Djalma Amazonas, assessor do vice-governador Odair Corrêa, montou escritório no Shopping São Braz, em Belém, para acompanhar a liberação de verbas de convênios assinados pelo governo do estado com prefeituras do interior.
Em ano eleitoral, isto é nitroglicerina pura.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Peregrinação ao TCE
O engenheiro agrônomo Cristóvão Sena e o advogado Oti Santos estão em Belém para atender a notificação recebida do Tribunal de Contas do Estado.
Cristóvão, do ICBS, presta contas de convênio com a Seduc.
Oti, ex-prefeito, dá informações do TCE sobre aplicação de verba de convênio para manutenção do hospital estadual de Belterra.
Cristóvão, do ICBS, presta contas de convênio com a Seduc.
Oti, ex-prefeito, dá informações do TCE sobre aplicação de verba de convênio para manutenção do hospital estadual de Belterra.
Câmara aprova mudanças no Tribunal do Júri e monitoramento eletrônico
A Câmara dos Deputados aprovou ontem o projeto de lei que altera o funcionamento do Tribunal do Júri. De autoria do Poder Executivo, o projeto extingue o "protesto por novo júri" para condenados a mais de 20 anos.
O projeto segue à Presidência e, se sancionado, entra em vigor em 60 dias.
Atualmente, quando a sentença de reclusão é igual ou superior a 20 anos, a defesa tem o direito a protestar por novo julgamento do réu.
Segundo o relator do projeto, deputado Flávio Dino (PC do B-MA), as mudanças valem para todos os casos, mesmo aqueles em andamento.
Entre outras mudanças do Senado acatadas pelos deputados está a diminuição do tempo de debate destinado à acusação e à defesa, que passou de duas horas para uma hora e meia para cada parte. Em contrapartida, a réplica e a tréplica têm o tempo aumentado de meia hora para uma hora.
Outra mudança que também vai à sanção presidencial é a que inclui oito das dez emendas do Senado ao Projeto de Lei 4205/01, do Poder Executivo, que muda o Código de Processo Penal (Decreto-Lei 3.689/41) para aperfeiçoar as exigências legais quanto às provas apresentadas nos processos.
Uma das mudanças acatadas determina o envio antecipado de dúvidas que possam ser requeridas dos peritos durante o andamento do processo judicial. SegurançaA sessão também aprovou o projeto de lei que altera o Código Penal e a Lei de Execução Penal para permitir o uso de equipamento de rastreamento eletrônico (tornozeleira) em condenados com direito a passar o dia fora dos presídios.
(Fonte: Última Instância)
O projeto segue à Presidência e, se sancionado, entra em vigor em 60 dias.
Atualmente, quando a sentença de reclusão é igual ou superior a 20 anos, a defesa tem o direito a protestar por novo julgamento do réu.
Segundo o relator do projeto, deputado Flávio Dino (PC do B-MA), as mudanças valem para todos os casos, mesmo aqueles em andamento.
Entre outras mudanças do Senado acatadas pelos deputados está a diminuição do tempo de debate destinado à acusação e à defesa, que passou de duas horas para uma hora e meia para cada parte. Em contrapartida, a réplica e a tréplica têm o tempo aumentado de meia hora para uma hora.
Outra mudança que também vai à sanção presidencial é a que inclui oito das dez emendas do Senado ao Projeto de Lei 4205/01, do Poder Executivo, que muda o Código de Processo Penal (Decreto-Lei 3.689/41) para aperfeiçoar as exigências legais quanto às provas apresentadas nos processos.
Uma das mudanças acatadas determina o envio antecipado de dúvidas que possam ser requeridas dos peritos durante o andamento do processo judicial. SegurançaA sessão também aprovou o projeto de lei que altera o Código Penal e a Lei de Execução Penal para permitir o uso de equipamento de rastreamento eletrônico (tornozeleira) em condenados com direito a passar o dia fora dos presídios.
(Fonte: Última Instância)
Memória de Santarém - Por Lúcio Flávio Pinto
Dia-a-Dia em 1960
*
Estava nos retoques finais a construção da confortável residência do advogado Ubirajara Bentes de Souza, na Prainha. Na avenida Adriano Pimentel era o deputado federal Océlio de Medeiros que mandava construir "um moderno e suntuoso edifício" de 3 andares, sob a orientação do engenheiro civil Fernando Lopes.
*
Emanuel José Gonçalves morreu no dia 22 de março, aos 72 anos. Nascido na Vila de Alter do Chão, foi comerciante, adjunto de promotor, suplente de juiz, presidente da Colônia de Pescadores Z-24 e da Sociedade Artística Beneficiente. Casado com Flaviana Castro, teve quatro filhos: José, artista da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro; Carlos, operário; Carolina, enfermeira em Belterra; e Virgínia, esposa de José Maria de Abreu Matos, chefe político.
*
O 1º promotor público Silvério Sirotheau Corrêa se recuperava de "melindrosa" operação de apendicite, realizada pelos médicos Waldemar Pena e Aloysio Melo, na Casa de Saúde São Sebastião.
*
Já o 2º promotor público, Alfredo Toscano, retornou a Santarém pelo vapor Lobo d'Almada trazendo a esposa, Valmira Lopes Toscano, com quem casara em Belém.
*
Um delegado de polícia vinha da capital para "dirigir o serviço de distribuição de carteiras de identidade para fins eleitorais, conduzindo consigo todo o material necessário".
*
O "luxuoso e imponente" navio alemão Norddeutscher passou por Santarém. Seus passageiros circularam pela cidade, "adquirindo artigos de fabricação regional".
*
Estava nos retoques finais a construção da confortável residência do advogado Ubirajara Bentes de Souza, na Prainha. Na avenida Adriano Pimentel era o deputado federal Océlio de Medeiros que mandava construir "um moderno e suntuoso edifício" de 3 andares, sob a orientação do engenheiro civil Fernando Lopes.
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Emanuel José Gonçalves morreu no dia 22 de março, aos 72 anos. Nascido na Vila de Alter do Chão, foi comerciante, adjunto de promotor, suplente de juiz, presidente da Colônia de Pescadores Z-24 e da Sociedade Artística Beneficiente. Casado com Flaviana Castro, teve quatro filhos: José, artista da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro; Carlos, operário; Carolina, enfermeira em Belterra; e Virgínia, esposa de José Maria de Abreu Matos, chefe político.
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O 1º promotor público Silvério Sirotheau Corrêa se recuperava de "melindrosa" operação de apendicite, realizada pelos médicos Waldemar Pena e Aloysio Melo, na Casa de Saúde São Sebastião.
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Já o 2º promotor público, Alfredo Toscano, retornou a Santarém pelo vapor Lobo d'Almada trazendo a esposa, Valmira Lopes Toscano, com quem casara em Belém.
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Um delegado de polícia vinha da capital para "dirigir o serviço de distribuição de carteiras de identidade para fins eleitorais, conduzindo consigo todo o material necessário".
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O "luxuoso e imponente" navio alemão Norddeutscher passou por Santarém. Seus passageiros circularam pela cidade, "adquirindo artigos de fabricação regional".
Imprensa:Hipólito em defesa do império
Em meio às comemorações do surgimento da tipografia no Brasil, trazida por Dom João VI, historiadores lembram que fundador do Correio queria a criação de uma grande nação portuguesa, mas com sede no Rio
Ana Clara Brant e Rovênia Amorim
Repórteres
Durante esta semana, em que se comemora os 200 anos da imprensa oficial no Brasil, historiadores e escritores destacam a importância de um outro bicentenário: o do Correio Braziliense.
Quando o tipógrafo alemão Johann Gutenberg criou a imprensa, por volta de 1450, o Brasil ainda nem havia sido descoberto. A publicação de jornais foi proibida na colônia por três séculos e só passou a ser permitida com a chegada de Dom João VI. Em 13 de maio de 1808, ele inaugurou a primeira oficina tipográfica no Brasil, a Impressão Régia, órgão oficial da corte.
Um busto do imperador que ficou no Brasil até 1821 foi inaugurado ontem, nos jardins da Imprensa Nacional, para marcar a data.
Nesse contexto em que a Coroa não permitia outras tipografias e a imprensa livre, Hipólito José da Costa lançou em Londres um jornal escrito em português e pautado pelas questões políticas que envolviam o destino do Brasil. “Hipólito criou o Correio para influir sobre os destinos da nação portuguesa da qual o Brasil era parte. Pensava, como outros portugueses e brasileiros, que aquela era a oportunidade de concretizar o projeto de constituição de um império luso-brasileiro, que teria como sede o Rio de Janeiro”, explica a historiadora Isabel Lustosa, da Fundação Casa Rui Barbosa, co-autora (ao lado do jornalista Alberto Dines) da edição fac-similar do Correio Braziliense (1808-1822), de Hipólito da Costa.
“O Correio teve uma influência mais subjetiva, estimulando e fixando os ideais como os de liberdade de imprensa, opinião e comércio, do fim da escravidão, da necessidade do parlamento, da transparência”, afirma Lustosa. Por criticar a monarquia, o Correio foi proibido de circular em todos os territórios sob o domínio português.
Pesquisadora da Unicamp, Juliana Meirelles comenta que Hipólito fazia uma oposição elegante, de idéias iluministas e contrárias à política absolutista de Dom João VI, sem atacar a pessoa do príncipe regente.
“O jornalista era um defensor que Dom João VI ficasse no Rio, mas era realista e sabia que Portugal nunca aceitaria o projeto de se criar um império com sede no Brasil”, comenta Vamireh Chacon, professor emérito da UnB e autor do prefácio do livro O Conde de Linhares, reedição da biografia escrita em 1908 sobre um dos grandes perseguidores do jornal de Hipólito.
A obra foi lançada segunda-feira, em tarde literária com escritores sobre o período joanino, no auditório da Imprensa Nacional.
(Fonte: Correio Braziliense)
Ana Clara Brant e Rovênia Amorim
Repórteres
Durante esta semana, em que se comemora os 200 anos da imprensa oficial no Brasil, historiadores e escritores destacam a importância de um outro bicentenário: o do Correio Braziliense.
Quando o tipógrafo alemão Johann Gutenberg criou a imprensa, por volta de 1450, o Brasil ainda nem havia sido descoberto. A publicação de jornais foi proibida na colônia por três séculos e só passou a ser permitida com a chegada de Dom João VI. Em 13 de maio de 1808, ele inaugurou a primeira oficina tipográfica no Brasil, a Impressão Régia, órgão oficial da corte.
Um busto do imperador que ficou no Brasil até 1821 foi inaugurado ontem, nos jardins da Imprensa Nacional, para marcar a data.
Nesse contexto em que a Coroa não permitia outras tipografias e a imprensa livre, Hipólito José da Costa lançou em Londres um jornal escrito em português e pautado pelas questões políticas que envolviam o destino do Brasil. “Hipólito criou o Correio para influir sobre os destinos da nação portuguesa da qual o Brasil era parte. Pensava, como outros portugueses e brasileiros, que aquela era a oportunidade de concretizar o projeto de constituição de um império luso-brasileiro, que teria como sede o Rio de Janeiro”, explica a historiadora Isabel Lustosa, da Fundação Casa Rui Barbosa, co-autora (ao lado do jornalista Alberto Dines) da edição fac-similar do Correio Braziliense (1808-1822), de Hipólito da Costa.
“O Correio teve uma influência mais subjetiva, estimulando e fixando os ideais como os de liberdade de imprensa, opinião e comércio, do fim da escravidão, da necessidade do parlamento, da transparência”, afirma Lustosa. Por criticar a monarquia, o Correio foi proibido de circular em todos os territórios sob o domínio português.
Pesquisadora da Unicamp, Juliana Meirelles comenta que Hipólito fazia uma oposição elegante, de idéias iluministas e contrárias à política absolutista de Dom João VI, sem atacar a pessoa do príncipe regente.
“O jornalista era um defensor que Dom João VI ficasse no Rio, mas era realista e sabia que Portugal nunca aceitaria o projeto de se criar um império com sede no Brasil”, comenta Vamireh Chacon, professor emérito da UnB e autor do prefácio do livro O Conde de Linhares, reedição da biografia escrita em 1908 sobre um dos grandes perseguidores do jornal de Hipólito.
A obra foi lançada segunda-feira, em tarde literária com escritores sobre o período joanino, no auditório da Imprensa Nacional.
(Fonte: Correio Braziliense)
Água no chope
Várias distribuidoras de bebidas de Santarém estão se articulando para oferecer denúncia espontânea na próxima segunda-feira ao Ministério Publico Federal, Ministério Público Estadual, Receita Federal e Secretaria da Fazenda Estadual contra a Distribuidora da Schincariol em Santarém.
Três cervejarias ouvidas por este site alegam que a Schin não emite notas fiscais para seus clientes, salvo para alguns poucos e, mesmo assim - pasmem-, os documentos fiscais ainda são emitidos à mão.
Três cervejarias ouvidas por este site alegam que a Schin não emite notas fiscais para seus clientes, salvo para alguns poucos e, mesmo assim - pasmem-, os documentos fiscais ainda são emitidos à mão.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Comunidades de Oriximiná buscam regulamentação fundiária de suas terras
Porto Trombetas- Conquistar o título da terra onde vivem e de onde tiram seu própriosustento é o sonho de moradores de 28 comunidades do lago Sapucuá, rio Trombetas e Maria Pixi, no município de Oriximiná. Elas buscam a regularização fundiária de suasterras e, de acordo com um cadastro realizado na área, são pelo menos 1.400 famíliasnessa situação. Muitas delas, inclusive, passam pela dificuldade de não ter acessoàs linhas de crédito para a produção rural - sua principal atividade econômica -pelo fato de não serem donas das terras.
"Queremos regularizar as terras para que as famílias que ali moram possam ter acessoa créditos e a moradia mais digna", explica o presidente da Associação dasComunidades das Glebas Sapucuá (ACOMTAGS), Kenar dos Santos Pena. A entidade está àfrente do trabalho pela regularização fundiária, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Oriximiná, o Instituto Nacional deColonização e Reforma Agrária (Incra), o Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e a Mineração Rio do Norte (MRN).
"Produzo farinha, planto mandioca e milho. Sempre morei onde estou e aguardo essaregularização. Tenho esposa e quatro filhos e me sentiria mais seguro se tudo estivesse bem acertado", relata o produtor Álvaro Luiz Barbosa, morador da comunidade Monte Muriá. Além do acesso às linhas de crédito, outras vantagens que poderão ser conquistadas pelas famílias, quando conseguirem formalizar a posse dasterras, são a aposentadoria e a assistência técnica para melhorar seus processos deprodução.
"É também uma prevenção para que não haja nessas terras a invasão da pecuária e da soja, que prejudicam a produção familiar", avalia o presidente doSindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Oriximiná, Wander Luiz deAlmeida. Para que as 28 comunidades consigam a regularização de suas terras, estão sendo realizadas as fases de levantamento socioeconômico, geo-referenciamento(levantamento que permite definir a posição geográfica das propriedades rurais) eplano de desenvolvimento sustentável.
Ao final desse processo, será elaborado umrelatório ambiental, que servirá para que a Associação solicite à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) o licenciamento ambiental das áreas, que é exigidoa toda atividade agro-extrativista, como é o caso da produção rural das famíliasenvolvidas.
Emerson Carvalho da Silva, secretário de informação e assuntos jurídicos da ACOMTAGS, lembra que todas as etapas devem ser cumpridas à risca para evitarproblemas como os que ocorreram no passado, quando o Ministério Público interditou áreas que não seguiram esses passos. "Nós estamos retomando novamente. Essas áreas certamente serão as primeiras da região a ficarem aptas a receberem recursos",finaliza Emerson.
(Fonte: MRN)
"Queremos regularizar as terras para que as famílias que ali moram possam ter acessoa créditos e a moradia mais digna", explica o presidente da Associação dasComunidades das Glebas Sapucuá (ACOMTAGS), Kenar dos Santos Pena. A entidade está àfrente do trabalho pela regularização fundiária, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Oriximiná, o Instituto Nacional deColonização e Reforma Agrária (Incra), o Instituto de Terras do Pará (Iterpa) e a Mineração Rio do Norte (MRN).
