segunda-feira, 28 de abril de 2008

Salão do livro caro (2)

A realização do salão do livro em Santarém merece elogios.
Estudantes e professores frequentram um espaço onde puderam entrar em contato com escritores, conheceram novos títulos e assistiram a vídeos educativos.
Mas o evento foi um garimpo sem malária para editoras e livrarias diante da exorbitância dos preços dos livros ali comercializados.
Os expositores não se mostraram nenhum pouco interessados em praticar preços mais acessivos para a difusão de boas obras literárias.
Até porque a verba do Cred Livro e o bônus da prefeitura dados aos professores foram suficientes para aplacar a ganância dos editores.
Quer dizer: o professor foi subsidado para adquirir títulos a preço que o expositor bem quis, isto é transferiu seu crédito quase que obrigatoriamente a uma bem montada e predadora estratégia comercial que aparenta ter um flair play de benemerência.

Melô do preguiçoso

No Reporter Diário, hoje:

O muito anunciado e sempre adiado asfaltamento da rodovia BR-163 está na base do “melô do preguiçoso”, aquele que diz que quem espera sempre alcança. Anuncia-se agora que o governo federal pretende transferir ao 8o Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), sediado em Santarém, a missão de pavimentar integralmente os quase 1.000 quilômetros do trecho paraense da Cuiabá-Santarém.
Ocorre que o Exército fez seus cálculos e sinalizou que só consegue asfaltar 30 quilômetros por ano. Nesse ritmo, a estrada vai levar 30 anos para ficar prontinha para a inauguração. Em 2038!

Jatene já admite discutir candidatura a prefeito de Belém

Do Espaço Aberto:

O ex-governador Simão Jatene, antes resistente em aceitar a candidatura a prefeito de Belém, continua resistindo, mas não tanto como há um dois meses. “Ele já admite, sim, conversar sobre o assunto”, garantiu ao blog à noite, depois de chegar de Barcarena, o senador Flexa Ribeiro, presidente regional do PSDB.
Os dois – Flexa e Jatene – conversaram neste final sobre o assunto, até porque participaram em Barcarena de mais um encontro regional dos tucanos, o quarto de nove que estão programados para se realizar em cidades-pólo do Estado. O último está marcado para Belém, no dia 15 de junho, portanto apenas 15 dias antes do prazo fatal de 30 de junho para que os partidos, por meio de suas convenções, homologuem as candidaturas a cargos majoritários e proporcionais ao pleito de outubro.
Flexa informou que Jatene não deverá decidir se será ou não candidato até esta quarta-feira, 30, conforme pretende segmento do PSDB que se mostra incomodado com a demora numa definição. Mas afirma que, ao contrário do que pode parecer, o partido não está “em cima do muro” e nem indeciso.“Nós estamos conversando e temos conversado sobre o assunto constantemente. Não estamos parados, não. Temos conversado com todo mundo, inclusive com o senador Mário Couto, um grande companheiro”, disse Flexa.
Quando confrontado com a indagação sobre qual é a opção e quais são as pretensões do PSDB hoje, Flexa não mede palavras e repete o que já havia adiantado ao blog no início em meados de março: “Hoje, final de abril, nossa pretensão é lançar o ex-governador Simão Jatene como candidato a prefeito de Belém, tendo como vice na sua chapa a ex-governadora Valéria Pires Franco, do DEM. Assim, repetiríamos a chapa vitoriosa ao governo do Estado nas eleições de 2002”, resume o senador.
Resta saber se já combinaram com os russos, no caso os democratas, que até agora, a exemplo do PSDB, não cogitam outra chapa que não uma que tenha na cabeça a ex-governadora Valéria Pires Franco.

domingo, 27 de abril de 2008

Frei Betto critica a postura da mídia

Larissa Oliveira
Repórter de O Estado do Tapajós

São Leopoldo(RS) - Frei Betto participou, ao meio-dia, do Bate-papo Jornalístico, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, no Restaurante Capri, em São Leopoldo. Em meio aos participantes, falou por mais de uma hora sobre política nacional e latino-americana e seu envolvimento com a comunicação.
A agenda ficou apertada. Vindo direto do Aeroporto Saldado Filho, o encontro, que deveria começar ao meio-dia, ocorreu apenas às 12h40mim, por atraso na chegada do vôo. No local, cerca de 30 pessoas ligadas ao Sindicato e a veículos de comunicação da região metropolitana conversaram com o frei.
Marcado por sua história política - que se confunde em vários pontos com a história política do Brasil -, Frei Betto começou seu discurso com a afirmação de que "ser frade é uma condição de vida".
Dominicano, sua ligação com São Leopoldo é antiga. A experiência está relatada no livro Batismo de Sangue, com o qual conta o período em que viveu enquanto estudante seminarista com padres franciscanos na cidade, durante a ditadura militar. "Na verdade, eu estava contrabandeando gente, mandando perseguidos políticos para o Uruguai a pedido de Marighella", conta. Ele disse que sente pelos franciscanos acabarem tendo se complicado com o governo por sua causa, mas que não se arrepende do que fez.
Frei Betto sempre trabalhou com jornalismo. Estreou na extinta revista Realidade em 1967. Escreveu por 12 anos no Estadão. Atualmente, colabora em diversos veículos em todo o Brasil e na América Latina, entre eles, a revista Carta Capital e o jornal Correio Rio-Grandense, de Caxias do Sul. "Escrevo em média seis artigos por mês", conta.
Política
Frei Betto afirma que o governo Lula sustentou-se por muito tempo no Congresso e nos Movimentos Sociais. Contudo, desprezou o último, que foi quem o levou ao poder. "Hoje, ele se tornou refém do Congresso, onde o PT é periférico". O frei critica também a estratégia de governabilidade atual, que é a de "se manter no poder", como ele diz, ao invés de se construir um projeto histórico para o país. "O governo se preocupa apenas em manter as coisas como estão", defende.
Ex-assessor do primeiro mandato de Lula e um dos criadores do programa Fome-Zero, o Frei Betto diz que governo é diferente de poder, pois o poder transcende a mandatos. "A máquina do Estado brasileiro foi criada para servir à elite. A saída do Brasil passa por reformas fundamentais, como a política e a agrária. Senão, continuaremos como estamos hoje", afirma o homem que vê a solução no reforço dos movimentos sociais e na mudança das estruturas, que chama de "arcaicas do poder". E completa: "O PT e o governo Lula não são mais capazes de realizar isso".
"Entendi trabalhando no Planalto, por que as elites não fazem passeatas: elas têm a chave do poder"
Contudo, Frei Betto é contundente ao dizer que continua achando Lula o melhor para o Brasil e para a Antérica Latina hoje, como o único com viabilidade de mandato.
Para o Fome-Zero dar certo, o programa supunha uma reforma agrária, o que não aconteceu. Frei Betto diz ter saído do governo pelo o rumo que o programa tomou. "O que seria um programa emancipatório se transformou em compensatório por fins eleitorais". O livro Calendário do Poder fala justamente dessa experiência.
América Latina
Como não poderia deixar de ser, o tema América Latina foi recorrente durante o Bate-Papo. Sobre vitória do amigo Fernando Lugo para a presidência da Paraguai - Frei Betto esteve recentemente no país no anúncio da vitória - ele declara que não há como prever como será seu governo. "É muito cedo para saber, principalmente por não sabermos ainda qual será sua representabilidade no congresso, já que as eleições congressistas ainda não ocorreram".
"O Brasil criou uma tradição imperialista em relação à América Latina. Agora, os vizinhos estão cobrando"
Declarando que o Brasil sempre teve atitudes imperialistas diante de seus vizinhos latino-americanos, Frei Betto citou o caso do atrito entre Evo Morales e a Petrobrás, a única empresa compradora do gás boliviano a reclamar do aumento de preço. "Todos os outros países reconheceram que o preço anterior era explorador".
Ainda assim, Frei Betto se diz um apoiador da política externa do governo Lula, que julga inteligente por voltar a afirmar sua independência em frente aos blocos hegemônicos mundiais. Diz ser acertada a atitude de se aproximar de países da África, da China e de países árabes, enquanto os Estados Unidos se preocupavam com o conflito no Oriente Médio. "O Itamarati é uma escola exemplar de diplomacia. Com mecanismo como o Mercosul, o Brasil tem buscado uma reaproximação entre os países sul-americanos".
Imprensa
Frei Betto avalia que a imprensa brasileira passou por um processo de libertação, mas o jornalismo não. A explicação é que hoje repórteres se guiam pela linha editorial dos patrões e que há uma grande disparidade entre editores-chefe, editor, repórteres e estagiários, muitas vezes explorados.
Quando trabalhava na revista Realidade, diz que os jornalistas da época não se guiavam pela cabeça do patrão. "Havia grandes brigas nas redações para os repórteres fazerem o jornalismo que achavam correto, até que os anunciantes se juntaram para fazer com que a revista mudasse", lembra.
Sobre a diferença entre a imprensa latino-americana e a brasileira, ele diz não conhecer a primeira profundamente, mas tem a impressão de que a brasileira é mais democrática, apesar de estar organizada em algumas grandes empresas. "É mais organizada por se estruturar de forma capilar, talvez por ter mais meios ou mais tradição jornalística", comenta.
Quanto à editorialização dos veículos, defende que não se deve sacrificar informação por opinião, o que acontece freqüentemente. Frei Betto cita a revista Veja como exemplo deste processo. Por vezes, seus artigos foram publicados no Estadão com um editorial contra o que tinha escrito, mas ainda assim foi publicado.
Para ele, há uma dificuldade da imprensa brasileira em ser autocrítica e projeta: "Passarão o segundo semestre inteiro analisando como a mídia se comportou no caso Isabella, mas em quanto o caso está fresco é explorado ao máximo. Perdemos o senso da realidade pelo Ibope".
Frei Betto comenta que no dia seguinte ao assassinato da menina, a Polícia do Rio de Janeiro entrou em uma favela e matou nove jovens e nada foi noticiado. "Cadáver de classe média é mais importante do que um cadáver pobre. E esse ainda, mais grave, morto pelo braço do Estado".

