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sábado, 20 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Começa transição em Santarém
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Santarém: órgãos 'cabide de emprego' consomem 11 milhões de reais por ano
Da redação
As quatro secretarias criadas no início do segundo mandato da prefeita Maria do Carmo e que pouco mostraram serviço no decorrer dos últimos quatro anos, têm um orçamento global de quase R$ 11 milhões ao ano para gastos com aluguel de imóveis, veículos, telefone, energia, material de expediente, combustível, entre outros.
As quatro secretarias criadas no início do segundo mandato da prefeita Maria do Carmo e que pouco mostraram serviço no decorrer dos últimos quatro anos, têm um orçamento global de quase R$ 11 milhões ao ano para gastos com aluguel de imóveis, veículos, telefone, energia, material de expediente, combustível, entre outros.
O orçamento de 2012 da Secretaria Municipal de Organização Portuária (SEMOP) é de R$ 1.220.000,00. A criação da SEMOP que tem como titular o empresário Hilário Coimbra, indicado pelo PR, foi uma das mais criticadas, por que em termos práticos, nada foi executado pelo órgão. No terminal da Praça Tiradentes continua a mesma desorganização e as reclamações de proprietários de embarcações, estivadores e usuários são muitas, principalmente em relação às precárias condições de funcionamento do porto improvisado. Enquanto que, na Vila Arigó, se arrasta há anos a construção do terminal de cargas e passageiros.
A Secretaria Municipal de Produção Familiar (SEMPAF), que até meados do ano passado foi gerida pela sindicalista e atual vereadora Ivete Bastos (PT), que transmorofou o írgão em seu feudo eleitoral, tem o maior orçamento entre as quatro criadas no segundo mandato da prefeita Maria do Carmo, em torno de R$ 6.660.000,00. A criação da SEMPAF, também foi alvo de críticas por parte dos produtores que achavam que o novo órgão daria impulso à produção familiar rural no município de Santarém, o que não ocorreu apesar do município dispor de 2 secretarias de 'agricultura', pois a SEMAB também foi mantida.
Entre as ações que a secretaria focou, está a produção de peixe em cativeiro (uma ação que já era desenvolvida pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento - SEMAB) e a introdução de produtos da agricultura familiar na merenda escolar.
A Secretaria Municipal de Habitação, que tem como titular o empresário Humberto Frazão (PTB), com um orçamento anual de R$ 660 milhões, se ocupou do aforamento de terrenos na área urbana do município e mais recentemente, dos cadastros do programa federal Minha Casa Minha Vida.
E por fim, a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (SEMSC), com o orçamento anual de R$ 2.750.000,00 dos quais R$ 1.120.000,00 são destinados às ações da Defesa Civil Municipal, se ocupou de acompanhar as ações da Defesa Civil nas áreas de risco da cidade durante o período chuvoso e em quatro anos, não conseguiu implantar a Guarda Municipal.
Além das quatro secretarias, no segundo mandato da prefeita Maria do Carmo foram criadas três coordenadorias municipais (Integração regional, Promoção Social e Orçamento Participativo).
A Coordenadoria da Integração Regional que é vinculada à Secretaria Municipal de Turismo (SEMTUR) tem um orçamento de R$ 320 mil/ano. Enquanto o Orçamento Participativo, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLAN), tem um orçamento anual de R$ 240 mil.
Vereador pede que blogueiro seja investigado pela PF
Da redação
O vereador Erasmo Maia, presidente municipal do Democratas, pediu em discurso da tribuna da Câmara, que o Blog do Jeso Carneio deve ser investigado pela Polícia Federal." Essas pesquisas do Blog do Jeso, mentirosas como ficou provado pelo resultado das urnas, deveriam ser investigadas pela Polícia Federal, já que o senhor Jeso adora mencionar o nome da PF em seus escritos tendenciosos", afirmou Erasmo.
O vereador Erasmo Maia, presidente municipal do Democratas, pediu em discurso da tribuna da Câmara, que o Blog do Jeso Carneio deve ser investigado pela Polícia Federal." Essas pesquisas do Blog do Jeso, mentirosas como ficou provado pelo resultado das urnas, deveriam ser investigadas pela Polícia Federal, já que o senhor Jeso adora mencionar o nome da PF em seus escritos tendenciosos", afirmou Erasmo.
Segundo o parlamentar, "na campanha eleitoral, essas pesquisas do Blog do Jeso chegaram a colocar a candidata para quem ele trabalhava a troco de dinheiro clandestino à frente de Alexandre Von, coisa que nunca ocorreu, até porque todas as outras pesquisas - eu digo e repito: todas as outras pesquisas apontavam a ampla vantagem de Alexandre Von sobre Lucineide", arrematou Erasmo.
Em aparte, o vereador José Maria Tapajós, que concorreu pelo PMDB à Prefeitura de Santarém, também criticou a manipulação de pesquisas eleitorais em Santarém. Tapajós entende que o Congresso Nacional deve tomar uma providência imediata para que a legislação coíba o uso de pesquisas falsas nas futuras campanhas.
Leia a íntegra do discurso proferido pelo vereador Erasmo Maia, na sessão de quarta-feira(10):
“Senhores vereadores, senhoras vereadoras desta casa. Minhas primeiras palavras são de agradecimento a Deus, à minha família e aos meus companheiros de partido.
Saúdo, novamente, a vitória do nosso prefeito eleito Alexandre Von e sua vice-prefeita, a professora Maria José.
Não fosse a providência divina e o nosso trabalho de oposição sério e responsável eu não estaria aqui para falar o que vou falar depois de confirmada nossa reeleição pelo Democratas.
Senhores e senhoras vereadoras, membros da imprensa e pessoas que ocupam as galerias. Nunca havia enfrentado uma campanha eleitoral tão sórdida, e até mesmo criminosa. Mas eu venci.
