| Por-do-sol visto do cais de arrimo de Santarém, estado do Pará. Foto: Rejane Jimenez |
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Pagamento dos servidores do Estado começa no dia 25
(Secom) - Terá início no próximo dia 25, o pagamento dos servidores públicos do Estado do Pará. O calendário de pagamento do funcionalismo foi divulgado nesta quinta-feira, 14, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead). O pagamento da folha contemplará primeiramente os pensionistas militares e civis, em seguida será a vez dos inativos civis e os que recebem pensões especiais. O início será na segunda-feira(25) e seguirá até o dia 29 de julho.
A remuneração será feita na seguinte ordem:
Dia 25 (segunda-feira)- Inativos militares e pensionistas civis e militares
Dia 26 (terça-feira)- Inativos civis e pensões especiais (Sead)
Dia 26 (terça-feira)- Inativos civis e pensões especiais (Sead)
Dia 27 (quarta-feira)- Auditoria, Casa Civil, Casa Militar, Consultoria Geral, Defensoria Pública, Gabinete do vice-governador, NGPR, Procuradoria Geral, Segov, Sepe, Sepaq, Seir, Sedect, Sead, Sefa, Sepof, Sagri, Sema, Secult, Sedurb, Seel, Seicom, Sejudh, Seop, Sespa, Seter, Setran e Secom.
Dia 28 (quinta-feira) – Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Segup, Adepará, Arcon, Asipag, CDI, Ceasa, Cohab, CPC/ Renato Chaves, Detran, EGPA, Emater, Fundação Carlos Gomes, FCPTN, FCV, Funcap, Funtelpa, Fapespa, Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, Hospital Ophir Loyola, Hemopa, IAP, Imep, Iasep, Igeprev, IOE, Iterpa, Jucepa, Paratur, Prodepa, Santa Casa, Susipe, Uepa, Ideflor, Idesp e Loterpa.
Dia 29 (sexta-feira)- Seduc capital e interior
De mãos vazias
Não há nenhuma flolhetaria ou vídeo produzido pela prefeitura de Santarém para ser distribuído aos visitantes do estande do Pará, no 6o. Salão do Turismo que se realiza, desde ontem, no parque de exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento se encerra domingo.
Todo material de divulgação turística disponível no estande é de responsabilidade da Paratur.
De Santarém, mesmo, só a presença do secretário de turismo Arildo Nogueira e o gerente de hotel Aureo Roffé.
Mas o santareno não deve ficar preocupado com esse descaso da prefeitura. Em todo o material produzido pela Paratur há farta menção às belezas naturais de Santarém.
Hoje à tarde, Arildo, que está de mãos vazias de material promocional, participa de uma reunião, no estande do Pará, de todos os secretários de turismo presentes ao salão com o presidente da Paratur, Adenauer Góes.
Jader Barbalho conseguirá mesmo assumir o Senado?
Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós
Leia o texto completo, aqui.
Emaranhado de igapó
Canoa solitária por entre um emaranhado de árvores submersas em área de igapó na região de Santarém.
Foto/arquivo: Alfonso Jimenez
Governo não prestigia manejo florestal comunitário
Da Redação de O Estado do Tapajós
Preservar a floresta Amazônica e ainda gerar renda para as comunidades tradicionais. Esse é o principal resultado de quem opta pela prática do manejo florestal comunitário. No entanto, estudiosos e pesquisadores afirmam que a prática não recebe a devida atenção do governo federal. O descaso e o desprestígio da prática por parte do governo ocasionam o desinteresse de comunidades e conseqüentemente a destruição da floresta.
Socorro Pereira de Jesus, coordenadora da entidade denominada 'Natureza Viva' é um exemplo de como pode dar certo o investimento e o direcionamento de políticas públicas para o manejo comunitário.
Há cinco anos, Socorro e dezenas de famílias cultivam árvores, como a andiroba, e extraem delas extratos naturais que são utilizados na produção de óleos, remédios e cosméticos. A área manejada fica na comunidade de Santo Antônio, no PAS (Projeto de Assentamento Sustentável) Moju.
Dona Socorro explica que a retirada do óleo é feita por meio das sementes coletadas e que atualmente cerca de cem árvores estão produzindo, mas que existem outras mil catalogadas para também serem manejadas. A produção é vendida no comércio santareno e o dinheiro é rateado entre as famílias. Ela diz que já tiveram oferta de uma multinacional que possui sede em Belém. "Mas a proposta não foi aceita porque eles queriam comprar as nossas sementes e estamos dando prioridade à venda da produção manufaturada", explica a coordenadora, acrescentando que um litro do óleo de andiroba chega a ser vendido até R$ 90,00.
