sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Planejamento irá recadastrar aposentados e pensionistas do Governo Federal
O Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão iniciará, no próximo dia 1º de março, o
processo de atualização cadastral de aposentados e pensionistas da
Administração Pública Federal que recebem seus proventos pelo Sistema
Integrado de Administração de Recursos Humanos – Siape.
Também serão
recadastrados os anistiados políticos civis, de que trata a Lei 10.559/2002.
A medida foi publicada hoje, por meio de Orientação Normativa Nº1 da Secretaria de
Gestão Pública do MP.
Castanheira resiste à soja
Solitária, essa castanheira vive solitária em meio à plantação de soja no planalto santareno.
Foto: Larissa Oliveira.
Filho de empresário sequestrado foge do cativeiro ainda há pouco
Iago Cunha, filho do empresário Rogério Moita Cunha, proprietário rede de farmácias Primavera, conseguiu fugir de uma casa, localizada no bairro da Cohab, em Santarém, onde desde a noite de ontem vinha sendo mantido em cativeiro por 3 sequestradores.
O jovem de 21 anos foi sequestrado ontem à noite.
Por volta de 7h30 da manhã de hoje Iago chegou em casa à bordo de um táxi.
Os sequestradores, que haviam pedido R$ 2 milhões pelo resgate, abandonaram o cativeiro.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Foto-retrô: Pai do prefeito Alexandre Von foi chauffeur
O senhor Lauri Von, marido de dona Célia, foi um dos chauffeurs pioneiros de Santarém.
Na foto acima, tirada da década de 1950, o pai do prefeito Alexandre Von posa ao lado de seu automóvel sedam.
Foto: Arquivo do Jornal O Estado do Tapajós.
Por que a Eletronorte não tem sede no Pará?
Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós
Em março, Adilson Barbosa, do Instituto de Tecnologia da
Universidade Federal do Pará, me enviou a seguinte mensagem:
Ao ler seu livro sobre a hidrelétrica de Tucuruí, tomei conhecimento de
algumas coisas que fugiam ao meu conhecimento. Um exemplo é a Eletronorte.
Saber do fato de a empresa ser a única subsidiária da Eletrobrás cuja sede não
fica na região em que atua, foi muito interessante, tanto quanto saber a
explicação dada quando se reivindicou a vinda da mesma para Belém, um tempo
atrás.
Munido dessas informações, enviei um e-mail à Eletronorte fazendo
algumas indagações.
A resposta do e-mail chegou-me nessa quinta-feira, dia 15.
Vou compartilhar contigo o que me enviaram.
A resposta da Ouvidoria-Geral da Eletrobrás Eletronorte ao
Adilson foi esta:
Sua manifestação foi encaminhada ao Gabinete da Presidência que após
análise, emitiu o seguinte esclarecimento:
“Se faz necessário entender que o local da sede de
uma empresa, como da Eletrobras Eletronorte não é de competência dela, mas sim
da empresa controladora, ou seja, a Eletrobras ou em última instância o Governo
Federal.
Ressalta-se que a legislação atual do setor
elétrico, não determina a área de atuação das empresas. Atualmente, a
Eletrobras Eletronorte não atua exclusivamente na Amazônia, bem como não é a
única empresa do Sistema Eletrobras a atuar na Região Norte. Como é de
conhecimento público, a Eletrobras Eletronorte, hoje, tem empreendimentos nas
regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste e, em se tratando da empresa
controladora (Sistema Eletrobras), Furnas, Chesf e Eletrosul também têm
empreendimentos de geração e transmissão de energia elétrica na Amazônia. Dessa
forma, considerando-se a atual legislação do setor elétrico brasileiro,
entendemos não ser correto denominar a Amazônia como “área de Jurisprudência da
Eletrobras Eletronorte”.
É relevante mencionar também que, sendo uma empresa
relativamente jovem comparada às congêneres, a Eletrobras Eletronorte não é a
maior subsidiária do Sistema Eletrobras, uma vez que Furnas e Chesf têm maiores
volumes de ativos e de faturamento comparado a esta empresa.
Quanto às questões sobre o porquê de não ter havido
a transferência da Eletrobras Eletronorte para Belém, conforme mencionado,
desconhecemos tais tratativas e, se houve elas escaparam do nosso domínio.
Independentemente dessa questão, contudo, deve-se
ressaltar que, sendo originária dos esforços para integrar a Amazônia ao setor
elétrico brasileiro, a Eletronorte sempre buscou realizar seus empreendimentos
e ações em alinhamento com os anseios e necessidades da região e tem o
compromisso de continuar com esta estratégia, mesmo sendo a realidade de hoje
distinta da realidade da época de nossa criação”.
Agradecemos por contatar esta Ouvidoria, bem como, consideramos a
presente manifestação encerrada.
Percebe-se
o mal disfarçado tom de irritação na resposta, além do autoritarismo, que tem
sido uma das marcas da Eletronorte. A resposta sofisma e omite. Sofisma quando
não esclarece que muitos anos se passaram, desde a criação da Eletronorte, em
1979, até que a administração do setor estatal de energia fosse centralizado,
sob o comando da empresa-mãe, a Eletrobrás.
