sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A imprensa conspira? Desconfie dos profetas

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

Existe realmente o PIG, Partido da Imprensa Golpista? Os petistas – seus aliados e porta-vozes – não têm dúvida: existe e age a todo vapor. Mas só conseguiram provar até agora (o que não é pouco) que os principais órgãos da imprensa brasileira não gostam de Lula e nem do PT, que preferem José Serra a Dilma Rousseff, que são conservadores e elitistas, e que defendem acima de tudo seus interesses corporativos. Mas ninguém apresentou uma prova da ação desses veículos de comunicação para romper a ordem legal no patrocínio das suas idéias, que contêm alguma dose de preconceito e má-fé. A democracia é suficientemente elástica para incluí-los na ordem legal como grupos de pressão, agindo às claras ou nos bastidores.

Golpísta, sem dúvida, foi O Estado de S. Paulo no combate ao governo de João Goulart. Seu diretor responsável, Júlio de Mesquita Filho, participou das conspirações que visavam a deposição do presidente constitucional do país. O segundo Mesquita na direção do grande jornal paulista se viciara no combate à margem da lei por causa do antagonismo extremado com o getulismo, antes e depois do Estado Novo (1937/45). Mas a virulência do famoso editorial que ele escreveu (“Instituições em frangalhos”) contra a edição do AI-5, em 13 de dezembro de 1968, mostrava-o já do outro lado do balcão, de onde não mais retornou. A partir do ano seguinte, seu filho e sucessor na direção do centenário jornal, Júlio de Mesquita Neto, faria sua a resistência da redação às garras totalitárias do regime militar. Foi um dos períodos mais gloriosos da imprensa brasileira, glória feita de muita persistência e alguma coragem.

Enquanto o dono do Estadão se envolvia na relação promíscua com os militares e civis golpistas da década de 1960, o jornal de maior influência política na época, o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, mesmo à margem das tratativas conspirativas, foi quem deu a senha para a derrubada do presidente e a adesão da classe média aos usurpadores do poder, com dois editoriais sucessivos (“Basta!” e “Fora!”), escritos por um jornalista de esquerda.

Tanto quanto os Mesquitas, os Bittencourt – então reduzidos a Niomar, mulher de Paulo, sucessor do fundador da empresa, em 1901, Edmundo – defendiam idéias, algumas delas, não sem certa ironia, semelhantes às do governo de Jango. O Correio também queria as reformas de base, mas depois de cumpridas as formalidades previstas em lei, incluindo a aprovação pelo congresso nacional e não por um golpe de mão do chefe de executivo. Depois do comício de 13 de março de 1964, o jornal se convenceu, com sinceridade, que Jango queria criar um confronto para assumir plenos poderes, tornando-se um ditador. Iria tentar o golpe no qual Jânio Quadros fracassara, três anos antes.

Se o Correio estava certo ou não, é a face controversa da questão. Que se pronunciou pelo afastamento do presidente convicto de que era a única maneira de prevenir o golpe por cima, não há mais dúvida alguma. A maior parte da elite da redação do jornal era de esquerda. Foram esses jornalistas que conduziram o maior jornal que a república teve até hoje para a reação aos militares, a partir do segundo dia do golpe.

Contaram com a inexperiência e síndrome de heroísmo de Niomar Moniz Sodré Bittencourt para colocar o jornal em confronto aberto com o governo forte (e apoiado majoritariamente pela classe média e o povo em geral). O mesmo aconteceria, sob outras circunstâncias, com a Folha do Norte diante do coronel Jarbas Passarinho, no Pará (depois o jornal, com a morte do seu chefe lendário, Paulo Maranhão, passaria ao extremo oposto, mas já como caricatura do que fora, pronto para morrer).

Esse radicalismo infantil conduziu o Correio direto aos rochedos e ao naufrágio, com direito à tradicional fuga dos ratos antes de a nau adernar para o fundo da memória nacional, de onde nunca mais emergiu, para infelicidade da cultura brasileira. Não estava escrito nas estrelas que semelhante destino era inevitável diante de um governo forte, mas cheio de escrúpulos udenistas, como o do marechal Castelo Branco e mesmo o do seu companheiro de armas, Costa e Silva, o segundo presidente-general (o posto honorário de Castelo e vários outros, inclusive o que dirigiu a Folha nos seus estertores medíocres, foi extinto por excesso de demanda, mas não de qualificação).

Um pouco mais de realismo e de boa fé teriam permitido ao jornal contornar os perigos sem trair seus ideais, sobrevivendo às intempéries da época. Foi assim que o Estadão se comportou a partir do momento em que Júlio Neto assumiu o leme e estabeleceu o contraste com o pai conspirador. Colocou o jornal nos trilhos do profissionalismo, tendo como norte a busca da verdade, ainda que sujeita a todos os graus de variações em função da dinâmica cotidiana e dos miasmas editoriais da empresa.

Por isso se impôs ao respeito até dos inimigos. Nunca acatou a presença do censor estatal na redação, mas não pediu que ele se retirasse. Fez o que era certo: o combateu sem descanso. Quem acabou cedendo foi o governo militar, já no consultado do general Geisel. Em 1975, foi ele que tomou a iniciativa de retirar o censor. Era um presente ao centenário do jornal, que suspirou aliviado, mas não bateu palmas. Era seu direito voltar a assumir a plena responsabilidade pelos seus atos. O Correio só não partilhou esse momento por imprudência e irresponsabilidade de alguns dos seus condutores, que queriam fazer história pessoal, não coletiva.

