domingo, 31 de maio de 2009

Joseph Batter, presidente da FIFA, faz a abertura da cerimônia, direto de Nassau, nas Bahamas

Começou a cerimônia da FIFA que vai anunciar as sedes da copa de 2014 no Brasil

Prejuízo de 2,6 bilhões de reais

Do Repórter Diário, deste domingo:

Se o anúncio oficial da Fifa deixar Belém de fora da lista das 12 subsedes brasileiras do Mundial de 2014, como antecipou na sexta em seu blog o jornalista Ancelmo Góis, a cidade perderá um investimento de R$ 2,6 bilhões em obras de infra-estrutura e turismo.

O dono do partido

Miguel Oliveira

O deputado federal Vic Pires Franco age nas sombras.

É refratário à transparência.

Comanda o partido dele com bem entende.

Isso, podem dizer alguns, é problema dos Democratas.

Qual seria o interesse público resgistar aqui neste espaço que a performance de Vic é antidemocrática contra todos, cortesã com uns e vingativa com outros?

Registrei esse fato porque entendo que o que deve pautar o comportamento dos dirigentes partidários é o interesse público, não as questões pessoais. Partido que se preze discute propostas, apresenta sugestões de interesse do bem-comum da população. Partido não é lugar de futrica, de disse-me-disse. Pelo menos para partidos que se prezam.

O cerne da nota em questão, em que revelo o desconforto de parlamentares do partido ante às atitudes anti-republicanas que vem sendo tomadas pelo presidente regional do Democratas, é verdadeira, embora dois dos citados - os deputados Lira Maia e Márcio Miranda - visivelmente pressionados por Vic venham à público tentar desmentí-la.

Não é de hoje que Vic age a seu estilo - covarde e difamatório - todas as vezes em que se forma o ambiente natural das sucessões estaduais no Pará.

Acompanho esses bastidores há muitos anos, desde quando Vic era pau-mandado do Alacid Nunes, do Hélio Gueiros. Agora, Vic tem em quem mandar, até porque quem poderia reagir, embora não aprove esses métodos, não tem tutano para enfrentá-lo publicamente.

A nota que tanta polêmica provocou traz em seu bojo um questionamento que deixou Vic sem discurso, sem lenço nem documento: ele fala pelo partido, mas fala sozinho, ele negocia cargos sozinho, para ele e para a mulher dele, ele ofende os desafetos sozinho, mas quem é ofendido pensa que ele tem cobertura dos demais membros do partido para agir assim. Em outras palavras: Vic não vale o quanto parece ou faz questão de parecer.

Mas, como em comunicação às vezes uma imagem vale mais do que mil palavras, o leitor deste espaço deve prestar atenção na ordem cronológica de alguns fatos para montar o quebra-cabeça que levou Vic a acordar, no sábado, o presidente nacional do Democratas, deputado Rodrigo Maia.

A nota causadora de todo esse rebuliço foi postada às 8 horas de sexta-feira e republicada no site Espaço Aberto no começo da tarde. Até aí nenhuma repercussão, embora os que navegam pela internet saibam que o deputado Vic Pires Franco passa o dia e a noite em frente a um computador navegando pelos sites e blogs editados no Pará, enviando comentários anônimos. Mas, estranhamente, Vic leu, não gostou, mas engoliu em seco o seu conteúdo.

Mas na manhã de sábado, bem cedo, o Blog do Estado abriu suas notas com a postagem de uma fotografia [ clique aqui] na qual aparecem o ex-governador Simão Jatene, o deputado Lira Maia e mais dois outros politicos santarenos, obtida às 22 horas de sexta-feira, no Amazon Park Hotel. Pronto. Foi a gota d'água.

Vic percebeu que o deputado Lira Maia aparecia à vontade ao lado de Simão Jatene. Tudo o que Vic não queria que os outros vissem. Até porque Vic vende a falsa informação que todos no Democratas vetam o nome de Jatene como candidato a governador por uma coligação liderada pelo PSDB.

Não que a imagem em questão revele de pronto o apoio de Lira Maia a Simão Jatene, o que hoje, pelo que sei, não está definido. Mas a imagem dois dois, juntos, sorridentes, pode ter sido intrepretada por Vic como a confirmação natural da nota . Era uma demonstração pública de que Vic não fala sozinho pelo partido e que políticos de outras legendas já percebem isso e procuram fazer articulações não só com o presidente da legenda.

Vic agiu rápido. Se queixou a Rodrigo Maia, dizendo-se vítima de um complô para defenestrá-lo do comando regional do Democratas. Implorou que Rodrigo ligasse para Lira Maia e Márcio Miranda, suplicando por um desmentido. A assessoria de imprensa de Lira Maia foi acionada e enviou ao Blog do Estado e Espaço Aberto uma nota de esclarecimento, cujo texto é cômico, se não fosse trágico.

Quero deixar claro que o último contato que mantive com Lira Maia foi sexta-feira à noite. Nos falamos rapidamente à saída do evento no hotel. Ele já tinha conhecimento da nota e nada comentou comigo a seu respeito. Convidou-me para acompanhá-lo no jantar da feira do Iespes. Declinei o convite e deixei o hotel rumo a um restaurante do centro da cidade, em companhia de minha esposa. De lá para cá, até o momento em que escrevo este post[ domingo, 9 horas], Lira Maia não me procurou.

Talvez nem vá fazê-lo porque sabe, no fundo, que o que eu escrevi é verdade, a mais cristalina verdade. Não vai me telefonar para contar que desistiu de lutar pela democratização das decisões partidárias, que cedeu aos apelos de Rodrigo Maia, que não quer expor suas divergências publicamente com Vic.

Até porque, se o fizesse, saberia de antemão que não acreditaria em estória da caronchinha.


