Agência Brasil
BRASÍLIA (DF) - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, distribuição e comercialização do produto Newtox® (Botulinum Toxin Type A for Therapy) por não ter registro. Além disso, de acordo com a Resolução n.º 3040, publicada na edição de hoje (25) do Diário Oficial da União, a fabricação e a origem da substância não são informadas na rótulo. A medida é de interesse sanitário.
Fica proibida também a distribuição, comércio e uso, em todo o território nacional, de todos os medicamentos fabricados pela empresa Poly Flora Produtos Naturais Ltda. De acordo com a Resolução n.º 3041, a empresa, localizada em Cachoeiro do Itapemirim (ES), não tem registro nem autorização de funcionamento para tal atividade.
Ainda nesta edição do Diário Oficial, com a Resolução n.º 3039, a Anvisa, suspendeu a importação, distribuição, comércio e uso dos medicamentos importados pela empresa Claris Produtos do Brasil Ltda, com sede em Indianápolis (SP), por não atender às exigências regulamentares da agência.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
MEC recebe dados do Censo Escolar até 20 de setembro
Diário do Pará:
BELÉM (PA) - O prazo para o repasse das informações do Censo Escolar 2008 para o Ministério da Educação (MEC) encerra no dia 20 de setembro. O Censo contém dados sobre a situação do estudante paraense. “Toda e qualquer escola tem que informar os dados sobre as turmas, alunos, docentes em sala de aula e auxiliares de docentes da pré-escola através do sistema”, explica a coordenadora estadual do Censo Escolar, Ana Maria Matos.
O sistema ao qual a coordenadora refere-se, o Educacenso, passou a ser online desde o ano passado e as informações a serem enviadas são aquelas que constam na escola até o Dia Nacional do Censo Escolar, que este ano aconteceu em 28 de maio, data utilizada como referência para os dados.
As escolas públicas não podem ficar de fora, uma vez que os benefícios federais que a escola tem direito, como recursos da merenda escolar, livros didáticos e todos os programas federais, são liberados de acordo com a informação de matrícula constante no Educacenso do ano anterior. “A escola que deixar de informar será prejudicada no ano seguinte”, orienta Ana Maria.
BELÉM (PA) - O prazo para o repasse das informações do Censo Escolar 2008 para o Ministério da Educação (MEC) encerra no dia 20 de setembro. O Censo contém dados sobre a situação do estudante paraense. “Toda e qualquer escola tem que informar os dados sobre as turmas, alunos, docentes em sala de aula e auxiliares de docentes da pré-escola através do sistema”, explica a coordenadora estadual do Censo Escolar, Ana Maria Matos.
O sistema ao qual a coordenadora refere-se, o Educacenso, passou a ser online desde o ano passado e as informações a serem enviadas são aquelas que constam na escola até o Dia Nacional do Censo Escolar, que este ano aconteceu em 28 de maio, data utilizada como referência para os dados.
As escolas públicas não podem ficar de fora, uma vez que os benefícios federais que a escola tem direito, como recursos da merenda escolar, livros didáticos e todos os programas federais, são liberados de acordo com a informação de matrícula constante no Educacenso do ano anterior. “A escola que deixar de informar será prejudicada no ano seguinte”, orienta Ana Maria.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Carta sobre atraso em Juruti
Carta enviada a Lúcio Flávio Pinto sobre o post "Desencontro em Juruti".
Acabo de reler no papel seu artigo sobre o desencontro em Juruti, que já havia lido em versão eletrônica logo que o Jornal Pessoal circulou. Gostaria de agradecer pelo equilíbrio com que você analisou o episódio, que se pretendia de diálogo e harmonização, mas infelizmente se transfigurou no oposto.
Realmente chegamos atrasados, pois não havia como os mais altos representantes dos acionistas da empresa, que investem uma enorme quantidade de seus recursos em Juruti, virem de Nova York, via Manaus e Santarém, e sequer visitarem por alguns minutos a obra que esses recursos estão viabilizando.
Desdobramo-nos em pedir desculpas e pleiteamos que o encontro se realizasse, pelas palavras emocionadas de Klaus Kleinfeld e Franklin Feder, as principais lideranças da empresa no mundo e na América Latina e Caribe. Foi em vão. Lamentavelmente, perdeu-se uma valiosa oportunidade de diálogo entre comunitários de Juruti e o mais alto escalão da Alcoa.
Felizmente, porém, esse diálogo continua e se fortalece em outros fóruns e ocasiões, notadamente no Conselho Juruti Sustentável, que reúne o poder público, empresas e organizações da sociedade civil, para, em conjunto, como diz seu artigo, “escrever uma história melhor do que a que está em curso” para os jurutienses e o Oeste do Pará.
Nemércio Nogueira, diretor de Assuntos Institucionais da Alcoa para América Latina e Caribe
Acabo de reler no papel seu artigo sobre o desencontro em Juruti, que já havia lido em versão eletrônica logo que o Jornal Pessoal circulou. Gostaria de agradecer pelo equilíbrio com que você analisou o episódio, que se pretendia de diálogo e harmonização, mas infelizmente se transfigurou no oposto.
Realmente chegamos atrasados, pois não havia como os mais altos representantes dos acionistas da empresa, que investem uma enorme quantidade de seus recursos em Juruti, virem de Nova York, via Manaus e Santarém, e sequer visitarem por alguns minutos a obra que esses recursos estão viabilizando.
Desdobramo-nos em pedir desculpas e pleiteamos que o encontro se realizasse, pelas palavras emocionadas de Klaus Kleinfeld e Franklin Feder, as principais lideranças da empresa no mundo e na América Latina e Caribe. Foi em vão. Lamentavelmente, perdeu-se uma valiosa oportunidade de diálogo entre comunitários de Juruti e o mais alto escalão da Alcoa.
Felizmente, porém, esse diálogo continua e se fortalece em outros fóruns e ocasiões, notadamente no Conselho Juruti Sustentável, que reúne o poder público, empresas e organizações da sociedade civil, para, em conjunto, como diz seu artigo, “escrever uma história melhor do que a que está em curso” para os jurutienses e o Oeste do Pará.
Nemércio Nogueira, diretor de Assuntos Institucionais da Alcoa para América Latina e Caribe
Carreata
O aviso do comitê dos Democratas aos sindicatos dos taxistas e mototaxistas para que os associados a essas entidades não participem da carreata de amanhã não foi um veto a esses profisisionais, mas um alerta para que não ocorra desrespeito à legislação eleitoral que proíbe a participação de permissionários de serviços públicos em eventos político-eleitorais.
O comitê esclarece que o apoio indivudual desses profissionais é muito importante à campanha dos Democratas a prefeitura de Santarém e que o candidato Lira Maia tem o maior apreço por essas duas categorias.
O comitê esclarece que o apoio indivudual desses profissionais é muito importante à campanha dos Democratas a prefeitura de Santarém e que o candidato Lira Maia tem o maior apreço por essas duas categorias.
Diploma de jornalista: estigma da condenação
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Quem é contra a exigência do diploma do curso superior de comunicação social para o exercício do jornalismo faz o jogo dos patrões. Esta é a sentença da Federação Nacional dos Jornalistas, anunciada pelo seu presidente, Sérgio Murillo de Andrade, durante o 6º congresso dos jornalistas paraenses, em Belém, no mês passado. Ele foi inclemente e implacável, sem qualquer possibilidade de atenuação ou exceção na condenação. Como eu estava na mesma mesa, a mais lotada de todas durante o evento (em todas as demais houve um único expositor e poucos debatedores) e sou contra essa regra, protestei.
Fui presidente do sindicato dos jornalistas do Pará exatamente há 30 anos, em 1978. Nossa equipe assumiu suas funções com dois compromissos de campanha, que nos deram a vitória por larga margem de votos. Um deles era elevar o padrão de salário e de condições de trabalho, que eram ruins. Conseguimos, graças à proposta de dissídio coletivo que apresentamos, o primeiro da história do sindicato.
Os juízes do Tribunal Regional do Trabalho foram surpreendidos (e os donos das empresas jornalísticas também) com o estudo que fundamentou nossas reivindicações, exercício em causa própria do jornalismo que fazíamos pela causa coletiva. Demonstrávamos, com base na análise dos balanços das empresas, que elas podiam dar um reajuste muito acima do que estavam querendo e muito além do índice da inflação. Não só para compensar as perdas anteriores como também porque tinham disponibilidades financeiras para tanto, ao contrário do que alegavam.
Ganhamos: um aumento excepcional, salário profissional, delegado sindical e outras conquistas inéditas. Elas foram canceladas depois em Brasília pelo TST, sob forte pressão corporativa dos patrões, mas as empresas acabaram cedendo conquistas trabalhistas expressivas, como jamais voltaria a se repetir.
Outro compromisso era com a representatividade da categoria. Excluímos todos aqueles associados que nunca tiveram ou que deixaram de ter relação de trabalho em empresas jornalísticas ou afins. Durante certo tempo muitos se proclamaram jornalistas para usufruir odiosas vantagens concedidas pelo governo à categoria (justamente para seduzi-la): isenção do imposto de renda, desconto de 50% nas passagens aéreas e financiamento integral da casa própria. O resultado é que o sindicato estava artificialmente inchado: muitos associados e poucos jornalistas.
Como conseguir aprovar a instauração de dissídio coletivo para mudar as desfavoráveis condições de trabalho dos jornalistas com uma quantidade enorme de associados ligados aos donos das empresas ou sensíveis à sua conclamação? Eles não dariam o quorum necessário para a deliberação. O que fizemos então? Cumprimos a lei: promovemos um recadastramento, abrindo largo prazo para os interessados. Os associados que quisessem continuar sindicalizados deviam comparecer pessoalmente à secretaria do sindicato e demonstrar que ainda exerciam a profissão.
Logo começou uma campanha contra nós, através da coluna Repórter 70, de O Liberal. Nela fomos acusados de cassar velhos jornalistas, cometendo uma iniqüidade, como os militares vitoriosos fizeram a partir de 1964. Todos, porém, tiveram amplo direito de defesa. Seus direitos seriam preservados se os comprovassem. Como? Levando suas carteiras profissionais atualizadas. Dissemos isso em resposta aos venenos destilados pela coluna, que se recusou a publicar nossa carta de esclarecimentos. Prática contumaz na casa até hoje.
Com jornalistas que trabalhavam nas redações, o sindicato conseguiu aprovar o dissídio, mas não foi apenas para isso que combatemos os quintas-colunas. Admitidos como colaboradores ou recebendo carteirinhas graciosas, eles faziam o jogo dos patrões. Podiam aparecer nas redações para cumprir tarefas dos profissionais se estes cometessem o despautério de fazer greve, esvaziando assim o movimento. Também emprestavam seus nomes para matérias encomendadas pela direção. Formavam um exército de reserva de mão-de-obra. Por isso mesmo, uma de nossas campanhas era para restringir ao máximo a figura do colaborador, que só devia ter participação eventual e em função de um notório saber em alguma matéria ou especialidade.
Nunca reivindicamos – e sequer passou pela nossa cabeça a idéia – atribuir ao diploma do curso de comunicação social exclusividade na admissão à profissão de jornalista. Estávamos plenamente conscientes de que uma das grandes deficiências desse profissional era não se reciclar, ler pouco, não adotar métodos de análise e interpretação com base científica e ser um tanto refratário à admissão dos seus erros. Uma passada pela Universidade lhe seria valiosa, indispensável, em qualquer curso da área de humanidades.
O monopólio do curso superior de comunicação bloquearia uma importante vertente de formação de jornalistas, que chegam espontaneamente às redações ou têm idiossincrasia com o ensino convencional, movendo-se à base de vocação. Queríamos que as empresas fossem obrigadas a incentivar e promover a reciclagem dos seus profissionais.
A inédita obrigatoriedade do curso de comunicação social, estabelecida pelo governo militar através de decreto-lei, em maio de 1969, é um produto coerente com o AI-5, de cinco meses antes. O autoritarismo que ceifou o que restava de liberdade no país impôs uma via única para a formação de jornalistas, circunscrita a um curso que apresentava um viés de exotismo em sua origem (basta lembrar a “comunicóloga da PUC”, personagem criada por Jô Soares na televisão). Não só para padronizar e manter sob controle a formação dos novos profissionais como para interromper o fluxo natural de talentos, que garantiu a alta qualidade do jornalismo na república de 1946. Mesmo que fosse para exigir nível superior de formação, evitando rebaixar o salário profissional, por que não incluir todos os cursos universitários?
No debate no congresso dos jornalistas, Sérgio Murillo tentou refazer a história alegando que em 1962 houve um projeto nesse sentido, o que dissociaria a regulamentação da profissão do pior regime político da história brasileira, o da Junta Militar, que assumiu o poder quando o marechal Costa e Silva adoeceu. Intenção é uma coisa, realidade é outra. Foram rejeitadas todas as tentativas de inovar em relação à tradição da imprensa ocidental, que não inclui o critério adotado no Brasil, único a estabelecer a condição vigente.
Só a junta dos três ministros militares, que usurpou a presidência da república, consumou a violência, não por acaso perpetrada através da anomalia do decreto-lei. Também não por coincidência, o jornalismo é das raras profissões regulamentadas dessa forma, em capítulo especial no âmbito da Consolidação das Leis do Trabalho.
Quando nossas divergências começaram a esquentar o ambiente do debate, Sérgio Murillo saiu-se com mais uma estocada. Disse que eu estava ali, criticando o sindicato dos jornalistas do Pará, mas só estava ali porque esse mesmo sindicato me convidara para o encontro, deixando-me falar. Eu não tivera o mesmo tratamento por parte da ANJ.
A Associação Nacional de Jornais – lembrou o presidente da Fenaj – se recusou a incluir a agressão que sofri, cometida por Ronaldo Maiorana, como um caso de violação à liberdade de imprensa, no site dedicado ao tema, em conjunto com a Unesco, órgão da ONU para educação e cultura. O que acontecera comigo fora simples rixa familiar, como as que marcaram a vida em Exu, no sertão nordestino, modelo desse tipo de refrega.
De fato, essa posição, endossada pela OAB do Pará e mantida até hoje pela instituição, que conservou o agressor no comando da comissão dedicada à liberdade de imprensa, constitui um exemplo vil da parcialidade dessas organizações. Elas não conseguem superar seus antolhos corporativos e seus interesses comerciais. Mas a ANJ é uma entidade patronal. Ela está disposta a violar suas declarações de intenções para fazer o jogo do seu associado, o grupo Liberal. Já o sindicato exerce representação dos trabalhadores em particular e da sociedade em geral, quando se trata de exercer a defesa da liberdade de expressão, sem a qual não existe jornalismo de verdade (nos gulags, só há o jornal oficial).
No meu caso, houve uma combinação de aberrações. A entidade patronal atirou ao lixo a defesa de um princípio e a organização trabalhista foi incapaz de ir além de um corporativismo estreito, a fonte de intolerâncias, autoritarismos e tiranias, mesmo quando adotados a pretexto de servir à história. História, aliás, que esses campeões da causa deturpam e manipulam, alegando que todos os meios se legitimam pelo fim pretendido. O que, na maioria das vezes, acaba por resultar no fim da própria história.
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Quem é contra a exigência do diploma do curso superior de comunicação social para o exercício do jornalismo faz o jogo dos patrões. Esta é a sentença da Federação Nacional dos Jornalistas, anunciada pelo seu presidente, Sérgio Murillo de Andrade, durante o 6º congresso dos jornalistas paraenses, em Belém, no mês passado. Ele foi inclemente e implacável, sem qualquer possibilidade de atenuação ou exceção na condenação. Como eu estava na mesma mesa, a mais lotada de todas durante o evento (em todas as demais houve um único expositor e poucos debatedores) e sou contra essa regra, protestei.
Fui presidente do sindicato dos jornalistas do Pará exatamente há 30 anos, em 1978. Nossa equipe assumiu suas funções com dois compromissos de campanha, que nos deram a vitória por larga margem de votos. Um deles era elevar o padrão de salário e de condições de trabalho, que eram ruins. Conseguimos, graças à proposta de dissídio coletivo que apresentamos, o primeiro da história do sindicato.
Os juízes do Tribunal Regional do Trabalho foram surpreendidos (e os donos das empresas jornalísticas também) com o estudo que fundamentou nossas reivindicações, exercício em causa própria do jornalismo que fazíamos pela causa coletiva. Demonstrávamos, com base na análise dos balanços das empresas, que elas podiam dar um reajuste muito acima do que estavam querendo e muito além do índice da inflação. Não só para compensar as perdas anteriores como também porque tinham disponibilidades financeiras para tanto, ao contrário do que alegavam.
Ganhamos: um aumento excepcional, salário profissional, delegado sindical e outras conquistas inéditas. Elas foram canceladas depois em Brasília pelo TST, sob forte pressão corporativa dos patrões, mas as empresas acabaram cedendo conquistas trabalhistas expressivas, como jamais voltaria a se repetir.
