quarta-feira, 16 de abril de 2008

Agricultor escapa de ser comido por jacaré

O agricultor Dorival Pereira por pouco não foi engolido, ontem à tarde, por um jacaré de três metros, no rio Tapajós, na comunidade de Pedra Branca.
Dorival sofreu mordidas profundas no braço e na perna. Ele se encontra internado no Hospital Municipal de Santarém desde a madrugada de hoje.
O animal foi morto por pescadores que lhe prestaram socorro no momento do ataque.
A superpopulação de jacarés na Amazônia é um grave problema que vem sendo reclamado por pescadores das regiões Oeste do Pará e leste do Amazonas.

Defensores públicos de volta

O juiz da segunda vara da capital Marco Antônio Castelo Branco determinou a reintegração dos defensores públicos temporários que foram dispensados pela Defensoria Pública do Estado do Pará em fevereiro deste ano.
Em Santarém, a maioria do quadro de defensores era formada por defensores temporários que ingressaram no serviço público, sem concurso, antes de 1988.

Avaliação de Maria do Carmo não é boa(2)

São mulheres as pessoas que mais desaprovam a administração da prefeita Maria do Carmo segundo resultado de pesquisa de avaliação administrativa concluída na última sexta-feira.
É isso aí, companheira!

BNDES pode financiar distrito industrial de Santarém

A presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial (CDI), Ana Marli Lameira da Silva, apresentará hoje ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto do governo do Estado de revitalização e construção de distritos industriais de Ananindeua, Marabá, Barcarena e Santarém, sendo que neste último município não existe um ambiente industrial que estimule a agregação de valor à produção local.

Jogo do São Raimundo é adiado

A Federação Paraense de Futebol(FPF) adiou para segunda-feira, dia 21 de abril, às 16 horas, o jogo São Raimundo x Ananindeua, marcado inicialmente para domingo, dia 20.

Cheia do Tapajós dá trégua

Há quatro dias o nível das águas do rio Tapajós não sobe, permanecendo estacionado na marca de 8,8 metros registrada desde sexta-feira, dia 11.

Antes dos tracajás, os jacarés

A notícia do sumiço de tracajás da praça do Centenário, esta semana, não é novidade para os moradores dos arredores daquele logradouro.
Há muitos anos, quem sumiu de lá foram os jacarés, que divertiam a garotada do bairro da Aldeia, em Santarém.
O radilista Edinaldo Mota, que tinha oito anos na época da inauguração da praça do Centenário, disse hoje cedo que presenciou a entronização dos réptieis no lago daquele espaço que é conhecido também como praça de São Raimundo.

Para governadora Ana Júlia, vale teve um "surto"

Na FOLHA DE S.PAULO:

Ana Júlia Carepa (PT-PA) disse ter estranhado a maneira "inábil" com que a Vale vem tratando uma possível manifestação em Parauapebas (PA), no dia 17, para marcar os 12 anos do massacre de Eldorado do Carajás -quando 19 sem-terra foram mortos. "Vínhamos conversando, dialogando. E então eles subiram o tom. Foi como um surto", afirmou, em relação à ação que a empresa moveu para obrigar o Estado a proteger suas propriedades na região.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Memória de Santarém - por Lúcio Flávio Pinto


Contra o grande projeto

Romualdo Santos, que detinha algum tipo de autoridade em Curral Grande, em Monte Alegre, publicou em O Jornal de Santarém, edição de 1º de março de 1952, um "ineditorial" (matéria paga) que expressa a reação dos moradores locais a um projeto concebido pelo engenheiro agrônomo Felisberto Camargo.
O diretor do Instituto Agronômico do Norte (a atual Embrapa), uma das estruturas de governo criadas no pós-guerra, queria drenar as águas do Amazonas para o Lago Grande de Monte Alegre, através de canais artificiais, e dessa maneira fazer com que os sedimentos transportados em suspensão pelo rio fossem se depositando nesse local, criando um solo de excepcional fertilidade. Seria a área mais rica do mundo, se o projeto desse certo. Mas não deu. Os canais foram destruídos pela força do rio.
Felisberto Camargo também fixou nessa área rebanhos de búfalos importados do Oriente, graças ao acesso que tinha ao então presidente Getúlio Vargas. Era uma das mais polêmicas personalidades públicas dessa época na Amazônia.
O conflito criado com a população nativa revela também uma das constantes no processo de ocupação da região a partir de fora: a sua embocadura autoritária, pela imposição de decisões tomadas a partir de cima, com fundamento em razões técnicas, mas sem incorporar o conhecimento e as aspirações da própria Amazônia. Insensível à história local.
Diz a mensagem de Romualdo, com sua linguagem rústica (cujos numerosos erros de português procurei corrigir, sem modificar a espontaneidade da expressão):
"Partido de união brasileiro. Usando das suas atribuições legais convoca os srs. moradores do Curral Grande, que temos lutado com grandes dificuldades para defender os nossos direitos, mas ainda não encontramos, mas fazemos veemente apelo sobre os serviços do Instituto Agronômico do Norte, que nos tem prejudicado bastante, sobretudo com a criação de búfalos, porque contêm muito micróbio de impaludismo, sendo a maior maravilha que o sr. Camargo apresentou nesta zona, mas, como disse N. S. Jesus Cristo, que próximo ao fim do mundo todos os sinais tinham de aparecer e o primeiro é este, que o anti-Cristo que está em nossa frente, que é para fazer o povo se perder. O sr. Camargo, quando ele dorme e sonha, aí saem os planos, que é para fazer alguma coisa, mas nada sai que se aproveite. Tenho que dizer que se as águas não vazarem, o prejuízo será grande, porque "seu" Camargo mandou que todos retirassem seus gados, mas trouxe grandes rebanhos de búfalos para mais nos prejudicar. Precisamos viver e trabalhar pelo engrandecimento da pátria. Viver escravizados, já se foi o tempo. O sr. Camargo quer meter os pássaros na gaiola para depois ele dominar, mas está difícil ele secar o lago de Monte Alegre, que foi feito pela natureza, embora ele diga que a natureza errou, mas errado está ele querer desfazer das de Deus, que é todo poderoso, e quando Ele ver que que querem ser mais do que ele dará o traço. Eu tenho a dizer que enquanto eu for autoridade nesta região, estarei pronto para executar as queixas que me forem apresentadas, conforme a lei determinar. O sr. Camargo diz que não temos entendimento comigo porque eu sou analfabeto. Eu não estudei como ele, só estudei o ABC. O sr. Camargo já foi avisado por uma carta que serviços de drenação [drenagem] e serviços nas matas e cercados nos cobertos, ninguém é de acordo porque é muito prejudicial, em tudo e por tudo é preferível não continuar para amanhã ou depois não haver choques desagradáveis. O sr. Camargo julga o Curral Grande ser dele, mas é proprietário igualmente aos outros".

Zé Geraldo faz conferência na Espanha

O Congresso Nacional como representação dos Estados, Municípios e das comunidades, a contribuição do parlamento brasileiro na elaboração do Orçamento Nacional, votação e distribuição dos recursos e a experiência do Planejamento Territorial Participativo (PTP) como espaço de participação da população na construção das decisões e aplicabilidades dos recursos nas políticas públicas.
Estes são os temas da conferência internacional que o deputado federal Zé Geraldo fará amanhã16) durante o 6º Seminário Binacional de Gestão Pública Municipal: Cenários Para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na cidade de Sabadell, Região Metropolitana de Barcelona, Catalunha, Espanha.