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P.S: O dileto amigo Aldo Almeida, já falecido, dizia que jornalista que se preza não revela suas fontes, mas esclarecia que, quando necessário, a bem da verdade, nós podemos revelar quem não é a nossa fonte.
Por isso, declaro em alto e bom tom que não é o deputado Lira Maia a fonte da nota que tanto desagradou o deputado Vic Pires Franco.


sábado, 30 de maio de 2009

Revendo metas

Simone Romero

O secretário Maurílio Monteiro, de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, reconhece que a crise mundial obrigou o governo a rever as metas de crescimento para a economia paraense.

Ao assumir, em 2007, a governadora Ana Júlia encontrou um cenário nacional e mundial completamente diferente do atual. O Brasil atravessava o mais logo ciclo de expansão econômica da história do País.

As taxas de desemprego estavam em queda, a Bolsa de Valores de São Paulo operava fácil acima de 60 mil pontos e a produção industrial acumulava recordes, só para citar alguns indicadores.

Dentro deste contexto o governo acreditou que conseguiria fazer o Produto Interno Bruto – o PIB que é a soma de todas as riquezas geradas por uma determinada economia – paraense crescer 25% em quatro anos.

E talvez tivesse conseguido, se o contexto não tivesse mudado completamente.

De acordo com as projeções do secretário Maurílio Monteiro, o PIB paraense cresceu perto de 8% no ano passado e este ano deve crescer 3%.

Se realmente o PIB do Pará conseguir atingir esse percentual em 2009 será um feito extraordinário, principalmente quando se leva em conta que, para o Brasil, a projeção é de que o PIB encolha, apesar de o governo federal ainda continuar apostando em um resultado positivo.

Maurílio Monteiro diz que o Pará, pelo perfil de sua economia, vai conseguir se recuperar rapidamente da crise. Entre a razões para isso, Maurílio diz que as empresas paraenses – em sua maioria pequenas e médias – não operam em bolsa e que, por isso, não tiveram seu capital severamente atingido pelas oscilações do mercado financeiro como aconteceu em outros estados.


O problema é, mais uma vez, o perfil eminentemente exportador das empresas paraenses. Agora, além dos mercados fechados, os exportadores se deparam com uma nova dificuldade. A desvalorização crescente do dólar.

Nos dois últimos dias a cotação da moeda norte-americana vem flertando com a possibilidade de cair abaixo de dois reais, um valor que é considerado a “barreira psicológica” para os exportadores.

A enxurrada de investimentos estrangeiros especulativos que atinge o Brasil e que está levando à queda do dólar não dá sinais, por enquanto, de que vá retroceder e o presidente do BancoCentral, Henrique Meirelles, também já afirmou que nesse momento a cotação do dólar não é a prioridade da política monetária.

Ou seja, nossos exportadores vão ter que tentar sobreviver em um ambiente de dólar baixo e compradores retraídos. Uma combinação explosiva e que pode ter severos efeitos negativos sobre a nossa indústria.

Articulações dos Democratas: blog mantém informação

O Blog do Estado publicou postagem sobre as articulações do deputado federal Vic Pires Franco e as mantém intactas, sem nenhum reparo de fundo em seu conteúdo.

Amanhã, o Blog publica o porquê.

Manchetes deste sábado de O Estado do Tapajós

BANCO DILATA PRAZO DE EMPRÉSTIMO A EMPRESAS AFETADAS PELA ENCHENTE

BURACOS NA ESTRADA AFASTAM TURISTAS DE ALTER DO CHÃO

RECAPTURADOS 14 FUGITIVOS DA TRIAGEM

ADEPARÁ INAUGURA POSTO DE CLASSIFICAÇÃO VEGETAL

Memória de Santarém: A CHEIA DO OUTRO MUNDO

CONAMA APROVA ZONEAMENTO ECOLÓLIGO ECONÔMICO

ORTEGA DIZ QUE SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE TEM PRAZO DE VALIDADE

Manuas será sede da Copa, revela Anselmo Góis

Jogo jogado

No Ancelmo Gois, sob o título acima:


As cidades da Copa de 2014
Já estão escolhidas as 12 cidades onde serão os jogos da Copa de 2014, que a Fifa anuncia no domingo, em Nassau, nas Bahamas. São elas:

Rio de Janeiro
São Paulo
Belo Horizonte
Porto Alegre
Curitiba
Brasília
Cuiabá
Manaus
Fortaleza
Salvador
Recife
Natal

O Rio, como se sabe, será o endereço da final, chance da definitiva reabilitação do Maracanã, após a derrota de 1950. São Paulo, está quase certo, fica com o jogo de abertura - Belo Horizonte sua a camisa no lobby para tomar o lugar dos paulistas. Cuiabá venceu Campo Grande, pelo prestígio político de Blairo Maggi, o governador do Mato Grosso. Manaus ganhou de Belém e Rio Branco o privilégio de ser a sede amazônica e Natal levou a última vaga, derrubando Florianópolis, por razões políticas e logísticas.

Jatene costura alianças em Santarém

Simão Jatene está em Santarém desde ontem.

O ex-governador veio à cidade fazer uma palestra para universitários, mas sua agenda está recheada de compromissos políticos.


Aos tradicionais aliados locais, Jatene confirmou que é candidato a governador.


"A próxima eleição será um comparativo entre o nosso governo e o governo atual", explica o ex-governador resumindo sua estratégia de articulação junto aos demais partidos.


Na foto, Jatene, Nélio Aguiar(PMN), presidente da Câmara de Santarém, o advogado Helenilson Pontes(PMDB) e o deputado federal Lira Maia(Democratas).


Foto: Blog do Estado

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Lúco Flávio Pinto: O homem mudou o rio

Como sempre acontece quando as cheias dos rios na Amazônia são maiores, as autoridades se movimentaram para socorrer os “flagelados” e aparecer diante da opinião pública. Depois, tudo voltará ao que era antes. Este ciclo, porém, pode estar chegando ao fim.

Tem sido sempre assim: o Brasil só descobre o movimento anual das águas na vasta bacia amazônica, a maior do mundo, quando ela alcança o nível da tragédia. Não foi diferente neste ano. As imagens transmitidas pela televisão mostravam casas submersas, gente abrigada em acampamentos, destruição e caos. No entanto, a subida das águas é fato natural e, com as tecnologias modernas, francamente previsível – além de ser uma dádiva da natureza. Deveria causar tanto estrago assim e seus efeitos se tornarem nocivos e irreparáveis?

