quarta-feira, 29 de junho de 2011

O livro que faltava sobre o nazismo e as guerras mundiais



     O piloto de Hitler – A vida e a época de Hans Baur, do norte-americano C. G. Sweeting, publicado pela Geração Editorial, com tradução de Elvira Serapicos, é o livro que faltava sobre o nazismo e as guerras mundiais, principalmente a Segunda. “O século XX assistiu a uma carnificina maior do que qualquer outra na história, e a Segunda Guerra Mundial foi o maior banho de sangue de todos”, diz o autor, um especialista em história militar alemã. O piloto de Hitler é o resultado de uma extensa e rigorosa pesquisa e resgata também o testemunho de um homem que era a sombra do ditador no céu. Hitler sentia-se mais seguro voado do que em terra. De 1932 até o fim, fez apenas um voo sem o piloto particular.

   “Hans Baur viveu uma vida longa e extraordinária, tão excitante quanto a imaginação de um escritor de ficção poderia conceber”, afirma Sweeting. O piloto era “uma figura paradoxal”. Ele acreditava no Nacional-Socialismo e foi fiel ao Führer mesmo depois de dez anos de sofrimento em prisões e campos de trabalho forçado na União Soviética. “Em sua vida pessoal, no entanto, era um homem corajoso, íntegro, confiável e patriótico. A lealdade de Baur a Hitler foi sua falha mais grave, mas indicava a paixão em servir seu país”, acrescenta o escritor. “Infelizmente, ele, como milhões de outros alemães, não compreendeu que a ascensão de Hitler ao poder seria desastrosa para a Alemanha e para o mundo.” Baur jurava não ter ouvido nada a respeito do genocídio.

São Raimundo: time sem técnico, direção e campo para treinar


Esta é uma crônica da morte anunciada.

O São Raimundo, a menos de três semanas da estréia do campeonato brasileiro da série D, ainda não tem técnico. Charles Guerreiro, que comandou o time no Parazão, não confirmou sua volta.

Os jogadores, que até segunda-feira não dispunham nem material esportivo para treinamento, também não tem local definido para a preparação. Sem campo de futebol, foi improvisada uma corrida rústica para aumentar o condicionamento físico dos atletas.


Quanto à diretoria do Pantera, seus integrantes só aparecerem para verificar o borderô das partidas.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Assembleia aprova secretarias especiais

Deputados aprovam secretarias do Executivo (Foto: Ascom Alepa)
(Foto: Ascom Alepa)

A reforma administrativa proposta pelo governador Simão Jatene (PSDB) à Assembleia Legislativa do Pará criando cinco secretarias especiais e subordinando as demais a elas foi aprovada na sessão ordinária desta terça-feira (28). Para concluir a lista de oradores inscritos, e permitir que a votação da pauta acontecesse sem interrupção, foram necessárias quatro sessões extraordinárias com prorrogações de trinta minutos cada.

Foram aprovados ainda mais dois projetos do Executivo autorizando a abertura de crédito especial no valor de R$ 1,3 milhão, em favor da Companhia de Portos e Hidrovias do Estado do Pará; e o que altera os artigos 20, 21 e 28 da Lei de Diretrizes Orçamentárias que recebeu três emendas modificativas em plenário da bancada do PT. Estes dois projetos não foram contestados em plenário.

O projeto do Executivo que cria as secretarias especiais recebeu 25 votos favoráveis, três votos contrários e quatro abstenções. Os votos contrários e as abstenções recebidas são originários da liberação dos deputados da bancada do PT para votação.

“Uma parte advogava votar contrario devido divergência ideológica e outra parte defendia votar a favor porque tínhamos participado da discussão e aperfeiçoamento da proposição” explicou o líder Carlos Bordalo, antes de liberar a bancada para votação. Entretanto, o deputado reconheceu na tribuna o direito do governador de propor a engenharia organo-funcional que considera mais adequada para governar.

Entretanto, uma emenda da bancada do PT foi acatada em plenário. A emenda garante a publicação no Diário Oficial e em meios eletrônicos, dos acordos de resultados estabelecidos entre as secretarias especiais com os respectivos órgãos e entidades vinculadas, especialmente os seus desempenhos através dos indicadores e metas pactuadas. Outras três emendas foram apresentadas pelo líder do PT.