Caso Novelino: Luiz Araújo nega participação no crime

O radialista José Luiz Araújo, condenado a 80 anos de prisão no primeiro julgamento, pelo assassinato dos irmãos Ubiraci e Uraquitan Borges Novelino, negou envolvimento no planejamento e na execução do crime. O radialista é julgado pela segunda vez nesta terça-feira (15). A prerrogativa é concedida pela Lei Penal em casos onde a setença é superior a 20 anos de reclusão.
O acusado, que responde por co-autoria do duplo homicídio qualificado, negou a autoria do crime. Ele afirmou ainda ter permanecido na guarita da segurança da empresa Service Brasil, cenário do homicídio. Segundo Luiz Araújo, ele foi até o local para pegar um carro que seu então patrão, Chico Ferreira, lhe emprestaria, mas este estava numa suposta reunião, no auditório da empresa.
À frente da tribuna de acusação, o promotor de justiça Paulo Godinho e os advogados Roberto Lauria e Antônio Neto, contratados pela família das vítimas, sustentam a tése de que o radialista e Chico Ferreira planejaram o crime e contrataram o ex-policial civil Sebastião Cardias e o ex-fuzileiro José Augusto Marroquim para simularem um assalto e matarem os irmãos. O motivo seria para se livrarem da dívida que tinham com as vítimas.
(Fonte: O Liberal)

Assembléia aprova criação de frente em defesa do plebiscito

A Assembléia Legislativa do Estado aprovou hoje a formação da Frente Parlamentar em Defesa do Plebiscito para a criação dos Estados do Tapajós e Carajás.
A proposta é de autoria do deputado tucano Alexandre Von.

Boa tarde, Santarém

Orla de Santarém, ao meio-dia desta terça-feira.
Foto: Miguel Oliveira

Tracajás roubados de lago da praça do Centenário

Sexta-feira, na hora em que faltou energia, ladrões fizeram a farra no lago da praça do Centenário, mas conhecida por Praça de São Raimundo, no bairro da Aldeia, em Santarém.
Aproveitando a distração do vigia e a escuridão do local, quatro homens ainda não identificados pela polícia recolheram para dentro de seus balaios nada menos que 13 tracajás em idade adulta.
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Atualizada às 13h38:
Leitora do site, moradora da praça, manda email reclamando da cobertura que a imprensa está dispensando ao caso. Ela diz que apenas 2 tracajás sumiram do lago. Hoje ela mesma fez a recontagem dos quelônios e garante que lá ainda estão 143 tracajás.

Beatitude do PT

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

O PT é o partido salvífico e os petistas acham que formam o povo escolhido. Reduzem o Brasil que presta a eles mesmos. Imaginam-se cobertos pelo manto invisível da predestinação, de filhos da história, que lhes permite agir com desenvoltura, mesmo quando cometem pecados tão condenáveis quanto os daqueles para os quais se apresentam como a alternativa saudável. Tudo que for atirado contra eles, não colará. São imaculados por origem, geneticamente destinados a ser a fonte da esperança e da utopia.O caso dos cartões corporativos, por exemplo. Foi no governo Lula que surgiram os mecanismos de controle e transparência, que deram ao cartão, criado em 1998 e implementado só em 2001, último ano do mandato de Fernando Henrique Cardoso. Antes, as despesas pessoais da cúpula da tecnocurocracia federal eram matéria sigilosa, fora do alcance dos cidadãos. Ao mesmo tempo, porém, o governo do PT introduziu uma novidade: os saques dos cartões em dinheiro vivo. Dos 78 milhões de reais que irrigaram os bolsos dos apparatchicks que ordenam pequenas despesas (contra R$ 8,7 milhões em 2003, primeiro ano de Lula), R$ 58 milhões (mais de dois terços do total) foram sacados na boca do caixa por 11,5 mil funcionários.Com essa liberalidade toda, queriam o quê?

Sem saída

O sociólogo paulista (por nascimento) Fernando Henrique Cardoso fez um mal irremediável ao país quando conseguiu extrair do congresso, à base de muito fisiologismo, a reeleição do presidente da república. O operário paulista (por adoção) Luiz Inácio Lula da Silva está completando o mal, supinamente agravado, com os ensaios da re-reeleição, elucubrados pela sedução da miséria remediada e dos ganhos desproporcionais da elite.
Não adianta correr nem ficar: o bicho vai pegar e vai comer. Quem? O Brasil.

Pará tem mais de 22% de analfabetos no interior

O Pará amarga um déficit de 538 mil vagas no ensino público para atender aos cidadãos que sobrevivem, em todo o estado, sem saber ler ou escrever o próprio nome. De acordo com o último levantamento do IBGE, 12,7% da população do Pará, com 15 anos ou mais, é considerada analfabeta. A situação por aqui só não é pior do que a do estado de Tocantins, onde o analfabetismo ultrapassa os 16% da população. Os dois valores superam a média nacional de 11,7%, mais alto que os números de países menores e mais pobres que o Brasil, como a Colômbia e a Venezuela.
No interior do estado, por causa das dificuldades de locomoção das pessoas até as escolas, o quadro é ainda mais grave: 22,6% da população que mora em locais afastados de centros urbanos, como nas margens dos rios ou estradas do interior, não sabem ler ou escrever.
(Fonte: O Liberal)

A foto da denúncia do bispo do Marajó

Não é novidade a denúncia apresentada por Dom José Luiz Azcona, 68 anos, bispo do Marajó, sobre prostituição infantil e outras formas de opressão e exploração naquela região.
Diz Dom José que "que num dos rios da região de Breves e Melgaço meninos e meninas de 12 a 16 anos aproveitam o percurso das balsas para subir nas embarcações e se prostituir em troca de carne ou óleo de cozinha."
Mas há um detalhe que o bispo do Marajó se esqueceu de mencionar.
Segundo reportagem publicada em novembro de 2006 por O Estado doTapajós, as meninas se prostituem também em troca de óleo combustível, que os marítimos desviam dos tambores das embarcações.
A foto de Cadu Gomes, do Correio Braziliense, denuncia a presença de três meninas abordando um desses 'empurradores' de balsas.
Muitos desses comboios partem de Santarém em direção a Belém.
As meninas revendem o óleo para proprietários de pequenos barcos ou bajaras de pescadores de localidades próximas de onde moram com os pais.

Mania de perseguição

Na Folha de São Paulo, hoje, está publicado que "os cerca de 150 prefeitos que estavam na reunião aprovaram moção simbólica apresentada pela prefeita de Santarém (PA), Maria do Carmo, em solidariedade a Dilma, envolvida no caso do dossiê. "Há questões que têm de ser apuradas. Mas sempre se percebe que por ser mulher ela se torna um alvo fácil."
Pelo visto, Maria do Carmo não perde a oportunidade de falar em perseguição.
Aqui em Santarém a prefeita ensaia essa cantilhena há muito tempo. Diz que é perseguida pela imprensa.
Só não diz que comprou o silêncio a peso de ouro da maioria dos veículos de comunicação da cidade. Mesmo assim amarga baixísimos índices de avaliação administrativa dos santarenos.

