quarta-feira, 26 de maio de 2010
Remendo novo em roupa velha
Boa parte da rede de distribuição de água ainda é de amianto, fácil de danificar por causa do intenso tráfego de veículo nas ruas da cidade e pela própria pressão da água - isso quando não está em falta.
Por causa desse tipo de vazamento, um setor da rede de abastecimento que alimenta o bairro do Santíssimo foi isolado pela segunda vez em menos de uma semana, deixando os moradores naquela secura total.
Os moradores que esperem que os técnicos da Cosanpa usem uma bom remendo para tapar o vazamento.
Grandes projetos
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
O BNDES se dispõe a investir 13 bilhões de reais na hidrelétrica de Belo Monte. É 30% mais do que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social emprestou a sete grandes empreendimentos na Amazônia nos últimos quatro anos. São cinco projetos privados e dois públicos, de infraestrutura, ambos de energia, que somam R$ 10,6 bilhões.
O maior de todos, de R$ 6,1 bilhões, é na hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, contratado em março do ano passado. A usina, que deve produzir 3.150 megawatts, tem orçamento de R$ 13,5 bi. E tem ainda a hidrelétrica de Jirau, no mesmo trecho do rio, com previsão de investimento de R$ 9,4 bilhões (se mantida a relação, de 50%, contra 80% em Belo Monte, serão mais de R$ 4 bilhões do banco estatal).
O segundo empréstimo, no valor de R$ 2,5 bilhões, é no gasoduto Urucu-Manaus, que parte de Coari e vai até a capital amazonense, já em operação. Na expansão da hidrelétrica de Tucuruí o banco comprometeu R$ 931 milhões. A MMX Amapá Mineração e Logística, que era de Eike Batista, conseguiu R$ 580 milhões. A Alcoa, no mais recente desses contratos, de novembro do ano passado, ficou com R$ 304 milhões para implantar a infraestrutura da mina de bauxita de Juruti na escala de 2,6 milhões de toneladas anuais de bauxita.
À Jari Celulose, do grupo Orsa (originalmente do americano Daniel Ludwig), foram reservados R$ 145 milhões. E para a Usipar instalar em Barcarena dois altos fornos para produzir 500 mil toneladas de ferro gusa e uma planta de sinterização, R$ 31 milhões.
A demanda por recursos do BNDES cresceu tanto que o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que constitui a principal fonte do banco, não deu conta. O governo decidiu entrar com verba volumosa do tesouro. Se os negócios nos quais o banco entrou derem certo, o dinheiro volta. Se não, vai para a conta da viúva. O governo Lula entrou com tudo na nova era dos “grandes projetos”. Nenhum deles se compara ao de Belo Monte: em volume físico de dinheiro e em potencial de risco.Boataria suína
Receosos em tomar a dose da vacina, os ouvintes informaram que tomaram conhecimento através de rodas de bate-papo no centro comercial da cidade.
Isto é. Há algum engraçadinho espalhando esse boato no centro de Santarém.
Por desinformação, muita gente ainda cai nessa conversa fiada.
O Blog do Estado confirmou junto a uma infectologista que a vacina é segura e que os pacientes não correm nenhum risco de se tornarem soropositivos.
Cartórios Imobiliários sob o crivo da Justiça
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pretende especializar Magistrados do Pará, para aumentar a fiscalização sobre a atividade dos Cartórios de Registro de Imóveis no Estado. Com essa iniciativa o Conselho busca regularizar a situação das propriedades e dos assentamentos na região, como forma de evitar conflitos. Além de especializar Juízes para tais tarefas, também a medida pretende capacitar os registradores e servidores dos Cartórios de Registro em todo o Estado do Pará.
Plano de regularização na Amazônia vende terras a R$ 2,99 o hectare
O Estado de São Paulo
Nova tabela de preços - que permite descontos superiores a 80% no valor das terras - foi definida pelo governo depois de intenso lobby ruralista; a meta oficial do Palácio do Planalto é legalizar cerca de 50 mil posses irregulares na região
Bondade. A maioria dos ocupantes de terras já cadastrados no programa não pagará pelo título de propriedade
BRASÍLIA
Um pedaço de terra pública na Amazônia pode custar R$ 2,99 por hectare (a dimensão de um campo de futebol) ao atual ocupante, de acordo com a nova tabela de preços definida pelo governo. Até o fim deste ano eleitoral, a meta é regularizar 50 mil posses irregulares na região. O preço mais baixo dos terrenos foi objeto de intenso lobby ruralista.
Portaria do Ministério do Desenvolvimento Agrário, publicada no Diário Oficial, definiu descontos aos candidatos a títulos de terras na Amazônia por meio do programa de regularização fundiária. O programa Terra Legal começou a cadastrar os candidatos aos títulos em junho do ano passado.
De acordo com simulações de preços a que o Estado teve acesso, um terreno de 200 hectares no município de Manoel Urbano, no Acre, poderá ser vendido ao atual ocupante por menos de R$ 600, a serem pagos em 20 anos em parcelas anuais, com três anos de carência e juros de 1% ao ano.
Neste caso, o hectare terá desconto de mais de 80% e sairá por R$ 2,99. O preço pode ser ainda menor, caso o terreno ocupado irregularmente esteja mais distante da sede do município e não seja acessível por estrada permanente, calcula Carlos Guedes, coordenador do Programa Terra Legal.
Acessíveis. Guedes apresentou anteontem a nova tabela de preços ao Tribunal de Contas da União (TCU) e a procuradores do Ministério Público. As simulações levaram em conta terrenos ocupados há cerca de 15 anos, localizados a mais de 50 km da sede do município e acessíveis por estradas permanentes.
Os descontos em relação ao valor mínimo da terra sem benfeitorias na região estabelecidos por tabela do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) variam de 54,50% a 83,40%, segundo as simulações sobre as novas regras de cálculo do preço da terra.
Os descontos maiores beneficiam quem ocupou até dezembro de 2004 terrenos públicos menores, de até dois módulos fiscais. O tamanho do módulo varia entre os municípios. Na Amazônia, os módulos podem ter de 60 a 100 hectares.
Um terreno de 1.350 hectares no município de Nova Ubiratã, em Mato Grosso, será vendido por R$ 638.820, de acordo com as novas regras do programa, que também alcançarão os primeiros 276 ocupantes de terras públicas que já receberam títulos de terras na Amazônia.
O mais recente balanço do programa Terra Legal, divulgado no início do mês, indica que a maioria dos ocupantes de terras já cadastrados receberá títulos de propriedade sem pagar nada. Eles ocupam atualmente pouco mais de 1,4 milhão de hectares da Amazônia em terrenos de até um módulo rural. Isso equivale a 19% do total de terras cujos ocupantes já foram cadastrados pelo governo.
O programa de regularização fundiária prevê a venda sem licitação de terrenos com até 1.500 hectares. O balanço do Terra Legal mostra que é maior a fatia de terras públicas entre 4 e 15 módulos a caminho da regularização - 40,8% da área já cadastrada - do que os terrenos menores, de até quatro módulos, atribuídos à agricultura familiar, que somam 35,1% da área cadastrada.
O balanço registra ainda o cadastramento de 33 candidatos à regularização cujos terrenos extrapolam o limite de venda de terras públicas fixado pela Constituição, de 2,5 mil hectares. Eles ocupam 165 mil hectares da Amazônia. E deverão ter as terras retomadas pelo Estado, de acordo com as regras do Terra Legal.
Até ontem, haviam sido cadastrados pouco mais de 72 mil candidatos no programa de regularização fundiária. Eles ocupam área pública de pouco mais de 8 milhões de hectares. Isso equivale à terça parte do território do Estado de São Paulo.
Derrota. O programa de regularização fundiária foi aprovado no ano passado pelo Congresso. Foi alvo de críticas de ambientalistas e ruralistas. Os ambientalistas temiam que a doação ou a venda de terras públicas a preço baixo poderia estimular ainda mais o desmatamento. Os ruralistas defenderam preços ainda mais baixos, mas saíram derrotados na votação final. Essa derrota foi revertida agora, pelo menos parcialmente.
Para o governo, o principal objetivo do programa é combater o desmatamento na Amazônia. O governo alega que não tem como punir por desmatamento irregular terras irregularmente ocupadas. Por meio da regularização, seria possível punir quem abater a floresta.
A grilagem de terras na Amazônia é um dos resultados da ocupação desordenada da região, estimulada pelo regime militar, sobretudo no início dos anos 70. Nos documentos levados ao TCU anteontem, a coordenação do Terra Legal aponta risco de fracasso da regularização fundiária caso o preço da terra não fosse reduzido.
As considerações apresentadas não incluem eventuais pressões em ano eleitoral. Se limitam ao risco de inadimplência e desinteresse daqueles que ocuparam terras públicas sem pagar por elas quando se deparassem com a conta agora.
PONTOS-CHAVE
Programa
Tem direito à terra pública quem comprovar ocupação até dezembro de 2004. Ocupações até 1.500 hectares na Amazônia também podem ser regularizadas sem licitação.
Meta
50 mil
títulos devem ser distribuídos este ano a ocupantes de terras públicas por meio do programa de regularização fundiária
Balanço
Governo estima que haja cerca de 300 mil ocupações de terras públicas atualmente
e que algo em torno de 180 mil delas sejam em terras da União
Corrida
72 mil
ocupantes de terras públicas já se cadastraram no programa e são candidatos a 80,1 mil quilômetros quadrados na Amazônia
Eia/Rima silencioso
terça-feira, 25 de maio de 2010
Prefeitos do PMDB querem Jader pro governo
Os prefeitos do PMDB reunidos desde as 13h na sede do diretório regional do partido em Belém encerraram há pouco a reunião.
Os rumos das falas não foram diferentes daquilo aqui já postado: candidatura própria, com Jader disputando o governo, com 100% de adesão.
O apelo dos prefeitos chegou a ser dramático pela candidatura de Jader, com promessa fervorosas de fidelidade e desprendimento: o esturro da onça do qual eu já falei.
Candidatura própria sem Jader: a fervura amaina e a conveniência de cada um volta à cena, conduzindo, velada e parcimoniosamente a intendência, ao apoio a Ana Júlia.
