terça-feira, 19 de julho de 2011

Uma breve história de uma engenheira florestal nascida e formada em Santarém


Paula Pereira da Silva*

Logo depois que nasci, em 24 de junho de 1988, em Santarém, meus pais voltaram para Ruropólis - uma cidade pequena, de renda proveniente da exploração madeireira, agricultura familiar e pecuária. Meus avôs paternos, sulistas, possuíam uma fazenda onde além de gado vacum e eqüino, tinham plantações de pimenta do reino e arroz. O sítio para mim, com olhar de criança, era um pedaço do paraíso, pomar de laranja, tangerina, cacau, jaca e meu pé de jabuticaba. Minha vovó Edi com suas criações de pato, ganso, galinha de angola e galinha, e sua horta. Porém, não demorou para minha família se separar e abandonar o lugar, minha vovó doente não podia cuidar sozinha, portanto venderam e dividiram os lucros.

Meu pai, Paulo Henrique. anos depois, após vender sua ourivesaria, foi trabalhar na madeireira e serraria Caetano em Santarém o atual negocio do seu pai Lorival Caetano, mestre de obras. Infelizmente, não deu certo. Meu pai então voltou a Ruropólis começando a trabalhar com seu amigo de infância na exploração de madeira, eu sempre nas férias ao que para mim era tempo com meu pai o acompanhava no transporte de toras, o acompanhava desde carregamento no pátio de estocagem até o descarregamento na serraria em Santarém. Em Ruropólis, meus amigos eram filhos de donos de serrarias, madeireiras, agricultores.

Nessa mesma época, morando em Santarém com mais ou menos 11 anos de idade, meu tio materno, Juberto Pereira me repassava livros, revistas, cartilhas do Ibama, seu local de trabalho. Eu como sempre amei uma boa leitura e amava a floresta com seus mistérios, animais e lindas arvores; lia tudo que ele me dava. Meu avô materno, o cearense Josó Bento Pereira estava se aposentando na Sudam, após 31 anos de trabalho. Morou em Belterra como seringueiro, até hoje conta e canta suas histórias da floresta. Uma das minhas tias maternas, Magnólia Pereira Tavares trabalhava numa loja de passagens de avião, também vendia folders de turismo da Amazônia. E aí que tive contato com ecoturismo, lendo as revistas e vendo muitos turistas e seus comentários sobre o potencial da nossa região amazônica no cenário mundial.

Quando terminei o ensino médio, queria ser fisioterapeuta.  Não passei no vestibular. Fiz então vestibular  nas universidades públicas da época e passei na antiga UFRA-Tapajós para engenharia florestal. Confesso que me apaixonei pelo meu curso mesmo só após as aulas práticas.  Foi o meu retorno ao convívio com a floresta. E nas aulas, aprendi então uma palavra nova: SUSTENTABILIDADE.

A experiência de ter participado do curso sobre manejo florestal sustentável realizado pelo Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal (Cenaflor) do Serviço Florestal Brasileiro no Instituto Floresta Tropical, em Paragominas, graças aos recursos do Projeto BR-163 – Floresta, Desenvolvimento e Participação ajudou ainda mais eu entender, assim como acredito, que meus outros 28 colegas que estiveram no curso que durou uma semana, como é importante o nosso trabalho para a manutenção do equilíbrio, da preservação da natureza.

Hoje dou muito mais valor às experiências da minha infância. Entendo melhor o que vi e vivi na minha vida. Quero aplicar as coisas boas que aprendi em casa, com amigos e vizinhos de antigamente. E aplicar os conhecimentos de uma profissão que tem um futuro promissor na nossa região, território do Distrito Florestal Sustentável da BR-163, o primeiro que foi criado no Brasil.

*Formanda em Engenharia Florestal pela Ufopa.

Gingado e música no mercado de Santarém

 
Roda de capoeira do grupo Angonal, de Santarém, no mercado municipal.
Foto: Miguel Oliveira

Emater resgata sistema de crédito rural em Prainha


O escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Prainha, no oeste do estado, está trabalhando para reestruturar o sistema de crédito rural para a agricultura familiar do município, em que é alta a taxa de inadimplência quanto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O endividamento dos agricultores de Prainha, um problema crônico nos últimos anos, inclusive tem bloqueado a liberação de novos projetos pelo Banco da Amazônia e Banco do Brasil. Por ora, só está permitida a renovação de contratos.

“Houve projetos mal direcionados, que não alcançaram um nível, digamos que sustentável; campanhas estranhas de alguns grupos, que espalhavam erroneamente que crédito rural seria ‘a fundo perdido’, e ainda uma mentalidade empresarial deficiente dos próprios agricultores, que não entenderam que crédito não é bem um direito, mas um merecimento”, explica o engenheiro agrônomo da Emater Sérgio Mieli.

Para solucionar a questão, desde o começo do ano a Emater tem realizado reuniões periódicas, tanto com os agentes financeiros, quanto com as comunidades. A proposta é esclarecer aos agricultores sobre a necessidade de seriedade no cumprimento das obrigações bancárias e intermediar um espaço de renegociação de dívidas. A expectativa é que, até o fim do ano, os agricultores de Prainha voltem a ter novos projetos financiados. São mais de 900 famílias atendidas pela Emater, cujas principais atividades são pecuária mista e pesca artesanal.
(Texto: Aline Miranda - Ascom Emater)

Técnicos da Sepof discutem PPA em Santarém


Será dia 7 de agosto, em Santarém, a audiência pública que o governo do Pará promove em todos os municípios do estado para discussão do Plano Plurianual de Investimentos(PPA).

