sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sebastião Hoyos morre na Suiça

Sebastião Hoyos: a incrível saga de um santareno
Foto: Diário do Pará





 
 O ex-militante comunista e ilustre santareno Sebastião Hoyos, faleceu terça de ataque cardíaco (21/06) na Suíça. Seu corpo chegará em Santarém na semana que vem para ser enterrado no município, como era de sua vontade. Segundo informações de familiares, Sebastião foi encontrado morto no baheiro de seu apartamento por um neto seu. Seu corpo está sendo necropsiado na Suíça e já está liberado para o traslado para a família.


Hoyos fez história na década de 60, fugindo do regime militar e passando por diversas cadeias, até chegar à Suíça. A história toda, desde a juventude em Santarém até o ponto em que Sebastião se tornou perseguido e depois um cidadão suíço, poderia ser argumento de um grande roteiro cinematográfico, no entanto, ganhou vida nas 300 páginas de “Champ-Dollon, Cela 211 - Uma Aventura Revolucionária”, nome homônimo da cela, que foi a casa e o castigo daquele que hoje é celebrado pelo escritor também santareno Carlos Mendonça como um exemplo de resistência e força de vontade.

O livro, que mistura realidade e ficção, foi lançado e fevereiro de 2009 pela editora Paka Tatu. Além de uma biografia, o autor Carlos Mendonça quis retratar a imagem de um homem que, para ele, merece grande admiração. “Eu tive contato com a história de Sebastião na época em que tudo aconteceu. Não éramos amigos, nem nos conhecíamos, mas compartilhamos a mesma formação, frequentamos os mesmos lugares, praias... Então me sinto, de certa forma, ligado a ele. Muito tempo depois, eu pude conhecê-lo, por coincidência. Estava na Suíça e pude conversar com ele pouco antes de ser preso. Foi assim que começamos essa relação de cumplicidade e pude ter acesso a tantas histórias fantásticas que ele me narrou”, relembra Carlos.

A história de lutas e cadeias de Sebastião começa na Guiana Francesa, em 1964, onde o jovem, com 25 anos na época, fugia da repressão do Regime Militar. Sua fuga aconteceu de barco, na verdade, canoa, ao lado de figura conhecida como “Amaral” citado no livro com um dos grandes amigos e colaboradores de Sebastião. Na Guiana, ele viveu por oito anos, se envolveu com movimentos políticos de independência da Guiana em relação à França, mas segundo Carlos Mendonça, não era nenhuma participação ativa. “Ele apenas conversava com eles e não estava participando das manifestações ativamente. Mesmo assim, ele foi preso e deportado para França, em 1972, onde ficou encarcerado por um mês, até parar numa pequena cidade do interior, chamada Mouchard, onde a justiça francesa o impedia de sair”, explica Carlos.

Um dos motivos para a prisão de Sebastião ter acontecido, seriam as supostas ligações políticas do acusado em relação aos movimentos de independência. É provável que a França não estivesse interessada em divulgar nada relacionado ao tema.

No entanto, a França não segurou Sebastião por muito tempo e cinco meses depois, ele fugiu para a Suíça, onde conseguiu viver em Genebra com a anistia cedida pelo próprio país. “Naquela época, ele começou a trabalhar em diversos lugares até virar funcionário de um banco. Alguns anos depois, já na década de 90, houve um grande assalto e Sebastião foi acusado de ser um dos integrantes da quadrilha. Foram quatros numa cadeia assistindo diversas cenas terríveis de tortura, solidão, sem ao menos ter um julgamento. Ele mandou cartas para juízes, promotores e políticos denunciando a sua situação. Ele conseguiu a liberdade a partir da sentença do Supremo Tribunal de Genebra. Hoje ele vive com duas nacionalidades, entre a Suíça e o Brasil, no entanto, ainda há a chance do caso dele voltar à tona no Supremo Tribunal Europeu” diz Carlos.

Sebastião viveu 18 anos na Suíça, trabalhando em bons empregos, até que o assalto do banco mudasse a sua vida, em 1990. Depois de sua soltura, em 1994, como diz Carlos Mendonça, ele tenta levar uma vida normal, com sua dupla nacionalidade, transitando entre o Brasil e a Europa.

Leão decente

Lúcio Flávio Pinto


Sou sócio remido do Clube do Remo. Mesmo assim, decidi colaborar quando recebi a primeira cartela para fazer depósitos em benefício do clube. Nunca recebi a prestação de contas da campanha. Por isso, joguei fora o segundo carnê, quando me chegou.

