sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Obras na Magalhães Barata são retomadas

As obras de reasfaltamento na Avenida Magalhães Barata foram retomadas na manhã de ontem. Os trabalhos estão concentrados no trecho entre as Travessas Irurá e João XXIII.
A exemplo do que foi feito em outros trechos da avenida, já recapeados, foi realizado primeiramente a regularização do eixo da pista para torná-lo trafegável e depois procedeu com a colocação do asfalto novo. Os trabalhos também serão estendidos às margens da via.
Borges Leal – Na Avenida Borges Leal, continuam sendo executados os serviços de concretagem das calçadas e canaletas.
(Fonte: Assessoria de imprensa da PMS. Foto: Ronaldo Ferreira)

"Benerval" é condenado por duas tentativas de homicídio

A primeira sessão da 2ª temporada de júris da 10ª Vara Penal (Privativa do Tribunal do Júri), realizada ontem , acabou com a condenação por maioria de votos do jurados do réu Jarlison Almeida Morais, conhecido pela alcunha de “Bemerval”, por tentar matar os jovens Toniel Almeida Bentes e Daniel da Silva Lima, no bairro do Aeroporto Velho, fato ocorrido há dois anos (27/07/2008).

Os jurados acataram a tese do Ministério Público (à frente o promotor Rodrigo Aquino), não concordando com a tese dos advogados Celso Luiz Furtado e Noemi Coelho Athias que defenderam o réu.

A sentença do juiz Gérson Marra Gomes para “Bemerval”, foi de 08 (oito) anos de reclusão em regime semiaberto, para cada um dos crimes, totalizando 16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime semiaberto. Como o réu respondeu ao processo preso, não lhe foi dado o direito de recorrer à Sentença em liberdade.

"Benerval", que já é condenado pelo crime de tráfico de entorpecentes, voltará ao banco dos réus do Tribunal do Júri, em outubro, sob a acusação de outro homicídio. A Defesa não anunciou se irá recorrer da sentença.(Texto: Jota Ninos)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Operação Salvamento

O PT está apostando tudo para tentar a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa. O problema principal é o índice de rejeição, o mais alto que um governante já enfrentou no Pará. Por isso, os petistas assumem os riscos da situação.

Esta é a introdução do mais recente artigo escrito pelo jornalista Lúcio Flávo Pinto sobre o processo eleitoral paraense, matéria de capa de seu Jornal Pessoal, que chegou hoje às bancas de Belém e que estará disponível para leitura, amanhã, aqui no Blog do Estado.

TV deve transmitir jogo do Paissandu

DO Blog do Gerson:

Um acordo entre os presidentes do Paissandu e do Fortaleza deve garantir a transmissão de TV do jogo deste sábado para o Estado do Pará. De Macapá, onde se encontra a trabalho, o presidente Luiz Omar Pinheiro informou à Rádio Clube nesta quinta-feira que está praticamente definida a transmissão ao vivo [Tv Cultura], sem ônus, atendendo ao apelo da torcida alviceleste.

Caveira de burro

A prefeita Maria do Carmo anda atrás de uma autoridade religiosa para que esta benza o prédio do restaurante popular de Santarém, que não entra em funcionamento nem que a vaca tussa.

Maria está desconfiada que a energia negativa dos opositores ao restaurante está fazendo com que a obra fique emperrada e quer de qualquer jeito descobrir onde está enterrada essa 'caveira de burro'.

Diretoria do São Raimundo mantém afastamento de Beto

O volante Beto foi mesmo dispensado do elenco do São Raimundo.
O jogador não faz parte dos planos do técnico Valter Lima para a série C, nem com o apadrinhamento do presidente Rosinaldo do Vale.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Andre Rieu - Amigos para siempre

Lira Maia tem registro deferido pelo TRE

O Tribunal Regional Eleitoral deferiu hoje a candidatura à reeleição do deputado federal Lira Maia, do Democratas de Santarém.

O pedido de registro recebeu parecer favorável do MP eleitoral e foi aprovado à unanimidade.

Lojistas não cumprem lei e só uma livraria vende o Código de Defesa do Consumidor em Santarém

Aritana Aguiar
Free lancer


O Diário Oficial publicou na terça-feira (20) lei que obrigao estabelecimento comercial a manter exemplar do Código de Proteção e Defesa do Consumidor disponível para consulta. O problema é que apenas uma livraria de Santarém vende o código e grande parte dos lojistas afirma desconhecer da lei.

A Lei de N.3.291 é de autoria do deputado Semy Ferraz (PT-MS). Com a nova lei, os estabelecimentos comerciais são obrigados a fixar, junto ao caixa do estabelecimento, em local visível e de fácil leitura, de cartaz ou placa com a seguinte expressão: "Este estabelecimento possui exemplar do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, Lei nº. 8.078, de 11 de setembro de 1990, disponível para consulta".

Em um levantamento realizado por O Estado do Tapajós, das 40 lojas pesquisadas, 32 não sabiam da nova lei, mas dentre estes três já dispunham o Código de Defesa do Consumidor na loja. De oito que tinham conhecimento, um não sabia quando comprar e o restante afirmou que estava providenciando o CDC, pois não conseguiram encontrar na cidade.

Das seis livrarias da cidade pesquisadas, apenas uma tinha o livro no valor de 28 reais. A vendedora da loja afirmou que dificilmente as pessoas o procuram. Em outra livraria que está sem o Código, garante que quando tem em estoque só é vendido para advogados e estudantes de direito. "Só pessoas da área compram. Lojista, alguém assim não procura",afirmou o vendedor José Carlos.

Uma lojista afirma que sempre mantém uma placa, avisando dos direitos do consumidor e gostou da idéia. "Dependo do cliente faço o possível para agradá-lo", enfatizou. A proprietária de outra loja não acredita que essa lei será de grande vantagem. "Qual o cliente que irá folhear livro para saber de seus direitos é mais simples ir ao Procon", explicou Maria Odete reclamando que não foi comunicada pelo representantes dos lojistas sobre a mudança.

O que mais os lojistas se reclamaram foi o não comunicado da vigência da Lei pela Associação dos Lojistas de Santarém. "Quando somos multados não sabemos por que, poderiam nos ter enviado alguma carta, ou e-mail, convocado alguma reunião", reclamou uma lojista, afirmando que iria ligar para o Procon para obter melhores detalhes da obrigatoriedade.

O mesmo aconteceu com um empresário de uma loja de informática, ficou sabendo através da reportagem. "Nunca ouvi comentários sobre a nova lei, infelizmente não temos um apoio maciço do nosso sindicato", desabafou.

Agora os comerciantes e prestadores de serviço se deparam com a com a falta do livro. É que apenas duas livrarias vendem o CDC, sendo que em uma o código está em falta.

Caso a Lei não seja cumprida, o estabelecimento será notificado de advertência para sanar a irregularidade no prazo de 15 dias, na primeira infração, receberá multa de até 500 Unidades Fiscais, que será cobrada em dobro nos casos reincidentes.

Bairros recebem água em sistema de rodízio em Santarém

Da redação

A falta de água em Santarém é um problema existente há mais de 50 anos. Mas esta semana, pelo menos sete bairros da cidade só recebem água em um determinado horário do dia. E a previsão para o racionamento ou rodízio acabe é somente com a conclusão das obras do PAC que incluem a perfuração de novos poços. Mas, o que deixa muitos moradores chateados é a situação de haver água em determinado horário e em outros não.

Rodrigo Machado, coordenador de vendas da Cosanpa, explicou que a Cosanpa faz uma "manobra' para que a água seja enviada em determinado horário para certos bairros, pela manhã ou tarde. "A caixa d'água distribui a água para esses bairros e depois é invertido para outros", informou o coordenador.

Os bairros que não passam por esse problema são Centro, Amparo, Conquista, Nova República, Santarenzinho, Maracanã, Fátima, Prainha, Caranazal, Livramento e parte da Aparecida, Aldeia e Diamantino.

Enquanto os bairros Santissimo, Santa Clara, Aeroporto Velho, Jardim Santarém, Interventoria, Cohab e parte do Diamantino, Aparecida e Aldeia só recebem água em certo horário. "Tudo é uma questão de distribuição e produção de água. Já fizemos estudos em distribuir para a cidade inteira sem parar, mas a pressão de água é muito baixa. Então decidiu-se voltar a manobra", explicou. Afirmando também a espera que a situação mude com o PAC o problema com a implantação de novos poços.

Z--20 defende proibição de malhadeira 30

Aritana Aguiar
Free lancer


Nos últimos anos tem diminuído a quantidade de peixes e também o tamanho das espécies vendidas nos mercados de Santarém. Para enfrentar o problema, Antônio Pinto, diretor de relações públicas da Colônia de Pescadores Z-20 sugere que não se fabrique por uns cinco a seis anos a malhadeira de malha 30. "Vejo como melhor solução. Iria melhorar em 90% a reprodução dos peixes e voltaríamos a ter tamanhos maiores, pois o não desenvolver dos peixes pequenos que morrem ou são capturados é muito prejudicial à Amazônia", esclareceu. Além disso, ainda reclama a falta de uma biometria e telemetria para mostrar aos pescadores e a sociedade a grande necessidade de preservação dos peixes.

O diretor de Relações Públicas da Z-20 reafirma a necessidade de uma pesquisa para ter estimativa de quantos pontos de venda de peixe da quantidade que entra e sai de Santarém, para melhor controle. De acordo com os pescadores quase todos os peixes estão em escassez, mas as espécies, mapará, curimatá, jaraqui, jatuarana, aracu e tucunaré, estão cada vez mais difícil.
Para Antônio Pinto, a malhadeira é um tipo de predador de peixes, pois com a questão do tamanho para cada espécie, acaba ao mesmo tempo e em grande quantidade trazendo então a escassez. "Se houvesse a pesca artesanal, teria uma variação de peixes, a cadeia não ia parar de aumentar", sugeriu.

Segundo o diretor da Z-20, desde o ano 2000 tem havido a diminuição na quantidade de peixes e o tamanho. "Pesco desde os 12 anos, sempre do modo artesanal, arpão, tarrafa, flecha, com as malhadeiras tem piorado bastante, pois recolhe todos os peixes da mesma espécie", explicou. Ele explica que existe um tipo de malhadeira para cada peixe, assim como pode matá-lo, enquanto a tarrafa pesca no geral, ou seja, todos os tipos e tamanhos e não mata o peixe dando liberdade ao pescador em solta-lo caso não seja o tipo que esteja procurando.