Cinco moicanos, seis comigo embora eu não seja prefeito, defendem candidatura própria do partido em qualquer hipótese.
Eu, de meu lado, defenderei esta última hipótese até as últimas consequências e até derradeiro fôlego: posso ser quebrado, mas não dobro.
Estados e municípios terão que divulgar execução orçamentária
Agência Câmara:
A partir de quinta-feira (27), a União, os estados, o Distrito Federal e os 272 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes (Brasília não entra nessa lista porque suas obrigações são assumidas pelo governo distrital) terão que iniciar a divulgação das suas receitas e despesas na internet, de forma detalhada. A exigência foi criada pela Lei da Transparência (Lei Complementar 131/09), que modificou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRFLei Complementar 101, de 2000, que estabelece várias regras para a administração orçamentária e financeira da área pública, nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Impõe aos governantes normas e limites para a boa administração das finanças públicas.).
Para especialistas e políticos, a obrigação poderá ter efeitos imediatos no combate à corrupção e na disputa em torno do Executivo, principalmente nos estados e municípios. “Os orçamentos no País ainda são em grande medida uma caixa-preta. Nos estados e municípios, de forma geral, a sociedade não tem controle sobre a arrecadação e os gastos. Além disso, os tribunais de contas costumam agir com muito atraso”, avalia o especialista em orçamento Caio Mendes.
Há nove anos prestando assessoria a municípios na implantação da LRF, ele acredita que o maior impacto da Lei da Transparência será o controle sobre os gastos. “A lei é muito exigente quanto ao que terá de ser divulgado”, disse.
Segundo a norma, os estados e municípios terão que divulgar dados pormenorizados das despesas, como o órgão responsável pelo gasto, a pessoa física ou jurídica beneficiada pelo pagamento, o serviço prestado, os contratos e, no caso de licitações, a descrição do procedimento realizado. Pelo lado da arrecadação, os governos terão que informar o lançamento e o recebimento de todas as receitas, ordinárias e extraordinárias.
Controle eletrônico
Tamanha pormenorização, segundo o especialista, ampliará os mecanismos de controle sobre a execução orçamentária. A mesma avaliação é feita por parlamentares. Para o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), relator do projeto que originou a norma na Comissão de Finanças e Tributação, a lei coloca o Brasil em dia com as melhores práticas de transparência orçamentária. “É uma medida efetiva contra a corrupção”, disse.
Segundo ele, a tendência é a de que a lei incentive o surgimento de sites e blogs especializados em dissecar as contas públicas e informar a população. “É um movimento sem volta”, define.
O líder do PSB, deputado Rodrigo Rollemberg (DF), considera que a lei rapidamente será transformada “em uma ferramenta fundamental, indispensável ao controle da corrupção”.
Rollemberg lembra que o projeto que originou a Lei da Transparência tramitou em regime de urgênciaRegime de tramitação que dispensa prazos e formalidades regimentais, para que a proposição seja votada rapidamente. Nesse regime, os projetos tramitam simultaneamente nas comissões - e não em uma cada de vez, como na tramitação normal. Para tramitar nesse regime é preciso a aprovação, pelo Plenário, de requerimento apresentado por: 1/3 dos deputados; líderes que representem esse número ou 2/3 dos integrantes de uma das comissões que avaliarão a proposta. Alguns projetos já tramitam automaticamente em regime de urgência, como os que tratam de acordos internacionais. no ano passado na Câmara, a pedidos de líderes partidários. O texto original é de autoria do ex-senador João Capiberibe. Por isso, a lei também é chamada de Lei Capiberibe.
Punição
De acordo com a Lei da Transparência, quem não cumprir as exigências poderá perder as transferências voluntárias da União, que representam uma parte substancial dos recursos para investimentos em estados e municípios, oriundos em grande parte de emendas parlamentares. Em 2009, essas transferências somaram R$ 8,7 bilhões (sem contar os restos a pagar), dos quais R$ 3,5 bilhões para os estados e R$ 5,2 bilhões para as prefeituras. Desde 2006, o valor global das transferências subiu 19% em termos nominais, um crescimento de quase 6% ao ano.
As transferências têm um peso maior nas regiões Norte e Nordeste, e menor na Sudeste. Nas duas primeiras, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, os repasses voluntários chegaram, em 2009, a R$ 66,37 e R$ 67,67 per capita, respectivamente. No Sudeste, eles foram de apenas R$ 26,38 por pessoa.
Apesar da importância da lei e das consequências do seu descumprimento, nenhuma entidade municipalista procurada pela Agência Câmara havia feito o levantamento, até a semana passada, de quantas prefeituras se prepararam para a divulgação dos seus orçamentos.
A lei estabeleceu uma gradação para os entes divulgarem os dados. Em maio de 2011 será a vez dos municípios que tenham entre 50 mil e 100 mil habitantes — um universo de 317 cidades. Em 2013, será a vez daqueles com até 50 mil habitantes (4.975 cidades).
5º Salão de Turismo Roteiros do Brasil
adenauergoes@gmail.com
Este evento, de caráter anual tornou-se referência nacional, sempre realizado em São Paulo, por ser este o estado que detém o maior número de empresas de turismo e dominar, tanto o mercado consumidor, como emissor de turistas para todo o Brasil. Esta quinta versão começa dia 26 de maio e está com toda sua área de 12.000 metros totalmente comercializada, a expectativa é de 15% de crescimento de volume de negócios em relação á edição do ano passado.
O evento é organizado pela Reed Exibitions Alcântara Machado, sob a orientação do Ministério do Turismo, dentro de uma estratégia correta, de gradativamente retirar o controle total do acontecimento das mãos do Ministério do Turismo e etapa por incentivar, o empresariado á assumir responsabilidade de conduzir se não a frente ,mas pelo menos ao lado do governo os momentos mais marcantes de transformação do potencial em produto turístico propriamente dito, mesmo que ainda totalmente bancado financeiramente pelo governo.Considero este evento chave para o crescimento e desenvolvimento do turismo como negócio, em especial para os estados com menor ritmo de participação e entendimento do arranjo produtivo da atividade turística.
Entendo mesmo que a maior conquista nestes cinco anos de Salão foi a do mesmo ter se transformado num grande palco de comercialização, no principio iniciou como uma vitrine, na qual se expõe os produtos e foi evoluindo para a venda dos mesmos, não apenas para agências e operadoras os levarem para suas prateleiras através de suas portas abertas ao seu publico consumidor em seus mercados de origem, mas também para os mais de 100.000 visitantes que circularão no Salão e que muito bem poderão encontrar a novidade que procuram a preços e condições bem atraentes, até porque a própria data contempla a proximidade das férias de julho e o potencial de compra e venda que este período oferece.
O Programa de Regionalização, que foi criado em 2003, portanto antes do Salão, acabou por definir em todo Brasil, 65 municípios, através dos quais, novos roteiros seriam desenvolvidos, aumentando desta forma a oferta, já que o mercado nacional oferecia apenas algo em torno de 50 produtos antigos e sem renovação. No Pará, os escolhidos foram Belém,com a possibilidade de juntar com o Marajó e Santarém.Acho difícil mensurar o avanço que esta estratégia trouxe para nosso estado,até porque aconteceram muitas mudanças nos órgãos oficiais de turismo,tanto estadual como municipais, assim como o investimento no setor foi muito diminuído, tanto em infra-estruturar como em divulgação e treinamento para qualificação de recursos humanos, o que acabou por aumentar a lacuna entre o público e privado,propiciando desperdício e maior fragilidade nas políticas públicas de desenvolvimento dos negócios.Exemplo deste fato é que deixamos de realizar o nosso próprio Salão Paraense de Turismo,o qual tinha a finalidade de estimular novos roteiros e de melhor qualificar os já existentes.
Independente de qualquer dificuldade, até mesmo das eleições que se aproxima, o Pará precisa estar presente e muito bem representado, tanto pelos Orgãos Oficiais, como pelo empresariado, sob pena de nos distanciarmos mais ainda do cenário de comercialização brasileiro, nos últimos anos, infelizmente perdemos terreno.
Máquina de hemodiálise quebrada
Fazia, melhor dizendo.
Neste final de semana, mais uma máquina de filtrar sangue entrou em pane.
Por causa disso, alguns pacientes foram dispensados e outros, ao invés de fazer 4 horas de hemodiálise, têm que se contentar com apenas 3 horas de tratamento.
A Semsa informa que até o final do dia a maquina voltará a funcionar.
Uma Belo Monte viável e melhor
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal
Em 1989, quando foram concluídos os primeiros estudos de viabilidade do aproveitamento hidrelétrico do rio Xingu, no Pará, a Eletronorte previa a construção de uma única barragem, no final da Volta Grande, junto à qual haveria uma única casa de força, com 20 turbinas. A represa inundaria 1.225 quilômetros quadrados e estocaria água suficiente para a produção de 11,2 mil megawatts de energia no pique das cheias e uma geração firme próxima de 50%. Era um projeto semelhante ao da usina de Tucuruí, inaugurada em 1984.
Em 2008, quando o inventário do Xingu foi atualizado, o projeto mudara. O eixo da barragem foi relocado rio acima. A área de inundação foi reduzida para 516 quilômetros quadrados, dos quais 382 km2 no leito do próprio Xingu (apenas 40 km2 de área nova, situada além dos limites alcançados pelas cheias anuais do rio). Os outros 134 km2 constituiriam o que passou a ser chamado de “reservatório dos canais”, a maior inovação do projeto de engenharia.
Reposicionada para o início da Volta Grande, a barragem desviaria as águas do Xingu para um canal artificial, que aproveitaria as drenagens naturais nesse trecho da bacia, corrigindo-as e avolumando-as para se tornarem um vertedouro, através de uma sucessão de diques de terra e de concreto a serem construídos. Assim, a água seria conduzida até a casa de força principal, desvinculada da barragem, valendo-se do desnível de 90 metros entre o início e o fim desse segundo reservatório.
No auge da cheia, haveria água suficiente para movimentar as enormes máquinas, cada uma das quais precisando de 500 mil litros de água por segundo para alcançar sua capacidade nominal. Mas na maior estiagem simplesmente a vazão do Xingu seria insuficiente para colocar a usina em funcionamento. Ela ficaria parada. É a deficiência das hidrelétricas a fio d’água, que não têm estoque formado para o verão. No Xingu, a diferença entre as duas etapas de vazão chega a 30 vezes.