Outro compromisso era com a representatividade da categoria. Excluímos todos aqueles associados que nunca tiveram ou que deixaram de ter relação de trabalho em empresas jornalísticas ou afins. Durante certo tempo muitos se proclamaram jornalistas para usufruir odiosas vantagens concedidas pelo governo à categoria (justamente para seduzi-la): isenção do imposto de renda, desconto de 50% nas passagens aéreas e financiamento integral da casa própria. O resultado é que o sindicato estava artificialmente inchado: muitos associados e poucos jornalistas.
Como conseguir aprovar a instauração de dissídio coletivo para mudar as desfavoráveis condições de trabalho dos jornalistas com uma quantidade enorme de associados ligados aos donos das empresas ou sensíveis à sua conclamação? Eles não dariam o quorum necessário para a deliberação. O que fizemos então? Cumprimos a lei: promovemos um recadastramento, abrindo largo prazo para os interessados. Os associados que quisessem continuar sindicalizados deviam comparecer pessoalmente à secretaria do sindicato e demonstrar que ainda exerciam a profissão.
Logo começou uma campanha contra nós, através da coluna Repórter 70, de O Liberal. Nela fomos acusados de cassar velhos jornalistas, cometendo uma iniqüidade, como os militares vitoriosos fizeram a partir de 1964. Todos, porém, tiveram amplo direito de defesa. Seus direitos seriam preservados se os comprovassem. Como? Levando suas carteiras profissionais atualizadas. Dissemos isso em resposta aos venenos destilados pela coluna, que se recusou a publicar nossa carta de esclarecimentos. Prática contumaz na casa até hoje.
Com jornalistas que trabalhavam nas redações, o sindicato conseguiu aprovar o dissídio, mas não foi apenas para isso que combatemos os quintas-colunas. Admitidos como colaboradores ou recebendo carteirinhas graciosas, eles faziam o jogo dos patrões. Podiam aparecer nas redações para cumprir tarefas dos profissionais se estes cometessem o despautério de fazer greve, esvaziando assim o movimento. Também emprestavam seus nomes para matérias encomendadas pela direção. Formavam um exército de reserva de mão-de-obra. Por isso mesmo, uma de nossas campanhas era para restringir ao máximo a figura do colaborador, que só devia ter participação eventual e em função de um notório saber em alguma matéria ou especialidade.
Nunca reivindicamos – e sequer passou pela nossa cabeça a idéia – atribuir ao diploma do curso de comunicação social exclusividade na admissão à profissão de jornalista. Estávamos plenamente conscientes de que uma das grandes deficiências desse profissional era não se reciclar, ler pouco, não adotar métodos de análise e interpretação com base científica e ser um tanto refratário à admissão dos seus erros. Uma passada pela Universidade lhe seria valiosa, indispensável, em qualquer curso da área de humanidades.
O monopólio do curso superior de comunicação bloquearia uma importante vertente de formação de jornalistas, que chegam espontaneamente às redações ou têm idiossincrasia com o ensino convencional, movendo-se à base de vocação. Queríamos que as empresas fossem obrigadas a incentivar e promover a reciclagem dos seus profissionais.
A inédita obrigatoriedade do curso de comunicação social, estabelecida pelo governo militar através de decreto-lei, em maio de 1969, é um produto coerente com o AI-5, de cinco meses antes. O autoritarismo que ceifou o que restava de liberdade no país impôs uma via única para a formação de jornalistas, circunscrita a um curso que apresentava um viés de exotismo em sua origem (basta lembrar a “comunicóloga da PUC”, personagem criada por Jô Soares na televisão). Não só para padronizar e manter sob controle a formação dos novos profissionais como para interromper o fluxo natural de talentos, que garantiu a alta qualidade do jornalismo na república de 1946. Mesmo que fosse para exigir nível superior de formação, evitando rebaixar o salário profissional, por que não incluir todos os cursos universitários?
No debate no congresso dos jornalistas, Sérgio Murillo tentou refazer a história alegando que em 1962 houve um projeto nesse sentido, o que dissociaria a regulamentação da profissão do pior regime político da história brasileira, o da Junta Militar, que assumiu o poder quando o marechal Costa e Silva adoeceu. Intenção é uma coisa, realidade é outra. Foram rejeitadas todas as tentativas de inovar em relação à tradição da imprensa ocidental, que não inclui o critério adotado no Brasil, único a estabelecer a condição vigente.
Só a junta dos três ministros militares, que usurpou a presidência da república, consumou a violência, não por acaso perpetrada através da anomalia do decreto-lei. Também não por coincidência, o jornalismo é das raras profissões regulamentadas dessa forma, em capítulo especial no âmbito da Consolidação das Leis do Trabalho.
Quando nossas divergências começaram a esquentar o ambiente do debate, Sérgio Murillo saiu-se com mais uma estocada. Disse que eu estava ali, criticando o sindicato dos jornalistas do Pará, mas só estava ali porque esse mesmo sindicato me convidara para o encontro, deixando-me falar. Eu não tivera o mesmo tratamento por parte da ANJ.
A Associação Nacional de Jornais – lembrou o presidente da Fenaj – se recusou a incluir a agressão que sofri, cometida por Ronaldo Maiorana, como um caso de violação à liberdade de imprensa, no site dedicado ao tema, em conjunto com a Unesco, órgão da ONU para educação e cultura. O que acontecera comigo fora simples rixa familiar, como as que marcaram a vida em Exu, no sertão nordestino, modelo desse tipo de refrega.
De fato, essa posição, endossada pela OAB do Pará e mantida até hoje pela instituição, que conservou o agressor no comando da comissão dedicada à liberdade de imprensa, constitui um exemplo vil da parcialidade dessas organizações. Elas não conseguem superar seus antolhos corporativos e seus interesses comerciais. Mas a ANJ é uma entidade patronal. Ela está disposta a violar suas declarações de intenções para fazer o jogo do seu associado, o grupo Liberal. Já o sindicato exerce representação dos trabalhadores em particular e da sociedade em geral, quando se trata de exercer a defesa da liberdade de expressão, sem a qual não existe jornalismo de verdade (nos gulags, só há o jornal oficial).
No meu caso, houve uma combinação de aberrações. A entidade patronal atirou ao lixo a defesa de um princípio e a organização trabalhista foi incapaz de ir além de um corporativismo estreito, a fonte de intolerâncias, autoritarismos e tiranias, mesmo quando adotados a pretexto de servir à história. História, aliás, que esses campeões da causa deturpam e manipulam, alegando que todos os meios se legitimam pelo fim pretendido. O que, na maioria das vezes, acaba por resultar no fim da própria história.
Inflação mais alta afeta o nível de consumo de 80% das famílias, aponta FGV
Da Folha News
A inflação está afetando o nível de consumo de cerca de 80% das famílias brasileiras, de acordo com levantamento especial feito pela Sondagem de Expectativas do Consumidor de agosto, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre as famílias com renda menor, a mudança do ritmo de consumo chega a quase 88% dos entrevistados.
Entre os entrevistados, 44,5% admitiram que estão trocando produtos e serviços por outros mais baratos; outros 35,4% afirmaram que estão procurando diminuir gastos de consumo por cautela, em função do cenário inflacionário; e 20,1% disseram que continuam comprando as mesmas coisas, e mantendo o padrão de consumo.
Entre as famílias com renda de até R$ 2.100, 51% declararam que estão procurando produtos e serviços mais baratos; 36,8% estão procurando diminuir gastos, e apenas 12,2% continuam com o mesmo padrão de consumo.
Alta renda
Já entre os consumidores com renda familiar superior a R$ 9.600, 27,6% disseram não ter alterado o nível de consumo; 36,5% admitiram que estão tentando diminuir os gastos por cautela, e 35,9% afirmaram estar procurando substituir produtos e serviços por outros mais baratos.
Os gastos com alimentação são a principal influência no orçamento de 61,6% dos entrevistados pela FGV. Os custos das tarifas públicas (energia, água, telefonia) foram destacados por 22,9% das pessoas ouvidas, e 10,3% apontaram os gastos com serviços em geral como o de maior impacto em seus orçamentos.Entre as famílias com renda de até R$ 2.100, 66,8% destacaram os custos da alimentação. Já os gastos com tarifas públicas foram os mais impactantes em 14,3% das famílias dessa faixa de renda.
Nas famílias com renda mais elevada (acima de R$ 9.600), a alimentação tem a maior influência no orçamento de 54,7% dos entrevistados, mas os gastos com tarifas públicas tiveram mais destaque no orçamento de 31,2% dos consultados.
A inflação está afetando o nível de consumo de cerca de 80% das famílias brasileiras, de acordo com levantamento especial feito pela Sondagem de Expectativas do Consumidor de agosto, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre as famílias com renda menor, a mudança do ritmo de consumo chega a quase 88% dos entrevistados.
Entre os entrevistados, 44,5% admitiram que estão trocando produtos e serviços por outros mais baratos; outros 35,4% afirmaram que estão procurando diminuir gastos de consumo por cautela, em função do cenário inflacionário; e 20,1% disseram que continuam comprando as mesmas coisas, e mantendo o padrão de consumo.
Entre as famílias com renda de até R$ 2.100, 51% declararam que estão procurando produtos e serviços mais baratos; 36,8% estão procurando diminuir gastos, e apenas 12,2% continuam com o mesmo padrão de consumo.
Alta renda
Já entre os consumidores com renda familiar superior a R$ 9.600, 27,6% disseram não ter alterado o nível de consumo; 36,5% admitiram que estão tentando diminuir os gastos por cautela, e 35,9% afirmaram estar procurando substituir produtos e serviços por outros mais baratos.
Os gastos com alimentação são a principal influência no orçamento de 61,6% dos entrevistados pela FGV. Os custos das tarifas públicas (energia, água, telefonia) foram destacados por 22,9% das pessoas ouvidas, e 10,3% apontaram os gastos com serviços em geral como o de maior impacto em seus orçamentos.Entre as famílias com renda de até R$ 2.100, 66,8% destacaram os custos da alimentação. Já os gastos com tarifas públicas foram os mais impactantes em 14,3% das famílias dessa faixa de renda.
Nas famílias com renda mais elevada (acima de R$ 9.600), a alimentação tem a maior influência no orçamento de 54,7% dos entrevistados, mas os gastos com tarifas públicas tiveram mais destaque no orçamento de 31,2% dos consultados.
Post retirado por determinação da justiça eleitoral
O Post "Maria se faz de vítima e critica 'perseguição' de setores da imprensa no horário eleitoral em Santarém", publicado em 21/08/2008, às 7h28, foi retirado do ar nesta data e horário.
Polícia divulga novas regras para uso de algemas
No Amazônia:
A Corregedoria da Polícia Civil do Pará oficializou à instituição as novas regras para a utilização de algemas em acusados. Segundo as diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF), desde o último dia 20 os policiais só poderão algemar os acusados quando eles oferecerem risco real à integridade física de terceiros. Após a imobilização do acusado se utilizando de algemas, o policial terá que preencher um relatório explicando a atitude.
A decisão foi informada a partir de uma reunião entre a Corregedoria, o delegado geral da Polícia Civil, Justiniano Alves Júnior, e membros da PC. Segundo a assessoria de imprensa da polícia, quem avaliará a necessidade do uso de algema será o policial, no entanto, a Corregedoria promete ser rigorosa com os abusos. Toda a autuação feita com a necessidade de algema será descrita em relatório pelo policial, e mês a mês, para a Corregedoria.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, além de estar de acordo com as determinações do STF, a Polícia Civil do Pará quer também evitar processos judiciais contra os policiais e o órgão.
A decisão do STF foi polêmica desde as suas primeiras discussões. No início deste mês, quando o Supremo oficializou as restrições, até mesmo o presidente Nacional dos Policiais Federais, Marcos Wink, criticou a decisão. 'O STF extrapolou. É como proibir o Supremo de usar a caneta. Os médicos que se cuidem com os seus bisturis, os jornalistas que se cuidem com seus microfones e os juízes que cuidem com as suas canetas. A decisão foi essa', criticou o dirigente.S
egundo Wink, potenciais restrições sobre o uso de algemas deveriam ser debatidas entre os próprios policiais, com o auxílio de psicólogos, que poderiam avaliar eventuais reações de pessoas que recebem voz de prisão. 'O STF entrou em uma seara que não caberia. Daqui a pouco vão dizer que não pode usar pistola 9 mm, que não pode usar metralhadora. A algema não é invenção nossa, é procedimento. Enquanto (os ministros) estão no ar-condicionado e em suas togas, morrem dezenas de policiais', critica.
A Corregedoria da Polícia Civil do Pará oficializou à instituição as novas regras para a utilização de algemas em acusados. Segundo as diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF), desde o último dia 20 os policiais só poderão algemar os acusados quando eles oferecerem risco real à integridade física de terceiros. Após a imobilização do acusado se utilizando de algemas, o policial terá que preencher um relatório explicando a atitude.
A decisão foi informada a partir de uma reunião entre a Corregedoria, o delegado geral da Polícia Civil, Justiniano Alves Júnior, e membros da PC. Segundo a assessoria de imprensa da polícia, quem avaliará a necessidade do uso de algema será o policial, no entanto, a Corregedoria promete ser rigorosa com os abusos. Toda a autuação feita com a necessidade de algema será descrita em relatório pelo policial, e mês a mês, para a Corregedoria.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, além de estar de acordo com as determinações do STF, a Polícia Civil do Pará quer também evitar processos judiciais contra os policiais e o órgão.
A decisão do STF foi polêmica desde as suas primeiras discussões. No início deste mês, quando o Supremo oficializou as restrições, até mesmo o presidente Nacional dos Policiais Federais, Marcos Wink, criticou a decisão. 'O STF extrapolou. É como proibir o Supremo de usar a caneta. Os médicos que se cuidem com os seus bisturis, os jornalistas que se cuidem com seus microfones e os juízes que cuidem com as suas canetas. A decisão foi essa', criticou o dirigente.S
egundo Wink, potenciais restrições sobre o uso de algemas deveriam ser debatidas entre os próprios policiais, com o auxílio de psicólogos, que poderiam avaliar eventuais reações de pessoas que recebem voz de prisão. 'O STF entrou em uma seara que não caberia. Daqui a pouco vão dizer que não pode usar pistola 9 mm, que não pode usar metralhadora. A algema não é invenção nossa, é procedimento. Enquanto (os ministros) estão no ar-condicionado e em suas togas, morrem dezenas de policiais', critica.
MPF pede e Justiça bloqueia 34 títulos fraudados em Altamira
O juiz federal Antonio Carlos de Almeida Campelo, de Altamira, atendendo a pedido do Ministério Público Federal, determinou em decisão liminar o bloqueio judicial de 34 títulos de terra fraudulentos referentes à fazenda conhecida como Juvilândia, que ocupa de maneira irregular mais de 1 milhão e 300 mil hectares da Reserva Extrativista do Iriri e da Estação Ecológica da Terra do Meio, unidades de conservação federais.
Além de determinar o bloqueio, o juiz também proibiu o Ibama de fazer qualquer pagamento de indenização aos donos dos títulos e fixou multa de R$ 100 mil se a decisão for descumprida. Ele deixou de se manifestar a respeito de um último pedido do MPF, para que as terras sejam imediatamente desocupadas, e preferiu ouvir as partes antes de decidir a respeito.
De acordo com o MPF, os mais de 1 milhão e 300 mil hectares que formam a fazenda foram grilados e os ribeirinhos que moravam na região foram expulsos de forma violenta. São cerca de 200 famílias que, a partrir de 1977 (quando as fraudes começaram), receberam a visita de seguranças armados que falavam em nome de Julio Vito Pentagna Guimarães, fazendeiro acusado de planejar e executar as fraudes.
Os seguranças deram prazo para que os moradores tradicionais se retirassem, alegando que as terras agora eram propriedade de seu patrão. Os ribeirinhos foram de fato expulsos e há relatos de incêndios em casas e roças e até de assassinatos durante o despejo. Uma parte desses moradores vive na Terra Indígena Cachoeira Seca, do povo Arara, próximo à área da Juvilândia.
A população tradicional já declarou ao MPF que quer voltar a viver no local, onde nasceram e cresceram e que foi tomado pelos acusados, mas temem represálias, já que Júlio Vito Pentagna continua lhes dirigindo ameaças por meio de jagunços.
Os títulos fraudulentos agora bloqueados estão em nome de 49 pessoas físicas e jurídicas mas, para o MPF, a maioria das pessoas são “laranjas”, que emprestaram seus nomes – algumas vezes sem o saber - para Julio Vito. Ele constituiu duas empresas para fazer os registros falsos: Juvilândia Empreendimentos da Amazônia S.A e Lester Indústria e Comércio Ltda. A empresa Serraria Marajoara S.A (Semasa) também participou, assim como muitos parentes do empresário.
Mais aqui no site do MPF.
Além de determinar o bloqueio, o juiz também proibiu o Ibama de fazer qualquer pagamento de indenização aos donos dos títulos e fixou multa de R$ 100 mil se a decisão for descumprida. Ele deixou de se manifestar a respeito de um último pedido do MPF, para que as terras sejam imediatamente desocupadas, e preferiu ouvir as partes antes de decidir a respeito.