"Produzo farinha, planto mandioca e milho. Sempre morei onde estou e aguardo essaregularização. Tenho esposa e quatro filhos e me sentiria mais seguro se tudo estivesse bem acertado", relata o produtor Álvaro Luiz Barbosa, morador da comunidade Monte Muriá. Além do acesso às linhas de crédito, outras vantagens que poderão ser conquistadas pelas famílias, quando conseguirem formalizar a posse dasterras, são a aposentadoria e a assistência técnica para melhorar seus processos deprodução.
"É também uma prevenção para que não haja nessas terras a invasão da pecuária e da soja, que prejudicam a produção familiar", avalia o presidente doSindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Oriximiná, Wander Luiz deAlmeida. Para que as 28 comunidades consigam a regularização de suas terras, estão sendo realizadas as fases de levantamento socioeconômico, geo-referenciamento(levantamento que permite definir a posição geográfica das propriedades rurais) eplano de desenvolvimento sustentável.
Ao final desse processo, será elaborado umrelatório ambiental, que servirá para que a Associação solicite à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) o licenciamento ambiental das áreas, que é exigidoa toda atividade agro-extrativista, como é o caso da produção rural das famíliasenvolvidas.
Emerson Carvalho da Silva, secretário de informação e assuntos jurídicos da ACOMTAGS, lembra que todas as etapas devem ser cumpridas à risca para evitarproblemas como os que ocorreram no passado, quando o Ministério Público interditou áreas que não seguiram esses passos. "Nós estamos retomando novamente. Essas áreas certamente serão as primeiras da região a ficarem aptas a receberem recursos",finaliza Emerson.
(Fonte: MRN)
Trator bate em torre e Santarém fica sem luz
Nota da Celpa informa que "um trator de uma Fazenda no KM 61, próximo ao Portão de Belterra, bateu em uma torre de transmissão da Celpa, causando o desligamento da Linha Rurópolis/Tapajós, que atende os municípios de Santarém e Belterra, às 10h34, horário local, desta quarta-feira, 14. "
Segundo a empresa, o "fornecimento elétrico na cidade de Santarém está normalizado em 70%. Os técnicos da Celpa continuam intensificando os trabalhos de manutenção para normalizartotalmente o sistema elétrico."
Segundo a empresa, o "fornecimento elétrico na cidade de Santarém está normalizado em 70%. Os técnicos da Celpa continuam intensificando os trabalhos de manutenção para normalizartotalmente o sistema elétrico."
Abertas as inscrições para o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio 2008
Participam do concurso universitários de todo o País, de qualquer curso superior, alunos de pós-graduação latu sensu e profissionais que atuam com projetos e planejamento de gestão
A partir de 15 de Maio estarão abertas as inscrições para o 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. Podem participar estudantes de qualquer curso superior, alunos de pós-graduação lato sensu e profissionais que atuam com projetos e planejamento de gestão, sem distinção quanto à categoria funcional, tipo ou tempo de atuação no mercado.
As inscrições devem ser feitas pelo site da Alcoa (www.alcoa.com.br) para as categorias Produtos & Aplicações (tema livre) e Gestão da Reciclagem (com foco na reciclagem de alumínio, resíduos pós-consumo ou gerados na produção de bens de consumo). Os trabalhos serão julgados e premiados separadamente por categoria e modalidade de participação (profissional e estudante).
(Fonte: Temple Comunicação)
A partir de 15 de Maio estarão abertas as inscrições para o 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. Podem participar estudantes de qualquer curso superior, alunos de pós-graduação lato sensu e profissionais que atuam com projetos e planejamento de gestão, sem distinção quanto à categoria funcional, tipo ou tempo de atuação no mercado.
As inscrições devem ser feitas pelo site da Alcoa (www.alcoa.com.br) para as categorias Produtos & Aplicações (tema livre) e Gestão da Reciclagem (com foco na reciclagem de alumínio, resíduos pós-consumo ou gerados na produção de bens de consumo). Os trabalhos serão julgados e premiados separadamente por categoria e modalidade de participação (profissional e estudante).
(Fonte: Temple Comunicação)
Sead publica regras de concurso da Seduc
A Secretaria de Estado de Administração (Sead) publicou, nestaquarta-feira (14), no Diário Oficial do Estado, as normas para acontinuidade do concurso da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Aexecução é da Universidade da Amazônia (Unama) e as inscrições járealizadas pelo Cefet ficam confirmadas. De 14 a 19 de maio, o candidatodeverá acessar o site da Unama (www.unama.br) para emitir seu novocartão de identificação, onde constará a cidade, local, dia e hora daprova objetiva. O concurso público destina-se ao provimento de 258 vagasdistribuídas por unidade regional de educação.
(Fonte: Agência Pará)
(Fonte: Agência Pará)
Nélio diz que não acredita em Papai Noel
O médico Nélio Aguiar diz, em linha direta com a redação on line de O Estado do Tapajós, que já amadureceu bastante para acreditar em estória da caronchinha.
E já avisou a seus fiéis colaboradores que ocupam cargos de confiança na prefeitura que se preparem para um jejum de seis meses.
E consola: todos sobreviverão ao vendaval porque depois vem a bonança.
E já avisou a seus fiéis colaboradores que ocupam cargos de confiança na prefeitura que se preparem para um jejum de seis meses.
E consola: todos sobreviverão ao vendaval porque depois vem a bonança.
Camata pede justiça para fazendeiro no Pará
O senador Gerson Camata (PMDB-ES) pediu justiça para um proprietário rural de 71 anos que teve sua terra invadida no Pará. Ele leu carta enviada pela filha deste fazendeiro, que mora no interior do Espírito Santo, contando as dificuldades vividas pelo pai nos últimos dias. Camata disse que irá enviar a carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem pedirá justiça.
Na carta, a filha afirma que o pai tem uma fazenda com 50% de mata preservada, em Ourilândia do Norte, no sul do Pará, onde trabalha há 20 anos. A fazenda fica perto da Mineradora Onça Puma, recentemente comprada pela gigante multinacional da mineração Vale, antiga Companhia Vale do Rio Doce. A compra, afirmou a filha, valorizou muito a fazenda, devido à proximidade desta com a cidade, cuja economia dinamizou-se muito com a presença da Vale.
A filha conta que trabalhadores sem terra têm, nos últimos quatro anos, perturbado muito o pai e a mãe, culminando com a invasão da fazenda no último final de semana. Afirmou que a mãe soube do líder dos sem-terra que a intenção é lotear a fazenda e vender os lotes. Disse também que o pai ligou no dia anterior, rezando e chorando ao mesmo tempo, indignado com a falta de justiça no Brasil. Ela se pergunta por que os sem-terra não invadiram a fazenda há 20 anos, quando não havia estrada, luz ou cidade próximas.
Camata disse que não era necessário fazer um discurso, que apenas a carta dizia tudo. Mesmo assim, afirmou que o presidente Lula "tem sido muito bonzinho" com o presidente da Bolívia, Evo Morales, dando àquele país a refinaria da Petrobras, e também tem sido bonzinho com o Paraguai e a Argentina, dando mais dinheiro pela energia gerada em Itaipu, no primeiro país, e mais energia para resolver o gargalo na produção argentina.
- Por que não ser bonzinho - aliás, bonzinho, não; justo - com um pobre brasileiro de 71 anos que trabalhou a vida toda numa propriedade e agora ela é invadida pelos sem-terra? - indagou Camata.
(Fonte: Agência Senado)
Na carta, a filha afirma que o pai tem uma fazenda com 50% de mata preservada, em Ourilândia do Norte, no sul do Pará, onde trabalha há 20 anos. A fazenda fica perto da Mineradora Onça Puma, recentemente comprada pela gigante multinacional da mineração Vale, antiga Companhia Vale do Rio Doce. A compra, afirmou a filha, valorizou muito a fazenda, devido à proximidade desta com a cidade, cuja economia dinamizou-se muito com a presença da Vale.
A filha conta que trabalhadores sem terra têm, nos últimos quatro anos, perturbado muito o pai e a mãe, culminando com a invasão da fazenda no último final de semana. Afirmou que a mãe soube do líder dos sem-terra que a intenção é lotear a fazenda e vender os lotes. Disse também que o pai ligou no dia anterior, rezando e chorando ao mesmo tempo, indignado com a falta de justiça no Brasil. Ela se pergunta por que os sem-terra não invadiram a fazenda há 20 anos, quando não havia estrada, luz ou cidade próximas.
Camata disse que não era necessário fazer um discurso, que apenas a carta dizia tudo. Mesmo assim, afirmou que o presidente Lula "tem sido muito bonzinho" com o presidente da Bolívia, Evo Morales, dando àquele país a refinaria da Petrobras, e também tem sido bonzinho com o Paraguai e a Argentina, dando mais dinheiro pela energia gerada em Itaipu, no primeiro país, e mais energia para resolver o gargalo na produção argentina.
- Por que não ser bonzinho - aliás, bonzinho, não; justo - com um pobre brasileiro de 71 anos que trabalhou a vida toda numa propriedade e agora ela é invadida pelos sem-terra? - indagou Camata.
(Fonte: Agência Senado)
Reação a piada com gordinhos derruba campanha na web
Uma campanha de marketing viral da academia de ginástica Cia. Athletica ganhou a antipatia dos internautas por fazer uma brincadeira considerada de mau gosto com os gordinhos.
No vídeo de 2 minutos e 23 segundos criado pela agência DM9DDB, dois fiscais comparam homens fora de forma com outdoors ambulantes. Como a propaganda de rua está proibida na cidade, esses “fiscais de mídia exterior” afirmam que vão aplicar multa de R$ 340 aos gordinhos. Todos os homens abordados nesse vídeo da campanha “Fora de Forma” vestem camisetas com logotipos. Em uma ocasião, o fiscal diz que se o gordinho tirar a camiseta, pode se livrar da multa, pois deixará de ser um outdoor.
Em comunicado ao G1, a agência afirmou que a intenção da peça foi usar o formato “pegadinha”, consagrado por programas de TV. A idéia era fazer com que esse conteúdo se tornasse popular com a ajuda dos próprios usuários da web, que repassariam o link para seus amigos – daí o termo “viral”.
Devido à rejeição, não foi isso o que aconteceu: o vídeo aparece no YouTube descrito como “viral de péssimo gosto” e em alguns blogs que fazem críticas duras à campanha.
“Infelizmente, ao se propagar na internet, o vídeo foi considerado ofensivo por algumas pessoas -- mas jamais foi nossa intenção causar qualquer tipo de constrangimento. Lamentamos o ocorrido e pedimos desculpas a todos os que por ventura tenham se sentido ofendidos”, continua o comunicado enviado ao G1.
(Fonte: G1)
No vídeo de 2 minutos e 23 segundos criado pela agência DM9DDB, dois fiscais comparam homens fora de forma com outdoors ambulantes. Como a propaganda de rua está proibida na cidade, esses “fiscais de mídia exterior” afirmam que vão aplicar multa de R$ 340 aos gordinhos. Todos os homens abordados nesse vídeo da campanha “Fora de Forma” vestem camisetas com logotipos. Em uma ocasião, o fiscal diz que se o gordinho tirar a camiseta, pode se livrar da multa, pois deixará de ser um outdoor.
Em comunicado ao G1, a agência afirmou que a intenção da peça foi usar o formato “pegadinha”, consagrado por programas de TV. A idéia era fazer com que esse conteúdo se tornasse popular com a ajuda dos próprios usuários da web, que repassariam o link para seus amigos – daí o termo “viral”.
Devido à rejeição, não foi isso o que aconteceu: o vídeo aparece no YouTube descrito como “viral de péssimo gosto” e em alguns blogs que fazem críticas duras à campanha.
“Infelizmente, ao se propagar na internet, o vídeo foi considerado ofensivo por algumas pessoas -- mas jamais foi nossa intenção causar qualquer tipo de constrangimento. Lamentamos o ocorrido e pedimos desculpas a todos os que por ventura tenham se sentido ofendidos”, continua o comunicado enviado ao G1.
(Fonte: G1)
Pro-Saúde reúne com médicos amanhã
A nova direção do Hospital Regional do Baixo-Amazonas já marcou data para se reunir com todos os médicos que trabalham naquele estabeleicmento público de saúde.
Será quinta-feira(15), às 19 horas, no auditório do HR.
Será quinta-feira(15), às 19 horas, no auditório do HR.
O rádio deixa saudades
Miguel Oliveira
Editor-Chefe
Amigos diletos não falam mais no rádio. Uns foram demitidos, outros mudaram de profissão, e ainda outros já não se encontram mais entre nós.
Um deles, o mano Flores. Dalvino Rodrigues Flores foi meu mestre quando cheguei à redação da Rádio Cultura do Pará, em Belém.
Mais experiente, mais 'malandro' do que nós, iniciantes. Deitava e rolava contando 'causos' de si próprio.
Era o parceiro ideal para dividir a minha paixão de ouvir rádio.
Mas mano Flores se foi, ano passado, de forma trágica. Diabético, cego e com as pernas amputadas.
Decidi escrever sobre o rádio pensando no mano Flores quando deixei a sala de massoterapia na última sexta-feira, após irmã Graça medir a minha pressão arterial.
Ainda na porta da clínica So Massagem, ensaiei um dedo de prosa sobre o assunto com Josué Monteiro. Desafiei-lhe a repetir o nome das emissoras de rádio do país, as mais antigas, excluindo as FM, é claro.
Mas antes que o massoterapeuta esboçasse qualquer reação, pus-me a enumerar as rádios que escutava em meus tempos de menino: Rio Mar, Baré e Difusora(AM), Timbiras e Difusora(AM), Dragão do Mar e Uirapuru(CE), Poti(RN), Sociedade(BA), Educadora de Bragança, Cariri(Porto Velho), Brasil Central(Goiânia), Cruzeiro do Sul(Acre), Rádio Clube do Pará, Tupi, Tamoios e Globo(RJ).
Sem entender nada de geopolítica, ficava meio confuso ao sintonizar, quase que involuntariamente, estações de rádio do exterior. Naquele tempo o som dessas emissoras era nítido.
Mas anos mais tarde, o governo militar tratou de preencher o espectro de radiofreqüência com concessões de rádios FM's e AM's na Amazônia Legal, o que só fui compreender o real significado de tal decisão quando cheguei até a universidade, no final dos anos 70.
Mas que era prazeroso ouvir rádio de fora, isto era. Até hoje, quando minha mulher está com os tímpanos tolerantes, ensaio um busca pelo dial de um velho rádio. Ainda é possível sintonizar as rádios France 1 (Paris), Voz da América(Washinngton), Transmundial( Bonaire), Central de Moscou, Tirana(Albânia), Sal(Cabo Verde), Liberdade(Luanda) e BBC de Londres.
Essas emissoras, por incrível que pareça, passados mais de dez anos do fim da guerra fria, ainda mantém noticiários em português.
Quem tiver tempo e paciência, tente dar um passeio pelo dial de um velho rádio TransGlobe.
Vale a pena.
Editor-Chefe
Amigos diletos não falam mais no rádio. Uns foram demitidos, outros mudaram de profissão, e ainda outros já não se encontram mais entre nós.
Um deles, o mano Flores. Dalvino Rodrigues Flores foi meu mestre quando cheguei à redação da Rádio Cultura do Pará, em Belém.
Mais experiente, mais 'malandro' do que nós, iniciantes. Deitava e rolava contando 'causos' de si próprio.
Era o parceiro ideal para dividir a minha paixão de ouvir rádio.
Mas mano Flores se foi, ano passado, de forma trágica. Diabético, cego e com as pernas amputadas.
Decidi escrever sobre o rádio pensando no mano Flores quando deixei a sala de massoterapia na última sexta-feira, após irmã Graça medir a minha pressão arterial.
Ainda na porta da clínica So Massagem, ensaiei um dedo de prosa sobre o assunto com Josué Monteiro. Desafiei-lhe a repetir o nome das emissoras de rádio do país, as mais antigas, excluindo as FM, é claro.
Mas antes que o massoterapeuta esboçasse qualquer reação, pus-me a enumerar as rádios que escutava em meus tempos de menino: Rio Mar, Baré e Difusora(AM), Timbiras e Difusora(AM), Dragão do Mar e Uirapuru(CE), Poti(RN), Sociedade(BA), Educadora de Bragança, Cariri(Porto Velho), Brasil Central(Goiânia), Cruzeiro do Sul(Acre), Rádio Clube do Pará, Tupi, Tamoios e Globo(RJ).
Sem entender nada de geopolítica, ficava meio confuso ao sintonizar, quase que involuntariamente, estações de rádio do exterior. Naquele tempo o som dessas emissoras era nítido.
