareceram ao comício. "Há alguns anos os evangélicos eram considerados pessoas sem consciência política. Hoje temos nossos candidatos e expressão política. Ana Júlia é a única candidata que tem dignidade, seriedade e respeito. Por isso vamos reelegê-la", defendeu o pastor Luiz Henrique.
Grande carreata do povo com Jatene nas ruas de Tucuruí
A cidade de Tucuruí experimentou uma verdadeira onda de esperança no último sábado (07). Vestido de amarelo, o povo compareceu em massa ao aeroporto do município para receber o candidato da coligação Juntos com o Povo, Simão Jatene, numa demonstração de carinho e reconhecimento pelo que foi feito durante seu governo na região.Em companhia do prefeito de Tucuruí, Sancler Ferreira, Jatene e os demais candidatos saíram em uma grande carreata percorrendo as principais ruas do município. Nas ruas, a população acompanhava e fazia questão de cumprimentar os candidatos, expressando sempre o mesmo desejo de ver Jatene de novo governando o Pará.
No Parque de Exposições, Jatene se reuniu com pecuaristas e produtores rurais do município, para discutir propostas para o setor. Em seguida, o candidato também conversou com líderes políticos de Breu Branco.
Operação Salvamento
Editor do Jornal Pessoal
O PT está apostando tudo para tentar a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa. O problema principal é o índice de rejeição, o mais alto que um governante já enfrentou no Pará. Por isso, os petistas assumem os riscos da situação.
O senador Aloizio Mercadante pretende gastar 46 milhões de reais na sua campanha para o governo do mais rico Estado brasileiro, São Paulo, com um terço do PIB nacional. Sua correligionária do PT, a governadora Ana Júlia Carepa, tem um orçamento eleitoral de R$ 47 milhões para se reeleger no Pará, que possui 3% do Produto Interno Bruto nacional. Como São Paulo tem 30 milhões de eleitores, o gasto per capita de Mercadante será de R$ 1,5. Já o de Ana Júlia chegará a R$ 12 por cada um dos 4,7 milhões de eleitores paraenses. Proporcionalmente, só a previsão de José de Anchieta Júnior candidato do PSDB ao governo de Roraima, se equivale.
O orçamento eleitoral da governadora petista é o terceiro maior do país neste ano. O maior, do oponente de Mercadante em São Paulo, o ex-governador tucano Geraldo Alckmin, é de R$ 58 milhões. Ana Júlia lidera em gastos dentre os 18 governadores que buscarão a reeleição nos 27 Estados brasileiros. Na eleição de 2006 ela contou com pouco mais de R$ 10 milhões para se eleger, dos quais R$ 6,3 milhões vieram do Comitê Financeiro Único do seu partido.
Esses números causaram impacto na opinião pública nacional. Ainda mais por se presumir (ou se ter certeza) que os gastos reais ultrapassam o valor apresentado à justiça eleitoral. O famoso “caixa dois” já recebeu até a oficialização por parte do presidente Lula, que admitiu a prática e a considerou normal numa entrevista dada em Paris.
A assessoria de imprensa do governo explicou aos interessados (ou escandalizados, que raramente prestam atenção ao Pará) que o montante inusitado tinha uma explicação, legitimando-o e até o enaltecendo: o PT gastaria mais na principal disputa majoritária porque a governadora não usará a máquina oficial. A justificativa soou como uma piada diante da realidade concreta. Ana Júlia é a campeã das multas aplicadas pelo TRE do Pará: dos R$523 mil impostos pelo tribunal até a semana passada por propaganda ilegal, R$ 167 mil foram debitados à conta da governadora.
É indicador do abuso do cargo, de forma explícita, caracterizada. Mas há fundadas suspeitas de que Ana Júlia se tem valido de sua função para se favorecer eleitoralmente. Os kits de máquinas para fazer estradas, que entregou aos prefeitos, a verba do BNDES que a Assembléia Legislativa lhe autorizou a aplicar, contratações de última hora, convênios, repasses de recursos e outros expedientes têm o objetivo claro de conquistar adesões e laçar votos.
A última das iniciativas virou escândalo, alimentado pelos veículos de comunicação do deputado federal Jader Barbalho, já em oposição frontal à candidata do PT. É um contrato no valor de 20 milhões de reais com a Delta Construções e Engenharia, que fornecerá à Polícia Militar, pelos próximos dois anos, 450 automóveis Fiat Pálio. A Delta, com sede no Rio de Janeiro, é uma das empresas mais favorecidas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. Ela baixou no Pará com vários contratos e adicionou à cesta outros contratos firmados localmente. Ela é a que mais dinheiro recebe da Secretaria de Assuntos Estratégico (criada pelo atual governo), liderado pelo ex-marido de Ana Júlia, Marcilio Monteiro, que se concentrou em obras viárias em Belém, executadas pela Delta.
Em tese, o contrato assinado pela PM do Pará se insere na tendência mais recente da corporação em vários outros Estados do país, de terceirizar sua frota. Essa inovação permitiria a renovação constante dos veículos utilizados pela Polícia Militar, já que o locador se compromete a repor os carros que saírem de operação, e menor custo na manutenção. Os gastos elevados e os riscos operacionais da frota em administração direta tornaram o seguro para esses veículos proibitivo. A terceirização contornaria esses problemas, reduziria custos e aumentaria a eficácia da ação policial. Em alguns Estados a prática já é corrente.
O que permitiu a caracterização do escândalo é que a empresa contratada não atuava nesse ramo de negócio, nem estava habilitada para tal. Os carros são leves demais e inadequados para as características operacionais da polícia, por serem muito compactos. Além disso, não vieram com aparelhos de ar condicionado, item essencial numa cidade quente como Belém.
Mais importante do que esses e outros detalhes técnicos: o contrato não foi apresentado publicamente. A iniciativa foi adotada por decisão direta e pessoal da governadora, sem passar pelas instâncias competentes e específicas. O ingresso de 450 carros novos de uma vez é um fato tão relevante que devia ser precedido de anúncio e até de propaganda. Em julho de 2008 o governo fez alarde da compra de 160 novas viaturas, das quais apenas 99 foram para a PM. O sigilo em torno de um contrato inovador foi injustificável.
