terça-feira, 13 de novembro de 2012

Índios pedem que ação da PF em aldeia no Pará seja investigada

Do Globo Rural



A Polícia Federal apresentou um vídeo para mostrar que negociou com a Funai a entrada na aldeia Teles Pires, em Jacareacanga, no Pará.
Os policiais teriam garantido que nenhum índio seria preso, mas os agentes, segundo a PF, foram atacados com flechas no momento em que explodiam as balsas de extração ilegal de ouro.
No confronto, um índio morreu após ser baleado por um policial, segundo testemunhas.
Entidades ligadas aos índios do Pará questionam a ação da Polícia Federal e afirmam que os índios não atacaram os agentes. O Conselho Indigenista Missionário cobra uma investigação para apurar de que forma o índio foi morto.
Nas escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, uma das lideranças dos índios mundurukus pede dinheiro para o funcionário de uma empresa que extraia ouro dentro da reserva indígena.
O dinheiro, segundo a Polícia Federal, era o pagamento de pedágio pela extração de ouro em terra de índios. O esquema movimentou mais de R$ 150 milhões nos últimos anos, de acordo com a polícia.
Dezessete pessoas foram presas, entre elas, donos de empresas que compravam e comercializavam ouro. Catorze índios estão respondendo a inquérito por resistência à prisão e desobediência. De acordo com a polícia, outro inquérito deve apurar a morte do índio.
Três empresas estão sendo acusadas de repassar dinheiro para a tribo em troca da exploração ilegal de ouro.

Morre o poeta e escritor Emir Bemerguy

Faleceu hoje de manhã, em Santarém,  aos 79 anos, o poeta e escritor Emir Bemerguy.
 
LÚCIO FLÁVIO PINTO
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
21 de outubro de 2010.
 
BELÉM, Pará – Ninguém poderá tratar da história contemporânea de Santarém sem considerar a vida e a obra de Emir Bemerguy. Ele já viveu 77 anos e, fora os últimos, quando a doença o fez recolher-se, viveu intensamente os acontecimentos do município e de todo Tapajós. Viveu e testemunhou: é um dos raros personagens que documentou os fatos, deu sua opinião e a registrou de forma pública, através da imprensa, com uma invejável produção.
 
Parte considerável dela foi reunida no livro Santarenices – Coisas de Santarém (294 páginas), lançado recentemente pelo Instituto Cultural Boanerges Sena, de Cristovam Sena, hoje a principal fonte de referência sobre a região. O livro contém os principais artigos que Emir Bemerguy escreveu entre 1966 e 1998. Alguns deles são os únicos documentos por escrito de determinados acontecimentos. Por isso, a obra passa a ser de consulta obrigatória para quem quiser reconstituir essas mais de três décadas.
 
Nesse período, Emir não chegou a passar “quatro meses longe de Santarém”, conforme declara, o que é bom e ruim. Bom porque seu testemunho é mesmo vivencial, de ver e sentir, conhecendo os atores do enredo, vários deles seus amigos de longa data. Ruim porque o sedentarismo, que leva à rigidez das raízes, prejudica certas análises e interpretações que ele fez.
 
Elas são distorcidas pelo conservadorismo, a religiosidade e certa autocomiseração do autor, tornando-o às vezes extremado, dogmático ou impulsivo na apreciação dos eventos cotidianos. Apesar de a sua formação espiritual o encaminhar para a tolerância ao contrário e ao diverso, Emir teve rompantes de intolerância, sobretudo na fase mais crítica da história de Santarém, durante a crise que levou ao afastamento do então prefeito Elias Pinto.

 
Autoritarismo adquirido
 
Depois de escrever artigos ponderados, no ápice dessa crise, em 1968, Emir incorporou o espírito autoritário da época: “No meu débil entendimento, não consigo compreender como, em plena vigência de um governo revolucionário, não se tenha condições de intervir, legalmente ou não, para retirar esta cidade das manchetes sensacionalistas dos jornais.
Com carnavalescos, no Centro Recreativo de Santarém /ERCIO AFONSO
Com carnavalescos, no Centro Recreativo de Santarém /ERCIO AFONSO
Fez-se uma Revolução para varrer do país os corruptos e os subversivos; se a corrupção e a baderna voltam, intensificadas, como ora se verifica aqui, configura-se, a meu ver, o descalabro, a situação excepcional que está a precisar de um severo e imediato corretivo”. Pretendia “uma solução pacífica e legal, se for possível; fora da lei, sendo necessário...”
 
Essa solução acabou adotada, com a inclusão de Santarém dentre as áreas de segurança nacional, que não podiam mais escolher pelo voto popular seu dirigente máximo, o prefeito municipal. A partir daí baixariam os prefeitos nomeados pelo governador e sujeitos à aprovação dos órgãos federais de informações. Alguns dos quais elogiados por Emir. Outros, criticados. Ele continuou a ter voz ativa, escrevendo não mais apenas para os instáveis ou efêmeros jornais locais, mas também para os principais órgãos da imprensa paraense, como a Folha do Norte (já extinta) e O Liberal. Conforme ele próprio não deixa de anotar, era o único autor do interior do Estado acolhido pelos jornais de Belém. Não é pouca coisa.
 
Estranha combinação de homem e paisagem
 
A participação de Emir Bemerguy ao longo das três décadas de jornalismo semanal merece ser levada na devida conta. Ele testemunhou a descaracterização acelerada da cidade pequena, onde todos se conheciam e havia certa identidade difusa na sociedade, em torno de elementos da cultura valorizados (como a música, o artesanato e certas manifestações literárias, como a música), além do apreço pelas riquezas naturais da região, a maior delas a combinação do rio com suas margens de areia branca. E a metamorfose em algo ainda indeciso e inconcluso, mas profundamente alterado pela intervenção do estrangeiro (assim, mesmo quando de dentro do país).
 