Venci o terrorismo, o baixo nível, os panfletos anônimos com ataques a mim e a minha família, venci o uso despudorado da máquina pública colocada para comprar votos em minhas áreas de atuação.
Venci uma campanha de boatos e intrigas na internet para tentar desacreditar o nosso partido.
Essa mesma pessoa que usa internet como meio de chantagem e para atacar aqueles ou aquelas que não lhes rendem bajulação está envolvida até o pescoço na manipulação de pesquisas eleitorais.
Eu estou falando do senhor Osvaldo de Jesus Maciel Carneiro, vulgo Jeso Carneiro. Este nacional publicou e manipulou pesquisas em conluio com a campanha do PT, lamentavelmente.
As pesquisas mentirosas da Doxa que se diziam contratadas pelo Blog do Jeso - coisa que eu não acredito - porque foram patrocinadas pela campanha do PT para serem usadas no programa da candidata Lucineide.
Essas pesquisas do Blog do Jeso, mentirosas como ficou provado pelo resultado das urnas, deveriam ser investigadas pela Polícia Federal, já que o senhor Jeso adora mencionar o nome da PF em seus escritos tendenciosos.
Na campanha eleitoral, essas pesquisas do Blog do Jeso chegaram a colocar a candidata para quem ele trabalhava a troco de dinheiro clandestino à frente de Alexandre Von, coisa que nunca ocorreu, até porque todas as outras pesquisas - eu digo e repito: todas as outras pesquisas apontavam a ampla vantagem de Alexandre Von sobre Lucineide.
O uso de pesquisas falsas, sua manipulação para tentar enganar o eleitor foram, felizmente, rechaçadas pelo povo de Santarém.
O Blog do Jeso, que já tem a fama de ser tendencioso e de servir de porta-voz de interesses escusos, agora está com uma tarja carimbada em sua página na internet: MENTIROSO.
Muito obrigado.”
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Nélio Aguiar vota favorável a mais recursos para obras no Oeste do Pará
Kátia Aguiar
Dois dos mais antigos sonhos da população do Oeste do Pará sairá do
papel. Nesta terça-feira,16, o plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Pará
(Alepa) aprovou em 1º e 2º turnos, projeto de autoria do Executivo que destinará
verbas para a construção do porto de Santarém e do Hospital Regional de
Itaituba.
O recurso está contemplado no
Projeto de Lei 116/2012 de autoria do Poder Executivo, aprovado hoje, que autoriza
o Governo do Estado a contratar operação de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) no valor de mais de R$ 955 milhões no âmbito do
programa Proinveste.
No
horário de lideranças, o deputado
Nélio Aguiar (PMN), membro da Comissão de Fiscalização Financeira e
Orçamentária
da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (CFFO-Alepa), já havia se
manifestado, mais uma vez, favorável ao projeto. “Esse investimento vai
garantir a realização de obras
estruturantes para todo o Pará, no caso do Oeste, vai contemplar a
construção
do porto de Santarém, pois só quem vive na região sabe qual é o
sacrifício que
passamos para embarcar e desembarcar, passando, muitas das vezes, por
dentro de
até três embarcações, que ficam paradas lado a lado para que o
passageiro possa
desembarcar. Imagine essa situação para crianças, idosos e pessoas que
tem dificuldades
de locomoção”, alertou.
Pelo projeto R$ 30 milhões serão investidos na construção do porto de Santarém e R$ 80 milhões na construção e
aparelhamento do hospital Regional de Itaituba. “O hospital regional é outra
obra que também terá um caráter regionalizado, pois vai beneficiar os moradores
de toda a nossa região, que hoje almejam atendimento de qualidade”, disse.
Ao longo do período de tramitação do projeto, Nélio Aguiar, foi incansável
e assíduo às sessões da Alepa para
acompanhar de perto todos os passos da tramitação do projeto. “Fico feliz por
estar contribuindo para realização do
sonho de milhares de cidadãos da região Oeste. Não vamos sossegar enquanto todos
esses antigos sonhos do povo da minha região não forem concretizados, pois verifiquei
com atenção cada projeto apresentado e pude observar que a nossa região será
contemplada com obras importantes para o desenvolvimento regional como por
exemplo, implantação de ambulatório médico de especialidade- AME em Santarém,
pavimentação da PA-255-trecho Amazonas/Murumuru/Monte Alegre, construção do
porto de Santarém, Itaituba, Almeirim e Prainha", concluiu Nélio Aguiar.
Na área de segurança o recurso vai permitir a aquisição de helicópteros
para Santarém e Itaituba e construção de outras Unidade Integradas ProPaz e de
Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na Região Oeste.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Com horário de verão, mudam horários dos bancos, vôos e programação da TV
Embora Santarém e o Pará não estejam incluídos no Horário Brasileiro de Verao, o leitor deve ficar atento porque haverá mudança no horário dos vôos comercias, no expediente das agências bancárias e na grade de programação das redes de televisão.
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O horário de verão 2012/2013 começa a partir de 0h do dia 21 de outubro de 2012. Então se prepare: daqui a apenas 5 dias, na noite de sábado 20 para domingo 21, adiante seus relógios em uma hora.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto em
2008, que instaurou data fixa de início (3º domingo de outubro) e de
término (3º domingo de fevereiro do ano subseqüente). Quando a data
coincide com o domingo de Carnaval, o fim do horário de verão é
transferido para o domingo seguinte.
São 11 os estados que aderem ao horário: Bahia, Espírito Santo,
Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, além do Distrito
Federal.