Já o interesse de toda sociedade por essa história é mais do que justificado, mesmo que envolvido por aproveitamentos políticos laterais. Ainda que venham a se revelar improcedentes as suspeitas sobre o uso desse contrato (como de outros mais) para a formação de caixa de campanha, e, em particular, de caixa 2, há uma questão de política pública a exigir discussão.
Mesmo sem ter efetivo para ocupar as novas viaturas (cinco por cada uma, seriam 725 PMs), o governo decidiu-se por esse contrato para espalhar a polícia por Belém, cidade violenta e, por isso, insegura (disposta, em conseqüência, a votar contra o governo, apontado como ineficiente no combate à crescente e agravada criminalidade urbana). O governo espera que a população, vendo os PMs ao lado de 450 veículos distribuídos por todos os pontos, se sinta mais seguro. Ainda que sair dessa posição, entrar no carro e dirigi-lo para caçar criminosos não faça parte da estratégia montada. Seria um faz-de-conta para obter efeito positivo junto ao público. Ação de cunho eleitoral, portanto. Eventual e não permanente.
Por que tantos recursos e tantas manobras, que ultrapassam o limite da responsabilidade e expõem o governo aos efeitos perversos (ou inadvertidos) da sua iniciativa? Para salvar uma candidatura que parece condenada pelo alto índice de rejeição de Ana Júlia Carepa. O índice já esteve além de 60% e agora teria baixado do limite vital de 50%, a partir do qual a reeleição torna-se quimera de marketing. Estes seriam os números reais de pesquisas realizadas para valer – e jamais reveladas pelos que as encomendaram.
Sabendo disso, o PT se arriscou a revelar, por vias indiretas, uma pesquisa ilegal, sem o nome do responsável, sem o período em que foi realizada e sem o devido registro no TRE. Mesmo assim, para não perder toda credibilidade entre os mais crédulos, essa sondagem deu 27% a Ana Júlia, 23% a Jader e 31% a Jatene. E num segundo turno admitiu o empate técnico da governadora com qualquer dos dois – na época, em maio –eventuais candidatos.
Todos os escândalos e anomalias que têm sido observados na campanha do PT pela reeleição no Pará se explicam por um fato: a mais alta rejeição que um governador já enfrentou às vésperas de uma nova eleição para o cargo. Se não quiser ficar num único mandato, o PT tem que arriscar. E muito. O que pode lhe causar a derrota antes de poder experimentar a possibilidade da vitória.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Atualização do Blog do Estado
Bom final de semana a todos.
Manchetes desta sexta-feira de O Estado do Tapajós
Policia demora a agir na caça aos assaltantes do Banpará
Atraso do PAC causa reclamação na periferia de Santarém
Empresários reagem à mudança da licença-maternidade para 6 meses
Bombeiros alertam sobre perigo de combustível nos barcos
Lúcio Flávio Pinto: O círculo vicioso da política do Pará
Cada recenseador visitará 300 domicílios em Santarém
Maioria dos detentos que ganham liberdade volta ao crime
Estradas de rodagem são trauma amazônico
Idosos demais, médicos geriatras de menos
Moradores de rua correm perigo durante a noite
Obras na Magalhães Barata são retomadas
A exemplo do que foi feito em outros trechos da avenida, já recapeados, foi realizado primeiramente a regularização do eixo da pista para torná-lo trafegável e depois procedeu com a colocação do asfalto novo. Os trabalhos também serão estendidos às margens da via.
Borges Leal – Na Avenida Borges Leal, continuam sendo executados os serviços de concretagem das calçadas e canaletas.
(Fonte: Assessoria de imprensa da PMS. Foto: Ronaldo Ferreira)
"Benerval" é condenado por duas tentativas de homicídio
Os jurados acataram a tese do Ministério Público (à frente o promotor Rodrigo Aquino), não concordando com a tese dos advogados Celso Luiz Furtado e Noemi Coelho Athias que defenderam o réu.
A sentença do juiz Gérson Marra Gomes para “Bemerval”, foi de 08 (oito) anos de reclusão em regime semiaberto, para cada um dos crimes, totalizando 16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime semiaberto. Como o réu respondeu ao processo preso, não lhe foi dado o direito de recorrer à Sentença em liberdade.
"Benerval", que já é condenado pelo crime de tráfico de entorpecentes, voltará ao banco dos réus do Tribunal do Júri, em outubro, sob a acusação de outro homicídio. A Defesa não anunciou se irá recorrer da sentença.(Texto: Jota Ninos)
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Operação Salvamento
Esta é a introdução do mais recente artigo escrito pelo jornalista Lúcio Flávo Pinto sobre o processo eleitoral paraense, matéria de capa de seu Jornal Pessoal, que chegou hoje às bancas de Belém e que estará disponível para leitura, amanhã, aqui no Blog do Estado.
TV deve transmitir jogo do Paissandu
Um acordo entre os presidentes do Paissandu e do Fortaleza deve garantir a transmissão de TV do jogo deste sábado para o Estado do Pará. De Macapá, onde se encontra a trabalho, o presidente Luiz Omar Pinheiro informou à Rádio Clube nesta quinta-feira que está praticamente definida a transmissão ao vivo [Tv Cultura], sem ônus, atendendo ao apelo da torcida alviceleste.
Caveira de burro
Maria está desconfiada que a energia negativa dos opositores ao restaurante está fazendo com que a obra fique emperrada e quer de qualquer jeito descobrir onde está enterrada essa 'caveira de burro'.
Diretoria do São Raimundo mantém afastamento de Beto
O jogador não faz parte dos planos do técnico Valter Lima para a série C, nem com o apadrinhamento do presidente Rosinaldo do Vale.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Lira Maia tem registro deferido pelo TRE
O pedido de registro recebeu parecer favorável do MP eleitoral e foi aprovado à unanimidade.
