sábado, 15 de março de 2008

Dom Amando, 65 anos

Paulo Bemerguy

(...)
Ninguém que tenha passado pelo Dom Amando se esquecerá da professora Edith Bemerguy, a secretária. Com sua voz mansa e doce, sua letra de beleza incomparável que emoldurava os boletins que os alunos recebiam, seus passos cadenciados, sua elegância sóbria, a atenção permanente que tinha em relação a qualquer um - tudo isso cativava os alunos que passaram por lá. Olhar para aquelas janelas – aquelas duas, do lado esquerdo de quem fica de frente para o colégio – é ver Edith na secretaria, primeiro acompanhada de dona Adahil, depois de Elaine Kzan, Maria José e outras que o tempo não permite mais lembrar.
Ninguém se esquecerá do professor Emir – o Emir Bemerguy, que ali lecionou por muitos anos, em várias passagens alternadas durante sua carreira no magistério.
Ninguém que tenha passado pelo Dom Amando se esquecerá da professora Gersa, a mestra Gersonita Carneiro – que distribuía os “avisos” durante a oração do início das aulas e arrematava com os “deméritos” logo depois.
Não haverá quem não se lembre de irmão José Ricardo Kinsman, o diretor que inspirava terror para muitos e respeito a outros tantos, mas que cultivou amizades que se mantiveram duradouras para sempre.
Não haverá quem não se lembre de irmão Kevin, um dos “professores de disciplina” de mais longa “gestão”; de irmão Leonardo, com ser ar imponente que escondia o bonachão que sempre foi; de irmão Ronaldo, com seu enorme coração; de irmão Haroldo, com suas preleções religiosas que às vezes tomavam as aulas inteiras de inglês; de irmão Ernesto, com seu esforço para fazer a turma compreender aquelas fórmulas incompreensível de Física; do irmão Tomé – que fazia da Física e da Matemática obstáculos às vezes intransponíveis para quem estudava com ele; da professora Rosinete Amaral - com suas aulas de geografia e os mapas que ela passava como trabalhos de casa, para que os alunos soubessem onde ficavam os mais remotos recantos do planeta; do Bernardo (de História) – por onde andará o Bernardo?; da professora Alciete, que ensinava Biologia; do professor Olindo Neves, de Português e Literatura; da professora Celeste Guerreiro (também de Geografia, que falava uma aula inteira sem consulta uma anotação sequer).
Ninguém que tenha estudado no Dom Amando – lá pela década de 60 e 70 – dirá que não conhece Maria Alves Bastos, a dona Maria, a do lanche; a dona Maria da cantina, que criou 11 filhos graças, em boa parte à labuta de encher a pança de esfomeados estudantes que não se continham diante de seus croquetes, de seus sanduíches, de seus pastéis, dos sucos deliciosos que vendia. Maria Alves – quem olha pra ela ainda hoje, aos 86 anos e já longe de Santarém, vê a alma preciosa, nota logo o heroísmo das mães que, como ela, fizeram do colégio a extensão de sua casa e deram exemplos magníficos de humildade, trabalho e inteireza moral a tanta gente.
Ninguém que tenha estudado no Dom Amando se esquecerá do Bianor (o “Tuba” – como o chamavam pelos cantos, para escaparem de sua reação não muito amistosa), do Abdala nas aulas de educação física, da dona Ester e de dona Bibliana, que por muitos anos trabalharam na clausura da congregação.
No Dom Amando, muito encontraram suas esposas e maridos. Hoje, muitos dos que estão fora de Santarém não deixam de apresentar o colégio aos filhos e filhas.- Foi ali que estudei – é o que dizem às “crianças”.
Eles e elas olham para o Dom Amando, fazem uma pergunta ou outra, mas logo procuram outras paisagens, talvez o azul do Tapajós que se esparrama em frente à cidade.Não são nem capazes de imaginar que aquilo ali não é um prédio qualquer. É vida, é saudade, é gente, são lembranças – ternas e inesquecíveis.
“Meu Colégio Dom Amando / fonte do saber / tua fama está aumentando / como o meu querer / Salve, salve, alma mater / Glória do Brasil...)
Meu Colégio Dom Amando. Que passou por lá, jamais deixará de tê-lo como seu.
Para toda a vida.

Quem tem medo do lobo mau?

Bellini Tavares de Lima Neto
Articulista de O Estado do Tapajós

“O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (12) que o Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento de 5,4% no ano de 2007. O valor monetário chegou a R$ 2,6 trilhões.”

Hoje a corte federal está em festa. Os especialistas esclarecem que esse crescimento se deve, por exemplo, ao crescimento do consumo das famílias. Isso, por sua vez, decorre de aceleração do crédito e da massa salarial real. Ouvi o Ministro da Fazenda explicar que isso se deve aos investimentos de longo prazo efetuados no país. Entenda-se aí por investimentos internos e externos.
Eu confesso que não entendo absolutamente nada de economia. Mas, como qualquer um, sou curioso e tenho o péssimo costume de perguntar o porquê das coisas. Considerando que desde 2003 ouço o ocupante do Palácio do Planalto dizer que agora, sim, as coisas iam decolar que nunca neste país se fez isto ou aquilo, que ele recebeu uma herança maldita do governo anterior, aí é que a minha curiosidade cresce mesmo.
Afinal, o que realmente mudou nessa tal economia além do cenário internacional que, segundo os entendidos, vive um momento quase inédito de prosperidade e tranqüilidade? Os juros eram altos, os mais altos do planeta. Continuam altos. A inflação estava controlada desde 1994. Continua controlada. O ocupante do Palácio do Planalto vivia dizendo que o Brasil não deveria pagar a dívida externa, pois isso afrontava o povo. Também criticava duramente o tamanho da carga tributária e quase pegou em armas quando da criação da CPMF. Agora, recentemente, vejo o próprio festejando porque pagamos a dívida externa. Também vejo o distinto xingando céus e terras porque não prorrogaram a maldita CPMF que ele tanto odiava.
Durante anos a fio o partido do nosso homem, comandado por ele, se reservava o monopólio da ética, tanto na sociedade quanto na política. A marca do discurso era o rigor absoluto e incondicional no combate à corrupção e a todas as velhas práticas usuais entre os políticos brasileiros. De repente, tudo o que era alvo da fúria da turma virou a prática da turma. Até o velho caixa 2 passou a ser uma prática comum na política.
O que será, então, que aconteceu no país para estimular o investimento interno e externo? Aí começo a me lembrar do clima de catástrofe que tomou conta do Brasil às vésperas das eleições em 2002. O caos já estava no horizonte porque “ele” estava em vias de ser eleito. O dólar foi às alturas, falava-se em inflação dos tempos do Sarney (um dos grandes inimigos) e retorno dos controles de preço, além dos riscos de desapropriações pelos MST da vida. Aí, “ele” ganhou, se instalou no Palácio, mudou a face do programa Bolsa-Familia para distribuir um dinheirinho aos necessitados (um percentual imenso da população), manteve tudo o que existia antes, inclusive as velhas práticas tradicionais na política nacional. Ora, medo do que? Se o único perigo para o velho “status” nacional era aquele, vamos lá, minha gente, vamos lá por que “ele” é um dos nossos.
Não acho que não haja méritos nessa corte federal. Os entendidos dizem que na conjuntura mundial, era possível fazer muito mais. Ora, não vamos ser ranhetas. Alguma coisa já avançou. O que fica difícil, mesmo, é continuar ouvindo essa ladainha do “nunca neste país”. Seu moço, se o senhor tivesse feito ou tentado fazer só um pouco daquele barulho que fazia antes, não tinha nem federal, nem corte. Corta essa, moço. E deixa o Raulzito em paz porque ele estava falando de outra coisa.
12 de março de 2008

Memória de Santarém - por Lúcio Flávio Pinto

Everaldo e Selma Martins, im memorian
Centro Recreativo em festa

Em outubro de 1965 o Centro Recreativo realizou uma grande festa-dançante (com o conjunto musical de Lélio Henriques, de Belém) para comemorar os seus 31 anos de existência e a posse (a uma e meia da madrugada) da nova diretoria, que era a anterior, reeleita. O presidente era o prefeito, Everaldo Martins. O vice, José Batista Capeloni. Como 1º secretário, Raimundo Ivan de Vasconcelos; 2º secretário, Luiz Vasconcelos Lisboa; 1º secretário, Raimundo da Silva Vasconcelos; 2º tesoureiro, Izaías Vasconcelos Lisboa; diretor social, Wilson da Costa Pereira; diretor artístico, Sebastião Nogueira Sirotheau; diretor de sede, Antônio Carlos de Melo.

PROPAGANDA

O adeus impresso
Anúncio de 1952:
"Júlio Rodrigues Costa e família, retirando-se deste Estado para o interior do Estado de Pernambuco, onde vai fixar residência, na impossibilidade de despedir-se pessoalmente dos seus amigos de Brasília Legal, Itaituba, Fordlândia, Belterra, Santarém e Cacual Grande, o faz por este meio, agradecendo a todos as atenções dispensadas durante o curto espaço de 23 anos vividos nesta Tapajônia magnífica e hospitaleira, ficando à disposição dos amigos na nova residência".
VENDE-SE Aprazível Vivenda
Situada à margem esquerda do Tapajós, no distrito de Boim, com ótima casa residencial de dois pavimentos, coberta de telhas e muito ventilada, com o magnífico rio e esplêndido igarapé corrente em frente, possui milhares de pés de seringueras, castanheiras e variadas espécies de árvores frutíferas diversas. - Para melhores esclarecimentos, dirigir-se ao sr. Rui, à Travessa Silvino Pinto, nesta cidade, das 12 às 13 e das 18 às 20 horas. (1952)
Ofertas do restaurante
Restaurante Pálace, de M. S. Pinho & Cia. Serviço de lanches, com cozinha de 1ª ordem, pratos especiais em cardápio variado. Saboreie sempre os deliciosos pratos regionais. Café, leite, Nescau, Toddy, Vic-Maltema com bananas, Bananamalte, chá, Milo, coalhada, viúvas, carapinhadas, sandwiches, refrescos, saladas de frutas, omeletes, fritadas, salada de bacalhau, camarão, sardinhas, salsicha e filets. Cervejas, guaranás, Coca-Cola, quinados portugueses, vinhos, água mineral e a saborosa Cuba Libre. O ponto chic para as pessoas de bom gosto. Conforto, higiene e distinção. Aberto até as 24 horas. (1953)
AVISO
A reunião semanal das Senhoras da Caridade (obrigatória para a diretoria e visitantes) se realizará sempre nas quintas feiras, às 4 horas da tarde, no Salão Paroquial.
A reunião mensal terá lugar na segunda e quinta feira de cada mês, às 4 horas da tarde, no Salão Paroquial. Essa reunião é obrigatória para todas as associadas, visitantes e honorárias.