Na fase primeira de apreciação do projeto foram incorporados no relatório, que seguiu para a votação na sessão de hoje, três emendas formuladas pela bancada do PT, acatadas pelos relatores, deputado Raimundo Santos (PR) e deputada Ana Cunha (PSDB).

A primeira, mantendo a defensoria pública como órgão autônomo. O projeto original subordinava a defensoria ao gabinete do governador. A segunda, assegura que as nomeações dos membros dos Conselhos Regulares para o exercício do controle social sobre a gestão pública, previstos por lei estadual, continuem a ser feitas pela Assembleia Legislativa como era antes, e não por decreto do governador, como estabelecia a mensagem atual. E por último, foi o deslocamento da Secretaria de Ciência e Tecnologia do projeto anterior, para a área de Desenvolvimento Sustentável e não a de logística como estava previsto. (Com informações da Alepa)

Cinzas de Hoyos serão trazidas para Santarém


Sebastião Hoyos: custos elevados do embalsamamento inviabilizam
sepultamento do corpo (foto de Fernando Araújo/O LIBERAL)
O corpo de Sebastião Hoyos, paraense de Santarém, que morreu na segunda-feira (20), em Genebra, na Suíça, não deverá ser enterrado em sua terra natal, como ele queria. O corpo deverá ser cremado na Suíça mesmo. As cinzas, trazidas por familiares de Hoyos, devem chegar ao Brasil no final desta semana e ficarão depositadas em algum lugar da Pérola do Tapajós, em data ainda não definida.
Familiares de Sebastião Hoyos ainda cogitaram a possibilidade de satisfazer a seu desejo de ter o corpo sepultado. Mas os custos do embalsamamento se revelaram inviáveis financeiramente, uma vez que custaria muito caro conservar o corpo por mais de dez dias, sem contar com os custos do traslado da Europa para Santarém.

Ex-militante e figura emblemática na luta pelos direitos humanos, Sebastião Hoyos morreu de ataque cardíaco, aos 77 anos. Nos anos 90, ele ganhou notoriedade no mundo inteiro nos anos 90, ao ser acusado injustamente de participar de um assalto a um banco da Suíça, no qual foram roubados R$ 31 milhões de francos suíços, moeda local. Ele era chefe de segurança da instituição, a União de Bancos Suíços (UBS), uma das maiores do segmento no país.
Militante comunista, ele deixou o Brasil por perseguição política à ditadura militar a partir de 1964 e chegou a cumprir quatro anos de prisão, dos sete a que foi condenado por cumplicidade no crime. No segundo julgamento a qual tinha direito, Sebastião Hoyos foi absolvido por falta de provas e vícios processuais da acusação.(Espaço Aberto)