Durante
esse tempo os dirigentes da mais nova das estatais regionais rechaçaram os
pedidos, pressões e protestos pela transferência da sede para Belém, capital do
Estado no qual a Eletronorte extraía 90% da energia que distribuía ao mercado.
Alegar desconhecimento desse histórico é tapar o sol com peneira.
É
verdade que Furnas tem sua sede no Rio de Janeiro, embora sua principal fonte
de energia esteja em Minas Gerais. Mas os dois Estados pertencem à mesma
região, o Sudeste. A Eletronorte, porém, está no distrito federal, no âmbito do
Centro-Oeste. E até a eliminação das barreiras regionais, que acabou com as
antigas jurisdições (questão que merece ser mais bem esclarecida), a posição da
Eletronorte só tinha uma explicação: sua função principal era a de oferecer
energia do Pará ao sistema nacional, tornando o Pará o terceiro maior
exportador de energia bruta do país. Um título que só faz mal ao Estado.
E vem aumento de diesel por aí. Qual o impacto para o custo de frete?
Marco Antonio Oliveira Neves
Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda.
A Petrobras sinaliza um novo aumento do diesel para 2013, estimado em 15 por cento. Não se sabe ainda se esse aumento será realizado em uma única parcela ou em dividido em duas ou mais vezes; a presidente Dilma aguarda as projeções econômicas feitas pelo Ministério da Fazenda para avaliar o impacto dessa medida sobre a inflação.
Seja qual for o aumento, obviamente existirá impacto sobre o custo do frete,já que o diesel é um dos principais (senão o principal) itens de custo para o transporte de cargas. O diesel, como custo variável, está atrelado à quilometragem rodada do veículo, portanto, quanto mais o veículo rodar, maior será o impacto do diesel sobre o custo total de transporte.
Mas qual o impacto desse aumento para as Transportadoras e consequentemente para os Embarcadores ou tomadores de frete? Para simplicar o cálculo,vamos considerar um aumento do diesel de 10 por cento.
Em operações de distribuição urbana, na qual são utilizados veículos de pequeno e médio porte como utilitários, VUCs (Veículo Urbano de Carga,com comprimento máximo de 5,50 metros) e VLCs (Veículo Leve de Carga, com comprimento máximo de 6,30 metros), os custos fixos sobressaem sobre os custos variáveis, devido às pequenas distâncias percorridas.
É raro um veículo de coletas ou entregas ultrapassar 100 km rodados em um dia realizando entregas (e até coletas) na região metropolitana que envolve as grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Florianópolis, Joinville, Blumenau, Porto Alegre, Caxias do Sul, Recife, Salvador, Fortaleza, Manaus, Belém, Brasília, Goiânia, etc.
O componente tempo tem maior peso sobre o componente distância percorrida. É comum os veículos permanecerem muito mais tempo parado, em descarga ou aguardando descarga, do que realmente rodando, se deslocando de um ponto para outro, fora o tempo perdido em trânsito, nos costumeiros congestionamentos que ocorrem com cada vez mais frequência nas cidades mais populosas do Brasil.
No caso de um veículo terceirizado, que cobre uma diária de entrega entre 250,00 e 400,00, o diesel representará no máximo algo entre 15 por cento e 20 por cento do
custo operacional total. Portanto, para um aumento de 10 por cento no valor do diesel, o impacto no frete de distribuição urbana será de 1,5 por cento a 2,0 por cento. Basta multiplicar 10 por cento por 15 por cento (ou 20 por cento) para obtermos o índice de correção do preço do frete.
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Leia o artigo na íntegra, aqui
Governo Maria: propaganda e realidade 1
O Hospital Municipal e o Pronto Socorro de Santarém vão de mal a pior.
O prefeito Alexandre Von tomou um susto ao encontrar ali, um mamógrafo sucateado e um outro, novo, sem uso.
Sem falar no risco de novo desabamento do teto.
Curativo encobria corte na testa do novo prefeito
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| Foto: Von Simpatizantes |
Não pensem que o curativo na testa do prefeito Alexandre Von foi provocado pela ex-prefeita Maria do Carmo, na hora de lhe transmitir o cargo, anteontem, por causa de rusgas havidas na campanha eleitoral.
Von foi vítima, isso sim, de um acidente doméstico.
Um quadro se desprendeu da parede próximo do local onde o prefeito estava sentado, atingindo-lhe a testa, momentos antes dele se dirigir à Câmara de Vereadores para tomar posse.
Um curativo foi providenciado às pressas para que o corte ficasse protegido.
Apesar do band-aid tamanho XG afixado sobre o supercílio direito, nada tirou do semblante do prefeito o sorriso de felicidade por assumir o cargo máximo da política de Santarém.
Pirarucu e queijo do Marajó
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Foto: chitchatbabel.wordpress.com
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Nélio Palheta
Jornalista
Ganhei duas peças de pirarucu defumado produzido em Santarém. Foi um
belo presente de Natal. Rendeu um prato maravilhoso na ceia de ano novo.