Bom dia, Santarém

O amanhecer em Santarém.
Foto: Daniel Veiga

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Interesse leva audiência da Vale para ginásio no Pará

Cerca de mil trabalhadores do Complexo Minerador de Carajás e representantes de diversos movimentos sociais assistiram à audiência de instrução da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho contra a Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale) e 42 empresas prestadoras de serviço, na qual é cobrado o direito dos trabalhadores ao recebimento das horas de percurso. Em razão da quantidade de interessados, o juiz da 1ª Vara do Trabalho de Parauapebas (PA), Jônatas Andrade, foi obrigado a realizar a audiência no ginásio do Clube de Diretores Lojistas da cidade.
Na abertura, o juiz leu um resumo do que estava ocorrendo para que os trabalhadores entendessem o processamento da ação. Além dos representantes da Vale e de 39 das 42 empresas acionadas, participaram da audiência representantes da Comissão Pastoral da Terra, do Movimento dos Garimpeiros de Serra Pelada e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Trabalhadores também tiveram direito à palavra. O MPT havia requerido ao juiz uma audiência pública para ouvir os sindicatos e trabalhadores, e o magistrado decidiu realizar a audiência pública no âmbito da audiência de instrução processual.
Segundo relato dos procuradores do Ofício de Marabá (PA), José Adílson Pereira e Francisco Cruz, autores da ação, os representantes da Vale e das demais empresas quiseram ouvir o Ministério Público do Trabalho, embora este não seja o procedimento usual, já que o MPT não é titular do direito pleiteado na ação, por isso não pode confessar nem transigir."Decidimos aceitar o interrogatório, que se transformou num verdadeiro bombardeio de perguntas e questionamentos sobre as provas trazidas na petição inicial, sobre as inspeções que fizemos, sobre as leis que regem o transporte municipal, sobre a realidade local, entre outras indagações", contou o procurador José Adílson.
Segundo os procuradores, após muitos protestos, requerimentos e tentativas de procrastinar a audiência, ficou evidente a tática das empresas rés em tentar desqualificar os procuradores que ajuizaram a ação. José Adílson e Francisco Cruz sofreram verdadeiros "ataques" nas perguntas e foram testados em público quanto a seus conhecimentos sobre os fatos e sobre Direito (Constitucional, Administrativo, do Trabalho e Processual).
Sem aceitar a provocação, os procuradores usaram termos simples e mais acessíveis ao público presente para resumir no que consistia a ação, porque ela foi ajuizada e quais os direitos dos trabalhadores envolvidos na questão, além das conseqüências e benefícios de uma decisão coletiva.
"Nossa participação foi essencial para levar ao juiz, por meio de perguntas feitas aos prepostos das rés e à testemunha levada, elementos de convicção ao magistrado, embora a Vale tenha tentado, por todos os meios, obstaculizar a sessão, enveredando pelo caminho da supremacia da formalidade processual, em detrimento dos princípios que norteiam o Processo do Trabalho", afirmou o procurador José Adílson.
Embora a Justiça do Trabalho reconheça o direito do trabalhador às horas de percurso como tempo efetivamente trabalhado, em acordos coletivos firmados na região de Carajás, os sindicatos abrem mão do pagamento. Por isso, a Vale não paga e não permite que as empresas que lhe prestam serviço computem na jornada de trabalho o tempo que os trabalhadores gastam no deslocamento da portaria até o efetivo local de trabalho (minas de Carajás e Sossego) —aproximadamente duas horas para ir e para voltar.
A Vale insiste em que o local de trabalho é de fácil acesso e servido por transporte público regular, embora inspeção judicial requerida pelo MPT tenha apontado que os trabalhadores são transportados em condução fornecida pelas rés e o local não é urbano, pois está cercado de mata virgem.
Um analista de recursos humanos da Vale confirmou a ingerência da empresa nos contratos celebrados com as prestadores de serviço quanto às normas trabalhistas, jornada de trabalho e transporte. Prepostos de algumas empresas contaram ao juiz que têm arcado com os custos decorrentes do reconhecimento das horas in itinere, uma vez que a Vale não aceita aumentar a remuneração dos contratos para cobrir essa despesa e não aceita, quando contrata uma nova empresa, a inclusão dessa despesa na planilha de custo.
O mesmo analista da Vale reafirmou que o local é de difícil acesso, inclusive com riscos de acidentes com animais silvestres. Segundo ele, se a Vale retirasse o transporte fretado, a empresa de transporte local teria de aumentar sua frota para atender os trabalhadores. Prepostos das empresas contratadas confirmaram a necessidade de fornecer o transporte ao trabalhador pois, do contrário, não teriam como cumprir o contrato com a Vale. A testemunha apresentada pelo MPT —um gerente comercial de uma empresa que prestou serviços para a Vale e que teve seus contratos extintos por decurso de prazo— foi imediatamente contraditada pela Vale. Segundo os advogados da empresa, haveria interesse da testemunha em prejudicar a Vale, depois que perdeu os contratos por rescisão unilateral. A testemunha desmentiu a informação, e o juiz indeferiu a contradita. A testemunha confirmou a ingerência da Vale nos contratos, desde sua formação, impedindo que a despesa com as horas in itinere componha a planilha de custos. Os procuradores do Trabalho estranharam o fato de as empresas não apresentarem nenhuma testemunha.
Os pedidos de novas perícias foram indeferidos pelo juiz Jônatas Andrade. Segundo ele, há provas suficientes para sua convicção, que permitirão a prolação da sentença. Sob protestos, o juiz encerrou a audiência. Nova audiência foi marcada para o próximo dia 14 de maio, às 9h, para apresentação das razões finais e decisão. Como haverá manifestação sobre contestações e documentos apresentados, o juiz deverá recebê-la e marcar data para sentença.
(Fonte: Última Instância)

Terrenos de marinha em xeque

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado discute amanhã a extinção dos terrenos de marinha no país. A idéia faz parte de uma proposta de emenda constitucional (PEC) de autoria do senador Almeira Lima (PMDB-SE). Pessoas que moram em edifícios construídos nessas áreas à beira-mar pagam taxas anuais ao governo federal que, legalmente, é dono de 17% dos imóveis. Foram convidados para a discussão os ministros da Defesa, Nelson Jobim, das Cidades, Márcio Fortes, e do Meio Ambiente, Marina Silva. Também foram convidados o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, a secretária do Patrimônio Nacional, Alexandra Reschke, o procurador da República no estado do Pará, Felício Ponte Júnior, e o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski.

