terça-feira, 5 de abril de 2011

Estádio de Santarém é liberado para jogo São Raimundo e Águia


As constantes reclamações da população de Santarém, município do oeste do Pará, referentes às sucessivas interdições do estádio de futebol conhecido por Colosso do Tapajós[Barbalhão], levaram o vice-governador Helenilson Pontes a realizar uma reunião na tarde desta terça-feira (5), em caráter de urgência, no Palácio dos Despachos, visando encontrar uma solução para o problema. Participaram representantes da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.

Os representantes do sistema de segurança pública esclareceram que o estádio vem sendo sucessivamente interditado em função do não cumprimento de normas de segurança acordadas entre a Prefeitura Municipal de Santarém e o Ministério Público Estadual, em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Ficou decidido, então, que o governo do Estado garantirá o apoio técnico necessário ao cumprimento de todas as exigências previstas no TAC, possibilitando a liberação do estádio para o jogo São Raimundo x Águia no próximo domingo (10).

Até que as exigências sejam integralmente cumpridas, o estádio continuará com a capacidade de público limitada a 8 mil pessoas.

Outras ações voltadas à melhoria do Colosso do Tapajós serão analisadas pela equipe técnica do governo do Estado, que dará prioridade às normas de segurança.(Ascom/Vice-governadoria)

Setran abre licitação para recuperar rodovia PA-254


Agência Pará:

A rodovia PA-254, que liga os municípios de Oriximiná, Óbidos, Alenquer, Monte Alegre e Prainha, no oeste do Pará, será recuperada pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Transportes (Setran). O secretário Francisco Melo (Chicão) autorizou a abertura de licitação para contratar empresas que executarão obras nos trechos danificados da rodovia. A notícia foi dada pelo próprio secretário ao prefeito de Alenquer, João Damasceno Filgueiras (DEM) e comitiva, em audiência na sede da Setran, em Belém, nesta terça-feira (5).

A rodovia já deveria estar recuperada. Em 2008, o governo do Estado, via Setran, contratou a empresa Project Arquitetura e Construções para executar os serviços de terraplenagem, retirada de pontos críticos e revestimento primário.

O secretário disse ao prefeito que o contrato de nº 045/2008, no valor de R$ 1.289.326,90, foi acrescido em mais R$ 322.331,72, mas a obra não foi realizada como deveria, e a rodovia ficou em estado precário. As fortes chuvas provocaram a interdição de vários trechos da estrada.

A má qualidade dos serviços realizados na rodovia, informou o secretário, chegou a ser denunciada pela deputada estadual Josefina Carmo (PMDB), que documentou o fato com fotografias e apresentou uma moção na Assembleia Legislativa. A parlamentar constatou que a empresa Project utilizou máquinas e mão de obra do 10º Núcleo Regional da Setran para fazer alguns serviços.

Ao tomar conhecimento do problema, o secretário Francisco Melo determinou a apuração das denúncias.

Exportações de soja pelo porto de Santarém cresceram 26% ao ano

Alexandre Inacio 
Valor Econômico
A cada ano que passa os portos das regiões Norte e Nordeste do país ampliam sua participação na exportação brasileira de grãos. Dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic) mostram que os três principais canais de escoamento nas duas regiões - Itacoatiara (AM), Santarém (PA) e Salvador (BA) - já representam 10% de todo o volume de soja e milho exportados pelo país. Há 15 anos, os embarques dos produtos por essas saídas sequer apareciam nas estatísticas. 

Com a maior relevância dos portos do Norte e Nordeste, cai a cada ano o peso que os três grandes portos do Sul e Sudeste - Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) - têm para as exportações de soja e milho.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, 85% de todo o volume de soja e milho exportado pelo país em 1996 passaram por um dos três portos localizados mais ao sul. Ao fim do ano passado, de toda a soja e milho que saíram do Brasil, "apenas" 67% passaram por Santos, Paranaguá e Rio Grande.

E ao que tudo indica, a tendência é que os portos instalados ao norte do país ganhem mais importância em detrimento dos demais. "Esse processo de migração é irreversível e não tem mais volta, entre outros motivos porque há um esgotamento da infraestrutura do Sul e Sudeste", afirma Mauro Osaki, pesquisador do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea). Segundo o pesquisador, existe uma grande dificuldade em expandir o tamanho do calado dos portos, bem como a área destinada ao cais dos portos.

Um item importante que explica, em parte, essa migração são os custos do frete. Um exemplo: o transporte da soja originada em Campo Novo dos Parecis (MT) até Paranaguá ou Santos custa, respectivamente, R$ 212 e R$ 218 por tonelada. Já para o transporte até Porto Velho (RO), onde a soja segue de barcaça até Itacoatiara, o frete é de R$ 115 por tonelada.

Apesar da perda de participação relativa, em termos absolutos os portos do Sul e Sudeste ainda estão entre os que mais movimentam grãos. No ano passado, Santos, Paranaguá e Rio Grande exportaram, juntos, 26,7 milhões de toneladas de soja e milho. Já os portos do Norte e Nordeste embarcaram pouco mais de 4 milhões de toneladas entre os dois principais grãos.

"[Os portos de] Santos e Paranaguá ainda são muito competitivos, mas o crescimento médio dos últimos anos registrados nos portos do norte é muito maior que os do sul", afirma Sérgio Mendes, diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Ele lembra que um dos motivos que fez Paranaguá perder espaço, especialmente na soja, foi a proibição das exportações de transgênicos no governo Roberto Requião. A soja transgênica produzida no Paraná era obrigada a deixar o Estado por outros portos.