ANTOLOGIA

Um domingo na Santarém de 1952
O "Diálogo com um visitante", escrito sob o pseudônimo de Chris e publicado na edição nº 9 do jornal O Baixo Amazonas, é um retrato bem humorado e realista de Santarém no ano de 1952. A partir de um São Raimundo x São Francisco, o Rai-Fran, clássico do futebol, ele mostra como era a vida naquela cidade acanhada. Mas, a rigor, mudou muito de lá para cá?


Domingo, manhã amena, céu límpido, pouca ventilação, perguntei-me: o que fazer?
Vai à missa.
Depois?
A não ser o ambiente mesclado de álcool e fumo dos salões de snooker [sinuca em inglês] dos botequins, só as praias, que, aliás, por todos os motivos, é o lugar mais aconselhável.
E depois?
Almoças, dormes a tua sesta até as 15 horas, depois apanhas um carro, dás umas voltas pela cidade, tomas umas cervejas...
E depois?
Depois! Ah! Hoje há jogo no Estádio Municipal; e que jogão, e entre os maiorais do futebol da cidade - S. Francisco x S. Raimundo.
Ótimo. Então, lá nos encontraremos.
Feito. Até.
Até.
Às 16 horas, no Estádio Municipal.
Olá, já por aqui?
É verdade; segui os teus conselhos, saiu tudo OK. Que praias bonitas, que garotas formidáveis. As ruas é que são mal tratadas parece que os prefeitos daqui não lhes têm prestado a menor assistência.
Não só as ruas, mas quase todos os problemas que se prendem ao conforto público.
Que tristeza; é uma cidade bem grande e bonita... vamos entrar?
Dê-me duas entradas.
Está curto, meu caro amigo!
Curto por quê? Não custa CINCO CRUZEIROS cada uma?
Não, senhor! OITO CRUZEIROS.
Mas por quê?
O senhor não sabe que o jogo hoje é de reconciliação entre os dois grandes que estavam brigados a quase cinco meses, e este será o jogo para ratearem os laços de cordialidade esportiva?!
Formidável!!! Sendo assim, vale mais de Cr$ 8,00 porque vamos ver uma partida de futebol 100%.
Bonito campo; que arquibancadas confortáveis. Cimento armado, não?
É, são de cimento armado.
Vem cá; esta parte aqui avançada não prejudica a visão dos assistentes das extremidades? Para que é isto?
Isto é para as autoridades.
Mas por quê? As autoridades daqui são míopes que precisam estar mais à frente que os outros?
Não; é que o construtor do Estádio achou que estas deviam ficar em plano mais destacado.
Muito bem: só sendo mesmo. Mas sim, são 16,30 e não começa. O BIG jogo?
Parece que está faltando ÁRBITRO.
Mas o juiz não foi escolhido pela LIGA?
Que Liga. A Liga daqui, não liga. Os seus organizadores trabalharam demais, não concluíram nada; cansaram e consta-me que já largaram ou vão largar.
Graças, já agarram um para apitar.
É, para apitar mesmo, porque para ser juiz de futebol é preciso conhecer bastante regra, ter prática e muito jeito, porque não é qualquer mal-enjambrado que se desincumbe de mediador de um grande jogo como o de hoje. Olha, este bando de camisa azul, é o S. Francisco, "o maioral", e o outro, que tem o uniforme parecido com o do Vasco, é o S. Raimundo. Já escolheram o campo, 16,40 (ao trilar do apito).
Que saída boa. Ataca o S. Raimundo. Este rapaz joga bem! Como é o nome dele?
DêDê. Upa; foul.
Quem é este zagueiro?
É o Manoel Luiz.
Ele joga forte, não é?
É.
Vê o rapaz como ficou todo ferido.
O encontro foi casual, ele feriu-se nas pedras.
Nas pedras!? E há pedras no campo?
Repara: há grama, areia e pedras.
Mas por que tanta areia e pedras?
Isto precisa de muito tempo para explicar. Olha como está sangrando.
E a ambulância?
Que ambulância... Isto aqui é artigo de luxo, quando um atleta se machuca como aconteceu com este, ele que se arranje. Os companheiros de clube é que acodem. Ministram os curativos de emergência com o medicamento melhor que se encontra no campo: "gelo". Ataduras são pedaços de fraldas de camisa de torcedores ranzinzas e... abnegados. Goal [gol] do S. Francisco. Um a zero.
Que bonito gol.
Saída, ataque do S. Francisco; 2º goal. Nova saída, outra investida do S. Francisco e 3º goal.
Eh! Este tal S. Raimundo não agüenta.
É, eles estão jogando mal; aliás, eles têm melhor padrão de jogo. Não sei o que há com eles hoje; estão quase desarticulados.
O juiz está apitando bem.
Upa! foul [falta] do S. Raimundo. O juiz marcou. Confusão no campo; parece que o juiz expulsou alguém.
Expulsou mesmo. Ele não quer sair.
É do S. Francisco, não é?
É. Então não sai.
Mas não sai?
Não.
E a polícia?
Que polícia!
É verdade, ainda não vi nenhum policial no campo. Por quê? Não há policial nesta terra?
Há. Polícia há, meu velho. Acontece que, além de ser deficiente para vigilância total da cidade, que não é pequena, os organizadores do prélio não requisitaram seus serviços. Segundo ouvi aquele senhor gordo, se "slack" estar dizendo.
E agora, o que se faz, vamos embora?
Não, vamos esperar; pode ser que eles cheguem a uma conclusão.
Eh! bolo na bilheteria; o pessoal quer devolução do dinheiro.
Ora! Por certo; apenas 20 minutos de jogo.
Olha, tu disseste que não havia polícia. Está aí.
É; estão apreendendo a renda.
E o que eles fazem destas "gaitas"?
São para o Asilo.
E os promotores do match, o big jogo de confraternização?
Ah! os clubes daqui são ricos, não fazem caso de dinheiro; jogam por jogar.
Ótimo. Esta vai para o meu caderno.
Eh! o juiz está apitando mais que "canário belga".
Não resolve. Nem os jogadores, nem os dirigentes dos clubes, nem o público em geral se apercebe do "trilar do apito".
É, estou vendo que não adianta nós ficarmos aqui; a polícia já levou a renda, inclusive os Cr$ 16,00.
O rapaz não saiu e nem o jogo prossegue.
Ele ia sair, não viste? Chegou a tirar a camisa; mas os diretores do clube o impediram.
É por estas e outras que há vários elementos indisciplinados nos esportes.
Isto é em toda parte.
Sim, em toda parte e de um modo geral.
Ouve: o juiz ainda está apitando, já agora não parece canário belga, mas sim uma triste coruja.
Coitado... fica de beiço inchado e ninguém dá a menor importância ao "trilar do apito".
Bem, vais mesmo ao cinema?
Vou.
Então, até por lá.
Até.

sexta-feira, 14 de março de 2008

CA$AMENTO

Quando duas pessoas, uma destas com ar juvenil, e a outra toda poderosa se enlaçam, tem tudo para virar uma dupla explo$iva.
Senhores, façam as suas apostas.

MPF exige suspensão do desconto sobre aposentadorias

O Ministério Público Federal (MPF) no Pará quer que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seja obrigado a suspender com urgência os descontos sobre aposentadorias ou pensões dos beneficiários que aleguem não terem assinado os contratos de empréstimos consignados. O MPF também pede à Justiça Federal que obrigue as instituições bancárias a devolverem em dobro os descontos efetuados indevidamente. Na ação civil pública, ajuizada nesta sexta-feira, 14 de março, é solicitado que tais determinações tenham abrangência nacional.
As investigações no MPF começaram em 2007, a partir de denúncia de beneficiário do INSS cuja aposentadoria sofreu descontos para pagamento de um empréstimo de R$ 3 mil no banco BMC. O beneficiário garante que não autorizou o empréstimo e que procurou resolver a questão no INSS, sem sucesso. Depois dessa primeira denúncia, o MPF recebeu dezenas de depoimentos de aposentados e pensionistas que tinham a mesma reclamação.
O INSS possui um sistema para tentar identificar descontos irregulares, mas o caminho até uma decisão final é muito longo e os beneficiários não têm condições financeiras para aguardar tanto tempo até terem o dinheiro de volta, explica na ação o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino.

Sespa recebe dinheiro de volta da OS que administrava hospital regional de Santarém

Somente após sete ofícios indagando o número da conta bancária da Sespa para que fosse efetivado a devolução do saldo das verbas repassadas à Maternidade do Povo pelo governo do estado é que tal mistério foi desfeito.
Na última sexta-feira, com a localização da conta, a OS pôde, enfim, devolver cerca de R$ 500 mil aos cofres públicos. Medida que o médico Paulo Monteiro desejava tomar desde agosto do ano passado.
Enquanto isso, o Hospital Regional vive dias de penúria.

Pré-selecionados do ProUni têm até hoje para confirmar dados

Brasília - O programa Universidade para Todos (ProUni) prorrogou até esta sexta-feira (14) o prazo para que os candidatos pré-selecionados na última chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União dessa quinta-feira (13). O prazo para as instituições de ensino superior registrarem no sistema do ProUni os candidatos que comprovaram a inscrição também foi prorrogado. Elas têm até terça-feira (18), às 20h, para fazer o registro. Os candidatos podem conferir se foram pré-selecionados na página do programa.
(Agência Brasil)

Bispo sob proteção

O bispo do Xingu Dom Erwin Klautner esteve em Santarém participando de um evento da diocese, no centro de convenções em Emaús. Hoje cedo, escoltado pela PM, o bispo retornou a Altamira.
Dom Erwin recebe proteção policial desde que, em 2006, passou a receber ameaças de morte.

Escolas de Santarém sem aulas hoje

Estudantes de Santarém não têm aulas hoje.
Na rede estadual, as escolas aderiram à paralisação nacional pela qualidade da educação. Em Santarém, professores estaduais se reúnem durante o dia na escola São Francisco.
Na rede municipal as aulas estão suspensas devido ao luto oficial de 3 dias pela morte do vice-prefeito Delano Riker.

