domingo, 31 de janeiro de 2010
Público pequeno assistiu empate do São Raimundo em Marabá
Eleitores de Placas vão votar na primeira eleição de Mojuí dos Campos
O jornal O Estado do Tapajós, que está nas bancas desde sábado, publica a relação completa das seccões eleitorais de Mojuí dos Campos.
Placas:
4227 | COM. SANTA RITA DE CÁSSIA E.M.E.F. SANTA RITA DE CÁSSIA | 711 | 03º26'57,8'' 54º36'46,5'' |
4286 | COM. IGARAPÉ DO FORTALEZA E.M.E.F. VITÓRIA DO FORTALEZA | 729 | 03º28'02,6'' 54º33'08,1'' |
4313 | COM. SANTA FÉ DO CACHOEIRINHA E.M.E.F. SANTA FÉ | 736 | 03º23'29,2'' 54º31'10,0'' |
Santarém:
1546 | COM. PORTO NOVO E.M.E.F. SÃO FRANCISCO | 180 | 02º49'46,9'' 54º19'37,7'' |
4111 | COM. AMPARO – (menos de 50 eleitores) E.M.E.F. CRISTO LIBERTADOR | 689 (agr. na 434) | 02º39'05,3'' 54º47'09,3'' |
Belterra:
1872 | COM. PRATA E.M.E.F. SÃO FRANCISCO | 225 | 02º53'39,2'' 54º51'48,1'' |
3760 | COM. SÃO RAIMUNDO DO TRACOÁ – (menos de 50 eleit) E.M.E.F. STA. LUZIA | 579 (agr. na 227) | 02º42'26,0'' 54º50'07,5'' |
O TJE cumpriu a meta 2 do CNJ?
Belém- Foi exemplar a sessão do Tribunal Pleno do TJE realizada em 9 de dezembro do ano passado, presentes 21 dos 30 desembargadores (os oito ausentes se justificaram e o ex-presidente, Milton Nobre, está licenciado por ter sido eleito membro do Conselho Nacional de Justiça, o primeiro representante do Pará no colegiado). Na abertura da sessão o presidente, desembargador Rômulo Nunes, entregou o certificado que o CNJ expediu para a desembargadora Vânia Lúcia de Azevedo da Silva, por ter atingido a Meta 2 do Conselho, que previa o julgamento de todos os processos em tramitação até 2005. Ao invés de se tornar festiva, consagrando o combate à lentidão da justiça no Brasil, a sessão passou a ser tomada por controvérsias.
Começou quando o desembargador Rômulo Nunes se referiu a um expediente da desembargadora Eliana Rita Abufaiad, comunicando a existência de apenas três processos da Meta 2 pendentes em seu gabinete. O primeiro teve a sua tramitação suspensa por solicitação das partes, visando a composição de um acordo, enquanto os dois últimos já tinham sido julgados, mas ainda havia o prazo para a interposição de eventuais recursos, explicou a magistrada.
Em seguida, a desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro disse que faria uma colocação “bem oportuna” em função da entrega do certificado à desembargadora Vânia Azevedo da Silva, por ter concluído os processos da Meta 2 em seu gabinete, e também sobre o ofício da desembargadora Abufaiad mostrando quantos processos ainda estavam pendentes de diligência ou alguma outra situação. Lembrou que provavelmente em setembro se manifestou naquele mesmo plenário “dizendo que do jeito que estava seria até inviável cumprir a Meta 2”.
Explicou ter saído de férias no dia 9 daquele mês e na semana do seu retorno foi avisada que estava chegando ao seu gabinete um processo de Meta 2. Reafirmou então o que anunciara: não iria jurar suspeição sobre processos de Meta 2, por isso ia ficar difícil cumpri-la: “Não devolvi nenhum processo. Fiquei com eles e os analisei, decidindo”. Por isso, considerava ter atingido a meta estabelecida pelo CNJ, porque o último processo que ainda dependia de julgamento no seu gabinete seria julgado naquela mesma sessão do Tribunal Pleno, o que a deixava muito feliz. No entanto, informou que acabara de receber dois novos processos da Meta 2, que lhe foram redistribuídos, sem que pudesse decidi-los de imediato, monocraticamente (sem depender dos seus pares de tribunal).
“Não estou aqui questionando, dizendo nada ao meu colega, que jurou suspeição nos dois processos, e por isso foram-me redistribuídos. Quero dizer a todos que não vou jurar suspeição, mas vou comunicar ao Conselho Nacional de Justiça”. A desembargadora disse que dava por cumprida a meta porque as normas legais não lhe permitiam jurar suspeição: “Meu dever é processar e julgar”. Lamentava, mas ressalvava: “não vai ser um certificado que vai me alterar em nada”. A existência dos dois processos nas estatísticas significaria “tão somente números”: “ninguém vai aferir e nem vai justificar na estatística quando eu recebi estes processos”.
A desembargadora Vânia Silva interveio para dizer que partilhava o mesmo sentimento da sua colega: estava alegre porque naquela mesma sessão era revisora do julgamento do último processo da desembargadora Brígida Gonçalves dos Santos de Meta 2, “que também veio por motivo de redistribuição, processo antigo, quando ela tinha quase que zerado”.
Foi a vez de o desembargador João Maroja falar para manifestar a impressão de que a Meta 2 “parece que veio para fazer constrangimento para todos nós”. Confessou ter dois processos. Pedira inclusão de pauta para um deles, ação penal contra um promotor de Justiça, que, só no Ministério Público, “passou um ano e dez meses para receber parecer”. O outro processo também era uma ação penal, desta vez contra uma promotora de justiça. Observou que “essa moça me tem criado mil embaraços no processo, só faltou arrolar testemunhas em Nova York para eu ouvir”.
Ressaltou ser essa “uma instrução que não posso absolutamente fazer de modo açodado sob pena de estar prejudicando o amplo direito de defesa. Só registro que o Conselho Nacional de Justiça coloque nesses termos, pressão em cima de nós e depois premia... Acho absolutamente dispensável esse prêmio do Conselho Nacional, porque eu cumpro a minha meta sem qualquer preocupação, é ponto número um celeridade no meu processo”.
Foi então a vez de a desembargadora Luzia Nadja do Nascimento se aliar à desembargadora Célia Regina em relação ao tema: na véspera também recebera um processo de Meta 2 por redistribuição e que, por estar em diligências, não podia ser julgado, embora sem estar parado. Por isso, não atenderia a meta, mas também não a violaria, porque ela não podia limitar a ação dos magistrados. Admitiu que a iniciativa do CNJ “veio com certeza pelo clamor da sociedade. Isto nós não podemos dizer que não foi, e que ela está tendo resultado, está sim, não podemos dizer de forma diferente. Contudo, o 2º grau não só fica restrito a decidir processos de Meta, ele recebe mandados de segurança, agravos, tem os processos dos idosos que têm prioridade, que tem que dar andamento. Quer dizer, a Meta é só um plus para nós do 2º grau”.