Tuna é o próximo adversário do São Raimundo

Em jogo marcado para o próximo sábado, no Barbalhão, o São Raiundo enfrentra o time da Tuna.
O Pantera já disputou três jogos: perdeu dois( Paysandu e Ananindeua) e venceu um(Ananindeua).

Final: São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo

Encerrrado aos 48'.
São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo
Renda: R$ 37.500,00
Público pagante: 3.629 pagantes
Público total: 4.308

Fim do primeiro tempo: Remo 1 a 0.

Encerrado 1º tempo aos 46'.
São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo.

São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo

Léo Guerreiro, aos 19' do 1º tempo.
São Raimundo 0 x 1 Clube do Remo.

São Raimundo 0 x 0 Clube do Remo

17' do primeiro tempo.
São Raimundo 0 x 0 Clube do Remo.

Livro aponta políticas públicas de saúde

Kid dos Reis

Um mergulho profundo nas contradições das políticas públicas governamentais executadas por presidentes, governadores, prefeitos, secretários de Estado e Municipais, senadores, deputados e vereadores nas soluções para as questões da saúde pública voltada para brancos, negros e índios nos nove Estados da Amazônia Legal.
Este é o sentimento pesquisado racionalmente e que norteia o pensamento do diretor geral do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, da Universidade Federal do Pará (UFPA), doutor, mestre e especialista em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde/FioCruz, no Rio de Janeiro, Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira, ao lançar o seu livro Desigualdade Regional e o Território da Saúde na Amazônia, nesta terça, 29, a partir da 14 horas, no estande do Instituto Evandro Chagas, durante a realização do XIV Congresso Médico Amazônico, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
O diretor do Hospital Betina resolveu colocar o dedo na ferida destas políticas públicas aplicadas em todos os Estados da Amazônia Legal e apontar saídas para o cenário. “Sem introduzir variáveis fundamentais como a extensão territorial, densidade demográfica, ou seja, população por metro quadrado, além do sexo, idade, etnia, capacidade de arrecadação, acesso aos bens informacionais e levar em conta a realidade socioepidemiológica regional, não é possível construir, no mínimo, arranjos institucionais para dotar o sistema de saúde da complexidade necessária para atender a nossa Amazônia Legal doente”, enfatiza Paulo de Tarso.
O autor revela em seu livro que cidades amazônicas com até 50 mil habitantes possuem riscos altos de febre amarela, chagas, malária e dengue. Acima de 50 mil, os perigos são as doenças respiratórias, a contaminação pelo mercúrio e a dengue. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, a saúde é atingida pelas doenças crônicas degenerativas. “Esta realidade não é um número meramente matemático. É social, cruel e se entrelaça em toda a região, quer para quem vive nas áreas urbanas ou rurais. Já passou da hora de construir um olhar holístico sobre a saúde pública no Brasil e na Amazônia, a partir das especificidades de cada região. Não dá mais para pensar a saúde para a Amazônia como se estivéssemos em Brasília, no Rio de Janeiro ou no Rio Grande no Sul”, enfatiza.
Paulo de Tarso enfatiza que, por exemplo, o Ministério da Educação (MEC) não poderia determinar que não se crie mais Universidade ou Faculdades de Medicina no Brasil pensando somente com a cabeça do Sudeste ou do Sul brasileiro. “É uma irracionalidade e falta de visão do que é o Brasil amazônico. No Amapá não existe uma Faculdade ou Universidade de Medicina. Como o governador e os prefeitos vão encarar e resolver a questão da saúde pública naquele Estado? Como formar um profissional na região, se não tem instituição educacional? Como atender a população, se não existem médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde? Como atacar e combater as doenças e garantir este direito básico que é a saúde para o cidadão?”, questiona.
Ele acrescenta que se não for pensado mecanismos coletivos de combater os padrões de desigualdades sociais e econômicas, principalmente na Amazônia; resolver a questão da ocupação desordenada do latifúndio; ampliar a interiorização dos acessos aos recursos tecnológicos e investir profundamente na implementação do ensino médio e superior em todas as cidades da Amazônia Legal, a saúde corre o risco de se agravar ainda mais. “Os grandes equipamentos de saúde pública concentram-se nas cidades com mais de 100 mil habitantes e isto promove uma exclusão social da população dos seus direitos básicos e não se realiza um preceito básico constitucional, que é o direito à saúde para todos”, detalha.
O autor exemplifica que em 2005, segundo os dados do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a Amazônia Legal possuía 761 municípios. Em 2008, este número saltou para 775 cidades. “Dos 761 municípios, 80% eram compostos por menos de 50 mil habitantes. Já os 775 municípios possuem menos de 30 mil habitantes. Agora imagina que, por exemplo, no Pará, as UTIs neonatal estão concentradas praticamente na capital paraense, nem toda água consumida pela população amazônica e tratada, além do que o saneamento básico não é para todos”, aponta, acrescentando uma indagação: “ Dá para falar em cidadania neste cenário”?, questiona.
Para finalizar, Paulo de Tarso aponta um dado assustador. “Como posso construir uma política de saúde pública para Brasil, se os Estados da região - em especial os da Amazônia Legal - possuem taxas mal definidas sobre a mortalidade infantil e quais foram as verdadeiras causas dos óbitos de milhares de pequenos cidadãos brasileiros.Como vou traçar uma política de saúde para a infância, se não conheço a causa mortis

Público dependente do final de Fla x Botafogo

Aos 5 minutos do primeiro tempo ainda tem torcedor chegando ao estádio Barbalhão para assistir ao jogo São Raimundo x Clube do Remo.
Tudo por causa do jogo Flamengo 1 x 0 Botafogo que o torcedor preferiu assistir pela televisão e que começou as 15 horas.

Obina apaga o fogo do bota

Um rastilho de três toques de bola que começou com Leo Moura, alcançou Marcinho e acabou nos pés de Obina luquidou o Botafogo, ainda há pouco no Maracanã.
Mengão 1 x 0.

O eterno mocorongo

A seção de Cartas de O LIBERAL publica hoje, sob o título acima, a artigo a seguir, assinado por Laura Simões.
Leia abaixo e logo a seguir o complemente do Espaço Aberto:

No dia 25 de abril de 1918 nascia em Santarém do Pará Osmar Loureiro Simões, o inesquecível Radialista santareno. Seus pais portugueses se radicaram em Santarém, no princípio do Século XX: Antônio Simões Torres d’Albuquerque e Felisbina Loureiro Simões.
Ele, empreendedor nato, industrial e comerciante; ela, da nobreza portuguesa, tinha o brasão Loureiro em suas propriedades. Voltaram a Portugal para batizar o filho Osmar em Vianna do Castelo.
Osmar teve um irmão e uma irmã. O irmão Antônio, chamado Simõeszinho, teve o nome perpetuado na Avenida Antônio Simões, como reconhecimento pelos serviços prestados a Santarém. Sua irmã, professora Maria Hermínia, foi inesquecível mestra de duas gerações. Estudou interno no Colégio São Jerônimo da professora Clotilde Peixoto Pereira e concluiu o Pré-Médico no Ginásio Paes de Carvalho.
Ingressou na radiofonia paraense, na PRC-5, Rádio Clube do Pará, onde foi locutor, apresentador de programas de auditório, rádio-ator no auge das novelas e comentarista esportivo, bela voz e grande versatilidade.
Durante a II Guerra Mundial, serviu no 34º BC e recebeu a espada de Oficial da Reserva do Exército (CPOR). Em janeiro de 1954, casado com Laura da Cunha Simões e com três filhos, voltou para Santarém, a fim de assumir a gerência da Caixa Econômica Federal, onde desempenhou atividades importantes até aposentar-se.
Naquele tempo, Santarém sofria os atrasos de cidade do interior. A Rádio Clube de Santarém fora do ar em razão da morte de seu fundador Jonathas Almeida e Silva. Com sua preciosa experiência radiofônica, aceitou o desafio e conseguiu ajuda do amigo Adalberto Gentil e outros abnegados que colocaram a estação no ar, para deleite dos santarenos.
Era um entusiasta dos esportes, a ponto de custear a instalação da luz elétrica no Estádio de Futebol dos Franciscanos, proporcionando jogos noturnos, para satisfação dos aficionados do Futebol. Era azulino: seus clubes prediletos eram o São Francisco, em Santarém, e o Clube do Remo, em Belém. Foi sócio permanente do Asilo São Vicente de Paula, do Clube Recreativo e sócio fundador do Lions Club de Santarém.
Osmar possuía senso de justiça e coração magnânimo, revelando-se em episódios marcantes, como a solidariedade eficaz aos imigrantes nordestinos, que chegaram a Santarém, na década de 50, expulsos por implacável seca. Centenas vieram e se alojaram logo embaixo do trapiche municipal. Desespero, fome, miséria e alguma esperança, era o clima reinante entre eles. Chocado, tomou a iniciativa de sair às ruas pedindo o auxílio da população para os irmãos flagelados. Clamava pelo alto-falante e as ofertas iam surgindo: lençóis, redes, alimentos e roupas amenizaram a situação. Quem muito lucrou com a permanência dos emigrantes nordestinos foi Santarém, eis que pagaram com o trabalho honesto a acolhida fraterna que receberam.
Quando houve o roubo da imagem da Padroeira Nossa Senhora da Salvação, na comunidade de São Luiz do Guajará, Osmar, solidário, providenciou junto a talentoso artista sacro o entalhe de peça idêntica à primitiva, que lá chegou em caravana fluvial, sendo recebida com fogos e alegria pelos moradores devotos.
Osmar tinha arma poderosa a seu favor: o microfone! Com ele usava seu talento e destemor a serviço da comunidade. Seu programa de maior audiência era 'A Tribuna Popular', também o 'O Assunto é Este' e neles requisitava das autoridades serviços urgentes de segurança, limpeza de ruas, iluminação pública etc., tudo o que beneficiasse e tranqüilizasse a população.
Era homem de fé, amigo dos padres, do bispo, das religiosas, aos quais emprestava seus dons de radialista, gratuitamente, na divulgação das obras e efemérides da Igreja. Fez vários programas e recitais no Cristo Rei, no Centro Recreativo, no Cinema Olympia, apresentou o I Festival de Canções Santarenas, sempre lembrado pelo seu talento versátil, seu porte elegante e fluência verbal privilegiada.
Foi um dos fundadores da Rádio Rural de Santarém. Acompanhou a obra desde os alicerces até a inauguração, sendo diretor artístico, por muitos anos. Dirigia o departamento esportivo da Rádio Rural e seu programa de esportes era escuta obrigatória.
Alternava seus comentários com os de seus jovens pupilos, formando, com sua didática e exemplo, uma equipe de talentos fantásticos na qual despontaram Guarany Júnior, Herbert Tadeu Mattos, Santino Soares, Cláudio Serique, Oti Santos, Ércio Bemerguy, todos santarenos que hoje brilham no jornalismo, radiofonia e desportos da Capital.
Vibrava com tudo o que significasse progresso para Santarém. Visitava a construção da Hidrelétrica de Curuá-Una e as obras da abertura da Rodovia Santarém-Cuiabá. Fotos de mateiros, picadas abertas na selva, operários e tratores, tudo divulgado. Vinha esperançoso e, muitas vezes, doente.
Osmar Simões, o ardoroso mocorongo, faleceu no dia 4 de julho de 1986, uma sexta-feira. Morte súbita, dolorosa para seus familiares, amigos e para a comunidade mocoronga que lamentou essa perda pelo reconhecido valor que sua vida representava na Cultura e na Radiofonia da Pérola do Tapajós.
Paz a sua alma!
Nosso silêncio, nossa saudade!
Laura Simões

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Laura Simões traçou de seu saudoso marido perfil dos mais verdadeiros. Aliás, dona Laura é uma artista que, com discrição proporcional ao seu talento, hibernou tanto para os círculos íntimos que sua arte é conhecida apenas de familiares e amigos mais chegados. Mas dá gosto ver seus quadros, como dá gosto ler as descrições que eventualmente faz de pessoas e daquela Belém de antigamente – das décadas de 40 para frente -, que se mantém viva em memórias privilegiadas como a dela.
Não é só a família Simões que tem seu Osmar vivíssimo em seus corações e em suas lembranças. Seus muitos amigos também. Os quarentões santarenos lembram-se dele como de alguém que, além da figura pública de radialista, fazia-se notar com uma personalidade que marcava presença onde quer que se encontrasse.
Osmar Simões era uma piadista de primeira. E não dispensava, claro, seus ancestrais patrícios português. Cinco minutos perto dele já eram suficientes para produzir boas gargalhadas. Era realmente, com destaca dona Laura, um apaixonado azulino – tanto pelo Remo como pelo São Francisco, o Leão mocorongo. Toda Santarém sabia disso, porque era ostensiva sua paixão. Mas toda a cidade também reconhecia a imparcialidade com que comentava as partidas de seu clube.
Osmar era tão fanático que freqüentemente - sobretudo em semanas de clássico, quando o São Francisco jogava contra o São Raimundo -, tão logo se encerrava o expediente na Caixa Econômica, na Travessa 15 de Novembro, ele partia para acompanhar o treino do São Francisco, num campo de chão batido que havia ali pelos lados de onde se situa o Iate Clube de Santarém. E se fazia acompanhar, nessas ocasiões, de torcedor que àquela altura tinha seus 10, 12 anos de idade e também nutria pelo São Francisco uma paixão tão intensa que chegava a tomar Passiflorine e água com açúcar nos dias de Rai x Fran, para aplacar-lhe as tensões. Quem muitas vezes insistiam em continuar.
Além dos vários programas que dona Laura mencionou, Osmar Simões também apresentou durante muito tempo um dos programas de maior audiência em Santarém, “O Poemas e Canções”, em dupla com o professor e poeta Emir Bemerguy. O programa era transmitido aos domingos à noite, pela então Rádio Educadora – hoje Rádio Rural -, quando a emissora ainda se situada no bairro do Carananzal.
Também foi o comandante do programa “Tribuna Popular”, no qual discorria sobre fatos variados, num português corretíssimo, que nem os improvisos eram capazes de macular. O “Ponto de Vista”, comentário que Osmar Simões fazia no programa de Esporte da Rádio Rural, no início das tardes, também atraía audiência incomparável, numa época em o rádio reinava absoluto, eis que a televisão ainda não havia chegado a Santarém.
Osmar Simões está vivíssimo. Para alegria de quantos jamais se esquecerão dele com muita saudade.

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Nota da redação:

Paulo Bemerguy, editor de Espaço Aberto, é o torcedor que àquela altura tinha seus 10, 12 anos de idade e também nutria pelo São Francisco uma paixão tão intensa que chegava a tomar Passiflorine e água com açúcar nos dias de Rai x Fran, para aplacar-lhe as tensões.

Maria desesperada (2)

Anônimo fez comentário sobre a postagem "Maria desesperada":

Você já notou o rosto da Maria, desfigurado pela incompetência de quem recebeu muito dinheiro e pouco fez.
Alguns petistas já admitem que tudo está perdido. Ontem estavam fazendo propaganda eleitoral em carro som pelas ruas da cidade.
Onde anda[sic] o Erasmo, o Hendersson?,
Será que já estão fazendo parte deste Governo de parte da elite?

Fuso e parafuso

De um leitor que se assina Vigilante:

Acordar cedo faz bem à saúde, diz o velho ditado.
Quem madruga, Deus ajuda.
Não entendo a histeria de uns bons vivant porque os relógios de Santarém vão adiantar uma hora no final de junho.
Curioso, quis saber quem eram esses seres pre-históricos refratários à unidade do horário brasileiro(exceção ao Acre).
Deparei-me com uma alcatéia, cujo membros são travestidos de intelectuais de meia-tijela.
O primeiro uivo que me chegou aos ouvidos foi de um funcionário público acostumado a chegar na repartição após oito horas, quando nos tribunais superiores o expediente já está no meio da manhã.
O segundo, de um notígavo inveterado, que advoga em, causa própria, per si, lamentando que suas noitadas irão se encerrar uma hora mais cedo, biologicamente falando.
O terceiro, inocente útilitário, embarca numa canoa furada de considerar apenas o nascer do sol como espetáculo da natureza. Talvez porque na hora do nascente ele esteja, ainda, se revirando na cama com as cortinas do quarto cerradas.

Palmeira é o indicado por Jader para a Eletronorte

Na coluna “Repórter Diário”, do Diário do Pará:

O engenheiro Jorge Palmeira é o indicado do deputado federal Jader Barbalho para assumir a presidência da Eletronorte. Palmeira já ocupou duas diretorias da Eletronorte – e, inclusive, a presidência, interinamente. Possui um dos melhores currículos do setor elétrico brasileiro, tendo feito quase toda sua carreira dentro da própria Eletronorte.
Além de paraense, Palmeira tem suas raízes familiares na política do Pará, sendo filho do ex-presidente da Assembléia Legislativa, deputado Geraldo Palmeira.

Socialistas em pé de guerra

Foi pedida proteção policial para os convencionais do PSB que estarão reunidos em congresso da legenda hoje em Santarém.
Há dois grupos 'socialistas' brigando de foice no escuro: do evangélico Reginaldo Campos e do aspone "Gaúcho', bate-pau do vice-governador Odair Corrêa, que deixou o partido no ano passado.