Bispo do PA diz que crianças se prostituem por comida

Da Agência Estado

O bispo do Marajó, d. José Luís Azcona Hermoso, denunciou hoje em Belém que crianças entre 12 e 14 anos estão se prostituindo em troca de comida em municípios como Breves, Portel e Melgaço, no norte do Pará. "Levadas em muitos casos para a prostituição pelos próprios pais, elas abordam passageiros que transitam de barco pela região e oferecem o corpo em troca de dois quilos de carne e cinco latas de óleo de cozinha para matar a fome da família", afirma o religioso.
Ele acusa o Executivo e o Judiciário paraense de "total omissão". Segundo Azcona, a exploração sexual de crianças e mulheres no Marajó é "escancarada", embora ele próprio tenha feito denúncias em 2006 que provocaram a visita de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados à cidade de Portel para apurar casos como o estupro de menores envolvendo os vereadores Roberto Alan de Souza Costa, o Bob Terra, e Adson de Azevedo Mesquita. Costa é filho do vice-prefeito de Portel, Ademar Terra.
As Polícias Civil e Federal, além do Ministério Público (MP), critica o bispo, não demonstram nenhum interesse em investigar a exploração sexual de crianças e adolescentes para punir os responsáveis ou combater o tráfico humano de mulheres do Marajó para a Guiana Francesa e a Europa. "A impunidade dos criminosos é completa no Estado", afirma. Ele citou o caso recente de denúncia feita pela imprensa de 178 mulheres levadas como escravas sexuais do Brasil para vários países. Desse total, 52 mulheres eram da cidade de Breves.
Houve prisões de alguns traficantes. Seis advogados se apresentaram imediatamente para defendê-los e conseguiram livrá-los da cadeia. Está aí a prova, segundo o bispo, de que o poder econômico é um "grande aliado" do tráfico humano. Nenhuma das instituições citadas pelo bispo em suas denúncias quis comentar as acusações.
(Agência Estado)

Boi 'avua' na política paraense

Ronaldo Brasiliense

Chapa

O PT aceitou dar o vice na chapa do PTB na eleição de outubro. Em Óbidos, onde o prefeito Jaime Silva concorre à reeleição. Em Belém é outra coisa.

Quem ganha, quem perde

Com a queda de Charles Alcântara e a ascensão de Cláudio Puty à chefia da Casa Civil do governo do Estado cai a chance de o PT apoiar a candidatura do ex-deputado federal José Priante (PMDB) à prefeitura de Belém e aumentam as possibilidades de o PT lançar candidatura própria. De preferência, um quadro da Democracia Socialista, a tendência petista da governadora Ana Júlia Carepa, do próprio Puty e dos irmãos Monteiro, Marcilio - secretário de Projetos Estratégicos - e Maurílio, de Ciência e Tecnologia. Cai também, e muito, o prestígio do notório deputado Jader Barbalho, que perde um aliado leal no governo.

Cerpa sobrevive

A Cerpa lançará um novo produto no inicio de maio, ficando com duas cervejas de 600ml retornáveis: a Cerpa Draft-Beer e outra tipo premium que deve chamar Cerpa Gold.
No segundo semestre também lançará embalagem descartável tipo lata.

LINHAS INTERESTADUAIS DE NAVEGAÇÃO DE SANTARÉM NÃO SÃO AUTORIZADAS PELA ANTAQ

Gisele de Freitas
repórter

A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) já esteve em Santarém orientando proprietários de embarcações que fazem viagens interestaduais a cumprirem a Resolução 912, que regulamenta o transporte aquaviário interestadual. Das nove empresas em Santarém que fazem as linhas Macapá e Parintins nenhuma possuía autorização da agência para realizar este tipo de transporte.
Os técnicos distribuíram cópias da resolução. A partir do final do mês de maio, as empresas que não estiverem enquadradas poderão ser multadas.Todas as empresas visitadas pela Antaq têm itens que devem ser melhorados para que a norma seja definitivamente cumprida, mas nada alarmante foi encontrado, a não ser que nenhuma empresa tinha autorização da agência, ainda que tivessem regulamentada por outros órgãos.
Os proprietários foram orientados e se comprometeram em fazer esta autorização, que é gratuita, a multa para quem for pego sem a mesma é de R$ 200 mil.
Além da autorização a empresa deve cumprir outras exigências, como a obrigatoriedade de seus funcionários usarem uniformes, o cumprimento fiel das datas e horários de viagens, dispor de passagens gratuitas para idosos e portadores de necessidades especiais, organizar o sistema de passagens, informar aos passageiros antes da viagem onde estão os equipamentos de segurança e como agir em caso de emergência, não transportar menores sem autorização, não atrasar excessivamente a viagem entre outras.
A agência espera agora pela regulamentação das embarcações. A partir do final de maio a fiscalização será intensa e deverá ocorrer através de uma parceria com a Marinha. Os técnicos da agência vão realizar a ação em Macapá e ainda na região oeste do Pará, nas cidades onde a mesma ainda não ocorreu, como Monte Alegre, Alenquer, Oriximiná, Juruti e Prainha.

Portal 2008 - José Olivar

PONTUANDO

Se a Prefeitura de Santarém não implementar medidas de maior abrangência para conter o mosquito da dengue, de apenas um surto, a doença se transformará em epidemia. Depois não aleguem que não houve aviso. * A telefonia fixa e móvel em Santarém tem um desprezo total pelos usuários, considerando os constantes panes na prestação dos serviços. * Os assaltos em Santarém se multiplicam e apesar dos esforços da Polícia Militar, os resultados são poucos. * Será no dia 22 deste a posse do Desembargador Federal Jirair Megariam na Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. * No Superior Tribunal de Justiça tomou posse, dia 07 deste, para um mandato de 108 dias apenas, o Min. Humberto Gomes de Barros, já que em julho cai na compulsória dos 70 anos. * A Prefeitura de Ipumirim foi condenada a pagar indenização a um motorista por acidente sofrido por ele em razão da má conservação das ruas e estradas vicinais, conforme decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Se a moda pega! * A Lei de Responsabilidade Fiscal pode ser alterada para incluir punição aos gestores públicos municipais que atrasarem os salários dos servidores de seus municípios, punindo-os com proibição de recebimento de transferências voluntárias , contratação de operação de crédito e outras, conforme projeto de lei em análise na Câmara. * Tramita, em caráter conclusivo no Congresso Nacional, projeto de lei que permite aos aposentados da Previdência Social, renunciarem o benefício a qualquer tempo para recomeçarem a contagem do tempo de serviços e terem direito a uma aposentadoria integral ou aumentar a base de cálculo, fato que hoje é negado pelo INSS. Tomara que passe. *A morte de Aristeu Conrado, pegou, como a de Delano Riker, todo mundo de surpresa. À família, Betânia e filhos, nossas condolências. * O povo brasileiro é mesmo despreparado para votar. Como pode a Marta Suplicy está à frente nas pesquisas para Prefeita de São Paulo, logo ela que fez uma administração péssima? * De parabéns o Deputado Alexandre Von pela realização do encontro regional do PSDB em Santarém, trazendo nomes expoentes da política brasileira, como senadores, deputados federais e outras lideranças.

SENADOR PROMETE CPI PARA APURAR DESVIO DE VERBA DA BR-163

O Senador Mário Couto (PSDB), durante visita a Santarém para participar do 3 Encontro Regional do PSDB, anunciou com exclusividade a O Estado do Tapajós que vai apresentar ao Senado Federal a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI a fim de investigar para onde foram desviados os recursos liberados para asfaltar a BR-163. O alvo da CPI é o Departamento Nacional de Infra Estrutura de Transportes (DNIT) que, de acordo com o parlamentar, deixou provas suficientes para comprovar as irregularidades e o desvio de recursos que deveriam ser alocados para o asfaltamento da rodovia Santarém-Cuiabá.
"Quero saber qual foi o valor destinado ao asfaltamento da BR 163 e ainda quanto foi aplicado. Quero provas... Há mais de anos que o povo é enganado com as promessas de asfaltamento. Assim como o hospital Sarah Kubstchek, onde recursos foram desviados para outros fins, quero saber o que foi feito o dinheiro destinado para a BR 163. O que dificulta a sua conclusão?", questionou o senador.
"Nós estamos sabendo que uma comissão estará visitando a rodovia no próximo dia 16, e estaremos lá, para questionar o diretor do DNIT, saber se realmente está interessado no desenvolvimento da nossa região. Quais as promessas feitas, ouvir o clamor dos empresários e demais membros da sociedade que estarão lá", destacou Mário Couto, lembrando que irá adiantar a sua pretensão de criar a CPI para o diretor do DNIT. "Quando ele pisar em Santarém, estiver vistoriando a BR 163, eu vou questioná-lo, e abrir o verbo a fim investigar onde que foi aplicada a verba destinada para o asfaltamento da BR", insistiu o senador.