Nos últimos 15 anos, as exportações de soja pelo porto de Santos cresceram em média 16% ao ano. No mesmo período, Paranaguá avançou 11% em média a cada ano. Desde que começou a figurar entre umas das saídas para a soja, em 2004, as exportações pelo porto de Santarém cresceram em um ritmo de 26% ao ano.

Mesmo com a ainda elevada competitividade dos portos do Sul e do Sudeste, Mendes acredita que as saídas pelo norte ganham espaço em decorrência do próprio avanço da agricultura nas regiões das chamadas novas fronteiras agrícolas, que já não são tão novas assim. Entram nessa análise os Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e também municípios do norte e noroeste de Mato Grosso.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que na safra 1995/96, os Estados das regiões Norte e Nordeste, juntamente com Mato Grosso, respondiam por 22% da produção nacional de grãos, ficando os 78% divididos entre as regiões, Sul e Sudeste, em conjunto com os Estados do Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. Para a safra 2010/11, considerando a mesma divisão, a proporção já está em 32% para o primeiro grupo e 68% para o segundo, em um claro sinal do crescimento do agronegócio nessa área do país.

"Acredito que haverá um balanceamento maior entre os portos do Norte-Nordeste com os do Sul-Sudeste para as exportações de grãos. Mas é uma ilusão achar que as filas que vimos neste ano em Paranaguá motivarão a expansão e um esforço político para os portos do norte", diz Osaki.

Von propõe fórum permanente Pará/Amazonas


O deputado estadual Alexandre Von(PSDB) defendeu hoje, durante debate na Cãmara Municipal de Santarém, a concretização de grandes projetos para a região, Oeste do para como é o caso da criação do Estado do Tapajós, a Zona de Livre Comércio para Santarém e a extensão da energia de Tucurui para o estado do Amazonas.

Von propôs que seja criado um Fórum Permanente, entre Pará e Amazonas, para que sirva de espaço de discussão desses e de outros projetos em favor do desenvolvimento dos dois estados, “ao invés de darmos ouvido a uma posição infeliz do prefeito de Manaus”, disse Alexandre Von.    

Segundo o parlamentar tucano, o Fórum Permanente  Pará/Amazonas vai ser composto pelas Assembléias Legislativas dos dois estados; Câmaras Municipais e organizações da sociedade civil que aderirem ao Fórum, com o objetivo principal de promover maior interrelacionamento e integração social, econômica, educacional e cultural, visando o bem comum das nossas populações.(Com informações da Ascom/CMS)

Vacinação contra a gripe começa dia 25

Agência Pará:

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Divisão de Imunização, informa que a 13ª Campanha de Vacinação Contra a Gripe ocorrerá no período de 25 de abril e 13 de maio. A população atendida foi ampliada este ano. Agora, além dos idosos e indígenas, serão imunizadas crianças de seis meses até dois anos, gestantes e profissionais da saúde. 

A meta no Pará é vacinar pelo menos 80% de um público formado por 992.972 pessoas. Segundo dados do Ministério da Saúde, estão previstas 1.085.320.00 doses para a campanha no território paraense.

O público da campanha foi ampliado com base em estudos, que mostraram que as complicações da gripe, como as pneumonias bacterianas, são mais comuns em idosos, crianças e gestantes. A vacina distribuída protege contra os três principais vírus que circulam, entre eles o da gripe A.

As crianças vão receber duas doses da vacina e os demais apenas uma. A primeira será aplicada no período da campanha e a segunda 30 dias depois. Todos os postos de saúde do Estado vão disponibilizar as vacinas.

A Sespa ressalta ainda que outros grupos, como crianças de dois a cinco anos, doentes crônicos e adultos saudáveis de 20 a 39 anos, que receberam a vacina contra a gripe A no ano passado, não vão precisar se vacinar de novo porque já estão imunes.

Shoppings em ebulição


Disseminação de shoppings centers por cidades médias brasileiras já é realidade, como mostrou materia de hoje do Bom Dia Brasil.

Em Santarém, ainda temos um mini-shopping, mas em breve poderemos ter dois shoppings de verdade na estrada do aeroporto.

Concorrência entre supermercados


O empresário Cezar Ramalheiro anuncia a instalação em Belém de lojas de sua rede de supermercados CR.

Os grupos Yamada e Lider, em compensação, planejam implantar filias de seus supermercados em Santarém.

Como desmontar a "farsa" do Mensalão?

Paulo Bemerguy
Do Espaço Aberto:

A matéria da revista Época, desvendando a anatomia do valerioduto, é simplesmente devastadora.
Se é devastadora, é porque a fonte em que se amparou a revista para publicar a reportagem, também é devastadora.
A fonte, sabe-se, é um relatório produzido pela Polícia Federal a pedido do ministro relator do Mensalão no Supremo, Joaquim Barbosa.
O mais interessante é o silêncio de personalidades petistas sobre o assunto.
A partir do ex-presidente Lula.
Ele trombeteou, no finalzinho de seu mandato, que se dedicaria, uma vez fora do poder, a desmontar o Mensalão, que chamou de farsa.
Antes de publicar a matéria, a revista tentou ouvir Lula.
Ele se recusou a falar.
Recusou-se por quê?
Vai ver, Lula está empenhado em catar as, digamos, contraprovas para desmontar o relatório circunstanciado, detalhado, anatomicamente perfeito, ao mostrar como é que dinheiros públicos escorreram pelo valerioduto e serviram, vejam só, até mesmo para pagar serviços de segurança - privados, vale dizer - na campanha presidencial de Lula.
E agora?
E agora é que vamos ver em quanto tempo o Supremo vai julgar essa parada.
Se esse caso do Mensalão prescrever por demora no julgamento, então será preciso rever totalmente os conceitos sobre justiça.
Fora de brincadeira.