Lojistas não cumprem lei e só uma livraria vende o Código de Defesa do Consumidor em Santarém
Aritana AguiarFree lancer
O Diário Oficial publicou na terça-feira (20) lei que obrigao estabelecimento comercial a manter exemplar do Código de Proteção e Defesa do Consumidor disponível para consulta. O problema é que apenas uma livraria de Santarém vende o código e grande parte dos lojistas afirma desconhecer da lei.
A Lei de N.3.291 é de autoria do deputado Semy Ferraz (PT-MS). Com a nova lei, os estabelecimentos comerciais são obrigados a fixar, junto ao caixa do estabelecimento, em local visível e de fácil leitura, de cartaz ou placa com a seguinte expressão: "Este estabelecimento possui exemplar do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, Lei nº. 8.078, de 11 de setembro de 1990, disponível para consulta".
Em um levantamento realizado por O Estado do Tapajós, das 40 lojas pesquisadas, 32 não sabiam da nova lei, mas dentre estes três já dispunham o Código de Defesa do Consumidor na loja. De oito que tinham conhecimento, um não sabia quando comprar e o restante afirmou que estava providenciando o CDC, pois não conseguiram encontrar na cidade.
Das seis livrarias da cidade pesquisadas, apenas uma tinha o livro no valor de 28 reais. A vendedora da loja afirmou que dificilmente as pessoas o procuram. Em outra livraria que está sem o Código, garante que quando tem em estoque só é vendido para advogados e estudantes de direito. "Só pessoas da área compram. Lojista, alguém assim não procura",afirmou o vendedor José Carlos.
Uma lojista afirma que sempre mantém uma placa, avisando dos direitos do consumidor e gostou da idéia. "Dependo do cliente faço o possível para agradá-lo", enfatizou. A proprietária de outra loja não acredita que essa lei será de grande vantagem. "Qual o cliente que irá folhear livro para saber de seus direitos é mais simples ir ao Procon", explicou Maria Odete reclamando que não foi comunicada pelo representantes dos lojistas sobre a mudança.
O que mais os lojistas se reclamaram foi o não comunicado da vigência da Lei pela Associação dos Lojistas de Santarém. "Quando somos multados não sabemos por que, poderiam nos ter enviado alguma carta, ou e-mail, convocado alguma reunião", reclamou uma lojista, afirmando que iria ligar para o Procon para obter melhores detalhes da obrigatoriedade.
O mesmo aconteceu com um empresário de uma loja de informática, ficou sabendo através da reportagem. "Nunca ouvi comentários sobre a nova lei, infelizmente não temos um apoio maciço do nosso sindicato", desabafou.
Agora os comerciantes e prestadores de serviço se deparam com a com a falta do livro. É que apenas duas livrarias vendem o CDC, sendo que em uma o código está em falta.
Caso a Lei não seja cumprida, o estabelecimento será notificado de advertência para sanar a irregularidade no prazo de 15 dias, na primeira infração, receberá multa de até 500 Unidades Fiscais, que será cobrada em dobro nos casos reincidentes.
Bairros recebem água em sistema de rodízio em Santarém
A falta de água em Santarém é um problema existente há mais de 50 anos. Mas esta semana, pelo menos sete bairros da cidade só recebem água em um determinado horário do dia. E a previsão para o racionamento ou rodízio acabe é somente com a conclusão das obras do PAC que incluem a perfuração de novos poços. Mas, o que deixa muitos moradores chateados é a situação de haver água em determinado horário e em outros não.
Rodrigo Machado, coordenador de vendas da Cosanpa, explicou que a Cosanpa faz uma "manobra' para que a água seja enviada em determinado horário para certos bairros, pela manhã ou tarde. "A caixa d'água distribui a água para esses bairros e depois é invertido para outros", informou o coordenador.
Os bairros que não passam por esse problema são Centro, Amparo, Conquista, Nova República, Santarenzinho, Maracanã, Fátima, Prainha, Caranazal, Livramento e parte da Aparecida, Aldeia e Diamantino.
Enquanto os bairros Santissimo, Santa Clara, Aeroporto Velho, Jardim Santarém, Interventoria, Cohab e parte do Diamantino, Aparecida e Aldeia só recebem água em certo horário. "Tudo é uma questão de distribuição e produção de água. Já fizemos estudos em distribuir para a cidade inteira sem parar, mas a pressão de água é muito baixa. Então decidiu-se voltar a manobra", explicou. Afirmando também a espera que a situação mude com o PAC o problema com a implantação de novos poços.
Z--20 defende proibição de malhadeira 30
Free lancer
Nos últimos anos tem diminuído a quantidade de peixes e também o tamanho das espécies vendidas nos mercados de Santarém. Para enfrentar o problema, Antônio Pinto, diretor de relações públicas da Colônia de Pescadores Z-20 sugere que não se fabrique por uns cinco a seis anos a malhadeira de malha 30. "Vejo como melhor solução. Iria melhorar em 90% a reprodução dos peixes e voltaríamos a ter tamanhos maiores, pois o não desenvolver dos peixes pequenos que morrem ou são capturados é muito prejudicial à Amazônia", esclareceu. Além disso, ainda reclama a falta de uma biometria e telemetria para mostrar aos pescadores e a sociedade a grande necessidade de preservação dos peixes.
O diretor de Relações Públicas da Z-20 reafirma a necessidade de uma pesquisa para ter estimativa de quantos pontos de venda de peixe da quantidade que entra e sai de Santarém, para melhor controle. De acordo com os pescadores quase todos os peixes estão em escassez, mas as espécies, mapará, curimatá, jaraqui, jatuarana, aracu e tucunaré, estão cada vez mais difícil.
Para Antônio Pinto, a malhadeira é um tipo de predador de peixes, pois com a questão do tamanho para cada espécie, acaba ao mesmo tempo e em grande quantidade trazendo então a escassez. "Se houvesse a pesca artesanal, teria uma variação de peixes, a cadeia não ia parar de aumentar", sugeriu.
Segundo o diretor da Z-20, desde o ano 2000 tem havido a diminuição na quantidade de peixes e o tamanho. "Pesco desde os 12 anos, sempre do modo artesanal, arpão, tarrafa, flecha, com as malhadeiras tem piorado bastante, pois recolhe todos os peixes da mesma espécie", explicou. Ele explica que existe um tipo de malhadeira para cada peixe, assim como pode matá-lo, enquanto a tarrafa pesca no geral, ou seja, todos os tipos e tamanhos e não mata o peixe dando liberdade ao pescador em solta-lo caso não seja o tipo que esteja procurando.