Certa vez, comprei salmão defumado em Santiago, embora não seja um
produto típico para se trazer na mala de turista; mas é vendido no
mercado central da capital chilena como um souvenir tipo exportação,
numa embalagem a vácuo, aluminizada, com marca, garantia de origem e
tudo mais de um bom marketing. Como se sabe, o Chile é um dos maiores
produtores de salmão do mundo todo. O peixe do Pará, entretanto, fica
por aqui mesmo e levar na bagagem é impraticável, principalmente o
salgado.
Preparando o pitéu de Pirarucu defumado com banana
comprida, na tarde do dia 31, pensei: esse é um produto que poderia se
tornar marca registrada do Pará. Mas, o peixe que sai de Santarém,
embora saboroso, é artesanal, com uma apresentação horrível, sem nenhum
apelo, e precisa ser congelado, inclusive.
A mesma coisa acontece
com o Queijo do Marajó. Esses dois produtos poderiam ser mais
qualificados, com produção profissional, mesmo sendo artesanais,
valorizando-se o terroi, tais as características únicas, exclusivas do
Tapajós, do Amazonas e do Marajó, respectivamente. Há notícias de que a
Sagri estaria incentivando produtores do Marajó a qualificarem a
produção de queijo, para assim conquistarem certificação sanitária.
Sofisticar esses produtos, assim como o açaí, deveria ser uma
estratégia do governo. O açaí tem sérios problemas sanitários que
prejudicam a imagem do Estado; em meados de setembro passado conversei
com uma patologista do Laboratório Central do Estado que me disse ter
sido cem por cento positivas para Trypanosoma Cruzi - o protozoário que
causa a Doença de Chagas - as amostras de açaí recolhidas em Belém,
naquele período.
Eliminar problemas como esse significa criar
imagem positiva para o Estado. Não há dúvida que a produção qualificada
de Queijo do Marajó e de Pirarucu Defumado gera renda e ocupação para
mais pessoas em regiões tão pobres do Estado como o Marajó e o Baixo
Amazonas. Não sou especialista no assunto, mas pelo que andei
pesquisando na internet, e pelo que vi em Vigia, onde um empreendedor
defumava gurijuba, não custa muito caro implantar infraestrutura
artesanal, porém com tecnologia, que é elementar.
Entretanto,
talvez seja mais difícil a burocracia que defumar peixe no Baixo
Amazonas e fabricar queijo em Cachoeira do Arari. O que falta para
decolar o aproveitamento de produtos tipicamente regionais,
dando-lhes qualidade, garantias sanitárias, marketing? Já pensou,
pirarucu defumado da Amazônia ganhando as melhores cozinhas do mundo?
Mas não é assim, infelizmente. Detalhe: já tem empresa do Mato Grosso e
do Tocantins, onde também ocorre o Pirarucu, embora em menor quantidade,
industrializando o peixe e exportando-o.
Enquanto isso,
continuamos pedindo para os amigos trazerem de Santarém uma posta de
pirarucu defumado, ou comprando, a versão salgada, no Ver-o-Peso e nas
demais feiras da cidade, nas piores condições de higiene e sanitárias
visivelmente precárias.
No Marajó não se fabrica mussarela de leite
de búfala, mas os supermercados de Belém vendem esse queijo produzido
em São Paulo e no Rio Grande do Norte, enquanto compramos o
saborosíssimo Queijo do Marajó clandestinamente, em Belém, desde que um
promotor resolveu proibi-lo, dadas as condições de produção. Imagine se o
mesmo promotor, agora secretário de Economia de Belém, resolve proibir a
venda de pirarucu salgado, processo secular, muito antes de os jesuítas
montarem suas fazendas no Marajó, onde produziam peixe salgado para
exportação.
Enquanto isso, vou preparando as minhas receitas: Fatias
de pirarucu defumado ao forno com batata, generosas rodelas de cebola e
pimentões, fatias e banana comprida e boa dose de azeite de
qualidade. Para acompanhar, arroz com Castanha do Pará e passas. Ficou
bacana no réveillon.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Vaias perseguem Maria do Carmo
A ex-prefeita Maria do Carmo, que ontem deixou cargo, experimentou durante sua gestão de 8 anos à frente da Prefeitura de Santarém muitos momentos de hostilidades em eventos públicos.
Logo no início de seu mandato, com menos de seis meses no cargo, foi vaiada por cerca de 15 mil pessoas que se faziam presentes à abertura de uma feira agropecuária.
Em diversos shows musicais na orla da cidade, Maria também enfrentou apupos.
Certa vez, em frente ao diretório do PT, manifestantes que portavam faixas com dizeres agressivos à prefeita foram dispersados pelo Tático da PM.
Houve duas marchas anticorrupção organizadas contra Maria e dispersadas a socos e pontapés por seguranças petistas.
Ontem, ao transmitir o cargo para Von, Maria do Carmo foi vaiada, mais uma vez.
Parece sina.
Mutirão de limpeza é primeira medida de Alexandre Von
O prefeito Alexandre Von(PSDB) anunciou ontem à noite a criação de uma força-tarefa para limpar imediatamente as vias públicas e recolher lixo e entulhos acumulados, para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue.
Maria do Carmo tem que se desfiliar do PT a partir de hoje
Pela Lei Orgânica do Ministério Público, a ex-prefeita e promotora de justiça Maria do Carmo Martins é obrigada, a partir de hoje, a cancelar sua filiação partidária junto ao cartório eleitoral da Comarca de Santarém.