Agora imagine-se um projeto que eliminasse o reservatório dos canais, mantendo apenas a barragem no eixo do rio e a casa de força secundária. As oito máquinas a serem instaladas na barragem do sítio Pimentel têm capacidade para 233 MW, potência que equivale a menos da metade de uma única das 20 máquinas da casa de força principal, situada a 50 quilômetros de distância, rio abaixo. Mas o suficiente para abastecer quase a metade da população de Belém.
No Relatório de Impacto Ambiental de Belo Monte, os técnicos afirmam, estranhamente, que essa população “corresponde aproximadamente a três milhões e meio de pessoas”. A população de Belém é de 1,5 milhão de habitantes. Logo, a metade deveria ser de 750 mil pessoas. Qual então o valor certo: 750 mil ou 3,5 milhões de pessoas, que correspondem exatamente a metade da população de todo o Estado do Pará? O Rima não diz e esta se constitui em uma de suas falhas, pequena, talvez, mas gritante.
É uma potência insignificante, se comparada aos 11,2 mil MW da capacidade a ser instalada na casa de força principal (apenas 2% dela). Mas as melhores estimativas são de que a energia média de Belo Monte será inferior a 4 mil MW, elevando o percentual da usina secundária para 5% da grande hidrelétrica.
Fazendo-se outra correlação, porém, verifica-se que se Belo Monte fosse reduzida à casa de força complementar, sua potência seria uma vez e meia maior do que o parque eólico de Osório, a quarta mais importante cidade do Rio Grande do Sul. Lá, 75 torres de 100 metros com turbinas acionadas pelo vento irão gerar 150 MW, o suficiente para abastecer 400 mil pessoas. A barragem do sítio Pimentel, inundando uma área de 382 km2, dos quais apenas 40 km2 excederiam as cheias naturais do rio, abasteceria com energia toda a Transamazônica e iria além: garantiria disponibilidade para absorver incrementos exponenciais no consumo, incluindo indústrias que fossem atraídas para a região, centralizada em Altamira.
Como todas as turbinas são do tipo bulbo, que funcionam com água corrente, em desnível de 20 metros, sem precisar da criação de declividade artificial através de barragens de alta queda, a usina funcionaria o ano inteiro. Sem a enorme movimentação de terra e concreto exigida pelo atual projeto, e dispensando as caríssimas turbinas Francis, em quanto ficaria o custo dessa hidrelétrica? Quem sabe, 2% ou, no máximo, 5% dos 19 bilhões de reais previstos pelos cálculos oficiais, ou muito menos ainda se considerados os R$ 30 bilhões estimados pelos empreiteiros, provavelmente mais próximos da realidade. E sem os impactos – sociais, ambientais e econômicos – que a grande e problemática obra provocaria. Por que não testar uma mini-Belo Monte, que já está desenhada no projeto, antes de se arriscar com um mastodonte sujeito ao descontrole?
Fica a sugestão. Espero que ela seja levada na devida conta antes de se consumar a aventura com destino incerto e não sabido, como deverá ser a Belo Monte atual. Voltada para manter a condição colonial da Amazônia, ao invés de desenvolvê-la de verdade.Jornalista informa que Jader fará acordo com PT no Pará
Não tenham dúvida.
Nenhuma dúvida.
O deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, será mesmo candidato ao Senado em outubro.
Só falta anunciar.
Mas ele já chegou à conclusão de que a saída política que melhor atende a seus interesses e conveniências e as de seu partido é mesmo essa.
E mais: o PMDB deverá compor com a governadora Ana Júlia.
Mesmo entre tapas e beijos, deverá compor.
Como o mais importante, num processo eleitoral, não são os tapas, nem os beijos, mas votos – e votos válidos, seja bem dito -, está claro, claríssimo que peemedebistas e petistas vão relevar a guerras de palavras dos últimos meses e manterão a aliança.
Essas garantias, essas conclusões resultam de informações que o blog obteve de fontes seguras com as quais o poster conversou ontem.
As negociações entre os dois partidos deu uma guinada e tanta na última semana.
Deu uma guinada, deu uma virada de 360 graus.
A coisa começou a mudar depois da conversa de Jader com Zé Dirceu e José Eduardo Dutra em Brasília, na semana retrasada.
E também depois de uma outra visita de Ana Júlia ao deputado, conforme informou o Blog do Bacana.
De seu lado, Ana Júlia fortaleceu sua convicção de que, sem o PMDB, sua reeleição ficaria muito, muito difícil até mesmo num segundo turno, se os peemedebistas se bandeassem para uma aliança adversária.
De seu lado – e, por extensão, do lado do PMDB -, Jader está convencido de que disputar o governo é uma aventura, mesmo com seu cacife eleitoral pessoal e mesmo que ele esteja na frente em todas as pesquisas.
O deputado sabe que a questão financeira é exponencial. E sabe mais: que não conseguiria o mínimo de recursos suficientes para disputar o governo em condições ideais e seguras de chegar ao segundo turno e ganhar a parada.
A direção do PMDB também começou a se convencer do que é uma realidade: que há prefeitos no PMDB que estão sendo cooptados pelo governo, tendência que poderá se transformar numa onda, dependendo da intensidade do calor federal – leia-se o governo Lula – ao governo Ana Júlia no processo eleitoral que vem por aí.
O que vai acontecer, então?
Jader deve sair ao Senado, juntamente com Paulo Rocha, o candidato petista.
É quase certo que o PMDB também indicará o candidato a vice na chapa de Ana Júlia.
Todo esse cenário começará a ser mais clarificado hoje, na sede do PMDB, numa reunião a que estarão presentes todos os prefeitos do PMDB.
Aliás, em seu blog, o líder do PMDB na Assembleia, deputado Parsifal Pontes, já sinalizou o que deverá acontecer.
Numa postagem intitulada Direto ao ponto, diz o deputado:
A experiência que tenho indica que os prefeitos tomarão a seguinte posição: a candidatura própria com Jader Barbalho terá 100% de apoio; a candidatura própria com outro nome será parcialmente aceita, todavia, com aquele trejeito que indica grande probabilidade de tangência ao largo da fidelidade partidária.
Ao bom entendedor, e na mesa não haverá ingênuos, o sumo da reunião deverá ser um ensaio de resolução intuindo que, na visão dos alcaides, em não havendo uma candidatura de Jader, o menos pior é apoiar Ana Júlia.
Esta será a posição dos prefeitos, que estão recebendo do governo todo tipo de mimos e reverências típicas destas épocas eleitorais.
É isso.
É exatamente isso.
Ah, sim.
Esse é o quadro de hoje, 25 de maio de 2010, início da manhã.
Mas amanhã pode haver uma outra guinada de 360 graus e mudar tudinho.
Mas é difícil.
O mais certo é que as coisas se ajustem.
E que PMDB e PT marchem unidos já no primeiro turno.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Reeleição para cargos na mesa diretora da Câmara de Santarém é aprovada
O único voto contrário à emenda foi do vereador Carlos Jaime(PT).
Cosanpa deixa Conquista sem água desde o dia 6 e moradores fazem protesto
Desde o dia 6 deste mês, a bomba do poço deu pane e até hoje a Cosanpa não reparou ou trocou o equipamento.
Após negociações com a PM, as lideranças do movimento concordaram em liberar a rodovia e concentrar os protestos no acesso aquele bairro.
Uma fonte da Cosanpa informou que a uma nova bomba já foi adquirida pela empresa em São Paulo e será instalada até quarta-feira.
Realidade das ruas
Mas um motivo para o Blog do Estado reclamar da superficialidade da cobertura das emissoras de rádio quando o assunto é (in)segurança pública.
O 'conto sertanejo'
O parlamentar, que é tio de uma das debutantes, prometeu patrocinar a apresentação de uma dupla sertaneja, aqui mesmo de Santarém, durante o evento.
Apesar dos insistentes chamados do mestre-de-cerimônia Luiz Rodolfo Carneiro, os cantores não subiram ao palco para fazer a apresentação, deixando em situação desconfortável o patrocinador mas que, logo em seguida, parecia estar restabelecido da saia-justa ao oferecer para os seus convidados nada menos que um buffet exclusivo servido sob os olhares dos demais presentes ao baile.
Violência oculta
Hoje de manhã, a maioria dos confrades ignorou por completo a briga de gangue que ocorre no bairro de São José Operário, que já dura uma semana. No sábado retrasado, um jovem foi esfaqueado nas costas e ficou paralítico.
Neste final de semana houve a vingança. Munidos de armas e bombas caseiras os integrantes da gangue rival aterrorizaram aquele bairro. Um rapaz levou um tiro de raspão e a casa da mãe do suposto esfaqueador foi alvejada com bombas caseiras.
A Policia Militar, segundo relato de uma moradora, foi chamada mas não compareceu à área de conflito, que tende a se agravar porque as gangues juram vingança.
Por isso, causa estranheza que parte da imprensa se baseie apenas no registro ou não de ocorrência policial para informar ao público que "o final de semana foi tranquilo em Santarém".
domingo, 23 de maio de 2010
Águia derrota o Remo e disputa título com Paysandu
Com excelente aproveitamento nas finalizações, o Águia derrotou o Remo por 2 a 0, neste domingo à tarde, e conquistou o returno do campeonato estadual. De quebra, ganhou também a vaga à Copa do Brasil 2011. Samuel Lopes e Vítor Ferraz marcaram os gols marabaenses, cada um num tempo de jogo. Ao final da partida, enquanto João Galvão comemorava a conquista abraçado a seus jogadores, entremeando orações e gritos eufóricos, o técnico Giba analisava o jogo de maneira surpreendente: segundo ele, o Remo dominou as ações e sofreu dois gols nas únicas chances criadas pelo adversário. Aparentava a calma habitual, avaliando que não é possível ganhar sempre, aparentemente conformado com o resultado.