O final de Allende foi mesmo suicídio

Lúcio Flávio Pinto

No dia 15 de abril o juiz Mario Carroza ordenou a exumação dos restos do ex-presidente do Chile, Salvador Allende. Queria esclarecer em definitivo se o líder socialista tinha mesmo se suicidado ou fora morto pelos militares que o derrubaram e impuseram a ditadura ao país, em 11 de setembro de 1973. A exumação fora solicitada pela família do ex-presidente para definir a posição jurídica sobre o fim de Allende.
A única novidade do exame foi a localização de duas e não apenas de uma bala no corpo do ex-presidente. Embora logo tenha aparecido quem interprete esse fato como uma reviravolta na versão oficial de suicídio, aceita pela própria família, nada indica que essa revisão venha a ocorrer. A reconstituição do suicídio do comandante da Unidade Popular, que iniciou em 1970 uma experiência única, a tentativa de passagem pacífica do capitalismo para o socialismo, já é suficientemente detalhada para assegurar que os fatos aconteceram mais ou menos como os relatou o jornalista chileno Ignacio Gonzalez Camus.
Seu livro, El dia em que murio Allende (Ediciones Chileamerica, 468 páginas), cuja primeira edição saiu em Santiago, em 1998 (e a sétima em 2002), é um primoroso trabalho de restauração dos acontecimentos, sob várias perspectivas. É um trabalho jornalístico do nível de 10 dias que abalaram o mundo, de John Reed, ou Hiroxima, de John Hersey. É uma pena que até hoje não tenha sido traduzido em português e publicado no Brasil.
Camus é seguro na versão do suicídio de Allende, um dos acontecimentos mais traumáticos da história política da América do Sul (e mesmo do mundo), sobretudo para os que estiverem presentes ao final da saga da UP. Informar-se sobre essa tragédia pode servir a fecundas análises comparativas dos brasileiros. Nosso único presidente a se matar, Getúlio Vargas, cometeu esse ato extremo também na sede do governo, o Palácio do Catete. Os militares o cercavam, sedentos por sangue.
Depois de quatro décadas de participação intensa na vida política nacional, para isso extrapolando os limites da sua função constitucional e dos próprios regulamentos internos da corporação, as Forças Armadas estavam a um passo de tomar o poder. Bastava que o presidente renunciasse. Mas, cumprindo o que anunciara, Getúlio só saiu morto do Catete. Com seu suicídio, adiou por mais uma década a consumação do projeto político dos já antigos tenentes e demais jovens turcos das novas gerações de reformadores autoritários (ou nem isso).
Os militares chilenos que investiram contra Salvador Allende não ficaram esperando do lado de fora o desfecho do drama presidencial. Surpreendendo apenas os que tinham uma visão distorcida da história chilena, bombardearam o Palácio La Moneda, dando início a uma repressão violentíssima – e duradoura. Depois de tanto sangue derramado, promoveriam uma transição à democracia, nos parâmetros de uma sociedade capitalista avançada, mais bem sucedida do que o prospecto da Unidade Popular.
Com o fecho legal que se pretende dar à história pessoal de Allende, pode ser que as editoras brasileiras voltem a se interessar pelo tema. Para o leitor, traduzi o trecho do livro de Ignacio Camus que trata do suicídio da admirável pessoa e do respeitável político que foi Salvador Gossens Allende. São os minutos derradeiros no Palácio La Moneda, construção colonial espanhola num vasto quadrilátero no centro de Santiago, que foi arrasada pelos sucessores de Guernica.

Allende entrou no Salão Independência.
Todas as portas do corredor estavam fechadas. Guijón, quando se aproximava do local onde supunha que estava o equipamento anti-gás, observou o foco iluminado de uma porta quem, até poucos momentos antes, estava fechada.
O grupo que se encontrava em frente à porta acreditou ouvir um grito:
– Allende não se rende, milicos! – E o Presidente acrescentou um insulto.
Supuseram depois que ele o fizera olhando pela janela na direção de Morandé.
Guijón se assustou.
Foi até Allende. Escutou as detonações. Supôs que o Presidente se baleara no momento de sentar-se. Porém o que na realidade vira – pensou nisso depois – fora o deslocamento do corpo pelos projéteis.
Allende estava sem casaco. O crânio se fragmentou. Achava-se sentado frente à porta desde que Guijón passou a observava-lo.
O Presidente ficara sem o crânio acima das cãs. A massa encefálica estourara.
– Morreu o Presidente!
O grupo que estava do lado de fora se espantou olhando o cadáver. Enrique Huerta exclamou, com a voz estrangulada:
– Viva Allende!
Olhou para os detetives:
– Vamos ficar! Resistiremos aqui! – exclamou.
Mas não havia ninguém mais além deles. Os demais haviam descido. Parecia absurdo continuar ali.
Não o fizeram. Só conversaram sobre o que tinha acontecido.
Guijón permaneceu ao lado do cadáver, que conservava o fuzil-metalhadora entre as pernas.
Passaram os minutos. O médico estava sentado no chão. Afastou-se mais do cadáver, porque às suas costas havia uma janela e lá fora se escutavam as balas. Temia a entrada de balas perdidas.
Tinha o aspecto de um doente. Parecia estar velado o corpo de Allende.
Olhou para o escritório de Osvaldo Puccio. Suas duas portas estavam abertas, alinhadas, uma depois da outra. Uma delas se comunicava com as escadas.
Guijón pensou que se os militares entrassem, o fariam por essa direção. Se o observassem tão próximo da arma de Allende, disparariam ao menor movimento seu.
Pegou a arma e a pôs mais próxima da direita do cadáver do Presidente. Nem sequer pensou que podia estar imprimindo suas impressões digitais no fuzil-metralhadora.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Campanha sobre a garantia da qualidade dos alimentos consumidos no Brasil