A
Primeira parcela do retroativo do Piso Nacional dos Professores será paga amanhã pela SEDUC
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pagará aos professores da
rede estadual de ensino, em folha suplementar, a primeira parcela
referente a diferença do Piso Nacional do Magistério, na próxima
terça-feira (16). Os contracheques já estão disponíveis para consulta no
Portal do Servidor (www.portaldoservidor.pa.gov. br).
Esta parcela é a primeira das três referentes ao retroativo dos meses
de janeiro e fevereiro de 2012, quando o novo valor do Piso Nacional do
Magistério foi implantado pelo Governo Federal. Cumprindo o acordo
firmado com os professores, o Governo do Estado se comprometeu em pagar o
retroativo em três parcelas, a partir desse mês. O montante de
retroativo a ser pago é de R$ 28 milhões.
A partir do mês de março, o salário base do professor da rede estadual
de ensino do Pará, passou a ser de R$ 1.451,00. A integralização do piso
representou um acréscimo de R$ 14,5 milhões por mês (R$ 188 milhões por
ano) na folha de pagamento do Estado. Com a nova base, mais as
gratificações, o professor em início de carreira no Pará passou a ganhar
o equivalente a R$ 3.555,00 e o salário médio da maioria dos 27 mil
educadores passou a ser de R$ 4.070,00.(Agência Pará)
Vítimas de trânsito do Pará poderão solicitar Seguro DPVAT nas agências dos Correios
A
partir desta quarta-feira, dia 17 de outubro, as vítimas de acidentes
de trânsito do Pará poderão solicitar, gratuitamente,
o Seguro DPVAT nas agências dos Correios no Estado. O DPVAT é um Seguro
que pode ser acionado por vítimas de acidentes de trânsito resultantes
em invalidez permanente, morte e para reembolso de despesas médicas e
hospitalares.
Toda pessoa que sofrer um acidente
em território nacional, seja pedestre, motorista ou passageiro, tem
direito ao Seguro, basta procurar uma Seguradora conveniada ou, a partir
de agora, uma agência própria dos Correios em um dos Estados em que a
parceria está vigente. Nesta quarta-feira, Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás também recebem o
projeto, que já está implantado nos Correios do Ceará, Maranhão,
Paraíba, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Piauí.
Para dar entrada no pedido de indenização nos Correios é simples:
- Informe-se sobre a documentação necessária para dar entrada no Seguro pelo telefone 0800 022 12 04 ou pelo site
www.dpvatsegurodotransito.com. br.
Lembrando que o prazo para pedir a indenização é de até 3 anos, a contar da data do acidente.
-
Dirija-se a uma agência própria dos Correios em um dos Estados
participantes levando a documentação necessária (nos demais Estados,
consulte
a rede de atendimento pelo site).
- Guarde o comprovante de envio fornecido pelos Correios.
Quem é Edmilson Rodrigues segundo Lúcio Flávio Pinto
Aos eleitores de Belém, uma boa leitura deste artigo de Lúcio Flávio Pinto, da última edição do Jornal Pessoal, joga luzes sobre o candidato do PSOL à prefeitura de Belém.
"Edmilson Rodrigues foi o primeiro prefeito a conceder verba pública (100 mil reais) para aumentar o lucro de um grupo de Comunicação (o Liberal) na venda ao público de fitas de vídeo descaradamente comerciais."
Leia o artigo completo aqui.
domingo, 14 de outubro de 2012
Círio de Nazaré leva 2 milhões de pessoas às ruas de Belém
Thais Rezende
Do G1 PA
Uma leve brisa refrescou a multidão que assistia emocionada a missa que antecedeu o Círio de Nazaré, em frente a Igreja de Sé, na madrugada deste domingo (14), em Belém. Após a bênção final, milhares de pessoas participaram da procissão, que percorreu cerca de 3,6 km pelas principais avenidas da capital paraense até a Basílica Santuário. Por onde passava, a berlinda com a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré foi louvada e recebeu homenagens dignas de chefe de estado.
Estudante levou um pé de cera para a procissão.
(Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)
(Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)
Ainda estava escuro quando a estudante Brenda Andrade, 20 anos, chegou na praça Frei Caetano Brandão para acompanhar o Círio. A jovem carregava um pé de cera para pagar uma promessa. Ela conta que a virgem de Nazaré intercedeu por ela em uma causa considerada impossível pela medicina. “Na véspera do dia das mães do ano passado em torci o tornozelo, foi grave. No hospital, os médicos disseram que eu só voltaria a andar depois de dois anos”, explica Brenda. “Foi então que eu fiz a promessa: se ficasse boa, ia levar um pé de cera na procissão. Em outubro do mesmo ano eu já estava boa e pude pagar a promessa”, conta emocionada a estudante. “Foi ela que me curou, tenho certeza!”, afirma.
Os promesseiros já aguardavam a berlinda chegar para atrelar a corda, símbolo da festa católica. Com o sol escondido entre as nuvens, Nossa Senhora de Nazaré foi a única a brilhar, todos os olhares estavam voltados para ela, todos os pedidos e todos os agradecimentos eram direcionados a ela.
Veja a galeria de fotos da grande procissão
No meio da multidão, uma promesseira chamava atenção pelo sacrifício. Cláudia Renata, de 29 anos, acompanhou a procissão de uma forma incomum, andando com as mãos e os joelhos no chão. A devota explica o comportamento com uma palavra: fé. “Agradeço pela saúde dos meus filhos, passamos por um período de muitas doenças e graças a Nossa Senhora agora estamos bem”, afirma a promesseira.
Para que Cláudia conseguisse pagar a promessa, outras pessoas ajudavam, colocando papelão no caminho da devota para aliviar a dor. No Círio, há quem pague sua promessa ajudando os outros a cumprirem as suas. “Prometi que distribuiria 1.200 copos de água no Círio se a minha filha passasse no vestibular. Ela foi aprovada no curso de direito. Há 4 anos pago a promessa e vou continuar fazendo para sempre”, conta a gerente comercial Ana Cláudia, de 41 anos.