PM's continuam sem fazer refeição no quartel de Santarém
A reportagem procurou o coronel Dourado para esclarecer a situação e saber quando será resolvido. Durante a ligação ele perguntou se o problema era verdadeiro tendo então a confirmação, chegou perguntar há quanto tempo isso estava acontecendo. Quis saber se o coronel Mafra havia tentando resolver o problema e comunicado o fato ao Comando Regional da Policia Militar.
Um dos questionamentos do coronel Dourado com o coronel Mafra, é que logo deveria ser resolvido, pois a imprensa já tinha conhecimento da situação. Perguntou se o problema no fornecimento era em Belém ou Santarém.
No término da ligação o coronel admitiu que estava havendo o problema e que o coronel Campos, comandante do CPR1, já tinha conhecimento da situação. Ele garantiu que iria ligar para Belém e saber o que estava acontecendo.
A reportagem apurou que o Departamento de Apoio Logístico da PM, em Belém, não pagou o fornecer de carne, que por esse motivo a empresa cortou as entregas de suprimento ao batalhão de Santarém
Pontuando - José Olivar
Reitor da UFOPA recebe comissão do Projeto Começar de Novo
Considerando o papel social da UFOPA e o compromisso que a instituição tem com a sociedade local, o reitor demonstrou interesse em estabelecer cooperação com o Tribunal de Justiça e afirmou que, em breve, a UFOPA deve integrar o rol de instituições parceiras do Projeto.
Também estivem presentes à audiência, a juíza da 9ª Vara de Santarém, Luciana Ramos; a pedagoga Silvia Machado; e o juiz Auxiliar da Presidência do TJE/PA, Charles Barros.
Paulo Rocha e Jader têm registro deferido pelo TRE
Ele havia sido impugnado pelo Ministério Público Eleitoral com base na lei da Ficha Limpa porque renunciou ao mandato para fugir da cassação em meio ao escândalo do mensalão.
Pelo mesmo escore, o TRE deferiu a candiatura de Jader Barbalho ao Senado Federal pelo PMDB.
(Rita Soares)
PM prende três suspeitos de assalto ao Banpará
Dois são ex-presidiários e um é foragido da justiça de Itaituba.
Neste momento, o gerente do Banpará, Ademar da Silva, está prestando depoimento ao delegado Sílvio Birro. Ele foi obrigado, sob mira de revólver e ameaça de morte a seus familiares, a ingressar na agência, ontem de manhã cedo, para que três elementos roubassem mais de R$ 1 milhão.
O sindicato dos bancários exigiu que a agência do banco suspenda o expediente no interior da agência e que faça funcionar, até sexta-feira, apenas os caixas-eletrônicos.
CR vai ser o âncora do shopping Paraíso
Cezarito esclarece que não haverá supermercado do grupo CR no shopping para não concorer com a loja já existente na avenida Mendonça Furtado.
O grupo CR substitui nessa empreitada a Lojas Americanas, cujas exigências feitas para que esta se tornasse a loja-âncora do Paraíso não puderam ser atendidas pela administração da Dinâmica Engenharia, proprietária do empreendimento.
Candidata de mentirinha
A vereadora Marcela Tolentino pensa que seu partido, o fisiológico PDT, vai investir em sua campanha de deputado estadual.
Ledo engano da edil santarena, uma vez que o partido a qual está filiada tem dono e o proprietário da legenda não vai tirar do filho que também é candidato para dar para ela.
Enquanto isso, Marcela acredita em papai noel e saci pererê. Até o dia 3 de outubro.
Longe da polícia!
Candidatos ao governo em busca de votos
Domingos Juvenil
Pela manhã, sessão plenária e funções administrativas na Assembleia Legislativa.Às 14h, Entrevista no TV “Pensando Bem” da TV NazaréÀs 18h, reunião com líderes comunitários na Pedreira
Simão Jatene
Reúne-se em Belém, a partir das 10 horas, com políticos dos municípios de Inhangapi, Nova Esperança do Piriá e Tucurui. Encerra o dia com uma reunião, às 17h30, com líderes políticos do município de São Caetano de Odivelas
Fernando Carneiro
A partir das 9 horas, fará caminhada no bairro do Tenoné, em Belém, acompanhado pelo candidato a deputado estadual Edmilson Rodrigues.
Concentração: Feira do Tenoné
Ana Júlia Carepa
A partir de 9 horas, participa de uma caminhada no município de Marituba, com concentração na Praça da Matriz do município
(Rita Soares)
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Álcool e futebol: mistura para cartão vermelho
O novo Estatuto do Torcedor, sancionado na semana passada, está em vigor e impõe uma série de restrições aos frequentadores de estádios de futebol. Entre as diversas medidas consta a proibição do consumo de bebidas alcoólicas. Mas parece que a regra pode não valer para a Copa de 2014. O assunto gera polêmica e a pressão supostamente imposta pela Fifa em razão de contratos publicitários coloca na berlinda as autoridades brasileiras.
A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) defende que seria um desrespeito à consciência do legislador e da opinião pública abrir negociações para o comércio de bebidas alcoólicas durante a Copa de 2014 ou em qualquer outro momento, já que existe legislação bem consolidada no país e que respalda o banimento do álcool nos campos de futebol.
“O álcool amplifica rivalidades e a tensão de dois grupos de torcedores apaixonados e em natural oposição e, infelizmente, facilita a expressão da agressividade. Antes, com a garantia habitual da impunidade, o fenômeno se repetia, mas com o Estatuto do Torcedor é possível punir e mesmo excluir a torcida organizada para agressão”, explica o psiquiatra Carlos Salgado, presidente da Abead.
Para literalmente driblar os interesses comerciais, as autoridades brasileiras terão de contar com o apoio da sociedade. Cabe às instituições formadoras de opinião manter o cidadão informado. “É preciso resguardar os interesses da população no que diz respeito à saúde pública e à segurança nos estádios, independentemente dos interesses e intervenções de alguns grupos”, acrescenta Carlos Salgado.