Não há dúvida que a ação das águas deixou de ser apenas uma manifestação dos elementos da natureza. A Amazônia brasileira já tem 22 milhões de habitantes, um tamanho considerável em relação ao próprio país, mas que tem uma tradução mais exata quando referido ao conjunto da região. A parte amazônica da Bolívia, a segunda em população, tem um quinto da população brasileira no espaço amazônico do continente.

O significado dessa grandeza, entretanto, não se traduz com fidelidade em termos de habitante por quilômetro quadrado: a relação ainda é insatisfatória para aqueles que defendem a plena ocupação física da região, com muitos milhões a mais de pessoas. Mas quem pensa assim não tem uma idéia de Amazônia sequer próxima da realidade. Ainda mais porque há expressivas concentrações populacionais no meio urbano: mais de dois milhões na Grande Belém, 1,5 milhão em Manaus, 400 mil em Porto Velho.

Hoje, há agrupamentos urbanos de mais de 100 mil hectares espalhados pelo interior amazônico, com seus efeitos para fora e para dentro das cidades, que atraem ou espraiam conseqüências. Neste ano houve uma cheia que evidenciou essa nova realidade, ainda mal percebida pelos analistas e pelos gestores da coisa pública. Em Altamira, o auge dos prejuízos da enchente não coincidiu com o máximo das chuvas ou com a elevação excepcional do nível do rio. Os maiores prejuízos, aliás, não vieram diretamente do rio que banha a cidade. Eles surgiram como efeito da ação humana, que alterou e desequilibrou as condições naturais da área.

A maior cheia da história da cidade de Altamira foi provocada pelas sucessivas barragens construídas aleatoriamente ao longo do igarapé Altamira, ocupado por produtores rurais em função da rodovia Transamazônica. Ninguém parece ter pensado numa hipótese factível com a nova paisagem: o que aconteceria se uma das barragens se rompesse e o fluxo d’água seguisse pelas outras na direção da cidade? Uma tragédia, é claro. Foi o que aconteceu no domingo de páscoa, com danos como nunca houve antes, em função de chuvas muito mais intensas do que em outros invernos rigorosos. Foram 200 milímetros num único dia, o dobro do que choveu em Barcarena, onde o pampeiro provocou o transbordamento de bauxita contaminada na barragem da fábrica da Alunorte, poluindo os cursos d’água. O prejuízo foi multiplicado também porque a população de Altamira continuou a crescer acima da média e do recomendável, em parte por causa da atração pelas obras da hidrelétrica de Belo Monte, que a Eletronorte quer iniciar.

O polêmico projeto foi lembrado pelos que se surpreenderam com a súbita e rápida elevação do nível das águas, que arrastou tudo no seu caminho, em contraste com a evolução muito mais lenta do rio Xingu, nas suas cheias anuais. No momento em que a inundação chegou à sua altura máxima, o rio estava abaixo dos níveis médios do período. E se a cheia sazonal fosse grande? E se o rio já estivesse transformado em lago, com área de 400 quilômetros quadrados (ou 40 mil hectares), em frente a Altamira, pela represa de Belo Monte? A enxurrada encontraria uma barreira de água muito maior e a inundação seria muito mais desastrosa.

Numa das raras interpretações corretas que a enchente recebeu, Rodolfo Salm, professor da Universidade Federal do Pará, observou, em artigo escrito para a revista eletrônica Correio da Cidadania, que os moradores da cidade diziam “que o estrago teria sido ainda maior se o Xingu não estivesse tão baixo para esta época do ano, facilitando o escoamento do imenso volume de água”. Imaginando o pior, ele pergunta: “como teria sido se este igarapé que corta a cidade já estivesse barrado em um nível muito mais alto pela hidrelétrica de Belo Monte”?

Citando Oswaldo Sevá, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, de São Paulo, Salm respondeu a essa interrogação: “se essas obras já tivessem sido realizadas a água teria invadido a avenida Beira Rio, todo o centro comercial, o novo hospital regional, o cemitério e até mesmo a sede do consórcio Belo Monte. Ou seja, provavelmente tudo que estivesse pelas cotas 100 a 105 metros seria coberto. Praticamente toda a cidade, com a exceção das áreas de morros”.

Mesmo desconsiderando a probabilidade da ocorrência de eventos extremos como estes, ele considera que “os impactos da construção da maior hidrelétrica do Brasil, prevista para Altamira, seriam devastadores. O projeto inclui a conversão definitiva dos seus igarapés em corpos de água estagnada e poluída (numa área muito maior do que a área oficialmente inundada) e a criação de outras zonas de água parada em áreas baixas da cidade”.

Assim, haveria impactos na qualidade dos poços, devido à elevação do lençol freático. “Dá para imaginar como a cidade ficaria quando chovesse, inundando tudo. Para não falar dos impactos do reassentamento de 22% da população (16 mil pessoas) e a imigração prevista de cerca de 34 mil novos moradores, entre trabalhadores e suas famílias, durante as obras”, imagina Salm.

Ele conclui que a inundação de Altamira “serviu para reforçar a idéia presente na cabeça da maior parte da população, que liga barragens à idéia de catástrofes ou desgraças. O telejornal da Rede Globo jamais ousaria admitir ou divulgar o fato, mas o desastre representou um forte revés para a idéia mirabolante de construir uma barragem gigantesca no rio Xingu”. Salm espera que todos “tirem alguma lição dessa tragédia”. Ele, um dos opositores do projeto da hidrelétrica, pretende dar conseqüência à sua lição pessoal:

“O nível da água do igarapé em poucos dias normalizou-se, mas a marca do nível da água ainda é visível, alta, na parede das casas. Aos defensores da barragem, interessa que isso seja esquecido o mais rapidamente possível. Daí a importância de que os que lutam contra ela façam, urgentemente, marcas indeléveis em todos os lugares possíveis, casa, postes, muros, árvores. Apesar dos prejuízos, da tristeza e da revolta, esta cheia pode ser transformada numa arma política contra Belo Monte, num grande trunfo contra as obras e, assim, evitar a possibilidade da ocorrência no futuro de catástrofes de magnitude infinitamente superior”.