Se não o fizer, corre o risco de perder o cargo se houver representação de partido político perante o Ministério Público Estadual, o que, com certeza, ocorrerá.
PT só libera dados da folha de pagamento 24 horas antes da posse de Von
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| Alexandre Von é empossado pela Câmara de Santarém. Foto: facebook Von Simpatizantes |
A equipe de transição do prefeito Alexandre Von(PSDB) se recusou a receber a folha de pagamento completa, como havia sido solicitado há mais de 30 dias ao gabinete da PMS, menos de 24 horas antes da posse de Von na Câmara de Vereadores, ocorrida ontem no final da tarde(foto).
Por ordem do então secretário de Planejamento Everaldo Martins, o responsável pelo setor de informática do governo Maria do Carmo procurou desesperadamente os integrantes da comissão de transição do novo governo para repassar os dados, depois das 17 horas do dia 31 de dezembro.
De um interlocutor, ouviu uma resposta seca:
_ Agora ninguém precisa mais desses dados que vocês omitiram para criar dificuldades aos novos secretários.
Terra preparada para o plantio de grãos no Planalto Santareno
Às margens da rodovia Curuá-Una, região do planalto, agricultores lavraram a terra para o plantio da nova safra de grãos.
Na imagem, uma torre de transmissão de energia compõe o cenário em contraste com a terra amarela que brota do solo de Santarém.
Novos vereadores dão vitória à Henderson Pinto na Câmara de Santarém
Da Redação
O vereador Henderson Pinto(DEM) derrotou o vereador Maurício Corrêa(PSD) na disputa pela presidência da mesa diretora da Câmara Municipal de Santarém.
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| Vereador Henderson Pinto vai presidir a Câmara no biênio 2013-2014 |
A vitória de Henderson foi garantida pelos votos dos novatos Ney Santana(PSDB), Dayan Serique(PPS), Junior Tapajós(PMDB) e Nicolau do Povo(PP), que compuseram a chapa juntamente com Reginaldo Campos(PSB).
A chapa Henderson-Reginaldo obteve 12 votos, dez dos 13 vereadores da base aliada de Alexandre Von e mais os votos dos vereadores Nicolau, que faz parte da mesa, e do vereador do PSD Gerlande Castro.
| Vereador Gerlande Castro |
A derrota de Maurício é atribuída à ligação do vereador do PSD ao PT e ao PDT, partidos que foram surrados nas urnas de Santarém nas últimas eleições e a setores da imprensa venal de Santarém, que sonhavam em dividir a base de apoio de Alexandre liderada pelo PSDB, DEM e PSB.
O voto de Nicolau foi articulado pelo deputado estadual Nélio Aguiar(PMN).
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| Nicolau do Povo com Nélio Aguiar |
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
Blog do Estado não será atualizado até início de janeiro
O Blog do Estado fará uma pausa em suas atualizações a partir de segunda-feira, dia 17, retornando com novas postagens a partir do dia 2 janeiro de 2013.
Notícias importantes podem ser acompanhadas pelo twitter, cujo mapa de links encontra-se no alto desta página.
A redação do Blog do Estado deseja a todos os seus leitores um feliz Natal e um Ano Novo repleto de paz e de realizações.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Fim de tarde em Santarém
Loteamento da Buriti embargado. Máquinas paradas.
Fiscais do Ibama interditaram, hoje de manhã, o loteamento que a Buriti Imóvies estaria comercializando a partir de hoje. A área foi devastada pela Salvação Empreendimentos Imobiliários S/A(SISA), empresa do mesmo grupo da Buriti, com autorização da Prefeitura Municipal de Santarém.
Por causa desse embargo para definir de quem é a competência pelo licenciamento, os fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente(SEMA), que estão em Santarém, desde ontem, preferiram aguardar que o Ibama remeta os documentos que o órgão federal ambiental já dispõe para definir se pedirá ou não o cancelamento das licenças prévia e de instalação do emprendimento, concedidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente)SEMMA).
Na foto abaixo, as máquinas paradas no canteiro de obras da empresa que, em outdoor afixado às margens da rodovia Fernando Guilhon, anuncia venda de lotes com entrada de R$ 99,00.
| Foto: Miguel Oliveira/O Estado do Tapajós |
Hoje manhã, dezenas de manifestantes fizeram um ato de protesto contra o desmatamento da área do Juá.
| Foto: Miguel Oliveira/O Estado do Tapajós. |
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Ibama embarga loteamento em área do Juá
Da redação
O Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais(Ibama) decidiu embargar, no final da tarde de hoje, o loteamento de uma área próxima ao igarapé e lago do Juá que está sendo feito pela Salvação Empreendimentos Imobiliários SA(SISA).
Amanhã de manhã os fiscais do Ibama vão notificar os responsáveis pelo devastação de extensa área às margens da rodovia Fernando Guilhon, em Santarém.
Outra empresa do mesmo grupo, a Buriti Imóveis, é quem está encarregada de comercializar os lotes, cujo licenciamento ambiental da obra foi feito de forma fracionada para tentar escapar da obrigação de realizar o Eia/Rima.