Essa combinação de homem e paisagem é totalmente estranha aos que planejaram e executaram a travessia da cidade de um pólo a outro. Com suas pranchetas instaladas fora da região e avalizadas pelo poder centralizado em Brasília, que expedia éditos quase reais, eles equalizaram a cidade litorânea a uma urbe qualquer. Num dos seus artigos, Emir protesta com toda razão contra a desfiguração de Santarém quando o órgão federal pôs em prática projeto próprio, que engoliu a praia e emparedou o que restava do “belíssimo litoral defronte da cidade”. Podia ter sido muito diferente se a vontade de Santarém não tivesse começado a ser castrada pela intervenção federal de 1969, que duraria quase duas décadas.
 
 
Saudosismo e rabujice
 
À medida que o tempo passa, os artigos de Emir passam a ser necrológios: das pessoas, da cidade, de seu modo de vida, dos seus valores, da sua cultura – tudo sacrificado na pira do crescimento demográfico e econômico, travestido de progresso. O escriba se insurge contra a ação avassaladora dos imigrantes e dos intrusos, incluindo o governo de Brasília.
 
Certas manifestações suas podem ser classificadas de saudosistas, provincianas, rabugices. Muitas outras, não. Ele expressou como poucos valores de grande significado para os nativos, que os colonizadores (claro, sob outras denominações menos agressivas) desconhecem ou desprezam. Como eles têm o poder de mando, são eles que decidem o que pode ser mantido e o que deve ser eliminado. Os critérios da definição costumam ser obtusos e empobrecedores. Podem possibilitar arrolamentos quantitativos de impressionar e convencer os que vêem as mudanças por uma bitola estreita e curta.
 
Mesmo por esse ângulo, o balanço do que foi realizado não é positivo. Em 1982 Emir podia dizer: “A nossa imensa região vem contribuindo com 42% de tudo o que o Estado do Pará arrecada, mas recebe pouco mais que migalhas como contribuição”. Essa injustiça explicaria Santarém provavelmente ser então “a única cidade do mundo inteiro que, ostentando o seu porte e a sua importância, não possui uma Universidade”.
 
 
Homem de todo Tapajós
 
Universidades (ou centros de ensino superior) agora já existem, públicas e privadas, formalizadas ou ainda em casulo. Mas dos 42% de participação na receita, a região deve ter baixado para menos da metade. Se, por um lado, as compensações cresceram, a importância da região diminuiu. Nem por isso se fortaleceu a campanha pela autonomia, através da criação do Estado do Tapajós, bandeira à qual Emir foi aderindo aos poucos, desconfiado dos patrocinadores da nova unidade federativa.
 
Se os números não convencem o analista mais exigente, satisfazem muito menos os que utilizam parâmetros mais qualitativos da antropologia, sociologia ou mesmo literatura. E quem devia estar satisfeito, como beneficiário de tantos cavalos de pau colocados na praça central da cidade, não está nada satisfeito.
 
Disso, Emir não deixa dúvida nos seus artigos. Homem de todo Tapajós por sua nascença, em Itaituba, sua infância, em Belterra (a segunda cidade fundada por Henry Ford), e a maior parte da sua vida, em Santarém, Emir tem sensibilidade, olhos e ouvidos para o mais íntimo da sua terra, para o mundo que já existia antes dos colonizadores, verdadeirosbwanas à moda antiga, que consideram a si como o princípio de tudo, inclusive da história local, por eles ignorada ou desprezada.
 
Por isso se solidarizou com os remanescentes do último quilombo da Amazônia, o do Trombetas, quando eles foram expulsos de suas terras ancestrais para a criação de uma reserva biológica federal, que visava combinar com sua contrafação, a mina de bauxita do outro lado do rio, explorada por multinacionais.
 
A nova cultura que se forma é de voyuers, turistas apressados, como o jornalista Miguel de Almeida. Embora sua intenção fosse reconstituir a viagem que o antenadíssimo escritor Mário de Andrade, um dos modernistas de 1922, empreendeu pela Amazônia em 1927 (como “turista aprendiz”), quase seis décadas antes, o repórter não fez jus ao poeta.
 
Mereceu um tremendo puxão de orelhas de Emir porque, ao passar meteoricamente por Santarém, disse nada ter observado que merecesse registro. Nem o incrível encontro das águas barrentas do rio Amazonas com as do azul – então ainda límpido – Tapajós.
 
 
Um testemunho para ser lembrado
 
Não faltavam motivos para o visitante lamentar a falta de opções de lazer na cidade, lacuna de ontem e de hoje. Mas era totalmente insubsistente sua observação de que Santarém é uma dessas cidades “desenraizadas e forjadas repentinamente pelo progresso”. Nada mais oposto à verdade. E aí Emir foi buscar sua chinela:
 
“Santarém não foi, meu bom Miguel, forjada repentinamente pelo progresso, coisa nenhuma. Essa praga veio chegando aqui aos poucos, trazendo todo o seu estoque de venenos e remédios, de bênçãos e de maldições. Vivíamos muito melhor, com muito mais fartura e paz, antes de aportarem aqui o desenvolvimento adoidado e certos forasteiros que gostaríamos de ver à distância. O progresso nos tem oferecido mais contrariedades e desassossego do que benefícios reais. Mas isso é outra história, que não cabe aqui”.
 