PM's continuam sem fazer refeição no quartel de Santarém

Há cerca de um mês mais de 100 policiais militares fazem a refeição em casa por não haver comida no 3º Batalhão da Policia Militar de Santarém. O problema é o corte de fornecimento de carne devido à falta de pagamento. O subcomandante regional do CPR1, coronel Dourado, garantiu à reportagem desconhecer do problema. E diz que só tomou conhecimento do fato ao telefonar diante da reportagem para o coronel Mafra, comandante do 3º BPM.
A reportagem procurou o coronel Dourado para esclarecer a situação e saber quando será resolvido. Durante a ligação ele perguntou se o problema era verdadeiro tendo então a confirmação, chegou perguntar há quanto tempo isso estava acontecendo. Quis saber se o coronel Mafra havia tentando resolver o problema e comunicado o fato ao Comando Regional da Policia Militar.
Um dos questionamentos do coronel Dourado com o coronel Mafra, é que logo deveria ser resolvido, pois a imprensa já tinha conhecimento da situação. Perguntou se o problema no fornecimento era em Belém ou Santarém.
No término da ligação o coronel admitiu que estava havendo o problema e que o coronel Campos, comandante do CPR1, já tinha conhecimento da situação. Ele garantiu que iria ligar para Belém e saber o que estava acontecendo.
A reportagem apurou que o Departamento de Apoio Logístico da PM, em Belém, não pagou o fornecer de carne, que por esse motivo a empresa cortou as entregas de suprimento ao batalhão de Santarém

Pontuando - José Olivar

É triste, depois de uma ausência de 14 dias, retornar à cidade e constatar que as ruas continuam esburacadas, as obras prometidas não são realizadas e uma breve chuva causa os maiores estragos por falta de infraestrutura. Comparando Santarém com outras cidades do mesmo porte, vê-se o quanto nossa cidade é maltratada e mal cuidada. ///O Jornal Folha de São Paulo publicou que a Amazônia, há cerca de 45 mil anos foi viveiro de elefantes, tanto que garimpeiros em Rondônia encontraram fossilizado o dente molar de um elefante que viveu naquela área, provando-se com isso que a América do Sul foi porta de entrada desse tipo de animal. ///No Rio de Janeiro, mas precisamente, na Comarca de Magé, uma Juíza fantasma - colocava funcionários para substituí-la em audiências - foi afastada do Juizado Especial Cível e teve reduzida sua remuneração em 3 mil reais, conforme decisão da Corregedoria de Justiça daquele Estado, por denúncia da Ordem dos Advogados. ///Por falar em OAB, Ophir Cavalcante está acompanhando de perto reclamação disciplinar contra uma Juíza Federal substituta, que determinou a prisão de um advogado público para obrigar a União cumprir decisão judicial. Ophir criticou severamente a decisão da Juíza e disse que, no Conselho Nacional e Justiça, vai se empenhar para que a Magistrada seja punida. ///O Tribunal Regional Eleitoral do Pará manteve condenação da Governadora Ana Júlia e de dois de seus Secretários por propaganda eleitoral irregular, que foram condenados a pagar multa de 15 mil reais. A ação foi perpetrada pelo PSDB, por considerar campanha antecipada de Ana Júlia. ///Estavam querendo mudar a data das festividades do Sairé. Ora, se o Sairé é um festival folclórico, não se pode mudar, a bel prazer, a data da sua realização. Se for assim, não tem nada de folclórico, é um espetáculo como outro qualquer./// As 26 Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil farão no dia 18 de agosto reuniões em suas sedes com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), visando a implementação de medidas efetivas de fiscalização do pleito eleitoral de outubro deste ano. Ophir Cavalcante, Presidente da OAB Nacional e Carlos Moura, Presidente em exercício do MCCE acertaram tudo em encontro realizado dia 20 deste. ///A OAB - Subseção Santarém, está encaminhando, por e-mail, ofício recebido da Diretora do Fórum em exercício, Dra. Betânia Figueiredo, onde solicita do órgão, diligências junto aos advogados para que estes, em petições iniciais, anexem tantas cópias da peça quantos sejam os réus a serem citados, sob pena de não recebimento da ação. A alegativa se funda no art. 159 do CPC. Com todo respeito, acho que a medida da direção do Fórum é extrema, posto que, o artigo em apreço se refere à obrigatoriedade de cópia de petições para formação de autos suplementares, não para serem anexadas em mandados judiciais. O Estado cobra custas altíssimas, e a ele, cabe esta medida, não, aos advogados. ///No meu retorno de viagem, constato a presença do Dr. Cosme Ferreira, eminente Juiz da 5ª Vara, na direção de várias audiências, o qual na sua peculiar calma, maneja com sucesso os inúmeros processos que por ali tramitam. Depois das férias, muito trabalho à frente. ///No Brasil, os serviços públicos são uns dos piores do mundo, basta ver que aqui telefonia fixa e móvel funcionam de forma precária; energia nem se fala; água, saúde e educação, pior ainda. ///A Internet, em termos comparativos com o Japão fica na seguinte proporção: a velocidade da Internet no Japão é 15 vezes mais rápida que no Brasil; o preço é um décimo do cobrado em nosso país. Ou seja, serviços ruins, preços altos, ou, serviços quase inexistentes! ///Atenção advogados: a Revista Consulex do dia 15/06, traz uma entrevista com o Dr. Ophir Cavalcante Júnior, intitulada: "Em defesa da advocacia e da sociedade", onde o battonier da OAB ressalta suas prioridades de gestão, com destaque para a missão social da OAB, que congrega mais de 600 mil advogados. ///Os casos de improbidade administrativa podem ter o prazo prescricional aumentado de cinco para dezesseis anos, conforme projeto de lei de autoria do Sen. Pedro Simon, que poderá ser votado já agora em agosto. ///As perícias médicas do INSS, para atestar casos de invalidez poderão ser feitas por outros profissionais que não, exclusivamente, médicos, se for aprovado projeto em andamento no Congresso Nacional. ///A Dra. Betânia Pessoa, abriu evento para os magistrados, servidores e estagiários da Comarca de Santarém, no dia 19 deste, dando início ao Curso de Gestão Judiciária, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará. ///Os políticos santarenos já estão em plena campanha em busca de votos. Alguns merecem, por terem compromisso com o bem estar de todos. Outros, só se candidatam, buscando seu próprio bem estar. Nestes não devemos votar. ///O Ministro Asfor Rocha, atual Presidente do Superior Tribunal de Justiça, continua sendo o candidato preferido pelo Presidente Lula, para ocupar a vaga no STF que será deixada pela aposentadoria compulsória do Min. Eros Grau, apesar de manifestações em contrário à decisão de Lula. ///Amanhã será o aniversário da minha preclara amiga, Dra. Edite Pantoja, que foi Juíza por muitos anos em Santarém, inclusive diretora do Fórum, deixando muitas recordações boas aos advogados e jurisdicionados. A aniversariante receberá amigos (inclusive eu e Olívia) e parentes no Palladium, na noite de sábado. Da coluna, remeto os parabéns à nobre amiga. ///Cumprimento com um abraço os advogados Ricardo Geller e Miguel Borghezan, leitores assíduos da coluna.

Reitor da UFOPA recebe comissão do Projeto Começar de Novo

O reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), professor José Seixas Lourenço, recebeu em seu gabinete, na manhã desta segunda-feira, uma comissão de juízes do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE/PA) que integram o projeto “Começar de Novo”, que prevê propostas de profissionalização e cursos de capacitação para presos e egressos do sistema carcerário. O coordenador do projeto, juiz Cláudio Rendeiro, solicitou a parceria da Universidade nas ações a serem desenvolvidas em Santarém.

Considerando o papel social da UFOPA e o compromisso que a instituição tem com a sociedade local, o reitor demonstrou interesse em estabelecer cooperação com o Tribunal de Justiça e afirmou que, em breve, a UFOPA deve integrar o rol de instituições parceiras do Projeto.

Também estivem presentes à audiência, a juíza da 9ª Vara de Santarém, Luciana Ramos; a pedagoga Silvia Machado; e o juiz Auxiliar da Presidência do TJE/PA, Charles Barros.

Liberadas imagens dos assaltantes do Banpará



Paulo Rocha e Jader têm registro deferido pelo TRE

Por quatro votos a dois, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará acaba de deferir o pedido de candidatura do deputado federal Paulo Rocha que concorrerá ao Senado.
Ele havia sido impugnado pelo Ministério Público Eleitoral com base na lei da Ficha Limpa porque renunciou ao mandato para fugir da cassação em meio ao escândalo do mensalão.

Pelo mesmo escore, o TRE deferiu a candiatura de Jader Barbalho ao Senado Federal pelo PMDB.


(Rita Soares)


PM prende três suspeitos de assalto ao Banpará

Foram presos ainda há pouco, próximo ao posto da Sefa da rodovia Curuá-Una, três elementos que tentavam, em duas motos, escapar da barreira montada pelos policiais, usando um atalho.

Dois são ex-presidiários e um é foragido da justiça de Itaituba.

Neste momento, o gerente do Banpará, Ademar da Silva, está prestando depoimento ao delegado Sílvio Birro. Ele foi obrigado, sob mira de revólver e ameaça de morte a seus familiares, a ingressar na agência, ontem de manhã cedo, para que três elementos roubassem mais de R$ 1 milhão.

O sindicato dos bancários exigiu que a agência do banco suspenda o expediente no interior da agência e que faça funcionar, até sexta-feira, apenas os caixas-eletrônicos.

CR vai ser o âncora do shopping Paraíso

Cezarito e Sônia Ramalheiro, o casal que comando o Grupo CR fechou locação de dois amplos espaços do Paraíso Shopping Center, onde irão instalar um magazine e um empório.

Cezarito esclarece que não haverá supermercado do grupo CR no shopping para não concorer com a loja já existente na avenida Mendonça Furtado.

O grupo CR substitui nessa empreitada a Lojas Americanas, cujas exigências feitas para que esta se tornasse a loja-âncora do Paraíso não puderam ser atendidas pela administração da Dinâmica Engenharia, proprietária do empreendimento.

Candidata de mentirinha

Só ela mesma acredita que concorre com chance à Assembléia Legislativa.

A vereadora Marcela Tolentino pensa que seu partido, o fisiológico PDT, vai investir em sua campanha de deputado estadual.