Murilo Ferreira é escolhido para dirigir a Vale


Da Folha Online


Os acionistas controladores da Valepar S.A, empresa que controla a Vale, indicaram Murilo Ferreira para o cargo de presidente-executivo da mineradora em substituição a Roger Agnelli. A decisão foi tomada durante reunião na noite desta segunda-feira.
A indicação de Ferreira ainda precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração da Vale.
Se aprovado, Ferreira assume o cargo a partir de 22 de maio, quando termina o mandato de Agnelli.
Murilo Ferreira, 58, é graduado em administração pela FGV-SP, pós-graduado em administração e finanças pela FGV-RJ e tem especialização pela IMD Business School, de Lausanne (Suíça).
De acordo com nota divulgado pela Valepar, Murilo Ferreira tem mais de 30 anos de experiência no setor de mineração e ingressou na Vale em 1998 como diretor da Vale do Rio Doce Alumínio. Passou diversos cargos executivos até sua saída em 2008, quando era presidente da Vale Inco (atual Vale Canadá) e diretor-executivo de Níquel e Comercialização de Metais Base da Vale.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Concluída primeira torre da linha entre Tucuruí, Manaus e Macapá


 
Foi concluída no último dia primeiro de abril a montagem da primeira torre da linha de transmissão que ligará a Usina Hidrelétrica Tucuruí às capitais Manaus (AM) e Macapá (AP), além de dezenas de cidades do interior. A torre está situada no trecho entre Oriximiná e a Subestação Engenheiro Lechuga, na capital amazonense. A estrutura possui 62 metros de altura - o equivalente a um prédio de 20 andares -, e pesa 24 toneladas.

A linha de transmissão está sendo construída pela Manaus Transmissora de Energia S/A, empresa da qual participam a Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Chesf e a espanhola Abengoa. O trecho de 586 km, em 500 kV, no qual foi construída a primeira torre, faz parte da interligação elétrica Tucuruí/Macapá/Manaus, com um total de 1.850 km de extensão.

De acordo com o diretor de Planejamento e Engenharia da Eletrobras Eletronorte, Adhemar Palocci, "este é mais um grande empreendimento do PAC - um investimento de R$ 1,8 bilhão -, que permitirá a integração dos sistemas isolados de Manaus e Macapá ao Sistema Interligado Nacional - SIN, possibilitando a redução do consumo de combustíveis nos parques termelétricos da Amazônia e o recebimento de uma energia elétrica mais limpa e mais confiável". (Blog Amazônia)

FPF apóia suspensão de pagamento a clubes que desrespeitam patrocínio

Agência Pará:

Belém- O vice-presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), José Ângelo Souza de Miranda, disse na manhã desta segunda-feira, 4, que apoia a iniciativa do Governo do Estado, que suspendeu temporariamente o pagamento da segunda parcela do convênio assinado entre a entidade, representante dos clubes de futebol profissional do Estado, a Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa) e a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). A iniciativa do Governo está baseada no fato de os clubes não estarem usando a marca "Governo do Estado do Pará" nas camisas oficiais e de treinos, conforme prevêem as cláusulas do convênio assinado em 20 de janeiro deste ano.

Segundo José Ângelo Miranda, os clubes não podem alegar desconhecimento das cláusulas, uma vez que a própria Federação promoveu uma reunião de trabalho com os respectivos presidentes de clubes para informar sobre o teor do documento e das responsabilidades de cada um. "Infelizmente a Federação não tem poder de exigir nada dos clubes, quem tem que fazer isso é o Governo. E o Governo está agindo corretamente à medida que busca na justiça o direito de ter sua marca nas camisas dos clubes, pois está de acordo com o convênio assinado", comentou Ângelo Miranda, ressaltando ainda que, "sem esse recurso, os clubes, sobretudo do interior do Estado, não teriam condições de participar do campeonato", completou.

Em janeiro deste ano foram assinados três convênios de patrocínio do campeonato paraense de futebol profissional. O primeiro, que dá direito à Fundação de Telecomunicação do Pará (Funtelpa) em transmitir os jogos, no valor de R$ 2,4 milhões; o segundo com a Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), para interiorização do campeonato, no valor de R$ 1.105.810,00 e o terceiro com o Banco do Estado do Pará (Banpará) no valor de R$ 1.560.000,00 distribuídos para Clube do Remo e Payandu Sport Club - R$ 50 mil para cada um mensalmente, e mais R$ 15 mil para o Águia; de Marabá, e São Raimundo, de Santarém. O total dos convênios soma R$ 5.065.810,00 para a vigência do ano de 2011.