De acordo com o MPF, os mais de 1 milhão e 300 mil hectares que formam a fazenda foram grilados e os ribeirinhos que moravam na região foram expulsos de forma violenta. São cerca de 200 famílias que, a partrir de 1977 (quando as fraudes começaram), receberam a visita de seguranças armados que falavam em nome de Julio Vito Pentagna Guimarães, fazendeiro acusado de planejar e executar as fraudes.
Os seguranças deram prazo para que os moradores tradicionais se retirassem, alegando que as terras agora eram propriedade de seu patrão. Os ribeirinhos foram de fato expulsos e há relatos de incêndios em casas e roças e até de assassinatos durante o despejo. Uma parte desses moradores vive na Terra Indígena Cachoeira Seca, do povo Arara, próximo à área da Juvilândia.
A população tradicional já declarou ao MPF que quer voltar a viver no local, onde nasceram e cresceram e que foi tomado pelos acusados, mas temem represálias, já que Júlio Vito Pentagna continua lhes dirigindo ameaças por meio de jagunços.
Os títulos fraudulentos agora bloqueados estão em nome de 49 pessoas físicas e jurídicas mas, para o MPF, a maioria das pessoas são “laranjas”, que emprestaram seus nomes – algumas vezes sem o saber - para Julio Vito. Ele constituiu duas empresas para fazer os registros falsos: Juvilândia Empreendimentos da Amazônia S.A e Lester Indústria e Comércio Ltda. A empresa Serraria Marajoara S.A (Semasa) também participou, assim como muitos parentes do empresário.
Mais aqui no site do MPF.
Calendário apertado
Professores santarenos não estão felizes em trabalhar aos sábados e feriados a fim de repor os dias letivos prejudicados em função da greve deflagrada no primeiro semestre deste ano.
Mas a maioria dos profissionais votou a favor da permanência do calendário estabelecido pela categoria.
Segundo os professores que defenderam a idéia, seria um desrespeito com os pais e alunos que deram apoio ao movimento grevista e que a categoria deve ser responsável pelos ônus obtidos pela paralisação que durou quase 30 dias.
Segundo a presidente do SINTEPP, Isabel Sales, o motivo para que o assunto voltasse à pauta é o número de reclamações feitas nas salas de aula. “Nós ficamos sabendo que há reclamações nas escolas, há professores insatisfeitos, mas é de conhecimento de toda a categoria que toda a greve tem ônus e bônus, por isso, temos que arcar com as conseqüências e cumprirmos a nossa parte, mesmo o governo não fazendo a sua. É uma responsabilidade com a educação”.
Mas a maioria dos profissionais votou a favor da permanência do calendário estabelecido pela categoria.
Segundo os professores que defenderam a idéia, seria um desrespeito com os pais e alunos que deram apoio ao movimento grevista e que a categoria deve ser responsável pelos ônus obtidos pela paralisação que durou quase 30 dias.
Segundo a presidente do SINTEPP, Isabel Sales, o motivo para que o assunto voltasse à pauta é o número de reclamações feitas nas salas de aula. “Nós ficamos sabendo que há reclamações nas escolas, há professores insatisfeitos, mas é de conhecimento de toda a categoria que toda a greve tem ônus e bônus, por isso, temos que arcar com as conseqüências e cumprirmos a nossa parte, mesmo o governo não fazendo a sua. É uma responsabilidade com a educação”.
Dívidas e poucos recursos
A comissão que organiza o Çairé é otimista. Mesmo pagando dívidas de 2007 promete fazer a melhor festa dos últimos anos.
Faltando menos de 20 dias da realização do Sairé 2008, o presidente da comissão, Marlison de Lima reuniu imprensa para anunciar que as contas que estavam em atraso foram negociadas judicialmente e aos poucos estão sendo pagas aos credores e que isso não será um fator comprometedor da programação da festa deste ano.
A previsão é de que quando os patrocinadores depositarem os novos recursos a dívidas antigas sejam quitadas. O governo do Estado do Pará deve liberar R$ 270 mil pra festa de 2008. O município já anunciou o repasse de R$ 90 mil.
Enquanto isso, Alter do Chão está em obras. Os botos correm contra o tempo para preprarar a apresentação. O Boto Cor de Rosa terá como tema o Reinado Tapajônico e o Tucuxi vai encenar a Ópera das Águas.
Faltando menos de 20 dias da realização do Sairé 2008, o presidente da comissão, Marlison de Lima reuniu imprensa para anunciar que as contas que estavam em atraso foram negociadas judicialmente e aos poucos estão sendo pagas aos credores e que isso não será um fator comprometedor da programação da festa deste ano.
A previsão é de que quando os patrocinadores depositarem os novos recursos a dívidas antigas sejam quitadas. O governo do Estado do Pará deve liberar R$ 270 mil pra festa de 2008. O município já anunciou o repasse de R$ 90 mil.
Enquanto isso, Alter do Chão está em obras. Os botos correm contra o tempo para preprarar a apresentação. O Boto Cor de Rosa terá como tema o Reinado Tapajônico e o Tucuxi vai encenar a Ópera das Águas.
Fumo e direção
Reação negativa entre os condutores de veículos em Santarém o anúncio do projeto de lei que pretende proibir os condutores de fumar quando dirigem.
O assunto é considerado um absurdo pelos motoristas que trabalham no centro comercial de Santarém e todos são unânimes em afirmar que essa lei não deve ser respeitada.
Para o taxista Fábio de Jesus Coelho,“se trata de um vício. O cara não vai parar de uma hora para outra. Mesmo assim, não vejo problemas em fumar e dirigir. Nunca ouvi dizer que alguém por estar fumando ocasionou um acidente. Por isso, discordo da lei e espero que os nossos deputados e senadores votem contra esse projeto” demonstrando sua comindignação com o número de leis que são criadas no Brasil e que segundo ele, não são aplicadas. “Por que não consultar a população. É preciso mostrar dados, fotos e depoimentos que comprovem isso”, reage.
O taxista Sílvio Moura já anuncia: “Eu vou ser multado todos os dias ou tentarem driblar a fiscalização. Isso é um absurdo, eu fumo há mais de 20 anos e me abstenho do cigarro somente quando apanho um passageiro. Fora isso, quando estou sozinho dirigindo pela rua eu sempre estou fumando”.
Para alguns especialistas, não precisaria de lei para proibir os condutores de fumar quando estivessem dirigindo, posto que a interpretação do código permite concluir que fumar ao volante já é proibido. O art.252 diz que é proibido dirigir o veículo com apenas uma das mãos, exceto para fazer sinal regulamentar com o braço, mudar a marcha ou acionar algum equipamento do veículo. Fumar não estaria nas exceções, portanto já estaria tão sujeito á multa quanto levar o celular ao ouvido.
Por enquanto, o projeto ainda está sendo discutido no Congresso.
O assunto é considerado um absurdo pelos motoristas que trabalham no centro comercial de Santarém e todos são unânimes em afirmar que essa lei não deve ser respeitada.
Para o taxista Fábio de Jesus Coelho,“se trata de um vício. O cara não vai parar de uma hora para outra. Mesmo assim, não vejo problemas em fumar e dirigir. Nunca ouvi dizer que alguém por estar fumando ocasionou um acidente. Por isso, discordo da lei e espero que os nossos deputados e senadores votem contra esse projeto” demonstrando sua comindignação com o número de leis que são criadas no Brasil e que segundo ele, não são aplicadas. “Por que não consultar a população. É preciso mostrar dados, fotos e depoimentos que comprovem isso”, reage.
O taxista Sílvio Moura já anuncia: “Eu vou ser multado todos os dias ou tentarem driblar a fiscalização. Isso é um absurdo, eu fumo há mais de 20 anos e me abstenho do cigarro somente quando apanho um passageiro. Fora isso, quando estou sozinho dirigindo pela rua eu sempre estou fumando”.
Para alguns especialistas, não precisaria de lei para proibir os condutores de fumar quando estivessem dirigindo, posto que a interpretação do código permite concluir que fumar ao volante já é proibido. O art.252 diz que é proibido dirigir o veículo com apenas uma das mãos, exceto para fazer sinal regulamentar com o braço, mudar a marcha ou acionar algum equipamento do veículo. Fumar não estaria nas exceções, portanto já estaria tão sujeito á multa quanto levar o celular ao ouvido.
Por enquanto, o projeto ainda está sendo discutido no Congresso.
Barracas de alimentos substituídas por artesanato
A Comissão Círio e Berlinda apresentou inovações que serão aplicadas durante as festividades de Nossa Senhora da Conceição do 90° Círio.
Dentre elas está a troca das barracas que comercializavam comida nas mediações da Avenida Tapajós por estandes com produtos artesanais.
“Na verdade queremos dar mais segurança para a população, obedecendo a ordens da defesa civil que nos orientou deixar mais espaço para os fiéis, posto que nos últimos anos, as cadeiras e mesas instaladas no meio da praça prejudicavam o trânsito de pessoas e ocasionavam tumultos”, explicou o porta voz da comissão de marketing recém empossada, acrescentando que os lanches continuarão. “Somente aquelas barracas que ficavam no meio da Avenida Tapajós em direção a nova orla é que serão retiradas, digo, trocadas pelos artesãos. Os demais lanches continuarão”.
Por enquanto, as 16 barracas que serão instaladas na Praça da Matriz ainda não foram comercializadas.
Dentre elas está a troca das barracas que comercializavam comida nas mediações da Avenida Tapajós por estandes com produtos artesanais.
“Na verdade queremos dar mais segurança para a população, obedecendo a ordens da defesa civil que nos orientou deixar mais espaço para os fiéis, posto que nos últimos anos, as cadeiras e mesas instaladas no meio da praça prejudicavam o trânsito de pessoas e ocasionavam tumultos”, explicou o porta voz da comissão de marketing recém empossada, acrescentando que os lanches continuarão. “Somente aquelas barracas que ficavam no meio da Avenida Tapajós em direção a nova orla é que serão retiradas, digo, trocadas pelos artesãos. Os demais lanches continuarão”.
Por enquanto, as 16 barracas que serão instaladas na Praça da Matriz ainda não foram comercializadas.
RIQUEZAS- Nossas ou deles?
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
O Pará é o lugar mais importante para a estratégia da Companhia Vale do Rio Doce. Já é hoje e será ainda mais no futuro. Essa importância está presente em todos os discursos. O Estado sabe qual é a parte que lhe cabe nesse bolo? O que lhe caberia se tivesse mais poder sobre essa partilha?
A Companhia Vale do Rio Doce investirá o equivalente a 59 bilhões de dólares (em torno de 100 bilhões de reais) nos próximos cinco anos, dentro e fora do Brasil. Poucas empresas no mundo podem apresentar um plano qüinqüenal desse porte. Como a Vale atua em três continentes, marcando presença em vários países, o fato de reservar US$ 20 bilhões ao Pará (quase 40% do total) mostra a importância do Estado na estratégia da companhia.
O valor não inclui os US$ 5 bilhões anunciados na semana passada pelo presidente da Vale, Roger Agnelli, para a implantação de uma usina de aço em Marabá. Se quisesse repetir que a Vale se propõe a fazer em cinco anos, o governo do Estado teria que investir durante 60 anos para chegar ao mesmo valor, o que dá uma medida da relação de forças entre as duas partes em matéria de investimento.
São números tão grandiosos que é difícil dimensioná-los, compreendê-los e interpretá-los. A mesma grandeza que proporciona discursos ufanistas pode dar causa também a constatações melancólicas. Dos US$ 20 bilhões que o Pará receberá da Vale entre 2008 e 2012, exatamente a metade se destina à abertura da mina de Serra Sul, que irá produzir 90 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. Ela tem quase o mesmo porte da mina de Serra Norte, em atividade crescente há quase um quarto de século (e que, em outubro do ano passado, acumulou um bilhão de toneladas extraídas do subsolo paraense).
Quando o primeiro trem de minério saiu de Carajás, o tamanho máximo então previsto para a mineração era de 25 milhões de toneladas. Com Serra Sul e Serra Leste adicionadas à Serra Norte, a expansão será de quase 10 vezes. O trem de minério de Carajás é hoje o maior do planeta. Todos os dias, mais de 200 mil toneladas do minério com qualidade sem igual na Terra são escoados por esse trem; 60% dessa carga se destinam à China e ao Japão, situados a mais de 20 mil quilômetros de distância.
Em 2012, Carajás, sozinha, estará produzindo mais minério de ferro do que os Estados Unidos no pós-guerra. A escala de produção poderá exaurir, em no máximo 150 anos, jazidas que deviam durar 400 anos. A pergunta que se deve fazer diante dessa grandiosidade é: ela realmente interessa ao Pará? O Estado recebe uma compensação compatível com a exaustão do mais rico depósito de minério de ferro que há na crosta terrestre? E a sua forma atual de exploração é o que de melhor os paraenses podem conseguir no processo de transformação da matéria prima?
Para responder a essas perguntas, cada vez mais incômodas, a Vale preparou a grande festa do dia 14, em Barcarena, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da governadora Ana Júlia Carepa e de várias outras autoridades federais e estaduais. O momento de destaque foi o anúncio do projeto da aciaria de Marabá. O presidente da Vale fez questão de destacar que os US$ 5 bilhões exigidos por esse investimento não faziam parte do planejamento qüinqüenal da companhia. Foram a ele adicionados em função das queixas e reivindicações transmitidas nos últimos tempos à Vale pelo presidente e pela governadora.
Finalmente, a Vale se convenceu da função colonial que desempenha no Pará e decidiu corrigi-la? A empresa diz que não irá mais exportar apenas produtos primários (como os minérios) e insumos básicos (como alumina e alumínio): ela dará um salto no pólo siderúrgico. Passará por sobre o ferro gusa (do qual tem uma fábrica em Marabá) e a placa de aço (cujo projeto, gravitando entre o Maranhão e o Pará, jamais chegou a definir) e entrará diretamente na laminação do aço.
Ao invés de embarcar peças brutas em navios para serem reelaboradas no país do comprador, a Vale poderá oferecer chapas de aço aos que se dispuserem a se instalar em torno de Marabá para produzir dormentes, tubulação, estrutura metálica ou, quem sabe, até vagões ferroviários, dos quais a própria empresa é grande compradora, tanto internamente quanto no exterior.
Mas ela não esperará pelo aparecimento de possíveis sócios para iniciar a nova usina. Essa era a sua regra de ouro em qualquer coisa que não fosse a mineração. Alegava que não podia avançar na cadeia produtiva para não entrar em conflito de interesses com os compradores do seu minério, que fazem o beneficiamento da matéria prima. Por enquanto, a Vale será a única proprietária da Aços Laminados do Pará, a razão social da nova empresa. Por isso mesmo, avançará com cautela. Dos US$ 5 bilhões anunciados, só US$ 3,3 bilhões serão aplicados inicialmente, para produzir 2,5 milhões de toneladas. A duplicação da produção, com mais US$ 1,7 bilhão de aplicação, dependerá de haver parceiro e mercado.
É claro que o ingresso de novos investidores terá de seguir as regras que a Vale estabelecer. Ela é a dona exclusiva do minério, tem a maior fábrica de gusa da região e fechará o primeiro círculo do beneficiamento com o aço. Assim, afastará os grandes concorrentes da mais importante mina de ferro do mundo. Talvez para que suas palavras ecoem mais longe do que no auditório paraense, Roger Agnelli usou uma metáfora nada sutil: que o dinheiro que sua empresa aplicará nos próximos cinco anos tem o tamanho de uma RTZ.
A multinacional anglo-australiana quer expandir sua presença no setor e começou a desenvolver um projeto de bauxita de US$ 2,2 bilhões em Monte Alegre. É esse também o intento de outra das grandes, a Anglo American, que usou Eike Batista como ponte para se estabelecer no Amapá. A Anglo, que cometeu um erro ao se ausentar de Carajás ao vender sua parte na Salobo (ver Jornal Pessoal 423), desenvolve um novo projeto na jazida de níquel do Jacaré, localizada a noroeste do Onça-Puma, que deverá ser a primeira a produzir.
Os altos preços alcançados pelas commodities minerais atiçaram os planos de expansão de todas as mineradoras, que entraram numa competição furiosa. Mas agora elas deverão começar a experimentar a descida dos valores para patamares mais ajustados às séries históricas. Podem continuar relativamente acima da média, mas não tanto como nos cinco últimos anos, durante os quais a fome da China desequilibrou todas as previsões. A própria Vale já experimentou os efeitos dessa tendência. Seu lucro líquido no primeiro semestre continuou recorde, mas a tendência não é mais para o alto.
Qual a alternativa então? Produzir em quantidades ainda maiores para manter o fluxo de caixa. Carajás, que já bateu na marca de 100 milhões de toneladas de ferro, é o exemplo mais visível. Mas os convidados para a festa de Barcarena testemunharam outra façanha: em pouco mais de 10 anos a Alunorte quase quadruplicou a sua produção de alumina (insumo para o metal de alumínio), passando de 1,6 milhão de toneladas em 1995 para 6,3 milhões com a inauguração da sua terceira expansão, no dia 14, que confirmou a sua posição de a maior refinadora do mundo.