Minha ligação com o Remo era através da natação, que era rentável e eficiente ao tempo em que freqüentava a piscina, embora a água sempre deixasse muito a desejar, como o vestiário. Mesmo assim, o velho servidor que nos atendia invariavelmente estava com salário bem atrasado. Alguma “vaquinha” era organizada para que se alimentasse. O departamento se mantinha graças à abnegação, quase heróica, de alguns dos seus integrantes.

As atenções da direção se voltavam apenas para o futebol. Com a total falência e descrédito do Remo em chuteiras, proponho que se pratique agora uma política salvadora, de terra arrasada, com aquela bomba neutra que os americanos inventaram para matar pessoas sem destruir instalações físicas.

Mandar todo mundo embora, de jogadores a cartolas, fazer a convocação de jovens que se sintam honrados ao envergar o uniforme do time, dar-lhes as melhores condições possíveis para se adestrarem como atletas, supervisionados por gente competente e honesta, e apostar na prata da casa para o retorno do Clube do Remo às trilhas da sua história gloriosa.

Tudo novo. Todos comprometidos com a dignidade de uma autêntica instituição da terra. Ainda que haja choro e ranger de dentes, faça-se a mudança radical. As pessoas passam. A instituição é permanente.

MRN recebe novo grupo de japoneses


Na última quarta-feira, 22 de junho, seis empregados da empresa japonesa Mitsui conheceram as instalações da Mineração Rio do Norte (MRN), no distrito de Porto Trombetas, Oeste do Pará. A visita faz parte de um programa voltado para o intercâmbio dos profissionais japoneses com empresas de mineração que são referência no Brasil.

Para a analista de meio ambiente Akiko Yoshikawa, a MRN tem feito um bom trabalho de manejo de flora e fauna: "Para mim foi muito boa a oportunidade de ver o trabalho de uma empresa com experiência em projetos ambientais como a MRN. Também pude ver que todos os empregados são comprometidos com o meio ambiente e a segurança no trabalho", finaliza.

O Programa de Visitas da MRN é coordenado pela Assessoria de Comunicação da empresa e em 2010 recebeu mais de 60 pessoas por mês, entre representantes de empresas acionistas, estudantes brasileiros e estrangeiros, moradores de comunidades ribeirinhas vizinhas às operações da mineradora e familiares de empregados.(Fonte:MRN)

Prefeita de Santarém responde a processo por improbidade administrativa


A prefeira Maria do Carmo, o ex-secretário de governo e atual secretário de infraestrutura Inácio Corrêa e a agência Vanguarda respondem desde o início deste mês a uma ação de improbidade administrativa por suposto crime de uso de verba pública para promoção pessoal.

A ação foi ajuizada pelo Ministério Publico Estadual com base em representação assinada pelo advogado José Maria Lima, a pedido do partido Democratas, diretório de Santarém.

A juiza Bethania Pessoa recebeu a ação, notificou os reús, mas liminarmente negou o afastamento da prefeita Maria do Carmo e de Inácio Corrêa dos respectivos cargos.

Leia mais sobre o assunto na edição de hoje do jornal O Impacto.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Capa da edição especial de O Estado do Tapajós alusiva aos 350 anos de fundação de Santarém

Clique na imagem para ampliá-la.


Sustentabilidade foi o tema de exposição realizada em Oriximiná


Quem visitou a I Exposição Socioambiental realizada pela Mineração Rio do Norte (MRN) no município de Oriximiná nos dias 17 e 18 de junho teve a oportunidade de conhecer detalhes sobre alguns dos principais projetos desenvolvidos pela empresa na região Oeste do Pará. Desenvolvimento Sustentável, Saúde, Educação, Meio Ambiente e Cultura foram os temas abordados nos estandes montados para o evento. Também tiveram destaque os mini-cursos e oficinas oferecidos durante a programação e as apresentações de grupos folclóricos locais. A previsão é que a Exposição seja montada em outros municípios a partir da segunda edição.

De acordo com Evandro Soares, gerente do Departamento de Relações Comunitárias da MRN, a primeira edição da Exposição Socioambiental atingiu seu objetivo. “A participação do público de Oriximiná atingiu nossas expectativas durante a Exposição e nosso objetivo foi cumprido, pois conseguimos levar informações sobre alguns dos projetos que a empresa desenvolve para o público externo. Muitas pessoas puderam conhecer os projetos e, além, disso, contamos ainda com o apoio de comunitários presentes nos estandes, o que também ajudou muito para o resultado do evento”, afirma o gerente.

Na área da Saúde, foi apresentado ao público o Projeto Quilombo, que leva assistência médica para moradores de mais de 20 comunidades do alto rio Trombetas. Desenvolvido há onze anos em parceria com a Fundação Esperança, de Santarém, o projeto conta ainda com o apoio da Prefeitura de Oriximiná. A iniciativa tornou possível a redução da desnutrição infantil de 39% em 1999, quando teve início, para 7% em 2010. Mensalmente, um barco equipado com médicos, enfermeiros e técnicos da área da saúde se desloca de Santarém e permanece por até cinco dias na região realizando o atendimento dos comunitários.