Universidade e sociedade

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

É de admirar o potencial humano da Universidade Federal do Pará e sua baixa significação para a população do Estado no qual funciona. A UFPA é a segunda maior do país em número de alunos. Seu quadro docente exibe uma expressiva quantidade de mestres e doutores, com qualificação feita em centros de formação de conceito no país e fora dele. Há crescente atividade de pesquisa dentro do campus. Os cursos de graduação e pós-graduação se multiplicam e se aprimoram. Mas o que sai do mundo acadêmico para a vida social é pequeno e, na maioria das vezes, em descompasso com as necessidades da população. Sai defasado no tempo e deslocado no espaço.
Penso numa maneira de estreitar e intensificar o diálogo entre a UFPA, a maior instituição do ensino superior na Amazônia, e a comunidade (sob o foco da realidade): a criação de um plantão do conhecimento. Diariamente, um grupo de professores e pesquisadores da universidade se revezaria num plantão para atender as demandas da sociedade e, ao mesmo tempo, tomar a iniciativa de propor-lhe questões de vanguarda. Essa equipe ficaria numa sala com computadores e telefones de acesso gratuito aos interessados para atender consultas. Ao mesmo tempo, a assessoria de comunicação da UFPA estabeleceria ligação com a imprensa, oferecendo-lhe esse serviço de informação, intermediando as relações entre os docentes e os jornalistas.
Cada plantão seria definido pela especialização dos seus integrantes. Num dia, por exemplo, estariam disponíveis professores e pesquisadores de ciência política. No outro, de biologia. Mas haveria também plantões multidisciplinares. O atendimento podia ser individual ou coletivo, através de teleconferências, que seriam montadas conforme as circunstâncias. Um acidente, como o vazamento de caulim em Barcarena, levaria à organização de um plantão temático para esclarecer e problematizar em cima desse fato.
Seria uma espécie de “gabinete da crise” (produto que não falta no mercado amazônico), com o objetivo de confrontar o conhecimento organizado e sistematizado de uma universidade com a dinâmica da realidade de uma região carente de informações, como a Amazônia. Periodicamente a opinião pública se sente desorientada diante de acontecimentos que a surpreendem ou que não consegue entender. Outro exemplo: no dia em que a Companhia Vale do Rio Doce anunciou a instalação da primeira siderúrgica de grande porte no Pará, o plantão seria multidisciplinar (engenheiros, sociólogos, economistas, geólogos) para analisar o significado desse fato.
As sessões do plantão, que podia durar quatro horas diariamente, seriam gravadas e transcritas, formando um banco de dados, plenamente acessível através de um site específico com esse fim na internet. A universidade proporia à TV Cultura e à TV Unama que retransmitissem um sumário dos encontros dos professores com seus interlocutores, cujas visitas seriam previamente acertadas, seguindo uma agenda temática. Os participantes do plantão receberiam uma gratificação por sua atuação, que renderia ainda créditos em currículo. Funcionaria também como uma avaliação do corpo docente da universidade, aferindo a capacidade de cada profissional de responder aos desafios na sua área do conhecimento.
Espero que valha a pena pensar na sugestão. Assim, a universidade mostraria o seu valor e conquistaria o respeito dos cidadãos, que são os responsáveis por sua manutenção. A região, penhorada, agradeceria por poder ajustar a sua agenda diária ao ritmo da história. Numa região colonial, o descompasso entre os acontecimentos cotidianos e sua compreensão é a principal causa da condição colonial, que é justamente a nossa. Mas não está escrito nas estrelas que necessariamente seja assim. Os astrônomos da UFPA poderiam mostrar que não é assim, dispondo-se, como lhes propõe esta idéia, a enfrentar os desafios de uma dinâmica refratária à rigidez esquemática do conhecimento universitário isolado nas torres de marfim do campus.

Não tem jeito mesmo

Caserna
A CCJ da Assembléia aprovou por unanimidade o projeto que autoriza o governo a usar até 7% da tropa de 12 mil soldados da Polícia Militar fora da atividade-fim, que é estar nas ruas fazendo a segurança pública. Atualmente, pelos cálculos do autor do projeto, deputado Arnaldo Jordy (PPS), 10% a 11% do contingente global da força cumprem atividades-meio dentro dos quartéis ou estão cedidos para outros órgãos. “Tem policial graduado, encostado em gabinete, que nunca fez uma ronda na vida”, constata.
(Repórter Diário)

Lágrimas de jacaré

Bom dia.
Muita gente que hoje chora em redor do caixão do vice-prefeito Delano Riker deveria botar a mão na consciência e reconhecer que também contribuiu para sua morte súbita.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Indiciados 12 por prisão de menina com homens em Abaetetuba

A Polícia Civil apresentou hoje a conclusão do inquérito da adolescente de 15 anos suspeita de furto que ficou presa por cerca de 20 dias em uma cela com 20 homens, em Abaetetuba, no Pará, em nomembro do ano passado. Foram indiciadas 12 pessoas: cinco delas do Sistema Penitenciário de Abaetetuba; cinco da Polícia Civil e dois detentos, estes últimos, os supostos autores do crime de estupro.
A denúncia de que a menina estaria presa na cela masculina partiu de um ex-companheiro de prisão. A jovem disse que era obrigada a manter relações sexuais com os presos em troca de comida.
De acordo com o inquérito, a jovem foi vítima de estupro, lesões corporais e ameaças no período em que ficou presa na cela masculina.
À época, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, disse que dos 132 municípios do Estado onde existem delegacias, 123 não têm espaço adequado para as mulheres. Segundo ela, o governo já iniciou a reforma de cinco e a construção de seis novas delegacias com espaço adequado para as presas.
Quando o caso foi descoberto, o delegado-geral do Pará, Raymundo Benassuly, chegou a afirmar que a adolescente apreendida devia ter algum tipo de "debilidade mental" ao não manifestar a sua idade no momento da prisão. A polícia justificou a apreensão da jovem dizendo que ela não teria documento de identidade.
Detentos da cadeia de Abaetetuba disseram a deputados da CPI do Sistema Carcerário que dois promotores teriam visitado a cela em que estava uma adolescente. Segundo os presos, nada foi feito para tirar a jovem do local.
O inquérito será encaminhado na sexta-feira à Vara Criminal da Comarca de Abaetetuba

(Redação Terra)

Incra começa a recadastrar assentados da reforma agrária

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) começou ontem o recadastramento dos assentados da reforma agrária. O objetivo é aperfeiçoar o sistema de dados dos assentados, verificar e corrigir eventuais falhas de informação, bem como concessão irregular de lotes. O Incra informa que adotará a partir de agora um sistema mais apurado de controle, com validações centralizadas, como consistência do CPF e cruzamento com outras bases de dados federais disponíveis --Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). De acordo com o Incra, os assentados que tiverem em seu cadastro algum tipo de inconsistência de dados serão notificados e precisarão regularizar sua situação no prazo de 60 dias. Nos últimos cinco anos, o Incra informa ter retomado cerca de 20 mil lotes que estavam ocupados irregularmente. Os lotes foram cedidos para outras famílias.
(Folha Online)

Médico denuncia falta de condições de trabalho no Hospital Regional

O Estado do Tapajós recebeu com pedido de publicação a carta abaixo.
Seu teor confirma e amplia as denúncias formuladas por este jornaL quanto à iminência de fechamento do Hospital Regional do Baixo-Amazonas, com sede em Santarém.
Leia a íntegra da correspondência:


"Médico, 32 anos, bem sucedido,,financeiramente estável, família estruturada, amigos e esposa maravilhosos, um filho de 4 meses, hoje internado em uma UTI devido a provável infarto.
Para muitos a dúvida: por que alguém tão jovem nesta situação?
Muito diriam excesso de trabalho; outros, vida agitada. Mas a verdadeira resposta é que exercer a profissão com amor não é trabalho, é satisfação, é acordar cedo todo dia e saber que diante de você está alguém que você pode, de uma certa forma, ajudar com medicação certa, com uma palavra de conforto, ou simplesmente ouvindo-a. Saber que seu paciente é um senhor, poderia ser seu pai; se uma senhora, sua mãe; alguém de sua idade, seu irmão; e uma criança, seu filho. Saber que para você pode ser o centésimo paciente do dia, mas para ele você é o médico que pode lhe dar a esperança de cura.
Algumas pessoas, políticos ou outros desacreditados no ser humano podem dizer: ‘Infartou porque não recebe pagamento do Hospital Regional”. Ledo engano.
Como já falei, tenho excelentes condições financeiras, assim como minha família; um consultório particular que me dá condições para viver apenas dele, mas em contrapartida tenho um grande defeito, que na verdade, classifico como virtude: levo meu juramente profissional muito a sério, sou perfeccionista e quando me colocam em algum cargo de chefia tento dar o melhor de mim e assim começa a justificativa do meu atual quadro.
Há dois ou três meses fui chamado para atender no HospitAl regional. Finalmente vi a perspectiva de poder contribuir com o meu povo após 10 anos de preparação ( 6 anos de faculdade, dois anos de clínica médica e mais 2 anos de endocrinologia). Após um mês ascendi ao cargo de chefia da clínica médica e, posteriormente, ao de vice-diretor clínico.
Sabe-se que todo o começo é difícil e que ajustes precisariam ser feitos e as promessas seguiam por dias, semanas e nada...
Falta de medicamentos básicos como bicabornato de sódio, cloreto de potássio, gaze, antropina, entre outros. Isto mostra, além do despreparo e do desrespeito para com a população, também desrespeito com a equipe médica que fica sempre expostas a situações difíceis e insolúveis a curto prazo.
A equipe de enfermagem também sofre, e muito,, com a mesma situação.
Eu sempre ouvia: “Alvarenga, não se estresse”. Mas como não me estressar? Não há como fazer medicina desse jeito!
Como dormir tranqüilo sabendo que temos criança com suspeita de tumor cerebral e que não consegue fazer uma ressonância, pois não há contraste, que custa menos de R$ 2,00 a dose?; que não se corrige uma arritmia cardíaca por falta de cloreto de potássio; não se transfere um paciente da clínica para a tomografia por não ter bala de oxigênio de transporte e mangueira de oxigênio. As lamentações são muitas.
Recentemente houve uma reunião com o secretário-adjunto de saúde do estado, doutor Walter Amoras, onde um alto membro do governo, responsável pela licitação da Sespa disse: “Senhores médicos, os doutores precisam ler mais sobre direito e licitação”. Nesta ocasião estávamos ansiosos e cobrando com urgência os insumos para o bom funcionamento do serviço. Até hoje me arrependo de não ter me levantado e dito para esse senhor que era para ele se colocar no lugar do médico ou então no lugar do usuário que precisa do SUS para cuidar de sua saúde.
Por tido isso, nas atuais condições do Hospital Regional para os médicos, por falta de condições e por falta de respeito aos acordos já feitos, pelo atraso da remuneração por mais de 60 dias, e para aqueles que levam a medicina a sério, vai aí a recomendação: “O HOSPITAL REGIONAL PÚBLICO DO OESTE DO PARÁ FAZ MAL A SAÚDE”.

Dr. Alvarenga
CRM 8063"

Hospital Regional - Estou certo ou errado?

