Necessidades de formação de mão-de-obra para o setor mineral, Planejamento governamental para a expansão da mineração e Mineração e sociedade: alianças e estratégias para a conservação ambiental estão entre os temas das palestras, workshops e painéis que fazem parte da programação do I Congresso de Mineração da Amazônia.
O evento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e Governo do Estado, ocorrerá paralelamente à 13 Exposição Internacional de Mineração (EXPOSIBRAM 2008), de 10 a 13 de novembro em Belém.
A Exposibram 2008 já tem 18 empresas ligadas ao Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), entre os expositores. O evento vai reunir cerca de 120 expositores em 4 mil m2. Mais de 60% dos estandes estão vendidos e outros 29%, reservados.
A venda de estandes é feita pela Temple Eventos (3229-6468 e 3269-5503).
terça-feira, 17 de junho de 2008
Chantagem eleitoral
PMDB e PT vivem um jogo de cão e gato.
No pescoço de Jader os petistas querem prender o apoio do PMDB ao PT em Santarém.
Para isso, esta semana os petistas amarraram o guizo no pescoço do gato em Ananindeua ao fazerem ressurgir a natimorta candidatura da ex-deputada Sandra Batista.
É que, balançando o guizo, os petistas esperam assustar os peemedebistas que, de última hora, tendem a abandonar a quase fechada coligação em torno da prefeita Maria do Carmo e trilhar com uma candidatura própria.
Tá dado o recado: sem o apoio do PMDB em Santarém, nada feito em Ananindeua, isto é, bye, bye Helder.
Resta saber se Jader, pai de Helder, acostumado a enfrentar cachorro grande, vai correr dos petistas feito gato escaldado.
No pescoço de Jader os petistas querem prender o apoio do PMDB ao PT em Santarém.
Para isso, esta semana os petistas amarraram o guizo no pescoço do gato em Ananindeua ao fazerem ressurgir a natimorta candidatura da ex-deputada Sandra Batista.
É que, balançando o guizo, os petistas esperam assustar os peemedebistas que, de última hora, tendem a abandonar a quase fechada coligação em torno da prefeita Maria do Carmo e trilhar com uma candidatura própria.
Tá dado o recado: sem o apoio do PMDB em Santarém, nada feito em Ananindeua, isto é, bye, bye Helder.
Resta saber se Jader, pai de Helder, acostumado a enfrentar cachorro grande, vai correr dos petistas feito gato escaldado.
Romeu e Julieta
Alta patente na política paraense cismou de se enamorar nas passarelas da vida.
Mas o fora que levou deixou-lhe na lama.
Depressiva, a autoridade não quer nem mais sair de casa.
Quem será?
Mas o fora que levou deixou-lhe na lama.
Depressiva, a autoridade não quer nem mais sair de casa.
Quem será?
Fórum de Gestores do Baixo Amazonas será instalado em Santarém
O Fórum de Gestores Regionais do Baixo Amazonas, coordenado pela Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir), vai ser implantado nesta terça-feira (17), em Santarém, para articular e executar políticas públicas do governo do Estado, principalmente o programa Pará, Terra de Direitos.
A região de integração do Baixo Amazonas é formada por 12 municípios - Alenquer, Almeirim, Belterra, Curuá, Faro, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Terra Santa e Santarém - e tem uma população de mais de 640 mil habitantes, segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2007.
Este é o quinto fórum implantado este ano. O primeiro foi o da região de integração de Carajás, em Marabá; o segundo, da região do Araguaia, em Conceição do Araguaia. O terceiro foi o da região Guamá, em Castanhal, e o quarto na região do Rio Capim, em Paragominas.
A região de integração do Baixo Amazonas é formada por 12 municípios - Alenquer, Almeirim, Belterra, Curuá, Faro, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Terra Santa e Santarém - e tem uma população de mais de 640 mil habitantes, segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2007.
Este é o quinto fórum implantado este ano. O primeiro foi o da região de integração de Carajás, em Marabá; o segundo, da região do Araguaia, em Conceição do Araguaia. O terceiro foi o da região Guamá, em Castanhal, e o quarto na região do Rio Capim, em Paragominas.
Auditoria militar apura denúncia de que cavalos da PM passam fome
O promotor militar Armando Brasil, em linha direta com o site, informa que já determinou a abertura de inquérito para apurar denúncia de que os cavalos do esquadrão montado da PM em Santarém estão passando fome.
Por quê não no Oeste do Pará?
Segundo a Folha de São Paulo, o Ministério Público Federal no Pará pediu à Justiça que os créditos para assentados no sul e sudeste do Pará liberados ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) sejam interrompidos até o fim da campanha eleitoral deste ano. Segundo a Procuradoria, são necessárias mudanças nos procedimentos utilizados pelo Instituto para a liberação, fiscalização e cobrança do dinheiro, que poderia acabar desviado para financiar campanhas.
Por quêa medida não é tomada também em relação ao Incra do Oeste do Pará?
Por quêa medida não é tomada também em relação ao Incra do Oeste do Pará?
Conselho político
Do Repórter Diário:
A governadora Ana Júlia Carepa fez a instalação oficial do conselho político no final da tarde de ontem, no Palácio dos Despachos. O conselho, presidido pela governadora, é integrado por presidentes regionais de partidos da base aliada e lideranças partidárias na Assembléia Legislativa, que passarão a se reunir regularmente. Durante o encontro com os deputados, Ana Júlia lembrou os investimentos que o governo tem feito e as perspectivas abertas com as obras do PAC no Estado.
A governadora Ana Júlia Carepa fez a instalação oficial do conselho político no final da tarde de ontem, no Palácio dos Despachos. O conselho, presidido pela governadora, é integrado por presidentes regionais de partidos da base aliada e lideranças partidárias na Assembléia Legislativa, que passarão a se reunir regularmente. Durante o encontro com os deputados, Ana Júlia lembrou os investimentos que o governo tem feito e as perspectivas abertas com as obras do PAC no Estado.
Divulgado listão do concurso da Seduc
Esta disponível no site: www.fadesp.org.br o resultado final do concurso para professor da Seduc para os municípios de Itaituba, Monte Alegre, Óbidos e Santarém.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Canadenses conhecem projetos de mineração em Itaituba
A delegação canadense que chega ao Pará nesta terça-feira (17) a convite do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) Amazônia vai se reunir, na quarta-feirade manhã, em Belém, com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Pará(FIEPA), que irá apresentar a conjuntura em que se encontra o setor industrial noEstado.
À tarde, segue para Itaituba, onde representantes do IBRAM apresentarão os indicadores de mineração do Pará e dos projetos de mineração do Tapajós. No município, a delegação conhecerá, na quinta-feira, dois projetos produtivos e depesquisa realizados na área: o Projeto Jaguar e o Projeto Serabi.
À tarde, segue para Itaituba, onde representantes do IBRAM apresentarão os indicadores de mineração do Pará e dos projetos de mineração do Tapajós. No município, a delegação conhecerá, na quinta-feira, dois projetos produtivos e depesquisa realizados na área: o Projeto Jaguar e o Projeto Serabi.
Empresa cobre outdoors da campanha adote um buraco da Tv Ponta Negra
Empresa contratada pela TV Ponta Negra para afixar outdoors da campanha da emissora 'Adote um buraco' foi pressionada a cobrir as tabuletas.
Duas placas ainda chegaram a exibir os cartazes, mas foram cobertas hoje `a tarde com propaganda alusiva ao aniversário de Santarém.
A empresa alega que recebeu telefonema ameaçador para interromper a campanha, caso contrário, 'sofreia fortes retaliações'.
Duas placas ainda chegaram a exibir os cartazes, mas foram cobertas hoje `a tarde com propaganda alusiva ao aniversário de Santarém.
A empresa alega que recebeu telefonema ameaçador para interromper a campanha, caso contrário, 'sofreia fortes retaliações'.
Juiz pede desaforamento de júri de Antônio Rocha Jr.
O juiz Alessandro Ozanan, da 6ª Vara Penal, suspendeu a sessão do tribunal júri que deveria ocorrer no dia 27.06.2008, em que é réu Antonio Rocha Jr.
Em seu despacho o juiz pede o desaforamento do processo, ou seja, deve ser julgado em outro foro, no caso o da capital.
Para o juiz, a realização do júri não pode ocorrer aqui por acreditar que a "imparcialidade do corpo de jurados está ameaçada", depois que os 10 promotores da comarca de Santarém se julgaram suspeitos para acompanhar o caso (dois por impedimento legal e oito por motivos de foro íntimo).
Abaixo o teor completo do despacho do juiz, que vai ser encaminhado ao Tribunal de Justiça do Estado:
EMINENTES DESEMBARGADORES,
CULTO RELATOR,
Antonio Rocha Júnior, já devidamente qualificado nos autos, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Pará, acusado de haver infligido o disposto no art. 121, § 2º, IV, do CP, estando o feito com sessão do Tribunal do Júri já designada para o dia 27 (vinte e sete) de junho de 2008.
Ocorre que, após detida análise dos autos e, por estar atento aos fatos que ocorrem nesta comarca, onde resido, estou convencido de que a isenção do Conselho de Sentença, de modo singular, no presente feito, está sob risco, a exigir o desaforamento deste processo, para o resguardo da credibilidade do Poder Judiciário junto à comunidade.
A conclusão pela necessidade de desaforamento é extraída das peças que constam nos autos, de onde se infere que o réu é pessoa bastante conhecida nesta cidade, sendo filho de Deputado Estadual. Ademais, conforme consta nos autos, inclusive, veiculado na imprensa local, que o denunciado é acusado da prática de outros delitos, sobretudo no Estado do Amazonas, onde teria chefiado quadrilha de assalto a bancos e praticado outros delitos, inclusive homicídio (fl. 31).
Para corroborar os indícios de que a imparcialidade do corpo de jurados está ameaçada, somou-se fato inusitado no presente feito, às vésperas do julgamento já designado, qual seja, todos os Promotores de Justiça que atuam na Comarca de Santarém, em número de 10 (dez), julgaram-se suspeitos ou impedidos para atuar na sessão referida.
Destaco que a presente representação pelo desaforamento do processo é feita com singular pesar pelo signatário, uma vez que, ao longo de cinco anos de magistratura, presidi 37 (trinta e sete) sessões do Tribunal do Júri, sempre primando pela duração razoável do processo e pelo devido processo legal.
Isso posto, represento pelo desaforamento, para a Comarca de Belém, do processo nº 051.1998.2.000270-5, que tem com denunciado ANTONIO ROCHA JUNIOR, de conformidade com o acima relatado, ancorado no disposto no art. 424, do CPP, e por tudo mais o que consta no caderno processual.
Suspendo a realização da sessão do Tribunal do Júri deste processo, designada para o dia 27 (vinte e sete) de junho de 2008.
Encaminhem-se os autos principais e seus apensos ao E. Tribunal de Justiça do Estado do Pará para fins de apreciação do pedido de desaforamento.
Intimem-se as partes.
Santarém-PA, 12 (doze) de junho de 2008.
Alessandro Ozanan
JUIZ TITULAR DA 6ª VARA PENAL,
RESP. PELAS COMARCAS DE MONTE ALEGRE-PA e PRAINHA-PA
(Fonte: 6ª Vara Penal)
Em seu despacho o juiz pede o desaforamento do processo, ou seja, deve ser julgado em outro foro, no caso o da capital.
Para o juiz, a realização do júri não pode ocorrer aqui por acreditar que a "imparcialidade do corpo de jurados está ameaçada", depois que os 10 promotores da comarca de Santarém se julgaram suspeitos para acompanhar o caso (dois por impedimento legal e oito por motivos de foro íntimo).
Abaixo o teor completo do despacho do juiz, que vai ser encaminhado ao Tribunal de Justiça do Estado:
EMINENTES DESEMBARGADORES,
CULTO RELATOR,
Antonio Rocha Júnior, já devidamente qualificado nos autos, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Pará, acusado de haver infligido o disposto no art. 121, § 2º, IV, do CP, estando o feito com sessão do Tribunal do Júri já designada para o dia 27 (vinte e sete) de junho de 2008.
Ocorre que, após detida análise dos autos e, por estar atento aos fatos que ocorrem nesta comarca, onde resido, estou convencido de que a isenção do Conselho de Sentença, de modo singular, no presente feito, está sob risco, a exigir o desaforamento deste processo, para o resguardo da credibilidade do Poder Judiciário junto à comunidade.
A conclusão pela necessidade de desaforamento é extraída das peças que constam nos autos, de onde se infere que o réu é pessoa bastante conhecida nesta cidade, sendo filho de Deputado Estadual. Ademais, conforme consta nos autos, inclusive, veiculado na imprensa local, que o denunciado é acusado da prática de outros delitos, sobretudo no Estado do Amazonas, onde teria chefiado quadrilha de assalto a bancos e praticado outros delitos, inclusive homicídio (fl. 31).