Outro destaque no evento foi o Projeto Piscicultura, desenvolvido pela MRN desde 2003 e que tem como objetivo estimular a geração de renda aos comunitários por meio da criação de peixes (tambaquis) em cativeiro. O projeto conta com a parceria técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) e atende moradores dos municípios de Oriximiná, Terra Santa, Faro e Óbidos. A renda gerada pela comercialização dos peixes é revertida para as comunidades, que utilizam parte do dinheiro arrecadado para a compra de novos tanques e ração, o que garante a autosustentação do projeto.

Também foram apresentados os seguintes projetos: Inclusão Digital, Sistemas Agro-Florestais, Agricultura Familiar e Educação Ambiental e Patrimonial, além de exposições do Instituto Gaya de Defesa das Águas e de Comunicação Comunitária produzida pela MRN.(Fonte: Ascom/MRN)

Edição em PDF de O Estado do Tapajós


Governo lança site em homenagem aos 350 anos de Santarém


'Diário de viagem' é o site que o governo do estado lançou em homenagem aos 350 anos de fundação em Santarém.

Na matéria de capa está uma reportagem sobre o bar Mascote.

Acesse o site aqui.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Jatene inicia maratona de trabalho em Santarém

A agenda do governador Simão Jatene em Santarém começa às 10 horas com visita visita às obras de construção do centro esportivo . Jatene chega ao município na manhã de hoje para instalar, durante 3 dias, a sede do governo em comemoração ao 350º  aniversario de fundação de Santarém. 

As 11 horas, o governador visita as obras de ampliação do sistema da Cosanpa, em seguida concede entrevista à imprensa local. 

Às 11h30 Jatene visita às obras do Saci – casa do trabalhador – Banco do Cidadão e, as 11h45, assina o termo de criação do Parque Tecnológico do Tapajós, no campus da UFOPA.

A agenda da tarde está reservada a audiências a políticos locais e despachos administrativos no hotel Barão Center.

Amanhã o governador Simão Jatene continua a maratona de visitas, audiências e anúncios de obras que o governo do estado vai construir em Santarém. 

Haverá a cerimônia de formatura do Proerd (programa educacional de resistência às drogas e a violência), o lançamento do programa municípios verdes, a instalação do sistema de integração agropecuária (Siapec) para emissão da guia de trânsito animal eletrônica (GTA) e cartão do produtor rural. 
Jatene assinará, ainda, a autorização para a elaboração do projeto de construção do centro de convenções.

Assalto a clientes de restaurante no Pajuçara rende 4 mil reais

Quatro homens encapuzados e fortemente armados assaltaram ontem à noite os frequentadores de um restaurante localizado na praia de Pajuçara, a 10 km do centro de Santarém.

Os assaltantes montaram tocaia em uma estrada vicinal que dá acesso ao restauante e, na saída, rendereram os clientes, roubando-lhes cerca de 4 mil reais, relógios, celulares e jóias. 

Os bandidos fugiram do local em uma automovel. 

O caso ainda não havia sido registrado na delegacia de polícia de Santarém até a manhã de hoje.

domingo, 19 de junho de 2011

Paissandu arranca empate a quatro minutos do final

Independente e Paissandu foram iguais em praticamente tudo e terminaram empatando em 2 a 2 a primeira partida da decisão do campeonato estadual, na tarde deste domingo, no estádio Navegantão, em Tucuruí. No primeiro tempo, prevaleceu o equilíbrio na marcação de meio-campo e os times produziram poucos lances perigosos no ataque. Nas chances surgidas, os gols acabaram saindo. O Paissandu saiu na frente com um gol de Andrei aos 20 minutos, batendo cruzado da esquerda e surpreendendo o goleiro Dida, que esperava o cruzamento. Três minutos depois, o lateral-esquerdo Fábio Gaúcho aproximou-se da área do Paissandu e bateu forte, à meia altura, empatando o jogo.

O Independente ainda teve uma excelente oportunidade para desempatar aos 31 minutos, quando Marçal lançou Joãozinho pelo lado direito do ataque. Livre, o atacante invadiu a área e bateu rasteiro na saída de Alexandre Fávaro. A bola resvalou no goleiro e se encaminhava para as redes quando apareceu o pé salvador de Alexandre Carioca, evitando o desempate. Logo em seguida, em cruzamento na área do Independente, Mendes cabeceou e a bola desviou no braço do zagueiro Guará. O Paissandu reclamou pênalti, mas o árbitro Delson Freitas interpretou como lance normal.