Mais 2 milhões de pessoas disputavam um espaço no trajeto da procissão. Alguns cortavam caminho por ruas paralelas para ver a santa passar. E por onde passava a berlinda, olhos marejados e mãos estendidas para receber as benções. Devotos de todas as idades, etnias e classes sociais se juntam com um mesmo objetivo, homenagear Nossa Senhora de Nazaré.
Ermito atribui a Nossa Senhora a construção de
sua casa. (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)
sua casa. (Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)
Ermito Guimarães, 46 anos, participou da romaria acompanhado da família. Assim como muitos, ele levava a miniatura de uma casa na cabeça. “Estava desempregado e precisava construir a minha casa. Fiz a promessa e consegui um emprego, que possibilitou a construção da minha casa”, afirma orgulhoso Ermito. Já Eliana Leal de Melo, 68 anos, acompanhou a procissão vestida com uma mortalha, uma vela de metro de altura e um coração feito de cera. Ela acredita que a mãe de Jesus a curou de um problema de saúde.
“Precisava operar o coração e, se eu saísse boa, iria acompanhar a procissão desta forma. E assim faço há 10 anos”, conta Eliana, que faz o trajeto ao lado das filhas.
Homenagens
Várias homenagens marcaram o caminho que a imagem peregrina faz por Belém. Cerca de 15 demonstrações de carinho e fé são tradicionais no trajeto do Círio de Nazaré. Os fogos dos pescadores do Ver-o-Peso e dos Estivadores deram início às homenagens, que seguiram pela avenida Presidente Vargas.
Uma das homenagens mais marcantes foi realizada por um banco. Com a chegada da berlinda em frente a empresa, uma chuva de pétalas de rosas nas cores branca e amarela caiu sob a berlinda e os peregrinos que a acompanhavam. A cantora Joanna deixou os fiéis emocionados com o hino “Maria de Nazaré”.
“É um sentimento indescritível. Em nenhum lugar do mundo vemos isso. Quando ela passa, é difícil segurar... O que mais emociona é ver essa fé inabalável, gente feliz, o coração feliz!”, explica Joanna.
Promesseiros da corda
Promesseiros erguem a estrutura da corda.
(Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)
(Foto: Ingrid Bico/ G1 PA)
Cerca de 7 mil devotos acompanharam a corda do Círio, um símbolo da procissão que conecta os devotos e a berlinda que carrega a imagem de forma umbilical. Caminhar na corda é sacrificante, e com fé inexplicável e aparentemente inabalável aquelas pessoas ganhavam força a cada minuto para puxar a corda da berlinda e fazer a procissão caminhar até o seu destino.
Rostos suados e aparentemente exaustos não condiziam com a força no braço dos fiéis, que erguiam a corda e
Após a procissão, fiéis disputam um pedaço da
corda. (Foto: Gustavo Pêna/ G1 PA)
corda. (Foto: Gustavo Pêna/ G1 PA)
cantavam com uma alegria de deixar quem assistia a cena de olhos marejados. Ao final, um sutil sorriso no rosto dos devotos expressava a sensação de dever cumprido. A campanha pelo não corte da corda foi cumprida, a corda que puxou a berlinda só foi cortada no momento exato, a poucos metros antes do destino final. Os promesseiros levam um pedaço da corda para casa. Para guardar de recordação deste momento especial junto à virgem de Nazaré.
Após 6 horas de procissão, por volta das 12h30, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré chegou a Praça Santuário, em frente a Basílica. O coordenador da festa retirou a pequena imagem da berlinda e a entregou ao arcebispo auxiliar, Dom Theodoro, que a conduziu, em um tapete vermelho, até o altar da praça, onde é realizada uma missa encerrando o Círio de Nazaré 2012.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Guerra no Pará: Vale e governo
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
Os
dois maiores poderes no Pará colidiram em abril de 2008. A Companhia Vale do
Rio Doce, maior empresa privada em atuação no território paraense, acusou o
governo do Estado de estimular, por omissão calculada, mais uma agressão
praticada contra a companhia pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.
Pela
nona vez em 13 meses, o MST invadiu e bloqueou a ferrovia de Carajás, a
terceira maior via de exportação do Brasil, que no ano passado movimentou
riquezas no valor de quase sete bilhões de dólares. O governo devolveu a
acusação: disse que só houve confronto porque a Vale foi inábil no tratamento
dado à questão.
De
fato, a empresa ajuizou uma ação que, em síntese, queria obrigar o governo a
cumprir a lei, impedindo a consumação de um crime anunciado: o bloqueio dos
trens, interrompendo o fluxo de minério, de carga geral e de passageiros entre
Parauapebas e o porto da ponta da Madeira, em São Luís do Maranhão, numa
extensão de 870 quilômetros.
A
situação, entretanto, é complexa. A ferrovia é uma concessão federal, outorgada
por 50 anos à Vale. Logo, envolve direitos e responsabilidades da União e não
só do Estado, que tem ao seu cargo a segurança pública em geral.
Já
o crime só existe quando se materializa. Até lá, todos são inocentes, embora
nem tanto. Com bastante antecipação, lideranças do MST anunciaram que o
bloqueio da ferrovia de Carajás era um dos itens do “abril vermelho”, uma série
de manifestações de protesto e reivindicação disseminadas pelo país.
Do
anúncio à sua consecução, os dias que transcorrem serviram para o movimento
reunir pessoas, exibir sua força, medir a reação dos demais personagens e
partir para o ato, como se ele fosse inevitável.