O pesquisador francês Philippe Sablayores, que possui vasto trabalho sobre o assunto na região Oeste do Pará, afirma que experiência como a do grupo Natureza Viva deveriam ter mais atenção do governo federal. Ele diz que o manejo florestal comunitário tem o poder de ajudar a preservar a floresta amazônica e contribuir para a melhoria de vida da população amazônida. No entanto, Sablayores diz que pouco tem sido feito pela prática conservacionista. "O governo deveria oferecer políticas públicas ao manejo florestal comunitário como faz com a agricultura familiar", argumentou Sablayores, durante entrevista exclusiva concedida a O Estado do Tapajós.
Tuberculose preocupa Santarém
Aritana Aguiar
Repórter
O município de Santarém está entre as seis cidades do Pará com maior incidência de tuberculose. A informação é da enfermeira Antônia Mesquita, coordenadora do setor de Tuberculose do 9º Núcleo Regional da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) em Santarém. De acordo com dados da Sespa, o município registrou, em 2011, 59 casos de pessoas acometidas da doença. Esse número tende a aumentar, pois nos três últimos anos os números chegavam a 130 pessoas.
Além de Santarém, os outros municípios do estado com maiores números são: Ananindeua, Belém, Bragança, Castanhal e Marituba. Na região oeste do Pará, a cidade de Itaituba é a segunda maior com pessoas doentes.
Expessas - Coluna do Estado
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Coluna publicada na edição desta semana de O Estado do Tapajós
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Secretário-adjunto da OAB pede abertura de inquérito da Polícia Federal
O secretário-adjunto da OAB-PA, Jorge Medeiros, protocolou na manhã desta quarta-feira, na Superintendência da Polícia Federal, em Belém, um pedido de abertura de inquérito para investigar todas as circunstâncias em que ocorreu a venda de um imóvel da Subseção de Altamira para o advogado Robério D'Oliveira.
Na notícia-crime formalizada perante a PF, Medeiros destaca especialmente a informação, contida em nota emitida pela própria Presidência da Ordem, de que a assessora Jurídica da entidade, Cynthia Portilho, falsificou a assinatura do vice-presidente da entidade, Evaldo Pinto, com a anuência deste. Em entrevista ao blog, Evaldo nega que tenha autorizado qualquer pessoa a falsificar sua assinatura.
O pedido de inquérito soma-se à requisição do procurador da República em Altamira, Bruno Alexandre Gütschow, que também acionará a Polícia Federal de Altamira para apurar o caso.
Abaixo, a íntegra dos narrados na notícia-crime de Jorge Medeiros e o pedido formal de abertura de inquérito na Polícia Federal.(Espaço Aberto)
Salão do turismo é aberto com homenagem a vitimas de acidente aéreo em Pernambuco
Texto e foto: Miguel Oliveira
Foi aberto há poucos instantes, no teatro Elis Regina do Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, o sexto salão nacional do turismo.
O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e o ministro do turismo Pedro Novaes pediram um minuto de silêncio em memória dos passageiros que morreram em acidente aéreo, hoje de manhã, em Pernambuco.
A Orquestra Sinfônica do Brasil, regida pelo maestro João Carlos Martins, executou o Hino Nacional Brasileiro em ritmos temáticos de todas as regiões do país.
O governo do estado do Pará está sendo representado nesta solenidade pelo presidente da Paratur, Adenauer Góes.
