segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FHC nega 'alinhamento' com Dilma e defende CPI para 'tratar' de corrupção

FHC e Anastasia,em para fórum de empresários no Palácio das Artes, em BH (Marcos Michelin/EM/D.A.Press)

FHC e Anastasia,em para fórum de empresários no Palácio das Artes, em BH



Em Belo Horizonte (MG), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou, nesta segunda-feira, que é favor da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para, em vez de apontar nomes, “discutir” o combate à corrupção no governo. Em entrevista ao Estado de Minas, FHC comentou que o fato de ele apoiar a "faxina" feita pela presidente Dilma Rousseff "não significa alinhamento político. "Depende um pouco da atitude do próprio governo de querer realmente fazer a faxina. Se quiser avançar mais, tem que buscar convergência", disse. "Agora, isso não deve ser confundido com adesão. Isso não pode ser. Nós temos muitos pontos de vista diferentes em muitas matérias e vamos manter mesmo a questão da CPI".

O tucano destacou que apoia uma CPI "que não tenha objetivos simplesmente de denunciar, mas que elabore uma decisão boa para o Brasil". FHC participou do Fórum da Liberdade, no Palácio das Artes, realizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE). Estiveram presentes o senador Aécio Neves e o governador de Minas, Antonio Anastasia, ambos do PSDB. Em discurso, o ex-presidente tucano defendeu ainda a liberdade de imprensa e a igualdade para “garantir a democracia”.

Ainda nesta segunda-feira, o tucano será homenageado com o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte, a pedido do vereador Pablito (sem partido). Segundo o parlamentar, autor do projeto, FHC merece a homenagem por ter controlado a inflação no país. Após a condecoração no Automóvel Clube, o ex-presidente participará de jantar oferecido por ex-ministros durante o governo dele.
*Com Leonardo Augusto

Defensores da redivisão do Pará miram o eleitorado da capital



A duas semanas do começo da campanha para o plebiscito que definirá o futuro do Pará, as frentes redivisionistas já definiram a sua estratégia para convencer os eleitores paraenses a aprovarem a criação do estado“, A nossa frente focará a propaganda nos eleitores do Pará remanescente”, afirma o deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB-PA), integrante do grupo que defende a criação de Carajás.

A estratégia não é difícil de ser compreendida. Sondagens não oficiais encomendadas pelas frentes separatistas mostram que 90% dos moradores das regiões de Carajás e Tapajós defendem o desmembramento das áreas onde residem. O problema é que elas, juntas, embora compreendam 83% do território do atual estado do Pará, abrangem menos de 40% do eleitorado apto a votar. Por isso, a artilharia será voltada para o que o deputado Bentes chama de “Pará remanescente”.

DiscursoA meta da Frente Parlamentar Pró-Carajás é conquistar pelo menos um quinto dos votos dessa área mais populosa do estado. “Mostraremos que a separação é boa para todos os lados, principalmente para o Pará remanescente, que ficará com o maior PIB e com a maior concentração de indústrias”, comenta Asdrubal Bentes, já afinando o discurso que usará ao longo dos três meses de campanha. O plebiscito está marcado para 11 de dezembro. “A população está otimista e acredita que é possível acontecer a divisão”, emenda o deputado federal Zequinha Marinho (PSC-PA).

De outro lado, os parlamentares que integram as frentes contrárias ao desmembramento do Pará investirão pesado para convencer os eleitores das regiões mais distantes da capital — na região de Tapajós e Carajás, onde há a predominância de apoiadores da divisão do estado — de que a manutenção de um estado único é mais vantajosa. O discurso pela unidade do Pará é o de que os novos estados seriam inviáveis do ponto de vista econômico. O grupo também investirá na população de Belém e região, onde a ideia de que a divisão prejudicará o Pará será facilmente compreendida, na avaliação de deputados como Zenaldo Coutinho (PSDB-PA).( Com informações de
Diego Abreu )

Preso suspeito da morte do taxista José Maria Sampaio

No Blog do Hitamar

 

Policiais Civis prenderam no início da tarde de hoje, em Santarém/PA, o cidadão Geferson Nunes dos Santos (foto), acusado de ter assassinado o taxista José Maria Maia Sampaio, crime ocorrido no dia 22 do corrente mês, em Santarém.
Geferson foi preso em um hotel de Santarém.

PT joga Chico da Pesca às traças. Inclusive Miriquinho.