Salm, doutor em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, está convencido que, “mais do que arrasar a cidade de Altamira, Belo Monte destruiria a Volta Grande, um monumento da humanidade. Mas, muito mais do que isso, afetaria o rio todo, numa área de dimensões colossais. Tudo isso em nome de um projeto de utilização da energia do Xingu, que há décadas é a 1menina dos olhos’ dos capitalistas internacionais, de interesses sem pátria e que pautam a turma de figuras como José Sarney, Edson Lobão, Muniz Lopes, Dilma Russeff, Mangabeira Unger e Mauricio Tolmasquim, dentre outros obcecados pela expansão energética sem fim”.

A interpretação pode ser considerada radical ou irreal, mas os fatos que a motivaram são concretos. Se deles não é inevitável a conclusão a que Rodolf Salm chegou, os que defendem outras posições precisam rever suas análises para nelas incluir o fato novo da surpreendente enxurrada que destruiu parte da cidade de Altamira. O modelo construído para viabilizar ou justificar a usina de Belo Monte terá que incorporar essa má novidade, que dele não fazia parte, sob pena de se tornar insustentável. Os fatos novos podem não gerar os efeitos previstos por Rodolfo Salm, mas eles ao menos terão que ser considerados como novas hipóteses, a serem testadas e demonstradas. A viabilidade ambiental da obra está em causa novamente. No mínimo, pode ser considerada incompatível a manutenção das barragens do igarapé Altamira com o projeto da barragem de Belo Monte.

Situações como esta já são graves e exigem uma atenção particular. O dado que mais impressiona são os quase 20% de alteração da cobertura florestal original da região, a mata densa que recebeu de batismo, de Humboldt, o nome de hiléia. Esta é a marca humana profunda e, em muitas situações, definitiva: o rompimento do equilíbrio perfeito da natureza, em circuito fechado, da água à floresta, um organismo harmônico. A enchente em Altamira foi agravada pelo rompimento de barragens construídas pelo homem, sem consideração pela natureza. O espaço urbano avança sobre terreno que, antes, era domínio das águas. Um dia, as conseqüências dessa agressão se manifestam.

Mas talvez o cenário fosse muito menos desastroso se a Amazônia merecesse a atenção que só provoca quando o fato está consumado, quando o acontecimento se acomoda na previsão de que seu desenvolvimento deve ser realizado em meio ao caos, aos conflitos, a um enorme desgaste humano e desperdício econômico. Um especialista do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, de São Paulo) disse no Jornal Nacional da TV Globo que os indicadores de um período de chuvas fora do comum começaram a se consolidar em fevereiro. As engrenagens governamentais, porém, só começaram a se movimentar dois meses depois. E provavelmente entrarão em hibernação quando as águas baixarem e o foco dos refletores tiver sido desviado para outra tragédia nacional. Espera-se, porém, que esse ciclo vicioso chegue ao fim. Para o bem da Amazônia.

Vic não fala sozinho pelo Democratas


Já chegou ao limite do insuportável a desenvoltura com a qual o deputado federal Vic Pires Franco atua em nome do Democratas.

Falando pelo partido, Vic articula coligações para 2010, corteja aliados e ofende quem o presidente do Democratas julga serem seus inimigos, uns até passageiros.

Mas o que muita gente não sabe é que Vic não é o dono do partido, como ele mesmo apregoa.

O Democratas tem em seus quadros, além de Vic, outros políticos com mandato eletivo. Um, inclusive, o deputado federal Lira Maia, foi eleito com 103 mil votos. O deputado estadual Márcio Miranda é outra liderança do partido.

Por isso, não será surpresa para ninguém se Vic for desautorizado a falar exclusivamente em nome do partido sem a anuência dos demais membros do diretório do Democratas com vistas a sucessão estadual.

Menos um na Série D


A Série D, grande ideia da CBF para movimentar o futebol nacional, continua fazendo vítimas antes de começar.

O Atlético Juventus, campeão acreano, anunciou oficialmente nesta quinta-feira sua desistência da competição. Entre folha salarial, viagens, despesas de hospedagem e alimentação, o clube calculou que precisaria dispor de R$ 700 mil caso chegasse à fase final da Série D. Preferiu não correr o risco.

O São Raimundo vai entrar numa fria dessas.

A novela continua

Está na pauta de quarta-feria(3 de junho) do STF o recurso da ex-prefeita Maria do Carmo.

É o primeiro item de votação.

Será que agora vai?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

BB reabre inscrições para cadastro de reserva

O Banco do Brasil estendeu o prazo de inscrição para o processo seletivo, destinado à formação de cadastro de reserva para o cargo de Escriturário. Os interessados têm até o dia 7 de junho para acessar o endereço eletrônico www.cespe.unb.br/concursos/bb12009.

A seleção exige formação em nível médio. As vagas são para os estados do Acre, do Amapá, do Amazonas, do Maranhão, de Pernambuco, de Rondônia e de Roraima e para as cidades de Afuá/PA, Almeirim/PA e Monte Dourado/PA. A remuneração prevista é de R$ 1.037,40 mensais e gratificação semestral de 25%, paga mensalmente.

Os interessados devem pagar uma taxa de R$ 42, para confirmar a inscrição. Caso sejam aprovados e convocados, terão como vantagens oferecidas pelo BB a possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional; participação nos lucros ou resultados, nos termos da legislação pertinente e acordo sindical vigente; e possibilidade de participação em planos assistenciais e previdenciários complementares.

As provas objetivas serão aplicadas em 32 cidades, nos estados contemplados com o concurso. O local e horário de realização das provas serão divulgados no 15 de junho, no site do Cespe/UnB e no Diário Oficial da União.