O testemunho de Emir não pode ser sepultado na cova rasa da incompreensão e do esquecimento, como vários dos personagens cujo perfil ele traça, como se fora incumbido da extrema unção de um mundo tão recente e já tão remoto, do qual ele é elemento exemplar, uma espécie de “o último dos moicanos”. Mas que, felizmente, graças a iniciativas como a de Cristovam Sena, não terá o destino inglório de alguns dos seus companheiros de viagem.
 
Paulo Rodrigues dos Santos e João Santos (nenhum parentesco, exceto as afinidades intelectuais) quiseram destruir suas obras e arquivos, indignados com a indiferença da sociedade local. Paulo esperou cinco anos pelo lançamento de Tupaiulândia, em 1971. Doente, não pôde vir a Belém para a solenidade, mas o governador Fernando Guilhon o visitou em Santarém. Paulo Rodrigues morreu pouco depois. Mas uma edição digna da sua obra só surgiria muitos anos depois da primeira, patrocinada por uma instituição inteiramente local, o ICBS de Cristovam.
 
Do muito que João Santos escreveu, resta pouca coisa publicada. Infelizmente, seu arquivo permanece indevassável, mantido em injustificável isolamento pela família, quando podia exercer uma função fecundadora, como os três livros de Emir publicados nos últimos tempos pelo Instituto Cultural Boanerges Sena.

domingo, 11 de novembro de 2012

Paysandu retorna a Belém trazendo na bagagem a vaga à série B


Depois de garantir a classificação, em Macaé, ontem, a delegação do Paysandu retornou hoje à tarde a Belém.

A recepção aos bicolores, no aerporto de Val de Cans, goi maior do que as registradas na chegada da seleção brasileira a Belém.

No primeiro jogo em Paragominas, o Paysandu venceu o Macaé por 2x0. Ontem, o Macaé Venceu por 3x2, resultado favorável ao time bicolor, que garantiu vaga na semifinal da série C e uma vaga na série B do campeonato brasileiro em 2013.

Veja as fotos do Diário do Pará.





quinta-feira, 8 de novembro de 2012

SporTv confirma transmissão de Macaé x Paysandu, sábado, as 16 horas


Índio morre em confronto com a PF, confirma Funai

 
RODRIGO VARGAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM CUIABÁ 


A coordenação da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Jacareacanga (PA) confirmou na tarde desta quinta-feira (8) que foi encontrado o corpo do índio mundurucu que desapareceu durante confronto entre índios da etnia e um grupo de agentes da Polícia Federal no início da manhã de quarta-feira (7). 

Segundo o coordenador Rainery Quintino, uma equipe do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) do rio Tapajós estava a caminho da área do conflito levando um caixão. 

"O corpo foi encontrado e, segundo o relato dos índios, tem cinco marcas de tiro, no peito e cabeça", disse Quintino. 

Líderes mundurucu já haviam relatado a morte do índio durante o confronto na região do rio Teles Pires, na divisa entre os Estados de Mato Grosso e do Pará. 

Oficialmente, oito pessoas ficaram feridas no episódio: dois policiais, atingidos por flechas, e seis índios.
Dois índios, com ferimentos à bala nos braços, foram transferidos ainda na quarta-feira para Cuiabá. Os policiais tiveram ferimentos leves. 

A ação da PF fazia parte da Operação Eldorado, que combate uma rede de exploração de garimpos ilegais de ouro na região. Líderes mundurucu e caiabi, segundo as investigações, participavam do suposto esquema. 

As etnias mundurucu e caiabi ocupam área vizinhas no entorno do rio Teles Pires. As terras mundurucu ficam no lado do Pará, enquanto o território caiabi se estende também por Mato Grosso. Ontem, as primeiras informações da Funai apontavam que o conflito teria envolvido índios caiabi. 

O conflito ocorreu, segundo a PF, no momento em que agentes cumpriam a ordem judicial que determinava a destruição de balsas usadas para a extração de ouro no rio Teles Pires. Segundo essa versão, os agentes foram atacados pelos índios.

Relato sobe o confronto entre PF e índios em Jacareacanga



Conforme informações repassadas por indígenas do Posto Indígena Teles Pires diretamente para os indígenas parentes, na sede do município de Jacareacanga, ocorreu naquela  aldeia (TELES PIRES) intervenção de Agentes da Policia Federal justificado, para dar-se cumprimento a Operação denominada Eldorado, que visa conter e paralisar a atividade garimpeira na região.

-Uma equipe composta por dezenas de policiais, chegou à aldeia por volta das  oito horas  deste dia (07) fortemente armada, conduzida por um grande aparato de transporte que consistia em helicóptero, voadeiras, quando ocorreu o sobrevoo de helicóptero, causou pânico na aldeia com parte da comunidade embrenhando-se na mata, ocasião em que a aldeia ficou quase vazia e ao verem pessoas estranhas invadindo a aldeia, os guerreiros se manifestaram mesmo sem esboçar ameaça em defesa dos seus com simples armas artesanais  da cultura indígena servindo de proteção para o grupo tribal, ato seguido o forte aparato policial deflagrou vários tiros em direção aos indígenas, nesse momento ocorrendo  reação por parte desses que desferiram flechadas contra os invasores resultando em muitos indígenas feridos com balas de borrachas e seis desses com projeteis real. Pelo lado dos Policiais registra informação de um delegado, não confirmada pelos indígenas, que foram atingidos quatro policiais com flechadas, entretanto não ocorrendo vitimas fatais, os feridos foram deslocados para a cidade de Alta Floresta.