 

Paulo Bemerguy

 

O site de Miriquinho: solidariedade zero ao amigo Chico da Pesca
E o PT do Pará, hein?
Jogou mesmo às traças Sua Excelência, ou melhor, o ex-Sua Excelência Chico da Pesca.
Na quinta-feira da semana passada, ele foi cassado à unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral e perdeu o mandato de deputado estadual pelo PT.
Acusação: compra de votos durante a campanha de 2010, utilizando-se da máquina pública na Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura do Pará, órgão do qual era o superintendente regional até 2009, quando se desincompatibilizou para concorrer à vaga de deputado.
E o PT do Pará, depois disso?
Silêncio total.
Absoluto.
Nem uma notinha de solidariedade sequer - daquelas burocráticas, formais, sem convicção nenhuma, apenas para fazer de conta - foi divulgada.
Cliquem aqui.
Vejam o site do PT do Pará.
Procurem lá uma manifestação de solidariedade a Chico da Pesca.
Não tem nada.
Agora, clique aqui.
Vocês vão ver o site de Sua Excelência o deputado federal Miriquinho Batista (PT), o tutor, o fautor, o grande condestável que se aliou a Chico da Pesca para turbinar a candidatura do cassado à Assembleia Legislativa.
E aí?
Vocês nada vão encontrar. Podem procurar.
Depois, procurem outros blogs de petistas.
Nada.
Nenhum palavra de solidariedade ao cumpanhero.
Mas Chico da Pesca ainda não perdeu as esperanças.
Provavelmente porque sabe que, mais cedo ou mais tarde, o partido terá, forçosamente, que se pronunciar.
Isso quando forem concluídos os inquéritos - trocentos e tantos - envolvendo fraudes no seguro-defeso.
Um tsunami de fraudes, diga-se.

São Raimundo vence Comercial(PI) e já é segundo na tabela

A vitória incontestável de 3x0 sobre Comercial, fora de casa, em Teresina, marcou o retorno de Lúcio Santarém, o mesmo técnico que levou o São Raimundo ao título nacional dois anos antes.
Depois passar pelas últimas posições do grupo 2, vencer o Comercial fez o São Raimundo ostentar a segunda colocação, faltando três rodadas para o fim da primeira fase. Já prevendo isso, os santarenos resolveram liquidar a partida logo no primeiro tempo.
Logo aos 17 minutos, o atacante Sató inaugurou o marcador do Estádio Alberto Silva. Mantendo a pressão, o experiente Vélber ampliou aos 34 minutos. E já no finalzinho da primeira etapa, aos 47, o meia-esquerdo Aldivan deu o golpe final no Comercial.
No segundo tempo, santarenos só fizeram administrar o resultado, sem grandes transtornos. Foi uma atuação segura, sem sustos. Até a próxima rodada, sob o comando de Lúcio Santarém, o time precisa manter o bom desempenho para enfrentar, no Estádio Jader Barbalho, lar do Pantera, o Trem do Amapá, que vem de um empate e ocupa a penúltima colocação na tabela. (Diário do Pará)

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São Francisco vence em casa e assume liderança da Chave A3

O São Francisco conquistou neste domingo uma importante vitória na segunda divisão do Parazão 2011. A equipe azulina derrotou o Time Negra pelo placar de 1 a 0, no estádio Barbalhão em Santarém, gol marcado através de Rodrigão aos 4 minutos do primeiro tempo.

O resultado colocou o São Francisco na liderança da chave A3 com quatro pontos. Já o Time Negra, apesar da derrota, continua na segunda posição com três pontos.

Pela quarta rodada, na próxima quinta-feira (01/09), o São Francisco voltará a jogar em Santarém às 20h30 diante do time indígena do Gavião. Já o Time Negra voltará a jogar somente pela quinta rodada (07/09) às 15h30 na Curuzu, e o seu adversário será novamente o São Francisco.(Rádio Clube)

domingo, 28 de agosto de 2011

Poderá ter um fim a selvageria nas ruas?



Lúcio Flávio Pinto

Duas cenas inéditas do trânsito infernal de Belém.

Um motorista que vem pela Alcindo Cacela pára quando fecha o sinal no cruzamento com a Oliveira Belo. Como todo paraense, o motorista que vem pela transversal só engata a marcha quando o sinal já está verde. Demora um pouco para se movimentar. O outro, impaciente, só falta sair pela janela para apressar o motorista que seguirá seu rumo autorizado. Está impaciente para avançar o sinal vermelho. Mal o outro passa, dispara, indiferente ao veto sinalizado.

Uma ambulância aciona a sirene na avenida Nazaré com a Generalíssimo. O sinal está vermelho para ela. Mas com o alarme funcionando, os carros avançam, desrespeitando dois pedestres que estavam atravessando na faixa, sob a proteção do sinal luminoso. Os veículos avançam quase atropelando as pessoas e abalroando os veículos que trafegavam na outra via. E sem abrir passagem para a ambulância.