Por acaso trabalhei nos dois jornais, efemeramente no Correio e muito mais no Estadão. Neste, durante grande parte da intervenção da censura. Como muitos outros na empresa, não tive gestos de heroísmo (daqueles que, depois, permitem o descanso do guerreiro, que viria a ser remunerado – imoralmente – já sobre as cinzas da ditadura), mas não cometi a menor das indignidades. Nem mesmo a de vergar a coluna para saudar o patrão (conforme a curvatura, sujeitando o acólito a exibir as partes pudendas ao distinto público).

Tive conflitos com a direção e seus prepostos, algumas vezes levados ao limite do rompimento. Em alguns saí perdedor, noutros venci. Tive que engolir certas matérias publicadas no jornal que considerava inverídicas ou tendenciosas. Mas vibrei ao conseguir dar à luz reportagens que contrariavam frontalmente não só o pensamento mais íntimo da “casa” como suas manifestações explícitas, através de editoriais. Foi o caso da série de reportagens sobre conflitos de terras na Amazônia, que só saiu depois de passar pelo crivo de um censor interno. Felizmente, o que decidiu a parada foi a capacidade dos litigantes em demonstrar sua verdade. A nossa foi maior do que a do oponente.

Vários livros já foram escritos sobre O Estado de S. Paulo. A meu ver, nenhum reproduziu satisfatoriamente a complexidade do funcionamento do jornal e da sua relação com o poder e a sociedade. Não tenho a menor dúvida, entretanto, que a história desse período se empobreceria se o Estadão não tivesse existido ou fosse conduzido a um falso destino e sucumbisse por não se ajustar ao campo de batalha. Na luta diária com a censura, bem ao nosso lado, aprendemos muito: a apurar melhor as informações, a escrever nossos textos de tal maneira que eles pudessem passar pelo crivo do censor sem se desnaturar (embora muitas vezes perdendo em clareza), a sermos responsáveis, a avivarmos nosso compromisso com o leitor e até mesmo a nos tornarmos maleáveis, sem perder de vista qual era o inimigo. E continuar a combatê-lo, sempre.

Com o fim da censura estatal, vários dos princípios adotados em conjunto – tanto pela empresa quanto pelos seus funcionários – se diluíram ou foram esquecidos. Há menos empenho pela verdade do que antes, mais condicionantes e uma profunda autocensura. As redações se encolheram, se submetendo mais docilmente às ordens pelo risco da perda do emprego valioso. Ou então adotaram um espírito sindical e corporativo, que reduz o horizonte de visão e estreita as margens da atuação.

Com todos esses problemas, é melhor ter a atual imprensa do que vê-la sujeita a novos, mais sutis e não menos poderosos mecanismos de interferência – e mesmo de intervenção – do governo, sempre um macaco em loja de louças quando se trata de apurar o grau de liberdade em sociedade – e as manifestações do espírito humano.

A chamada grande imprensa continua a abusar do seu poder e a tentar conduzir a opinião pública para onde lhe interessa, mesmo que não seja através dos fatos e da verdade. Mas hoje as formas de denunciar essa conduta são mais amplas, imediatas e convincentes do que nunca – e estão ao alcance do cidadão médio. Não é a ausência de meios de expressão que surpreende, mas a dificuldade que esse cidadão médio enfrenta para dar conteúdo à sua manifestação.

A internet é um alto-falante como jamais houve igual pelo seu poder de alcance e de convencimento, além da instantaneidade do seu efeito. A potência do meio, porém, contrasta com o raquitismo da mensagem. Blogs e sites são tecidos através de adjetivações e sentenças, mas lhes falta fatos, argumentos e até mesmo razoabilidade.

A revista Época, por exemplo, integrante do PIG por sua dupla condição de filiada às Organizações Globo e à Folha de S. Paulo, foi acusada pelos “anti-piguismo” de golpe baixo numa matéria sobre o passado da candidata do PT na luta armada contra o regime militar. Os exemplares da revista acabaram rapidamente nas bancas e livrarias por conta dessa propaganda involuntária.

Li a reportagem e sua continuação na edição seguinte. Nada encontrei que pudesse justificar o tom de indignação dos adeptos de Dilma Rousseff. Á matéria se enquadra na boa técnica jornalística: fatos apurados, narrativa correta, versões acolhidas. Claro que a revista, pró-Serra, destacou sua própria interpretação dos acontecimentos. A imprensa existe também como órgão da opinião pública. Suas informações, entretanto, podiam fundamentar interpretação oposta à dela.

Pode-se encontrar elementos de aproximação entre Época e Veja, mas uma leitura comparativa das duas revistas mostrará que elas estão muito longe de formar um todo homogêneo, compacto, monolítico. Época melhora em qualidade jornalística. Veja só tem piorado. Não porque seja menos “serrista”. Simplesmente por informar menos, com menos dados concretos e mais adjetivação na linguagem. Suas matérias costumam virar editoriais pouco conspícuos quando trata de temas políticos, eleitorais, ideológicos e até culturais. Um contraste enorme com a Veja de anos atrás, que não era menos conservadora do que agora.

Só um fanático haverá de considerar como gêmeos O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo. O problema não é ideológico, ou não é esta a questão principal: é técnico. Mesmo quando experimentava sua iconoclasta aventura esquerdista, a Folha não era confiável nos dados. Tinha diversidade de opiniões, o que ajudava o leitor a também a opinar, mas era carente de reportagens boas, daquelas que contribuem para se informar suficientemente bem para julgar melhor. Hoje, que deu uma volta de 360 graus às origens, a Folha não ficou melhor.

Até melhorou quanto à parte opiniática. O que piorou foi a reportagem. O mesmo aconteceu com o Estadão. Só que um dos últimos patrimônios da grande folha dos Mesquitas ainda é refletir com nitidez e consistência a opinião da plutocracia paulista. Pode-se e deve-se discordar dos editorais do Estadão. Lê-los, porém, é um aprendizado como poucos sobre a sociedade brasileira – e sua história.