Pesquisa sobre administração de Maria do Carmo - Comentários de leitores

A nota Resultado de pesquisa não é bom para Maria do Carmo suscitou os seguintes comentários:

Luiz Carlos Pinho disse...
Essa pesquisa é uma realidade;basta andar pelas ruas e becos desta abandonada cidade fundada pelo missionário batavo Felippe Bettendorf.Só lama e buraco.
14 de Abril de 2008 10:01

Anônimo disse...
Para quem se dizia amiguinha do Lula ta ai para a turma de Santarém que acreditava que a 'vaca bulandeira' era de verdade..
14 de Abril de 2008 10:04

Anônimo disse...
SENHORA MARIA DO CARMO.APRENDA COM O EX-PREFEITO RUI CORREA. MANDE FAZER UMAS CALÇADAS. CIMENTO ELE 'COMPRAVA' DO TIO DELE DA MARQUES PINTO, MANDE A SECRETARIA ANA ELVIRA MENDONÇA DISTRIBUIR CAFÉ DA MANHÃ DE GRAÇA AOS TRABALHADORES; CAFÉ, PÃO E AÇUCAR A SENHORA MANDA 'COMPRAR' NO CAFÉ AMAZôNIA;MANDE A SECRETARIA DE SAUDE LEVAR DOENTES AO HOSPITAL EM CARRO ALUGADO; VEICULO DE LOCADORA É SÓ A SENHORA PEDIR AO OSMANDO-QUE MAMA E DESMAMA NO GOVERNO DA SENHORA; MANDE A SEMINF FAZER PROJETO DE CASAS BEM BARATAS; PAGUE PARA A SUA CONCUNHADA VALÉRIA FAZER ESSAS 'PLANTAS' DE GRAÇA.PODERIA LHE DAR MAIS DICAS DE COMO A SENHORA SE TORNAR POPULAR.É SÓ A SENHORA FAZER PRIMEIRO ESSE DEVER DE CASA.APOSTO QUE SUA POPULARIDADE VAI AUMENTAR.

DE UM ELEITOR QUASE-EX-PETISTA

Ministro admite falta de projeto para desenvolver Amazônia

CHICO ARAÚJO
Agência Amazônia


BRASÍLIA — A falta de um projeto para a agricultura e a pecuária é a principal causa do crescente aumento do desmatamento na Amazônia. E as grandes madeireiras, mineradoras e as empresas de agropecuárias extensivas, atraídas para a Amazônia pelos volumosos incentivos fiscais e gigantescos financiamentos oferecidos pelo governo federal são as principais responsáveis pela derrubada indiscriminada de floresta na região.
O diagnóstico acima é parte da Campanha da Fraternidade do ano passado e, na última quarta-feira, foi confirmado pelo próprio governo. Ao depor na Câmara, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, reconheceu ser desnecessário fazer novas derrubadas na Amazônia para aumentar a produção. Hoje, o Brasil possui 165 mil km² de áreas já degradadas, mas não utilizadas. Em 2007, as derrubadas aumentaram 13% — a Amazônia perdeu 3.235 mil km², o equivalente a 320 mil campos de futebol.
“Nós temos muita área degradada a ser recuperada. O que precisamos é de um programa para isso”, admitiu Stephanes. E o ministro foi mais além. Expôs um dado preocupante: “Enquanto ocupamos 50 milhões de hectares para a produção de grãos, nós ocupamos, para a pecuária, mais de 200 milhões de hectares. Ou seja: quem efetivamente usa terras no Brasil é a pecuária, em uma densidade de aproveitamento muito baixa”.
A pecuária cresceu de forma assustadora e, hoje, já conta com mais que o triplo de animais do que o total da população da Amazônia. Em 2004 havia 71 milhões de cabeças de gado para uma população estimada (em2005) em 23 milhões de pessoas.
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Chegada do rally internacional de veleiros em Alter-do-Chão, em manhã nublada de domingo.
Foto: Olavo Neves

Prefeito incita ação violenta contra a Vale

O apoio do prefeito de Parauapebas, Darci Lermen (PT), ao MST ganhou respaldo com a divulgação de uma fita, gravada pela Polícia Federal no dia 13 de março, onde ele, em discurso durante a inauguração do asfaltamento da estrada que liga os assentamentos Palmares 1 e 2, dos sem-terra instalados próximo à ferrovia, incita atos de violência contra as instalações da Vale.
- Se tiver que ocupar, ocupa. Se tiver que fazer... - pregou o prefeito, sem completar a fase na gravação feita PF.

Ninguém acerta a Mega-Sena, que pode pagar R$ 11 milhões

Ninguém acertou as seis dezenas do Concurdo 960 da Mega-Sena na noite deste sábado. O prêmio para o próximo sábado deve ser de R$ 11 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. As dezenas, sorteadas em Santo André, em São Paulo, foram: 06 - 18 - 19 - 33 - 34 - 53.
A Quina saiu para 73 pessoas, e cada uma vai levar R$ 15.299,06. Cada um dos 4.852 acertadores da Quadra vão ganhar R$ 230,18.

MRN incentiva projetos moveleiros de Oriximiná

A vocação moveleira do município de Oriximiná acaba de ganhará mais um reforço com apoio da empresa Mineração Rio do Norte (MRN), que mantém na regiao do Trombetas uma planta de exploração de bauxita.
Amnahã, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Pará (Sebrae/Santarém) e a Associação dos Moveleiros do Município de Oriximiná assinam convênio para viabilização do projeto Móveis e Artefatos de Madeira de Oriximiná, que conta com recursos da ordem de R$ 700 mil.
A parceria técnico-financeira visa à qualificação os microempresários do setor de móveis em gestão empresarial, além de melhorar o produto, com uso da tecnologia e do design, e prospectar mercado. "Em grupo, os produtores ficarão mais preparados para desenvolver o produto e conquistar mercado", afirma a gerente do escritório regional do Sebrae em Santarém, Fátima Paixão.
Para o assessor de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo de Paula, a iniciativa tem tudo para dar certo. "Acreditamos nesse projeto, pois ele vai gerar renda para o município de forma sustentável", avalia ele.

Caso Novelino: alenquerense vai a julgamento pela segunda vez

O Tribunal de Justiça do Estado marcou para amanhã, a partir de 8h, o segundo julgamento dos mandantes das mortes dos irmãos Ubiracy e Uraquitan Borges Novelino, conforme denúncia do Ministério Público do Estado.
A sessão será presidida pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, da 2ª Vara de Tribunal do Júri da Capital.
O radialista Luiz Araújo [natural de Alenquer]sentará no banco dos réus pela segunda vez. Ele cumpre sentença condenatória de 20 anos, no Centro de Recuperação do Coqueiro, por crimes conexos tais como formação de quadrilha, receptação dolosa e ocultação de cadáver.