Os Fiscais Federais Agropecuários, responsáveis por zelar pela qualidade dos alimentos de origem animal e vegetal consumidos pelos brasileiros, lançam a campanha “Passou pela gente, tá legal”. A ação, que será realizada entre os dias 30 de junho e 2 de julho (de quinta-feira a sábado), tem como objetivo informar a população sobre a importância do trabalho de fiscalização e controle da qualidade dos alimentos feito por esses profissionais, mas também destacar a necessidade de o consumidor estar atento a cuidados de manuseio que garantirão a qualidade do produto em casa.
A campanha, uma iniciativa do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical), ocorrerá simultaneamente em 12 capitais brasileiras.
O início da campanha ocorrerá no Dia Nacional do Fiscal Federal Agropecuário, comemorado em 30 de junho. Os Fiscais Federais Agropecuários são funcionários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Algumas dicas importantes para segurança e conservação de alimentos:

Produtos de origem animal: carnes, presunto, salsicha, manteiga, leite e derivados, mel, peixes e enlatados precisam ter na embalagem o selo do Serviço de Inspeção;

Pescados embalados: precisam ter o selo do serviço de inspeção, devem ter a data em que foi embalado e o prazo de validade;

Pescados frescos expostos: devem estar cobertos por uma farta camada de gelo, de forma a garantir que a temperatura de segurança seja mantida (entre 0°C e 5°C). Peixes congelados precisam ser mantidos em balcões apropriados de acordo com as recomendações do fabricante, normalmente abaixo de -18ºC;

Pescados frescos: devem ter aspecto brilhante e liso, olhos convexos e brilhantes. Manchas negras em espécies como camarão e lagosta e aparecimento de coloração amarelada na pele dos peixes são indícios de apodrecimento;

Carrinho de compras: o consumidor deve colocar por último no carrinho as carnes, queijos e alimentos que precisam ser mantidos gelados;

Automóveis: não deixe os alimentos no carro por muito tempo;

Refrigerador: ao chegar em casa, coloque imediatamente os alimentos no refrigerador;

Validade: fique atento à data de validade dos alimentos e não consumi-los após o vencimento;

Vinho, espumante, sucos e refrigerantes: devem apresentar no rótulo uma identificação que começa pela sigla do estado de origem seguida de 11 números. O consumidor também deve observar os dados do fabricante, que são obrigatórios;

Nozes, amêndoas, castanhas, amendoins e pistaches, frutas secas e cristalizadas: podem abrigar substâncias nocivas à saúde, como a aflatoxina (produzida por um fungo), que aparece quando o produto não foi bem secado depois de colhido ou ficou armazenado em lugar úmido. O mais seguro é comprá-los empacotados, com informações de fiscalização e procedência na embalagem.(Fonte: www.oficinadapalavra.com)

Juiz dá prazo de 60 dias para que Prefeitura de Monte Alegre demita funcionários temporários

No Site do TJE:

O juiz da Comarca de Monte Alegre, Thiago Tapajós Gonçalves, concedeu liminar, no último dia 20 de junho, determinando que o prefeito municipal de Monte Alegre demita todas as pessoas contratadas em caráter temporário que estejam exercendo atividades em cargos para os quais existam candidatos aprovados no concurso público nº 003, Edital nº 001/2006. A decisão também determinar a nomeação dos candidatos aprovados no referido certame, em substituição aos temporários. Caso o prefeito não cumpra a decisão, no prazo de 60 dias, ficará sujeito ao pagamento de multa diária de R$ 1 mil.

Segundo a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público, a prefeitura de Monte Alegre contratou expressivo número de servidores temporários de forma irregular para o exercício de cargos públicos, em detrimento dos candidatos aprovados no concurso público nº 003 – Edital nº 001/2006. De acordo com o MP, apesar de todos os candidatos aprovados nas 935 vagas do certame já terem sido nomeados, se a prefeitura ainda tinha necessidade de pessoal, deveria ter dado preferência aos aprovados no concurso. O MP considerou o “fato ilegal, imoral e contrários aos ditames constitucionais”.