Receber os boletins do Grande Irmão é o pior que pode acontecer. Nunca houve imprensa digna do nome no chamado “socialismo real”, o único que existiu na prática até a queda do muro de Berlim, em 1989. A liberdade não tem sobrevivido ao dia seguinte das revoluções, com ênfase nas socialistas.

O socialismo é a meta por excelência dos sonhos de igualdade dos povos, mas não conseguiu dar uma boa resposta ao desafio da oposição. Sua tendência dominante é esmagá-la, sob os mais generosos e altissonantes pretextos (como os de Leon Trotski na revolução bolchevique). Aí começa a tirania, que pode ser mais duradoura do que as de direita e não ter o fim adequado.

Para que não haja novas desilusões, deve-se resistir à tentação de condenar os críticos e adversários só porque não partilham a nossa opinião. Sustentar um campo – se não neutro – objetivo, no qual as partes possam dialogar e medir forças com as armas da razão, com argumentos, através da demonstração da verdade. Não com tacapes e rasteiras.

Esse território só existirá – ou só se manterá – com plena liberdade de expressão e uma imprensa sem peias, exceto as dos cidadãos, sem a interferência do leviatã estatal. A imprensa continua repleta de vícios e erros, muitos deles graves, como o de editar levianamente as cartas dos leitores e desprezar o direito de resposta, além de não quebrar a cadeia dos elos corporativistas. Mas essa invenção do PIG é para puni-la ou extingui-la pelos seus acertos. Ainda que poucos, necessários à democracia, planta tão frágil neste país sempre autoritário.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pesquisa Veritate/LCP/UFPA aponta Jatene 17 pontos à frente de Ana Júlia

Protocolo da pesquisa número 16558/2010 TSE/TRE-PA.

Relatório Sintético do resultado da pesquisa LCP/UFPA/Veritate

Para Senador:

Jader 33.5%
Paulo Rocha 22.4%
Flexa 21.3%
Marinor 4.2%
Abel Ribeiro 1.1%
Prof. Neide 1.4%
Paulo Braga 1.2%
João Agugusto 1.2%
Savanas 0.3%
Yamada 0.4%

Governador (espontânea)

Jatene 36.7%
Ana Júlia 21.3%
Juvenil 4.7%
Cleber Rabelo 0.7%
Fernando Carneiro 0.6%
Outro 0.2%
Nenhum/branco/nulo 10.4%
Sem resposta 25.4%
Total 100%

Governador (estimulada)

Jatene 41.6%
Ana Júlia 24.5%
Juvenil 5.6%
F.Carneiro 1.4%
Cleber Rabelo 1.1%
Nenhum/branco/nulo 11.7%
Sem resposta 14.1%

Mullher acusada de assassinar rival por ciúmes é condenada a 14 anos de reclusão

Júri popular condenou hoje à tarde Graça Cipriano Ferreira de Sousa, 43 anos, a 14 anos de reclusão, em regime fechado por matar no dia 10/12/1991, no bairro do Urumari, Maria de Nazaré Alves Barros, à época com 17 anos. O motivo do assassinato, com duas facadas, foi o fato de Nazaré estar tendo um caso com o namorado de Graça Cipriano (à época com 24 anos), José Walmir Conceição de Sousa, atual esposo de Graça.

O juiz Gérson marra Gomes aplicou a pena de 14 anos de reclusão, em regime fechado, mas como a ré respondia ao processo em liberdade, não decretou sua prisão. Ela tem agora, cinco dias para recorrer da sentença e só será imediatamente presa se não apresentar recurso.
(Com informações de Jota Ninos)

Em evento em Belém, Lula não fala sobre saída de Erenice Guerra

Iara Lemos

Do G1, em Brasília

Na primeira aparição pública depois da demissão da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não falou sobre o assunto. Lula participou na tarde desta quinta-feira (16), em Belém (PA), de cerimônia de divulgação de editais para contratação de obras em rodovias federais.

O presidente falou por cerca de 20 minutos e abordou apenas os investimentos feitos pelo seu governo nas áreas de infraestrutura e educação. Ele saiu de Brasília no começo da tarde, logo depois de o Palácio do Planalto ter confirmado a demissão de Erenice Guerra.

Lula afirmou que, apesar de ser ano eleitoral, ele fez a opção de não paralisar os trabalhos de infraestrutura feitos pelo governo.

“Num ano eleitoral, normalmente quem é representante do Poder Executivo fica um pouco quase que amordaçado porque a partir do mês de junho você não pode fazer convênio com nenhum estado. Eu tomei a decisão de que o processo eleitoral não para o processo do governo. Eu tomei como decisão que não houvesse nenhum truncamento no processo administrativo. Se a gente não aproveita o dia como hoje e vem lançar os editais, ao invés de você estar inaugurando uma coisa daqui a um ano, vamos inaugurar daqui a dois anos”, afirmou.

O presidente afirmou ainda que, diante da situação em que o país se encontra, “não há possibilidade de haver retrocesso”

“Tem sempre alguém para meter o dedo e não permitir que as coisas andem. E nós não brincamos nestas coisas. Eu tinha medo do segundo mandato, e foi o segundo mandato que me permitiu criar o PAC e nos permitiu olhar na cara dos empresários e dizer que nunca antes na história desse país se pode criar tanto empregos e pagar tantos salários”, afirmou.

Durante o discurso, o presidente ainda criticou a falta de investimentos de governos anteriores, especialmente em educação.