-A invasão na aldeia, provocou confusão entre os índios que não sabiam da operação e nunca tinham visto tanto aparato de guerra, com o helicóptero da PF jogando às proximidades da aldeia bombas provavelmente de efeito moral e muitos tiros o que ocasionou pânico entre os indígenas, com muitos velhos desfalecendo na correria ou em fuga, e ainda crianças desesperadas diante da violência que foram alvos. 

-Que foi confirmado a morte de um indígena Adenilson Kirixi munduruku, foi morto a tiro pelo delegado da policia federal, segundo outro indígena que tava perto dele, as policias não quiseram conversa com nimguem, eles teriam descido receber eles para saber oque realmente eles iriam fazer na aldeia, mas infelizmente foram recebidos a tiros, delegado acertou e deu vários tiros no peito do indígena, mesmo ele sem defeza, atirou ate dentro da água.

-A Aldeia está sitiada pela PF,  que controla a comunicação via radio não deixando os indígenas se comunicarem. Essas informações foram repassadas por dois indígenas que fugiram do cerco chegando até uma aldeia próxima para se comunicarem com parentes em Jacareacanga.

-A aldeia está completamente sitiada pelos agentes que para evitar a fuga dos indígenas colocaram minas em vários pontos da aldeia impedindo de saírem para suas roças ou fugirem do local conflitado.
-Mesmo diante da intervenção, os indígenas não sabem a razão desse trabalho pois ninguém ainda esclareceu para os mesmos a motivação da operação. Ao se falar sobre garimpagem, a aldeia não abriga garimpos bem como nenhuma atividade de garimpagem.

-Devido a debandada geral, há crianças desaparecidas na mata, ocorrendo também explosões de equipamentos como maquinários da comunidade entre esses motores de popa que serve unicamente para transporte dos indígenas, voadeiras, rádios, e para espanto geral a pista de pouso foi dinamitada impedindo o uso para retiradas de emergências de indígenas enfermos.

-A intervenção remonta aos tempos da ditadura onde pessoas foram constrangidas moral e fisicamente, com idosos sendo empurrados, mulheres indígenas chamadas de vagabundas eprostitutas. 

-A coordenadora da Sesai DSEI-Tapajós (saúde Indígena) Cleidiane Carvalho, preocupada com o estado de  saúde dos indígenas atingidos que encontram-se em Alta Floresta está providenciando uma aeronave para transportar os indígenas feridos para Belém ou Brasília.

 -Os indigenas que moram em Jacareacanga, foram até a Câmara de  Vereadores pedir a composição de uma comissão para ir até o local do conflito avaliar a situação já que uma equipe de lideres indigenas de Jacareacanga que iria até o local de avião foi proibida de pousar, a proibição está estendida a qualquer avião de qualquer instituição. Por isso o apelo dos indígenas em solicitarem aos vereadores que fossem até a aldeia como autoridades constituídas do município.

Jacareacanga, 07 de Novembro de 2.012
O líder e estudante Sandro Munduruku, do Teles Pires, é quem envia o relato

Acidentados lotam leitos de UTI's em Santarém


Escolas e hospitais têm que informar violência contra menores


Punição aos crimes na internet



A Câmara dos Deputados aprovou ontem (7) projeto de lei que inclui no Código Penal delitos cometidos pela internet. O projeto tramitava desde 1999, quando foi apresentado pelo então deputado federal Luiz Piauhylino (PE), primeiro parlamentar a se preocupar com o tema. 

O texto prevê detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem invadir computadores alheios ou outro dispositivo de informática, com a finalidade de adulterar, destruir ou obter informações sem autorização do titular. O texto vai à sanção da presidenta Dilma. 

A aprovação do projeto foi acelerada após o roubo de 36 fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann, depois divulgadas na internet. Os envolvidos são acusados por furto, extorsão qualificada, e difamação.(Giba Um)

PSD, meia volta, volver!

A reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff deverá operar terá início logo após a eleição da mesa da Câmara e do Senado, que deverão ficar com o PMDB.

Na dita reforma, está decidido que o PSD terá assento na Esplanada dos Ministérios, o que sela a aliança do partido comandado pelo atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com o PT.

O assento do PSD na base aliada do Governo Federal, articulado por Lula em São Paulo, tem como uma das cláusulas a verticalização do apoio à reeleição da presidente Dilma.

Portanto, deveremos ver no Pará o PSD, que hoje está sob a tutela do PSDB, fechar uma coligação com o PT.

Aí está um indigesto prato para o pessoal que se mudou para a sigla digerir.(Blog do Parsifal)

Verdes pastos da várzea de Santarém



Búfalos pastam livremente em terrenos de várzeas da margem do rio Amazonas, no acesso à comunidade de Igarapé do Costa, em Santarém, na época de vazante.
Foto: Miguel Oliviera @direitos reservados.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Audiência Pública debaterá precariedade do Aeroporto de Santarém


A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) promoverá no próximo dia 26, audiência pública em Santarém para debater  a precariedade do Aeroporto do município Maestro Wilson da Fonseca. A audiência pública, uma iniciativa do deputado Nélio Aguiar, está marcada para iniciar às 15:00h na Câmara Municipal de Santarém. Será a primeira vez que a Comissão de Transportes da Alepa  irá a Santárem debater um problema da comunidade local.  