SERVIÇO
Seleção externa:
Banco do Brasil S.A.
Vagas:
cadastro de reserva
Inscrições:
até 7 de junho
Remuneração: R$ 1.037,40 mensais e gratificação semestral de 25%, paga mensalmente
Taxa de inscrição:
R$ 42,00

Na mosca

Bem informada, a redação de O Estado do Tapajós acertou na mosca.

Publicou na edição desta quinta-feira, que circulou bem cedinho, a notícia de que hoje não haveria julgamento do recurso da ex-prefeita Maria do Carmo pelo plenário do STF esta semana.

Como diria Ibrahinn Sued, é chato ser bem informado.

Sory, periferia.

Caso Maria: Recurso da ex-prefeita leva by pass e sessão do STF recomeça com agravo regimental relatado por Joaquim Barbosa

'Secretário de Meio Ambiente tem prazo de validade', afirma Valmir Ortega

A próxima sexta-feira (29) será o último dia de Valmir Ortega, chefe da Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema), no governo de Ana Júlia Carepa (PT). Ele deixa a pasta em um momento tenso, em que estão sendo investigadas fraudes milionárias de seus funcionários na liberação do transporte de madeira ilegal.

Em entrevista exclusiva ao Globo Amazônia, Ortega nega que sua saída esteja ligada a esses problemas, mas revela que o embate entre a Sema e os madeireiros força a troca no comando da secretaria. O secretário afirma, também, que há uma crise no setor de madeira: empresas teriam se expandido graças ao desmatamento ilegal, mas agora não teriam mais matéria-prima para trabalhar, graças a uma maior fiscalização.

Ortega será substituído pelo atual superintendente do Ibama no Pará, Aníbal Picanço.
Aqui, leia os principais trechos da conversa com o secretário.

Essa Celpa é de morte....

Pesquisa acerca da satisfação do consumidor com os serviços da Rede Celpa em Juruti foi apresentada, hoje, em reunião promovida pelo Ministério Público Estadual com lideres empresariais e comunitários daquele município.

O resultado todo mundo já sabe: a Rede Celpa causa insatisfação aos clientes.

Caso Maria: dificilmente recurso da ex-prefeita será analisado na sessão de hoje

A edição de O Estado do Tapajos, que está nas bancas, antecipou em nota de primeira página, que o julgamento do recurso da ex-prefeita Maria do Carmo entrará em votação apenas na próxima semana.

A conferir
.

Caso Maria: STF inicia sessão. Sustentação oral do RE 583955 - Maria Tavares Richa Felga x Varig Linhas Aéreas.


Fotos: Blog do Estado/Tv Justiça

Caso Maria: STF ainda não iniciou sessão de hoje. Recurso é o décimo-primeiro da pauta de voação

Habeas corpus manda libertar Luiz Afonso Sefer

Do Espaço Aberto:

O desembargador Raimundo Holanda Reis acaba de conceder habeas corpus para o ex-deputado Luiz Afonso Sefer, que está preso desde anteontem, no Rio, sob acusação de abusar sexualmente de uma menor.

A informação foi confirmada, há pouco, pelo advogado do ex-parlamentar, Osvaldo Serrão.

Voz do leitor: Calçadas, sempre as calçadas


Caro Sr Editor


Na edição do O Estado do Tapajós de 06 de Dezembro de 2008 tive o privilégio de ter um artigo de página inteira publicado na contra capa sob o título "Santarém, sem calçadas livres , Cidade sem Lei Ordem" . Artigo inclusive que foi exposto por vereadores na Camara Municipal.
Nele procuramos expor de maneira mais clara a situação critica que se encontram nossas calçadas, isso quando podemos chama-las dessa forma. Um verdadeiro desrespeito a cidadania que qualquer governo deve aos seus cidadãos. Em nossas quase calçadas pode-se tudo: comércio de toda espécie, entulhos,puxadinhos, garagens , floreiras isso quando não há jardins que literalmente jogam o pedestre a andar na rua disputando espaço com carros, onibus, caminhões e principalmente com as "ordeiras" e "obedientes" motos e que quase não causam acidentes em nossa cidade.
O tempo passa e nota-se que ao invés de termos uma melhoria, as coisas pioram a ponto de quem comanda e deveria ajudar em melhorar e até mesmo punir quem impede o transito livre nas calçadas, contribue para que mais e mais nossos pedestres usem as ruas como caminho e as calçadas fica para tudo quanto é tipo de impecilho.
Código de Postura, Plano Diretor
(urghhh!!!!) se podemos continuar a viver sem eles, porque tê-los ?

Antenor Giovannini

PF prende 60 em operação contra clonagem de cartões e fraudes na web

Do G1, com informações do Jornal Hoje

A Polícia Federal prendeu 60 suspeitos de envolvimento em casos de clonagem de cartões de crédito, cheques e desvio de dinheiro de contas bancárias por meio da internet. Segundo a PF, 40 pessoas foram presas no estado de Goiás, 11 no Distrito Federal e Entorno, e nove em outros estados.

A Operação Trilha, deflagrada na manhã desta quinta-feira (28), tem 139 mandados de prisão e 136 de busca e apreensão para serem executados, e conta com 691 policiais federais. Com as 60 prisões anunciadas, menos da metade dos mandados de prisão foram executados até o início da tarde desta quinta.

A ação ocorre em 12 estados (Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rondônia, São Paulo, Tocantins e Goiás) e no Distrito Federal.

Segundo a PF, as investigações começaram há cerca de um ano. O grupo usaria programas enviados por falsas mensagem eletrônicas para capturar senhas bancárias de correntistas de vários bancos. Eles também são suspeitos de instalar câmeras em terminais para filmar a senha dos clientes e outro dispositivo que clonar cartões.

Com as informações obtidas, ainda de acordo com a polícia, a quadrilha realiza transferências para a conta de "laranjas", compravam produtos pela internet e realizavam pagamentos de boletos bancários.

Se comprovada a culpa, os presos podem responder por formação de quadrilha, furto qualificado mediante fraude, tentativa de furto e estelionato.