Ledo engano da edil santarena, uma vez que o partido a qual está filiada tem dono e o proprietário da legenda não vai tirar do filho que também é candidato para dar para ela.

Enquanto isso, Marcela acredita em papai noel e saci pererê. Até o dia 3 de outubro.

Longe da polícia!

Como diria o tronitoante repórter policial Adamor Filho, os assaltantes da agência do Banpará, em Santarém, a esta hora estão bem longe da polícia.

Candidatos ao governo em busca de votos


Domingos Juvenil

Pela manhã, sessão plenária e funções administrativas na Assembleia Legislativa.Às 14h, Entrevista no TV “Pensando Bem” da TV NazaréÀs 18h, reunião com líderes comunitários na Pedreira

Simão Jatene
Reúne-se em Belém, a partir das 10 horas, com políticos dos municípios de Inhangapi, Nova Esperança do Piriá e Tucurui. Encerra o dia com uma reunião, às 17h30, com líderes políticos do município de São Caetano de Odivelas


Fernando Carneiro

A partir das 9 horas, fará caminhada no bairro do Tenoné, em Belém, acompanhado pelo candidato a deputado estadual Edmilson Rodrigues.
Concentração: Feira do Tenoné

Ana Júlia Carepa
A partir de 9 horas, participa de uma caminhada no município de Marituba, com concentração na Praça da Matriz do município
(Rita Soares)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Álcool e futebol: mistura para cartão vermelho

O novo estatuto do torcedor proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, mas interesses comerciais podem flexibilizar a medida para na Copa de 2014

O novo Estatuto do Torcedor, sancionado na semana passada, está em vigor e impõe uma série de restrições aos frequentadores de estádios de futebol. Entre as diversas medidas consta a proibição do consumo de bebidas alcoólicas. Mas parece que a regra pode não valer para a Copa de 2014. O assunto gera polêmica e a pressão supostamente imposta pela Fifa em razão de contratos publicitários coloca na berlinda as autoridades brasileiras.

A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) defende que seria um desrespeito à consciência do legislador e da opinião pública abrir negociações para o comércio de bebidas alcoólicas durante a Copa de 2014 ou em qualquer outro momento, já que existe legislação bem consolidada no país e que respalda o banimento do álcool nos campos de futebol.

“O álcool amplifica rivalidades e a tensão de dois grupos de torcedores apaixonados e em natural oposição e, infelizmente, facilita a expressão da agressividade. Antes, com a garantia habitual da impunidade, o fenômeno se repetia, mas com o Estatuto do Torcedor é possível punir e mesmo excluir a torcida organizada para agressão”, explica o psiquiatra Carlos Salgado, presidente da Abead.

Para literalmente driblar os interesses comerciais, as autoridades brasileiras terão de contar com o apoio da sociedade. Cabe às instituições formadoras de opinião manter o cidadão informado. “É preciso resguardar os interesses da população no que diz respeito à saúde pública e à segurança nos estádios, independentemente dos interesses e intervenções de alguns grupos”, acrescenta Carlos Salgado.

O psiquiatra destaca ainda que a medida pode ser um grande passo para quebrar convenções sociais distorcidas que associam o álcool ao esporte, por exemplo. Poderá também evitar o uso de figuras públicas, principalmente jogadores de futebol, em campanhas publicitárias, demonstrando alguns dos diversos benefícios que podem ser angariados em longo prazo, além dos evidentes benefícios imediatos. “Futebol é um espetáculo que não precisa de álcool para seu sucesso”, finaliza Carlo
s Salgado.

13 bandidos agiram no assalto ao Banpará de Santarém

O Blog do Estado apurou que foram 13 elementos que participaram do assalto à agência do Banpará, em Santarém, conforme o twitter do Blog do Estado informou em primeira mão.

A quadrilha veio do nordeste há pelo menos 30 dias planejar o assalto em Santarém. Na noite de ontem, 9 assaltantes renderam o gerente da agência e seus familiares na casa dele e de madrugada levaram Ademar da Silva em seu próprio carro até o banco, mas antes circularam com o refém pelas ruas da cidade tentanto obter dele o maior numero de informações sobre o sistema de segurança do Banpará.

Parte da quadrilha chegou à agência as 7h10 sem levantar suspeita. Três homens entraram no prédio do banco, localizado à travessa Floriano Peixoto, no centro da cidade e outros três comparsas ficaram do lado de fora da agência.

O assalto durou menos de uma hora. Os assaltantes, bem vestidos, levaram o dinheiro, cerca de R$ 1 mihão, em valises de couro. O chefe do bando trajava terno e gravata.

Após a consumação do assalto, os bandidos liberaram o gerente, mas a família dele foi libertada hora depois já na zona rural de Santarém.

A Polícia Militar foi acionada por volta de 8h00. Agentes da Polícia Civil pediram reforço à Polícia Federal. A primeira ação dos policiais foi assistir ao vídeo do sistema interno de segurança da agência.

Segundo o delegado Silvio Birro( de terno na foto em frente do Banpará), que comanda as investigações, pelo menos três assaltantes foram filmados durante o assalto.

O coronel Mafra, comandante do Terceiro BPM, determinou o fechamento das saídasda cidade por via aérea e rodoviária.

Por volta de 11h30, o carro do gerente(foto) foi levado para perícia no Instituto Médico Legal.

Enfim, começa reasfaltamento da avenida Borges Leal

Após cerca de 2 meses de seu anúncio pela prefeita Maria do Carmo, começou finalmente o recapeamento da avenida Borges Leal, no bairro do Caranazal.

A expectativa agora é saber quando a prefeitura de Santarém vai asfaltar o ramal do CR, antiga Turiano Meira.

Foto: Ronaldo Ferreira.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

TRE indefere candidatura de Yamada ao Senado a pedido do PMDB

Rita Soares:

O TRE acaba de resolver um problemão para o PT: indeferiu as candidaturas ao Senado de Fernando Yamada (PTB), Anivaldo Lima (PV) e Rosineide Souza (PSB).

Os petistas pregavam desde o início candidatura única de Paulo Rocha ao Senado, mas os três partidos aliados decidiram lançar candidaturas próprias mesmo estando na coligação Acelera Pará, cuja ata deliberara apenas um nome na disputa.

O PMDB impugnou toda a coligação alegando que não poderia haver uma coligação com quatro candidatos ao Senado já que apenas duas vagas estão em disputa.

O TRE manteve a coligação, mas indeferiu os três registros. Com isso, o PT mantém apenas Paulo Rocha na disputa e nem precisou se indispor com os aliados.

O TRE entendeu que, ao se coligar, o partido abre mão da iniciativa própria em função da vontade da coligação

Ainda cabe recurso ao TSE.

A Acelera Pará também pode optar por ocupar a segunda vaga ao Senado com um dos três nomes impugnados.

Entram em cena agora as costuras políticas.

Câmara de Santarém fará apenas 2 sessões por causa da campanha eleitoral

O vereador José Maria Tapajós9PMDB) anunciou ainda há pouco que haverá apenas duas sessões semanais na Câmara de Santarém enquanto durar a campanha eleitoral.

Embora apenas quatro vereadores sejam candidatos a deputado estadual, a presidência do legislativo não vê necessidade que outros 10 edis cumpram o regimento interno da Câmara que estabelece três sessões por semana.

Paysandu assume liderança da série C, Remo empata e Cametá segura lanterna da série D

O balanço dos números da bilheteria do jogo Paissandu 2x0 Águia, realizado na tarde de domingo, na Curuzu. A renda bruta foi de R$ 201.068,00. Total de despesas: R$ 75.661,69. O Paissandu ficou com R$ 125.406,31 da arrecadação. Foram 9.993 pagantes e 624 credenciados. Público total no estádio: 10.617. Tinham sido postos à venda 13.140 ingressos. Informações repassadas pela assessora Iva Lima, da FPF. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Remo fica no empate

O Remo empatou com o América (AM) em 1 a 1, domingo, em Rio Preto da Eva, pelo Brasileiro da Série D. O resultado manteve o time amazonense em primeiro lugar no grupo, com a vantagem no saldo de gols em relação ao Remo, segundo colocado. Landu abriu o placar aos 35 minutos do primeiro tempo, dando a impressão de que a equipe paraense poderia arrancar sua primeira vitória fora de casa. E o triunfo quase se confirmou. Apesar da pressão do América, o Remo se defendeu até os 40 minutos, quando Guará escorou de cabeça um escanteio e empatou o jogo. Logo em seguida, aos 47, uma cobrança de falta pelo meia Jefferson bateu no travessão de Adriano. No final da partida, Giba admitiu os problemas enfrentados pelo Remo no segundo tempo, quando a equipe foi inteiramente dominada pelos donos da casa. O técnico disse que o cansaço dos meias Gilsinho e Gian contribuiu para a queda de produção, permitindo o crescimento do América.

Cametá está mal na série D

O Cametá sofreu sua segunda derrota no Brasileiro da Série D, perdendo domingo para o Cristal (AP) por 2 a 1, em Santana. Em consequência, o time paraense caiu para a lanterna do grupo, com apenas um ponto. O Cametá abriu o placar através de Júlio César, cobrando pênalti, logo aos 5 minutos. A virada do Cristal veio através de Djalma, aos 38 minutos do primeiro tempo, e Ramon, aos 34 do segundo tempo, em falha clamorosa da zaga e do goleiro Evandro.

(Do Blog do Gerson Nogueira)

domingo, 1 de agosto de 2010

Ana Júlia lançou campanha em Santarém

A candidata à reeleição ao governo do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), esteve em Santarém no último sábado, 31, onde reuniu lideranças de partidos da Frente Popular Acelera Pará e produtores rurais das regiões do Baixo Amazonas e do Xingu.