MP ajuíza ação relativa à implantação de loteamento residencial na margem da rodovia Fernando Guilhon, na área do Juá
O Ministério
Público do Estado, por meio da promotoria de justiça do Meio Ambiente de
Santarém, ajuizou, hoje, ação civil pública em matéria ambiental contra a empresa
Salvação Empreendimentos Imobiliários (SISA) e o município de Santarém. A
empresa é responsável pela implantação de um loteamento residencial no
município, em área próxima ao lago do Juá.
O MP requer
à justiça que conceda duas medidas cautelares: a não
continuidade das obras de implantação do loteamento residencial executado pela empresa nas margens da rodovia
Fernando Guilhon, e a suspensão, pelo município, dos efeitos do licenciamento
ambiental para a atividade, até a decisão do mérito aos pedidos principais. A
ACP foi ajuizada nesta quarta-feira, 12 de dezembro, na 8ª Vara Cível do Fórum
de Santarém.
De acordo
com a ação, a atividade já foi licenciada pelo município, por meio da
Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O Ibama constatou que a empresa
responsável já desmatou área que atinge atualmente 186,24 hectares, já tendo
notificado a Sisa para apresentar documentos referentes à atividade.
A empresa
não apresentou Estudo Prévio de Impacto
Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental
(EIA-RIMA), bem como o licenciamento ambiental, aprovados pelo órgão
estadual competente, obrigatórios, de acordo com a legislação, para
empreendimentos que ultrapassem 100 hectares.
A não
continuidade do empreendimento e a suspensão do licenciamento dado pelo
município até que a decisão final seja apreciada são necessárias, de acordo com
o MP, para que “se evite o perigo do dano irreparável ou de difícil reparação
ao meio ambiente natural”, diz a ACP.
Ao final da ação, o Ministério Público requer
o deferimento dos pedidos principais. À Sisa, para que não realize a atividade
até que o EIA-RIMA e o licenciamento ambiental sejam aprovados pelo órgão
ambiental Estadual competente, e ao município de Santarém, para que seja
cancele os efeitos do licenciamento ambiental para a atividade.
Lila Bemerguy, do MPE de Santarém
|
Após denúncias, Sema pode interditar loteamento na área do Juá
Na última segunda-feira, o Blog do Estado revelou com exclusividade que a
Secretaria de Estado de Meio Ambiente(Sema) poderia interditar o
empreendimento da Salvação Empreendimentos Imobiliários S/A(SISA) por causa de irregularidades na concessão de licença ambiental de loteamento residencial na área em torno do igarapé e lago do Juá, pela prefeitura Municipal de Santarém.
Amanhã, fiscais da Sema são esperados em Santarém para proceder a interdição do empreendimento, que nesta segunda fase está sob a responsabilidade da Buriti Imóveis.
Clique aqui para ler a matéria.
Na edição desta semana, o jornal O Estado do Tapajós denunciou que a licença concedida à SISA foi feita de forma fracionada, para burlar a exigência de realização de Eia/Rima para projetos acima de 100 hectares.
Clique na imagem abaixo para ampliar e ler a matéria.
Domingo à noite, o Blog do Estado publicou fotos denunciando que a remoção por completo da cobertura vegetal daquela área provocou o início do assoreamento do lago do Juá.
Para ler a matéria clique aqui.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Jornal recusa anúncio de empresa que vende lotes em área de crime ambiental
O Jornal O Estado do Tapajós acaba de recusar anúncio da empresa Buriti, que vai vender lotes em área do Juá devastada pela SISA, empresa do mesmo grupo, com autorização da prefeitura.
O Jornal mantém coerência com sua linha editoral em defesa do meio ambiente e por esse motivo não publicará anúncio de vendas da Buriti, uma vez que considera o empreendimento um crime ambiental e seu licenciamento foi feito de forma ilegal.
Publicar anúncio da Buruti seria compactuar com esse crime que o jornal O Estado do Tapajós começou a denunciar, solitariamente, ainda no mês de agosto deste ano, sem que nenhuma providência por parte das autoridades fosse tomada e a denúncia fosse encampada por pessoas e entidades que hoje simulam uma reação de protesto, quando os danos já se tornaram irreversíveis.
A direção de O Estado do Tapajós.
O plebiscito, há um ano.
Miguel Oliveira
Repórter
Repórter
Dia 11 de dezembro de 2011. Há um ano, estávamos a votar em um plebiscito convocado pelo TSE de forma equivocada com base em um interpretação esdrúxula do STF sobre o que é 'população diretamete interessada'.
Com essas regras sob nossas cabeças, o resultado já era mais do que previsível: a minoria redivisonista foi massacrada nas urnas pela
maioria numérica do Pará que seria remascente.
Mas o plebiscito mostrou que o Pará já está dividido há muito tempo. E continuará dividido, mesmo sem a autonomia que nos negou uma maioria manobrada por uma elite que atrasa o Pará há séculos.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Cortesia com chapéu alheio
O Brasil possui uma das contas de energia mais caras do mundo.