Gaúcha é a mais bela do Brasil

A gaúcha Natália Anderle, de Encantado, foi escolhida a Miss Brasil 2008, na noite de hoje, no Citibank Hall, em São Paulo. Ela recebeu a faixa e a coroa das mãos de Natália Guimarães, Miss Brasil 2007 e segunda colocada no Miss Universo. "Só quem está aqui sabe a emoção de vencer esse concurso. Agora é rumo ao Miss Universo", disse Natália, emocionada. A candidata surda do Ceará, Vanessa Vidal, ficou em segundo lugar. Ela é a primeira deficiente auditivo a disputar o concurso de beleza. O terceiro e o quarto lugar ficaram para Cyntia Oliveira, de Minas Gerais, e Janaina Barcelos, de São Paulo. A paraense Bruna Pontes ficou entre as 10 melhores.
(Terra/Com Redação)

Resultado de pesquisa não é bom para Maria do Carmo

Resultado de pesquisa de opinião sobre avaliação administrativa da Prefeitura de Santarém, concluída na última sexta-feira, revela o pior desempenho do governo Maria do Carmo desde que tomou posse, em janeiro de 2005.
O índice de desaprovação do governo de Maria do Carmo ultrapassa 60%.

domingo, 13 de abril de 2008

"MST não respeita a democracia"

Por Ronaldo Brasiliense

As entidades empresariais paraenses lançam amanhã, segunda, em Belém, o movimento Alerta Pará em meio a um cenário de conflitos desenhado pelo 'Abril Vermelho', do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). Será no Hilton, com palestra do filósofo Denis Lerrer Rosenfield.
Nesta entrevista, o presidente da Federação da Agricultura do Pará, Carlos Xavier, fala do movimento e acusa o governo de financiar o MST.
P – O presidente da Vale, Roger Agnelli, chamou os invasores do MST de 'bandidos' e perguntou quem é que financia os sem-terra. O senhor sabe?
CARLOS XAVIER – Em grande parte, o próprio governo. Veja no caso do Incra, que fornece milhares de cestas básicas para os acampamentos dos sem-terra. O triste é ver que a sociedade, que paga impostos, é que acaba financiando um movimento que não tem nenhum respeito pela democracia.
P – As entidades empresariais paraenses vão lançar nesta segunda-feira o movimento Alerta Pará. É uma reação a este estado de violências?
XAVIER – Temos que reagir porque muitos empresários estão deixando de investir no Pará. Os ditos 'movimentos sociais'estão cada vez mais atropelando o Estado de Direito, afastando empreendimentos novos que viriam para o nosso Estado, gerando emprego e renda.
P – Fazer o quê?
XAVIER – As entidades empresariais do Estado vão criar um fundo voltado para a ciência e a tecnologia e a capacitação profissional. Não podemos ficar omissos diante de tanta violência. Vamos à luta.

Paysandu vence São Raimundo

Com gol de Beá aos 38 minutos do segundo tempo o Paysandu derrotou o São Raimundo pelo placar de 1x0.
Esa é a décima derrota do Pantera no Parazão. O time perdeu todos os jogos que disputou.
O próximo jogo do São Raimundo é contra o Ananindeua, domingo, no estádio Barbalhão.

São Raimundo 0 x 1 Paysandu

Beá, aos 38 minutos, faz São Raimundo 0 x 1 Paysandu.

Fecha o cerco à baixaria na tevê

Hércules Barros
Do Correio Braziliense

Uma lista com os patrocinadores de programas de televisão considerados de baixo nível será divulgada na próxima semana pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara. A campanha Ranking da Baixaria na TV amplia o acompanhamento da grade das emissoras brasileiras e passa a informar o público quais são as empresas que financiam a exibição de cenas de discriminação, apelo sexual e violência, além de exposição de cidadãos ao ridículo.
A intenção dos coordenadores do movimento é melhorar o padrão dos conteúdos de entretenimento atingindo o bolso das detentoras de concessão pública de tevê a partir dos consumidores. “As pessoas precisam saber quais são as empresas que bancam e garantem a baixaria que vai ao ar”, afirma o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), presidente da CDHM. Segundo Mattos, só denunciar os programas televisivos que essas empresas patrocinam não tem sido suficiente para frear a baixaria porque as emissoras estão mudando de tática publicitária. “No lugar de expor o nome do produto diretamente e associá-lo aos seus conteúdos, passaram a oferecer os produtos das empresas como prêmios. É uma forma subliminar de propaganda”, avalia o parlamentar.
Campeões
O monitoramento, criado em 2002, já registrou 32,8 mil críticas feitas por telespectadores. Em sua 14ª edição, o Ranking da Baixaria na TV divulgou os cinco programas que receberam mais críticas nos últimos seis meses. As reclamações passam pelo crivo do Comitê de Acompanhamento da Programação, formado por representantes de mais de 60 entidades da sociedade civil.
O Big Brother Brasil 8, a novela Duas Caras e o Programa do Jô, da Rede Globo, além do Pânico na TV e do Super Pop, da Rede TV, foram os campeões de denúncia. “É possível diminuir o conteúdo sem caráter educacional e informativo da tevê se patrocinadores desistirem de financiar baixaria”, observa o advogado Ariel de Castro Alves, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

São Raimundo 0 x 0 Paysandu

30 minutros do segundo tempo.
São Raimundo 0 x 0 Paysandu.

R$ 19 mil de renda

A FPF divulgou há pouco a renda de São Raimundo x Paysandu.
Cerca de R$ 19 mil. O público pagante ainda não foi informado.

Reitor da UnB renuncia ao cargo; MEC discute substituição

Da Folha Online
com Folha de S.Paulo

O reitor da UnB (Universidade de Brasília), Timothy Mulholland, renunciou ao cargo. O pedido de exoneração será encaminhado ao Ministério da Educação. Ele estava afastado desde quinta-feira pelo prazo de 60 dias. A diretoria da UnB e o ministro da Educação, Fernando Haddad, discutem a substituição.
Na reunião também será discutida a posição a ser tomada em relação à ocupação dos estudantes na reitoria. Os estudantes da universidade, que ocupam a reitoria desde o último dia 3, não devem participar do encontro.
A expectativa é que seja apontado um nome para assumir a reitoria da entidade, já que Edgar Mamiya, vice-reitor da UnB que assumiu na última quinta-feira (10), pediu o afastamento do cargo neste sábado.
Conforme a Folha Online apurou, os alunos da UnB querem alterar o atual sistema de escolha de reitores. Os estudantes reivindicam que a UnB implemente o sistema de eleição paritária para escolha do reitor: os votos dos estudantes, professores e servidores teriam o mesmo peso.
Atualmente, o voto dos estudantes tem peso de 15%. O voto dos professores tem peso de 70% e os, dos servidores, de 15%. A saída dos membros da direção da reitoria da UnB era uma das principais reivindicações do DCE (Diretório Central dos Estudantes).
Nesta segunda-feira (14), os estudantes irão decidir a permanência na reitoria em uma assembléia.

São Raimundo x Paysandu.