A reunião é coordenada pela Secretaria de Planejamento e Orçamento(Sepof).

Paysandu estreia com vitória na Série C




Com um gol de Fábio Gaúcho cobrando pênalti no final do primeiro tempo, o Paissandu estreou de pé direito na Série C 2011, na noite desta segunda-feira, contra o Araguaína (TO). O destaque da estreia foi a atuação do sistema defensivo, liderado pelos zagueiros Vágner e Márcio Santos, com a cobertura dos volantes Vágner e Rodrigo Pontes.

O Araguaína pressionou bastante ao longo do primeiro tempo, através de Anderson Marabá e Joãozinho, mas a zaga bicolor estava bem posicionada e não deu oportunidades. Aos 42 minutos, o árbitro assinalou toque de mão do lateral-direito Jócion dentro da área. Fábio Gaúcho bateu a penalidade e abriu o placar.

No intervalo, Héliton foi substituído por Alexandre Carioca, que reforçou o setor de proteção à zaga. Robinho, Sidny e Fábio tentavam articular os contra-ataques. Logo aos 5 minutos, Robinho disparou um chute forte, mas a bola estourou na trave. O Araguaína respondeu com um cabeceio perigoso de Cleir, bem defendido por Fávaro. Aos 24 minutos, Rodrigo Pontes levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. O Araguaína se animou e partiu para o ataque em busca do empate, mas foi o Paissandu que quase balançou as redes. O volante Charles Vágner entrou livre na área e desperdiçou a chance do goleiro ao tentar aplicar uma finta no goleiro Jamilton. No final, o técnico Roberto Fernandes foi expulso por reclamações com o árbitro e discussão com o técnico Léo Goiano, do Araguaína.

Os dois representantes paraenses, Paissandu e Águia, lideram o grupo, com 3 pontos. O Rio Branco, que folgou na rodada, é o próximo adversário do Paissandu, no próximo dia 25 de julho, no Mangueirão. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola-DIÁRIO)


ARAGUAÍNA x PAISSANDU
Araguaína: Jamilton; Ricardo Feltri, Marquinhos, Marcelo e Jócion; Paulo Tocantins, Joadson, Giba (Paulinho) e Paulo Roberto Jambú; Joãozinho e Anderson Marabá. Técnico: Léo Goiano.
Paysandu: Fávaro; Sidny, Márcio Santos, Vágner e Fábio Gaúcho; Rodrigo Pontes, Charles Vagner, Luciano Henrique (Sandro) e Robinho; Heliton (Alexandre Carioca) e Rafael Oliveira. Técnico: Roberto Fernaandes.
Local: Estádio Mirandão, em Araguaína-TO
Árbitro: Fabrício Nery Trindade-GO

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Cabelo novo, vida nova

A paraense Cristina Santos pediu demissão de seu emprego e fundou uma entidade que faz perucas para mulheres vítimas de acidentes com barcos

Anna Carolina Lementy 
Revista Época

A assistente social Cristina Santos, de 42 anos, não conseguiu ficar indiferente à manifestação que presenciou na Praça do Relógio, em Belém, onde mora. Em uma manhã do ano passado, ela viu um grupo de mulheres pedindo atenção às vítimas de um tipo de acidente comum na Amazônia. Como a geografia da região é recortada por rios e igarapés, muitos moradores usam pequenos barcos para se deslocar. Mas o motor das embarcações esconde um perigo: o cabelo dos ocupantes pode enroscar no eixo do motor. A pele que recobre o crânio é arrancada e o cabelo não volta a crescer. Em alguns casos, as vítimas perdem as sobrancelhas, as pálpebras e as orelhas.
Nos últimos 11 anos, foram registrados 231 acidentes, dois deles com homens. Desde 1982, um fatal. As mulheres estão entre as vítimas mais frequentes por causa do comprimento do cabelo. A perda do couro cabeludo causa dores na cabeça pelo resto da vida. “Há também o sofrimento emocional, porque essas mulheres perdem a identidade”, diz o cirurgião plástico Victor Aita, que já atendeu centenas de pacientes com o problema. 

Cristina decidiu ajudar essas mulheres ao ouvir o relato emocionante de uma das vítimas. “Ela disse que não podia sorrir nem chorar porque lhe doía a cabeça. Choramos juntas”, diz Cristina. Ela não tinha um plano definido. Só a certeza de que precisava tomar uma atitude para devolver a autoestima para aquelas mulheres. 

Ainda em 2010, começou a abrigar as vítimas que deixavam o Espaço Acolher, projeto da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, responsável pelo tratamento de quem sofre esse tipo de acidente. O número de mulheres amparadas por Cristina aumentou tanto que ela não tinha mais onde hospedá-las. Escreveu para um programa de TV que, em parceria com a prefeitura de Belém, construiu uma sede para seu projeto. O prédio ficou pronto em janeiro e a entidade ganhou nome: Organização Não Governamental dos Ribeirinhos Vítimas de Acidentes de Motor, conhecida pela abreviação Orvam. Hoje, a entidade atende 50 mulheres. Elas fazem cursos de corte e costura e são atendidas por estudantes de assistência social, fisioterapeutas e uma psicóloga. Todos voluntários. 