No segundo tempo, Andrei sentiu o forte calor, passou mal e foi substituído por Billy. O Independente começou a toda força e criou oportunidades seguidas de gol, com Cafu e Marçal. Até que, aos 18 minutos, em rápida troca de passes na área do Paissandu, iniciada pelo lateral-direito Neto, a bola sobrou para Joãozinho tocar para as redes. A bola desviou na zaga e enganou o goleiro Fávaro. O Independente prosseguiu com a pressão e Cafu chegou atrasado numa bola cruzada por Neto.

O Independente dominava amplamente as ações, com triangulações envolvendo Marçal, Gian e Joãozinho. O Paissandu acusava desgaste físico e o meio-de-campo cedia muitos espaços ao Independente. Na frente, Mendes e Rafael Oliveira praticamente não pegavam na bola. Aos 28, Cafu saiu contundido e foi substituído por por Curimatá. Na base da velocidade, o atacante deu muito trabalho ao setor esquerdo da defesa do Paissandu. Com o placar favorável, Sinomar Naves trocou Gian, cansado, pelo zagueiro Marraqueti, buscando fechar ainda mais seu setor defensivo.

Já no desespero, Roberto Fernandes lançou Héliton no lugar de Marquinhos, botando três atacantes. A mexida deu mais presença ofensiva e agressividade ao Paissandu, embora sem jogadas agudas de área. O gol de empate nasceu de um vacilo da defesa do Independente, que tinha a bola dominada, aos 41 minutos, e cedeu uma falta à altura da meia-lua da grande área. Mendes cobrou rasteiro, enganando o goleiro Dida, que pulou atrasado. Placar final: 2 a 2.

Belo Monte começa enfrentando resistência

Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

O terceiro grande rio da Amazônia vai começar a ser desviado do seu curso natural para a construção de uma barragem de alta queda. Depois da hidrelétrica de Tucuruí, no Tocantins, e de Jirau e Santo Antônio, no Madeira, será a vez do Xingu receber a usina de Belo Monte. Somadas, elas terão um potencial de geração de energia equivalente a tudo o que está previsto para ser construído durante a vigência do novo Plano Decenal.
Se já estivessem funcionando, as quatro hidrelétricas amazônicas atenderiam a mais de um quarto do consumo nacional de energia (hoje, são 8%). E pelo menos mais cinco terão sua construção iniciada ainda nesta segunda década do século XXI. Assim, estará selada a “vocação” imposta à Amazônia, de ser província energética nacional?

Apesar de toda reação desencadeada no curso de cada um desses barramentos, o governo acabou consumando o seu propósito, de prosseguir na busca da exaustão da capacidade energética dos rios da Amazônia. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) concluiu o licenciamento de implantação de Belo Monte na semana passada. Ignorou as advertências do Ministério Público Federal, contrário à concessão da autorização para o início efetivo das obras civis da usina, com a formação da ensecadeira de terra, e as reclamações de várias ONGs a instâncias internacionais, como a OEA e a ONU.

O governo está certo de que este é o melhor caminho para manter o ritmo de desenvolvimento do Brasil e que grande parte da argumentação contrária deriva do interesse de competidores do país no mercado mundial. Eles não querem que o Brasil seja uma potência internacional, posição que lhe seria assegurada pela ampla disponibilidade de energia, em especial de fonte hídrica, mais limpa e mais barata. Acha que já houve debate suficiente. Não está mais disposto a sujeitar sua vontade categórica às suscetibilidades de uma controvérsia nacional.

A Câmara dos Deputados convocou na semana passada, em Brasília, uma audiência pública para debater a hidrelétrica. Todos os convidados compareceram, exceto os que não podiam faltar: o governo federal, responsável pela concessão da obra, e o consórcio Norte Engenharia, vencedor da concorrência para construir a usina. Sem as duas presenças, o encontro se frustrou.

Tem sido esta a regra. Sempre que julgam desfavorável a situação, os responsáveis pelo empreendimento evitam o confronto e escapam à controvérsia. A história do projeto de aproveitamento energético da bacia do Xingu, com um dos maiores potenciais de geração do país, tem sido de desvios e ziguezagues.

As pedras de maior volume no caminho da execução do projeto foram atiradas pelo Ministério Público Federal do Pará. Em 10 anos, o MPF ajuizou 1l ações contra a realização da obra. Ganhou a maioria das iniciativas em primeira instância, mas perdeu todos os recursos no Tribunal Regional Federal. O juiz federal singular se sensibiliza pelos argumentos apresentados, mas o relator na instância superior e o colegiado revogam as decisões proferidas.