A prefeitura alegou que as contratações foram realizadas em acordo com a lei, ressaltando que os temporários contratados ocupam cargos que não estavam previstos no concurso. Mas tal argumento não foi acolhido pelo juiz, que ressaltou os dispositivos legais em seu despacho. “Primeiramente, percebe-se que o contrato temporário, instrumento que tem a finalidade de resguardar a administração em situações excepcionais, vem sendo usado para casos de necessidade de serviço permanente. Assim, lógico que não se pode permitir a continuidade desta situação. A realização de concurso público é um dever do Administrador, sendo certo que o preenchimento dos cargos pelos aprovados no certame torna-se uma conseqüência lógica de seu cumprimento.

Após análise de oito volumes, o juiz julgou procedente a reclamação do MP. “No presente caso, os candidatos aprovados no último concurso, mesmo os não classificados dentro do número de vagas oferecidas, devem ser chamados para a posse e devidamente efetivados, eis que existe necessidade de trabalho e servidores aprovados em concurso público, fato comprovado pela contratação de temporários, sendo irregular a contratação temporária para suprir necessidades permanentes, como já dito antes. Esse fato é incontroverso, pois o próprio Município assumiu a prática de contratação temporária sob alegação da expiração do prazo do concurso anterior”.

ANA contrata consultoria do Banco Mundial para dimensionar aqüífero Alter-do-Chão


Diante das notícias alarmistas difundidas por alguns blogs que reproduzem as declarações de um professor da UFPA dando conta que o aquífero Alter do Chão teria sido entregue a pesquisadores estrangeiros, ameaçando a soberania brasileira, o Blog do Estado publica reportagem acerca do assunto, obtida de fonte oficial, dia 5 de junho deste ano:

Miguel Oliveira
Enviado especial a Porto Velho

A Agência Nacional de Águas(ANA), órgão regulador do uso e exploração dos recursos hídricos no Brasil contratou no ano passado, junto ao Banco Mundial, uma consultoria internacional para dimensionar  a extensão e a reserva de água doce do Aquífero Alter-do-Chão, identificado no ano passado na região de Manaus até Santarém, no oeste do Pará. A informação é do coordenador de Produção de Águas da ANA Flávio de Carvalho, que esteve em Porto Velho, esta semana, participando do II Encontro de Jornalistas da Região Norte, promovido pela Fundação Banco do Brasil.

Segundo Flávio de Carvalho, a agência ainda analisa com reservas o potencial e o uso imediato dessas águas subterrâneas, a exceção do município de Manaus, onde os poços profundos de captação da empresa amazonense de saneamento já  bombeiam a água do aqüífero Alter-do-Chão. “ A ANA considera o aqüífero Alter-do-Chão uma reserva estratégia para o Brasil, mas em relação ao aqüífero Guarany há um desvantagem, pois a região onde se encontra é remota, com pouca população e grande oferta de água superficial”, explicou Carvalho.

“O Aquífero Guarny está assentado sob diversos países e regiões densamente povoadas da América do Sul e por isso sua exploração tem prioridade nas atividades da agência reguladora, ao contrário do aqüífero Alter do Chão”, ponderou o coordenador.

Quanto a qualidade da água e o grau de dificuldade para sua exploração subterrânea, Carvalho explicou que o aqüífero Alter do Chão leva vantagem se comparado ao Guarany.“ A água do Guarany é cristalina, isto é, a água está dentro ou nas fissuras das rochas, o que dificulta um pouco sua exploração. Já o aqüífero Alter-do-Chão tem a água  em bacias sedimentares, de mais fácil captação”, comparou o coordenador da ANA.

Flávio de Carvalho voltou a defender o fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas para a definição do uso sustentável dos recursos hídricos brasileiros. Os comitês são formados pelo governo, entidades da sociedade civil e empresários e têm a função de definir normas para a utilização da água para consumo humano e seu uso industrial ou agrícola.

A experiência bem sucedida de comitê de bacias são as do rio Paraíba do Sul(São Paulo e Rio de Janeiro) e rio das Velhas( Minas Gerais).