A Orvam também tenta resgatar a autoestima das vítimas. Com a ajuda do cabeleireiro Luiz Crispim, de São Paulo, as mulheres estão aprendendo a confeccionar perucas para ajudá-las a superar o trauma e a recuperar a vontade de se olhar no espelho. “Depois de perder o couro cabeludo, passei cinco meses internada, com depressão”, diz Regina Formigosa de Lima, de 38 anos. Ela sofreu o acidente quando tinha 22 anos e passou a usar um lenço embaixo de um chapéu para sair na rua. Na escola, os colegas achavam graça em lhe puxar o chapéu. Constrangida, abandonou os estudos. Regina foi uma das primeiras a receber uma das 16 perucas já confeccionadas na Orvam.
231 acidentes nos últimos 11 anos deixaram homens e mulheres sem o couro cabeludo no Pará

Marcos Barbosa/ÉPOCA
MUDANÇA
Ana Maria de Vasconcelos e sua nova peruca (à esq.) com a criadora da Orvam, Cristina Santos. O aplique ajuda as vítimas a recuperar a autoestima
As perucas da Orvam têm a vantagem de ser feitas com cabelo de verdade. Existem perucas com fios sintéticos. Mas têm aparência artificial e são menos confortáveis porque esquentam demais. Usar uma peruca com fios naturais é a chance que essas mulheres têm de levar a vida o mais próximo do normal. O problema é que usar um aplique feito com fios naturais custa no mercado cerca de R$ 2 mil, quantia que as mulheres atendidas pela Orvam não podem desembolsar. A solução foi apelar para as doações de cabelo. Mais de 150 voluntárias mandaram mechas para os apliques. Uma colaboradora mora no Japão e fez questão de enviar seus fios pelo correio. A estudante de filosofia Raquel de Jesus Castro doou 75 centímetros de cabelo há um mês. Fazia três anos que ela não passava perto de uma tesoura. Fez questão de levar o cabelo até a ONG e, no caminho, convenceu a vizinha a doar um aplique que não usava mais. Conseguiu outro com sua cabeleireira. “Queria que meu cabelo crescesse mais rápido para doar de novo”, diz Raquel. 

O benefício para as vítimas é imediato. “Com a peruca, me sinto mais bonita”, diz Ana Maria de Vasconcelos, de 20 anos. Ela sofreu o acidente aos 14 anos. Deixou de sair de casa e abandonou a escola. Agora, com a peruca que ganhou, aguarda uma cirurgia do governo para reconstituir sua orelha, marcada para setembro. 

Outras 34 mulheres estão na fila de espera para receber uma peruca da Orvam. Mas a entidade não conta com todos os recursos de que precisa. Para cuidar do projeto, Cristina pediu para ser demitida de seu cargo em um órgão do governo federal há um mês. Tem pagado as contas com o seguro-desemprego. Uma pequena parte da renda da ONG vem da venda de calendários que custam R$ 10. Nas fotos, as mulheres da Orvam mostram pontos turísticos do Pará. Um supermercado da região doa cestas básicas. Doações maiores, em dinheiro, não podem ser recebidas por enquanto. De acordo com a legislação, a entidade deve ter mais de um ano para recebê-las. Enquanto isso, Cristina organiza os documentos necessários para formalizar o estatuto social e seguir ajudando outras mulheres. “Penso em quantos sonhos foram tolhidos por esses acidentes”, diz Cristina. “É uma alegria vê-las retomar a vida.”

Buracos e corrupção

Compensação de cheques fica mais rápida a partir de amanhã



A partir desta terça-feira (19/7), o prazo para compensação de cheques com valor inferior a R$ 299,99 passará a ser de dois dias úteis, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Para cheques acima de R$ 300, o prazo será de um dia útil. Antes, os prazos eram de quatro e dois dias, respectivamente.

 
Segundo a Febraban, nos dois casos, o prazo menor irá vigorar em todo o território nacional, acabando com as diferenças regionais. Em locais de difícil acesso, os cheques, até então, poderiam levar até 20 dias úteis para ser compensados.


O prazo menor no processo de compensação estava previsto desde 20 de maio, quando os bancos passaram a operar a Compensação Digital por Imagem. O projeto começou a ser desenvolvido em 2009 pela Febraban.

Trip inaugura vôos diretos Santarém-Belém-Santarém


A TRIP Linhas Aéreas começou a operar ontem dois voôs diretos entre Santarém  e Belém, utilizando diariamente Jatos Embraer mundialmente conhecidos pelo conforto que proporcionam.

Outras cidades que serão facilmente conectadas por meio da rota são: Alta Floresta(MT), Cuiabá (MT), Sinop (MT), Guarulhos (SP), Araçatuba (SP), São José do Rio Preto (SP), Salvador (BA), Ilhéus (BA), Vitória (ES), Manaus (AM) e Parintins (AM).

Uma passagem promocional Santarém-Belém-Santarém custa R$ 301,00, incluindo taxas.