Quais as novas cenas de violação das regras do trânsito que se há de testemunhar nas ruas de Belém? Na escala atual, as mais absurdas e violentas. Se essa hemorragia de desrespeito não for estancada, a brutalidade se traduzirá pela multiplicação de acidentes e de mortes. Alguma coisa drástica, proporcional à gravidade chocante da situação, precisa ser feita com urgência.

A prefeitura iniciou campanha para combater problema que incomoda, mas tem lesividade muito menor: a poluição visual pela propaganda de rua. Sugiro a constituição de uma força-tarefa para acabar com a conivência com os criminosos ao volante na cidade. Essa força seria integrada pela Ctbel, Detran, Guarda Municipal, Polícia Militar, polícia civil e representantes do poder judiciário (juizado especial de crimes de trânsito) e Ministério Público.

Não precisa chegar ao radicalismo do governador da Lituânia, que embarcou num veículo militar blindado e passou em cima de uma luxuosa Mercedes estacionada na faixa reservada às bicicletas. Mas essa força-tarefa, com guinchos e tudo mais, iria multando os motoristas e recolhendo os veículos infratores que encontrasse, sob a supervisão da justiça e do MP. Para isso, criando novos espaços para depósito, já que o atual, apenas no Detran, está lotado. E sem desvios para impedir o pagamento das multas.

Os alvos seriam decididos momentos antes de iniciar a operação, dentre perímetros selecionados previamente. A blitz se direcionaria para os locais de maior desrespeito ou de tráfego mais intenso. As penalidades seriam aplicadas sem condescendência e, conforme o caso, autuados e presos os recalcitrantes, enquadrados em qualquer uma das normas do trânsito.

Tudo com rigor e severidade, embora sem violência. E sem meia-volta depois, quando certamente começará a sessão do “sabe com quem está falando?”. Atas redigidas imediatamente e até ações instauradas impedirão essa fuga, muito comum atualmente. E talvez se possa pôr fim à selvageria imperante nas ruas de Belém.
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Nota do editor: A análise de LFP também se aplica ao trânsito de Santarém.

O ministro, a prefeita e os negócios suspeitos

No endereço da Jair Serviços, em Paulo Afonso (BA), não existem placas, funcionários ou clientes, mas há outras quatro firmas registradas no mesmo logradouro. Ministro tem cinco lotes no bairro (Ricardo Albuquerque/Esp.CB/D.A.Press)
No endereço da Jair Serviços, em Paulo Afonso (BA), não existem placas, funcionários ou clientes, mas há  outras quatro firmas registradas no mesmo logradouro. Ministro tem cinco lotes no bairro.Foto: Alana Rizzo


                              Correio Braziliense


A Prefeitura de Glória, pequeno município baiano distante 446km de Salvador, com cerca de 10 mil habitantes, comandada por Ena Vilma Negromonte (PP), mulher do ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), assinou contrato com uma empresa de fachada registrada como Jair Serviços e Construções LTDA. para construir um posto de saúde. A origem dos recursos é do governo federal. O ministro, enquanto deputado federal, apresentou duas emendas parlamentares, no valor global de R$ 2 milhões, para a instalação de unidades de saúde e a aquisição de equipamentos médicos na região. Outras duas licitações estão abertas no município para atender emendas do ministro: a compra de um caminhão-pipa e a construção de uma unidade de processamento de frutas. Ou seja, além de redigir emendas parlamentares com o objetivo de favorecer o município chefiado pela própria mulher, Negromonte fez reservas orçamentárias que beneficiariam uma empreiteira de fachada.

Estudo afirma que nem todos os obesos precisam emagrecer

Obesos que levam uma vida saudável são menos propensos a problemas cardiovasculares, afirmaram pesquisadores da Universidade de York, em Toronto, no Canadá, que analisaram dados coletados de seis mil americanos obesos durante 16 anos, e compararam o risco de mortalidade deles com o de 23.309 indivíduos com peso normal.


"Nossos resultados questionam a ideia de que todos os obesos precisam perder peso", declarou Jennifer Kuk, professora na escola de York de Ciência da Saúde, autora principal do estudo publicado na revista Applied Physiology, Nutrition and Metabolism. De acordo com Jennifer, tentar perder peso e fracassar pode ser pior que manter um elevado peso corporal e levar um estilo de vida saudável que inclua atividade física e dieta equilibrada com muita fruta e verdura.