As causas desse valor nas alturas são demais conhecidas. De cada R$ 100
que o consumidor paga a uma companhia elétrica cerca de R$ 45 vão para o
governo por meio de tributos como o IPI e o Cofins.
Logicamente, em uma situação como essa toda tentativa de abaixar o
preço das contas de luz é bem vinda. Aparentemente atenta à situação, a
presidente Dilma Rousseff anunciou uma redução de 20% no preço das
tarifas.
Porém, por incrível que pareça, o anúncio da presidente Dilma não
passava em sua maior parte pela redução de impostos.
O plano anunciado
pelo governo quer que as companhias baixem o preço na marra por meio de
fortes prejuízos em seus balanços.
Trata-se da reabilitação de uma política da ditadura brasileira de
forçar a diminuição de preços por meio da forte intervenção do Estado
nas estatais.
O resultado de tais ações é por demais conhecido: quebradeira geral nas
empresas públicas brasileiras. No final das contas, quem paga a conta é
o Tesouro, que é formado pelas contribuições do cidadão brasileiro. Ou
seja, por um lado o governo diminui os preços, mas por outro compensa o
prejuízo por meio dos impostos pagos pelas pessoas comuns.
O mercado entendeu rapidamente o recado do plano do governo de abaixar
as tarifas de maneira arbitrária. Em poucos dias, a Eletrobrás, estatal
federal, viu sumir 40% de seu valor de mercado. Desde que o plano foi
anunciado, as Companhias Energéticas já perderam R$ 30 bilhões do seu
valor nas bolsas.
Mas a presidente Dilma queria mais. Não bastava quebrar a Eletrobrás,
que deve perder R$ 9,6 bilhões em receitas no próximo ano.
As companhias
estaduais também tinham que entrar no plano.
Obviamente, os Estados não petistas donos de companhias de energia
elétrica recusaram a estratégia de Dilma. Não querem dilapidar suas
companhias.
Mas o governo aproveitou a situação para fazer populismo barato. Tenta
disseminar que quem é contra o projeto sabota a intenção do governo de
baixar o preço da energia. Como ocorreu no caso da privatização, é jogo
baixo com intenção eleitoral.
Tomara que nesse caso a oposição saiba se defender.
Uma das intenções oficiais por trás do plano de diminuir o valor da
energia é aumentar a produtividade da combalida indústria brasileira.
Mas o governo não quer fazer o mais difícil e eficiente: reformas
estruturais como a tributária e o aperfeiçoamento da infraestrutura.
Ao
propor as mudanças por meio de uma Medida Provisória, o governo avisou
que não queria ver o texto mudado. Mas a MP já conta com dezenas de
emendas no Congresso.
Uma interpretação também é certa: o governo queria faturar
politicamente sozinho com a diminuição das contas de energia. Tanto que o
anúncio ocorreu no dia 7 de setembro em rede nacional de televisão pela
presidente Dilma. Faltou dizer que vários governadores seriam parceiros
na iniciativa. Mas alguns dos “sócios” do plano simplesmente foram
pegos de surpresa. Agora, querem jogar a conta do fracasso nas costas da
oposição.
Em outubro de 2010, quando candidata à presidente da República, Dilma
Rousseff anunciou que zeraria o PIS/Cofins da energia elétrica. A
oportunidade poderia ser agora, no lugar desse perigoso populismo
tarifário.
Depois dessa, quem irá investir em estatais sob o poder da União?(Rede Democratas)
domingo, 9 de dezembro de 2012
Indício de assoreamento do lago do Juá por causa do desmatamento feito pela SISA
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| Fotos: Seu Pedro |
As fotos foram tiradas hoje de manhã.
Mostram a consequência direta da remoção da camada vegetal de uma área de aproximadamente 700 hectares contígua ao igarapé do Juá e próxima ao lago do Juá. O crime ambiental está sendo cometido pela Salvação Empreendimentos Imobiliários(SISA), empresa que obteve licenciamento da Prefeitura de Santarém para transformar essa área em loteamento para fins residenciais.
Com a chuva que começa a cair sobre Santarém, a areia esta sendo levada pela enxurrada tanto em direção à rodovia Fernando Guilhon quanto ao igarapé e lago do Juá.
Diante dessas imagens, o que falta para o Ministério Público do Estado e Secretaria de Estado de Meio Ambiente(SEMA) retirarem do município a delegação de competência conceida pelo estgado para licenciamento de empreendimentos imobiliários dessa natureza pelo órgão ambiental do município, o que possibilitou, mesmo que irregularmente, que a Secretaria Muncipal de Meio Ambiente(SEMMA) autorizasse esse desmatamento?
Para entender melhor o caso, continue lendo aqui.
Álbum que John Lennon autografou para o seu assassino horas antes de ser morto está à venda
Do Blog do Parsifal
Por volta das 16h00m de 08.12.1980 John Lennon e Yoko Ono raiaram à calçada do Edifício Dakota, onde moravam, em Nova York.
O
fotógrafo Paul Goresh aproximou-se do casal e antes que falasse algo um
rapaz estendeu a Lennon o álbum “Double Fantasy”, o mais recente
trabalho do ex-Beatle em parceria com Yoko. “Quer que eu autografe?”