Pela manhã, a governadora visitou a Feira do Pescado de Santarém, na orla da cidade, área que o governo do Estado ajudou a prefeitura de Santarém a recuperar. Ana Júlia cumprimentou peixeiros, ouviu reivindicações e pediu votos para “continuar ajudando a prefeita Maria do Carmo a melhorar a vida dos santarenos”.
Em seguida, Ana Júlia se reuniu na Associação Comercial com lideranças políticas de municípios do Baixo Amazonas, como Santarém, Oriximiná, Alenquer e Belterra, e destacou investimentos do governo do Estado na região, entre os quais o hospital regional do Baixo Amazonas, que Ana Júlia completou os equipamentos e colocou o hospital para funcionar, incluindo ainda um centro de radioterapia para pacientes de câncer.
“Agora, os pacientes aqui da região não são obrigados mais a se deslocar a Belém e se afastar da família para fazer esse tratamento”, afirmou a candidata.(Foto: Vera Paoloni)

População de Marapanim faz festa para Simão Jatene
Veranistas do balneário de Marudá, município de Marapanim, receberam com alegria o candidato da coligação Juntos com o Povo, Simão Jatene. Durante todo o percurso da Orla – obra realizada durante o Governo de Jatene – o candidato foi festejado e aplaudido pelas pessoas que estavam curtindo o último final de semana do veraneio.

Acompanhado pelo candidato a vice, Helenilson Pontes, de Flexa Ribeiro, candidato ao Senado e Jatene sentiu mais uma vez a grande receptividade do povo paraense à sua candidatura.

A população de Marapanim lembrou durante a visita do candidato as várias realizações do Governo Jatene no município, entre as quais a Orla de Marudá e o asfaltamento da PA-318 – trecho PA-136/Marapanim/Marudá,

No domingo, o candidato não teve agenda política. Segunda-feira, ele começa a semana com uma caminhada pelo complexo do Ver-o-Peso, em Belém, a partir das 6 horas da manhã.

sábado, 31 de julho de 2010

TRE indefere registro de ex-prefeito de Itaituba com base na lei da Ficha Limpa

Rita Soares

O ex-prefeito de Itaituba, Roselito Soares (PR), foi o primeiro político paraense a ter registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional do Pará com base na lei da Ficha Limpa.
O julgamento acabou há pouco e o pedido de registro foi negado porque o candidato foi condenado por um colegiado. O crime foi compra de votos, cometido na última eleição municipal.
Também acusado por compra de voto, o vereador Mário Correa (PR) não teve a candidatura a deputado estadual cassada porque foi apenas multado.
O caso André Dias não foi julgado hoje. Faltou parecer do Ministério Público Eleitoral.

Com informações da repórter Aline Brelaz que acompanhou a sessão no TRE

sexta-feira, 30 de julho de 2010

TSE inaugura Centro de Divulgação das Eleições 2010

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inaugurou hoje (30) o Centro de Divulgação das Eleições 2010, que receberá cerca de 500 jornalistas de todo o país e do exterior que cobrirão as eleições 2010. Sessenta e oito veículos foram credenciados para usar o centro, que fica localizado no térreo do tribunal.

Não é a primeira vez que o centro é montado, mas segundo o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, o “centro é totalmente novo, pioneiro em termos nacionais, construído em função da grande demanda que tivemos por parte dos veículos para ter informações das eleições”.

O TSE é responsável pela totalização e divulgação dos resultados das eleições presidenciais, que será acompanhada ao vivo pelos veículos no Centro de Divulgação. O tribunal também divulgará os dados consolidados das eleições para governador, senador, deputado federal e deputado estadual/distrital, que é totalizada pelos tribunais regionais eleitorais.

A cobertura no TSE será acompanhada por 22 emissoras de televisão, 16 emissoras de rádios, dez jornais, 19 sites e agências de notícias - das quais quatro são estrangeiras - e uma revista. O espaço tem uma sala para entrevistas com capacidade para 100 pessoas, 16 cabines para rádios e locução, 12 cabines para emissoras de TV e 62 bancadas individuais para atender os veículos impressos e eletrônicos. Para as televisões, também foram montados sets de filmagem.

AnônimoRuth Rendeiro escreveu sobre a postagem Advogada chefia comunicação social da UFOPA
Parabéns pela abordagem lúcida e que retrata bem a situação que infelizmente ainda predomina em muitas instituições. Trabalhei em assessoria de imprensa por quase 30anos e presenciei situações similares a que você descreve na UFOPA. O importante é que todos entendam que não há nada pessoal contra esse ou aquele advogado, agrônomo, médico ou biólogo. A questão é bem mais profunda e envolve ética e áreas do conhecimento. Se todos os demais profissionais passaram quatro, cinco anos em uma faculdade habilitando-se para ser especialista em medicina, engenharia, agronomia ou leis, dedicamos esses mesmo tempo nos especializando em comunicação com todos os seus complexos processos e segmentos. Nada mais justo do que sermos de fato e de DIREITO os responsáveis por essas áreas. Como reagiriam os colegas de outras áreas se ocupássemos a assessoria jurídica ou o departamento médico da UFOPA ?
Ainda há tempo de remediar.

Herbert Marcus escreveu comentário sobre a postagem "Advogada chefia comunicação social da UFOPA":

Miguel,

Muito acertadamente você diagnostica como regressão a nomeação de uma advogada para o cargo de chefia da área de comunicação da UFOPA, ainda que amenize o fato ao usar o termo "involuntária".

Apesar dos tantos avanços e conquistas, principalmente nas duas últimas décadas, ainda persistem os "feudos" manifestos dessa regressão, como bem observou a Ruth em seus 30 anos de experiência.

Há cinco anos quando entrei no Incra,como assessor de comunicação concursado, encontrávamos muitos DAS ocupando coordenadorias de comunicação. Hoje, felizmente, a situação é outra, os DAS rareiam em nossos encontros nacionais.

Não é o caso de outros órgãos públicos, exemplo da Receita Federal, no qual os cargos de chefia de comunicação são ocupados por profissionais de outras áreas.

As consequências disso são sempre nefastas, tanto para o órgão quanto para a sociedade, em termos de prestação de serviços. Além de questões éticas, implica em prejuízos e desperdícios pagos com os impostos dos contribuintes. Caso de revistas mal elaboradas que foram queimadas, jornais que interessam somente as chefias e por aí afora.

Espero que o reitor José Lourenço não ceda às pressões do QI, que certamente estão sendo feitas, para que fulano ou beltrano ocupe tal cargo, sem levar em consideração o perfil técnico dos "indicados".

Em todo caso, chefia ou coordenação de comunicação tem de ser ocupada por profissional da área, seja de jornalismo, propaganda ou de relações públicas. Quanto mais competente, melhor ainda para o serviço público.

Abraços, Herbert Marcus

Advogada chefia comunicação social da UFOPA

Miguel Oliveira
Editor-Chefe


Quando o reitor José de Seixas Lourenço for recepcionar, hoje, com as pompas merecidas, os novos técnicos aprovados em concurso público para o quadro de pessoal da Universidade Federal do Oeste do Pará(UFOPA) terá que enfrentar um incômodo questionamento sobre os critérios de nomeação para cargos de chefia a que esses servidores estarão vinculados.

Na área de comunicação social, inexplicavelmente, a chefia do setor foi reservada a uma advogada que, salvo melhor juízo, deveria atuar na assessoria jurídica ou noutro setor administrativo da UFOPA.

Antes que este arrazoado pareça uma peça corporativista, uma vez escrita por jornalista, quero relembrar que esta dicotomia, ainda nos idos da década 80 do século passado, já era alvo de discussão nos sindicatos e na academia. Frequente era a usurpação de cargos de chefias afins de nossa categoria por profissionais de outra área de conhecimento.

Mas, irônicamente, nos deparávamos com situações da 'casa-do-sem-jeito", uma vez que não havia, àquela época, legislação que normatizasse o setor de comunicação social ou ainda que havia carência de profissionais de comunicação devidamente habilitados para essas funções de chefia. Até em Santarém já há curso de jornalismo, situação impensada até pouco tempo. Portanto, pessoal habilitado não falta, o que derruba a tese de "carência de pessoal" no setor.

Agora, a frente mais de três décadas, há, embora involuntária, uma regressão, considerando o caso da UFOPA. O reitor Seixas Lourenço, com quem mantenho fortes laços de cooperação institucional, há de reconhecer que a indicação de pessoal inabilitado e sem formação específica para chefiar tão importante setor da universidade está na contramão de seus próprios esforços despendidos para dotar a UFOPA, em sua gênese, de um quadro de pessoal competente, habilitado e afinado com as áreas de conhecimento para os quais se destinam os serviços do dia-a-dia de uma universidade federal.

Nada tenho de pessoal contra a indicação da advogada Alda Fernandes para o cargo de chefia. Meu comentário se restringe ao fato de que a UFOPA recentemente admitiu em seus quadros duas jornalistas e ainda há uma há uma terceira profissional da área de comunicação na assessoria de comunicação da instituição. Por isso, soa-me como inconcebível que o reitor, por ação ou omissão, permita que essa situação anômala se mantenha intocada, e que profissionais do setor sejam alijados desse cargo de chefia.

Corrigir esse erro é imperioso ao reitor Seixas Lourenço para que este continue a merecer cada vez mais a confiança e o apoio dos segmentos que sempre defenderam a implantação de uma universidade amazônica, cujo cargos de chefia estão afinados com suas respectivas áreas de conhecimento.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Carajás começa de novo, mas o Pará não percebe

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


A Vale começou a realizar no ano passado o maior investimento da sua história e também o maior da indústria de minério de ferro no mundo. Aplicará até 2015 11,3 bilhões de dólares (mais de 20 bilhões de reais) para dobrar a produção de Carajás, no Pará, que chegará a 230 milhões de toneladas anuais, metade do que a Vale pretende extrair em todo país naquele ano.

O novo projeto, mais grandioso do que o inicial, que entrou em operação em 1984, irá incorporar a maior de todas as jazidas da província mineral de Carajás, a de Serra Sul, no momento em que a primeira mina, de Serra Norte, já entrará em fase de redução, e a outra jazida, bem menor, a de Serra Leste, terá entrado em produção.

Dos US$ 11,3 bilhões previstos, US$ 7,8 bilhões serão gastos na duplicação de dois terços da ferrovia de Carajás (em 604 dos seus 822 quilômetros de extensão) e na construção do 4º píer do porto de embarque, na Ponta da Madeira, na ilha de São Luís do Maranhão. Os restantes US$ 3,5 bilhões serão absorvidos pela própria mina, em território paraense. Só neste ano a empresa desembolsará US$ 1,1 bilhão (US$ 766 milhões na logística e US$ 360 milhões na mina).