Os pesquisadores utilizaram o sistema de classificação da obesidade de Edmonton (EOSS, na sigla em inglês) que, segundo afirmam, é mais confiável que o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) baseado no peso e na altura, e que aquele que mede a circunferência da cintura. O novo sistema, desenvolvido pela universidade canadense de Alberta, estabelece cinco fases da obesidade, levando em conta, além do IMC e do tamanho da cintura, parâmetros clínicos que indicam a presença de doenças frequentemente agravadas pela obesidade, como diabetes, hipertensão e problemas coronários.

Embora um índice elevado de IMC esteja associado com um maior risco de doenças relacionadas com a obesidade e de mortalidade, essa é uma medida indireta, que não distingue entre tecido gorduroso e magro, nem leva em conta o estilo de vida das pessoas. Por isso, de acordo com a classificação EOSS, duas pessoas com IMC acima de 30, considerada obesas, devem ser avaliadas distintamente.

Para o chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas da USP, Marcio Mancini, o estudo acerta ao não se basear exclusivamente no IMC. "O método utilizado leva em consideração a presença de doenças associadas à obesidade e não se limita a usar somente o peso e a altura."

Estudiosos também apoiaram a parte da pesquisa que sustenta que o efeito sanfona é mais prejudicial do que se manter acima do peso. Eles justificam que é melhor o indivíduo se manter gordinho, se os exames estiverem bons, do que apostar no efeito sanfona, que muda a composição corporal. Isso porque, ao emagrecer, a pessoa perde músculos e gordura e, ao engordar novamente, acrescenta apenas gordura ao organismo, o que dificulta ainda mais o emagrecimento. (CorreioWeb)

Sobre a declaração de Simão Jatene analisando o Pós-Plebiscito


Paulo Cidmil

O Governador sabe o tamanho do pepino que tem na mão. Quem consegue ver dois palmos à frente do nariz sabe o tamanho do problema pós-plebiscito.  É óbvio que os eleitores de Tapajós e Carajás darão uma votação superior a 70% a favor do SIM.

Como o Pará irá administrar a insatisfação dessas regiões no caso de o NÃO sair vencedor devido à maior densidade eleitoral da região metropolitana, amplamente favorável ao NÃO?

Para nós do Tapajós que sonhamos com a vitória do SIM, qualquer que seja o resultado, ele nos será favorável. Servirá para fazer reverberar na região metropolitana, que mal sabe de nossa existência, a realidade de abandono que vivemos.

Pós plebiscito, o Governo do Estado do Pará sabe que não poderá mais deixar O Oeste do Estado entregue à própria sorte. Terá que ampliar os investimentos e a descentralização administrativa, promovendo maior autonomia para a região.

O Governo Federal também saberá fazer a leitura do SIM nas regiões do Tapajós e Carajás, e perceberá com maior clareza nossas reivindicações, ampliando sua presença com maiores investimentos (hidroelétricas à parte).

Quanto a nós do Oeste do Estado, que estamos na luta pela criação do Tapajós, se quisermos ver o SIM sair vitorioso, temos que iniciar uma "guerra" de conquista dos eleitores de Belém, Ananindeua, Castanhal, Bragança, Marajó e outras cidades do novo Pará.

Cada cidadão do Tapajós precisa se mobilizar e pedir os votos dos eleitores da região metropolitana. Talvez o melhor caminho seja caminhar da periferia em direção a metrópole. Os habitantes das cidades periféricas do novo Pará desconhecem nossa realidade.  Precisam saber que a vida deles irá melhorar pós-plebiscito e que a divisão será boa para todos.

Podemos realizar uma campanha conjunta com Carajás, principalmente nas regiões do Tapajós e Carajás, mas não devemos estar atreladas a Carajás em todas as regiões do Estado.

Tudo bem que o dinheiro do Carajás facilita as coisas, mas estar juntos na região metropolitana só é vantajoso para Carajás. É em Carajás que está o 2º maior parque de exploração mineral do País, e que não pára de crescer; possui um imenso rebanho bovino, carne de corte para exportação; grande produção de soja; esses tributos o Pará não gostaria de perder.

Também em Carajás, existem problemas de exploração do homem que remete ao período colonial, mas isso as elites políticas de Belém nunca quiseram saber ou foram coniventes, e quase sempre, precisou de intervenção Federal.  Pelos problemas sociais e interesses econômicos que existem na região do Carajás, chego a pensar que ela deveria ser Federalizada, ser um Território Federal.