Arca de Noé Santarena

Jubal Cabral Filho:

Um dia, o Senhor chamou Noé que morava em SANTARÉM e lhe ordenou:

- Dentro de 6 meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que o Pará seja coberto pelas águas.
Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal.
Vai e constrói uma arca de madeira.

No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.

Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:

- Onde está a arca, Noé?

- Perdoe-me, Senhor suplicou o homem. Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas.
Primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura , mas para isto, precisa ter prefeito, além das altas taxas para obter o alvará, me pediram ainda uma contribuição para a campanha para eleição do prefeito do PT.
Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros...
O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar, subornando um funcionário. Começaram então os problemas com o IBAMA e a SEMA para a extração da madeira.
Eu disse que eram ordens SUAS, mas eles só queriam saber se eu tinha um "Projeto de Reflorestamento " e um tal de "Plano de Manejo ". Cujo os quais levam aproximadamente de 02 a 03 anos para ser aprovados.
Neste meio tempo ELES descobriram também uns casais de animais guardados em meu quintal.
Além da pesada multa, o fiscal falou em "Prisão Inafiançável " e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime, a lei é mais branda.
Quando resolvi começar a obra, na raça,apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Florestal para retirada da madeira, e um Engenheiro Naval responsável pela construção.
Depois apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano.
Veio em seguida a Receita Federal , falando em "sinais exteriores de riqueza" e também me multou.
Finalmente, quando a Secretaria de Municipal do Meio Ambiente pediu o " Relatório de Impacto Ambiental " sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Pará.
Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico!
Sorte que o INSS em Santarém funciona precariamente e estava de greve...

Noé terminou o relato chorando, mas notou que o céu clareava perguntou:

- Senhor, então não irás mais destruir o Pará?

- Não! - respondeu a Voz entre as nuvens . Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde!
A governadora do Pará já se encarregou de fazer isso!

Formador de opinião

Duas reportagens publicada na edição de hoje de O Estado do Tapajós viraram tema de conversa de estúdio em duas emissoras de rádio de Santarém.

Sinval Ferrreira, da Rádio Rural, repercutiu uma denúncia sobre a discriminação que casais fazem a crianças de abrigo na hora de escolher um filho para adoção.

Jorge Carlos, da Guarany FM, sentou a lennha no desrespeito ao código de posturas do município, cuja matéria de O Estado mostrar com fotos que a loja da secretária de infra-estrutura Alba Valéria obstrui ilegalmente a calçada em frente ao prédio.

Manchetes de O Estado do Tapajós

O jornal O Estado do Tapajós circula excepcionalmente nesta quinta-feira com os seguintes destaques:

STF ENCERRA SESSÃO SEM VOTAR RECURSO DE MARIA DO CARMO

REDE CELPA DEIXA O PARÁ NO APAGÃO

BB E CAIXA VÃO FINANCIAR COMPRA DE MOTOCICLETAS

LOJA DA TITULAR DA SEMINF OBSTRUI CALÇADA COM VASOS

CASAIS TÊM PREFERÊNCIA NA ADOÇÃO

DÉCIMO-TERCEIRO SALÁRIO PARA GESTANTE SERÁ ANTECIPADO

MOTOTÁXI A R$ 3,00 GERA RECLAMAÇÕES

GOVERNO TENTOU IMPEDIR APROVAÇÃO DE SESSÃO PARA DISCUTIR DENÚNCIA DE SUPERFATURAMENTO DO PAC EM SANTARÉM

Lista de dispensa


Crescem as apostas sobre a extensão da lista de dispensados que será apresentada pelo técnico do São Raimundo, na próxima segunda-feira.

Walter Lima deve permanecer com um número reduzido de jogadores que disputaram o Parazão pelo Pantera.

Mas corre o sério risco de receber em troca para o plantel que disputará a série D uma penca de jogadores que nada mais são do que bucha de canhão.


Lúcio Flávio Pinto: Os ditadores e os poetas

Por que os ditadores odeiam tanto os poetas? Depois dos seus inimigos mortais, são os que primeiro perseguem e massacram. Efeito do fígado que não funciona direito, da comida ruim que comem, do amor mal sucedido e do mau humor, que bloqueia o óleo da vida nas juntas e articulações? Provavelmente. Além, é claro, de complicações no inconsciente, subconsciente e outros escaninhos ocultos da personalidade. E também por índole política ruim.

Pensei nisso várias vezes. Na mais recente delas em 1997, num início de noite deslumbrante ao lado do fórum romano, diante de um poeta, o albanês Fatos Lubonja. Íamos receber um prêmio do Archivio Disarmo. Lubonja mal saíra da prisão na qual fora atirado pelo ditador Enver Hoxha, na época o farol do socialismo para o PC do B. O crime em causa? O poeta escrevia poesias que desagradavam ao dono do poder. Ficou 19 anos no cárcere. Não foi abatido. Era o mais suave, atencioso e gentil na solenidade (mas estava crispado ao falar ao telefone com seus compatriotas em rebelião naquele momento contra a ditadura).

Certa vez foram se queixar a Karl Marx das atitudes consideradas politicamente incorretas do poeta alemão Heinrich Heine. Marx, de ordinário um furioso guardião da ortodoxia militante, desdenhou a denúncia. Heine era um grande poeta e isso era o que interessava quando se tratava de um artista. Os artistas são feitos de outro barro. As estrelas têm outro brilho quando eles estão por perto. São o sal do mundo.

Pensei nisso quando, mexendo em papéis para esta seção, encontrei um recorte da Folha do Norte de 22 de dezembro de 1968. Anunciava que, finalmente, seria lançado o livro Cantação, “antologia poética que reúne os maiores jovens poetas universitários paraenses”. Contribuíram com seus versos brancos (pela ordem alfabética da notícia) Carlos Queiroz, Fernando Jares Martins, Gengis Freire, José Arthur Bogéa, José Maria Villar, Lúcio Flávio Pinto, Rosenildo Franco, Sérgio Darwich e Walter Pinheiro.