No requerimento para realização da audiência pública o parlamentar santareno alega que apesar da cidade de Santarém, no Oeste do Pará, ser um grande polo de turismo da Amazônia, o desconforto tem sido a lembrança principal para  mais de 461 mil passageiros que utilizam o Aeroporto de Santarém durante todo o ano. “Os passageiros não tem nenhum conforto, é uma calor insuportável, falta inclusive cadeiras para a sala de espera. Então, queremos chamar os governo do Estado e Federal, através da Infraero, enfim todos os órgãos envolvidos para deixar claro, que não queremos indústria de chaminé para nossa cidade, mas sim garantir o desenvolvimento do turismo sustentável, que é a nossa maior vocação, mas que para isso necessitamos de infra-estrutura adequada”, defendeu o parlamentar.

lio Aguiar disse que não há mais condições de se pensar em reforma ou ampliação para a atual estrutura do aeroporto da  cidade. “Lamentavelmente hoje o Aeroporto Internacional de Santarém se encontra em precárias condições com instalações físicas, inadequadas para que seja realizada de maneira correta os trabalhos e atender a todos os usuários com satisfação. Assim, em decorrência do grande volume de passageiros, faz-se necessária e urgente a construção de um novo prédio para atender os passageiros com conforto e segurança no aeroporto”, defende o parlamentar.(Kátia Aguiar)

Sai a lista dos aprovados na primeira etapa do concurso da Seduc

O Diário Oficial do Estado desta terça-feira (6) trouxe a relação provisória dos candidatos aprovados na primeira etapa do concurso público para carreira de magistério da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A seleção está sendo organizada pela Universidade do Estado do Pará (Uepa). Estão sendo ofertadas 658 vagas para professor efetivo das disciplinas de educação especial e ensino religioso.

O resultado provisório de todos os candidatos com a pontuação e situação na primeira etapa está disponível na página de acompanhamento do concurso:http://paginas.uepa.br/concursos/. Somente os candidatos com pontuação mínima de 60% na prova objetiva e classificados dentro do limite de até três vezes o número de vagas ofertadas para cada cargo/ modalidade/ disciplina/ município foram convocados para a próxima fase do certame, que é a prova de títulos.

De acordo com as regras previstas no edital nº 1/ 2012, o candidato poderá interpor recurso nos termos do item 10, em face do resultado provisório da prova objetiva. A primeira etapa do concurso da Seduc foi aplicada em 21 de outubro, em Belém e mais 14 municípios paraenses. Os candidatos tiveram quatro horas para responder a 50 questões objetivas de múltipla escolha de caráter eliminatório e classificatório.

Das 658 vagas ofertadas, 502 são para o cargo de professor classe I, nível A, na modalidade educação especial, e 156 para o cargo de professor classe I, nível A, na disciplina ensino religioso.

A remuneração do cargo de professor será constituída de vencimento base, mensal e atual, que varia de R$ 729 (20 horas) a R$ 1.458,11 (40 horas), acrescido de 80% de gratificação de escolaridade e 10% de gratificação de magistério.(Agência Pará)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Rombo nas finanças da prefeitura de Santarém é de 35 milhões de reais até agosto


Miguel Oliveira e Alailson Muniz
Da Redação

A dívida que será deixada pela Prefeitura Municipal de Santarém para o próximo prefeito eleito ultrapassa os R$ 35. 975.016,93. São restos a pagar que vão ser lançados com seus valores fechados em dezembro deste ano. Os dados são do Relatório Resumido de Execução Orçamentária do 4° bimestre de 2012.

Segundo o relatório, a Prefeitura Municipal contabilizou restos a pagar de exercícios anteriores no valor de R$ 10.817.846,56. Em 31 de dezembro de 2011, foram inscritos nesse saldo devedor R$ 56.944.313,61. Desse total foram cancelados R$ 104.354,01 e pagos R$ 31.682.789,23. O saldo devedor, portanto, fixou em R$ 35. 975.016,93 até o final de agosto deste ano. Os dados são inseridos no Relatório pelo setor de contabilidade geral da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin).

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) apresenta o maior "restos a pagar" do orçamento municipal. A pasta trouxe dos exercícios anteriores R$ 4.411.245,45 em dívidas e, em dezembro de 2011, esse valor saltou para R$ 35.854.488,37. Desse total foram cancelados apenas R$ 103.297,41 e pagos R$ 18.098.186,61. O saldo devedor até final de agosto ficou em R$ 22.064.249,80. Os números mostram que do valor pago até o final de agosto a dívida ainda cresceu mais R$ 5 milhões.

Outra dívida que chama atenção é a referente ao Fundo Municipal de Saúde. O relatório apresenta dívidas dos exercícios anteriores no montante de R$ 4.639.552,82. Em 31 de dezembro de 2011, a dívida já era de R$ 11.594.504,49. Desse total, foram pagos R$ 6.240.366,64. Portanto, o restante ficaria em R$ 5.354.138,00, mas o relatório informa que o valor atual é de R$ 9.993.690,67. Ou seja, a dívidas cresceu cerca de R$ 4,5 milhões.

Conta tudo que sabe, Valério!



 Operador do mensalão, o empresário Marcos Valério é um jogador. Parece ser capaz de qualquer coisa para se dar bem no final. Agora luta para não sair muito mal da história.

Condenado a quarenta anos de prisão resolveu falar mais uma vez ao Ministério Público. E disse coisas bastante graves: que o ex-presidente Lula foi chantageado por criminosos envolvidos com o assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002.

Marcos Valério disse também que tinha detalhes comprometedores sobre a participação do ex-ministro Antonio Palocci na arrecadação de recursos para o caixa do PT e informações sobre a origem do R$ 1,7 milhão apreendidos pela Polícia Federal no escândalo do dossiê dos aloprados, durante a campanha eleitoral de 2006.

·        Na revista Veja: http://migre.me/bzFgX

Chama-se Ronan Maria Pinto a pessoa acusada de chantagear Lula, e também o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho no caso do assassinato de Celso Daniel. Renan é apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de cobrança de propina na prefeitura da cidade do ABC paulista.