Nos casos da Seel e Funtelpa, a contrapartida dos clubes prevista no convênio é o uso da marca do Governo do Estado do Pará, na camisa oficial e nas de treinos, assim como, a instalação de placas nos estádios de futebol, outdoor, banner e todo material promocional. Segundo o professor Christian Costa, secretário-adjunto da Seel, os clubes não cumpriram o acordo e foram notificados, por meio da Federação Paraense de Futebol, sobre o assunto. O primeiro ofício da Seel (nº 88/2011), de 22 de fevereiro, chamava atenção para o problema e como nada foi resolvido a Seel enviou uma segunda correspondência, no dia 21 de março (ofício nº 295), avisando da possibilidade de suspensão do pagamento e do envio do documento para o setor jurídico avaliar e tomar as medidas legais cabíveis.

A primeira parcela do convênio da Seel, no valor de R$ 443.524,00, correspondente a 40% do montante, já foi depositada na conta da FPF. A mesma situação é a da Funtelpa, que também já liberou os recursos pertinentes a 40% do valor total do contrato que dá direito a emissora transmitir os jogos do campeonato paraense. Para a vice-presidente da FPF, os clubes deverão se adequar à realidade sob pena de perder dinheiro. "Nosso sentimento é de que haverá adequação", disse Miranda.
Investimento
Segundo o secretário adjunto da Seel, Christian Costa, o investimento realizado pelo Governo do Estado do Pará no campeonato de futebol profissional é o maior do Brasil. "Infelizmente, a postura dos gestores está incompatível com a do Governo. Esse repasse não dever ser visto como filantropia, mas sim, como investimento na cadeia produtiva do mercado futebol profissional. Nós precisamos que algumas reciprocidades previstas no convênio sejam garantidas pelos clubes, do contrário, nossa postura será de suspensão do pagamento da segunda parcela dos recursos", adiantou.

O secretário também questiona sobre os prejuízos do Governo durante a primeira fase do campeonato paraense e a primeira rodada do segundo turno. "Quem vai pagar os prejuízos?", indaga o professor. Na primeira fase do campeonato foram realizadas 28 partidas e mais as etapas finais de ida e de volta. A segunda fase da competição somou quatro jogos na primeira rodada. "Queremos afirmar que estamos à disposição dos clubes para conversar. Queremos encontrar a melhor maneira de resolver essas pendências", destacou Christian Costa.

Prefeita de Santarém não é recebida por Jatene

A prefeita Maria do Carmo imaginava que bastava apenas pedir uma audiência com o o governador Simão Jatene, a pretexto de solicitar ajuda para obras que deveriam ser bancadas pelo governo federal, para que as portas do Palácio dos Despachos lhes fossem escancaradas.

Mas hoje, Maria deu com a cara na porta.

O vexame só não foi maior porque num gesto de boa educação, a secretária particular do governador, que informou-lhe de pronto de que não haveria espaço na agenda de Jatene para a conversa que a prefeita reivinidicava.

domingo, 3 de abril de 2011

São Raimundo 3 x 1 Clube do Remo

Encerrado em Santarém.

São Raimnundo 3 x 1 Clube do Remo.

Remo 1 x 0: Wellington Silva 10' 1º
S.Raimundo 1 x 1: Leandro Guerreiro 22' 1º
S.Raimundo 2 x 1: Daniel 15' 2º
S. Raimundo 3 x 1: Leandro Guerreiro 47'2º

Renda: R$ 96.600,00.

Público pagante: 6.349. 

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O Jogo
Gustavo Pena
DOL


1º TEMPO:
Sob o sol forte, o árbitro Andrei da Silva e Silva deu o apito inicial. Barbalhão totalmente lotado, e os jogadores iniciando a briga pelo gol. Nos primeiros minutos, um verdadeiro jogo de perde e ganha na meiuca. Os times mostravam bastante organização tática, o que deixava a partida bonita de se ver. Com isso, o primeiro grito de gol foi do Remo.
Aos 10 minutos, o atacante Wellington Silva recebeu pela esquerda e tocou por cima do goleiro Labilá e abriu o placar em Santarém: Remo 1 a 0. Esse foi o primeiro gol de um atacante de ofício do Leão em todo o Campeonato Paraense. A partir daí, parece que o São Raimundo sentiu o baque e acabou cedendo mais espaços para o rival, que teve chance de marcar o segundo.
Mas o Pantera Mocorongo tinha dois jogadores que desequilibravam: Aldivan e o meio-campo Renato Medeiros. Os dois armadores faziam um verdadeiro ‘carnaval’ na defesa azulina quando estava com a bola. Com 22 minutos, o atacante Leandro Guerreiro girou nas costas do zagueiro remistas chutou forte, fazendo um belo gol, sem chances de defesa: 1 a 1.
E a torcida santarena gritou ‘uhuhuhuuuu’ aos 37 minutos, quando Leandro Guerreiro, sozinho, perdeu um gol na área do Leão. Aos 41, mais bobeira da zaga do Remo. Renato Medeiros chutou e o zagueiro Rafael Morisco, salvou, na linha, mais um lance perigoso do Pantera. Além de ter pouca posse de bola nos minutos finais, a equipe de Comelli ainda errava passes em primazia. (Gustavo Pêna, DOL)