Não só a Alunorte pode continuar a crescer em alumina: Agnelli confirmou no ato mais uma associação com a norueguesa Norsk Hydro, que já atua com a Vale em bauxita no Trombetas e na própria Alunorte. Será para uma nova usina em Barcarena, a ABN (Alumina Brasil Noruega), que ultrapassará a escala de sete milhões de toneladas. No momento em que a nova planta for concluída, Alunorte e ABN serão responsáveis por quase 30% da alumina do mercado internacional.
O cobre, o segundo produto mais eletrointensivo depois do alumínio, segue no mesmo ritmo. As cinco minas de Carajás (Sossego, que já funciona, Salobo, em obras civis para começar a produzir em 2010, Alemão, 118 e Cristalino) poderão praticamente dobrar a previsão de produção para 2012. Ela era de 592 mil toneladas e poderá chegar a um milhão de toneladas.
Essa voragem expansionista não tem fim? Nem tanto, ao que parece. Agnelli também comunicou, uma semana antes, que a Vale deverá sobrestar a implantação da fábrica de níquel do Vermelho, em Canaã dos Carajás, com investimento de US$ 1,5 bilhão. Alegou que a queda do preço do níquel (para US$ 18 mil a tonelada), depois de bater no pico de preço de todos os tempos, em US$ 55 mil a tonelada, recomenda a retração. Mas se queixou também de que a secretaria estadual de meio ambiente analisa o licenciamento ambiental há três anos sem uma conclusão, prejudicando os negócios. Por isso, a empresa manterá apenas o projeto de níquel do Onça-Puma, que deverá começar a funcionar no primeiro trimestre próximo ano, e talvez outro empreendimento menor, no Piauí.
A questão é mais complexa do que parece. Há um problema tecnológico e comercial com o minério do Vermelho. Ele é oxidado e não garnierítico, como os demais, que entram na produção do ferro-níquel. Será necessário criar uma nova tecnologia para o seu aproveitamento, como aconteceu com o cobre de Salobo (contaminado por flúor e muito duro). Além de onerar os custos, essa característica limita os compradores potenciais. No Brasil, só há um cliente desse níquel para aços oxidados. O grosso da produção terá que ser exportado.
Mas não só por isso. A Vale herdou da Inco, a empresa canadense que adquiriu em 2005 e que é a segunda do setor e tem as maiores jazidas do mundo, um projeto do mesmo porte em Goro, na Nova Caledônia, no Pacífico Sul, também de níquel garnierítico, que deverá entrar em operação até o fim do ano. Já em sua configuração de multinacional, a Vale parece mais empenhada no negócio do exterior do que no Pará. Conseqüência da vontade da empresa brasileira ou resultado da preponderância da corporação canadense?
A Vale arma suas decisões e opções nesse quadro maior de interesses que atravessam os continentes. Já o Pará, que vai se consolidando como a principal base física das riquezas exploradas pela companhia, não consegue nem formular uma estratégia para acompanhar a Vale nos limites do território estadual. Enquanto entrega ao presidente e à governadora o projeto da aciaria de Marabá, como uma resposta às pressões dos dois homens públicos em favor de maior grau de beneficiamento das matérias primas locais, a Vale pressiona para a liberação de obras de infra-estrutura – suas e do próprio governo – que estão associadas aos seus negócios.
A usina de aço só se viabilizará se houver um novo porto em Vila do Conde para receber o coque oriundo do exterior. Para chegar à planta industrial, o coque precisará da hidrovia do Tocantins, que só se tornará operacional com as eclusas de Tucuruí e o derrocamento entre Tucuruí e Marabá. O custo desses serviços para a União, de 600 milhões de reais, era considerado inaceitável até aparecer o interesse da Vale. Enquanto era “apenas” para desenvolver a região, não sensibilizou os tecnoburocratas de Brasília.
Não só isso: a aciaria precisará de energia, que já não há em disponibilidade na usina de Tucuruí. Logo, a Vale terá que construir sua térmica de Barcarena para 600 megawats (o que daria para abastecer de energia todo Pará, excluída a Albrás) e usar o carvão mineral importado. Ou seja: o governo precisa fazer sua parte para enfrentar e superar todas as resistências provocadas por esse tipo de empreendimento, muito criticado pela poluição que acarreta.
Esse planejamento está dando certo. No primeiro semestre a receita de exportação do Pará foi de US$ 4,5 bilhões, graças aos minérios e seus derivados, que respondem por mais de 85% do total da pauta. O saldo de divisas proporcionado pelo Pará, de US$ 4 bilhões, foi o segundo maior do Brasil, superado apenas por Minas Gerais. Mas o Pará é apenas o 22º da federação (que possui 27 unidades) em desenvolvimento municipal, segundo o índice Firjan (da Federação da Indústria do Rio de Janeiro). Belém, o primeiro município do Estado em IFDM, é o 521º no ranking nacional. Barcarena, onde estão a Alunorte e a Albrás, é o 2º no Estado e o 646º no país. Canaã dos Carajás, o município mineral que mais prosperou nos últimos tempos, é o 3º no Pará e o 1.113º no Brasil. O município mais pobre do Pará, Bagre, só está à frente de outros 16 no total de 5.564 municípios brasileiros.
Essa realidade, para a qual a Companhia Vale do Rio Doce contribui decisivamente, como a maior empresa do Estado, com capacidade de investimento muito maior do que a do próprio Estado, poderá ser modificada a partir de agora pela nova postura que a Vale anuncia? Esta é a questão, que cabe aos paraenses formular e responder.
Não é à toa que em solenidades como a do dia 14 há uma torrente de números, declarações e promessas. É uma grandeza que confunde e anestesia o público, desacostumado a destrinchar tantos nós atados na teia dos discursos ufanistas. E é assim que a caravana da exploração das riquezas do Pará passa. E depois que ela passar, o que ficará?
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
O Pará é o lugar mais importante para a estratégia da Companhia Vale do Rio Doce. Já é hoje e será ainda mais no futuro. Essa importância está presente em todos os discursos. O Estado sabe qual é a parte que lhe cabe nesse bolo? O que lhe caberia se tivesse mais poder sobre essa partilha?
A Companhia Vale do Rio Doce investirá o equivalente a 59 bilhões de dólares (em torno de 100 bilhões de reais) nos próximos cinco anos, dentro e fora do Brasil. Poucas empresas no mundo podem apresentar um plano qüinqüenal desse porte. Como a Vale atua em três continentes, marcando presença em vários países, o fato de reservar US$ 20 bilhões ao Pará (quase 40% do total) mostra a importância do Estado na estratégia da companhia.
O valor não inclui os US$ 5 bilhões anunciados na semana passada pelo presidente da Vale, Roger Agnelli, para a implantação de uma usina de aço em Marabá. Se quisesse repetir que a Vale se propõe a fazer em cinco anos, o governo do Estado teria que investir durante 60 anos para chegar ao mesmo valor, o que dá uma medida da relação de forças entre as duas partes em matéria de investimento.
São números tão grandiosos que é difícil dimensioná-los, compreendê-los e interpretá-los. A mesma grandeza que proporciona discursos ufanistas pode dar causa também a constatações melancólicas. Dos US$ 20 bilhões que o Pará receberá da Vale entre 2008 e 2012, exatamente a metade se destina à abertura da mina de Serra Sul, que irá produzir 90 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. Ela tem quase o mesmo porte da mina de Serra Norte, em atividade crescente há quase um quarto de século (e que, em outubro do ano passado, acumulou um bilhão de toneladas extraídas do subsolo paraense).
Quando o primeiro trem de minério saiu de Carajás, o tamanho máximo então previsto para a mineração era de 25 milhões de toneladas. Com Serra Sul e Serra Leste adicionadas à Serra Norte, a expansão será de quase 10 vezes. O trem de minério de Carajás é hoje o maior do planeta. Todos os dias, mais de 200 mil toneladas do minério com qualidade sem igual na Terra são escoados por esse trem; 60% dessa carga se destinam à China e ao Japão, situados a mais de 20 mil quilômetros de distância.
Em 2012, Carajás, sozinha, estará produzindo mais minério de ferro do que os Estados Unidos no pós-guerra. A escala de produção poderá exaurir, em no máximo 150 anos, jazidas que deviam durar 400 anos. A pergunta que se deve fazer diante dessa grandiosidade é: ela realmente interessa ao Pará? O Estado recebe uma compensação compatível com a exaustão do mais rico depósito de minério de ferro que há na crosta terrestre? E a sua forma atual de exploração é o que de melhor os paraenses podem conseguir no processo de transformação da matéria prima?
Para responder a essas perguntas, cada vez mais incômodas, a Vale preparou a grande festa do dia 14, em Barcarena, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da governadora Ana Júlia Carepa e de várias outras autoridades federais e estaduais. O momento de destaque foi o anúncio do projeto da aciaria de Marabá. O presidente da Vale fez questão de destacar que os US$ 5 bilhões exigidos por esse investimento não faziam parte do planejamento qüinqüenal da companhia. Foram a ele adicionados em função das queixas e reivindicações transmitidas nos últimos tempos à Vale pelo presidente e pela governadora.
Finalmente, a Vale se convenceu da função colonial que desempenha no Pará e decidiu corrigi-la? A empresa diz que não irá mais exportar apenas produtos primários (como os minérios) e insumos básicos (como alumina e alumínio): ela dará um salto no pólo siderúrgico. Passará por sobre o ferro gusa (do qual tem uma fábrica em Marabá) e a placa de aço (cujo projeto, gravitando entre o Maranhão e o Pará, jamais chegou a definir) e entrará diretamente na laminação do aço.
Ao invés de embarcar peças brutas em navios para serem reelaboradas no país do comprador, a Vale poderá oferecer chapas de aço aos que se dispuserem a se instalar em torno de Marabá para produzir dormentes, tubulação, estrutura metálica ou, quem sabe, até vagões ferroviários, dos quais a própria empresa é grande compradora, tanto internamente quanto no exterior.
Mas ela não esperará pelo aparecimento de possíveis sócios para iniciar a nova usina. Essa era a sua regra de ouro em qualquer coisa que não fosse a mineração. Alegava que não podia avançar na cadeia produtiva para não entrar em conflito de interesses com os compradores do seu minério, que fazem o beneficiamento da matéria prima. Por enquanto, a Vale será a única proprietária da Aços Laminados do Pará, a razão social da nova empresa. Por isso mesmo, avançará com cautela. Dos US$ 5 bilhões anunciados, só US$ 3,3 bilhões serão aplicados inicialmente, para produzir 2,5 milhões de toneladas. A duplicação da produção, com mais US$ 1,7 bilhão de aplicação, dependerá de haver parceiro e mercado.
É claro que o ingresso de novos investidores terá de seguir as regras que a Vale estabelecer. Ela é a dona exclusiva do minério, tem a maior fábrica de gusa da região e fechará o primeiro círculo do beneficiamento com o aço. Assim, afastará os grandes concorrentes da mais importante mina de ferro do mundo. Talvez para que suas palavras ecoem mais longe do que no auditório paraense, Roger Agnelli usou uma metáfora nada sutil: que o dinheiro que sua empresa aplicará nos próximos cinco anos tem o tamanho de uma RTZ.
A multinacional anglo-australiana quer expandir sua presença no setor e começou a desenvolver um projeto de bauxita de US$ 2,2 bilhões em Monte Alegre. É esse também o intento de outra das grandes, a Anglo American, que usou Eike Batista como ponte para se estabelecer no Amapá. A Anglo, que cometeu um erro ao se ausentar de Carajás ao vender sua parte na Salobo (ver Jornal Pessoal 423), desenvolve um novo projeto na jazida de níquel do Jacaré, localizada a noroeste do Onça-Puma, que deverá ser a primeira a produzir.
Os altos preços alcançados pelas commodities minerais atiçaram os planos de expansão de todas as mineradoras, que entraram numa competição furiosa. Mas agora elas deverão começar a experimentar a descida dos valores para patamares mais ajustados às séries históricas. Podem continuar relativamente acima da média, mas não tanto como nos cinco últimos anos, durante os quais a fome da China desequilibrou todas as previsões. A própria Vale já experimentou os efeitos dessa tendência. Seu lucro líquido no primeiro semestre continuou recorde, mas a tendência não é mais para o alto.
Qual a alternativa então? Produzir em quantidades ainda maiores para manter o fluxo de caixa. Carajás, que já bateu na marca de 100 milhões de toneladas de ferro, é o exemplo mais visível. Mas os convidados para a festa de Barcarena testemunharam outra façanha: em pouco mais de 10 anos a Alunorte quase quadruplicou a sua produção de alumina (insumo para o metal de alumínio), passando de 1,6 milhão de toneladas em 1995 para 6,3 milhões com a inauguração da sua terceira expansão, no dia 14, que confirmou a sua posição de a maior refinadora do mundo.
Não só a Alunorte pode continuar a crescer em alumina: Agnelli confirmou no ato mais uma associação com a norueguesa Norsk Hydro, que já atua com a Vale em bauxita no Trombetas e na própria Alunorte. Será para uma nova usina em Barcarena, a ABN (Alumina Brasil Noruega), que ultrapassará a escala de sete milhões de toneladas. No momento em que a nova planta for concluída, Alunorte e ABN serão responsáveis por quase 30% da alumina do mercado internacional.
O cobre, o segundo produto mais eletrointensivo depois do alumínio, segue no mesmo ritmo. As cinco minas de Carajás (Sossego, que já funciona, Salobo, em obras civis para começar a produzir em 2010, Alemão, 118 e Cristalino) poderão praticamente dobrar a previsão de produção para 2012. Ela era de 592 mil toneladas e poderá chegar a um milhão de toneladas.
Essa voragem expansionista não tem fim? Nem tanto, ao que parece. Agnelli também comunicou, uma semana antes, que a Vale deverá sobrestar a implantação da fábrica de níquel do Vermelho, em Canaã dos Carajás, com investimento de US$ 1,5 bilhão. Alegou que a queda do preço do níquel (para US$ 18 mil a tonelada), depois de bater no pico de preço de todos os tempos, em US$ 55 mil a tonelada, recomenda a retração. Mas se queixou também de que a secretaria estadual de meio ambiente analisa o licenciamento ambiental há três anos sem uma conclusão, prejudicando os negócios. Por isso, a empresa manterá apenas o projeto de níquel do Onça-Puma, que deverá começar a funcionar no primeiro trimestre próximo ano, e talvez outro empreendimento menor, no Piauí.
A questão é mais complexa do que parece. Há um problema tecnológico e comercial com o minério do Vermelho. Ele é oxidado e não garnierítico, como os demais, que entram na produção do ferro-níquel. Será necessário criar uma nova tecnologia para o seu aproveitamento, como aconteceu com o cobre de Salobo (contaminado por flúor e muito duro). Além de onerar os custos, essa característica limita os compradores potenciais. No Brasil, só há um cliente desse níquel para aços oxidados. O grosso da produção terá que ser exportado.
Mas não só por isso. A Vale herdou da Inco, a empresa canadense que adquiriu em 2005 e que é a segunda do setor e tem as maiores jazidas do mundo, um projeto do mesmo porte em Goro, na Nova Caledônia, no Pacífico Sul, também de níquel garnierítico, que deverá entrar em operação até o fim do ano. Já em sua configuração de multinacional, a Vale parece mais empenhada no negócio do exterior do que no Pará. Conseqüência da vontade da empresa brasileira ou resultado da preponderância da corporação canadense?
A Vale arma suas decisões e opções nesse quadro maior de interesses que atravessam os continentes. Já o Pará, que vai se consolidando como a principal base física das riquezas exploradas pela companhia, não consegue nem formular uma estratégia para acompanhar a Vale nos limites do território estadual. Enquanto entrega ao presidente e à governadora o projeto da aciaria de Marabá, como uma resposta às pressões dos dois homens públicos em favor de maior grau de beneficiamento das matérias primas locais, a Vale pressiona para a liberação de obras de infra-estrutura – suas e do próprio governo – que estão associadas aos seus negócios.
A usina de aço só se viabilizará se houver um novo porto em Vila do Conde para receber o coque oriundo do exterior. Para chegar à planta industrial, o coque precisará da hidrovia do Tocantins, que só se tornará operacional com as eclusas de Tucuruí e o derrocamento entre Tucuruí e Marabá. O custo desses serviços para a União, de 600 milhões de reais, era considerado inaceitável até aparecer o interesse da Vale. Enquanto era “apenas” para desenvolver a região, não sensibilizou os tecnoburocratas de Brasília.
Não só isso: a aciaria precisará de energia, que já não há em disponibilidade na usina de Tucuruí. Logo, a Vale terá que construir sua térmica de Barcarena para 600 megawats (o que daria para abastecer de energia todo Pará, excluída a Albrás) e usar o carvão mineral importado. Ou seja: o governo precisa fazer sua parte para enfrentar e superar todas as resistências provocadas por esse tipo de empreendimento, muito criticado pela poluição que acarreta.