Na região metropolitana o NÃO deve ser atacado por dois flancos distintos, uma hora, a campanha do NÃO terá que fazer a opção de qual território é prioritário defender, e na “metrópole” a resistência a emancipação do Tapajós é menor.  Temos a nosso favor uma luta de décadas. E o nosso isolamento histórico e geográfico é um bom argumento para sensibilizar o eleitor do novo Pará. Resumindo: temos muito mais História para contar. 

A luta do Tapajós é mais legítima e justificada, não é apenas um consórcio de poderosos grupos e interesses econômicos em busca de maior poder sobre um território.

Precisamos de algumas iniciativas do Tapajós junto ao eleitor da região metropolitana. Tapajós e Carajás não são as mesmas coisas para o eleitor do novo Pará, isso a campanha do Tapajós precisa ver com clareza, caso contrário estará facilitando a campanha do NÃO, o que dificulta a realização de nosso sonho.

Gosto do nome NOVO PARÁ, é um bom slogan para injetar ânimo em uma população que vem sendo anestesiada com um sentimento de perdas. Não desanime Governador uma das melhores coisas da vida é a sensação do recomeço, trás alento ao espírito e revigora as energias. O Pará sempre será grande e sua cultura tão rica é o seu maior patrimônio, isso ninguém pode tirar do nosso querido, fraterno e sempre amado Pará, que como diz Gilberto Gil, nos deu régua e compasso.

Boa sorte Governador Simão Jatene, e não tema pela emancipação do Tapajós, no dia seguinte todos seremos mais fortes.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

OAB Nacional inicia processo para exame de intervenção na OAB do Pará

No Blog do Parsifal


oabalt

A OAB nacional publicou em seu site que "após a conclusão do processo de sindicância que apurou fatos relativos à venda supostamente irregular de terreno da Subseção de Altamira, no Estado do Pará, a diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu hoje (23) instaurar processo para verificar a possibilidade de intervenção na Seccional da OAB do Pará, conforme determina o artigo 81 do Regulamento Geral da OAB.".
O início do procedimento, por si só, já é um duro golpe na presidência de Jarbas Vasconcelos, que se torna o primeiro mandatário da OAB-PA a sofrer tal tipo de providência.
Imediatamente, os dirigentes do Conselho Seccional serão notificados para apresentar suas respectivas defesas. O prazo para a apresentação da defesa é de 15 dias. Após conclusa esta providência, e entendendo os membros que avaliam a hipótese, que se faz necessária a intervenção, o relatório será submetido ao Conselho Pleno da OAB.
Há informações, não confirmadas ainda, de que Jarbas Vasconcelos já teria contratado para proceder a sua defesa, uma das mais prestigiadas bancas do Brasil: o escritório Sergio Bermudes, com endereço profissional no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Edição de 20 de agosto de O Estado do Tapajós em PDF


Dilma: com seus pés ou ainda teleguiada?


Lúcio Flávio Pinto

A presidente Dilma Roussef continua a ser uma esfinge, uma charada. A má vontade de parte da imprensa ou o excesso de boa vontade de outra parte para com ela, rejeitando-a ou a aceitando como premissa em qualquer análise, não ajudam o cidadão comum a avaliá-la corretamente. Ela já age com autonomia e competência ou continua a ser teleguiada por Lula, um instrumento dos projetos políticos de longo prazo do seu antecessor (e, se esses projetos derem certo, sucessor, para a concretização de uma ambição que se frustrou entre os tucanos do PSDB: o PT no poder máximo da república por pelo menos 20 anos).
 
Um exemplo para fundamentar as dúvidas ou suspeições. Ao chamar de volta ao governo o embaixador Celso Amorim para substituir o advogado Nelson Jobim na chefia do Ministério da Defesa, a presidente disse que foi motivada pela pessoa do escolhido e não pela sua gestão nos oito anos de Lula na presidência, como ministro das Relações Exteriores. 

 
A frase, com fundamentação filosófica, seria mensagem cifrada, a exigir decodificação. Significaria que, no íntimo, Amorim discordava do que fez como chanceler de Lula, limitando-se a cumprir ordens superiores, das quais divergia? Logo, os ministros militares, apreensivos pela escolha do seu novo superior, deviam se desfazer dos seus receios quanto a um chefe esquerdista. Como pessoa, Amorim é confiável, capaz de manter o status quo ante, cumpridor de ordens. Não vai desviar a Defesa do rumo que seguia sob Jobim. Os ministros militares estariam atendidos.


Leia o artigo completo aqui.

A morte dos gêmeos

Do Blog CJK

A postura do Jatene na entrevista à Imprensa, a primeira concedida sobre o caso da morte dos bebês gêmeos na Santa Casa de Misericórdia do Pará, teve um ponto extremamente positivo.