2º TEMPO:
Na volta, uma mudança no Remo: saiu o meio-campo Léo Franco, para a entrada do volante Moisés, que fazia a sua estreia com a camisa do Leão. Assim, o time ficava com três volantes. Com dois minutos, primeiro lance de Moisés, que chutou, a bola bateu no zagueiro do São Raimundo e quase entra no gol de Labilá. Logo em seguida Thiago Marabá recebeu livre, chutou na trave, mas o assistente já marcava impedimento.
E o nervosismo dos atletas azulinos logo deu problema. Após um carrinhp perigoso, o volante Luis André recebeu cartão amarelo e foi expulso de campo. Se a situação do Leão já era complicada com 11 jogadores, o que dirá com 10. Perdido em campo, o Remo levou a virada aos 15 minutos, quando o atacante Sató tocou para o volante Daniel, que chutou, de bico: São Raimundo 2 x 1 Clube do Remo.
Em seguida, os donos da casa começaram a tocar a bola e gastar o tempo, se segurando para sair no contra-ataque. Só que o zagueiro Rafael Morisco teve a chance de empatar aos 19 minutos. Entretanto, o jogador perdeu o gol, livre. Aos 30 minutos, chances para cada lado. Primeiro, o zagueiro Diego Barros cabeceou de forma perigosa, no meio do gol de Labilá. Em seguida, no contra-ataque, o atacante Tinha chutou na trave.
Com a reestreia do meio-campo Ratinho, o Remo melhorou um pouco no jogo. Em uma das jogadas do meia, o atacante Jaílson quase marca, se não fosse a interceptação do zagueiro, colocando para escanteio. Nos minutos finais, a pressão do Remo pelo empate foi grande. Porém, o São Raimundo se segurou e venceu por 2 a 1. (Gustavo Pêna, DOL)

Ficha Técnica:
São Raimundo: Labilá; Julio Ferrari, Rodolfo Soares, Thiago Junior (Nei Carioca) e Rafael Vieira; Rodrigo Santarém, Daniel, Renato Medeiros (Vélber) e Aldivan; Sató (Tinha) e Leandro Guerreiro.
Técnico: Charles Guerreiro.
Clube do Remo: Lopes; Gleison (Ratinho), Diego Barros, Rafael Morisco e Marlon; Mael, Luis André, Thiaguinho e Léo Franco (Moisés); Thiago Marabá e Wellington Silva (Jaílton Paraíba).
Técnico: Paulo Comelli.
Local: Estádio Jader Fontenelle Barbalho (Barbalhão).
Hora: 17h.
Cartão amarelo: Luis André e Marlon (REM). Thiago Junior e Julio Ferrari (SRA).
Cartão vermelho: Luis André (REM).
Árbitro: Andrey da Silva e Silva. Assistentes: Heronildo Sebastião da Silva e Diorgenes Serrão.

1ª RODADA DO 2º TURNO DO CAMPEONATO PARAENSE 2011:

Independente Tucuruí 2 x 3 Cametá       02/03   SAB    16h      Estádio Navegantão
Castanhal 1 x 1 Paysandu                     02/03   SAB    20h      Estádio Maximino Porpino
Tuna Luso 1 x 0 Águia de Marabá          03/03   DOM   09h30   Estádio do Sousa
São Raimundo 3 x 1 Clube do Remo      03/03   DOM   17h      Estádio Barbalhão  

São Raimundo x Clube do Remo


Acompanhe os lances de São Raimundo x Remo, neste domingo, pelo twitter do Blog do Estado.

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Eclusas de Tucuruí: Caminho de saída

Lúcio Flávio Pinto

No ano passado foi inaugurada no Pará uma das maiores obras de engenharia hidráulica no mundo. Os paraenses esperaram por ela durante três décadas. Agora, parecem não se dar conta do seu significado e do que fazer com ela em seu benefício. Pode ser mais um cavalo de Tróia.

Quatro meses depois de inaugurado, o sistema de transposição da barragem da hidrelétrica de Tucuruí ainda é um mistério para os paraenses, que esperaram durante quase 30 anos pela conclusão da obra. Seu custo é impressionante: 1,6 bilhão de reais. Equivale à maior obra de engenharia hidráulica do mundo: as duas portas de aço que protegem das grandes cheias do Mar do Norte o porto de Rotterdam, na Holanda, o maior da Europa. Mas ainda está longe de permitir a navegabilidade da bacia do Araguaia-Tocantins, que drena 10% do território brasileiro, em seus 2,4 mil quilômetros de extensão.

Pelo contrário: as duas eclusas vão tornar proibitiva a navegação nesse trecho para as pequenas embarcações, que fazem o transporte no baixo Tocantins. Para poder ter acesso aos elevadores hidráulicos e ao canal de concreto, com 5,5 quilômetros de extensão (percurso que será feito em uma hora), a embarcação precisará contar com defensas para se proteger das muralhas laterais das câmaras, que têm 140 metros de extensão.

Terão que dispor ainda de cabos de amarração para ficarem engatadas aos cabeçotes flutuantes, e rádio do tipo VHF, necessário para a comunicação com o operador da eclusa. Só farão a eclusagem as embarcações legalizadas junto à autoridade marítima e cujo condutor seja aquaviário, devidamente legalizado.

A esmagadora maioria das embarcações em operação na região não atende a essas exigências e nem possui condições para preenchê-las, por seu custo, proibitivo para esse tipo de negócio. As providências são necessárias para proteger tanto as embarcações que atravessarem o sistema de transposição como as instalações das eclusas.