O desembargador Cláudio Montalvão pediu a palavra para reforçar a manifestação das colegas. Disse que se esforçou para cumprir a exigência do CNJ e que, finalizando seus julgamentos, igualmente recebeu um novo processo de Meta 2. “Fico realmente enojado e estou argüindo minha suspeição, sim, porque entendo que é fora de cabimento, deveria ter um meio; estes processos redistribuídos no mês de outubro ou novembro para o colega, deveria ter em escape, porque vão dizer que ele ficou, não cumpriu a Meta 2, mas não sabe que você exerceu um esforço tremendo para julgar todos, e de uma hora para outra chega um processo sem solução”. Assim, não se sentia à vontade “para julgar um processo da Meta 2 em dezembro”, quando estava cumprindo a sua parte.
A desembargadora Albanira Bemerguy também decidiu se manifestar, “embora eu sinta que é pregar no deserto, mas continuo pregando no deserto, não tem problema”. Sua opinião era de que “estamos andando em círculos”. Em conversa com a corregedora de justiça disse que ninguém devia ser penalizado. Em primeiro lugar porque esses processos constituíam “’herança maldita’, que nós chamamos porque houve desembargador que deixou dois mil processos, se aposentou belo e faceiro e bonitinho”, transferindo o ônus aos colegas que permaneceram na ativa. Mas não citou o nome do magistrado relapso, que acumulou tantos processos sem julgá-los.
A ex-presidente do TJE disse não ser contra a iniciativa do CNJ, mas destacou que o judiciário precisa ter condições “para cumprir essas exigências, essas demandas, essas metas que estão sacrificando magistrados e servidores: é depressão, é estresse, tudo mais”. Exemplificou que o judiciário paraense vai poder contratar mais 50 juízes, quando precisaria de 200 para dar conta de tantas e tão complexas questões, como as fundiárias e as ambientais. Foi autorizada a contratação de apenas um psiquiatra para atender milhares de necessitados, quando a demanda requeria muito mais.
No entanto, só era destacada a cobrança, sem as medidas de apoio para atender o serviço. “Quer dizer: ganham marketing, parece que estão resolvendo o problema da justiça do Brasil, mas não estão, ao contrário, estão penalizando injustamente magistrados que não têm mais a quem recorrer”
O desembargador Leonam Gondim Júnior informou que, consultando os arquivos do dia em relação à semana anterior, constatou que os processos pendentes no judiciário do Pará haviam baixado de 230 para 166. Não sabia dizer “como é esse critério de baixa, e já me disseram que só vale quando transita em julgado”. Discordou, argumentando que há recursos “que não dependem de mim”, e que ainda estavam tramitando em seu gabinete 15 processos (quase 10% do total), embora estivesse redobrando suas jornadas de trabalho (na véspera, dormira apenas quatro horas – reclamou).
A desembargadora Maria do Carmo Araújo e Silva anunciou que também não iria cumprir a meta, “porque os processos ficam dependentes de recursos e há processos em diligências, mas na minha sala não tenho mais nenhum”. Estava trazendo o último para julgamento naquele dia. Mas recebeu uns 15 dias antes “um processo de 17 volumes, é um problema sério. A desembargadora Célia Regina está reclamando e já não posso mais nem reclamar porque é muito complicado”.
E assim a sessão chegou ao fim. Mas não a Meta 2.
Ana Júlia sela paz com Bernadete. Puty sai antes de abril.
A governadora Ana Júlia prometeu neste sábado, durante café da manhã com a deputada estadual Bernadete ten Caten (PT) indicar o nome que a parlamentar escolher para ocupar a superintendência do Incra em Marabá.
A informação foi prestada há pouco pela professora Edilza Fontes, ex-secretária da Escola de Governo do Pará (EGP), durante entrevista de duas horas ao programa Jogo Aberto, da Rádio Tabajara.
Edilza informou mais. Disse que o coordenador da campanha de reeleição de Ana Júlia já está escolhido: será o presidente regional do partido, João Batista da Silva. A ex-diretora da EGP adiantou ainda que todos os secretários de Estado com pretensões eleitorais sairão do governo antes de abril, prazo fatal para as desincompatibilizações. Essa situação alcançará inclusive o chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, pré-candidato a deputado federal pela DS (Democracia Socialista), tendência a que pertence a governadora.
O entendimento entre Ana Júlia e Bernadete ten Caten ameniza, pelo menos por enquanto, a crise aberta com a revelação, pelo Diário do Pará, do teor de uma carta que a deputada enviou à DS e à direção do partido. A carta continha um ultimato: ou a tendência da parlamentar, a PT Pra Valer, teria o direito de indicar o novo superintendente do Incra em Marabá ou então ela, Bernadete, disputaria prévias com a governadora Ana Júlia, para que o partido escolhesse quem, dentre elas duas, concorreria à eleição de outubro.
Bernadete e o deputado federal Zé Geraldo, também da PT Pra Valer, ficaram revoltados desde que, na semana passada, 17 prefeitos da região sul do Pará foram até o Palácio dos Despachos, para um encontro com a governadora e com Puty. Os gestores estiveram acompanhados de Raimundo Oliveira, atual superintendente do Incra em Marabá, indicado para o cargo pelo grupo da deputada.
Bernadete e Zé Geraldo, que dizem não ter sido convidados para o encontro, sentiram, exalando da reunião em palácio, o cheio de articulações eleitorais para favorecer a pré-candidatura de Puty. E tanto é assim que o encontro teria servido para confirmar a pré-candidatura de Raimundo Oliveira a deputado estadual, em dobradinha com Puty.
Edilza considerou uma vitória do partido o fato de Ana Júlia ter sentado com Bernadete para ouvi-la pessoalmente sobre suas queixas e reivindicações. “É por isso que eu tenho orgulho desse partido”, disse a professora, referindo-se ao PT.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Flávio Barros diz que time não está bem fisicamente
'A nossa equipe foi guerreira, com os jogadores com moral elevado, atuando em velocidade, mas reconheço que faltou preparo físico para matar a partida", afirmou técnico alvinegro.
Barros lamentou os gols perdidos por Michel em jogadas de contra-ataque. "Não culpo o Michel, ele é um excelente jogafor, mas faltou preparo físico para a equipe. Os jogadores não estão bem condicionados, é visível o cansaço, sofremos a pressão do adversário e cedemos o gol", lamentou.
Labilá reclama de Michel
Pantera enfrenta Cametá
Depois o time regressa a Santarém para o enfrentar o Botafogo pela Copa do Brasil.
Águia 0 x 1 São Raimundo. 42 minutos do segundo tempo.
Torcida do Águia pede a saída do ténico João Galvão. Protestos nas arquibancadas.
Águia continua pressionando em busca do empate. Mais um escanteio contra o São Raimundo.
Águia 0 x 1 São Raimundo. 37 minutos do segundo tempo
Marcelo Pitbul, do Pantera, se destaca com os lançamento para os contra-ataques que levam perigo ao gol de Alan.
Mais um escanteio para o Águia.
Pressão total do ataque marabaense.
Águia 0 x 1 São Raimundo. 31 minutos do segundo tempo
No contra-ataque, o Águia quase empata.
Em outro contra-ataque, Michel perdeu novamente o gol.
Tarta acaba de substituir Michel.
Radio Rural corta retransmissão do jogo do São Raimundo
Quando transcorriam 20 minutos do primeiro tempo, o som da Rádio Clube foi desconectado para a transmissão de uma missa.
Um desrespeito com o ouvinte da emissora.