Para corroborar os indícios de que a imparcialidade do corpo de jurados está ameaçada, somou-se fato inusitado no presente feito, às vésperas do julgamento já designado, qual seja, todos os Promotores de Justiça que atuam na Comarca de Santarém, em número de 10 (dez), julgaram-se suspeitos ou impedidos para atuar na sessão referida.
Destaco que a presente representação pelo desaforamento do processo é feita com singular pesar pelo signatário, uma vez que, ao longo de cinco anos de magistratura, presidi 37 (trinta e sete) sessões do Tribunal do Júri, sempre primando pela duração razoável do processo e pelo devido processo legal.
Isso posto, represento pelo desaforamento, para a Comarca de Belém, do processo nº 051.1998.2.000270-5, que tem com denunciado ANTONIO ROCHA JUNIOR, de conformidade com o acima relatado, ancorado no disposto no art. 424, do CPP, e por tudo mais o que consta no caderno processual.
Suspendo a realização da sessão do Tribunal do Júri deste processo, designada para o dia 27 (vinte e sete) de junho de 2008.
Encaminhem-se os autos principais e seus apensos ao E. Tribunal de Justiça do Estado do Pará para fins de apreciação do pedido de desaforamento.
Intimem-se as partes.
Santarém-PA, 12 (doze) de junho de 2008.
Alessandro Ozanan
JUIZ TITULAR DA 6ª VARA PENAL,
RESP. PELAS COMARCAS DE MONTE ALEGRE-PA e PRAINHA-PA
(Fonte: 6ª Vara Penal)
Mineração Rio do Norte pretende começar a explorar platô Bacaba em 2009
Será realizada no próximo domingo (22), em Oriximiná, a audiência pública para licenciamento do platô Bacaba, a partir das 9 horas, no Cliper Santo Antônio. Marcada pelo Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão ambiental responsável pelo licenciamento, a audiência tem como objetivo ouvir a opinião de comunidades, entidades de classe, poder público e sociedade em geral a respeito do empreendimento.
O evento é aberto para a sociedade e será conduzido por representantes do Ibama.
O licenciamento do platô Bacaba está sendo solicitado pela Mineração Rio do Norte (MRN), empresa que já trabalha com produção de bauxita na região há 29 anos. O início da exploração dessa nova reserva será para manter o nível de produção da mineradora, que hoje é de aproximadamente 18 milhões de toneladas por ano. Desta forma, a produção de bauxita na região continuará atendendo as atuais demandas de mercado, inclusive as do mercado brasileiro, responsável pelo consumo de cerca de 60% do minério comercializado pela empresa.
A MRN espera conseguir até o fim deste ano a licença para operar o platô, que funcionará nos mesmos moldes de lavra já implantados pela empresa nos outros platôs da região de Porto Trombetas, distrito de Oriximiná. O Bacaba tem previsão de lavra para o período que vai de 2009 a 2012.
Antes das audiências, a MRN realizou uma série de encontros preparatórios, chamados de reuniões prévias, nos meses de abril e maio, com a participação de sociedade civil, lideranças comunitárias, moradores locais e do poder público. O objetivo foi esclarecer dúvidas a respeito do empreendimento e também divulgar os locais onde a sociedade poderia ter acesso ao Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (Rima), documento elaborado a partir dos Estudos de Impactos Ambientais (EIA).
O Ibama também marcou, para os dias 28 e 29 deste mês, mais duas audiências públicas para tratar do licenciamento de outros seis platôs, na Zona Leste – Bela Cruz, Aramã, Greig, Teófilo, Cipó e Monte Branco. A audiência do sábado, dia 28, será em Terra Santa, no clube Jamari, e no domingo, dia 29, em Oriximiná, novamente no Cliper Santo Antônio.
(Fonte: MRN)
O evento é aberto para a sociedade e será conduzido por representantes do Ibama.
O licenciamento do platô Bacaba está sendo solicitado pela Mineração Rio do Norte (MRN), empresa que já trabalha com produção de bauxita na região há 29 anos. O início da exploração dessa nova reserva será para manter o nível de produção da mineradora, que hoje é de aproximadamente 18 milhões de toneladas por ano. Desta forma, a produção de bauxita na região continuará atendendo as atuais demandas de mercado, inclusive as do mercado brasileiro, responsável pelo consumo de cerca de 60% do minério comercializado pela empresa.
A MRN espera conseguir até o fim deste ano a licença para operar o platô, que funcionará nos mesmos moldes de lavra já implantados pela empresa nos outros platôs da região de Porto Trombetas, distrito de Oriximiná. O Bacaba tem previsão de lavra para o período que vai de 2009 a 2012.
Antes das audiências, a MRN realizou uma série de encontros preparatórios, chamados de reuniões prévias, nos meses de abril e maio, com a participação de sociedade civil, lideranças comunitárias, moradores locais e do poder público. O objetivo foi esclarecer dúvidas a respeito do empreendimento e também divulgar os locais onde a sociedade poderia ter acesso ao Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (Rima), documento elaborado a partir dos Estudos de Impactos Ambientais (EIA).
O Ibama também marcou, para os dias 28 e 29 deste mês, mais duas audiências públicas para tratar do licenciamento de outros seis platôs, na Zona Leste – Bela Cruz, Aramã, Greig, Teófilo, Cipó e Monte Branco. A audiência do sábado, dia 28, será em Terra Santa, no clube Jamari, e no domingo, dia 29, em Oriximiná, novamente no Cliper Santo Antônio.
(Fonte: MRN)
Rocha se reúne com Everaldinho
O deputado Antônio Rocha(PMDB) reuniu-se hoje de manhã a portas fechadas com o secretário de planejamento Everaldo Martins Filho.
Uma fonte diz que Rocha entrou disposto a apoiar a reeleição de Maria do Carmo, mas não sabe se na saída o presidente muncipal do PMDB mudou de idéia e tenha passado a apoar a tese de candidatura própria.
Uma fonte diz que Rocha entrou disposto a apoiar a reeleição de Maria do Carmo, mas não sabe se na saída o presidente muncipal do PMDB mudou de idéia e tenha passado a apoar a tese de candidatura própria.
Cavalos da PM passam fome em Santarém
Vários cavalos do esquadrão montado do 3º Batalhão de Policia Militar de Santarém estão, praticamente, só pele e osso.
É que há 30 dias a PM não repassa recursos para a compra de ração para os animais.
Para minimizar a situação - um cavalo já morreu - militares amanhecem diariamente à beira do rio Tapajós para cortar o capim que está sendo usado para alimentar os animais de forma precária.
É que há 30 dias a PM não repassa recursos para a compra de ração para os animais.
Para minimizar a situação - um cavalo já morreu - militares amanhecem diariamente à beira do rio Tapajós para cortar o capim que está sendo usado para alimentar os animais de forma precária.
“Posso contar muita verdade que o povo quer ouvir”
Do Espaço Aberto:
Um discurso pra lá de inflamado, pronunciado ontem de manhã pelo ex-deputado José Priante, durante convenção que selou a dobradinha entre PMDB e Democratas no município de Juruti, região oeste do Pará, sinalizou um pouco – somente um pouco – do muito que poderá ser ouvido na campanha eleitoral que está às portas.
Priante, pré-candidato a prefeito de Belém pelo PMDB, esperava selar com o PT uma aliança que está completamente inviabilizada, pelo menos para o primeiro turno. Essa condição é que o tem estimulado a começar a soltar a língua.
E foi o que aconteceu em Juruti, onde o peemedebista esteve na condição de um dos fiadores da chapa que tem Izaías Batista, do PMDB, como candidato a prefeito e Otávio Barbosa (DEM) a vice. Eles vão enfrentar o atual prefeito do município, o petista Manuel Henrique Gomes da Costa, contra quem, aliás, o Ministério Público ingressou em abril passado com ação por ato de improbidade administrativa.
Priante, ao empunhar o microfone durante a convenção, estava com a corda toda.“Aqui [em Juruti] a eleição vai ser dura, disputada. Vamos disputar essa eleição contra a máquina municipal e estadual”, disse o ex-deputado.
De lá do meio da multidão, uma voz se fez ouvir – límpida e claramente perceptível, de acordo com a gravação que o poster teve oportunidade de ouvir ontem à noite:
- ... E com a máquina federal – gritou um participante do político.
- Federal, não – corrigiu Priante.
- Vamos distinguir posições políticas aqui. Federal não. Depois que o Izaías ganhar, quem vai levá-lo à presença do presidente Lula sou eu – acrescentou o ex-deputado, para indicar aos convencionais que ele teria supremacia sobre os petistas e pode desbravar caminhos diretamente a Lula, sem intermediários do PT.
Priante foi em frente.
Disse que foi candidato a governador em 2006 e que, na sua opinião, esse fato ajudou e encorpar o PMDB, “que estava deste tamaninho e agora está enorme em todo o Pará”. E acrescentou: “Vamos decidir a eleição em Santarém. Fiquem certos disso. Mas estou aberto para conversas, porque o PMDB é o maior partido de Juruti, de Santarém, do Pará”.
Priante disse mais.
“Meu partido está me chamando para um desafio: quer que eu me candidate a prefeito de Belém. Estou até inclinado a aceitar. Mas tenho outra opção: a de virar esse Estado de cabeça para baixo, de ir de palanque em palanque, contando muita verdade que eu quero contar e que o povo quer ouvir. E não só o povo de Juruti, mas o povo do Pará”, ameaçou o ex-deputado.
Na toada em que vai, Priante vai começar a contar na próximo convenção pelo interior.
E é verdade: se o ex-deputado quer contar e tem coisa para contar, nós queremos ouvir.
Tudo. Tintim por tintim.
Um discurso pra lá de inflamado, pronunciado ontem de manhã pelo ex-deputado José Priante, durante convenção que selou a dobradinha entre PMDB e Democratas no município de Juruti, região oeste do Pará, sinalizou um pouco – somente um pouco – do muito que poderá ser ouvido na campanha eleitoral que está às portas.
Priante, pré-candidato a prefeito de Belém pelo PMDB, esperava selar com o PT uma aliança que está completamente inviabilizada, pelo menos para o primeiro turno. Essa condição é que o tem estimulado a começar a soltar a língua.
E foi o que aconteceu em Juruti, onde o peemedebista esteve na condição de um dos fiadores da chapa que tem Izaías Batista, do PMDB, como candidato a prefeito e Otávio Barbosa (DEM) a vice. Eles vão enfrentar o atual prefeito do município, o petista Manuel Henrique Gomes da Costa, contra quem, aliás, o Ministério Público ingressou em abril passado com ação por ato de improbidade administrativa.
Priante, ao empunhar o microfone durante a convenção, estava com a corda toda.“Aqui [em Juruti] a eleição vai ser dura, disputada. Vamos disputar essa eleição contra a máquina municipal e estadual”, disse o ex-deputado.
De lá do meio da multidão, uma voz se fez ouvir – límpida e claramente perceptível, de acordo com a gravação que o poster teve oportunidade de ouvir ontem à noite:
- ... E com a máquina federal – gritou um participante do político.
- Federal, não – corrigiu Priante.
- Vamos distinguir posições políticas aqui. Federal não. Depois que o Izaías ganhar, quem vai levá-lo à presença do presidente Lula sou eu – acrescentou o ex-deputado, para indicar aos convencionais que ele teria supremacia sobre os petistas e pode desbravar caminhos diretamente a Lula, sem intermediários do PT.
Priante foi em frente.
Disse que foi candidato a governador em 2006 e que, na sua opinião, esse fato ajudou e encorpar o PMDB, “que estava deste tamaninho e agora está enorme em todo o Pará”. E acrescentou: “Vamos decidir a eleição em Santarém. Fiquem certos disso. Mas estou aberto para conversas, porque o PMDB é o maior partido de Juruti, de Santarém, do Pará”.
Priante disse mais.
“Meu partido está me chamando para um desafio: quer que eu me candidate a prefeito de Belém. Estou até inclinado a aceitar. Mas tenho outra opção: a de virar esse Estado de cabeça para baixo, de ir de palanque em palanque, contando muita verdade que eu quero contar e que o povo quer ouvir. E não só o povo de Juruti, mas o povo do Pará”, ameaçou o ex-deputado.
Na toada em que vai, Priante vai começar a contar na próximo convenção pelo interior.
E é verdade: se o ex-deputado quer contar e tem coisa para contar, nós queremos ouvir.
Tudo. Tintim por tintim.
UEPA levará educação à distância para Altamira e Itaituba
A Universidade do Estado do Pará (UEPA) ofertará educação à distância para 12 municípios paraenses através do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) do Governo Federal com investimento de R$ 15 milhões.
Com a parceria, a Universidade por meio do Núcleo de Educação Continuada e à Distância (Necad) levará quatro cursos de graduação - Matemática, Letras, Ciências Naturais e Pedagogia, na modalidade semi-presencial - aos municípios de Altamira, Barcarena, Belém, Bragança, Cachoeira do Arari, Igarapé-Mirim, Itaituba, Jacundá, Marabá, Pacajá, Ponta de Pedras e São Sebastião da Boa Vista.
As graduações foram implantadas de acordo com as necessidades de cada município e com as negociações com as prefeituras.