O programa de investimentos não inclui apenas minério de ferro. No próximo ano o projeto Onça Puma entrará em operação, produzindo 58 mil toneladas de níquel contido em ferro-níquel, seu produto final, ao custo de US$ 2,3 bilhões, sendo US$ 510 milhões neste ano. No segundo mestre será a vez do projeto Salobo dar a partida, com 127 mil toneladas de concentrado de cobre (mais 130 mil onças de ouro), depois da aplicação de US$ 1,5 bilhão, dos quais US$ 600 milhões neste ano. Metade desse investimento (US$ 855 milhões) irá para Salobo I, que acrescentará 127 mil toneladas de concentrado em 2013.

Assim, só no conjunto de Carajás, a Vale aplicará US$ 15 bilhões em cinco anos, um valor de grandeza mundial. Mas não ficará nisso. A usina siderúrgica da Alpa (Aços Laminados do Pará), em Marabá, tem orçamento de US$ 2,8 bilhões para produzir, a partir de 2013, 2,55 milhões de toneladas de placas de aço, que serão utilizadas em parte no próprio local para laminação de semi-acabados.

A primeira fase da CAP (Companhia de Alumina do Pará), em Barcarena, prevê US$ 2,7 bilhões para a escala de 1,8 milhão de toneladas de alumina. Mas a capacidade final será de 7,4 milhões de toneladas, a mesma da vizinha Alunorte, que já é a maior do mundo. Para tornar possível essa expansão da produção, a mina de bauxita de Paragominas receberá US$ 487 milhões para passar de 9,9 milhões para 14,85 milhões de toneladas de minério em 2012.

Esse conjunto de projetos chega a US$ 21 bilhões no qüinqüênio, o equivalente a quase quatro orçamentos anuais do Estado do Pará, com uma diferença fundamental: todo esse dinheiro se destina a investimento, enquanto pelo menos 85% da arrecadação estatal são absorvidos pelo custeio da máquina. Feito o paralelo apenas das verbas de capital, o que a Vale vai aplicar no Pará e no Maranhão em cinco anos corresponde a meio século de investimentos do Estado.

Desta vez, finalmente, vamos nos desenvolver? É o que diz a empresa, com a força de ser mais poderosa do que o próprio governo. E com um poder que crescerá ainda mais pelos próximos anos, já que o Pará será a sua principal fonte de renda em todo mundo. Antes de incorporar como verdade o discurso propagandístico da Vale, que, graças principalmente ao Pará, acumula os títulos de maior empresa privada e maior exportadora do país (já estão trabalhando no Estado 37% dos empregados da antiga estatal, contra 34,4% em Minas Gerais), é preciso processar um volume enorme de informações e considerar uma contextualização extremamente complexa.

O que primeiro assusta é o fato de que esse volume ciclópico de investimentos, em sua maior parte absorvido por máquinas e equipamentos, visa a extração de recursos naturais, a maior parte deles não renováveis. O mais importante é o melhor minério de ferro existente na Terra. Em qualquer país consolidado, a estrutura logística que a Vale criou, está criando e opera estariam sob o controle do Estado e não de uma empresa privada, inclusive nos Estados Unidos. Às duas ferrovias, que são suas por concessão federal e que são também as principais vias de escoamento de carga do Brasil, a Vale acrescentará a Norte-Sul, que fará a ligação entre a ferrovia de Carajás ao norte e a Vitória-Minas ao sul.

Por Carajás, que é um núcleo por excelência de exportação (enquanto o Sistema Sul divide sua produção para também atender o consumo interno), circula o maior trem de carga do mundo (cada um deles com 330 vagões, tendo quatro quilômetros de comprimento). Em nove viagens diárias, os trens têm condições de colocar no porto 400 mil toneladas de minério. Nessa escala, em apenas dois meses a ferrovia dá conta do máximo de exportação que estava previsto no projeto para todo um ano, quando a mina começou a funcionar.

Com a escala de 230 milhões de toneladas por ano, a cada quatro anos a jazida de Carajás perderá quase um bilhão de toneladas. Em 30 anos, o filé mignon do minério de ferro do mundo estará transformado em aço na China ou na Europa. Em Carajás só não ficarão apenas buracos porque agora a legislação ambientalista exige que eles sejam tapados.

É um dado chocante. A Vale julga neutralizar o impacto alegando que nunca, como agora, o minério de ferro teve preços tão altos. É verdade. No início da década cada tonelada de ferro valia US$ 30. Hoje, seu preço varia entre US$ 130 e US$ 150 (preço no porto de embarque, sem considerar o frete, que chegou a estar mais alto). Esse incremento, de até cinco vezes em 10 anos, no entanto, foi plenamente absorvido pelas siderúrgicas, que continuaram a expandir suas capacidades.

Não só transferindo o custo para o produto como também por avançarem no processo de transformação industrial. Economizaram energia ao descartar o processo produtivo de maior demanda, no enriquecimento do minério e na sua primeira elaboração, até o limite dos semi-acabados. Empresas como a Vale se encaixaram nessa nova divisão internacional do trabalho e assumiram seu papel de fornecedoras de matéria prima e insumos para os grandes grupos.

Em "2002 aexportação brasileira de produtos de origem mineral alcançava US$ 6 bilhões. Em 2007 foi a US$ 21 bilhões. Metade do saldo da balança comercial brasileira em 2009 foi proporcionada pelos minérios, mesmo com a crise mundial. Em 2008, ano recorde, essa participação foi de 53%. Neste ano a perspectiva é de um novo recorde. Em maio, a exportação do minério atingiu um patamar nunca alcançado: somou US$ 2 bilhões.

A maior parte dessa exportação vai para a Ásia, tendo a China como destaque. Essa diretriz é ainda mais acentuada em relação ao minério de Carajás, não por acaso o mais rico: 80% dele seguem para a Ásia, sendo 60% para a China. As exportações brasileiras para a China foram de US$153 bilhões no ano passado.<

Para a Vale, é nesse rumo que a empresa (e o país) deve seguir porque as necessidades chinesas assegurarão volume e preço ainda por bastante tempo. Graças a essa renda, a empresa e o país terão recursos para promover a diversificação de produtos e intensificar a industrialização. Mas se essa alegação pode ter algum sentido para o governo federal e a companhia, não apresenta o mesmo rendimento para o Estado. É brutal o contraste entre o enriquecimento da Vale (cujo valor de mercado é de US$ 140 bilhões) e da União (que nunca arrecadou tanto) e os terríveis indicadores sociais do Estado. Uma das últimas façanhas negativas do Pará é ter o pior ensino fundamental do país. Indicador de futuro comprometido.

Mas alguém no Estado pensa a sério nessa situação? Alguém se impressiona e se assusta com esses dados? De um lado, bilhões de dólares; do outro, pobreza e degradação social, incivilidade, violência, precariedade. O estado de insensibilização é tal que, embora o Pará tenha um comércio pesado com a China, a Federação das Indústrias do Estado não participa do Conselho Empresarial Brasil-China. Mas lá estão as federações de cinco Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso), que também mandam seus produtos para o outro lado do mundo.

Nós, ao que parece, não estamos no mundo. Parecemos aceitar que nos privem dos nossos recursos naturais sem ao menos cogitar outras formas de exploração, como se as que estão em curso fossem inevitáveis, sagradas. A Austrália, competidora direta do Brasil no mercado de minério de ferro, resolveu descruzar os braços e ganhar mais do que o que lhe era oferecido. Primeiro imaginou um imposto sobre os superlucros dos recursos. Sob artilharia pesada das empresas, recuou para o imposto sobre a renda dos recursos minerais, ainda tentando manter alíquotas maiores do que as praticadas até então (30% ou 40%).

Qualquer que venha a ser a fórmula a ser adotada, uma coisa é certa e salta aos olhos: não se pode admitir que a Vale embolse enormes lucros e distribua aos seus acionistas dividendos nababescos, enquanto a receita dos impostos é microscópica e as compensações não passam de perfumaria. A Vale quer aproveitar as vacas gordas dos preços altos das commodities e por isso multiplica a produção e a exportação, que lhe asseguram uma das maiores rentabilidades no mercado internacional. Mas deixa, para os donos dessas riquezas, apenas os ossos do banquete.

É preciso mudar logo essa situação. A atitude inicial é acabar com a nociva “lei Kandir”, que isenta de ICMS os produtos que exportamos. Depois, deve-se estabelecer um percentual de retenção do lucro da empresa a partir de determinado nível, para que os ganhos sejam distribuídos. Tudo isso sem deixar de fazer a pergunta elementar: interessa-nos essa escala gigantesca de extração dos nossos recursos naturais? E, naturalmente, buscar a reposta e a forma de dar-lhe vida.

Sem isso, o Pará continuará parado no ar.

Base de Jatene no Oeste do Pará está fortalecida


Os principais líderes políticos da região oeste do Pará participaram de reunião esta semana com o candidato da coligação “Juntos Com o Povo”, Simão Jatene, para mostrar o peso da candidatura na região. O encontro foi com os candidatos a deputado federal, Lira Maia (DEM), e a deputado estadual Alexandre Von (PSDB) e Nélio Aguiar (PMN).

Além de contar com um santareno como vice(Helenilson Pontes), Jatene possui grande apoio da população do oeste do Pará porque levou investimentos para a região que melhoraram a vida da população.

Ana garante obras com verbas do PAC

“Nosso programa de governo inclui o PAC do Pará, um programa de investimento de R$ 109 bilhões, entre recursos estaduais, federais e de iniciativa privada, que vai melhorar a vida das pessoas em vários aspectos”, informou Ana Júlia à população, ao visitar ontem, o bairro de Canudos, em Belém. Naquele local o governo do estado vai construir um conjunto habitacional para onde serão remanejadas 215 famílias.