Começam dia 4 de agosto os processos seletivos 2012 da Uepa


A Universidade do Estado do Pará (Uepa) divulgou nesta segunda-feira (18), os editais dos Processos Seletivos 2012. As inscrições, tanto para o Programa de Ingresso Seriado (Prise) quanto para o Processo Seletivo (Prosel), começam às 9h do próximo dia 4 de agosto e seguem até às 23h do dia 8 de setembro, somente pelo www.uepa.br ou pelo http://www.prodepa.psi.br/uepa. Os editais para downloads estão disponíveis no site institucional.

A primeira opção destina-se aos candidatos que estão cursando uma das três séries do Ensino Médio, enquanto que o Prosel é para quem já concluiu este nível de ensino. Este período de inscrição também é o mesmo para os candidatos contemplados com a isenção total ou parcial.

Após o preenchimento da ficha de inscrição, os candidatos devem efetuar o pagamento até o dia 9 de setembro, preferencialmente, nas agências do Banco do Estado do Pará (Banpará) ou em qualquer agência bancária, inclusive em casas lotéricas, postos de auto-atendimentos nos caixas eletrônicos ou nas redes de serviço das farmácias. O valor da taxa de inscrição é de R$ 60 para o Prosel e R$ 35 para o Prise.

Até o dia 23 de outubro a Diretoria de Acesso e Avaliação (DAA) da Uepa deve divulgar as inscrições homologadas e, a partir do dia seguinte, 24, poderão ser impressos os comprovantes de inscrição pelo site da Uepa. Os candidatos que não conseguirem imprimir o documento devem se dirigir à DAA, localizada no prédio da Reitoria, em Belém, ou entrar em contato por email, entre os dias 24 de outubro a 7 de novembro. Também nesse período, os candidatos poderão corrigir os dados pessoais, caso haja alguma informação errada.(Agência Pará)

Em Santarém, UFOPA inicia salvamento arqueológico do Campus Tapajós

Durante o mês de julho, a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) realizará a primeira etapa do salvamento arqueológico do Campus Tapajós, que ocupa parte da área do sítio do Porto, em Santarém (PA). A ação faz parte do projeto “Gerenciamento do Patrimônio Arqueológico: prospecção e resgate na área de influência direta da construção de diversas estruturas no Campus Tapajós da UFOPA”, que visa a atender à legislação ambiental que protege os sítios arqueológicos do país.
Coordenado pela arqueóloga Denise Maria Cavalcante Gomes, professora do Programa de Arqueologia e Antropologia do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS), o projeto tem permissão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio da Portaria nº 16, de 13 de maio de 2011, para realizar, pelos próximos dois anos, pesquisas arqueológicas na área pertencente ao Campus Tapajós.
“Estamos completamente dentro da lei. Faremos vistoria em qualquer área destinada a construção e, se o local tiver potencial, vamos realizar o salvamento arqueológico antes do início das obras”, explicar Denise Gomes. “Estamos contribuindo para salvaguardar a universidade de problemas com a legislação ambiental. E, como somos arqueólogos e acadêmicos, vamos estudar os vestígios retirados desses locais. Esses são os propósitos do trabalho”.
Nesta primeira etapa serão estudadas duas áreas. “Até o dia 4 de agosto vamos trabalhar em dois locais: a Área 1, que corresponde ao campo de futebol, e a Área 1A, contígua, que corresponde ao viveiro”, explica Gomes. Após a retirada dos vestígios arqueológicos, o local será liberado para construção de novos prédios da universidade.
Santarém, um grande sítio arqueológico – Na área urbana de Santarém há dois sítios arqueológicos registrados pelo IPHAN: o da Aldeia e o do Porto. “Essa é uma situação única no Brasil. A cidade de Santarém foi construída em cima de um grande sítio arqueológico”, explica Denise Gomes.
O sítio Aldeia vai desde o centro da cidade, passando por vários bairros, como Aldeia, Santa Clara e Fátima, e se estende até ao bairro do Laguinho, onde sofre uma interrupção. “O Laguinho é descrito pelos cronistas e naturalistas do século XIX como uma área pantanosa, cheia de charcos, o que faz um certo sentido de não ter vestígios. Essa informação coincide com o relato das pessoas mais velhas da cidade”, explica.
Os vestígios arqueológicos voltam a aparecer no sítio do Porto, que se estende pelas áreas portuárias das empresas Cargill e Companhia Docas do Pará (CDP), às margens do rio Tapajós. “Na UFOPA, estamos trabalhando com uma parcela do sítio do Porto”, explica Gomes.
Segundo a arqueóloga, que realizou vários estudos na área central de Santarém, entre os anos de 2006 e 2010, o sítio Aldeia - descrito como uma área densamente povoada pelos cronistas dos séculos XVI, XVII e XVIII - apresenta ocupações com datação de até três mil anos antes do presente. Denominadas de nível cerâmico formativo, as ocupações mais antigas eram mais dispersas, esparsas, de pouca duração, formadas por populações com agricultura e cerâmica incipientes. “Em termos gerais, podemos afirmar que os dois sítios (Aldeia e Porto) tiveram ocupações formativas, que são mais antigas”, explica.
Já a ocupação tapajônica é mais recente, datada entre os séculos XI e XVII depois de Cristo. Caracterizada por cerâmicas elaboradas, como vasos cerimoniais, ela está associada à existência de sociedades complexas, com grande número de pessoas, que começam a emergir na Amazônia. Segundo Gomes, a presença de terra-preta arqueológica é um marcador característico dessa ocupação e de um solo que foi intensamente utilizado por essas populações.(Ascom Ufopa)

domingo, 17 de julho de 2011

Pantera perde na estréia da série D

O São Raimundo foi derrotado, hoje, no Mangueirão, em Belém, por 2x1 pela equipe do Sampaio Corrêa, do Maranhão.