O "gov" não enveredou pela postura tacanha de comparar números de óbitos entre gestões anteriores e atuais, de buscar "justificativas" sem sentido, como ocorreu com o último governo, quando este foi confrontado com o problema da morbidade neonatal na Santa Casa.

Perderam-se duas vidas numa situação anômala, tem mesmo que se investigar e esclarecer.

Reparei que a "body language" do entrevistado servia para pontuar a sua escolha de palavras nas respostas, e demonstravam o seu inconformismo com o fato.

É mesmo um daqueles momentos decisivos, onde um governo mostra se merece a legitimidade conquistada nas urnas.

Cúpula do DEM em Santarém


Começa daqui a pouco, no plenário da Câmara de Vereadores, o encontro estadual do Democratas.

O evento, presidido pelo deputado federal Lira Maia, contará com as presenças do senador José Agripino Maia(RN) e do deputado federal ACM Neto.

As verdades e mentiras sobre o rio subterrâneo abaixo do Amazonas


Foi amplamente noticiado, ontem, pela imprensa massiva e pelos blogs, "a descoberta de um rio subterrâneo de 6.000 quilômetros de extensão que corre embaixo do rio Amazonas, a uma profundidade de 4.000 metros.". 

A notícia leva o leitor a compreender que a “descoberta” é nova e que a 4 mil metros abaixo do Rio Amazonas corre um rio com características similares a ele, o que não é verdade. 

O trabalho dos dois cientistas, Valiya Hamza e Elizabeth Pimentel, iniciaram por volta de 2005 usando dados de perfuração de 241 poços de testes da Petrobras (que prospectava petróleo), na longitude do Rio Amazonas, nas décadas de 1970 e 1980. 

A conclusão, até agora, evidencia fortes indícios de que há um curso de água cujo fluxo se faz no mesmo sentido do rio, em trajetória, na maior parte, coincidente. 

A ilustração que a imprensa posta, também ilude o leitor: 

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Não existe uma espécie de túnel subterrâneo por onde correria o rio e, se fosse possível descer até a profundidade mencionada, não seria possível navegar nele, pois a água escorre por dentro de uma camada densa de terra, como se fosse uma esponja ensopada, rumo ao mar:

A quantidade de água neste curso subterrâneo é de meros 2% da caudalosidade do Rio Amazonas: este tem vazão média de 133 mil m³ por segundo e aquele de apenas 3.000. Mesmo assim, estes 3.000 m³ por segundo são mais do que escorre no Rio São Francisco, que vaza 2,7 mil m³/s.(Blog do Parsifal)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ex-prefeito e emissora de TV condenados pela Justiça

O ex-prefeito de Ananindeua Clóvis Begot e a TV Liberal foram condenados pela Justiça a ressarcirem os cofres do município por veiculação de propaganda irregular na emissora, fato ocorrido em fevereiro de 2004, quando Begot assumiu a prefeitura local após a renúncia do então prefeito Manoel Pioneiro.

A emissora terá que reembolsar aos cofres municipais R$ 177 mil, valor do contrato de publicidade realizado entre Begot e a empresa. A juíza da 4ª vara Cível de Ananindeua, Valdeíse Maria Reis Bastos, determinou também a inelegibilidade de Clóvis Begot por três anos.

Segundo o advogado Sábatto Rossetti, a ação popular foi movida por Gilvandro Benedito dos Anjos, morador de Ananindeua, com a finalidade de declarar nulo o contrato e que o valor gasto com a propaganda voltasse aos cofres públicos. Inicialmente, a ação foi ajuizada na Justiça eleitoral e depois encaminhada à Justiça comum.

A juíza da 4ª Vara entendeu que a veiculação da propaganda promovia a imagem do então prefeito no lugar de divulgar serviços municipais, considerada propaganda institucional pela legislação.

A defesa alegou que a propaganda impugnada visava tão somente levar ao conhecimento da população de Ananindeua as obras que estavam sendo realizadas pelo poder público e também que o fato de o prefeito ter aparecido no informe publicitário não configura promoção de sua própria imagem.

À época, o contrato fora realizado também com a TV Marajoara, mas nos autos não ficou comprovado repasse de recursos para esta emissora, portanto, somente a TV Liberal foi condenada a ressarcir o dinheiro público recebido.

PROIBIÇÃO

No despacho, a magistrada ressaltou que a legislação é clara e não permite que autoridades utilizem nomes, símbolos ou imagens de instituições públicas para atividade publicitária patrocinada com dinheiro público para obter promoção pessoal. Ela reitera que a matéria veiculada pela mídia “deve ter caráter eminentemente objetivo para que atinja a finalidade constitucional de educar, informar ou orientar e não sirva, simplesmente, como autêntico marketing político”, acentua a juíza.