O problema é que ninguém pensou na navegação local, nem no habitante nativo da área sob a influência da barragem, que é visto apenas como elemento decorativo da paisagem. O objetivo é atender grandes e poderosos clientes, como os mineradores e os produtores de grãos.

Sempre foi essa a preocupação dos que projetaram os “grandes projetos” na Amazônia, a partir dos anos 1970: identificar os locais onde estavam depositadas as riquezas naturais da Amazônia, como os minérios, e viabilizar meios de transporte até o litoral, de onde a produção seria levada para mercados externos, cada vez mais distantes (em princípio, os Estados Unidos e a Europa; por fim, a Ásia).

No caso de Tucuruí, a busca foi pelo máximo de energia a ser gerada num único ponto. Ao invés de três ou quatro barragens rio a montante, até Itupiranga, que poderiam vencer sucessivamente desníveis médios de 20 metros, um único represamento de alta queda, que provocou desnível de 70 metros. Com isso, possibilitou o máximo de energia, que chegou a 8,4 mil quilowatts.

Em compensação, foi preciso construir duas enormes eclusas e um longo canal intermediário entre elas para permitir a transposição, num dos maiores sistemas desse tipo em todo o mundo. O desnível é do tamanho de um prédio de 33 andares, como o Real Class, que desabou em Belém no dia 29 de janeiro, no maior acidente da construção civil na capital paraense (embora com menos mais vítimas do que o outro grave episódio, de 24 anos antes).

Para se ter uma idéia do que representou essa decisão, tomada na metade da década de 70 do século passado, basta compará-la com a opção adotada pelos construtores das duas hidrelétricas em andamento no rio Madeira, em Rondônia. Juntas, elas vão gerar 80% da energia produzida por Tucuruí. Os projetistas descartaram liminarmente a alternativa de levantar uma única barragem no Madeira, o principal afluente do rio Amazonas.

Ao invés de uma só usina, com barragem de 40 metros, formando um grande reservatório, optaram por duas estruturas: Jirau, com desnível de 12 metros, e Santo Antônio, com altura de pouco menos de 20 metros, ambas formando pequenos reservatórios, em conjunto equivalentes a um quinto da área inundada pela represa de Tucuruí, com seus 70 metros.

Como a missão da Eletronortre, concessionária da usina, era se responsabilizar exclusivamente pela energia, que iria atender os dois maiores consumidores individuais do Brasil (a Albrás, em Barcarena, e a Alumar, em São Luís do Maranhão, responsáveis por quase 3% de toda demanda nacional), as eclusas foram entregues aos parcos recursos da Portobrás.

A empresa portuária do Ministério dos Transportes foi extinta durante o acidentado percurso da obra e nenhum sucessor deu-lhe andamento. Ela só foi retomada em 2006. Por ironia, quando o Ministério dos Transportes delegou a tarefa à Eletronorte, que a descartara 25 anos antes.

O nó górdio atado em 1979 foi desfeito e a racionalidade – ao menos a formal – foi restabelecida: quem barrou o rio que lhe restabeleça a navegabilidade. Com a enorme vantagem, para a Eletronorte, de executar o serviço com recursos do governo. E maior vantagem ainda para a Construtora Camargo, que mantém seu canteiro em Tucuruí há 36 anos, talvez recorde nacional.

Com dinheiro fluindo através do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), não faltaram recursos para que a empreiteira lançasse mão de um bilhão de reais até levar à inauguração das eclusas, em 30 de novembro do ano passado. O ato recebeu as bênçãos do presidente que saía e da sua sucessora, ambos do mesmo partido, o PT, constituindo o casal que gerou e acalentou o PAC: Lula e Dilma Rousseff.

O sistema permitirá a passagem de 40 milhões de toneladas de carga por ano nas duas direções, através de comboios com capacidade para 20 mil toneladas e calado máximo de 4,50 metros. É quase 10% a mais do que a barragem da hidrelétrica de Três Gargantas, na China, que deverá se tornar a maior do mundo, quando (e se) alcançar sua capacidade nominal de geração, mas que conta com cinco eclusas, três a mais do que Tucuruí.

É uma poderosa via de transporte de carga. Mas para quem acha que só agora está sendo corrigido o golpe traiçoeiro dado no Pará nos anos 1970, quando foi decidido escoar a produção de minério de Carajás por ferrovia até o litoral do Maranhão, e não pela costa do próprio Pará, usando o Tocantins, é bom não esquecer que a capacidade da ferrovia de Carajás já ultrapassou 100 milhões de toneladas – e ainda poderá ser expandida. Ninguém jamais previu tanto. Nem a Vale.

Fica cada vez mais claro que essa decisão estava coerente com a razão de ser do projeto: criar volumes crescentes de minério para exportação com o objetivo de chegar ao Japão e, em seguida (o que não foi cogitado inicialmente), à China, com preço melhor, graças à excepcional qualidade do minério de Carajàs (com teor de 66% de hematita pura, o dobro do australiano) e ao custo decrescente do frete ferroviário até o porto (a partir da escala de 60 milhões de toneladas, se tornou igual ou inferior ao frete hidroviário).