“Eu não vou fazer comparação com outros governos porque nunca ninguém investiu mais do que eu em educação. É até uma vergonha que alguém que governou antes de mim, que sou um metalúrgico sem ensino universitário, e tenha sido eu quem mais investiu em universidades e escolas técnicas no país”, disse.

Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural termina dia 30

A Declaração do Imposto sobre a Propriedade Rural (DITR) é um requisito obrigatório para manter devidamente regularizada a propriedade rural. Toda pessoa física e/ou jurídica que tenha propriedade rural, possuidor a qualquer título e do domínio útil de imóvel é obrigado a entregar a declaração.

Devem ser entregues os seguintes dados para validar a Declaração: “O Documento de Informação e Atualização Cadastral (DIAC) e o Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT)”.

A Declaração deve ser entregue até 30 de setembro de 2010 e pode ser feita de três formas conforme o tamanho da propriedade e localização: pela Internet no site da Receita Federal www.receita.fazenda.gov.br, por disquetes a ser entregues nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal ou através do preenchimento de formulário próprio a ser entregue nas Agências dos Correios. Para mais informações na Receita Federal de Itabuna ligue para (73) 3214 5682 ou Receitafone 146.

A finalidade da ITR é apurar o imposto territorial rural e atualizar as informações de todas as propriedades rurais junto ao Governo Federal. “É importante que todos os proprietários entreguem a declaração no prazo correto, para evitar o pagamento de multas que o mínimo é de RS 50,00”, conclui Evangelista.

Neste ano, a Receita diminuiu o período para a entrega, até o ano passado o prazo começava a partir da segunda quinzena de agosto. Segundo a Receita, 95% dos contribuintes declaravam em setembro.

O último boletim divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em Junho de 2010, mostrou que a quantidade de propriedades rurais aumentou em 700%, passando de 648 mil para mais 5,1 milhões de propriedades em 2006 com dados obtidos pelo IBGE.

PMDB vai à Justiça contra pesquisas Ibope e Veritate

Rita Soares:

O PMDB protocolou ontem, no Tribunal Regional Eleitoral, pedido de impugnação das pesquisas Ibope - encomendada pela TV Liberal - e Veritate, feita para a pós-graduação em Ciência Política da UFPA.

No caso do Ibope, o argumento é o mesmo usado pela coligação Acelera Pará para impugnar a pesquisa anterior. Falta discriminar os municípios onde serão aplicados os questionários.

O PMDB alega também que a amostra de apenas 812 eleitores não condiz com a margem de erro de três pontos para mais ou para menos. Para essa margem de erro seriam necessárias, segundo especialistas consultados pelo partido, aplicar, pelo menos, 1.200 questionários.

Na pesquisa do Veritate, o PMDB contesta a ausência de um responsável citado no protocolo. Os dois pedidos ainda serão avaliados pelos juízes da propaganda eleitoral, Osmane dos Santos e Maria do Céu Coutinho.

Viagem perdida

A secretária Alba Valéria, segundo informa o release da Prefeitura de Santarém, viajou a Brasília para se encontrar com Erenice Guerra, chefe(?) da Casa Civil da presidência da república, para tentar solucionar o impasse na liberação de verbas para obras do PAC em Santarém, cuja casas construídas no bairro do Uruará foram invadidas.

Um viagem perdida porque Erenice, desde a eclosão do escânda-lo que envolve a Capital Consultoria, empresa que pertence a um dos seus filhos, conforme revela a Folha, não botou mais os pés no Palácio do Planalto.

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Atualização Às 13h30:

Carlos Lima assume Casa Civil no lugar de Erenice

ROSANA DE CASSIA E TÂNIA MONTEIRO
Agência Estado

A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, apresentou no começo desta tarde sua demissão "em caráter irrevogável". Na carta encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lida pelo porta-voz, Marcelo Baumbach, Erenice afirmou que foi surpreendida nos últimos dias por uma série de reportagens contendo acusações que qualificou como "mentirosas" e que tem respondido uma a uma.

"(As acusações) são mentiras que visam a desacreditar o meu trabalho e atingir o governo ao qual sirvo. Não posso deixar qualquer dúvida pairando acerca da minha honradez. Nada fiz ou permiti que se fizesse ao longo de 30 anos que não tenha sido no estrito cumprimento dos meus deveres", afirmou Erenice, lembrando que pediu à Comissão de Ética a averiguação dos fatos e a quebra de seus sigilos. "As paixões eleitorais não podem justificar este vale tudo", acrescentou.

Após a leitura da carta, o porta-voz informou que interinamente responderá pela Casa Civil o secretário-executivo da pasta, Carlos Eduardo Esteves Lima.

'Fiquei horrorizado de ter de pagar' comissão a filho de Erenice, diz empresário

Da Folha On Line:

O empresário Rubnei Quícoli disse que ficou "horrorizado" e se sentiu "lesado" ao receber a proposta de contrato da Capital Consultoria, empresa que pertence a um filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. A seguir, trechos de uma das entrevistas que o consultor deu à Folha.