Depois de tantos entreveros judiciais, a Norte Engenharia representou contra o mais destacado dos seus adversários dentre os procuradores da república baseados em Belém, Felício Pontes. O Conselho Nacional do Ministério Público está apreciando a alegação da empresa, de que o procurador não tem isenção de ânimo para continuar a defender o interesse público no contencioso.

As provas? O que ele escreve contra Belo Monte no seu blog (hereticamente acoplado ao portal do MPF, segundo o entendimento dos denunciantes, que têm, contudo, seu próprio blog no portal do governo) e o que declara à imprensa, sempre disposta a ouvi-lo e lhe reservar bons espaços. A Norte Energia quer convencer os pares do procurador que ele se tornou obsessivo no combate a Belo Monte, não importando os motivos que possa vir a apresentar.

A empresa tem o direito de suscitar a suspeição de Felício Pontes por parcialidade, tendenciosidade ou interesse pessoal na causa. Mesmo que ele seja afastado, porém, é certo que seu substituto, do quadro do MPF no Pará, dará continuidade às demandas contra o projeto. Ele só prosseguirá se os recursos dos seus executores continuarem a ser acolhidos pelos tribunais.

Com a liberação do Ibama, finalmente, o rio Xingu começará a ser desviado do seu curso natural pela primeira grande intervenção humana no seu leito: a ensecadeira de terra. Não significará, entretanto, que a opinião pública estará convencida do acerto do projeto.

Depois de 35 anos de estudos e levantamentos de campo, pode-se perceber que a trajetória irregular de Belo Monte se deve tanto à resistência dos seus críticos e adversários quanto às inconsistências e inseguranças dos idealizadores da obra.

Quando não puderam evitar o debate público, imposto pela própria legislação ambiental, através das necessárias audiências públicas, que antecedem o licenciamento, eles recuaram em certos momentos e modificaram o desenho da hidrelétrica. Deram motivos, portanto, para o ceticismo, a desconfiança, a dúvida e a própria condenação ao projeto.

Na posição oposta, os “barragistas” e seus aliados desacreditam os adversários apontando-os como quintas colunas, defensores de interesses – ocultos e ilegítimos – de alienígenas, em especial de concorrentes do Brasil, e de serem “ecoloucos” ou, quando nada, poetas, visionários, pessoas completamente desligadas da realidade, desconhecedoras do que é construir uma grande usina de energia. Daí o tom arrogante e auto-suficiente dos engenheiros, como na representação contra o procurador federal paraense. Como o assunto é técnico demais, os engenheiros excluem do seu âmbito os não-iniciados na ciência da construção.

Abstraia-se toda a questão ecológica e etnológica. Admita-se, em princípio, que os “barragistas” têm razão: o represamento do Xingu não irá causar grandes danos ambientais (todos passíveis de prevenção ou reparação) e que o prejuízo às comunidades indígenas atingidas será mínimo, assim como à população de Altamira, a maior cidade da região, situada às proximidades das barragens. O balanço dos prós e contras de mais esse aproveitamento hidrelétrico seria, assim, superavitário. Logo, ele tem que ser executado. Para o bem de todos e felicidade geral da nação.

Mas funcionará mesmo? Esta pergunta, elementar, continua sem resposta. Na concepção original, Belo Monte, para ser viável, teria que contar com outros reservatórios a montante do rio. As três barragens previstas, anteriormente, inundando uma área cinco vezes superior à de Tucuruí, responsável pelo segundo maior lago artificial do Brasil, acumulariam água no inverno para suprir a usina durante o verão amazônico, quando a estiagem reduz o volume do Xingu em 30 vezes.

Sem essas bacias de acumulação rio acima e com a redução do lago da própria usina, Belo Monte não terá água suficiente para funcionar durante metade do ano. Por isso, sua potência firme (a energia disponível em média) será inferior a 40% da capacidade nominal, abaixo do ponto de viabilidade.

Para que o lago formado pela barragem de Belo Monte fosse o menor possível, foi necessário formar reservatórios nos dois canais artificiais de desvio de água para a casa de força, onde estarão as enormes turbinas de energia, 40 quilômetros rio abaixo, as maiores do mundo. A formação desses canais exigirá mais concreto do que o usado no Canal do Panamá, uma das maiores obras da engenharia mundial. Tais muralhas garantirão que não haverá vazamentos? É mais uma dúvida.

Uma – dentre tantas – que fizeram o orçamento de Belo Monte subir de 19 bilhões para 25 bilhões e, agora, 28 bilhões de reais, já chegando às estimativas mais pessimistas, de R$ 30 bilhões, que seus construtores diziam ser um absurdo. E sem contar mais uns 15 bilhões (ou 20?) na enorme linha de transmissão de energia, de três mil quilômetros, que não está incluída no cômputo da Norte Energia.