Comitiva paraense representa o Estado no VI Salão do Turismo
| Agentes de viagens, empresários do ramo da hotelaria e da joalheria, jornalistas, artesãos, artistas, promotores de eventos, produtores rurais e outros profissionais ligados à cadeia produtiva do turismo do Pará chegaram ao longo desta terça-feira (12) a São Paulo para participar do 6º Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, que será aberto às 11 horas desta quarta-feira (13) e segue até o dia 17, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. O grupo faz parte de um esforço conjunto para levar a força do turismo paraense ao um público aproximado de 100 mil pessoas esperadas para o salão. A coordenação do estande institucional do Pará é da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), que leva ao evento seis temáticas: artesanato, gastronomia, manifestações culturais, comercialização de produtos e núcleo de conhecimento, como explica a interlocutora da Paratur, Conceição Silva da Silva. “Ocupamos um estande de mais de 1,2 mil metros onde apresentamos essas temáticas”, diz. O público do 6º Salão do Turismo – Roteiros do Brasil vai ter a oportunidade de conhecer um pouco desse Pará, em exposição em um estande que reproduz a Estação das Docas e nos demais espaços promocionais: Feira de Roteiros, Vitrine Brasil, Área de Comercialização, Núcleo de Conhecimento e Rodada de Negócios. Investimentos – O presidente da Paratur, Adenauer Góes, que participa da abertura do evento, explica que a ida do Pará com mais de 100 pessoas credenciadas “faz parte de uma retomada da política de investimentos do governo do Estado, em parceria com o trade, no fortalecimento do turismo paraense”. Nos diversos espaços do Salão o Pará apresenta seus principais roteiros turísticos, que integram os pólos Belém, Marajó, Tapajós, Amazônia Atlântica, Araguaia Tocantins e Xingu. Os três principais roteiros que estão sendo comercializados são “Belém, cultura, fé e natureza”; “Tapajós, Amazônia, selva e história”; e “Amazônia do Marajó”. O Círio de Nazaré, Ver-o-Peso, Complexo Feliz Lusitânia, em Belém, Alter-do-Chão (em Santarém) e a força da cultura e da natureza do Marajó são apenas alguns dos atrativos que a equipe que representa o Pará apresenta aos visitantes, agentes de turismo e operadores. Queijo do Marajó, licores, bombons e biscoitos de cupuaçu, bacuri e castanha do Pará são algumas das delícias que poderão ser degustadas no estande da Paratur, onde também será distribuído, literalmente, o cheiro do Pará em sachês. O Espaço Gastronômico é uma opção à parte, onde cada região do Brasil vai apresentar seus sabores. Música – O Pará também vai dar um show de carimbó, com apresentações do grupo de carimbó municipal “Os Andirás”, de Curuçá, município do pólo Amazônia Atlântica, e do grupo de tradições marajoara Cruzeirinho. São mais de 20 artistas mostrando a força da cultura do Pará. No Núcleo de Conhecimento o Pará também vai estar em evidência, com palestra do empresário Carlos Freire, membro da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (Abih), apresentando a temática “Turismo sustentável e infância e as ações preventivas à exploração sexual de crianças e adolescentes”. O Núcleo de Registro e Qualidade (NRQ) da Paratur vai apresentar a palestra “Responsabilidade social e ética no turismo”, que será proferida por Clélia Rosely Coroa, no auditório do Espaço do Profissional, dia 13, às 18 horas. Rosely vai falar das estratégias da Paratur na prevenção dessa violação de direitos nos 144 municípios paraenses através do TSI. Também falará sobre a missão do Pará na execução do Cadastur, cadastro obrigatório dos prestadores e empresas de serviços turísticos. O projeto Tour da Experiência, desenvolvido pelo Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae), será o destaque do Pará na Área de Comercialização. Angel Eventos, Famíglia Sicília, Eco Pousada Miriti, Vitória Régia são algumas das empresas de turismo que vão estar na Área de Comercialização do evento. Neste espaço os empresários colocam na vitrine para agentes de viagens, operadores, guias e demais agenciadores os principais produtos do Pará. Fazem parte desses produtos Belém, Santarém, Alter-do-Chão, Marajó, Salinas, e tantos outros. A novidade desta sexta edição do Salão do Turismo na Rodada de Negócios, encontro entre profissionais do trade, é o espaço aberto para dois segmentos importantes: o de turismo náutico e o LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros e Travestis), que aos poucos se fortalecem no Pará. (Benigna Soares – Paratur) |
terça-feira, 12 de julho de 2011
Minha Primeira Festa Literária Internacional de Parati
Ruth Rendeiro
Jornalista
Nada muito programado.Um convite da Rebecca, colega do curso de Jornalismo Literário e a empolgação ficou latente. Pensei na Anaterra, na oportunidade rara de apresentá-la a esse mundo, já que anda ameaçando fazer jornalismo. Confesso que sabia pouco da Festa... Cheguei a confundir esse F com Feira. Uma bienal mais bucólica talvez. Fui...
A maioria das pessoas acha tão difícil se deslocar de ônibus, sair de uma cidade pra outra, eu apenas vou, chego e aproveito. Aconteceu de novo em Paraty. Viajamos de madrugada para economizar uma diária e percebi (ou melhor, senti) apenas que a estrada tinha muitas curvas e lombadas. Pela manhã a bela surpresa: a pousada, hotel/albergue ou Hostel como é moderno chamá-las agora, a Sereia do Mar, ficava em frente à praia. Bastava sair do pequeno quarto e lá estavam aquelas enormes montanhas como se molhassem seus bicos gigantes na água azul. Nem mesmo o tempo nublado e o frio tiraram a beleza.