Antenor Giovannini

Sr editor

Tenha certeza que se fosse uma castanheira ou um tracajá ou um mico-leão dourado em estado terminal ninguém precisaria pedir intervenção, o próprio MPF entraria em ação, e não iria medir esfôrços para junto com outros orgãos ambientais e mais as conhecidas organizações sairem em marcha contra essa violência e descaso. O espaço no Jornal Nacional já estaria armado para informar ao mundo que a região norte do País estava matando essas espécies sem atendimento. Estou certo ou errado? Mas, como se trata de um hospital, de vidas humanas já muda de figura.
São questões politicas que esse povo desinformado e apressado nao sabem como são os trâmites e que há uma demora perfeitamente compreensivel para que todos os ajustes estejam engrenados. Apenas terão que ter paciência. Atraso no pagamento é normal em qualquer empresa e isso tem que ter paciência. Os doentes em fase terminal .. ora esses que esperem um pouco mais .. afinal as discussões são em prol e em beneficios deles e mais do que nunca espera-se que haja compreensão ...
Ironias à parte, mas é dificil acreditar sr editor que não haja uma autoridade siquer em qualquer esfera que não haja com determinação, com rigor, com vontade e resolva de vêz e faça o hospital funcionar. Os srs senadores estiveram aqui e a coisa ao invés de avançar, regrediu. Hipocrisias temos aos montes mas ações com determinação falta quem tenha o chamado saco roxo ..

JUSTIÇA PRECISA INTERVIR NO HOSPTAL REGIONAL

Editorial

Tem limite para tudo. Menos com o desleixo com vidas humanas.
Neste momento o Hospital do Baixo-Amazonas está na iminência de fechar suas portas.
Desde segunda-feira, por falta de pagamento dos salários dos médicos, diversas especialidades deixaram de ser atendidas naquele hospital.
Radiologia, endocrinologia, oftalmologia, cirurgia geral, otorrinolaringolia, clínica médica estão desativados.
Hoje à tarde está previsto o fechamento da UTI.
Neurocirurgia deve seguir o mesmo caminho do mal.
Só não toma o caminho do bem os dirigentes da saúde pública no estado do Pará.
Está mais do que na hora do poder judiciário decretar intervenção no hospital regional, isto é, se o Ministério Público começar a agir, com rigor, como deveria.
Com vidas humanas não se brinca.

Delano será enterrado amanhã

O corpo do vice-prefeito Delano Raiker já está sendo velado no plenário Benedito Magalhães da Câmara Municipal de Santarém.
Às 17 horas o corpo de Delano será trasladado para a Igreja Batista central, de onde sairá, amanhã de manhã, para enterro no cemitério de Nossa Senhora do Martires.

Política: propriedade de famílias no Pará

Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós e editor do Jornal Pessoal

Como pode haver renovação de lideranças políticas no Pará se os partidos se tornaram propriedade privada dos que o comandam? A pergunta conduz a uma das chaves para elucidar a crise de representação política no Estado: a concentração de poder e o uso dos partidos como extensão de famílias, que se expandem no exercício de cargos eletivos, desestimulam quem tenta se iniciar na carreira política, mas não faz parte de igrejinhas ou de "panelinhas".
Um político que consegue chegar ao topo do poder arrasta logo em seguida filhos, parentes e aderentes, como se essa corrente fosse normal e até desejável. É um fenômeno nacional, como se vê pela dobradinha Edson Lobão, no Ministério das Minas e Energia, e Lobinho, o filho, na vaga deixada temporariamente no Senado pelo pai, ao passar a ocupar cargo no executivo federal. Esse nepotismo sempre houve no Brasil, país praticante de maus hábitos republicanos, mas o que era exceção está se tornando regra.
Outro dia um jornal publicou que o deputado Lira Maia, do DEM, aceitaria uma composição com o PMDB com o PT para a sucessão da prefeita Maria do Carmo, em Santarém, desde que seu sobrinho fosse o companheiro de chapa. Não sei quem é o sobrinho[vereador Erasmo Maia] do parlamentar, se possui ou não vocação política, demonstrada, mesmo que de forma embrionária, na vida que já viveu até aqui. Mas essa condição, que seria fundamental, deixa de existir porque estão em plena vigência dois ditados, dentre muitos outros ditados aplicados à espécie: "farinha pouca, meu pirão primeiro" e "Mateus, primeiro os teus".
Citei o caso do deputado santareno porque foi o mais recente de que tive notícia. Mas quantos podemos citar de memória? Convido o distinto leitor a mandar para este jornal os nomes de parentes que se desdobram em cargos políticos no Estado para fazermos um rol - o mais completo possível - do nepotismo no Pará. Publicarei a lista na próxima edição, se ela for realmente expressiva.
Quem não rezar pela cartilha do dono do partido, do controlador do curral eleitoral ou do detentor do cargo público (elegível ou não), estará fora da missa. Entrar e prosseguir na política exige como condição prévia sujeição a essa nobiliarquia de araque, ao mando do chefe, primeiro e único, como um Momo fora de época. Quem aceitar essas condicionantes estará se sujeitando de pronto a ser figura decorativa ou abrir mão de princípios. Daí a política se tornar cada vez menos representativa e menos expressiva, um autêntico jogo de cartas marcadas e de desempenho medíocre.
Quem quiser tirar a prova dos nove deve ir assistir a uma sessão do legislativo. É espetáculo sem atrativo, de retórica fraca e idéias curtas. Com um guia ao lado, logo se saberá que aquele parlamentar na tribuna defende causa própria, pois é, ao mesmo tempo, representante e representado, em virtude da sua condição de político e empresário. O outro deblatera em defesa da própria família, que se desdobra em todos os galhos do poder no município tal. Aquele outro defende determinado contrato ou convênio porque vai favorecer a empresa, que é sua, embora dela licenciado.
A res pública dos romanos, construtores dos alicerces sobre os quais ainda se assenta a nossa organização política, se tornou negócio privado, assunto familiar, tema corporativo. Com essa bitola, o mundo da política deixou de ser a projeção da sociedade para viver em uma bolha artificial, exposta ao risco de estourar quando submetida a uma crise. O cidadão comum, nessas ocasiões, se choca com o espetáculo das vísceras éticas e morais que são expostas. A política prossegue, mas contaminada por dentro por um vírus, a falta de credibilidade, que pode matá-la, com efeitos desastrosos sobre todos.
O que fazer? Certamente, continuar a tentar desfazer a quadratura desse círculo vicioso.

Hospital não tinha cardiologista para atender vice-prefeito de Santarém

Não havia cardiologista no Hospital Municipal de Santarém no momento em que deu entrada o vice-prefeito Delano Riker, acometido de infarto agudo do miocárdio.
Momentos depois de ter sido atentido por uma médica de plantão, Delano Riker veio a falacer.
Leia mais aqui, aqui e aqui

Prefeita retorna de Belém agora de manhã

Em Belém desde ontem, onde participou de reunião do Fórum Estadual de Competitividade, a prefeita Maria do Carmo interrompeu seus compromissos na capital em virtude do falecimento do vice-prefeito Delano Riker e retorna agora de manhã no vôo da TAM.
Já foi decretado luto oficial por três dias.

São Raimundo ainda não venceu no Parazão

Depois de ter sido derrotado pelo Vila Rica por 4 x 2, em Cametá, ontem à noite, a delegação do Pantera segue hoje de manhã para Marabá, onde, no sábado, enfrentará o Águia.
O cartolas do São Raimundo comemoram um título pra lá de vergonhoso neste Parazão: campeão da vencibilidade.

Cargo de vice será ocupado pelo presidente da Câmara

O presidente da Câmara de Vereadores José Maria Tapajós, com a morte de Delano Riker, é quem vai assumir a prefeitura na ausência da prefeita Maria do Carmo.
Mas Tapajós só poderá ocupar o cargo até 5 de abril, data em que é obrigatória a desincompatibilização dos candidatos à Câmara de Vereadores. A partir dessa data, quando viajar, Maria do Carmo será substituída pelo diretor do fórum da Comarca de Santarém e, na ausência deste, por um secretário municipal.

Morre Delano Riker

O vice-prefeito de Santarém Delano Riker faleceu hoje manhã de parada cardíaca.
Delano estava fazen do caminhada na orla quando se sentiu mal e foi levado às pressas para o hospital muncipal.
Quando o vice-prefeito chegou ao hospital não havia médico especialista(cardiologista)
de plantão.

Von denuncia custo de jardinagem do Hospital Regional

Em menos de seis meses, o Hospital Regional do Oeste do Pará, sediado em Santarém, já teve três contratos com dispensa de licitação por caráter de emergência, mas nenhum deles foi para a área de serviços médicos. Os contratos, que somados chegam a R$ 2,7 milhões, são voltados para limpeza, conservação e jardinagem, enquanto médicos estariam deixando de trabalhar por causa dos salários com atrasos de até três meses.
A denúncia foi feita ontem na Assembléia Legislativa do Estado pelo deputado Alexandre Von (PSDB), munido pelas publicações dos Diários Oficiais. No dia 7 de janeiro, o extrato com dipensa de licitação número 001/2008 da Secretaria de Estado de Saúde foi publicado anunciando o valor de R$ 612.463,92 mil em prol da empresa Scovan Serviços Gerais.
O contrato teria validade por 90 dias, mas antes mesmo de completar dois meses, no dia 3 de março o Diário Oficial, no extrato 010/2008, anunciou nova dispensa de licitação para o mesmo serviço, no valor de R$ 813.404,91 mil para mais 90 dias, agora beneficiando a empresa Amazon Construções e Serviços LTDA. Subentende-se, portanto, que duas empresas estariam prestando o mesmo serviço simultaneamente.
'Em menos de 60 dias foram realizados dois contratos, sendo que um passou a vigorar teoricamente quando o anterior ainda estaria em vigor. Se somarmos os R$ 813 mil da dispensa de licitação de março com os R$ 612 mil de janeiro estamos falando de um volume de recursos que se aproxima de R$ 1,5 milhão que estão sendo gastos apenas no ano de 2008 para limpeza, conservação e jardinagem do hospital e descumprindo a lei que rege as licitações', calcula o deputado.
Enquanto o hospital faz esses contratos, por outro lado, médicos estariam abandonando seus postos por causa no atraso dos pagamentos. 'Médicos chamados por uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) do Paraná - também contratada sem licitação deixaram de trabalharam porque estão há dois ou três meses sem receber seus salários. Eles também dizem que não há material hospitalar suficiente e necessário para a prestação de serviços básicos', denuncia.
Oficial -A Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública) informa que a empresa Amazon Construções e Serviços Ltda, conforme publicado no DOE (Diário Oficial do Estado) do dia 3 de março de 2008, venceu a nova cotação de preços feita pela Sespa para serviços de conservação e limpeza do Hospital Regional do Oeste, com o preço de R$ 813.404,91 por um período de três meses. A Amazon substituiu a empresa Falcon, que antes prestava os mesmos serviços ao hospital por um valor superior a um milhão e 200 mil reais por três meses. A dispensa de licitação se fez necessária porque o Hospital Regional não poderia funcionar sem esse tipo de serviço.
Já a empresa Scovan Serviços Gerais Ltda havia vencido a primeira cotação de preços para substituição da Falcon, oferecendo um valor de R$ 612.463,92, conforme publicado no DOE, de 7 de janeiro de 2008. No entanto, logo solicitou distrato, alegando que não tinha condições de realizar os serviços por esse valor, obrigando a Sespa a tornar sem efeito a dispensa de licitação Nº 001/SESPA/2008.