Fica, pois, a pergunta seminal: Belo Monte é viável mesmo? Como certos críticos têm procurado demonstrar, há dúvidas de natureza puramente técnica quanto à viabilidade operacional e econômica da usina. O aproveitamento energético da bacia do Xingu talvez seja a mais demorada e acidentada das trajetórias já registradas nos anais da construção de barragens no Brasil, que é um dos países com maior tradição nesse tipo de engenharia em todo mundo.

Até hoje nenhuma pá de areia foi lançada sobre o leito do rio para fazer surgir aquela que devia se tornar a terceira maior hidrelétrica do planeta, apesar de centenas de milhões de reais já gastos e de centenas de milhares de folhas de papel escritas a respeito.

O Ibama havia dado apenas uma licença ambiental prévia, no ano passado. O passo seguinte seria a concessão da licença de instalação. Mas havia tanta polêmica e litígio judicial que foi necessário inovar no rito processual e inventar uma etapa intermediária, a licença de implantação parcial. O consórcio construtor, a Norte Energia, pôde montar o canteiro da obra, mas não executá-la. Desde o dia 1º já pode colocar mãos à obra, ainda que tenha sido novamente questionado pela 11ª ação do MPF.

O estranho é que, três décadas depois do início dos primeiros levantamentos de campo sobre o potencial hidrelétrico da bacia, o projeto ainda provoque tantos questionamentos – e seus críticos aleguem que a decisão de construir a usina até hoje não foi debatida com a sociedade. Continuaria a ser uma caixa preta – ou de pandora. Dela, tudo poderia sair. Sobretudo, surpresas desagradáveis.

Em 1989, quando o governo era dono do projeto e imaginava estar prestes a colocá-lo em prática, Tuíra, uma índia da tribo guerreira dos Kayapó, esfregou seu terçado no rosto do assustado engenheiro Muniz Lopes, diretor da Eletronorte, durante o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu. A imagem – de grande impacto visual e denso significado simbólico – correu mundo.

Era a civilização autoritária e insensível que tentava impor seus dogmas materiais (o “desenvolvimento”) sobre os direitos de povos ancestrais, abusando do seu poder e tecnologia. Ressurgências do sentimento de culpa original dos colonizadores brancos em relação ao bom selvagem rousseauniano bloquearam a continuidade do empreendimento. Tuíra venceu com seu facão as pesadas máquinas da Eletronorte.

Dez anos depois o projeto retomou o seu recurso, remodelado. Não era mais a visão categórica e impositiva dos regimes militares (que haviam chegado ao fim quatro anos antes). Por ela, o Xingu receberia seis barragens para gerar 20 mil megawatts de energia, à custa de inundar uma área de 18 mil quilômetros quadrados, quatro vezes e meia mais do que o maior lago artificial do país, o reservatório da hidrelétrica de Sobradinho, no rio São Francisco.

Ao invés disso, uma única barragem, já no baixo curso do rio, um dos afluentes do monumental Amazonas. E o reservatório seria reduzido a menos de 10% da previsão inicial, ou 1.225 mil quilômetros quadrados. Na verdade, menos ainda: descontando-se a área que o próprio Xingu inunda durante metade do ano, seriam 516 km2, dos quais tão somente 228 km2 seriam no próprio leito do rio (os outros 134 km2 resultariam do alagamento ao longo dos canais, que desviarão a água do seu curso natural para a imensa casa de força da usina, 40 quilômetros abaixo.).

Cada megawatt gerado por Belo Monte inundaria apenas 0,005 km2 contra uma média nacional de 0,49 km2. Para poupar a floresta, a cidade de Altamira e as terras indígenas de alagamento, a usina teria o menor de todos os reservatórios possíveis.
Em conseqüência, não poderá armazenar água no inverno para usar no verão, quando as vazões do Xingu chegam a diminuir 30 vezes. O regime de funcionamento da hidrelétrica será de água corrente, a “fio d’água”, como dizem os barrageiros.

É o que explica a grande diferença entre o que ela pode gerar no máximo, usando suas 20 máquinas (11.233 megawatts), e sua potência média, de 4.571 MW, descontando os meses em que ficará parada ou produzindo pouco. A relação é inferior ao ponto de viabilidade desse tipo de empreendimento, que é de 50%. Daí tantas dúvidas sobre a rentabilidade do negócio.

A perda de faturamento por causa dessa opção (a alternativa seria formar o maior lago possível para elevar a potência firme, garantindo o lucro do negócio) será de 300 milhões de reais ao ano, 50% a mais do que a compensação que será paga anualmente aos municípios afetados pela obra, o maior valor de indenização de uma obra pública na Amazônia.