A
proposição da ação pela Vale, mesmo que rejeitada pelo juiz federal de Marabá,
combinada com a postura mais agressiva do presidente da empresa, modificaram o
cenário armado para os eventos anteriores. Roger Agnelli se permitiu desviar
seu jatinho para Belém e passar alguns momentos na cidade para advertir
pessoalmente a governadora Ana Júlia Carepa, do PT, para o efeito da agressão
do MST.
Tratou
os integrantes do movimento por bandidos e garantiu que não cederia à sua
intimidação, por ser ilegal. Chegou ao requinte inovador de, desta vez, não
ameaçar suspender a implantação do projeto de uma siderúrgica no Pará, que
representaria o almejado passo além da mera gusa no processo de beneficiamento
(ainda em escala primária) do rico minério de ferro de Carajás. Agora, disse
que a Vale continuará a siderúrgica sem contar com o governo do Estado, embora
atos como o do MST venham a inibir outros investimentos, trazendo grandes prejuízos
ao Pará.
A
declaração de guerra do presidente da Vale ganhou eco ultra-ampliado na
imprensa local e nacional (regiamente servida pela publicidade da empresa, que
agora se tornou anunciante de grande peso, ao contrário do procedimento
anterior, especialmente na era estatal) e provocou reações de representações da
sociedade, sobretudo junto ao empresariado.
Como
o clamor ganhou corpo, o MST alterou sua estratégia: procurou desvincular-se do
bloqueio da ferrovia, transferindo-o para a responsabilidade de um difuso
movimento de garimpeiros, sem credenciais para promover um ato de tal
envergadura.
As
camisas e bandeiras vermelhas mudaram de cor, tornando-se amarelas. Podiam ser
interpretadas como o símbolo da desculpa esfarrapada do MST para se isentar de
responsabilidade, tão sem jeito que imediatamente o movimento divulgou nota
oficial declarando seu apoio à iniciativa dos garimpeiros, sem mudar o tom da
linguagem, mais adequada para o dono da empreitada.
Essa
nova estratégia pode indicar a esperteza dos dirigentes do MST. Ao agir assim,
eles se livraram das consequências legais do ato que planejaram e executaram
(como a multa, previamente determinada pela justiça do Rio de Janeiro, e a
possibilidade de prisão, ainda pendente). Mas, dependendo dos desdobramentos
dessa nova situação, esse diversionismo pode começar a enfraquecê-lo, revelando
algumas de suas fragilidades, como a de se valer do apoio oficial, velado ou
explícito, verbal ou material, para poder exibir sua força.
A
relação entre um movimento que se recusa à institucionalização e legalização
(não aceita se tornar pessoa jurídica), mas se vale do aparato do poder
público, inclusive para arrecadar dinheiro, está sujeita a grandes flutuações
conjunturais. Pode se manter eficaz e até duradoura, mas pode se corroer de
súbito.
A
ação do governo estadual no episódio guardou coerência com o padrão dessa
relação difusa. As polícias militar e civil acompanharam a obstrução dos
trilhos e a paralisação da composição ferroviária, só intervindo em certo
momento, quando o desbloqueio já parecia acertado.
A
Polícia Federal, que seguiu essa sincronia, não deixou, porém, de carregar um
elemento material do delito: prendeu e indiciou dois dos organizadores da
manifestação, um deles da prefeitura de Parauapebas, sob o comando do PT e
acusada de ser a principal patrocinadora do ato do MST.
A
prefeitura e o governo podem alegar que assim se comportaram porque precisam
ser o instrumento das justas reivindicações dos sem-terra e demais habitantes
da região, desassistidos pelo Estado, e porque o poder da Vale tem sido usado
abusivamente, sem freios nem peias, como precisava ser. É um argumento
poderoso.
No
entanto, há também outros argumentos apresentados nos bastidores do poder: a
constante impetuosidade sobre a Vale teria a finalidade de pressioná-la e
forçá-la a ceder recursos ao município de Parauapenas, que reivindica na
justiça direitos no valor de 600 milhões de reais e já teria gasto por conta
parte desses recursos, embora sua obtenção ainda seja temerária.
Num
ambiente de ocultações e manobras, todo tipo de interpretação e de boato tem
curso fácil. Principalmente quando se pode de pronto montar uma agenda com
itens graves que jamais são esclarecidos, sobretudo porque a poderosa Vale se
recusa a descer do seu Olimpo metropolitano, dialogar com pobres mortais
interioranos e ceder-lhes ao menos alguns de seus anéis, elaborados à custa da
exaustão dos recursos naturais do Pará.
A
Vale acumula um contencioso enorme e insolúvel com o Estado, pelo qual o doutor
Agnelli não consegue disfarçar sua má-vontade. Essa arrogância gera a antipatia
geral pela empresa.
Sentindo-se
incompreendida e injustiçada (não sem alguma razão), a Vale reage com
mais arrogância. Mesmo quando se dispõe a fazer alguma concessão ou aceitar
alguma ponderação, age como se estivesse realizando uma caridade ou movida por
mera liberalidade e paternalismo.
Não
pode ser amada ou compreendida uma empresa que gera 10 mil demandas
trabalhistas em Parauapebas, forçando a rápida duplicação da antiga junta de
justiça, que não deu conta do trabalho. Agora, nem mais as duas são
suficientes. As queixas são contra as empreiteiras da Vale em Carajás, mas a
reação massiva é fruto de uma terceirização sem fronteiras, irresponsável. E de
uma estratégia advocatícia estabelecida com base no frio cálculo aritmético,
cujo resultado é revelar que a quitação da dívida em juízo é mais rentável do
que o respeito prévio dos direitos trabalhistas.
A
terceirização de 90% da mão de obra de Carajás cortaria o elo da empresa com
suas empreiteiras, protegendo-a em seu castelo de vidro por um fosso
intransponível.