Águia pressiona São Raimundo aos 23 minutos do segundo tempo
Mas no segundo tempo, a equipe Marabaense é quem teve as melhores chances de gol, evitadas pela excelente atuação do goleiro Marabá e a presença de Filho na zaga.
O Águia já obteve quatro escanteios no jogo, contra nenhum do São Raimundo.
Labilá se destaca contra o Águia
O jogo está com 10 minutos do segundo tempo.
Labilá salvou dois gols praticamente certos no primeiro tempo.
No início do segundo tempo Labilá salvou mais uma vez o Pantera. E aos 9 minutos espalmou para escanteio um chute forte do ataque do time marabaense.
O Águia tem mais volume de jogo, mas o Pantera joga no contra-ataque, esquema 3-5-2 montado pelo novo técnico Flávio Barros.
De virada, Paissandu derrota Ananindeua
Apesar de grandes dificuldades ao longo do segundo tempo, o Paissandu conseguiu sua segunda vitória no campeonato, derrotando o Ananindeua por 2 a 1, de virada, na tarde deste sábado, na Curuzu. Depois de um primeiro tempo em que alternou boas manobras de ataque com descuidos na marcação, o time de Barbieri voltou do intervalo sem grandes novidades na distribuição em campo. Jênison era o mais ativo, buscando jogadas com Moisés e Zé Augusto, que entrou no lugar de Bruno Rangel.
O Ananindeua buscava os contra-ataques e sempre chegava com perigo. Aos 18 minutos, nasceu o primeiro gol, em cruzamento que Junior Belém desviou para as redes de Fávaro. O Paissandu entrou em desespero com as cobranças da torcida e o Ananindeua continuou a ameaçar. Jênison foi substituído por Luciano Dias e a equipe foi toda ao ataque buscar o empate, até que, aos 37 minutos, em meio a uma confusão na área, Moisés empatou a partida. Cinco minutos depois, escorando cruzamento de Zé Augusto, Luciano Dias desempatou.
Águia 0 x 1 São Raimundo. Branco, aos 26 minutos do 1o. tempo
Águia 0 x 1 São Raimundo.
Branco marcou o gol do Pantera, em jogada de contra-ataque.
Acompanhe: Águia x São Raimundo, aqui no Blog do Estado a partir de 19 horas
Será o jogo dos lanternas.
Ficha do jogo
Águia - Alan, Victor Ferraz, Edkléber, Charles e Aldivan; Daniel, Analdo, Soares e Thiago Marabá; Garrinchinha e Jales.
Técnico: João Galvão
São Raimundo -Labilá, Leandrinho, Filho, Marabá e João Pedro; Beto, Marcelo Pitbull, Michell e Thiago Neiva; Branco e Del Curuçá.
Técnico: Flávio Barros
Local: Zinho de Oliveira (Marabá)
Horário: 19 horas
Ingressos: R$ 10 e R$ 15
Árbitro: Fernando José de Castro Rodrigues
Assistentes: Heronildo Sebastião Freitas da Silva e Manoel Cardoso Santos
Regra-três: José Lima de Carvalho
Política paraense: Tudo no leilão
Como das vezes anteriores, tudo indica que a eleição deste ano será disputada em dois pólos: pelos que exercem o poder agora e pelos que o exerceram ontem. Uma “terceira via”, como a anunciada pelo ex-governador Almir Gabriel, não passa de fantasia. Ou fraude.
Como acontece há vários anos, a menos de três meses do encerramento do prazo para o registro das candidaturas e a nove meses do 1º turno da eleição, o eleitor paraense tateia para identificar as tendências do processo eleitoral no Estado. Há um único pré-candidato, sacramentado no final do ano passado: o economista Simão Jatene, do PSDB, que já foi governador. Seu nome foi aprovado numa prévia partidária, que devia eliminar qualquer possibilidade de divergência através de consenso na cúpula dos tucanos, que detestam bola dividida. Aparentemente, essa unidade foi conseguida porque o único concorrente, o senador Mário Couto, desistiu e compôs com seu ex-quase adversário.
A desistência de Couto foi interpretada como uma traição pelo seu padrinho, Almir Gabriel, que jurava não pensar mais em voltar ao centro do ringue (apenas não queria que Jatene ficasse sob os holofotes). É pouco provável que o ex-governador venha a bater chapas com Jatene na convenção do PSDB, em abril. Não tem correligionários suficientes para isso. Mas desde o acordo de Mário Couto, Almir abandonou de vez seu domicílio no litoral de São Paulo, restabeleceu sua base física em Belém e tem concentrado sua bateria de ataques na direção daquele que era seu mais íntimo colaborador e amigo até recentemente. Essa metralhadora giratória tem feito estragos. Inclusive ao atirador, que, nesse ponto, repete a inusitada imperícia do seu novo desafeto, que fisgou o próprio olho numa de suas tantas pescarias pelo interior.
Dentre as várias denúncias que Almir tornou públicas, uma é de maior gravidade. Em outras circunstâncias, teria se transformado em escândalo. Disse que Jatene sempre foi um elemento de confiança da antiga Companhia Vale do Rio Doce, tanto durante os oito anos como o principal secretário na gestão de Almir como nos quatro anos seguintes, quando o sucedeu no trono do poder executivo estadual. Nenhuma novidade até aí, exceto a tentativa do ex-governador de se isentar de responsabilidade nessa parceria.
De fato, as principais negociações em torno do imenso contencioso entre a empresa e o Estado foram tratadas com (e por) Jatene. O governador, fiel ao seu estilo trombudo, com humor sujeito a súbitas mudanças dos ventos, permanecia na retaguarda. Ora aplaudia, ora criticava. Mas era sempre quem decidia. Em algumas situações forçou a Vale a ceder-lhe o que exigia. Em outras, quem cedeu foi ele. A moeda de troca nem sempre foi só – nem principalmente – a causa pública. Por isso, o melhor cenário para essas relações sempre foi mais o gabinete do que o palanque ou a praça. Se as paredes falassem, falariam muito mais do que o agora irado Almir.
Desta vez ele foi muito mais longe: insinuou que a Vale deu dinheiro não contabilizado a Jatene para a campanha na qual ele se elegeu, em 2002, contando para isso com o total apoio do então governador no cargo, no qual fazia questão de tudo saber e agora, por conveniência, adotou o cacoete celebrizado do presidente Lula, de nada saber. Continuando na denúncia, sugeriu que a Vale, a maior empresa privada do Brasil, pode ter contratado Jatene como assessor quando ele entregou o cargo de governador a Ana Júlia Carepa, do PT, em 2006, e não ao seu padrinho fiduciário, que tentou voltar à chefia do executivo estadual pela terceira vez e acabou derrotado.
Foi só uma insinuação, sem provas e sem rastros. As duas jornalistas que atenderam ao chamado do ex-governador e foram entrevistá-lo, na verdade, quase só o ouviram (Rita Soares, do Diário do Pará, e Ana Célia Pinheiro, do blog A Perereca da Vizinha, não puderam gravar a conversa; Ronaldo Brasiliense, de O Liberal, o terceiro convidado, desta vez não atendeu à convocação e o jornal dos Maiorana nada divulgou a respeito).