As eclusas de Tucuruí se enquadram nesse modelo. Elas deverão escoar minérios e produtos siderúrgicos (como ferro gusa e chapas de aço), além de grãos, no sentido sul norte, e os contêineres da Zona Franca de Manaus na direção contrária, no maior fluxo desse tipo de carga em todo país, além de outras possibilidades, como a do gás, que dependem da evolução da pesquisa, da produção e do mercado. Mas tudo em grandes quantidades, o que acarretará o uso oligopolístico do sistema de transposição, em condições de receber 24 comboios diários nas duas direções.

Essas perspectivas só se consumarão definitivamente se outras obras forem realizadas, a montante e a jusante de Tucuruí. Uma das maiores é o derrocamento dos 40 quilômetros do Pedral do Lourenço, acima da barragem, a dragagem do baixo Tocantins, a ampliação do porto de Vila do Conde (ao custo de R$ 700 milhões), o porto de Marabá, e mais as eclusas de Lajeado, no Estado do Tocantins, e Estreito, no Maranhão. No final, talvez o dobro do que se gastou nas eclusas de Tucuruí.

Pode parecer exagero, mas, depois de tantos anos de investimento, a hidrovia Tietê-Paraná ainda tem uma capacidade de carga que é uma oitava parte do que pode ser utilizado em Tucuruí. Não para o benefício da população local e das atividades internas, mas como mais um caminho de passagem de riquezas naturais rumo ao exterior.

Essa é também a perspectiva do superporto da ponta da Tijoca, em Curuçá, no litoral nordeste do Pará. Será um terminal de embarque e reembarque de commodities, caso realmente seja exeqüível o projeto de construir um terminal próximo ao litoral (dois quilômetros e não de 8 a 11, como se previa), com um canal de acesso profundo, protegido das fortes correntes marítimas e com um fundo estável. Será mais um ponto de lançamento de riquezas para fora e não, como se deseja, um fator de indução do desenvolvimento para dentro. Nessa direção, o destino concebido é o do despejo dos restos do banquete que está sendo servido a privilegiados comensais no Pará.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Lei da fila dos bancos: clientes não tem a quem reclamar

Da Redação

Clientes que passam várias horas na filas dos bancos em Santarém não têm a quem reclamar. Uma Lei Municipal proíbe que essa espera ultrapasse os trinta minutos ou os quarenta minutos em caso de vésperas de feriados e dias de maiores movimentos. No entanto, a Lei não diz qual o órgão que realiza a fiscalização e quem deve punir especificamente a agência bancária que descumprir o dispositivo legal. Por enquanto quem está exercendo essa função é o Procon.


Em 2005, a prefeitura municipal de Santarém sancionou a Lei aprovada pela Câmara de Vereadores que determina tempo de espera, para as pessoas na fila dos bancos. O vereador Valdir Matias Jr.(PV) afirmou que ultimamente a Câmara tem recebido reclamações de demora na fila dos bancos, e cobrou das agências cumprimento da lei e fiscalização por parte do Procon. Ocorre que o órgão apenas recebe denúncias e não tem poder de punição, a não ser que consiga na justiça.


Para esclarecimento da situação, a Câmara Municipal de Vereadores convocou a diretora do Procon, Maysa Menezes, e os gerentes de bancos, no qual o Itaú e HSBC não estiveram presentes. "A Câmara quase que diariamente tem recebido reclamações quanto à demora no atendimento das filas de banco. Essa semana houve um volume muito grande de reclamações, por isso nós precisamos tomar essa atitude", afirmou Valdir Matias. Para ele, o Procon deve ser proativo em ir no local e checar a situação devida, quanto a demora.


A diretora do Procon afirma que recebem denúncias por telefone da demora, mas nunca ninguém fez uma reclamação fundamentada. "É necessário que aquela própria pessoa comprove a hora que chegou e a hora que saiu, como ninguém consegue comprovar então fica difícil para efetuarmos qualquer tipo de fiscalização ou mesmo advertência aos bancos", explicou.


Segundo ela, pela própria lei a pessoa tem que comprovar, para que o órgão não seja usado para apenas fazer visitas. "Que comprove o tempo que passou na fila ou pode até tirar fotos do momento que chegou e que saiu ai é uma forma de prova, que não necessita só da senha, tem as fotos para a comprovação".


A lei determina que em dias normais a pessoa deva espera até 30 minutos na fila do banco. Em véspera, ou depois de feriados prolongados, até 40 minutos e nos dias de pagamento dos funcionários públicos municipais, estaduais e federais, de vencimento de contas de concessionárias de serviços públicos e de recebimento de tributos municipais, estaduais e federais até 30 minutos.


Segundo Maysa, o Procon só faz a fiscalização a partir do momento em que tiver uma denúncia escrita e formulada. Na primeira situação, o banco será advertido. A reincidência gera multa e sua duplicação. 


A promotora estadual Renilda Ferreira, explica que reincidência só serve para dobrar o valor da multa, que é de R$ 1.500,00. O Ministério Público só agiria se houvesse uma ação coletiva para proteger o direito difuso do cliente.

Professores municipais não aceitam repor aulas aos sábados


Aritana Aguiar
Free lancer

O coordenador O presidente do Sinprosan (Sindicato dos Profissionais de Santarém), Iracildo Pereira, afirmou a possibilidade de demissão dos professores por justa causa foi o motivo que mais pesou na decisão de retorno Às salas de aula. A greve já havia sido considerada ilegal pela justiça estadual. "Se não fosse isso teríamos continuado", assegurou. 