Hora de ir ao Centro Histórico. Ainda só eu e Anaterra. A Rebecca só chegaria no dia seguinte. Pegamos um ônibus e saímos meio sem direção. Não foi difícil encontrar as janelas e portas altas em tons fortes de azul ou amarelo. Estava agora de fato em Paraty! Mais uns metros equilibrando-me nas pedras que são ruas e calçadas, lá estavam as tendas que seriam disputadíssimas durante os próximos quatro dias.
Como marinheira de primeira viagem fiz algumas burradas. Não comprei com antecedência os ingressos, queria poder decidir lá, sentir o clima e optar, ser antes apresentada à grande festa. Isso, porém, não combinava com a Tenda dos Autores. A platéia que ficava frente à frente com as celebridades comprara bem antes pela Internet. Tudo estava esgotado. Mas o telão oficial, o telão da Petrobras, da CPFL ou os bancos espalhados pelas redondezas estavam à disposição. Só não acompanhou o frenesi de celebridades das palavras quem não quis.
Calcula-se que cerca de 25 mil pessoas tenham pisado naquele solo secular. Os bastidores são sempre movimentadíssimos, o disse-me- disse ou as análises sobre fulano e beltrano melhores ainda. Obviamente não sabia, mas cada Flip tem uma musa. A deste ano foi a argentina Pola Oloixarac. Jovem (em torno dos 30), embora tenha só um livro – Teorias Selvagens – mexeu com todos e lotou a tenda dos autores, telões e principalmente foi responsável pela maior de todas as filas para os autógrafos. Ao se expressar, porém, deixou muito a desejar. O comentário de sua performance totalmente incompatível com o que foi repassado aos que foram a Paraty, causou outro tipo de frisson.
O neurocientista Miguel Nicolelis e o o filósofo e colunista da Folha Luiz Felipe Pondé, foram os primeiros que eu parei pra acompanhar concentrada. A conversa foi cordial demais para o meu gosto. Achei que iam debater bem mais pela visão antagônica que acreditava teriam. O neurocientista fez a festa particular dos jornalistas, titulando a matéria do dia seguinte ao afirmar que milagre é algo que fazem em seus laboratórios Uma palavra que deveria fazer parte do vocabulário da neurociência.
James Ellroy, que me lembrou uma Dercy Gonçalves de saia e erudit, falou palavrões, disse que se fosse um líder religioso seria Deus e encantou a platéia, entre os novos fãs do senhor de 64 anos, minha filha, de 15 que entrou na fila para ter em seus dois livros o autógrafo do autor. Teve muita gente mais : João Ubaldo Ribeiro, Edney Silvestre, Teixeira Coelho.... e uma programação específica para as crianças –Flipinha – e outra para os jovens – FlipZona.
Eu me redescobri e fiquei zonza com tanta coisa acontecendo simultaneamente. Queria conhecer cada um dos que não conhecia; saber mais dos que já conhecia e me enturmar com os que fazem (ou como eu) pretendem fazer algo mais seriamente com as palavras. Os anônimos, que têm seus livros publicados, mas que sabem que nunca subirão àquele palco. Deixei Ribeirão Preto com alguns contatos, com a programação paralela me entusiasmando tanto quando à oficial.
No primeiro dia, em uma das principais ruas de Paraty, identifiquei o Clube dos Autores. Parei, apanhei a programação e marquei o que mais me interessou. Um encontro promovido pela revista Imprensa, que teria entre os participantes o professor Sérgio Vilas-Boas, o primeiro a ministrar aulas para a nossa turma de Jornalismo Literário, era uma de minhas prioridades. Na quinta-feira à tarde, hora marcada, lá vou eu com a filha. Na sala da casa antiga, cadeiras espalhadas, um sofá de madeira bem alto que deixava as pessoas com os pés suspensos, poucas pessoas, lanche e finalmente chega, um pouco atrasado, o palestrante. A discussão começa. O assunto predominante é a poesia, o que ela representa, como as pessoas chegam até ela, até onde as redes sociais têm contribuído com a ampliação dos admiradores... Não consigo me perceber na discussão. Uma hora no local, tento me posicionar, apresento-me, ouço um jovem de no máximo 30 anos dizer que já compôs mais de 20 mil poesias e sinto-me uma incompetente. Pergunto pelo Sérgio que ninguém conhece.