São Raimundo perde em casa para o Fortaleza

Não deu para o Pantera... O São Raimundo perdeu para o Fortaleza (CE) por 3 a 2, em partida realizada na noite desta quarta-feira (28), no Estádio Jáder Fontenelle Barbalho, o Barbalhão, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. Mesmo atuando com o apoio do seu torcedor, o alvinegro santareno não conseguiu a vitória e agora fica em situação difícil na competição nacional.
E com o apoio do seu torcedor, o Pantera saiu na frente logo aos quatro minutos. O meio-campo Soares cobrou falta com perfeição, no canto esquerdo do goleiro Fabiano: 1 a 0 São Raimundo. Por duas oportunidades, o segundo gol só não saiu pela indefinição do ataque mocorongo.
Porém, o Fortaleza (CE) cresceu no jogo e perdeu dois bons lances com o veterano Paulo Isidoro e com Tatu. Contudo, aos 30 minutos, não teve jeito. Peter chutou de fora da área, a bola desviou na cabeça do atacante André Leonel: 1 a 1. Atordoado, os santarenos levaram o segundo tento, em jogada de velocidade do atacante Tatu, que não desperdiçou, aos 40 minutos. E a noite não poderia ser pior para a Pantera. Nos acréscimo, Labilá saiu mal e André Leonel deu números finais ao primeiro tempo: Fortaleza (CE) 3 a 1 São Raimundo.
Para a segunda etapa de partida, o técnico Valter Lima fez duas mudanças, a principal foi a saída de Sató, acabando com o domínio do Leão pelo lado direito do campo. E mais uma vez o time do Sudeste paraense marcou no início de jogo. Branco recebeu cruzamento e, aos três minutos, diminuiu o placar, para a alegria da torcida presente em Santarém: 3 a 2.
O domínio era alvinegro. Por pouco, Clóvis não empata, mas o goleiro Douglas era o grande destaque pelo lado do Fortaleza (CE) e colocou a bola para escanteio. A última investida de Valtinho foi a entrada do atacante Marinélson, dando maior mobilidade ao ataque da Pantera.
O São Raimundo tentou de todas as formas empatar a partida, mas os cearenses saíram de campo com a vitória por 3 a 2. O próximo jogo do São Raimundo na Série C será no dia 8 de agosto (domingo), contra o Rio Branco (AC), no estádio Arena da Floresta. Já o Fortaleza recebe o Paysandu no dia 7 do mesmo mês (sábado), no estádio Castelão.

Ficha técnica

São Raimundo 2 x 3 Fortaleza (CE)
Local: Estádio Jáder Fontenelle Barbalho (Barbalhão)
Árbitro: Mayron Frederico dos Reis Novais (MA). Assistentes: Aelson Mariano Campelo Gomes (MA) e Sergio Henrique Campelo Gomes (MA)
São Raimundo: Labilá; Sató (Preto Barcarena), Filho, Preto Marabá e Souza; Beto (Michel), Marcelo Pitbull e Clóvis e Soares; Del Curuça (Marinélson) e Branco.
Técnico: Valter Lima
Fortaleza (CE): Douglas; Peter, Gaúcho, Leomar e Jef Silva; Cleber Goiano, Marcus Vinícius, Paulo Isidoro (André Turato) e Éder (Régis); André Leonel e Tatu
Técnico: Zé Teodoro
(Farol do Tapajós)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Atualizações em julho

O Blog do Estado entra em ritmo lento de atualização por causa da curta temporada de férias do pessoal da redação.

E ficará assim até o dia primeiro de agosto.

Notícias extraordinárias serão postadas apenas via twitter.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Justiça suspende concurso do Incra em todo o país


A Justiça Federal suspendeu nesta segunda-feira, 26 de julho, o concurso realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) este ano. Também foi suspensa a nomeação dos candidatos aprovados. Assim que for oficialmente intimado da decisão, que vale para todo o país, o Incra terá que cumprir as determinações imediatamente. A decisão, da juíza Lucyana Said Daibes Pereira, da 2ª Vara Federal em Belém, foi tomada a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Assassinatos marcam retomada da exploração de ouro em Serra Pelada

No período em que a Colossus, com sede em Toronto, no Canadá, fechou contrato com cooperativa local de garimpeiros para reativar a mineração, houve três execuções, um suposto suicídio e tiroteios, além de intervenção de coronel que fora agente do SNI

Leonencio Nossa, enviado especial a Serra Pelada. Rodrigo Rangel, de Brasília - O Estado de S.Paulo


Lama. Garimpeiros fazem extração manual com água e mercúrio - empresa canadense vai explorar subsolo de Serra Pelada

A violência marcou o período em que a empresa Colossus Minerals Inc., com sede em Toronto, e a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) fecharam contrato para explorar ouro no local. Houve três assassinatos, um suposto suicídio, tiroteios e a intervenção de um ex-araponga indicado pelo então ministro, hoje senador, Edison Lobão (PMDB-MA).


Veja também:

Esquema de Lobão paga R$ 900 a 96 garimpeiros


O Estado revelou ontem que o grupo de Lobão montou um esquema com empresas de fachada e caixa 2 e tomou o controle da Coomigasp para garantir a exclusividade na exploração do ouro subterrâneo da jazida, localizada no município de Curionópolis, na região sul do Pará.

Um dos assassinatos ocorreu em maio de 2008. A execução do sindicalista Josimar Barbosa, presidente afastado da Coomigasp e rival do grupo ligado a Lobão, facilitou o avanço da Colossus. Morto com 13 tiros por dois motociclistas até hoje não identificados, Barbosa tinha obtido na Justiça o direito de voltar ao posto.

À época, a Coomigasp estava sob controle de Valdemar Pereira Falcão, um dos aliados de Lobão. Na Justiça, Josimar alegou que o rival havia sido eleito em uma assembleia sem quórum. O argumento funcionou, mas a liminar não chegou a ser cumprida. Houve o assassinato.

Associados passaram a apontar o grupo de Valdemar como culpado. A contenda enfraqueceu a turma ligada a Lobão. Fragilizado, em outubro de 2008 Falcão pediu à Justiça do Pará que determinasse intervenção na Coomigasp. A desembargadora Maria Rita Lima Xavier aceitou o pedido e coube a Lobão, à época ministro de Minas e Energia, indicar o interventor. A parceria com a Colossus seguiu firme.

Velho amigo. Lobão indicou como interventor um velho amigo, o coronel da reserva do Exército Guilherme Ventura, ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI). Ele fora secretário de Segurança Pública do governo de Lobão no Maranhão, em 1993 e 1994 , e tem no currículo ações de repressão a movimentos de posseiros.

Quando Ventura apareceu no garimpo, em 2008, a Colossus tinha fechado o primeiro contrato com a Coomigasp, que garantia à empresa participação de 51% na sociedade para extrair ouro.

Ventura enviou ofício à Justiça propondo varrer o povoado de Serra Pelada, transferindo os 7 mil habitantes para outra área. Fez uma lista de supostos criminosos do garimpo - todos contrários ao acordo com a Colossus.

Um dos mais destacados opositores do acordo com a empresa morreu em fevereiro de 2009. O corpo de José Ornédio de Lima, o Zé da Padaria, de 46 anos, e 0 da sua mulher, Vânia, foram encontrados no casebre em que viviam. A polícia concluiu que Vânia, em depressão, teria matado o marido e depois se suicidado.

A versão é contestada pelos antigos aliados de Zé da Padaria, também acusados de violência. Integrante de uma caravana de Imperatriz (MA) escalada para defender o contrato com a Colossus, Manoel Batista Oliveira morreu quando o ônibus em que viajava foi alvejado por atiradores, perto da entrada do garimpo.

Assessor eleito. Em janeiro de 2009, Ventura conduziu uma eleição para escolher o novo presidente da Coomigasp. O vencedor foi Gessé Simão, ex-vereador de Imperatriz e homem de confiança de Lobão, que nos anos 1980 assessorou o ex-deputado e ex-prefeito de Imperatriz Davi Alves Silva - assassinado em 1992.

Foi com Gessé no comando da cooperativa que a Colossus conseguiu fechar, em setembro de 2009, um aditivo aumentando para 75% a sua participação no negócio. Dois meses depois, o presidente da Coomigasp disse aos associados que haviam sido feitas "alterações" no contrato. Elas foram aprovadas por unanimidade.


Para lembrar


O senador Edison Lobão (PMDB-MA) atuou em várias frentes pela reabertura de Serra Pelada. Primeiro, articulou para formalizar a Coomigasp como proprietária do garimpo. Em 2007, ele conseguiu que o governo convencesse a Vale, até então detentora da mina, a transferir à cooperativa os seus direitos de exploração no local. Em 2009, já com Lobão ministro de Minas e Energia, a Vale cedeu à Coomigasp mais 700 hectares de área. Na sequência, garimpeiros ligados a Lobão assumiram a entidade em um processo conturbado e violento. Nessa época, foi fechado o contrato entre a cooperativa e a empresa canadense Colossus, constituída por um emaranhado de pessoas judídicas, mas, na prática, controlada por brasileiros com ligações estreitas com o próprio Lobão. A Vale afirma não se interessar pela exploração da área.

sábado, 24 de julho de 2010

São Raimundo estréia com empate na série C

Na noite deste sábado, Águia-PA e São Raimundo-PA se enfrentaram no Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá, e ficaram no empate por 1 a 1, pela segunda rodada. Com esse resultado, o Águia chegou aos dois pontos, e assumiu a vice-liderança do Grupo A. Enquanto isso, o São Raimundo chegou ao primeiro ponto, na terceira colocação.

O jogo

No primeiro tempo, o Águia foi bem melhor, sempre se mantendo com maior posse de bola no ataque, e com isso, criou as melhores chances. Com tudo isso acontecendo, aos 47 minutos da primeira etapa, Felipe Mamão recebeu na entrada da área, invadiu, e tocou na saída do goleiro, abrindo o placar para os donos da casa.

No começo do segundo tempo, o São Raimundo voltou com mais força ofensiva, e foi em busca do empate. Logo aos sete minutos, o árbitro marcou uma falta que foi cobrada por Soares. O jogador acertou uma bomba de intermediária, e garantiu um ponto aos visitantes.

Próximos Jogos

Na próxima rodada, o São Raimundo volta a jogar na quarta-feira, às 20 horas, em casa, contra o Fortaleza. Enquanto isso, o Águia joga somente no domingo, fora de casa, contra o Paysandu.

Ficha técnica

Águia-PA 1 x 1 São Raimundo-PA

Local: Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá
Árbitro: Andrey da Silva e Silva-PA
Assistentes: Diógenes Menezes Serrão-PA e Lúcio I. R. da Silva de Mattos-PA
Cartões amarelos: Thiago Marabá (Águia); Beto (São Raimundo)
Gols: Felipe Mamão aos 47/1T (Águia); Soares aos 8/2T (São Raimundo)

Águia-PA
Alan; Gustavo, Ari, Ediklebér e Marcondes; Charles, Analdo, Jaime (Thiago Marabá) e Daniel; Samuel Lopes e Felipe Mamão.
Técnico: João Galvão

São Raimundo-PA
Labilá; Sató, Filho, Marabá e Souza; Décio, Michel (Flanela), Marcelo Pitbull e Soares; Del Curuça e Branco.
Técnico: Walter Lima
(Com informações da Rádio Clube)


Eleição deste ano será a mais fisiológica no Pará

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


Quando chegar à urna eletrônica, o eleitor poderá escolher um candidato com identidade, proposta e currículo honorável? Ou os nomes foram nivelados por baixo e estabeleceram seus acordos visando, acima de tudo, o interesse pessoal? Está difícil o voto consciente.