Contra o poder

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal

As duas principais revistas de reportagem em circulação no Brasil são Brasileiros e Rolling Stone. RS é a que tem mais “pegada”, como se diz no boxe, porque Brasileiros se preocupa mais com a individualidade dos personagens e o enfoque positivo das questões, mais narrativa do que problematizadora. RS, mesmo dedicando a parte maior de suas páginas à música, sobretudo ao rock e derivados, tem bom espaço para longas reportagens bem escritas, mais críticas, no melhor exercício de jornalismo.
Por isso, fiquei agradavelmente surpreso ao encontrar, na última edição, a de número 19, uma resenha sobre meu livro Contra o Poder. O próprio editor da revista, Ricardo Franca Cruz, assumiu a tarefa de avaliar o livro, dedicando-lhe o maior espaço da seção, reproduzindo a foto que ilustrou matéria a meu respeito no número 5 (escrita por André Vieira) e dando o conceito excelente, com quatro estrelas (só os clássicos podem receber cinco estrelas).
Mas não se trata de hagiografia, muito pelo contrário, nem de ação entre amigos. Por isso, reproduzo o que Ricardo (a quem não conheço pessoalmente) escreveu:
Há 20 anos o jornalista e sociólogo paraense Lúcio Flávio Pinto se lançou em uma luta independente contra as mazelas sociais, políticas, econômicas e ambientais dos diversos cantos da Amazônia. A luta mostrou-se difícil, por vezes quase impossível, e tornou-se – apesar de exemplo de, mais que ética jornalística, conduta humana – solitária e ingrata. Lúcio Flávio, hoje com 58 anos, e seu totalmente independente Jornal Pessoal, que ele faz desde 1987, à unha, sozinho, sem publicidade – contando apenas com as charges do irmão, Luiz Antônio – não são exatamente adorados pela poderosa elite do Norte brasileiro. Com uma tiragem quinzenal que beira os 2 mil exemplares, o tablóide tem os dois primeiros anos de existência sintetizados em Contra o Poder.
A Jader Barbalho, político de olhar desafiador, o autor dedica um capítulo, analisando de perto a trajetória de um dos maiores e mais obscuros líderes do Pará. O assassinato do advogado “defensor de posseiros em conflitos fundiários” e ex-deputado estadual pelo PMDB, “embora fosse pública sua vinculação ao PC do B”, Paulo Fonteles, é esmiuçado, permitindo ao leitor acompanhar como o repórter revelou todas as camadas da sujeira que escondia as verdadeiras causas.
Os adversários dizem que Lúcio Flávio é vaidoso, arrogante, e que o JP é apenas um instrumento para exercitar seu ego. Mas é fortalecer a sociedade, municiando-a com as informações para o entendimento da Amazônia e do país, a busca maior desse jornalista, que sabe que seu JP é para e contra as elites e, a certa altura do livro, afirma: “Quando a sociedade é fraca, o poder – político ou econômico – é desmesuradamente forte”.

sábado, 26 de abril de 2008

Paysandu vence Àguia e assume liderança do Parazão

Com a vitória de 2x0, hoje, em Marabá, o Paysandu assumiu a liderança do segundo turno do Parazão, com sete pontos, deixando Remo (6) e Águia (4) para trás.
Porém, os bicolores podem perder a primeira posição caso o Remo vença o São Raimundo neste domingo (27), em partida realizada em Santarém às 17 horas.

Lula: aliança em 2008 pensando em 2010 é "insanidade"

Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de "insanidade" o fato de alguns pré-candidatos fazerem alianças políticas em 2008 pensando em 2010. Lula fez a afirmação ao abrir neste sábado (26/04) a Campanha Nacional de Vacinação de Idosos Contra a Gripe, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. "Não tem lógica. A lógica é da especulação. Como isso não está na Bolsa (de valores), não é necessário especular", disse Lula em conversa com jornalistas, da qual participou também o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
A afirmação foi feita em resposta a uma questão sobre o apoio que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), eventualmente daria ao governador José Serra em 2010 e também ao fato de o PMDB, partido da base aliada de Lula, ter fechado acordo de apoio a Kassab este ano".
O fato de haver estas alianças municipais está dentro do prazo, porque daqui a alguns meses haverá eleições para a prefeitura", disse o presidente. Lula não quis falar sobre a posição do PT em Minas Gerais, em relação a alianças. Para o presidente, trata-se de uma questão do presidente do PT, Ricardo Berzoini, e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.
"Quero deixar claro que só participarei de campanha municipal se tiver um único candidato da base contra a oposição. Se houver dois, não estarei presente", destacou.
Nesta semana, o PMDB que é da base aliada, fechou acordo para apoiar Gilberto Kassab (DEM), embora o PT estadual também estivesse negociando o apoio do PMDB para a candidatura Marta Suplicy. "As eleições municipais não estão na prioridade do presidente", reiterou.
LulaPara ele, a unidade da base se dá no Congresso Nacional e está tranqüila. Lula disse não tem compromisso com nenhum partido, e não pediu compromisso algum para 2010. "Até porque não sou candidato", disse

Aprovados no INSS serão convocados em maio

Os candidatos aprovados no concurso do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), cujas provas foram aplicadas no último dia 16 de março, deverão ser convocados para contratação entre os dias 19 e 24 de maio. Todos serão comunicados oficialmente pelo órgão através de cartas que começam a ser entregues nos próximos dez dias. O documento traz a lista de documentos que devem ser apresentados para a contratação.
A homologação do processo seletivo foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Em todo o País, foram oferecidas duas mil vagas, sendo 1,4 mil para o cargo de técnico e 600 para o de analista. A remuneração inicial é de R$ 1.989,87 e R$ 2.243,78, respectivamente.
Para o começo de junho, está prevista a realização de cursos preparatórios para os novos servidores. Com duração de três semanas, a formação envolve aulas teóricas e práticas. Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Salvador foram escolhidas como cidades-pólo onde os treinamentos serão dados. Os convocados serão lotados em locais onde a demanda por atendimento e a carência de pessoal forem maiores. Os novos funcionários substituirão os servidores que se aposentaram, faleceram ou mudaram de carreira.
No grupo de analistas, foram selecionados profissionais nas áreas de Arquitetura, Arquivologia, Biblioteconomia, Ciência da Computação, Ciências Atuariais, Comunicação Social, Direito, Engenharia (civil, do trabalho, de telecomunicações, elétrica e mecânica), Estatística, Pedagogia, Psicologia e Terapia Ocupacional.

Rio Tinto informa que pesquisa mineral só atinge 15% da reserva na Calha Norte

Marcos Diógenes, diretor da mineradora Rio Tinto, esteve esta semana na Câmara de Monte Alegre para informar aos vereadores que o projeto está apenas na fase inicial da pesquisa.
Segundo informações do jornal Tribuna da Calha Norte, Diógenes explicou que os trabalhos da mineradora Rio Tinto na região, se resumem “apenas na pesquisa inicial” que começou em 2005 e teve que parar no final de 2006, pelo fato da criação da Reserva Ecológica Grão Pará. Disse que os trabalhos de pesquisa voltaram no mês passado, mas somente em 15% da área total pretendida pela mineradora, justamente na área de Uso Sustentável (US) ou seja, na Flota.
Segundo o jornal, Diógenes deixou claro que é muito cedo para haver mobilizações por quem quer que seja pelo fato da pesquisa está com apenas um ano e meio, sendo que será necessário mais pelo menos dois anos para que se tenha um resultado concreto, se haverá ou não viabilidade para extrair o minério.
Pelo cronograma da Rio Tinto a exploração só começaria em 2016. A maior parte da área da pesquisa, segundo Diógenes, está no município de Alenquer, uma pequena parte no município de Monte Alegre e uma minúscula parte no município de Óbidos, informa o jornal Tribuna da Calha Norte.

Memória de Santarém - Vocês se lembram?

Vicente Malheiros da Fonseca

No texto do jornalista Lúcio Flávio Pinto estão os três filhos de Wilson Fonseca (maestro) que se dedicaram à música desde crianças: Vicente, Conceição e José Agostinho.
A prima Lourdes Fonseca de Campos foi eleita rainha do Centro Recreativo.
Presente naquele concerto, também, o notável violonista Sebastião Tapajós (que, por coincidência, está em Belém e virá hoje, aqui em casa, para mostrar as gravações das músicas do seu mais recente CD "Cordas do Tapajós", que contém 4 músicas de meu saudoso pai). E tantos outros talentos santarenos, naquele ano de 1959.
Ainda me lembro do evento. Parece que foi ontem... Eu tinha 11 anos de idade (a minha irmã Conceição ia fazer 9 anos; e o "Tinho" estava com apenas 6 anos). No ano anterior (1958), eu fiz a minha primeira composição, a valsa "Experimentar", que dediquei ao tio Wilmar (escrevi sobre este fato no jornal "Uruá-Tapera", edição de janeiro/2008).
É inevitável confessar: que saudade!...
Lá se vão quase 50 anos...
Vale a pena ler (abaixo e anexo).
O trabalho de recuperação da memória de Santarém, promovido pelo Lúcio Flávio Pinto, é realmente elogiável.
(Um equívoco: José Agostinho da Fonseca Neto não é "neto", porém FILHO de Wilson Fonseca - Isoca)

Maria desesperada

A avaliação administrativa da prefeita Maria do Carmo está crescendo igual a rabo de cavalo: para baixo.
Talvez isso explique o fato da prefeita acabar de usar o programa de rádio oficial da prefeitura para ofender a oposição política ao seu governo.
Ainda há pouco, na FM 94, Maria usou o programa pago com o dinheiro público para fazer explícita campanha eleitoral. A prefeita teve o desplante de se referir ao material de campanha que utilizou em 2004 para fazer comparações com o pouco que fez de obras e serviços na cidade.
Com meias-verdades, Maria acusou a oposição e os que "não gostam" dela de serem os responsáveis por tudo que de ruim acontece em Santarém. Mas as coisas 'boas', só ela que faz ou fez.
Até parece que Santarém não está em situação de emergêrncia.
Até parece que a campanha 'Adote um buraco', da Tv Ponta Negra, está sendo veiculada em uma cidade da Suiça.
Mas Maria não dá uma palavra, por exemplo, sobre o fato de ter recebido R$ 1 mihão do governo federal, em 2005, para construir um restaurtante popular e a obra, a passos de jabuti, somente está prevista para ficar pronta este semestre.
Cadê o Ministério Público Eleitoral que nada vê?