Independente é o campeão paraense de 2011

Inédito: Independente é o campeão paraense de 2011 (Foto: Everaldo Nascimento)
(Foto: Everaldo Nascimento)
Um novo capítulo foi escrito na história do Campeonato Paraense. O Independente venceu o Paysandu, ontem  (26) à tarde, no Mangueirão, por 3 a 0, nos pênaltis, e se tornou a primeira equipe do interior do Estado a conquistar um título do Parazão, em 99 edições do certame estadual. Depois de empatar, no tempo normal, em 3 a 3, numa disputa emocionante, o Galo Elétrico, que foi superior em grande parte do jogo, conseguiu quebrar a hegemonia dos times da capital paraense.
Com a disputa equilibrada, o time do Independente demorou a se encontrar no jogo, no início do primeiro tempo, embora o Paysandu oferecesse pouco perigo ao adversário. Através de uma cobrança de falta, os bicolores abriram o placar, aos doze minutos, com Sidny, mas nem o gol foi capaz de embalar a equipe alviceleste, que a partir dos vinte minutos começou a ser pressionada pelos visitantes. Em jogadas bem trabalhadas por Marçal e Gian, o Galo Elétrico desarticulou o esquema tático do Papão, que, com três zagueiros desprotegidos, não conseguiu parar o ataque adversário, que marcou três gols em menos de dez minutos.
Na segunda etapa o técnico Roberto Fernandes trocou os volantes Alisson e Alexandre Carioca por Sandro, que jogou mais próximo aos meias, e Heliton, que atuou como terceiro atacante. As alterações deram mais velocidade e qualidade ao Paysandu, que conseguiu diminuir com Heliton logo aos 9 minutos. O Papão chegou ao gol de empate com Sandro, aos 44, mas antes os bicolores escaparam de levar mais gols do Galo Elétrico, que continuou levando perigo à meta de Fávaro, principalmente nas jogadas de contra-ataque. (Diário do Pará)

Na sombra


Parsifal Pontes

Um dos maiores beneficiários do vendaval de fraudes que se investigam na ALEPA é o governo passado do PT: enquanto todos os holofotes focam a Rua do Aveiro, quantias desaparecidas no governo anterior vão ficando na sombra, como os quase R$ 30 milhões repassados, para construção de penitenciárias, que, pelo menos, mereceu as quatro notas abaixo:
3

O deputado Puty deveria formar uma comissão de deputados para investigar os fatos e propor a devida punição aos culpados, afinal, os recursos foram repassados pelo governo federal.

domingo, 26 de junho de 2011

Secult anuncia criação da Orquestra Sinfônica de Santarém

Agência Pará

Cantora Cristina Caetano se apresenta com a orquestra sinfônica do Theatro da Paz. Foto: Ronaldo Ferreira
A criação oficial da Orquestra Sinfônica de Santarém foi anunciada na noite da última quarta-feira, 22, pelo secretário de Cultura, Paulo Chaves. O anúncio foi feito por ocasião da apresentação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, como parte das comemorações pelos 350 Anos da cidade, com a presença do governador Simão Jatene, que agradeceu a forma carinhosa com que o povo santareno o recebeu durante a programação de aniversário do município.

Ao final do concerto, realizado na Casa de Cultura de Santarém, foi também anunciada a criação do Pólo Sociomusical, que terá a participação do maestro santareno Agostinho Fonseca. O projeto irá centrar foco na educação musical como forma de atrair crianças e adolescentes em situação de risco. Entre as metas do Polo Sociomusical está a promoção do intercâmbio entre os profissionais e estudantes de música de Belém, Santarém e toda a região do Salgado.

Manejo florestal comunitário e familiar é tema de simpósio em Santarém


Vinicius Soares Braga
 
O equilíbrio das relações entre comunidades e empresas para viabilizar o manejo florestal será tema do simpósio de encerramento do projeto Floresta em Pé, que acontece de 28 a 30 de junho, no hotel Barrudada em Santarém. Representantes de comunidades envolvidas com planos de manejo florestal, órgãos de governo relacionados às políticas para o setor, além de pesquisadores e professores se reunirão para analisar alternativas para consolidar o manejo florestal comunitário e familiar.

Na Amazônia brasileira, as florestas destinadas a áreas como projetos de assentamentos e reservas extrativistas  constituem a maior parte das terras com regularização fundiária definida. “São cerca de 30 milhões de hectares de florestas destinadas ao manejo comunitário e familiar e que podem ser exploradas de forma sustentável”, afirma o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental Milton Kanashiro.