Com a parceria, a Universidade por meio do Núcleo de Educação Continuada e à Distância (Necad) levará quatro cursos de graduação - Matemática, Letras, Ciências Naturais e Pedagogia, na modalidade semi-presencial - aos municípios de Altamira, Barcarena, Belém, Bragança, Cachoeira do Arari, Igarapé-Mirim, Itaituba, Jacundá, Marabá, Pacajá, Ponta de Pedras e São Sebastião da Boa Vista.
As graduações foram implantadas de acordo com as necessidades de cada município e com as negociações com as prefeituras.
Edmilson com 'pinta' de candidato
O ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues circulou com desenvoltura, hoje de manhã, na sede da Academia Paraense de Letras, onde o corpo do escritor Benedicto Monteiro está sendo velado.
Corpo de Benedicto Monteiro será cremado em Belém
O corpo do escritor Benedicto Monteiro, que está sendo velado neste momento na Academia Paraense de Letras, vai ser cremado amanhã.
Bené faleceu ontem à noite em Belém.
Bené faleceu ontem à noite em Belém.
Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
O velho Figueira
No primeiro dia de 1964 morreu em Santarém, aos 80 anos, o empresário Raimundo de Andrade Figueira, "um imaginoso criador de empresas, um autêntico chefe de indústria, construtor e artífice idealista de frotas e armadas de pau-ferro para os sete mares da Amazônia", conforme o artigo que Genesino Braga fez a seu respeito no Jornal do Comércio, em Manaus.
Genesino lembra do velho Figueira, a cavalo, "em trote airoso e guapo sobre o areal da minha inesquecível Rua da Alegria, vinha do Estaleiro e ia para a Fábrica de Pólvora, pelas estradas banhadas do Irurá, ou tomava o rumo dos negócios na Casa Marques Pinto, ou buscava a missa das oito, aos domingos, para o sermão de D. Amando Bahlman, na velha Matriz da Conceição, diante do crucifixo que Von Martius a ela doara".
Uma Santarém que, como Figueira, já não existia mais.
No primeiro dia de 1964 morreu em Santarém, aos 80 anos, o empresário Raimundo de Andrade Figueira, "um imaginoso criador de empresas, um autêntico chefe de indústria, construtor e artífice idealista de frotas e armadas de pau-ferro para os sete mares da Amazônia", conforme o artigo que Genesino Braga fez a seu respeito no Jornal do Comércio, em Manaus.
Genesino lembra do velho Figueira, a cavalo, "em trote airoso e guapo sobre o areal da minha inesquecível Rua da Alegria, vinha do Estaleiro e ia para a Fábrica de Pólvora, pelas estradas banhadas do Irurá, ou tomava o rumo dos negócios na Casa Marques Pinto, ou buscava a missa das oito, aos domingos, para o sermão de D. Amando Bahlman, na velha Matriz da Conceição, diante do crucifixo que Von Martius a ela doara".
Uma Santarém que, como Figueira, já não existia mais.
Reunião do PMDB discute lançamento de candidatura em Santarém
Os caciques do PMDB santareno estão, neste momento, em reunião com o ex-deputado José Priante, discutindo os rumos que o partido deve tomar nestas eleições.
PMDB e Democratas fazem dobradinha(2)
Além de Juruti, onde PMDB e Democratas estão juntos em torno da candidatura de Izaías Batiasta(PMDB), os dois partidos vão marchar juntos com a candidatura de João Piloto(DEM) em Alenquer e Oti Santos(PMDB) em Belterra.
Imposto de renda liberado
O primeiro lote de restituições do Imposto de Renda será pago hoje. No Pará, 24.446 contribuintes vão receber um total de R$ 39.443.228,98, uma média de R$ 1.614,81 para cada contribuinte. O dinheiro será depositado diretamente na conta corrente daqueles que informaram o número na declaração. Já quem não informou poderá receber sua restituição em qualquer agência do Banco do Brasil ao apresentar a carteira de identidade.
Crise madeireira
No porto de Santarém foi registrada de janeiro a abril uma queda de 40% no volume de madeira exportado, segundo dados da Companhia Docas do Pará. Na região, pelo menos 30% das empresas madeireiras já fecharam as portas por falta de matéria-prima. Nas regiões da Transamazônica (BR-230) e Santarém-Cuiabá (BR-163), quase a totalidade das empresas estão paralisando as atividades. A Juruá estima que em 15 dias deva paralisar suas atividades, seguindo os passos da Madnorte, de Breves, na ilha de Marajó, que já dispensou mais da metade dos seus 1,3 mil empregados. A madeireira Mainarde, também em Breves, está diante de grandes dificuldades. Madenorte e Mainarde trabalham com matéria-prima extraída no período chuvoso. No período seco, então, a situação fica insustentável.
Concurso da Seduc
O resultado final do concurso público da Seduc para o cargo de técnico em educação (pedagogo), deve sair hoje. Os candidatos ao cargo de professor AD4 devem esperar até dia 30 pelo resultado final. A lista dos aprovados estará disponível no site da Fadesp (www.fadesp.org.br), realizadora do certame.São 5.206 vagas para pedagogo e 4.290 para professor. Este foi um dos maiores concursos realizados pela Fadesp, com mais de 40 mil candidatos inscritos e quase 10 mil vagas ofertadas.
(Fonte: Fadesp)
(Fonte: Fadesp)
Concurso
A Caixa Econômica se comprometeu, na sexta-feira, junto ao Ministério Público Federal no Pará, a avaliar a possibilidade de ampliação do número de cidades paraenses onde são aplicadas as provas de seus concursos. Em recomendação mandada à CEF, a procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Ana Karízia Teixeira, advertiu que, diante da extensão territorial do Pará, “não se afigura razoável a realização das provas apenas em Belém e Santarém”. A Caixa e o MPF devem fechar o acordo ainda este mês.
(Fonte: Repórter Diário)
(Fonte: Repórter Diário)
Belo Monte não inundará terra indígena”
Ronaldo Brasiliense
O engenheiro Paulo Fernando Rezende, da Eletrobrás, ganhou notoriedade nacional ao ser agredido e cortado com um terçado por índios caiapós durante o Encontro Xingu Vivo para Sempre, realizado em Altamira. Como coordenador do projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, Rezende em entrevista exclusiva garante que as empreiteiras que estão fazendo o Estudo de Impacto Ambiental da usina não têm a garantia de que participarão do futuro leilão de licitação de Belo Monte e garante que as terras indígenas não serão atingidas.
O procurador da República Felício Pontes Junior acusa jogo de cartas marcadas por ter a Eletrobrás repassado a execução do EIA-Rima de Belo Monte, para as construtoras Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Ele alega que essas empreiteiras depois serão recompensados ganhando a licitação para a construção da usina do Xingu. Qual a posição da Eletrobras em relação a essas acusações?
REZENDE - O Decreto Legislativo 788/2005 delegou a Eletrobrás a responsabilidade por desenvolver o estudo de viabilidade técnico, econômico e socioambiental do AHE Belo Monte. O Acordo de Cooperação Técnica para desenvolvimento do referido estudo entre Eletrobrás, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Norberto Odebrecht não garante nenhuma participação no futuro leilão da licitação entre as partes.
O Ministério Público Federal e organizações não governamentais que criticam barragens na Amazônia alegam também que Belo Monte tem tudo para se transformar numa nova Balbina e nunca vai produzir 11 mil megawatts. A maior parte do tempo – e principalmente durante a época de seca do Xingu, Belo Monte produzirá pouquíssima energia. O que existe de verdade nas acusações? Qual, afinal, será a capacidade de geração de energia de Belo Monte a plena carga e a mínima?
REZENDE - O Sistema Interligado Brasileiro tem uma grande vantagem que é a possibilidade de transferências de energia através das linhas de transmissão entre as diversas regiões do País. Este sistema interligado abrange 98% do consumo nacional de energia elétrica. O AHE Belo Monte será integrado ao Sistema Interligado Brasileiro o que permitirá que na época de cheia do rio Xingu, onde a vazão máxima pode chegar a 30.000 m3/s, a produção de energia de Belo Monte seja total da sua capacidade instalada (11.181,3 MW), permitindo que os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste economizem água. Assim no período de seca do rio Xingu, quando o AHE Belo Monte estiver produzindo menor quantidade de energia, as usinas dessas regiões enviarão energia elétrica para região do Xingu. Recomendamos a leitura do artigo intitulado “A Geração do AHE Belo Monte”, disponível em nosso site e apresentado em diversos congressos e seminários do setor elétrico.
O que existe de fundamento em relação às acusações de que os índios que serão atingidos pela barragem nunca foram ouvidos? Afinal, quais áreas indígenas serão atingidas, quantos índios? Haverá necessidade de remanejar quantas pessoas entre índios e não índios?
REZENDE - Em dezembro de 2007, foram realizadas as primeiras visitas às terras indígenas Paquiçamba, Arara da Volta Grande e Juruna do km 17. Essas visitas foram planejadas em conjunto com a Funai e por ela supervisionadas. Na verdade, todo o estudo socioambiental referente aos índios é desenvolvido sobre a orientação e participação da Funai. A programação para as visitas iniciais das demais terras indígenas da região - Kararaô, Arawaté do Igarapé Ipixuna, Koatinemo, Cachoeira Seca, Arara, Apiterewa e Trincheira Bacajá – já está sendo elaborada pela Funai. É importante destacar que o projeto do AHE Belo Monte não inundará nenhuma terra indígena.
O engenheiro Paulo Fernando Rezende, da Eletrobrás, ganhou notoriedade nacional ao ser agredido e cortado com um terçado por índios caiapós durante o Encontro Xingu Vivo para Sempre, realizado em Altamira. Como coordenador do projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, Rezende em entrevista exclusiva garante que as empreiteiras que estão fazendo o Estudo de Impacto Ambiental da usina não têm a garantia de que participarão do futuro leilão de licitação de Belo Monte e garante que as terras indígenas não serão atingidas.
O procurador da República Felício Pontes Junior acusa jogo de cartas marcadas por ter a Eletrobrás repassado a execução do EIA-Rima de Belo Monte, para as construtoras Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Ele alega que essas empreiteiras depois serão recompensados ganhando a licitação para a construção da usina do Xingu. Qual a posição da Eletrobras em relação a essas acusações?
REZENDE - O Decreto Legislativo 788/2005 delegou a Eletrobrás a responsabilidade por desenvolver o estudo de viabilidade técnico, econômico e socioambiental do AHE Belo Monte. O Acordo de Cooperação Técnica para desenvolvimento do referido estudo entre Eletrobrás, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Norberto Odebrecht não garante nenhuma participação no futuro leilão da licitação entre as partes.
O Ministério Público Federal e organizações não governamentais que criticam barragens na Amazônia alegam também que Belo Monte tem tudo para se transformar numa nova Balbina e nunca vai produzir 11 mil megawatts. A maior parte do tempo – e principalmente durante a época de seca do Xingu, Belo Monte produzirá pouquíssima energia. O que existe de verdade nas acusações? Qual, afinal, será a capacidade de geração de energia de Belo Monte a plena carga e a mínima?
REZENDE - O Sistema Interligado Brasileiro tem uma grande vantagem que é a possibilidade de transferências de energia através das linhas de transmissão entre as diversas regiões do País. Este sistema interligado abrange 98% do consumo nacional de energia elétrica. O AHE Belo Monte será integrado ao Sistema Interligado Brasileiro o que permitirá que na época de cheia do rio Xingu, onde a vazão máxima pode chegar a 30.000 m3/s, a produção de energia de Belo Monte seja total da sua capacidade instalada (11.181,3 MW), permitindo que os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste economizem água. Assim no período de seca do rio Xingu, quando o AHE Belo Monte estiver produzindo menor quantidade de energia, as usinas dessas regiões enviarão energia elétrica para região do Xingu. Recomendamos a leitura do artigo intitulado “A Geração do AHE Belo Monte”, disponível em nosso site e apresentado em diversos congressos e seminários do setor elétrico.
O que existe de fundamento em relação às acusações de que os índios que serão atingidos pela barragem nunca foram ouvidos? Afinal, quais áreas indígenas serão atingidas, quantos índios? Haverá necessidade de remanejar quantas pessoas entre índios e não índios?
REZENDE - Em dezembro de 2007, foram realizadas as primeiras visitas às terras indígenas Paquiçamba, Arara da Volta Grande e Juruna do km 17. Essas visitas foram planejadas em conjunto com a Funai e por ela supervisionadas. Na verdade, todo o estudo socioambiental referente aos índios é desenvolvido sobre a orientação e participação da Funai. A programação para as visitas iniciais das demais terras indígenas da região - Kararaô, Arawaté do Igarapé Ipixuna, Koatinemo, Cachoeira Seca, Arara, Apiterewa e Trincheira Bacajá – já está sendo elaborada pela Funai. É importante destacar que o projeto do AHE Belo Monte não inundará nenhuma terra indígena.
domingo, 15 de junho de 2008
Morre aos 84 anos o escritor Benedicto Monteiro
Do Espaço aberto:
Morreu há pouco no Hospital Porto Dias, em Belém, aos 84 anos de idade, o escritor Benedicto Monteiro[ que era um dos articulistas de O Estado do Tapajós].