A partida foi bem diferente da análise do técnico remista. No primeiro tempo, o Águia mostrou sempre mais disposição em campo, partindo com mais determinação e objetividade ao ataque, defendendo-se com segurança. No setor de criação, apesar da postura discreta, Soares foi sempre superior aos meias remistas Gian e Vélber, que confundiam-se no posicionamento. Gian, tradicionalmente um jogador de lançamentos, aparecia na área do Águia tentando fazer jogadas com Marciano, enquanto Vélber não encontrava função, ora caindo pela esquerda do campo, ora centralizando as jogadas, facilmente desarmadas pela marcação marabaense.
Logo nos primeiros minutos, o Remo esteve mais presente no ataque, embora sem finalizar com perigo. Aos 5 minutos, falha da defesa remista em escanteio para o Águia resultou no primeiro gol da partida. A zaga afastou o cruzamento e a bola sobrou para Samuel Lopes, que, sem marcação, bateu forte e abriu o placar. O gol tirou a vantagem remista e mudou as características do jogo. O Águia ficou mais cauteloso e o Remo tentava chegar com lançamentos para Landu e Marciano. O problema é que o bloqueio da zaga se manteve firme, não dando oportunidades a Landu e evitando que a bola chegasse a Marciano, que teve atuação apagada.
Gian tentava lançamentos esporádicos para o ataque, mas em nenhum momento o Remo conseguiu criar jogadas que envolvessem a marcação. Não conseguia também acertar os arremates de fora da área. Didão, Gian e Marlon arriscaram, mas os chutes saíram sem direção. O Águia, ao contrário, conseguia se defender com Daniel, Diego Biro e Soares mais recuados à frente dos zagueiros e Vando ajudando no meio-campo. Até Samuel recuava para ajudar no desarme. Com isso, o meio-campo ficou constantemente congestionado e o jogo foi se arrastando, conforme interessava ao dono da casa. Além da ausência de talento, o Remo se apresentou de maneira apática na maior parte do tempo.
Para o segundo tempo, Giba veio com Samir no lugar de Gian, quando se esperava a substituição de Marciano, completamente ausente do jogo. Apesar da disposição, Samir caiu na mesma indefinição de Vélber, confundindo-se seguidamente na troca de funções. Em razão dessa hesitação quanto à criação, o volante Didão acabou herdando a tarefa de organizar as ações no meio-campo, errando muitos passes e lançamentos. Para piorar as coisas, logo aos 6 minutos o ala Vítor Ferraz marcou um golaço. Apanhou a bola junto à linha lateral e saiu enfileirando: passou por Marlon e foi acompanhado por Danilo, que evitou parar a jogada. Já dentro da área, disparou rasteiro e surpreendeu Adriano. O segundo gol deixava o Águia ainda mais à vontade em campo, com tranquilidade para administrar o resultado.
Sem opções para mudar o panorama da partida, Giba tirou Danilo e pôs Héliton, ficando com cinco atacantes em campo, mas nenhum articulador no meio-campo. Pior que isso: abriu totalmente o setor de marcação, entregue exclusivamente a Didão. Por sorte, o Águia se acomodou com o placar, recuando muito e limitando-se a rebater bolas. O Remo chegou a exercer forte pressão entre 30 e 40 minutos, com cinco escanteios seguidos, mas a zaga conseguia afastar todas as bolas, graças ao bom posicionamento de Ari e Bernardo.
Aos 41 minutos, bola cruzada na área do Águia terminou sendo chutada por Samir e foi bater no travessão de Inácio, na melhor chance do Remo na partida. Depois disso, sem forças, o Remo praticamente jogou a toalha. Demorava a chegar ao ataque e não tinha criatividade para furar o bloqueio. O Águia seguiu tocando a bola e Vando, aos 44 minutos, quase marcou o terceiro gol aproveitando um descuido dos zagueiros remistas.
Repetiu-se a situação do campeonato paraense do ano passado, quando o Remo perdeu o returno para o S. Raimundo. Desta vez, o Águia terá a vantagem de jogar a primeira partida da decisão em casa contra o Paissandu, no próximo domingo, ficando a finalíssima para Belém, provavelmente no estádio da Curuzu, no dia 6 de junho.
Baré sai e Cametá vai disputar Série D
Remistas e cametaenses lado a lado na disputa do Brasileiro da Série D 2010
O Cametá deve ser o segundo representante paraense no Campeonato Brasileiro da Série D. A equipe da terra do mapará vai herdar a vaga que pertencia ao Baré de Roraima, cuja desistência foi oficialmente comunicada à CBF na tarde de sexta-feira. Segundo os critérios divulgados pela CBF no último dia 17 de maio, a vaga em aberto no grupo desistente será do Estado melhor colocado no Ranking Nacional das Federações – o Pará está na melhor posição em relação aos demais Estados. Como o critério analisa também o ranking estadual da atual temporada, a vaga ficará com o Cametá, que terminou sua participação no campeonato paraense na 4ª colocação, atrás somente de Remo, Paissandu e Águia de Marabá (equipes já garantidas no Brasileiro deste ano).
Como a diretoria cametaense já havia confirmado interesse na vaga, resta agora aguardar que a Federação Paraense de Futebol faça a comunicação oficial à CBF.Com isso, logo na rodada inicial da Série D, prevista para 18 de julho, haverá o jogo entre Remo e Cametá, às 16h, em Belém, válido pelo grupo A1. (Com informações da Rádio Clube)
Neogaia: um mistério da Amazônia
Asembléia de Deus: uma colcha de retalhos
A Igreja do Senhor é uma bênção,transformações acontecem todos os dias na vidas das pessoas que crêem.
Porém, a nossa instituição Assembléia de Deus,pela falta de união de seus líderes, tem se convertido em uma colcha de retalhos,com infinitas divisões. É uma vergonha ver os debates de líderes se apedrejando no Youtube, e em espaços como este aqui.
Precisamos de uma mudança urgente, para restaurar a união, a santidade e comunhão entre os crentes. Operação Reage Já!
Que haja menor interesses pessoiais e particulares das denominações, e maior compromisso missionário para alcançar os confins da terra. Nos últimos 30 anos o islamismo cresceu, 0.54 % a mais que a igreja, eles investiram mais valores, enviaram mais missionários e consequentemente alcançaram mais territórios. Enquanto isso a igreja prefere edificar para cima em sua zona de conforto local e esquece dos missionários. É hora de mudança, porque a Obra é de Deus,mas, foi confiada na mão dos homens.
sábado, 22 de maio de 2010
Desnacionalização a frio da produção de alumínio
Editor do Jornal Pessoal
A Albrás e a Alunorte, das maiores indústrias de alumínio e alumina do mundo, são nipo-norueguesas desde o mês passado, quando foram transferidas pela Vale para a Norsk Hydro. O negócio foi de quase US$ 5 bilhões, mas ninguém parece ter-lhe dado importância. Importância que é fundamental.
A Albrás é a 8ª maior fábrica de alumínio do mundo, e a Alunorte, a maior planta internacional de alumina. Representaram no ano passado um faturamento bruto conjunto de 4,2 bilhões de reais e um lucro de R$ 385 milhões. Seus ativos somam R$ 9,4 bilhões, o patrimônio líquido é de R$ 6,5 bilhões e o capital social alcança R$ 4,1 bilhões. São as duas maiores empresas do Pará. No dia 2 elas foram completamente desnacionalizadas: passaram a ser de propriedade norueguesa e japonesa. A Vale anunciou que, por quase cinco bilhões de dólares, transferiu suas ações nas duas empresas para a Norsk Hydro, que já era sua sócia na Alunorte. O negócio incluiu o controle da jazida de bauxita de Paragominas, das maiores do mundo, a ser consumado no futuro, e o projeto de uma nova planta de alumina, da CAP, em Barcarena, do tamanho da Alunorte, ou maior.
O negócio pegou de surpresa a opinião pública e o próprio mercado. Embora as negociações tenham durado seis meses, segundo o comunicado da Vale, nada – ou quase nada – vazou dos ambientes de conversação. Foi uma façanha. Tão surpreendente foi o pouco interesse que a revelação causou. Depois de uma cobertura burocrática da imprensa nos primeiros dias, o assunto saiu completamente da pauta – nacional e paraense.
Tempos atrás um processo de desnacionalização tão súbito e profundo quanto este provocaria acesa polêmica. O silêncio atual se explica pela globalização da economia, que atravessou e eliminou as barreiras nacionais? Em parte, talvez. Mas só em pequena parte. Uma razão maior pode estar na convicção de que a Albrás nunca esteve realmente sob o controle da empresa nacional, embora a antiga Companhia Vale do Rio Doce detivesse a maioria das ações nas duas empresas do distrito industrial de Barcarena, a 50 quilômetros de Belém.
A inspiração do projeto foi japonesa, impulsionada pelas profundas transformações que o Japão sofreu a partir do primeiro choque do petróleo, em 1973. O empreendimento era de alto risco na época e por isso foi bancado pelos dois governos, como uma imposição dos entendimentos mais amplos que estabeleceram,. Um dos seus itens mais importantes era a viabilização da exploração das jazidas de minério de ferro de Carajás, as melhores do mundo.
Apesar de todas as aparências em contrário, a Albrás era uma fábrica cativa dos japoneses. A Vale detinha 51% do capital e podia comercializar com liberdade o equivalente da produção, mas a empresa nunca chegou a se identificar com a sua controlada. E quando a expansão da Albrás, que estancou em 460 mil toneladas (esticadas a partir da capacidade instalada inicial de 320 mil toneladas), esbarrou em vários problemas, sobretudo o energético, a Vale se exasperou.
Seu presidente Roger Agnelli, que impôs seu estilo agressivo à corporação, chegou a ameaçar desmontar a fábrica e remontá-la em outro lugar do mundo. Depois, conseguiu licença ambiental para uma grande usina térmica a carvão mineral, de 600 megawatts (mais do que a potência de uma das gigantescas máquinas previstas para a hidrelétrica de Belo Monte). Por fim, participou de um dos consórcios que se apresentou ao leilão da usina no rio Xingu, mas foi vencido.
Todas essas iniciativas se anularam pela transferência das duas fábricas. É um passo decisivo para a Vale abrir mão de presença ativa nesse mercado, que poderá se completar com a venda dos 40% que possui na Mineração Rio do Norte, que explora a mina de bauxita do Trombetas, a maior do país em produção (de 17 milhões de toneladas).