Esta
é a ética predominante na Vale privatizada: ela se pauta pelos números, pela
ânsia quantitativa de resultados e de grandezas, abstraindo pessoas e relações
sociais, ignorando a paisagem em torno de suas catedrais da produção. Uma vez
estabelecidas as metas, por critérios contábeis, atuariais, financeiros, de
marketing e de gestão de negócios, o que importa é alcançá-las.
A
grandeza da empresa é também sua fragilidade: pés sem enraizamento têm que
sustentar um comando sujeito à macrocefalia de poder. A autoritária voz de
mando dissipou a bruma do querer bem que funcionários, clientes e população
tinham pela CVRD, com todos seus erros e distorções.
O
poder absoluto de que a Vale atual quer dispor para fazer seus projetos se
realizarem exatamente como foram concebidos a levam a se tornar um macaco em
loja de louças, ainda que louças de má qualidade, como as que os dois governos
– o estadual e o federal – exibem em suas vitrines, quando se apresentam para
encarar o difícil, complexo e amplo contencioso com a empresa nos diversos
terrenos e setores em que ela atua.
Como
não há um diálogo franco e as regras do jogo mudam, assim como as próprias cartas
colocadas sobre a mesa (e abaixo dela, e no colete dos jogadores), uma parte
tenta enganar a outra e tirar mais vantagem da relação, manipulando armas e
parceiros conforme as circunstâncias.
O
efeito desse tipo de diálogo é um desgaste geral, com prejuízos para todos, ou
para a esmagadora maioria dos que não têm meios de perceber a verdade e
participar da cena como personagens ativos, não apenas como marionetes ou
buchas de canhão.
Enquanto
perdurar essa forma irracional e caótica de relação entre as duas fontes de
maior poder no Estado, o jogo só trará vantagens para os iniciados e com acesso
à cúpula desses poderes. Até que as riquezas que motivam toda essa movimentação
se tenham esgotado, quando então haverá pouco o que fazer porque a Inês
metafórica dessa peça já estará morta.
(Abril de 2008)
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Santarém sai do vermelho
Anselmo Colares*
O resultado das eleições
municipais 2012 em Santarém mostra claramente que havia um desejo de mudança,
motivada por uma avaliação negativa da gestão municipal instalada a 8 anos.
Muito similar ao que ocorrera anteriormente, quando Lira Maria governou por
dois mandatos e não conseguiu eleger seu sucessor (o mesmo que agora conquistou
uma diferença extraordinária de votos sobre a candidata da prefeita Maria do
Carmo). Tal fenômeno não é exclusividade de Santarém, sendo verificável na
grande maioria dos municípios brasileiros. Portanto, uma primeira observação
que faço é quanto a dificuldade que um grupo político tem de permanecer no
poder por mais de dois mandatos. E associado a esta constatação, analiso como
sendo positivo que assim seja pois garante a alternância no poder, e quebra a
sensação que alguns membros do governo passam a ter de que sejam os “donos” da
coisa pública. A mudança dos ocupantes das cadeiras tem uma função pedagógica
fundamental para a democracia, na medida em que possibilita ao conjunto da
sociedade constatar que seu desejo pode ser materializado.
Normalmente quando um chefe do
executivo assume o cargo (Prefeito, Governador e Presidente), queixa-se das condições
em que recebe a “máquina” administrativa, com muitos problemas e poucos meios
para equacioná-los, inclusive com um orçamento limitadíssimo e burocratizado
diante de demandas inumeráveis e urgentes. Mas como está motivado e sabe que em
menos de 4 anos terá que se submeter a uma avaliação decisiva, geralmente se
empenha e supera as barreiras. No segundo mandato, caso consiga ser reeleito, o
governante não pode mais se queixar com a mesma intensidade da dívida maldita
que herdou. Embora alguns ainda insistam neste discurso, não encontram
ressonância na maioria da população que busca avaliar as realizações, não se
importando tanto com as dificuldades uma vez que quando candidato o agora
governante apresentou-se capaz de contornar todos os obstáculos. Resta ao
governante do segundo mandato fazer muito mais do que conseguiu no primeiro, ou
se dar por satisfeito com o que conseguiu e esperar que seja lembrado. A
maioria tende a relaxar, até porque não terá mais a chance de permanecer no
cargo.Só volta a sair do estado de letargia quando inicia a corrida para a
sucessão, no seu último ano de governo. Então pode ser tarde demais.
Penso que esta descrição
corresponde ao que ocorreu em Santarém. O ritmo de ações do governo municipal
esfriou no segundo mandato e a população foi ficando impaciente e desejosa de
mudança, embora sem saber muito claramente a direção que deveria seguir. Antes
mesmo de decidir quem assumiria o cargo, já demonstrava a vontade de sair do
vermelho, muito diferente do que havia acontecido nas duas últimas eleições, em
que a cidade foi contagiada com músicas e cores vibrantes. A Prefeita Maria do
Carmo não foi capaz de manter os acordos com os grupos que garantiram sua
reeleição mas sabedores de que não há um terceiro mandato queriam ser os protagonistas
da história. Nem mesmo conseguiu manter a chama vermelha acesa no coração dos
petistas, que ficaram titubeantes com a demora na escolha do nome do/a
candidato/a. Como se não bastasse tudo isso, uma série de erros ao longo da
campanha somou-se a imagem de incompetência que já estava associada com a
gestão municipal.
A presença tardia de integrantes do governo federal pouco
ajudou. O ministro da Saúde, por exemplo, que tem domicílio eleitoral em
Santarém, no dia da eleição estava ao lado da candidata Raimunda Lucineide, mas
a população queria tê-lo visto em momentos anteriores, fazendo mais por esta
área fundamental.