Nos últimos dias, o estado de saúde de Bené, que também era advogado e poeta, agravou-se muito desde que, em 22 de agosto, precisou ser hospitalizado com fortes dores abdominais, após submeter-se a uma colostomia, que consiste em desviar o trânsito intestinal para a parede do abdômen. Ele foi a UTI, saiu, piorou e voltou para a UTI onde faleceu.
O corpo do escritor deverá ser velado na Academia Paraense de Letras, na Rua João Diogo. Além de integrante da APL, Bené Monteiro também era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e da Academia Paraense de Jornalismo.
O sepultamento, segundo a família, está marcado para esta segunda-feira, mas até agora ainda não há horário e local definidos.
O site oficial de Benedito, o Verdevagomundo, apresenta a seguinte biografia do escritor:
-----------------------------------------
Benedicto Monteiro nasceu no dia 1°. de março de 1924, em Alenquer, região oeste do Pará. Éra filho de Ludgero Burlamaqui Monteiro e Heribertina Batista Monteiro. Fez o curso de Humanidades no Colégio Marista N.S. de Nazaré em Belém e completou os seus estudos de ginásio no Rio de Janeiro, onde cursou Direito na Universidade do Brasil. Ainda no Rio, exerceu o jornalismo na imprensa local e publicou o seu primeiro livro de poesia Bandeira Branca, pela editora Zélio Valverde (1945) prefaciado pelo escritor Dalcídio Jurandir.Casado com Wanda Marques Monteiro, teve cinco filhos: Aldanery, Ana Luiza, Wanda Benedita, Benedicto Filho e Dulcinez. Os filhos lhe deram dez netos: Bonny, Tahiana,Carlos Tadeu, Carla, Marcelo, André, Aline, Diego, Cauê, Iago e duas bisnetas: Luara e Luma.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, exerceu os cargos de Promotor Público, Juiz de Direito e Secretário de Estado. Foi eleito Deputado Estadual, tendo sido cassado em 1964, pelo regime militar instalado. Caçado como animal, nas matas de Alenquer, ficou preso e incomunicável por vários meses e foi torturado e marginalizado da sociedade, tendo seus direitos políticos suspensos por mais de 10 anos. Depois que saiu da prisão, dedicou-se ao exercício da advocacia agrarista e à literatura, tendo publicado o livro Direito Agrário e Processo Fundiário e vários livros de poesia e ficção que constam de seus dados bibliográficos.
O seu livro de contos Carro dos Milagres, foi premiado pela Academia Paraense de Letras, e o romance A Terceira Margem, recebeu o Prêmio Nacional de Literatura da Fundação Cultural do Distrito Federal.Benedicto Monteiro, além de se destacar por sua atuação como Advogado Agrarista e como Parlamentar em defesa da Amazônia, também exerceu o magistério, como Professor convidado, ministrou palestras em Seminários e Cursos de Extensão Universitária e aulas de Direito Agrário em Instituições de Ensino de Nivel Superior, ainda encontrava tempo para compor músicas com temas amazônicos que apresentam rítmos que fazem parte da cultura do Pará, como o lundum, o marambiré e a toada.
Redemocratizado o país, foi eleito Deputado Federal e foi reeleito para a Assembléia Nacional Constituinte. Criou a Procuradoria Geral do Estado do Pará e foi o seu primeiro Procurador Geral. Criou e organizou a Denfensoria Pública do Estado do Pará.
A obra do escritor Benedicto Monteiro é reconhecida e prestigiada não só no Brasil, mas, sobretudo no Exterior.Na Europa, em países como Portugal, Holanda, Itália e Alemanha ( Berlim e Colonia), onde suas obras são traduzidas e servem como objeto de teses de mestrado e doutorado, e de monografias e estudos acadêmicos.
Especialmente na Alemanha, onde em tese de doutorado defendida pelo Professor Klaus Meyer Koeken, intitulada "Die Illusion Von oraitãt im brasilianischen Roman": "Zur Simulation realer Sprechsituationen in drei ‘mündich erzählten Lebensgeschichten ", com resumo em português: "A ilusão da oralidade no romance brasileiro", destaca e considera o romancista brasileiro Benedicto Monteiro como um dos representantes da literatura brasileira neste estilo de narrativa, colocando-o ao lado dos renomados escritores França Junior e Guimarães Rosa.
Nos Estados Unidos da América, sua obra literária é objeto de estudo acadêmico de autoria do Professor Macolm Silverman da San Diego State University – Califórnia, que em sua obra traduzida para o português intitulada "Protesto e o novo romance brasileiro", dá destaque à obra do escritor Benedicto Monteiro e comenta: "...Ao iluminar a noite simbolicamente, Benedicto Monteiro termina Verde Vagomundo com uma nota de esperança e resistência, cujo otimismo era, ironicamente, difundido logo após o golpe militar, embora já houvesse terminado ao tempo da publicação do romance...".
Este estudo, com tradução de Carlos Araújo, foi publicada no Brasil pela Editora Civilização Brasileira, no Rio de Janeiro, no ano de 2000 e é considerado o melhor "Melhor Livro de Ensaios"- Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte.Seu livro de Contos O Carro dos Milagres foi, durante vários anos consecutivos, recomendado como leitura obrigatória para o Vestibular, com textos selecionados para interpretaçao, pela Universidade Federal do Pará e por outras entidades privadas de ensino superior. E ainda, serviu de roteiro para peças de teatro e filmes de curta metragem.
O escritor Benedicto Monteiro recorrendo a sua vasta experiência literária, contextualizou a história do Pará, com todas as suas nuances e dimensões, resgatando, de forma didática, os valores da rica cultura paraense, lançando em parceria com as Organizações Rômulo Maiorama- ORM, a obra História do Pará, distribuída em fascículos encartados pelo jornal "O Liberal" no ano de 2001. Esta obra representa a síntese da história paraense, desde os fundamentos da pré-história amazônica à sua contemporaneidade, sob o ponto de vista econômico, geográfico, social, político e ecológico.
Morreu há pouco no Hospital Porto Dias, em Belém, aos 84 anos de idade, o escritor Benedicto Monteiro[ que era um dos articulistas de O Estado do Tapajós].
Nos últimos dias, o estado de saúde de Bené, que também era advogado e poeta, agravou-se muito desde que, em 22 de agosto, precisou ser hospitalizado com fortes dores abdominais, após submeter-se a uma colostomia, que consiste em desviar o trânsito intestinal para a parede do abdômen. Ele foi a UTI, saiu, piorou e voltou para a UTI onde faleceu.
O corpo do escritor deverá ser velado na Academia Paraense de Letras, na Rua João Diogo. Além de integrante da APL, Bené Monteiro também era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e da Academia Paraense de Jornalismo.
O sepultamento, segundo a família, está marcado para esta segunda-feira, mas até agora ainda não há horário e local definidos.
O site oficial de Benedito, o Verdevagomundo, apresenta a seguinte biografia do escritor:
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Benedicto Monteiro nasceu no dia 1°. de março de 1924, em Alenquer, região oeste do Pará. Éra filho de Ludgero Burlamaqui Monteiro e Heribertina Batista Monteiro. Fez o curso de Humanidades no Colégio Marista N.S. de Nazaré em Belém e completou os seus estudos de ginásio no Rio de Janeiro, onde cursou Direito na Universidade do Brasil. Ainda no Rio, exerceu o jornalismo na imprensa local e publicou o seu primeiro livro de poesia Bandeira Branca, pela editora Zélio Valverde (1945) prefaciado pelo escritor Dalcídio Jurandir.Casado com Wanda Marques Monteiro, teve cinco filhos: Aldanery, Ana Luiza, Wanda Benedita, Benedicto Filho e Dulcinez. Os filhos lhe deram dez netos: Bonny, Tahiana,Carlos Tadeu, Carla, Marcelo, André, Aline, Diego, Cauê, Iago e duas bisnetas: Luara e Luma.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, exerceu os cargos de Promotor Público, Juiz de Direito e Secretário de Estado. Foi eleito Deputado Estadual, tendo sido cassado em 1964, pelo regime militar instalado. Caçado como animal, nas matas de Alenquer, ficou preso e incomunicável por vários meses e foi torturado e marginalizado da sociedade, tendo seus direitos políticos suspensos por mais de 10 anos. Depois que saiu da prisão, dedicou-se ao exercício da advocacia agrarista e à literatura, tendo publicado o livro Direito Agrário e Processo Fundiário e vários livros de poesia e ficção que constam de seus dados bibliográficos.
O seu livro de contos Carro dos Milagres, foi premiado pela Academia Paraense de Letras, e o romance A Terceira Margem, recebeu o Prêmio Nacional de Literatura da Fundação Cultural do Distrito Federal.Benedicto Monteiro, além de se destacar por sua atuação como Advogado Agrarista e como Parlamentar em defesa da Amazônia, também exerceu o magistério, como Professor convidado, ministrou palestras em Seminários e Cursos de Extensão Universitária e aulas de Direito Agrário em Instituições de Ensino de Nivel Superior, ainda encontrava tempo para compor músicas com temas amazônicos que apresentam rítmos que fazem parte da cultura do Pará, como o lundum, o marambiré e a toada.
Redemocratizado o país, foi eleito Deputado Federal e foi reeleito para a Assembléia Nacional Constituinte. Criou a Procuradoria Geral do Estado do Pará e foi o seu primeiro Procurador Geral. Criou e organizou a Denfensoria Pública do Estado do Pará.
A obra do escritor Benedicto Monteiro é reconhecida e prestigiada não só no Brasil, mas, sobretudo no Exterior.Na Europa, em países como Portugal, Holanda, Itália e Alemanha ( Berlim e Colonia), onde suas obras são traduzidas e servem como objeto de teses de mestrado e doutorado, e de monografias e estudos acadêmicos.
Especialmente na Alemanha, onde em tese de doutorado defendida pelo Professor Klaus Meyer Koeken, intitulada "Die Illusion Von oraitãt im brasilianischen Roman": "Zur Simulation realer Sprechsituationen in drei ‘mündich erzählten Lebensgeschichten ", com resumo em português: "A ilusão da oralidade no romance brasileiro", destaca e considera o romancista brasileiro Benedicto Monteiro como um dos representantes da literatura brasileira neste estilo de narrativa, colocando-o ao lado dos renomados escritores França Junior e Guimarães Rosa.
Nos Estados Unidos da América, sua obra literária é objeto de estudo acadêmico de autoria do Professor Macolm Silverman da San Diego State University – Califórnia, que em sua obra traduzida para o português intitulada "Protesto e o novo romance brasileiro", dá destaque à obra do escritor Benedicto Monteiro e comenta: "...Ao iluminar a noite simbolicamente, Benedicto Monteiro termina Verde Vagomundo com uma nota de esperança e resistência, cujo otimismo era, ironicamente, difundido logo após o golpe militar, embora já houvesse terminado ao tempo da publicação do romance...".
Este estudo, com tradução de Carlos Araújo, foi publicada no Brasil pela Editora Civilização Brasileira, no Rio de Janeiro, no ano de 2000 e é considerado o melhor "Melhor Livro de Ensaios"- Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte.Seu livro de Contos O Carro dos Milagres foi, durante vários anos consecutivos, recomendado como leitura obrigatória para o Vestibular, com textos selecionados para interpretaçao, pela Universidade Federal do Pará e por outras entidades privadas de ensino superior. E ainda, serviu de roteiro para peças de teatro e filmes de curta metragem.
O escritor Benedicto Monteiro recorrendo a sua vasta experiência literária, contextualizou a história do Pará, com todas as suas nuances e dimensões, resgatando, de forma didática, os valores da rica cultura paraense, lançando em parceria com as Organizações Rômulo Maiorama- ORM, a obra História do Pará, distribuída em fascículos encartados pelo jornal "O Liberal" no ano de 2001. Esta obra representa a síntese da história paraense, desde os fundamentos da pré-história amazônica à sua contemporaneidade, sob o ponto de vista econômico, geográfico, social, político e ecológico.
Padre suspeita de manobra em concurso da prefeitura de Santarém
GISELE DE FREITAS
repórter
O padre Edilberto Sena comentou na manhã da última quinta-feira em seu editorial no jornal da manhã da Rádio Rural que suspeita das intenções da prefeitura de Santarém ao realizar um concurso público faltando menos de seis meses para o final deste governo. Para o padre, é muito suspeito que o concurso tenha sido anunciado 20 dias antes de se esgotar o prazo de inscrição, por se tratar de um ano eleitoral. Edilberto desconfia de estratégia política uma vez que a prefeitura realizará o concurso mas não admitirá ninguém este ano, deixando que os temporários permaneçam trabalhando para o município pelo menos até o final deste governo e com esperança de continuar para um próximo mandato já que nem todas as vagas serão preenchidas pelo concurso.