Certamente os responsáveis pela transação contra-argumentarão que a Vale passou a deter 22% da Norsk Hydro, um quinhão considerável. Até a operação, a empresa norueguesa era apenas a terceira maior produtora de alumínio da Europa, mas só atuava na ponta da linha, transformando o metal em produto acabado (extrudado e laminado). Começou em 1999 a enfrentar essa deficiência, que se agravaria com o tempo pela intensificação da concorrência mundial. Enfrentando as resistências das outras multinacionais do alumínio, comprou 5% das ações da MRN, passando a ter suprimento de minério; em seguida, entrou na Alunorte, estabelecendo o elo da cadeia, através da alumina; agora é uma indústria integrada, da matéria prima ao produto final. Passa a ter importância mundial.
É justamente essa a posição que a Vale perdeu. A ex-estatal pode ganhar da perspectiva dos rendimentos financeiros, como associada da Norsk em amplitude internacional, mas perdeu a condição de player, como são tratados aqueles que realmente contam, que têm poder decisório no jogo econômico. O Pará, como o principal Estado do pólo de alumínio no país, passa a ser dominado pelos cartéis (inclusive o nacional, do grupo CBA, da família Ermírio de Moraes), completamente desnacionalizado.
É a consolidação definitiva da regressão à condição de colônia mineral e de semi-elaborados. O Brasil poderia ter quebrado o cartel das “seis irmãs” quando o primeiro choque do petróleo inviabilizou para o Japão a produção própria de alumínio, o mais eletrointensivo dos produtos industriais. Os japoneses não hesitaram em se dirigir para o Pará, que oferecia condições ideais para abrigar uma grande fábrica do metal. Mas os brasileiros também podiam aproveitar essa oportunidade para não ficar dependentes das maiores multinacionais, que impunham o preço no mercado. Numa situação mais equilibrada, a parceria nipo-brasileira podia ser a grande oportunidade para verticalizar por completo o setor e quebrar a espinha dorsal do cartel.
Enquanto a Companhia Vale do Rio Doce foi estatal, havia essa perspectiva. A privatização desviou a empresa desse rumo. Sobretudo quando Agnelli chegou, egresso do Bradesco (que, violando a vedação normativa, modelou a venda da estatal), a prioridade passou a ser engordar os números, maximizando os rendimentos. Marcando passo na escala de produção, a Albrás foi perdendo relevância para a Vale, empenhada em resultados mais imediatos e indisposta a empreitadas mais espinhosas, como a de abrir uma nova frente de geração de energia em grande volume. A Alunorte, sem grande necessidade de energia e aproveitando o melhor preço da alumnina, se tornou bem maior do que sua irmã vizinha, apesar de seu produto valer pelo menos quatro vezes menos. Para a Vale, transferir Albrás e Alunorte para a Norsk Hydro foi um bom negócio. Mas não para o Brasil e o Pará. Muitíssimo pelo contrário.
A empresa norueguesa deverá dar um grande salto, que alcançará as bolsas de valores, com seu novo perfil, de indústria integrada, com acesso a uma valiosa reserva de bauxita (com garantia de suprimento por pelo menos um século) e à maior fábrica de alumina do mundo. Deverá aumentar os rendimentos dos seus sócios, dentre eles, agora, a Vale. Ao mesmo tempo, a participação do governo norueguês experimentou uma sensível queda, de 43,8% para 34,5%, não só para abrir espaço para a mineradora brasileira como prevenir alguma área de atrito e tensão por causa da desnacionalização da Albrás e da Alunorte.
Mas o Pará, que podia se tornar um personagem no cenário mundial, se conseguisse deixar de permanecer empacado na produção apenas de metal primário, volta ao rabo da fila. Em mais este capítulo, vira colônia. Sem dar um ai sequer. Ao contrário do que fez o governo norueguês nesta transação (como já fizera o governo canadense numa situação inversa, três anos atrás, quando a Vale comprou a Inco), o governo brasileiro não se manifestou sobre a questão nem nela atuou. Passou batido. Afinal, para ele, a Amazônia talvez seja como Marte: fica muito distante.
Correios justificam atraso na entrega de cartas por falta de carteiros
Além de Erasmo Maia estiveram presentes os vereadores Nélio Aguiar, Marcela Tolentino, Emir Aguiar e Gerlande Castro, representando os correios estavam o senhor Carlos Roberto D’ Ippólito – Diretor Regional dos Correios, Valquir Ribeiro Bentes – Gerente Planejamento e qualidade, Marcelo Haroldo Mena – Gerente de Engenharia, Erasmo Carlos da Silva Fernandes – Gerente de vendas, Roberdan Almeida- Coordenador de Atividade Externas da Região.
A principal justificativa dos representantes dos Correios é que a solução do atraso na entrega de correspondência esbarra na falta de mão de obra qualificada para realizar os serviços.
Segundo D'Ipólito, já foi publicado o edital para concurso público disponibilizando cerca de 5.906 vagas na área operacional mas até o momento a prova não foi realizada. Outro fator segundo ele é que os Correios praticamente dependem das empresas aéreas Gol e TAM, que não priorizam encomendas.
Mas entrega de encomendas está sendo agilizara pós a chegada de onze motocicletas. A empresa está comprando bicicletas novas, mas mesmo assim, sem 9 carteiros para completar o quadro que atenda a demanda local, os atrasos vão continuar, segundo D'Ipólito.
Vereador Erasmo Maia questiona com relação às comunidades que estão descoberta do atendimento do serviço dos Correios e sugere que a empresa coloque na comunidade de Boa Esperança, o Serviço de Caixa Postal para que facilite o acesso dos moradores às correspondências.
O representante da empresa assumiu o compromisso e determinou que sua equipe providencie encaminhamento de cinco blocos de Caixa Posta para atender essas comunidades de Santarém, entre as quais Boa Esperança.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Aneel habilita consórcio vencedor de Belo Monte
A habilitação foi adiantada em alguns dias, pois estava prevista no cronograma do leilão para o dia 24 deste mês. A próxima etapa é o aviso de adjudicação e homologação do leilão, previsto para o dia 1º de julho, que permitirá a assinatura dos contratos de concessão da usina, marcada para setembro. Mas os empreendedores já anunciaram que querem assinar os contratos em julho, para antecipar em seis meses o início da geração de energia.
O Consórcio Norte Energia é composto principalmente pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e pelas empresas Queiroz Galvão, Mendes Junior, J Malucelli e Gaia Engenharia. Esta semana, a Eletrobras informou que vai entrar no consórcio, assim como a subsidiária Eletronorte. (ABr)
Professores municipais fazem assembléia para decidir ou não pela greve
O sindicato reivindica 12% de aumento salarial para o magistério, mas a prefeitura ofereceu 7% sobre os 60% do salário que são pagos pelo município - os outros 40% são complementados com o repasse do Fundeb).
De novo
Celpa informa que, devido a problema na subestação da Eletronorte, em Tucurui, os municípios do Tramoeste ( Altamira, Itaituba, Santarém) e do Baixo Tocantins (Cametá, Goianésia, Breu Branco, Novo Repartimento e Tucuruí) ficaram sem energia elétrica , nesta manhã, 21, às 10h44. A energia foi restabelecida, às 11h04.
MANCHETES DE O ESTADO DO TAPAJÓS
SMT NÃO PLANEJA NOVAS LINHAS DE ÔNIBUS ATÉ A UFOPA
DESNACIONALIZAÇÃO A FRIO DA PRODUÇÃO DE ALUMÍNIO NO PARÁ
REELEIÇÃO DE ANA JÚLIA ESTÁ CADA VEZ MAIS AMEAÇADA
PAC AUMENTA INSEGURANÇA NO URUARÁ
PADRES DEIXAM A BATINA PARA CASAR E IGREJA NEGA ADULTÉRIO DE PASTORES
TROCA-TROCA NA SEDUC EMPERRA REFORMA DE ESCOLAS EM SANTARÉM
ACIDENTADOS PRECISAM BUSCAR TRATAMENTO FORA
SAI A SENTENÇA DO JÚRI DE PAULO BOCA LARGA
Segundo twitter do jornalista Jota Ninos, a sessão terminou há meia hora. O juiz Gérson Gomes leu a sentença com pouca luz externa, pois faltou energia no prédio na hora da leitura.
O empresário de transportes coletivos urbanos Paulo Pimentel de Oliveira, o "Boca Larga" e Argemiro de Oliveira Gomes, o "Miro", ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários de Santarém, foram condenados pelo Conselho de Sentença que acatou a tese do Ministério Público (representado pelos promotores Rodrigo Aquino Silva e Paulo Roberto Corrêa Monteiro), de que eles foram mandante e intermediário do assassinato do mototaxista Jonathas Lemos de Oliveira, crime ocorrido em 16.05.2002, na estrada Santarém-Jabuti.
Carlos Eugênio Simon apita Águia x Remo
Do Blog do Gerson Nogueira:
A Federação Paraense de Futebol informou, na tarde desta quinta-feira, que o árbitro que vai comandar a segunda partida das finais do returno do Campeonato Estadual entre Águia e Remo será o gaúcho Carlos Eugênio Simon, pertencente ao quadro da Fifa. Será auxiliado por Roberto Braatz (PR-Fifa) e Autemir Hausmann (RS-Fifa). A partida será realizada no próximo domingo, às 16h, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá.
Muito contestado nos últimos três anos, Simon será o árbitro brasileiro na Copa da África do Sul. Jornalista formado, o gaúcho de 44 anos será o primeiro árbitro do Brasil a participar de três mundiais (2002, 2006 e 2010).
O último episódio envolvendo Simon ocorreu no Brasileirão 2009 quando invalidou um gol do Palmeiras contra o Fluminense, provocando a ira dos dirigentes paulistas. O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo chegou a ameaçar sair no tapa com o apitador. Os auxiliares Roberto Braatz (42 anos) e Autemir Hausmann (41) também estão escalados para representar o Brasil na Copa. (Com informações da Rádio Clube)A justiça do Pará no banco dos réus
Editor do Jornal Pessoal
Três casos recentes de atuação irregular de juízes expuseram as deficiências do poder judiciário no Pará. Deficiências que não se devem às causas estruturais que limitam objetivamente a eficácia da tutela jurisdicional, mas a deficiências pessoais dos magistrados. Como a carreira jurídica é a melhor remunerada no serviço público e a que tem as maiores garantias para o desempenho de sua função, que é vital, a sociedade acompanha esses casos com interesse e desejosa de ver corrigidas as falhas.