TSE decide que cabe recurso em processo de fidelidade partidária

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) firmou o entendimento de que cabe recurso em processo de fidelidade partidária. Por maioria de votos, a Corte assentou competência para julgar o mandado de segurança, interposto por um vereador cassado de Acará (PA) para suspender o acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, que decretou sua cassação. A liminar pedida na ação foi deferida por unanimidade. Também em decisão unânime, o Pleno decidiu alterar a Resolução 22.610/2007 do TSE para admitir Recurso Ordinário ou Especial, “conforme a natureza da decisão” na origem. A matéria foi aprovada nos termos do voto do relator, ministro José Delgado. O ministro Cezar Peluso foi vencido ao votar contra a competência do TSE para julgar mandado de segurança contra decisão de Tribunal Regional Eleitoral relativa à fidelidade partidária. Para conceder a liminar e alterar a resolução sobre fidelidade partidária, no entanto, ele acompanhou o entendimento dos demais integrantes da Corte.
Aprovada a modificação, o artigo 11 da Resolução 22.610 passa a ter a seguinte redação: “São irrecorríveis as decisões interlocutórias do relator, as quais poderão ser revistas no julgamento final, de cujo acórdão cabe recurso previsto no artigo 121, parágrafo 4º, da Constituição da República”. O mandado de segurança, julgado na sessão plenária de ontem (11/3), foi impetrado em processo administrativo de filiação partidária. Diante do instrumento apresentado, a questão central em julgamento seria a competência para conceder a segurança. “Toda vez que o ato administrativo tem caráter eleitoral, o TSE tem competência para julgar”, sustentou o ministro José Delgado. A Corte concordou em que “ato administrativo que afasta titular de mandato não pode ser julgado como processo administrativo”, apesar de admitir a inadequação do instrumento (MS).
Cassação
O mandado de segurança foi impetrado contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará que cassou o mandato de João Cunha de Oliveira, vereador do município paraense de Acará, por infidelidade partidária. Os juízes regionais aprovaram por unanimidade, na sessão plenária de 29 de janeiro de 2008, pedido de cassação formulado pelo suplente, Newton de Lima Vaz. Ele pediu o cargo de vereador alegando que João Cunha de Oliveira foi eleito pelo PP e teria se desligado “sem justa causa” para se filiar ao PSC em período vedado —16 de setembro de 2007.
Resolução
De acordo com a resolução 22.610/2007, o partido político interessado pode pedir, perante a Justiça Eleitoral, a decretação da perda de cargo eletivo em decorrência de desfiliação partidária sem justa causa. Considera-se justa causa a incorporação ou fusão do partido; a criação de novo partido; a mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; e grave discriminação pessoal.
O partido interessado pode formular pedido de vaga, assim como os suplentes, o Ministério Público Eleitoral e aqueles que tiverem interesse jurídico, de acordo com a norma. O TSE é competente para processar e julgar pedido relativo a mandato federal. Nos demais casos, é competente o Tribunal Eleitoral do respectivo estado. Se o pedido for julgado procedente, o Tribunal decreta a perda do cargo e comunica a decisão ao presidente do órgão legislativo competente —Câmaras municipal, estadual ou federal.
(Última Instância)

quarta-feira, 12 de março de 2008

Cada bebê terá direito a uma muda de árvore

Eis uma boa idéia para ser adotada pela Câmara de Vereadores de Santarém:

O Distrito Federal pode ficar mais arborizado nos próximos anos. A Câmara Legislativa do DF aprovou no último dia 5 a Lei n.º 4.102, que cria o programa Plantando Vidas. A norma determina que uma muda de árvore frutífera ou ornamental deve ser doada ainda nos hospitais para cada criança nascida na rede pública ou privada da região. Por ocasião da alta hospitalar, as mães receberão a planta e um cartão com a mensagem “Seu filho merece viver em um mundo melhor. Plante essa idéia”. As mudas serão doadas pela Secretaria de Agricultura ou entidades que atuem na área de preservação ambiental.

Mineradoras podem importar diretamente para porto de Santarém

As mineradoras que atuam na região oeste do Pará não precisam mais fazer as suas importações pelo porto de Belém. Nesta quinta-feira, 13, tem início o primeiro embarque de contêiner no porto de Santarém, que a partir de agora conta com o serviço de movimentação de contêineres, facilitando a exortação e permitindo a importação de produtos de tomas as partes do mundo.
Antes, o porto de Santarém só movimentava cargas soltas, o que impedia as mineradoras de importarem diretamente para um município da região onde atuam.
O gerente comercial da CMA-CGM, Rodolfo Castro, informou que a companhia já está mantendo contato com as mineradoras que atual na região, a Mineração Rio do Norte e a Alcoa, para que elas possam importar para o porto de Santarém. Segundo ele, as expectativas são boas. Já há conversações também com a Rio Tinto, que desenvolve pesquisas minerais na região da Calha Norte e pretende investir mais de R$ 4 bilhões em um projeto de extração e beneficiamento de alumínio.
Leia mais em Ecoamazônia.

Chiquinho da Umes assume mandato e critica atendimento desumano no hospital municipal

Em seu discurso de estréia na Câmara de Santarém, o vereador Chiquinho da Umes (PSDB) anunciou que está ' à disposição da bancada de oposição para trabalhar em benefício do povo.'
E foi logo criticando a prefeitura. "Lamentavelmente vivenciei o drama de um jovem que foi picado por uma cobra e passou mais de 40 minutos para ser atendido no Hospital Municipal, com muita dor e sem maca, o atendimento se tornou desumano".
O vereador que foi beneficiado pela decisão do TRE que cassou o mandato do vereador Luiz Alberto Cruz, lamentou a carência de médicos e enfermeiros para atender cerca de 350 pessoas por dia e solicitou que os vereadores verifiquem in loco o que está acontecendo no hospital municipal, principalmente nos finais de semana .

Aposentados e pensionistas têm 30 dias para confirmar dados no INSS

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) publicou ontem a relação de 1.562 aposentados e pensionistas que devem atualizar dados cadastrais para não perder o benefício.Os convocados têm 30 dias para comparecer à Agência da Previdência Social que mantém seu benefício, pessoalmente, ou por meio de representante legal ou procurador, para informar seu novo endereço. Os aposentados e pensionistas (ou seu representante legal) devem levar o CPF, documento de identidade com fotografia e o endereço correto da residência.Caso as informações sejam prestadas pelo procurador do titular, os servidores do INSS irão ao novo endereço indicado para nova pesquisa. Somente depois que o funcionário do INSS conseguir localizar o beneficiário é que o cadastro voltará à normalidade. Os convocados são beneficiários que realizaram o censo previdenciário por meio de procurador ou representante legal. Mesmo com a atualização dos dados pelo procurador, o INSS precisa localizar e comprovar que o titular está vivo. Quem não procurar o INSS no prazo de 30 dias terá o benefício suspenso. Depois dessa data, haverá tolerância ainda de 90 dias para regularizar a situação.

Relação de Beneficiários do Estado do Pará:

ABEDINA DA COSTA LIMA (105.217.791.0); ADELAIDE FERREIRA (098.302.824.9); ADILINO DOS SANTOS (111.066.437.8); ALCEU DIAS DE ARAUJO FILHO (029.790.379.9); ALESSANDRA PANTOJA SOARES (112.543.447.0); ALZERINA M P DO NASCIMENTO (095.720.259.8); AMELIA CABRAL DA SILVA (099.205.799.0); ANA CHEILA PAULO DE DEUS (117.964.615.8); ANDELINA PEREIRA DE LEMOS (102.294.848.0); ANGELA MARIA DELGADO CORREA (110.322.145.8); ANGELA MARIA P TEIXEIRA (119.802.589.9); ANORINDA MARIA DE SOUZA (099.203.725.5); ANTINIO HELIO DA LUZ (105.220.517.5); ANTONIA ALVES CORDEIRO NOBRE (121.067.199.6); ANTONIA FERREIRA DA SILVA (111.065.667.7); ANTONIA RODRIGUES FELIPE (120.281.170.9); ANTONIO MENEZES DA SILVA (094.586.145.1); ANTONIO RODRIGUES DE SOUZA (117.964.579.8); ANTONIO SANTOS DE OLIVEIRA (111.361.588.2); ANTONIO SILVA CORREA (106.284.642.4); AUGUSTO SEVERIANO (106.388.242.4); BEATRIZ GOMES DA S SANTOS (104.282.280.5); BENEDITA DA SILVA (100.761.187.9); CARLOS ALBERTO F DE SOUZA (119.658.515.3); CASSEMIRO ONOFRE COSTA (094.066.604.9); CONCEICAO GOMES DE ABREU (105.221.210.4); CREUZA SOARES DE SOUZA (120.748.467.6); DENIVALDO QUINTO DOS SANTOS (112.956.679.7); DEOLANDA BATISTA DA CUNHA (115.941.196.1); DOLORES DO SOCORRO DA S GAMA (127.270.124.4); DOMINGAS PIRAJA PINHEIRO (064.790.999.5); DORISMAR PEREIRA SANTANA (104.514.642.8); EDILSON COELHO DE ALMEIDA (108.696.201.7); EDSON LUIS MELO CARNEIRO (105.287.981.8); ELENI MOREIRA DOS SANTOS (113.643.923.1); ELIAS CORREA DE JESUS COSTA (100.775.785.7); ELIENE SANTANA SOUSA (126.315.133.4); ELZA RIBEIRO DE SOUSA (105.463.793.5); ERVA DOS SANTOS FERREIRA (108.885.411.4); EUCLENILDA C DE O SANTOS (029.785.164.0); EVANILDE DA CONCEICAO SOUSA (109.850.766.2); FLORENTINA F DE ARRUDA (098.299.615.2); FLORISA MACHADO DA SILVA (029.791.254.2); FRANCISCA BARBOSA DE CASTRO (102.557.272.3); FRANCISCA DAS C P DA SILVA (114.357.864.0); FRANCISCA DOS S P DE SOUSA (114.968.425.6); FRANCISCA G DOS SANTOS (030.660.275.0); FRANCISCA ZULEIDE DE FRANCA (100.748.634.9); FRANCISCO NUNES DOS SANTOS (107.689.717.4); GENUINO PIACENTINO (052.806.855.5); GERALDA ONOFRE DA SILVA (116.037.008.4); GERSON FERREIRA MORAIS (105.220.391.1); GODOFREDO PEREIRA (092.911.190.7); GRACILENE DA SILVA COSTA (115.052.832.7); GUIOMAR MARTINS RIBEIRO (054.649.680.6); GUIOMAR V DOS S PEREIRA (100.763.233.7); HONORATA MARIA DA CONCEICAO (051.096.322.6); IDACINETE SOUZA GOMES (103.504.224.7); IEDA MARA SANTOS DE SOUZA (029.789.918.0); ILDA DA SILVA (029.791.754.4); ILDA PEREIRA LIRA (126.315.021.4); ITAMAR BARBOSA DOS REIS (104.283.674.1); IVAN BRANDAO OLIVEIRA (112.379.904.8); IZABEL DOS SANTOS RAMALHO (117.147.461.7); JOANA ARAUJO DA SILVA (120.684.592.6); JOANA NERES DA PENHA SANTOS (113.453.748.1); JOANA PEREIRA DE ANDRADE (052.179.842.6); JOAO JOSE LOPES (078.973.538.5); JOAO MORAES GOES (108.423.210.0); JOSE ANTONIO DE ALENCAR (105.221.303.8); JOSE DE JESUS AZEVEDO (116.037.945.6); JOSE EMILIO PANTOJA DA SILVA (054.629.605.0); JOSE GERALDO DE ARAUJO (111.066.445.9); JOSE LINO DOS SANTOS (100.748.535.0); JOSE PEREIRA DA CRUZ (105.220.837.9); JOSE PINHEIRO DO NASCIMENTO (105.741.378.7); JOSE RITA CARLOTA DE FREITAS (112.840.831.4); JOSEFA PEREIRA DOS SANTOS (064.799.386.4); JOSENILDO DOS ANJOS SILVA (120.283.090.8); JOSUE CANDIDO DE ARAUJO (103.568.090.1); JULIANY BORGES DOS SANTOS (108.885.384.3); KATIA CILENE S DOS SANTOS (106.158.682.8); KWYRKRO KAYAPO (106.389.301.9); LAURA RODRIGUES DOS SANTOS (117.839.670.0); LEANDRO DA SILVA ANDRADE (100.767.878.7); LIDIA VIEIRA LUNA (110.674.634.9); LINDALVA DA SILVA PERDIGAO (120.282.565.3); LOURDES BELLARMINO PEREIRA (114.049.970.7); LUCILA QUEIROZ DE FARIAS (102.689.779.0); LUZIA DOS SANTOS SILVA (103.139.596.0); LUZIA MENDES MARTINS (110.745.411.2); LUZIA VERAS DA SILVA (049.945.000.0); MANOEL ARISTIDES A FAVACHO (052.183.927.0); MANOEL BRITO SALDANHA (100.763.168.3); MANOEL DE SOUSA.

Feira do peixe vivo

A feira do peixe vivo de Santarém será realizada no trevo da Fernando Guilhon com a entrada para o Maracanã, no Estádio Barbalhão, no Mercadão 2000 e em frente ao Colégio Batista, onde está localizada a sede da Associação dos Piscicultores.
O quilo do pescado ficará em torno de R$ 7,00 .

Ana Júlia anuncia R$ 3,6 milhões para distrito industrial de Santarém

A governadora Ana Júlia anunciou que o governo do estado vai investir este ano no interior do estado grande soma de recursos nas áreas de fomento à industrialização, internet, biocombustíveis, regularização fundiária e cadastro estadual de florestas.

Quem conta as novidades é Olavo Neves, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém, direto de Belém, onde participou de reunião do Fórum Paraense de Competitividade, presidido pela governadora:

1-- O governo dará um foco especial para verticalização da produção em diversos municípios do Estado. No caso de Santarém serão destinados R$ 3,6 Milhões para implantação e fomento de um distrito industrial no município.
2- A Eletronorte estará até julho disponibilizando a comercialização de 5 gigas de banda larga através de fibra ótica para diversos municípios que carecem de internet de qualidade.
3- Serão criados diversos polos de produção de bio-combustível no Estado com vultosos investimentos, gerando nova perspectiva para muitas famílias que hoje vivem a margem do desenvolvimento.
4- Um dos principais focos do fórum será buscar a regularização fundiária e a ordenação do território paraense em todos os sentidos. Segundo a governadora, a medida é vital para estabelecer a paz no campo.
5- Durante o ano de 2008 estará sendo feito o cadastro Estadual de Florestas públicas e no ano seguinte (2009) serão licitados.
6- O forum se reunirá a cada 3 meses até o final do governo Ana Júlia, e durante estes intervalos, grupos de trabalho estarão reunindo para apresentar propostas que serão avaliadas durante estas reuniões trimestrais.: 05/06 , 11/09 e 04/12.
7- ACES foi convidada pessoalmente pela governadora aparticipar do fórum, a qual disponibilizou acento permanente para a entidade no conselho.

Vereador de Uruará cassado pelo TRE

Em sessão na manhã desta quarta, 12, o Tribunal Regional Eleitoral cassou o mandato do vereador vereador Francelino Batista de Lima, do município de Uruará. É a 27ª cassação, desde o início dos julgamentos dos processos de perda de cargo eletivo, em janeiro deste ano.
Francelino foi eleito pelo PTB nas eleições de 2004 e migrou para o Partido da Frente Liberal (PFL), atual Democratas (DEM) em 2005. Em setembro do ano passado, bateu assas em direção ao PMDB, sem justa causa.
A ação foi interposta pelo suplente de vereador Edson Lopes (PTB). A relatoria do processo foi do juiz federal José Alexandre Franco, que apresentou votou favorável à cassação. O juiz Rubens Leão foi o único voto divergente, ou seja, votou pela absolvição de Francelino. Ele entendeu que não ficou caracterizada a infidelidade partidária, uma vez que a primeira mudança de partido ocorreu antes do prazo determinado pela Resolução nº 22.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
(Espaço Aberto)

DNIT faz nova previsão para asfaltamento da Br-163

Luiz Antônio Pagot, diretor-geral do DNIT, reuniu a bancada paraense no Congresso Nacional, ontem, em Brasília, para avisar que finalmente as obras de pavimentação da Br-163 vão deslanchar.
Ele informou que a pavimentação está dividida em 16 sub-trechos que, segundo previsão do DNIT, vão ficar todos prontos em 2010.
Para este ano, depois do período de chuvas, o DNIT dará autorização para empresas atuarem em 8 sub-trechos da Br-163.
Outra boa notícia repassada à bancada paraense é que não há mais praticamente nenhuma pendência da obra na área ambiental.
Com a presença do Exército, Ibama e Funai a reunião contou com a participação dos deputados Paulo Rocha, Lira Maia, Zequinha Marinho, Gerson Peres, LúcioVale, Asdrúbal Bentes e do senador Flexa Ribeiro.

Morram de inveja

Administrado por uma OS, o hospital regional da Transamazônica, em Altamira, está funcionando a pleno vapor.
Na administração do hospital regional do Baixo-Amazonas, em Santarém, tiraram uma OS na marra para colocar em seu lugar uma OSCIP.
Deu no que deu.
O HR vive dias de penúria.
Os poucos médicos que ainda vão trabalhar lá têm que levar consigo seu instrumental cirúrgico.
Até gaze está faltando.
Socooooooooooooooooooooooooooooooooorro!