Mas anos mais tarde, o governo militar tratou de preencher o espectro de radiofreqüência com concessões de rádios FM's e AM's na Amazônia Legal, o que só fui compreender o real significado de tal decisão quando cheguei até a universidade, no final dos anos 70.
Mas que era prazeroso ouvir rádio de fora, isto era. Até hoje, quando minha mulher está com os tímpanos tolerantes, ensaio um busca pelo dial de um velho rádio. Ainda é possível sintonizar as rádios France 1 (Paris), Voz da América(Washinngton), Transmundial( Bonaire), Central de Moscou, Tirana(Albânia), Sal(Cabo Verde), Liberdade(Luanda) e BBC de Londres.
Essas emissoras, por incrível que pareça, passados mais de dez anos do fim da guerra fria, ainda mantém noticiários em português.
Quem tiver tempo e paciência, tente dar um passeio pelo dial de um velho rádio TransGlobe.
Vale a pena.
CEPC: escola pública ausente
Lúcio Flávio Pinto
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Belém- Fui de uma das últimas turmas do Colégio Estadual Paes de Carvalho beneficiadas por uma de suas maiores qualidades: reunir representantes da elite e pessoas do povo. Como seu ensino ainda era de qualidade, as “melhores famílias” mandavam seus filhos para o CEPC. Esse fluxo circular era fundamental: o colégio só era procurado por ser bom e sua qualidade era investimento de retorno ao governo, que o mantinha, porque rendia dividendos entre a elite.
O ingresso sofria a influência de pistolões, que acobertavam os bem-nascidos, mas as portas do “Paes de Carvalho” também se abriam a gente simples, sem “posses” ou padrinhos. A convivência entre pessoas de tão diferentes origens, formações e mentalidades, colocadas em competição ou cooperação, era a melhor contribuição da escola pública à qualificação individual dos seus freqüentadores e ao bem comum (impossível de se repetir em locais homogêneos ou discriminatórios, como as escolas particulares mais procuradas atualmente). Mesmo sujeita a distorções, essa relação iria depurar qualidades, caracteres e personalidades. Seria fecunda. Até que a qualidade desapareceu e tudo desmoronou. É o estado atual da arte.
A passagem pelo CEPC se tornou marcante porque nenhuma de suas turmas deixou de se destacar na vida pública ou na atividade privada. Acompanhar a trajetória que seguiram depois dos bancos escolares é um excelente exercício de análise sobre a dinâmica social. Há material para a reconstituição de famílias, o delineamento de carreiras individuais e a hierarquização de valores na vida em sociedade. Cada turma conteve em si uma amostragem significativa da sociedade paraense. Ao seguirem seus rumos, os seus integrantes continuaram a desenvolver as suas aptidões naturais e o bem que lhes foi acrescido pela rica convivência entre diversos e contrários: o respeito às diferenças.
Outro dia partilhei, à distância, o sucesso de um dos colegas de turma do CEPC. Edison Rodrigues recebeu um título de reconhecimento por sua atuação no comércio varejista de materiais de construção. Ele foi um dos principais edificadores da poderosa Oplima e depois saiu da corporação familiar para sua carreira solo por opção. A tarefa que se impôs era dura, mas em pouco tempo, colocou a nova empresa no topo do setor.
Vejo-o numa foto, feliz, ao lado da bela família, e me lembro particularmente dos aperreios que passou para ser aprovado numa prova de francês da exigente professora Fernanda, um dos muitos episódios da nossa vida escolar naquele velho e saudoso casarão da praça da Bandeira. Ali, o filhinho de família rica já se preparava para enfrentar e resolver problemas sem necessariamente precisar recorrer a títulos nobiliárquicos, mesmo os de província. O CEPC preparava cidadãos para o mundo. Podia voltar a realizar essa missão.
Editor do Jornal Pessoal e articulista de O Estado do Tapajós
Belém- Fui de uma das últimas turmas do Colégio Estadual Paes de Carvalho beneficiadas por uma de suas maiores qualidades: reunir representantes da elite e pessoas do povo. Como seu ensino ainda era de qualidade, as “melhores famílias” mandavam seus filhos para o CEPC. Esse fluxo circular era fundamental: o colégio só era procurado por ser bom e sua qualidade era investimento de retorno ao governo, que o mantinha, porque rendia dividendos entre a elite.
O ingresso sofria a influência de pistolões, que acobertavam os bem-nascidos, mas as portas do “Paes de Carvalho” também se abriam a gente simples, sem “posses” ou padrinhos. A convivência entre pessoas de tão diferentes origens, formações e mentalidades, colocadas em competição ou cooperação, era a melhor contribuição da escola pública à qualificação individual dos seus freqüentadores e ao bem comum (impossível de se repetir em locais homogêneos ou discriminatórios, como as escolas particulares mais procuradas atualmente). Mesmo sujeita a distorções, essa relação iria depurar qualidades, caracteres e personalidades. Seria fecunda. Até que a qualidade desapareceu e tudo desmoronou. É o estado atual da arte.
A passagem pelo CEPC se tornou marcante porque nenhuma de suas turmas deixou de se destacar na vida pública ou na atividade privada. Acompanhar a trajetória que seguiram depois dos bancos escolares é um excelente exercício de análise sobre a dinâmica social. Há material para a reconstituição de famílias, o delineamento de carreiras individuais e a hierarquização de valores na vida em sociedade. Cada turma conteve em si uma amostragem significativa da sociedade paraense. Ao seguirem seus rumos, os seus integrantes continuaram a desenvolver as suas aptidões naturais e o bem que lhes foi acrescido pela rica convivência entre diversos e contrários: o respeito às diferenças.
Outro dia partilhei, à distância, o sucesso de um dos colegas de turma do CEPC. Edison Rodrigues recebeu um título de reconhecimento por sua atuação no comércio varejista de materiais de construção. Ele foi um dos principais edificadores da poderosa Oplima e depois saiu da corporação familiar para sua carreira solo por opção. A tarefa que se impôs era dura, mas em pouco tempo, colocou a nova empresa no topo do setor.
Vejo-o numa foto, feliz, ao lado da bela família, e me lembro particularmente dos aperreios que passou para ser aprovado numa prova de francês da exigente professora Fernanda, um dos muitos episódios da nossa vida escolar naquele velho e saudoso casarão da praça da Bandeira. Ali, o filhinho de família rica já se preparava para enfrentar e resolver problemas sem necessariamente precisar recorrer a títulos nobiliárquicos, mesmo os de província. O CEPC preparava cidadãos para o mundo. Podia voltar a realizar essa missão.
DESMEMÓRIA OU DESLEMBRANÇA? AH, FALA SÉRIO!
Bellini Tavares de Lima Neto
Advogado
Neste 2008 se completam 63 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Nessas mais de seis décadas o mundo deu voltas radicais. Primeiro, se dividiu em dois, depois abrigou um terceiro, do qual fizemos ou ainda fazemos parte. O socialismo se tornou a grande esperança, o grande sonho de toda uma geração e acabou desmoronando diante das picaretas de Berlim. A fortaleza inexpugnável do Tio Sam ficou atônita com o atrevimento dos xiitas do Taliban e teve que se conscientizar de que, aos olhos dos demais habitantes do planeta, é bem menos querida que aqueles heróis todos gestados em Hollywood.
Em meio a isso tudo, um episódio permanece vivo na memória do planeta: o holocausto sofrido pelos judeus na Alemanha nazista. Passados mais de 60 anos, o tema se mantém ou é mantido quase intacto. Qual será a razão? Há quem diga que o genocídio judeu se transformou numa eficiente máquina de fazer dinheiro, operada pelos próprios judeus. Pode ser. Do meu prisma, acho que, seja qual for o motivo, é imprescindível que aquela tragédia seja preservada e jamais caia no esquecimento. Ainda que outros episódios escabrosos tenham se sucedido depois dele, é essencial que a humanidade não se esqueça daquela mancha mal cheirosa e, ao menos, tente não repeti-la.
Isso vale para muitas outras situações que assolaram e ainda assolam a sociedade humana. É a presença e atuação da memória. Povo sem memória pode ficar totalmente a mercê de repetir os mesmos erros por séculos. Alguém já disse que o povo que não presta atenção à história corre o risco de vivê-la novamente. É uma pena, mas parece que nós, brasileiros, ainda não descobrimos isso. Vivemos sob essa condenação de assistir sempre ao mesmo capítulo da novela. Coisas acontecem neste nosso Brasil de forma repetitiva e sem que se consiga lembrar sequer quando elas aconteceram antes. E eu me atrevo a dizer que isso é fruto natural dessa nossa já tradicional irreverência, (ou seria leviandade?) essa nossa lamentável tendência a não levar nada a sério e deixar que as coisas se arranjem por si mesmas.
A última edição da revista VEJA estampou, na capa, uma foto um tanto esmaecida do Fenômeno Ronaldo. Isso, obviamente, por conta do episódio de seu suposto envolvimento com três garotas de programa que, na verdade, eram garotos de programa. Mas, VEJA só fez seguir a mídia em geral. A Rede Globo do entusiasmado Galvão Bueno, deu enorme destaque ao assunto chegando, mesmo, a elegê-lo a matéria mais importante do seu FANTÁSTICO. E lá surgiu a figura abatida do jogador dando declarações e fornecendo explicações sobre aquela situação quase patética. Não faltaram, obviamente, as igualmente grotescas declarações dos demais envolvidos, caricaturas de seres humanos.
De minha parte, fiquei me perguntando sobre que importância poderia ter um caso como esse para ganhar tanto destaque. E a minha pergunta me passaria completamente em branco se não tivesse ocorrido no mesmo final de semana, um outro episódio que, talvez, merecesse, esse sim, destaque especial. Um barco em situação irregular, sem licença da Capitania dos Portos e que havia sido interditado no começo do ano, sem equipamentos de segurança, sem tripulação adequada, com uma lotação muito acima do que poderia comportar, navegava placidamente pelas águas do Rio Solimões quando virou causando a morte de uma porção de gente. Até agora são mais de 40 vítimas.
Segundo a Marinha, 26.000 embarcações estão regularizadas na Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, e outras 5.000 circulam clandestinamente. E vamos ver como anda a memória? Em 20 de fevereiro deste ano de 2008, um barco que transportava 112 pessoas colidiu com uma balsa de combustíveis no rio Amazonas, deixando 16 mortos, entre eles nove crianças. O acidente ocorreu próximo a Itacoatiara, a 90 km de Manaus. No ano de 2005, outro naufrágio no rio Amazonas deixou 16 mortos. Um barco com 60 pessoas colidiu com duas balsas, após tentar uma ultrapassagem perigosa. Em 20 de setembro de 2004, na localidade de Cuieira, a três horas de Manaus, , ao menos 14 pessoas morreram no naufrágio de uma embarcação com cerca de 100 passageiros no rio Negro, próximo a cidade de Novo Airão. Em novembro de 1999, a embarcação Ana Maria VIII afundou perto de Manicoré, no rio Madeira, Amazonas, matando 50 pessoas. O barco transportava cerca de 300 pessoas, quando deveria ter no máximo 150 passageiros. E alguém ainda lembra do “Bateu Mouche”?
É possível que quase ninguém se lembre de nada disso. Em compensação, cria-se uma espécie de comoção nacional por conta do Ronaldo Fenômeno e sua pouco ortodoxa pulada de cerca. Pular a cerca, de verdade, é a gente ficar de braços cruzados, assistindo a situações como essa, que se repetem de tempos em tempos sem que nenhum de nós sequer se lembre de quando foi a última vez que aconteceu. E se ninguém mais se lembrasse do holocausto? Será que teríamos um a cada 10 anos? E será que precisa ser assim?
Ganhar a qualificação de grau de investimento é, certamente, muito bom, mas nós temos que tentar manter essa conquista. Para isso vamos ter que começar a praticar algumas coisinhas simples. Pensar é uma delas. Exercitar nossa memória é outra. E levar as coisas a sério é a mais importante delas. É o mínimo que se pode fazer para desmentir aquele francês emproado, o velho General de Gaulle e sua frase célebre proferida em meio a igualmente velha Guerra da Lagosta. Afinal, não adianta nada dizer que não é verdade que não somos um país sério. É preciso ser sério, mesmo. Ah, e parecer sério, também.
07 de maio de 2008
Advogado
Neste 2008 se completam 63 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Nessas mais de seis décadas o mundo deu voltas radicais. Primeiro, se dividiu em dois, depois abrigou um terceiro, do qual fizemos ou ainda fazemos parte. O socialismo se tornou a grande esperança, o grande sonho de toda uma geração e acabou desmoronando diante das picaretas de Berlim. A fortaleza inexpugnável do Tio Sam ficou atônita com o atrevimento dos xiitas do Taliban e teve que se conscientizar de que, aos olhos dos demais habitantes do planeta, é bem menos querida que aqueles heróis todos gestados em Hollywood.
Em meio a isso tudo, um episódio permanece vivo na memória do planeta: o holocausto sofrido pelos judeus na Alemanha nazista. Passados mais de 60 anos, o tema se mantém ou é mantido quase intacto. Qual será a razão? Há quem diga que o genocídio judeu se transformou numa eficiente máquina de fazer dinheiro, operada pelos próprios judeus. Pode ser. Do meu prisma, acho que, seja qual for o motivo, é imprescindível que aquela tragédia seja preservada e jamais caia no esquecimento. Ainda que outros episódios escabrosos tenham se sucedido depois dele, é essencial que a humanidade não se esqueça daquela mancha mal cheirosa e, ao menos, tente não repeti-la.
Isso vale para muitas outras situações que assolaram e ainda assolam a sociedade humana. É a presença e atuação da memória. Povo sem memória pode ficar totalmente a mercê de repetir os mesmos erros por séculos. Alguém já disse que o povo que não presta atenção à história corre o risco de vivê-la novamente. É uma pena, mas parece que nós, brasileiros, ainda não descobrimos isso. Vivemos sob essa condenação de assistir sempre ao mesmo capítulo da novela. Coisas acontecem neste nosso Brasil de forma repetitiva e sem que se consiga lembrar sequer quando elas aconteceram antes. E eu me atrevo a dizer que isso é fruto natural dessa nossa já tradicional irreverência, (ou seria leviandade?) essa nossa lamentável tendência a não levar nada a sério e deixar que as coisas se arranjem por si mesmas.
A última edição da revista VEJA estampou, na capa, uma foto um tanto esmaecida do Fenômeno Ronaldo. Isso, obviamente, por conta do episódio de seu suposto envolvimento com três garotas de programa que, na verdade, eram garotos de programa. Mas, VEJA só fez seguir a mídia em geral. A Rede Globo do entusiasmado Galvão Bueno, deu enorme destaque ao assunto chegando, mesmo, a elegê-lo a matéria mais importante do seu FANTÁSTICO. E lá surgiu a figura abatida do jogador dando declarações e fornecendo explicações sobre aquela situação quase patética. Não faltaram, obviamente, as igualmente grotescas declarações dos demais envolvidos, caricaturas de seres humanos.
De minha parte, fiquei me perguntando sobre que importância poderia ter um caso como esse para ganhar tanto destaque. E a minha pergunta me passaria completamente em branco se não tivesse ocorrido no mesmo final de semana, um outro episódio que, talvez, merecesse, esse sim, destaque especial. Um barco em situação irregular, sem licença da Capitania dos Portos e que havia sido interditado no começo do ano, sem equipamentos de segurança, sem tripulação adequada, com uma lotação muito acima do que poderia comportar, navegava placidamente pelas águas do Rio Solimões quando virou causando a morte de uma porção de gente. Até agora são mais de 40 vítimas.
Segundo a Marinha, 26.000 embarcações estão regularizadas na Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, e outras 5.000 circulam clandestinamente. E vamos ver como anda a memória? Em 20 de fevereiro deste ano de 2008, um barco que transportava 112 pessoas colidiu com uma balsa de combustíveis no rio Amazonas, deixando 16 mortos, entre eles nove crianças. O acidente ocorreu próximo a Itacoatiara, a 90 km de Manaus. No ano de 2005, outro naufrágio no rio Amazonas deixou 16 mortos. Um barco com 60 pessoas colidiu com duas balsas, após tentar uma ultrapassagem perigosa. Em 20 de setembro de 2004, na localidade de Cuieira, a três horas de Manaus, , ao menos 14 pessoas morreram no naufrágio de uma embarcação com cerca de 100 passageiros no rio Negro, próximo a cidade de Novo Airão. Em novembro de 1999, a embarcação Ana Maria VIII afundou perto de Manicoré, no rio Madeira, Amazonas, matando 50 pessoas. O barco transportava cerca de 300 pessoas, quando deveria ter no máximo 150 passageiros. E alguém ainda lembra do “Bateu Mouche”?