Folha - Quando e como você foi apresentado à empresa Capital?
Rubnei Quícoli - Me foi apresentado o Marco Antonio [ex-diretor dos Correios]. Ele ficou durante um tempo como diretor dos Correios e me trouxe o [sobrinho dele, que trabalhava na Casa Civil] Vinícius, onde foram viabilizados esses e-mails para poder ir para a Casa Civil para demonstrar esse projeto.
É lógico que o pessoal viu o tamanho do investimento e todo mundo criou uma situação favorável para ele, em termos de participação e intermediação. Acho que todo mundo que trabalha tem direito a alguma coisa, mas dentro de uma coisa normal.
Estive na Casa Civil junto com a Erenice, que era a secretária-executiva da Casa Civil. A Dilma não pôde me receber, estava com outros afazeres. Ela sabe do projeto, recebeu em 2005, se não me engano. O documento foi encaminhado para o MME [Ministério de Minas e Energia].
Houve essa reunião com a Erenice, que encaminhou isso para a Chesf. A Chesf teve reunião conosco, me parece que um deles teve problema de saúde, isso acarretou todo esse tempo em que aconteceu esse contrato de participação, de intermediação.
Eu fiquei horrorizado de ter que pagar R$ 40 mil por mês para eles terem um favorecimento de acesso. Para que eu vou pagar se não vai sair [o crédito]? Eles diziam que iria sair, para dar sustentação e eu pagar os R$ 40 mil. E eu decidi com [os sócios] o Aldo e o Marcelo não pagar nada e esperar ver.

Quando você conversou com o Vinícius, ele se apresentou como da empresa Capital?
Não, ele disse que iria me levar para o escritório que daria a sequência do trabalho, que precisaria do escritório para dar manutenção, assessoria e consultoria para a gente não ficar desprotegido.

Erenice prometeu fazer algo?
Ela se colocou num patamar assim: "Vou ver onde eu coloco isso". Ela colocou que a Chesf seria a empresa recomendada porque está no Nordeste. Nessa condição ela agiu corretamente. [...] Até então eu nem sabia da existência da Capital, para mim o negócio estava sendo direcionado ao governo. Eu não sabia que existia propina no meio, contrato, que eu teria que pagar. Não dá para entender a pessoa deixar um filho [Israel Guerra] tomar conta de um ministério. É um projeto que foi investido muito dinheiro para parar por conta de propina.

O senhor recebeu e-mail com cobrança. O que queriam?
A ideia principal era amarrar o aporte e a manutenção de R$ 40 mil para eles porque era final de ano. A gente sabe como funciona Brasília. Eles [a Capital] queriam receber antecipadamente uma mensalidade para poder se manter. Quem está fazendo uma intermediação de R$ 9 bilhões e vai se preocupar com R$ 40 mil por mês? Não dá para entender.

Como você reagiu quando pediram dinheiro?
Eu mandei, desculpe a expressão, para a puta que o pariu. Falei: "Vocês estão de brincadeira?" [Disse] que não assinava nada.

Em que momento o Israel apareceu?
O que aconteceu depois? Isso foi informação do Marco Antônio. Ele falou que precisava de R$ 5 milhões para poder pagar a dívida lá que a mulher de ferro tinha. Que tinha que ser uma coisa por fora para apagar um incêndio.

Quem era a mulher de ferro?
A mulher de ferro é a Dilma e a Erenice, as duas. Não sei quanto é a dívida de uma e de outra. Eu sei que a Erenice precisava de dinheiro para cobrir essa dívida. O Marco Antônio é que pediu. Eu falei: "Eu não vou dar dinheiro nenhum. Eu estou fazendo um negócio que é por dentro e estou me sentindo lesado".
Aí o Marco Antônio falou: "O Israel, filho da Erenice, bloqueou a operação porque você não deu o dinheiro". Isso é a palavra do Marco Antônio. Eu respondi: "Não tenho conversa com bandido". Isso aconteceu há três meses. Foi o último contato com eles.

Você esteve com o Israel?
O encontro foi no escritório do Brasília Shopping. O Israel nunca pediu nada porque eu não dei chance. Eu não sabia que ele era filho da Erenice. Soube pelo Marco Antônio. Quanto à atitude dele, barrar um negócio desse por conta do dinheiro me deixou totalmente nervoso, com atitude até agressiva.

Entenda as denúncias envolvendo Erenice Guerra
OAB defende afastamento imediato de Erenice Guerra
Empresa acusa filho de Erenice de cobrar comissão para liberar crédito no BNDES
Painel: Erenice perde o que lhe restava de apoio na campanha de Dilma

UFOPA inscreve para processo seletivo 2011

A universidade ofertará 1.200 vagas para o ano letivo de 2011. Gratuitas, as inscrições para o processo seletivo estão sendo realizadas pela internet até o dia 24 de outubro.

A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), com sede em Santarém (PA), está com inscrições abertas para o processo seletivo de 2011, que habilitará para admissão à universidade, no seu semestre inicial, intitulado Formação Interdisciplinar I. A UFOPA utilizará a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para preencher 1.150, vagas, que serão distribuídas igualmente nos turnos matutino, vespertino e noturno (400 vagas cada). Além disso, ofertará 50 vagas para candidatos indígenas, que serão admitidos sob critérios definidos em edital próprio.

Gratuitas, as inscrições serão realizadas pela internet, no endereço eletrônico http://www.ceps.ufpa.br, no período de 15 de setembro a 24 de outubro de 2010, observado o horário de Brasília (DF). No ato da inscrição, os candidatos devem indicar a ordem de preferência por turno, além da edição do ENEM a ser considerada na seleção (resultado dos anos 2009 ou 2010). Conforme o edital, serão admitidos, em primeira chamada, os 1150 inscritos melhor classificados pelo ENEM, com notas superiores a zero nas provas objetivas e de redação.

A classificação dos candidatos será feita em ordem decrescente da média obtida no resultado do ENEM. Em caso de empate, a classificação dos candidatos obedecerá sucessivamente aos seguintes critérios: maior nota em redação; idade do candidato (será classificado o candidato de maior idade cronológica). A relação dos aprovados será divulgada no endereço eletrônico http://www.ufopa.edu.br.