Na estréia do Pantera na série D, o jogo não pôde ser realizado em Santarém porque o estadio Barbalhão continua vetado pela CBF até que a Prefeitura de Santarém conclua as reformas e implante um completo sistema de segurança.

Mesmo fora de casa, o Sampaio começou a todo vapor e abriu o marcador aos 20 minutos com Marcos Vinicius de pênalti. O time maranhense estava melhor em campo, mas deu espaço ao São Raimundo que, aos 30 minutos, empatou com Velber após vacilo da defesa tricolor.

No segundo tempo, Edgar entrou na partida e decidiu. O estreante do dia aproveitou cruzamento e assinalou o gol da primeira vitória do Sampaio na Série D aos 25 minutos.

Agora, o Sampaio volta a campo somente no próximo domingo. O time tricolor enfrenta o Trem-AP, no Estádio Correão, na cidade de Bacabal.

O São Raimundo joga sua segunda partida pela série D, dia 31, as 17 horas, no estádio Glicério Marques, em Macapá, contra o Trem.

Os gols:

Sampaio Correa 1 x 0: Marcos Vinicius (pênalti) 21' 1º
São Raimundo 1 x 1: Velber 30' 1º 



Sampaio Corrêa 2 x 1: Edgar 25 minutos  2º. 



Classificação 
Grupo 2
 ClubePGJGVIEMDEGPGCSG%A
1 Sampaio Corrêa-MA31100211100.0
2 Independente-PA00000000
3 Comercial-PI00000000
4 Trem-AP00000000
5 São Raimundo-PA0100112-10.0

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Educação Ambiental chega à comunidade de Ponta de Pedra, em Santarém


Donos de bares, de restaurantes, hotéis, barracas, associações, caiateiros, conselheiros da Área de Proteção Ambiental (APA) da comunidade de Ponta de Pedra, em Santarém, foram sensibilizados por ações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na última quinta-feira, 14. Chegou à localidade a I Oficina de Práticas Comunitárias de Educação Ambiental, parte integrante do Projeto Ação Verão 2011, coordenada pela Coordenadoria de Capacitação e Educação Ambiental (Ceam), do órgão ambiental.

Os benefícios dessa ação já foram observados pela comunidade. “Peixes andam em cardume, repararam? Bom, me sinto como um deles aqui na comunidade. É como se ficássemos fortalecidos em grupo. A varinha sozinha quebra com facilidade, mas experimente tentar quebrar um monte de uma só vez, não é fácil”, assim se descreveu Anivaldo Belém, presidente da Associação dos Moradores Nossa Senhora das Graças e membro da comunidade de Ponta de Pedras.

Uma das metas da vida em comunidade é a integração. Por isso, os técnicos fizeram o “Vivência de Pluralidades”, dinâmica em que se estimula a alteridade. O participante deveria escolher uma gravura e colar nas costas do amigo. A imagem deveria refletir um pouco do outro. Crislena Gentil, dona da Barraca Bom Paladar, optou pela gravura de uma criança. “Acredito que elas são a esperança, o futuro. E é isso o que vejo para a nossa comunidade, a esperança de um bom futuro”, expressou.

“Se essas pessoas que têm contato com os veranistas puderem ser nossos porta-vozes, o potencial ambiental de Santarém, com certeza, será conservado”, explicou a coordenadora do projeto Ação Verão em Santarém, Mira Araújo. A Oficina também busca, de forma quase intimista, o autoconhecimento e, para isso, lança textos reflexivos para serem dialogados. Exemplo da “Fábula da Convivência”, que fala da sobrevivência em grupo. Também foi exibido o vídeo “Vida em apartamento”, que ilustrou um problema ambiental da vida moderna e comum nas praias paraenses: a poluição sonora, que já resultou em prejuízo para barraqueiros da localidade.

Sineide Wu, técnica da Sema, parabenizou a iniciativa dos moradores de Ponta de Pedra em se organizarem em mutirões para a coleta e seleção do lixo. Eles recolhem e depois selecionam o lixo. O que dá para vender, vendem, depois revertem a renda para a comunidade. A equipe também aplicou um questionário sócio-ambiental para os proprietários das barracas. O objetivo é compilar dados específicos para posterior análise do balneário.(Ascom Sema)

MPF manda apurar se houve quadrilha ou bando na OAB




Para os que ainda estavam, digamos, meio céticos diante da informação exclusiva do Espaço Aberto, de que o Ministério Público Federal de Altamira requisitaria a abertura de inquérito para investigar o angu da OAB, cliquem nas imagens acima para ler melhor.
Trata-se de ofício encaminhado no último dia 12 pelo procurador da República em Altamira, Bruno Alexandre Gütschow, à delegada de Polícia Federal, Patrícia Shimada.
Ela terá de apurar os crimes previstos nos artigos 171 e 288 do Código Penal.
O 171 é o conhecidíssimo crime de estelionato.
Diz o seguinte:

Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

O artigo 288 tipifica o crime de quadrilha ou bando

Diz o seguinte:

Art. 288 - Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.

Além dessa investigação, ainda temos a do Conselho Federal.