Esse planejamento está dando certo. No primeiro semestre a receita de exportação do Pará foi de US$ 4,5 bilhões, graças aos minérios e seus derivados, que respondem por mais de 85% do total da pauta. O saldo de divisas proporcionado pelo Pará, de US$ 4 bilhões, foi o segundo maior do Brasil, superado apenas por Minas Gerais. Mas o Pará é apenas o 22º da federação (que possui 27 unidades) em desenvolvimento municipal, segundo o índice Firjan (da Federação da Indústria do Rio de Janeiro). Belém, o primeiro município do Estado em IFDM, é o 521º no ranking nacional. Barcarena, onde estão a Alunorte e a Albrás, é o 2º no Estado e o 646º no país. Canaã dos Carajás, o município mineral que mais prosperou nos últimos tempos, é o 3º no Pará e o 1.113º no Brasil. O município mais pobre do Pará, Bagre, só está à frente de outros 16 no total de 5.564 municípios brasileiros.
Essa realidade, para a qual a Companhia Vale do Rio Doce contribui decisivamente, como a maior empresa do Estado, com capacidade de investimento muito maior do que a do próprio Estado, poderá ser modificada a partir de agora pela nova postura que a Vale anuncia? Esta é a questão, que cabe aos paraenses formular e responder.
Não é à toa que em solenidades como a do dia 14 há uma torrente de números, declarações e promessas. É uma grandeza que confunde e anestesia o público, desacostumado a destrinchar tantos nós atados na teia dos discursos ufanistas. E é assim que a caravana da exploração das riquezas do Pará passa. E depois que ela passar, o que ficará?
sábado, 23 de agosto de 2008
O banco do eu sozinho
A manchete deste sábado de O Estado do Tapajós revela que, em Santarém, apenas o HSBC vai adotar o horário dos bancos nas capitais, ou seja de 10 às 15 horas, a partir de 1 de setembro.
Tudo porque o Banco do Brasil, que controla o recolhimento dos malotes da compensação em toda a região Oeste do Pará, puxa para trás e não quer adequar seu horario de atendimento ao público ao pedido da Associação Comercial de Santarém(ACES).
O curioso é que até a semana passada, Bradesco, Itaú, Banpará, Basa e Caixa haviam se comprometido a mudar o atual horário de 9 as 14 para 10 as 15, mas o Banco do Brasil agiu nos bastidores e deixou o HSBC isolado.
Tudo porque o Banco do Brasil, que controla o recolhimento dos malotes da compensação em toda a região Oeste do Pará, puxa para trás e não quer adequar seu horario de atendimento ao público ao pedido da Associação Comercial de Santarém(ACES).
O curioso é que até a semana passada, Bradesco, Itaú, Banpará, Basa e Caixa haviam se comprometido a mudar o atual horário de 9 as 14 para 10 as 15, mas o Banco do Brasil agiu nos bastidores e deixou o HSBC isolado.
Barrados no baile
O comitê eleitoral de Lira Maia expediu ofício aos sindicatos dos taxistas e mototaxistas legalizados proibindo a participação dessas duas categorias na carreata que o candidato realiza terça-feira, dia 26. E deixa claro que não haverá distribuição de cotas de gasolina a quem quiser participar do evento.
Com a medida, o comitê se precavê de infiltrações de adversários que poderiam simular o abastecimento de veículos, no caso dos taxis e mototáxis, que rodam mediante concessão da prefeitura.
Com a medida, o comitê se precavê de infiltrações de adversários que poderiam simular o abastecimento de veículos, no caso dos taxis e mototáxis, que rodam mediante concessão da prefeitura.
O melhor cabo eleitoral desta campanha (de Maria)
O mais forte, o mais qualificado, o mais transformador, o mais miraculoso, o mais, o mais, o mais desta campanha eleitoral é, decididamente o Photoshop.Há cada cara por aí que não é uma cara.É um Photoshop.Sem tirar nem pôr.
(Do Espaço Aberto)
(Do Espaço Aberto)
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Técnico em informática é absolvido a pedido da Promotoria
Terminou há pouco o júri popular que julgou Luigi Nogueira Corrêa Sobrinho, técnico em informática de 27 anos, que respondia pela tentativa de homicídio contra o autônomo Fábio de Matos Brito, no final do ano passado (28/12/2007), em frente à Igreja Adventista do 7º Dia que fica na avenida presidente Vargas. A pedido do promotor público Paulo Roberto Corrêa, e reforçado por seu defensor Benones Amaral, os jurados absolveram o réu numa sessão que durou pouco mais de quatro horas, por maioria de votos. Pela novo rito do júri popular, aplicado pela primeira vez em Santarém, a votação não terá mais a unanimidade, pois os votos serão abertos até alcançarem a maioria simples eo restante do votos não será computado como forma de preservar o anonimato dos jurados.
Para o promotor, as provas nos autos não o convenceram de que Luigi teria tentado matar Fábio, após uma discussão entre os dois no início daquela noite, por causa da ex-esposa de Luigi, Diene Batista. Como a própria vítima não acusou Luigi de ter lhe atirado, restou ao promotor acreditar que a arma que um dos dois tinha, caiu e disparou, acertando Fábio. Os dois negam que a arma lhes pertence.
Luigi era condenado por crime cometido em Belém e estava em liberdade condicional quando se meteu nessa confusão com Fábio, que também era beneficiado com liberdade provisória por processo que responde.
A sessão do júri da 6ª Vara Penal foi presidida pelo juiz Alessandro Ozanan. O próximo júri será dia 29, sexta-feira, de um caso de homicídio ocorrido este ano, que tem como réu Eraldo Ombelino.
(Fonte: 6ª Vara Penal)
Para o promotor, as provas nos autos não o convenceram de que Luigi teria tentado matar Fábio, após uma discussão entre os dois no início daquela noite, por causa da ex-esposa de Luigi, Diene Batista. Como a própria vítima não acusou Luigi de ter lhe atirado, restou ao promotor acreditar que a arma que um dos dois tinha, caiu e disparou, acertando Fábio. Os dois negam que a arma lhes pertence.
Luigi era condenado por crime cometido em Belém e estava em liberdade condicional quando se meteu nessa confusão com Fábio, que também era beneficiado com liberdade provisória por processo que responde.
A sessão do júri da 6ª Vara Penal foi presidida pelo juiz Alessandro Ozanan. O próximo júri será dia 29, sexta-feira, de um caso de homicídio ocorrido este ano, que tem como réu Eraldo Ombelino.
(Fonte: 6ª Vara Penal)
Explosão de barco de transporte de combustível é tragédia anunciada há 7 anos
nAlessandra Branches
Repórter
O comandante da delegacia fluvial de Santarém, Capitão Evandro Sousa, repete a promessa de que haverá o combate ao transporte irregular de combustíveis em Santarém, sete anos depois do baco Nilmar 1 explodir com 12 tonéis de 200 litros de óleo diesel, no porto da Petroamazon, na vila Arigó. Sábado(16) ocorreu a explosão de do barco/motor Pinheiro, no porto da DER.
A Marinha promete uma minuciosa investigação deverá apurar os responsáveis pelo acidente que vitimou um adolescente de 17 anos que sofreu queimaduras de 3º grau. “É lamentável o que aconteceu. Infelizmente, a embarcação de nome B/M Pinheiro que segundo informações estava com cinco mil litros de combustível, no momento do incêndio era abastecido de cima de uma balsa, procedimento este totalmente proibido posto que provoca acúmulo de gás em volta do tanque utilizado pelo barco e qualquer faísca, até mesmo na hora de funcionar a máquina, pode gera uma explosão”, comentou Evandro.
O delegado da Marinha disse que o transporte deveria ser feito em barcos de ferro, evitando explosões de grandes proporções como essa. “Nós vamos apurar através do inquérito se ele estava em condições de fazer o transporte e o que ocasionou o incêndio. Acredito que tenha sido falha de pessoal cumulando com o fato da embarcação não ser apropriada para o transporte”, afirmou Evandro, lembrando que as embarcações que fazem linha para o interior também serão fiscalizadas.
“Os passageiros tem que denunciar. Durante os cursos que oferecemos aos comandantes de embarcações, eles são orientados quanto a esses problemas, só que eles burlam a fiscalização. A verdade é que como não há outro transporte para o produto, e os ribeirinhos precisam disso para sobreviver, eles se submetem a isso”, conta o delegado.
O Corpo de Bombeiros teve dificuldades para conter o incêndio sobe o risco de uma explosão. Uma outra embarcação foi usada para rebocar o barco até o meio do rio. A operação foi realizada para evitar que o fogo atingisse outros barcos. Segundo os Bombeiros o transporte do produto inflamável era feito de forma inadequada e em total descumprimento às normas da Agência Nacional de Petróleo, que determina que o transporte de combustível deve ser feito em balsas de ferro adaptação e que evitem esse tipo de acidente.
A Delegacia da Capitania também reforça que há necessidade de haver um porto apropriado somente para o abastecimento de combustível.
Outros acidentes:
Em 2001, o N/M Nilmar I explodiu e vitimou três pessoas quando saía do Porto da Empresa Petroamazon. A embarcação que abastecia municípios vizinhos começou a pegar fogo por volta das 18:30h quando um tripulante deu partida no motor e uma fagulha teria caído em resíduos de gasolina, ocasionando a tragédia. O navio estava carregado com 12 tonéis de 200 litros de óleo diesel. Na ocasião, a Marinha do Brasil já prometia fiscalização nas embarcações que transportavam combustíveis pela região. As vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram. Segundo informações registradas na época, havia indícios de falha humana e negligência do proprietário da embarcação que tinha licença para transportar cargas.
Repórter
O comandante da delegacia fluvial de Santarém, Capitão Evandro Sousa, repete a promessa de que haverá o combate ao transporte irregular de combustíveis em Santarém, sete anos depois do baco Nilmar 1 explodir com 12 tonéis de 200 litros de óleo diesel, no porto da Petroamazon, na vila Arigó. Sábado(16) ocorreu a explosão de do barco/motor Pinheiro, no porto da DER.
A Marinha promete uma minuciosa investigação deverá apurar os responsáveis pelo acidente que vitimou um adolescente de 17 anos que sofreu queimaduras de 3º grau. “É lamentável o que aconteceu. Infelizmente, a embarcação de nome B/M Pinheiro que segundo informações estava com cinco mil litros de combustível, no momento do incêndio era abastecido de cima de uma balsa, procedimento este totalmente proibido posto que provoca acúmulo de gás em volta do tanque utilizado pelo barco e qualquer faísca, até mesmo na hora de funcionar a máquina, pode gera uma explosão”, comentou Evandro.
O delegado da Marinha disse que o transporte deveria ser feito em barcos de ferro, evitando explosões de grandes proporções como essa. “Nós vamos apurar através do inquérito se ele estava em condições de fazer o transporte e o que ocasionou o incêndio. Acredito que tenha sido falha de pessoal cumulando com o fato da embarcação não ser apropriada para o transporte”, afirmou Evandro, lembrando que as embarcações que fazem linha para o interior também serão fiscalizadas.
“Os passageiros tem que denunciar. Durante os cursos que oferecemos aos comandantes de embarcações, eles são orientados quanto a esses problemas, só que eles burlam a fiscalização. A verdade é que como não há outro transporte para o produto, e os ribeirinhos precisam disso para sobreviver, eles se submetem a isso”, conta o delegado.
O Corpo de Bombeiros teve dificuldades para conter o incêndio sobe o risco de uma explosão. Uma outra embarcação foi usada para rebocar o barco até o meio do rio. A operação foi realizada para evitar que o fogo atingisse outros barcos. Segundo os Bombeiros o transporte do produto inflamável era feito de forma inadequada e em total descumprimento às normas da Agência Nacional de Petróleo, que determina que o transporte de combustível deve ser feito em balsas de ferro adaptação e que evitem esse tipo de acidente.
A Delegacia da Capitania também reforça que há necessidade de haver um porto apropriado somente para o abastecimento de combustível.
Outros acidentes:
Em 2001, o N/M Nilmar I explodiu e vitimou três pessoas quando saía do Porto da Empresa Petroamazon. A embarcação que abastecia municípios vizinhos começou a pegar fogo por volta das 18:30h quando um tripulante deu partida no motor e uma fagulha teria caído em resíduos de gasolina, ocasionando a tragédia. O navio estava carregado com 12 tonéis de 200 litros de óleo diesel. Na ocasião, a Marinha do Brasil já prometia fiscalização nas embarcações que transportavam combustíveis pela região. As vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram. Segundo informações registradas na época, havia indícios de falha humana e negligência do proprietário da embarcação que tinha licença para transportar cargas.
Bairros estão há duas semanas sem água
Moradores dos bairros Livramento, Urumari, Uruará, Prainha e Santana estão há duas semanas sem água nas suas torneiras. Segundo o diretor regional da Companhia de Saneamento e Abastecimento de Água do Pará (COSANPA), Paulo Elayr, a bomba que abastece aquela área quebrou e teve que ser trocada a fim de que o abastecimento fosse restabelecido.“Infelizmente a bomba quebrou e nós estamos fazendo o possível para que tudo volte ao normal o mais rápido possível, tanto é que uma nova bomba já foi providenciada e os nossos profissionais estão trabalhando para restabelecer o fornecimento de água naquela área”, contou o gerente regional da COSANPA em Santarém, Paulo Elayr.
Enquanto isso, as famílias sofrem. Utilizam baldes, cisternas e tanques a fim de conseguir água para os afazeres domésticos e de higienes. Quem possui poços artesianos encontrou na falta d’água um bom negócio e está comercializando água. Os moradores que não tem condições de comprar água apelam para vizinhos mais solidários que ainda fornecem água de graça. “Mesmo que de forma gratuita a gente sofre muito. Tem que chegar cedo para encher os baldes, tomar banho, mandar os meninos para a escola e continuar a lida para dar conta de lavar as louças e roupas sujas e fazer o que comer. A gente perde muito tempo”, comenta a dona de casa, Raimunda da Costa, 38 anos.
Outra área que sofreu com a interrupção do fornecimento de água foi a grande área da Aldeia. Diante disso, o gerente revela que os problemas daquele poço já foi resolvido. “A bomba que abastece parte do centro comercial, Aldeia e Fátima queimou no início da semana e já foi trocada. Entretanto, é preciso esclarecer que não temos provas que os piques de energia podem ser considerados como propulsores da queima daquele equipamento. Apenas com laudo técnico é que poderíamos desvendar o problema”, destacou Elayr acrescentando que pode ser um dos fatores e não o principal motivo para a inutilização da bomba.
Obras do PAC
Paulo Elayr, explicou que novos poços já estão sendo perfurados no município com o intuito de abastecer áreas que comumente são alvos de racionamentos. As equipes de trabalho estão localizadas na Rodovia Fernando Guilhon, próximo a área de lazer dos trabalhadores da COSANPA e do igarapé do Irurá. No total serão três poços e alguns elevados de captação de água que serão instalados nas áreas mais altas da cidade como o bairro da Conquista.
Enquanto isso, as famílias sofrem. Utilizam baldes, cisternas e tanques a fim de conseguir água para os afazeres domésticos e de higienes. Quem possui poços artesianos encontrou na falta d’água um bom negócio e está comercializando água. Os moradores que não tem condições de comprar água apelam para vizinhos mais solidários que ainda fornecem água de graça. “Mesmo que de forma gratuita a gente sofre muito. Tem que chegar cedo para encher os baldes, tomar banho, mandar os meninos para a escola e continuar a lida para dar conta de lavar as louças e roupas sujas e fazer o que comer. A gente perde muito tempo”, comenta a dona de casa, Raimunda da Costa, 38 anos.
Outra área que sofreu com a interrupção do fornecimento de água foi a grande área da Aldeia. Diante disso, o gerente revela que os problemas daquele poço já foi resolvido. “A bomba que abastece parte do centro comercial, Aldeia e Fátima queimou no início da semana e já foi trocada. Entretanto, é preciso esclarecer que não temos provas que os piques de energia podem ser considerados como propulsores da queima daquele equipamento. Apenas com laudo técnico é que poderíamos desvendar o problema”, destacou Elayr acrescentando que pode ser um dos fatores e não o principal motivo para a inutilização da bomba.
Obras do PAC
Paulo Elayr, explicou que novos poços já estão sendo perfurados no município com o intuito de abastecer áreas que comumente são alvos de racionamentos. As equipes de trabalho estão localizadas na Rodovia Fernando Guilhon, próximo a área de lazer dos trabalhadores da COSANPA e do igarapé do Irurá. No total serão três poços e alguns elevados de captação de água que serão instalados nas áreas mais altas da cidade como o bairro da Conquista.
BEC mostra pregão a empresários
O coronel Ribeiro, comandante do 8º BEC, faz palestra hoje, às 13 horas, a empresários santarenos sobre o pregão eletrônico para aquisições de bens e serviços para o exército em Santarém.