Para o setor madeireiro, essas áreas representam oportunidade de exploração florestal legalizada. Já para as comunidades, desprovidas dos meios de produção para execução de planos de manejo, a parceria com empresas é a forma para viabilizar essa atividade.

De acordo com o coordenador do projeto Floresta em Pé, analista ambiental do Ibama Hildemberg Cruz, o manejo florestal dessas áreas representa a principal possibilidade de ganho econômico para muitas dessas comunidades, garantindo a conservação da cobertura vegetal.

PROGRAMAÇÃO - O primeiro dia do simpósio terá quatro sessões técnicas. A primeira abordará experiências de comunidades com manejo florestal; o tema seguinte será o manejo de uso múltiplo na Amazônia; a terceira sessão tratará dos acordos entre empresas e comunidades; por fim, questões relativas à política pública e às normas vigentes para o manejo florestal comunitário e familiar encerram a rodada de sessões técnicas.

O segundo dia do evento será dedicado à elaboração de propostas e compromissos sobre acesso, uso e conservação dos recursos florestais junto às instituições públicas presentes. Já no último dia da programação os participantes poderão optar entre duas visitas de campos: projeto de assentamento Moju, onde o Grupo Natureza Viva produz óleo de andiroba, ou cooperativa Coomflona, na Floresta Nacional do Tapajós, que elabora seu plano de manejo e organiza a venda da madeira explorada por meio de licitações.

PROJETO - O Floresta em Pé tem como objetivo promover a gestão sustentável dos recursos florestais em áreas de florestas de uso comunitário e familiar. Para tanto se utiliza de apoio técnico, de estudos-chave, da implantação de infraestruturas para melhorar os processos produtivos e do estabelecimento de parcerias equilibradas entre empresas e comunidades.

O trabalho é um projeto de cooperação franco-brasileiro financiado por recursos, de um lado, da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) por meio do Fundo Francês pelo Meio Ambiente Mundial (FFEM) e, do outro, por contrapartida do governo brasileiro. A Embrapa Amazônia Oriental é uma das parceiras do projeto, para o qual contribui com suas competências técnicas na elaboração dos planos de manejo e na capacitação das técnicas de exploração de baixo impacto.

Vale: grande mudança, tudo fica como estava

Lùcio Flávio Pinto

No cargo de presidente da Vale, a maior empresa privada brasileira, há menos de dois meses, Murilo Ferreira deu à revista Exame a sua primeira entrevista individual. Não disse muito, mas o que disse indica uma mudança de estilo no topo da companhia, sem que haja qualquer alteração significativa nos seus rumos. O novo executivo da mineradora lembrou ao entrevistado que esteve na empresa durante 11 dos seus últimos 13 anos. Deu uma pista para sua saída: provavelmente desentendimento com o então presidente, Roger Agnelli, ao qual viria a suceder.

Por sua visão exageradamente imediatista e estritamente financeira, Agnelli promoveu demissões na Vale logo que os efeitos da crise financeira de 2008 começaram a ser sentidos. Fiel ao seu estilo autoritário e voluntarioso, incluiu no rol das demissões 900 empregados da Inco, empresa canadense adquirida pela Vale, que ainda estavam protegidos por uma cláusula de garantia de trabalho. Ao ser pela repórter Roberta Paduan sobre o episódio para confirmar se foi contra a antecipação por um ano ds dispensas, Murilo simplesmente respondeu: “Uma coisa que eu posso garantir é que fui um guardião daquele acordo. Para mim, contratos são feitos, assinados e respeitados”.

Haverá outra mudança de estilo na presidência da Vale: menos cobrança por resultados, menos açodamento na busca de resultados. Murilo Ferreira quer “desestressar” os funcionários da mineradora, que trabalhavam sob o chicote digital de Roger Agnelli. Era um ritmo tal de cobranças e exigências que no ano passado a empresa teve 11 acidentes fatais, que poderiam ser evitados se medidas adequadas, visando o bem estar das pessoas, fossem adotadas, conforme o novo presidente ouviu de outros executivos da Vale. É, finalmente, uma boa notícia na área de recursos humanos, tão massacrada na gestão anterior.