Terminou no Barbalhão o primero tempo.
São Raimundo 0 x 0 Paysandu.

Remo 3 x 0 Pedreira

Pelo segundo turno do campeonato paraense.
Terminou no Baenão. Remo 3 x 0 Pedreira.

Decisão da Vale privatizada causa prejuízo de US$ bilhões

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

A Companhia Vale do Rio Doce pode ser considerada uma das melhores vendedoras de minério de ferro do mundo, além de ser a maior em quantidade comercializada. Mas em matéria de fretes internacionais ela pode ser classificada como um desastre. Ao desativar a Docenave, privou o Brasil do melhor dos negócios: os fretes na navegação de longo curso, com ênfase na Ásia.
Um dos efeitos mais imediatos e cristalinos da privatização da Vale, em 1997, foi a progressiva desativação da Docenave, criada em 1962 e controlada pela estatal, que detinha 92% do capital. O principal objetivo da empresa de navegação, implantada quando a CVRD já líderava o mercado, era levar minério de ferro para o exterior (principalmente para o Japão e, depois, para a China) e trazer carvão mineral (sobretudo da Austrália) para o Brasil (e também petróleo, em menor escala e problematicamente).
A trajetória da empresa era de sucesso até a venda do controle da CVRD à iniciativa privada, por decisão do governo de Fernando Henrique Cardoso. Seus excelentes resultados não se deviam a nenhum protecionismo da Vale porque o minério de ferro é vendido a preço FOB, posto para o comprador no porto de embarque. A partir daí, o transporte é decisão de quem compra o produto. A Vale dissociou o preço FOB de venda do minério do frete oceânico para poder enfrentar seu principal competidor, a Austrália, muito mais próxima dos mercados asiáticos. Foi através de vendas cada vez maiores para o Japão que a estatal brasileira viabilizou comercialmente, a partir dos anos 1980, a valiosa jazida de Carajás, que possui o melhor teor de hematita do planeta. Quem comprasse seu minério teria liberdade para contratar o transporte mais barato até o ponto de entrega.
A Docenave provou eficiência conquistando mais clientes e se expandindo, até se tornar uma das maiores empresas de transporte de granéis sólidos do mundo. Chegou a operar com uma frota de 15 embarcações próprias e 30 fretadas, parte dessa frota com bandeira brasileira e outra parte com bandeira da Libéria e das Bahamas. “O mar parece não ter limites para nós”, disse o presidente da empresa, almirante Henrique Sabóia, que foi ministro da Marinha.
Através do seu braço liberiano, a Seamar, em parceria com um armador norueguês, a Docenave colocou nas águas, em 1986, os dois maiores míneropetroleiros do mundo, ambos construídos no Brasil: o Docefjord e o Tijuca. Logo em seguida contratou um navio ainda maior, o Docecanyon, de 275 mil toneladas. Dois anos depois, com a privatização, as águas começaram a se inverter.
Em 2000, o Docefjord, ainda em idade ativa, com 14 anos de uso, foi vendido pelos novos donos da Vale por 17 milhões de dólares. Seis navios da frota foram transacionados com a espanhola Elcano por US$ 53 milhões. Em 2001, 18 graneleiros já tinham sido passados em frente. A Docenave passou a se utilizar principalmente de navios afretados, quando necessário. A empresa sumiu dos mares, só começando a retornar em 2001, mas apenas no comércio de cabotagem, pela costa brasileira, até ser substituída por uma nova empresa, a Log-In, que acabaria por se desvincular da Vale, tornando-se autônoma.
Os analistas observaram que a Vale, já privatizada, ao decidir se desfazer da sua frota de alto curso, abriu mão dos fretes internacionais, que agregam mais valor do que a venda do minério em si. A empresa, que se orgulha de planejar a longo prazo e ter afinada visão estratégica, caminhou na direção oposta à da opção preferencial que iria fazer, pelo mercado asiático. Assim, destruiu o patrimônio construído com muito esforço e competência pela Docenave, ao oferecer fretes competitivos e conquistar clientes, independentemente da empresa-mãe.
Os fretes dispararam a partir de 2001-2002, quando a demanda chinesa por minério de ferro esquentou. Se é verdade que a navegação de cabotagem pela costa brasileira se expandiu a taxas superiores às do transporte interoceânico entre o final do século passado e os dois primeiros anos desta década, a partir de 2003 o frete entre o Brasil e o Japão e a China superou tudo que ocorreu até então. Esse é o destino de 60% dos quase 100 milhões de toneladas extraídos de Carajás e embarcados no porto da Ponta da Madeira, em São Luís do Maranhão, no ano passado.
O faturamento com a venda desse volume de minério rendou 5 bilhões de dólares. Mas a conta do frete foi a US$ 9 bilhões. Só uma minúscula parcela dessa última conta ficou com o transportador brasileiro. Se a Docenave não tivesse sido sufocada e quase extinta, até renascer apenas para redistribuir internamente minério trazido por outros navios internacionais, e para a cabotagem, alguns desses bilhões seriam faturados pelo Brasil, com muito maior rentabilidade do que a comercialização do minério. Mesmo com seu crescimento recente, dominando 70% do transporte entre os portos marítimos brasileiros, a Log-In só faturou US$ 120 milhões.
O erro de avaliação e de decisão, que destruiu a posição brasileira no mercado internacional de fretes, é evidente. A prova definitiva é a corrida recente que a Vale faz para afretar navios e reconstruir uma frota própria. Chegou-se a especular sobre a encomenda de dois ou três super-cargueiros de 540 mil toneladas. Os navios encomendados, porém, não estarão nos mares antes de cinco anos, por causa do excesso de demanda nos estaleiros espalhados pelo mundo, que estão lotados de pedidos.A busca do tempo perdido, se vier a se consumar, talvez ocorra quando o mercado já não estará tão aquecido quanto nos últimos quatro anos. Comprovado o erro desastroso, falta saber por que ele foi cometido: por simples imprevidência ou por qualquer outro motivo. Mas esta é uma história na qual ninguém parece querer tocar no Brasil. É uma típica batata quente.