Na pequena porta surge a Rebecca. Esbaforida, ar de cansada. Acabara de chegar de São Paulo e não queria perder nada. Se o Sérgio Vilas-Boas estava ali certamente deveria ser do nosso interesse. Percorre com o olhar buscando pelo professor. Não o encontra. Levanto para ir ao banheiro e ela quase salta atrás de mim: - Acho que estou no lugar errado e ela sem pestanejar: - Eu tenho certeza !
Mesmo assim resolvo não abandonar o ambiente. Eles foram tão atenciosos comigo: tiraram fotos, deram-me uma camisa, colocaram o Clube a minha disposição... ficaria... Fiquei. Perdi o encontro que tinha me programado há pelo menos 15 dias, mas aprendi um pouco mais sobre poesia e conheci pessoas interessantes. Valeu a patetice ! Não fui ao Clube dos Escritores, mas aproveitei muito bem o Clube dos Autores.
Amanhã tem mais FLIP ! Um pouco sobre os Artistas fora do palco.
A maioria das pessoas acha tão difícil se deslocar de ônibus, sair de uma cidade pra outra, eu apenas vou, chego e aproveito. Aconteceu de novo em Paraty. Viajamos de madrugada para economizar uma diária e percebi (ou melhor, senti) apenas que a estrada tinha muitas curvas e lombadas. Pela manhã a bela surpresa: a pousada, hotel/albergue ou Hostel como é moderno chamá-las agora, a Sereia do Mar, ficava em frente à praia. Bastava sair do pequeno quarto e lá estavam aquelas enormes montanhas como se molhassem seus bicos gigantes na água azul. Nem mesmo o tempo nublado e o frio tiraram a beleza.
Hora de ir ao Centro Histórico. Ainda só eu e Anaterra. A Rebecca só chegaria no dia seguinte. Pegamos um ônibus e saímos meio sem direção. Não foi difícil encontrar as janelas e portas altas em tons fortes de azul ou amarelo. Estava agora de fato em Paraty! Mais uns metros equilibrando-me nas pedras que são ruas e calçadas, lá estavam as tendas que seriam disputadíssimas durante os próximos quatro dias.
Como marinheira de primeira viagem fiz algumas burradas. Não comprei com antecedência os ingressos, queria poder decidir lá, sentir o clima e optar, ser antes apresentada à grande festa. Isso, porém, não combinava com a Tenda dos Autores. A platéia que ficava frente à frente com as celebridades comprara bem antes pela Internet. Tudo estava esgotado. Mas o telão oficial, o telão da Petrobras, da CPFL ou os bancos espalhados pelas redondezas estavam à disposição. Só não acompanhou o frenesi de celebridades das palavras quem não quis.
Calcula-se que cerca de 25 mil pessoas tenham pisado naquele solo secular. Os bastidores são sempre movimentadíssimos, o disse-me- disse ou as análises sobre fulano e beltrano melhores ainda. Obviamente não sabia, mas cada Flip tem uma musa. A deste ano foi a argentina Pola Oloixarac. Jovem (em torno dos 30), embora tenha só um livro – Teorias Selvagens – mexeu com todos e lotou a tenda dos autores, telões e principalmente foi responsável pela maior de todas as filas para os autógrafos. Ao se expressar, porém, deixou muito a desejar. O comentário de sua performance totalmente incompatível com o que foi repassado aos que foram a Paraty, causou outro tipo de frisson.
O neurocientista Miguel Nicolelis e o o filósofo e colunista da Folha Luiz Felipe Pondé, foram os primeiros que eu parei pra acompanhar concentrada. A conversa foi cordial demais para o meu gosto. Achei que iam debater bem mais pela visão antagônica que acreditava teriam. O neurocientista fez a festa particular dos jornalistas, titulando a matéria do dia seguinte ao afirmar que milagre é algo que fazem em seus laboratórios Uma palavra que deveria fazer parte do vocabulário da neurociência.
James Ellroy, que me lembrou uma Dercy Gonçalves de saia e erudit, falou palavrões, disse que se fosse um líder religioso seria Deus e encantou a platéia, entre os novos fãs do senhor de 64 anos, minha filha, de 15 que entrou na fila para ter em seus dois livros o autógrafo do autor. Teve muita gente mais : João Ubaldo Ribeiro, Edney Silvestre, Teixeira Coelho.... e uma programação específica para as crianças –Flipinha – e outra para os jovens – FlipZona.
Eu me redescobri e fiquei zonza com tanta coisa acontecendo simultaneamente. Queria conhecer cada um dos que não conhecia; saber mais dos que já conhecia e me enturmar com os que fazem (ou como eu) pretendem fazer algo mais seriamente com as palavras. Os anônimos, que têm seus livros publicados, mas que sabem que nunca subirão àquele palco. Deixei Ribeirão Preto com alguns contatos, com a programação paralela me entusiasmando tanto quando à oficial.