Clube pequeno sofre

O Clube do Remo conseguiu adiar de hoje para a amanhã à tarde o jogo contra o São Raimundo.
Os cartolas azulinos alegaram que a equipe iria chegar de madrugada deste sábado para jogar à tarde e que isso iria influir no rendimento do time.
Pois bem. A FPF não contou conversa e, sem consultar o São Raimundo, atendeu de pronto o pedido do Clube do Remo.
Mas, esta mesma FPF e, salvo engano, esse mesmo presidente Antônio Carlos Nunes, não deu o mesmo tratamento ao São Raimundo no campeonato 2005.
Naquele ano, o São Raimundo viajou às 15 horas de Santarém para Belém e teve que jogar no Baenão, as 20 horas. O time saiu direto do aeroporto para o estádio.
Apesar do cansaço da viagem de avião, o Pantera foi derrotado por 1x0, com gol de pênalti inexistente.

Logística de transportes

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) realiza na próxima quarta-feira, dia 30 de abril, em Belém (PA), o Seminário Regional Norte do Plano CNT de Logística, que acontece no auditório da Assembléia Legislativa do Pará, a partir das 13 horas.
O evento reúne empresários do setor de transporte, autoridades federais, estaduais e municipais e especialistas do setor de transporte.
As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas pelo 0800 728 2891, na página do Plano (www.cnt.org.br/planologistica) e no próprio local do evento.
O Plano CNT de Logística sugere para o Pará intervenções em todas as modalidades: aeroportuária, aqüaviária, ferroviária e rodoviária, como também construção e ampliação de terminais intermodais.
Entre os projetos estão a ampliação do aeroporto de Santarém, a construção de mais de 402 km do tramo ferroviário entre Dom Eliseu (PA) e Curuçá (PA), construção da eclusa de Tucuruí, construção do terminal marítimo de Espadarte e recuperação de 983 km do pavimento das BR-158, PA-150 e PA-475 entre Santana do Araguaia e Moju.

Melhoria da saúde no interior

Em seminário promovido pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos(NAEA/UFPA) o pesquisador Paulo Piani, professor da USP propôs redes locais para efetivar o princípio da integralidade.
"O olhar da pesquisa é no sentido de que os curadores locais podem contribuir para a melhoria da saúde", complementa Piani, defendendo um rabalho integrado dos agentes comunitários de saúde e dos "curadores locais" – rezadeiras, parteiras, médicos da terra, curandeiros, etc. – para melhorar o atendimento à população do interior.

Altamira sediará a 9ª Festa Estadual do Cacau

A 9ª Festa Estadual do cacau foi lançada sexta-feira(25), no município de Altamira. Cerca de 200 pessoas, incluindoprodutores e representantes de sindicatos e entidades regionaisparticiparam do encontro.
O Estado do Pará produz anualmente cerca de 40 mil toneladas de cacau eé o segundo maior produtor nacional, ficando com o estado da Bahia aliderança do ranking. A atividade emprega quase 100 mil pessoas em todo o Estado.
A região daTransamazônica responde por 70% da produção estadual e apresenta uma dasmaiores produtividades do mundo, uma média de 1,8 mil kg por hectare.
O cacau é uma espécie de cultura que atende a sustentabilidade ambientale, além disso, pode ser cultivado juntamente com essências florestais.

Novo fuso horário

No Repórter Diário, hoje:

Autoria
Com a sanção presidencial ao projeto de lei que reduz o fuso horário do Pará, Acre e Amazonas, todo o Pará passa a ter fuso unificado ao horário oficial de Brasília. No Acre e parte do Amazonas, a diferença de duas horas em relação à capital federal cairá para uma hora. A sanção ao projeto, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC) com emendas dos deputados Elcione Barbalho (PMDB-PA) e Lira Maia (DEM-PA), foi publicada, ontem, no Diário Oficial da União, para valer a partir do dia 25 de junho.

Quimera
Depois da marcha e audiências, em Brasília, com o pires na mão, os prefeitos paraenses acreditam que o Senado aprovará a Emenda 29, que eleva de 12% para 15% os recursos federais à saúde e ainda vincula a correção da verba carimbada, às altas do PIB nacional. Essa, segundo o líder do PT na AL, Carlos Martins, é uma das principais lutas do municipalismo. Martins acompanhou a romaria de prefeitos e reuniu-se com um grupo de senadores para pedir a aprovação da emenda, já aprovada na Câmara de Deputados.

Salão do livro caro

Quem pensa que a venda de livros ( livretos) a R$ 1,00 ou R$ 3,00 é uma jogada de marketing para estimular o consumo de bons livros está redondamente enganado.
No salão do livro montado na praça São Sebastião, livro bom é sinal de carestia. Barato mesmo, só refugo das editoras.
O livro Caçador de Pipas, de autoria de Khaled Hosseini, é vendido em livraria de aeroportos por R$ 39,00 e pela internet por apenas R$ 27,90, mas está sendo vendido no salão do livro em Santarém por R$ 70,00.

Padre Aderli: despesa extraordinária

Uma reportagem ao RBS Notícias, jornal local da Rede Globo em Santa Catarina levantou uma dado alarmante sobre a busca ao Padre Aderli. Até o momento foram gastos exorbitantes R$ 564 mil.
Hoje será decretado o fim do processo, não sem antes mobilizar dois navios e um helicóptero.
É bom lembrar que em casos como esse a Marinha estipula um período de 72 horas para encontrar possíveis sobreviventes, neste caso as buscas foram estendidas pelo dobro de tempo. Mesmo respeitando a dor da família é preciso lembrar que a quantia mencionada é excepcionalmente grande e excepcionalmente exagerada quando lembramos que se trata de dinheiro público.
O montante gasto desperta inquietação: devemos pagar pela irresponsabilidade de Aderli?
Se o caso não tivesse tamanha repercussão na mídia as buscas ainda estariam acontecendo?
A matéria pode ser conferida neste link.

Eletronorte ficará em Brasília de vez?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajos

No final de março a diretoria da Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil) decidiu encaminhar à CEB (Centrais Elétricas de Brasília) proposta para a compra, por 61 milhões de reais, de um prédio daquela empresa localizado no SGAS, quadra 904, em Brasília. Nesse prédio seria instalada a sede própria da Eletronorte, que funciona atualmente em um prédio alugado no edifício Venâncio 3000, na capital federal. A decisão contou com o apoio do Sindicato dos Eletricitários de Brasília, que defendeu os empregos dos mil empregados da Eletronorte que atuam no DF. Os nove sindicatos de eletricitários estabelecidos nos Estados da Amazônia não foram consultados. Nem a opinião pública amazônica.
A decisão foi tomada em surdina e açodadamente. A Eletronorte a adota na contramão dos acontecimentos, exatamente quando a Eletrobrás, da qual é subsidiária, evolui para a unificação, a exemplo da Petrobrás. A estatal do petróleo, aliás, montou sua sede, em 1954, na então capital federal, mas não se mudou para Brasília quando para lá se transferiu o distrito federal. Felizmente continuou no Rio de Janeiro, onde se acham os maiores campos de óleo do país.
A Eletronorte foi criada no auge do regime militar, em 1973, não por acaso quando aconteceu o primeiro choque do petróleo (e da energia como um todo). Seu primeiro presidente foi um coronel da reserva do Exército. Raul Garcia Llano era um técnico e uma pessoa afável, mas incorporou e repassou o espírito autoritário e arrogante que seria uma das marcas da estatal. A Eletronorte tinha que ficar ao lado do poder central para poder executar melhor sua estratégia e ouvir as ordens com clareza para ditá-las em seguida. Não importava que em Brasília ela não produzisse um só kW e Goiás, a base física da capital federal, se encontrasse fora da jurisdição da empresa.
A intransigência locacional, nascida durante a fase de exceção, se manteria a mesma ao longo do período democrático. Manteve-se indiferente aos fortes argumentos de que era a única empresa do grupo Eletrobrás a ter sua sede em Brasília, fora da área da sua competência legal. Agora a atitude foi além da intolerância: consumou a distorção. Ou pelo menos pretende apresentá-la como fato consumado, quando exibir sua sede definitiva.
Por amarga ironia, o projeto da nova sede foi conduzido por dois paraenses, o (ainda) presidente, Carlos Nascimento, e o diretor, Manoel Santana Ribeiro, colocados nos cargos por indicação do político paraense de maior influência junto ao governo federal, o deputado Jader Barbalho. Conseguirão eles perpetrar essa traição aos legítimos interesses do Pará e da Amazônia, de fazer a Eletronorte se instalar na região onde produz e distribui energia?