A defesa de Begot também alegou que ele não foi candidato à reeleição e que a propaganda denunciada na ação não fora veiculada em período eleitoral, portanto, vedado pela lei. Mas a juíza não acatou e enfatizou que “os informes publicitários fazem nítida associação do nome e imagem do réu às obras realizadas em Ananindeua, durante sua gestão, induzindo o munícipe/eleitor a ideia de que pessoalmente empenhou-se na busca dos resultados promissores”, proferiu a magistrada.

Ela considerou que Clóvis Begot, ao usar a verba pública para patrocinar propaganda institucional para se promover, praticou improbidade administrativa, “usando, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial da municipalidade para realização de campanha de autopromoção, com flagrante infringência dos princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade públicas”. O DIÁRIO não conseguiu contato com Clóvis Begot. (Diário do Pará)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

STF decide que todos os eleitores paraenses votam no plebiscito


O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu hoje (24) que toda a população de um Estado tem de ser consultada em plebiscitos sobre desmembramento da unidade federativa. Tomada durante o julgamento de uma ação movida pela Assembleia Legislativa de Goiás, a decisão confirma uma resolução aprovada em junho pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que convocou todos os eleitores paraenses a votarem no plebiscito marcado para 11 de dezembro no qual será definido se o Estado será dividido em três: Pará, Tapajós e Carajás.

Santa Casa do Pará: Laudo do IML atesta morte intrauterina dos bebês

Agência Pará

O governo do Estado do Pará informa que o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves realizou perícia no corpo dos bebês gêmeos filhos da manicure Vanessa do Socorro Santos e que nasceram de parto prematuro na manhã da última terça-feira, 23. Realizada no início da tarde de ontem (23), a análise constatou óbito intrauterino de pelo menos 48 horas antes do nascimento das crianças. Ainda segundo o Centro, o resultado final do laudo deverá sair nesta sexta-feira (26) e será encaminhado à delegacia responsável pelo caso.

O governo do Estado reitera, no entanto, que o laudo não encerra as investigações de responsabilidades no caso da quebra de protocolo no atendimento prestado à gestante na Santa Casa de Misericórdia do Pará, que continuará sendo conduzida por uma equipe designada pela Secretaria de Saúde Pública do Estado, por determinação expressa do governador Simão Jatene.

A grave responsabilidade pela redivisão do Pará


Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

O Brasil ainda não se deu conta de que um novo capítulo da sua história está se oferecendo para ser escrito. Pela primeira vez a feição geográfica do país não dependerá de um ato de império do poder central. Ao invés disso, um plebiscito inédito será realizado, graças à regra estabelecida pela constituição de 1988. Os eleitores votarão para definir o novo perfil do Pará, o segundo maior Estado da federação.

A consulta plebiscitária acontecerá dentro de quatro meses, em 11 de dezembro, mas nem a opinião pública se interessou até agora pelo tema, certamente por desconhecer a sua importância, nem as regras básicas estão definidas. O Tribunal Superior Eleitoral, que já baixara suas resoluções, terá até o final do mês para decidir se aproveita ou não as sugestões apresentadas na audiência pública, realizada na semana passada, em Brasília.

O que está em causa é um território de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, onde vivem mais de 7,5 milhões de pessoas. Se o Pará atual constituísse um país independente, seria o 25º mais extenso do mundo. No continente, só a Argentina, o próprio Brasil e o Peru o superariam. Seria um pouco maior do que a Colômbia. Pelo critério populacional, ficaria na 97ª posição mundial.

A primeira ordem de grandeza que impressiona resulta do contraste entre extensão física e população. É o critério que mais pesa nas decisões tomadas pelo poder central em relação à Amazônia. Os estrategistas de Brasília acham que a dispersão demográfica é um elemento de fragilidade da região diante da cobiça internacional que provoca.

Pouca gente espalhada por um espaço tão grande também dificultaria o aproveitamento das riquezas naturais da Amazônia e sua integração econômica ao país, expondo-a ao risco de interesses externos e a uma eventual usurpação por potência mundial, como os Estados Unidos. Seria necessário encurtar o espaço e adensar a presença do pioneiro nacional (o colono e o colonizador) para garantir a soberania e a segurança nacional.