Memória de Santarém- Lúcio Flávio Pinto

Várzea: o uso errado

Fui contemporâneo das duas maiores enchentes da Amazônia no século passado. Na de 1953 eu estava em Santarém e ainda não completara quatro anos de idade. O que lembro é remissivamente, a partir de fotos que vi depois. A principal rua do comércio estava coberta de água. Pranchas faziam a ligação entre as casas. O velho mercado ficou ilhado. Não houve tragédia. Mas, como sempre, políticos e demais intermediários angariaram dinheiro e produtos para os “flagelados”. E, como sempre, só uma parte da colheita chegou aos destinatários.
Da grande cheia de 1976 eu participei intensamente. Saí de avião de Belém para Altamira. De Altamira, por terra, até Porto Vitória. Fretei um barco (por coincidência, de uma pessoa conhecida: o comerciante e prefeito de Alenquer, Édson Macedo). Desci o Xingu, passei por Porto de Moz e fui chegar a Almeirim de madrugada. Sempre de barco, com muitas escalas, fui até Manacapuru, no Amazonas, em 12 dias de viagem marcante. Escrevi várias reportagens para O Estado de S. Paulo e O Liberal. Parte delas foi aproveitada em meu primeiro livro, Amazônia: o anteato da destruição.
Minha maior preocupação foi desfazer a imagem da cheia do rio como uma calamidade, que criava flagelados e tornava quase impossível a vida nas várzeas amazônicas. Ao contrário dessa imagem, a enchente é um fenômeno de ocorrência certa, com duração previsível, que acompanha a vida humana desde que ela se estabeleceu na Amazônia, 10 mil anos atrás, mais ou menos. Durante seis meses o Amazonas, o mais extenso e mais caudaloso rio do mundo, sobe, inundando terras marginais; nos seis meses seguintes, desce, deixando a descoberto as áreas que fecundou com os seus nutrientes.
Em 1921, o cientista suíço Hans Bluntschli disse que este ciclo das águas, que vem “do mar pelos ares à terra coberta de floresta e voltando da floresta pela planície fluvial ao mar eterno”, é, na verdade, “o grande acontecimento que domina a imagem da Amazônia, a sua vida e o seu caráter”.
A maioria dos varzeiros observa com espanto – e também com certa malícia – o súbito interesse que as enchentes provoca em pessoas desinteressadas pelas várzeas durante o ano inteiro quando as águas cobrem as casas e avançam sobre dezenas e dezenas de quilômetros de áreas que são firmes no verão. Há uma correria nesse pique das cheias: autoridades prometem providências, grupos de trabalho circulam pelo mundo das águas, políticos discursam e os de sempre tiram vantagem disso tudo. Não são os tradicionais moradores das áreas “flageladas”.
Na viagem de 1976 encontrei pessoas aflitas, os problemas se avolumavam, mas ninguém falava em flagelo. As enchentes, de fato, condicionam a vida nos alagados durante quase seis meses, mas os problemas só se tornam graves por falta de previsão e antecipação. Vi, nessa época, que muitas vezes não há tempo para transferir o gado para terreno seguro: as pastagens na margem do rio ficam rapidamente submersas e os animais têm que ficar abrigados nas “marombas”, currais improvisados de madeira sobre um tablado, onde o gado fica sujeito ao ataque de outros bichos, como as cobras, à febre aftosa e à desnutrição. Mesmo quando sobrevive, perde muito peso.
As poucas culturas agrícolas que são desenvolvidas na várzea, apesar de sua grande fertilidade, como a juta, o arroz, a melancia ou o tomate, são também afetadas. Elas devem ter um ciclo de até 120 dias para que possam ser colhidas antes das grandes águas.
O homem é também acometido de doenças (principal gripe e tifo) e sua moradia é destruída ou avariada pela ação da água, que às vezes atinge ou cobre o teto. Nas cheias normais, é comum que uma família fique confinada durante dois meses a uma pequena área, na cumeeira, dependendo de uma canoa para quebrar o completo isolamento e conseguir algum peixe, que se torna muito difícil nesse período, porque se esconde nos furos, paranás e lagos.
Todos esses inconvenientes são absorvidos porque quando a água baixa a terra está pronta para cultivar e o rio volta a ser o caminho da vida, a ser gratuitamente usufruído. Por que deixar esse paraíso aquático?
Ao fazer as reportagens, tive acesso a um recenseamento feito pela Igreja na várzea de Santarém depois da cheia de 1974, que também foi grande. Pela primeira vez o varzeiro foi ouvido e manifestou suas expectativas e reivindicações sobre a mudança de residência, que era uma das soluções mais apresentadas pelos ditos conhecedores do problema.
Das 986 famílias consultadas, 681 tinham permanecido na várzea durante a enchente, 175 se transferiram para áreas próximas de terra firme a apenas 86 procuraram a cidade de Santarém. Respondendo a outra pergunta, 832 famílias afirmaram que iriam permanecer na várzea e 151, mas não de forma incisiva, manifestaram o desejo de sair. Precavidas, 137 famílias já possuíam casa em Santarém e 123 também já mantinham uma moradia na terra firme, porém depois da cheia continuam a voltar ao seu terreno. A casa, além de abrigo para os momentos mais críticos, eram construídas para que os filhos pudessem estudar na capital. A educação não passava ainda pela várzea.
Outro cientista estrangeiro, o alemão Harald Sioli, que esteve várias vezes em Santarém, em 1951 definiu a várzea como a área mais importante para a agricultura no vale amazônico, prevendo que nos anos seguintes essa importância seria reconhecida. Parecia que sua previsão se realizaria quando o milionário norte-americano, contrariando todos os “grandes projetos”, estabeleceu uma área de várzea, em Almeirim, seu audacioso arrozal. Com investimento de 50 milhões de dólares, pretendia produzir 120 mil toneladas de arroz por ano, em duas safras, produzindo cinco toneladas por hectare em cada safra. Mas cometeu erros primários e o projeto acabou falindo.
O Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, com sede em Manaus), realizou experimentos para introduzir novos cultivos na várzea. Um deles foi com a soja. A variedade Júpiter teve produtividade, numa várzea próxima a Manaus, só obtida na Indonésia, a mais alta até então. Mas a soja acabou alcançando a terra-firme amazônica, o lugar menos indicado para ela. Mas, infelizmente, tem sido assim na região: uso errado do local certo. A várzea é um exemplo. Mas, desgraçadamente, não o único.

Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto

A primeira prelazia

Em 21 de setembro de 1903 o papa Pio X criou, em Santarém, a primeira prelazia do Norte do Brasil. Ela era também, nessa época, a maior prelazia do mundo, com jurisdição sobre uma área de 794 mil quilômetros quadrados. Com os desmembramentos efetuados nos anos seguintes, para a criação de outras prelazias (Xingu, Amapá e Óbidos), Santarém ficou com 316 mil km2. Era a sua área em 1963, quando comemorou os 60 anos de sua elevação à condição de prelazia, abrangendo os municípios de Itaituba, Aveiro, Monte Alegre, Prainha e Almeirim, além de Santarém, com população de 165 mil habitantes.
O primeiro bispo prelado de Santarém foi um religioso da própria região: dom Frederico Benício de Souza e Costa, que ocupou o cargo entre 1904 e 1906. Os seus sucessores foram estrangeiros, todos alemães, da Ordem dos Frades Menores: d. Amando Bahlman (1907-1939), frei Anselmo Pietrula (1941-1949) e frei Floriano Loewenau (1950-1958). Também franciscano, o americano Tiago Ryan interrompeu a sucessão européia em 1958, quando assumiu a prelazia e nela ficou pelo mais longo período até hoje.
No folheto da festa da Conceição de 1963 foram assinalados os “acontecimentos marcantes na história da Prelazia”: em 1907, a recém-criada prelazia foi entregue à Ordem dos Frades Menores, Província de Santo Antônio do Brasil Setentrional; em 1910, a fundação do Colégio Santa Clara, das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, por dom Amando; em 1943, a fundação do Ginásio Dom Amando, por dom Anselmo, e a chegada dos primeiros missionários franciscanos da Província do Sagrado Coração de Jesus, de St. Louis, no Missouri, Estados Unidos; em 1951, a vinda dos irmãos da Congregação da Santa Cruz para dirigirem o “Dom Amando”; em 1957, a chegada das irmãs da Congregação das Adoradoras do Preciosíssimo Sangue; em 1962, inauguração do Seminário S. Pio X.

A vida é um show (2)

Para quem ainda tem dinheiro sobrando, o pop star lantino Júlio Iglesias faz show no Studio 5, em Manaus, dia 19 de março.
A turnê pelo Brasil tem o título de "A voz do Universo".

A vida é um show

Quase a metade da molecada que se fez presente no show das Periguetes, sexta-feira, na Signus, era formada de jovens que vieram a Santarém de cidades vizinhas.
A maior delagação de fãs do MC Serginho era de Monte Alegre, seguida de Itaituba e Rurópolis.
Uma prova que a circulação de dinheiro na cidade, em momentos de grave crise econômica, depende de gente de outras cidade.
Não é à toa que a mineração injetou mais de R$ 40 milhões na economia santarena no ano passado.
Não fosse isso, a maioria das lojas de material de construção já teria fechado as portas.

Licença forçada

Foi no consultório de um médico otorrino que o delegado Carlos Mota foi avisado que não ficará mais no comando da superintendência regional da Polícia Civil no Baixo-Amazonas.
Do outro lado da linha um intermediário do staff da delegacia geral explicava a Mota que o PDT fez um 'inferno' para que algum delegado filiado ao partido se aposse do cargo em ano eleitoral.
A delegada Márcia Rabelo e o delegado Jardel Guimarães andam se engalfinhando pelo cargo.
Como consolo, Mota vai receber licença especial de um ano.

Bola fora

Comissão de deputados estaduais pensa em ir até o Rio de Janeiro e Brasília para garantir para Belém o status de sub-sede da copa do mundo de 2014.
No ano passado, o vice-governador Odair Corrêa prometeu que Santarém seria um local de treinamento de equipes que por ventura disputassem a copa na capital do estado, tudo isso a um custo de R$ 30 milhões.
Mas nem a reforma emergencial no estádio Barbalhão, orçada em R$ 120 mil e que daria condições ao São Raimundo disputar os jogos da segunda etapa do Parazão em Santarém, Odair teve prestígio para dar o ponta-pé nesses obras.
Mas de promessas, Odair entende muito. E como entende.

Manchetes da edição impressa desta quarta-feira de O Estado do Tapajós

IBAMA PODE PEDIR FORÇA NACIONAL PARA OPERAÇÕES EM SANTARÉM

MINISTÉRIO PÚBLICO PROMETE APOIO A LUTA DE ESTUDANTES CONTRA AUMENTO DE PASSAGEM DE ÔNIBUS

CAIS DE ARRIMO VIRA LOCAL DE EMBARQUE DE CARGAS

INSS NÃO TEM PESSOAL SUFICIENTE PARA ATENDER A SEGURADOS DA PREVIDÊNCIA

CATÓLICOS FAZEM VIA SACRA EM DEFESA DA VIDA

COLÉGIO DOM AMANDO COMEMORA 65 ANOS DE FUNDAÇÃO

Hospital regional vive dias de penúria

O Hospital Regional do Baixo Amazonas, com sede em Santarém, não tem papel para emissão de laudos médicos.
Ontem, quatro médicos que manipulam diagnósticos por imagem não mais apareceram para trabalhar. Essa turma está sem receber salário desde dezembro.
Hoje, o diretor do hospital segue para Belém. É possível que nem volte mais a Santarém. Ele teme que esteja sendo boicotado porque é um dos últimos moicanos da nefasta era Halmélio Sobral. A Sespa não repassa um vintém para as despesas do HR.
No final da tarde de hoje outro grupo de médicos pode pedir o boné.
Como se temia, o hospital vai virar fantasma, como previu o senador Augusto Botelho(PT-RR).

terça-feira, 11 de março de 2008

Marina não quer discutir desmatamentos agora

Ana Luiza Zenker (Agência Brasil)

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse hoje, em Brasília, que não é o momento de se discutir os dados sobre desmatamento na Amazônia apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "No meu entendimento, neste momento não temos que ficar contestando os dados do Inpe. Nós temos é que agir para que em 2008 nós também tenhamos uma queda no desmatamento".
A ministra afirmou desconhecer o levantamento que o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, diz ter e que contesta os dados do Inpe apresentados pelo governo federal. O secretário de Meio Ambiente do Matio Grosso, Luiz Daldegon, informou hoje que o levantamento deve ser concluído esta semana para depois ser levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governador pretende pedir a revisão da lista que aponta 19 municípios do estado como alguns dos principais responsáveis pelo avanço do desmatemento nos últimos meses de 2007. "O pior dos mundos seria ficarmos correndo atrás de verificar se o desmatamento está ou não acontecendo em vez de tomar as medidas", disse Marina.
Segundo ela, a discussão sobre se há ou não desmatamento em uma determinada área faria com que em 2008 se chegasse à conclusão de que o desmatamento cresceu e nada foi feito.Ela afirma ainda que os critérios para a inclusão dos municípios nessa lista dificilmente serão contestados. A ministra diz que o ideal é haver um movimento de mão dupla."Todos somos favoráveis às medidas de combate ao desmatamento. E todos somoes favoráveis às ações de desenvolvimento sustentável".