É possível que quase ninguém se lembre de nada disso. Em compensação, cria-se uma espécie de comoção nacional por conta do Ronaldo Fenômeno e sua pouco ortodoxa pulada de cerca. Pular a cerca, de verdade, é a gente ficar de braços cruzados, assistindo a situações como essa, que se repetem de tempos em tempos sem que nenhum de nós sequer se lembre de quando foi a última vez que aconteceu. E se ninguém mais se lembrasse do holocausto? Será que teríamos um a cada 10 anos? E será que precisa ser assim?
Ganhar a qualificação de grau de investimento é, certamente, muito bom, mas nós temos que tentar manter essa conquista. Para isso vamos ter que começar a praticar algumas coisinhas simples. Pensar é uma delas. Exercitar nossa memória é outra. E levar as coisas a sério é a mais importante delas. É o mínimo que se pode fazer para desmentir aquele francês emproado, o velho General de Gaulle e sua frase célebre proferida em meio a igualmente velha Guerra da Lagosta. Afinal, não adianta nada dizer que não é verdade que não somos um país sério. É preciso ser sério, mesmo. Ah, e parecer sério, também.
07 de maio de 2008
Vitória de Pirro
A Infraero comemora o crescimento do número de passageiros que embarcam e desembarcam no aeroporto maestro Wilson Fonseca, de Santarém.
Mas o desconforto a que são submetidos os passageiros, marca registrada da administração da Infraero em Santarém, passa em brancas nuvens.
Mas o desconforto a que são submetidos os passageiros, marca registrada da administração da Infraero em Santarém, passa em brancas nuvens.
Câmara aprova medida provisória que aumenta área para uso rural na Amazônia
No mesmo dia em que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão, a Câmara dos Deputados aprovou a medida provisória (MP) que aumenta de 500 hectares para até 1,5 mil hectares a área que pode ser cedida pela União, sem licitação, para o uso rural na Amazônia Legal.
De acordo com o relator da MP, deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA), a medida beneficiará 92 % das posses existentes na região. A MP, que segue agora para apreciação no Senado, condiciona a concessão das áreas rurais ao zoneamento ecológico-econômico da Amazônia Legal ou dos estados que a integram. Apenas no caso de posses acima de 1,5 mil hectares, será necessário o processo de licitação.
De acordo com o relator da proposta, com a aprovação da MP pelo Senado os ocupantes de posses acima de 500 hectares vão 'exercer a cidadania, vão ter seus títulos de propriedade, vão poder fazer financiamentos bancários, estarão na legalidade e protegidos pela lei'.
Em outubro do ano passado, o deputado Asdrubal Bentes apresentou projeto para legalização dessas propriedades. Em março, o governo editou a medida provisória exatamente nos termos do projeto do deputado. Houve revolta de alguns deputados pela edição de uma MP que era a cópia do projeto, mas o autor do projeto aceitou ser o relator do texto. Com a aprovação da MP, o projeto de Asdrubal será arquivado.
(Fonte: Agência Brasil)
De acordo com o relator da MP, deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA), a medida beneficiará 92 % das posses existentes na região. A MP, que segue agora para apreciação no Senado, condiciona a concessão das áreas rurais ao zoneamento ecológico-econômico da Amazônia Legal ou dos estados que a integram. Apenas no caso de posses acima de 1,5 mil hectares, será necessário o processo de licitação.
De acordo com o relator da proposta, com a aprovação da MP pelo Senado os ocupantes de posses acima de 500 hectares vão 'exercer a cidadania, vão ter seus títulos de propriedade, vão poder fazer financiamentos bancários, estarão na legalidade e protegidos pela lei'.
Em outubro do ano passado, o deputado Asdrubal Bentes apresentou projeto para legalização dessas propriedades. Em março, o governo editou a medida provisória exatamente nos termos do projeto do deputado. Houve revolta de alguns deputados pela edição de uma MP que era a cópia do projeto, mas o autor do projeto aceitou ser o relator do texto. Com a aprovação da MP, o projeto de Asdrubal será arquivado.
(Fonte: Agência Brasil)
Em três meses de 2008 o setor madeireiro do Pará já perdeu quase o mesmo número de empregos de todo o ano passado
Pará Negócios
Nos três primeiros meses de 2008 o setor madeireiro do Pará perdeu um número de empregos com carteira assinada quase igual ao de todo o ano de 2007. Entre janeiro e março deste ano o setor formal da indústria da madeira no Estado fez 3.243 admissões e 6.060 desligamentos, gerando um saldo negativo de 2.817 postos de trabalho. De janeiro a dezembro do ano passado, o saldo negativo havia sido de 3.020 empregos.
A informação é do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados do Ministério do Trabalho, e mostra que os municípios mais atingidos pelo desemprego no setor foram Tailândia e Paragominas, onde ocorreram as primeiras intervenções da operação Arco de Fogo, desfechada neste início de ano pelos governos federal e estadual para tentar conter a extração ilegal de madeira na região e que resultou no fechamento de várias serrarias e na destruição de fornos de produção de carvão vegetal.
Nos três primeiros meses de 2008 o setor madeireiro do Pará perdeu um número de empregos com carteira assinada quase igual ao de todo o ano de 2007. Entre janeiro e março deste ano o setor formal da indústria da madeira no Estado fez 3.243 admissões e 6.060 desligamentos, gerando um saldo negativo de 2.817 postos de trabalho. De janeiro a dezembro do ano passado, o saldo negativo havia sido de 3.020 empregos.
A informação é do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados do Ministério do Trabalho, e mostra que os municípios mais atingidos pelo desemprego no setor foram Tailândia e Paragominas, onde ocorreram as primeiras intervenções da operação Arco de Fogo, desfechada neste início de ano pelos governos federal e estadual para tentar conter a extração ilegal de madeira na região e que resultou no fechamento de várias serrarias e na destruição de fornos de produção de carvão vegetal.
Manchetes da edição desta quarta de O Estado do Tapajós
JUIZ AUTORIZA CORTE DE PONTO DOS PROFESSORES EM GREVE
BURACOS AUMENTAM NO JARDIM SANTARÉM
CHIMARRÃO UNE GAÚCHOS NA ORLA
USUÁRIO DE TV POR ASSINATURA TERÁ MAIS VANTAGENS
PECUÁRIA SUSTENTÁVEL É INCENTIVADA EM JURUTI
MAIS UM INVERNO E AS OBRAS DO PAC NÃO COMEÇAM
PRO-SAÚDE ASSUME HOSPITAL REGIONAL E DIRETOR É DEMITIDO
BURACOS AUMENTAM NO JARDIM SANTARÉM
CHIMARRÃO UNE GAÚCHOS NA ORLA
USUÁRIO DE TV POR ASSINATURA TERÁ MAIS VANTAGENS
PECUÁRIA SUSTENTÁVEL É INCENTIVADA EM JURUTI
MAIS UM INVERNO E AS OBRAS DO PAC NÃO COMEÇAM
PRO-SAÚDE ASSUME HOSPITAL REGIONAL E DIRETOR É DEMITIDO
Professores desafiam a justiça e greve continua em Santarém
Professores estaduais em greve desde o dia 5 decidiram manter a paralisação até, pelo menos, sexta-feira, mesmo após a decisão do juiz Torquato Alencar que julgou a greve abusiva.
Esse foi o resultado da assembléia realizada ontem à noite no auditório do Colégio São Raimundo.
Os grevistas marcaram outra assembléia para a próxima sexta-feira para avaliar os rumos da greve e decidir se voltam ou não ao trabalho.
Esse foi o resultado da assembléia realizada ontem à noite no auditório do Colégio São Raimundo.
Os grevistas marcaram outra assembléia para a próxima sexta-feira para avaliar os rumos da greve e decidir se voltam ou não ao trabalho.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Fim de um ciclo
A ministra do meio ambiente Marina Silva pediu demissão do cargo que ocupa desde o início do governo Lula.
(Fonte: Globo On Line)
(Fonte: Globo On Line)
Já vai tarde
Há dois meses, a Coluna do Estado noticiou que uma das primeiras missões da secretaria de saúde Laura Rosseti era colocar no olho da rua o diretor do hospital regional Marcos Fortes.
Hoje, a guilhotina foi acionada.
Hoje, a guilhotina foi acionada.
Advogado agrava decisão que bloqueou bens de Jader Barbalho
Edson Messias de Almeida, advogado do deputado federal Jader Barbalho, vai ingressar com agravo regimental contra liminar deferida pela desembargadora federal Selene Alves de Almeida, do TRF-1, que bloqueou os bens do parlamentar e mais dez pessoas são acusadas peo Ministério Público Federal do Tocantins de desvio de recursos da Sudam.
Juiz manda professores em greve de volta ao trabalho
O site 5ª Emenda acaba de informar que o juiz Torquato de Alencar deu ganho de causa ao governo do estado e mandou de volta à escola os professores estaduais que estão em greve.
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Atualizada as 11h30:
Leia a ínegra da decisão judicial.
O ESTADO DO PARÁ ajuizou a presente AÇÃO COMINATÓRIA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E NÃO FAZER CUMULADA COM AÇÃO CONDENATÓRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA contra o SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO PÚBLICA DO PARÁ – SINTEPP visando declarar a ilegalidade da greve dos professores estaduais.
Pela decisão de fls. 103/107 entendi que a competência para processamento da ação seria do TJE/PA, entretanto, a Exma. Desa. Relatora, em sua decisão de fl. 104, entendeu no sentido contrário, fixando a competência desta Vara para julgar a controvérsia. Em obediência ao princípio da disciplina judiciária, passo a conhecer da ação, decidindo o pedido de antecipação da tutela.
Não há dúvida que o exercício do direito de greve pelos servidores públicos previsto no art. 37, VII da CF/88 (com a redação que lhe deu a EC nº 19/98) reclama por lei específica até agora não editada. Como a greve é um estado de fato, sendo que, quando paralisa os serviços públicos atinge a população em geral, o STF tem admitido a aplicação, pelo juízo competente, em cada caso concreto, de alguns dispositivos da Lei nº 7.783/89, que regula a greve nos serviços privados.
É fato público e notório que está em curso a greve noticiada na inicial, com abrangência em todo o Estado e suspensão total das atividades escolares.
A atividade em questão é essencial e a sua não prestação atinge a milhares de crianças e adolescentes que, sem aulas, ficam privadas não somente de adquirir o saber, mas também passam a ficar em situação de risco, já que sem nenhuma ocupação durante o dia, são presas fácil do mundo das drogas e do crime.
Tanto o art. 9º, § 2º da CF/88, como o art. 11 da Lei nº 7.783/89 referem que o exercício do direito de greve deve ser compatibilizado com o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
O sindicato réu ao deflagrar o movimento paredista, com a suspensão total das atividades escolares, não atendeu ao comando constitucional.
Apesar de reconhecer a difícil situação dos professores, existe um interesse maior de toda população de nosso Estado que precisa ser preservado.
Isto posto, tenho como abusivo o movimento grevista na forma como foi deflagrado e reconheço a possibilidade de dano irreparável à população, circunstâncias que autorizam o juiz a, de acordo com o art. 461, § 3º do CPC, deferir liminarmente a tutela, o que faço nos seguintes termos:
a) Determino que o sindicato réu suste os efeitos da paralisação que convocou, fixando multa de R$10.000,00 (dez mil reais) por cada dia em que o movimento persistir a partir da presente decisão;
b) Autorizo o Estado do Pará a descontar, a partir da presente decisão, os dias parados dos servidores que não comparecerem ao trabalho em decorrência do movimento grevista.
CITE-SE o sindicato réu para, querendo, contestar a presente ação no prazo legal de 15 dias. Expeçam-se imediatamente os mandados necessários, a serem cumpridos através do plantão.
Int.Belém, 13 de maio de 2008
JOSÉ TORQUATO ARAÚJO DE ALENCAR
Juiz da 1ª Vara de Fazenda, respondendo pela 3ª Vara de Fazenda da Capital”
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Atualizada as 11h30:
Leia a ínegra da decisão judicial.
O ESTADO DO PARÁ ajuizou a presente AÇÃO COMINATÓRIA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E NÃO FAZER CUMULADA COM AÇÃO CONDENATÓRIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA contra o SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO PÚBLICA DO PARÁ – SINTEPP visando declarar a ilegalidade da greve dos professores estaduais.
Pela decisão de fls. 103/107 entendi que a competência para processamento da ação seria do TJE/PA, entretanto, a Exma. Desa. Relatora, em sua decisão de fl. 104, entendeu no sentido contrário, fixando a competência desta Vara para julgar a controvérsia. Em obediência ao princípio da disciplina judiciária, passo a conhecer da ação, decidindo o pedido de antecipação da tutela.
Não há dúvida que o exercício do direito de greve pelos servidores públicos previsto no art. 37, VII da CF/88 (com a redação que lhe deu a EC nº 19/98) reclama por lei específica até agora não editada. Como a greve é um estado de fato, sendo que, quando paralisa os serviços públicos atinge a população em geral, o STF tem admitido a aplicação, pelo juízo competente, em cada caso concreto, de alguns dispositivos da Lei nº 7.783/89, que regula a greve nos serviços privados.
É fato público e notório que está em curso a greve noticiada na inicial, com abrangência em todo o Estado e suspensão total das atividades escolares.
A atividade em questão é essencial e a sua não prestação atinge a milhares de crianças e adolescentes que, sem aulas, ficam privadas não somente de adquirir o saber, mas também passam a ficar em situação de risco, já que sem nenhuma ocupação durante o dia, são presas fácil do mundo das drogas e do crime.
Tanto o art. 9º, § 2º da CF/88, como o art. 11 da Lei nº 7.783/89 referem que o exercício do direito de greve deve ser compatibilizado com o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.
O sindicato réu ao deflagrar o movimento paredista, com a suspensão total das atividades escolares, não atendeu ao comando constitucional.
Apesar de reconhecer a difícil situação dos professores, existe um interesse maior de toda população de nosso Estado que precisa ser preservado.
Isto posto, tenho como abusivo o movimento grevista na forma como foi deflagrado e reconheço a possibilidade de dano irreparável à população, circunstâncias que autorizam o juiz a, de acordo com o art. 461, § 3º do CPC, deferir liminarmente a tutela, o que faço nos seguintes termos:
a) Determino que o sindicato réu suste os efeitos da paralisação que convocou, fixando multa de R$10.000,00 (dez mil reais) por cada dia em que o movimento persistir a partir da presente decisão;
b) Autorizo o Estado do Pará a descontar, a partir da presente decisão, os dias parados dos servidores que não comparecerem ao trabalho em decorrência do movimento grevista.
CITE-SE o sindicato réu para, querendo, contestar a presente ação no prazo legal de 15 dias. Expeçam-se imediatamente os mandados necessários, a serem cumpridos através do plantão.
Int.Belém, 13 de maio de 2008
JOSÉ TORQUATO ARAÚJO DE ALENCAR
Juiz da 1ª Vara de Fazenda, respondendo pela 3ª Vara de Fazenda da Capital”
FDA QUER GARANTIR COMPENSAÇÕES AMBIENTAIS DA CARGILL
Gisele de Freitas
Repórter
O padre Ediberto Sena, um dos coordenadores da Frente de Defesa da Amazônia (FDA) afirma que os membros da entidade estarão atentos ao Estudo de Impacto Ambiental do porto da Cargill para saber se o Eia/Rima vai se dar de forma verdadeira e se englobará todos os itens considerados fundamentais. Caso estes requisitos de compensação ambiental não sejam atendidos a Frente poderá entrar com uma representação judicial. O padre entende que a instalação da empresa no município “se deu de forma criminosa, uma vez que a Constituição Federal exige que empresas deste tipo façam um EIA/RIMA antes da instalação e não após, como está sendo feito pela Cargill”.
Para o Edilberto a praia de Vera Paz, que era um ponto turístico foi completamente exterminada e cerca de 20 famílias que residiam nas proximidades foram prejudicadas com a extinção da praia, de onde tiravam o sustento através de quiosques. Sena ainda acusou a Cargill, juntamente com a Companhia Docas do Pará de terem destruído um sítio arqueológico, que ficava no local onde as empresas foram erguidas. "Segundo a arqueóloga Ana Roosevelt toda aquela área é de sítio arqueológico, portanto, todas as construções feitas lá deveriam sair" destacou.