Este seria o principal fundamento para dividir o Pará. Seu atual território passaria a abrigar mais dois Estados: Tapajós, a oeste, e Carajás, ao sul.  O Pará remanescente seria o menor territorialmente dentre os três, porém o maior em população. O novo Pará cairia da 2ª para a 12ª posição no ranking nacional por extensão, ficando quase do mesmo tamanho de Roraima e Rondônia, na própria Amazônia, e de São Paulo, a mais habitada das unidades federativas brasileiras, no conjunto nacional. A queda seria menos acentuada do ponto de vista demográfico: sairia do 9º para o 12º lugar entre os Estados mais populosos.

O possível Estado do Tapajós, com 722 mil km2, seria o 3º maior do Brasil (superado apenas pelo Amazonas, com 1,5 milhão de km2, e Mato Grosso, com 903 mil, mas estaria no rabo da fila demográfica: teria mais habitantes apenas do que Acre, Amapá e Roraima, todos na Amazônia mesmo (os dois últimos transformados em Estados pela constituição de 1988). Já Carajás, com 285 mil km2, seria o 8º maior do país em extensão e estaria apenas uma posição acima do Tapajós em população.

Mas não é só – nem principalmente – esse conjunto de grandezas que estará em jogo no plebiscito. O território que pode vir a abrigar esses três eventuais Estados é o maior exportador mundial de minério de ferro, o maior produtor de alumina , o 3º maior produtor internacional de bauxita, significativo produtor de caulim (o de melhor qualidade do mercado para papéis especiais) de alumínio, e possui crescente participação em cobre e níquel. Ainda tem florestas e espaço territorial para ser um grande produtor agropecuário e madeireiro, à custa de continuar a ser líder em desmatamento.

Só a pauta de exportação mineral é mais diversificada do que a da África do Sul, cuja atividade econômica é muito mais antiga do que a do Pará. Sem falar em várias outras riquezas naturais, reais ou potenciais, que fazem dessa parte do Brasil uma fonte de commodities para o mundo, que, na crise atual, verá a Amazônia como fronteira ao seu alcance.

Com a exploração desses recursos, o Pará se tornou o 5º maior produtor de energia (e o 3º maior exportador de energia bruta) do Brasil, o 2º maior minerador nacional, o 5º maior exportador geral e o 2º que mais divisas fornece para o país. De cada 10 dólares recolhidos pelo Banco Central, 70 centavos são provenientes do Pará. Em compensação, ele é o 16º em desenvolvimento humano e o 21º em PIB/per capita (a riqueza dividida pela população). Está do lado do 3º Brasil, o mais pobre, na companhia de seis Estados nordestinos

A nova configuração física dessa vasta área de 1,2 milhão de km2 vai mudar esse paradoxo, que submete o Estado, por decisão tomada de fora para dentro, e de cima para baixo, a um processo de desenvolvimento semelhante ao do rabo de cavalo: quanto mais cresce, mas vai para baixo?

Com base nessa realidade, é impossível não concluir que o Pará segue um modelo colonial. Não sendo o detentor do poder decisório, a utilização das suas riquezas beneficia mais a quem compra do que a quem produz. Os efeitos multiplicadores ocorrem fora do seu território, assuma ele sua configuração atual ou venha a ser retalhado em mais duas partes. Essa modificação não atingirá o processo decisório.

Se realmente o Brasil considera a Amazônia a sua grande fronteira, a ser utilizada para poder crescer mais e com maior rapidez, o debate sobre a redivisão do Pará devia ser item importante da agenda nacional. O jurista paulista Dalmo de Abreu Dallari, com o endosso do senador – também paulista – Eduardo Suplicy, interpelou o TSE para que o plebiscito, ao invés de ser realizado apenas junto à população do Pará, se estenda a todo país.

O pedido não tem fundamento legal. A constituição, ao determinar a consulta específica à “população diretamente interessada”, eliminou a audiência generalizada. Do contrário, não precisaria fazer a restrição. Mas se não pode votar no plebiscito, o brasileiro pode – e deve – se manifestar sobre a causa. Pela primeira vez, se o Brasil mudar de feição, terá sido pelo voto do cidadão e não por ordem de Brasília. É uma responsabilidade e tanto.

Os políticos, aos quais o TSE conferiu a exclusividade de iniciativa na organização das frentes que vão tentar influir sobre o eleitor no plebiscito, já se mostraram aquém dessa responsabilidade. Foi através do voto dos líderes de partido, coagidos pela contingência da votação de matérias urgentes pendentes na pauta do Congresso Nacional, e não através de discussão e votação em plenário, que o plebiscito foi decidido. Decisão grave demais para ficar restrita a esse ambiente fechado – e, frequentemente, viciado.