Pesquisador do Imazon aponta medidas para conter desmatamento ilegal

O detalhamento do macrozoneamento econômico-ecológico, a regularização fundiária, expressivos investimentos em créditos e tecnologia e a valorização econômica das áreas de floresta já desmatadas integram o pacote de alternativas de curto e médio prazo para conter a tendência crescente de desmatamento no Pará. Elas foram reiteradas nesta terça-feira (11) pelo pesquisador Adalberto Veríssimo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ao apresentar aos deputados da Comissão Especial de Estudos sobre Desmatamento, a evolução do desmate e degradação no Estado e as soluções para combater o problema.
Leia mais aqui no Pará Negócios.

Memória de Santarém - por Lúcio Flávio Pinto

Agapito conta outra história

Agapito de Andrade Figueira escreveu a O Baixo Amazonas para desmentir notícia do Jornal de Santarém, de que o prefeito Santino Corrêa fora recebido "com grande carinho por parte da população geral do Arapixuna" durante viagem que fez ao lugar, quando aproveitou para inaugurar a sede do Barão do Norte Esporte Clube.
Para Agapito, a visita não foi oficial, mas para atender "um convite de uma sociedadezinha por nome Rio Branco, sociedade esta que consta-me já ter recebido algum amparozinho da parte do sr. Prefeito somente porque lá se acham os que são dirigentes da mesma, adeptos do tal PSD". Foi na sede desse clube que o prefeito esteve e não na do Barão do Norte, sendo, por isso, ignorado por Agapito.
Para ele, o prefeito esteve em Arapixuna "tratando diretamente é de política", inclusive numa segunda visita, "onde reuniu meia dúzia de seus adeptos e fizeram lá o seu comício, desmoralizando na maior situação o governador do Estado". Agapito ignorava a visita ao povoado, até mesmo porque o prefeito não foi à capela, "que deveria ser o seu ponto principal". Com a notícia divulgada no outro jornal, o prefeito estaria objetivando "ganhar cartaz em minha terra".
Mas em cima do Agapito, não.

Juta: a riqueza do vale

O cultivo da juta era, na metade do século passado, "o esteio" da economia de Santarém. Introduzida por imigrantes japoneses, teve excelente desempenho nas áreas alagáveis do Baixo Amazonas. Mas a safra de 1952, como as anteriores, não teve qualquer tipo de amparo: a cheia desse ano causou prejuízos ao plantio e o preço pago ao produtor não compensava (além disso, apenas a ele era imposto um preço prefixado, enquanto a indústria não tinha "a responsabilidade de oferecer um preço mínimo capaz de proporcionar vantagens ao comércio exportador".
Todas essas questões ficaram à margem da terceira Conferência Nacional de Juta, que acabava de ser concluída em Belém, quando, em sua segunda edição, em maio daquele ano, o jornal O Baixo Amazonas registrou em editorial sua crítica a esse abandono. As diversas reivindicações do "homem glebário" foram reunidas nessa conferência, mas apenas serviram para isso: para serem ditas. Na verdade, porém, foram ignoradas: "O que de tudo isso se conclui é que existe uma força organizada, por trás dos bastidores governamentais, para estrangular a juticultura amazônica", observava o jornal.
A juta do Arapixuna - Nessa mesma edição do jornal, A. Barros relatou - em duas reportagens - a viagem que fez para conhecer a situação da juticultura no município. Ele embarcou na lancha Marpinto, de propriedade da firma Marques Pinto Irmão Ltda., em Santarém, para ver como trabalhavam os juteiros do igarapé Arapixuna. A lancha, rebocando o batelão Chico Pinto, desatracou às duas e meia "de uma madrugada escura e fria, açoitada por um vendaval penetrante".
Diz o repórter que, em outras circunstâncias, "poderia acontecer sermos tomados pela monotonia contagiante que caracteriza as paisagens da Amazônia, numa sucessão de quadros sempre idênticos", mas desta vez teve "a felicidade de travar conhecimento com o bom humor" de Braz Rebelo, que o levou na viagem, "sempre espirituoso e muito solícito".
A região dominada pelo igarapé Arapixuna, "com suas margens incrivelmente dilatadas pelas enchentes e suas infindáveis curvas", não era a única zona onde então se desenvolviam os plantios da juta, iniciados mais de duas décadas antes na Amazônia. Mas expressava a mesma realidade de qualquer outra zona produtora.
"A maior parte dos moradores daqueles sítios empregam suas atividades no plantio da juta e todos, direta ou indiretamente, dependem do êxito proporcionado pela dita fibra", observa o repórter.
Todos estavam sujeitos a uma estrutura sobre a qual pouco podiam influir, dependendo das decisões tomadas acima e além, numa série de fatos "que vão desde a falta de recursos do plantador modesto, obrigado a trocar seu produto pelos gêneros de primeiro necessidade do seu fornecedor, ao qual se submete e que geralmente é estabelecido no mesmo local; desde que, por sua vez, entrega o produto adquirido do plantador ao seu aviador, ainda em troca de gêneros essenciais, até o consumidor ou industrial".
Da atitude do destinatário final do produto, o industrial, "dependerá a atitude do exportador, quase sempre aviador, para com seus aviados e destes para com os verdadeiros trabalhadores da juta, os modestos plantadores que vivem sob sua dependência e sobre os quais recai o pior da questão".
Com esperança de mudar esse quadro fatalista, o imigrante Kotaro Tuji participara da III Convenção Nacional da Juta, como representante da Associação Comercial do Baixo Amazonas e da Associação Rural dos Juteiros do Estado do Pará, da qual era presidente. Mas voltou desalentado para Santarém, expressando esse sentimento ao jornalista: as indústrias paulistas de fiação e tecelagem, maiores consumidoras da juta, não mandaram representante ao conclave.
Frustraram, assim, sua principal finalidade: "a aproximação de produtores e consumidores para um entendimento perfeito e satisfatório de ambas as classes".
Por isso, não houve qualquer definição sobre o preço da juta para a safra que seria colhida, inicialmente com boas perspectivas de crescimento, mas, sempre dependendo do movimento das águas. Elas não podiam demorar além do período necessário para a lavagem da fibra, nem se antecipar à época certa de colheita.
Os produtores santarenos estavam tentando então uma nova saída: criar uma comissão executiva, com sede em Belém e a participação de todos os envolvidos no ciclo da produção, para sustentar os preços e defender a cultura. Para manter esse novo órgão, seria cobrada uma taxa de cinco centavos por quilo de juta comercializada.
Se já existisse, esse órgão poderia ter sido importante na comercialização da safra de 1952. Havia muita fibra estocada pelos compradores e, embora o governo federal assegurasse a compra de 20 mil toneladas pelo Banco do Brasil e o Banco de Crédito da Amazônia (atual Banco da Amazônia), os preços deviam cair.
Produção crescente - Em 1952, a produção de juta e malva na Amazônia duplicou em relação ao ano anterior, quando alcançara 19,6 mil toneladas, tornando o Brasil auto-suficiente nessas fibras e poupando o país de importar o similar estrangeiro. Em sua mensagem, o presidente Getúlio Vargas sugeriu ao Congresso Nacional a criação da Carteira de Juta e Produtos Similares no Banco de Crédito da Amazônia, dotada de um fundo especial de 50 milhões de reais (o total das operações creditícias do BCA em 1952 foi de Cr$ 787 milhões). O banco já vinha financiando a produção de juta e malva através do comércio aviador.

Saudades do Pará

Toda quinzena um funcionário do ex-governador Almir Gabriel providencia uma remessa farta e generosa de produtos da culinária paraense até Bertioga, litoral paulista.
Lá, ávido pelas nossas iguarias, Almir mantém no cardápio farinha tapioca, farinha de mandioca, jambu, tucupi, pupunha, peixe de água doce, cupuaçu e bacuri.

Priante, o ex-quase-futuro ministro

O ex-deputado José Priante, segundo graduada fonte deste site, bateu o pé.
Priante só sai da disputa para a prefeitura de Belém se for nomeado ministro de Lula.
Como Lula não tem mais vagas para peemedebistas em seu ministério, o ex-deputado quer causar constrangimentos ao PT, que reluta em apoiá-lo, mesmo com o empurrãozinho do nada simpático ex-ministro José Dirceu que, segundo o Diário do Pará, apóia a aliança PMDB/PT para as eleições em Belém.

Canoagem no igarapé de São Braz

Será realizado dia 23 deste mês o oitavo rally ecológico no igarapé de São Braz, reunindo canoístas da Ascae e do projeto Navegar de Santarém.

MPF investiga falta de Eia/Rima para porto em Santarém

Paulo Leandro Leal

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) confirmou que não emitiu qualquer licença para a construção de um porto fluvial na cidade de Santarém, oeste do Pará, obra que custará cerca de R$ 16 milhões e está incluída no Programa da Aceleração de Crescimento (PAC). Depois que o EcoAmazônia revelou que a prefeitura de Santarém dará início as obras em 30 dias, mesmo sem o licenciamento, o Ministério Público Federal (MPF) fez uma consulta formal à secretaria, que respondeu que não deu qualquer licença para a construção do porto e que não havia recebido estudos de impactos ambientais da obra.
Na semana passada, a prefeita Maria do Carmo disse em entrevista que o licenciamento para a obra já existia, mas a Sema nega que tenha dada a licença ambiental, necessária para as obras deste tipo. Na Sema, segundo informações da assessoria, não se sabia nem ao menos que seria dado início à construção de um porto das dimensões do que está para ser iniciado em Santarém. O terminal fluvial de cargas e passageiros será construído na margem do Rio Amazonas, no bairro da Prainha, na área da Tecejuta, uma antiga fábrica de fibras.
Segundo ainda as informações da Sema, uma obra deste porte não poderia ser licenciada pelo órgão ambiental do município. Um técnico ouvido pela reportagem garante que a legislação é bastante clara e exige a realização de Estudos de Impactos Ambientais e o Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (Eia/Rima) para a construção de novos portos. "Este caso não difere muito do porto da Cargill e acredito que se houver contestação judicial a obra não poderá prosseguir", avalia o técnico da área ambiental.
A obra será realizada pela construtora Melo de Azevedo e está sendo executada pela prefeitura, através de um convenio com o Departamento Nacional de Infra-estrutura em Transportes (Dnit). O órgão do Ministério dos Transportes já liberou, desde 2006, R$ 4 milhões para o projeto, mas só agora a prefeitura vai iniciar as obras. O porto vai ter píer de atracação, locais para embarque de cargas e passageiros, estação de passageiros, local para armazenamento de cargas e outras instalações. A obra deve demorar três anos para ficar pronta.
A procuradora da República Daniela Masset, que fez a consulta formal à Sema, passou toda a tarde desta segunda-feira em reunião na sede da Procuradoria da República em Santarém e não pôde falar sobre o assunto.