O psiquiatra destaca ainda que a medida pode ser um grande passo para quebrar convenções sociais distorcidas que associam o álcool ao esporte, por exemplo. Poderá também evitar o uso de figuras públicas, principalmente jogadores de futebol, em campanhas publicitárias, demonstrando alguns dos diversos benefícios que podem ser angariados em longo prazo, além dos evidentes benefícios imediatos. “Futebol é um espetáculo que não precisa de álcool para seu sucesso”, finaliza Carlo s Salgado.
13 bandidos agiram no assalto ao Banpará de Santarém
A quadrilha veio do nordeste há pelo menos 30 dias planejar o assalto em Santarém. Na noite de ontem, 9 assaltantes renderam o gerente da agência e seus familiares na casa dele e de madrugada levaram Ademar da Silva em seu próprio carro até o banco, mas antes circularam com o refém pelas ruas da cidade tentanto obter dele o maior numero de informações sobre o sistema de segurança do Banpará.
Parte da quadrilha chegou à agência as 7h10 sem levantar suspeita. Três homens entraram no prédio do banco, localizado à travessa Floriano Peixoto, no centro da cidade e outros três comparsas ficaram do lado de fora da agência.
O assalto durou menos de uma hora. Os assaltantes, bem vestidos, levaram o dinheiro, cerca de R$ 1 mihão, em valises de couro. O chefe do bando trajava terno e gravata.
Após a consumação do assalto, os bandidos liberaram o gerente, mas a família dele foi libertada hora depois já na zona rural de Santarém.
A Polícia Militar foi acionada por volta de 8h00. Agentes da Polícia Civil pediram reforço à Polícia Federal. A primeira ação dos policiais foi assistir ao vídeo do sistema interno de segurança da agência.
Segundo o delegado Silvio Birro( de terno na foto em frente do Banpará), que comanda as investigações, pelo menos três assaltantes foram filmados durante
O coronel Mafra, comandante do Terceiro BPM, determinou o fechamento das saídasda cidade por via aérea e rodoviária.
Por volta de 11h30, o carro do gerente(foto) foi levado para perícia no Instituto Médico Legal.
Enfim, começa reasfaltamento da avenida Borges Leal
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
TRE indefere candidatura de Yamada ao Senado a pedido do PMDB
Rita Soares:
Os petistas pregavam desde o início candidatura única de Paulo Rocha ao Senado, mas os três partidos aliados decidiram lançar candidaturas próprias mesmo estando na coligação Acelera Pará, cuja ata deliberara apenas um nome na disputa.
O PMDB impugnou toda a coligação alegando que não poderia haver uma coligação com quatro candidatos ao Senado já que apenas duas vagas estão em disputa.
O TRE manteve a coligação, mas indeferiu os três registros. Com isso, o PT mantém apenas Paulo Rocha na disputa e nem precisou se indispor com os aliados.
O TRE entendeu que, ao se coligar, o partido abre mão da iniciativa própria em função da vontade da coligação
Ainda cabe recurso ao TSE.
A Acelera Pará também pode optar por ocupar a segunda vaga ao Senado com um dos três nomes impugnados.
Entram em cena agora as costuras políticas.
Câmara de Santarém fará apenas 2 sessões por causa da campanha eleitoral
Embora apenas quatro vereadores sejam candidatos a deputado estadual, a presidência do legislativo não vê necessidade que outros 10 edis cumpram o regimento interno da Câmara que estabelece três sessões por semana.
Paysandu assume liderança da série C, Remo empata e Cametá segura lanterna da série D
O balanço dos números da bilheteria do jogo Paissandu 2x0 Águia, realizado na tarde de domingo, na Curuzu. A renda bruta foi de R$ 201.068,00. Total de despesas: R$ 75.661,69. O Paissandu ficou com R$ 125.406,31 da arrecadação. Foram 9.993 pagantes e 624 credenciados. Público total no estádio: 10.617. Tinham sido postos à venda 13.140 ingressos. Informações repassadas pela assessora Iva Lima, da FPF. (Foto: MÁRIO QUADROS)
Remo fica no empate
O Remo empatou com o América (AM) em 1 a 1, domingo, em Rio Preto da Eva, pelo Brasileiro da Série D. O resultado manteve o time amazonense em primeiro lugar no grupo, com a vantagem no saldo de gols em relação ao Remo, segundo colocado. Landu abriu o placar aos 35 minutos do primeiro tempo, dando a impressão de que a equipe paraense poderia arrancar sua primeira vitória fora de casa. E o triunfo quase se confirmou. Apesar da pressão do América, o Remo se defendeu até os 40 minutos, quando Guará escorou de cabeça um escanteio e empatou o jogo. Logo em seguida, aos 47, uma cobrança de falta pelo meia Jefferson bateu no travessão de Adriano. No final da partida, Giba admitiu os problemas enfrentados pelo Remo no segundo tempo, quando a equipe foi inteiramente dominada pelos donos da casa. O técnico disse que o cansaço dos meias Gilsinho e Gian contribuiu para a queda de produção, permitindo o crescimento do América.
Cametá está mal na série D
O Cametá sofreu sua segunda derrota no Brasileiro da Série D, perdendo domingo para o Cristal (AP) por 2 a 1, em Santana. Em consequência, o time paraense caiu para a lanterna do grupo, com apenas um ponto. O Cametá abriu o placar através de Júlio César, cobrando pênalti, logo aos 5 minutos. A virada do Cristal veio através de Djalma, aos 38 minutos do primeiro tempo, e Ramon, aos 34 do segundo tempo, em falha clamorosa da zaga e do goleiro Evandro.
(Do Blog do Gerson Nogueira)
domingo, 1 de agosto de 2010
Ana Júlia lançou campanha em Santarém
A candidata à reeleição ao governo do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), esteve em Santarém no último sábado, 31, onde reuniu lideranças de partidos da Frente Popular Acelera Pará e produtores rurais das regiões do Baixo Amazonas e do Xingu.Pela manhã, a governadora visitou a Feira do Pescado de Santarém, na orla da cidade, área que o governo do Estado ajudou a prefeitura de Santarém a recuperar. Ana Júlia cumprimentou peixeiros, ouviu reivindicações e pediu votos para “continuar ajudando a prefeita Maria do Carmo a melhorar a vida dos santarenos”.