A Polícia Federal foi à Grafisa, a gráfica onde os livros ainda se encontravam (por um costume sádico dessas empresas, de só entregar os volumes – e apenas alguns – em cima do lançamento, ou, às vezes, depois dele) e arrastou-os, sem ordem judicial nem nada, na marra e na violência, dando-lhes completo sumiço. A razão? Os poetas – com seus versos brancos – eram subversivos, talvez ateus, comunistas. Embora o lançamento, que acabou não havendo, por falta do que lançar, tivesse sido programado para depois de uma missa campal no Largo da Trindade, no final da tarde, num clima bem natalino, sob o patrocínio do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito, ainda funcionando no local (hoje ocupado pela Ordem dos Advogados).

O clima do país mudara drasticamente apenas uma semana e pouco antes do lançamento, em 13 de dezembro, com a edição do Ato Institucional número 5, o famigerado AI-5, um dos mais tristes e nefandos documentos da vida pública brasileira. Os poetas, de olho nas musas e nos sinais dos tempos, pareciam não se dar conta de que o país, que vivia sob uma ditadura disfarçada, seria submetido a partir daí a uma ditadura escancarada, conforme as definições dadas a posteriori pelo jornalista Elio Gaspari, na (ainda) tetralogia que escreveu sobre o regime militar (1964/1985).

Além de tentar ser poeta com meus companheiros de viagem, eu era jornalista profissional havia quase três anos. Circunstancialmente, participava da edição até o fechamento, nessa época em plena madrugada. Por isso li com atenção todos os telegramas que chegavam, relatando a crise política. Ao final, não tive dúvida: o tempo de viver na província se exaurira; eu tinha que encarar o monstro na sua toca. Fui dormir com a certeza de que devia me mudar para São Paulo.

No dia seguinte fui à direção de A Província do Pará, o jornal, e pedi demissão. Até um tempo atrás minha memória não me alertava sobre deliberação tão instantânea. Só recuperei a informação ao encontrar uma declaração feita a meu pedido, em setembro de 1978, pelo diretor administrativo da Província, Arthemio Guimarães, relatando minhas entradas e saídas do jornal, na minha fase de jovem errante à procura de um destino. Para efeitos trabalhistas, eu era redator quando pedi demissão naquele 14 de dezembro de 1968.

Por isso já não estava em Belém para o lançamento do pequeno volume de Cantação. Só tive notícia sobre o desfecho trágico quando já singrava outros rumos, estes turbulentos, na terra de Sérgio Paranhos Fleury, da Oban, dos plutocratas industriais que se colocavam no papel da Thyssen nos tempos do nazismo alemão, da TFP e de outros miasmas da ocasião. Quando prende poetas e apreende livros de poesia, os ditadores se sentem fortes e, de fato, estão fortes. Mas não são eternos. Nem mesmo tão duradouros quanto imaginam no momento em que praticam o ato de arbítrio e violência.


É o que está escrito nas estrelas e se acha reproduzido nos livros de poesia, em sua dignidade intrínseca, mesmo que os versos não sejam dos melhores, como muitos daquele Cantação, a começar pelos meus. Só democracias toleram versos de pé quebrado. A diferença entre um ditador que tudo pode e um poeta que só tem sua lira é que só estes podem ouvir estrelas, como observou o bardo Olavo Bilac. E como elas brilham.

Dois processos do caso Mensalão estão na pauta do STF hoje

A ex-prefeita Maria do Carmo, que está em Brasília ligadíssima na pauta do STF, enquanto espera o julgamento de seu recurso, bem que poderia ficar se distraindo com o caso Mensalão, que volta à apreciação na sessão de hoje.

Afinal, Delúbio Soares, o caixa do esquema, declarou à CPI que o dinheiro arrecadado de maneira irregular pelo PT foi usado para pagar as contas de campanha da candidata do PT ao governo do Pará, em 2002, justamente a ex-prefeita de Santarém.

Pará, teu nome é notícia ruim


Pronto. Mais uma notícia em rede nacional de televisão.


O
Bom Dia Brasil da Rede Globo acaba de exibir matéria sobre esquema de corrupção na Secretaria de Meio Ambiente do Pará-Sema.

Qual vai ser a próxima pauta?

Cara de pau

Atento observador do julgamento de ontem no Supremo Tribunal Federal liga para o Blog do Estado para contar que assessores de um ministro da Corte ficaram incomodados com a presença em plenário de um advogado que já foi preso e algemado pela Polícia Federal em Santarém.

Conama aprova Zoneamento Ecológico Econômico do Oeste


Brasília - O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou nesta

quarta-feira (27)a implantação do projeto de Zoneamento Ecológico Econômico
da BR-163 (rodovia Santarém-Cuiabá), o chamado ZEE Zona Oeste.

Apresentada pelo governo do Pará, a proposição agora vai à sanção do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de que as ferramentas previstas no zoneamento
sejam aplicadas.

O ZEE Zona Oeste abrange 19 municípios paraenses em uma área de 33 milhões de
hectares, equivalente ao tamanho do Estado de São Paulo.

O projeto permitirá a intensificação do uso do solo nas áreas alteradas e a recuperação
das áreas degradadas. O objetivo é orientar a ocupação dos espaços produtivos do entorno
da rodovia e promover o uso racional dos recursos naturais.

Nos locais já desmatados a reserva legal cairá de 80% para 50% da área total, para efeito de recomposição florestal. Baseado em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(Inpe), o estudo aponta que o desflorestamento nas áreas de Consolidação/Expansão
equivale a 7,09% da área total do ZEE.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Confira as dezenas da Mega- Sena

A Caixa Econômica Federal sorteou, nesta quarta-feira (27), as dezenas do concurso número 1.077 da Mega-Sena.

Confira os números sorteados:

05 - 06 - 09 - 11 - 18 - 37

O prêmio para quem acertar os seis números é de R$ 30 milhões. A Caixa Econômica Federal ainda não informou se houve ganhadores.