No primeiro dia, em uma das principais ruas de Paraty, identifiquei o Clube dos Autores. Parei, apanhei a programação e marquei o que mais me interessou. Um encontro promovido pela revista Imprensa, que teria entre os participantes o professor Sérgio Vilas-Boas, o primeiro a ministrar aulas para a nossa turma de Jornalismo Literário, era uma de minhas prioridades. Na quinta-feira à tarde, hora marcada, lá vou eu com a filha. Na sala da casa antiga, cadeiras espalhadas, um sofá de madeira bem alto que deixava as pessoas com os pés suspensos, poucas pessoas, lanche e finalmente chega, um pouco atrasado, o palestrante. A discussão começa. O assunto predominante é a poesia, o que ela representa, como as pessoas chegam até ela, até onde as redes sociais têm contribuído com a ampliação dos admiradores... Não consigo me perceber na discussão. Uma hora no local, tento me posicionar, apresento-me, ouço um jovem de no máximo 30 anos dizer que já compôs mais de 20 mil poesias e sinto-me uma incompetente. Pergunto pelo Sérgio que ninguém conhece.
Na pequena porta surge a Rebecca. Esbaforida, ar de cansada. Acabara de chegar de São Paulo e não queria perder nada. Se o Sérgio Vilas-Boas estava ali certamente deveria ser do nosso interesse. Percorre com o olhar buscando pelo professor. Não o encontra. Levanto para ir ao banheiro e ela quase salta atrás de mim: - Acho que estou no lugar errado e ela sem pestanejar: - Eu tenho certeza !
Mesmo assim resolvo não abandonar o ambiente. Eles foram tão atenciosos comigo: tiraram fotos, deram-me uma camisa, colocaram o Clube a minha disposição... ficaria... Fiquei. Perdi o encontro que tinha me programado há pelo menos 15 dias, mas aprendi um pouco mais sobre poesia e conheci pessoas interessantes. Valeu a patetice ! Não fui ao Clube dos Escritores, mas aproveitei muito bem o Clube dos Autores.
Amanhã tem mais FLIP ! Um pouco sobre os Artistas fora do palco.
Manaus ainda é o principal destino dos santarenos nas férias de julho
Aritana Aguiar
Repórter
![]() |
| Passageeiros à espera da abertura dos portões do porto da CDP em Santarém |
Um levantamento feito por nossa reportagem constatou que Manaus ainda é o principal destino dos santarenos que viajam nas férias desse mês de julho. O segundo destino mais procurado é Belém. Os motivos são diversos. "Tenho parentes que foram morar lá quando a Zona Franca ainda despontava. Agora, eles se fincaram lá e eu vou visitá-los nas férias sempre", diz a estudante Samanta Oliveira, de 18 anos.
O presidente da Cooperativa dos Agentes de Passagens e Cargas Fluviais do Oeste do Pará, José Luis dos Santos, afirma que nesse período a venda de passagens de barco para Manaus aumenta em 100%, enquanto para a capital paraense apenas em 50%.
Quem pretende viajar para Manaus de barco é possível encontrar embarcações de segunda a sábado e para Belém apenas sexta, sábado e domingo. Isso é um retrato do maior fluxo de passageiros direcionado para a capital amazonense.
No período de baixa temporada, o preço das passagens para as duas capitais é inferior ao período de férias. Para Manaus, por exemplo, pode custar até 80 reais, ida, e Belém no valor de 100 reais, a ida. Mas, ao chegar as férias, o preço sobe. Para Manaus custa de R$ 100 a R$ 120, enquanto que para Belém a diferença é bem maior de R$ 140 a R$ 160.
Chefe do Jurídico da OAB diz que falsificou assinatura de advogado
O angu em que se transformou a venda de um imóvel pela OAB do Pará ao advogado Robério D'Oliveira ganha novos - e quase inacreditáveis - desdobramentos.
Quando alguém do distinto público pensa que já viu tudo, chega logo à conclusão de que ainda não viu nada.
Ou quase nada.
Ontem, a própria direção da OAB, ao divulgar uma nota oficial sobre o assunto, fez uma revelação surpreendente - e inusitada: quem falsificou a assinatura do vice-presidente da Ordem, Evaldo Pinto, na procuração outorgada a uma advogada para cuidar da venda de imóvel da Subseção de Altamira foi ninguém menos do que Cynthia de Nazaré Portilho Rocha, chefe do Setor Jurídico da entidade.