Em seguida, Ana Júlia se reuniu na Associação Comercial com lideranças políticas de municípios do Baixo Amazonas, como Santarém, Oriximiná, Alenquer e Belterra, e destacou investimentos do governo do Estado na região, entre os quais o hospital regional do Baixo Amazonas, que Ana Júlia completou os equipamentos e colocou o hospital para funcionar, incluindo ainda um centro de radioterapia para pacientes de câncer.
“Agora, os pacientes aqui da região não são obrigados mais a se deslocar a Belém e se afastar da família para fazer esse tratamento”, afirmou a candidata.(Foto: Vera Paoloni)
População de Marapanim faz festa para Simão Jatene
Veranistas do balneário de Marudá, município de Marapanim, receberam com alegria o candidato da coligação Juntos com o Povo, Simão Jatene. Durante todo o percurso da Orla – obra realizada durante o Governo de Jatene – o candidato foi festejado e aplaudido pelas pessoas que estavam curtindo o último final de semana do veraneio.
Acompanhado pelo candidato a vice, Helenilson Pontes, de Flexa Ribeiro, candidato ao Senado e Jatene sentiu mais uma vez a grande receptividade do povo paraense à sua candidatura.
A população de Marapanim lembrou durante a visita do candidato as várias realizações do Governo Jatene no município, entre as quais a Orla de Marudá e o asfaltamento da PA-318 – trecho PA-136/Marapanim/Marudá,
No domingo, o candidato não teve agenda política. Segunda-feira, ele começa a semana com uma caminhada pelo complexo do Ver-o-Peso, em Belém, a partir das 6 horas da manhã.
sábado, 31 de julho de 2010
TRE indefere registro de ex-prefeito de Itaituba com base na lei da Ficha Limpa
O ex-prefeito de Itaituba, Roselito Soares (PR), foi o primeiro político paraense a ter registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional do Pará com base na lei da Ficha Limpa.
O julgamento acabou há pouco e o pedido de registro foi negado porque o candidato foi condenado por um colegiado. O crime foi compra de votos, cometido na última eleição municipal.
Também acusado por compra de voto, o vereador Mário Correa (PR) não teve a candidatura a deputado estadual cassada porque foi apenas multado.
O caso André Dias não foi julgado hoje. Faltou parecer do Ministério Público Eleitoral.
Com informações da repórter Aline Brelaz que acompanhou a sessão no TRE
sexta-feira, 30 de julho de 2010
TSE inaugura Centro de Divulgação das Eleições 2010
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inaugurou hoje (30) o Centro de Divulgação das Eleições 2010, que receberá cerca de 500 jornalistas de todo o país e do exterior que cobrirão as eleições 2010. Sessenta e oito veículos foram credenciados para usar o centro, que fica localizado no térreo do tribunal.
Não é a primeira vez que o centro é montado, mas segundo o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, o “centro é totalmente novo, pioneiro em termos nacionais, construído em função da grande demanda que tivemos por parte dos veículos para ter informações das eleições”.
O TSE é responsável pela totalização e divulgação dos resultados das eleições presidenciais, que será acompanhada ao vivo pelos veículos no Centro de Divulgação. O tribunal também divulgará os dados consolidados das eleições para governador, senador, deputado federal e deputado estadual/distrital, que é totalizada pelos tribunais regionais eleitorais.
A cobertura no TSE será acompanhada por 22 emissoras de televisão, 16 emissoras de rádios, dez jornais, 19 sites e agências de notícias - das quais quatro são estrangeiras - e uma revista. O espaço tem uma sala para entrevistas com capacidade para 100 pessoas, 16 cabines para rádios e locução, 12 cabines para emissoras de TV e 62 bancadas individuais para atender os veículos impressos e eletrônicos. Para as televisões, também foram montados sets de filmagem.
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Ruth Rendeiro escreveu sobre a postagem Advogada chefia comunicação social da UFOPA
Ainda há tempo de remediar.
Herbert Marcus escreveu comentário sobre a postagem "Advogada chefia comunicação social da UFOPA":
Miguel,
Muito acertadamente você diagnostica como regressão a nomeação de uma advogada para o cargo de chefia da área de comunicação da UFOPA, ainda que amenize o fato ao usar o termo "involuntária".
Apesar dos tantos avanços e conquistas, principalmente nas duas últimas décadas, ainda persistem os "feudos" manifestos dessa regressão, como bem observou a Ruth em seus 30 anos de experiência.
Há cinco anos quando entrei no Incra,como assessor de comunicação concursado, encontrávamos muitos DAS ocupando coordenadorias de comunicação. Hoje, felizmente, a situação é outra, os DAS rareiam em nossos encontros nacionais.
Não é o caso de outros órgãos públicos, exemplo da Receita Federal, no qual os cargos de chefia de comunicação são ocupados por profissionais de outras áreas.
As consequências disso são sempre nefastas, tanto para o órgão quanto para a sociedade, em termos de prestação de serviços. Além de questões éticas, implica em prejuízos e desperdícios pagos com os impostos dos contribuintes. Caso de revistas mal elaboradas que foram queimadas, jornais que interessam somente as chefias e por aí afora.
Espero que o reitor José Lourenço não ceda às pressões do QI, que certamente estão sendo feitas, para que fulano ou beltrano ocupe tal cargo, sem levar em consideração o perfil técnico dos "indicados".
Em todo caso, chefia ou coordenação de comunicação tem de ser ocupada por profissional da área, seja de jornalismo, propaganda ou de relações públicas. Quanto mais competente, melhor ainda para o serviço público.
Abraços, Herbert Marcus
Advogada chefia comunicação social da UFOPA
Editor-Chefe
Quando o reitor José de Seixas Lourenço for recepcionar, hoje, com as pompas merecidas, os novos técnicos aprovados em concurso público para o quadro de pessoal da Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA) terá que enfrentar um incômodo questionamento sobre os critérios de nomeação para cargos de chefia a que esses servidores estarão vinculados.