Muito mais do que em qualquer outra época, corretivos são adotados. Mas eles são eficazes? Terão a condição de inibir a repetição dos erros constatados e apurados? O poder judiciário está conseguindo vencer a leniência que o imobiliza quando o espírito corporativo é provocado? Está disposto a excluir aqueles que o integram de forma malsã, comprometendo a credibilidade da justiça? A punição máxima, a mera aposentadoria do servidor público ímprobo, é adequada para o prejuízo que ele causa?
Um magistrado punido por essa pena, como a imposta pelo Conselho Nacional de Justiça à juíza Clarice Andrade (ou pelo próprio Tribunal de Justiça do Estado à desembargadora Tereza Murrieta), vai para casa usufruir do farniente com 13 mil, 15 mil ou mais de 20 mil reais pingando na sua conta a cada mês até o fim da sua existência. Que outro servidor público, ou qualquer ser humano, sofre tal “flagelo”?
E quando uma juíza é punida por falta de ética e de exação na sua atuação, depois de ter sido denunciada outras vezes, como foi o caso de Maria Edwiges de Miranda Lobato, a mera censura escrita tem expressão? Por último (mas não por fim, infelizmente), quando mais uma magistrada atropela as normas e o bom senso na defesa de direitos de presos de alta periculosidade, como traficantes de droga, a repetição é um grave alerta aos responsáveis pela justiça. Depois de ter aparecido no noticiário da imprensa como uma nova “imortal” da Academia Paraense de Letras, Sarah Castelo Branco é acusada formalmente pela polícia e a Ordem dos Advogados por favorecer traficantes.
Se a magistratura, como regra, é exercida por pessoas qualificadas e honestas, as exceções não estarão se tornando mais freqüentes do que o tolerável? Espera-se que o relato dos fatos inspire a boa reflexão. E, se possível, melhores decisões.
Conheça os três casos divulgados pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto acessando o link abaixo:
http://tl.gd/1dg37t
Divisão de prefeitos do PMDB favorece candidata do PT
No Jornal Amazônia, sob o título 'PMDB dividido no Pará'
Embora persiga a aliança com os peemedebistas para fechar uma ampla coligação a sua reeleição, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) chegou a uma conclusão: o PMDB está dividido no Pará. Segundo ela, há uma clara "divisão" na legenda em todo o Estado, o que vai fazer com que o palanque eleitoral de outubro próximo seja bem diversificado.
"Há prefeitos do PMDB que estão comigo e outras lideranças não. O meu sentimento, quando eu vou aos municípios, é de que há uma divisão", disse a governadora, durante entrevista coletiva no Encontro Estadual do Partido dos Trabalhadores, que aconteceu no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
Ana Júlia Carepa ressaltou ainda que o PMDB não é diferente dos outros partidos e que todas as legendas possuem dissidências. A diferença, disse ela, é que partidos como o PT são mais transparentes com suas divergências, mas já nasceu assim, com grupos políticos internos. "Mas temos uma vantagem. Em horas como essa (encontro estadual), esquecemos todas as diferenças", pontuou.
Exatamente por estar disperso e sem comando único, em função da divisão de força interna, o PMDB é hoje o partido que está mais distante da coligação com o PT no Pará, segundo a governadora e o secretário nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi, que veio acompanhar o encontro.
A governadora explicou que o PR é o partido mais próximo e pode vir a compor a chapa majoritária, a partir da indicação do vice-governador, enquanto o PTB, ainda que decidido a apoiar a ex-ministra Dilma Rousseff no Estado, não definiu os rumos de aliança local. "O prefeito Duciomar Costa vai apoiar a candidata Dilma e estamos dialogando", realçou Ana Júlia.
Partidos como PP, PDC, PSB, PCdoB, PDT e PV já podem ser considerados membros da coligação que será formatada em 30 de junho, prazo fatal das convenções partidárias. Porque a própria governadora acredita que "o xadrez político" só será resolvido no último dia permitido pela legislação eleitoral. "Estamos dialogando com todos. Não estamos fechando as portas", ponderou. E se o PMDB insistir em lançar candidatura própria e buscar aliança no segundo turno, a governadora adiantou o recado: "Mas também não vamos ficar esperando", disparou, suavizando a seguir insistindo que "o diálogo nos interessa".
Encontro estadual reuniu 5 mil pessoas
O Encontro Estadual do PT foi o maior da história do partido no Estado. Mais de 5 mil pessoas lotaram as dependências do Hangar na condição de observadores. Apenas 500 delegados aptos ao voto participaram da aclamação de pré-candidaturas ao governo do Estado, Senado Federal, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Houve o lançamento das pré-candidaturas da governadora Ana Júlia Carepa à reeleição, do deputado federal Paulo Rocha ao Senado e da chapa completa para deputado estadual.
O PT não deve coligar na chapa de candidatos a deputado estadual, porque trabalha com a estratégia de que lançamento o maior número possível conseguirá coeficiente necessário. Já para deputado federal, o partido deve fechar coligação com outras legendas.
O Encontro Estadual do PT definiu que a Executiva Estadual da legenda vai cuidar de todas as alianças, a partir de hoje. O secretário de Projetos Estratégicos do governo do Estado, Marcílio Monteiro, reafirmou que o partido está aberto a coligações e vai buscá-las. "Agora, o lançamento das pré-candidaturas é para ocupar os debates", sublinhou.
Edição semanal de O Estado do Tapajós
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O que aconteceu a Lyoto Machida?
Lúcio Flávio Pinto
O que aconteceu a Lyoto Machida que o fez perder a revanche contra o paraense Marcelo Shogun Rua, depois de lutar apenas três minutos do primeiro round, no dia 9, em Montreal, no Canadá, numa competição de Artes Marciais Combinadas (UFC, em inglês)? A primeira luta terminou em meio a dúvidas e críticas, mas, independentemente do resultado, Machida fez jus à sua fama. Vencera as 15 lutas anteriores, combatendo com pleno domínio de si, do adversário e do ringue, como um verdadeiro samurai.
Seu rosto não tinha marcas e sua jovialidade disfarçava a idade madura, de 31 anos, quando subiu novamente no tablado para o tira-teima com Shogun. Parecia consciente e aplicado à recomendação do seu pai e mestre: proteger a cabeça, não deixar que ela fosse golpeada.
O velho Yoshizo Machida sabia da profundidade do que dizia. Lyoto não tem a agressividade que um vale-tudo mal disfarçado requer. Não foi educado para ser um matador. Fora do ringue, é uma pessoa gentil, de voz macia, de conversa inteligente, um universitário. Precisa de muita concentração e determinação para se transformar num lutador disposto a tudo, especialmente a bater no oponente para destruí-lo. É deficiente no chão. Clássico demais.
Todas essas lacunas se revelaram quando ele caiu, sob o impacto do primeiro dos 11 socos que Shogun lhe aplicou em série contínua, e por ter escorregado quando do primeiro golpe. Estava à mercê da execução, cuja violência foi reforçada pela sua posição, com a cabeça contra o tablado, sem elasticidade para diminuir o impacto dos murros devastadores, absorvendo-os ao menos em parte. Mais alguns murros e talvez sua carreira estivesse liquida. Ou pior: sua vida.
Seu rosto provavelmente nunca mais será destituído de marcas e cicatrizes. A jovialidade poderá se tornar coisa do passado. E seus órgãos internos abalados? E sua psique? E os desdobramentos dessa derrota arrasadora: ela não estimulará a ousadia e a audácia dos adversários em potenciais, que o temiam até o nocaute? Ele poderá ter a vida dupla, de um jovem senhor desanuviado da brutalidade da combinação de várias lutas marciais em uma só, ou terá que se animalizar também? Ou não será melhor desistir dessa carreira de gladiador para velhos auditórios apenas maquiados de civilidade e civilização?
Um filho meu jamais subiria num rinque como aqueles que têm sido o lugar de trabalho de Lyoto Machida. Claro: sou estranho a lutas. Mas, se pudesse dar um conselho a ele, ao seu pai e aos seus irmãos, eu recomendaria se afastar dessa prática brutal em benefício do cidadão bom e admirável que ele é. Não sei o que o perturbou antes da luta com Shogun, que parecia impedi-lo de se concentrar suficientemente. Também não sei qual circunstância não lhe permitiu se preparar adequadamente para um desafio como aquele. Só sei que, nas duas vezes em que colocou o adversário no tablado, buscava ar pela boca e não conseguiu aplicar nenhum dos seus golpes potentes. Shogun se levantou e virou o jogo com uma facilidade surpreendente, que já fazia temer o que se seguiu.
Dentro do ringue, o que vi (e nunca mais quero rever) foi a destruição de uma pessoa que, momentos antes, parecia um guerreiro e, sob o impacto dos socos, que se multiplicavam pela conivência do juiz, se tornara um boneco de carne, osso e sangue moídos, espirrados, amassados. Tentei imaginar a dor lancinante que Lyoto devia estar sentindo naquele momento e o padecimento que se seguiu no hospital, na tentativa de se recuperar.
Tinha mesmo que imaginar. Depois do fraco noticiário da segunda-feira, os jornais de Belém se calaram na suíte da luta. Nenhuma notícia na terça-feira. No dia anterior, o primeiro depois do nocaute de Lyoto, o Diário do Pará parecia disposto a ampliar a má sorte do paraense adotivo, dando títulos quase irônicos ao noticiário e abrindo uma foto do momento em que Lyoto era massacrado. Já em O Liberal a cobertura do day-after contrastava com a dimensão que o jornal dos Maiorana deu à apresentação da luta, com um tablóide de quatro páginas na véspera, dedicado a exaltar os feitos do lutador formado em Belém na academia do pai.