Edilberto ainda criticou a justiça brasileira. Ele entende que a condenação da Cargill foi apenas pela metade, pois a empresa só está sendo obrigada a fazer o estudo e não foi paralisada, como seria certo pela lei. "A igreja católica de vez em quando se reformula, a justiça deveria fazer a mesma coisa ou vai acabar se degradando. A própria Constituição Brasileira condena ao fechamento as empresas que causam impactos e não possuem o EIA/RIMA". Como que a justiça não condenou a Cargill a fechar?, questiona o padre.
Segundo Edilberto, a Cargill incentivou a plantação de soja na região, e os pequenos agricultores venderam suas terras para os sojeiros e foram para mais dentro da mata, aumentando o desmatamento ou vieram para a periferia da cidade, aumentando o desemprego e diminuindo a agricultura familiar. Ainda em relação às lavouras de soja, o padre afirma que os sojeiros ao não se contentarem mais com pouca terra acabaram entrando ainda mais na mata, desmatando-a. Os inseticidas jogados nas lavouras principalmente de avião acabam prejudicando as plantações que há em volta, como agricultura familiar e a própria floresta.
Ediberto ainda acusou a empresa de se comprometer em não comprar soja produzida em áreas devastadas por apenas dois anos, e de ter ignorado a proposta da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e da FDA de prorrogar esta moratória por dez anos. "Eles pensam que não percebemos, estes dois anos que a soja não é comprada é o tempo que os produtores precisam para preparar a terra desmatada com outros produtos antes de começar a produzir soja. Quando propusemos que a moratória fosse por dez anos a empresa não quis nem discutir o assunto" esbravejou o padre.
Outra preocupação da FDA é com a água de lastro dos navios. Membros da Frente afirmam já ter visto navios jogando a água no próprio porto da Cargill. "Tempo é dinheiro para estas empresas. Para não perder duas horas esvaziando, os navios vêm mesmo cheios e deságuam no Tapajós enquanto vão sendo carregados de soja" afirma Sena.
Sobre a devastação promovida por empresas multinacionais na Amazônia Edilberto concluiu de forma taxativa. "A sociedade está dopada, não enxerga o tamanho do problema e o governo apóia a devastação da Amazônia" finalizou Sena.
Repórter
O padre Ediberto Sena, um dos coordenadores da Frente de Defesa da Amazônia (FDA) afirma que os membros da entidade estarão atentos ao Estudo de Impacto Ambiental do porto da Cargill para saber se o Eia/Rima vai se dar de forma verdadeira e se englobará todos os itens considerados fundamentais. Caso estes requisitos de compensação ambiental não sejam atendidos a Frente poderá entrar com uma representação judicial. O padre entende que a instalação da empresa no município “se deu de forma criminosa, uma vez que a Constituição Federal exige que empresas deste tipo façam um EIA/RIMA antes da instalação e não após, como está sendo feito pela Cargill”.
Para o Edilberto a praia de Vera Paz, que era um ponto turístico foi completamente exterminada e cerca de 20 famílias que residiam nas proximidades foram prejudicadas com a extinção da praia, de onde tiravam o sustento através de quiosques. Sena ainda acusou a Cargill, juntamente com a Companhia Docas do Pará de terem destruído um sítio arqueológico, que ficava no local onde as empresas foram erguidas. "Segundo a arqueóloga Ana Roosevelt toda aquela área é de sítio arqueológico, portanto, todas as construções feitas lá deveriam sair" destacou.
Edilberto ainda criticou a justiça brasileira. Ele entende que a condenação da Cargill foi apenas pela metade, pois a empresa só está sendo obrigada a fazer o estudo e não foi paralisada, como seria certo pela lei. "A igreja católica de vez em quando se reformula, a justiça deveria fazer a mesma coisa ou vai acabar se degradando. A própria Constituição Brasileira condena ao fechamento as empresas que causam impactos e não possuem o EIA/RIMA". Como que a justiça não condenou a Cargill a fechar?, questiona o padre.
Segundo Edilberto, a Cargill incentivou a plantação de soja na região, e os pequenos agricultores venderam suas terras para os sojeiros e foram para mais dentro da mata, aumentando o desmatamento ou vieram para a periferia da cidade, aumentando o desemprego e diminuindo a agricultura familiar. Ainda em relação às lavouras de soja, o padre afirma que os sojeiros ao não se contentarem mais com pouca terra acabaram entrando ainda mais na mata, desmatando-a. Os inseticidas jogados nas lavouras principalmente de avião acabam prejudicando as plantações que há em volta, como agricultura familiar e a própria floresta.
Ediberto ainda acusou a empresa de se comprometer em não comprar soja produzida em áreas devastadas por apenas dois anos, e de ter ignorado a proposta da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e da FDA de prorrogar esta moratória por dez anos. "Eles pensam que não percebemos, estes dois anos que a soja não é comprada é o tempo que os produtores precisam para preparar a terra desmatada com outros produtos antes de começar a produzir soja. Quando propusemos que a moratória fosse por dez anos a empresa não quis nem discutir o assunto" esbravejou o padre.
Outra preocupação da FDA é com a água de lastro dos navios. Membros da Frente afirmam já ter visto navios jogando a água no próprio porto da Cargill. "Tempo é dinheiro para estas empresas. Para não perder duas horas esvaziando, os navios vêm mesmo cheios e deságuam no Tapajós enquanto vão sendo carregados de soja" afirma Sena.
Sobre a devastação promovida por empresas multinacionais na Amazônia Edilberto concluiu de forma taxativa. "A sociedade está dopada, não enxerga o tamanho do problema e o governo apóia a devastação da Amazônia" finalizou Sena.
EXPORTAÇÃO DE MADEIRA CAI 40% NO PRIMEIRO QUADRIMESTRE
Alessandra Branches
Repórter
Comparado ao primeiro quadrimestre de 2007 o setor madeireiro teve queda de 40% no número de exportação segundo estatísticas da Companhia Docas do Pará. A redução podia ser maior não fosse o início do transporte da madeira através de contêineres desde o início do mês de maio. Enquanto isso, a soja dispara e já acumula um aumento de 30% no mesmo período.
"Infelizmente o setor madeireiro está sofrendo com algumas imposições do governo federal que está dificultando o transporte do produto e conseqüentemente afetando a exportação, como a não liberação de planos de manejo. Contudo, acreditamos que ainda este mês os números melhorem e o produto seja novamente exportado em larga escala", explicou o administrador da Companhia Docas do Pará, Celso Lima, acrescentando que mesmo diante das dificuldades mais de 55 mil toneladas foram exportadas de janeiro a abril de 2008 e grande parte já começa sair através de contêineres, sonho antigo do setor madeireiro, posto que o frete sai mais em conta do que enviar a carga solta nos navios.
Com o setor madeireiro em crise, quem desponta como maior produto exportado é a soja. Mais de 260 mil toneladas do produto saíram área portuária de Santarém, mais específico do porto da Cargill. "Esses 30% a mais registrados nos quatro primeiros meses do ano representam cerca de 80 mil toneladas a mais do que em 2007. Os números representam uma grande movimentação dos navios que ancoram na área portuária de Santarém", contou o administrador da CDP alegando que a movimentação poderia ser maior não fosse a greve dos auditores fiscais da Receita Federal que liberam o produto para ser exportado.
Além disso, Celso Lima garantiu que ainda este mês, a pista que dá acesso aos caminhões que trazem os produtos como a madeira para serem exportadas serão asfaltadas para suportar as dezenas toneladas despejadas nos pátios da companhia. "Elas estão precisando urgentemente de cuidados para que a área fique livre para o acesso dos caminhões. Em breve os trabalhos serão iniciados", garantiu.
Repórter
Comparado ao primeiro quadrimestre de 2007 o setor madeireiro teve queda de 40% no número de exportação segundo estatísticas da Companhia Docas do Pará. A redução podia ser maior não fosse o início do transporte da madeira através de contêineres desde o início do mês de maio. Enquanto isso, a soja dispara e já acumula um aumento de 30% no mesmo período.
"Infelizmente o setor madeireiro está sofrendo com algumas imposições do governo federal que está dificultando o transporte do produto e conseqüentemente afetando a exportação, como a não liberação de planos de manejo. Contudo, acreditamos que ainda este mês os números melhorem e o produto seja novamente exportado em larga escala", explicou o administrador da Companhia Docas do Pará, Celso Lima, acrescentando que mesmo diante das dificuldades mais de 55 mil toneladas foram exportadas de janeiro a abril de 2008 e grande parte já começa sair através de contêineres, sonho antigo do setor madeireiro, posto que o frete sai mais em conta do que enviar a carga solta nos navios.
Com o setor madeireiro em crise, quem desponta como maior produto exportado é a soja. Mais de 260 mil toneladas do produto saíram área portuária de Santarém, mais específico do porto da Cargill. "Esses 30% a mais registrados nos quatro primeiros meses do ano representam cerca de 80 mil toneladas a mais do que em 2007. Os números representam uma grande movimentação dos navios que ancoram na área portuária de Santarém", contou o administrador da CDP alegando que a movimentação poderia ser maior não fosse a greve dos auditores fiscais da Receita Federal que liberam o produto para ser exportado.
Além disso, Celso Lima garantiu que ainda este mês, a pista que dá acesso aos caminhões que trazem os produtos como a madeira para serem exportadas serão asfaltadas para suportar as dezenas toneladas despejadas nos pátios da companhia. "Elas estão precisando urgentemente de cuidados para que a área fique livre para o acesso dos caminhões. Em breve os trabalhos serão iniciados", garantiu.
S.O.S. Jardim Santarém
A intermitente chuva que cai desde ontem à noite provoca estragos na rua Verbena, no bairro do Jardim Santarém.
Casas e postes de energia estão ameaçados de desabamento.
Enquanto isso, a prefeita Maria do Carmo dorme um sono profundo.
Casas e postes de energia estão ameaçados de desabamento.
Enquanto isso, a prefeita Maria do Carmo dorme um sono profundo.
Agora é tarde
No Repórter Diário, hoje;
O confronto da PM com professores grevistas acendeu o sinal amarelo no Palácio dos Despachos. Na tarde deste domingo, a governadora Ana Júlia convocou para uma reunião o chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, o secretário de Segurança Pública, Geraldo Araújo, e o comandante da Polícia Militar, coronel Luiz Ruffeil. Ela queria saber que razões levaram a tropa de choque da PM a se confrontar com os manifestantes em frente ao Palácio dos Despachos, na última sexta-feira.
Comitê
Dura na cobrança, a governadora lembrou que o diálogo permanente com os movimentos sociais é postura essencial do seu governo e que não ordenou nem jamais ordenaria esse tipo de ação. Resultado do pito: foi instalado um comitê de gestão estratégica de conflitos, constituído pelos titulares da Casa Civil, Segup e Secom, coordenado pelo próprio Gabinete da Governadora.
O confronto da PM com professores grevistas acendeu o sinal amarelo no Palácio dos Despachos. Na tarde deste domingo, a governadora Ana Júlia convocou para uma reunião o chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, o secretário de Segurança Pública, Geraldo Araújo, e o comandante da Polícia Militar, coronel Luiz Ruffeil. Ela queria saber que razões levaram a tropa de choque da PM a se confrontar com os manifestantes em frente ao Palácio dos Despachos, na última sexta-feira.
Comitê
Dura na cobrança, a governadora lembrou que o diálogo permanente com os movimentos sociais é postura essencial do seu governo e que não ordenou nem jamais ordenaria esse tipo de ação. Resultado do pito: foi instalado um comitê de gestão estratégica de conflitos, constituído pelos titulares da Casa Civil, Segup e Secom, coordenado pelo próprio Gabinete da Governadora.
Greve continua
As escolas estaduais em Santarém vão permanecer de portas fechadas por tempo indeterminado.
Lideranças pedem apoio ao plebiscito sobre Estado do Tapajós
Lideranças empresariais e políticas de Santarém se reúnem nesta quarta-feira, 14, em Brasília, com o ministro das Relações Institucionais, Múcio Monteiro. Eles vão pedir apoio ao projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados e autoriza a realização de plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós no Oeste do Pará. O projeto foi aprovado pelo Senado e aguarda votação no plenário da Câmara.
A reunião acontece no Congresso e vai contar com a participação do ministro, dos integrantes do Movimento pela Criação do Estado do Tapajós, de empresários, representantes da Associação Comercial de Santarém (ACES) e parlamentares estaduais e federais paraenses que apóiam a realização da consulta plebiscitária. O objetivo é convencer o governo de que a população da região tem o direito de votar sobre o assunto.
A intenção das lideranças é sensibilizar o ministro que cuida da relação do governo com o Congresso para que o mesmo ajude a colocar o projeto em votação. Segundo cálculos das lideranças, se o projeto for a plenário, terá grandes chances de ser aprovado, garantindo assim, finalmente, o direito da população ser ouvida sobre a criação do novo Estado.
O projeto chegou a ser colocado na pauta de votação, mas retirado devido ao trancamento da pauta por Medidas Provisórias. Desta vez, a expectativa é que o mesmo seja votado pelos parlamentares e aprovado. Para convencer os deputados, as lideranças que estão em Brasília também farão visitas a gabinetes e reuniões.
(Fonte: Ecoamazônia)
A reunião acontece no Congresso e vai contar com a participação do ministro, dos integrantes do Movimento pela Criação do Estado do Tapajós, de empresários, representantes da Associação Comercial de Santarém (ACES) e parlamentares estaduais e federais paraenses que apóiam a realização da consulta plebiscitária. O objetivo é convencer o governo de que a população da região tem o direito de votar sobre o assunto.
A intenção das lideranças é sensibilizar o ministro que cuida da relação do governo com o Congresso para que o mesmo ajude a colocar o projeto em votação. Segundo cálculos das lideranças, se o projeto for a plenário, terá grandes chances de ser aprovado, garantindo assim, finalmente, o direito da população ser ouvida sobre a criação do novo Estado.
O projeto chegou a ser colocado na pauta de votação, mas retirado devido ao trancamento da pauta por Medidas Provisórias. Desta vez, a expectativa é que o mesmo seja votado pelos parlamentares e aprovado. Para convencer os deputados, as lideranças que estão em Brasília também farão visitas a gabinetes e reuniões.
(Fonte: Ecoamazônia)
Jogo de cena
Os cicerones do ex-deputado federal José Priante, que visita Santarém neste final de semana, são todos dissidentes do PMDB comandado por Antônio Rocha que flertam com a candidatura oposicionista de Lira Maia a prefeitura de Santarém.
O jogo de cena faz parte do script da eleição em Belém.
Mas o que tem de bobo na platéia, hein!
O jogo de cena faz parte do script da eleição em Belém.
Mas o que tem de bobo na platéia, hein!
Justiça Estadual decide hoje sobre liminar contra a greve
Espaço Aberto
O juiz José Torquato de Alencar, da 3ª Vara da Fazenda Pública, decide nesta terça-feira se concede ou não liminar contra a greve dos professores públicos da rede estadual de ensino.O pedido de concessão de liminar foi formulado pelo governo do Estado, que ingressou com uma ação cominatória de obrigação de fazer e não fazer, cumulada com ação condenatória com pedido de tutela antecipada contra o Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará.
Na última sexta-feira, 9, a ação foi distribuída ao magistrado, na condição de juiz em atuação na 3ª Vara da Fazenda Pública. Considerando a competência do juizo do 2º Grau para a matéria, o juiz a despachara para o Tribunal de Justiça do Estado, onde foi distribuído às Câmaras Cíveis Reunidas. Ali foi encaminhado à relatoria da desembargadora Dahil Paraense de Souza, que se manifestou pelo reencaminhamento à Vara de origem, para decisão na esfera do 1º Grau. Em seu despacho, a desembargadora-relatora manifestou entendimento de que compete ao juízo de 1º grau processar e julgar a demanda.
O juiz José Torquato de Alencar, da 3ª Vara da Fazenda Pública, decide nesta terça-feira se concede ou não liminar contra a greve dos professores públicos da rede estadual de ensino.O pedido de concessão de liminar foi formulado pelo governo do Estado, que ingressou com uma ação cominatória de obrigação de fazer e não fazer, cumulada com ação condenatória com pedido de tutela antecipada contra o Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará.