FORMAÇÕES GRADUADAS - GERAIS E ESPECÍFICAS

CENTRO

1º CICLO – FORMAÇÃO GRADUADA GERAL

VAGAS/TURNO M / V /N

CENTRO DE FORMAÇÃO INTERDISCIPLINAR

Formação interdisciplinar 1 - 400H: semestre obrigatório e comum para todos os alunos

M – 400

V – 400

N – 400

INSTITUTOS

1º CICLO – Formação Graduada Geral: Bacharelado Interdisciplinar

2º CICLO – Formação Graduada Específica: Licenciaturas Integradas e Bacharelados

CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO

Licenciaturas Interdisciplinares em:

· Ciências Naturais e Matemática

· Ciências Humanas

· Linguagens e Códigos

Bacharelado Interdisciplinar em Ciências da Educação

Matemática-Física

Química-Biologia

História-Geografia

Língua Portuguesa-Inglês

Pedagogia:

· Educ. Infantil - Primeiros anos

· Educ. Especial

· Gestão e Coord. Pedagógica

Vagas / Turnos

50 M

50 V

50 N

50 N

30 V

40 M

30 N (Total 300)

BIODIVERSIDADE E FLORESTAS

Agroecologia

Química de Produtos Naturais

Agronomia

Engenharia Florestal

Zootecnia

Farmácia

40 M

40M + 40 V

40 M

40 M

(Total 200)

CIÊNCIAS DA SOCIEDADE

Estudos Jurídicos

Ciências da Sociedade

Direito

Antropologia e Arqueologia

Economia (recursos naturais)

Planejamento e Desenvolvimento Regional

50 V

50 M

50 N

50 N

(Total 200)

ENGENHARIA E GEOCIÊNCIAS

Ciência e Tecnologia

Ciências da Terra

Ciências da Informação e da Computação

Engenharia Física

Geofísica

Geologia

Ciência da Computação

50 M+50V

25 V

25 V

50 M

(Total 200)

TECNOLOGIA DAS ÁGUAS

Ciências Biológicas

Ciência e Tecnologia das Águas

Biologia (Aquática ou Vegetal)

Engenharia de Aquicultura

Engenharia de Pesca

50 M

50 M

50 V

(Total 150)

Fonte: PROEN/UFOPA

Santarém - Avenida Barão do Rio Branco. Passado e Presente

Barão do Rio Branco, em 1962. Ao lado esquerdo da pista, o terreno onde se construía o Colégio Álvaro Adolfo. A avenida era palco dos desfiles escolares, hoje realizados na avenida Tapajós. Esta foto foi publicada no blog do SílvioJr.

Avenida Barão do Rio Branco, hoje, nesta manhã de sol forte e céu azul. Pista reasfaltada, prédios ao fundo, mas a água do esgoto continua correndo a céu aberto. Calçadas ganharam oitizeiros. Muro esconde o prédio do Colégio Alvaro Adolfo. Foto: Blog do Estado.

Comando da PM manda apurar denúncia publicada pelo Blog do Estado

O comandante da PM, coronel Leitão, determinou a formação de comissão de sindicância para apurar responsabilidade pela interrupção de fornecimento de comida aos policiais militares de Santarém, conforme denúncia publicada dia 4 de agosto pelo Blog do Estado, como se lê abaixo:

PM's continuam sem fazer refeição no quartel de Santarém

Há cerca de um mês mais de 100 policiais militares fazem a refeição em casa por não haver comida no 3º Batalhão da Policia Militar de Santarém. O problema é o corte de fornecimento de carne devido à falta de pagamento. O subcomandante regional do CPR1, coronel Dourado, garantiu à reportagem desconhecer do problema. E diz que só tomou conhecimento do fato ao telefonar diante da reportagem para o coronel Mafra, comandante do 3º BPM.
A reportagem procurou o coronel Dourado para esclarecer a situação e saber quando será resolvido. Durante a ligação ele perguntou se o problema era verdadeiro tendo então a confirmação, chegou perguntar há quanto tempo isso estava acontecendo. Quis saber se o coronel Mafra havia tentando resolver o problema e comunicado o fato ao Comando Regional da Policia Militar.
Um dos questionamentos do coronel Dourado com o coronel Mafra, é que logo deveria ser resolvido, pois a imprensa já tinha conhecimento da situação. Perguntou se o problema no fornecimento era em Belém ou Santarém.
No término da ligação o coronel admitiu que estava havendo o problema e que o coronel Campos, comandante do CPR1, já tinha conhecimento da situação. Ele garantiu que iria ligar para Belém e saber o que estava acontecendo.
A reportagem apurou que o Departamento de Apoio Logístico da PM, em Belém, não pagou o fornecer de carne, que por esse motivo a empresa cortou as entregas de suprimento ao batalhão de Santarém.

Lula, o bom ditador - O debate continua

Prezado Lúcio Flávio, o debate foi interessante, porém, analisando seu artigo (LULA, O BOM DITADOR), o mesmo faz crer que a nova classe média é produto exclusivo ou em grande medida, dos programas “paliativos” do governo federal, o que destoa das constatações recentes da FGV-RJ sobre o PNAD, onde a mesma atribui ao EMPREGO COM CARTEIRA ASSINADA a principal variável explicativa para o surgimento e poder de compra desta nova classe.

O outro fator que põe em xeque vossa avaliação, quando tentar limitar programas como bolsa família a um mero instrumento assistencialista, é o fato de 2 milhões de pessoas já terem deixando o programa por conta de terem conseguindo emprego com carteira assinada, fruto da qualificação que receberam oriundos de programas complementares relacionados a qualificação e inserção profissional, formação de micro-empreendimentos, concessão de microcrédito, estratégias de apoio à aquisição, construção ou reforma de unidade habitacional.