Edilberto afirma que a prefeita não teria pensado na "estratégia" sozinha e que a decisão de deixar um concurso para esta época do ano não foi por acaso e nem por descuido. "Finalmente o concurso público municipal foi marcado - 17 de agosto. Plano bem pensado, coisa de quem sabe plantar hoje para colher no tempo certo. Não parece decisão solitária da gestora municipal. Ela não tem cabeça maquiavélica, nem parece uma pessoa calculista" relatou o padre.
O padre relata que a prefeitura teve três anos e meio para realizar este concurso que já vinha sendo pressionada pelo sindicato dos profissionais da educação há muito tempo, embora outro sindicato de funcionários públicos concordasse com o atraso da prova.
O padre ainda lembra que o Ministério Público pressionou a prefeitura pela realização da seleção e mesmo assim o edital só saiu 20 dias antes do prazo em que a lei proíbe a realização de concursos públicos em ano eleitoral. "Justamente, dentro do período de campanha eleitoral, quando não é permitida nenhuma contratação, ou demissão de funcionário público, exceto em caso de justa causa, então ocorrerá o concurso. Diante da justiça significa que a prefeita cumpre a lei que exige o concurso, mas não empregará ninguém que tenha passado no concuro neste ano" critica o padre.
Edilberto ainda relata que é estratégico o não chamamento dos profissionais aprovados neste ano, pois assim os temporários continuam trabalhando. O padre acredita que tanto aprovados no concurso quanto funcionários temporários a espera de continuarem em seus empregos poderão ser generosos na urna.
O padre afirma que não sabe se quem planejou a data junto com a prefeita foi tão malicioso ou inteligente, mas que parece plausível em função dos fatos. "Mas que consolo! Parece chupeta em boca de criança chorona! Chupa o pipo mas não sairá leite. E assim caminha a humanidade nesta terra da índia Moaçara de saudosa memória" assim, cheio de ironia, Edilberto encerrou sua fala no ar.
repórter
O padre Edilberto Sena comentou na manhã da última quinta-feira em seu editorial no jornal da manhã da Rádio Rural que suspeita das intenções da prefeitura de Santarém ao realizar um concurso público faltando menos de seis meses para o final deste governo. Para o padre, é muito suspeito que o concurso tenha sido anunciado 20 dias antes de se esgotar o prazo de inscrição, por se tratar de um ano eleitoral. Edilberto desconfia de estratégia política uma vez que a prefeitura realizará o concurso mas não admitirá ninguém este ano, deixando que os temporários permaneçam trabalhando para o município pelo menos até o final deste governo e com esperança de continuar para um próximo mandato já que nem todas as vagas serão preenchidas pelo concurso.
Edilberto afirma que a prefeita não teria pensado na "estratégia" sozinha e que a decisão de deixar um concurso para esta época do ano não foi por acaso e nem por descuido. "Finalmente o concurso público municipal foi marcado - 17 de agosto. Plano bem pensado, coisa de quem sabe plantar hoje para colher no tempo certo. Não parece decisão solitária da gestora municipal. Ela não tem cabeça maquiavélica, nem parece uma pessoa calculista" relatou o padre.
O padre relata que a prefeitura teve três anos e meio para realizar este concurso que já vinha sendo pressionada pelo sindicato dos profissionais da educação há muito tempo, embora outro sindicato de funcionários públicos concordasse com o atraso da prova.
O padre ainda lembra que o Ministério Público pressionou a prefeitura pela realização da seleção e mesmo assim o edital só saiu 20 dias antes do prazo em que a lei proíbe a realização de concursos públicos em ano eleitoral. "Justamente, dentro do período de campanha eleitoral, quando não é permitida nenhuma contratação, ou demissão de funcionário público, exceto em caso de justa causa, então ocorrerá o concurso. Diante da justiça significa que a prefeita cumpre a lei que exige o concurso, mas não empregará ninguém que tenha passado no concuro neste ano" critica o padre.
Edilberto ainda relata que é estratégico o não chamamento dos profissionais aprovados neste ano, pois assim os temporários continuam trabalhando. O padre acredita que tanto aprovados no concurso quanto funcionários temporários a espera de continuarem em seus empregos poderão ser generosos na urna.
O padre afirma que não sabe se quem planejou a data junto com a prefeita foi tão malicioso ou inteligente, mas que parece plausível em função dos fatos. "Mas que consolo! Parece chupeta em boca de criança chorona! Chupa o pipo mas não sairá leite. E assim caminha a humanidade nesta terra da índia Moaçara de saudosa memória" assim, cheio de ironia, Edilberto encerrou sua fala no ar.
PMDB e Democratas fazem dobradinha (1)
Os partidos Democratas e PMDB realizam neste instante suas convenções simultaneamente e no mesmo local (Clube Chapéu de Palha) para selar uma coligação em torno das candidaturas de Izaías Batista(prefeito) e Otávio Barbosa(vice-prefeito) à prefeitura de Juruti. A dupla vai enfrenatr nas urnas o prefeito Henrique Costa(PT).
Nas fotos acima o registro da chegada em Juruti dos deputados Lira Maia e Antônio Rocha e do ex-deputado José Priante e da entrada dos parlamentares e convidados no Chapéu de Couro.
Arco de fogo apaga fogueiras juninas em Trairão
Por causa das consequências econômicas da Operação Arco de Fogo, a prefeitura de Trairão cancelou o Arraião, espécie de festival junino que é tradicional naquele município do sudoeste paraense.
Com as madeireiras fechadas pelo Ibama e altas taxas de desemprego, a economia do município passa por séria crise.
Além de lisos, o trairenses ainda vão ficar tristes.
Com as madeireiras fechadas pelo Ibama e altas taxas de desemprego, a economia do município passa por séria crise.
Além de lisos, o trairenses ainda vão ficar tristes.
Auditoria na Fundação Esperança começa amanhã
Um empresa de auditoria da Inglaterra, com filial em Manaus, é quem vai vasculhar as contas da Fundação Esperança [e o Iespes também] em toda a gestão Ronaldo/Vera Bertangnoli.
Os resultados dessa devassa contábil e financeira são esperados com expectativa.
A partir de amanhã deve começar faltar Lexotan nas farmácias de Santarém.
Os resultados dessa devassa contábil e financeira são esperados com expectativa.
A partir de amanhã deve começar faltar Lexotan nas farmácias de Santarém.
O fortalecimento do mercado turístico
Adenaue Góes
Sou daqueles que acredita que o setor está efetivamente se reorganizando. Não apenas pelos números crescentes de investimentos, mas porque me parece haver uma evidente mudança de cultura. De um lado os empresários entendem que necessitam progredir para garantir espaço com o entendimento de que turista mal atendido não volta e não indica o roteiro a amigos e do outro lado o consumidor está aprendendo a escolher, a selecionar os produtos na prateleira de ofertas e a exigir bons serviços.
Esta constatação nos leva a referendar a importância do Salão de Turismo- Roteiros do Brasil, nascido em 2005 e que realizará sua 3ª edição no período de 18 a 22 de junho no espaço de feiras do Anhembi em São Paulo, este evento nasceu sob a chancela de Milton Zuanazzi, então Secretário de Políticas do Ministério do Turismo e tinha assim como é fundamental que continue a ter a proposta de organizar e estimular a oferta de roteiros turísticos e naturalmente em processo seqüencial trabalhar por sua qualificação com foco na venda e relação com publico consumidor.
A ultima edição do Salão ocorrida em 2006 entrevistou 109.000 pessoas com 93% afirmando que desejavam voltar na edição seguinte. O mercado está mais consciente, e reconhece no dialogo permanente com o consumidor a essência dos trabalhos dos prestadores de serviços turísticos. O arranjo produtivo entendeu que necessita se estabelecer em novas bases.
A integração de processos também vem sendo melhor compreendida e exercida, o que acaba por tornar os negócios mais ambientalmente e socialmente responsáveis, exemplo disto são os produtos da agricultura familiar, que cada vez mais ocupam espaços não apenas na venda direta, mas no abastecimento de pousadas, restaurantes e hotéis, pesquisa efetuada constatou que 76% das empresas de turismo investiram em responsabilidade social e 58% tem orçamento especifico com esta finalidade.
São, portanto, mudanças estruturais que se refletem na ponta e se fazem notar pelos turistas, sejam do Brasil ou do exterior.
Percebe-se ainda com clareza que o brasileiro em sua grande maioria, infelizmente ainda não vê o turismo como um investimento pessoal de qualidade de vida, um bem durável para todo o sempre, diferentemente de outros Paises que possuem a cultura estabelecida do turismo. No Brasil ainda estamos iniciando este processo de transformação, o qual não deve ser visto como responsabilidade ou desafio a ser superado apenas por instituições governamentais, mas missão e meta de todos os envolvidos direta ou indiretamente no arranjo produtivo do turismo.
A combinação destes ideais pode alavancar o turismo em prazos relativamente curtos. Aumentar a oferta de roteiros turísticos, buscando sempre a qualificação e facilitar o acesso ao publico consumidor, com preços e condições mais acessíveis fazem parte de estratégias que o Salão Brasileiro persegue, motivo pelo qual instituições como o Banco do Brasil e Caixa Econômica devem aproximar-se cada vez mais no sentido de conhecer melhor o arranjo produtivo e as nuances de mercado, pois diminuindo a burocracia e com taxas mais acessíveis o sistema tende a fortalecer-se e consolidar-se.
O empresário paraense tem no 3º Salão de Turismo- Roteiros do Brasil uma grande oportunidade de mostrar seus produtos no maior mercado consumidor nacional, não apenas diretamente para o publico paulista, mas também para as operadoras que estarão presentes querendo conhecer e fechar negócios com as novidades que serão apresentadas.
adenauergoes@gmail.com
Sou daqueles que acredita que o setor está efetivamente se reorganizando. Não apenas pelos números crescentes de investimentos, mas porque me parece haver uma evidente mudança de cultura. De um lado os empresários entendem que necessitam progredir para garantir espaço com o entendimento de que turista mal atendido não volta e não indica o roteiro a amigos e do outro lado o consumidor está aprendendo a escolher, a selecionar os produtos na prateleira de ofertas e a exigir bons serviços.
Esta constatação nos leva a referendar a importância do Salão de Turismo- Roteiros do Brasil, nascido em 2005 e que realizará sua 3ª edição no período de 18 a 22 de junho no espaço de feiras do Anhembi em São Paulo, este evento nasceu sob a chancela de Milton Zuanazzi, então Secretário de Políticas do Ministério do Turismo e tinha assim como é fundamental que continue a ter a proposta de organizar e estimular a oferta de roteiros turísticos e naturalmente em processo seqüencial trabalhar por sua qualificação com foco na venda e relação com publico consumidor.
A ultima edição do Salão ocorrida em 2006 entrevistou 109.000 pessoas com 93% afirmando que desejavam voltar na edição seguinte. O mercado está mais consciente, e reconhece no dialogo permanente com o consumidor a essência dos trabalhos dos prestadores de serviços turísticos. O arranjo produtivo entendeu que necessita se estabelecer em novas bases.
A integração de processos também vem sendo melhor compreendida e exercida, o que acaba por tornar os negócios mais ambientalmente e socialmente responsáveis, exemplo disto são os produtos da agricultura familiar, que cada vez mais ocupam espaços não apenas na venda direta, mas no abastecimento de pousadas, restaurantes e hotéis, pesquisa efetuada constatou que 76% das empresas de turismo investiram em responsabilidade social e 58% tem orçamento especifico com esta finalidade.
São, portanto, mudanças estruturais que se refletem na ponta e se fazem notar pelos turistas, sejam do Brasil ou do exterior.
Percebe-se ainda com clareza que o brasileiro em sua grande maioria, infelizmente ainda não vê o turismo como um investimento pessoal de qualidade de vida, um bem durável para todo o sempre, diferentemente de outros Paises que possuem a cultura estabelecida do turismo. No Brasil ainda estamos iniciando este processo de transformação, o qual não deve ser visto como responsabilidade ou desafio a ser superado apenas por instituições governamentais, mas missão e meta de todos os envolvidos direta ou indiretamente no arranjo produtivo do turismo.
A combinação destes ideais pode alavancar o turismo em prazos relativamente curtos. Aumentar a oferta de roteiros turísticos, buscando sempre a qualificação e facilitar o acesso ao publico consumidor, com preços e condições mais acessíveis fazem parte de estratégias que o Salão Brasileiro persegue, motivo pelo qual instituições como o Banco do Brasil e Caixa Econômica devem aproximar-se cada vez mais no sentido de conhecer melhor o arranjo produtivo e as nuances de mercado, pois diminuindo a burocracia e com taxas mais acessíveis o sistema tende a fortalecer-se e consolidar-se.