A eleição deste ano será a mais fisiológica no Pará desde que o povo voltou a eleger a principal autoridade pública do Estado, em 1982.

De 1971 até 1982 os governadores foram eleitos apenas pelos deputados estaduais. No retorno da votação direta e geral se uniram o último governador eleito, em 1965, o tenente-coronel Alacid Nunes, um dos militares que entraram na vida política com o golpe de 1964, e a maior liderança da oposição, o então deputado federal Jader Barbalho. Apesar dessa companhia contraditória, Jader se elegeu governador com uma boa imagem porque do outro lado estava a outra facção da política até então dominante, liderada pelo coronel Jarbas Passarinho.

O governo federal, chefiado pelo general João Batista Figueiredo (o último dos generais-presidentes), apoiou Passarinho, que disputava a reeleição para o Senado, e seu candidato ao governo, o empresário Oziel Carneiro. Já a máquina pública estadual foi colocada a serviço de Jader Barbalho, garantindo sua vitória por uma pequena diferença de votos. Jader se iniciara na política como vereador, 12 anos antes, sob o eco do baratismo, que mandou no Pará em boa parte das quatro décadas anteriores, sob a liderança do coronel Magalhães Barata. O pai de Jader, o ex-deputado estadual Laércio Barbalho, era um destacado baratista.

Mesmo com essa origem, o filho prometia inaugurar um tempo novo no Pará. Era da corrente dos “autênticos”, os mais à esquerda do então MDB, o partido da oposição consentida ao regime militar, do qual resultou o PMDB. Jader parecia disposto a fazer a vontade dos que queriam pôr um fim à era dos coronéis e abrir as portas do Pará à modernidade.

Logo se livrou de um deles, o tenente-coronel Alacid, aliado de ocasião, para apoiar o antigo inimigo, o coronel Passarinho, que ajudou a voltar ao Senado. Indo e vindo, recompondo ou rompendo, Jader Barbalho acabou por revelar o que era: um novo coronel, sem precisar de farda para se impor. Cativando parte expressiva da população com seu carisma, dispensou as armas para suplantar os coronéis fardados, que foram catapultados para o poder pelo regime militar. Desde a República Velha, nenhum político paraense foi tão forte quanto ele.

Suas inquestionáveis habilidades para fazer política e a simpatia do povo constituíram um capital notável. Com ele, Jader se tornou duas vezes governador e ministro, conquistou a presidência do Senado e bateu de frente com o mais terrível político nacional, o baiano Antônio Carlos Magalhães. Venceu-o, mas não levou o troféu. Jader superestimou sua força e subestimou suas fraquezas. A principal delas: a associação da sua fortuna pessoal a enriquecimento ilícito, à base do desvio de dinheiro público.

Hoje, individualmente, ele ainda é o político mais importante do Pará, mas a nódoa que estigmatiza sua imagem o impede de usufruir na plenitude essa condição e lhe impõe contrariedades. Seu índice de rejeição não o animou a concorrer ao governo do Estado e dessa maneira se tornar o único eleito três vezes pelo povo (Almir Gabriel, que voltou a ser seu surpreendente aliado, depois de duas décadas como inimigo figadal, tentou e não conseguiu realizar a façanha). Sua candidatura ao Senado, considerada a favorita, foi tisnada pelo pedido de impugnação formulado pelo Ministério Público Eleitoral no dia 10.

Essa iniciativa não impedirá que a candidatura de Jader se mantenha e que ele venha a ser votado e até eleito. A quantidade dos recursos previstos na lei processual e os prazos para as decisões transferirão por meses o pronunciamento final da justiça. Se depender das manifestações do Tribunal Superior Eleitoral, é provável que a impugnação do líder do PMDB seja mantida, assim como a do petista Paulo Rocha, também para o Senado, e de Luiz Afonso Sefer, do PP, para a Assembléia Legislativa. Todos renunciaram sob a ameaça de ter seus mandatos cassados por quebra do decoro parlamentar. Mas talvez não venha a ser o mesmo o entendimento do Supremo Tribunal Federal diante da argüição de inconstitucionalidade da chamada lei da ficha limpa, que procura afastar da corrida eleitoral políticos com passado desabonador.

A simples apresentação da impugnação pelo Ministério Público, porém, não causará desgastes aos candidatos? Não colocará em ação o mecanismo do voto útil, fazendo o eleitor desistir de votar em candidato ameaçado de afastamento da disputa por transgressão à lei, mesmo se eleito? Certamente este será um recurso de campanha dos adversários. Ainda assim, mais uma vez, no caso de Jader e Paulo Rocha, eles conseguirão compensar esse risco e o neutralizar, como fizeram num passado ainda tão recente?

O fato negativo, de qualquer maneira, existe e vai ter conseqüências. Porém, não é único: é mais um dentre vários fatores de desgaste do processo eleitoral no Pará. Não se tem notícia de governador que tenha ido para uma nova eleição (para eleger seu sucessor ou tentar a reeleição, conforme a possibilidade mais recente na vida pública nacional) com um índice de rejeição tão alto quanto Ana Júlia Carepa. Seu mau conceito experimentou ligeira melhora ultimamente, mas o grande empenho do caro marketing colocado ao seu serviço é fazê-lo ficar abaixo dos 50% nas sondagens que continuam a ser feitas.

Claro que até o dia da votação a situação poderá mudar, mas a estratégia tem que reconhecer essa fragilidade da candidata do PT para tentar evitar o desfecho insinuado pelas pesquisas. É o que pode explicar suas atitudes inconsistentes, sua falta de orientação e diretriz, sua insegurança. E também algo que mesmo entre protagonistas de currículo ruim precisa existir, mas que nela é uma ausência: a palavra, o compromisso. Depois de ter desgastado ao máximo sua relação com o PMDB, mais por omissão em relação à ação dos integrantes do seu grupo, que não controla, por falta de liderança real ou por conveniência, Ana Júlia Carepa tentou ressuscitar a aliança de uma forma primária, amadorística, diante de um jogador tão profissional quanto Jader Barbalho.

A governadora parecia consciente de que o acordo fora rompido e por isso saiu à cata de novos parceiros para encher o baú de legendas, o que acabou conseguindo, com 13 delas ao lado do PT. É uma maneira de fortalecer o seu nome e dar a impressão de ser apoiada por uma frente de partidos e ter a hegemonia, ao menos no plano institucional. Incluiu nesse balaio o seu maior adversário na eleição anterior, o prefeito de Belém, Duciomar Costa, cujo principal título no momento é o de ter rejeição ainda maior do que a de Ana Júlia (a medida pelo Ibope chegou a 73%). O acerto de gabinete foi rápido, à base de toma-lá-dá-cá de favores, compensações e brindes.

Mesmo para um PT cada vez mais fisiológico, no entanto, a mudança, além de súbita, foi radical demais. Provocou traumas internos e desencadeou a ameaça de cisões. Para tentar restabelecer a aparência de unidade, a governadora deixou de cumprir o compromisso com o PTB. De pronto, Duciomar mexeu numa pedra importante do jogo: apresentou a candidatura do empresário Fernando Yamada ao Senado.

Viu-se então o que parecia inimaginável em outros tempos, quando princípios e palavras não haviam sido tão desgastados e desprezados: o PT foi atrás dos partidos aliados para que aderissem à candidatura única ao Senado – no caso, do próprio PT, Paulo Rocha. Iludido pelo domínio dos penduricalhos do poder, o PT parece convencido de que pode substituir eleição por plebiscito, a maneira de manter-se no poder com um sofrível elenco de nomes.

Atento, Jader reagiu apresentando um verdadeiro “laranja” como o segundo candidato do PMDB ao Senado. Esse movimento se harmonizou com a atitude de Simão Jatene de fechar as portas do PSDB a Valéria Pires Franco, pré-candidata que ficou em segundo lugar na pesquisa do Ibope encomendada pelo seu partido, o DEM, dirigido pelo seu marido, o deputado federal Vic Pires Franco. Significaria que, se passar para o 2º turno, Jatene – e não Ana Júlia – será apoiado por Jader?

O PT renunciou à sua história e ingressou de vez na mixórdia que faz todos os partidos políticos patinarem na mesma lama. Buscam a vitória dos seus interesses sem a menor consideração pelo que representavam ou pela idéia que dele faziam – ou ainda fazem – os eleitores. O cidadão que comparecer à sua seção para exercer o “sagrado direito do voto” deverá se inspirar em alguma coisa que o motive, menos no futuro do Pará, que não estará em jogo na eleição de outubro.

Os candidatos que se apresentam agora ao eleitor embaralharam tudo para criar uma enorme ameba, indistinguível, indefinida, que tudo absorve e forma um organismo pegajoso, que não tem identidade nem proposta. Um retrato triste da representação política do Estado.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Manchetes desta sexta de O Estado do Tapajós

Eleição no Pará marcada por fisiologismo

Maria do Carmo está inelegível por 3 anos

Livrarias não dispõem de Código do Consumidor

Cosanpa faz manobra para racionar água em Santarém

Corte no fornecimento de carne do quartel obriga militares a almoçar em casa

Çairé está mantido para o período de 9 a 13 de setembro

Postes da Celpa são alvos de motoristas

Atualizações em julho

O Blog do Estado entra em ritmo lento de atualização por causa da curta temporada de férias do pessoal da redação.

E ficará assim até o dia primeiro de agosto.

Notícias extraordinárias serão postadas apenas via twitter.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Gil Serique, o embaixador do windsurf em Santarém

Aritana Aguiar

Muitos não sabem o que fazer durante as férias. Em Santarém é possível praticar o windsurf, um esporte pouco conhecido. Gil Serique, 45, santareno, pratica o esporte há mais de 20 anos. "Eu não tive um instrutor, apenas um amigo que montou o aparelho. Ele me deu a dica, embora ele não soubesse velejar", relembrou.

Windsurf é uma modalidade olímpica de vela. É praticado com uma prancha idêntica à prancha de surf e com uma vela entre 3 a 12 metros quadrados e consiste em planar sobre a água utilizando a força do vento.