Na área de comunicação social, inexplicavelmente, a chefia do setor foi reservada a uma advogada que, salvo melhor juízo, deveria atuar na assessoria jurídica ou noutro setor administrativo da UFOPA.
Antes que este arrazoado pareça uma peça corporativista, uma vez escrita por jornalista, quero relembrar que esta dicotomia, ainda nos idos da década 80 do século passado, já era alvo de discussão nos sindicatos e na academia. Frequente era a usurpação de cargos de chefias afins de nossa categoria por profissionais de outra área de conhecimento.
Mas, irônicamente, nos deparávamos com situações da 'casa-do-sem-jeito", uma vez que não havia, àquela época, legislação que normatizasse o setor de comunicação social ou ainda que havia carência de profissionais de comunicação devidamente habilitados para essas funções de chefia. Até em Santarém já há curso de jornalismo, situação impensada até pouco tempo. Portanto, pessoal habilitado não falta, o que derruba a tese de "carência de pessoal" no setor.
Agora, a frente mais de três décadas, há, embora involuntária, uma regressão, considerando o caso da UFOPA. O reitor Seixas Lourenço, com quem mantenho fortes laços de cooperação institucional, há de reconhecer que a indicação de pessoal inabilitado e sem formação específica para chefiar tão importante setor da universidade está na contramão de seus próprios esforços despendidos para dotar a UFOPA, em sua gênese, de um quadro de pessoal competente, habilitado e afinado com as áreas de conhecimento para os quais se destinam os serviços do dia-a-dia de uma universidade federal.
Nada tenho de pessoal contra a indicação da advogada Alda Fernandes para o cargo de chefia. Meu comentário se restringe ao fato de que a UFOPA recentemente admitiu em seus quadros duas jornalistas e ainda há uma há uma terceira profissional da área de comunicação na assessoria de comunicação da instituição. Por isso, soa-me como inconcebível que o reitor, por ação ou omissão, permita que essa situação anômala se mantenha intocada, e que profissionais do setor sejam alijados desse cargo de chefia.
Corrigir esse erro é imperioso ao reitor Seixas Lourenço para que este continue a merecer cada vez mais a confiança e o apoio dos segmentos que sempre defenderam a implantação de uma universidade amazônica, cujo cargos de chefia estão afinados com suas respectivas áreas de conhecimento.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Carajás começa de novo, mas o Pará não percebe
Editor do Jornal Pessoal
A Vale começou a realizar no ano passado o maior investimento da sua história e também o maior da indústria de minério de ferro no mundo. Aplicará até 2015 11,3 bilhões de dólares (mais de 20 bilhões de reais) para dobrar a produção de Carajás, no Pará, que chegará a 230 milhões de toneladas anuais, metade do que a Vale pretende extrair em todo país naquele ano.
O novo projeto, mais grandioso do que o inicial, que entrou em operação em 1984, irá incorporar a maior de todas as jazidas da província mineral de Carajás, a de Serra Sul, no momento em que a primeira mina, de Serra Norte, já entrará em fase de redução, e a outra jazida, bem menor, a de Serra Leste, terá entrado em produção.
Dos US$ 11,3 bilhões previstos, US$ 7,8 bilhões serão gastos na duplicação de dois terços da ferrovia de Carajás (em 604 dos seus
O programa de investimentos não inclui apenas minério de ferro. No próximo ano o projeto Onça Puma entrará em operação, produzindo 58 mil toneladas de níquel contido em ferro-níquel, seu produto final, ao custo de US$ 2,3 bilhões, sendo US$ 510 milhões neste ano. No segundo mestre será a vez do projeto Salobo dar a partida, com 127 mil toneladas de concentrado de cobre (mais 130 mil onças de ouro), depois da aplicação de US$ 1,5 bilhão, dos quais US$ 600 milhões neste ano. Metade desse investimento (US$ 855 milhões) irá para Salobo I, que acrescentará 127 mil toneladas de concentrado em 2013.
Assim, só no conjunto de Carajás, a Vale aplicará US$ 15 bilhões em cinco anos, um valor de grandeza mundial. Mas não ficará nisso. A usina siderúrgica da Alpa (Aços Laminados do Pará), em Marabá, tem orçamento de US$ 2,8 bilhões para produzir, a partir de 2013, 2,55 milhões de toneladas de placas de aço, que serão utilizadas em parte no próprio local para laminação de semi-acabados.
A primeira fase da CAP (Companhia de Alumina do Pará), em Barcarena, prevê US$ 2,7 bilhões para a escala de 1,8 milhão de toneladas de alumina. Mas a capacidade final será de 7,4 milhões de toneladas, a mesma da vizinha Alunorte, que já é a maior do mundo. Para tornar possível essa expansão da produção, a mina de bauxita de Paragominas receberá US$ 487 milhões para passar de 9,9 milhões para 14,85 milhões de toneladas de minério em 2012.
Esse conjunto de projetos chega a US$ 21 bilhões no qüinqüênio, o equivalente a quase quatro orçamentos anuais do Estado do Pará, com uma diferença fundamental: todo esse dinheiro se destina a investimento, enquanto pelo menos 85% da arrecadação estatal são absorvidos pelo custeio da máquina. Feito o paralelo apenas das verbas de capital, o que a Vale vai aplicar no Pará e no Maranhão em cinco anos corresponde a meio século de investimentos do Estado.