José Maria Tapajós, ou melhor, os
planos de Jáder Barbalho em pavimentar a candidatura de seu filho para o
governo do Estado também ajudaram a derrotar a coligação liderada pelo PT em
Santarém. Márcio Pinto e Rubson Santana não contribuíram diretamente para este
resultado pois mesmo com os votos dados a ambos, Lucineide ainda assim seria
derrotada. Quanto ao primeiro, foi capaz de fazer uma campanha politicamente
correta – para quem comunga com suas ideias – porém incapaz de conquistar a
população que, sendo plural, nutre simpatia por várias outras concepções.
Muitas
pessoas até declaravam simpatia com seu discurso ou sua postura, principalmente
por não ter “rabo preso” com pessoas ou situações execráveis. Mas diante da
possibilidade da continuidade do governo, esses simpatizantes preferiram o
chamado voto útil, com chances reais de vitória. O segundo mostrou-se limitado
e pouco conhecedor do cotidiano da pobreza, pelo menos foi o que demonstrou em seus
programas ao revelar um espanto com a dura realidade que testemunhou em suas
andanças. Suas propostas mas pareciam ser de um candidato a mágico, pois
anunciava “repaginar” Santarém sem apontar as condições objetivas que incluem
tempo e recursos.
A cidade trocou o vermelho pelo
azul e amarelo. Vermelho significa paixão, energia e excitação. É uma cor
quente e está associada ao poder, ao perigo, ao espírito revolucionário. Vermelho
é a cor do elemento fogo, simboliza a chama que mantém vivo o desejo, os
sentimentos de amor e paixão. Mas parece que nos últimos anos o vermelho foi se
desbotando em Santarém. Agora voltam ao cenário o Azul e o Amarelo, em primeiro
plano. Considerada uma cor fria, azul significa tranquilidade, serenidade e
harmonia. Simboliza a água, o céu, o infinito, o sonho e o pensamento. Já a cor
amarela significa luz, calor, descontração, otimismo, alegria, prosperidade e
felicidade. É uma cor inspiradora que desperta a criatividade, estimula as
atividades mentais e o raciocínio. Sai a cor da luta e da paixão e em entram
cores da felicidade e da compreensão. Mas é bom lembrar que o vermelho é parte
integrante das cores da bandeira de Santarém. Portanto, não pode ser a única,
muito menos pode ser banida.
Por fim, algumas palavras para o
prefeito eleito Alexandre Von. A população demonstrou confiar na propaganda que
lhe apresentou como sendo capaz de promover melhorias em todos os setores. No
decorrer da campanha seu discurso foi incisivo e resoluto. Seja coerente agora.
E tudo já começa com a composição do secretariado e o anúncio das primeiras
medidas, mas se estende nas ações do dia a dia, incluindo a transparência, a
capacidade na solução dos problemas e o respeito com a aplicação dos recursos
públicos.
Santarém, 08 de outubro de 2012
*Coord. do Programa de Pós Graduação do ICED (UFOPA) - Port. 011, de 20/08/2011
Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas "História, Sociedade e Educação - HISTEDBR/UFOPA" Membro da Academia de Letras e Artes de Santarém - ALAS
Sócio Fundador do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós - HIGTapO SIM e Não da eleição para prefeito de Santarém(Parte 1)
Miguel Oliveira
Repórter
Listo aqui 5 pontos positivos e negativos que considero pertinentes nesta campanha eleitoral que se encerra com a vitória de Alexandre Von(PSDB), que obteve cerca de 46% dos votos válidos, resultado semelhante ao apontado por pesquisa BMP, publicado pelo jornal O Estado do Tapajós a três dias das eleições.
1- Lucineide teve os piores cabos eleitorais - Maria do Carmo e Bruno Pará.
2-Alexandre teve os melhores apoiadores: Lira Maia, Nélio Aguiar e Reginaldo Campos.
1-Lucineide baseou sua campanha de rádio e tv em pesquisas falsas da Doxa.
2-Alexandre fez campanha independente de pesquisas, muito embora tenha utilizados números do BMP e Ibope.
1-Lucineide, apesar de ser professora da UFOPA, era rejeitada por colegas, servidores e alunos mais antigos por causa de seu desastre na vice-coordenação do campus da UFPA em Santarém.
2-Ex-professor e fundador da FIT, Alexandre recebeu maciço apoio de professores e alunos de todas as intituições de ensino superior de Santarém.
1- Lucineide fez campanha de baixarias orquestradas pelo presidente do PDT e o eleitor rejeitou essa prática de fazer política.
2-Alexandre fez campanha de alto nível, programática e conclamou a união dos santarenos.
1- Lucineide se preocupou com o deputado Lira Maia, que não era candidato, e esqueceu do real concorrente.
2-Alexandre se preocupou em mostrar que era ele o candidato a prefeito de Santarém.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Nova pesquisa BMP dá 22% de vantagem para Alexandre Von
A mais nova Pesquisa BMP concluída quarta-feira(3) revela que o candidato do PSDB Alexandre Von aumentou a vantagem que possuìa sobre a candidata do PT Lucineide Pinheiro em comparaçâo à pesquisa anterior publicada no último domingo(30 de setembro).
Na pesquisa estimulada, Von subiu de 40,23% para 42,88. Lucineide que obteve 20,52% tem agora 20,53% dos votos.
Em 30 de setembro, a vantagem de Von era de 19,7% sobre Lucineide. Essa diferença a favor de Von subiu para 22,35% nesta quarta pesquisa BMP.
Os dados completos da pesquisa, bem como a rejeição dos candidatos e os percentuais dos votos válidos serão publicados na edição de sexta-feira de O Estado do Tapajós.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O fim do mensalão nas mãos do eleitor
Esta semana, o Supremo Tribunal Federal foi bastante claro: durante a
gestão do PT à frente do governo federal houve compra de votos no
parlamento brasileiro. O mensalão existiu à custa de dinheiro roubado do
contribuinte.