Será que a cobertura superlativa do jornal dos Maiorana influiu no ânimo de Lyoto, infundindo-lhe excesso de confiança, que foi fatal diante da aplicação, concentração e gana do adversário, ferido em seus brios pela decisão da luta anterior, por pontos, que ele considerou errada? Não só ele, mas a maioria da torcida, que estava ao lado dele na revanche?
Já a repercussão desfavorável do jornal da família Barbalho era uma reação a um eventual acerto entre os Machida e os Maiorana, que transformaria o lutador num produto da “casa”, colocando o Diário em posição subalterna? O jornal dos Barbalho, se ficou atrás por deficiência própria, tentou compensar mantendo espaço para noticiar a chegada de Lyoto a Belém, às duas da madrugada, no mesmo dia, enquanto O Liberal nada publicou. O jornal dos Maiorana reagiu indo à entrevista coletiva de Lyoto, à qual o Diário não compareceu, e replicando a entrevista no dia seguinte, com alguns acréscimos.
Quaisquer que sejam os fatos por trás dessa cobertura desconexa, só sua existência pode servir de reforço ao pedido que, em nome dos admiradores de Lyoto e de todos os Machida, lhe faço aqui: deixe a luta profissional, praticada nessas rinhas mal disfarçadas, e abra novos horizontes na sua vida. Um desastre pode servir de inspiração a novos desafios para uma pessoa com as qualidades do mais bem sucedido de todos os atletas de combate que o Pará já viu se formar em seus limites. Não precisa ser mais no tablado, onde ele já provou suas qualidades e valor.Propaganda que deseduca
Mas uma escola, que se propõe a formar futuros cidadãos, não precisa usar como contraponto as greves ocorridas na rede pública para arregimentar alunos para suas turmas.
É o que veicula o Colégio Tapajós, da Faculdades Integradas do Tapajós(FIT) em comerciais transmitidos em emissoras de rádio de Santarém.
No comercial caricato, os pais dos alunos são incentivados a procurar um colégio para seus filhos, que garante que "o ano letivo será concluído, livre de greves".
Sucupira é aqui
Excesso de velocidade nas rodovias.
Buraqueira nas ruas.
E a secretaria de transportes de Santarém se preocupando com os carroceiros!!!!!
Sem grandeza
Agora não há mais dúvida: o Diário do Pará, de Jader Barbalho, do PMDB, faz oposição sistemática ao governo do Estado, do PT, e apóia quase incondicionalmente a prefeitura de Belém, do PTB. Já O Liberal, da família Maiorana, que não tem partido (mas se considera um partido à parte), se tornou governista (e petista) desde criancinha, fazendo as vezes de porta-voz de Ana Júlia Carepa, e abomina Duciomar Costa. Até recentemente as posições estavam invertidas ou embaralhadas. Por que mudaram tanto?
Se o leitor for atrás de um esclarecimento nas páginas editoriais dos dois jornais, vai terminar desorientado. Assim como não disseram por que apóiam, as duas folhas também não explicaram por que passaram a desapoiar. Os motivos nada têm a ver com programa de governo, visão de mundo ou quaisquer razões de fundo. São impulsos comerciais e políticos no sentido de usufruto do poder. Além de razões concorrenciais, como os decorrentes da opção de Duciomar Costa de seguir o exemplo de outros políticos com desejos expansionistas, criando seu próprio jornal (embora sem assumir diretamente a criatura).
A falta de idéias não é, porém, privilégio das empresas jornalísticas. Na campanha eleitoral que mais tem movimentado os bastidores em todos os tempos, sem se exibir na arena pública, a anemia programática é um mal corrosivo e profundo na pré-campanha eleitoral. O Pará parece que virou uma bacia das almas, ou um açougue de dignidades e coerências.
Alepa manifesta apoio ao Plebiscito do Estado do Tapajós
Na justificativa da proposição, o parlamentar do Oeste do Pará lembra que unidades territoriais de menores dimensões favorecem a gestão territorial e o desenvolvimento em todos os setores da sociedade, em relação às unidades de grandes dimensões. Como exemplo, cita os Estados Unidos, dividido em 50 Estados, a Argentina, com 1/3 do nosso território e 23 províncias, e o Chile, com território menor do que o do Estado do Pará, sub-dividido em 53 províncias.
Von lembra ainda que, em tempos mais recentes, duas divisões territoriais no Brasil deram excelentes resultados, que foram a criação do Estado do Mato Grosso do Sul, em 1977, e a criação do Estado do Tocantins, em 1988.
O plenário da Câmara Federal aprovou, em sessão realizada no último dia 14 de abril de 2010, requerimento de autoria do deputado federal Lira Maia (DEM/PA) estabelecendo o regime de urgência para a votação do Projeto de Decreto Legislativo de Nº PDC 731/2000, que autoriza a realização de plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós.
Tendo sido aprovado no Senado Federal, referido Projeto de Decreto Legislativo deverá entrar na pauta de votação da Câmara Federal nos próximos dias, daí a importância da manifestação de apoio dos deputados estaduais paraenses, que são defensores da realização do plebiscito, para confirmar o voto favorável dos parlamentares federais que assim já decidiram e para contribuir na formação do convencimento daqueles parlamentares que ainda estão sem opinião formada sobre a matéria.
Ao final de sua proposição, Alexandre Von requer que seja dado conhecimento a todos os parlamentares membros da Câmara Federal, em Brasília, da manifestação de apoio de 35 deputados estaduais (correspondente a 85% dos membros da Assembleia) à aprovação do projeto de decreto legislativo que autoriza a realização de plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós, que tramita naquela Casa Legislativa.
Para ver a moção na íntegra, clique aqui.
Uma carta à Rede Celpa e Aneel
Antenor Giovaninni
TENHO 61 ANOS, MORADOR EM SANTARÉM NO PARÁ E TENHO UM COMÉRCIO DE DOCES , BALAS E ARTIGOS DE FESTA NA CIDADE.
COMÉRCIO LOCALIZADO NA AV. MENDONÇA FURTADO, 365 – BAIRRO DA PRAINHA.
MEU NÚMERO DE UNIDADE CONSUMIDORA É 3513378.
POR ELE É FÁCIL NOTAR QUE SE TRATA DE UMA RELIGAÇÃO RECENTE, HAJA VISTO O COMÉRCIO ENCONTRAR-SE FUNCIONANDO HÁ APENAS 40 DIAS.
UM PERIODO CURTO, MAS QUE JÁ ME PROPORCIONOU MUITAS DORES DE CABEÇA DEVIDO AOS CONTÍNUOS PROBLEMA COM ENERGIA ELÉTRICA.
O LIGA E DESLIGA REPENTINO QUE OCORRE QUASE TODA SEMANA.
OU ENTÃO, FICAR DAS 09,30 DA MANHÃ ATÉ AS 16,45 HS SEM ENERGIA APENAS NO NOSSO SETOR E JUNTO COM DEMAIS VIZINHOS QUE APESAR DA INSISTÊNCIA NO APELO PELO 0800 DESDE DAS 10,00 HORAS, OBSERVA-SE A VINDA DE UMA EQUIPE POUCO DEPOIS DAS 16,20 HS QUE RAPIDAMENTE PROMOVE O RETORNO DA ENERGIA. O DIA JÁ TINHA ACABADO E OS PREJUIZOS, NÃO POR PERDA DE MERCADORIA, MAS PERDA DE VENDA QUE É TÃO PIOR QUANTO. LOJA ÀS ESCURAS, EXCESSO DE CALOR E O PIOR SEM CONDIÇÕES DE PASSAR CARTÃO DE CRÉDITO, FERRAMENTA DE ENORME IMPORTÂNCIA PARA O COMÉRCIO NOS DIAS DE HOJE.
SENÃO ISSO, AINDA TEMOS AS QUEDAS BRUSCAS DE ENERGIA COM TAMBÉM REPENTINO RETORNO PROVOCANDO UMA CORRERIA AO QUADRO PARA DESLIGAMENTO DA CHAVE GERAL EVITANDO-SE MAIORES PREJUIZOS.
ISSO PORQUE TEMOS NO-BREAKS NOS 3 COMPUTADORES DA LOJA E ESTABILIZADORES DE VOLTAGEM.
MESMO ASSIM, NÃO CONSEGUIRAM EVITAR QUEIMA DE PLACA DE COMPUTADOR E QUEIMA DE UM NO-BREAK.
MAS, A QUESTÃO DO E-MAIL NÃO ESTÁ EM RECLAMAR ESSES PREJUIZOS PORQUE SOU CONSCIENTE DA ENORME DEMORA E PERDA DE TEMPO QUE IRIA TER PARA COMPROVÁ-LOS.
PRIMEIRA QUESTÃO É SABER ATÉ QUANDO IREMOS CONTINUAR SOFRENDO DESSA MANEIRA E QUAL A ATITUDE QUE DEVO TOMAR.
CONTINUAR DESSA FORMA QUE NÃO POSSO FICAR.
E A SEGUNDA E QUE ME INTRIGA SOBREMANEIRA É O FATO DE TER PROCURADO FUNCIONÁRIOS DA CELPA UNIFORMIZADOS QUE SE ENCONTRAVAM REALIZANDO UM SERVIÇO PELAS REDONDEZAS DA LOJA, E SOLICITEI EXPLICAÇÕES PARA ESSES PROBLEMAS.
DE FORMA CLARA E DIRETA UM DELES ME DISSE:
-“ MAS, O SENHOR TAMBÉM FOI ABRIR UM COMÉRCIO EM FINAL DE LINHA. VAI SOFRER MESMO ?”
MUITO BEM, GOSTARIA DE SABER O QUE SIGNIFICA ESTAR NO FINAL DE LINHA ?
INTERESSANTE QUE NA CONTA DA ENERGIA ELETRICA QUE PAGO NÃO CONSTA NENHUM INFORMATIVO QUE ME ENCONTRO NO FINAL DE LINHA.
PELO QUE CONSTA NÃO HÁ QUALQUER DESCONTO OU QUALQUER BENESSE QUE INDIQUE FATO DE ME ENCONTRAR EM FINAL DE LINHA .