O empresário paraense tem no 3º Salão de Turismo- Roteiros do Brasil uma grande oportunidade de mostrar seus produtos no maior mercado consumidor nacional, não apenas diretamente para o publico paulista, mas também para as operadoras que estarão presentes querendo conhecer e fechar negócios com as novidades que serão apresentadas.
adenauergoes@gmail.com
Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
Livro autografado(1961)
Antonieta Dolores registrou, numa manhã de domingo de junho, na sede do Centro Recreativo, a primeira sessão de autógrafos de livros de Santarém, para o lançamento de Sorrisos de Minha Mãe, do padre Manuel Albuquerque. Mas lamentou: "nosso público ainda não sabe apreciar as coisas boas. Uma festa de arte literária quase sempre tem uma assistência reduzida, o que demonstra a falta de interesse da nossa gente pelas festas literárias".
Seu próprio jornal, porém, disse que, embora nesse dia tenha chovido bastante e a data haja coincidido com a chegada do navio "Lauro Sodré", o lançamento foi um sucesso. Falaram no lançamento o bispo prelado, dom Tiago Ryan, Silvério Sirotheau Corrêa e Armando Nadler. O ginasiano Ronaldo Campos leu carta enviada pelo deputado Océlio de Medeiros.
Wilson Fonseca tocou músicas que compôs, com letra do padre Albuquerque, acompanhado por Salete Campos e Expedito Toscano. Alciete Lemos também se apresentou, ao acordeom.
Houve recital de poesias do livro por "várias senhoritas e uma senhora da nossa melhor sociedade". O autor também "recitou, com arte, vibração e profundo sentimento, uns cinco ou seis sonetos dos muitos que contém o seu livro".
Antonieta Dolores registrou, numa manhã de domingo de junho, na sede do Centro Recreativo, a primeira sessão de autógrafos de livros de Santarém, para o lançamento de Sorrisos de Minha Mãe, do padre Manuel Albuquerque. Mas lamentou: "nosso público ainda não sabe apreciar as coisas boas. Uma festa de arte literária quase sempre tem uma assistência reduzida, o que demonstra a falta de interesse da nossa gente pelas festas literárias".
Seu próprio jornal, porém, disse que, embora nesse dia tenha chovido bastante e a data haja coincidido com a chegada do navio "Lauro Sodré", o lançamento foi um sucesso. Falaram no lançamento o bispo prelado, dom Tiago Ryan, Silvério Sirotheau Corrêa e Armando Nadler. O ginasiano Ronaldo Campos leu carta enviada pelo deputado Océlio de Medeiros.
Wilson Fonseca tocou músicas que compôs, com letra do padre Albuquerque, acompanhado por Salete Campos e Expedito Toscano. Alciete Lemos também se apresentou, ao acordeom.
Houve recital de poesias do livro por "várias senhoritas e uma senhora da nossa melhor sociedade". O autor também "recitou, com arte, vibração e profundo sentimento, uns cinco ou seis sonetos dos muitos que contém o seu livro".
Pontuando - José Olivar
Estive na inauguração do "Portal na Hora", de Ronaldo Campos e pude constatar a presença de pessoas formadoras de opinião, como é o caso do meu amigo Jorge Serique e genitora, Raimundo e Hugo Aquino, Deputado Antonio Rocha e o Ex-Prefeito Ronan Liberal, além de outros que prestigiaram o evento. *** A Rede Celpa está apavorando os consumidores de energia com apresentação de contas de faturas altíssimas, principalmente na área rural, onde consumidores com duas lâmpadas tiveram as faturas na faixa de R$ 80,00 a R$ 100,00. Prometem que recorrerão à Justiça se a CELPA não reconsiderar as contas. *** Recebi com espanto a notícia de que a Prefeitura vai ceder ou já cedeu, área da usina de asfalto do Município para que uma empresa particular possa operá-la. Se não houve licitação, cabem medidas judiciais urgentes para preservar o patrimônio público. ***Foi veiculada notícia de que o 8º BEC iniciaria no dia 09, próximo passado, a recuperação do asfalto da BR 163 até o Tabocal. Passei por lá e não vi nada, só cratera. *** Tem gente que está de olho na distribuição dos novos pontos comerciais do Mercado Municipal, para que não haja beneficiamento político com uso da coisa pública em proveito próprio. *** O Superior Tribunal de Justiça já bateu o martelo, firmando precedente no sentido de confirmar o direito aos honorários advocatícios em razão das providências para cumprimento da sentença (Resp nº 978.545 MG, de 01/04/08). *** Os Tribunais brasileiros ainda divergem sobre a possibilidade de alguém ser indenizado por ter título cambial apontado para protesto, a ponto de uns considerar como causador de dano o simples apontamento, e outros, entenderem que isto não causa qualquer constrangimento. Fico com aqueles que acham que houve, com o apontamento, um dano e que deve ser ressarcido. *** Os entendidos em política acham que a eleição de outubro vindouro, para Prefeito e Vice, de Santarém, será um embate muito mais jurídico do que político, visto que se espera muitas violações às regras da igualdade do pleito, com abuso do poder econômico, captação indevida de votos e outros malabarismos. *** O descaso com as Rodovias Everaldo Martins (Santarém Alter do Chão) e Fernando Guilhon (Santarém Aeroporto) é o cartão de visita que a Governadora oferece a quem vem a Santarém ou vai àquele balneário. Pelo jeito a ilustre Prefeita não se preocupa com esta omissão da Governadora. *** O recesso da Câmara Municipal, no mês de julho, servirá para que os Vereadores iniciem suas campanhas eleitorais, alguns com retorno garantido em 2008, outros com passagem comprada e sem volta. *** Fazer política é assumir compromissos, respeitar o concorrente, realizar promessas, garantir a cidadania e outros atributos. Não é apunhalar pelas costas, prometer e não cumprir, fazer da vingança instrumento de pseudovitória, enganar para conquistar, mentir para agradar ou se vangloriar. Enfim, político de verdade, tem virtudes e não infindáveis defeitos. *** Conheço alguém que pretendendo prejudicar outro, mexeu em algo que não deveria. Agora, por ter assanhado abelhas, vai sofrer as ferroadas. *** Se o comércio de Santarém está quase parado, é porque falta um(a) timoneiro(a) para alavancar os atos de comércio, conseqüentemente, fazer circular riquezas, do contrário continuaremos em baixa. *** Serão nos dias 19 e 20 deste os atos de comemoração de 175 anos da instalação da Comarca de Santarém, cuja programação inclui encontro jurídico e atividade externa. Tudo isto se deve à participação ativa dos servidores do Fórum, do Juiz e Diretor, Dr. Silvio César que receberam o apoio integral da Desª . Albanira Bemerguy. *** Gostaria de saber se aquela área triangular, de terra ocupada pela Construtora Melo passou a pertencer a ela ou se usa em comodato, já que até hoje não a desocupou, sendo que foi usada apenas para a época de construção do viaduto. Com a palavra a CDU.
Mal na foto
Prefeitos da Amut que vieram para a audiência pública sobre o hospital regional deixaram Santarém surpresos com a péssima impressão que tiveram da cidade, uma vez que acreditavam que a preteira Maria do Carmo, que anuncia ter recebidos milhões dos governos federal e estadual, teria transformado a pérola do Tapajós em um imenso canteiro de obras.
Mas o que viram foram uma Santarém esburacada, para dizer o mínimo.
Mas o que viram foram uma Santarém esburacada, para dizer o mínimo.
Desespero de Everaldinho
Sabem aquele fair play do secretário de planejamento Everaldo Martins Filho, que tudo pode, que tem dinheiro, poder e outras cositas más?
Pois bem, não é tão seguro de si não.
Everaldinho tem pés de barro.
Há dias, bastou ler uma nota aqui do blog sobre o Dia D ( prazo de afastamento de Maria do MP) para correr com Nélio Aguiar e perguntar se a data era a do lançamento do médico na chapa de Lira Maia.
Na semana passada, Everaldinho viajou até São Paulo para cortejar o advogado Helenilson Pontes.
Sexta-feira ultima, prometeu a José Priante que iria virar o jogo em Belém e forçar o PT a apoiar a candidatura do ex-deputado em troca do apoio do PMDB ao PT em Santarém.
A próxima viagem de Everaldinho será a Roma, para falar com o papa Bento XVI.
Em breve o blog dá os detalhes dessa incursão santarena por entre os muros do Vaticano desse verdadeiro santinho do pau ôco.
Pois bem, não é tão seguro de si não.
Everaldinho tem pés de barro.
Há dias, bastou ler uma nota aqui do blog sobre o Dia D ( prazo de afastamento de Maria do MP) para correr com Nélio Aguiar e perguntar se a data era a do lançamento do médico na chapa de Lira Maia.
Na semana passada, Everaldinho viajou até São Paulo para cortejar o advogado Helenilson Pontes.
Sexta-feira ultima, prometeu a José Priante que iria virar o jogo em Belém e forçar o PT a apoiar a candidatura do ex-deputado em troca do apoio do PMDB ao PT em Santarém.
A próxima viagem de Everaldinho será a Roma, para falar com o papa Bento XVI.
Em breve o blog dá os detalhes dessa incursão santarena por entre os muros do Vaticano desse verdadeiro santinho do pau ôco.
Alarme falso
Pelo menos até o início da manhã deste domingo as sombrias previsões meteorológicas da Defesa Civil para Santarém desde sexta-feira não se confirmaram.
Ainda bem.
O domingo amanhece com sol forte.
Ainda bem.
O domingo amanhece com sol forte.
sábado, 14 de junho de 2008
Edmilson e Duciomar lideram pesquisa em Belém
Belém- De acordo com os resultados da intenção de voto estimulada, na pesquisa do Vox Populi, encomendada pelo jornal Diário do Pará, se a eleição fosse hoje, envolvendo na disputa seis candidatos, o ex-prefeito Edmilson Rodrigues, com 29%, e o atual prefeito Duciomar Costa (com 22%) seriam classificados para a decisão do pleito em segundo turno eleitoral. Nesse cenário, fora do turno final, ficariam Valéria Pires Franco (15%), José Priante, do PMDB (8%), Mário Cardoso (5%) e Paulo Chaves, do PSDB (2%). As intenções de voto em ninguém, nulo e branco somaram 15%, enquanto 4% não quiseram ou não souberam responder.
Num segundo cenário de voto estimulado, sem a presença de Edmilson Rodrigues, o atual prefeito Duciomar Costa ficou em primeiro lugar na preferência do eleitorado, com 26%, seguido de Valéria Pires Franco (19%), José Priante (12%), Mário Cardoso (8%) e Paulo Chaves (2%). Os indecisos (ninguém, brancos, nulos e sem resposta) somaram 33%, sete pontos percentuais acima do primeiro colocado.
Num terceiro cenário, sem a presença de Edmilson Rodrigues e Paulo Chaves, Duciomar permaneceu em primeiro lugar, estacionado em 26%, e Valéria Pires Franco confirmou a vice-liderança, subindo um ponto e chegando a 20%. José Priante, com 12%, e Mário Cardoso, com 8%, se mantiveram estáveis na terceira e quarta posições. Neste cenário, os indecisos ficaram na casa de 34%.
Na pesquisa espontânea, o prefeito Duciomar Costa (PTB) aparece na frente, com 12% das intenções de voto, seguido de perto pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues (PSol), com 9%. Em terceiro lugar, já bem distante, aparece a ex-vice-governadora Valéria Pires Franco (DEM), com 3%. O ex-deputado Mário Cardoso (PT) fecha o grupo com 1% - mesmo índice atribuído espontaneamente a Elcione Barbalho e Helder Barbalho, atual prefeito e candidato à reeleição no município de Ananindeua. Outros nomes, com meio ponto percentual ou menos de citação alcançaram, somados, a casa de 3%.
Num segundo cenário de voto estimulado, sem a presença de Edmilson Rodrigues, o atual prefeito Duciomar Costa ficou em primeiro lugar na preferência do eleitorado, com 26%, seguido de Valéria Pires Franco (19%), José Priante (12%), Mário Cardoso (8%) e Paulo Chaves (2%). Os indecisos (ninguém, brancos, nulos e sem resposta) somaram 33%, sete pontos percentuais acima do primeiro colocado.
Num terceiro cenário, sem a presença de Edmilson Rodrigues e Paulo Chaves, Duciomar permaneceu em primeiro lugar, estacionado em 26%, e Valéria Pires Franco confirmou a vice-liderança, subindo um ponto e chegando a 20%. José Priante, com 12%, e Mário Cardoso, com 8%, se mantiveram estáveis na terceira e quarta posições. Neste cenário, os indecisos ficaram na casa de 34%.
Na pesquisa espontânea, o prefeito Duciomar Costa (PTB) aparece na frente, com 12% das intenções de voto, seguido de perto pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues (PSol), com 9%. Em terceiro lugar, já bem distante, aparece a ex-vice-governadora Valéria Pires Franco (DEM), com 3%. O ex-deputado Mário Cardoso (PT) fecha o grupo com 1% - mesmo índice atribuído espontaneamente a Elcione Barbalho e Helder Barbalho, atual prefeito e candidato à reeleição no município de Ananindeua. Outros nomes, com meio ponto percentual ou menos de citação alcançaram, somados, a casa de 3%.
Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
Transporte difícil(1961)
O "moderno vapor" São Miguel, da frota da L. Figueiredo Navegação, de quatro mil toneladas teve que atracar no trapiche do Instituto Agronômico do Norte (atual Embrapa) porque o trapiche municipal não tinha capacidade para recebê-lo. Fez escala em Santarém, em março de 1961, para descarregar "diversas viaturas" para a firma Coimbra & Irmãos e receber 500 toneladas de juta.
A presença do navio estimulou o pedido do comércio para que o Lóide e a Costeira, empresas estatais de navegação, passassem a incluir o atracadouro do IAN no seu plano de viagens, pelo menos durante a safra de juta, para facilitar o escoamento da produção. Esse era um dos grandes problemas da época para o setor produtivo. Antes do "São Miguel", o último vapor que atracara em Santarém fora o "Almirante Alexandrino", três meses antes.
O "moderno vapor" São Miguel, da frota da L. Figueiredo Navegação, de quatro mil toneladas teve que atracar no trapiche do Instituto Agronômico do Norte (atual Embrapa) porque o trapiche municipal não tinha capacidade para recebê-lo. Fez escala em Santarém, em março de 1961, para descarregar "diversas viaturas" para a firma Coimbra & Irmãos e receber 500 toneladas de juta.
A presença do navio estimulou o pedido do comércio para que o Lóide e a Costeira, empresas estatais de navegação, passassem a incluir o atracadouro do IAN no seu plano de viagens, pelo menos durante a safra de juta, para facilitar o escoamento da produção. Esse era um dos grandes problemas da época para o setor produtivo. Antes do "São Miguel", o último vapor que atracara em Santarém fora o "Almirante Alexandrino", três meses antes.
Paysandu empata, decide turno contra Remo e volta à Terceira Divisão
Do Espaço Aberto:
O Paysandu empatou com o Ananindeua por 2 a 2. O jogo terminou há pouco, no Mangueirão.Com o resultado, o time bicolor vai decidir o returno do Parazão com o Remo, no próximo domingo, no Mangueirão. Além disso, e independentemente do resultado do clássico, assegurou sua vaga na Terceira Divisão, que começa em julho próximo.
O Papão perdia por 2 a 0 para a Tartaruga até aos 46 minutos do segundo tempo. Em cinco minutos, empatou o jogo, resultado que, mais do que favorecê-lo, teve o sabor de vitória para os bicolores.
O Paysandu empatou com o Ananindeua por 2 a 2. O jogo terminou há pouco, no Mangueirão.Com o resultado, o time bicolor vai decidir o returno do Parazão com o Remo, no próximo domingo, no Mangueirão. Além disso, e independentemente do resultado do clássico, assegurou sua vaga na Terceira Divisão, que começa em julho próximo.
O Papão perdia por 2 a 0 para a Tartaruga até aos 46 minutos do segundo tempo. Em cinco minutos, empatou o jogo, resultado que, mais do que favorecê-lo, teve o sabor de vitória para os bicolores.
O TSE e as elegibilidades
José Olivar, no Portal 2208:
Com a decisão do TSE, proferida dia 10/06, confirmando que serão deferidos os pedidos de registros de candidatos a cargos políticos, mesmo que estes respondam a processos por Improbidade Administrativa, desde que não haja sentença transitada em julgado, colocou um pano na boca daqueles que pregavam a inelegibilidade de um provável candidato com reais chances de vencer o pleito em Santarém. Agora é só aguardar o resultado das urnas.
Com a decisão do TSE, proferida dia 10/06, confirmando que serão deferidos os pedidos de registros de candidatos a cargos políticos, mesmo que estes respondam a processos por Improbidade Administrativa, desde que não haja sentença transitada em julgado, colocou um pano na boca daqueles que pregavam a inelegibilidade de um provável candidato com reais chances de vencer o pleito em Santarém. Agora é só aguardar o resultado das urnas.
Partidos vetam Botelho na vice de Roselito
Tá o maior fuzuê na política de Itaituba.
O ex-prefeito Edilson Botelho fez de tudo para emplacar de vice na chapa do prefeito Roselito Soares, mas 11 partidos que formarão a coligação em busca da reeleição vetam o nome de Botelho e decidiram que o nome do companheiro de chapa de Roselito só será conhecido no dia 30 e que não será o do ex-prefeito.
A conferir.
O ex-prefeito Edilson Botelho fez de tudo para emplacar de vice na chapa do prefeito Roselito Soares, mas 11 partidos que formarão a coligação em busca da reeleição vetam o nome de Botelho e decidiram que o nome do companheiro de chapa de Roselito só será conhecido no dia 30 e que não será o do ex-prefeito.
A conferir.
Loas ao doutor Roberto
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Para o bem e para o mal, Roberto Marinho foi um dos homens mais influentes no Brasil do século XX. Os efeitos dessa influência se fazem sentir até hoje e ainda persistirão, ao menos enquanto seu império de comunicações se mantiver. Embora tenha começado a atuar na imprensa na segunda metade da década de 20, quando herdou do pai, subitamente falecido, o jornal O Globo, por ele fundado um ano antes, Roberto Marinho só se tornou um potentado depois do golpe militar de 1964.
Não podendo confiar no cangaceiro do achaque Assis Chateaubriand e em seus Diários e Emissoras Associados, os dominantes da imprensa nas quatro décadas anteriores, os militares apostaram suas fichas no doutor Roberto, como ele gostava de ser tratado. E ele não os desapontou, muito pelo contrário: estendeu às comunicações o projeto de reformismo conservador e autoritário do regime de exceção - e com resultados ainda melhores.
É próprio de um país acomodado como o Brasil, que não gosta de revolver suas feridas, até hoje não haver uma biografia séria sobre o fundador da Rede Globo de Televisão. A que Pedro Bial escreveu é pouco menos do que uma hagiografia. Perdi o gás antes das últimas páginas. E resisti durante quatro anos a ler Roberto & Lily, o relato memorialístico da última das três mulheres do doutor Roberto, publicado em 2004 (Editora Record, (181 páginas, mais caderno fotográfico). Venci a resistência pela curiosidade de penetrar um pouco mais na personalidade de dona Lily, quando ela decidiu sair da mansão do Cosme Velho, vender todos os seus bens, dividir a renda e retornar ao seu apartamento de Copacabana. Uma decisão lúcida, que a poupa - e aos herdeiros - da batalha campal que costuma se seguir à morte de alguém de muitas posses.
O livro é como daqueles presentes embrulhados com tal maestria e sofisticação que decepcionam, uma vez retirados do seu maravilhoso invólucro. Lilly é uma mulher de personalidade, sofisticada, gentil, atenciosa, marcante e bela. Essas e outras qualidades foram desperdiçadas pela sua obsessão (que ela considera um elemento natural do seu modo de ser) de ocupar sempre a posição de esposa fiel. Ela, por sua vontade, ou pelas circunstâncias da história, foi colocada ao lado (ou um tanto mais atrás) de dois homens de relevância na trajetória da imprensa brasileira: Horácio de Carvalho, cuja riqueza lhe permitiu manter um dos melhores jornais do Rio de Janeiro e do país, o Diário Carioca, e Marinho. Dos 45 anos de casamento fiel (por parte dela) com Horácio restaram fiapos de memória. Sobre a convivência de 15 anos com o poderoso magnata da mídia há apenas narrativas domésticas, cosméticas e auto-elogiosas.
Embora em alguns momentos ela deixe escapar confissões que poderiam resultar em histórias muito interessantes, se se dispusesse a ir em frente (ou abaixo), esses momentos são meteóricos. Sempre acabam provocando a frustração no leitor mais interessado em outras dimensões da vida que não sejam a glorificação da viúva, embora com algum requinte na preocupação em parecer modesta. No caso, a mulher por trás do grande homem só se tornou grande pela vizinhança topográfica.
O livro é uma sucessão de caixas glamorosas que escondem o diminuto presente colocado ao final da última dessas caixas, um presente que, a rigor, é mais promessa do que realidade. Exceto para a autora do livro. Ela conseguiu transformá-lo num passaporte para passar a um novo estágio de vida, agora (ou por enquanto) sem um grande homem para estender-lhe sua grandeza. Quem sabe, já em jornada individual, dona Lilly decida-se a patrocinar a edição do seu livro na língua em que o escreveu, o francês das suas origens e do seu expressar natural. Talvez assim a sensaboria desapareça.
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Para o bem e para o mal, Roberto Marinho foi um dos homens mais influentes no Brasil do século XX. Os efeitos dessa influência se fazem sentir até hoje e ainda persistirão, ao menos enquanto seu império de comunicações se mantiver. Embora tenha começado a atuar na imprensa na segunda metade da década de 20, quando herdou do pai, subitamente falecido, o jornal O Globo, por ele fundado um ano antes, Roberto Marinho só se tornou um potentado depois do golpe militar de 1964.
Não podendo confiar no cangaceiro do achaque Assis Chateaubriand e em seus Diários e Emissoras Associados, os dominantes da imprensa nas quatro décadas anteriores, os militares apostaram suas fichas no doutor Roberto, como ele gostava de ser tratado. E ele não os desapontou, muito pelo contrário: estendeu às comunicações o projeto de reformismo conservador e autoritário do regime de exceção - e com resultados ainda melhores.
É próprio de um país acomodado como o Brasil, que não gosta de revolver suas feridas, até hoje não haver uma biografia séria sobre o fundador da Rede Globo de Televisão. A que Pedro Bial escreveu é pouco menos do que uma hagiografia. Perdi o gás antes das últimas páginas. E resisti durante quatro anos a ler Roberto & Lily, o relato memorialístico da última das três mulheres do doutor Roberto, publicado em 2004 (Editora Record, (181 páginas, mais caderno fotográfico). Venci a resistência pela curiosidade de penetrar um pouco mais na personalidade de dona Lily, quando ela decidiu sair da mansão do Cosme Velho, vender todos os seus bens, dividir a renda e retornar ao seu apartamento de Copacabana. Uma decisão lúcida, que a poupa - e aos herdeiros - da batalha campal que costuma se seguir à morte de alguém de muitas posses.
O livro é como daqueles presentes embrulhados com tal maestria e sofisticação que decepcionam, uma vez retirados do seu maravilhoso invólucro. Lilly é uma mulher de personalidade, sofisticada, gentil, atenciosa, marcante e bela. Essas e outras qualidades foram desperdiçadas pela sua obsessão (que ela considera um elemento natural do seu modo de ser) de ocupar sempre a posição de esposa fiel. Ela, por sua vontade, ou pelas circunstâncias da história, foi colocada ao lado (ou um tanto mais atrás) de dois homens de relevância na trajetória da imprensa brasileira: Horácio de Carvalho, cuja riqueza lhe permitiu manter um dos melhores jornais do Rio de Janeiro e do país, o Diário Carioca, e Marinho. Dos 45 anos de casamento fiel (por parte dela) com Horácio restaram fiapos de memória. Sobre a convivência de 15 anos com o poderoso magnata da mídia há apenas narrativas domésticas, cosméticas e auto-elogiosas.
Embora em alguns momentos ela deixe escapar confissões que poderiam resultar em histórias muito interessantes, se se dispusesse a ir em frente (ou abaixo), esses momentos são meteóricos. Sempre acabam provocando a frustração no leitor mais interessado em outras dimensões da vida que não sejam a glorificação da viúva, embora com algum requinte na preocupação em parecer modesta. No caso, a mulher por trás do grande homem só se tornou grande pela vizinhança topográfica.
O livro é uma sucessão de caixas glamorosas que escondem o diminuto presente colocado ao final da última dessas caixas, um presente que, a rigor, é mais promessa do que realidade. Exceto para a autora do livro. Ela conseguiu transformá-lo num passaporte para passar a um novo estágio de vida, agora (ou por enquanto) sem um grande homem para estender-lhe sua grandeza. Quem sabe, já em jornada individual, dona Lilly decida-se a patrocinar a edição do seu livro na língua em que o escreveu, o francês das suas origens e do seu expressar natural. Talvez assim a sensaboria desapareça.
Crônica - Os clichês do rádio
Miguel Oliveira
Editor-Chefe
Já é mais que notório que este cronista ainda é um apaixonado pelo rádio, hábito adquirido em sua infância. Vez por outra entro no túnel do tempo ao ouvir nas emissoras atuais a repetição de clichês do velho rádio AM.
Por ocasião do dia dos namorados, nesta semana que se finda, muitas emissoras e até alguns telejornais, repetiram a velha fórmula de mexer com o sentimento apaixonado das pessoas Aquela pergunta clássica - existe amor ideal?- permeia esses programas.
No fundo, no fundo, até quem tem a função de produzir esses programas não sabe a resposta certa.
É por isso que nos tempo idos em Santarém, meu dileto amigo Santino Soares, recém-chegado de Juruti, sua terra natal, arrebatava suspiro de moiçolas e arrancava lágrimas até de marmanjos ouvintes com seus programas 'A música de sua vida' e "A história da sua vida', apresentados por ele através da Rádio Rural, na década de 70.