E a falsificação, ainda segundo a nota da própria Ordem (que você lê na íntegra abaixo), teria sido feita com a autorização do próprio Evaldo Pinto.
Vocês estão surpresos?
Pois ainda não acabou.
Tem mais esta: não foi a primeira vez - e provavelmente não seria a última, se o caso não viesse à tona para ficar de bubuia - a segunda pessoa mais importante na direção da OAB do Pará teve sua assinatura falsificado. O procedimento era mais ou menos frequente. Ou "recorrente", como adjetiva a nota da Ordem.]
Vocês não acreditam nisso tudo?
Pois acreditem.
Leiam este trecho - surprendente - da nota da OAB:
A comissão [de sindicância] analisará a denúncia feita pelo próprio vice-presidente Evaldo Pinto assim como a informação prestada pela chefe do Jurídico da OAB-PA, Cynthia de Nazaré Portilho Rocha, que colocou seu sigilo telefônico à disposição, de que teria sido ela a autora da assinatura, feita a pedido do vice-presidente, sendo esta, segundo ela, uma prática recorrente durante sua ausência.
Depois dessa confissão, digamos, pública do cometimento de um crime, é bem provável que a comissão de sindicância designada pelo Conselho Federal para apurar todo esse angu talvez deva se dirigir a Belém munida de um espírito de imunidade a novas surpresas.
Talvez seja difícil, mas não custa nada tentar.
Abaixo, leia a íntegra da nota, em que a OAB do Pará anuncia ter designado duas comissões, uma para apresentar parecer sobre a venda do terreno, outra para sindicar, investigar, apurar a falsificação da assinatura do vice-presidente, Evaldo Pinto.(Espaço Aberto)
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Após dez dias fora de Belém, o presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, reassumiu a função e decidiu nomear duas comissões para apurar os fatos relacionados à venda do terreno pertencente à instituição, localizado em Altamira, e à denúncia de falsificação da assinatura do vice-presidente Evaldo Pinto. As comissões atuarão da seguinte forma:
1 – A primeira Comissão é formada pelos conselheiros Jaime Começanha Balesteros Filho, Elias Antonio Albuquerque Chamma e Afonso Marcius Vaz Lobato, para apresentar um parecer sobre a venda do terreno até o dia 02 de agosto próximo, uma terça-feira. A comissão analisará todos os dados referentes à controvertida operação e levará em conta o pedido de desfazimento da compra e venda do referido terreno e a renúncia ao bem por parte do conselheiro Robério d'Oliveira e o pedido de bloqueio dos valores pagos pela compra, feito pelo conselheiro Ismael Moraes.
2 – A segunda comissão nomeada por Jarbas Vasconcelos fará uma sindicância interna para apurar a grave denúncia de falsificação de assinatura do vice-presidente da OAB-PA, Evaldo Pinto, na procuração pública outorgada pela Diretoria da instituição para concretizar a venda do imóvel de Altamira. A comissão analisará a denúncia feita pelo próprio vice-presidente Evaldo Pinto assim como a informação prestada pela chefe do Jurídico da OAB-PA, Cynthia de Nazaré Portilho Rocha, que colocou seu sigilo telefônico à disposição, de que teria sido ela a autora da assinatura, feita a pedido do vice-presidente, sendo esta, segundo ela, uma prática recorrente durante sua ausência. Esta comissão terá 15 dias para apresentar um parecer sobre a denúncia. Integram a comissão o presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, Aluisio Augusto Martins Meira, que a preside, o juiz do mesmo Tribunal Edilson Araújo dos Santos, e o presidente da Comissão de Ética da entidade, Sebastião Barros do Rego Baptista.
Os membros das referidas comissões serão nomeados por Portaria da Secretaria da Ordem, com a disponibilização dos autos. A cópia integral de ambos os processos também foi encaminhada ao vice-presidente do Conselho Federal, Alberto de Paula, propondo que um membro da OAB Nacional seja designado para acompanhar o caso in loco.
Com essas medidas, o Presidente espera que os fatos sejam devidamente esclarecidos para que não pairem dúvidas na sociedade, na classe e na imprensa quanto às responsabilidades de cada um, preservando-se o nome e o prestígio da OAB, que está acima das questões suscitadas pela recente polêmica.
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Para ler tudo o que o blog já publicou sobre este assunto, clique aqui.
Quando alguém do distinto público pensa que já viu tudo, chega logo à conclusão de que ainda não viu nada.
Ou quase nada.