Foi o bastante, porém, para que a cidade fosse inundada por comentários e afirmativas sobre a relação contratual entre a Vale e Jatene, imaginada e “vocalizada” (como gostam de dizer tucanos e petistas), mas ainda sem provas. Mesmo que elas não surjam e o também ex-governador, na volta de mais férias no exterior, desfaça a onda de veneno, que pode prejudicar muito a sua candidatura, com quem contaria Almir Gabriel para abrir uma “terceira via” no processo eleitoral paraense, há muitos anos marcadamente bipolar (tanto no seu sentido ideológico quanto, talvez, psicológico)?
Dentro do seu próprio partido ele não tem mais liderança capaz de ameaçar a confirmação de Jatene, o preferido da maioria. Precisou ir atrás de reforço em outra freguesia. Diz já ter sido contatado por dois partidos, sem nominá-los. Atacando raivosamente uma prevenção suposta contra sua idade (77 anos), que só ele considera como a causa da campanha contra seu nome dentro do PSDB, garante estar em plena forma: seu baú de idéias conteria 120 projetos para desenvolver o Pará, um terço dos quais inteiramente novos, que ele concebeu à beira-mar, em Bertioga, indiferente aos apelos das orquídeas pela atenção tantas vezes prometida – e outras tantas ignorada.
Enquanto essa cascata de “projetos estruturantes” não desaba, o aríete para romper a competição em dois blocos políticos seria o combate à antiga CVRD, que é um Estado dentro do Estado. Nessa investida, é mais provável que, ao invés de voltar ao inquilinato no Palácio dos Despachos, na avenida Augusto Montenegro, o doutor Almir se torne personagem de um Cervantes nada adaptado aos tempos atuais. Quem pode peitar a Vale, que no Pará faz e acontece e não está nem aí para saber se no Bernardino aparece?
Jader Barbalho podia ser o Sancho Pança, capaz de aceitar o importante papel de coadjuvante, já que, contra todas as suas declarações, o sonho que ainda parece embalar o doutor Almir é se tornar o único cidadão eleito três vezes para governar o Pará? Por falta de sedução é que não deixará de ser. Na conversa com as repórteres, ele não poupou elogios àquele que se tornou a primeira causa do seu atrito com o pupilo até então querido. Justamente quando Jatene se aproximou de Jader para a aliança, que agora é a chave para a “terceira via”, Almir começou a destilar mágoa e o tratamento dispensado ao até então amigo do peito passou a ser característico dos inimigos.
Esse passado tão recente foi apagado e na memória foi inscrita a revelação, feita às repórteres, de que Almir sempre foi eleitor de Jader até que seus caminhos se dissociaram, quando o PSDB veio ao mundo da casca do PMDB (ou do útero). A partir desse momento, com a decisiva participação do doutor Almir e do seu ninho de tucanos, Jader passou a ser a expressão de todos os males do Pará, o Judas a ser malhado em todas as eleições, o boi de piranha para a passagem de outras manadas, não muito diferenciadas do bando que, sob a liderança do ex-ministro, andou pilhando o Estado e circunvizinhanças, mais ou menos próximas.
A posição de liderança de Almir Gabriel já não tem a solidez necessária para ancorar a inauguração da pluralidade político-eleitoral, tão ansiada e tão frustrada no Pará. Não só porque Jader Barbalho e outros cardeais menos votados o conhecem muito bem. É também porque, como quase todos os demais, por vias diversas, raramente assumindo de público essa condição, os políticos comem na mão da Vale (e de outras empresas menos capitalizadas e assediadas). Há um ambiente de expectativas e de necessidades favorável ao surgimento de uma candidatura que não seja a derivada do exercício presente do poder, ou remanescente do poder que foi destronado. O que não há é o cimento para consolidar essa ânsia. O Pará se tornou uma bacia das almas de lideranças.
Por isso, enquanto não surge um terreno propício à pastagem de uma zebra eleitoral, as especulações são feitas em torno da composição dos dois campos litigantes. Por enquanto, um é o da governadora Ana Júlia Carepa, em busca da reeleição. Outro é do ex-governador Simão Jatene, atrás do qual os tucanos tentam retornar ao domínio das rédeas, que foram suas durante 12 anos seguidos, sem mudar a substância da condição do Pará.
Em seus três anos de mandato, Ana Júlia também não cumpriu suas promessas. Seus principais “projetos estruturantes” são federais, comandados por Brasília, que nunca teve bons ouvidos para os clamores paraenses (e amazônicos). Se a União cumprir o cronograma físico-financeiro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e tiver verbas para o assistencialismo lateral de massa, a governadora terá o que inaugurar, indo de um ponto a outro do Estado (ela tem zanzado, sim, mas com pouca produtividade), e não apenas uma rotatória em Belém (sucessora melhorada do túnel subaquático e do tobogã de carro em fila única da administração petista em Belém do também arquiteto Edmilson Rodrigues).
Será o suficiente para tirar a governadora do limbo da alta rejeição, talvez até maior do que a de Jader Barbalho, na qual ela ainda se encontra? É possível que sim, mas não há certeza. De olho no próprio medidor de rejeição, Jader já decidiu: decisão, só no mais tardar que for possível. O tempo é, mais uma vez, o seu maior aliado, qualquer que venha a ser a definição que dará através do PMDB. Se Almir Gabriel já considera não só possível, mas salutar, um encontro com o anhanga de ontem, para Jader não há incompatibilidades de agenda. Ele pode conversar com qualquer um, principalmente por ser procurado para esses encontros. Por conseqüência, pode fazer acordo com quem quiser. Ou não fazer acordo.
Daí tantas especulações sobre quem vai formar com quem. Se o PTB de Duciomar Costa fornecerá o candidato a vice-governador ou ele sairá do aliado PR. Se o prefeito de Belém, contra todas as aparências, comporá com o deputado federal Jader Barbalho, numa nova aliança, ou ambos enlaçados ao PT. Ou se Jader estará ao lado de Jatene ou se formará um novo velho pólo, com um peemedebista na cabeça de chapa. Nessa algaravia de hipóteses, o que não conta é as divisões ideológicas, as divergências políticas, as desavindas visões de mundo, que simplesmente inexistem. Uma verdade axiomática de ontem some hoje. E vice-versa: o impensável se materializa de súbito. O absurdo se torna racional. Tudo pode mudar. Menos o Pará.
Manchetes de O Estado do Tapajós
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Barbalhão: Câmeras de segurança poderiam ter sido instaladas desde dezembro
Mas, apesar do esforço, não há como negar que a providência poderia ter sido tomada ainda no ano passado.
E não me venham com a estória de que a Prefeitura de Santarém não dispunha de dinheiro em caixa para bancar o serviço.
Os 10% cobrados como taxa de administração do estádio rendeu à PMS cerca de 30 mil reais somente na decisão do título da série D, dinheiro que, ao invés de ser usado para melhorar a segurança do estádio, foi doado ao São Raimundo.
O custo das câmeras é também de 30 mi reais.
Entenderam?
Dinheiro tinha, faltou foi planejamento e vontade de fazer.
EScola de música abre inscrições em Santarém
Há cursos para musicalização baby, musicalização infantil, musicalização jovem e musicalização para adultos. As inscrições podem ser feitas na Casa de Cultura de Santarém, até amanhã.