Adiado julgamento do caso Maria

O Plenário do STF encerrou a sessão de hoje logo após concluir o julgamento da Adin do PDT , que era o primeiro item da pauta.

O julgamento do caso Maria, que era o terceiro item da pauta de votação, deverá voltar ao plenário apenas na próxima semana, provavelmente na quarta-feira, dia 3 de junho.

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Atualização às 23h00

A pauta de quinta-feira do STF está abarrotada de processos, mas o recurso de Maria do Carmo foi incluído para julgamento amanhã, embora seja o décimo-segundo item da pauta.

Ana Júlia confirma Paulo Roberto Ferreira na Secom

O jornalista Paulo Roberto Ferreira foi convidado hoje a tarde pela governadora Ana Júlia para assumir a secretaria de comunicação do governo do Pará, conforme adiantaram ontem, em cima do lance, o Blog do Estado e o Blog do Gerson Nogueira.

A solenidade de posse de Paulo Roberto será amanhã de manhã, no Palácio dos Despachos.

Julgamento do caso Maria : plenário ainda está votando primeiro processo da pauta

Adepará quer reclassificar rebanho do Baixo-Amazonas

O Baixo Amazonas pode ter o status sanitário do rebanho bovino reclassificado para a febre aftosa. Para isso, a gerência regional da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), que atende 13 municípios da região, começa a trabalhar um cronograma específico de metas, a fim de sair da classificação de alto risco para médio risco da doença ainda neste ano.

O diretor geral interino da Adepará, Cássio Pereira, segue nesta quinta-feira (28) para Santarém, para presidir a primeira reunião de trabalho para discussão da mudança de status do rebanho. O encontro será na sede do Sindicato dos Produtores Rurais do município, a partir das 8 horas.

(Fonte: Sagri)

Lúcio Flávio Pinto: Sangria contornada


Durou apenas dois dias a reação do
Diário do Pará à determinação judicial de excluir as fotografias chocantes ou degradantes do seu caderno policial. Para marcar o protesto, o jornal passou a colocar uma mal armada tarja preta sobre as imagens de violência explícita, escancarada. Parecia que ia desencadear uma campanha cívica contra o que classificou de “censura prévia”. Mas desistiu logo.


Por quê? O jornal não disse, mas uma dedução é lógica: os leitores, alertados para a confrontação com a imagem “censurada”, podem ter chegado à conclusão de que a ordem judicial está mesmo certa. Pelo que foi exposto, ele podia imaginar o que foi ocultado. Suficientemente impressionado para dar razão ao corretivo judicial aos excessos e abusos do procedimento editorial do jornal, em claro sensacionalismo comercial.


Melhor foi a resposta anunciada na última edição de domingo: o início de uma série de reportagens, em fascículos semanais, sobre os “maiores casos de polícia em nosso Estado”. O apelo comercial é evidente, mas para alcançá-lo a empresa utiliza o que deve ser sua competência específica: o jornalismo.

Julgamento do caso Maria : plenário retoma julgamento do primeiro item da pauta após intervalo

Julgamento do caso Maria : primeiro processo ainda está em discussão; recurso da ex-prefeita é o terceiro da pauta

Julgamento do caso Maria : Ellen Gracie, relatora do processo, ainda não entrou no plenário do STF

Julgamento do caso Maria : previsão de início as 15h30

Acautelai-vos

Segundo fonte bem graduada da justiça eleitoral, ainda há, pelo menos, dez inquéritos em andamento sobre compra de votos nas eleições para vereador em Santarém.

Em um deles, a prova foi mandada para exame no Instituto de Criminalística de Brasília.

Morre o advogado Ronaldo Barata


Faleceu no início da manhã desta quarta-feira, em Belém, o advogado Ronaldo Barata.

Ele estava hospitalizado havia cerca de dez dias.

Um dos advogados mais conhecidos do Pará, Barata exerceu, entre outros cargos públicos, o de presidente do Iterpa na gestão de Simão Jatene (PSDB)

O corpo está sendo velado na capela mortuária da Beneficente Portuguesa, de onde sairá, às 16h, para o Recanto da Saudade.

Julgamento do caso Maria : acompanhe pelo Blog do Estado

Começa em instantes a sessão do STF que vai julgar o recurso extraordinário da ex-prefeita Maria do Carmo.

Mas ainda não se sabe se haverá composição plena do Supremo, ou seja, se todos os 11 integrantes da Corte votarão na sessão de hoje.

Festa antecipada pela Copa de 2014

Ronaldo Brasiliense

O governo do Estado está fazendo muita festa antecipada como se Belém já estivesse sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Só Peru morre de véspera... Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém! Como diria o "filósofo" Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, o jogo só acaba quando termina!

Repique das águas

Quem estava animado com a vazante do rio Tapajós, principalmente os lojistas do centro comercial, vai ter que esperar mais um pouco para comemorar.

Em dois dias o rio voltou a subir 6 centímetros.

Mas, segundo a delegacia da Marinha, a vazante vai começar pra valer a partir do final desta semana.

A conferir.

STF: placar do julgamento do caso Maria é imprevisível

Quem arriscar qualquer palpite sobre o resultado do julgamento do recurso extraordinário manejado pelos advogados da ex-prefeita Maria do Carmo no Supremo Tribunal Federal, hoje, a partir de 14 horas, pode errar feio.

O certo é que nem governo e oposição têm certeza da decisão que será tomada pelo STF.

Resta, pois, aguardar a batida do martelo do presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, ao final da sessão.

Festa do arromba (4)

O vestido usado pela filha da ex-prefeita Maria do Carmo durante o baile das debudantes da Casa da Amizade pode ser um indício de que os 15 anos da jovem será do arromba mesmo.

Na hora de apresentação da peça, o mestre de cerimônia anunciou que a filha da ex-prefeita trajava um vestido comprado em uma boutique da Quinta Avenida, em Nova Iorque.

Se para o baile das debutantes a ex-prefeita não economizou, imagine com os festejos das quinze primeiras primaveras de sua rebenta....