Na última sexta-feira, 9, a ação foi distribuída ao magistrado, na condição de juiz em atuação na 3ª Vara da Fazenda Pública. Considerando a competência do juizo do 2º Grau para a matéria, o juiz a despachara para o Tribunal de Justiça do Estado, onde foi distribuído às Câmaras Cíveis Reunidas. Ali foi encaminhado à relatoria da desembargadora Dahil Paraense de Souza, que se manifestou pelo reencaminhamento à Vara de origem, para decisão na esfera do 1º Grau. Em seu despacho, a desembargadora-relatora manifestou entendimento de que compete ao juízo de 1º grau processar e julgar a demanda.
PSDB ainda em ponto morto
Espaço Aberto
Ainda não foi ontem, conforme esperado, que o PSDB saiu do ponto morto em que se encontram as negociações para definir o nome do candidato do partido a prefeito de Belém. Esperava-se que a legenda engatasse pelo menos uma primeira, para começar a ser movimentar. Mas tudo continua como dantes. O PSDB ainda não pegou nem no empurrão.
O ex-governador Simão Jatene e alguns tucanos estiveram na sede do partido, mas preferiram não tratar do “tema Belém” porque faltaram alguns deputados ao encontro. É o caso do santareno Alexandre Von, que ficou de chegar à Capital apenas nesta terça-feira, e do deputado Bosco Gabriel, que tem suas bases eleitorais na região nordeste do Estado. Ainda não está definida a data do próximo encontro. É possível que seja no próximo domingo, mas nada confirmado até aqui.
Para não perderem a viagem, os tucanos que foram até a sede do partido definiram com Jatene mais algumas questões que envolvem candidaturas nos municípios. Falou-se, por exemplo, em Ananindeua.
O partido não cogita, até agora, em outra possibilidade que não a candidatura, a prefeito de Ananindeua, do deputado estadual Manoel Pioneiro, que, aliás, estava presente à reunião. Pelo menos até aqui, continua de pé a disposição que o próprio Pioneiro manifestou ao blog, no início de março passado, de que não existe a menor possibilidade de que ele venha desistir de sua candidatura a prefeito de Ananindeua, enfrentando o atual prefeito Helder Barbalho (PMDB).
Mas convém deixar o tempo correr. Convém deixar o tempo escoar. E só então será possível confirmar se a realidade das palavras anda junto com a realidade dos fatos.
Ainda não foi ontem, conforme esperado, que o PSDB saiu do ponto morto em que se encontram as negociações para definir o nome do candidato do partido a prefeito de Belém. Esperava-se que a legenda engatasse pelo menos uma primeira, para começar a ser movimentar. Mas tudo continua como dantes. O PSDB ainda não pegou nem no empurrão.
O ex-governador Simão Jatene e alguns tucanos estiveram na sede do partido, mas preferiram não tratar do “tema Belém” porque faltaram alguns deputados ao encontro. É o caso do santareno Alexandre Von, que ficou de chegar à Capital apenas nesta terça-feira, e do deputado Bosco Gabriel, que tem suas bases eleitorais na região nordeste do Estado. Ainda não está definida a data do próximo encontro. É possível que seja no próximo domingo, mas nada confirmado até aqui.
Para não perderem a viagem, os tucanos que foram até a sede do partido definiram com Jatene mais algumas questões que envolvem candidaturas nos municípios. Falou-se, por exemplo, em Ananindeua.
O partido não cogita, até agora, em outra possibilidade que não a candidatura, a prefeito de Ananindeua, do deputado estadual Manoel Pioneiro, que, aliás, estava presente à reunião. Pelo menos até aqui, continua de pé a disposição que o próprio Pioneiro manifestou ao blog, no início de março passado, de que não existe a menor possibilidade de que ele venha desistir de sua candidatura a prefeito de Ananindeua, enfrentando o atual prefeito Helder Barbalho (PMDB).
Mas convém deixar o tempo correr. Convém deixar o tempo escoar. E só então será possível confirmar se a realidade das palavras anda junto com a realidade dos fatos.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Parece oca, mas não é!
Essa droga é mesmo uma droga

Brasília- Mano Júnior se trancou para morrer sem saber que morreria. Hospedou-se num hotel de fachada de vidro escuro na Ceilândia Sul, R$ 40 a diária do apartamento simples, sem ar condicionado. Vinte e quatro horas depois, seu corpo foi encontrado caído de bruços, testa sangrando, agarrado ao interfone, fio esticado da parede ao chão. O 23 de janeiro de 2008, o último dia da vida de Mano Júnior, parecia apenas mais um na angústia silenciosa que o acompanhava desde que perdeu a fama conquistada no Domingão do Faustão.
Oito anos e meio antes, em 4 de julho de 1999, Manoel Pinheiro de Oliveira Júnior entrou no auditório da Globo no Rio de Janeiro com uma cartolina escondida no blaser e saiu de lá com um novo nome, Mano Júnior, e contrato com a gravadora Continental para gravar um CD. A música forjou a alma do garoto de olhos reluzentes.
No domingo que o levou à fama, ele se sentou ao lado da animadora de auditório, e esperou a câmara acender a luzinha vermelha para o seu lado. Abriu a cartolina onde estava escrito: “Fausto Silva, sou cantor, vim de Brasília. Me dê uma chance de cantar, por favor. Só depende de Deus e de você”. Faustão estava ao vivo e a próxima atração daquela tarde, a comediante Gorete Milagres (“ô, Coitada”) não havia aparecido.
O sorriso gigante e doce do brasiliense deve ter atraído o apresentador, àquela altura tendo de improvisar para ocupar o espaço vazio na programação. Faustão o chamou ao palco — “faz tempo que o Caçulinha não trabalha” — e daí em diante Júnior virou Mano Júnior.
Enquanto cantava Emoções, de Roberto e Erasmo, Sozinho, de Caetano, Minha Metade, do Só pra Contrariar e mais cinco músicas, a audiência do Domingão alcançou 32 pontos e deixou para trás o Domingo Legal, do arqui-rival Gugu Liberato.
Daí em diante, Mano Júnior voltou 14 vezes ao dominical da Globo. Com o estouro no Faustão, o ex-engraxate, ex-picolezeiro, ex-cobrador de lotação e ex-flanelinha foi morar num flat perto do estúdio de gravação, tinha empresário e psicólogo, dinheiro no bolso, uísque 12 anos na prateleira, e a solidão criando um vácuo no peito.
Passados os dois primeiros anos de sucesso, dinheiro e glória, a bolha estourou. Dois discos gravados, 55 mil vendidos e R$ 200 mil mais tarde, Mano Júnior tinha perdido um dos tesouros. Os olhos translúcidos e o sorriso encantador haviam sido moídos pelo trator do show bussiness e das drogas.
Mano Júnior lutava para se livrar das drogas. Já tinha se internado, mas a família não quis falar sobre o assunto. Não foi a vida de celebridade-relâmpago que iniciou Mano Júnior na teia entorpecente. Desde os tempos de cantor em Brasília, ele já gostava de um fuminho básico.
No último dia de sua vida, Mano Júnior passou boa parte da manhã no serviço. Saiu pouco antes das 14h. Cruzou com o amigo Flávio: “Tô saindo. Se alguém perguntar por mim, diz que eu já fui”. Menos de duas horas depois, se trancou num quarto de hotel para a morte.
(Fonte: Correio Braziliense)
Oito anos e meio antes, em 4 de julho de 1999, Manoel Pinheiro de Oliveira Júnior entrou no auditório da Globo no Rio de Janeiro com uma cartolina escondida no blaser e saiu de lá com um novo nome, Mano Júnior, e contrato com a gravadora Continental para gravar um CD. A música forjou a alma do garoto de olhos reluzentes.
No domingo que o levou à fama, ele se sentou ao lado da animadora de auditório, e esperou a câmara acender a luzinha vermelha para o seu lado. Abriu a cartolina onde estava escrito: “Fausto Silva, sou cantor, vim de Brasília. Me dê uma chance de cantar, por favor. Só depende de Deus e de você”. Faustão estava ao vivo e a próxima atração daquela tarde, a comediante Gorete Milagres (“ô, Coitada”) não havia aparecido.
O sorriso gigante e doce do brasiliense deve ter atraído o apresentador, àquela altura tendo de improvisar para ocupar o espaço vazio na programação. Faustão o chamou ao palco — “faz tempo que o Caçulinha não trabalha” — e daí em diante Júnior virou Mano Júnior.
Enquanto cantava Emoções, de Roberto e Erasmo, Sozinho, de Caetano, Minha Metade, do Só pra Contrariar e mais cinco músicas, a audiência do Domingão alcançou 32 pontos e deixou para trás o Domingo Legal, do arqui-rival Gugu Liberato.
Daí em diante, Mano Júnior voltou 14 vezes ao dominical da Globo. Com o estouro no Faustão, o ex-engraxate, ex-picolezeiro, ex-cobrador de lotação e ex-flanelinha foi morar num flat perto do estúdio de gravação, tinha empresário e psicólogo, dinheiro no bolso, uísque 12 anos na prateleira, e a solidão criando um vácuo no peito.
Passados os dois primeiros anos de sucesso, dinheiro e glória, a bolha estourou. Dois discos gravados, 55 mil vendidos e R$ 200 mil mais tarde, Mano Júnior tinha perdido um dos tesouros. Os olhos translúcidos e o sorriso encantador haviam sido moídos pelo trator do show bussiness e das drogas.
Mano Júnior lutava para se livrar das drogas. Já tinha se internado, mas a família não quis falar sobre o assunto. Não foi a vida de celebridade-relâmpago que iniciou Mano Júnior na teia entorpecente. Desde os tempos de cantor em Brasília, ele já gostava de um fuminho básico.
No último dia de sua vida, Mano Júnior passou boa parte da manhã no serviço. Saiu pouco antes das 14h. Cruzou com o amigo Flávio: “Tô saindo. Se alguém perguntar por mim, diz que eu já fui”. Menos de duas horas depois, se trancou num quarto de hotel para a morte.
(Fonte: Correio Braziliense)
Comitê Pro-Novo Estado tem audiência em Brasília
O ministro das relações institucioinais José Múcio Monteiro(PTB-PE) marcou, a pedido do deputado federal Lira Maia, encontro quarta-feira, em Brasília, com delegação do comitê pro-criação do estado do Tapajos, liderada pelo professor Edvaldo Bernardes.
O grupo emancipacionista tem apenas um único pedido a fazer a Múcio: que o projeto que autoriza o plebiscito seja colocado em pauta ainda este semestre.
O grupo emancipacionista tem apenas um único pedido a fazer a Múcio: que o projeto que autoriza o plebiscito seja colocado em pauta ainda este semestre.
Da sala para a cozinha
É para onde anda, meio perdido, o líder do governo na Câmara de Santarém.
Tem horas que o partido de Emir Aguiar, o PR, está na cozinha.
Noutro horário, os republicanos estão na sala.
E Emir, do lado de fora, olha pela janela, mas nada pode fazer.
Tem horas que o partido de Emir Aguiar, o PR, está na cozinha.
Noutro horário, os republicanos estão na sala.
E Emir, do lado de fora, olha pela janela, mas nada pode fazer.
PAC empacado em Santarém
Moradores das baixadas dos bairros de Uruará e Mapiri, em Santarém, foram desaconselhados pela prefeitua Maria do Carmo a levantar o assoalho de suas casas porque as obras do PAC livrariam suas casas dos efeitos da enchente ainda este ano.
Maio chegou, as casas estão no fundo, a prefeita sumiu e as obras do PAC continuam sem sair do papel.
Maio chegou, as casas estão no fundo, a prefeita sumiu e as obras do PAC continuam sem sair do papel.
Quando não são oito, são oitenta
Inacreditável.
Empresa que faz linha fluvial de lancha entre Alenquer e Santarém está sendo criticada porque não vende passagem em excesso. E está 'barrando' policiais de folga que tomavam os assentos de passageiros que pagam passagem.
O ponta-de-lança dessa malfada campanha é o repórter Frank de Oliveira, da sucursal da Tv Tapajós em Alenquer. Ele critica até o fato da empresa estar vendendo passagem com antecedência, para comodidade dos passageiros.
Parece que ele nunca viajou de avião. Deve ser isso.
Empresa que faz linha fluvial de lancha entre Alenquer e Santarém está sendo criticada porque não vende passagem em excesso. E está 'barrando' policiais de folga que tomavam os assentos de passageiros que pagam passagem.
O ponta-de-lança dessa malfada campanha é o repórter Frank de Oliveira, da sucursal da Tv Tapajós em Alenquer. Ele critica até o fato da empresa estar vendendo passagem com antecedência, para comodidade dos passageiros.
Parece que ele nunca viajou de avião. Deve ser isso.
PT considera que componente eleitoral é que inspira a greve
Do Espaço Aberto
Os presidentes do Diretório Estadual do PT e do Diretório Municipal do partido em Belém, João Batista da Silva e Adalberto Aguiar, estão convictos de que PSOL, PSTU e PSDB estimulam a greve de professores estaduais como estratégia de desgaste neste período pré-eleitoral.“
A greve dos professores é legítima. Eles têm uma grande tradição de luta no Estado. Nós respeitamos o direito de greve. Mas não há dúvida alguma de que PSOL, PSTU e PSDB sempre estiveram juntos no Estado contra o PT. Aliás, o PSOL e o PSTU são pragmáticos. E porque são pragmáticos, às vezes acabam se aliando à direita. Veja-se, por exemplo, a ex-senadora Heloisa Helena [presidente nacional do PSOL], responsável por ressuscitar o Collor, alguém que a História condenou”, ataca o vereador Adalberto Aguiar.
“Não há dúvida alguma de que a greve dos professores tem não um forte, mas um fortíssimo componente, um fortíssimo caráter eleitoral. E o PSOL, o PSTU e o PSDB têm o maior interesses em desgastar o PT. O alvo é o PT, evidentemente, porque é governo”, vai no mesmo tom o presidente estadual petista, João Batista.
Aguiar deplora o que chama de “excessos” na repressão policial ocorrida na última sexta-feira (9), quando policiais militares atiraram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para desbloquear a Rodovia Augusto Montenegro, interditada por grevistas nas imediações do Palácio dos Despachos.
O presidente municipal do PT considera, no entanto, que há por parte dos professores em greve uma forma equivocada nas reivindicações que têm formulado. “Acho que a proposta do governo Ana Júlia é boa. Acho a proposta coerente. Mas o governo não tem conseguido vender bem essa proposta. E tem havido falta de habilidade nas negociações”, diz Aguiar.
Adalberto Aguiar informou que nesta segunda e terça-feiras, durante seminário de formação promovido pelo PT, será debatida uma proposta de que seja aberto um canal de negociações entre o governo e os professores. Mas ele faz logo uma ressalva: o canal de negociação “deve partir do princípio de que não haja vencidos nem vencedores.”
João Batista, o presidente estadual, também informou ao blog que logo mais, no início da tarde desta segunda-feira, as bancadas estadual e federal do partido vão se reunir para fazer uma avaliação da greve e dos caminhos que podem ser buscados para evitar que o impasse continue.
Muito embora também considere a greve legítima, João Batista acha que o governo já ofereceu o possível e não pode agir à margem da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impõe limites para os gastos com pessoal. “O que tem faltado é estabelecer um tempo, um prazo para a recuperação das perdas de 75% dos professores. Mas todos haverão de convir que o governo não poderá reverter, de uma hora para outra, esse percentual acumulado em 12 anos de governos tucanos”, diz João Batista.
Os presidentes do Diretório Estadual do PT e do Diretório Municipal do partido em Belém, João Batista da Silva e Adalberto Aguiar, estão convictos de que PSOL, PSTU e PSDB estimulam a greve de professores estaduais como estratégia de desgaste neste período pré-eleitoral.“
A greve dos professores é legítima. Eles têm uma grande tradição de luta no Estado. Nós respeitamos o direito de greve. Mas não há dúvida alguma de que PSOL, PSTU e PSDB sempre estiveram juntos no Estado contra o PT. Aliás, o PSOL e o PSTU são pragmáticos. E porque são pragmáticos, às vezes acabam se aliando à direita. Veja-se, por exemplo, a ex-senadora Heloisa Helena [presidente nacional do PSOL], responsável por ressuscitar o Collor, alguém que a História condenou”, ataca o vereador Adalberto Aguiar.