Congresso decidirá criação de novos estados

 
 
ple

A consulta sobre a divisão do Pará suscita oníricas teses advindas das respectivas paixões plebiscitárias.
Não conformado com a restrição da consulta ao estado do Pará, o senador Suplicy (PT-SP) anunciou que o jurista Dalmo Dallari provocou o TSE para que decida, outra vez, sobre o universo plebiscitando, sugerindo que o Brasil todo vote. Quem encomendou a lavra foi o próprio Suplicy, que, segundo Jarbas Passarinho, vez sim e outra também, tem acessos de câimbra mental.
A tese serve para um projeto de emenda constitucional sobre a matéria, pois embarca lógica na sua argumentação: a divisão de um estado redesenha administrativa-política-geograficamente a Federação, portanto, é defensável a sugestão de que todo o eleitorado brasileiro opine.
Inobstante, do ponto de vista formal, a argumentação do professor Dallari é um singelo sofisma e um brutal pleonasmo, pois o Brasil inteiro terá a sua vez de se manifestar, como ao final esclareço.
O constituinte restringiu o intervalo da consulta ao inserir o termo “população ‘diretamente’ interessada” na construção da Carta. Caso o legislador original desejasse a consulta em todo o território nacional, não se teria valido do advérbio, pois a técnica legislativa não permite conluios de palavras: todas as letras contidas devem estar na medida certa.
A lei 9.709, de 1998, trouxe luz à definição de quem é a população “diretamente interessada”, mantendo o conceito original da restrição geográfica a uma determinada área: em caso de emancipação municipal, não votam somente os eleitores da área a ser emancipada, mas de todo o território sujeito ao resultado. Por interpretação extensiva, o mesmo conceito se deve aplicar às divisões de estados.
Dar interpretação extensiva ao que já foi regulamentado, e interpretado extensivamente, é o que o professor Dallari reclama, mas, o TSE não pode seguir esta bizarra linha, delimitado que está pelo texto constitucional.
O argumento pecuniário de que todo o Brasil paga a conta e por isto deveria opinar, é incipiente e, se levado à vera, corroeria os alicerces da Federação que tem como um dos seus princípios o pressuposto de que as contas são divididas por todos.
Além disto, a conta não vai aumentar. Não haverá aumento de impostos caso haja a divisão, mas, a redistribuição por mais duas possíveis unidades federativas dos orçamentos doravante elaborados.
Ao final, decidirá se haverá ou não a divisão todo o povo brasileiro, através dos seus representantes federais: o plebiscito é somente uma consulta ao povo do Pará se ele aceita a proposição. Não tem a prerrogativa de, efetivamente, dividir.
Caso o “sim” vença, isto somente autoriza o Congresso Nacional a propor a lei complementar com a matéria, que poderá ser aprovada ou rejeitada. Portanto, a fase na qual “todo o povo brasileiro” opina, não é esta do plebiscito e sim após ele, através dos seus representantes constitucionais.
Assim lavra a constituição. Se o senador Suplicy deseja mudar isto, que proponha uma emenda constitucional. Encomendar protocolos esdrúxulos ao TSE não passa de comício.