No mundo, o Havaí, Ilhas Canárias e praias do Caribe são considerados ótimos lugares para a prática do windsurf, mas Santarém possui dois rios a sua frente considerados excelentes para a prática do esporte. "Eu não conseguiria ser tão feliz se eu não velejasse. Tenho vários amigos que foram para para Europa, Caribe, costa brasileira e acham que o Tapajós nao deixa nada a desejar", conta Gil.

A vantagem do windsurf ao surf é que a pessoa vai a uma determinada distância e pode ficar até seis horas velejando direto. A modalidade tem possibilidade de manobras bem maiores, exemplo, jybe e jumps. Destacando que pode chegar à velocidade de até 60 km por hora, e isso nos rios Tapajós e Amazonas. Para Gil, windsurf é um esporte incrível e afirma que as pessoas na cidade não entendem por que não praticam.

"Quando está a certa velocidade tem a sensação de liberdade", destacou Gil Serique. Como o esportista mora em frente aos rios, de janeiro a dezembro sua prancha e vela está montada, curiosos vêem e perguntam até quanto custa para uma aula e querem saber se é difícil praticar. Gil, não nega a dificuldade inicial, mas firma a importância e vantagens do esporte.

Para quem vai começar a praticar windsurf, necessitará de uma vela pequena e uma prancha bem larga, vai requerer menos equilíbrio da pessoa. Uma vela pequena terá menos pressão do vento, não terá muito esforço para segurar, pode aprender sozinho, mas é um pouco perigoso. "Nada melhor que um bom instrutor, pois saber voltar é uma maneira diferente. Para velejar contra o vento eu deveria está com a vela em 45° e esses detalhes fui aprendendo com o tempo e força de vontade", declara.

De acordo com Gil Serique, através de informações de amigos a Ponta do Cururu não deixa nada a desejar para velejar, pois de um lado tem várias ondas. Em Ponta de Pedras também. Tem o lago de Alter-do-Chão, que é pequeno, e o restante do Tapajós que nunca foi explorado.

Como os rios Tapajós e Amazonas são excelentes para velejar existem algumas curiosidades e diferenças o rio Amazonas tem uma correnteza mais forte e maior densidade em relação ao rio Tapajós. "Quando se troca de água sente a diferença, existem ondas diferentes entre os dois rios, é algo divertido e incrível", explica Gil.

Mas, para quem quer praticar o esporte a noite não é muito recomendável. Uns dos problemas em velejar a noite são os troncos que às vezes não é possível vê-los e corre risco de acidente. Se houver um impacto do aparelho com o tronco há 40 ou 50 km/h pode quebrar, e a pessoa provavelmente terá que largar o aparelho no meio do rio e voltar à margem nadando. Além disso, na frente da cidade que possuem pequenas ilhas é possível encostar para descansar e dar continuidade ao esporte.

Um aparelho seminovo, chega a custar de 2 mil a 2.500 reais. Para Gil Serique, é um dinheiro bem investido, pois quantos pais não compram vídeos games caros para os filhos, e com o windsurf, estarão praticando o esporte, em que não há a necessidade de ir para o mar praticar.
Gil, conta quando conheceu a campeã européia de windsurfe, Sarah Hebert. "Ela viu minha prancha na praia e achou que era uma miragem, pois seu maior sonho era velejar nos rios da Amazônia. Velejou no Tapajós, encontro das águas, achou maravilhoso", relembrou. Sarah escreveu um artigo para uma revista sobre windsurf referente ao esportista Gil Serique, mostrando a pratica da modalidade em água doce.

41 pessoas ficaram mutiladas em acidentes e trânsito em Santarém no primeiro semestre

Aritana Aguiar

A cada dia aumenta o número de motocicletas em Santarém. Assim como as fraturas causadas por acidente de trânsito. E o número pessoas que tiveram membros amputados registrados no Hospital Municipal de Santarém subiu consideravelmente do ano passado para cá.

Em 2009, deram entrada no Pronto Socorro Municipal 2.203 pessoas vitimas de acidente de moto e de janeiro até maio deste ano houve 967 acidentados com motocicletas. Das vitimas que perdem algum membro do corpo, a grande maioria amputados perdeu a perna, trazendo grandes conseqüências para suas vidas.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde(Semsa), de janeiro a julhode 1010, 241 pessoas sofream fraturas e 41 tiveram membros do corpo amputados.

A pessoa que perde um membro em acidentes convive com grandes seqüelas. É o caso de Cleberson Barroso, 34 anos, que trabalhava como moto- taxista clandestino, e Francisco Pimentel, 59 anos, passageiro de um moto taxista também clandestino. Ambos perderam a perna esquerda. Um conseguiu a prótese e tenta se adaptar ao aparelho, enquanto o outro ainda espera pela perna artificial.

Registro de arma não dá direito a caçar aos comunitários de Resex

Aritana Aguiar

Até dezembro de 2009 foram registradas na Policia Federal de Santarém nove mil armas de fogo para posse legal. O registro permite guardar a arma dentro da residência ou estabelecimento de trabalho, mas moradores de comunidades rurais acreditavam que essa autorização também permitia o porte para caça de subsistência.

Durante o 1º Seminário Regional de Gestão da Fauna do Oeste do Pará, realizado na semana passada, em Santarém, o delegado da Policia Federal, Gecivaldo Ferreria, esclareceu a diferença entre posse e porte de arma de fogo. "Essa autorização de posse é dada somente para ter a arma dentro da residência ou estabelecimento, não é permitido que saia para caçar, mesmo que seja para subsistência", explicou o delegado.

O secretario da Resex Tapajós e Arapiuns, Leônidas Farias, desconhecia do verdadeiro objetivo do registro de arma de fogo. "Eu e os comunitários acreditávamos que poderíamos caçar nos locais permitidos, que isso a autorização permitia", afirmou. Preocupado, disse que iria comunicar imediatamente aos moradores da Resex sobre o registro para que ninguém fosse preso inocentemente.

Copa dá prejuízo aos lojistas

Com o término da Copa do Mundo 2010, e a eliminação antecipada do Brasil, o comércio sofreu alguns prejuízos na venda dos produtos da Copa do Mundo. Roupas, vuvuzelas, cornetas, perucas, gorros entre outros adereços não têm mais saída e mofam nos estoques. Em Santarém os lojistas sentiram esse impacto principalmente nas lojas de confecção, que não conseguem desencalhar nem camisas da seleção brasileira com 50% de desconto.

Reciclagem de lixo rende bom dinheiro em Santarém

Aritana Aguiar

Santarém não possui nenhum sistema da Prefeitura Municipal para a coleta seletiva de lixo. Mas existem empresas e sucatas que recolhem o material para revender, evitando que toneladas desses resíduos sejam jogadas no lixão de Perema. Mesmo assim em locais da cidade, principalmente em estabelecimentos particulares e, instituições de ensino encontram-se lixeiras seletivas, mas o problema é que nesse tipo de coleta tudo vai para o lixão.

Na cidade existem duas empresas que recebem sucatas e duas que colhem plásticos e papel. Nas sucatas são recolhidos latinhas, cobre, metal, alumínio, bateria de carros e motos, inox, magnésio e antimônio, entre outros.

Em uma dessas sucatas são recolhidos por dia 500 a 600 quilos de latinha.

A sucata chega a ter mensalmente 27 toneladas de latinhas que é enviada para a empresa Aluferro, em Minas Gerais. De lá, o material é enviado para as grandes indústrias para serem reciclados. Nos dias de segunda, quarta e sexta feira sãos recebido de cerca de duas toneladas de latinha.

Enquanto o alumínio tem um destino certo, é reutilizado para a produção de panelas. Em Santarém a sucata paga R$ 2,40 por quilo. No mês totaliza em 12 toneladas e tudo enviado para Minas Gerais.

O cobre recolhido é enviado para a empresa Condumig, em Minas Gerais, lá é recebido o cobre de todo o país e, é reutilizado da fabricação de produtos elétricos. Em Santarém a empresa paga R$ 8,40 pelo quilo, e chega a receber dos fornecedores e catadores oito toneladas no mês.

Jornalismo: Passado/Presente

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal


A Segunda Guerra Mundial teve pelo menos um efeito benéfico para o Brasil: tornou o nosso país terra adotiva de grandes intelectuais europeus, que fugiram do totalitarismo nazista, como Otto Maria Carpeaux e Paulo Rónai. O francês Édouard Bailby veio depois, já em 1949, não numa onda de emigração para os trópicos, mas em aventura pessoal. Ficou 15 anos no Brasil, tornou-se exímio no português, lendo, escrevendo e falando, e escapou ao exotismo dos imigrantes. Além de muitos artigos e reportagens na imprensa, sobretudo em Última Hora, de Samuel Wainer, nos deixou um livrinho precioso, A Revolução devora seus presidentes, publicado pela Saga, excelente editora.

Bailby, aos 81 anos, de volta à França desde 1963, recorda sua "aventura brasileira" em artigo publicado no Jornal da ABI, agora com matérias de interesse e reportagens mais longas, no melhor estilo jornalístico. Com 19 anos e apenas o que hoje chamamos de 2º grau, Bailby diz que tinha só um caminho: "entrar para o curso de Jornalismo recém-criado na Faculdade Nacional de Filosofia, na Avenida Presidente Antônio Carlos", que não exigia a revalidação do baccalauréat, o diploma do curso secundário. Com professores como Josué de Castro e Danton Jobim, conseguiu o diploma de bacharel em jornalismo. Mas não ficou nisso: iniciou logo um curso de línguas neolatinas com Alceu Amoroso Lima, Manuel Bandeira e Celso Cunha.

Basta este trecho do artigo para fazer algumas proveitosas observações. Qualquer um podia ser jornalista quando, no fim da década de 40, surgiu o curso de jornalismo na FNFi, no Rio de Janeiro, que ainda era a capital federal. Mesmo sem precisar do curso para se profissionalizar, Bailby foi para a redação com seu diploma de bacharel. Seus professores não tinham títulos acadêmicos, mas que professores!

Evoluímos desde então?

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Benvindo, João Júlio

Nasceu ontem o primogênito do casal Nivaldo Pereira e AnaLu.

Chama-se João Júlio o filho do diretor da TV Ponta Negra de Santarém.

Vida longa ao mais novo santareno do pedaço.

Nivaldo não pára de espocar os champanhes.