Ontem, a própria direção da OAB, ao divulgar uma nota oficial sobre o assunto, fez uma revelação surpreendente - e inusitada: quem falsificou a assinatura do vice-presidente da Ordem, Evaldo Pinto, na procuração outorgada a uma advogada para cuidar da venda de imóvel da Subseção de Altamira foi ninguém menos do que Cynthia de Nazaré Portilho Rocha, chefe do Setor Jurídico da entidade.
E a falsificação, ainda segundo a nota da própria Ordem (que você lê na íntegra abaixo), teria sido feita com a autorização do próprio Evaldo Pinto.
Vocês estão surpresos?
Pois ainda não acabou.
Tem mais esta: não foi a primeira vez - e provavelmente não seria a última, se o caso não viesse à tona para ficar de bubuia - a segunda pessoa mais importante na direção da OAB do Pará teve sua assinatura falsificado. O procedimento era mais ou menos frequente. Ou "recorrente", como adjetiva a nota da Ordem.]
Vocês não acreditam nisso tudo?
Pois acreditem.
Leiam este trecho - surprendente - da nota da OAB:
A comissão [de sindicância] analisará a denúncia feita pelo próprio vice-presidente Evaldo Pinto assim como a informação prestada pela chefe do Jurídico da OAB-PA, Cynthia de Nazaré Portilho Rocha, que colocou seu sigilo telefônico à disposição, de que teria sido ela a autora da assinatura, feita a pedido do vice-presidente, sendo esta, segundo ela, uma prática recorrente durante sua ausência.
Depois dessa confissão, digamos, pública do cometimento de um crime, é bem provável que a comissão de sindicância designada pelo Conselho Federal para apurar todo esse angu talvez deva se dirigir a Belém munida de um espírito de imunidade a novas surpresas.
Talvez seja difícil, mas não custa nada tentar.
Abaixo, leia a íntegra da nota, em que a OAB do Pará anuncia ter designado duas comissões, uma para apresentar parecer sobre a venda do terreno, outra para sindicar, investigar, apurar a falsificação da assinatura do vice-presidente, Evaldo Pinto.(Espaço Aberto)
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Após dez dias fora de Belém, o presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, reassumiu a função e decidiu nomear duas comissões para apurar os fatos relacionados à venda do terreno pertencente à instituição, localizado em Altamira, e à denúncia de falsificação da assinatura do vice-presidente Evaldo Pinto. As comissões atuarão da seguinte forma:
1 – A primeira Comissão é formada pelos conselheiros Jaime Começanha Balesteros Filho, Elias Antonio Albuquerque Chamma e Afonso Marcius Vaz Lobato, para apresentar um parecer sobre a venda do terreno até o dia 02 de agosto próximo, uma terça-feira. A comissão analisará todos os dados referentes à controvertida operação e levará em conta o pedido de desfazimento da compra e venda do referido terreno e a renúncia ao bem por parte do conselheiro Robério d'Oliveira e o pedido de bloqueio dos valores pagos pela compra, feito pelo conselheiro Ismael Moraes.
2 – A segunda comissão nomeada por Jarbas Vasconcelos fará uma sindicância interna para apurar a grave denúncia de falsificação de assinatura do vice-presidente da OAB-PA, Evaldo Pinto, na procuração pública outorgada pela Diretoria da instituição para concretizar a venda do imóvel de Altamira. A comissão analisará a denúncia feita pelo próprio vice-presidente Evaldo Pinto assim como a informação prestada pela chefe do Jurídico da OAB-PA, Cynthia de Nazaré Portilho Rocha, que colocou seu sigilo telefônico à disposição, de que teria sido ela a autora da assinatura, feita a pedido do vice-presidente, sendo esta, segundo ela, uma prática recorrente durante sua ausência. Esta comissão terá 15 dias para apresentar um parecer sobre a denúncia. Integram a comissão o presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, Aluisio Augusto Martins Meira, que a preside, o juiz do mesmo Tribunal Edilson Araújo dos Santos, e o presidente da Comissão de Ética da entidade, Sebastião Barros do Rego Baptista.
Os membros das referidas comissões serão nomeados por Portaria da Secretaria da Ordem, com a disponibilização dos autos. A cópia integral de ambos os processos também foi encaminhada ao vice-presidente do Conselho Federal, Alberto de Paula, propondo que um membro da OAB Nacional seja designado para acompanhar o caso in loco.
Com essas medidas, o Presidente espera que os fatos sejam devidamente esclarecidos para que não pairem dúvidas na sociedade, na classe e na imprensa quanto às responsabilidades de cada um, preservando-se o nome e o prestígio da OAB, que está acima das questões suscitadas pela recente polêmica.
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