Governo do Estado dá dinheiro a clubes paraenses, mas São Raimundo está fora
A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), lançou um pacote de "ajuda" ao futebol do Estado no valor de quase R$ 1,5 milhão. Entre os três times beneficiados -todos da terceira divisão do Campeonato Brasileiro- está o Remo, que tem o pai de Ana Júlia como conselheiro e pelo qual ela já disputou competições de natação quando era adolescente.O plano de "apoio", termo usado pelo site do governo paraense, também destinará dinheiro ao Paysandu, de Belém, e ao Águia de Marabá.
Além disso, R$ 400 mil irão para a reforma do estádio estadual de Santarém, R$ 270 mil serão destinados à Federação Paraense de Futebol e outros R$ 170 mil deixarão de ser arrecadados com o desconto do aluguel do estádio Mangueirão.
Em troca, os times estamparão o nome do Banpará em suas camisas e nos estádios onde jogarem. Segundo o banco, os detalhes não foram acertados. Inicialmente, os clubes pediram R$ 150 mil mensais, mas o valor foi recusado.
A exposição da marca será maior, pois os jogos, que hoje não são televisionados, passarão na TV Cultura, também estadual, o que custará R$ 136 mil do dinheiro público.
( Com informações da Folha de São Paulo)
Além disso, R$ 400 mil irão para a reforma do estádio estadual de Santarém, R$ 270 mil serão destinados à Federação Paraense de Futebol e outros R$ 170 mil deixarão de ser arrecadados com o desconto do aluguel do estádio Mangueirão.
Em troca, os times estamparão o nome do Banpará em suas camisas e nos estádios onde jogarem. Segundo o banco, os detalhes não foram acertados. Inicialmente, os clubes pediram R$ 150 mil mensais, mas o valor foi recusado.
A exposição da marca será maior, pois os jogos, que hoje não são televisionados, passarão na TV Cultura, também estadual, o que custará R$ 136 mil do dinheiro público.
( Com informações da Folha de São Paulo)
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Inelegíveis
A Procuradoria Regional da União da 1ª Região (PRU1) está defendendo na Justiça a lista de inelegíveis do Tribunal de Contas da União (TCU). Muitos políticos condenados pela não prestação de contas de verbas repassadas pelo Governo estão movendo ações judiciais para retirarem seus nomes da lista e conseguirem ser novamente candidatos às eleições de outubro deste ano.
Até o momento, 25 candidatos entraram na Justiça de primeira instância para tentar suspender acórdãos do TCU, que os condenava pelas contas irregulares e os tornou inelegíveis, nos termos do artigo 1º, inciso I, alínea “g”, da Lei Complementar nº 64/90.
O Subprocurador-Regional, Eduardo Watanabe, afirmou que com a proximidade das eleições a tendência é que apareçam muitos outros casos. “Até o momento temos 24 decisões favoráveis e três desfavoráveis. Apenas um candidato entrou com três ações”, informou.
Até o momento, 25 candidatos entraram na Justiça de primeira instância para tentar suspender acórdãos do TCU, que os condenava pelas contas irregulares e os tornou inelegíveis, nos termos do artigo 1º, inciso I, alínea “g”, da Lei Complementar nº 64/90.
O Subprocurador-Regional, Eduardo Watanabe, afirmou que com a proximidade das eleições a tendência é que apareçam muitos outros casos. “Até o momento temos 24 decisões favoráveis e três desfavoráveis. Apenas um candidato entrou com três ações”, informou.
Manchete do Jornal Pessoal de Lúcio Flávio Pinto
Amanhã, nas bancas de Belém, mais uma edição do JP.
Nossas ou deles?
O Pará é o lugar mais importante para a estratégia da Companhia Vale do Rio Doce. Já é hoje e será ainda mais no futuro. Essa importância está presente em todos os discursos. O Estado sabe qual é a parte que lhe cabe nesse bolo? O que lhe caberia se tivesse mais poder sobre essa partilha?
Nossas ou deles?
O Pará é o lugar mais importante para a estratégia da Companhia Vale do Rio Doce. Já é hoje e será ainda mais no futuro. Essa importância está presente em todos os discursos. O Estado sabe qual é a parte que lhe cabe nesse bolo? O que lhe caberia se tivesse mais poder sobre essa partilha?
STF autoriza contratação de parentes para cargo de secretário
Numa decisão contraditória, O Supremo Tribunal Federal proibiu ontem a contratação de parentes para cargos da administração dos três poderes, mas o STF permitiu ao presidente, governadores ou prefeitos que nomeiem familiares para cargos de secretariado.
TAC inédito disciplina as eleições em Novo Progresso
Em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, um Termo de Ajuste de Conduta assinado pelas coligações vai disciplinar as eleições municipais. O TAC, inédito na Justiça Eleitoral paraense, foi proposto pelo promotor de Justiça José Augusto Nogueira Sarmento. O pleito será o primeiro que incluirá o município como integrante da 91ª Zona Eleitoral, o que facilita a fiscalização do MP, uma vez que nas eleições anteriores, Novo Progresso pertencia à zona eleitoral de Itaituba, a 400 quilômetros de distância. O objetivo do acordo é disciplinar o cumprimento das obrigações que constam na legislação eleitoral, bem como irregularidades na administração, após o pleito.
Assinaram o TAC as coligações majoritárias "A Força do Povo" e União por um Novo Progresso", as coligações proporcionais "A Força do Povo I", "A Força do Povo II", "Progresso com Renovação", "União pelo Progresso 2", "Vitória para Novo Progresso", além dos representantes da emissora de rádio "Associação Amigos de Novo Progresso".
Ao propor o TAC, o promotor de justiça considera que "uma nova ordem eleitoral foi implantada em Novo Progresso, a partir da criação da 91ª Zona Eleitoral, com reflexos diretos nas eleições municipais de 2008, onde se observa a presença tanto do Poder Judiciário quanto do Ministério Público".
O TAC prevê prazo de seis meses após a posse nos cargos, para que todos os partidos se adequem à prévia abertura de livro, com a rubrica do juiz eleitoral, para "dar transparência e acessibilidade aos órgãos fiscalizadores da lei quanto aos registros de suas reuniões e deliberações". A inexistência da rubrica do juiz nos livros foi um dos principais motivos que levaram o MP a impugnar candidatos no município, por isso a proposição dessa cláusula.
Com relação à propaganda eleitoral, os candidatos comprometeram-se em respeitar todas as regras estabelecidas pela justiça eleitoral, que incluem, dentre outros, não distribuir brindes, cestas básicas ou outros produtos em troca de votos, não sujar a cidade, não ridicularizar os concorrentes, usar alto-falantes e carros-som dentro dos limites de local, volume e horário estabelecidos na lei e não realizar showmícios. As coligações e partidos devem ainda, trinta dias após o pleito, retirar todas as propagandas eleitorais, com a restauração do local onde foi fixada.
Os candidatos que concorrem às eleições majoritárias, Madalena Hoffman e Ricardo Faccin, Tony Fabio Gonçalves Rodrigues e Emilio Pereira da Rocha, se comprometeram, caso sejam eleitos, a "adotar transparência total na administração", fornecendo todas as informações requeridas pelos cidadãos e órgãos como o Ministério Público.
Leia mais aqui.
Assinaram o TAC as coligações majoritárias "A Força do Povo" e União por um Novo Progresso", as coligações proporcionais "A Força do Povo I", "A Força do Povo II", "Progresso com Renovação", "União pelo Progresso 2", "Vitória para Novo Progresso", além dos representantes da emissora de rádio "Associação Amigos de Novo Progresso".
Ao propor o TAC, o promotor de justiça considera que "uma nova ordem eleitoral foi implantada em Novo Progresso, a partir da criação da 91ª Zona Eleitoral, com reflexos diretos nas eleições municipais de 2008, onde se observa a presença tanto do Poder Judiciário quanto do Ministério Público".
O TAC prevê prazo de seis meses após a posse nos cargos, para que todos os partidos se adequem à prévia abertura de livro, com a rubrica do juiz eleitoral, para "dar transparência e acessibilidade aos órgãos fiscalizadores da lei quanto aos registros de suas reuniões e deliberações". A inexistência da rubrica do juiz nos livros foi um dos principais motivos que levaram o MP a impugnar candidatos no município, por isso a proposição dessa cláusula.
Com relação à propaganda eleitoral, os candidatos comprometeram-se em respeitar todas as regras estabelecidas pela justiça eleitoral, que incluem, dentre outros, não distribuir brindes, cestas básicas ou outros produtos em troca de votos, não sujar a cidade, não ridicularizar os concorrentes, usar alto-falantes e carros-som dentro dos limites de local, volume e horário estabelecidos na lei e não realizar showmícios. As coligações e partidos devem ainda, trinta dias após o pleito, retirar todas as propagandas eleitorais, com a restauração do local onde foi fixada.
Os candidatos que concorrem às eleições majoritárias, Madalena Hoffman e Ricardo Faccin, Tony Fabio Gonçalves Rodrigues e Emilio Pereira da Rocha, se comprometeram, caso sejam eleitos, a "adotar transparência total na administração", fornecendo todas as informações requeridas pelos cidadãos e órgãos como o Ministério Público.
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Jari Celulose é multada em quase R$ 500 mil pelo Ibama
Do ParáNegócios:
A Jari Celulose, que já pertenceu ao milionário norte-americano Daniel Ludwig e que hoje integra o Grupo Orsa e que tem suas florestas certificadas pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC na sigla em inglês), foi multada em R$ 475 mil nesta quarta-feira (20) pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), por manter uma ferrovia operando sem a devida licença ambiental.
Segundo o Ibama, a multa foi aplicada com base no Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008, e na Resolução CONAMA nº 349/2004, que estabelece o licenciamento para empreendimentos ferroviários.
A assessoria da Jari Celulose, que tem sua sede localizada em Monte Dourado, às margens do rio Jari, no estado do Pará, no limite com o Amapá, informou na noite desta quarta-feira que a empresa está estudando a questão, mas garantiu que vai recorrer da aplicação da multa.
Para a Jari, a medida é descabida, pois a ferrovia, de 71 quilômetros, existe há cerca de 40 anos e faz o transporte da madeira do pátio à fábrica, dentro da área da empresa.
O Ibama informou que também foram lavrados três autos de infração e emitidas quatro notificações para empresas localizadas na região, totalizando mais de R$ 500 mil em multas. “As ações fiscalizatórias estão em andamento, com vistorias em empreendimentos e atendimento a denúncias de ilícitos ambientais recebidas no Escritório do Ibama”, diz o órgão.
A Jari ocupa 1.734.606 hectares distribuídos em terras nos Estados do Pará (55%) e do Amapá (45%), cortadas pelo rio Jari, que faz a divisa entre os dois estados. Na região do Jari vivem hoje cerca de 100.000 habitantes, distribuídos pelas cidades de Monte Dourado (Pará), Laranjal do Jari (Amapá), Vitória do Jari (Amapá) e Almeirim (Pará).
A Jari Celulose, que já pertenceu ao milionário norte-americano Daniel Ludwig e que hoje integra o Grupo Orsa e que tem suas florestas certificadas pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC na sigla em inglês), foi multada em R$ 475 mil nesta quarta-feira (20) pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), por manter uma ferrovia operando sem a devida licença ambiental.
Segundo o Ibama, a multa foi aplicada com base no Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008, e na Resolução CONAMA nº 349/2004, que estabelece o licenciamento para empreendimentos ferroviários.
A assessoria da Jari Celulose, que tem sua sede localizada em Monte Dourado, às margens do rio Jari, no estado do Pará, no limite com o Amapá, informou na noite desta quarta-feira que a empresa está estudando a questão, mas garantiu que vai recorrer da aplicação da multa.
Para a Jari, a medida é descabida, pois a ferrovia, de 71 quilômetros, existe há cerca de 40 anos e faz o transporte da madeira do pátio à fábrica, dentro da área da empresa.
O Ibama informou que também foram lavrados três autos de infração e emitidas quatro notificações para empresas localizadas na região, totalizando mais de R$ 500 mil em multas. “As ações fiscalizatórias estão em andamento, com vistorias em empreendimentos e atendimento a denúncias de ilícitos ambientais recebidas no Escritório do Ibama”, diz o órgão.
A Jari ocupa 1.734.606 hectares distribuídos em terras nos Estados do Pará (55%) e do Amapá (45%), cortadas pelo rio Jari, que faz a divisa entre os dois estados. Na região do Jari vivem hoje cerca de 100.000 habitantes, distribuídos pelas cidades de Monte Dourado (Pará), Laranjal do Jari (Amapá), Vitória do Jari (Amapá) e Almeirim (Pará).
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
50 novos cargos de juiz de direito
Sancionada que cria 50 cargos de juiz de direito nas comarcas de Belém, no distrito de Icoaraci, em Ananindeua, Marituba, Benevides, Santarém, Parauapebas, Oriximá, Tailândia, Juruti e Viseu; de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e de Juizados Especiais.
Todos os cargos serão preenchidos através de concurso público.
As vagas serão preenchidas a critério do Tribunal de Justiça, na medida das necessidades e existência de recursos financeiros.
Serão cinco Varas em Belém e quatro em Icoaraci. As três de Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher serão em Santarém, Marabá e Altamira. As varas de Juizados Especiais serão duas em Belém, cinco em Ananindeua, duas em Marituba, duas em Benevides e uma em Santarém, em Parauapebas e em Oriximiná. O Juizado Especial terá quatro Varas em Marabá, duas em Santarém, uma em Tailândia, Juruti e Viseu.
Todos os cargos serão preenchidos através de concurso público.
As vagas serão preenchidas a critério do Tribunal de Justiça, na medida das necessidades e existência de recursos financeiros.
Serão cinco Varas em Belém e quatro em Icoaraci. As três de Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher serão em Santarém, Marabá e Altamira. As varas de Juizados Especiais serão duas em Belém, cinco em Ananindeua, duas em Marituba, duas em Benevides e uma em Santarém, em Parauapebas e em Oriximiná. O Juizado Especial terá quatro Varas em Marabá, duas em Santarém, uma em Tailândia, Juruti e Viseu.
Concurso Público da SEMA
O Governo do Estado, por meio da Secretaria e Estado de Meio Ambiente (Sema) lançou edital para o preenchimento de 300 vagas, correspondentes a 37 cargos de níveis superior, médio e fundamental, para aumentar o quadro de servidores, dotar a Sema de pessoal qualificado e iniciar a descentralização das atividades do órgão em cinco regiões do interior do estado.
O novo concurso, que elevará o quadro da secretaria para 700 servidores
O novo concurso, que elevará o quadro da secretaria para 700 servidores
Cadastramento Ambiental Rural
O Sindicato Rural de Santarém - SIRSAN, a The Nature Conservancy – TNC e a Cargill vão reunir com os produtores rurais da região para tratar do Cadastramento Ambiental Rural - CAR.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente - SEMA vai informar quais os procedimentos que devem ser adotados pelos produtores para o cadastramento das propriedades rurais.
A reunião será no dia 26 de agosto de 2008, às 16:00 horas, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Santarém.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente - SEMA vai informar quais os procedimentos que devem ser adotados pelos produtores para o cadastramento das propriedades rurais.
A reunião será no dia 26 de agosto de 2008, às 16:00 horas, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Santarém.
Plano de gestão florestal
A Comissão Estadual de Floresta - Comef criou uma subcomissão para viabilizar a participação dos povos e comunidades tradicionais na fiscalização e monitoramento dos contratos de concessão florestal que deverão ser firmados a partir do ano que vem no Estado do Pará.
O Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará - Ideflor, órgão que preside a Comef, apresentou aos membros da comissão o conteúdo do Plano Anual de Outorga Florestal - PAOF 2008/2009, documento que descreve e identifica as áreas de florestas de domínio estadual que em 2009 deverão ser submetidas à primeira licitação pública de áreas florestais no Pará.
De acordo com o PAOF as glebas Nova Olinda II e Mamuru, localizadas na região Oeste do Estado, são as prioritárias para serem submetidas ao primeiro processo de concessão florestal para uso sustentável. Juntas ela detém uma área de 686 mil hectares de cobertura florestal, estando 65% desse total aptos para a prática de manejo florestal.
A área tem uma relativa conservação de seus recursos naturais, mas por outro lado, há várias pretensões de posse.
O Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará - Ideflor, órgão que preside a Comef, apresentou aos membros da comissão o conteúdo do Plano Anual de Outorga Florestal - PAOF 2008/2009, documento que descreve e identifica as áreas de florestas de domínio estadual que em 2009 deverão ser submetidas à primeira licitação pública de áreas florestais no Pará.
De acordo com o PAOF as glebas Nova Olinda II e Mamuru, localizadas na região Oeste do Estado, são as prioritárias para serem submetidas ao primeiro processo de concessão florestal para uso sustentável. Juntas ela detém uma área de 686 mil hectares de cobertura florestal, estando 65% desse total aptos para a prática de manejo florestal.
A área tem uma relativa conservação de seus recursos naturais, mas por outro lado, há várias pretensões de posse.
Horário dos bancos
A Associação Comercial e Empresarial de Santarém agendou reunião com representantes das agências bancárias de Santarém para esta quinta-feira. Na pauta a decisão sobre o novo horário dos bancos proposta pela ACES, das 10h as 15h. Há informações que apenas o Banco do Brasil não aceita a mudança. Os empresários querem que o novo horário já entre em vigor a partir de segunda-feira (25).