Manchetes da edição de final de semana de O Estado do Tapajós


NOVO HORÁRIO DE SANTARÉM COMEÇA A VIGORAR EM 60 DIAS

FIM DO CULTIVO DE ARROZ JÁ PROVOCA DISPARADA DE PREÇO

FISCALIZAÇÃO DE LAN HOUSES NÃO É FEITA POR FALTA DE VEÍCULOS

ASSENTAMENTO COLETIVO NA VÁRZEA AINDA GERA POLÊMICA

RODOVIÁRIOS PODEM PARALISAR ATIVIDADES A PARTIR DO DIA 5 DE MAIO

MAIS DE 17 MIL IDOSOS DEVERÃO SER IMUNIZADOS CONTRA A GRIPE EM SANTARÉM

PERMISSÃO DE VENDA DE BEBIDAS NA BR-163 AINDA NÃO ESTÁ EM VIGOR

MÁRCIO SOUZA DESTACA IMPORTÂNCIA DO SALÃO DO LIVRO

ELETRONORTE COMPRA PRÉDIO PARA FIXAR SEDE EM BRASÍLIA

sexta-feira, 25 de abril de 2008

E a gente reclama com quem?

Bellini Tavares de Lima Neto
Articulista de O Estado do Tapajós

Antigamente se dizia que “em casa que não tem pão, todo mundo grita e ninguém tem razão”. Apesar de antigo (e o antigo, hoje em dia, parece ter virado sinônimo de tolice, coisa sem serventia, superada, ultrapassada) o ditado faz a gente pensar. Na velha sociedade brasileira a família normalmente era formada por um pai que trabalhava fora e ganhava o sustento da turma, uma mãe que cuidava dos filhos e os próprios, os filhos, que eram educados para seguirem os mesmos passos dos pais. Quando um dos dois, pai ou mãe, não conseguia fazer a sua parte, a coisa desandava. Pai que não trouxesse o chamado “pão de cada dia” caia em desgraça, perdia a autoridade, a moral e, aí, podia gritar o quanto quisesse que ninguém ouvia. A mãe que não andasse nos trinques com a casa, a roupa lavada e passada, a comida na hora certa, perdia até o direito de dar o conhecido sermão nos filhos, perda, aliás, que mãe alguma suporta.
Felizmente esse modelo há muito tempo deixou de funcionar. O que, no entanto, não deixou de funcionar foi a figura do pai e da mãe como orientadores, condutores da turminha. E para isso, além do pão, é absolutamente necessário que haja um outro componente: a autoridade. Autoridade não se confunde com autoritarismo. Autoridade vem temperada com um ingrediente essencial: o respeito. O sujeito grandalhão, forte e bravo, acaba criando medo em quase todo mundo, mas quase nunca merece respeito algum. Na primeira oportunidade, alguém lhe prega uma peça que, em algumas vezes, vem revestida de chumbo. Aí, adeus autoritarismo, mesmo porque autoridade, aquele prato temperado de respeito, isso o valentão nunca tem para perder.
Desde o clubinho de futebol do bairro até as grandes instituições mais sofisticadas, nenhum agrupamento humano sobrevive sem a presença de autoridade. É ela quem dá as coordenadas, mantém a ordem, estabelece os limites e assegura a sobrevivência de princípios, direitos e obrigações. É comum ver famílias em que a autoridade paterna e materna é substituída pela atitude fácil da concessão de tudo. Em lugar do “não” muitas vezes necessário aos filhos, é bem mais fácil dizer um “sim” que, embora simpático a quem ouve, pode ser um grande engano. Afinal, pais e mães omissos podem dizer “sim” por comodismo, mas a vida, essa não faz concessões.
No entanto, parece que isso tudo ficou ultrapassado também, assim como o ditado. Basta dar uma olhada nos jornais dos últimos dias. Um reitor de uma universidade de Brasília resolver usar dinheiro da instituição para reformar seu apartamento. Gasta “apenas” R$400.000,00 e acha que tudo está perfeito. Por pressão dos jornalistas, o assunto ganha notoriedade. Seria de se imaginar que alguém do governo democraticamente constituído tomasse a iniciativa de investigar e, se fosse o caso, punir o “reformista militante”. Transportando para o cenário das antigas famílias, papai ou mamãe chamaria o garoto levado e, constatando a peraltice, o colocaria de castigo. Na nossa Brasília, que apenas rima com “família” (e, como já disse antes o poeta, pode ser uma rima, mas não é uma solução) é preciso que os estudantes invadam a universidade e por lá permaneçam por semanas a fio até que o peralta resolva parar com a traquinagem. Invadir o prédio é uma forma totalmente errada de corrigir o problema, mas a omissão da autoridade acabou legitimando o que fizeram os estudantes. Um a zero contra a autoridade.
Mas, a goleada ainda estava por vir. Chegamos ao mês de abril, quando, já tradicionalmente se coloca em prática um disparate que recebeu o nome de “Abril Vermelho”. A turma do “movimento social” batizado de MST resolve fazer uma série de invasões para pressionar a implantação da reforma agrária. Todo ano tem, assim como o Carnaval. Só que, agora, além dos “ST”, os ditos “sem terra” já existe um bocado de outros “sem alguma coisa”. E os solertes revolucionários invadem o prédio da Caixa Econômica Federal, saqueiam fazendas, matam o gado, destroem plantações, impedem pedágios de cobrar a tarifa a quem tem direito por conta das concessões recebidas do governo para conservar as estradas. Vem a televisão, filma os idealistas que riem com gosto, felizes com o dinheirão que a “autoridade” lhes fornece. Oito a zero contra a autoridade.
Confesso que fico um pouco atrapalhado. O nosso querido país tem, hoje, um “pai dos pobres”, imitação grosseira de um outro, mais antigo, por cujos estragos ainda estamos. Agora temos uma tentativa de “mãe dos pobres” que vem sendo empurrada goela abaixo meio a seco. Só não temos mais autoridade nenhuma. Em lugar disso, a peraltice se espalhou. Viramos o país da traquinagem, com direito a afago de mão na cabeça. Todo mundo grita e ninguém tem razão. E, pelo que se tem ouvido, não é por falta de pão. Tomara que não seja por falta de pau...na moleira.

Plebe culta fica a pé

Neste momento centenas de pessoas que participaram do salão do livro. na praça de São Sebastião, estão há mais de meia hora à espera de transporte coletivo para chegarem em casa.
Os próximos ônibus só passam a partir de 23 horas.
Quem perder o 'cristo' está lascado.
Eta governo petista!

Verdes em seminário

Militantes do Partido Verde passam a manhã de sábado reunidos no plenário da Câmara de Vereadoes de Santarém discutindo a participação do partido nas próximas eleições municipais.

PF apreende caca-níqueis

Operação realizada agora à tarde pela Polícia Federal apreendeu dezenas de máquias caça-níqueis em estabelecimentos localizados no bairro de Cambuquira e em outros bairros da cidade.
A operação está sendo comandada pelo delegado Olavo Ataíde.
Na operação realizada pela PF no início desde mês emSantarém foram apreendidas 121 máquinas que simulam jogos de azar.

Construtora a mil por hora

Será quarta-feira, dia 30, o lançamento da usina de asfalto, o mais novo empreendimento da Saneng Engenharia.

Relógio preguiçoso

Já se ouvem aqui e acolá vozes cavernosas protestando contra a unificação do horário oficial de Santarém ao de Brasília
Mas quem realmente produz está contente com a medida, que deveria já ter sido tomada desde o século passado.

O buraco é mais embaixo

Sentença lavrada hoje pela juiza da vara da Fazenda Pública de Santarém deu ganho de causa à Tv Ponta Negra em processo movido pela prefeita Maria do Carmo para retirar do ar campanha satírica "Adote um buraco', veiculada por aquela emissora.
Além da derrota jurídica, a prefeitura ainda vai ter que pagar as custas processuais e os honorários advocatícios.

São Raimundo x Remo adiado para domingo

A delegação do Clube do Remo não conseguiu vagas suficientes no vôo da Gol, previsto para hoje à tarde, e somente desembarcará em Santarém na madrugada deste sábado.
Por causa do cansaço da viagem, os dirigentes azulinos conseguiram transferir a partida contra o São Raimundo, marcada para sábado, às 16 horas, para o mesmo horário de domingo.

Novo presidente da Eletronorte já está indicado

Do Espaço Aberto:

Fonte que trafega com bastante desenvoltura próximo a figurões do PMDB garante ao blog que já está indicado – indicadíssimo – o novo presidente da Eletronorte, uma vez confirmado o veto definitivo da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, ao nome de Lívio Assis para presidir a estatal.
A indicação, é claro, tem o sinete do deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, e contaria com o nihil obstat dos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL).
Tão cheio de dedos estava a fonte que preferiu nem dizer se o nome indicado é paraense. “É melhor apenas dizer que já está indicado”, ponderou muito cauteloso. Então, pronto: está indicado.
Restar saber agora se o indicado passará, primeiro, pelo crivo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), como é de praxe. Vencida essa etapa, enfrentará o crivo de Dilma Rousseff. E aí é que a coisa – muito coisa – tem emPACado. Com todo o respeito.
Enquanto isso, Lívio Assis continua batendo ponto no Detran mesmo. De onde, em verdade, nunca saiu mesmo quando almejava ser presidente da Eletronorte.