Murilo, porém, tangenciou a questão quando confrontado com a interferência do governo na companhia para pôr fim aos 10 anos de Roger Agnelli na Vale. Garantiu que a Previ e o BNDES, dois dos maiores acionistas da empresa, não são “agentes do governo”, atuando como entidades autônomas. A primeira como representante dos seus aplicadores, funcionários do Banco do Brasil, e o segundo como agente financeiro de fomento, em busca de resultados. Disse que não precisou falar com ninguém do governo para ser eleito presidente da Vale, apenas se reportando aos acionistas.

É evidente que a versão não procede. Quem pediu a cabeça de Agnelli ao presidente do Bradesco, Lázaro Barbosa, responsável pelo executivo, foi o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O distanciamento crescente entre o PT e Agnelli não podia ter motivo no desempenho da companhia, que era excepcional, nem em eventuais divergências de opções de política empresarial, que estavam sendo resolvidas.

Foi um conflito de poder, que levou Agnelli a abrir o jogo, ao acusar o PT de querer cargos dentro da mineradora, e o governo Lula a considerar a cabeça da criatura do Bradesco questão fechada, ou de honra (se tal valor pudesse estar em causa). Sem consideração pelo seu posto, o ministro Mantega foi ao criador em pessoa, ignorando os dirigentes da Previ e do BNDES (com os quais a relação é de mando), com um tacape na mão: a concessão do Banco Postal ao Banco do Brasil e não ao Bradesco, que considerava ganha a parada milionária. Saiu com a cabeça do desafeto.

Murilo Ferreira foi o escolhido porque deverá manter tudo que vinha sendo considerado exitoso na Vale (para cujo resultado deu sua contribuição ao longo de 11 anos) e por ser muito mais afirmativo aos interesses do controlador oculto do que o antecessor. O novo presidente, tão fascinado por indicadores quanto Agnelli, acomodará melhor situações que haviam se tornado tensas e explosivas, como a implantação de pelo menos uma siderúrgica na área de Carajás.

Entrando na retórica da agregação de valor, repetida como litania por Lula & Dilma, a mineradora construiu uma usina no Rio de Janeiro em parceria com os alemães. Também deu início a outra siderúrgica em Marabá, mas não conseguiu atrair sócios, que não acreditam ainda na viabilidade do empreendimento. Roger dizia isso de uma maneira. Murilo o repete em outro tom, como na entrevista:
“Temos interesse em participar de siderúrgicas nas quais, de preferência, não sejamos líderes. Em algumas circunstâncias até seremos líderes, mas, quando o projeto estiver maduro, a Vale sai”, disse ele. Murilo, como Roger, continua apostando na continuidade do ciclo de ascensão de preços das commodities e tem motivos para defender essa posição, como ao exemplificar:
“Em 1996, paguei 3.500 dólares pelo meu primeiro notebook. Naquela época, o minério de ferro era cotado a 17 dólares. Hoje, compro um computador por 1.000 dólares, mas a tonelada de minério custa cerca de 150 dólares”.

Em primeiro lugar, um notebook não é exatamente um “computador” genérico (e há notebooks muito mais caros do que mil dólares). Naquela época, a China e outros enormes países emergentes ainda não haviam se enganchado no mercado, o que fizeram de forma tão atrelada aos índices miraculosos de crescimento que não se ativeram o suficiente sobre questões como as fontes de energia para sustentar esse dinamismo e as condições de vida de suas gigantescas populações.

Decidiram pagar alto por certas matérias primas que lhes permitem contornar esses problemas e lhes dão fôlego para o futuro. Nós subimos do outro lado dessa gangorra de benefícios, mas de olho no imediato. Se levantarmos mais a vista, constataremos a sangria de recursos naturais não renováveis – e únicos pela combinação rara de qualidade e quantidade. Ainda estamos no momento da cigarra, que canta e encanta. Mas logo sentiremos a falta do trabalho da formiga, sobretudo quando grande parte dessa riqueza for volatizada por exportações mastodônticas e relações de troca erosivas.

A Vale está no eixo dessa diretriz. E a substituição de Roger Agnelli por Murilo Ferreira não deverá representar alteração significativa nesse rumo. O maior trem de cargas continuará em função, com mais viagens e mais carga originária de Carajás com destino ao Oriente, onde brilha a estrela mirífica.