Os alunos ganham muito mais que ritmo, cadência e afinação: acabam se tornando apreciadores da arte. Aproveitam e utilizam para os outros segmentos da vida todos os ensinamentos e benefícios que a música promove, como a socialização, o raciocínio lógico, a sensibilidade e a disciplina, entre tantos outros.
A escola foi idealizada e é dirigida pelo Maestro José Agostinho da Fonseca Neto, o Tinho.(Bog da Franssi)
Lei do tempo de espera em fila de bancos é letra morta em Santarém
REPÓRTER
A lei municipal que determina o tempo máximo de 30 minutos de espera nos dias normais e 45 nos dias de pagamento não vem sendo cumprida como deveria. Em Santarém, o tempo de espera, na maioria das vezes, supera o prazo determinado. O PROCON municipal que deveria fiscalizar o cumprimento da lei, alega que não dispõe de pessoal suficiente para efetuar blitzes nas agências bancárias e , depois de quase cinco anos de vigência da lei, aplicou apenas três notificações.
Nos dias de pico referentes aos pagamentos de aposentados e servidores públicos é um sacrifício ficar horas na fila do banco. Mas isso ainda acontece com muita freqüência. Basta chegar os primeiros dias do mês para que os bancos inchem e, as filas intermináveis apareçam.
Ademar Costa, gerente do Banpará, diz que o banco tem cumprido a lei na medida do possível. Mas que nos dias de pagamentos dos servidores estaduais e aposentados o banco recebe um número elevado de pessoas. Segundo o gerente, o banco tem montado estratégias para diminuir a insatisfação do usuário. Ele informa que os 4 pontos do banco espalhados pela cidade é uma dessas estratégias.
O vereador Valdir Matias, autor da lei, diz que a os bancos já se adequaram a algumas normas da lei como senha eletrônica, ter a cópia da lei exposta em local de fácil visibilidade, mas em relação ao tempo de espera, ele diz que o órgão responsável em fazer a fiscalização é o PROCON, o órgão de defesa do consumidor pode agir mediante denúncias ou de forma espontânea. "O PROCON é pró - ativo e pode fazer esse trabalho", explicou o vereador.
Valdir Matias considera que, depois de quase cinco anos da lei, os serviços prestados pelos bancos melhorou consideravelmente.
PROCON NÃO FISCALIZA POR TER PESSOAL REDUZIDO
Walter Murilo Colares, fiscal do PROCON, informa que em relação à fiscalização por conta do órgão é "humanamente impossível", porque o PROCON não conta com efetivo suficiente para fiscalizar e realizar a assistência jurídica necessária ao consumidor.
Segundo Walter, o PROCON tem apenas 2 fiscais, que além da função oficial, ainda dão assistência como advogados e atendentes. De acordo com dados do PROCON, no ano passado foram 1395 atendimentos protocolados, sendo que só 194 encaminhados ao juizado, ou seja, os demais foram resolvidos pelo PROCON mesmo. Walter expõe esses dados para mostrar que não tem como dar atenção às duas ações, ou atende o consumidor quando o órgão é solicitado, ou faz somente fiscalizações. "Uma deixa a outra vulnerável", comentou.
Em relação às reclamações referentes à lei, o fiscal diz que o órgão foi procurado no início da sanção da lei, mas não tem dados precisos. "Acredito que foram uns três protocolados", diz Walter.
Segundo o PROCON, foi feito um trabalho de sensibilização junto à população e aos bancos, foi realizada, reunião com os gerentes das agências.
Em avaliação Walter diz que os bancos melhoraram o atendimento, mas não dá para se alcançar a satisfação total do usuário. Explicou que os Bancos Real, Itaú, HSBC, reduziram consideravelmente o tempo nas filas. Já o Banco do Brasil, Caixa e Bradesco por serem os bancos com maior demanda têm maior dificuldade em cumprir a lei. Mas ainda assim, o PROCON tem recebido reclamações por conta do tempo de espera nas filas dos bancos.
Avião da Piquiatuba que caiu em Sendor José Porfírio tinha 32 anos de uso
O avião Embraer 110 Bandeirante da Piaquiatuba foi fabricado pela Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A em 1978. Tinha 32 anos de vida útil.
Os oficiais do Seripa I vão continuar investigando relatórios da empresa, documentos diversos que falam sobre a manutenção da aeronave, escalas técnicas, escalas operacionais, e outros.
Ex-juiz de Almeirim é aposentado compulsoriamente pelo CNJ
Em dezembro de 2008, o Pleno do TJ/PA decidiu por maioria de votos pela aposentadoria compulsória, como prevê a Lei Orgânica da Magistratura. No entanto, em dezembro de 2009, após o juiz pedir revisão do processo, o pleno converteu a medida apenas para remoção compulsória para outra comarca, aprovando a reintegração do juiz ao Judiciário.
A justificativa para manter Alan Meireles no sistema judiciário do Pará era de que os fatos cometidos pelo juiz não eram graves, mas o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manteve a aposentadoria compulsória .
Çairé, mais um jogo de empurra
De tão afinada, a dupla prometeu que o governo do estado iria construir um lago dos botos definitivo - que o povo chama de çairódromo - para a apresentação do festival disputado elo Cor de Rosa e Tucuxi.
Dois anos se passaram e a promessa não foi cumprida. E pelo visto, não será cumprida este ano.
Questionada, a prefeita tirou o corpo fora e diz que quem fez a promessa foi feita apenas pela governadora Ana Júlia.
Mui amiga!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Famílias continuam em áreas de risco, mesmo com obras do PAC
Cilícia Ferreia
Repórter
Com base nos dados do ano passado, as áreas mais afetadas segundo a Defesa Civil são Mapiri, Caranazal, Uruará devido estarem às margens dos rios Tapajós e Amazonas. Os moradores que tiveram suas casas tomadas pelas águas ficaram desabrigados. Muitos foram retirados para abrigos públicos, casas de parentes ou para casas alugadas.
No Uruará, por conta das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), algumas famílias foram remanejadas para dar lugar ao início das obras. No entanto, algumas famílias continuam a ocupar suas casas em situação de risco, só que diferente dos outros anos, as casas ficaram numa espécie de 'buraco'.
A área já era alagadiça - mas tinha o curso das águas da chuva diretamente para o rio - se tornou mais vulnerável ainda com o aterramento para a construção do cais de arrimo e das casas do PAC.
O problema é que entre esse aterramento e o parte um pouco mais alta do bairro se formou esse 'buraco', onde existem inúmeras famílias morando.
É o caso de dona Maria Domingas de Moraes que está com a casa encostada no aterro. Ela conta que ficou amedrontada com as primeiras chuvas que caíram em janeiro. "Qualquer chuvinha dá medo porque minha casa já está na beira do aterro e em frente da galeria, tenho medo de que as águas subam rápidas e eu perca tudo", desabafou a moradora.
Segundo dona Maria Domingas, uma equipe responsável pelas obras do PAC em Santarém juntamente com a Defesa Civil estiveram no local para atualizar os cadastros dos moradores. Segundo ela, a equipe disse que só iriam retirar as famílias da área em casos de alagamento das casas. Mas para a moradora o melhor é sair o quanto antes.