Memória de Santarém - por Lúcio Flávio Pinto


Centro Recreativo

A pedra fundamental do Centro Recreativo foi lançada em 1940 e não em 1941, conforme, equivocadamente, consta do "Resumo Histórico", elaborado para registrar o jubileu de prata do Clube, em 1959. A sede social foi concluída em 1943, quando Ismael Araújo presidia o "Recreativo", com a colaboração do prefeito Mário Santiago. Da diretoria dos 25 anos faziam parte Miguel de Oliveira Campos, Osmar Loureiro Simões. Ubaldo Otaviano de Matos. Antônio dos Santos Nascimento, Lirimar Almeida e Wilson da Costa Pereira.
A diretoria patrocinou uma custosa remodelação da sede social para o 25º aniversário do clube e, além do resumo histórico, mandou imprimir o hino-marcha e confeccionar flâmulas e distintivos alusivos à data.
A programação comemorativa se estendeu por uma semana inteira. Começou num domingo, 18 de outubro, com a inauguração dos melhoramentos, seguida de coquetel. O orador oficial foi Wilde ("Dororó") Dias da Fonseca. Mas também discursaram Elias Pinto e o prefeito Ubaldo Corrêa, adversários na eleição do ano anterior.
O sarau lítero- musical do dia seguinte foi organizado por Wilson ("Isoca") Fonseca. Seu filho, Vicente José da Fonseca, pelo Ginásio Dom Amando, executou ao piano "In Rank and File", de G. Lange. Servando Cardoso declamou a poesia "Mãe", de Ermelinda Almeida. Pelo Ginásio Batista um conjunto de bandolim, acordeão e violão (Lourdes e Maria Emília Ribeiro e Darlan Menezes) tocou "Waspering Hope". Rosa Maria da Silva declamou "O Livro e a América", de Castro Alves. Sebastião Marcião[ que se assinaria mais tarde Sebastião Tapajós], da Escola de Comércio Rodrigues dos Santos, solou ao violão "Xodó da Baiana", de Dilermando Reis. Antônio dos Santos Pereira recitou o soneto "Ser Mestre", de Braz Coimbra Lobato. Finalizando a primeira parte do programa, três alunas do então Ginásio Santa Clara se apresentaram: ao piano (Zulcir Lopes), declamando poesia (Marialda Loureiro com "A esmola do Pobre", de Júlio Diniz) e ao piano, a quatro mãos, Ana Maria e Maria José Tavares.
Na segunda parte, se apresentaram ao piano Wilson Fonseca, a menina Maria da Conceição Fonseca, Marília Lopes e Anita Campos; cantaram Expedito Toscano ("Ana Helena" e "Interrogação", com letras de Felisberto e Felisbelo Sussuarana) e Salete Campos ("A Toada do Coração", música de "Isoca" e letra de Felisberto Sussuarana), Ivete Ferreira declamou poesia de Júlio Dantas e o maestro Wilson Fonseca tocou a quatro mãos, com o neto, Agostinho da Fonseca Neto, de 6 anos.
No penúltimo dia da semana comemorativa foi realizado um baile de gala, "talvez o mais distinto e brilhante de que se tem notícias em terras santarenas", segundo a crônica da época, que a considerou superior à festa de inauguração da sede do clube, "e que ainda não havia sido igualada". Por votação, Maria de Lourdes Fonseca de Campos foi escolhida a rainha do Centro Recreativo, enquanto Maria José Matos e Marly Bastos Cunha ficaram como princesas.
No domingo, 25, os festejos foram encerrados com missa solene de ação de graça, festa infantil, pela manhã, e sessão solene, à noite.

Remo chega no vôo da Gol

Está marcada para hoje chegadada equipe do Clube do Remo, que enfrenta o São Raimundo sábado, às 16 horas, no estádio Barbalhão.
A delegação azulina desembarca no vôo da Gol procendente de Belém as 13h00.

Eleição em Belém: nada vai mudar?

Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós

O chefe da casa civil do governo, Charles Alcântara, que era um dos cinco auxiliares mais influentes e poderosos da governadora Ana Júlia Carepa, caiu por vários motivos. Os mais numerosos se engatam nas complicadas teias internas do PT, que são tecidas como se pertencessem a uma seita religiosa. Mas a causa principal foi a associação de Charles a uma estrutura de poder paralela à do PT, variando pendularmente entre a aliança e a hostilidade. Como o chefe da casa civil era o mais assíduo e demorado interlocutor do deputado federal Jader Barbalho, os petistas roxos passaram a achar que ele estava mais a serviço dos interesses do PMDB do que dos do PT, ou pelo menos já não conseguia distinguir os dois âmbitos.
Quando a possível candidatura do ex-deputado José Priante transbordou dos bastidores para as ruas com toda aparência de um movimento orquestrado e bem desenvolvido, a participação de Charles nessa entente passou a ser classificada como traição. Sua cabeça foi oferecida como trunfo na bandeja da candidatura pura ou ideológica. Foi demitido de súbito e o decreto de exoneração não mencionou o “a pedido”, que mantém as aparências de acordo entre as partes. O PT apresentará candidato a prefeito de Belém e, no máximo, oferecerá o segundo lugar na chapa para quem esteja disposto a acompanhá-lo. Cabeça de chapa para o PMDB, nunca mais. Na capital, é claro.
Por efeito gravitacional dessa decisão, o candidato é o ex-secretário de educação, Mário Cardoso, que durou pouco na administração de Ana Júlia, não é de sua simpatia nem aparece como nome eleitoralmente forte em Belém neste momento. Mas contará com o calor da máquina oficial para adquirir consistência e ser candidato com possibilidades reais de vitória? É uma hipótese, a mesma que o PT tem apresentado no interior para viabilizar os nomes que lhe interessam apresentar nos municípios mais importantes do Estado (mesmo onde possíveis aliados já sejam politicamente fortes).
Um dos principais instrumentos de convencimento dos interlocutores são as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o dolorido parto da ministra Dilma Roussef feito pelo presidente Lula. Se o governo der respaldo ao candidato, mesmo que por vias e travessas, estará afastada a ameaça que paira sobre Mário Cardoso, de ser “cristianizado” (como foi o candidato do PSD, Cristiano Machado, na eleição que favoreceu a vitória de Getúlio Vargas, em 1950)? Ou o grupo que tenta uma composição mais ampla com o PMDB ainda conseguirá arranjar um novo desfecho?
Será que realmente esse desfecho contraria o projeto de conurbação, a partir do alto, entre o PT, o PMDB e o PTB, que estão na base aliada de Lula? Jader Barbalho estava empenhado mesmo em garantir a viabilidade da candidatura do primo, José Priante? Através de uma nota no seu jornal, ele declara que não só estava como Priante será agora o candidato do PMDB. A declaração é mesmo para valer?
Mesmo que seja, de fato a inviabilização da aliança PT-PMDB para apoiar Priante contrariou os seus planos, ou ele acaba tirando alguma vantagem dessa nova situação? O lançamento da candidatura de Priante pelo PMDB, sem o PT, com chances remotas de vitória, atende a um compromisso com o correligionário e, ao mesmo tempo, credencia o PMDB para o 2º turno, que se tornará quase inevitável com a pluralidade de candidaturas prevista para o 1º turno?
A continuar assim, o ambiente eleitoral pode acabar se tornando propício a alguma surpresa, a um azarão, que se desvencilhe dessa promiscuidade toda. Embora dificilmente essa novidade venha a resultar em mudança de verdade.