Eu, àquela altura da vida, era apenas um ginasiano. Não passava pela minha cabeça almejar um lugar na imprensa paraense. Contentava-me com o posto de ouvinte e colecionador de pilhas Ray-O-Vac usadas.
À tarde, na hora dos programas, estava eu a escutar o velho radinho de pilha, após o cumprimento das tarefas escolares. E até me emocionava com as trágicas e apaixonantes 'estória' de moças e rapazes desiludidos com o amor de suas vidas. Por isso, contavam seus dramas através de cartas envidadas ao programa. No final das missivas, solicitavam ao apresentador para ouvir a música que havia marcado aqueles momento s inesquecíveis.
Muitos anos se passaram dessa distração vespertina nos tempos em que a televisão ainda não havia invadido os lares de todos os lugares deste país quando, já atuando na imprensa de Belém, conheci pessoalmente Santino Soares, ele locutor laureado da Rádio Liberal.
Como Santino começou a trabalhar mais cedo do que eu a diferença de idade entre mim e ele não é tão grande assim. Mesmo assim, o meu amigo tem muito mais histórias para contar sobre o programa que ele apresentava na Rádio Rural.
Quando passamos a trabalhar juntos na Rádio Cultura do Pará e, depois, na Prefeitura de Belém, ficava atento às rememorações de Santino, mas atrevia-me, vez por outra, a corrigir-lhe em alguma imprecisão.
Mas, no fundo, no fundo, o que eu queria mesmo era matar a minha curiosidade sobre o conteúdo daquelas velhas cartas. Com o tempo, ganhei intimidade, angariei confiança e, por último, conquistei cumplicidade suficiente para testar a sinceridade do apresentador.
Certo dia, em meu gabinete de coordenador de comunicação da prefeitura de Belém, realizei com Santino uma sessão nostálgica sobre a nossa juventude em Santarém, ele na condição de apresentador e eu na condição de ouvinte. Após intermináveis 'estórias' da era de ouro do rádio santareno, fiz-lhe a pergunta que jamais deixei calar:
- Santino, aquelas cartas que tu lias eram verdadeiras ou produzidas?
- Mas que pergunta de amigo da onça, meu caro Miguel? Respondeu-me.
E emendou Santino: - Já se passaram muitos anos, acho que a maioria nem lembra dos conteúdos, e tu me vens com essa pergunta embaraçosa - provocou o velho amigo.
Mas eu estava obstinado a tirar a limpo essa dúvida que eu carregava desde a juventude e contra-ataquei: - Não precisas responder mais nada. Se continuares em silêncio é sinal que minhas suspeitas se confirmam.
Santino abriu um largo sorriso, cumprimentou-me com um aperto de mãos e retirou-se de meu gabinete, quem sabe, com um peso a menos na consciência.
Editor-Chefe
Já é mais que notório que este cronista ainda é um apaixonado pelo rádio, hábito adquirido em sua infância. Vez por outra entro no túnel do tempo ao ouvir nas emissoras atuais a repetição de clichês do velho rádio AM.
Por ocasião do dia dos namorados, nesta semana que se finda, muitas emissoras e até alguns telejornais, repetiram a velha fórmula de mexer com o sentimento apaixonado das pessoas Aquela pergunta clássica - existe amor ideal?- permeia esses programas.
No fundo, no fundo, até quem tem a função de produzir esses programas não sabe a resposta certa.
É por isso que nos tempo idos em Santarém, meu dileto amigo Santino Soares, recém-chegado de Juruti, sua terra natal, arrebatava suspiro de moiçolas e arrancava lágrimas até de marmanjos ouvintes com seus programas 'A música de sua vida' e "A história da sua vida', apresentados por ele através da Rádio Rural, na década de 70.
Eu, àquela altura da vida, era apenas um ginasiano. Não passava pela minha cabeça almejar um lugar na imprensa paraense. Contentava-me com o posto de ouvinte e colecionador de pilhas Ray-O-Vac usadas.
À tarde, na hora dos programas, estava eu a escutar o velho radinho de pilha, após o cumprimento das tarefas escolares. E até me emocionava com as trágicas e apaixonantes 'estória' de moças e rapazes desiludidos com o amor de suas vidas. Por isso, contavam seus dramas através de cartas envidadas ao programa. No final das missivas, solicitavam ao apresentador para ouvir a música que havia marcado aqueles momento s inesquecíveis.
Muitos anos se passaram dessa distração vespertina nos tempos em que a televisão ainda não havia invadido os lares de todos os lugares deste país quando, já atuando na imprensa de Belém, conheci pessoalmente Santino Soares, ele locutor laureado da Rádio Liberal.
Como Santino começou a trabalhar mais cedo do que eu a diferença de idade entre mim e ele não é tão grande assim. Mesmo assim, o meu amigo tem muito mais histórias para contar sobre o programa que ele apresentava na Rádio Rural.
Quando passamos a trabalhar juntos na Rádio Cultura do Pará e, depois, na Prefeitura de Belém, ficava atento às rememorações de Santino, mas atrevia-me, vez por outra, a corrigir-lhe em alguma imprecisão.
Mas, no fundo, no fundo, o que eu queria mesmo era matar a minha curiosidade sobre o conteúdo daquelas velhas cartas. Com o tempo, ganhei intimidade, angariei confiança e, por último, conquistei cumplicidade suficiente para testar a sinceridade do apresentador.
Certo dia, em meu gabinete de coordenador de comunicação da prefeitura de Belém, realizei com Santino uma sessão nostálgica sobre a nossa juventude em Santarém, ele na condição de apresentador e eu na condição de ouvinte. Após intermináveis 'estórias' da era de ouro do rádio santareno, fiz-lhe a pergunta que jamais deixei calar:
- Santino, aquelas cartas que tu lias eram verdadeiras ou produzidas?
- Mas que pergunta de amigo da onça, meu caro Miguel? Respondeu-me.
E emendou Santino: - Já se passaram muitos anos, acho que a maioria nem lembra dos conteúdos, e tu me vens com essa pergunta embaraçosa - provocou o velho amigo.
Mas eu estava obstinado a tirar a limpo essa dúvida que eu carregava desde a juventude e contra-ataquei: - Não precisas responder mais nada. Se continuares em silêncio é sinal que minhas suspeitas se confirmam.
Santino abriu um largo sorriso, cumprimentou-me com um aperto de mãos e retirou-se de meu gabinete, quem sabe, com um peso a menos na consciência.
Insatisfação no PDT
Mesmo os pedetistas que estão no partido por conta de cargos na prefeitura de Santarém não escondem insatisfação com a decisão do presidente do PDT de viabilizar apenas as candidaturas de Bruno Figueiredo e Marcela Tolentino na chapa de vereadores.
O resto que se lixe, tem dito Osmando 'poucos votos' que agora tenta atrair o PSB de Reginaldo Campos para uma coligação proporcional a fim de garantir coeficiente eleitoral para eleger dois vereadores, no caso o filho Bruno e o próprio Reginaldo. Até Marcela vai ser descartada.
O resto que se lixe, tem dito Osmando 'poucos votos' que agora tenta atrair o PSB de Reginaldo Campos para uma coligação proporcional a fim de garantir coeficiente eleitoral para eleger dois vereadores, no caso o filho Bruno e o próprio Reginaldo. Até Marcela vai ser descartada.
Von reúne vereadores
O deputado Alexandre Von(PSDB) reuniu-se, ontem, com os cinco vereadores de oposição na Câmara de Santarém.
Depois do encontro, todos passaram a falar a mesma língua.
Depois do encontro, todos passaram a falar a mesma língua.
PMDB quer a cabeça de chapa em Santarém
Fontes peemedebistas informam que já começou, feito rastilho de pólvora dentro do PMDB, um movimento para exigir do PT a cabeça de chapa para as eleições para prefeito em Santarém.
É que já há gente que considere que a prefeita Maria do Carmo vai ficar mesmo inelegível por não ter se afastado do Ministério Público até o dia 5 de junho.
Nesse caso, argumenta a fonte, nada mais natural que o PT indique o vice do PMDB dando uma prova que a parceira almejada pela prefeita Maria do Carmo em busca da reeleição era verdadeira.
É que já há gente que considere que a prefeita Maria do Carmo vai ficar mesmo inelegível por não ter se afastado do Ministério Público até o dia 5 de junho.
Nesse caso, argumenta a fonte, nada mais natural que o PT indique o vice do PMDB dando uma prova que a parceira almejada pela prefeita Maria do Carmo em busca da reeleição era verdadeira.
Audiências para o licenciamento de nova mina da MRN serão este mês
Paulo Leandro Leal
Especial
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já agendou as três audiências públicas necessárias para o licenciamento ambiental da abertura de novas minas pela Mineração Rio do Norte (MRN). Serão duas audiências na cidade de Oriximiná, nos dias 22 e 29 deste mês, e uma em Terra Santa, que será realizada no dia 28 também deste mês.
Nestas audiências públicas, será discutido o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), documento elaborado pela empresa a parir dos Estudos de Impactos Ambientais (Eia) que medem as interferências do projeto no meio físico e social. A MRN já está tomando todas as providências para a realização da audiência, que servem também como forma de consulta à sociedade sobre o projeto, coleta de sugestões e propostas. É o processo final para a concessão da Licença de Instalação do projeto.
Segundo o Ibama, as audiências devem contar com a participação do empreendedor, que vai explicar o projeto, e do órgão ambiental responsável pelo licenciamento, que neste caso é o Ibama, pois o projeto da MRN está localizado dentro de uma Unidade de Conservação Federal. Além disso, participam entidades da sociedade civil da região, organizações ambientalistas, estudantes, lideranças sociais e políticas dos dois municípios.
A audiência aguardada com mais ansiedade é a do dia 28 em Terra Santa, já que este município terá, pela primeira vez, extração de minério em suas terras, o que deverá gerar o recebimento do royalty mineral. A MRN ainda não sabe quando Terra Santa começar a receber o recurso e nem quanto será, pois a definição cabe ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que vai analisar a quantidade de bauxita que será retirada do subsolo de Terra Santa.
Reconhecida por adotar práticas sustentáveis em seu projeto há mais de 30 anos na região do Rio Trombetas, a Mineração Rio do Norte deve investir cerca de R$ 105 milhões na abertura de novas minas. As audiências que estão sendo realizadas agora visam o licenciamento das minas Bacaba e Bela Cruz. Esta última é que terá parte localizada no município de Terra Santa.
Especial
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já agendou as três audiências públicas necessárias para o licenciamento ambiental da abertura de novas minas pela Mineração Rio do Norte (MRN). Serão duas audiências na cidade de Oriximiná, nos dias 22 e 29 deste mês, e uma em Terra Santa, que será realizada no dia 28 também deste mês.
Nestas audiências públicas, será discutido o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), documento elaborado pela empresa a parir dos Estudos de Impactos Ambientais (Eia) que medem as interferências do projeto no meio físico e social. A MRN já está tomando todas as providências para a realização da audiência, que servem também como forma de consulta à sociedade sobre o projeto, coleta de sugestões e propostas. É o processo final para a concessão da Licença de Instalação do projeto.
Segundo o Ibama, as audiências devem contar com a participação do empreendedor, que vai explicar o projeto, e do órgão ambiental responsável pelo licenciamento, que neste caso é o Ibama, pois o projeto da MRN está localizado dentro de uma Unidade de Conservação Federal. Além disso, participam entidades da sociedade civil da região, organizações ambientalistas, estudantes, lideranças sociais e políticas dos dois municípios.
A audiência aguardada com mais ansiedade é a do dia 28 em Terra Santa, já que este município terá, pela primeira vez, extração de minério em suas terras, o que deverá gerar o recebimento do royalty mineral. A MRN ainda não sabe quando Terra Santa começar a receber o recurso e nem quanto será, pois a definição cabe ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que vai analisar a quantidade de bauxita que será retirada do subsolo de Terra Santa.
Reconhecida por adotar práticas sustentáveis em seu projeto há mais de 30 anos na região do Rio Trombetas, a Mineração Rio do Norte deve investir cerca de R$ 105 milhões na abertura de novas minas. As audiências que estão sendo realizadas agora visam o licenciamento das minas Bacaba e Bela Cruz. Esta última é que terá parte localizada no município de Terra Santa.
Sangue índio à venda
Um ano depois da reportagem do NYT sobre o sangue de índios brasileiros à venda num site americano, ainda é válida. Matéria do 'famoso' LARRY ROHTER.
Aqui outro artigo de março do ano passado, o site da empresa Coriell, que vende o sangue na Internet a 85 dólares, e os detalhes .
Tem desconto para quem quiser fazer uso acadêmico das amostras.
Aqui outro artigo de março do ano passado, o site da empresa Coriell, que vende o sangue na Internet a 85 dólares, e os detalhes .
Tem desconto para quem quiser fazer uso acadêmico das amostras.
Missão de pais
Quem tiver filhos, sobrinhos, netos e bisnetos não deixe de levá-los até um posto de vacinação contra a poliomelite.
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