Dona Rosa Irene, pescadora, concorda com a vizinha, mas diz que a retirada dos moradores não pode ser para um lugar muito longe de onde moram, pois dependem da pesca e quanto mais perto estivem do rio, melhor. A pescadora conta que o cheiro das águas empoçadas é insuportável e que sabe que o local não apresenta condições mínimas de higiene, prejudicando principalmente as crianças. Ela diz que aguarda ansiosa pela conclusão das obras e pela entrega das casas, pois é a melhor opção de moradia para ela.
Dona Isabel dos Santos diz que tem medo da enchente, pois ano passado a água ficou um pouco acima da metade de sua casa. "Todos tiveram que sair, e estavam morando com nossos parentes, só ficou eu e meu marido aqui para tomar conta das coisas", explica a moradora.
Assim como no Uruará, muitas famílias ainda se encontram em áreas alagadiças no Mapiri, mesmo com o início das obras do PAC no bairro. Os moradores temem pelo inverno desse ano.
José dos Santos diz que sua casa não está tão perto da 'beira' do lago, mas que toda vez as águas invadem sua casa deixando não só sua família ilhada, mas todos que moram nas proximidades do lago. Ele espera que o PAC venha resolver o problema de alagamentos no bairro, mas diz que está desanimado quanto ao PAC no Mapiri, porque ainda não foi construída nenhuma casa.
Coluna de José Olivar
Prefeitos organizam protesto em Brasília e ameaçam fechar as portas
Santana destaca a discrepância entre o aumento das responsabilidades, tais como o pagamento do piso da educação e a implantação do novo salário mínimo, a gestão plena da saúde e educação para a população, com a redução, em pelo menos 48% dos repasses do governo federal, só em 2008 e 2009.
Lei de Responsabilidade Fiscal
Leonardo garantiu que nenhuma tutela jurisdicional poderá penalizar os Prefeitos por não conseguirem cumprir à risca a Lei de Responsabilidade Fiscal, senão eles terão que demitir os médicos, professores, e a maioria dos concursados. Segundo ele, a Lei Complementar nº. 101, de 04 de maio de 2000, intitulada Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, foi elaborada e promulgada, às pressas, por conta de atos isolados de improbidade.
“A Lei de Responsabilidade Fiscal, além de excessivamente técnica e de grande complexidade para ser aplicada no âmbito dos Estados e Municípios, contém muitas falhas e impropriedades por não prever a diminuição dos recursos oriundos das transferências constitucionais, as quais se dão de forma aleatória ao verdadeiro processo federalista, onde a União se mostra exageradamente centralizadora dos tributos e promove renúncias fiscais que só prejudicam os outros entes federados. Ele garantiu que existem na LRF vários dispositivos inconstitucionais.
“A criminalização dos Prefeitos e Prefeitas neste país chega a ser um ato de desigualdade na aplicação das regras da lei, tendo em vista que não há controle externo nenhum aos atos do governo da União, o qual estabelece o que quiser com os tributos arrecadados, enquanto os gestores públicos municipais são penalizados, marginalizados e criticados por faltas que não cometem, pois a responsabilidade pela quebradeira das prefeituras e o desmantelamento da máquina é exclusivamente do governo federal que não dá ouvidos à voz rouca dos Municípios e nem respeita o pacto federativo”. Finalizou.
Antes tarde, do que nunca
A prefeita Maria do Carmo resolveu recuperar o tempo perdido que causou a não liberação do estádio Barbalhão para os jogos iniciais do São Raimundo este ano.
Antes tarde, do que nunca, a própria Maria resolveu fazer o serviço que deveria ter sido feito pela assessora de esportes e lazer, a incompetente Rita Peloso, que além de nada fazer, ainda resolve tirar férias para descansar de sei lá o que.
Hoje, a prefeita acompanhou as vistorias de segurança, vigilância sanitária, inspeção estrutural e já tem em mãos os laudos preliminares que ela mesmo vai levar para Belém visando a assinatura do TAC com o Ministério Público.
A assinatura do TAC e mais a instalação de câmeras de vídeo e a adoção de um plano de segurança vão permitir que a comissão de vistoria da FPF, após inspecionar o Barbalhão, libere o estádio para o jogo do dia 10 entre São Raimundo e Botafogo, valendo pela Copa do Brasil.
(Foto: Ronaldo Ferrrreira)
Prefeita vistoria o Barbalhão
Quer conferir in loco o que ralmene falta para que o estádio seja liberado para jogos oficiais e, finalmente, assinar o TAC se comprometendo com as reformar exigidas pela CBF e FPF.
Puty, o candidato, fala no rádio (II)
O chefe da Casa Civil falou à Rádio Rural que é favorável à construção de hidrelétricas no rio Tapajós, que o problema da falta de água em Santarém será resolvido, que as estradas estaduais serão conservadas no período chuvoso etc etc
Mas não foram só com promessas que o dougtor Puty se preocupou. Ele relacionou as obras e ações do governo Ana Júlia em Santarém, dando ênfase ao Navega Pará.
Detalhe: não mencionou em nenhum momento da entrevista o nome da prefeita Maria do Carmo, companheira de partido, e nem fez menção a nenhuma parceria com o município que, aliás, existem.
Talvez para não misturar assuntos políticos com ações administrativas, né, doutor Puty?
Puty, o candidato, fala no rádio
O pré-candidato a deputado federal pelo PT invade a horta eleitoral do deputado Carlos Martins, irmão da prefeita Maria do Carmo para falar sobre as ações do governo do estado nas áreas de conflitos da resex Renascer.
Puty rechaça a crítica de que o governo do estado foi omisso e explica que a solução do confito é complexa.
E mais uma vez reclamou do Diário do Pará, o jornal do Jader Barbalho. "Parte da imprensa nos criticou - aqui não vou citar o nome - porque nós fomos na área. Falaram que fomos de helicóptero e outras coisas mais", afirmou Puty.
Sobre o atraso das obras de reforma do colégio estadual Álvaro Adolfo, Puty reconheceu o problema, mas informou que o governo abriu cinco licitações para reformar escolas em Santarém, sem explicar, contudo, se o Álvaro Adolfo está incluído nesse pacote.
Daqui a pouco, mais sobre a entrevista do secretário-candidato.
O gado da discórdia
Vai aumentar a tensão entre quilombolas e produtores rurais na área de várzea de Santarém depois que as reses apreendidas durante operação do IBAMA na floresta nacional do Jamaxim pisarem naquelas terras.
O gado foi doado aos quilombolas de 11 comunidades e o rebanho, cerca de 200 cabeças, que já estão nos currais da feira agropecuária desde a manhã de hoje.
Os produtores rurais tentam, sem sucesso, reverter a situação perante a Justiça Federal, mas até o momento só amargam sucessivas derrotas.
Depois de Mojuí, por quê não Curuai?
Perdendo área rural, a prefeitura pode inscrever o município em programas federais para áreas urbanas.
Com território ainda menor, raciocina a prefeita, Santarém só teria a ganhar.
A prefeita Maria do Carmo, por sinal, defende a emancipaçao do distrito de Curuai, na região do Lago Grande, embora espere que a Alcoa, que atua naquela região, possa investir em infra-estrutura básica como estradas, energia e telefonia.
Se isso acontecer, Maria não veria necessidade daquela região se emancipar de Santarém.
Detalhe: a criação de novos municípios brasileiros está suspensa até que o Congresso aprove lei complementar regulamentando a matéria.