Perguntou Lennon. O rapaz aquiesceu com a cabeça.
> Pela manhã
No
final daquela manhã, Paul Goresh chegara ao Dakota e avistara um jovem
com o “Double Fantasy” na mão, que lhe perguntou se iria esperar Lennon.
Goresh aquiesceu. O rapaz apresentou-se: “Meu nome é Mark, eu vim do Havaí pedir a Lennon que autografe o meu álbum”.
Quando
Lennon recebeu o álbum das mãos de Mark, Goresh fotografou. Mark
Chapman recebeu o álbum de volta e encostou-se na parede do Dakota. Goresh levou Lennon e Yoko ao estúdio, onde os deixou por volta das 17h00m.
> Rumo à morte
O casal saiu do estúdio por volta das 22h00m e chegou ao Dakota por volta de 22h45m.
Quando
Lennon saiu do táxi e entrava no Dakota, Mark Chapman desprezou o
álbum, autografado horas antes, no canteiro de flores e chamou: “Mr.
Lennon!”. Lennon não chegou a virar: Mark Chapman disparou-lhe cinco
tiros às costas. Quatro atingiram o alvo.
> A agonia
Atingido,
Lennon rumou ao hall do Dakota e subiu as escadas do portal. No
vestíbulo a força que o conduzira se finou e ele caiu.
Jay
Hastings, o porteiro, correu quando Yoko adentrava aos gritos:
“Atiraram em John!”. Hastings ativou o alarme e aproximou-se de Lennon:
ao ver que ele jazia, institivamente tirou-lhe os óculos, despiu-se da
jaqueta que vestia e lhe cobriu o corpo.
> Você fez isso!?
Eram
22h50m quando os policiais Steve Spiro e Peter Collin chegaram ao
edifício. Um dos porteiros apontou Mark Chapman aos policiais. Spiro
virou-se e viu Chapman com as mãos para cima. Deu-lhe ordem de prisão. O
porteiro confidenciou: “ele atirou em John Lennon”. Spiro tomou um
choque e bradou a Chapman: “Você fez isso!!?”.
> No Roosevelt Hospital
A
equipe de emergência do Dr. Stephan Lynn, do Roosevelt Hospital,
terminava de atender um acidentado quando dois policiais romperam a sala
carregando um homem banhado em sangue.
A equipe
fazia os procedimentos de ressuscitação quando a enfermeira viu a
identificação do corpo, mas duvidou. O Dr. Lynn saiu para pegar algo e
ouviu o desconsolo de um dos policiais que dialogavam: “Meu Deus, como
pode... John Lennon...”. Quando Lynn voltou à sala a sua equipe fazia o
trabalho sem controlar o pranto.
> Balas explosivas
As
balas usadas por Chapman eram explosivas e uma delas atingiu a aorta de
Lennon: as tentativas de alimentar-lhe a circulação falhavam, pois a
aorta e demais veias de irrigação estavam completamente destruídas com a
explosão do projetil. Às 23h15m de 8.12.1980, o Dr. Stephan Lynn
declarou John Lennon morto.
> O destino do álbum autografado para o assassino
Pela
manhã, no meio da multidão que se fez em frente ao Dakota, um fã, até
hoje incógnito, avistou o vinil entre as flores do canteiro e apanhou-o.
O álbum foi um dos elementos de prova contra Chapman, pois nele foram
constatadas as suas impressões digitais.
No final
do julgamento a Justiça de Nova York decidiu que deveria devolver o
álbum a quem o encontrou, que o manteve por 19 anos até que, em 1999,
decidiu vende-lo através da “Moments in Time”. O álbum foi vendido por US$ 525,000, o equivalente a R$ 1,1 milhão.
> Álbum está novamente à venda
Conto
essas reminiscências porque acabo de ler que o álbum “Double Fantasy”,
que Lennon autografou para o próprio assassino, está novamente à venda
pela “Moments in Time”. O atual proprietário também preferiu se manter
anônimo.
Especula-se que o preço atual do álbum alcance mais de US$ 1 milhão.
> Para herdar a fama
Em
1992, na prisão de Wende, no Estado de Nova York, onde cumpre pena de
prisão perpétua, Mark Chapman concedeu uma entrevista ao ABC News. Ao
responder à pergunta “Por que você matou Lennon?”, ele respondeu: “Achei
que ao mata-lo ficaria tão famoso quanto ele.”.
O senador acusa, o jornal endossa
LÚCIO FLÁVIO PINTO
Editor do Jornal Pessoal
O senador Mário Couto, do PSDB,
procurou O Liberal para fazer uma
denúncia que foi parar na capa da edição dominical do dia 18 de novembro do
jornal da família Maiorana e ocupou toda uma página interna. Tudo que o senador
disse, o jornal reproduziu. Mas o que disse o ex-dono de uma banca do jogo do
bicho, que é contravenção penal, não passava de uma versão “por demais absurda,
surreal”, conforme a nota oficial através da qual a Associação dos Magistrados
do Estado do Pará reagiu, em defesa do seu associado.
Mera atitude corporativa? Nada disso.