Foram sete anos de mentiras, de tentativas de negar os fatos, de
artifícios para reduzir um esquema de corrupção à simples briga política
de governo contra oposição ou mesmo à conspiração midiática. O STF
mostra que houve muito mais do que isso.
A choradeira do petismo e seus apaniguados continua, mesmo frente às
evidências irrefutáveis. Nunca na história deste País tantos políticos,
intelectuais e até mesmo jornalistas lamentaram ou protestaram dessa
maneira contra a condenação de gente envolvida em desvio de dinheiro
público.
Até o ex-presidente Lula percebeu que essa tentativa de negar o
inegável é um vexame e já muda de ideia. Para relembrar: primeiro disse
que não sabia de nada, depois que o mensalão era apenas caixa 2 feito
por todos, em seguida chamou o escândalo de
farsa. Agora, mais uma vez rearranja o discurso e diz que o mensalão
“não é vergonha”. Só falta dizer que é obrigação e orgulho.
Aos que ainda lamentam as condenações, é preciso ler as palavras do ministro decano do Supremo, Celso de Melo: “A
conduta dos réus, notadamente daqueles que ostentam ou ostentaram
funções de governo, maculou o próprio espírito republicano. Em assuntos
de Estado ou de governo, nem o cinismo, nem o pragmatismo, nem a
ausência de senso ético e nem o oportunismo podem justificar práticas
criminosas, como as ações de corrupção do alto poder executivo ou de
agremiações partidárias”.
Mas o auge do julgamento começa exatamente hoje. O ministro relator
Joaquim Barbosa ira ler seu relatório sobre o núcleo político do
mensalão. Estão em jogo o destino de figuras como o ex-ministro José
Dirceu, considerado pela Procuradoria Geral da República como líder da
quadrilha, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e o ex-presidente do
partido, José Genoíno. Da absolvição à cadeia, tudo pode ocorrer.
Mas a grande chance para esquemas como o mensalão serem definitivamente
varridos para a lata do lixo será oferecida nas eleições do próximo
domingo.
Eleitores de todo o Brasil terão a chance de escolher entre grupos
políticos mais comprometidos com interesse público e aqueles que
participaram do mensalão.
A gravidade de se votar em candidatos petistas nesse pleito é passar o
seguinte recado à classe política e a toda a população nestes momentos
de mensalão: “podem roubar à vontade, podem comprar parlamentares, a
gente perdoa”. Esse é um grande risco institucional para o Brasil.
Deixar aberta a porta para esquemas futuros.(Rede Democratas)
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Apreensão de dinheiro em avião de petista no Pará lembra caso dos 'aloprados' . Atualização(Dinheiro teria origem legal)
![]() |
A imagem do escândalo: foto do dinheiro apreendido com os 'aloprados', divulgada pelo estadão.com.br no dia 29 de setembro de 2006. Foto: AE |
A apreensão de 4 milhões de reais no interior do avião do candidato do PT a Prefeitura de Paraupebas, José Coutinho, ocorrida hoje à tarde, lembra o caso do dinheiro dos petistas aloprados, presos pela Polícia Federal, em um hotel paulistano, em 2006.
O dinheiro encontrado no avião de Coutinho era duas vezes mais do que o que fora apreendido em São Paulo, que você vê na foto acima.
Relembre o caso clicando neste link aqui.
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Atualização:
Do Blog do ZéDudu:
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Atualização:
Do Blog do ZéDudu:
O Blogger foi
informado que o dinheiro apreendido hoje em Carajás é da empresa ETEC,
que presta serviços em Parauapebas. Ele é procedente de Belém e foi
sacado ontem na capital paraense. O destino do numerário seria o
pagamento da NF 1600, emitida em 20 de setembro de 2012, no valor de
R$1.134.750,25 (hum milhão trezentos e trinta e quatro mil, setecentos e
cinquenta reais e vinte e cinco centavos) pela empresa White Tratores e
Serviços Ltda, com sede em Canaã dos Carajás, por serviços de locação
de equipamentos. Segundo informou o representante da White Tratores, foi
solicitado que a ETEC sacasse em espécie o valor, já que a mesma
estaria com alguma dificuldade junto a rede bancária e teria que efetuar
pagamentos aos seus funcionários no próximo dia 05. O saque foi feito e
o dono da White Tratores mandou aeronave de sua propriedade até Belém
para trazer o dinheiro através de parentes de um amigo em comum que
intermediou essa operação.
Segundo declararam ETEC e White Tratores não há
vínculo eleitoral algum nesses recursos e o fato está sendo usado por
alguns meios de comunicação, sem nenhum tipo de pudor ou ética, para
denegrir a imagem do candidato do PT em Parauapebas.
As empresas já habilitaram advogado no caso para
solicitar a restituição do dinheiro apreendido, apresentando, para
tanto, provas documentais que comprovam a legitimidade da operação,
salientando que não houve crime de lavagem de dinheiro, já que a NF e os
impostos sobre ela foram pagos e devidamente declarado na escrita
contábil de ambas as empresas.
Sobre o suposto crime eleitoral, já que especulava-se
que o dinheiro seria usado para pagamento de “boca de urnas”, o
representante da White Tratores nega qualquer participação na campanha
do PT, até porque estaria com a relação desgastada com os representantes
locais do partido. “Eu hoje sou eleitor em Canaã dos Carajás e não
teria por que voltar a participar na campanha em Parauapebas, afirmou
João Vicente, que em 2004 foi um dos principais doadores da campanha que
levou Darci Lermen (PT) a assumir a prefeitura de Parauapebas e a ser
reeleito em 2008.
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