Capa da edição desta sexta-feira de O Estado do Tapajós

Explosão imobiliária anuncia caos urbano em Altamira


 “Altamira vai piorar muito antes de melhorar”. Esta frase, saída da boca de um engenheiro envolvido na construção da hidrelétrica de Belo Monte, define bem a situação atual da cidade que é o principal núcleo urbano da região próxima à usina. Desde que as obras começaram pra valer, a cidade vive uma explosão imobiliária sem precedentes, que elevou os preços dos imóveis em até 1.000%, desencadeou um processo de invasão e está tirando o sono de milhares de famílias de baixa renda.
Por enquanto, quem está pagando a conta dos impactos negativos da construção da usina é a população mais pobre. Cerca de cinco mil famílias que vivem em moradias alugadas estão sofrendo com o aumento abusivo do preço do aluguel. Uma casa que há um ano era alugada por R$ 500,00 hoje não sai por menos de R$ 1.500,00 ao mês. Muitas famílias estão sendo pressionadas pelos donos dos imóveis a deixarem as suas residências, abrindo caminho para quem pode pagar os valores mais elevados.
O desespero também toma conta das famílias que residem em áreas de risco, que serão alagadas com a construção da hidrelétrica.  “Nos baixões, uns saem porque não sabem se vão perder a casa, outros porque não podem pagar o aluguel.  E o motivo é Belo Monte.  É Belo Monte que está empurrando o povo pra fora.  O povo não teria porque sair do seu canto, se não estivesse acontecendo essa barragem.  É assim que a gente se sente: expulsos”, disse dona Raimunda, de 54 anos, moradora do bairro Invasão dos Padres, em depoimento à Defensoria Pública de Altamira.
O caos aumenta porque a Norte Energia, empresa responsável pela usina, ainda não definiu para onde serão removidas as pessoas afetadas nem como viverão depois que perderem as suas casas. Depois que o Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (FORT Xingu) - que congrega mais de 170 entidades da região – iniciou uma mobilização pela definição do futuro destas famílias, a Norte Energia divulgou uma nota garantindo que elas ganharão novas casas, em um bairro com total infraestrutura.
Mas a indefinição criada pela empresa está levando muitas famílias a buscarem alternativas. E ai entra um novo ingrediente: as invasões. Há cerca de um mês, 198 famílias ocuparam um terreno em desuso no perímetro urbano da cidade.  Elas dizem que estavam amedrontadas pelo alagamento que a construção da barragem poderá causar, e por isso deixaram suas casas montadas em palafitas para construir novos barracos em terra firme. A Justiça mandou a polícia retirar as famílias, mas novas invasões começaram a ocorrer na cidade.
Para o coordenador do FORT Xingu, Vilmar Soares, estes são problemas que estavam previstos, mas faltou um planejamento mais eficiente e ações para evitar que um caos urbano se instalasse em Altamira neste momento. “A demora em definir as áreas para onde serão reassentadas estas famílias é um dos problemas. Muita gente não sabe o que vai acontecer, não sabe que tem direito a uma nova moradia e ai entra em desespero”, lamenta Soares.
O Fórum está realizando uma campanha para pressionar a Norte Energia a definir logo a sua política de reassentamento, de acordo com o prescrito no Plano Básico Ambiental (PBA). “Publicamos uma mensagem em outdoors e vamos colher cinco mil assinaturas  em um abaixo-assinado pedindo uma solução”, diz Vilmar Soares, acrescentando que hoje há uma intensa especulação imobiliária gerada pela demora da Norte Energia em definir as áreas onde serão construídos os novos bairros. “O que está em jogo é o futuro de Altamira e estamos percebendo alguns encaminhamentos que podem comprometer de forma definitiva o desenvolvimento urbano do município”, alerta Soares.
A Norte Energia, em comunicado, argumenta que estas famílias residentes nas margens dos igarapés vivem há anos em situação insalubre, com agravante de estarem sujeitas às variações no regime de cheia do Rio Xingu. “A realocação faz parte do Projeto Básico Ambiental da Usina Belo Monte. As famílias receberão novas casas em áreas completamente urbanizadas, com água, esgoto, drenagem de águas pluviais, luz e toda a infraestrutura necessária, incluindo escolas, postos de saúde e segurança pública", diz o comunicado da NESA.
A empresa considera que divulgar o local, neste momento, vai levar apenas ao aumento da especulação imobiliária nas áreas próximas à essas áreas e prejudicar aos que têm direito a esse benefício. A Norte Energia ainda promete cumprir integralmente as disposições do PBA, de forma que, em caso de remoção, as famílias serão reassentadas em áreas urbanas, localizadas a uma distância de, no máximo, três quilômetros dos locais onde moram atualmente.
Empresa trabalha com números defasados
Mas o próprio comunicado da Norte Energia mostra que a empresa trabalha com números defasados e com uma realidade que não existe mais. Ela cita que são 4,5 mil famílias que vivem nas áreas de risco, mas este número é de 2009, do cadastro feito pelos Estudos de Impactos Ambientais (EIA) do projeto. De lá pra cá, embalados pelo sonho da usina, pelo menos duas mil novas famílias passaram a morar em palafitas nas margens dos igarapés Altamira, Ambé e Panelas.
Vilmar Soares explica que este é o maior problema social de Altamira, por isso deveria ter sido prioridade. O empresário alerta que o problema só tende a aumentar, com a demora da aplicação da política de compensação. “Temos conhecimento de que muita gente está construindo novas moradias nestas áreas, com a intenção de ganhar uma casa da Norte Energia. E muitas famílias que estão chegando de fora ou vão ocupar estas áreas de risco ou vão invadir terrenos urbanos”, alerta Soares.
A doméstica M.S.P, de 34 anos, é uma dessas pessoas que não sabem o que vai ser do futuro. Ele reside em uma moradia pobre na Baixada do Tufi, um bairro construído sobre palafitas, na margem do Igarapé Altamira. Maria mora em uma casa juntamente com dois filhos e o marido, o seu pai e a sua mãe, uma irmã, o cunhado e mais dois sobrinhos. São três famílias em uma única casa, mas disseram para ela que somente uma família iria ganhar uma nova residência. “Aqui tem muita gente na mesma situação, até me chamaram para ir para uma invasão”, diz a doméstica.
Para tentar ajudar estas famílias, integrantes do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) foi à Defensoria Pública de Altamira pedir que a Justiça intervenha nas ocupações.  Afora a falta de acesso ao direito à moradia, todas as famílias sem-teto correm o risco de serem despejadas a qualquer momento pela Polícia Militar, que já foi solicitada para realizar a reintegração de posse.
 “Nós temos um problema sério de moradia.  A população está aumentando e não temos perspectivas de projetos de habitação para agora”, analisa o defensor público de Altamira, Fabio Rangel.  Para o defensor, os dois casos de ocupações coletivas são conseqüências de Belo Monte.  “E estes os casos serão objeto de demandas judiciais para que haja retirada dessas pessoas.  Elas irão pra onde?”, questiona.
Uma comissão da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa Humana, do governo federal, definiu bem a situação de Altamira hoje: absoluta falta de diálogo entre poder público, movimentos sociais e empresas construtoras.(FortXingu)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O por-do-sol é mais bonito no Tapajós

        Por-do-sol visto do cais de arrimo de Santarém, estado do Pará.                        Foto: Rejane Jimenez

Edição em PDF desta semana de O Estado do Tapajós


Pagamento dos servidores do Estado começa no dia 25

(Secom) - Terá início no próximo dia 25, o pagamento dos servidores públicos do Estado do Pará. O calendário de pagamento do funcionalismo foi divulgado nesta quinta-feira, 14, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead). O pagamento da folha contemplará primeiramente os pensionistas militares e civis, em seguida será a vez dos inativos civis e os que recebem pensões especiais. O início será na segunda-feira(25) e seguirá até o dia 29 de julho.