Aparentemente, estaria atendida a principal crítica aos empreendimentos hidrelétricos na Amazônia, que provocam grandes inundações, como em Tucuruí, no Tocantins, também no Pará (3.100 km2) e Balbina, no Uatumã, no Amazonas (2.430 km2). Minimizar o impacto ambiental no Xingu foi tão prioritário que pode ter comprometido a viabilidade econômica do projeto. Por que, então, a obra continua sob tiroteio tão intenso, dentro e fora do Brasil? É outra pergunta à espera da resposta satisfatória. Por isso, a novela prosseguirá.

Santarém se prepara para virar sede do Governo do Pará

Ações do Pro-Paz Cidadania atenderam mais de 4 mil pessoas em Santarém. Foto: Agência Pará


A programação do Governo do Estado para as comemorações do aniversário de 350 anos de Santarém já começou. Na manhã de ontem, uma megaoperação do Pró-Paz Cidadania se instalou na cidade oferecendo mais de 20 serviços para a população. Além de atividades tradicionais nesses eventos, como corte de cabelo e emissão de documentos, também são feitas consultas gratuitas com médicos oftalmologistas, cardiologistas, pediatras e clínico geral.

Santarém será a sede administrativa do Governo do Estado, nos próximos dias 20, 21 e 22. Educação, saúde, segurança pública, desenvolvimento socioeconômico, saneamento e turismo estão entre as áreas que receberão ações do governo durante esses três dias. Inaugurações, visitas e audiências estão no roteiro da programação itinerante de Simão Jatene. Serão cerca de 30 eventos, com a presença de 15 secretários de Estado.

Destacam-se a autorização para a reabertura das obras da Cosanpa, que permitirá mais de 6 mil novas ligações e beneficiará cerca de 60 mil pessoas. A ação é a concretização de um compromisso de campanha de Jatene, de finalizar diversas obras paradas do governo passado. O lançamento do projeto de um Centro Convenções, similar ao Hangar de Belém, idealizado para fomentar o turismo de negócios no município, é um dos eventos mais aguardados.

Jatene também entregará 15 máquinas de hemodiálise para o Hospital Regional de Santarém. Com a chegada das novas máquinas, a capacidade de atendimento do hospital será duplicada, beneficiando a população de Santarém e municípios vizinhos. A ação é também o cumprimento de meta estabelecida na Agenda Mínima do Governo, que prevê a instalação de 100 máquinas no Pará. Simão Jatene também irá anunciar a ampliação do estádio Colosso do Tapajós e manter audiência com empresários de Santarém e municípios próximos.

Confira no link abaixo a programação completa do governador em Santarém.

Fonte: Agência Pará

sábado, 18 de junho de 2011

80 mil pessoas presentes ao Mangueirão no Centenário da Assembléia de Deus

 
"O tempo de Daniel Berg, de Gunnar Vingren passou, agora é o meu, o seu, o nosso tempo de levar a igreja adiante". Ao usar essa linguagem forte em seu pronunciamento para um público de cerca de 80 mil pessoas no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, o pastor carioca Silas Lima Malafaia enfatizou a necessidade de cada membro da Assembleia de Deus fazer uma autocrítica sobre as conquistas e erros verificados na trajetória dessa igreja pentecostal, porque os 100 anos de fundação da AD, comemorados hoje, marcam a arrancada para uma nova etapa da igreja iniciada em Belém. 

Malafaia fez questão de ir no ponto central da missão de cada membro da igreja pentecostal que é o de levar a palavra de Deus aos homens no mundo, por ser "o único meio de se evitar o pecado". "Este é um momento de privilégio e de responsabilidade para todos nós", observou o pastor, referindo-se à incumbência da "geração do Centenário" tem para com as futuras gerações de brasileiros. Além das arquibancadas no estádio, o espaço do gramado do Mangueirão foi utilizado para receber os fiéis, que aplaudiram muito a pregação da Silas Malafaia, ladeado pelo presidente da Assembleia de Deus, pastor Samuel Câmara, bem como exibição de artistas gospel, corais e outras atrações da noite de véspera da data do centenário, referente ao dia 18 de junho de 1911. 

Além de carreata pelas ruas de Belém hoje de manhã, a partir das 19 horas, no Mangueirão, haverá celebração com a presença de pastores de todo o País, incluindo o pastor Reinhard Bonnke. O governador Simão Jatene, o prefeito Duciomar Costa e o senador Fernando Flexa Ribeiro confirmaram presença. O arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira, foi convidado pelo comitê organizador do Centenário, e deverá comparecer à celebração de hoje.

Ao abrir a programação de ontem à noite, o pastor Samuel Câmara enfatizou a participação maciça das igrejas do Pará e de outros Estados nas comemorações. Câmara ressaltou a cobertura jornalística da Imprensa ao longo da semana sobre os eventos comemorativos dos 100 anos. "Interpretar o Hino Nacional nesta festa do Centenário é uma alegria ímpar porque é o meu país, é a minha igreja", afirmou, emocionada, a cantora soprano Alfa de Oliveira, com 21 anos de carreira. 