“Não há dúvida alguma de que a greve dos professores tem não um forte, mas um fortíssimo componente, um fortíssimo caráter eleitoral. E o PSOL, o PSTU e o PSDB têm o maior interesses em desgastar o PT. O alvo é o PT, evidentemente, porque é governo”, vai no mesmo tom o presidente estadual petista, João Batista.
Aguiar deplora o que chama de “excessos” na repressão policial ocorrida na última sexta-feira (9), quando policiais militares atiraram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para desbloquear a Rodovia Augusto Montenegro, interditada por grevistas nas imediações do Palácio dos Despachos.
O presidente municipal do PT considera, no entanto, que há por parte dos professores em greve uma forma equivocada nas reivindicações que têm formulado. “Acho que a proposta do governo Ana Júlia é boa. Acho a proposta coerente. Mas o governo não tem conseguido vender bem essa proposta. E tem havido falta de habilidade nas negociações”, diz Aguiar.
Adalberto Aguiar informou que nesta segunda e terça-feiras, durante seminário de formação promovido pelo PT, será debatida uma proposta de que seja aberto um canal de negociações entre o governo e os professores. Mas ele faz logo uma ressalva: o canal de negociação “deve partir do princípio de que não haja vencidos nem vencedores.”
João Batista, o presidente estadual, também informou ao blog que logo mais, no início da tarde desta segunda-feira, as bancadas estadual e federal do partido vão se reunir para fazer uma avaliação da greve e dos caminhos que podem ser buscados para evitar que o impasse continue.
Muito embora também considere a greve legítima, João Batista acha que o governo já ofereceu o possível e não pode agir à margem da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impõe limites para os gastos com pessoal. “O que tem faltado é estabelecer um tempo, um prazo para a recuperação das perdas de 75% dos professores. Mas todos haverão de convir que o governo não poderá reverter, de uma hora para outra, esse percentual acumulado em 12 anos de governos tucanos”, diz João Batista.
Brasileiro sente-se incapaz de mudar crise ambiental
52% dos cidadãos não vêem mudanças climáticas como problema grave enquanto 46% se preocupam com a situação segundo os resultados do estudo "Os Brasileiros Diante das Mudanças Climáticas - Imaginando o Impacto do Aquecimento Global". Nele, constatou-se que as pessoas sentem-se mais alarmadas do que informadas, enquanto o discernimento entre o que pode e deve ser feito está sujeito a ambigüidades e dúvidas.
Para se chegar a esta conclusão, foi analisada a visão da população diante do quadro de conseqüências cotidianas, propondo reflexão sobre a percepção do fenômeno ambiental e a capacidade de mudar esta situação. A inquietação sobre os prováveis efeitos negativos derivados do aquecimento global fica clara quando se expõem questões como problemas de saúde humana, secas e escassez de recursos como água potável, perda de flora e fauna com a extinção de várias espécies, aumento do nível do mar e padrões climáticos extremos.
Além de apontar para a combinação de alguns destes pontos ou de todos eles juntos, o fator mais temido e esperado pelo brasileiro é a seca com a escassez de água (23%), seguido pela extinção de espécies (16%) e um clima cada vez mais radical (14%).
Segundo Fabián Echegaray, diretor da Market Analysis, os consumidores do país revelam um quadro misto de certezas e conflitos sobre o desafio da sustentabilidade ambiental. "Apesar de as opiniões estarem divididas, - 52% não acreditam que as mudanças climáticas sejam um problema tão grave, enquanto 46% apresentam real preocupação com o assunto -, os brasileiros emergem como o povo mais autoconfiante sobre o tema entre os que pertencem a sociedades em desenvolvimento", afirma Echegaray.
"Existe uma fraca associação entre perceber o fenômeno ambiental como crítico no plano pessoal e se sentir capaz de mudar a situação", contrapõe. No Brasil, 40% das pessoas sentem-se suficientemente competentes para realizar mudanças pessoais que ajudam a alterar a desordem ambiental. Porém, ao focar naqueles que exibem fortes percepções sobre o assunto, a incidência atinge apenas 16,1%, considerados como a minoria consciente e efetivamente mobilizada. Este grupo se diferencia dos demais pelo maior nível de informação sobre o aquecimento global, e por seu alinhamento favorável com as ações de ONGs, especialmente se ambientais ou filantrópicas.
Percepção mundial sobre o aquecimento global
Apesar de não se sentirem vítimas do fenômeno, os países desenvolvidos concentram o maior número de consumidores com sentimentos de competência pessoal para lidar com a situação. No outro extremo, a grande massa de países emergentes percebe-se como vítima das mudanças climáticas, sem condições de dar resposta eficaz.
Ficha técnica:
Os dados fazem parte da pesquisa Barômetro Ambiental, estudo anual realizado com exclusividade pela Market Analysis no Brasil, sendo reproduzido simultaneamente em outros 21 países, por meio de uma rede de institutos de pesquisas parceiros. Amostras representativas dos adultos entre 18 e 69 anos, residentes nas oito principais capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife e Brasília. Entrevistados 802 adultos, pessoalmente no domicilio do entrevistado. Margem de erro de aproximadamente 3,4%.
Para se chegar a esta conclusão, foi analisada a visão da população diante do quadro de conseqüências cotidianas, propondo reflexão sobre a percepção do fenômeno ambiental e a capacidade de mudar esta situação. A inquietação sobre os prováveis efeitos negativos derivados do aquecimento global fica clara quando se expõem questões como problemas de saúde humana, secas e escassez de recursos como água potável, perda de flora e fauna com a extinção de várias espécies, aumento do nível do mar e padrões climáticos extremos.
Além de apontar para a combinação de alguns destes pontos ou de todos eles juntos, o fator mais temido e esperado pelo brasileiro é a seca com a escassez de água (23%), seguido pela extinção de espécies (16%) e um clima cada vez mais radical (14%).
Segundo Fabián Echegaray, diretor da Market Analysis, os consumidores do país revelam um quadro misto de certezas e conflitos sobre o desafio da sustentabilidade ambiental. "Apesar de as opiniões estarem divididas, - 52% não acreditam que as mudanças climáticas sejam um problema tão grave, enquanto 46% apresentam real preocupação com o assunto -, os brasileiros emergem como o povo mais autoconfiante sobre o tema entre os que pertencem a sociedades em desenvolvimento", afirma Echegaray.
"Existe uma fraca associação entre perceber o fenômeno ambiental como crítico no plano pessoal e se sentir capaz de mudar a situação", contrapõe. No Brasil, 40% das pessoas sentem-se suficientemente competentes para realizar mudanças pessoais que ajudam a alterar a desordem ambiental. Porém, ao focar naqueles que exibem fortes percepções sobre o assunto, a incidência atinge apenas 16,1%, considerados como a minoria consciente e efetivamente mobilizada. Este grupo se diferencia dos demais pelo maior nível de informação sobre o aquecimento global, e por seu alinhamento favorável com as ações de ONGs, especialmente se ambientais ou filantrópicas.
Percepção mundial sobre o aquecimento global
Apesar de não se sentirem vítimas do fenômeno, os países desenvolvidos concentram o maior número de consumidores com sentimentos de competência pessoal para lidar com a situação. No outro extremo, a grande massa de países emergentes percebe-se como vítima das mudanças climáticas, sem condições de dar resposta eficaz.
Ficha técnica:
Os dados fazem parte da pesquisa Barômetro Ambiental, estudo anual realizado com exclusividade pela Market Analysis no Brasil, sendo reproduzido simultaneamente em outros 21 países, por meio de uma rede de institutos de pesquisas parceiros. Amostras representativas dos adultos entre 18 e 69 anos, residentes nas oito principais capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife e Brasília. Entrevistados 802 adultos, pessoalmente no domicilio do entrevistado. Margem de erro de aproximadamente 3,4%.
Memória de Santarém - Lúcio Flávio Pinto
Santarém, 1960
A cidade tinha 23.654 habitantes nesse ano, segundo recenseamento preliminar do IBGE.
O DIA-A-DIA
*Os santarenos não tiveram dúvida: apesar das nuvens carregadas e baixas impossibilitarem uma boa visão, a fumaça branca deixada por um "misterioso aparelho", naquela terça-feira de junho, deve ter sido o rastro do satélite Atlas III, "o mais aperfeiçoado engenho teleguiado, enviado ao espaço sideral pelos técnicos norte-americanos". O satélite "passou por Santarém em velocidade incrível, despertando a atenção da população". Talvez não por mera coincidência, na mesma época começou a passar sobre a cidade o jato da linha Miami-Santiago do Chile. Com menos mistério, é claro.
*Por falta de combustível, a Tecejuta, a fábrica de fiação e tecelagem de juta da Prainha, foi forçada a limitar por alguns dias a luz que fornecia à cidade, desprovida de outra fonte de energia. Às 10 da noite Santarém ficava às escuras.
*Na sede do PSD, na rua Floriano Peixoto, no período pré-eleitoral, o partido mantinha "fotógrafo e pessoal habilitado para atender quem queira alistar-se eleitor". Os vereadores José Saraiva Macedo e Belarmino Paiva, considerados "a dupla bossa nova do PTB", bateram o recorde de alistamento: fizeram 2.233 eleitores.
*Durante uma única semana, em abril de 1960, Santarém teve três prefeitos: Ubaldo Corrêa, o titular; e os vereadores Serique e Belarmino, este presidente da Câmara Municipal, que o substituíram em sua ausência.
*Apesar de pertencerem à coligação, Nestor Orlando Miléo e seu irmão, José Miléo, apoiaram o candidato do partido adversário, o PSD, ao governo do Estado, em 1960. Também Guilherme Imbiriba Lisboa e Aurélio Imbiriba da Rocha se aliaram a Aurélio do Carmo, que venceu a disputa.
*O casal Dácio e Aida Campos comemorou o aniversário de sua "jovem e linda filha", oferecendo-lhe "momentos de intensas alegrias", junto a suas colegas e pessoas "do círculo de relações de sua família". Ieda cursava "com aplicação" a terceira série ginasial do Colégio Santa Clara.
*Santarém acordou mais cedo, na madrugada de 12 de maio de 1960, "com o estrugir de foguetes nos quatro cantos da cidade", que davam início às comemorações pelo aniversário do juiz de direito da 1ª vara da comarca, Alberto de Chermont Raiol. "Uma banda de música executou partituras apropriadas, na alvorada do grande dia em homenagem ao aniversariante, que deve ter ficado surpreendido e ferido na sua proverbial modéstia, com tantas demonstrações de carinho", atestou a crônica jornalística.
*Dário Mendes Coimbra, sócio-gerente da firma Coimbra & Irmãos, também foi surpreendido em sua "confortável residência" por alvorada que os amigos fizeram, à zero hora do dia do seu aniversário, a 26 de maio.
*Houve festa para comemorar os 15 anos de Maria Luiza, a "linda garota estudiosa, meiga e educada", filha do juiz Manoel Cacela Alves e da senha Elba Alves, que colhia, assim, "mais essa flor perfumada no jardim florido de sua venturosa e despreocupada existência". Maria Luiza cursava "com brilhantismo" a 1ª série do curso ginasial do Colégio Santa Clara.
*Foi já em casa nova, na travessa dos Mártires, que Laudelino e Carmita Silva festejaram o aniversário de seus filhos, Regina Maria, Vera Lúcia e Paulo Roberto.
*Com "os mais variados tipos de uísque", Alfredo Ferreira Coelho, o "benquisto" comerciante Alfredinho, comemorou sua data natalícia.
*Aloysio Melo, médico da Casa de Saúde São Sebastião, comprou uma "notável" caminhonete Rural Willys.
A cidade tinha 23.654 habitantes nesse ano, segundo recenseamento preliminar do IBGE.
O DIA-A-DIA
*Os santarenos não tiveram dúvida: apesar das nuvens carregadas e baixas impossibilitarem uma boa visão, a fumaça branca deixada por um "misterioso aparelho", naquela terça-feira de junho, deve ter sido o rastro do satélite Atlas III, "o mais aperfeiçoado engenho teleguiado, enviado ao espaço sideral pelos técnicos norte-americanos". O satélite "passou por Santarém em velocidade incrível, despertando a atenção da população". Talvez não por mera coincidência, na mesma época começou a passar sobre a cidade o jato da linha Miami-Santiago do Chile. Com menos mistério, é claro.
*Por falta de combustível, a Tecejuta, a fábrica de fiação e tecelagem de juta da Prainha, foi forçada a limitar por alguns dias a luz que fornecia à cidade, desprovida de outra fonte de energia. Às 10 da noite Santarém ficava às escuras.
*Na sede do PSD, na rua Floriano Peixoto, no período pré-eleitoral, o partido mantinha "fotógrafo e pessoal habilitado para atender quem queira alistar-se eleitor". Os vereadores José Saraiva Macedo e Belarmino Paiva, considerados "a dupla bossa nova do PTB", bateram o recorde de alistamento: fizeram 2.233 eleitores.
*Durante uma única semana, em abril de 1960, Santarém teve três prefeitos: Ubaldo Corrêa, o titular; e os vereadores Serique e Belarmino, este presidente da Câmara Municipal, que o substituíram em sua ausência.
*Apesar de pertencerem à coligação, Nestor Orlando Miléo e seu irmão, José Miléo, apoiaram o candidato do partido adversário, o PSD, ao governo do Estado, em 1960. Também Guilherme Imbiriba Lisboa e Aurélio Imbiriba da Rocha se aliaram a Aurélio do Carmo, que venceu a disputa.
*O casal Dácio e Aida Campos comemorou o aniversário de sua "jovem e linda filha", oferecendo-lhe "momentos de intensas alegrias", junto a suas colegas e pessoas "do círculo de relações de sua família". Ieda cursava "com aplicação" a terceira série ginasial do Colégio Santa Clara.
*Santarém acordou mais cedo, na madrugada de 12 de maio de 1960, "com o estrugir de foguetes nos quatro cantos da cidade", que davam início às comemorações pelo aniversário do juiz de direito da 1ª vara da comarca, Alberto de Chermont Raiol. "Uma banda de música executou partituras apropriadas, na alvorada do grande dia em homenagem ao aniversariante, que deve ter ficado surpreendido e ferido na sua proverbial modéstia, com tantas demonstrações de carinho", atestou a crônica jornalística.
*Dário Mendes Coimbra, sócio-gerente da firma Coimbra & Irmãos, também foi surpreendido em sua "confortável residência" por alvorada que os amigos fizeram, à zero hora do dia do seu aniversário, a 26 de maio.
*Houve festa para comemorar os 15 anos de Maria Luiza, a "linda garota estudiosa, meiga e educada", filha do juiz Manoel Cacela Alves e da senha Elba Alves, que colhia, assim, "mais essa flor perfumada no jardim florido de sua venturosa e despreocupada existência". Maria Luiza cursava "com brilhantismo" a 1ª série do curso ginasial do Colégio Santa Clara.
*Foi já em casa nova, na travessa dos Mártires, que Laudelino e Carmita Silva festejaram o aniversário de seus filhos, Regina Maria, Vera Lúcia e Paulo Roberto.
*Com "os mais variados tipos de uísque", Alfredo Ferreira Coelho, o "benquisto" comerciante Alfredinho, comemorou sua data natalícia.
*Aloysio Melo, médico da Casa de Saúde São Sebastião, comprou uma "notável" caminhonete Rural Willys.
Ademir ganha a disputa pelo comando estadual do PSB
A oposição tentou, tentou e bem que tentou, mas o comando estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Pará continua nas mãos do ex-senador Ademir Andrade.
No Congresso Estadual do partido, realizado das 8h até por volta das 18h deste sábado (10), na Câmara Municipal de Belém, a chapa “Coragem”, liderada por Ademir, levou os votos de 164 dos 229 delegados municipais aptos a votar. Os restantes 65 votos foram dados às duas chapas de oposição, a “Miguel Arraes”, liderada pela ex-prefeita de Abaetetuba, Antônia Botelho, e a “Unidade Socialista”, do grupo do advogado e militante do partido Nelson Marzullo.
Com a vitória, é praticamente certo que Ademir Andrade, até agora o presidente da Comissão Provisória do PSB no Estado, também será confirmado como o presidente da Executiva Regional do partido.
Mas a definição dos nomes que vão compor a Executiva só ocorrerá na próxima terça-feira, às 18h, em local que a direção estadual da legenda ainda não definiu.