De acordo com a revista Veja, Valério foi procurado por petistas para pagar o dinheiro da chantagem, mas teria se recusado a colaborar. Segundo ele, quem teria ficado com a missão seria um amigo pessoal de Lula, que utilizou um banco não citado no mensalão.

No depoimento, o empresário ainda mencionou outras remessas de recursos para o exterior, além das que foram feitas para o publicitário Duda Mendonça, que trabalhou na campanha de Lula em 2002 e foi absolvido pelo Supremo no processo do mensalão.

A essas novas declarações de Valério ao Ministério Público é preciso somar a acusação feita em setembro pelo empresário de que o maior comandante do mensalão teria sido o ex-presidente Lula. "Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé (Dirceu) não falamos. Lula era o chefe", teria afirmado a Valério.

Outra pessoa que lançou a tese de que o ex-presidente do PT, José Genoíno, e José Dirceu agiram para proteger Lula foi a própria ex-esposa do ministro. “Eles estão pagando pelo Lula. Ou você acha que o Lula não sabia das coisas, se é que houve alguma coisa errada?”, afirmou a primeira mulher de Dirceu, Clara Becker.

·        No portal Terra: http://migre.me/bzIE9

O depoimento de Valério à Procuradoria foi dado na tentativa de conseguir uma delação premiada, mecanismo jurídico no qual alguém que é investigado pode se beneficiar colaborando com a Justiça. O empresário também pediu proteção policial.      Os ministros do STF já estudam a possibilidade de reduzir a pena de Valério.

Hoje no Estadão: http://migre.me/bAsMH

Frente a mais essas revelações os petistas responderam com o de sempre: desqualificaram o empresário. Disseram que se tratam de manobras de uma pessoa desesperada com a perspectiva de ficar tantos anos atrás das grades.

Mas independente de que esteja falando a verdade ou mentira, algo é certo: ninguém melhor do que Marcos Valério para esclarecer o que exatamente ocorreu nesse ainda obscuro escândalo de corrupção analisado nos últimos três meses pelo Supremo Tribunal Federal.

O contra-ataque cínico que os petistas fazem contra quem quer esclarecimentos sobre essa série de crimes é dizer que esse pedido de mais investigações não tem o respaldo das urnas. Além de, no fundo, considerar o eleitor como conivente com o desvio de dinheiro público, o PT considera que a aprovação popular limpa a barra de políticos que tem contras a prestar na justiça. É uma distorção crassa.

A democracia moderna não é apenas a vontade do povo simplesmente. É a vontade do povo mediada pelas leis e instituições. E caso haja algum conflito, prevalecem as leis. A função das instituições é, entre outras, proteger os derrotados nas urnas de eventuais tiranias da maioria e os mais fracos da tirania das minorias fortes.

Conte tudo o que sabe, Marcos Valério!
(Rede Democratas)

O bispo americano que não era da CIA


Lúcio Flávio Pinto
Artigo publicado na edição desta semana de O Estado do Tapajós

A internet passou a ser desaguadouro seguro para todo e qualquer tipo de história que se queira contar. Dentre elas, narrativas sobre a penetração estrangeira na Amazônia. Apesar de contraditadas até a desmoralização, elas continuam a circular e a atrair propagadores.

Como o livro didático adotado nas escolas americanas que excluem a Amazônia do mapa do Brasil. Ou um decalque convocando os sobrinhos de Tio Sam a cumprir sua cota diária de brasileiro morto. Ou ainda o testemunho de alguém que acabou de chegar de Roraima horrorizado pelo que viu: num determinado trecho da rodovia Manaus-Boa Vista só se consegue passar falando inglês. Quem não é fluente na língua de Shakespeare é detido.

Já se falou também dos submarinos que demandavam o porto de Monte Dourado, no reino de Daniel Ludwig, no Jari, para transportar clandestinamente toras de madeira, dentro das quais haveria ouro. Ou os fornos para queimar cassiterita instalados na área dos índios Yanomami, na divisa do Brasil com a Venezuela.

O americano James Michael Ryan (seu nome de batismo) fez parte dessas lendas e mistérios da sempre atenta cobiça internacional sobre a Amazônia na pele de dom Thiago Ryan. De vez em quando alguém, geralmente jornalista, aparecia com a pergunta sibilina: ele não é agente da CIA postado no coração da Amazônia? Larry Rohter, que veio atrás do zum-zum-zum, o desfez em reportagem para o New York Times. Mas era um americano escrevendo para um grande jornal americano, ambos suspeitos à vista da geopolítica corrente na Amazônia.

Cristovam Sena acaba de dar a contribuição local à verdade com Dom Tiago, o missionário do Tapajós, livro que organizou e publicou pelo Instituto Cultural Boanerges Sena, de Santarém (174 páginas, 2012) para comemorar o centenário de nascimento do bispo (declarado emérito pós-morte), apropriadamente definido como “o missionário”, o que ele nunca deixou de ser. O carregado sotaque, que o acompanhou até o último dia, não escondia a origem do personagem e sua dificuldade para falar mais livremente o português. Mas só isso o mantinha estrangeiro.

Thiago viveu durante quase 60 anos no Baixo Amazonas, indo de padre a bispo, a partir de julho de 1943, quando chegou à região, com mais três franciscanos. Ele desembarcou do mesmo navio que trazia, como “soldados da borracha”, 500 cearenses, mais conhecidos por arigós, a maior parte de São Francisco do Canindé (de onde também veio – bem antes – meu avô, o brabo Raimundo Pinto).