A participação feminina na festa do Centenário e no dia a dia da Assembleia de Deus foi ressaltada por Rebeca Câmara, mulher do pastor Samuel Câmara e responsável pela parte musical e coreográfica da celebração. "A Assembleia de Deus não ordena mulheres, mas as mulheres têm um papel muito importante nas ações da igreja, tanto que ontem (anteontem) uma mulher fez a pregação na abertura da celebração no Mangueirão, a irmã Helena Raquel, do Rio de Janeiro", afirmou.

Pregação lota o Centro de convenções - Mais de 22 mil pessoas participaram, ontem pela manhã, do culto de celebração e comemoração ao centenário da Assembleia de Deus, no Centro de Convenções da igreja, localizado na avenida Augusto Montenegro. A celebração foi dividida em duas partes com pregação do pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus. O centro ficou pequeno diante de tantos fiéis que foram louvar, adorar e agradecer a Deus. As pessoas eram de várias partes do Brasil. 

A aposentada Maria da Silva, 60 anos, está em Belém desde quinta-feira com os três filhos e o marido. Ela é do município Palmas, no Tocantins, e disse estar contente em comemorar o centenário com um culto especial celebrado pelo pastor Samuel. "Foram horas de viagem, mas chegamos bem e felizes. Sabendo que Deus sempre protegerá a todos", comentou.

O culto especial começou por volta das 8 horas, mas algumas pessoas chegaram cedo para não perder nenhum momento da pregação. A dona de casa Lurdes Monteiro chegou ao Centro de Convenções às 6 horas. Ela mora no distrito de Icoaraci e foi acompanhada das filhas e do genro. Lurdes faz parte da Assembleia de Deus há 18 anos. "A celebração do centenário é muito importante para todos que fazem parte da igreja. A minha vida e o meu jeito de enxergar o mundo mudou depois que conheci Jesus", contou. 

Iasep reinaugura agência e oferece novos serviços em Santarém

O presidente do Iasep, Kleber Miranda, entrega na quarta-feira, dia 22, a agência do órgão em Santarém revitalizada e anuncia os novos serviços aos segurados do instituto, como cardiologia e odontologia

Serão oferecidos, também, exames de  ultrassom, raio-x, cirurgias e internações. Uma clínica irá oferecer os serviços especializados em ortopedia para os segurados do Plano.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Capa da edição impressa de 18 de junho de O Estado do Tapajós

Prodetur é tema de encontro entre o presidente da Paratur e representantes do BID


O presidente da Companhia Paraense de Turismo, Adenauer Góes, esteve reunido nesta quarta-feira, 15, com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para tratar do Programa Nacional de Desenvolvimento  do Turismo (Prodetur), executado no Pará pela Paratur. O encontro ocorreu no início da manhã, na sede do BID em Brasília, com participação de Joseph Milewski, representante oficial da instituição.

Durante o encontro Adenauer expôs detalhes da execução do Prodetur Pará, que prevê investimentos nos pólos Marajó e Tapajós. Entre as ações, incluindo as obras que vêm sendo desenvolvidas nos municípios, destaque para o Workshop Prodetur – Projetos Prioritários para os Polos Belém, Tapajós e Marajó, que vem percorrendo as principais localidades dessas regiões desde o início do ano.

Entre as ações do Prodetur destacam-se a avaliação ambiental estratégica do Polo Tapajós, projetos de infraestrutura, fortalecimento da gestão de turismo e criação do Banco de Dados do Turismo no Pará.

Fomento - O Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo foi criado pelo governo federal com o objetivo de fomentar um dos setores que mais contribui, com geração de divisas, renda e emprego à população das regiões que apresentam esse potencial. Conta com recursos do Ministério do Turismo e tem projetos tanto em fase de execução quanto de aprovação, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

No Pará, dos seis pólos definidos pela política estadual de turismo, o Prodetur abrangerá três, nos seguintes municípios: Belém: Belém (região continental e insular - Mosqueiro, Caratateua/ Outeiro, Combu e Cotijuba); Tapajós: Santarém e Belterra; e Marajó: Soure, Salvaterra e Ponta de Pedras.

Os critérios para inserção desses municípios no Prodetur considerou o fluxo de turistas nacionais e internacionais já existente nessas cidades; o baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nas áreas insulares de Belém e no arquipélago do Marajó, e a indicação, pelo Ministério do Turismo, de Santarém e Belém como cidades indutoras da atividade turística no país (dos municípios brasileiros, apenas 65 cidades foram selecionadas pelo MTur).