(Fonte: Espaço Aberto)
No Congresso Estadual do partido, realizado das 8h até por volta das 18h deste sábado (10), na Câmara Municipal de Belém, a chapa “Coragem”, liderada por Ademir, levou os votos de 164 dos 229 delegados municipais aptos a votar. Os restantes 65 votos foram dados às duas chapas de oposição, a “Miguel Arraes”, liderada pela ex-prefeita de Abaetetuba, Antônia Botelho, e a “Unidade Socialista”, do grupo do advogado e militante do partido Nelson Marzullo.
Com a vitória, é praticamente certo que Ademir Andrade, até agora o presidente da Comissão Provisória do PSB no Estado, também será confirmado como o presidente da Executiva Regional do partido.
Mas a definição dos nomes que vão compor a Executiva só ocorrerá na próxima terça-feira, às 18h, em local que a direção estadual da legenda ainda não definiu.
(Fonte: Espaço Aberto)
Poder pelo poder
O secretário de planejamento Everaldo Martins já dá como favas contadas a adesão do PMDB à candidatura de Maria do Carmo mas nem por isso se dá por satisfeito.
Está pressionado os pequenos partidos a ir a reboque de Maria do Carmo.
Os 'argumentos' são os mais diversificados possíveis.
Do canto da sereia ao tilintar de 30 moedas de prata.
Está pressionado os pequenos partidos a ir a reboque de Maria do Carmo.
Os 'argumentos' são os mais diversificados possíveis.
Do canto da sereia ao tilintar de 30 moedas de prata.
Para facilitar o Eiia/Rima, Cargill pode suspender compra de soja regional
Gisele de Freitas
Repórter
A Cargill reuniu a imprensa na última quinta-feira (8) para explicar o processo de elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/RIMA) do terminal graneleiro da Vera Paz, em Santarém. De acordo com o diretor coorporativo da empresa, Afonso Champi, o estudo será entregue ao Ibama ainda em 2008 e não será apenas local, mas sim abrangendo a região. O diretor respondeu a questões sobre impacto ambiental e compensação aos danos causados ao meio ambiente, plantação de soja na região, sítio arqueológico que existia no local em que a empresa se instalou e a água de lastro dos navios que seria jogada no rio Tapajós.
De acordo com Champi, todas estas questões serão abrangidas pelo estudo e a Cargill poderá tomar algumas atitudes para diminuir os impactos assim que estiver consciente do prejuízo que foi causado.
A Cargill se comprometeu em não comprar soja de áreas desmatadas por dois anos, prazo que os grupos de defesa do meio ambiente tentam prorrogar. Para Champi a moratória termina em julho deste ano e a decisão de prorrogar este tempo não depende da empresa, mas do TNC e a questão poderá ser revista.
Mas não é que pensa o padre Ediberto Sena, da Frente de Defesa da Amazônia (FDA). O religioso afirma que os membros da FDA estarão atentos ao estudo para saber se ele vai se dar de forma verdadeira e se englobará todos os itens considerados fundamentais. Caso estes requisitos não sejam atendidos a Frente poderá entrar com uma representação judicial.
Segundo Champi, o EIA/RIMA da Cargill não será um estudo apenas local, mas abrangerá outros pontos, como a BR 163, comunidades afastadas da cidade, Mojuí dos Campos, por exemplo, e a cidade de Belterra. A equipe que está elaborando o estudo já teria inclusive visitado estes locais. O diretor da empresa afirma que a Cargill nunca se negou a fazer um estudo, mas que antes era necessário saber que tipo o governo queria. Ele ainda afirmou que a empresa fez um Plano de Controle Ambiental (PCA), que contou com mais de 500 laudas e que muitos pontos do mesmo serão reativados no EIA/RIMA. "Nós precisávamos que o governo nos dissesse que tipo de estudo queria. Não podemos ligar para a nossa matriz e dizer que temos de fazer um estudo diferente a cada dia e na época da instalação o governo estadual aceitou o PCA" destacou Champi.
Uma das principais críticas que a empresa recebe da população santarena é em relação à praia de Vera Paz, que deixou de existir no momento em que a Cargill se instalou no local. Em relação ao assunto Champi afirmou que antes da empresa avaliar o que pode fazer para compensar os prejuízos vai esperar pela conclusão do estudo, para saber se houve impacto, qual foi e o que pode ser feito. "Sinceramente se me perguntar agora o que pode ser feito para compensar o impacto na área da praia eu não sei dizer. Precisamos primeiramente analisar o estudo e ver qual a melhor forma. Não adianta causarmos um impacto num lugar e fazer a compensação em outro que não tem nada haver" destacou.
Em relação ao sítio arqueológico que existiria no local em que a empresa fio instalada, Sérgio Luís Pompéia, diretor da empresa que a Cargill contratou para fazer o EIA/RIMA afirmou que o sítio também estará englobado no estudo, mas a empresa acredita que se o local fosse mesmo um sítio deveria estar organizado como tal, como prevê a legislação. De acordo com Pompéia, na época da instalação da empresa não havia esta organização. A empresa também não tem um plano de compensação para o sítio arqueológico e vai esperar o estudo para analisar os prejuízos e compensações que podem ser feitas.
Outra polemica que envolve a instalação da Cargill em Santarém é o incentivo que foi dado para que produtores do sul do país se instalem na região, que teria aumentado o êxodo rural, o desmatamento e ainda a questão dos agrotóxicos que, colocados na lavoura, acabariam por prejudicar as plantações na região. " Há rumores de que a saída das famílias do campo tenha inchado as cidades, mas os números do IBGE não comprovam que o êxodo rural tenha sido tão alto", rebateu Pompéia.
Para ele, a vinda do porto é mesmo um incentivo para a plantação de soja, mas os produtores influenciam muito pouco no desmatamento. Pompéia garantiu que o EIA/RIMA vai abordar o desmatamento causado pelos produtores bem como a influência dos pesticidas que são jogados nas lavouras.
Segundo o diretor Afonso Champi, a Cargill só compra soja de produtores cadastrados no projeto The Nature Conservancy (TNC), que controla a produção do grão em áreas que não sejam de florestas. Ele garante que muitas vezes a Cargill se recusa a comprar de outros produtores que levam o produto até a empresa, mas não estão cadastrados. Segundo Champi dados da prefeitura e do IBGE revelam que há cerca de 500 mil hectares já degradados para a plantação na região oeste paraense e que por ano a empresa compra no máximo a produção de 25 mil hectares da região.
Champi negou os boatos de que a Cargill tem deixado de receber soja agricultores locais e que estaria comprando menos deles para tentar diminuir o impacto ambiental. "Nós nunca viramos as costas para os agricultores, promovemos reuniões em que os mesmos são convidados a participar. A última foi em março deste ano. Convidamos 300 e só compareceram 40. Não podemos esquecer que já havia produtores aqui antes de chegar a Cargill, mesmo assim vamos entrar em contato com o pessoal do TNC para que atendam mais agricultores e veja o que falta para que eles entrem no projeto" garantiu Champi.
Outra polêmica que envolve a empresa diz respeito à água de lastro dos navios. Os navios de grande porte quando estão vazios enchem os compartimentos com água do oceano para poderem navegar. Há uma lei internacional que obriga os mesmos a pararem antes de entrar nos rios e despejarem a água no próprio oceano, para que os rios não sejam contaminados com seres marinhos, que podem acabar prejudicando o ecossistema local. Champi afirma que a empresa cumpre três procedimentos diferentes para descarregar a água de lastro, de acordo com a legislação e que a água do Tapajós também poderá entrar no estudo. "A água não é simplesmente despejada no rio, nos cumprimos os procedimentos legais" destacou.
Champi afirmou que a empresa quer ouvir a população, inclusive quem é contra as instalações na cidade e que promoverá audiências públicas, como determina a lei, antes de enviar o relatório ao Ibama.
Maria vai à justiça impedir concurso público
A presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargadora Albanira Bemerguy, concedeu pedido de suspensão de liminar em tutela antecipada formulado pela prefeitura de Santarém contra a decisão da juíza Betania de Figueiredo Pessoa Batista que, em medida cautelar de Ação Civil Pública proibia as contratações de servidores temporários pelo Município de Santarém sem prévia aprovação em concurso.
Com a decisão da presidência do TJE a prefeita Maria do Carmo está desobrigada de fazer concurso público no prazo de 60 dais. Sexta-feira(9) era o último dia para a publicação do edital. Em entrevista à Tv Tapajós, Maria do Carmo garantiu que o concurso público vai ser mesmo realizado, mas não especifiou a data de sua realização.
"É um contra-senso da prefeita Maria do Carmo dizer que vai haver concurso público quando ela mesma vai a justiça para impedir que o concurso seja realizado', reagiu o vereador Valdir Matias Jr, do PV. O vereador oposicionista considera que é muito improvável que o concurso seja realizado este ano. "Há a legislação eleitoral que impede a contratação de funcionários no período eleitoral. Se houver concurso, os aprovados só serão chamados após as eleições deste ano.
A assessora de imprensa da prefeitura Nelma Bentes informou no início da noite de sexta-feira que o município vai realizar o concurso no mês de junho e o edital com as normas do certame serão conhecidas ainda neste mês de maio.
O procurador do município Isaac Lisboa foi outro que garantiu a O Estado do Tapajós que a prefeitura de Santarém realizará o concurso público ainda este ano.
A promessa de realização de concurso público é uma das quatro principais promessas de campanha da prefeita Maria do Carmo que não foram cumpridas. As outras três são a pavimentação de 300 quilômetros de ruas, a construção de 4 pronto-socorros 24 horas nos bairros da periferia e a instalação de água em todas as torneiras da população de Santarém.
Com a decisão da presidência do TJE a prefeita Maria do Carmo está desobrigada de fazer concurso público no prazo de 60 dais. Sexta-feira(9) era o último dia para a publicação do edital. Em entrevista à Tv Tapajós, Maria do Carmo garantiu que o concurso público vai ser mesmo realizado, mas não especifiou a data de sua realização.
"É um contra-senso da prefeita Maria do Carmo dizer que vai haver concurso público quando ela mesma vai a justiça para impedir que o concurso seja realizado', reagiu o vereador Valdir Matias Jr, do PV. O vereador oposicionista considera que é muito improvável que o concurso seja realizado este ano. "Há a legislação eleitoral que impede a contratação de funcionários no período eleitoral. Se houver concurso, os aprovados só serão chamados após as eleições deste ano.
A assessora de imprensa da prefeitura Nelma Bentes informou no início da noite de sexta-feira que o município vai realizar o concurso no mês de junho e o edital com as normas do certame serão conhecidas ainda neste mês de maio.
O procurador do município Isaac Lisboa foi outro que garantiu a O Estado do Tapajós que a prefeitura de Santarém realizará o concurso público ainda este ano.
A promessa de realização de concurso público é uma das quatro principais promessas de campanha da prefeita Maria do Carmo que não foram cumpridas. As outras três são a pavimentação de 300 quilômetros de ruas, a construção de 4 pronto-socorros 24 horas nos bairros da periferia e a instalação de água em todas as torneiras da população de Santarém.
Filhos, sede obedientes.
Josué Monteiro
Articulista de O Estado do Tapajós
O Apóstolo, escrevendo aos efésios recomenda aos filhos dizendo: “Vós filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” Nesta passagem podemos observar o apóstolo Paulo orientando que devemos ensinar nossas crianças a obedecer e a honrar os seus pais, mediante a criação na disciplina e doutrina do Senhor.
Até os filhos mais velhos, mesmo depois de casados devem receber o conselho dos pais e honrá-los na velhice, mediante cuidados e ajuda financeira, conforme a necessidade. Isto é Bíblico, e este registrado em MT. 14:1-6. É importante dizermos que os filhos que honram seus pais serão abençoados por Deus, aqui na terra e na eternidade.
Não podemos fugir a verdade, é obrigação solene dos pais dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar com a salvação dos filhos. Segundo a palavra de Paulo em Ef 6:4 e Cl 3:21, bem como a instrução de Deus em muitos trechos do Antigo Testamento, é responsabilidade dos pais dar aos filhos criação que os prepare para uma vida de agrado do Senhor.
A Bíblia também nos narra uma exortação a adquirir a sabedoria e apartar-se do caminho dos ímpios nos dizendo: “Ouvi, filhos, a correção do pai e estai atentos para conhecerdes a prudência. Pois vos dou boa doutrina; não deixeis os meus preceitos. Porque eu era filho de meu pai, tenro e único em estima diante de minha mãe. E ele ensinava-me e dizia-me: Retenha as minhas palavras o teu coração; guarda os meus preceitos e vive”.
Hoje, vivemos uma grande interrogação. Queremos saber por que os filhos não honram os seus pais. A palavra de Deus afirma que o povo perece por falta de conhecimento. Na atual conjuntura, assistimos filho tentando tomar os bens dos pais e dos irmãos sem medir as conseqüências que isto pode lhe acarretar espiritualmente diante dos preceitos de Deus.
Este mesmo filho não sai em defesa da honra da família; que teve os seus valores morais pisoteados por tiranos e aventureiros que para cá foram trazidos por um grande remanso. Aceita a desonrardes de seu irmão, agora em saudosa memória.
Agora, quando sua força de pai já foi dominada pela vaidade dos pensamentos dos seus filhos, a honra, a ética, e a sua primogenitura foram trocadas por um prato de sopa de lentilhas. As maracutaias sempre são tramadas a gosto dos que dela se alimentam. Mas lembramos, que no oculto do homem ou em qualquer lugar deste espaço universal o Juiz divino que é soberano para nos julgar, trará ainda cedo a sentença dos filhos que não honram os pais. “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele plana todas as suas carreiras” (Pv 5:21). Portanto, filhos, sede obedientes porque esta é a vontade de Deus.
Articulista de O Estado do Tapajós
O Apóstolo, escrevendo aos efésios recomenda aos filhos dizendo: “Vós filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” Nesta passagem podemos observar o apóstolo Paulo orientando que devemos ensinar nossas crianças a obedecer e a honrar os seus pais, mediante a criação na disciplina e doutrina do Senhor.
Até os filhos mais velhos, mesmo depois de casados devem receber o conselho dos pais e honrá-los na velhice, mediante cuidados e ajuda financeira, conforme a necessidade. Isto é Bíblico, e este registrado em MT. 14:1-6. É importante dizermos que os filhos que honram seus pais serão abençoados por Deus, aqui na terra e na eternidade.
Não podemos fugir a verdade, é obrigação solene dos pais dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar com a salvação dos filhos. Segundo a palavra de Paulo em Ef 6:4 e Cl 3:21, bem como a instrução de Deus em muitos trechos do Antigo Testamento, é responsabilidade dos pais dar aos filhos criação que os prepare para uma vida de agrado do Senhor.
A Bíblia também nos narra uma exortação a adquirir a sabedoria e apartar-se do caminho dos ímpios nos dizendo: “Ouvi, filhos, a correção do pai e estai atentos para conhecerdes a prudência. Pois vos dou boa doutrina; não deixeis os meus preceitos. Porque eu era filho de meu pai, tenro e único em estima diante de minha mãe. E ele ensinava-me e dizia-me: Retenha as minhas palavras o teu coração; guarda os meus preceitos e vive”.
Hoje, vivemos uma grande interrogação. Queremos saber por que os filhos não honram os seus pais. A palavra de Deus afirma que o povo perece por falta de conhecimento. Na atual conjuntura, assistimos filho tentando tomar os bens dos pais e dos irmãos sem medir as conseqüências que isto pode lhe acarretar espiritualmente diante dos preceitos de Deus.
Este mesmo filho não sai em defesa da honra da família; que teve os seus valores morais pisoteados por tiranos e aventureiros que para cá foram trazidos por um grande remanso. Aceita a desonrardes de seu irmão, agora em saudosa memória.
Agora, quando sua força de pai já foi dominada pela vaidade dos pensamentos dos seus filhos, a honra, a ética, e a sua primogenitura foram trocadas por um prato de sopa de lentilhas. As maracutaias sempre são tramadas a gosto dos que dela se alimentam. Mas lembramos, que no oculto do homem ou em qualquer lugar deste espaço universal o Juiz divino que é soberano para nos julgar, trará ainda cedo a sentença dos filhos que não honram os pais. “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele plana todas as suas carreiras” (Pv 5:21). Portanto, filhos, sede obedientes porque esta é a vontade de Deus.
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