Acredito que foi interessante a tentativa de constitui um Lula populista e ditador pai de todos, e dessa forma, sem oposição e intocável, porém nos pontos acima expostos, infelizmente forçaste a barra meu amigo. E pela forma como as coisas se dão, não creio que este governo seja um protótipo fascista moderno, constituídos de medidas remediativas que não projeta pessoas, como afirmas, o que fundamentalmente desconstitui, a abordagem, em termos gerais, de seu artigo.

Porém acredito na seriedade e imparcialidade de seu trabalho, e faço votos que continue sendo o bom jornalista que és.

Forte abraço,

Belém, 15 de Setembro de 2010

Marcello Santos Chaves
Economista

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Resposta de Lúcio Flávio Pinto:

Caro Marcelo

Você está certo e eu não estou errado. Em nenhum momento do meu artigo eu fiz a relação entre o Bolsa Família e essa "nova classe média", produto de dois movimentos: de pessoas de renda inferior que ascendem e da tradicional classe média que se empobrece. O primeiro movimento certamente supera o segundo, mas, como digo no artigo, já vimos isso antes. Não com a expressão quantitativa de hoje, que se explica pelo crescimento da população entre o "milagre econômico" do regime militar e o atual "boom", mas com características semelhantes, a maior das quais é o endividamento. Hoje mesmo a imprensa confirma o que observei no artigo: o sinal amarelo intenso da inadimplência, por conta de um crédito fácil, por ocasião da tomada, e difícil, no momento da quitação. Quanto à evolução de famílias que integravam o programa assistencial, por encontrarem emprego com carteira assinada, o que você considera expressivo eu acho de pouca significação. Compare o programa de remediação do Lula com o do Roosevelt e verá porque, a partir daí, o crescimento dos EUA, imperialismos à parte, se tornou contínuo, até o paroxismo da especulação financeira de 2008.

Não digo que o governo do Lula seja fascista. Digo que pode levar a um fascismo. Não por Dima se eleger (o artigo deixa bem claro que considero justo Lula fazer o sucessor), mas pela engrenagem corrupta e corruptora que se montou à generosa sombra dele, que nunca sabe de nada e é pai para bandidos nada deletérios. Sim, já os houve antes - e até piores. Mas o PT devia ter mudado esse aparelhamento e essa pirataria nos cofres públicos e na estrutura de poder, cada vez mais vertical e concentrada. Lula é um "bom ditador", conforme a subiedade intencional do título, porque atropela as leis, inclusive a maior, a Constituição, e tudo fica por isso mesmo, porque ele é simpático, é do povo, fala ao íntimo do povo, e a economia cresce (graças às exportações, que fizeram a delícia de Delfim Netto, especialmente de commodities não renováveis). É aquela flor arrancada do jardim e que, repetida, por falta de vigilância e controle, acaba por provocar a destruição do jardim. Como na república de Weimar, na Alemanha. Tenha como indicador dessa onda de intolerância a reação dos petistas a qualquer crítica que se faça ao cerne da questão que lhes interessa.

Obrigado por suas observações e pelo crédito.
Grande abraço,
cio

Veículos nas praias, reação dos leitores


Sobre o post Veículos nas praias Felipe Siqueira
escreveu...

Isso acabou com Salinas e Ajuruteua está indo pelo mesmo caminho.

Quando a tragédia acontecer, todos vão fingir uma surpresa detestável.

Como sempre digo: "playboy, carro e cachaça não combinam".

Cidade sem lei e sem governo

No dia 12 de agosto, a prefeita Maria do Carmo concedeu entrevista coletita à imprensa e fez duas promessas, infelizmente não cumpridas.

O assunto principal da conversa com os jornalistas aquela altura era o atraso e abandono das obras de saneamento do PAC, no bairro do Uruará, periferia de Santarém.

Na última sexta-feira, as casas construídas para abrigar os remanejados de áreas alagadas foram ocupadas por famílias de outros bairros.

Abaixo está a reprodução das promessas de Maria do Carmo:

A prefeita Maria do Carmo anunciou ainda há pouco que a prefeitura de Santarém vai assumir a vigilância das casas construidas pelo PAC no bairro do Uruará, que estão abandonadas após terem sido concluídas.

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Maria do Carmo diz que se a Mello de Azevedo não recomeçar as obras do PAC no Uruará, na próxima semana, vai rescindir o contrato com a empresa e convocar a segunda colocada na licitação ou até fazer nova licitação.

Por isso, soa estranho que somente esta semana prefeita Maria do Carmo tenha convocado às pressas o comitê gestor do PAC em Santarém para enfrentar o problema.

Bastava que Maria, deixasse a campanha eleitoral de lado, e cumprisse seu mandato de prefeito.

Do jeito que está, Santarém é uma cidade sem lei e sem governo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pontos e contrapontos

Francisco Rocha Junior:

Nunca é demais repetir: este blog se caracteriza pela diversidade de opinião. Diversidade entre os leitores, entre os comentaristas e, talvez principalmente, entre os editores.

Para quem acompanha o Flanar, é um caso emblemático a discussão que travei, durante algumas postagens, sobre a concessão ou não de asilo político ao italiano Cesare Battisti com nosso confrade Itajaí de Albuquerque.

Portanto, não há que causar espanto eventual discordância entre os autores do blog, que, também repito, são maiores, vacinados e, por isso, respondem plenamente por suas opiniões.