Produção de cacau ganha força no Pará

O cacau, de origem amazônica e centro-americana, tenta florescer de forma mais vigorosa em um de seus berços. Plantadores e cadeia produtiva da amêndoa do Pará, atualmente o segundo maior Estado produtor do país, lançaram-se à meta de superar a Bahia e passar a liderar o segmento em dez anos. Com produtividade muito acima da média e área de cultivo em crescimento constante, o Pará crê que pode superar o volume produzido na Bahia ao fim desse período.
'O Estado tem áreas grandes para crescer. O cacau pode decuplicar sua área de plantio sem a necessidade de agredir a floresta', afirma Jay Wallace Mota, superintendente da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) no Pará.
O governo do Estado anunciou no fim do ano passado um programa de fomento ao cacau que incluirá a distribuição de sementes, pesquisa técnica e incentivo à produção de cacau orgânico, bem aceito no mercado externo e de preço final mais elevado. O setor busca potencializar vantagens competitivas e, com o crescimento, também atrair empresas. A ausência de uma indústria de grande porte para processar a amêndoa ainda é uma desvantagem competitiva.
O Pará, em contrapartida, supera a Bahia em outros fatores, segundo representantes do setor. Ainda que ocupe mais de 500 mil hectares, bem mais que os 67 mil hectares paraenses, o cacau da Bahia tem produtividade média de 285 quilos por hectare. No Pará, são, na média, 881 quilos por hectare, segundo a Ceplac. Com isso, argumenta Mota, é possível superar a produção baiana, mesmo com uma área menor.
Em algumas regiões do Estado, a produtividade supera as 2 toneladas por hectare. A média de 881 quilos por hectare fica bem próxima da de 908 quilos por hectare registrada na Indonésia, campeã mundial de produtividade, de acordo com os dados da Ceplac. As estatísticas diferem um pouco das apresentadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas também nestas o Pará tem vantagem. Segundo o IBGE, a produtividade paraense em 2006, o dado mais recente, foi de 636 quilos por hectare (36,5 mil toneladas em 57,5 mil hectares plantados). Na Bahia, foi de 275 quilos de média nos 596,3 mil hectares plantados, o que resultou em 148,7 mil toneladas produzidas.
De acordo com o IBGE, o Pará produz quatro vezes menos que a Bahia em uma área dez vezes menor. A distribuição física das lavouras também é encarada como um diferencial favorável para a meta paraense. Ao contrário do que ocorre na Bahia, onde o cacau é cultivado no eixo Ilhéus-Itabuna e nas cidades vizinhas do litoral sul do Estado, no Pará, são cinco os eixos de produção. Com a distância entre eles, eventuais ataques de pragas e problemas climáticos não assolam toda a produção de uma só vez, argumenta o superintendente da Ceplac.
'O perfil das propriedades também é outro. Em vez de grandes fazendas, no Pará, a maior parte das plantações fica em propriedades que têm entre três e cinco hectares de área, como na Costa do Marfim', afirma Wallace. O país africano é o maior produtor e exportador mundial de cacau. O projeto criado pelo governo do Estado e a Ceplac local prevê acréscimo de 10 mil a 12 mil hectares de área dedicada ao cacau no Pará. Em dois anos, deverão ser distribuídas entre 20 milhões e 25 milhões de sementes. Terras de assentamentos serão incluídas no programa.
'O cacau está crescendo, mas toda vez que recebe algum apoio, vai tudo para a Bahia. Esperamos que esta seja a nossa vez', diz o gaúcho Élido Trevisan, que há mais de 30 anos dedica-se ao cacau em Medicilândia, principal cidade produtora da amêndoa no Pará. Nos anos 80, antes do início dos ataques da vassoura-de-bruxa, a produtividade chegava a atingir 3 toneladas por hectare. Atualmente, afirma o produtor, em anos bons, ela chega a 1,5 tonelada. Ainda que inferior aos picos do passado, é muito maior que a média baiana.
A praga da vassoura-de-bruxa, que começou a se alastrar na Bahia em 1989 e abateu a produção brasileira, chegou antes ao Pará. Também nesse quesito os técnicos enxergam vantagem comparativa. O Pará tem uma estação seca bem definida, que se estende de julho a novembro, ao contrário do que ocorre no litoral sul baiano, onde as chuvas são bem distribuídas ao longo do ano. Como o fungo causador da vassoura alastra-se com mais veemência em clima úmido, a estação seca ajuda no seu controle e exige menos podas das plantas doentes. Muito mais do que competir com a Bahia, a cadeia cacaueira paraense pretende aproveitar a recuperação dos preços internacionais e a demanda crescente, argumenta a Ceplac.
Segundo a Organização Internacional do Cacau (ICCO, na sigla em inglês), a demanda pelo produto deve crescer 3% ao ano até 2011 e a oferta, entre 1,8% e 1,9%. Ainda que seja originário das bacias dos rios Orenoco, na Venezuela, e Amazonas, o cacau do Norte do Brasil sempre foi secundário na produção brasileira. 'Tem mais gente entrando no setor, mas o beneficiamento ainda é muito atrasado. Precisamos melhorar a qualidade do produto', afirma o produtor Élido Trevisan.
(Fonte: Valor Econômico)

Lula aprova redução de fusos horários em 3 Estados

Na Folha de São Paulo:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem, sem vetos, a lei que reduz de quatro para três o número de fusos horários usados no Brasil. A mudança, que tem prazo de 60 dias para entrar em vigor, atingirá municípios nos Estados do Acre, Amazonas e Pará e será publicada no "Diário Oficial" da União de hoje.
Dentro desse prazo, os 22 municípios do Acre ficarão com diferença de uma hora em relação a Brasília -hoje são duas horas a menos. Municípios da parte oeste do Amazonas, na divisa com o Acre, sofrerão a mesma mudança, o que igualará o fuso dos Estados do Acre e do Amazonas.
A mudança na lei também fará com que o Pará, que atualmente tem dois fusos horários, passe a ter apenas um. Os relógios da parte oeste do Estado serão adiantados em mais uma hora, fazendo com que todo o Pará fique com o mesmo horário de Brasília.
O projeto, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), foi aprovado no Senado em 2007. Ao tramitar na Câmara, foi alvo de pressão de emissoras de televisão. O lobby foi por conta da entrada em vigor de portaria do Ministério da Justiça que determinou a exibição do horário de programas obedecendo à classificação indicativa.
Parlamentares da região Norte ainda pressionam o governo em virtude das regras da classificação indicativa.
Ela determina que certos programas não indicados para menores de 14 anos, por exemplo, não possam ser exibidos em todo o território nacional no mesmo horário, já que existem diferenças de fuso.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Lei do fuso horário sancionada por Lula

O presidente Lula acaba de sancionar a lei aprovada pelo Senado Federal que unifica os fusos horários de todo o país.
Com a nova lei, Santarém passa a adotar o horário de Brasília como hora oficial.
A informação é da Record News.

Júri sobre tentativa de infanticídio foi adiado

O júri da 6ª Vara previsto para esta sexta-feira (25/04) foi adiado a pedido do Ministério Público, através da promotora Larissa Brandão, em virtude da ausência de três laudos solicitados pelo MP e que não se encontram nos autos. Seria o primeiro caso de infanticídio (na forma tentada) a ser julgado em Santarém, envolvendo uma mãe acusada de tentar matar o filho na hora do parto, há 7 anos.
Exatamente pela complexidade do caso e para a comprovação do chamado estado puerperal, a ausência dos laudos prejudicaria a análise do crime durante a sessão. O Dr. Alessandro Ozanan, juiz da 6ª Vara, acatou o pedido e determinou a realização dos laudos que ainda não foram feitos, para só depois remarcar uma nova sessão do júri para este caso, que deve ocorrer no segundo semestre de 2008.
Facultativo - Desde hoje (24/04), o Fórum de Santarém, bem como todas as comarcas do TJE no Pará, funcionam com expediente aumentado em uma hora por dia até quarta-feira (30/04). A medida visa o cumprimento da compensação de horário para os jurisidicionados, em virtude do ponto facultativo (já previsto desde o início do ano, pela Resolução 001/2008) para o dia 02/05 (sexta-feira), pós-feriado do Dia do Trabalho.
(Fonte: 6ª Vara Penal)

Arroz com gasolina, preços com gás

Economistas de Lula acham que é melhor reajustar já a gasolina e o diesel, "uns 10%"; governo pode intervir no arroz

Um integrante de peso da área econômica do governo discorda da idéia de que o governo deva adiar para depois das eleições o aumento do preço da gasolina e do diesel. Este colunista escreveu ontem que gentes do governo, mas que não integram os ministérios econômicos, não queriam ouvir falar em aumento da gasolina, embora reconhecessem pressões internas e externas para fazê-lo já. Esse economista graduado do governo, que prefere não se identificar para "não personalizar o debate nem criar polêmica", diz que o "mal da inflação já está feito, para este ano", assim como o da alta de juros. Os preços em geral tenderiam a cair a partir do final de 2008; a idéia de reajustar já os combustíveis ajudaria a "deixar a inflação de 2009 limpa do aumento da gasolina".
O economista avalia ainda que o reajuste imediato de "uns 10%, 15%" (para a gasolina) não teria tanto peso assim no índice de inflação (em março, a gasolina tinha peso de 4,3% no IPCA. O diesel, 0,08%; a tarifa de ônibus urbano, 3,8%). Para o público, o aumento teria impacto diluído, dada a alternativa do álcool, e o preço do combustível na bomba não afeta o "povão".
E o aumento do ônibus que seria reivindicado em seguida, caso o diesel subisse também? O economista retruca que o "repasse não é imediato nem integral e viria num momento mais calmo para os preços". O caso é de "polêmica" no governo? Não, segundo o economista, não, pois a discussão do assunto ainda "não está bem estruturada", nas palavras dele.
Arroz com gás
Na onda da proteção mundial aos estoques nacionais de comida, o governo parece que vai sustar a exportação de arroz dos estoques que controla. Amanhã, deve "solicitar" às empresas que evitem vender o produto ao exterior. Ao contrário do que imaginavam os mais otimistas, este colunista inclusive, o preço da comida passou a subir mais.
Algumas disparadas, como a de leite e derivados, arrefeceram, mas a carestia da mesa do brasileiro comum ficou algo mais generalizada. Pãozinho, macarrão, frango e ovos subiram na casa dos 11% a 15% nos últimos 12 meses. A inflação geral do grupo alimentos está em 11% no período, contra um IPCA de 4,7%. Os preços dos feijões cresceram mais de 100%. O arroz ainda está em 7% nos últimos 12 meses. O preço alto dos grãos pelo mundo fez até o Brasil começar a exportar milho.
O arroz pode ir pelo mesmo caminho. Mas o repasse dos preços mundiais para o mercado brasileiro é pequeno, ainda mais se comparado à crise do arroz na Ásia e à do milho na África. É claro que, numa situação de mercado ainda mais disparatada do que de hábito, alguma prudência em relação a estoques pode ser razoável. Porém, como fica claro no caso do feijão, ou como no caso do leite no ano passado, o problema nos preços muitas vezes não tem conexão direta com a escassez mundial.
Estudar problemas localizados de oferta, como o de produtividade (caso do leite), poderia ajudar a evitar soluções como a de controles rígidos do mercado, medidas que no médio prazo costumam dar em confusão, ineficiência e desestímulo ao produtor.
(Fonte:Folha de São Paulo)