Era uma situação de impacto: em péssimas condições, os homens iriam trabalhar no fornecimento de matéria prima vital para a campanha das nações aliadas, lideradas pelos Estados Unidos, contra as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Muitos morreriam nos seringais distantes, mas já ali o drama era tão visível que o missionário franciscano tentou se comunicar com eles, arranhando um português precário e complementando-o com o latim. A solidariedade foi mais marcante do que a comunicabilidade. Deixou uma semente definitiva na alma e no coração do padre iniciante, aos 21 anos de idade.

Aposentado, Thiago continuou na região, como simples cidadão, num lugar ermo, sacrificante, quando renunciou à hierarquia eclesiástica, depois de 27 anos como bispo de Santarém, . Era um caboclo alvo, exageradamente alto, de fala enrolada. Mas definitivamente amazônico.

Um homem cordial, tolerante e diplomático. Contornou ou enfrentou momentos muito difíceis na sua prelazia (depois diocese) sem perder a calma e bater a porta. Aproveitou o que pôde da qualidade alheia, sem abrir mão dos seus princípios éticos, morais e religiosos. Teve como seu secretário durante 20 anos um homem que era comunista velado, mas inteligente, trabalhador, íntegro e leal: o historiador autodidata João Santos. Um Dom Camilo e um Peppone tropicais, à revelia das pressões e circunstâncias externas.

Em 2002, indo se tratar de um câncer fatal na sua terra, em Chicago, sabendo que a morte já o espreitava, fez um pedido final: queria ser enterrado em Santarém. Seu túmulo está sob as pedras da catedral de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira de Santarém. Só quem não conhece a sua história pode imaginá-lo, à distância, como um espião da CIA infiltrado ocasionalmente na remota Amazônia. É apenas um dos delírios de uma geopolítica febril.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Líder do PDT pede CPI para pesquisas eleitorais

 
O líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), apresentou nesta quarta-feira (31) requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar os erros nas pesquisas eleitorais nas últimas eleições. Após protocolar o documento, as 225 assinaturas – o mínimo necessário é 171 – serão analisadas pela Mesa Diretora da Casa, que encaminha o documento para leitura em plenário. A instalação depende dos líderes partidários.
“Nós tivemos em várias capitais números completamente divergentes. Os resultados apresentados na véspera da eleição foram completamente diferentes do que se constatou no dia da eleição”, disse Figueiredo, ao justificar a apresentação do requerimento. Nesta eleição, até em pesquisas de boca de urna houve problemas. O Ibope, por exemplo, admitiu erro nos levantamentos realizados em Curitiba, Manaus e Salvador.


De acordo com o pedetista, houve “algum tipo de erro” nas pesquisas em 21 das 26 capitais. A intenção ao apresentar o pedido de criação da CPI é fazer que elas “não possam mais ser utilizadas como manobra de consciência do eleitorado”.  Além disso, a ideia é também criar uma regulamentação para o setor a partir da apuração da comissão. “Nós queremos uma regulamentação para que as pesquisas possam ser melhor aproveitadas e melhor apresentadas e que elas não possam servir, como hoje, como um grande fator de influência na vontade do eleitorado brasileiro”, disse.

Depois do processo de conferir as assinaturas e ler em plenário, começam as negociações dos líderes para compor o colegiado. Se os partidos não indicarem, a obrigação recai sobre o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Atualmente, existem outras três CPIs em atividade na Casa: Trabalho Escravo, Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e Tráfico de Pessoas no Brasil. Ainda existem duas comissões mistas, a do Cachoeira e a da Violência contra a Mulher.


Novo livro de Lúcio Flávio Pinto

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TCU recomenda bloqueio de recursos de obras na BR-163

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, ontem, o relatório de consolidação das fiscalizações de obras de 2012. Neste ano, foram fiscalizadas 200 obras por meio do Fiscobras e as correções propostas podem gerar benefícios de até R$ 2,5 bilhões.

No Pará, duas obras foram consideradas em situação irregular: Obras de abastecimento de água em Augusto Corrêa/PA e Construção de trechos rodoviários no Corredor Oeste-Norte/ BR-163/PA - Divisa MT/PA - Santarém, ambas incluídas no PAC.

Uma terceira obra se localiza na visia dos estados do Pará e Tocantins: a ponte sobre o rio Araguaia, ligando Xambioá(TO) a São Geraldo do Araguaia(PA).

Dentre elas, destacam-se também quatro obras para construção de terminais portuários fluviais no Estado do Amazonas. 

Após aprovação, o relatório será enviado ao Congresso Nacional. As informações subsidiarão a Comissão Mista de Orçamento (CMO) na distribuição de recursos orçamentários para o próximo ano.

Tv aberta não transmitirá Paysandu x Macaé

Dirigentes do Macaé exigiram que a Tv Cultura do Pará, que planejava transmitir para todo o Pará a partida entre Paysandu e Macaé, sexta-feira, direto de Paragominas, pela semifinal da série C do campeonato brasileiro, exigiram o pagamento de 18 mil reais para autorizar a transmissão da partida.

A exigência do Macaé inviabilizou a transmissão da Tv Cultura, o mesmo que aconteceu em 2010, pelas finais da série D, quando o São Raimundo disputou o jogo de ida em Macaé, sagrando-se campeão brasileiro no segundo jogo, em Santarém. 

Há possibilidade da partida será transmitida por um canal de uma emissora de televisão por assinatura, o Sport TV.