Desta vez, finalmente, vamos nos desenvolver? É o que diz a empresa, com a força de ser mais poderosa do que o próprio governo. E com um poder que crescerá ainda mais pelos próximos anos, já que o Pará será a sua principal fonte de renda em todo mundo. Antes de incorporar como verdade o discurso propagandístico da Vale, que, graças principalmente ao Pará, acumula os títulos de maior empresa privada e maior exportadora do país (já estão trabalhando no Estado 37% dos empregados da antiga estatal, contra 34,4%
O que primeiro assusta é o fato de que esse volume ciclópico de investimentos, em sua maior parte absorvido por máquinas e equipamentos, visa a extração de recursos naturais, a maior parte deles não renováveis. O mais importante é o melhor minério de ferro existente na Terra. Em qualquer país consolidado, a estrutura logística que a Vale criou, está criando e opera estariam sob o controle do Estado e não de uma empresa privada, inclusive nos Estados Unidos. Às duas ferrovias, que são suas por concessão federal e que são também as principais vias de escoamento de carga do Brasil, a Vale acrescentará a Norte-Sul, que fará a ligação entre a ferrovia de Carajás ao norte e a Vitória-Minas ao sul.
Por Carajás, que é um núcleo por excelência de exportação (enquanto o Sistema Sul divide sua produção para também atender o consumo interno), circula o maior trem de carga do mundo (cada um deles com 330 vagões, tendo quatro quilômetros de comprimento). Em nove viagens diárias, os trens têm condições de colocar no porto 400 mil toneladas de minério. Nessa escala, em apenas dois meses a ferrovia dá conta do máximo de exportação que estava previsto no projeto para todo um ano, quando a mina começou a funcionar.
Com a escala de 230 milhões de toneladas por ano, a cada quatro anos a jazida de Carajás perderá quase um bilhão de toneladas. Em 30 anos, o filé mignon do minério de ferro do mundo estará transformado em aço na China ou na Europa. Em Carajás só não ficarão apenas buracos porque agora a legislação ambientalista exige que eles sejam tapados.
É um dado chocante. A Vale julga neutralizar o impacto alegando que nunca, como agora, o minério de ferro teve preços tão altos. É verdade. No início da década cada tonelada de ferro valia US$ 30. Hoje, seu preço varia entre US$ 130 e US$ 150 (preço no porto de embarque, sem considerar o frete, que chegou a estar mais alto). Esse incremento, de até cinco vezes em 10 anos, no entanto, foi plenamente absorvido pelas siderúrgicas, que continuaram a expandir suas capacidades.
Não só transferindo o custo para o produto como também por avançarem no processo de transformação industrial. Economizaram energia ao descartar o processo produtivo de maior demanda, no enriquecimento do minério e na sua primeira elaboração, até o limite dos semi-acabados. Empresas como a Vale se encaixaram nessa nova divisão internacional do trabalho e assumiram seu papel de fornecedoras de matéria prima e insumos para os grandes grupos.
Em "2002 aexportação brasileira de produtos de origem mineral alcançava US$ 6 bilhões. Em 2007 foi a US$ 21 bilhões. Metade do saldo da balança comercial brasileira em 2009 foi proporcionada pelos minérios, mesmo com a crise mundial. Em 2008, ano recorde, essa participação foi de 53%. Neste ano a perspectiva é de um novo recorde. Em maio, a exportação do minério atingiu um patamar nunca alcançado: somou US$ 2 bilhões.
A maior parte dessa exportação vai para a Ásia, tendo a China como destaque. Essa diretriz é ainda mais acentuada em relação ao minério de Carajás, não por acaso o mais rico: 80% dele seguem para a Ásia, sendo 60% para a China. As exportações brasileiras para a China foram de US$153 bilhões no ano passado.<
Para a Vale, é nesse rumo que a empresa (e o país) deve seguir porque as necessidades chinesas assegurarão volume e preço ainda por bastante tempo. Graças a essa renda, a empresa e o país terão recursos para promover a diversificação de produtos e intensificar a industrialização. Mas se essa alegação pode ter algum sentido para o governo federal e a companhia, não apresenta o mesmo rendimento para o Estado. É brutal o contraste entre o enriquecimento da Vale (cujo valor de mercado é de US$ 140 bilhões) e da União (que nunca arrecadou tanto) e os terríveis indicadores sociais do Estado. Uma das últimas façanhas negativas do Pará é ter o pior ensino fundamental do país. Indicador de futuro comprometido.
Mas alguém no Estado pensa a sério nessa situação? Alguém se impressiona e se assusta com esses dados? De um lado, bilhões de dólares; do outro, pobreza e degradação social, incivilidade, violência, precariedade. O estado de insensibilização é tal que, embora o Pará tenha um comércio pesado com a China, a Federação das Indústrias do Estado não participa do Conselho Empresarial Brasil-China. Mas lá estão as federações de cinco Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso), que também mandam seus produtos para o outro lado do mundo.
Nós, ao que parece, não estamos no mundo. Parecemos aceitar que nos privem dos nossos recursos naturais sem ao menos cogitar outras formas de exploração, como se as que estão em curso fossem inevitáveis, sagradas. A Austrália, competidora direta do Brasil no mercado de minério de ferro, resolveu descruzar os braços e ganhar mais do que o que lhe era oferecido. Primeiro imaginou um imposto sobre os superlucros dos recursos. Sob artilharia pesada das empresas, recuou para o imposto sobre a renda dos recursos minerais, ainda tentando manter alíquotas maiores do que as praticadas até então (30% ou 40%).
Qualquer que venha a ser a fórmula a ser adotada, uma coisa é certa e salta aos olhos: não se pode admitir que a Vale embolse enormes lucros e distribua aos seus acionistas dividendos nababescos, enquanto a receita dos impostos é microscópica e as compensações não passam de perfumaria. A Vale quer aproveitar as vacas gordas dos preços altos das commodities e por isso multiplica a produção e a exportação, que lhe asseguram uma das maiores rentabilidades no mercado internacional. Mas deixa, para os donos dessas riquezas, apenas os ossos do banquete.
É preciso mudar logo essa situação. A atitude inicial é acabar com a nociva “lei Kandir”, que isenta de ICMS os produtos que exportamos. Depois, deve-se estabelecer um percentual de retenção do lucro da empresa a partir de determinado nível, para que os ganhos sejam distribuídos. Tudo isso sem deixar de fazer a pergunta elementar: interessa-nos essa escala gigantesca de extração dos nossos recursos naturais? E, naturalmente, buscar a reposta e a forma de dar-lhe vida.
Sem isso, o Pará continuará parado no ar.
