Candidatos a prefeito estréiam no rádio
Leia um resumo do que falou cada candidato à prefeitura de Santarém, na primeira participação deles no horario eleitoral nas emissoras de rádio.
Joaquim Hamad
Em tom dramático, Hamad fez uma apelo para que os eleitores dêem oportunidade a um candidato jovem. Mas o candidato gastou a maior parte de seu tempo com a execução do jingle de campanha.
Maria do Carmo
Com mais tempo de rádio( 16 minutos), a candidata do PT apresentou em seu primeiro programa os apoios do vice-governador Odair Corrêa e do coordenador de sua campanha, o ex-secretário de governo Inácio Corrêa. O companheiro de chapa de Maria, José Antônio Rocha, também participou do programa.
Maria usou o discurso do alinhamento politico com Lula e Ana Júlia.
Márcio Pinto
O candidato do PSOL apresentou-se como candidato alternativo à polarização da campanha entre Maria do Carmo e Lira Maia. Márcio criticou o "passado de corrupção" e o "presente de incompetência.
Lira Maia
O candidato dos Democratas fez um programa emotivo, colocando a voz do povo em primeiro lugar. Seu discurso centrou-se na 'retomada do desenvolvimento de Santarém'. O candidato falou de sua experiência administrativa à serviço da população e no seu compromisso de fazer um governo do 'jeito que o povo gosta', seu slogan de campanha. O programa também chamou a atenção do eleitor para a ilegalidade da compra do voto.
Joaquim Hamad
Em tom dramático, Hamad fez uma apelo para que os eleitores dêem oportunidade a um candidato jovem. Mas o candidato gastou a maior parte de seu tempo com a execução do jingle de campanha.
Maria do Carmo
Com mais tempo de rádio( 16 minutos), a candidata do PT apresentou em seu primeiro programa os apoios do vice-governador Odair Corrêa e do coordenador de sua campanha, o ex-secretário de governo Inácio Corrêa. O companheiro de chapa de Maria, José Antônio Rocha, também participou do programa.
Maria usou o discurso do alinhamento politico com Lula e Ana Júlia.
Márcio Pinto
O candidato do PSOL apresentou-se como candidato alternativo à polarização da campanha entre Maria do Carmo e Lira Maia. Márcio criticou o "passado de corrupção" e o "presente de incompetência.
Lira Maia
O candidato dos Democratas fez um programa emotivo, colocando a voz do povo em primeiro lugar. Seu discurso centrou-se na 'retomada do desenvolvimento de Santarém'. O candidato falou de sua experiência administrativa à serviço da população e no seu compromisso de fazer um governo do 'jeito que o povo gosta', seu slogan de campanha. O programa também chamou a atenção do eleitor para a ilegalidade da compra do voto.
Tô fora!
De se estranhar.
Apenas um vereador faltou à sessão da Câmara, ontem: Evaldo da Premac(PT).
Será que hoje o nobre edil vai aparecer por lá?
Apenas um vereador faltou à sessão da Câmara, ontem: Evaldo da Premac(PT).
Será que hoje o nobre edil vai aparecer por lá?
Rádio Rural faz debate dia 9 de setembro
A Rádio Rural de Santarém confirmou a realização do segundo debate entre os candidatos a prefeito dia 9 de setembro, das 08h00 as 10h00.
A novidade é que os candidatos também responderão a perguntas, mediante sorteio, de perguntas enviadas por 10 jornalistas que atuam em Santarén.
A novidade é que os candidatos também responderão a perguntas, mediante sorteio, de perguntas enviadas por 10 jornalistas que atuam em Santarén.
Oi e Claro entram em briga judicial em razão de bloqueio de celulares
Da FolhaNews
A Oi e a Claro deram início a uma briga judicial por conta do bloqueio de celulares. A Claro conseguiu em junho liminar que proíbe a veiculação de campanha da Oi que incentivava o desbloqueio de celulares. A decisão foi baseada em regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que permite que as operadoras vendam celulares bloqueados, desde que os aparelhos sejam subsidiados e o bloqueio não dure mais de um ano.
Como retaliação, a Oi colocou no ar desde sábado anúncio em que diz que "uma operadora" está impedindo a divulgação de informações ao consumidor. A empresa anunciou ainda que, a partir desta semana, desbloqueará o celular de consumidores de qualquer operadora que procurarem a empresa, desde que eles apresentem a nota fiscal do aparelho e comprovante de identidade.
Procurada, a Claro atribuiu a reação da Oi à "derrota que sofreu na Justiça que entende que a Claro age dentro da legislação brasileira, ao contrário da Oi".
A diretora de Comunicação da Oi, Flávia Da Justa, afirmou que a empresa entende que o consumidor tem direito a ter um telefone desbloqueado para usar chips de outras operadoras, o que é possível com a tecnologia GSM."
A Oi presta serviço de telefonia móvel. Seu negócio não é a venda de aparelhos de celular", afirmou, ao criticar as empresas que vendem telefones subsidiados para atrais clientes.
Segundo a executiva, a empresa entende que o telefone desbloqueado não tem relação com o contrato de fidelização que, nos casos de celulares pós-pagos, é comum existir.
"Não defendemos a quebra de contratos, mas a Oi não tem como saber se o cliente tem alguma cláusula impedindo o desbloqueio. Se o cliente quiser desbloquear, faremos gratuitamente", afirmou.
A Anatel informou que o desbloqueio é um direito do consumidor e pode ser feito por qualquer operadora legalmente, independente de o aparelho ser subsidiado. Segundo a agência, o cliente deverá ficar atento, porém, se existem cláusulas no contrato de fidelidade prevendo multas caso o aparelho seja desbloqueado antes do período de permanência exigido, o que é permitido.
A Oi e a Claro deram início a uma briga judicial por conta do bloqueio de celulares. A Claro conseguiu em junho liminar que proíbe a veiculação de campanha da Oi que incentivava o desbloqueio de celulares. A decisão foi baseada em regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que permite que as operadoras vendam celulares bloqueados, desde que os aparelhos sejam subsidiados e o bloqueio não dure mais de um ano.
Como retaliação, a Oi colocou no ar desde sábado anúncio em que diz que "uma operadora" está impedindo a divulgação de informações ao consumidor. A empresa anunciou ainda que, a partir desta semana, desbloqueará o celular de consumidores de qualquer operadora que procurarem a empresa, desde que eles apresentem a nota fiscal do aparelho e comprovante de identidade.
Procurada, a Claro atribuiu a reação da Oi à "derrota que sofreu na Justiça que entende que a Claro age dentro da legislação brasileira, ao contrário da Oi".
A diretora de Comunicação da Oi, Flávia Da Justa, afirmou que a empresa entende que o consumidor tem direito a ter um telefone desbloqueado para usar chips de outras operadoras, o que é possível com a tecnologia GSM."
A Oi presta serviço de telefonia móvel. Seu negócio não é a venda de aparelhos de celular", afirmou, ao criticar as empresas que vendem telefones subsidiados para atrais clientes.
Segundo a executiva, a empresa entende que o telefone desbloqueado não tem relação com o contrato de fidelização que, nos casos de celulares pós-pagos, é comum existir.
"Não defendemos a quebra de contratos, mas a Oi não tem como saber se o cliente tem alguma cláusula impedindo o desbloqueio. Se o cliente quiser desbloquear, faremos gratuitamente", afirmou.
A Anatel informou que o desbloqueio é um direito do consumidor e pode ser feito por qualquer operadora legalmente, independente de o aparelho ser subsidiado. Segundo a agência, o cliente deverá ficar atento, porém, se existem cláusulas no contrato de fidelidade prevendo multas caso o aparelho seja desbloqueado antes do período de permanência exigido, o que é permitido.
Concurso da Sema abre vagas para Santarém
A Secretaria de Estado de Administração (Sead) publicou ontem, no Diário Oficial do Estado, o edital de lançamento do concurso público da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Serão ofertadas 309 vagas em cargos de nível superior, médio e fundamental. O concurso será executado pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).
As inscrições serão realizadas pela internet no endereço www.fadesp.org.br, no período de 04 a 19 de setembro de 2008.
As provas ocorrerão nas cidades de Belém (Região Metropolitana), Santarém, (Baixo Amazonas), Marabá (Carajás), Soure (Marajó), Altamira (Xingu) e Paragominas (Rio Capim).
Mais detalhes no site www.ioepa.com.br, edição 31.235.
As inscrições serão realizadas pela internet no endereço www.fadesp.org.br, no período de 04 a 19 de setembro de 2008.
As provas ocorrerão nas cidades de Belém (Região Metropolitana), Santarém, (Baixo Amazonas), Marabá (Carajás), Soure (Marajó), Altamira (Xingu) e Paragominas (Rio Capim).
Mais detalhes no site www.ioepa.com.br, edição 31.235.
Nepotismo em pauta do STF
Será que desta vez o nepotismo no serviço público está chegando ao fim?
O STF decide, finalmente, nesta quarta-feira, se contratar parentes para o serviço público é legal ou ilegal.
Como em Santarém essa praga de usar o serviço público como extensão da casa dos políticos é prática recorrente, muita gente vai passar o dia com o coração na mão.
Ainda bem,
O STF decide, finalmente, nesta quarta-feira, se contratar parentes para o serviço público é legal ou ilegal.
Como em Santarém essa praga de usar o serviço público como extensão da casa dos políticos é prática recorrente, muita gente vai passar o dia com o coração na mão.
Ainda bem,
Vem por aí um livro sobre o maestro Isoca
Do Espaço Aberto:
O desembargador e compositor santareno Vicente Malheiros da Fonseca organiza, há muitos anos, informações aos quilos sobre seu pai, Wilson Fonseca, o maestro Isoca. Já dispõe de biografia (integral e resumida), discografia, bibliografia, obra musical (catálogo), partituras impressas, discografia etc.É material que não acaba mais. E material dos mais preciosos. Como é tempo de Olimpíadas, diríamos que é material que vale ouro.Vem livro por aí.
O desembargador e compositor santareno Vicente Malheiros da Fonseca organiza, há muitos anos, informações aos quilos sobre seu pai, Wilson Fonseca, o maestro Isoca. Já dispõe de biografia (integral e resumida), discografia, bibliografia, obra musical (catálogo), partituras impressas, discografia etc.É material que não acaba mais. E material dos mais preciosos. Como é tempo de Olimpíadas, diríamos que é material que vale ouro.Vem livro por aí.
Mangabeira Unger chega hoje a Altamira
No Amazônia:
O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, estará em Altamira hoje para discutir a implantação do Programa Amazônia Sustentável (PAS). Um grupo de produtores rurais vai pedir ao ministro que interceda junto ao governo federal para que agilize as ações de regularização fundiária e ambiental na região, que vem sendo alvo, desde maio, de ações fiscalizatórias como as operações Arco de Fogo e Guardiões da Amazônia, que resultaram em mais de R$ 80 milhões em multas.
O PAS prevê várias ações para manter a floresta preservada e, ao mesmo tempo, manter as atividades produtivas. Uma das prioridades do programa é a regularização fundiária, que está entre as maiores reivindicações do setor produtivo. Em Altamira, por exemplo, o maior município do mundo, são raras as propriedades que possuem titulação definitiva e menor ainda o número de propriedades com licenciamento ambiental. Apesar disso, o município possui 96% de sua área cobertos por floresta nativa.
As entidades ligadas ao setor produtivo, especialmente da agricultura, pecuária e florestal, usam os números para garantir que o produtor não é um destruidor da floresta. Eles querem que o ministro acelere as ações do PAS na região, aparelhando os órgãos responsáveis pelo licenciamento ambiental e a regularização fundiária. O Ibama e o Incra, segundo eles, não têm condições e estrutura suficientes para promover a regularização.Uma das causas da ausência de uma política que favoreça a produção é a falência de empresas e setores inteiros.
Segundo a Associação das Indústrias Madereiras de Altamira (Aimat), 100% das indústrias instaladas no município estão paradas por falta de matéria-prima legalizada, devido à não liberação de planos de manejo florestal. Mais de 15 mil trabalhadores perderam o emprego nos últimos anos, segundo os dados do sindicato dos trabalhadores.
As entidades esperam obter do ministro o compromisso de que o governo federal vai criar um programa de regularização para permitir que os produtores possam se adequar à legislação ambiental e alertam que sem isso, o desemprego tende a aumentar na região e que o desenvolvimento sustentável não vai sair do papel.
O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, estará em Altamira hoje para discutir a implantação do Programa Amazônia Sustentável (PAS). Um grupo de produtores rurais vai pedir ao ministro que interceda junto ao governo federal para que agilize as ações de regularização fundiária e ambiental na região, que vem sendo alvo, desde maio, de ações fiscalizatórias como as operações Arco de Fogo e Guardiões da Amazônia, que resultaram em mais de R$ 80 milhões em multas.
O PAS prevê várias ações para manter a floresta preservada e, ao mesmo tempo, manter as atividades produtivas. Uma das prioridades do programa é a regularização fundiária, que está entre as maiores reivindicações do setor produtivo. Em Altamira, por exemplo, o maior município do mundo, são raras as propriedades que possuem titulação definitiva e menor ainda o número de propriedades com licenciamento ambiental. Apesar disso, o município possui 96% de sua área cobertos por floresta nativa.
As entidades ligadas ao setor produtivo, especialmente da agricultura, pecuária e florestal, usam os números para garantir que o produtor não é um destruidor da floresta. Eles querem que o ministro acelere as ações do PAS na região, aparelhando os órgãos responsáveis pelo licenciamento ambiental e a regularização fundiária. O Ibama e o Incra, segundo eles, não têm condições e estrutura suficientes para promover a regularização.Uma das causas da ausência de uma política que favoreça a produção é a falência de empresas e setores inteiros.
Segundo a Associação das Indústrias Madereiras de Altamira (Aimat), 100% das indústrias instaladas no município estão paradas por falta de matéria-prima legalizada, devido à não liberação de planos de manejo florestal. Mais de 15 mil trabalhadores perderam o emprego nos últimos anos, segundo os dados do sindicato dos trabalhadores.
As entidades esperam obter do ministro o compromisso de que o governo federal vai criar um programa de regularização para permitir que os produtores possam se adequar à legislação ambiental e alertam que sem isso, o desemprego tende a aumentar na região e que o desenvolvimento sustentável não vai sair do papel.
TRE multa vereadora do PT
O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral multou ontem a vereadora Odete Costa(PT), candidada à reeleeição, em mais de 21 mil reais por propaganda eleitoral irregular.
A representação, movida pelo partido Democratas, havia sido julgada improcedente pelo juiz eleitoral de Santarém Gabriel Veloso, mas houve recurso dessa decisão ao tribunal, que reformou a sentença.
Odete foi multada por distribuir calendários com fotos suas em período vedado para propaganda eleitoral.
A representação, movida pelo partido Democratas, havia sido julgada improcedente pelo juiz eleitoral de Santarém Gabriel Veloso, mas houve recurso dessa decisão ao tribunal, que reformou a sentença.
Odete foi multada por distribuir calendários com fotos suas em período vedado para propaganda eleitoral.
Manchetes da edição de quarta-feira de O Estado do Tapajós
Explosão de barco é tragédia anunciada ha 7 anos
Pesquisa revela que meninas lêem mais
UFOPA atrai pouca gente em solenidade de implantação
Candidatos a prefeitos iniciam propaganda no rádio e televisão
Moradores sem água há duas semanas no bairro do Livramento
Poupança volta a ser considerada bom investimento
Bancada paraense pede mudanças ao Banco Central para liberação de crédito rural
Pesquisa revela que meninas lêem mais
UFOPA atrai pouca gente em solenidade de implantação
Candidatos a prefeitos iniciam propaganda no rádio e televisão
Moradores sem água há duas semanas no bairro do Livramento
Poupança volta a ser considerada bom investimento
Bancada paraense pede mudanças ao Banco Central para liberação de crédito rural
Não tem sobremesa por uma semana
Bellini Tavares de Lima Neto
Advogado
Um velho amigo me contou um episodio vivido entre ele e sua filha quando a moça chegou à casa dos seus 30 anos. Jornalista, inteligente, muito bem formada, nem por isso deixou inteiramente de lado a natureza meio infantil que todos nós carregamos conosco a vida inteira. O amigo me contou, então, que num momento de reflexões e revelações pessoais entre os dois, a moça saiu-se com esta: “Pai, às vezes eu fico pensando em como você mudou. É impressionante. Quando eu tinha 15 anos, você era uma pessoa difícil, intransigente, inflexível. Como era difícil conviver com você. Hoje, não. Hoje você é compreensivo, razoável. Agora, sim, a gente consegue se entender e se dar muito bem. Olha, como você melhorou, pai”.