Presa quadrilha que aplicava golpe da indenização judicial em todo o Brasil

Agência Pará:
Polícia Civil do Pará desarticula bando de golpistas que agia em todo Brasil Investigações coordenadas pela equipe da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos (DRCT), da Polícia Civil do Pará, resultaram na prisão de uma quadrilha responsável por aplicar golpes em vítimas em todo Brasil. No total, sete pessoas - três homens e quatro mulheres - foram presas com mandados de prisão preventiva e foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, nesta quarta-feira, 31, na cidade de Praia Grande, litoral sul do Estado de São Paulo.

A operação “Montepio” foi coordenada pela delegada Beatriz Silveira, titular da DRCT, e contou com apoio da Polícia Civil paulista por meio de policiais civis do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e do Dipol (Departamento de Inteligência). A operação resultou nas apreensões de materiais utilizados para enganar as vítimas.

Os criminosos enviavam cartas às casas das pessoas com documentos fraudados para parecer correspondência oficial de órgãos públicos. Nas cartas, as pessoas eram informadas de que tinham quantias a receber na Justiça referentes a indenizações. Os envelopes ostentavam timbres de autarquias ou grandes escritórios de advocacia. A vítima acreditava na veracidade da indenização e acabava aceitando pagar taxas a título de custas do processo para liberação do dinheiro.

Os golpistas chegam a usar nomes de desembargadores para aplicar o golpe. A delegada Beatriz Silveira informa que o bando fez diversas vítimas em todo Brasil. Ainda não é possível mensurar o montante do golpe. O grupo era especializado em aplicar o chamado "Golpe do Montepio". As investigações duraram cerca de quatro meses, logo depois que pessoas ligadas ao Poder Judiciário do Pará receberam cartas com documentos timbrados informando das falsas indenizações.

Uma das vítimas de Belém chegou a depositar cerca de R$ 30 mil na conta bancária de “laranjas” utilizada pelos criminosos. Durante as investigações, a Polícia Civil do Pará verificou que a prática criminosa era cometida a partir de um imóvel usado como escritório de advocacia, sediado em Praia Grande (SP). Do local, partiam as ligações dos golpistas que se passavam por advogados.

Ao receber as cartas enviadas, as vítimas eram orientadas no documento a entrar em contato com dois números telefônicos, com DDD do Estado de São Paulo. Nos telefonemas, as pessoas conversavam com os golpistas que se passavam por advogados, de nomes falsos Ana Paula e Renato, responsáveis em acompanhar o processo para liberação das indenizações. 

Os falsos advogados informavam às vítimas que haviam lhes enviado correspondência com ofício informando que a pessoa teria direito a receber um pecúlio em espécie a título de seguro.
A quantia deveria ser depositada em uma conta corrente de um banco particular. As quantias extorquidas de vítimas em todo Brasil chegam a variar de R$ 75 mil a R$ 280 mil. As vítimas depositavam o valor solicitado pelos golpistas, que desapareciam e não eram mais encontrados. A Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos do Pará passou a investigar as atividades da quadrilha e, a partir das provas, obteve na Justiça do Pará as decretações das prisões do envolvidos no crime.

Entre os presos estão Hélio Aparecido Teixeira de Campos, que se passa pelo suposto advogado Renato; Bruna Fernanda Xavier, que se identifica como Patrícia; Rosana Alves Pereira, que se identifica como Ana Laura; uma mulher de prenome Luciana, que se identifica como doutora Maria Helena, e um homem conhecido como Júnior, responsável pela obtenção das contas bancárias

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Caçambas da prefeitura recolhem lixo em Santarém

Da Redação

Apenas 30 por cento dos domicilios de Santarém estão sendo atendidos pelo serviço de coleta de lixo desde a semana passada.

Por falta de pagamento à empresa terceirizada, a Prefeitura de Santarem se viu obrigada, desde o último sábado, a colocar suas próprias caçambas para retirar o lixo que se amontoava  em frentes da casas.

A empresa terceirizada de coleta de lixo reduziu de 8 para apenas dois caminhões o tamanho da frota que faz o serviço.

A dívida da prefeitura com a coleta de lixo já passa de dois milhões de reais.

Os bairros mais afetados pela redução da coleta de lixo são a grande Prainha, Aeroporto Velho e Jardim Santarém.  
 
Mas a coleta de lixo hospitalar, feita pela mesma empresa, está normalizada, o mesmo acontecendo com a operação do aterro controlado do Perema, onde é depositado o lixo recolhido na zona urbana da cidade.

PSDB é partido que mais venceu eleições no segundo turno

Com vitórias em nove cidades, o PSDB é o partido que mais venceu eleições no segundo turno da disputa municipal, realizado neste domingo (28). O PT, com oito cidades, é o segundo colocado. O partido venceu nas capitais Manaus (AM), Teresina (PI) e Belém (PA) e também nos municípios de Blumenau (SC), Franca (SP), Pelotas (RS), Campina Grande (PB), Sorocaba (SP) e Taubaté (SP).

O Democratas venceu em três cidades.

Com as conquistas, em 2° turno, de Fortaleza, Cuiabá, e Porto Velho, o PSB (Partido Socialista Brasileiro), que venceu em 1° turno em Belo Horizonte e Recife, passa ser o partido a governar mais capitais (5) no país, o que fortalece ainda mais o neo cacique da sigla, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. 

Em seguida, empatados em número de capitais, está o PT, com 4 prefeituras (São Paulo, João Pessoa, Rio Branco e Goiânia) e o PSDB (Maceió, Belém, Manaus e Teresina).O PMDB tem uma(Rio de Janeiro) e o Democratas também uma (Salvador).
Terminadas as eleições municipais, veja abaixo a distribuição das prefeituras do Brasil, pelos partidos: 

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