Dito isto, ressalvo meu entendimento sobre o texto a respeito do qual um anônimo, na caixa de comentários do post As Fúrias Tropicais, pediu a opinião do Itajaí. Tratava-se de um trecho do artigo “Lula, o Bom Ditador”, que o jornalista Lúcio Flávio Pinto publicou em seu Jornal Pessoal da 2ª quinzena de agosto último, e que foi republicado no site do O Estado do Tapajós, do também jornalista santareno Miguel Oliveira. A seguir, a parte transcrita pelo anônimo:

Lula é aquilo que, abusando do jargão, se passou a chamar de “força da natureza”. É uma esplêndida culminação de instintos vitais. Mas sem a menor condição de autoconhecimento, de reflexão e de análise. Sua maior malignidade está em se infiltrar sem ser percebido. E, mesmo sendo impossível, passar a ser aceito como normal.

Tomado fora do contexto, a redação causou no poster do Flanar indignação, que ele expressou na postagem Um Curioso Exemplo de Higienismo na Política Brasileira. Aqui, para mim, está o primeiro motivo de discordância com meu companheiro de blog: não se pode tomar um texto por parte dele. Não se pode criticá-lo a partir de mera análise descontextualizada, sob risco de incorrer no mesmo equívoco dos cegos da fábula, que tomaram um elefante por tudo aquilo que ele não era.

Mas assim fez meu caríssimo Itajaí. E por isso desconsiderou a análise – para mim, perfeita – que LFP fez a respeito do alcance que esta quase unanimidade do presidente Lula traz para a crítica política brasileira. O artigo espelha o que penso a respeito do tema, focando a absoluta indigência de posicionamento, de crítica e até mesmo de marketing que a oposição brasileira tem revelado nestas eleições.

É preciso, é necessário, é imprescindível para a democracia que haja o contraponto. Lula e o Partido dos Trabalhadores não são a nona maravilha do mundo moderno. Dentre outras coisas, Lula foi incapaz de romper com o modus operandi político das elites brasileiras: teve que se vergar a elas, atraindo para seu lado, em nome da quase maldita governabilidade, gente da estirpe de Jader Barbalho, José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor. Traiu, na verdade, a esperança de milhões que queriam mudanças no modo de fazer política quando, sob a luz inevitável dos holofotes, mostrou que o PT trata a máquina administrativa exatamente como PFL, PMDB, PTB e até o próprio PSDB o fazem: para multiplicar e manter o poder.

Claro que o governo Lula tem seus méritos. Um deles, atacar aquilo que os governos sociais-democratas não conseguiram (ou não quiseram): aplacar a fome da população. Mas esta não pode ser uma justificativa suficiente para que se esqueçam os inúmeros erros, por inconsequência, omissão ou deliberação, que o governo petista cometeu. Aí deveria estar a oposição para, se responsável fosse (ou se tivesse moral), levantar o debate.

Por tudo isso, a figura do bom ditador é paradigmática. Mas se a oposição deve ser contraponto, a situação também deveria por a mão na consciência e, se fizer a crítica interna das ações e omissões do governo, expô-la ao respeitável público. Afinal, se o PT foi o maior algoz de Rubens Ricúpero no hoje já histórico “escândalo da parabólica”, parece não ter querido aprender a lição pela experiência dos outros.

Ibama diz que ainda não recebeu pedido de Belo Monte

LEONARDO GOY

Agencia Estado

BRASÍLIA - O presidente do Ibama, Abelardo Bayma, disse hoje que a Norte Energia, empresa responsável pelo projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), ainda não entregou ao órgão toda a documentação necessária para a emissão de uma licença ambiental provisória que autorize a instalação do canteiro de obras. "Estamos aguardando que a empresa dê entrada com esse material na semana que vem", disse Bayma, após participar de solenidade de lançamento do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas do Cerrado (PPCerrado).

Segundo Bayma, os empreendedores participaram com o Ibama, há 15 dias, de uma reunião na Casa Civil onde manifestaram interesse em obter uma licença de instalação para o canteiro de obras, antes da licença mais ampla para toda a obra. De acordo com ele, somente após ter todos os documentos em mãos, é que o Ibama terá condições de julgar a qualidade do material apresentado para decidir se libera ou não a licença.

A estratégia de pedir uma licença provisória para o canteiro é uma maneira de tentar começar o quanto antes as obras de Belo Monte. O objetivo da Eletrobras, estatal que na prática lidera o consórcio, é começar os trabalhos ainda neste mês, cronograma que está cada vez mais difícil de ser cumprido. Questionada sobre eventuais prazos para a liberação da licença, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, preferiu não fazer previsões.

A licença provisória de canteiro foi usada, por exemplo, no projeto da usina de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. Naquele caso, como os empreendedores alteraram o local de construção da barragem, a licença completa para a obra demoraria mais para sair. Por isso, a solução naquela ocasião foi liberar uma licença para o canteiro.

Veículos nas praias

José Olivar:

Os motoqueiros e veículos traçados que infestam as praias de Santarém nesta época do ano, fazendo das mesmas, pistas de corrida colocando em perigo todos os banhistas que aos domingos e feriados se dirigem para o único lazer que dispõem.
No feriado de 07 de setembro pude constatar o desprezo dos condutores desses veículos para com a vida dos banhistas. Muito mais que antes, reforço meu apoio aos reclamos dos que defendem uma praia livre de veículos e faço aqui um apelo às autoridades policiais para se deslocarem até estas praias e lá apreenderem motos e automóveis. Do contrário, não demorará muito e vamos registrar acidentes horríveis. É só esperar!

II Fórum Nacional de Conflitos Agrários

Quinta, sexta-feira e sábado está acontecendo em Belém, o II Fórum Nacional de Conflitos Agrários, reunindo mais de dois mil participantes no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. O anfitrião do evento foi o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que reuniu representantes dos três Poderes da República, além de especialistas e outros convidados envolvidos com a questão fundiária no Brasil.

II Fórum Nacional de Conflitos Agrários

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