PELO POUCO CONHECIMENTO ENTENDO QUE A ENERGIA QUE EU PAGO É IGUAL A QUEM SE ENCONTRA NO COMEÇO OU NO MEIO DA LINHA . OU ESTOU ERRADO? SE HÁ ALGUM RISCO PORQUE ENTÃO EU E OS DEMAIS VIZINHOS NÃO TEMOS ALGUMA PROTEÇÃO JÁ QUE TEMOS O PRIVILÉGIO
DE ESTAR NO FINAL DE LINHA E ISSO CAUSE UMA MENOR CARGA DE ENERGIA E CONSEQUENTEMENTE ESSES PROBLEMAS.
UMA COISA É CERTA . O QUE NÃO PODE É CONTINUAR É A LOJA A SOFRER GRANDE PARTE DA SEMANA (HOJE POR EXEMPLO PASSEI DA HORA DO ALMOÇO ATÉ FECHAR CORRENDO ATÉ O QUADRO LIGANDO E DESLIGANDO PELAS CONSTANTES QUEDAS E SUBIDAS DE ENERGIA).
ESPERO RECEBER UMA RESPOSTA CONVINCENTE E PRINCIPALMENTE UMA RESOLUÇÃO DESSES PROBLEMAS, HAJA VISTO QUE ENTENDO NÃO MERECER ESSE TIPO DE TRATAMENTO.
ESPERO PONDERAÇÃO, COMPREENSÃO E PRINCIPALMENTE ATENÇÃO PARA ALGUÉM SÉRIO E QUE CUMPRE FIELMENTE SEUS COMPROMISSOS COM A CELPA. ESPERO QUE ELA CUMPRA COMIGO
NO AGUARDO
ANTENOR PEREIRA GIOVANNINIAV. MENDONÇA FURTADO, 365 – PRAINHA
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Atualização as 10h18
Já recebi da ANEEL uma resposta .
Pedem que aguarde pronunciamento oficial da Celpa e se não for satisfatório que retorne a eles.
De qualquer modo meu e-mail já foi repassado para ARCON/PA - Agência que regula os serviços públicos no Pará e que representa a ANEEL no Pará .
Vamos ver o que acontece.
Mas, creio que você possa alertar pelo blog que se mais pessoas usassem desse expediente de reclamar para Ouvidoria da Celpa com copia para Ouvidoria da ANEEL talvez alguma coisa seja feita.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Câmara aprova falta ao trabalho para cuidar de filho doente
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será enviado para análise do Senado, caso não haja recurso para votação pelo Plenário.
A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que já prevê algumas situações de falta sem desconto salarial, como casamento (três dias), alistamento eleitoral (dois dias) ou falecimento de parente direto (dois dias), como cônjuge e filho.
Laudo comprobatório
Segundo a proposta, o empregado deverá apresentar ao empregador o laudo médico que ateste a necessidade de assistência ao filho em horário incompatível com o do trabalho.
O relator, deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), votou a favor da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto e do substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família.
Australiana é morta após ser atraída para falso emprego pelo Facebook
Uma jovem australiana foi encontrada morta dois dias depois de ter partido para uma viagem com um homem que conheceu no Facebook e que a convidou para resgatar animais feridos, em um caso que chocou o país.
O corpo de Nona Belemosoff, de 18 anos, foi encontrado em um riacho. A polícia disse que Christopher James Dannevig, de 20 anos, tinha criado um perfil falso no Facebook no qual dizia ser um defensor de animais.
Ele teria atraído Nona com a perspectiva de lhe oferecer um emprego e a convidou para uma expedição em busca de animais feridos em um cerrado ao sul de Sydney.
Dannevig foi indiciado por assassinato. "Nona disse que, se não viajasse perderia o emprego, que era seu sonho", disse seu irmão, Gary. Milhares de pessoas colocaram mensagens na página de Nona no Facebook após a notícia de sua morte.
A polícia alertou para os perigos representados pelas redes sociais na internet. "É uma área onde predadores e pervertidos frequentam. Você não sabe com quem está falando", disse um dos investigadores do caso, o policial Russell Oxfordele.
Cais de arrimo de Santarém vira um caos
Após a remoção das estacas de concreto para a área do bosque da Vera Paz, o local virou acampamento de lavadores de carros.
À noite, o perigo é maior. Os transeuntes e mesmo os passageiros dos barcos corrrem o risco de sofrer queimaduras, pois os vendedores de churrasco descuidam dos fogareiros e as brasas se espalham pelo calçadão.
Na área do cais que foi ampliada recentemente, o SESC ocupa grande parte do passeio para aulas de ginásticas que poderiam ser ministradas na sede do órgão, na trav. Floriano Peixoto.
Sindicato quer supermercado fechado em seis feriados do ano
Os supermercados também já não abrem dia 1º de maio e Paixão de Cristo. "Estamos em discussão para que não sejam abertos os dias sete de setembro e oito de dezembro, afirma a presidente do Sindicato dos Comerciários, Lucinda Santos, mas o empresário Cezar Ramalheiro, presidente do Sindilojas, diz que os empresários do setor não concordam com o aumento de datas em que os supermercados fecharão as portas. "Não aprovamos esse pleito dos comerciários", afirmou. No dia 28 de maio, os lojistas fazem assembléia para escolher os delegados que participarão das negociações com os comerciários.
O sindicato dos comerciários quer acrescentar os feriados, sete de setembro e oito de dezembro, para que os supermercados não abram. Existe um acordo feito entre o sindicato e os empresários que nos feriados: 1º de janeiro, Sexta-feira Santa, 1º de maio e 25 de dezembro, os supermercados não podem funcionar, assim como os lojistas. "Muitas pessoas questionam, até mesmo os empresários, a necessidade dos supermercados abrirem nos feriados devido o consumo", declara Lucinda Santos, presidente do sindicato.
Nos outros feriados que virão, três de junho (Corpus Christi); sete de setembro (Independência do Brasil); 12 de outubro (Nossa Senhora de Aparecida); dois de novembro (Finados); 15 de novembro (Proclamação da República) e oito de dezembro (Nossa Senhora da Conceição), não é permitido que o comércio funcione, mas dá esse direito aos supermercados.
A presidente ainda declara que está em processo de solicitação, que nos feriados onde os supermercados são abertos, os funcionários só trabalhem seis horas. Atualmente o horário é de oito horas. A partir de 28 de maio, o sindicato vai se reunir com os empresários, para decidirem os acordos dos demais feriados até o Natal.
Feira internacional de turismo na Amazônia
adenauergoes@gmail.com
Plano de Desenvolvimento do Turismo do Estado do Pará, entregue á sociedade e empresariado no ano de 2001 pela PARATUR e idealizado pela THR, uma das mais prestigiadas e competentes empresas de planejamento e consultoria do mundo, com sede em Barcelona, na Espanha, define como uma das ações fundamentais para o fortalecimento do turismo paraense a elaboração de uma Feira Internacional, realizada a principio de dois em dois anos, que tivesse como estratégia principal apresentar produtos turísticos já elaborados e em condições plenas de comercialização tanto no mercado nacional como no exterior, desta forma foi criada e realizada a1ª FITA em 2002. Em função disto o Salão de Turismo Paraense atuaria no intervalo entre uma FITA e outra, ou seja, também de dois em dois anos como indutor local do desenvolvimento de novos produtos e aperfeiçoamento dos já existentes.
Claro está que não se pode perder de foco as principais feiras nacionais, como a BNTM no Nordeste, a ABAV no Rio de Janeiro, Salão de Turismo Nacional em São Paulo e o Salão de Turismo de Gramado no Rio Grande do Sul que servem de referência regional no calendário de eventos nacionais. Todo este processo precisa ter ações articuladas para que o produto turístico possa ganhar visibilidade e capacidade através de roteiros integrados que permitam a chegada de turistas com maior celeridade e freqüência em nosso estado.
Através de ações de fortalecimento do evento, articuladas junto ao Ministério do Turismo, e aos empresários através das entidades representativas dos diversos segmentos foi possível transformar a 3ª FITA em referência para a região amazônica e trazer o experiente Virginio Loureiro responsável por todo agrupamento e composição das operadoras de turismo que participavam da BNTM,(deixa estar que aqueles que têm melhor memória recordarão que o então Governador Simão Jatene assinou no Centur durante a 2ª FITA protocolo de intenções com o Governo do Ceará para desenvolvimento de roteiros integrados) a intenção estava clara ou seja juntar o produto turístico nordestino, principalmente sol e praia, onde os viajantes se brozeariam á sombra de nossa floresta, onde eles despelariam e seriam reidratados pelo nosso clima e cultura, e assim foi feito em 2006, quando tivemos a melhor e mais consistente feira já realizada e onde foi possível sentir na pratica a operação de negócios.
È necessário sim ter financiamento, investimento, mas sem articulação, estratégia e empresário, nada, mas nada mesmo vai funcionar em termos de venda, pois não cabe ao governo criar e vender produtos e sim estimulá-los, facilitando mecanismos e dando segurança aos empresários para avançarem e investirem seu dinheiro e mobilizarem o arranjo produtivo do mercado.
Hoje o momento é de muita preocupação, o Plano de Desenvolvimento Turístico do Estado foi deixado de lado, a divulgação e promoção do Pará que vinha num crescente, foi gradativamente murchando, o Salão de Turismo Paraense não mais se realizou, a FITA veio enfraquecendo de forma vertiginosa, deixando de ser referência de evento para a Amazônia.
A 5ª FITA, foi lançada em 07 de maio passado para acontecer de 12 a 15 de agosto próximo, imaginem, pouco mais de dois meses para organizar e fazer uma Feira Internacional e para piorar, está em total falta de sintonia com a classe empresarial que afirma que dela não irá participar.
O slogan “ PARÀ: A OBRA PRIMA DA AMAZONIA” foi abandonado única e exclusivamente por ter sido lançado pelo governo anterior, pois nada foi criado que possa melhor expressar na divulgação e promoção nosso fantástico estado aos olhos dos turistas. É uma pena, mas infelizmente retrocedemos, pois além de tudo que já foi dito a PARATUR teve seu orçamento diminuído e suas ações enfraquecidas, tornando-se ausente nas defesas dos interesses do turismo paraense. Está na hora do vento mudar de rumo novamente.