Pantera, o ônus da responsabilidade
A conquista do título nacional da Série D pôs o São Raimundo em outro patamar. Trouxe junto o pesado ônus da responsabilidade. Em 2009, sem nada a provar, foi vice-campeão estadual. Agora, a expectativa é outra. A cobrança também. A primeira vítima dessa nova realidade é o técnico Lúcio Santarém, que caiu depois da segunda rodada. Seja quem for, seu substituto terá muito trabalho para pôr a casa em ordem.
Pantera tem novo treinador
O São Raimundo já tem um novo comandante. Após a derrota sofrida diante do Independente (1 a 0), na última terça-feira, no Baenão, Lúcio Santarém se reuniu com os dirigentes do clube, no hotel Paraíso, em Belém, e entregou o cargo. Ontem mesmo a diretoria anunciou a contratação de Flávio Freitas, que dirigiu o Cristal no Campeonato Amapaense.
Lúcio alegou que estava desgastado no comando do time e que sua saída poderá ser benéfica para a equipe. 'Não há mais clima para continuar. A mudança talvez seja positiva para o clube', declarou. De acordo com o diretor de futebol Sandicley Monte o auxiliar-técnico Carpegiani, que chegou a comandar o Pantera na Série D do Brasileiro, segue na direção do elenco até a chegada do novo treinador.
Monte descartou, pelo menos por enquanto, a liberação de jogadores. 'Não haverá dispensas. O grupo segue sendo o mesmo', afiançou. O time alvinegro permanecerá na capital paraense até amanhã, quando viaja no começo da manhã com destino a Marabá, onde no sábado enfrenta o Águia, no estádio Zinho de Oliveira. Hoje o elenco fará treinamentos em dois períodos no Centro Esportivo da Juventude (Ceju), anexo ao Mangueirão. O atacante Hallace, expulso diante do Independente, permanecerá em Belém, onde tem familiares. O atleta só se reintegrará ao elenco na próxima semana, já em Santarém. (Fonte: Amazônia)
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
UFPA /Ufopa realiza terceira etapa do vestibular dia 11 de fevereiro
Fonte luminosa, em cidade com ruas cheias de buracos

A prefeitura de Santarém inaugura amanhã uma praça no interior do bosque da cidade que ostenta um equipamento vistoso, ironicamente numa cidade em que falta água encanada um dia e no outro, também.
Uma fonte luminosa é, por assim dizer o creme de la creme dessa praça que custou cerca de 200 mil de reais aos cofres públicos muncipais.
Tudo muito bom, tudo muito bem.
Espera, depois dessa, que as próximas inaugurações sejam de ruas asfaltadas ou recuperadas.
(Foto: PMS)
Padre Edilberto, o repórter do FSM
Um confrade gaúcho enviou ao Blog do Estado a fotografia do padre Edilberto Sena, na sala de imprensa do Fórum Social Mundial, que está se realizando em Porto Alegre.
Edilberto, que é diretor da Rádio Rural, dá flash para a emissora, grava seus editoriais por telefone, alimenta o site da rádio e ainda fica conectado ao gmail com suas fontes e parceiros de Santarém.
O que Edilberto não consegue realizar em Porto Alegre, ainda, é celebrar uma missa, mas ele espera vestir a batina até sexta-feira, data do encerramento do FSM.
Crônica de 4ª Feira - Os dois carros que assustaram minha mãe
Editor-chefe
Em tempos de vacas magras, nossa vida familiar era regrada, no início dos anos setenta, em Santarém. O esforço sobrenatural de minha mãe Sarita, que começou a vender açaí amassando os frutos no alguidar para depois peneirá-lo, para complementar nossa renda familiar, tinha um objetivo: permitir que tivéssemos uma educação de qualidade.
Contando os trocados, economizando aqui e acolá, mamãe quase não saia de casa, a não ser para ir à feira, todas as manhãs, à exceção de domingo, que ela reservava para ir ao velho estádio Aderbal Caetano Corrêa, em dia de jogos do São Raimundo. Além de cultivar o hábito de ouvir rádio - costume que herdei, além de torcer pelo Pantera Negra-, o mundo dela se resumia aos filhos, que ela sonhava, um dia, que todos seriam 'doutores'. Sonho realizado plenamente, antes de deixar a vida terrena, em 1993.
Sem tempo para perceber o mundo ao seu derredor, mamãe levava alguns sustos com situações inusitadas provocadas pelos meus irmãos. Eu e Airton, que hoje é chefe do escritório do DNPM, em Porto Velho(RO), somos testemunhas de alguns frêmitos que mamãe sentiu.
Airton, ou 'Tapioca', como a maioria dos amigos de infância se lembra dele, tinha dois camaradas. Um, no tempo de ginásio, para jogar futebol, era Everadinho, este mesmo que vocês estão pensando, o hoje todo-poderoso secretário municipal de planejamento. No científico do CDA, Tapioca não dispensava a companhia de Edílson Moura no estudo, hoje engenheiro civil do grupo Líder, de Belém.
Certo dia, quando estava se encerrando no rádio "A Voz do Brasil", ouviu-se a buzina de um automóvel parado à porta de nossa casa, na rua do Imperador. Ato contínuo, aquele toc-toc na velha porta de madeira. Pela fresta, mamãe enxergou um carro luxuoso, preto reluzente.
- O que foi que ao aconteceu? Pensou, logo, minha mãe no pior.
Ao ganhar à calçada, lá estava ele, de cigarro na ponta dos dedos: o prefeito Everaldo Martins, amparado pela porta de seu automóvel Itamaraty.
- Boa noite dona Sarita. Posso entrar? Perguntou o prefeito.
- É melhor não, respondeu minha mãe, de bate-pronto.
- O que o senhor deseja?
Dr. Everaldo era amigo de meu pai Petronilio, que chefiava o escritório local do então Departamento Nacional de Endemias Rurais(DNERu), mas nunca tinha nos visitado. Deveria haver um motivo muito importante para aquela visita fora de hora.
- Tenho uma reclamação a lhe fazer. Seu filho bateu no meu filho, no jogo de bola, hoje à tarde, no campinho da praça São Sebastião. Eu exijo providências da senhora.
Na sala, com o ouvido colado à porta, estava Airton, já antevendo que naquela noite iria 'dormir de couro quente', uma sutil expressão que significa levar surra dos pais.
- E eu pensei que era outra coisa, senhor prefeito, resmungou minha mãe. O senhor vem aqui nesse carro bonito, só para me participar que meu filho bateu no seu? Não precisava tanto. Pode deixar que esse moleque me paga.
Até hoje, Airton se lembra dessas boas lambadas de galho de cuieira que levou para não mais brigar na rua.
Viajando no tempo, dou um salto imaginário para contar outro susto de minha mãe, este um pouco mais grave e que quase tem desfecho trágico.
Airton e Edílson estudavam juntos. Pela manhã, era comum os dois se prepararem para as provas do Dom Amando. Até então, minha mãe só se dava conta da presença do colega de meu irmão quando ia à sala espiar a rua pela janela. Mas numa sexta-feira, foi diferente.
Naquele dia, mamãe ouviu, além da buzina, o som da sirene estridente de um veículo. Correu para a porta e deparou-se com um carro-funerário, parado em frente de casa.
Um dos meus filhos morreu! Desesperou-se dona Sarita.