Segundo Pereira, outros fatores também contribuíram para o encerramento da paralisação. Ele cita o fato de o movimento ter se desgastado em virtude do tempo. "Os professores não estão acostumados com movimentos de longa duração, com isso ficaram cansados", explicou. No começo da greve, havia mais de 800 professores e seu final já estava em 550. "O governo começou a articular, retirou carga horária de professores e passou para outros temporários e efetivos que não estavam na greve", explicou.

O líder dos professores assegura que a determinação judicial da multa de 10 mil reais por dia não foi levada em consideração pela categoria. "Por que ela é negociável", justificou. Ele explica que não é obrigado a pagar o valor todo de uma vez, calculado em 280 mil reais. "A justiça não pode tomar o prédio do sindicato", afirmou.

A comissão de greve reuniu-se para discutir a situação e a decisão foi tomada em assembléia com os professores. "Se a categoria suportasse iria continuar". Então a decisão tomada foi aceitar a proposta do governo.

De acordo com o professor Iracildo, a proposta não era discutir a data-base e sim o ajuste da tabela que não era feita desde 2009, estava com o mesmo valor de 2008. Ficou acordado que seria um ajuste de 10,5% para os professores e 10% para pedagogos e secretários a ser efetivada a partir do mês de maio, pois a categoria queria que fosse em abril. A prefeitura argumentava que se fosse feita em abril estaria infringindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Como nesse acordo incluiu a data-base e tabela, então os professores não podem mais tentar nenhum tipo de negociação este ano. O professor informa que dos 10,5%, 7% eram referentes ao INPC e apenas 3,5% do reajuste. "Os 7% eram da data-base que nos era garantido", declarou. Explica ainda que a porcentagem real seria de 17% na tabela sem incluir a data-base, que seria discutida entre abril e maio.

O sindicato irá discutir a reformulação da tabela para este ano, irão enviar para a prefeitura e Câmara de Vereadores, para averiguar o que pode ser ajustado, mas a aplicação aprovada somente entra em vigor em 2012.

Quanto à multa, segundo o procurador geral do município, Isaac Lisboa, por ser uma decisão judicial deverá ser cumprida, mas ele explica que isso não impede que a prefeitura faça uma analise de executar ou não a multa. Isso ficará a critério do município que até o momento não tomou nenhuma posição.

Telhado de brasilit no terrace descaracteriza mercado municipal




ARITANA AGUIAR
FREE LANCER

Alguns lojistas do Mercado Municipal, no Centro da cidade, arcaram com uma despesa de quase quatro mil reais para a instalação provisória de uma cobertura no terraço daquele logradouro. Segundo o microempresário João Gomes, toda vez que chovia a água infiltrava nas paredes, estragando várias mercadorias, além de espalhar água pela loja. A obra resolveu o problema, mas causou outro: descaracterizou a originalidade do prédio, considerado histórico.

O administrador do Mercado Municipal, Herman José, informou que obra teve autorização da prefeitura. Eles pagaram porque a prefeitura alegou que não possui verba para fazer a pequena cobertura, que é provisória. A Secretaria Municipal de Abastecimento (Semab) forneceu apenas o engenheiro para ajudar na construção. 

"Se fossemos esperar pela prefeitura para fazer isso, iríamos demorar", afirmou João Gomes. Ele que pagou dobrado o valor, pois quatro lojas estavam prejudicadas. Como um de seus vizinhos alegou não ter condições de dá a sua parte, para não sair num prejuízo maior, seu João arcou com toda a despesa dele também.

Seu Ribamar Portela era um dos lojistas que estava tendo prejuízo em virtude da infiltração interna. "Era melhor gastar o dinheiro com essa obra do que ter mais prejuízo", declarou ele, que pagou aproximadamente mil reais. Ele já havia perdido muitas mercadorias em virtude da água da chuva que infiltrava em sua loja.

Lasion Rodrigues, outro que teve prejuízos em virtude da infiltração interna, relata que em uma chuva forte a água que infiltrou descia diretamente sobre o computador, um ventilador de teto queimou por causa da infiltração, além das mercadorias estragadas. Ele também gastou cerca de mil reais.

Segundo o Herman José, a cobertura foi construída de forma fácil para que seja retirada até que a prefeitura passe a funcionar a parte superior do mercado e faça uma melhor estrutura.

Escada ociosa

Na reforma do Mercado Municipal, a prefeitura de Santarém se preocupou em fazer uma parte superior e construir uma escada, próximo à Avenida Tapajós para que a população tivesse acesso ao terrace. Por enquanto, a parte de cima do Mercado está ociosa e escada inutilizável. Apenas no dia do Círio de Nossa Senhora da Conceição que a população santarena tomou da escada como ponto estratégico para fazer fotos e ver melhor a imagem da Santa.

A lojista Kelly Gomes, afirma que antes da construção os lojistas informaram à prefeitura que o ideal seria que a escada fosse até a orla da cidade. "Na época, a prefeitura alegou não ter recursos para fazer o restante", informou.

Para Kelly, as pessoas que vem do interior sentem dificuldades em atravessar a Avenida Tapajós que é bastante movimentada e se a escada fosse até a orla seria de grande utilidade nesse aspecto, mesmo que a parte superior do Mercado não tivesse em funcionamento.

A sugestão de Ribamar Portela é que realmente a passarela fosse estendida para facilitar a vida de transeuntes e turistas. "Essa é uma área perdida por falta de iniciativa", declarou.