A remuneração será feita na seguinte ordem:
 
Dia 25 (segunda-feira)- Inativos militares e pensionistas civis e militares
Dia 26 (terça-feira)- Inativos civis e pensões especiais (Sead)
 
Dia 27 (quarta-feira)- Auditoria, Casa Civil, Casa Militar, Consultoria Geral, Defensoria Pública, Gabinete do vice-governador, NGPR, Procuradoria Geral, Segov, Sepe, Sepaq, Seir, Sedect, Sead, Sefa, Sepof, Sagri, Sema, Secult, Sedurb, Seel, Seicom, Sejudh, Seop, Sespa, Seter, Setran e Secom.
 
Dia 28 (quinta-feira) – Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Segup, Adepará, Arcon, Asipag, CDI, Ceasa, Cohab, CPC/ Renato Chaves, Detran, EGPA, Emater, Fundação Carlos Gomes, FCPTN, FCV, Funcap, Funtelpa, Fapespa, Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, Hospital Ophir Loyola, Hemopa, IAP, Imep, Iasep, Igeprev, IOE, Iterpa, Jucepa, Paratur, Prodepa, Santa Casa, Susipe, Uepa, Ideflor, Idesp e Loterpa.
Dia 29 (sexta-feira)- Seduc capital e interior

De mãos vazias

Não há nenhuma flolhetaria ou vídeo produzido pela prefeitura de Santarém para ser distribuído aos visitantes do estande do Pará, no 6o. Salão do Turismo que se realiza, desde ontem, no parque de exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento se encerra domingo.

Todo material de divulgação turística disponível no estande é de responsabilidade da Paratur.

De Santarém, mesmo, só a presença do secretário de turismo Arildo Nogueira e o gerente de hotel Aureo Roffé.

Mas o santareno não deve ficar preocupado com esse descaso da prefeitura. Em todo o material produzido pela Paratur há farta menção às belezas naturais de Santarém.

Hoje à tarde, Arildo, que está de mãos vazias de material promocional, participa de uma reunião, no estande do Pará, de todos os secretários de turismo presentes ao salão com o presidente da Paratur, Adenauer Góes.

Jader Barbalho conseguirá mesmo assumir o Senado?

Lúcio Flávio Pinto
Articulista de O Estado do Tapajós

Parecia que a volta de Jader Barbalho ao Senado, depois que o STF negou vigência à lei da ficha limpa na eleição do ano passado, era apenas uma questão de formalidade. Mais cedo ou mais tarde seu direito teria que ser reconhecido. Agora há uma dúvida: será mesmo?

Leia o texto completo, aqui.

Emaranhado de igapó


Canoa solitária por entre um emaranhado de árvores submersas em área de igapó na região de Santarém.
Foto/arquivo: Alfonso Jimenez

Governo não prestigia manejo florestal comunitário

Da Redação de O Estado do Tapajós
 
Preservar a floresta Amazônica e ainda gerar renda para as comunidades tradicionais. Esse é o principal resultado de quem opta pela prática do manejo florestal comunitário. No entanto, estudiosos e pesquisadores afirmam que a prática não recebe a devida atenção do governo federal. O descaso e o desprestígio da prática por parte do governo ocasionam o desinteresse de comunidades e conseqüentemente a destruição da floresta.

Socorro Pereira de Jesus, coordenadora da entidade denominada 'Natureza Viva' é um exemplo de como pode dar certo o investimento e o direcionamento de políticas públicas para o manejo comunitário.

Há cinco anos, Socorro e dezenas de famílias cultivam árvores, como a andiroba, e extraem delas extratos naturais que são utilizados na produção de óleos, remédios e cosméticos. A área manejada fica na comunidade de Santo Antônio, no PAS (Projeto de Assentamento Sustentável) Moju.

Dona Socorro explica que a retirada do óleo é feita por meio das sementes coletadas e que atualmente cerca de cem árvores estão produzindo, mas que existem outras mil catalogadas para também serem manejadas. A produção é vendida no comércio santareno e o dinheiro é rateado entre as famílias. Ela diz que já tiveram oferta de uma multinacional que possui sede em Belém. "Mas a proposta não foi aceita porque eles queriam comprar as nossas sementes e estamos dando prioridade à venda da produção manufaturada", explica a coordenadora, acrescentando que um litro do óleo de andiroba chega a ser vendido até R$ 90,00.

O pesquisador francês Philippe Sablayores, que possui vasto trabalho sobre o assunto na região Oeste do Pará, afirma que experiência como a do grupo Natureza Viva deveriam ter mais atenção do governo federal. Ele diz que o manejo florestal comunitário tem o poder de ajudar a preservar a floresta amazônica e contribuir para a melhoria de vida da população amazônida. No entanto, Sablayores diz que pouco tem sido feito pela prática conservacionista. "O governo deveria oferecer políticas públicas ao manejo florestal comunitário como faz com a agricultura familiar", argumentou Sablayores, durante entrevista exclusiva concedida a O Estado do Tapajós.