- O 'Tapioca' está? Perguntou Edílson com um riso cínico no rosto.
- Quem morreu, rapaz? Me diga logo, atalhou mamãe.
- Ninguém morreu dona Sarita, respondeu Edílson, já preocupado com as feições suadas e pálidas de mamãe, na iminência de fazer um infarto.
- Vim só estudar. Esse carro é da funerária do meu irmão Manoel e ele me emprestou para vir até aqui, tentou-se explicar Edílson.
Desde aquele dia, Edílson era obrigado a estacionar seu carro-funerário bem longe de casa.
Foi a condição imposta por dona Sarita para que ele pudesse continuar estudando junto com
'Tapioca'.
Prefeitura ganha liminar para demolir construções em área de preservação invadida
Ainda há pouco, o Blog do Estado foi informado que a PMS obteve da justiça uma liminar para prosseguir as demolições de casas, barracos e cercas dentro da área pertencente à família Corrêa, que ameaçam as matas ciliares do igarapé e até as margens do lago do Juá, como mostra a matéria publicada no post abaixo.
Lagos correm perigo com devastação
Nenhuma providência foi tomada pela prefeitura de Santarém, a não ser recentemente mandar derrubar algumas casas que foram construídas naquela área de invasão. Mas os invasores lá permanecem sem ser incomodados.
Ainda há pouco, a Tv Tapajós exibiu reportagem mostrando que as ocupações já se aproximam da margem do lago do Juá e a luta dos pescadores para preservar um dos poucos santuários de reprodução de peixes na zona urbana de Santarém.
Transcrevemos a reportagem de Cilícia Ferreira, publicada no dia 27 de novembro de 2009:

Cilícia Ferreira
Repórter
A invasão que avança rumo ao Lago do Juá preocupa estudiosos da expansão urbana de Santarém. A ocupação desordenada é um fator de risco iminente para a destruição de um berçário de peixes e inimiga do meio ambiente.
Há quase dois meses, uma área de 1.372 hectares foi invadida às margens da rodovia Fernando Guilhon. A ocupação vem causando grandes danos ambientais que vão de derrubada e queimada da vegetação até chegar à mata ciliar - mata típica das margens dos igarapés que servem de proteção - que poderá conseqüentemente extingui-la, assim como o igarapé do Juá.
O engenheiro Roberto Branco, que já foi coordenador municipal de desenvolvimento urbano, em sua dissertação de mestrado, com o tema "a Urbanização de Santarém e a Preservação ambiental do Lago Mapiri: um estudo de caso", faz referência ao desenvolvimento urbano da cidade e importância da preservação do Lago do Mapiri. No trabalho foi abordado a formação da malha urbana que avançou involuntariamente para as áreas dos lagos e igarapés de Santarém. Ocasionando um crescimento desordenado.
A O Estado do Tapajós fez um comparativo do que já aconteceu com o Lago do Mapiri e que o poderá ocorrer com o Igarapé e Lago do Juá com a permanência dos invasores e omissão dos órgãos ambientais.
Roberto verifica que Juá e Mapiri são lagos que durante a cheia são invadidos pelo Rio Tapajós, mas durante a seca o processo é inverso, ou seja, os igarapés que deságuam no Tapajós alimentam os lagos. "Se não fossem os igarapés, durante a seca, os lagos não seriam lagos, seriam áreas baixas alagadas".
Por análise, segundo Roberto Branco, o que acontece atualmente com o Juá, tem as mesmas características do que aconteceu com o Mapiri.
O Mapiri vem sendo, ao longo dos anos, destruído em suas cabeceiras. Os invasores ocupam as áreas cada vez mais próximas do igarapé, destruindo as matas ciliares. No caso do Mapiri, o igarapé do Irurá que o mantém tem sido prejudicado pela descida de areia da Serra do Índio, onde foi retirada a ponta superior da serra a fim de reduzir a altura da serra e facilitar o pouso de aeronaves no antigo aeroporto da cidade. A ação causou um dano ambiental sério, pois os idealizadores da obra não previram o desastre do assoreamento do Irurá com a descida das terras durante a chuva.
Segundo Roberto, matando o igarapé acaba-se com a biodiversidade e transforma-se a área em um 'deserto'. Salientou o avanço das habitações do bairro do Santarenzinho às margens do igarapé, causando um estrangulamento do córrego. O engenheiro é a favor da retirada total da Serra do Índio, pois o impacto seria menor visto que a preocupação deveria ocorrer antes da retirada da parte superior da serra que lhe servia de proteção. Agora sem a proteção natural, a areia desce impactando o ambiente, assoreando o igarapé e toda região.
A proibição da retirada é incoerente na visão do engenheiro. Com a remoção total da serra, a alternativa proposta por ele seria o reflorestamento da área e a construção de uma escola florestal, um bosque ou outra área verde para a cidade.

Atualmente, o Juá passa pela mesma ameaça de degradação do Mapiri, só que ainda é possível impedir que isso aconteça. O ideal é proteger as matas ciliares obedecendo a uma distância de 100 metros, no mínimo, e não 30 metros com prevê a lei federal. Segundo Roberto Branco, apenas os 30 metros não conseguem proteger o igarapé. Ele aponta que algumas casas de banho já se instalaram. Com a entrada dos invasores, as queimadas estão chegando até a beira do igarapé.
O engenheiro enfatiza que a destruição da vegetação que protege as margens do igarapé fará com que água da chuva conjuntamente com a terra carreie para o lago possibilitando o assoreamento. Ele diz que se espanta ao ver a omissão do governo, dos órgãos ambientais e das organizações não-governamentais engajadas na luta contra a destruição da Amazônia, não e pronunciarem e nem agirem em função do igarapé e do lago do Juá.
Segundo Roberto, a área em torno do Juá, por se tratar de um terreno muito arenoso, a queimada da vegetação e ocupação desordenada pode causar o aparecimento das voçorocas, que são grandes valas. E salienta que a vegetação é diferenciada das demais encontradas na região, no entanto, que tem grande importância para o equilíbrio ecológico da região, fazendo com que os animais se mantenham no local e o cerrado ajude não só na proteção natural do igarapé e lago, mas também no clima da cidade.
Roberto observa que nos processos expansões desordenadas é imprescindível que o poder público chegue antes da população, ou seja, fazer a urbanização organizada para que quando população chegar à área encontre um sistema viável de habitação, com os lotes definidos, com a implantação de rede de água, de esgoto e de eletricidade. Proporcionando o crescimento urbano equilibrado, evitando o caos.
O ex-coordenador de urbanismo aponta que a solução é o isolamento imediato das margens do igarapé e da praia. "Pois quanto mais tempo se omite mais área se degrada. O poder público tem essa obrigação, as margens dos igarapés, mesmo passando dentro de propriedades privadas, tem proteção legal. Isolando as margens, o restante do terreno fica a critério do proprietário para utilizá-lo de forma que não degrade o ambiente", alerta Roberto.
Ele afirmou que ao longo dos anos, o igarapé do Juá vem sofrendo ameaças de destruição e alerta que os maiores prejudicados da degradação ambiental são os próprios invasores do terreno às margens da rodovia Fernando Guilhon, que ao ocuparem desordenadamente, acarretam problemas graves de infra-estrutura, saúde pública, educação e outros danos sócio-econômicos.