O senador tucano afirmou ter sido vítima de uma tentativa de chantagem: o
advogado Paulo Hermogenes se apresentou em nome do juiz Elder Lisboa da Costa,
titular da 1ª vara de fazenda pública de Belém. Era o emissário de uma
proposta: o juiz excluiria o parlamentar de uma ação movida contra ele pelo
Ministério Público do Estado em troca de propina no valor de 400 mil reais.
O senador não informou a data do
contato, mas sua descrição sugere que ocorreu há algum tempo. Nesse período não
comunicou o fato à polícia nem foi ao suposto inspirador da missão para
verificar se o intermediário realmente falara em nome do juiz. Limitou-se a
fazer de conta que estava interessado na proposta para ver até onde ela ia (ou
apenas “para deleite pessoal”, como diz a nota da associação) e depois a
esqueceu.
Por “coincidência”, decidiu se
lembrar dela depois que a ação civil pública movida contra ele pelo Ministério
Público foi aceita e o juiz Elder Lisboa determinou o bloqueio dos seus bens e
dos demais denunciados por desvio de recursos públicos através de fraudes nas
licitações da Assembleia Legislativa, além de outros atos de improbidade
administrativa. O cálculo do rombo começa em R$ 12 milhões, mas pode atingir
quase R$ 200 milhões.
“Como merecer credibilidade uma
conversa entre terceiros transacionando dividendos a outrem que sequer tem
contato próximo com quaisquer dos interlocutores? Crendo-se protegido pelo
manto do mandato, o Senador Mario Couto cria um perigoso precedente de se
admitir o achincalhe fabricado”, protestou o presidente da Amepa, Heyder
Tavares da Silva Ferreira. O precedente se tornou ainda mais perigoso por ter
sido integralmente encampado pelo jornal.
O Liberal devia pelo menos ter considerado o fato, de que o seu entrevistado “aguardou,
de forma estranha, a decisão judicial desfavorável para, somente depois de
ofendido em seus bens, passar a defender a suspeição da autoridade judicial.
Indaga-se: qual seria a postura do parlamentar se o magistrado não tivesse
efetivada a decisão imparcial? Quedaria inerte como o fez até a presente data?”
E o jornal?
O Liberal teria ainda que considerar outra contradição apontada pela associação
de classe: a defesa de Mário Couto no processo da Assembleia Legislativa “pauta-se
em um alegado desconhecimento do que era feito por terceiros durante sua
gestão, ainda que estes fossem seus subordinados. Alega não poder ser
penalizado se terceiros usaram indevidamente seu bom nome. ‘Como poderia ser
responsabilizado por desvios de condutas de que não tinha conhecimento?’,
bradou em entrevista a uma rede televisiva”.
No entanto, atribuiu ao juiz
responsabilidade “por possíveis desvios de conduta praticados por terceiros,
que ao contrario de seu caso, não guardam qualquer subordinação hierárquica com
o magistrado”. O juiz não poderia estar sendo vitima nos mesmos moldes alegados
pelo senador?
“Somente por ilustração”, a nota da
Amepa lembra que Mário Couto “sempre foi acusado de subsidiar contravenção
penal de jogo do bicho, mas tal nunca lhe impediu de alçar um dos mais
respeitáveis assentos do regime democrático brasileiro. Não se pode tentar
atingir a honra de quem quer que seja com castelos de areia, com suposições que
jamais se sustentariam de forma real”.
O juiz Elder Lisboa, garante sua
associação, “tem reputação ilibada assegurada por sua conduta de décadas na
magistratura paraense. Ademais, trilha um caminho singular como professor,
mestre e doutorando em universidades europeias, sem registrar qualquer arranhão
na sua história funcional”.
Ao invés de questionar o julgador do processo em que é réu, o senador deveria
vir a público “esclarecer a nuvem negra que paira sobre sua administração no
Poder Legislativo Estadual. Como explicar que uma empresa de tapioca faturasse
desde o cafezinho até passagens aéreas na ALEPA? Que estagiários fossem
transformados em servidores de maneira fictícia? E que o dinheiro público fosse
tratado com tamanho descaso?”.
Ao procurar a imprensa, a intenção do
parlamentar “não é de contribuir para o engrandecimento de instituições.
Caracteriza clara tentativa de tumultuar a apuração para tentar escapar pela
tangente”.
Das palavras à ação, a Amepa exigiu “investigação
rigorosa dos fatos pelo Ministério Público, pela Corregedoria, pela Presidência
do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e pelo Conselho Nacional de Justiça”. Anunciou
ainda que o juiz “colocará a disposição da investigação seus sigilos bancário,
telefônico e fiscal”.
Depois da divulgação da nota, o
deputado Edmilson Rodrigues, do PSOL, informou da tribuna que o advogado Paulo Hermógenes, o suposto emissário do juiz, tem “relação
de longa data” com Mário Couto, “inclusive, já fizera campanha para o senador
no município de Muaná, no Marajó, onde sua mãe já foi prefeita e seu irmão é o
prefeito eleito do município, Murilo Guimarães”.
Espera-se que
providências necessárias para esclarecer a questão sejam adotadas cheguem ao
fim, ao contrário do processo instaurado 20 anos atrás contra Mário Couto e
outros chefes do jogo do bicho em Belém, que não teve desfecho.
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