Pois é. Mas o fato é que, tirando crianças imaginárias, como o garotinho da propaganda que berra dentro do supermercado porque quer que a mãe lhe compre uma chicória, ninguém, tanto na infância como na adolescência, é capaz de entender de disciplina, de seriedade, de coerência de comportamentos. Também não se consegue muito bem observar regras e padrões éticos ou morais. Essa é a fase da irresponsabilidade, da irreverência, do descaso, da rebeldia. Tudo o que se quer, nesse período, é contestar, contrariar, desafiar, andar pelos atalhos. E, como esse é o tempo de ser assim, contamos com uma cera dose de compreensão por parte dos mais velhos, o que não impede os conflitos e as conseqüências que sofremos por conta disso.
Uma das conseqüências de nossa atitude inconseqüente é que, volta e meia, levamos uma bronca dos adultos, tomamos um pito e somos lembrados que, já que ainda não somos capazes de nos comportar como gente grande, temos que ser tratados como crianças. Não conheço criança ou adolescente que compreenda isso. Na época, a vontade que se tem é de exterminar por completo essa raça insuportável a que se dá o nome de gente adulta. Como, no entanto, tudo é só uma fase, os adultos acabam, em sua grande maioria, escapando da fúria dos jovens e, quando muito, tomam pela cara aqueles adjetivos que, embora variem de geração para geração, tem exatamente o mesmo conteúdo.
Complicado, mesmo, é quando se resolve prolongar indefinidamente a fase da infância e adolescência. Aí as coisas podem se complicar e muito. Sim, porque, se o cidadão insiste em se manter criança ou adolescente pela vida toda e se comportar com aquela mesma irreverência, inconseqüência, desrespeito e imaturidade, corre o risco de passar a vida inteira recebendo aquele mesmo tratamento que os adultos dispensam às crianças. Pois, na semana que passou tivemos o desprazer de ver, mais uma vez, alguém nos tratar como verdadeiras crianças peraltas e incontroladas. Pois é, esses nada simpáticos ingleses vieram puxar nossas orelhas e nos ameaçar com castigos caso não paremos com nossas peraltices lá pelos quintais deles. É que insistimos em querer pular no quintal deles sem permissão nem regras. Aí, eles vêm nos passar um pito, uma descompostura e nos colocar de castigo.
O governo inglês está em vias de voltar a exigir visto de entrada para brasileiros e isso porque a quantidade de patrícios que acham bonito ir viver por lá sem autorização não pára de crescer. Para não impor o visto de entrada, sugerem colocar fiscais ingleses nos aeroportos brasileiros para “treinar” as autoridades e as empresas de turismo. Nessa hora, o brio nacionalista se sente ultrajado e a reação é imediata. E furiosa. Os pais da pátria se põem em guarda para defender a honra nacional. Nós continuamos a os comportar mal tanto aqui dentro quando no exterior. Não damos a menos importância para o respeito às regras, nos julgamos mais espertos que os demais porque “aliviamos” pequenos lembrancinhas em hotéis e restaurantes, burlamos a vigilância e permanecemos de forma irregular na casa dos outros. Tal como achamos que podemos dirigir depois de beber ou ultrapassar pelo acostamento ou dar uma propina ao guarda ou votar em político desonesto desde que ele “alivie” o nosso lado.
E, quando o nosso comportamento juvenil, marginal de pequenas proporções, típico do adolescente que se sente dispensado de qualquer seriedade, é apanhado por um adulto, lá vem o pito, o castigo, a descompostura. Pois eu confesso que ando cansado disso. Ando realmente farto desse tipo de situação que volta e meia se repete. Ando cheio de tomar bronca e ser ameaçado de ser colocado de castigo. Não vejo a hora que essa gente adulta que vive nos aborrecendo se torne mais flexível, mais maleável. Assim como fez o meu amigo quando sua filha chegou aos 30 anos. Será que demora muito?
17 de agosto de 2008
Advogado
Um velho amigo me contou um episodio vivido entre ele e sua filha quando a moça chegou à casa dos seus 30 anos. Jornalista, inteligente, muito bem formada, nem por isso deixou inteiramente de lado a natureza meio infantil que todos nós carregamos conosco a vida inteira. O amigo me contou, então, que num momento de reflexões e revelações pessoais entre os dois, a moça saiu-se com esta: “Pai, às vezes eu fico pensando em como você mudou. É impressionante. Quando eu tinha 15 anos, você era uma pessoa difícil, intransigente, inflexível. Como era difícil conviver com você. Hoje, não. Hoje você é compreensivo, razoável. Agora, sim, a gente consegue se entender e se dar muito bem. Olha, como você melhorou, pai”.
Pois é. Mas o fato é que, tirando crianças imaginárias, como o garotinho da propaganda que berra dentro do supermercado porque quer que a mãe lhe compre uma chicória, ninguém, tanto na infância como na adolescência, é capaz de entender de disciplina, de seriedade, de coerência de comportamentos. Também não se consegue muito bem observar regras e padrões éticos ou morais. Essa é a fase da irresponsabilidade, da irreverência, do descaso, da rebeldia. Tudo o que se quer, nesse período, é contestar, contrariar, desafiar, andar pelos atalhos. E, como esse é o tempo de ser assim, contamos com uma cera dose de compreensão por parte dos mais velhos, o que não impede os conflitos e as conseqüências que sofremos por conta disso.
Uma das conseqüências de nossa atitude inconseqüente é que, volta e meia, levamos uma bronca dos adultos, tomamos um pito e somos lembrados que, já que ainda não somos capazes de nos comportar como gente grande, temos que ser tratados como crianças. Não conheço criança ou adolescente que compreenda isso. Na época, a vontade que se tem é de exterminar por completo essa raça insuportável a que se dá o nome de gente adulta. Como, no entanto, tudo é só uma fase, os adultos acabam, em sua grande maioria, escapando da fúria dos jovens e, quando muito, tomam pela cara aqueles adjetivos que, embora variem de geração para geração, tem exatamente o mesmo conteúdo.
Complicado, mesmo, é quando se resolve prolongar indefinidamente a fase da infância e adolescência. Aí as coisas podem se complicar e muito. Sim, porque, se o cidadão insiste em se manter criança ou adolescente pela vida toda e se comportar com aquela mesma irreverência, inconseqüência, desrespeito e imaturidade, corre o risco de passar a vida inteira recebendo aquele mesmo tratamento que os adultos dispensam às crianças. Pois, na semana que passou tivemos o desprazer de ver, mais uma vez, alguém nos tratar como verdadeiras crianças peraltas e incontroladas. Pois é, esses nada simpáticos ingleses vieram puxar nossas orelhas e nos ameaçar com castigos caso não paremos com nossas peraltices lá pelos quintais deles. É que insistimos em querer pular no quintal deles sem permissão nem regras. Aí, eles vêm nos passar um pito, uma descompostura e nos colocar de castigo.
O governo inglês está em vias de voltar a exigir visto de entrada para brasileiros e isso porque a quantidade de patrícios que acham bonito ir viver por lá sem autorização não pára de crescer. Para não impor o visto de entrada, sugerem colocar fiscais ingleses nos aeroportos brasileiros para “treinar” as autoridades e as empresas de turismo. Nessa hora, o brio nacionalista se sente ultrajado e a reação é imediata. E furiosa. Os pais da pátria se põem em guarda para defender a honra nacional. Nós continuamos a os comportar mal tanto aqui dentro quando no exterior. Não damos a menos importância para o respeito às regras, nos julgamos mais espertos que os demais porque “aliviamos” pequenos lembrancinhas em hotéis e restaurantes, burlamos a vigilância e permanecemos de forma irregular na casa dos outros. Tal como achamos que podemos dirigir depois de beber ou ultrapassar pelo acostamento ou dar uma propina ao guarda ou votar em político desonesto desde que ele “alivie” o nosso lado.
E, quando o nosso comportamento juvenil, marginal de pequenas proporções, típico do adolescente que se sente dispensado de qualquer seriedade, é apanhado por um adulto, lá vem o pito, o castigo, a descompostura. Pois eu confesso que ando cansado disso. Ando realmente farto desse tipo de situação que volta e meia se repete. Ando cheio de tomar bronca e ser ameaçado de ser colocado de castigo. Não vejo a hora que essa gente adulta que vive nos aborrecendo se torne mais flexível, mais maleável. Assim como fez o meu amigo quando sua filha chegou aos 30 anos. Será que demora muito?
17 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Vinda de Lula a Santarém não está confirmada
Na Folha de Sao Paulo:
O presidente Lula deve destinar atenção no primeiro turno a no máximo 15 municípios estratégicos. Lula disse a subordinados que fazia questão de visitar São Paulo (Marta Suplicy) e São Bernardo do Campo (Luiz Marinho). Ele pode passar por Campinas, Diadema e Santo André e estuda participação em outros 10 municípios: Ananindeua (PA), Campina Grande (PB), Duque de Caxias (RJ), João Pessoa (PB), Natal (RN), Santarém (PA), Serra (ES), São Carlos (SP), Vitória (ES) e Teresina (PI).
O presidente Lula deve destinar atenção no primeiro turno a no máximo 15 municípios estratégicos. Lula disse a subordinados que fazia questão de visitar São Paulo (Marta Suplicy) e São Bernardo do Campo (Luiz Marinho). Ele pode passar por Campinas, Diadema e Santo André e estuda participação em outros 10 municípios: Ananindeua (PA), Campina Grande (PB), Duque de Caxias (RJ), João Pessoa (PB), Natal (RN), Santarém (PA), Serra (ES), São Carlos (SP), Vitória (ES) e Teresina (PI).
Tv fiscal nas eleições
Assessoria jurídica do Democratas acompanha on line a exibição dos comerciais nas emissoras de televisão a partir de hoje.
Pelo controle up to date é possível saber se o número e a ordem das inserções dos candidatos a prefeito estão de acordo com o mapa de mídia elaborado pela justiça eleitoral.
Pelo controle up to date é possível saber se o número e a ordem das inserções dos candidatos a prefeito estão de acordo com o mapa de mídia elaborado pela justiça eleitoral.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Produtos madeireiros e não madeireiros
Madeireiros, IBAMA e INCRA não se interessam por informações que a Embrapa coletou sobre a cadeia produtiva de produtos madeireiros e não madeireiros no Pará e Acre. Todos foram convidados com antecedência mas não compareceram no workshop de lançamento dos resultados pesquisados.
A pesquisa foi financiada pelo CNPq, por meio de um projeto desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental, em parceria com a Universidade Federal de Rondônjia (UNIR), Embrapa Acre, Ibama Acre, e Universidade Federal da Amazônia (UFRA). Os dados foram coletados na área de abrangência da BR 163, no Pará e no Estado do Acre, no período de 2007 e 2008.
Segundo o pesquisador Willian Castro, o resultado permite a observação do contraste existente na indústria de base florestal nos dois estados. Um exemplo interessante é o trabalho apoiado por ONG's. No Pará, a atuação dessas organizações é considerada como um "problema". No Acre, quanto maior a pressão feita pelas ONG's melhor. Trabalhar em parceria com o Greenpeace, é sinônimo de muitas portas se abrindo.
A pesquisa foi financiada pelo CNPq, por meio de um projeto desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental, em parceria com a Universidade Federal de Rondônjia (UNIR), Embrapa Acre, Ibama Acre, e Universidade Federal da Amazônia (UFRA). Os dados foram coletados na área de abrangência da BR 163, no Pará e no Estado do Acre, no período de 2007 e 2008.
Segundo o pesquisador Willian Castro, o resultado permite a observação do contraste existente na indústria de base florestal nos dois estados. Um exemplo interessante é o trabalho apoiado por ONG's. No Pará, a atuação dessas organizações é considerada como um "problema". No Acre, quanto maior a pressão feita pelas ONG's melhor. Trabalhar em parceria com o Greenpeace, é sinônimo de muitas portas se abrindo.
Bancos não cumprem determinação do BC
O Banco Central determina que obrigatóriamente as agências devem atender o público no período de 12h as 15h, horário de Brasilia, deixando facultativo o horário de funcionamento interno.
Porém, em Santarém os bancos continuam atendendo o público até as 14h. A Associação Comercial e Empresarial de Santarém vem tentando sensibilizar os agentes financeiros de que o encerramento do funcionamento dos bancos às 14 horas causa prejuízos para a sociedade. Os empresários reivindicam que o atendimento ao público seja das 10 da manhã às 15 h, alegando que esse horário provoca aumento dos custos das empresas. Se as agências não cederem, a Associação Empresarial pretende ingressar com uma denúncia junto ao Banco Central e FEBRABAN por descumprimento da Resolução 2.932, de 28.02.2002, que observa o horário mínimo de expediente ao público de cinco horas ininterruptas, com atendimento obrigatório das 12h às 15h, horário de Brasília.
Porém, em Santarém os bancos continuam atendendo o público até as 14h. A Associação Comercial e Empresarial de Santarém vem tentando sensibilizar os agentes financeiros de que o encerramento do funcionamento dos bancos às 14 horas causa prejuízos para a sociedade. Os empresários reivindicam que o atendimento ao público seja das 10 da manhã às 15 h, alegando que esse horário provoca aumento dos custos das empresas. Se as agências não cederem, a Associação Empresarial pretende ingressar com uma denúncia junto ao Banco Central e FEBRABAN por descumprimento da Resolução 2.932, de 28.02.2002, que observa o horário mínimo de expediente ao público de cinco horas ininterruptas, com atendimento obrigatório das 12h às 15h, horário de Brasília.
Professores se mobilizam
Em Santarém o Sindicato dos Professores convocou seus filiados para uma assembléia. Já se movimenta para articular uma nova greve, segundo informou a circular publicada pela entidade.
Enquanto isso, em Belém, as negociações continuam. Aliás, foram reabertas na última quinta-feira (14) na sede da Seduc. Pelo o que informou a assessoria da secretaria as cláusulas econômicas, sociais e gerais deveriam ser formalizadas ainda nesta segunda-feira (18). Há estudo para alterar o novo calendário escolar nesta negociação, para que os professores não tenham que enfrentar a maratona de dar aulas aos sábados.
Enquanto isso, em Belém, as negociações continuam. Aliás, foram reabertas na última quinta-feira (14) na sede da Seduc. Pelo o que informou a assessoria da secretaria as cláusulas econômicas, sociais e gerais deveriam ser formalizadas ainda nesta segunda-feira (18). Há estudo para alterar o novo calendário escolar nesta negociação, para que os professores não tenham que enfrentar a maratona de dar aulas aos sábados.
Cultura Afro
Professores paraenses vão fazer curso de aperfeiçoamento para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. O curso, que acontece a partir de 22 de setembro, é promovido pela Coordenação de Promoção da Igualdade Racial (Copir) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), terá 180 horas e será realizado nos municípios de Altamira, Marabá, Monte Alegre, Bragança, Cametá, Curuçá e Conceição do Araguaia.
O objetivo é promover a valorização da cultura afro-brasileira e sua historicidade no Pará e no Brasil. O curso visa ainda preparar professores, técnicos e gestores para elaboração de currículos escolares que priorizem a produção de conhecimento sobre as culturas afro-brasileiras existentes na Amazônia. O curso será dividido em quatro módulos: História da África, o Negro na Amazônia: comunidades negras rurais e quilombolas atuais; Cultura e religião afro-brasileira; A poética afro-brasileira; Direitos humanos e racismo.
Em Santarém, a 5ª URE não sabia nada sobre o curso e nem soube explicar porque o município ficou de fora.
O objetivo é promover a valorização da cultura afro-brasileira e sua historicidade no Pará e no Brasil. O curso visa ainda preparar professores, técnicos e gestores para elaboração de currículos escolares que priorizem a produção de conhecimento sobre as culturas afro-brasileiras existentes na Amazônia. O curso será dividido em quatro módulos: História da África, o Negro na Amazônia: comunidades negras rurais e quilombolas atuais; Cultura e religião afro-brasileira; A poética afro-brasileira; Direitos humanos e racismo.
Em Santarém, a 5ª URE não sabia nada sobre o curso e nem soube explicar porque o município ficou de fora.
Muda chefia de gabinete de Ana Júlia mais uma vez
Na coluna “Repórter Diário”, do Diário do Pará:
O bancário Paulo Cunha, atual gerente da Sala das Prefeituras da Caixa Econômica Federal, em Brasília, será o novo chefe de gabinete da governadora Ana Júlia Carepa. Cunha, da tendência petista Democracia Socialista (DS), já foi diretor jurídico do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, presidiu a Associação de Pessoal da Caixa (Apcef) no Pará por dois mandatos, foi secretário de Comunicação do PT e assessor da governadora quando esta ainda era senadora. Ele espera apenas a liberação da instituição para assumir o cargo, o que deve ocorrer ainda esta semana, quando deve chegar a Belém.
O bancário Paulo Cunha, atual gerente da Sala das Prefeituras da Caixa Econômica Federal, em Brasília, será o novo chefe de gabinete da governadora Ana Júlia Carepa. Cunha, da tendência petista Democracia Socialista (DS), já foi diretor jurídico do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, presidiu a Associação de Pessoal da Caixa (Apcef) no Pará por dois mandatos, foi secretário de Comunicação do PT e assessor da governadora quando esta ainda era senadora. Ele espera apenas a liberação da instituição para assumir o cargo, o que deve ocorrer ainda esta semana, quando deve chegar a Belém.
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