O poder absoluto e suas absolutas distorções

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

Não vou, ao menos por enquanto, discutir se a atriz alemã Nina Hoss, filha do deputado “verde”, Willi Hoss, há vários anos com presença no meio acadêmico do Pará, merece ou não ser a primeira “embaixadora especial do Pará”, título que passou a ostentar no final do mês passado. Com o que não concordo é com o método adotado para a criação: em regime de urgência urgentíssima, a honraria foi instituída e, de pronto, concedida, tudo feito em circuito fechado e por decisão arbitrária (mais uma) da governadora Ana Júlia Carepa e sua entourage, o cenáculo dos sábios plenipotenciários.
Para não haver dúvidas e suspeições sobre uma “ação entre amigos”, o governo devia ter constituído um conselho, composto por pessoas credenciadas a esse tipo de avaliação, que sugeriria nomes e opinaria sobre os que lhe fossem submetidos. Assim, ao invés de decretos categóricos e auto-suficientes, os atos seriam fundamentados, o que permitiria ao cidadão tomar ciência (e, eventualmente, aprovar) o seu embaixador honorífico, legitimando o seu mandato.
Embora o título seja simbólico, ele tem conseqüências. Uma delas é material: as idas e vindas do representante honorário serão custeadas pelo contribuinte paraense. Ao “toma lá”, por isso, devia corresponder o “dá cá”, abolido in limine. A outra conseqüência é – digamos assim – moral: sem colegiado, quem é que avaliará o desempenho da nossa primeira representante (e dos que vierem a segui-la, com a expedição de novas delegações de poderes)? Ora, no processo atual, os que lhe conferiram o título. Ou seja: os mesmos. O que acentua ainda mais o caráter da medida: uma ação entre amigos.
O arbítrio é, no Brasil, uma prerrogativa do chefe do poder executivo (federal, estaduais e municipais). Eles tudo podem porque têm a chave que abre os cofres públicos e a caneta que demite e admite no serviço público (com ênfase no presidente da república, com acesso ao erário mais robusto e à mais extensa folha de pessoal). Um embaixador inglês que observou essa concentração de poder ainda na década de 30 do século passado, Ernest Halmbloch, num livro sugestivamente intitulado Sua Excelência, o Presidente, foi expulso sumariamente do país pela autoridade suprema ofendida. Por ter dito a verdade.
Punido o herege, a prática permanece imutável até hoje. Os integrantes do Ministério Público elegem seus favoritos para uma lista de mais votados para a chefia do MP, mas o governador pode, dentre estes, escolher quem quiser. Da mesma forma, tem o poder sacramentador absoluto em relação aos novos desembargadores, podendo ignorar a hierarquia da lista que lhe é submetida. Essa prerrogativa é exercida majestaticamente pelo quase soberano, mas cada vez mais provoca crises. A diversificação da sociedade e a complexidade na sua representação colidem com essa verticalização no mando pelo chefe do poder executivo.
Faria muito bem à sociedade e à democracia se essa instância fosse suprimida. Cada categoria e cada instituição responderiam por seus atos, dando-se conteúdo a uma autonomia que existe apenas na letra vazia da lei e na formalidade da sua aplicação. O ordenador final e geral da despesa pública, que é o chefe do poder executivo, exerceria a função de coordenação e correção, no que lhe coubesse, a posteriori, ao invés de invadir previamente a seara alheia e tumultuar o equilíbrio entre os poderes. Muitos problemas seriam prevenidos e outros tantos resolvidos. Como este em fermentação e ebulição, da Universidade do Estado do Pará.
A UEPA é como outras instituições de ensino superior, que, ao invés de criarem efeito demonstrativo, funcionando como laboratório e modelo para outras engrenagens da sociedade, menos superiores e exemplares em seus pressupostos, acaba repetindo os procedimentos viciados ou deformados de outros agentes, como os políticos e seus partidos. Desde novembro, a instituição lava roupa suja e exibe suas máculas na tentativa de escolher seus novos dirigentes.
Ao invés de ser olímpico e modelar, o processo eletivo tem regras e procedimentos suspeitos, quando não viciados. Sob o impulso categórico de que só interessa ganhar, vale quase tudo (e um pouco mais), embora geralmente os candidatos aleguem a pobreza e a carência da instituição. Nem por isso se tornam mais moderados e ponderados nos seus projetos de poder.
Na cadeia de erros e deslizes, porém, a pior iniciativa foi a da governadora Ana Júlia Carepa, acolitada pelos seus inefáveis “luas pretas”. Ela podia alertar a comunidade acadêmica da UEPA e advertir os futuros dirigentes para suas responsabilidades, antecipando-lhes sua vigilância na observação da lisura e dos interesses superiores do Estado, mas não devia ir além do reconhecimento da autonomia universitária, ainda quando mal exercida.
Se um questionamento judicial suspendesse (temporariamente ou em definitivo) sua sanção, como ocorreu, devolveria à universidade o poder de suprir a lacuna. Mesmo havendo dúvidas e contradições formais quanto a essa autonomia, por que não deixar ao Conselho Universitário a tarefa (e o ônus) de indicar o reitor e o vice-reitor temporários, até a deliberação final da justiça sobre o contencioso armado pelos pretendentes aos cargos?
O bom senso é ignorado em proveito da voracidade pelo poder, o poder todo. Maquiavéis de orelha de livro e Richelieus de algibeira engendram operetas para justificar a desastrada intervenção da governadora em mais esse capítulo da já cabulosa novela. Diz o chefe da casa civil que o drama seria evitado se um dos candidatos, ao invés de recorrer à justiça da suposta decisão que a governadora iria tomar, esperasse pela concretização do ato. Ele teria uma agradável (e surpreendente, para abusar da tautologia e do pleonasmo) surpresa: o candidato de preferência de sua excelência era ele, não o adversário, tido como pule da vez.
Diante desse enredo, cabe a legendária frase do grande Machado de Assis, este, sim, um autêntico bruxo: ao vencedor, as batatas. A nós, o circo.

Fuso

No Repórter Diário:

Conforme divulgou quinta-feira o Jornal Nacional, já seguiu para sanção presidencial o projeto de lei que altera o fuso horário no Pará, Acre e Amazonas. As propostas, que tramitaram em conjunto, são de autoria dos deputados Elcione Barbalho (PMDB-PA), Lira Maia (DEM-PA) e do senador Tião Viana (PT-AC). Se sancionado, o projeto garantirá ao Pará trabalhar em fuso unificado.

Petistas funcionários públicos

"Acabou-se o tempo em que o militante do PT era aquele funcionário do Banco do Brasil, que saia candidato a vereador ou a prefeito no interior, carregando sua bandeirinha.

Hoje, quando se chega nos lugares mais distantes do país nos deparamos com a campanha eleitoral mais cara sendo a do PT.

Os militantes do PT acabaram. Hoje, só tem funcionário público, isto é, petista remunerado."

Frase do Senador Sérgio Guerra, durante encontro regional do PSDB, sexta-feira, em Santarém.

Paysandu começa sua jornada de redenção

No AMAZÔNIA:

Ainda tentando se recuperar do fracasso no primeiro turno do Campeonato Paraense, o Paysandu entra em campo, hoje, às 17 horas (de Belém), para encarar o São Raimundo, em Santarém, com o objetivo de dar início ao pacto lançado pelo técnico Edson Boaro. O novo comandante bicolor, que fará sua estréia no comando da equipe, quer que o grupo tenha uma seqüência de 11 vitórias para que o Papão comemore a conquista do segundo turno e garanta assim a participação na decisão do Parazão e as vagas na Série C deste ano e na Copa do Brasil de 2009.
'Não podemos parar e pensar no que aconteceu no primeiro turno. Temos que encarar esse jogo com o São Raimundo e todos os outros que virão pela frente como verdadeiras decisões', declarou Edson Boaro, que acredita em um desempenho melhor da equipe nesta segunda etapa da competição. 'Esse grupo de jogadores merece crédito pois, apesar da derrota na semifinal contra o Águia de Marabá, já deu uma boa resposta no primeiro turno. Acredito em um aproveitamento bem melhor agora e que estaremos na decisão do campeonato'.
Mas, para a partida, o técnico alvi-azul tem, pelo menos, quatro desfalques de peso - o lateral-direito Marquinhos Belém, que até a sexta-feira aguardava o resultado dos seus exames cardíacos; o meio-campista Rafael Oliveira, com uma contratura na coxa direita; o atacante Luís Mário, que se recupera de virose; e o volante Guilherme, que pediu, há dois dias, rescisão contratual.